“FALE AGORA” LEVA O FOXP2 DO LABORATÓRIO AO PALCO PARA INVESTIGAR FALA, SILÊNCIO E ESCUTA

Solo científico-filosófico escrito e dirigido por Pagu Leal, com atuação de Marrara Mara, tem apresentações gratuitas nos dias 19, 20 e 27 de setembro, em Curitiba, pelo Festival da Primavera

O que nos torna capazes de falar? E o que acontece quando uma pessoa tem voz, mas não encontra quem a escute? Essas perguntas atravessam Fale Agora, solo científico-filosófico escrito e dirigido por Pagu Leal e interpretado por Marrara Mara. A montagem parte de uma descoberta sobre o FOXP2, gene relacionado à fala e à linguagem, para construir uma investigação cênica sobre evolução, comunicação, silêncio e poder.

A estreia acontece em setembro, dentro da programação do Festival da Primavera, promovido pela Fundação Cultural de Curitiba. O espetáculo terá quatro apresentações gratuitas no Centro Cultural Espaço de Arte, nos dias 19 e 20 de setembro, e uma apresentação na Casa Hoffmann, no dia 27.

Do gene à linguagem
A ideia de Fale Agora surgiu quando Pagu Leal encontrou, em um livro de biologia, informações sobre o FOXP2. A descoberta abriu uma pesquisa sobre a capacidade humana de linguagem e os processos evolutivos que permitiram o desenvolvimento de formas tão complexas de comunicação.

A fala, porém, não acontece por causa de um único elemento. Genética, cérebro, língua, boca, pregas vocais e outros mecanismos participam desse processo. Em cena, essas questões científicas convivem com perguntas filosóficas e situações concretas em que falar pode ser uma experiência de disputa, vulnerabilidade e resistência. “Tudo começou com um livro que me fez perguntar o que nos torna humanos: o que nos permite falar do passado, projetar o futuro e criar poesia? A pesquisa me levou ao FOXP2, um gene relacionado à capacidade humana de falar. A partir daí, fui entendendo que a fala é resultado de uma série de processos evolutivos que envolvem genética, cérebro, língua, boca, pregas vocais e toda uma complexidade que a peça investiga em cena”, explica Pagu Leal.

Três vozes em cena
Sozinha no palco, Marrara Mara constrói três figuras que atravessam diferentes dimensões da fala. Uma delas é uma cientista e professora fascinada pelo corpo humano, pela evolução e pelos mecanismos que permitem transformar ideias em linguagem. Outra é uma atriz que chega a uma delegacia para prestar uma queixa e se depara com a dificuldade de falar sobre o que aconteceu e ser efetivamente ouvida. A terceira é a Narradora/Cassandra, responsável por fazer perguntas, estabelecer conexões e deslocar a narrativa entre diferentes tempos e histórias.

A construção das personagens coloca corpo e voz no centro da cena. Bailarina e atriz, Marrara reúne sua experiência nas duas linguagens para sustentar um solo que transita entre informação científica, ficção, humor, memória e questões políticas. “Na peça, interpreto três vozes: uma cientista, uma atriz e uma narradora. A cientista me levou para um universo muito diferente do meu, de pesquisa sobre genética e evolução da linguagem, e foi uma delícia descobrir tudo isso a partir do texto da Pagu. Já a atriz, que vai a uma delegacia prestar uma queixa, toca em um lugar muito sensível para mim e me faz pensar na dificuldade que tantas mulheres enfrentam para conseguir falar sobre situações de violência. E a narradora é quem faz as perguntas difíceis e liga todos esses pontos. É uma viagem entre passado, presente e futuro que estou muito curiosa para ver como vai reverberar nas pessoas”, conta Marrara Mara.

A pesquisa científica encontra, assim, uma questão histórica: se a linguagem possibilitou à humanidade contar histórias, expressar sentimentos, fazer acordos, falar sobre aquilo que já aconteceu e imaginar o que ainda não aconteceu, por que tantas vozes continuam sendo interrompidas, desacreditadas ou silenciadas? “Se de um lado a humanidade pode ser pensada a partir da nossa capacidade de falar, expressar ideias e sentimentos, contar histórias e fazer acordos, por outro, essa mesma capacidade também produziu silenciamentos. Ao longo da História, muitas vozes foram caladas em detrimento de uma voz única, de um discurso que se impôs. É nesse paradoxo que a peça se coloca: o que significa ter voz e, ainda assim, não ser ouvido?”, indaga Pagu Leal.

A encenação reúne diferentes linguagens artísticas para construir esse trânsito entre ciência, pensamento e experiência. Nadja Naira assina a luz; Ane Adade, a direção de movimento; Gui Almeida, cenário e figurino; e Tafnes Taborda, a trilha sonora original e as paisagens sonoras. A produção é de Cassia Hauari e Thaíse Hauari, com produção de conteúdo de Juliana Zaguobinski, design e identidade visual de Johnny Leal e produção executiva da Sociedade Poética.

SERVIÇO:
Espetáculo – Fale Agora
Centro Cultural Espaço de Arte: Rua Alberto Folloni, 1534 – Ahú
Dias: 19 de setembro de 2026 (sab), 18h e 20h | 20 de setembro de 2026 (dom), 17h e 19h | *17h – apresentação com Libras |
Ingressos: Entrada gratuita, 35 lugares, sujeitos à lotação. Distribuição 1 hora antes de cada apresentação na bilheteria. *O Centro Cultural Espaço de Arte também conta com café-bistrô, com mesas, comidas e bebidas, aberto ao público.
Casa Hoffmann: Rua Claudino dos Santos, 59 – São Francisco
Dia: 27 de setembro de 2026 (dom), 12h
Ingressos: distribuição 1 hora antes da apresentação.
Informações: @faleagorasolo

Ficha técnica
Texto e Direção: Pagu Leal | Atuação: Marrara Mara | Luz: Nadja Naira | Cenário e Figurino: Gui Almeida | Trilha Sonora: Tafnes Taborda | Direção de Movimento: Ane Adade | Coordenação de Produção: Cassia Hauari | Produção: Thaíse Hauari | Produção de Conteúdo: Juliana Zaguobinski | Designer e Identidade Visual: Johnny Leal | Produção Executiva: Sociedade Poética

Marrara Mara iniciou os estudos em dança aos 12 anos e formou-se bailarina pela Escola de Danças do Teatro Guaíra. É graduada em Bacharelado e Licenciatura em Dança pela UNESPAR/FAP e atriz formada pela Academia de Artes Cênicas Cena Hum. Sua trajetória transita entre teatro, dança e audiovisual.

Participou de produções das companhias Stavis Damaceno e Regina Vogue, entre elas Tom 208 beijos e abraços sem fim, Homem ao vento e Bita e as Brincadeiras, trabalhos que receberam indicações e premiações no Troféu Gralha Azul e na APCA. No audiovisual, atuou em comerciais, videoclipes, curtas e longas-metragens, como Doutor Monstro, de Marcos Jorge, Tantas Coisas Contém em Si o Acidente, de Ana Johann, e na série Contracapa. É também cofundadora da Lunar Cia de Teatro. Foto: Bruma de Sá.

Pagu Leal é atriz, dramaturga, diretora, produtora cultural e criadora de conteúdo digital, com mais de três décadas de trajetória nas Artes Cênicas. Formada em Filosofia pela UFPR, desenvolve pesquisas em Filosofia da Linguagem, Teoria da Comunicação, Neurofilosofia e Cognição, campos que atravessam sua prática artística e pedagógica.

Como atriz, participou de mais de 40 espetáculos profissionais em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e interior do Paraná, trabalhando com companhias como Delírio, Satyros, Confraria Cênica, Tanta Produções, Duplo Produções e Stavis Damaceno. Na televisão, criou, roteirizou e atuou na série de humor Coisas de Casal, exibida pela RPC/Globo. Como diretora, assinou trabalhos como Difícil Amor e a direção artística de concertos da Camerata Antiqua de Curitiba.

Na dramaturgia, tem 12 textos encenados, entre eles A Vênus das Peles, vencedor do Prêmio Myriam Muniz/Funarte, Difícil Amor, vencedor do Troféu Poty Lazarotto, e Que Absurdo!, selecionado para Dramaturgias Contemporâneas da Fundação Cultural de Curitiba. Também publicou ensaios críticos e artigos científicos, aproximando pensamento filosófico e prática artística. Foto: Bruma de Sá.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica
Crédito fotos: Juliana Zaguobinski
, Bruma de Sá.

DROLMAS ESTREIA EM CURITIBA REVISITANDO O MITO DE MEDUSA

Espetáculo cruza mitologia grega, budismo tibetano e cultura popular brasileira em temporada gratuita de 17 de setembro a 4 de outubro, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta

Medusa não nasceu monstro. Foi transformada em um. É a partir dessa história que Drolmas revisita o mito das três górgonas e leva à cena Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha, em uma montagem que cruza mitologia grega, budismo tibetano e referências da cultura popular brasileira. A temporada começa em 17 de setembro, com entrada gratuita, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta.

Com dramaturgia de Samara Rocha, que também idealiza e atua no espetáculo, e direção de Giorgia Conceição, a peça fala de violência, silenciamento, desejo, envelhecimento e transformação a partir de uma narrativa que também se constrói pelo corpo. As atrizes cantam, dançam e permanecem em movimento, atravessando diferentes linguagens teatrais.

“Drolmas foi sendo construído por muitas mulheres, em diferentes momentos do processo. Cada encontro foi deixando uma marca na obra”, conta Samara. A pesquisa começou em 2022, em encontros entre mulheres artistas, e a dramaturgia foi sendo escrita, reescrita e transformada ao longo de leituras, conversas e ensaios.

Da lama ao lótus
Na dramaturgia, a trajetória das três irmãs se organiza em três imagens: lodo, caule e lótus. Medusa, Euríale e Esteno atravessam diferentes tempos, corpos e existências até chegar à flor, associada à transformação e à iluminação.

O próprio nome do espetáculo vem de Drolma, referência tibetana ligada ao aspecto feminino do Buda. A ideia de uma mulher que escolhe buscar a iluminação justamente em um corpo feminino encontra, na peça, o mito de Medusa e histórias de mulheres que foram culpabilizadas, silenciadas ou transformadas em monstros. “Medusa, Euríale e Esteno são também etapas de uma travessia pelas violências, adaptações, resistências e possibilidades de libertação vividas pelas mulheres”, explica Samara.

Um palco em movimento
Giorgia Conceição leva para a montagem sua pesquisa no burlesco, no vaudeville e no teatro de variedades. A música e a dança surgiram e cresceram durante o processo de criação, fazendo com que o espetáculo se aproximasse de uma opereta vaudevillesca. “Eu queria que, apesar de o tema ser denso, a peça fosse muito sedutora e envolvente para o público. Cada cena tem um apelo visual, estético e uma referência teatral diferente”, afirma Giorgia.

A trilha reúne composições e versões sob direção musical de Edith de Camargo, além de marchinhas de carnaval e da gravação de Cantoras do Rádio, com Carmen e Aurora Miranda. Um álbum dos anos 1970 do artista Pedro Sorongo inspira o ato final, Lótus.

As três intérpretes são mulheres maduras, com 60, 51 e 45 anos. Seus corpos, memórias e experiências atravessam questões como beleza, desejo, envelhecimento, julgamento, autonomia e violência.

Ao longo do processo de criação, Drolmas também foi compartilhado com diferentes públicos, em escolas públicas, casa de passagem e outros espaços, aproximando o trabalho de adolescentes, mulheres trans e travestis, pessoas em situação de rua e outros públicos.

A programação inclui ainda duas ações formativas: Oficina de Libras, com Nathan Sales, e Oficina de Contação de Histórias, com Samara Rocha. As inscrições podem ser feitas pelos formulários disponíveis no link da bio, em @coletivodrolmas. A temporada conta também com sessões com Libras na estreia e em todos os sábados.

A realização é do Coletivo Drolmas e Les Paranauês Cia Criativa, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

SERVIÇO:
Drolmas
Temporada: 17 de setembro a 4 de outubro de 2026
Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta (Rua Lamenha Lins, 1429 – Rebouças)

Datas e horários: 17, 18 e 19 de setembro, às 20h | 20 de setembro, às 19h | 24, 25 e 26 de setembro, às 20h | 27 de setembro, às 19h | 1º, 2 e 3 de outubro, às 20h | 4 de outubro, às 19h

Sessões com Libras: Sessões com Libras: 17 de setembro, às 20h | 19 de setembro, às 20h | 26 de setembro, às 20h | 3 de outubro, às 20h

Duração: 1h10 | Classificação: 14 anos
Entrada: gratuita | Ingressos: distribuídos uma hora antes de cada apresentação
Capacidade: 50 lugares

Sinopse: Entrelaçando mitologia grega, budismo tibetano e cultura popularbrasileira, Drolmas ressignifica o mito de Medusa para revelar a força de mulheres que rompem o silêncio e reivindicam o direito decontar a própria história. Amaldiçoada pela deusa Atena, a sacerdotisa Medusa é transformada em monstro ao lado de suas irmãs, Esteno e Euríale. Banidas, culpabilizadas e condenadas ao silêncio, as górgonas atravessam os séculos testemunhando as violências impostas aos corpos femininos – da Grécia Antiga ao Brasil colonial e contemporâneo. Ao retomarem a própria voz, as três irmãs confrontam as narrativas que as transformaram em monstros e iniciam uma jornada de cura, resistência e libertação.

Ficha Técnica:
Concepção e Dramaturgia: Samara Rocha | Direção: Giorgia Conceição | Elenco: Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha | Figurinos e Adereços: Katia Horn | Assistência de | Figurino: Flor Horn | Assistente de figurino: Flor Horn Brasil e Barbara Horn | Cenografia: Giorgia Conceição | Assistência de Cenografia: Michelle Bonatto e Angela Suriani | Iluminação: Raul Freitas | Direção Musical: Edith de Camargo | Assessoria de Dramaturgia e Formas Animadas: Laércio Amaral | Operação de Som: Edith de Camargo | Operação de Luz: Raul Freitas | Contrarregragem: Moizés Benvi | Direção de Produção: Samara Rocha | Produção Executiva: Moira Albuquerque | Design Gráfico: Katia Horn e Ale Horn | Mídias Sociais: Thayna Bressan | Fotografia: Polly Devides | Oficineiros: Nathan Sales e Samara Rocha | Realização: Coletivo Drolmas e Les Paranauês Cia Criativa

Fonte: BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Polly Devides.

FORMAÇÃO, CRIAÇÃO E INTERCÂMBIO LATINO-AMERICANO MARCAM NOVA ETAPA DO PROGRAMA AMP NA ALFAIATARIA

A Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba, está com inscrições abertas para três ações que integram a programação do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP): a segunda edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria (PFCA), o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis e a convocatória da Mostra Lés Latinas. Gratuitas, as iniciativas contemplam formação artística, qualificação em produção cultural e intercâmbio latino-americano, ampliando oportunidades para artistas em diferentes momentos de suas trajetórias.

Realizado entre março e novembro de 2026, o Programa AMP é idealizado por Janaina Matter, atriz e diretora artística da Alfaiataria e contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Funarte, com produção da Pró Cult. Ao longo do ano, a programação reúne residência artística, oficinas, encontros e uma mostra internacional, fortalecendo processos continuados de criação e redes de colaboração entre artistas de Curitiba e de diferentes territórios da América Latina. “O Programa AMP nasce do desejo de consolidar a Alfaiataria como um espaço permanente de encontro, pesquisa e criação. Mais do que oferecer atividades pontuais, buscamos fomentar processos continuados capazes de fortalecer artistas, estimular novas experimentações e ampliar as possibilidades de circulação das artes cênicas”, afirma Janaina Matter.

Formação para novos artistas
Após o sucesso da primeira edição, o Programa de Formação Cênica Alfaiataria (PFCA) retorna selecionando seis artistas iniciantes residentes em Curitiba e Região Metropolitana para uma residência artística de 13 semanas voltada ao desenvolvimento de pesquisas autorais em teatro, dança, performance e linguagens híbridas.


Cada participante receberá uma bolsa de pesquisa de R$ 5.400 (valor bruto), além de orientações de Janaina Matter e Carmen Jorge, espaço para ensaios e pesquisa e três oficinas intensivas ministradas por Janaina Leite, Ana Kfouri e Mateus Aleluia Filho. O programa culmina em uma mostra pública dos processos criativos e em conversas com o público. Metade das vagas será destinada a pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e/ou moradores de bairros fora da Regional Matriz de Curitiba.

Produção cultural como ferramenta de autonomia
Nos dias 11 e 12 de julho, o Programa AMP promove o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, ministrado pelo produtor cultural Guilherme Jaccon. A formação gratuita tem carga horária de 20 horas, sendo 16 horas presenciais e 4 horas de consultoria online.


Ao longo dos encontros, os participantes terão contato com ferramentas para elaboração de projetos culturais, leitura de editais, construção de orçamentos, planejamento, cronogramas, prestação de contas e compreensão das políticas públicas de fomento à cultura. Com mais de 14 anos de atuação, Guilherme Jaccon reúne experiências em exposições, festivais, espetáculos, publicações e avaliação de editais públicos, compartilhando conhecimentos voltados ao fortalecimento da autonomia profissional e da inserção de pessoas trans e travestis no setor cultural.


Lés Latinas amplia diálogo entre artistas da América do Sul
Também estão abertas as inscrições para a Mostra Lés Latinas, primeiro festival de teatro lésbico do Brasil, que vai selecionar quatro espetáculos solos protagonizados por mulheres (cis ou trans) autodeclaradas lésbicas, um do Brasil e três de diferentes países da América do Sul. A iniciativa propõe reunir obras que tenham a experiência da lesbianidade como força estética, temática ou política, colocando em diálogo diferentes territórios, linguagens e modos de criação.


Além de duas apresentações durante a mostra, as artistas selecionadas vão propor uma ação de partilha com o público e também vão participar da gravação do podcast Lés Latinas. O projeto oferece cachê de R$ 4.800 para cada artista selecionada, além de hospedagem, alimentação, transporte local e passagens aéreas, fortalecendo o intercâmbio entre criadoras latino-americanas.


Ao reunir ações voltadas à formação, à profissionalização e ao intercâmbio artístico, o Programa AMP amplia oportunidades para artistas em diferentes momentos de suas trajetórias. “Acreditamos que investir na formação artística também passa pela criação de redes, pela troca de saberes e pelo reconhecimento da diversidade de experiências que compõem a cena contemporânea. O Programa AMP reúne ações que dialogam com diferentes públicos e fortalece artistas desde o início de seus percursos até a circulação de seus trabalhos”, destaca Michele Menezes, produtora do programa.


As inscrições para todas as ações são gratuitas. Os regulamentos, formulários e demais informações estão disponíveis no Linktree da Alfaiataria e nos links específicos de cada convocatória.

SERVIÇO:
Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP)

PROGRAMA DE FORMAÇÃO CÊNICA ALFAIATARIA (PFCA)
Inscrições: de 25 de junho a 17 de julho de 2026
Resultado: até 25 de julho de 2026
Residência artística: de 3 de agosto a 30 de outubro de 2026
Mostra de Processos: 31 de outubro e 1º de novembro de 2026
Bolsa de pesquisa: R$ 5.400 (valor bruto)
Inscrições gratuitas (residência artística):
aqui

OFICINAS DO PFCA (abertas também ao público externo, mediante inscrição)
Janaina Leite – 7, 8 e 9 de agosto
Inscrições pelo Sympla: aqui

Ana Kfouri – 5, 6 e 7 de setembro
Inscrição pelo Sympla:
aqui
Solicitação de bolsa: aqui

Mateus Aleluia Filho – 7, 8 e 9 de outubro
Inscrição pelo Sympla:
aqui
Solicitação de bolsa: aqui

LABORATÓRIO DE PRODUÇÃO CULTURAL PARA PESSOAS TRANS E TRAVESTIS
Inscrições: abertas
Datas presenciais: 11 e 12 de julho de 2026
Carga horária: 20 horas (16 horas presenciais + 4 horas de consultoria online)
Ministrante: Guilherme Jaccon
Local: Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 266 – Centro)
Inscrições gratuitas: aqui

MOSTRA LÉS LATINAS
Convocatória: de 15 de junho a 16 de agosto de 2026
Resultado: setembro de 2026
Mostra: de 18 a 22 de novembro de 2026
Inscrições gratuitas: aqui

Informações: Todas as convocatórias, regulamentos e formulários também estão reunidos no Linktree da Alfaiataria: https://linktr.ee/alfaiataria_
Dúvidas: alfaiatariaproducao@gmail.com

Fonte: @bb_comunica
Foto: Vitor Dias

CAIXA CULTURAL CURITIBA APRESENTA ENCUENTROS – AÇÕES DE DIÁLOGO EM DANÇA CURITIBA – AMÉRICA LATINA

¿CÓMO LAS COSAS LLEGARON AQUÍ? de Iván Haidar. Foto: Tato Giannini.

De 5 a 13 de junho de 2026, a CAIXA Cultural Curitiba recebe a segunda edição de ENCUENTROS | ações de diálogo em dança Curitiba – América Latina, transformando Curitiba em um território de intersecção e partilha ao longo de 9 dias de programação. Durante este período, o projeto reúne criadores dedicados ao trabalho colaborativo e coletivo. A programação articula apresentações de espetáculos, residências artísticas, pocket shows e espaços de convívio, transformando a mostra em um campo de investigação contínua. ENCUENTROS se estrutura sob a premissa de que o encontro é uma ação imperativa que constrói, modifica e urge. É a partir desse entendimento que a mostra se desenha, criando espaços voltados ao compartilhamento de trajetórias, perguntas e inquietações artísticas, estéticas e políticas, focando na potência dos processos e no movimento.

Conceitualmente, a edição 2026 se articula a partir da relação somática entre corpo e território. Curitiba torna-se o ponto de partida para caminhar, mover-se e conversar sobre as performatividades, mapeando as cartografias singulares que cada artista produz em sua comunidade e na cidade que habita. A mostra de dança acompanha criadores que investigam suas práticas estéticas, inserções territoriais e projeções em rede, indagando como essas manifestações dialogam com outros contextos sem perder suas singularidades. O projeto surge também diante do distanciamento cultural histórico entre o Brasil e os demais países latino-americanos, que frequentemente desconhecem as realidades, as narrativas e as referências artísticas das nações vizinhas. Diante desse panorama, a mostra amplia os espaços de interlocução para construir redes de intercâmbio entre artistas de várias nacionalidades, provocando alteridade e mexendo com a cena curitibana.

Esse ambiente de intersecção e cooperação é costurado por uma comissão curatorial heterogênea, composta pela curadora e gestora argentina Jimena Garcia Blaya, pela artista e curadora mexicana Olga Gutiérrez, e pelo artista-gestor curitibano Leonardo Kunta, que desenham o chamamento e acompanham toda a programação para potencializar as redes internacionais de colaboração nas artes vivas latino-americanas, contando ainda com a interlocução curatorial da idealizadora e diretora artística Mariana Mello. Ao acionar esses espaços coletivos de intercâmbio, ENCUENTROS entende a travessia, o embate e a relação com outros corpos-geografias como uma provocação fundamental para os modos atuais de organização e criação nas artes vivas da América Latina e de Curitiba.

O panorama internacional reúne artistas de diferentes territórios latino-americanos na programação da CAIXA Cultural Curitiba. Do Uruguai, a criadora Eugenia S. Chirimini apresenta KRUMPFORMismo. Da Argentina, participam Iván Haidar, com a obra ¿Cómo las cosas llegaron aquí?, e a dupla formada por Constanza Copello e Delfina Serra, que apresenta Tropismo y Nastía. Representando a cena colombiana, Sara Idárraga Hamid integra a mostra com Des-emboca-dura con-mover lo atascado. Já o México marca presença com Azhareel Sierra e a performance Códice del placer. Em diálogo direto com as propostas internacionais, a cena de Curitiba se faz presente com os trabalhos ULTRAVIOLETA, de Adriana Omoto, Suíte Deserto, da Korpa Enkantada, MARIMBONDO, de André Oliveira, REGENERAÇÕES, de Majo Farias e Vitória Gabarda, e Por onde o corpo é rastro, de Nadya Romanowski.

A experiência na CAIXA Cultural Curitiba se expande ainda por meio de ações formativas e apresentações musicais que complementam a dimensão coletiva e relacional da mostra. O público e os artistas compartilharão saberes nas oficinas ministradas por Cinthia Kunifas, Laremi Paixão, Raphael Fernandes e Juliana Adur, que propõem práticas corporais de sensibilização e pensamento sobre o corpo e o mundo.

O cruzamento entre música e performance ganha força nos pocket shows que acontecem ao longo da programação. No dia de estreia, ENCUENTROS recebe Lu Faccini e o espetáculo convidado MONSTRUOSAS ALIANÇAS, de Gabriel Machado. Na segunda semana de evento, Gabriel conduzirá também o Diálogo # CITA, bate-papo público entre artistas, curadoria e público; ação acompanhada pela performance musical de Klüber. A mostra encerra com o pocket show Las Pájaras, e com o lançamento e a distribuição gratuita de uma publicação criada por Luana Navarro e Raro de Oliveira com registros criativos do projeto, estendendo a memória das escritas corporais, dos afetos e dos diálogos travados durante a mostra.

Ao conectar a cena local às urgências criativas da América Latina, ENCUENTROS consolida-se como uma cartografia viva. Cada movimento gerado ao longo desses nove dias ativa redes de alteridade, colaboração e intercâmbio. Porque o encontro é uma ação perfurativa.

Códice del placer. Crédito foto: Azur Martínez.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA
ENCUENTROS

05.06 SEX
19h30: ABERTURA ENCUENTROS
POCKET SHOW VOA NOITE DUO de Lu Faccini e Leo Gumiero [LIVRE]
MONSTRUOSAS ALIANÇAS de Gabriel Machado, Hedra Rockenbach e Stéfani Belo [LIVRE]

06.06 SÁB
14h – 17h OFICINA CORPO-CORPO CORPO-MUNDO com Cinthia Kunifas [16]
19h30
MARIMBONDO de André Oliveira (Curitiba) [LIVRE]
TROPISMO Y NASTÍA de Constanza Copello y Delfina Serra (Argentina) [18]

07.06 DOM
14h – 17h OFICINA DANÇAR É PERTENCER com Laremi Paixão [16]
18h
KRUMPFORMismo de Eugenia S. Chirimini (Uruguai) [LIVRE]
SUÍTE DESERTO de Korpa Enkantada (Curitiba) [16]

09.06 TER
19h30 POCKET SHOW MELINDRE de Julia Klüber
Diálogo Curitiba # América Latina
Bate-papo entre artistas, curadoria e público. Mediação: Gabriel Machado.

10.06 QUA
19h30
¿CÓMO LAS COSAS LLEGARON AQUÍ? de Iván Haidar (Argentina) [LIVRE]
ULTRAVIOLETA de Adriana Omoto (Curitiba) [16]

11.06 QUI
19h30
REGENERAÇÕES de Majo Farias e Vitória Gabarda (Curitiba) [18]
CÓDICE DEL PLACER de Azhareel Sierra (México) [18]

12.06 SEX
19h30
POR ONDE O CORPO É RASTRO de Nadya Romanowski (Curitiba) [LIVRE]
DES-EMBOCA-DURA CON-MOVER LO ATASCADO de Sara Idárraga Hamid (Colômbia) [10]

13.06 SÁB
10h – 13h OFICINA ARQUITETURAS ORGÂNICAS DO MOVIMENTO com Raphael Fernandes [16]
14h – 17h OFICINA JOGO DE INTERESSES – O INTERESSE COMO FORÇA DE APROXIMAÇÃO E CRIAÇÃO com Juliana Adur [16]
19h30 ENCERRAMENTO ENCUENTROS
POCKET SHOW LAS PÁJARAS [LIVRE]
Lançamento e distribuição da PUBLICAÇÃO | REGISTRO CRIATIVO [LIVRE]

SERVIÇO:
Mostra ENCUENTROS | ações de diálogo em dança Curitiba – América Latina # 2ª Edição
Data: De 05 a 13 de junho de 2026
Local: CAIXA Cultural Curitiba
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro, Curitiba – PR
Ingressos por noite: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada)
Oficinas gratuitas
INFOS E INSCRIÇÕES OFICINAS:
https://linktr.ee/mostraencuentros
https://www.encuentros.art

SÚBITA COMPANHIA LEVA REMONTAGEM DO PREMIADO “AMORES DIFÍCEIS” A DIVERSAS CIDADES PARANAENSES

Fotografia: Carol Castanho.

Com dramaturgia baseada em clássicos da literatura e do teatro, peça retorna aos palcos com nova encenação e elenco renovado para investigar os impasses do amor contemporâneo em sessões gratuitas em junho

Quase sete anos após sua última apresentação, o espetáculo “Amores Difíceis”, da Súbita Companhia de Teatro, retorna aos palcos em uma remontagem que chega de forma gratuita a sete cidades do Paraná. Entre maio e junho de 2026, a montagem percorre os municípios de Antonina, Siqueira Campos, Ribeirão do Pinhal, Bela Vista do Paraíso, Saudade do Iguaçu, Tibagi e Balsa Nova.

“Amores Difíceis” levanta uma pergunta — o que é o amor? — para construir uma encenação contemporânea que aposta na metalinguagem para investigar o amor e seus embates. A obra tem como ponto de partida o conto “Aventura de um esposo e uma esposa”, do escritor italiano Italo Calvino, e trechos das peças de A Gaivota, de Anton Tchekhov, e Bodas de Sangue, de Federico García Lorca.

Dirigido por Maíra Lour, o espetáculo tem elenco formado por Pablito Kucarz, Patrícia Cipriano, Dafne Viola e Zeca Sales, que se revezam em diferentes papéis entre cenas de obras consagradas e textos autorais. Voltada para o público jovem e adulto, a montagem carrega a assinatura da Súbita Companhia com uma encenação contemporânea marcada pelos estudos do corpo e do movimento no teatro.

“O espetáculo traz o tema das relações amorosas, seus prazeres e frustrações, embalado por músicas que falam de amor, de fossa e de superação. O elenco traz para o palco várias situações que provocam reflexões sobre escolhas, atitudes e entrega nas relações amorosas”, conta a diretora e dramaturga Maíra Lour.

A obra estreou em 2013 no Teatro Novelas Curitibanas, percorreu festivais em Curitiba, Maringá e Itacoatiara (AM), foi premiado com o Prêmio de Melhor Iluminação no 10º Festival de Teatro da Amazônia, indicado ao Prêmio Troféu Gralha Azul 2013 nas categorias Melhor Espetáculo e Melhor Direção, e fez temporada na Caixa Cultural do Rio de Janeiro em 2015. Sua última apresentação aconteceu em 2019, em uma mostra de repertório da própria companhia.

Para a circulação, a montagem se renova. “Desde a concepção do espetáculo em 2013 até os dias atuais muitas coisas mudaram em relação ao amor”, explica Lour. “A pandemia transformou as relações afetivas e nós, artistas criadores desse espetáculo, também mudamos muito, amadurecemos e hoje percebemos as relações amorosas de outra maneira. O elenco desta nova montagem trouxe outras inquietações e questões para a remontagem, revelando também uma oportunidade de amadurecimento na linguagem artística da Companhia”, completa Maíra.

Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná, com incentivo da Copel.

Sobre a Súbita Companhia de Teatro
Fundada em 2007 e sediada no Centro Histórico de Curitiba, a Súbita Companhia de Teatro é um coletivo de artistas dedicado à criação de espetáculos, produções audiovisuais, publicações e ações formativas. A companhia desenvolve pesquisa continuada em encenação e dramaturgia contemporâneas, com foco nos estudos do corpo e do movimento. Com 18 peças, 3 cenas curtas, 8 curtas-metragens e 13 publicações em dramaturgia ao longo de sua trajetória, a Súbita se destaca pela continuidade e qualidade de seu trabalho no cenário cultural brasileiro. Em 2025, foi premiada no Troféu Gralha Azul, o principal prêmio do teatro paranaense, nas categorias Melhor Espetáculo, por O medo da morte das coisas, e Melhor Direção, por Deriva, tendo recebido outras 15 indicações em diversas categorias.

Serviço
Amores Difíceis
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Entrada: gratuita

SAUDADE DO IGUAÇU
03/junho (qua) | 15h30 e 19h
04/junho (qui) | 15h30 e 19h
Centro Cultural de Saudade do Iguaçu

TIBAGI
10/junho (qua) | 15h e 19h
11/junho (qui) | 15h e 19h
Teatro Municipal Tia Inália

BALSA NOVA
13/junho (sáb) | 16h e 20h
14/junho (dom) | 16h e 20h
Campo das Artes

Mais informações:
www.instagram.com/subitacompanhia
www.instagram.com/flutuaproducoes

Ficha técnica:
Direção: Maíra Lour |  Dramaturgia: Maíra Lour e Álvaro Antonio | Elenco: Dafne Viola, Pablito Kucarz, Patrícia Cipriano e Zeca Sales | Direção de movimento: Juliana Adur | Assistência de direção: Anna Wantuch | Sonoplastia: Álvaro Antonio | Cenário: Fernando Marés | Figurinos: Isbella Brasileiro | Iluminação: Lucri Reggiani | Direção de produção: Gilmar Kaminski | Produção executiva: Dânatha Siqueira | Assessoria de imprensa: Thays Cristine | Redes sociais e criação de conteúdo: Gabriela Berbert | Realização: Súbita Companhia e Flutua Produções

REVERBE OCUPA CURITIBA E SÃO LUIZ DO PURUNÃ COM NOVE DIAS DE PROGRAMAÇÃO NAS ARTES DA CENA

Por trás da máscara. Foto: Miguel Rubio.

Segunda edição do festival que reúne espetáculos, performances, mesas públicas, oficinas e ações imersivas de 29 de maio a 6 de junho, com artistas do Brasil, Peru e Sérvia

Curitiba e São Luiz do Purunã recebem, de 29 de maio a 6 de junho de 2026, a segunda edição do REVERBE – Encontro Internacional de Mulheridades em Cena, festival independente que transforma diferentes espaços culturais em território de criação, convivência e intercâmbio artístico. Com programação aberta ao público, o encontro reúne espetáculos, performances, mesas públicas, residências e ações formativas com artistas do Brasil e do exterior.

Idealizado por Janaina Matter, diretora da Alfaiataria, em parceria com Greice Barros, diretora da Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento, o REVERBE integra o The Magdalena Project, rede internacional de mulheres do teatro e da performance presente há mais de três décadas em diferentes continentes. Em sua segunda edição, o festival amplia sua atuação ao conectar arte, presença e troca coletiva em experiências que atravessam linguagens, corpos e territórios.

Com curadoria assinada por Janaina Matter, Greice Barros, Daniele Santana e Patricia Braga Alves, a programação reúne artistas nacionais e internacionais em atividades distribuídas entre Alfaiataria, Casa Hoffmann, Teatro José Maria Santos, Patuscada, em Curitiba e no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã.

“O REVERBE nasce da vontade de criar espaços de encontro onde a arte também possa ser vivida como convivência. A programação foi pensada para aproximar artistas e público em experiências que atravessam criação, pensamento e presença”, afirma Janaina Matter.

Entre os destaques da programação estão a atriz peruana Débora Correa, do Grupo Cultural Yuyachkani; a performer sérvia Zoe Gudović; a Cia Biruta, de Petrolina (PE); a Baciada das Mulheres do Juquery (SP); e as artistas paranaenses Saravy, Adriana Omoto, Gladis das Santas, Larissa Lima e Priscilla Pontes.

Programação aberta ao público
O festival inicia no dia 29 de maio, no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã, com a Residência Imersiva de Escrita conduzida por Helena Vieira e apresentações gratuitas do espetáculo Pianinho, da Palhaça Siriema. No dia 30, o espaço recebe os trabalhos Ultravioleta, de Adriana Omoto, e Chão de Dentro, de Priscila Pontes.

Em Curitiba, a programação começa oficialmente em 1º de junho, na Alfaiataria, com roda de abertura e sarau das artistas Camila Jorge e Má Ribeiro, do projeto Filhas da Fruta.

Entre os dias 2 e 6 de junho, o festival promove oficinas rodas de conversa gratuitas na Casa Hoffmann, discutindo temas como corpo político, teatro de grupo, criação solo e assinatura cênica. No mesmo período, a performer da Sérvia Zoe Gudović apresenta a ação Life of Life, instalação-performance realizada na Alfaiataria.

Os espetáculos noturnos ocupam o Teatro José Maria Santos e a Alfaiataria com diferentes propostas estéticas e narrativas. No dia 2 de junho, Débora Corrêa apresenta Por Trás da Máscara, Conferência Cênica. No dia 3, a Baciada das Mulheres do Juquery encena Eu, a Gorda. Já no dia 4, Saravy sobe ao palco com Raçudas.

A programação segue no dia 5 com Notícias do Dilúvio: Um Canto a Canudos, da Cia Biruta de Teatro, e encerra no dia 6 com os espetáculos A 100 Graus Celsius, de Gladis das Santas, e Manifesto de uma Mulher de Teatro, de Tânia Farias. Na mesma noite, o REVERBE realiza festa de encerramento gratuita na Patuscada, com o Samba da Nega de Janine Mathias.

“O encontro foi pensado para criar uma rede viva entre artistas, público e cidade. Existe algo muito potente quando diferentes trajetórias e experiências compartilham o mesmo espaço, seja no palco, nas oficinas ou nas conversas que surgem ao longo dos dias”, destaca Greice Barros.

Experiência imersiva e intercâmbio internacional
Além das atividades abertas ao público, o REVERBE promove uma programação exclusiva para artistas residentes, incluindo oficinas nacionais e internacionais, residência intensiva de escrita com Helena Vieira e mostra de processos criativos. A convocatória está aberta até o dia 21/05 e as inscrições podem ser feitas pelo Sympla.

Ao todo, o festival reúne nove espetáculos, ações performativas, oficinas, rodas de conversa e residências artísticas, consolidando-se como espaço de intercâmbio entre artistas de diferentes gerações, territórios e linguagens.

Criado em 2022, o REVERBE vem se fortalecendo como plataforma de circulação e criação coletiva nas artes da cena, propondo um espaço em que arte e convivência caminham juntas como formas de resistência, escuta e invenção de futuros.

O projeto é realizado com incentivo do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná), e apoio da Copel.

SERVIÇO:
2º REVERBE – Encontro Internacional de Mulheridades em Cena
Data: 29 de maio a 06 de junho de 2026
Locais: Curitiba e São Luiz do Purunã
Ingressos gratuitos. Garanta antecipadamente pelo DiskIngressos:  https://reverbe.diskingressos.com.br/ ou 1h antes do espetáculo. Entrada sujeita a lotação.

Agendamento para performance Life of Life disponível somente online e antecipadamente.
Site: https://www.alfaiataria.art/c%C3%B3pia-reverbe

Locais:
Alfaiataria (Rua Riachuelo, 266 – Centro)
Casa Hoffmann (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco)
Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco)
Patuscada (Praça João Cândido, 238 – São Francisco)
Campo das Artes (Estrada da Lage, 370 – São Luiz do Purunã – Balsa Nova/PR)


A 100 graus Celsius. Foto: Thais Rosa.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA – REVERBE 2026
SÃO LUIZ DO PURUNÃ – Campo das Artes
Dia 29 de maio (sexta-feira)

20h – Espetáculo
Pianinho com Palhaça Siriema (PR)
Gratuito | 1h05 | 14 anos

Dia 30 de maio (sábado)
20h – Espetáculo
Ultravioleta com Adriana Omoto (PR)
Gratuito | 20 min | 16 anos

Na sequência:
Chão de Dentro com Priscilla Pontes (PR)
Gratuito | 30 min | Livre

*Apresentações com intervalo de 15 minutos.

CURITIBA
Dia 01 de junho (segunda-feira)
Alfaiataria
17h – Roda de abertura
Com artistas participantes e convidadas

20h – Sarau Filhas da Fruta
Com Camila Jorge e Má Ribeiro
Gratuito | Livre

Dia 02 de junho (terça-feira)
Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Como um corpo político se torna poesia?
Com Fredda Amorim, Gladis das Santas e Zoe Gudović
Gratuito | Livre

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Por Trás da Máscara – Conferência Cênica
Débora Corrêa – Grupo Cultural Yuyachkani (Peru)
R$ 20 e R$ 10 | 70 min | Livre

Dia 03 de junho (quarta-feira)

Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Teatro de Grupo: tormenta ou sustentação?
Com Débora Corrêa, Sueli Araújo e Tânia Farias
Gratuito | Livre

Alfaiataria
14h às 18h – Performance
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos
Agendamento via QR Code

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Eu, a Gorda – Baciada das Mulheres do Juquery (SP)
R$ 20 e R$ 10 | 45 min | 18 anos

Dia 04 de junho (quinta-feira)

Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Como se tece uma assinatura cênica?
Com Adriana Omoto, Cia Biruta e Larissa Lima
Gratuito | Livre

Alfaiataria
14h às 18h – Performance
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos

17h às 19h30 – Mostra das Residentes
Gratuito | conferir classificação indicativa

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Raçudas – Saravy (PR)
R$ 20 e R$ 10 | 70 min | 14 anos
Dia 05 de junho (sexta-feira)

Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Criação solo: impulso ou imposição?
Com Baciada das Mulheres do Juquery, Priscilla Pontes e Saravy
Gratuito | Livre

Alfaiataria
14h às 18h – Performance
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos

17h às 19h30 – Mostra de Processos
Partilha Estado de Revolta – Daniele Santana (SP)
Chove – Janaina Matter e Greice Barros
Gratuito | Livre

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Notícias do Dilúvio: Um Canto a Canudos
Cia Biruta de Teatro (PE)
R$ 20 e R$ 10 | 45 min | Livre

Dia 06 de junho (sábado)
Alfaiataria
14h às 18h – Instalação
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos

18h – Espetáculo
A 100 Graus Celsius – Gladis das Santas (PR)
R$ 20 e R$ 10 | 60 min | 18 anos

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Manifesto de uma Mulher de Teatro – Tânia Farias (RS)
R$ 20 e R$ 10 | 45 min | 16 anos

Patuscada
21h30 – Festa de Encerramento
Samba da Nega com Janine Mathias
Gratuito | Livre

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica

ALFAIATARIA RECEBE VINÍCIUS ARMILIATO PARA CONVERSA SOBRE MEMÓRIA E PSICANÁLISE

Na foto de Vitor Dias, o público reunido no quintal da Alfaiataria – Espaço de Artes durante a primeira edição da Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, encontro que transforma escuta, convivência e partilha em experiência coletiva.

Segundo encontro do ciclo “práticas da memória – entre lembrar e esquecer”, que integra o projeto “Ações para Mundos Poéticos”, propõe uma travessia entre arte, escuta e experiência subjetiva no dia 27 de maio.

Há lembranças que permanecem acesas durante anos. Outras desaparecem antes mesmo de se tornarem linguagem. Entre aquilo que o corpo guarda, o tempo transforma e a palavra tenta alcançar, se acende a segunda edição da Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, encontro promovido pela Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba. O encontro gratuito acontece no dia 27 de maio (quarta-feira, as 20h), e recebe o pesquisador e psicanalista Vinícius Armiliato para uma conversa aberta ao público sobre memória, subjetividade e criação.

Realizada no quintal da Alfaiataria, a ação parte da imagem ancestral das pessoas reunidas ao redor do fogo para compartilhar histórias, experiências e modos de existir. Mais do que um debate, a proposta cria um espaço de convivência e escuta, onde pensamento e presença se atravessam continuamente.

Com curadoria do artista e pesquisador Francisco Mallmann, a Roda de Fogo reúne convidados de diferentes áreas do conhecimento para refletir sobre a memória não como arquivo fixo, mas como matéria viva: algo que se reorganiza, se desloca e se reinventa continuamente. O encontro faz parte do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), iniciativa contemplada pelo edital de Ações Continuadas da Funarte e dedicada ao fortalecimento de práticas de criação, formação e intercâmbio nas artes da cena contemporânea.

Graduado em Artes Cênicas e Psicologia, Vinícius Armiliato desenvolve pesquisas que articulam filosofia, clínica e artes da cena. Doutor e pós-doutor na linha de Filosofia da Psicanálise da PUCPR, atua como professor da Univille e curador do Seminário Fronteiras da Psicanálise, realizado mensalmente em Curitiba desde 2021.

Memória como criação em movimento
Ao aproximar psicanálise e experiência artística, o encontro propõe reflexões sobre esquecimento, repetição, elaboração e construção narrativa de si. Na clínica, lembrar nunca significa simplesmente recuperar algo intacto. Toda memória carrega desvios, lacunas e reinvenções. Nas artes da cena, essa instabilidade aparece de maneira concreta: nenhum gesto retorna da mesma forma, nenhuma presença se repete integralmente. “A memória nunca retorna de maneira idêntica. Toda lembrança carrega algo de invenção, de reconstrução e de deslocamento. Talvez lembrar seja justamente produzir novas formas de relação com aquilo que vivemos”, afirma Vinícius Armiliato.

Para Francisco Mallmann, a potência da Roda de Fogo está na possibilidade de transformar pensamento em experiência compartilhada. “O fogo aparece como imagem de encontro, mas também de transformação. Ao compartilhar experiências e escutas, percebemos que memória não é permanência absoluta, e sim algo que se move entre presença, ausência e criação”, comenta.

Ações para Mundos Poéticos
A Roda de Fogo integra o conjunto de ações do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), idealizado por Janaina Matter, realizado em parceria com a produtora cultural Michele Menezes, da Pró Cult. Ao longo de 2026, o programa promove atividades voltadas à formação artística, pesquisa e experimentação cênica.

Entre as iniciativas estão a Oficina de Iluminação Cênica para Mulheres, ministrada por Lucri Reggiani; o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, conduzido por Guilherme Jaccon; a segunda edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria; e a Mostra Les Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas latino-americanas.

Ao aproximar arte, pensamento e convivência, o programa consolida a Alfaiataria – Espaço de Artes como um espaço dedicado à criação contemporânea, à troca entre diferentes saberes e à construção de experiências coletivas. “Inspirada na imagem ancestral das pessoas reunidas ao redor do fogo, a ação busca criar uma experiência de escuta compartilhada. Mais do que discutir memória, queremos produzir um espaço em que ela possa ser vivida coletivamente”, afirma Janaina Matter, diretora artística da Alfaiataria.

SERVIÇO:
2ª Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer
Dia: 27 maio de 2026
Horário: 20h
Duração: 1h a 1h30
Local: Quintal da Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 247 – Centro)
Entrada: gratuita, sujeita à capacidade do espaço
Informações: @alfaiataria_

Sobre Vinícius Armiliato:
Bacharel em Artes Cênicas pela FAP e graduado em Psicologia pela PUCPR, Vinícius Armiliato é psicanalista, pesquisador e professor universitário. Doutor e pós-doutor na linha de Filosofia da Psicanálise da PUCPR, desenvolve pesquisas voltadas às relações entre memória, subjetividade, normalidade e experiência clínica. Atualmente é professor adjunto do curso de Psicologia da Univille e curador do Seminário Fronteiras da Psicanálise, realizado mensalmente em Curitiba desde 2021. Também atua como tradutor de textos nas áreas de filosofia e psicanálise e organizou publicações como Nunca se vive inteiramente o presente: patrimônio, psicanálise e epistemologia (2025) e Georges Canguilhem em Perspectiva.

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica

CIA DE 2 APRESENTA O PREMIADO ESPETÁCULO “LEÕES, VODKA E UM SAPATO 23” NO SESC DA ESQUINA, EM CURITIBA

Leões, Vodka e um Sapato 23. Foto: Wedson.

Peça propõe uma reflexão sobre a liberdade ao reinterpretar a trágica história do Circo Vostok. Apresentação única acontece dia 23 de maio (sábado), com ingressos a partir de R$ 10,.

A Cia de 2, grupo teatral com mais de 20 anos de trajetória, chega a Curitiba para uma apresentação única do premiado espetáculo de teatro e circo “Leões, Vodka e um Sapato 23”. A sessão acontece dia 23 de maio (sábado), às 20h, no Teatro do Sesc da Esquina.

A montagem parte do trágico e conhecido evento envolvendo o Circo Vostok para convidar o público a uma profunda reflexão sobre o aprisionamento – seja ele físico, social ou psicológico. Ao colocar em cena leões que enfrentam o seu destino no picadeiro, a obra levanta um questionamento contundente: afinal, quem realmente está enjaulado? Os animais ou nós, presos em nossas próprias contradições e injustiças humanas?

O espetáculo mistura os “restos” de uma banda e de um circo, utilizando pedaços de lona e sobras de vodka em um ambiente tomado por murmúrios russos e rugidos felinos. Em cena, quatro leões bufos convocam a plateia para testemunhar sua própria morte, sua miséria e os amargos dias de fome dentro da jaula. O tom tragicômico e a estética circense criam uma atmosfera imersiva e provocativa.

Desde sua estreia oficial em 2019, na 5ª edição do CIRCOS (Festival Internacional Sesc de Circo, em São Paulo), a peça tem trilhado um caminho de grande sucesso de público e crítica. A obra já circulou por inúmeras unidades do Sesc em São Paulo e no Paraná, além de ter integrado a programação de importantes festivais nacionais e internacionais, como o FESTCLOWN (Brasília), FESTIA (Canoas) e o Festival de Inverno de Bonito (MS).

“Leões, Vodka e um Sapato 23” rendeu a Cia de 2, prêmios de destaque na cena teatral nacional, incluindo: Festival Nacional de Teatro de Duque de Caxias (2023): Vencedor nas categorias Melhor Espetáculo (1º lugar), Melhor Direção e Melhor Cenografia e FENATA – Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa (2019): Vencedor de Melhor Espetáculo (Júri Popular) e Melhor Figurino.

Serviço:
Espetáculo “Leões, Vodka e um Sapato 23” (Cia de 2)
23 de maio, sábado, às 20 horas
Sesc da Esquina — R. Visconde do Rio Branco, 969 – Mercês, Curitiba
Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia-entrada) | R$ 10 (Trabalhador do Comércio)
Classificação Indicativa: Maiores de 12 anos

Ficha técnica:
Elenco: Adriano Laureano, Jean de Oliveira, Jonas di Paula e Guilherme Padilha
Direção: Daniela Biancardi
Direção Musical: Mateus Guimarães
Figurinos: Chris Galvan
Maquiagem: Daniela Biancardi
Iluminação: Miguel Ramos
Orientação Dramat gica: Suzana Aragão
Cenografia: Núcleo de Pesquisa e Montagem do espetáculo
Confecção de Cenário: Willian Alves e Orlando Sales
Edição de Som: DJ Evelyn Cristina
Adereços: Márcio Douglas e Orlando Sales
Produção: Jean Oliveira

Fonte: Cléverton Santana
Foto: Wedson.

SOLO DE PAGU LEAL RETORNA AO TEATRO NOVELAS CURITIBANAS E QUESTIONA PADRÕES DE BELEZA COM HUMOR E REFLEXÃO

Na foto de Mônica Lachman, Pagu Leal em cena do espetáculo em cartaz no Teatro Novelas Curitibanas: “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”.

“Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei” abre temporada gratuita de 14 a 24 de maio de 2026, com cenas inéditas e diálogo sobre corpo e identidade

Há um momento em que o espelho deixa de ser apenas reflexo e passa a ser confronto. É desse território, íntimo e coletivo, que nasce “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”, solo da atriz e autora Pagu Leal, que retorna ao Teatro Novelas Curitibanas para sua quarta temporada, entre os dias 14 e 24 de maio.

Dirigido por Giorgia Conceição, o espetáculo articula humor, relato pessoal e reflexão filosófica para abordar as violências simbólicas e estéticas que atravessam, sobretudo, a vida das mulheres. Em cena, o riso surge como alívio, mas principalmente como ferramenta de deslocamento, uma forma de olhar para padrões naturalizados e revelar suas estruturas.

A beleza como construção
A nova temporada incorpora cenas inéditas que percorrem a história da beleza, da antiguidade grega à contemporaneidade. Ao longo dessa travessia, o espetáculo evidencia que os padrões estéticos não são universais nem fixos, mas construções históricas que moldam corpos, comportamentos e subjetividades. Partindo de experiências pessoais, Pagu Leal estabelece uma relação direta com o público, aproximando questões íntimas de uma dimensão coletiva. “O padrão ignora o envelhecimento natural das mulheres e objetifica corpos de jovens e adolescentes, desconsiderando aspectos como raça, cores, biotipos e contextos”, afirma.

Do palco ao encontro
Mais do que uma crítica, o trabalho propõe um movimento de reconhecimento e deslocamento. Ao tensionar imagens cristalizadas, o espetáculo abre espaço para outras formas de percepção e existência. “Esse trabalho também é um convite para que cada pessoa possa se olhar com mais generosidade, fora das imagens que nos foram impostas”, diz Pagu Leal.

Como nas temporadas anteriores, após cada apresentação o público é convidado a permanecer para uma roda de conversa. O momento amplia a experiência cênica e transforma o teatro em espaço de escuta e partilha, reforçando o caráter coletivo da obra.

A experiência em prática
Nesta temporada, a proposta se expande para além da cena com a realização da oficina “A Burla do Corpo”, ministrada pela diretora do espetáculo, Giorgia Conceição (Miss G). A atividade, realizada no próprio teatro, aprofunda na prática questões presentes no solo ao investigar o corpo como território de expressão, memória e transformação. “O burlesco, para mim, é uma ferramenta de reconexão com aquilo que nos foi tirado: a liberdade de existir no próprio corpo”, afirma a artista.

Voltada para até 15 participantes, sem necessidade de experiência prévia, a oficina acontece em dois encontros de quatro horas, aos sábados da temporada. Com metodologia própria, Miss G conduz uma travessia somato-psíquica que busca liberar padrões que limitam a expressão e estimular a potência criativa de cada participante. Tendo como pano de fundo a história do burlesco, ligada a uma dimensão invisibilizada do teatro feito por mulheres, a prática explora movimento, corporalidade e conexão criativa. As participantes são convidadas a “desencaixotar” corpos e emoções, desenvolvendo fluidez, confiança e autoexpressão.

O projeto é realizado pela Sociedade Poética, iniciativa fundada há 11 anos por Pagu Leal, dedicada à criação e ao desenvolvimento de projetos em teatro, poesia, filosofia e literatura, com foco em mulheres e coletivos femininos em Curitiba e região metropolitana.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Espetáculo: Do Dia que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei
Data: 14 a 24 de maio de 2026
Horários: Quinta a sábado, às 20h | Domingos, às 19h
Sessões com Libras: 15 e 22 de maio (sextas)
Local: Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222)
Ingressos: Gratuitos, distribuídos uma hora antes das apresentações
Classificação etária: 14 anos | Duração: 55 minutos

SERVIÇO
Oficina: A Burla do Corpo
Dias: 16 e 23 de maio das 14h às 18h (dois sábados)
Inscrições link: aqui
Vagas: até 15 pessoas (sem necessidade de experiência prévia)
Classificação etária: 18 anos
Informações: lojamissg@gmail.com | 41 984545313

FICHA TÉCNICA:
Texto e atuação: Pagu Leal |  Direção artística e figurino: Giorgia Conceição | Iluminação: Izabelle Marques | Design gráfico: Luciane Stocco | Assessoria de comunicação: Bruna Bazzo | Produção e realização: Sociedade Poética

Sobre a  Sociedade Poética surgiu há 11 anos, a partir do desenvolvimento artístico e intelectual da atriz e autora Pagu Leal, consolidando-se na criação, produção e incentivo de projetos ligados ao teatro, poesia, filosofia e literatura com mulheres e coletivos de mulheres em Curitiba e região metropolitana. A Sociedade Poética desenvolve iniciativas que valorizam a linguagem, o pensamento crítico e a comunicação humana. Seu propósito é fortalecer a cultura e promover experiências transformadoras por meio da arte e da palavra.

Sobre as artistas:


Atriz, dramaturga, produtora cultural e professora de ética e oratória, Pagu Leal construiu, ao longo de 33 anos de atuação, uma trajetória sólida nas Artes Cênicas, em Curitiba e em outras cidades brasileiras. Transita por diferentes funções, linguagens e plataformas, com uma pesquisa atravessada pela Filosofia, que confere densidade crítica e poética às suas criações.

Como dramaturga, tem 11 textos encenados, entre eles “A Vênus das Peles” (Prêmio Myriam Muniz/Funarte, 2011), “Difícil Amor” (Troféu Poty Lazarotto de Melhor Texto Teatral, 2004) e “Que Absurdo!” (selecionado no projeto Dramaturgias Contemporâneas Brasileiras da Fundação Cultural de Curitiba, 2003).

Na televisão, criou e protagonizou o programa de humor “Coisas de Casal” (RPC TV), também assinando o roteiro. Como atriz, soma mais de 40 espetáculos profissionais, com passagens por companhias como Grupo Satyros, Grupo Delírio e Cia Stavis & Damaceno. Seu trabalho articula criação, interpretação e pensamento, em uma investigação contínua entre corpo, palavra e experiência.


Giorgia Conceição, a Miss G, é uma das principais disseminadoras da arte burlesca no Brasil. Artista, diretora e mentora de novos talentos, ela é Mestre em Artes Cênicas pela UFBA e autora da influente pesquisa “A Burla do Corpo”, que se tornou base para discussões do burlesco no país. Convidada por Pagu Leal, assina a direção do solo “Do dia que olhei no espelho e não me encontrei.” O espetáculo fez quatro temporadas em Curitiba, sempre com grande sucesso de público.

Co-criadora do Festival Internacional Yes, Nós Temos Burlesco, Miss G também dirigiu a mostra semanal Terça Burlesca em Curitiba e faz parte da cúpula de curadoras da Combo Drag Week. Seus trabalhos mais recentes, como os espetáculos O Piano Burlesco (2024) e Baderna (2023), têm atraído grande público. Além do alcance nacional, ela já levou sua performance para contextos internacionais, apresentando-se em cidades como Buenos Aires (Argentina), Nova Iorque (EUA), Kyoto (Japão), Berlim (Alemanha) e Viena (Áustria)

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunicaa

13º FESTIVAL COMÉDIA ENCENA OCUPA CURITIBA COM HUMOR, DRAMA E EXPERIÊNCIAS TEATRAIS PARA TODOS OS PÚBLICOS

De 7 de maio a 7 de junho, festival reúne espetáculos que transitam entre comédia, drama e diferentes experiências cênicas

Nem só de riso vive a comédia. Na 13ª edição do Festival Comédia EnCena, o humor se expande e se aproxima de temas, afetos e conflitos que atravessam o cotidiano. Entre os dias 7 de maio e 7 de junho de 2026, o Teatro Barracão EnCena recebe uma programação que percorre a comédia, o drama e a dramédia, reunindo criações próprias, grupos convidados e diferentes modos de relação com o público. “O festival cresce a cada edição, tanto em diversidade de propostas quanto na relação com o público. A ideia é criar um espaço onde diferentes experiências possam conviver”, afirma Juscelino Zilio, diretor do Teatro Barracão EnCena.

A abertura acontece no dia 7 de maio com Séquiço, Dorgas & Róquenrróu, do grupo criaCorvos, que retorna ao festival também com Inferno: A (Divina) Comédia, uma releitura irreverente do clássico de Dante. Nos primeiros dias, entram em cartaz Anáguas, Florais e Gin Tônica, comédia que mistura humor e memória afetiva, e Encontro em Semibreve ou Depois da Partida, realizada em parceria com o Teatro do Alvorecer, que investiga as permanências e rupturas nas relações amorosas.

Ao longo da programação, o Barracão EnCena apresenta diferentes frentes de sua produção. Em Entre Risos e Improvisos, o jogo cênico se constrói a partir da participação direta do público, enquanto Crush se volta ao universo adolescente, abordando descobertas, inseguranças e afetos. Já Valentin, inspirado na obra do dramaturgo alemão Karl Valentin, resgata o humor crítico e fragmentado dos cabarés europeus do início do século XX.

Rir, pensar e sentir: outras camadas da comédia
A programação também dedica espaço às infâncias, com os espetáculos João e Maria, que incorpora elementos da cultura brasileira à narrativa clássica dos irmãos Grimm, e A Incrível Aventura de Sofia e Vovô Ludovico, em parceria com a BN Produções, que aposta na imaginação e na relação entre gerações como motor da cena.

O drama aparece ao longo da programação e ganha destaque em diferentes momentos do festival. Na comédia Tem um Nome pra Isso, produção em parceria com a Sociedade Poética, com texto e direção de Pagu Leal, a maternidade é abordada a partir de suas contradições, tensões e sobrecargas cotidianas. Já Os Vivos e os Mortos, dirigido por Edson Bueno, propõe uma reflexão sobre amor, memória e finitude, enquanto Dois Perdidos Numa Noite Suja, com direção de Silvia Monteiro e produzida pela BN Produções, mergulha em um universo urbano marcado por desigualdades e conflitos. Completa esse eixo o solo A Saga de Lauren na Terra Sem Sol, de Cris Raséc, da produtora Sala de Atriz de São Paulo, que articula questões de identidade, opressão e emancipação feminina.

Entre os formatos que deslocam a experiência teatral, o festival apresenta O Enigma, inspirado na obra O Assassinato no Expresso Oriente, de Aghata Christie, realizado em parceria com a Serra Verde Express. A proposta leva o público para dentro de um trem em movimento, onde a narrativa se constrói a partir da participação direta dos espectadores, que são os detetives da história, aproximando teatro e jogo investigativo.

Ao longo de mais de um mês de programação, o Festival Comédia EnCena abre espaço para encontros e experiências compartilhadas, aproximando artistas e público em diferentes propostas estéticas e formatos de fruição. “A gente acredita na comédia como porta de entrada, mas também como linguagem potente para falar de temas profundos. Nesta edição, o público vai rir, mas também vai se emocionar e se reconhecer em cena”, afirma Mevelyn Gonçalves.

Trajetória: um festival que cresce com o tempo
Criado em 2011, o Festival Comédia EnCena nasceu no Teatro Barracão EnCena e, ao longo dos anos, se consolidou como um espaço próprio de criação e encontro com o público. Realizado de forma independente, o festival se sustenta por meio de parcerias, incentivos e apoio de pessoas físicas, reunindo espetáculos já reconhecidos e novos trabalhos da cena local. “Foi um movimento natural de crescimento. Ao longo do tempo, entendemos o festival como um espaço nosso, de continuidade e troca com o público”, afirma Mevelyn Gonçalves, diretora do teatro e produtora do festival.


Dois Perdidos Numa noite suja. Foto: José Estevam.

SERVIÇO: 13º Festival Comédia EnCena
Local: Teatro Barracão EnCena (Rua Treze de Maio, 160)
Data: 07 de maio a 07 de junho de 2026
Ingressos: de R$ 30 a R$ 90 (consulte valores por espetáculo)
Sympla: aqui
Classificação indicativa: variada (de livre a 16 anos)

Vendas: bilheteria do teatro e canais oficiais
Informações: @teatrobarracaoencena | www.barracaoencena.com.br 

PROGRAMAÇÃO:

07/05 (quinta-feira) – 20h: Séquiço, Dorgas & Róquenrróu (criaCorvos). Abertura do festival com humor irreverente e esquetes que misturam nonsense, música e crítica.

08/05 (sexta-feira) – 20h | 09/05 (sábado) – 18h30 | 10/05 (domingo) – 21h: Anáguas, Florais e Gin Tônica (Barracão EnCena). Comédia que mistura memória, afeto e relações, acompanhando um casal em sua trajetória.

09/05 (sábado) – 21h | 10/05 (domingo) – 18h30 | 14/05 (quinta-feira) – 20h: Encontro em Semibreve ou Depois da Partida (Barracão EnCena + Teatro do Alvorecer). Dramédia sobre encontros, despedidas e os atravessamentos do amor.

10/05 (domingo) – 16h | 17/05 (domingo) – 11h30 | 24/05 (domingo) – 16h: A Incrível Aventura de Sofia e Vovô Ludovico (Barracão EnCena). Espetáculo infantil que convida o público a uma viagem pelo universo da imaginação.

15/05 (sexta-feira) – 20h | 16/05 (sábado) – 21h | 17/05 (domingo) – 18h30: Entre Risos e Improvisos (Barracão EnCena). Show de improviso com participação da plateia, cada sessão é única.

17/05 (domingo) – 21h | 06/06 (sábado) – 18h30 | 07/06 (domingo) – 18h30: Inferno: A (Divina) Comédia (criaCorvos). Adaptação irreverente da obra de Dante, com humor ácido e visual impactante.

21/05 (quinta-feira) – 20h | 23/05 (sábado) – 18h30 | 24/05 (domingo) – 21h: Os Vivos e os Mortos. Drama sobre amor, memória e as marcas deixadas pelas relações.

22/05 (sexta-feira) – 20h | 23/05 (sábado) – 21h | 24/05 (domingo) – 18h30: Tem um Nome pra Isso (Barracão EnCena). Comédia sensível sobre maternidade, sobrecarga e afetos contemporâneos.

24/05, 31/05 e 07/06 (domingos) – 16h: João e Maria (Barracão EnCena). Clássico infantil com elementos da cultura brasileira e participação do público.

28/05 (quinta-feira) – 20h | 30/05 (sábado) – 18h30 | 31/05 (domingo) – 18h30: Crush (Barracão EnCena). Comédia juvenil que aborda descobertas, sexualidade e o universo adolescente.

29/05 (sexta-feira) – 20h | 30/05 (sábado) – 21h | 31/05 (domingo) – 21h: Valentin (Barracão EnCena). Espetáculo inspirado no cabaré alemão, com humor crítico e cenas do cotidiano.

04/06 (quinta-feira) – 20h: A Saga de Lauren na Terra Sem Sol. Solo que aborda opressões e atravessamentos femininos em busca de liberdade.

05/06 (sexta-feira) – 20h | 06/06 (sábado) – 21h | 07/06 (domingo) – 21h: Dois Perdidos Numa Noite Suja. Clássico do teatro brasileiro sobre desigualdade e sobrevivência urbana.

05/06, (sexta-feira) | 06/06 (sábado) | 07/06 (domingo) – 19h30: O Enigma (Barracão EnCena + Serra Verde Express). Experiência imersiva em um trem em movimento, onde o público participa da investigação.

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