JULHO DAS PRETAS – PR 2018!

As mulheres negras do Paraná se reuniram, de forma independente ou por meio de movimentos sociais e demais organizações, para organizar uma programação com muitas atividades para o Julho das Pretas 2018.

Há tempos que o Movimento de Mulheres Negras (MMN) realiza eventos em comemoração ao Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, em 25 de julho. Desde o ano passado, esse evento que era realizado em apenas um dia se ampliou e se transformou em uma programação de atividades para o mês de julho.

O mote desse ano é: DIREITOS IMPORTAM! PRETAS NO PODER!

Entenda melhor sobre a comemoração do Julho das Pretas:

Texto de Ana Carolina Dartora

*DIA 25 DE JULHO, DIA NACIONAL DE TEREZA DE BENGUELA*

Dia 25 de Julho se celebra no Brasil o Dia Nacional de *Tereza de Benguela* e da Mulher Negra. A data foi instituída através da Lei nº 12.987/2014, que entrou em vigor no dia 02 de junho de 2013. A inspiração vem do Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, marco internacional da luta e da resistência da mulher negra, criado em 25 de julho de 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, na República Dominicana.

Anualmente, o 25 de julho é, portanto, dedicado à mulher negra no Brasil e no mundo. Em todo o país, são realizadas audiências públicas, festivais, seminários, conferências, feiras, entre outras tantas atividades, numa reafirmação da identidade, da história, da resistência e da luta das mulheres negras em prol da igualdade de oportunidades que ainda não existe de fato em nossa sociedade.

*Tereza de Benguela* representa todas as mulheres negras na homenagem que lhe foi prestada através da Lei que institui o 25 de Julho no Brasil. Nascida no século XVIII, ela chefiou o Quilombo do Piolho ou Quariterê, nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Estado do Mato Grosso. Sob seu comando, a comunidade cresceu militar e economicamente, incomodando o governo escravista. Após ataques das autoridades ao local, Benguela foi presa, vindo a suicidar-se após se recusar a viver sob regime de escravidão.

Sua luta nos inspira para que sigamos atuando na busca por consolidação e visibilidade desta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero, racial e étnica em que ainda vivem as mulheres negras.

Também celebramos esta data com o objetivo de ampliar e fortalecer organizações de mulheres negras, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais formas de opressão, bem como fazemos exigência de ampliação de direitos, democratização de espaços de poder e decisão na sociedade, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.

*Direitos Importam! Pretas no Poder!*

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO E PARTICIPE!

30/06 – Café e bate papo das pretas
Local: Sede da RMN-PR – Rua Professor Ovídio Brasílio da Costa, 2251, casa 3 – Santa Quitéria – Curitiba/PR
Horário: 9h30 – 12h

07/07 – Oficina Saúde da População Negra e Prevenção Combinada
Local: Tenda na “Boca Maldita” – Próxima à Praça Osório
Rua XV de Novembro – Curitiba/PR
Horário: 10h – 15h

07/07 e 08/07 – Ilê Yabás: mães e rainhas pretas
Virada Cultural de Mulheres Negras
Local: Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio
Rua Desembargador Clotário Portugal, 274, Centro – Curitiba/PR
Horário: a partir das 15h

09/07 a 13/07: Palestras e ações sobre a temática da população negra e indígena
Local: Colégio Estadual Guaíra
Rua Lamenha Lins, 1962 – Rebouças – Curitiba – PR
Horário: Manhã e tarde
Realização: Associação Usina de Ideias

13/07: Oficina de cartazes para a Marcha das Mulheres Negras
Com as (os) alunas (os) do Colégio Estadual Guaíra
Local: Colégio Estadual Guaíra.
Rua Lamenha Lins, 1962 – Rebouças – Curitiba – PR
Horário: Manhã e tarde
Realização: Associação Usina de Ideias

14/07 – Palestra sobre o livro “Com Ela”
Com a Escritora Ingrid M. Alves
Local: Livraria Vertov
Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR
Horário: 14h

14/07 – Cine Debate – Cara Gente Branca
Local: Livraria Vertov
Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR
Horário: 18h

16/07 – Seminário Classe, Gênero e Raça
Local: Sede da APP Sindicato
Av. Iguaçu, 880 – Rebouças – Curitiba/PR
Horário: 18h – 20h

21/07 – Palestras e lançamentos de livros
“Ayo” – Escritora Vera Paixão
“Com Ela” – Escritora Ingrid M. Alves
Local: Livraria Vertov
Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR
Horário: 10h

21/07 – Roda de Conversa – Feminismo Negro
Local: Livraria Vertov
Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR
Horário: 14h

21/07 – Roda de Conversa – Saberes Ancestrais das Parteiras
Local: Livraria Vertov
Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR
Horário: 16h

22/07 – Feira do Afro-empreendedor
Homenagem às mulheres negras
Local: Praça Zumbi dos Palmares
Rua Eloi Orestes Zeglin, Pinheirinho – Curitiba/PR
Horário: 14h – 18h

22/07 – Oficina Corpo, Voz e Movimento
Local: Praça Zumbi dos Palmares
Rua Eloi Orestes Zeglin, Pinheirinho – Curitiba/PR
Horário: 15h – 16h

25/07 – Arraiá das Pretas
Local: Quintal da Maria
Av. Jaime Reis, 366 – São Francisco – Curitiba/PR
Horário: 19h – 22h

26/07 – A Mulher Negra na Universidade: conquistas e desafios
Local: Universidade Federal do Paraná – Setor de Ciências Humanas
Rua General Carneiro, 460 – Edifício D. Pedro I – Reitoria – Curitiba/PR
Horário: 19h

25, 26 e 27/07 – V Colóquio de Feminismo Negro
Local: Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Av. Colombo, 5790 – Jardim Universitário – Maringá/PR
Horário: 19h30

27/07 – Oficina A Saúde da Mulher Negra
Local: Sede da ANEPRO (Associação dos Negros Procopenses)
Av. Antônio Silveira Brasil, 265, Jardim Bandeirantes – Cornélio Procópio / PR
Horário: 13h – 17h30

27/07 – CuTUCando a Inspiração apresenta: Slam Resistência Surda
Local: Teatro Universitário de Curitiba – TUC
Galeria Júlio Moreira – Travessa Nestor de Castro, s/nº, Gal. Júlio Moreira – Centro – Curitiba/PR
Horário: 19h – 22h
Apoio: Feira do Poeta
Curadoria: Gabriela Grigolom

28/07 – Dia das Princesas Negras
Local: Espaço Salão Africanitude – Estética e Arte
Rua Angenor Antônio Rodrigues, 432 – Sítio Cercado – Curitiba/PR
Horário: 10h

28/07 – Roda de Conversa “Empoderamento da mulher negra”
Dança e Bate-papo sobre o Julho das Pretas
Local: FAISCA – Feira Agroecológica de Inclusão Social Cultura e Artes
Avenida Ângelo Moreira, 5030 – Umuarama / PR
Horário: 16h – 20h

29/07 – Marcha das Mulheres Negras
Local: Parolin
Rua Professor Plácido e Silva, 860 – Parolin (Em frente ao Armazém da Família) – Curitiba/PR.
Horário: 14h

fonte: Rede de Mulheres Negras no Paraná

EDITAIS – ART SESSION – 2ª EDIÇÃO

Art Session é um evento que tem como missão fomentar a arte independente e trazer um novo olhar para as produções contemporâneas. Este ano o evento trará a literatura e o cinema como protagonistas de um caloroso bate-papo com cineastas, produtores, roteiristas e autores sobre a influência dos livros no mundo do cinema.

Se você é um produtor de audiovisual ou escritor independente, essa é a sua hora! O Art Session abrirá as portas para receber suas ideias e ainda apresentá-las a grandes nomes do audiovisual e literatura. As inscrições de trabalhos de curta-metragem e contos/crônica estão abertas. Ahh vai rolar premiação no evento para o 1° lugar de cada categoria.

As inscrições são gratuitas!

Participe! Acesse e confira o regulamento.

fonte

SEXTA E SÁBADO ::: 2ª FEIRA DE LIVROS E DISCOS ERVA DOCE DOCERIA BAR

Nesta sexta-feira, dia 22 de junho, a partir das 14h, a Erva Doce Doceria Bar promove sua 2ª Feira de Livros e Discos! Com livros e discos a partir de R$3,00. A doceria serve comidinhas maravilhosas, chope artesanal e bebidinhas quentes! A feira começa sexta-feira às 14h e vai até às 22h. A música ao vivo rola a partir das 20h30 (de sexta) com Caratuva Choro Trio. A FEIRA CONTINUA sábado a noite, das 18h às 22h. A Erva Doce Doceria Bar fica na rua Paula Gomes, 380, Centro de Curitiba. Entrada gratuita! Venha curtir com a gente e aproveitar nossos mega descontos!!!

A feira é uma parceria entre a doceria mais charmosa do centro de Curitiba e a a Loja das Pulgas, Amigo Animal, a Cia Contágio (de teatro), o blogue FATO Agenda e a BrutaFlor_Arte.

Livros
Livros de todos os tipos: literatura brasileira, universal, coletâneas, livros técnicos, livros infantis em inglês, revistas e gibis. Livros a partir de R$3,00 – pra todo mundo sair carregado de livros da feira!

Discos
No acervo, mais de 800 discos de vinil com até 30% em descontos. Três caixas de “3 discos por R$10,00”. Discos de rock, samba, mpb, música erudita, discos compactos.

Vale lembrar que a Loja das Pulgas comercializa as doações da Amigo Animal – associação sem fins lucrativos que abriga mais de 1000 cachorros resgatados (em Curitiba e região) e os encaminha vacinados, castrados e desverminados para adoção responsável. Então as vendas das feiras vão contribuir com esse trabalho!

Local: Erva Doce Doceria Bar
Uma doceria charmosa no centro boêmio da cidade! Com doces, pizzas, chope artesanal e bebidinhas doces. A doceria tem um teatro dentro ainda, um lugar que vale muito a pena conhecer!

Caratuva Choro Trio
Música ao vivo confirmado na 2ª Feira De Livros E Discos Erva Doce Doceria Bar!!! Chorinho por conta CARATUVA CHORO TRIO, apresentação a partir das 20h30.

Bruta Flor_Arte
Nesta feira teremos a parceria da BRUTAflor_arte com seus vasinhos mimosos de cimento. Suculenta e cactos. E barateza hein: 15 reais, em média!

Serviço:
2ª FEIRA DE LIVROS E DISCOS ERVA DOCE DOCERIA BAR
Datas: 22 de junho, sexta-feira, a partir das 14h às 22h. Sábado a noite: das 19h às 22h
Local: Rua Paula Gomes, 380, São Francisco, Centro de Curitiba
Página do evento, aqui
Informações sobre a feira: (41) 99745-5294
Fanpage: Erva Doce Doceria Bar
Fanpage: Loja das Pulgas
Fanpage: BrutaFlor_arte
Associação do Amigo Animal: www.amigoanimal.org.br

Produtos da Loja das Pulgas no MercadoLivre, aqui. Alguns discos da loja, aqui

POETA CURITIBANO FERNANDO KOPROSKI PASSA A LIMPO SUA TRAJETÓRIA EM PEQUENO DICIONÁRIO DE AZUIS

Volume celebra as mais de duas décadas dedicas aos versos com poesia completa e fortuna crítica.

Fernando Koproski é um dos nomes mais importantes da literatura brasileira dos últimos anos. Poeta, tradutor, prosador e letrista de rock e música popular, o curitibano completa em 2018 mais de duas décadas dedicadas aos versos e, para celebrar esse momento, publica Pequeno dicionário de azuis.

O volume reúne toda a poesia de Koproski a partir de 1995, com o debut em Manual de ver nuvens, e se debruça sobre clássicos do universo koproskiano como Nunca seremos tão felizes como agora (2009) e Tudo que não sei sobre o amor (2003), que contém CD gravado em parceria com o músico Luciano Romanelli.

A poesia de Koproski transpira musicalidade e ritmo, não é à toa que muitos dos seus versos foram transformados em canções por nomes como Beijo AA Força, Carlos Machado, Casca de Nós e Alexandre França. Para o lançamento, que acontece no dia 26 de junho, às 19h30, no bar Ornitorrinco, o autor irá ler seus poemas acompanhado pelo guitarrista Mario Vizioli. No dia 27 de junho, o poeta apresenta o mesmo número para estudantes do Ensino Médio da rede pública de educação de São José dos Pinhais, Biblioteca Scharffenberg de Quadros.

Beleza áspera
Muito além que um apanhado da trajetória autoral de Koproski, Pequeno dicionário de azuis presenteia o leitor com poemas inéditos, fortuna crítica e entrevistas, somando 660 páginas. Para o escritor, em tempos de e-books e outras plataformas para se fazer e divulgar literatura, o papel ainda é fundamental para que se passe a limpo uma carreira prolífera como a sua. “Gosto de livros, cresci lendo e me apaixonando por livros reais, com ossatura forte de papel, livros com musculatura de papel e nervos de papel. E por isso, era natural sonhar em fazer um livro real. Livros virtuais não me atraem, acho eles sem graça”, comenta.

A poesia de Fernando Koproski é de uma beleza áspera, quase casual e que reflete a Curitiba de Leminski, Dalton Trevisan e Jamil Snege – e não a Cidade Sorriso ou a capital do futuro das propagandas. “A poesia é um acaso, uma espécie de acidente, uma voz que chama não os melhores, nem os mais belos, mas provavelmente uma convocação aos mais feios, desajustados, talvez problemáticos ou simplesmente despreparados para ficar frente a frente com a beleza e a verdade”, comenta o poeta em uma das entrevistas de Pequeno dicionário de azuis.

Entre contrapontos e choques de realidade, Koproski tece, como Penélope, seu tapete para desfazê-lo em seguida. Sempre na contramão dos lugares-comuns e do academicismo do mundo literário, poemas como “Universidade federal”, do Retrato do artista quando primavera (2016), “Autorretratos”, de Narciso para matar (2016), ou “Há flores dentro do tronco”, do, até agora, inédito À Procura da poesia mais pura (2017), apresentam um Fernando combativo, avesso aos formalismos que enquadram e limitam a poesia.

Agridoce
Como explica o escritor Paulo Sandrini, em um dos textos críticos que compõe a obra, “a poesia de Koproski é também um canto de guerra contra esse mundo atual, lugar lúgubre, reacionário, de poucos afetos e muito egoísmo”. Para lutar contra a banalidade do mal, nada mais certo que a pureza e inocência, que nada têm de ingenuidade.

Pequeno dicionário de azuis funciona também como uma grande ode às várias formas de amor. Se os versos de O Livro de sonhos (1999) celebram a juventude, a vontade de estar vivo a plenitude de Rimbaud ou Jim Morrisson, os poemas de Nunca seremos tão felizes como agora têm um endereço certo.

Como Vinícius de Moraes, Koproski é um poetinha. Não por ser menor, ao contrário, pela grandeza de seu delicado – e agridoce – vislumbre sobre o cotidiano. Algo que somente os olhos do poeta treinado, e sôfrego, é capaz de produzir. Segundo Fernando, escrever poesia não é um ato diário, é algo sobre o qual se debruça como um viajante sobre um mapa. “Para fazer poesia você precisa de um assombro, um insight, uma inspiração, alguma espécie de gatilho de fogo para ‘atravessar o espelho’ e encontrar o poema lá do outro lado”, afirma.

Não é exagero dizer que a poesia é a arte do encanto e da busca pelo ideal da beleza. Isso porque, como explica o poeta, “a importância da poesia e da compaixão, misericórdia e do amor é a mesma.” E, novamente, o que surge é a pureza e a inocência – que só pode ser aprendida com as crianças.  “Ingrid grávida”, “Laurinha” e “O olhar de Laura”, os três da safra inédita, formam uma belíssima trilogia da paternidade.

No final, se percebe que Pequeno dicionário de azuis é um caleidoscópio poético, capaz de levar o leitor em uma viagem pelo coração do poeta que, como bem definiu Antônio Thadeu Wojciechowski, bomba versos em nosso sangue.

Sobre o autor
Fernando Koproski nasceu em Curitiba em 1973. É autor da trilogia Um Poeta deve morrer – Nunca seremos tão felizes como agora (2009), Retrato do artista quando primavera (2014) e Retrato do artista quando verão, outono, inverno (2014). Escreveu a série ficcional A Complicada beleza – Narciso para matar (2016), Crônica de um amor morto (2016) e A Teoria do romance na prática (2016) –, os livros de poesia Como tornar-se azul em Curitiba (2004), Pétalas, pálpebras e pressas (2004), premiado pela Secretaria do Estado da Cultura do Paraná, entre outros.

Koproski foi o primeiro tradutor do cantor e poeta canadense Leonard Cohen no Brasil, publicando as coletâneas Atrás das linhas inimigas de meu amor (2007) e A Mil beijos de profundidade (2016). É responsável pela tradução e seleção dos poemas de Charles Bukowski que compõem os livros Essa loucura roubada que não desejo a ninguém a não ser a mim mesmo amém (2005), Amor é tudo que nós dissemos que não era (2012) e Maldito deus arrancando esses poemas de minha cabeça (2015). Traduziu, em 2016, Cabeça de adulto, obra poética de Jeff Tweedy, vocalista e letrista da banda Wilco.

Serviço:
Lançamento de Pequeno dicionário de azuis
Poesia | Editora 7Letras | 660 páginas | R$ 69,00.
Leitura de poemas na voz do autor acompanhado pelo guitarrista Mario Vizioli
Quando: 26 de junho (terça-feira) | Horário: 19h30
Onde: Bar Ornitorrinco (R. Benjamin Constant, 400 – Centro de Curitiba).

SEXTA E SÁBADO ::: 2ª FEIRA DE LIVROS E DISCOS ERVA DOCE DOCERIA BAR

Nesta sexta-feira, dia 22 de junho, a partir das 14h, a Erva Doce Doceria Bar promove sua 2ª Feira de Livros e Discos! Com livros e discos a partir de R$3,00. A doceria serve comidinhas maravilhosas, chope artesanal e bebidinhas quentes! A feira começa sexta-feira às 14h e vai até às 22h. A música ao vivo rola a partir das 20h30 (de sexta) com Caratuva Choro Trio. A FEIRA CONTINUA sábado a noite, das 18h às 22h. A Erva Doce Doceria Bar fica na rua Paula Gomes, 380, Centro de Curitiba. Entrada gratuita! Venha curtir com a gente e aproveitar nossos mega descontos!!!

A feira é uma parceria entre a doceria mais charmosa do centro de Curitiba e a a Loja das Pulgas, Amigo Animal, a Cia Contágio (de teatro), o blogue FATO Agenda e a BrutaFlor_Arte.

Livros
Livros de todos os tipos: literatura brasileira, universal, coletâneas, livros técnicos, livros infantis em inglês, revistas e gibis. Livros a partir de R$3,00 – pra todo mundo sair carregado de livros da feira!

Discos
No acervo, mais de 800 discos de vinil com até 30% em descontos. Três caixas de “3 discos por R$10,00”. Discos de rock, samba, mpb, música erudita, discos compactos.

Vale lembrar que a Loja das Pulgas comercializa as doações da Amigo Animal – associação sem fins lucrativos que abriga mais de 1000 cachorros resgatados (em Curitiba e região) e os encaminha vacinados, castrados e desverminados para adoção responsável. Então as vendas das feiras vão contribuir com esse trabalho!

Local: Erva Doce Doceria Bar
Uma doceria charmosa no centro boêmio da cidade! Com doces, pizzas, chope artesanal e bebidinhas doces. A doceria tem um teatro dentro ainda, um lugar que vale muito a pena conhecer!

Caratuva Choro Trio
Música ao vivo confirmado na 2ª Feira De Livros E Discos Erva Doce Doceria Bar!!! Chorinho por conta CARATUVA CHORO TRIO, apresentação a partir das 20h30.

Bruta Flor_Arte
Nesta feira teremos a parceria da BRUTAflor_arte com seus vasinhos mimosos de cimento. Suculenta e cactos. E barateza hein: 15 reais, em média!

Serviço:
2ª FEIRA DE LIVROS E DISCOS ERVA DOCE DOCERIA BAR
Datas: 22 de junho, sexta-feira, a partir das 14h às 22h. Sábado a noite: das 19h às 22h
Local: Rua Paula Gomes, 380, São Francisco, Centro de Curitiba
Página do evento, aqui
Informações sobre a feira: (41) 99745-5294
Fanpage: Erva Doce Doceria Bar
Fanpage: Loja das Pulgas
Fanpage: BrutaFlor_arte
Associação do Amigo Animal: www.amigoanimal.org.br

Produtos da Loja das Pulgas no MercadoLivre, aqui. Alguns discos da loja, aqui

PRÊMIO PARANÁ DE LITERATURA 2018

“Prêmio Paraná de Literatura 2018 abre inscrições gratuitas até dia 12 de julho!!! O vencedor de cada categoria (são três categorias) receberá R$ 30 mil e terá sua obra publicada pelo selo Biblioteca Paraná, com tiragem de mil exemplares!!!

Em sua quinta edição, o concurso da Biblioteca Pública do Paraná e da Secretaria de Estado da Cultura selecionará livros inéditos de autores de todo o país nas categorias Romance, Contos e Poesia, categorias que homenageiam escritores importantes da literatura paranaense: Romance (prêmio Manoel Carlos Karam), Contos (prêmio Newton Sampaio) e Poesia (prêmio Helena Kolody). No ano passado, com a adoção de um sistema de inscrição online e gratuito, mais de 2 mil obras foram enviadas por autores de todo o Brasil.

O vencedor de cada categoria receberá R$ 30 mil e terá sua obra publicada pelo selo Biblioteca Paraná, com tiragem de mil exemplares (que serão distribuídos gratuitamente em bibliotecas estaduais e diversos pontos de cultura do país). Os premiados também receberão 100 cópias de seus livros e poderão, mais tarde, reeditar os trabalhos por outras editoras. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 12 de julho por meio do formulário disponível abaixo. As obras concorrentes serão avaliadas por uma comissão julgadora formada por um presidente e nove membros (três em cada categoria). O resultado será divulgado até a primeira semana de dezembro.

Em 2017, os vencedores foram Henrique Schneider (Setenta, romance), Marcelo Degrazia (A bandeira de Cuba, contos) e Sônia Barros (Tempo de dentro, poesia). Os livros foram lançados e distribuídos pelo selo Biblioteca Paraná, que também edita autores paranaenses e resgata títulos relevantes que estejam esgotados ou fora de catálogo. “O Prêmio Paraná de Literatura já se estabeleceu como uma das principais premiações do país. Não só pelo valor investido, mas principalmente pela qualidade dos livros lançados”, diz Rogério Pereira, diretor da Biblioteca Pública do Paraná e presidente do júri.

Pereira também destaca o sucesso do sistema de inscrição online, que tornou o Prêmio Paraná ainda mais democrático e acessível. Para ele, o grande número de inscrições em 2017 reforça a importância do concurso em sua missão de projetar o Paraná no cenário literário nacional. “O Prêmio Paraná de Literatura contribui de maneira expressiva para consolidar o projeto da Biblioteca Pública do Paraná de se firmar como um importante polo cultural do Estado e do País”, afirma.

Confira o edital, aqui

Conheça os vencedores das edições anteriores:
Edição 2012, aqui
Edição 2013, aqui
Edição 2014, aqui
Edição 2017, aqui

Serviço:
Prêmio Paraná de Literatura 2018
As inscrições são gratuitas e vão até dia 12 de julho através de formulário disponível aqui. O resultado deve ser divulgado até a primeira semana de dezembro.

fonte: Biblioteca Pública do Paraná

CAIXA CULTURAL CURITIBA APRESENTA O ESPETÁCULO PEDRO E O LOBO COM O GRUPO GIRAMUNDO

Pedro e o Lobo – Giramundo – Brumadinho – Foto: Hugo Honorato

A montagem mais apresentada na história do Giramundo, um dos maiores grupos de teatro de bonecos do país, foi criada para mostrar às crianças como funciona a estrutura de uma orquestra, de acordo com a versão original do russo Sergei Prokofiev

A CAIXA Cultural traz a Curitiba a versão para bonecos do espetáculo infantil “Pedro e o Lobo”. A montagem reforça, com imagens, a ideia central da versão musical original criada por pelo russo Sergei Prokofiev, em 1936: compartilhar com as crianças a estrutura elementar de uma orquestra, seus principais timbres e grupos de instrumentos. A história infantil conta, por meio da música, a aventura de Pedro, um menino que vive com o avô e se envolve em situações difíceis com um lobo, o passarinho Sascha, o gato Ivan, a pata Sônia e um grupo de caçadores.

Para esse espetáculo, o Grupo Giramundo optou pela marionete a fio e sua ampla gama de movimentos e possibilidades de expressão. Os cenários foram substituídos por desenhos em um quadro negro, as vozes dos personagens surgem ao vivo e o plano do palco é o do chão, mesmo nível dos pequenos espectadores. Pedro e o Lobo é o espetáculo mais apresentado na história do Giramundo, fundado em 1970.

Palestra: Processo de Montagem Teatral
No dia 9 de junho, após a segunda sessão da peça Pedro e o Lobo”, os diretores do Grupo Giramundo, Beatriz Apocalypse e Ulisses Tavares, farão uma palestra na qual vão abordar o processo de montagem de um espetáculo de acordo com a metodologia do grupo. Temas como adaptação, trilha sonora, construção de personagens, desenho, projetos, técnica de manipulação e ensaios serão explicados de modo claro e divertido, utilizando como exemplos os 36 espetáculos montados pelo Giramundo desde a sua fundação até os dias atuais. Dirigida a marionetistas, estudantes de artes, estudantes de teatro e interessados no teatro de bonecos, a palestra será realizada no Teatro da CAIXA, das 18h30 às 20h. As inscrições serão feitas na hora, mediante ordem de chegada, e limitadas à capacidade do teatro que possui 123 lugares.

Mostra Mundo Giramundo
Aberta ao público desde o dia 19 de maio, a “Mostra Mundo Giramundo”, em cartaz na CAIXA Cultural Curitiba, traz uma coleção de peças de conteúdo lúdico e educativo que busca revelar o modo de trabalho e o processo criativo do Giramundo, nacionalmente conhecido por atuar com o universo do teatro de bonecos. O acervo não se limita à exibição convencional de uma coleção de bonecos, o que normalmente enfatiza apenas dimensões estéticas, representadas pela forma escultórica, pela pintura, figurino e acabamento. Muito mais do que isso, a mostra revela as dimensões construtivas, mecânicas e cinéticas das marionetes, que priorizam o movimento e seus mecanismos.

Outro fator distintivo da mostra está na exibição organizada do processo de planejamento e construção de marionetes, suas etapas, ferramentas e abordagens, ou, em outras palavras, aquilo que pode ser qualificado como “acervo imaterial” do Giramundo, representado por seu know-how ligado ao design de bonecos. Nesse campo, destaca-se a rara exibição da coleção de desenhos, estudos e projetos para teatro de marionetes de Álvaro Apocalypse, criador do Giramundo e um dos grandes mestres mundiais desta expressão artística.

A dimensão histórica é representada na mostra por meio de cenas selecionadas dos principais espetáculos do grupo, de 1970 a 2014, com o intuito de compor uma trajetória visual das transformações pelas quais passaram as pesquisas da companhia. O principal objetivo da “Mostra Mundo Giramundo” é a formação de plateia e a criação de um espaço de reflexão crítica sobre a o teatro de bonecos através de atividades multidisciplinares. A mostra permanece aberta ao público até o dia 12 de agosto. A visitação às galerias da CAIXA Cultural Curitiba acontece de terça a sábado, das 10h às 20h; e também aos domingos, das 10h às 19h. A entrada é gratuita e a classificação etária é livre para todos os públicos.

Serviço:
Teatro: “Pedro e o Lobo” com o Grupo Giramundo
Local: CAIXA Cultural Curitiba. Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro, Curitiba (PR).
Data: 09 e 10 de junho de 2018 (sábado e domingo).
Horário: sábado, às 15h e às 17h; e domingo, às 15h.
Ingressos: vendas a partir de 02 de junho (sábado). R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura.
Bilheteria: (41) 2118-5111 (De terça a sábado, das 12h às 20h. Domingo, das 14h às 19h.)
Classificação etária: Livre
Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)

Palestra: Processo de Montagem Teatral
Data: 09 de junho de 2018.
Horário: sábado, das 18h30 às 20h.
Local: Teatro da CAIXA
Inscrições: mediante ordem de chegada, limitada à capacidade do espaço.
Classificação: Dirigido a marionetistas, estudantes de artes, estudantes de teatro e interessados no teatro de bonecos.
Vagas: 123

Informações e entrevistas:
Maria Celeste Corrêa – (41) 9 9995 0169 / 9 8786 4465
fernandezcorreamc@gmail.com

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Curitiba (PR)
(41) 3544-5641
www.caixa.gov.br/imprensa | @imprensaCAIXA
www.caixa.gov.br/cultura

PRÊMIO PARANÁ DE LITERATURA 2018

“Prêmio Paraná de Literatura 2018 abre inscrições gratuitas até dia 12 de julho!!! O vencedor de cada categoria (são três categorias) receberá R$ 30 mil e terá sua obra publicada pelo selo Biblioteca Paraná, com tiragem de mil exemplares!!!

Em sua quinta edição, o concurso da Biblioteca Pública do Paraná e da Secretaria de Estado da Cultura selecionará livros inéditos de autores de todo o país nas categorias Romance, Contos e Poesia, categorias que homenageiam escritores importantes da literatura paranaense: Romance (prêmio Manoel Carlos Karam), Contos (prêmio Newton Sampaio) e Poesia (prêmio Helena Kolody). No ano passado, com a adoção de um sistema de inscrição online e gratuito, mais de 2 mil obras foram enviadas por autores de todo o Brasil.

O vencedor de cada categoria receberá R$ 30 mil e terá sua obra publicada pelo selo Biblioteca Paraná, com tiragem de mil exemplares (que serão distribuídos gratuitamente em bibliotecas estaduais e diversos pontos de cultura do país). Os premiados também receberão 100 cópias de seus livros e poderão, mais tarde, reeditar os trabalhos por outras editoras. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 12 de julho por meio do formulário disponível abaixo. As obras concorrentes serão avaliadas por uma comissão julgadora formada por um presidente e nove membros (três em cada categoria). O resultado será divulgado até a primeira semana de dezembro.

Em 2017, os vencedores foram Henrique Schneider (Setenta, romance), Marcelo Degrazia (A bandeira de Cuba, contos) e Sônia Barros (Tempo de dentro, poesia). Os livros foram lançados e distribuídos pelo selo Biblioteca Paraná, que também edita autores paranaenses e resgata títulos relevantes que estejam esgotados ou fora de catálogo. “O Prêmio Paraná de Literatura já se estabeleceu como uma das principais premiações do país. Não só pelo valor investido, mas principalmente pela qualidade dos livros lançados”, diz Rogério Pereira, diretor da Biblioteca Pública do Paraná e presidente do júri.

Pereira também destaca o sucesso do sistema de inscrição online, que tornou o Prêmio Paraná ainda mais democrático e acessível. Para ele, o grande número de inscrições em 2017 reforça a importância do concurso em sua missão de projetar o Paraná no cenário literário nacional. “O Prêmio Paraná de Literatura contribui de maneira expressiva para consolidar o projeto da Biblioteca Pública do Paraná de se firmar como um importante polo cultural do Estado e do País”, afirma.

Confira o edital, aqui

Conheça os vencedores das edições anteriores:
Edição 2012, aqui
Edição 2013, aqui
Edição 2014, aqui
Edição 2017, aqui

Serviço:
Prêmio Paraná de Literatura 2018
As inscrições são gratuitas e vão até dia 12 de julho através de formulário disponível aqui. O resultado deve ser divulgado até a primeira semana de dezembro.

fonte: Biblioteca Pública do Paraná

CABARET MACCHINA NO PÁTIO DA REITORIA DA UFPR

Com direção de Ricardo Nolasco e dramaturgia de Francisco Mallmann e Leonarda Glück, a partir da obra do dramaturgo alemão Heiner Müller, Cabaret Macchina é uma pós-ópera em formato de cabaré de rua

Após estrear na Mostra Oficial do Festival de Curitiba, com participação especial da cantora Karina Buhr e se apresentar ao lado externo do Museu Municipal de Arte, localizado no bairro Portão, o coletivo Casa Selvática apresenta CABARET MACCHINA no Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná nos dias 5, 6, 26 e 27 de maio, ​ nos sábados às 21h e domingos​ às 17h com entrada gratuita.

Os artistas da Casa Selvática vão às ruas de Curitiba em busca dos restos de um herói. O coletivo exercita assim uma nova possibilidade para o mundo, um espetáculo máquina desejante. No humor corrosivo de um famigerado cabaré, o dia-a-dia de vedetes encenando clássicos ocidentais em uma pós-ópera anti-edipiana. Dentro da cidade, personagens canônicas dos escombros de um teatro de guerra se encontrarão com os fantasmas de uma contemporaneidade que atira a tudo e a todos no grande vácuo do desuso.

A Casa Selvática tem sido uma das principais referências do estudo do cabaré como linguagem no Brasil, tendo realizado diversos espetáculos e proposto oficinas anualmente para seu aprofundamento. Cabaret Macchina pretende expandir a pesquisa do grupo, na construção de um espetáculo de teatro a ser realizado em espaço público, uma criação de dramaturgias que relaciona vivências, questões arquitetônicas e históricas da cidade.

Para mais informações acesse www.selvatica.art.br ou siga nossa fanpage Selvática Ações Artísticas ou nosso perfil no instagram @selvaticaoficial, e acompanhe toda a programação do projeto.

SERVIÇO:
CABARET MACCHINA – UMA PÓS-ÓPERA ANTI-EDIPIANA
Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná
Rua XV de Novembro, 1299 – Centro de Curitiba
​5, 6, 26 e 27 de maio de 2018​
​Sábados às 21h e domingos​ às 17h
ENTRADA FRANCA
PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.

Ficha Técnica:
Dramaturgia: Francisco Mallmann e Leonarda Glück (a partir da obra de Heiner Müller);
Direção Geral: Ricardo Nolasco;
Direção de Movimento: Gabriel Machado;
Direção Musical e Sonoplastia: Jo Mistinguett;
Figurino: Cali Ossani, Stéfano Belo e Patricia Cipriano;
Iluminação: Semy Monastier e Patricia Saravy;
Maquiagem: Nina Ribas e Stéfano Belo;
Elenco: Amira Massabki, Cali Ossani, Cesar Mathew, Leonarda Glück, Leo Bardo, Matheus Henrique,Nina Ribas, Patricia Cipriano, Patricia Saravy, Semy Monastier, Simone Magalhães, Stéfano Belo e Victor Hugo;
Artista Convidada: Karina Buhr;
Consultoria: Amabilis de Jesus;
Mapeamento Urbano: Renata Cunali;
Direção de Produção: Cacá Bordini;
Assistência de Produção: Bruna Costa;
Imagens: Amira Massabki;
Design Gráfico: Thalita Sejanes;
Captação de Recursos: Meire Abe;
Realização: Selvática Ações Artísticas e O Estábulo de Luxo;
Fotografias: Mariama Lopes

Links:
site
facebook.com/SelvaticaAcoesArtisticas/
Youtube/Vimeo
www.instagram.com/selvaticaoficial/
https://twitter.com/selvaticx

AUTÔMATOS – SELF DA INEXISTÊNCIA

Autômatos / foto: Juliana Luz

Temporada do espetáculo: autômatos – self da inexistência no teatro novelas curitibanas de 03 a 13 de maio (quinta a domingo). Horário: 20:00

Sobre o espetáculo:
Um espetáculo sobre a vida líquida, quando o humano se desfaz em várias fases de liquidez.

Sobre a ausência de tudo e excesso do nada, sobre um olhar perdido que abraça o vazio e busca a inexistência sem nem saber o que se busca. Num discurso que instala a ambiguidade entre a autonomia e automatização, quando a existência se transforma numa metáfora indecifrável. Uma peça sobre tantas coisas, mas com a perspectiva no esvaziamento de sentido e da essência. Sobre a contradição. Quando se busca fotografar uma falsa essência e se convence que ela é verdadeira, mesmo que forjada pelo próprio fotógrafo. Assim é a self, o forjamento de um eu interior, de um eu construído.  

A nova montagem da Cia Laica tem como tema central a automatização e a efemeridade das relações humanas. Num tempo em que se precisa ter opinião sobre tudo, em que se é consumido por uma iminente angustia de não poder estar em todos os eventos e o desejo de ter um duplo se materializa. Nesse tempo em que a velocidade de neologismos boicotam a linguagem e criam uma babel, no qual se mata os desejos lambendo a representação. Quando se fotografa para existir ou para se apagar, instalando um misto de agonia e êxtase. Quando o aparato da cegueira, por contradição, é um aparato visual.

O espetáculo fala sobre a degradação humana, da linguagem. Ao ponto que as figuras, “personagens”, vão perdendo a linguagem.

Autômatos é um espetáculo cheio de referências, literárias, filosóficas, cotidianas e práticas, justamente para se conectar a esse mundo efêmero, sobreposto, virtualizado, eletrizado que vivemos, onde o pensamento vai se adaptando de forma vertiginosa a uma espécie de embriagamento, anestesia ou ansiedade existencial. Muitas dessas questões estão norteadas pela hipótese: como viver num tempo que só existe presente?

A “dramaturgia” vai se construindo a partir de ícones, com situações condensadas que se fecham em si como pequenos monólogos egoístas, mas também estão interligadas quase sempre pelo fator temático, da massificação, da perda de identidade, da escolha pelo simulacro em detrimento do real, entre outras questões, para aludir a linguagem da informação computadorizada. Para isso, a encenação explorou todos os elementos da linguagem teatral para dar suporte a linearidade do enredo que parece fragmentado. Além disso, a estrutura narrativa se utilizou também de alegorias, com o mesmo propósito.  

A montagem não se enquadra diretamente a nenhum gênero literário ou da linguagem teatral, isso, fortemente, pelo fator temático, mas também por uma opção estética do próprio grupo, que busca experimentar a dramaturgia da imagem associando a linguagem do teatro de animação.

Para o desenvolvimento temático e pedagógico-teatral, tivemos como fonte de estudo filosófico principal o livro “Vida Líquida” de Zygmunt BAUMAN, além dos contos “O Homem de Areia” e “Autômatos” de Ernst Theodor Amadeus Hoffmann. O processo de montagem teve como premissa investigar uma série de procedimentos que contemplem o OLHAR como elemento de linguagem, assim sendo, experimentamos o “Campo de Visão” de Marcelo LAZZARATTO, bem como alguns princípios do teatro de animação e exercícios que enfatizem o olhar. Esses recursos foram investigados e desenvolvidos no processo como principal elemento motriz para a construção dramatúrgica, entendendo dramaturgia como aquilo que organiza a emergência de signos da ação teatral. Esse entendimento é fundamental para reconhecer que a dramaturgia do espetáculo, bem como o processo, entendem que a encenação se faz pela sintaxe verbal, visual e sonora. Contudo, mesmo tendo essas fontes, pouco é possível se reconhecer algumas dessas referências literárias no trabalho, uma vez que elas tiveram mais uma função subjetiva que objetiva e que elas foram atualizadas e adaptadas para situações cotidianas e metafóricas. Um espetáculo polifônico e intertextual, excitado por esse estado de inúmeros atravessamentos, de pensamentos e de ausências.

SERVIÇO:
Companhia: Cia Laica
Data: Temporada 03 a 13 de maio (quinta a domingo)
Horário: 20:00
Local: Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222 – São Francisco, Curitiba – PR)
Ingressos: Pague quanto quiser
Gênero: Musical experimental com teatro de animação
Técnica: Animação híbrida e máscaras
Faixa etária indicada: Classificação Indicativa +16 anos
Duração: 80 minutos.
Informações:
Janaina Graboski (Produtora) Telefone: (41) 9 9937 8807
Jean Cequinel (Produtor) Telefone: (41) 9 9615 7588
Email: cialaica@gmail.com 
Site: http://cialaica.webnode.com/espetaculos/automatos/

FICHA TÉCNICA: 
PRODUÇÃO: Cia Laica
DIREÇÃO: Fábio Nunes Medeiros
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Fernando Vettore e Vinícius Précoma
DRAMATURGIAS (verbal e visual): Fábio Nunes Medeiros
ELENCO: Jade Giaxa, Janaina Graboski, Jean Cequinel, João Muniz, Mauricio Gabardo, Paulo Soares, Robson Rosseto, Tainá Roma;
MÚSICA ORIGINAL E ARRANJOS: Ariel Rodrigues
LETRAS DAS MÚSICAS: Fábio Nunes Medeiros, Ariel Rodrigues
PREPARAÇÃO VOCAL: André de Souza
PROJEÇÕES: Pedro Carregã e Renan Turci
ILUMINAÇÃO: Nadia Luciani
CENÁRIO E FIGURINO: Fábio Nunes Medeiros
PREPARAÇÃO CORPORAL: Elke Siedler
VISUALIDADES E FORMAS ANIMADAS: Anne Caetano, Fábio Nunes Medeiros, Flávio Marinho, Janaina Graboski, Janilson Pacheco, Jean Cequinel, João Daniel Vidal, Luiza Moura, Vitor Hugo Von Holleben
MAQUIAGEM: Janaina Graboski
COSTURA: Deo Araújo e Juraci Carneiro
STORYBOARD: Vitor Hugo Von Holleben
ASSISTÊNCIA DE PALCO: Ana Paula Melgarejo; Francisco Junior
OPERAÇÃO DE PROJEÇÃO: Pedro Carregã e Daniele Mariano
OPERAÇÃO DE SOM: Ariel Rodrigues
OPERAÇÃO DE LUZ: Nadia Luciani; Vinícius Précoma; Ana Paula Melgarejo
EQUIPE DE MONTAGEM: Ana Paula Melgarejo; Anne Caetano; Lucas Berthier Cardoso
DESIGNER GRÁFICO: Renan Turci
FOTOGRAFIA: Juliana Luz, Janilson Pacheco, Renan Turci, Vitor Hugo Von Holleben,
TEASER: Renan Turci
FILMAGENS: Renan Turci e Vitor Hugo Von Holleben
REALIZAÇÃO: Cia Laica
APOIO INSTITUCIONAL: FAP – Faculdade de Artes do Paraná da UNESPAR:
Grupo de pesquisa Campo de Visão: formação do espectador-artista-professor de Teatro; Projeto de Extensão Poéticas Tridimensionais;
LABIC – laboratório de iluminação cênica