FRINGE 2025 RECEBE OFICINAS E MOSTRA TEATRAL MINEIRA: MINAS PARA VER DE PERTO

As companhias de teatro Sala de Giz e Futuros Carecas de Minas Gerais trazem para Curitiba, durante o Festival de Teatro, três espetáculos e duas oficinas para  um encontro dedicado ao teatro intimista e a proximidade com artistas e público, entre os dias 26 e 30 de março no Teatro Novelas Curitibanas.

De 26 a 30 de março, duas companhias de teatro mineiras – Sala de Giz de Juiz de Fora, e Futuros Carecas de São João del-Rei – desembarcam em Curitiba, para realização da Mostra Minas Para Ver de Perto, que acontece no Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge, durante a 33ª edição do Festival de Curitiba, o maior das artes cênicas da América Latina. O encontro é dedicado ao teatro intimista e à proximidade entre artistas e espectadores como protagonistas. De acordo com Felipe Moratori, ator e também diretor da Mostra, as companhias estão alinhadas com criações intimistas, desenhadas para duplas de atores, e têm na relação de proximidade espacial com o espectador as suas poéticas de encenação. “Ambas Cias têm o Lume Teatro como referência, o que nos leva a compreensão e criação de cena a partir de um teatro fundamentado no trabalho de ator, feito para ser assistido de perto. Não há necessariamente uma interação direta com o espectador (nenhum trabalho convida o espectador a  exposição), mas sim ao olhar próximo e a valorização dos gestos e das sutilezas da encenação”, afirma. 

As produções que fazem parte da programação, transitam entre o drama contemporâneo e o clássico do teatro brasileiro, sempre com uma abordagem sensível e próxima do público. “A Mostra Minas Para Ver de Perto é uma oportunidade única para o público curitibano experimentar um teatro que valoriza a troca direta e a imersão sensorial”, revela o diretor. 

As apresentações das peças: Minas Impura, Terra Sem Acalanto e Dois Perdidos Numa Noite Suja, acontecem respectivamente nos dias 28, 29 e 30 de março às 20 horas. Além das peças, o grupo traz oficinas voltadas à atuação com disponibilidade de 16 vagas por turma. A primeira oficina, Atuação em Espaços Íntimos, ministrada pelos atores Bruno Quiossa e Felipe Moratori, propõe  técnicas de atuação em espaços reduzidos, explorando a proximidade com o espectador e a construção de relações cênicas intensas. Já segunda oficina, Treinamento para Atuadores: Em Busca de Impulsos Internos, será conduzida por Pedro Barsa e Rafael Morais, baseada no treinamento físico e na busca por impulsos internos como gatilhos para a criação cênica.

A Sala de Giz, que traz duas montagens autorais, se destaca no cenário mineiro com produções que investigam temáticas contemporâneas e a relação entre memória e identidade. Já a Futuros Carecas, que apresenta um clássico do teatro brasileiro, pesquisa teatro físico e técnicas de atuação baseadas na fisicalidade, com montagens visceralmente conectadas com o corpo e o espaço. Os ingressos e inscrições já estão disponíveis para venda no site oficial do Festival de Curitiba, sendo R$60,00 a entrada inteira e R$30,00 (meia).

Sinopses

Minas impura. Crédito Foto: Filipe Fontes.

Minas Impura (Sala de Giz)
Em uma cidade mineira que cresce verticalmente, Lauro e Miguel vivem em uma casa que resiste entre prédios. Com a iminente chegada do pai de Miguel e a descoberta de uma intensa história de amor do passado, o casal se vê diante de uma suposta cabeça de boi enterrada no quintal. “Minas Impura” é uma obra contemporânea que mergulha nas complexidades do imaginário mineiro em territórios afetivos de fronteira.

Terra sem Acalanto. Crédito foto: Lucas Guimaraes.

Terra sem Acalanto (Sala de Giz)
Em um fictício interior de Minas Gerais,  uma narrativa de devastação na qual um coveiro encontra sobreviventes de uma pequena comunidade submersa em lama. A peça questiona temas universais como fé, justiça e a capacidade humana de se recuperar diante de grandes catástrofes. A criação dramatúrgica foi motivada pelo maior crime ambiental do país: os rompimentos das barragens da Samarco/Vale.

Dois perdidos. Crédito foto: Filipe Fontes.

Dois Perdidos Numa Noite Suja (Futuros Carecas)
Montagem do clássico brasileiro de Plínio Marcos, os personagens são Tonho e Paco, dois jovens adultos em uma situação financeira precária que dividem o mesmo espaço claustrofóbico de um quarto em uma pensão de última categoria. O desenvolvimento do diálogo e ações expõem questões emergentes em um contexto de tensão social, típico dos países latino-americanos no qual o crime se revela como a única opção de promoção social.

Crédito fotos: Filipe Fontes. 

SERVIÇO:
ESPETÁCULOS 
Local: Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222, São Francisco)
Valores: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia)

Minas Impura – Sexta, 28 de março – 20h
Ingressos:https://festivaldecuritiba.com.br/atracao/minas-impura/ 

Terra sem Acalanto – Sábado, 29 de março – 20h
Ingressos:https://festivaldecuritiba.com.br/atracao/terra-sem-acalanto/29-03-2025/ 

Dois Perdidos Numa Noite Suja – Domingo, 30 de março – 20h
Ingressos:https://festivaldecuritiba.com.br/atracao/dois-perdidos-numa-noite-fria/30-03-2025/ 

OFICINAS
1 – Atuação em Espaços Íntimos
Dias: 26 e 27 de março – 14h
Local: Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222, São Francisco)
Vagas: 16
Classificação: 16 anos 
Valor: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia)
Inscrição:https://festivaldecuritiba.com.br/atracao/atuacao-em-espacos-intimos/26-03-2025/ 

2 – Treinamento para Atuadores: Em Busca de Impulsos Internos
Dias: 26 e 27 de março – 09h
Local: Centro Cultural Sistema Fiep (Dr. Celso Charuri, Paula Gomes, 270, São Francisco)
Vagas: 16
Classificação: 16 anos 
Valor: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia)
Inscrição:https://festivaldecuritiba.com.br/atracao/treinamento-para-atuadores-em-busca-de-impulsos-internos/26-03-2025/ 

Informações Adicionadas 

SALA DE GIZ
Com o primeiro espetáculo estreado em 2016, a companhia Sala de Giz, parceria entre os artistas Bruno Quiossa e Felipe Moratori vem construindo um repertório autoral, experimentando a cena e construindo linguagens sob temáticas contemporâneas e a partir do encontro com artistas convidados. A Sala de Giz tem um projeto de permanência em Juiz de Fora, com o compromisso de fortalecer, dinamizar e construir o território. O trabalho para construção dos projetos elaborados pela Cia tem genuíno interesse em memórias coletivas, narrativas ancestrais e histórias populares da cidade. Por meio do Festival Sala de Giz de Teatro, a companhia tem fortalecido sua rede com artistas e grupos expressivos do cenário nacional como LUME Teatro, Grupo Magiluth, Marcio Abreu, Inês Peixoto, entre outros.

FUTUROS CARECAS
Futuros Carecas Companhia de Teatro é formada por Pedro Barsa e Rafael Morais, estudantes do Bacharelado em Teatro da UFSJ. Trabalham juntos desde 2022 como integrantes do Grupo de Pesquisa e Projeto de Extensão CASA ABERTA, coordenado pela Profª Drª Juliana Mota. Pesquisam treinamentos e metodologias teatrais ligadas ao trabalho corporal, ao teatro físico e técnicas de circo e dança. Têm como referência os estudos e treinamentos do LUME Teatro, de Campinas, onde ambos fizeram cursos de treinamento. Em 2022, contemplados pelo Edital de Criação de Circulação Artística da Pro-reitoria de Extensão/UFSJ, iniciam o trabalho de montagem do espetáculo “Dois Perdidos Numa Noite Suja” que já participou de diversos festivais, entre eles o Tiradentes em Cena, o Fentepira, o Festival Nacional de Passos e o Festival Sala de Giz.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

SESI PROMOVE MOSTRA PAULA GAITÁN DE CINEMA EXPERIMENTAL

A cineasta é destaque na programação do Centro Cultural Sistema Fiep

Iniciando as atividades do Núcleo Audiovisual Sesi|PR de Videoarte e Cinema Experimental, o Sesi Cultura Paraná promove de 30 de julho a 2 de agosto duas mostras que apresentam um panorama das obras da artista visual, fotógrafa, poeta e cineasta Paula Gaitán. Sua carreira autoral inclui dezenas de documentários, trabalhos em videoarte e instalações em diversas exibições coletivas.

Gaitán nasceu em Paris, em 1954, e é formada em Artes Visuais na ​Universidad de Los Andes de Bogotá, Colômbia. Paula começou a trabalhar com cinema em 1978, sendo Diretora de Arte do clássico “A Idade da Terra”, de Glauber Rocha. A partir desse trabalho, veio para o Brasil e desenvolveu parceria artística intensa com Glauber. Suas produções aliam a linguagem cinematográfica às artes plásticas. 

A ação realizada no Centro Cultural Sistema Fiep, na Unidade Dr. Celso Charuri, vai exibir ao público produções diversas da artista, das mais famosas às pouco difundidas. A programação conta com: uma mostra principal que exibe cinco obras da cineasta, um momento de bate-papo e uma mostra paralela, onde serão exibidos filmes da artista em looping durante oito horas. Confira a programação completa:

O Sesi Cultura Paraná apresenta
Mostra Paula Gaitán de Cinema Experimental

Sessão de Abertura: ​Diário de Sintra​ (2008)
Em que se diferem o viajante e o exilado? Como pensar a memória criada no exílio? Esses são os eixos pelos quais gira “Diário de Sintra” (2008), de Paula Gaitán. O filme é um relato poético do exílio de Glauber Rocha nessa cidade, em que as fotografias servem de guia mnemônico para a busca de vestígios da passagem do cineasta por Sintra. O filme se constrói na fronteira de uma memória fragmentada, involuntária, inconclusa e precária.
Data: 30 de julho
Horário: 19h
Duração: 01h30min
Classificação: livre
Valor: gratuito
Local: Centro Cultural Sistema Fiep (Black Box) – Unidade Dr.Celso Charuri
Endereço: Rua Paula Gomes, 270

Agreste​
O agreste pode ser vários lugares, assim como Marcélia Cartaxo pode ser várias mulheres. A atriz é colocada frente à natureza e outras figuras femininas, duplos seus em alguma instância. Desses encontros surgem novas possibilidades de se operar no mundo da representação.
Data: 31 de julho
Horário: 19h
Duração: 01h18min
Classificação: livre
Valor: gratuito
Local: Centro Cultural Sistema Fiep (Black Box) – Unidade Dr.Celso Charuri
Endereço: Rua Paula Gomes, 270

Exilados do Vulcão
Ela conseguiu salvar do incêndio uma pilha de fotografias e um diário com frases escritas à mão. Essas palavras e rostos são os únicos rastros deixados pelo homem que ela um dia conheceu e amou. Cruzando montanhas e estradas, ela tenta refazer os passos dele. Os lugares que ela visita carregam pessoas, gestos, lembranças e histórias que, pouco a pouco, se tornam parte de sua vida.
Data: 1 de agosto
Horário: 19h
Duração: 2 horas
Classificação: livre
Valor: gratuito
Local: Centro Cultural Sistema Fiep (Black Box) – Unidade Dr.Celso Charuri
Endereço: Rua Paula Gomes, 270

Monsanto (2008) | Memória da Memória (2013) e
Bate-papo com Paula Gaitán
Monsanto – A passagem pela cidade de Monsanto, em Portugal, é marcada pelo entrelaçamento da natureza com memórias involuntárias.
Memória da Memória – Aquele que não tem limites, pleno de afeto e imaginação.
Data: 2 de agosto
Horário: 19h – exibição dos filmes | 20h – bate-papo com Paula Gaitán
Duração: 2 horas
Classificação: livre
Valor: gratuito
Local: Centro Cultural Sistema Fiep (Black Box) – Unidade Dr.Celso Charuri
Endereço: Rua Paula Gomes, 270

O Sesi Cultura Paraná apresenta
Mostra Paralela / Paula Gaitan

Serão exibidos na Galeria do Centro Cultural Sistema Fiep filmes da artista Paula Gaitan, das 14h às 22h, em looping. Confira a programação:

Uaka (Doc/ 1988/ 1h17min)
No Xingu, todos os anos se celebra na aldeia kamaiurá o Quarup, grande acontecimento festivo no qual os homens roubam o fogo divino, espalhando-o pela terra. Nove tribos participam do ritual ao som das flautas uruá, com a participação dos pajes Tacumã, Sapaim e Prepori, entre outros.

Lygiapape (Doc/ 1991/ 43min)
O filme parte de instalações de Lygiapape para recriar seu universo visual e sonoro.

Eliane Radigue (Doc/ 2008/ 25min)
Paula Gaitán encontra Éliane Radigue, uma das mais importantes compositoras da música experimental.

Vida (Doc/ 2008/ 1h07min)
Vida é um filme sobre a atriz brasileira Maria Gladys. Vida é luz e sombra. Vida é um filme de celebração, uma homenagem à potência de estar viva, uma reflexão do que é ser uma atriz brasileira e a possibilidade de se doar com paixão e criatividade. A construção da ação poética do ator como um grito de liberdade que ilumina.

Kogi (Doc/ 2009/ 13min)
Kogi é uma viagem imaginária à nação indígena Kogi situada na Serra Nevada de Santa Marta na Colômbia. Para os Kogi, existe um grande espelho que divide dois mundos, o mundo das percepções, sensorial, do mundo abstrato dos significados, nomeado de Aluna.

Noite (Exp/ 2014/ 1h23min)
“Porque a noite pertence aos amantes. Porque a noite pertence à luxúria. Porque a noite pertence aos amantes. Porque a noite pertence a nós”. (Patti Smith)

A Chuva no Meu Jardim, Agnés Varda (Doc/ 2015/ 29min)
Em outubro de 2014, tivemos a oportunidade de conversar com Agnès Varda em sua casa na rue Daguerre em Paris. “La pluie dans mon jardin” é resultado desse encontro.
Data: 30 de julho a 2 de agosto
Horário: das 14h às 22h
Duração: 8 horas
Classificação: livre
Valor: gratuito
Local: Centro Cultural Sistema Fiep (Black Box) – Unidade Dr.Celso Charuri
Endereço: Rua Paula Gomes, 270

Mais informações:
www.sesipr.com.br/cultura /
www.facebook.com/sesiculturapr

Página da mostra:
www.facebook.com/events/448207732397247/

SESI CULTURA 
Foi em 2008 que a Regional Paraná do Serviço Social da Indústria inaugurou uma área especificamente dedicada ao desenvolvimento de ações culturais ancoradas nas diretrizes previstas na Declaração Universal dos Direitos do Homem, como a diversidade, a pluralidade e a autonomia. Desde então, o Sesi Cultura Paraná tem promovido o acesso à cultura com foco em programas de formação artística e cultural, investindo em processos criativos, formação de plateia para todas as linguagens e na formação e desenvolvimento cultural com vocação local. O Circuito Cultural Sesi, o Festival Sesi Música, os Núcleos Criativos do Sesi, o Zoom Cultural, os Programas Sesi Música, Sesi Arte, Sesi Audiovisual e Sesi Artes Cênicas são exemplos de programas desenvolvidos pela Gestão Cultural do Sesi. De 2008 até 2017, mais de um milhão de espectadores tiveram acesso à cultura por meio de cerca de 8,4 mil ações culturais realizados pelo Sesi Paraná. Todas essas ações sempre tiveram como objetivo o acesso ao bem cultural para o trabalhador da indústria, seus dependentes e para a comunidade de uma forma geral, além da difusão da arte em todas as suas manifestações, valorizando a diversidade e a pluralidade do povo brasileiro.