LETÍCIA SABATELLA INTERPRETA CANÇÕES NA MOSTRA “A ARTE DE SER VOCÊ”

Exposição comemora os 14 anos da Clínica Graf Guimarães

A Clínica desde seu início se caracterizou por oferecer os melhores e mais modernos tratamentos para seus pacientes. Ao completar 14 anos de renova mais a vez adquirindo um equipamento mais eficaz e seguro para rejuvenescimento, cicatrizes de acne e remoção da tatuagens. 

Para chamar a atenção sobre a ampla realização de procedimentos por profissionais sem o devido conhecimento, formação e habilitação, a segunda edição da exposição “A arte de ser você” reúne, na próxima quarta-feira (2), em Curitiba, obras de artistas plásticos paranaenses que abordam os excessos em procedimentos estéticos. 

A Clínica Graf Guimarães é quem sedia a mostra para comemorar os 14 anos de atuação em Curitiba. 

A atriz Letícia Sabatella participa da abertura, interpretando diversas canções, entre elas da cantora francesa Édith Piaf. “Os procedimentos estéticos são cada vez mais procurados. Há procedimentos que são feitos sem responsabilidade, conhecimento, formação e habilitação para isso. Eles colocam em risco, inclusive, a saúde do paciente”, explica Christine Graf Guimarães, dermatologista que trabalha com transplante capilar desde 2001 e uma das artistas que exibirá suas telas. 

A mostra tem a curadoria de Márcia Elisa de Campos Graf e as pinturas, esculturas e jóias artesanais expostas são assinadas por Alfi Vivern; Alan Max Gonzáles Groth; Ana Isis Ribas; Célia Figueiredo; Christine Graf Guimarães; Eduardo Bragança; Lisiani Serea; Lys Áurea Buzzi; e Rosângela Grafetti.

Christine Graf Guimarães e Letícia Sabatella

Serviço:
A arte de ser você, segunda edição
Onde: Avenida Senador Souza Naves, 1013 – Alto da XV, Curitiba
Quando: quarta-feira, 2 de outubro, abertura às 19 h com Letícia Sabatella. A mostra segue até novembro.
Quanto: gratuito
Página do evento, aqui

EM CARTAZ NO MUMA, “CAMINHO DA PEDRA” REÚNE ESCULTURAS DE DEMETRIO ALBUQUERQUE

Com entrada gratuita, mostra representa uma viagem simbólica pelo mundo mineral

A pedra é utilizada como instrumento desde a origem da humanidade, passando por transformações contínuas tanto na natureza quanto culturalmente. Foi esse o mote que instigou o artista plástico piauiense Demetrio Albuquerque a conceber as obras de “Caminho da Pedra”. A exposição, que já passou por Recife (PE), está em cartaz no MuMA (Museu Municipal de Arte), espaço que integra o Portão Cultural. Com entrada gratuita e audiodescrição, a mostra é aberta para visitação de terça a domingo, das 10 às 19h.

Na exposição, Demetrio evoca o pensamento do cientista escocês James Hutton (1726-1797). Considerado o pai da geologia, Hutton teorizou sobre o mundo mineral afirmando que não poder haver “vestígio do começo e perspectiva do fim”, pois na natureza tudo se transforma. “A intenção é narrar esse gesto artístico primordial sobre a pedra e suas transformações pela natureza. Surgiu a necessidade de fazer algo mais conceitual e, através de pesquisas, comecei a me interessar pela formação dos solos. A ideia foi voltar a algo primitivo, mas unindo a ciência ao mesmo tempo”, comenta o artista.

A mostra expressa essa dinâmica criando um percurso onde cada obra/personagem provoca a memória e a curiosidade, seja pelo aspecto artístico formal ou pela reflexão sobre sua confecção. “Caminho da Pedra”, que conta com o incentivo do Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura), representa um balanço da carreira de Demetrio enquanto escultor. As obras resultam do trabalho com técnicas da cerâmica pernambucana, pesquisa à qual o artista plástico se dedicou nos últimos anos.

Curitiba
A capital paranaense, considerada a “segunda casa” de Demetrio, também é o segundo lugar a receber a exposição, já que o escultor possui uma relação profunda com a cidade. Após concluir sua formação em arquitetura e iniciar as atividades como escultor frequentando ateliers em Recife, Demetrio residiu em Curitiba na década de 1990. Aqui, ele fez o curso de escultura do Centro de Criatividade do Parque São Lourenço, com orientação do escultor Elvo Benito. Em Curitiba, o artista ganhou o prêmio João Turim (1991) de aquisição no 1º Salão do Museu João Turim, com as esculturas “Migrante” e “Andaluz”.

Demetrio também venceu o concurso para o “Monumento Tortura Nunca Mais”, em 1987. Construído no Recife, esse foi o primeiro monumento a homenagear os presos políticos mortos no Brasil. Após suas passagens por Recife e Curitiba, o escultor morou no Japão, onde fez curso de cerâmica (Yakimono) e realizou a exposição “Karada”, em Ashikaga-shi. Voltou para Pernambuco e se estabeleceu em Olinda, passando a produzir esculturas de grande porte em cidades nordestinas. Alguns exemplos são “A Pedra”, “Caboclo de Lança”, “Circuito dos Poetas do Recife”, “Dom Helder” e “Monumento a Augusto dos Anjos”.

Obras
A viagem simbólica de “Caminho da Pedra” começa com a movimentação dos minerais desde a rocha bruta até a argila de aluvião, representada pela obra “Ígnea”, onde se vê um rosto humano integrado com a pedra. Em seguida, “Erosão” traz a dissolução da matéria pela água e pelo vento, com uma figura humana nascendo ou se enterrando na pedra. Logo depois, a instalação se funde com pedras espalhadas pelo terreno. Entre elas, a escultura “Pétreo” apresenta uma figura montada numa pedra, recordando a origem da civilização.

O segundo movimento nos leva ao artista, que experimentou as primeiras vivências com a argila na comunidade japonesa de ceramistas de Ashikaga-shi. Nesse ponto, os conjuntos de peças “Emboladas” e “Ciranda” mostram cabeças de figuras populares e situações socioculturais. Continuando diante de grupos alegóricos – que são como projetos para monumentos -, percebe-se a marca de escultores do Recife como Abelardo da Hora, Corbiniano Lins, Brennand e Jobson Figueiredo.

A mostra também passa pelo sertão nordestino, cenário no qual se encontram vestígios da ocupação humana dos povos antigos da América Latina, do encontro com colonizadores e, posteriormente, com outros grupos populacionais. A partir dessa miscigenação, surge o trabalho artístico com barro e argila, tema explorado por Demetrio para traçar um paralelo entre a transformação e a sedimentação da pedra em paralelo com o homem que a esculpe.

Serviço:
Exposição Caminho da Pedra
Visitação: até 3 de junho
Onde: MuMA (Av. República Argentina, 3.432 – Portão Cultural, Portão, Curitiba)
Horários: terça a domingo, das 10h às 19h
Entrada: gratuita
Obras com audiodescrição
Agendamento de visitas: (41) 3321-3246
Caminho da Pedra / Fotografias: Thiago França
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