IDEALIZADOR DO MOVIMENTO NEOMARGINAL LANÇA LIVRO EM CURITIBA

Vitor Miranda, contista conhecido pela ironia, lança “Os ratos vão para o céu?” no Porão Loquax, no Wonka Bar, na R. Trajano Reis, 326 – São Francisco, em Curitiba,  no dia 27 de maio, às 20h.

o evento conta com leitura do próprio autor e da atriz Kátia Horn. na sequência uma conversa mediada pelo escritor João Dusi e pelo poeta Ricardo Pozzo.

nesses contos Vitor traz as descobertas da infância em histórias fantásticas e em outras cruéis. sempre permeadas pelo seu característico sarcasmo e pela poesia que constrói o ritmo de sua prosa que por vezes se encontra com diálogos cotidianos e profundos.

o livro conta com apresentações de Aramyz e Xico Sá:

“Os pesadelos crescem e ficam adultos. Eles ainda estão aqui, junto com ratos, medos, interrogações e a crônica da realidade punk.”
Xico Sá
jornalista

““essas crianças pra quem ele dá voz, conheço todas, sou eu, meus sobrinhos, as crianças que foram criança junto comigo, as crianças que estão nas conduções, nos lugares por onde a gente passa, são as crianças que moram na minha rua, as crianças que sofrem abusos e tem medo de falar.”
Aramyz
escritor

Vitor é o idealizador do Movimento Neomarginal e ao lado de artistas de diversas lugares do Brasil vem tumultuando a cena literária, principalmente após a participação do movimento em seu primeiro festival literário internacional na Flipoços.

também faz parte da Banda da Portaria, projeto musical poético que nasceu do seu livro “Poemas de amor deixados na portaria”.

PAULO LEMINSKI COMPLETARIA 78 ANOS NESTA QUARTA (24/08)

Paulo Leminski por João Urban.

Autor é um dos principais nomes da literatura brasileira do último século

Paulo Leminski se consolidou como um dos nomes mais importantes e vibrantes da literatura brasileira. O escritor, que completaria 78 anos no dia 24/08, experimentou diversas linguagens artísticas com uma rica obra poética, de prosa experimental, tradução, ensaios e composições musicais.

Para conhecer mais a obra de Leminski: https://pauloleminski.com.br

Nascido em Curitiba em 1944, Leminski fez de sua vida uma busca pelo sublime. Seja pela procura religiosa, vinda da vontade de ser monge que o levou a passar parte da juventude em um mosteiro, até a filosofia zen que marcou sua obra, passando pelo minimalismo do dia a dia dos haicais. A forma poética japonesa, aliás, teve no autor um de seus grandes divulgadores no Brasil.

Em 1975 começa uma série de lançamentos de trabalhos que se tornaram marcos na literatura brasileira com “Catatau”, em prosa, e dos escritos poéticos independentes  “Quarenta clics em Curitiba” (com o fotógrafo Jack Pires) em 1976 e “Não fosse isso e era menos não fosse tanto e era quase” e “Polonaises”, ambos de 1980. A repercussão destes trabalhos foram base para o seminal “Caprichos e relaxos” (1983). Quatro anos depois lança seu último livro em vida, o cultuado “Distraídos venceremos”.

Como tradutor, Leminski trouxe para nossa língua textos de autores plurais como Matsuó Bashô, Beckett, James Joyce e John Lennon. Como compositor, escreveu mais de 100 canções e teve suas composições gravadas por nomes como Caetano Veloso, Itamar Assumpção, Banda Blindagem (Ivo Rodrigues), Ney Matogrosso, Paulinho Boca de Cantor e Moraes Moreira. Em 2015, sua filha Estrela Leminski compilou as canções do pai em um songbook com partituras e cifras que podem ser baixadas de modo gratuito.

Confira uma playlist com faixas icônicas de autoria do poeta: https://spoti.fi/3PIL7Pl

Baixe o songbook de modo gratuito: http://www.pauloleminski.com.br/songbook/livro-cancoes-paulo-leminski.html

Em 2013, a carreira de Leminski ganhou um renascimento com a cultuada coletânea “Toda Poesia”, best-seller com as obras poéticas completas, organizada por Alice Ruiz, que acompanhou toda a produção de sua obra. Esse trabalho apresentou o autor para toda uma nova leva de leitores.

Neste ano, seu trabalho ganha edições em todo o mundo com publicações na Itália, Espanha, Argentina e Estados Unidos. Para os fãs brasileiros, um sarau de celebração ao poeta acontece em sua cidade natal de Curitiba, no dia de seu aniversário, no Wonka Bar e a exposição Múltiplo Leminski abre em outubro em Porto Alegre, no Centro Cultural da UFRGS.

Para mais informações:
Build Up Media
(24) 999377203
contato@buildupmedia.com.br

NA SEMANA EM QUE PAULO LEMINSKI COMPLETARIA 78 ANOS, SUA OBRA DE ESTÁ SE RENOVANDO COM TRADUÇÕES, EDIÇÕES E EVENTOS

Paulo Leminski. Crédito: Nani Góis.

Autor é um dos maiores nomes da poesia brasileira

Com uma rica obra poética, de prosa experimental, tradução, ensaios e canções, Paulo Leminski se consolidou como um dos nomes mais importantes e vibrantes da literatura brasileira. Com um trabalho que ainda instiga e inspira até hoje, sua arte será celebrada com um sarau especial em Curitiba no dia 24/08, quando o poeta completaria 78 anos. O evento acontece no Wonka Bar a partir das 20h e os ingressos custam R$ 10. A classificação é de 18 anos.

Filhas do autor, Aurea Leminski e Estrela Ruiz Leminski encabeçam a noite cuja programação resgata o evento que marcou a literatura paranaense de 1989 até meados nos anos 2000, trazendo para Curitiba importantes escritores e poetas, entre eles, Affonso Romano de Sant’Anna, Ferreira Gullar, Haroldo de Campos, Augusto de Campos, Arnaldo Antunes, Décio Pignatari, Moraes Moreira e outros. Completam o line up do Sarau  Gabriel Teixeira, Juliana Cortes, Leo Fressato, Nadja Naira (Companhia Brasileira de Teatro) e Téo Ruiz.

A noite de poesia, música e teatro acontece no Wonka, que fica localizado na Rua Trajano Reis, 326, centro de Curitiba.

Serviço:
Sarau Perhappiness
Data: 24/08/2022 (quarta-feira)
Horário: 20h
Local: Wonka Bar
Endereço: Rua Trajano Reis, 326 – São Francisco – Curitiba/PR
Classificação: 18 anos

Em um de seus primeiros trabalhos, “Quarenta clics em Curitiba” (1975), Paulo Leminski comenta a passagem de tempo de modo profético: “O tempo fica / cada vez / mais lento / e eu / lendo / lendo / lendo / vou acabar / virando lenda”. E ele virou. Com uma rica obra poética, de prosa experimental, tradução, ensaios e canções, Leminski se consolidou como um dos nomes mais importantes e vibrantes da literatura brasileira. Com um trabalho que ainda instiga e inspira, novas edições chegam em todo o mundo com publicações na Itália, Espanha, Argentina e Estados Unidos.

Para conhecer mais a obra de Leminski: https://pauloleminski.com.br

“Assim como Paulo Leminski tinha um imenso prazer em traduzir para o português obras de grande relevância da literatura mundial, hoje o caminho se inverte e o mundo começa a conhecer ainda mais este escritor brasileiro. Só temos a agradecer aos envolvidos por fazer de Paulo Leminski um autor cada vez mais universal”, conta Áurea Leminski, filha do autor que completaria 78 anos no próximo dia 24/08.

A cultuada coletânea “Toda Poesia”, best-seller lançado em 2013 com as obras poéticas completas, que apresentaram o autor para toda uma nova leva de leitores. Agora, o livro chega ao mercado norte-americano com a tradução do professor emérito do Departamento de Estudos em Espanhol e Português da Universidade da Flórida, Charles A. Perrone, em parceria com o Doutor em Estudos Literários da Universidade Federal do Paraná, Ivan Justen Santana, como “All Poetry”. A edição da editora New London Librarium traz na íntegra todos os poemas e a mesma identidade visual da versão brasileira, com o icônico bigode na capa.

Paralelamente, na Itália, saiu o livro de poemas “Distratti Vinceremo” (“Distraídos Venceremos”), com tradução de Massimiliano Damaggio e versão de “Tuti Maioli” pela editora L’arcolaio.  Na Argentina e na Espanha, os títulos foram contemplados no Edital de Programa de Apoio à Tradução e a Publicação de Autores Brasileiros no Exterior. A editora Añosluz, de Buenos Aires, publicou uma antologia poética intitulada “Parezca y Desaparezca”, com trabalho de tradução de Alejandro Güerri. E ainda, a novela “Ahora es que son ellas” (“Agora é que são elas”) saiu pela editora espanhola Libros de la resistencia, com tradução de Reynaldo Jiménez. 

Para os fãs brasileiros, um sarau de celebração ao poeta acontece em sua cidade natal de Curitiba no dia de seu aniversário no Wonka Bar e a exposição Múltiplo Leminski abre em outubro em Porto Alegre, no Centro Cultural da UFRGS.

Para mais informações:
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MIRÓ DA MURIBECA


João Flávio Cordeiro da Silva, sob o pseudônimo de Miró da Muribeca, viveu de poesia. Performático, Miró tornou-se referência na poesia urbana. Publicou 15 livros, alguns com mais de 3 mil exemplares vendidos – livros que ele mesmo vendia, como conta neste vídeo da Trip TV.

O poeta pernambucano faleceu no último domingo, 31 de julho de 2022, vítima de câncer descoberto em 2020. Miró deixa filho e neto.


“Nesse podcast, Renan Inquérito faz uma viagem a Pernambuco, para falar um pouquinho sobre o poeta, alegrista Miró: Miró da Muribeca. Apelidado em 1960 de João Flávio Cordeiro da Silva, mas que adotou para si o nome que dizia de onde vinha, bairro de Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana de Recife.

Poeta preto, periférico, nordestino, autodenominava-se “cronista do cotidiano”, fazia poesia urbana, lírica, falava do lado caótico da vida e da cidade: violência, desamor, depressão.

FICHA TÉCNICA
Pesquisa Roteiro e Apresentação: Renan Inquérito
Projeto e Produção Cultural: Gabriela Castilho Guimarães
Produção musical, edição e finalização: Pop Black | Black Beats Music
Projeto realizado com recursos do PROAC

REDES SOCIAIS
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www.facebook.com/inquerito
www.twitter.com/renan_inquerito
www.instagram.com/renaninquerito
LOJA
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SHOWS E PALESTRAS
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fonte / texto: Renan Inquérito

SEBINHO FATO AGENDA – LIVROS E DISCOS DE VINIL

SEBINHO FATO AGENDA é a loja virtual de livros e discos que ajuda financiar nosso blogue FATO Agenda. O estoque fica em Curitiba, entregamos para todo Brasil por uma taxa fixa de R$10,00 por livro, e toda sexta-feira entregamos gratuitamente no centro de Curitiba, é só combinar. Temos centenas de livros e discos de vinil à pronta-entrega, consulte nosso acervo via insta e/ou whats 41.99745.5294 (com Lelê).

Confira os links organizados:

– Instagram (catálogo com livros e discos):
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– Loja virtual de livros mais raros (do mercado livre):
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– Discos de vinil e fitas K7:
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FRETE: Receba nossos livros em casa, via correios. Taxa de entrega: R$10,00 (por livro), válida para todo Brasil. Com opção de retirada (livre de taxa, lógico) no estoque na Travessa Isaacson Chinasso, número 37, bairro Orleans, em Curitiba (ENDEREÇO NOVO!). ATENÇÃO: toda sexta-feira entregamos (sem taxa) no centro de Curitiba, só combinar.

PAGAMENTO: Pagamento via Pix, app MercadoPago, Nubank, Caixa, PicPay, cartão crédito/débito, boleto e/ou transferência bancária. Nossa loja tem CNPJ, os livros são usados, mas podemos emitir nota fiscal, se precisar, solicite!

ÍMÃ FAZ SHOW DE LANÇAMENTO DO EP “FURIOSA ABERTA” EM CURITIBA, QUINTA-FEIRA, 9 DE JUNHO

Apresentação ocorre no Espaço Fantástico das Artes às 20h30 com participações das artistas Julia Raiz, Natasha Tinet, Cau de Sá e Fernanda Fuchs; ingressos do 1º lote já estão à venda por R$ 20 com pagamento via PIX


Foto-mosaico por Tárcilo Pereira, Walter Thoms e Laís Melo.

Chegou a hora das canções de Furiosa Aberta serem tocadas pela ímã. Disponível nas principais plataformas desde o final de 2021, o segundo trabalho da banda será apresentado na íntegra pela primeira vez na noite de 9 de junho, em Curitiba-PR, no palco do Espaço Fantástico das Artes (R. Trajano Reis, 41 – São Francisco).

Furiosa Aberta é fruto de parcerias com as poetas e amigas Francisco Mallmann, Natasha Tinet e Julia Raiz. O álbum reverbera dúvidas essenciais para o grupo nestes últimos anos, dentre elas: “Como uma banda pode sobreviver ao isolamento?”. A resposta da ímã foi apostar em jogos de composição (feitos à distância pelas nove artistas da banda + participações) que resultaram nas faixas No coração do King Kong, Cidade Assionara Souza, Monika e o Futuro e Furiosa Aberta.

Depois de um processo de criação marcado pela não presencialidade e pela ausência de ensaios convencionais, o EP Furiosa Aberta ainda aguardava pela chance de um lançamento presencial e festivo, como esse que se anuncia.

Participações
Natasha Tinet é escritora e artista visual e, além de assinar a arte de capa do EP, é autora do poema a partir do qual nasceu a música Monika e o Futuro. Seu trabalho serviu de inspiração para a banda experimentar a técnica da colagem como linguagem de criação no campo da música.

Escritora e tradutora, Julia Raiz criou o texto que gerou a faixa Cidade Assionara Souza (feito em homenagem à sua amiga Assionara, poeta e dramaturga de grande importância no cenário brasileiro). Ao lado de Francisco Mallmann, Julia e Natasha fazem parte da Membrana Literária, a grupa afetiva, crítica e colaborativa de escrita que estará presente no palco do show de lançamento através das intervenções das duas escritoras que participaram do EP.

Cau de Sá também fará participação especial. Cantora, compositora, integrante da banda Mulamba e parceira/amiga da ímã desde outras épocas, Cau é coautora de Mangueador, single do primeiro álbum da banda, ímã de nove pontas (2020).

Ainda no dia 09, a atriz e cantora  Fernanda Fuchs estará presente no palco com a ímã para cantar algumas das canções em sua primeira apresentação junto com a banda, para brindar uma parceria que já vem desde o primeiro álbum e passa também pelo último EP.

Ingressos
O primeiro lote de reservas para o dia 09/06 já está disponível, no valor de R$ 20, com pagamento via PIX após o preenchimento do formulário acessado neste link: Show da ímã – lançamento do EP Furiosa Aberta (google.com).

Sobre a ímã
A ímã é formada por artistas multi-instrumentistas que experimentam com a canção brasileira. Seus dois primeiros álbuns trazem uma diversidade de sons que vai do samba ao ijexá, do rock polirrítmico a jazzismos tropicais. A banda também integra a Queda Livre, articulação de artistas que ocorre de forma orgânica desde 2018 e já lançou também ímã de nove pontas (2020); Fronteiriça (2020), de Roseane Santos; Livro Vivo (2021), de Luciano Faccini e Roseane Santos; Waltel 92 (2021) e o álbum 8 (2022), ambos de Francisco Okabe.

Serviço:
Furiosa Aberta ao Vivo no Espaço Fantástico das Artes | 09 de junho | 20h30
_endereço: R. Trajano Reis, 41 – São Francisco, Curitiba
_valor: R$ 20 (primeiro lote), com reservas via formulário > Show da ímã – lançamento do EP Furiosa Aberta (google.com)

Conheça a ímã
@imafuriosaaberta | linktr.ee/imadenovepontas

Conheça a Queda Livre
@QuedaLivreColetiva | linktr.ee/QuedaLivreColetiva

Ficha Técnica
Daniel D’Alessandro (bateria e percussão), Dayane Battisti (violoncelo, cavaco e voz), Francisco Okabe (violão de 7 cordas, cavaco e flauta transversal), Guilherme Nunes (guitarra), Leonardo Gumiero (baixo, sintetizador e voz), Luciano Faccini (guitarra, clarinete e voz), Mariana Ribeiro (percussão e voz), Yasmine Matusita (bateria, percussão e voz),
Convidadas: Cacau de Sá, Natasha Tinet, Julia Raiz e Fernanda Fuchs
Técnica de som: Acácio Guedes
Direção de produção: Má Ribeiro, Luciano Faccini
Produção executiva: Dayane Battisti
Classificação: livre

CARLOS DALA STELLA LANÇA NOVO LIVRO E COMPLETA TRILOGIA

Obra brinda o leitor com pequenos ensaios e retratos de escritores, pintores, cantores, músicos, bailarinos, fotógrafos e pessoas comuns

O poeta, artista plástico e contista Carlos Dala Stella acaba de publicar o livro “Retratos: Desenhos de Admiração”. Produzido pela Editora Maralto – que pertence ao grupo Arco Educação – a obra completa o terceiro volume do que o autor chama de Trilogia Inconjunta.

No primeiro volume intitulado A Arte Muda da Fuga, Dala Stella traz poemas e recortes. No segundo, Nas Mãos de Bendita, há contos, desenhos e colagens. Neste terceiro, há um livro de arte que brinda o leitor com pequenos ensaios. Mas que não se enganem os leitores. De Maria Bethânia a Van Gogh, o autor reflete sobre os processos para a criação de muitos retratos, numa antologia pessoal, de admiração. De um talento vasto e admirável, o autor transita com segurança por diferentes técnicas como nanquim, colagem, lápis de cor e muitas outras.

E para mostrar ao público o resultado deste trabalho, Carlos Dala Stella faz o lançamento de Retratos: Desenhos de Admiração e autografa a obra. O evento será no dia 04 de dezembro (sábado), das 11h às 16h, no ateliê do artista, no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba-PR.

A entrada é franca e segue os cuidados de prevenção à Covid-19. No local também haverá exposição de alguns originais do autor.

Diversidade
Segundo o artista, os três livros – todos publicados pela Editora Maralto – compõem uma trindade entre gêneros diversos onde o fio condutor, ainda que diagonal, ressalta o diálogo fragmentado nas obras.

Em todos eles existe a mesma notação poética reflexiva, os mesmos vazios e silêncios, a mesma urgência do manuseio da matéria, um sem-sentido que se apresenta quase sempre no formato de espanto. E uma certa gratuidade fluida, onírica às vezes, que raramente se submete à realidade.

Múltiplas expressões
De acordo com Dala Stella, os retratos o permitem exercitar uma linha que de outra forma ele não saberia como exprimir. E a linha, uma única linha, guarda possibilidades incomensuráveis de investigação do humano.

“É uma pena que o desenho, especialmente o desenho de um rosto, tenha se tornado tão obsoleto no período que há décadas chamamos – sem constrangimento algum – de contemporaneidade; como se em outros tempos as pessoas não tivessem sido contemporâneas de si mesmas”, explica o artista.

Para ele, a linha do retrato é ambígua, atenta a si mesma e à parecença, o que está sempre a limitá-la ao jogo que se estabelece a partir do primeiro traço com o retratado. “Embora ele seja tanto o ponto de partida como o ponto de chegada, é no trajeto que o desenho se desgarra e ganha autonomia – sugerindo, quem sabe, um sentido plástico”, complementa.

Uma galeria de afetos partilhados
Em tempos de câmeras e smartphones quase como extensão do corpo humano, retratos parecem exaustivos e até mesmo banais em nossas vidas. Hoje, incontáveis rostos, em espaços os mais diversos, exibem muito de nossa história, em todo o mundo: como nos vemos e queremos ser vistos, em que cenários, quem nos olha e em que situações.

O amplo alcance da tecnologia sugere um esvaziamento da arte de ver e de guardar rostos. Mas há os retratos e os retratos, aqueles registrados instantaneamente, ainda que com graça, e os criados pelo interesse – admiração, contemplação, estranhamento? – de alguém que olha e vê, seja com a máquina, o lápis, o pincel e até mesmo com recortes em papel.

Retratos: Desenhos de Admiração é, sem dúvida, como o título anuncia, uma galeria de afetos. Definido, sempre provisoriamente, pelo desejo de quem o tem em mãos, o livro pode ser tomado ora como uma coletânea de breves perfis, ora como um diário ou livro de artista. Nele, Carlos Dala Stella divide com os leitores a intimidade de suas experiências artísticas e culturais, tendo como eixo seu olhar para escritores, pintores, cantores, músicos, bailarinos, fotógrafos e pessoas comuns, desconhecidas na arena pública, como alguns de seus familiares.

Os personagens escolhidos para compor o livro não são apresentados de maneira comum e previsível. Pouco parece importar ao autor onde e quando nasceram e nem o que fizeram. Os traços, recortes e palavras que fazem a obra revelam, mais do que os retratados, o retratista em sua relação com cada um, que partilhada se oferece como experiência estética.

Por sua natureza, Retratos: Desenhos de Admiração não é um livro para ser cumprido linearmente, da primeira à última página. Naturalmente, o leitor é senhor de sua leitura e nada o impede de começar e terminar.

Porém, os muitos convites feitos por esta obra de difícil e desnecessária classificação são para que nós o visitemos como a uma exposição, vendo de perto e de longe, observando os desenhos e, às vezes, desprezando os textos, e vice-versa, para neles voltar em outro momento, passando rapidamente por uns e nos detendo naqueles que nos unem ao artista pela memória ou gosto comum pelo retratado. É como uma casa com muitos habitantes, que se oferecem, pelos caminhos de Dala Stella, a singulares visitações.

Sobre o autor
Carlos Dala Stella nasceu em Curitiba-PR, em 1961. É poeta, artista plástico e contista. Formado em Letras pela Universidade Federal do Paraná, dedica-se ao desenho desde os anos 1980, quando expôs na Itália. Publicou diversos livros e foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria Ilustração.

Serviço
O que: Lançamento do livro “Retratos: Desenhos de Admiração” (Editora Maralto, 192 págs., R$ 49,90) e sessão de autógrafos com o autor Carlos Dala Stella
Quando: 04 de dezembro (sábado), das 11h às 16h
Onde: Ateliê do artista [rua Toaldo Túlio, 899, Santa Felicidade, Curitiba-PR, tel. 41-98844-8448]
Quanto: Entrada franca e o local segue os cuidados de prevenção à Covid-19
Catálogo: O catálogo da Editora Maralto poderá ser conferido no Instagram e Facebook @maraltoedicoes

Relacionamento com a imprensa | Editora Maralto
Mem & Mem Comunicação
Marlise Groth Mem – (41) 9 9908-0511 marliseassessoria@gmail.com 
João Alécio Mem – (41) 9 9124-9748 joaoalecioassessoria@gmail.com 
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SHOW MARCIO JULIANO OUTRO SAMBA -TRANSMISSÃO PARA CURITIBA


Crédito da foto: Leandro Taques

As apresentações (ao vivo e gratuitas) serão realizadas dias 04 e 05/12 (sábado e domingo), no Youtube.

O show Marcio Juliano – Outro Samba, que circulou virtualmente por oito cidades do interior do Paraná, terá transmissão (ao vivo) direcionada desta vez para Curitiba. Será neste fim de semana, dias dias 04 e 05/12 (sábado e domingo), às 19h, pelo Youtube, neste link

Outra ação do projeto será a realização da Live “A Música Brasileira e a Época de Ouro”, com a participação do músico Sérgio Albach e do cantor Marcio Juliano, nesta quinta-feira (02/12), às 19h, no mesmo link acima.

O show audiovisual é uma colagem sofisticada de 12 clipes gravados em diferentes momentos e espaços, parte deles realizados em 2019 e outra em 2021, durante a pandemia. O clipe que abre o show Eu Quero Um Samba (Janet de Almeida e Haroldo Barbosa), por exemplo, retrata este contexto do isolamento social, foi criado a partir da colaboração de vários artistas que se gravaram dançando em suas casas. O Teatro Guaíra, em Curitiba, foi usado como locação para alguns clipes. O palco, a plateia, as coxias, e os camarins serviram de cenário para as gravações realizadas presencialmente no ano passado, respeitando todos os protocolos sanitários para garantir a segurança dos artistas e da equipe.

Outro Samba é um mergulho na Época de Ouro, período representado por uma geração de grandes compositores brasileiros entre 1929 e 1945, mas com uma leitura contemporânea deste universo musical. Conta com virtuoses como Sérgio Albach (clarone e clarinete), que também assina a direção musical, Daniel Migliavacca (bandolim e violão tenor), Lucas Melo (violão 7 cordas) e Luís Rolim (bateria e percussão).

Dorival Caymmi, Wilson Baptista, Noel Rosa, Pixinguinha, Ary Barroso estão presentes no repertório com narrativa diversa que homenageia o samba e suas múltiplas possibilidades, mas que sobretudo evoca a alegria, o amor e a superação da melancolia.

“As composições retratam um país que me interessa discutir, refletir e que, ainda hoje, abordam questões relevantes, como no caso da música Pedreiro Waldemar (Wilson Baptista e Roberto Martins) que constrói um edifício e depois não pode entrar. Bem oportuna também é a reflexão de Noel Rosa na mordaz e bem-humorada composição Com que Roupa? (Noel Rosa)”, conta Marcio Juliano que também dirige o trabalho.

Os clipes que compõem o show misturam diferentes linguagens e trazem a participação de muitos artistas. Estão presentes: Orquestra à Base de Sopro de Curitiba na faixa Boneco/Nega do Cabelo, releitura que mescla Nega do Cabelo Duro e Boneca de Pixe, que também conta com a participação das cantoras Érica Silva (Banda Mulamba), Iria Braga, Milena Tupy e da atriz Cassia Damasceno (Companhia Brasileira de Teatro). A cantora Uyara Torrente, da Banda Mais Bonita da Cidade, está em Judiaria de Lupicínio Rodrigues e a performer Giorgia Conceição – Miss G atua em Na Aldeia (Silvio Caldas, Caruzinho e De Chocolat). Tem ainda a participação ilustre de artistas de fora do Paraná, como a cantora Mônica Salmaso, considerada uma das mais importantes do Brasil, em Provei (Noel Rosa e Vadico), e o trombonista Raul de Souza, falecido em junho deste ano, que gravou Na Aldeia.

“Outro Samba é um convite para o compartilhar virtual, para a escuta coletiva que nos leva, através da música, a uma determinada história do Brasil. Uma possibilidade de conexão com nossa ancestralidade na tentativa de compreender os caminhos e as escolhas coletivas que nos trouxeram até aqui”, conclui Marcio.

Projeto realizado com Recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.


Crédito das fotos: Leandro Taques

SERVIÇO:
SHOW AUDIOVISUAL MARCIO JULIANO OUTRO SAMBA
(Transmissão ao vivo)
Datas e Horários:
-04/12 (sábado), às 19h
-05/12 (domingo), às 19h
Onde: Canal Marcio Juliano no Youtube – Link: https://www.youtube.com/marciojuliano
Quanto: Gratuito
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: 12 anos

CONTATOS:
Produção
Marcio Juliano
marciojulianocontato@gmail.com
41 99902 5147

Assessoria de Imprensa:
Glaucia Domingos
glauciadomingos@hotmail.com
41 99909 7837