CURITIBA RECEBE A ÚLTIMA ETAPA DA TURNÊ DO ESPETÁCULO PAULISTANO SUBTERRÂNEA: UMA FÁBULA GROTESCA NO PARANÁ

Após circular por três cidades paranaenses, o solo autoral da atriz Juliana Birchal que está em turnê no Paraná, fecha temporada em Curitiba com apresentações e ações de acessibilidade, oficina formativa teatral e roda de conversa. A montagem faz reflexões sobre o papel da mulher na sociedade ao questionar o conservadorismo patriarcal usando como metáfora o ciclo de vida das cigarras, além da inspiração na obra de Lewis Carroll: As aventuras de Alice no reino subterrâneo.

De 27 de fevereiro a 1º de março de 2025, a atriz mineira, radicada em São Paulo, Juliana Birchal e sua equipe de produção que estão em turnê no Estado do Paraná, chegam em Curitiba com a apresentação do solo autoral de teatro físico “Subterrânea: uma fábula grotesca”. O espetáculo, que já passou por Londrina, Maringá e Piraquara e fecha a temporada na capital paranaense, é realizado por meio da Bolsa Funarte de Teatro Myriam Muniz. “Trazer o espetáculo para cidades paranaenses é uma oportunidade de compartilhar com um público inédito, o que com certeza vai acrescentar muito ao nosso trabalho, além da troca com artistas locais e colocar em pauta a violência de gênero, um tema urgente”, conta a atriz.

Em Curitiba o projeto faz três apresentações gratuitas, com uma roda de conversa, no Espaço Obragem e oferece ainda, também de forma gratuita, a oficina formativa “Mascaramentos para a Criação Teatral” para artistas e estudantes, ministrada pela própria Juliana e pela provocadora cênica e produtora do solo, Jossane Ferraz, no dia 26 de fevereiro, no mesmo local. Além disso, o projeto traz ações de acessibilidade com apresentações em Libras, audiodescrição e também visita tátil ao cenário para pessoas cegas e com baixa visão, uma hora antes das apresentações, “aproximando todos os públicos da arte e também da relevância do tema que trazemos no texto”, explica a atriz.

Por meio de uma fábula, o solo de Juliana Birchal, coloca em cena uma mulher-cigarra que, para se encaixar nos papeis sociais que lhe foram atribuídos, acaba revelando as contradições e violências deste sistema, sendo ao mesmo tempo vítima e algoz. “O espetáculo questiona a perpetuação de modelos sociais e valores morais provocando o público a refletir sobre o lugar das mulheres na sociedade”, enfatiza.

Na equipe criativa de “Subterrânea: uma fábula grotesca”, Juliana conta com a direção de Lenine Martins e utiliza a técnica teatral do mascaramento para viver a personagem, uma mulher-cigarra que levanta questionamentos sobre o patriarcado ao fazer uma analogia com o ciclo de vida do inseto que passa parte da vida debaixo da terra. “A correlação com a cigarra convida o público a refletir sobre as funções e papeis exercidos pela mulher na sociedade e o afloramento do conservadorismo na contemporaneidade que acaba por justificar erroneamente uma série de injustiças comumente aceitas”, revela a atriz.

Construção do espetáculo
Do ponto de vista da linguagem, a produção parte da investigação estética da atriz sobre corpos-máscaras para dar vida à mulher-cigarra e outros insetos que participam da narrativa. De acordo com Juliana, o ciclo de vida da cigarra dialoga com a ‘mulher de bem’ que está inserida no sistema de poder. “Trata-se de uma metáfora incrível com tudo o que eu me proponho a falar sobre o conservadorismo que sempre esteve aí e que emerge de uma forma muito violenta”, complementa.

A investigação também se associa à pesquisa de Mestrado desenvolvida por Juliana na ECA/USP intitulada “Da máscara à masquiagem: o mascaramento no Théâtre du Soleil, seguido de estudo de caso do espetáculo A Era de Ouro (1975)”, no qual analisa os mascaramentos adotados pelo Théâtre du Soleil, trupe francesa com a qual Juliana realizou residência artística entre 2014 e 2016.

No palco, o público pode acompanhar exatamente o ciclo de vida da cigarra, que pelo bem da espécie, repete o próprio sistema que a reprime, mantendo assim, a ordem natural das coisas, acreditando que a sobrevivência depende do cumprimento das obrigações que o próprio sistema impõe, quando se compara que a cigarra pode viver por até 17 anos debaixo da terra e ao sair cumpre sua última metamorfose. “É nesse momento que acasala, reproduz e morre”, completa Juliana.

Criação e Inspiração de Subterrânea
Juliana Birchal foi impactada pela leitura da consagrada obra de Lewis Carroll: As Aventuras de Alice no reino subterrâneo, escrita em 1865, mais conhecida como Alice no país das Maravilhas. Foi quando em 2019, convidou a atriz Mayara Dornas para montar um espetáculo a partir daquela narrativa. “Lembro de estar muito interessada nesse mergulho que a Alice faz no mundo subterrâneo e aí comecei a pesquisar a obra e ficar curiosa sobre o que era esse salto que ela dá, para esse lugar debaixo da terra, onde a lógica parece não ter lógica”, explica.

Outro ponto de partida para a montagem foi o isolamento social vivenciado durante a pandemia da COVID-19. Diante da situação alarmante e da pulsante vontade de se expressar, a atriz transformou sua casa numa sala de experimentos, que resultou neste solo autoral. Juliana conta que a ideia do subterrâneo já havia ultrapassado a história de Alice. “De repente tudo que estávamos vivendo social e politicamente no Brasil, além de um governo de extrema direita e discursos de ódio ganhando força, começou a me trazer forte impacto, que transformei em arte”, conta. Foi nesse momento que a ideia do subterrâneo ganhou força revelando como aquilo que estava escondido se tornou visível de forma avassaladora. “Se antigamente alguém tinha receio de falar algo que pudesse soar como intolerante ou preconceituoso, naquele momento as pessoas não o tinham mais e a justificativa era a liberdade de expressão”, destaca.

O espetáculo solo de Juliana Birchal, teve estreia nacional em junho de 2023, no Teatro de Bolso do Sesc Palladium em Belo Horizonte (MG). No mesmo ano foi apresentado em Brasília (DF), durante o Festival Solos Férteis. Em 2024, chegou a São Paulo e Mato Grosso no Festival de Teatro da Amazônia Mato-Grossense em Alta Floresta.

SINOPSE:
No formato de uma fábula grotesca, o solo aborda a trajetória de uma mulher-cigarra que, uma vez nascida cigarra, deve se conformar a cumprir o seu papel: acasalar, reproduzir e morrer. Pelo bem da espécie, a mulher-cigarra reproduz o próprio sistema que a reprime, mantendo assim, a ordem natural das coisas.

FICHA TÉCNICA:
Concepção e atuação: Juliana Birchal
Direção: Lenine Martins
Dramaturgia: Juliana Birchal e Lenine Martins
Consultoria dramatúrgica: Si Toji
Provocação Cênica: Jossane Ferraz
Trilha sonora: Javier Galindo
Consultoria musical (violino): Vanille Goovaerts
Iluminação: Lucas Pradino
Cenografia, figurino e adereços: Laura Françozo
Maquiagem: Thaís Coimbra
Produção executiva: Juliana Birchal e Jossane Ferraz
Arte gráfica e identidade visual: Adriana Januário

SERVIÇO:

CURITIBA
Espetáculo – Subterrânea: uma fábula grotesca
Dias: 27 de fevereiro a 1 de março
Local: Espaço Obragem (Al. Júlia da Costa, 204 – São Francisco)
Horário: 20 horas
Ingresso: Gratuito

Roda de conversa: 28 de fevereiro – após a apresentação
*Apresentação com LIBRAS e audiodescrição: 28 de fevereiro
*Todas as apresentações terão visita tátil uma hora antes das sessões

Oficina – Mascaramentos para a Criação Teatral
Dia: 26 de fevereiro
Horário: das 9h às 12h – das 14h às 17h
Local: Espaço Obragem (Al. Júlia da Costa, 204 – São Francisco)

Inscrições: inscrições através de link na bio do perfil do instagram @subterranea.fabula.grotesca

Juliana Birchal. Foto de Vitor Vieira.

Sobre Juliana Birchal
Atriz mineira radicada em São Paulo. Os seus trabalhos se concentram em torno do teatro físico e do teatro de máscaras. Sua formação passa pela Formação Básica de Palhaço dos Doutores da Alegria (2017), graduação em Teatro (licenciatura) pela Universidade Federal de Minas Gerais (2008-2013) e curso Profissionalizante em Teatro do Centro de Formação Artística e Tecnológica do Palácio das Artes (2008-2010). Em 2024, tornou-se Mestra em Artes Cênicas pela USP com pesquisa sobre mascaramentos no Théâtre du Soleil, trupe com a qual realizou residência artística entre 2014 e 2016.

Em 2023, estreou trabalho autoral envolvendo mascaramentos intitulado “Subterrânea: uma fábula grotesca” que já se apresentou em Belo Horizonte, Brasília (Festival Solos Férteis), São Paulo, Alta Floresta (Festival de Teatro da Amazônia Mato-Grossense) e recebeu a Bolsa Funarte de Teatro Myriam Muniz 2023 para realizar turnê em cidades do Paraná. Em sua carreira como atriz, além da experiência com Ariane Mnouchkine (Théâtre du Soleil), participou de cursos e oficinas com Eugenio Barba e Julia Varley (Odin Teatret), Renato Ferracini (LUME Teatro), Tiche Vianna e Ésio Magalhães (Barracão Teatro), entre outros. No teatro, trabalhou com a Cia. Picnic (2019-2024), O Trem Cia. De Teatro (2020), Fernando Neves (2017), grupo Espanca! (2010) e Juliana Pautilla (2010).

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

CURITIBA RECEBE A PRIMEIRA EDIÇÃO DA OFICINA HISTÓRIAS ENRAIZADAS

Destinada aos professores do Ensino Fundamental II, a escritora curitibana junto a produtora cultural Poço e Pêndulo promovem a formação gratuita de Textos Literários para crianças e jovens a partir das culturas dos povos originários do Brasil e da cultura afro-brasileira em 10 encontros, com início em fevereiro no Solar dos Guimarães.

Entre os meses de fevereiro e junho de 2025, acontece no Solar dos Guimarães, a oficina gratuita Histórias Enraizadas: uma formação de Textos Literários infanto-juvenil, destinada a adultos em especial para professores do Ensino Fundamental II, com o objetivo de promover o contato com obras literárias das culturas dos povos originários e afro-brasileira. Idealizado pela escritora curitibana, Lindsey Rocha Lagni, ministrante da oficina, o projeto oferece ferramentas para a análise e criação de textos literários para crianças e jovens, destacando sua importância artística e cultural. “Para que os participantes possam adentrar o universo literário em questão, serão apresentados livros cuidadosamente selecionados em que a natureza, as histórias e os cenários são apresentados de forma artística – muitas vezes poética – possibilitando que todos desenvolvam, a partir de análises e discussões, uma percepção apurada do que é um texto bem “lapidado” e da responsabilidade que é beber em fontes como a cultura indígena e afro-brasileira”, afirma Lindsey.

A programação, realizada em 10 encontros, conta com a participação de três convidados especiais: o professor Cacique Eloy Jacinto, a ilustradora Mari Ines Piekas e a atriz Natália Eloísa, proporcionando uma perspectiva rica e diversificada sobre as temáticas abordadas. O desenvolvimento da oficina integra leitura crítica, construção de narrativas e dinâmicas criativas. “Os participantes terão a oportunidade de aprofundar seu conhecimento sobre a literatura infantojuvenil, explorando temas indígenas e afro-brasileiros por meio de atividades práticas, rodas de conversa e reflexões culturais”, explica Lindsey.

Os encontros vão abordar desde os fundamentos dessa literatura até a criação de personagens e narrativas, incluindo a relação entre texto e ilustração. A oficina enfatiza a simplicidade e poeticidade características desse gênero literário, promovendo uma experiência enriquecedora para os participantes. Lindsey vai  explicar as diversas ramificações dessas temáticas, “pois o Brasil possui várias nações indígenas e uma riqueza cultural afro-brasileira que se estende por todo o país”, afirma. Os textos dos participantes poderão incluir, por exemplo, um personagem indígena enfrentando desafios urbanos ou um poema que une artefatos indígenas e instrumentos musicais africanos. “As possibilidades de criação são inúmeras, incluindo criações que não expressem diretamente elementos dessas culturas, mas que surjam do contato com elas”, completa.

As inscrições são gratuitas, sendo 30 vagas, destinadas principalmente para professores do Ensino Fundamental II, mulheres, pessoas pretas, PCD e LGBTQIAPN+, bem como cegos e pessoas com baixa visão. O projeto traz também a intérprete de Libras Elaine Moreira, em todas as aulas. Os interessados podem acessar o perfil do Instagram da produtora @pocoependulo, e preencher o formulário.


Sobre Lindsey Rocha Lagni
Lindsey lecionou Língua Portuguesa e Literatura durante dez anos na rede particular de ensino. Formada em Letras pela UFPR, é autora dos livros: “Nervuras do Silêncio” e “Amuletos de prosa e verso”; organizadora do livro “Ofícios do tempo (Poesia de Donizete Galvão) e editora,  juntamente, com Marcelo Del Anhol, de vários livros infanto-juvenis – dentre eles,  “Visita à  Baleia”, de Paulo Venturelli (II lugar do Prêmio Jabuti).

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba.

A escritora curitibana Lindsey Rocha Lagni vai ministrar a oficina Histórias Enraizadas no Solar dos Guimarães, durante 10 encontros a partir do dia 10 de fevereiro.

SERVIÇO:
OFICINA HISTÓRIAS ENRAIZADAS
Dias: início 10/02/2025 até 23/06/2025
Horário: 9:00 às 11:30
Local: Solar dos Guimarães, entrada pelo Conservatório de MPB (R. Mateus Leme, 66 – São Francisco, Curitiba – PR, 80510-190)
Inscrições: https://forms.gle/LDNk5V88zhaGTMXs5
Instagram: @pocoependulo

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]


 

HELENA SOFIA LANÇA VIDEOCLIPE DA MÚSICA “SICILIANO”

Produzido por uma equipe 100% feminina, a faixa de abertura do álbum BRAVA! da cantora curitibana, ganha produção audiovisual e faz uma crítica poética sobre o esmagador papel da mulher na sociedade, revelando uma metáfora sobre a solidão feminina neste mesmo meio. O material está disponível no dia 9 de dezembro no canal do YouTube de Helena Sofia.

Na foto de Bey Danor, a cantora e compositora Helena Sofia interpreta uma astronauta abandonada à própria sorte, para o videoclipe “Siciliano”.

No dia 9 de dezembro de 2024, a partir das 12 horas, a cantora curitibana Helena Sofia disponibiliza em seu canal do YouTube o videoclipe da música “Siciliano”, faixa que abre o álbum BRAVA!, produzido durante uma residência artística da cantora em Palermo na Itália, e lançado no ano passado. A estética deste novo trabalho desenvolvido pela cineasta Rodriane DL, apresenta uma astronauta ‘abandonada na lua’, uma metáfora das diversas formas de abandono da mulher dentro da sociedade: “na luta diária pelo reconhecimento do seu trabalho, na sobrecarga dos afazeres domésticos, na participação restrita nas decisões políticas e sociais”, explica Helena Sofia, que interpreta a personagem. “Ao longo do vídeo, vemos essa astronauta lutando contra a gravidade, simbolizando a tenacidade e a determinação das mulheres em um mundo que muitas vezes as desfavorece”, completa a cantora.

A produção de “Siciliano” provoca o sistema de forma desafiadora ao adotar uma abordagem inclusiva. Por meio de pesquisa sobre os índices alarmantes que destacam a persistente desigualdade de gênero no Estado do Paraná, a roteirista e diretora do videoclipe, Rodriane DL, que também dirigiu o show BRAVA!, em 2022, lidera uma equipe formada 100% por mulheres nos cargos de Direção e Assistência. “Essa abordagem não é apenas uma resposta à desigualdade de gênero, mas também uma celebração do talento feminino no campo audiovisual”, conta Rodriane. O projeto, aprovado pela Lei Paulo Gustavo, inclui ainda audiodescrição, Libras e legendagem descritiva.

“Siciliano” é a primeira faixa do disco BRAVA!, uma canção lenta e introspectiva. A letra da música fala nos versos sobre “fechar o rosto e engolir um olhar amargo”, lidando de forma poética com situações que as mulheres  “engolem” e vivem, mesmo que contra a própria vontade. “A proposta é criar uma atmosfera, levar o ouvinte a um mergulho introspectivo, de compreensão sobre a solidão”, revela a compositora.

Para se aproximar do público, Helena Sofia faz um pocket show solo de pré-lançamento, com violão e voz, no dia 7 de dezembro, às 20 horas, na Casa Pagu, e assim apresenta em primeira mão o videoclipe “Siciliano”. A entrada é de R$13,00.

PROJETO APROVADO PELA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA. GOVERNO DO PARANÁ, COM RECURSOS DA LEI PAULO GUSTAVO, MINISTÉRIO DA CULTURA, GOVERNO FEDERAL

O videoclipe “Siciliano”, dirigido por Rodriane DL, interpretado por Helena Sofia, chega no YouTube dia 9 de dezembro, a arte é de Caio Saraiva.

Sobre o álbum BRAVA!
Impossível falar de “Siciliano” e não contar sobre BRAVA! o álbum que contém a faixa. Passando pela bossa, drum’n bass ao jazz manouche, do reggae ao reggaeton, o disco, com oito faixas, duas em inglês, dialoga com o futurismo italiano e a tropicália, aproximando-se do pop sem deixar de lado o caráter experimental, marca registrada da compositora. Este é o terceiro álbum de estúdio de Helena Sofia, BRAVA! conecta sua essência cancionista a uma pegada pop brazuca. Com produção musical da prodígio Érica Silva, o disco é repleto de camadas que transportam os ouvintes a ilhas mediterrâneas, vilarejos latinos, casas de vó e até mesmo o fundo do oceano. Um disco carregado de influências italianas, antropofágicas e tropicalistas.

Sobre a cantora e compositora Helena Sofia
Helena Sofia é cantora e compositora, com três álbuns solo independentes na carreira: “BRAVA!”(2023), produzido por Érica Silva, “Tormenta” (2016), produzido por André Prodóssimo, e “Desejo Canibal” (2014), produzido por Gladson Targa. Em 2018, com apoio do Programa Ibermúsicas, realizou a residência artística e show “BRAVA!” em Palermo, na Itália. O show foi reformulado em 2022 e circulou por 13 cidades do Estado do Paraná, com apoio do PROFICE, Direção Musical de Érica Silva e Direção Artística de Rodriane DL.

Sobre a diretora e cineasta Rodriane DL
Rodriane DL é roteirista e diretora.  Estudou Publicidade na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC / PR) de 1996 a 1999. Em 2004 foi para escola de cinema na Faculdade de Artes do Paraná (FAP / PR), onde se formou em 2009.  Ainda na escola de cinema começou a dirigir e roteirizar videoclipes, publicidade, televisão e curtas-metragens, incluindo o seu primeiro filme Naftalinas, Doces e Traças (2009) e seu último curta-metragem, Órion (2016), já exibido em diversos festivais de cinema, entre eles o FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, em Lisboa e o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. Tem contos publicados em livros e revistas literárias.

Letra da composição “Siciliano”
Composição: Helena Sofia

“Fecho meu rosto pra você entrar
Sinto seu gosto me contaminar
Escorrendo garganta adentro
O amargo sabor de seu olhar
Fecho meu peito pra você entrar
Sinto seu cheiro me contaminar
Escorrendo garganta adentro
E seus lábios agridoces a me torturar
Apesar de tanta dor
Te encontrar no meu pomar
Solitário a envelhecer
Tendo tanto pra contar”

SERVIÇO:
LANÇAMENTO “SICILIANO” NO YOUTUBE
Dia: 09 de dezembro de 2024, às 12 horas
Canal: https://www.youtube.com/helenasofiaoficial

POCKET SHOW PRÉ-LANÇAMENTO
Dia: 07 de dezembro de 2024
Horário: 20 horas
Local: Casa Pagu (Rua Benjamim Constant, 400 – Centro, Curitiba)
Mais informações em: @helenasofiaoficial

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

NOVOS OLHARES: AP DA 13 ENCERRA PROJETO COM LEITURAS ENCENADAS

Da esquerda para a direita: Luques Oliveira, Cassia Brito, Nina Draob, Ariel Coelho e Deni Henrique – durante o processo imersivo em preparação às Leituras Encenadas que encerram o projeto Novos Olhares, na foto de Eduardo Ramos.

Após quatro meses da imersão dos 32 participantes em diversas oficinas voltadas às criações do teatro, realizado pela Photon Cultural em parceria com o coletivo AP da 13, no segundo semestre de 2024, o projeto é finalizado com quatro leituras dramatúrgicas conhecidas mundialmente, no espaço multicultural do AP, nos dias 3, 7, 9 e 10 de dezembro.

O segundo semestre de 2024 foi de intensa atividade na programação de formação e capacitação voltadas ao teatro no curso de interpretação e produção cultural, com a participação de 32 artistas, inscritos no projeto Novos Olhares. Idealizado pelo artista Eduardo Ramos, em parceria com Photon Cultural, que abriu as portas do Espaço Multicultural AP da 13, para alunos de regiões periféricas de Curitiba, o projeto conta com a direção de produção de Iara Elliz, e coordenação de Guilherme Greca.

Durante quatro meses, os participantes tiveram aulas ministradas por artistas com extensas trajetórias no teatro curitibano, aprendendo sobre diversas concepções do fazer teatral. Entre as oficinas ofertadas os artistas tiveram contato com aulas de interpretação com Eduardo Ramos; figurino com Eduardo Giacomini; cenografia com Guenia Lemos; iluminação com Lucas Amado; escrita criativa com Amanda Leal; produção cultural com Moira Albuquerque, caracterização e maquiagem com Mayara Nassar; e preparação de corpo e voz com Edith de Camargo. Para Ramos, o câmbio de informações foi “um momento de aprendizado sobre a importância de compartilhar conhecimentos técnicos e nossas trajetórias às novas gerações de artistas”, conta o diretor e dramaturgo.

Com a conclusão do projeto Novos Olhares, o AP da 13 abre as portas novamente, mas agora para o grande público conferir os resultados do trabalho realizado, com a leitura de quatro dramaturgias mundialmente conhecidas, encenadas pelos participantes e partilhadas de forma gratuita, nos dias 3, 7, 9 e 10 de dezembro. Os textos escolhidos são: “Todas as Coisas Brilhantes” do inglês  Duncan Mcmillan; “Tulipas” da francesa Noëlle Renaude;  “Satan Circus” do brasileiro Paulo Zwolinski; e “Oxigênio” do escritor russo Ivan Viripaev. De acordo com Eduardo Ramos, estar em contato com esses textos é um presente que cada ator e atriz recebem, “os textos foram escolhidos a partir do desafio de partilhar por meio da leitura, escritas consagradas por dramaturgos e dramaturgas de grande destaque nacional e internacional”, diz.

O projeto Novos Olhares trouxe ainda um cunho inédito na cidade de Curitiba, com a destinação de bolsas remuneradas para 16 participantes, com o objetivo de cobrir despesas de transporte ou alimentação, e assim, participarem com tranquilidade no aperfeiçoamento nas artes. “A importância de contemplar participantes que necessitam de um valor para custear o tempo para dedicação ao estudo, é uma aposta legítima que fazemos para incentivar as novas gerações, a seguirem na arte como ofício”, revela Ramos.


Ilustração do artista gráfico Fabricio de Moraes para o encerramento do projeto Novos Olhares que traz Leituras Encenadas no AP da 13.

SERVIÇO
LEITURAS ENCENADAS NOVOS OLHARES
Dia: 3/12 às 20h – “Todas as Coisas Brilhantes” de Duncan Mcmillan (ING), Tradução por Don Correa.
Dia: 7/12 às 19h – “Tulipas” de Noëlle Renaude (FRA), tradução por Giovana Soar.
Dia: 9/12 às 20h – “Satan Circus” de Paulo Zwolinski (BRA).
Dia: 10/12 às 20h – Oxigênio de Ivan Viripaev (RUS), tradução por Irina Starostina e Giovana Soar.
Entrada: Gratuita – reservas pelo WhatsApp (41) 988787126
Local: AP da 13 Espaço Multicultural (Rua Treze de Maio, 1001, ap 01)

Sobre o AP da 13
O AP da 13 é uma referência de espaço cultural independente em Curitiba. E movimenta o cenário artístico curitibano há 8 anos, com uma programação multicultural: realização de oficinas de interpretação, residências artísticas, mostras de teatro e dança, festivais e exposições, recebendo neste período mais de 7 mil pessoas entre artistas e público de todo o Brasil. Neste período, o AP colaborou como pioneiro na cidade, na abertura de novos espaços culturais independentes, sendo referência para a classe artística, pelos desenvolvimentos de projetos que fomenta, desde a formação e capacitação de jovens artistas a pesquisas e investigação em novas formas de dramaturgia.

O espaço também sedia a Setra Companhia, fundada pelo diretor e dramaturgo Eduardo Ramos, coletivo que a cada trabalho, convida artistas de distintas linguagens para a feitura dos seus processos, friccionando suas obras entre o teatro, a dança e performance. Destacam-se as obras MOMMY (2016), com a atriz Rosana Stavis, CONTOS DE NANOOK, espetáculo que recebeu 2 prêmios e nove indicações no Troféu Gralha Azul.

Em 2019, a Cia estreou o espetáculo FEDRA com co-direção de Michelle Moura e Maikon K. no elenco, na Mostra Oficial do Festival de Curitiba.

Os últimos trabalhos são: Aqui é Minha Casa (Festival de Curitiba – 2023), monólogo com a atriz Ciliane Vendruscolo, e o solo Monstro (Casa Hoffmann – 2023), pela bailarina Flávia Massali.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

UM SONHO CULTURAL: AGRUPA CULTURA CELEBRA 2 ANOS DE ATIVIDADES ARTÍSTICAS EM CURITIBA

Na foto de Júnior Motta, as amigas, produtoras culturais, artistas e sócias, Luiza Gutjahr e Marina Barancelli comemoram os dois anos de dedicação na Agrupa Cultura.

Criada por Luiza Gutjahr e Marina Barancelli, a Agrupa Cultura celebra no dia 26 de novembro dois anos dedicados a projetos que enaltecem a produção do audiovisual, teatro, música e espaço físico, movimentando a economia criativa local para o mundo.

Inaugurada em 26 de novembro de 2022, a Agrupa Cultura é fruto do desejo artístico de duas amigas, a curitibana Marina Barancelli (29 anos) e a gaúcha Luiza Gutjahr (22 anos), que se conheceram em um curso de artes e comungam da vontade de transformar a cena cultural da cidade em que vivem. Ao concluir o curso, se depararam com dificuldades em ingressar no mercado tradicional de trabalho. Decidiram, então, criar um filme, intitulado MoonRiver, que reflete suas experiências e sonhos, resultando na criação do espaço cultural, carinhosamente chamado por elas de Agrupa, para por conta própria mostrar suas capacidades profissionais com a arte. 

Com a fundação da Agrupa Cultura, Marina e Luiza estabeleceram um espaço, atualmente localizado no centro histórico de Curitiba e, com apoio de sua equipe, se dedicam à inovação e criação de arte de qualidade, onde tradição e modernidade se encontram. O compromisso da empresa vai além da produção de conteúdo: o objetivo é moldar o futuro do entretenimento e conectar passado, presente e futuro em cada projeto.

As empreendedoras da cultura curitibana revelam que a Agrupa Cultura existe para formação de um ecossistema onde a arte e cultura coexistem de forma a criar o futuro, um lugar que transcende as fronteiras físicas, gerando oportunidades em escala global. “Criatividade é o recurso essencial para um ambiente próspero, permitindo que todos cresçam e vivam plenamente por meio da cultura”, contam Marina e Luiza sem esconder a animação.

Na Agrupa Cultura, os trabalhos estão focados no audiovisual, na música, no teatro e no espaço de convivência para atender diversas modalidades de arte e cultura, com produções que visam espalhar qualidade e possibilidades que ultrapassam fronteiras e ganhem o mundo. De acordo com Luiza e Marina, “a Agrupa é a ágora moderna, um espaço de encontro, diálogo e experimentação, onde o futuro da arte é moldado a partir do presente. Somos também um liceu de ofícios contemporâneo, que oferece uma educação artística e cultural com capacitação e empoderamento dos artistas”, dizem.

Como funciona a Agrupa Cultura e principais destaques
A casa Agrupa Cultura reúne modalidades artísticas divididas em 4 núcleos separados, Espaço físico, Teatro, Música e Audiovisual, que têm forte conexão entre si.


A casa Agrupa Cultura ganha novo endereço para comemorar os dois anos de existência de trabalhos voltados à arte e à cultura. Foto de Júnior Motta.

Com o intuito de criar obras que se tornem fonte de inspiração e transformação e que também contribuam para um cenário cultural mais rico e diverso, a Agrupa Cultura oferece ferramentas e apoio para a realização de sonhos com excelência e inovação. O lema de Marina e Luiza é: “Aqui nada é impossível, estamos juntos para mostrar que o futuro está em construção”. Para elas, a Agrupa é um lugar que transcende fronteiras físicas, gerando oportunidades em escala global, onde a criatividade é o recurso essencial para um ambiente próspero, permitindo que todos cresçam e vivam plenamente através da cultura.

NÚCLEO A2C – ESPAÇO FÍSICO 
O primeiro, chamado de A2C, é o espaço físico do coletivo, um ambiente dinâmico e acolhedor onde a criatividade se encontra com a colaboração, e também são oferecidos cursos, palestras e workshops que estimulam o aprendizado e a troca de ideias. Inspirados pelos cafés e salões de arte que marcaram épocas passadas, o espaço se destaca como o ponto de encontro ideal para a comunidade artística contemporânea. “Acreditamos que a arte prospera em um ambiente onde as ideias podem ser compartilhadas livremente, e é exatamente isso que proporcionamos”, conta Luiza.

Na A2C, o espaço de convivência e criação, são oferecidos os cursos: “Desvendando os Segredos da Audição”, com Fabi Bang, renomada atriz do teatro brasileiro; “Curso Ator em Foco”, com a preparadora de elenco Jaciara Rocha.


Todos os ambientes são elaborados com muito cuidado para todos que vem fazer parte dos trabalhos realizados no espaço Agrupa Cultura. Foto de Júnior Motta.

TEATRO – THE ACT
The ACT é a companhia teatral da Agrupa Cultura, que oferece produções que desafiam convenções e exploram temas relevantes e contemporâneos. “Acreditamos que o teatro é um meio poderoso de entretenimento e uma força ativa na economia nacional”, afirma Luiza. No entendimento da produtora, o objetivo é transitar entre o presente e o passado. Inspiradas em locais icônicos como a Broadway e o West End, as empreendedoras pretendem criar peças que não só entretenham, mas que também contribuam de maneira significativa para a cultura. “Nosso diferencial está na abordagem inovadora, que promove novas vozes ao proporcionar um espaço para experimentação e diversidade artística. Valorizamos as melhores referências do passado, garantindo que nossas produções sejam ricas em conteúdo e qualidade”, afirma Luiza. Além disso, na Agrupa existe o compromisso de manter um canal aberto com o público, evitando um ambiente elitizado e promovendo um diálogo inclusivo sobre as questões sociais que impactam a sociedade.


Na foto de Marina Barancelli, a primeira Improfest de Curitiba: TILT, que tem no improviso teatral o foco do encontro.

Com THE ACT, participação no Fringe, durante o Festival de Curitiba 2023, com mais de 10 oficinas formativas e eventos, num ambiente dinâmico de troca de conhecimentos e experiências entre profissionais, estudantes e apreciadores das artes cênicas. O circuito movimentou cerca de 1.000 pessoas ao longo de uma semana, proporcionando oportunidades valiosas de aprendizado e interação. 

Outro destaque nas artes cênicas é o TILT, a primeira Improfesta de Curitiba, realizada em parceria com a Cia Arvoredo de teatro. O evento celebrou o improviso teatral, trazendo grupos renomados como os Improssiveis  para apresentações em que o público comprava apenas um ingresso. 

AG.ENT – AGR ENTRETENIMENTO 
O núcleo Audiovisual da Agrupa Cultura, chamado AG.ENT – AGR Entretenimento, produz filmes, séries e videoclipes que refletem a diversidade cultural e social do Brasil como narrativas globais. O núcleo não se limita a um único gênero, buscando ampla gama de produções que equilibram a criatividade com o sucesso comercial. “Dessa forma, garantimos produções com qualidade artística, viabilidade de mercado e retorno financeiro, com produtos que têm potencial de criação do nosso ecossistema cultural”, enfatiza Marina. 


A atriz Kethlen Souza em cena do curta “Rapsódia em Azul” na foto de Paula Lebois.

Conscientes das barreiras mercadológicas do mercado tradicional, que frequentemente exclui talentos e histórias que merecem ser contadas, a Agrupa foca no que realmente importa: o conteúdo e a qualidade das histórias apresentadas. “Acreditamos que, independentemente de categorias ou convenções, cada narrativa tem o poder de ressoar e impactar. Nossas produções são inspiradas por valores de inovação e respeito pelas técnicas do passado, focando em criar um novo futuro para o entretenimento. Em cada projeto, buscamos contar histórias que vão além do entretenimento”, conta a também diretora e produtora Marina. 

Pela AG.ENT – AGR Entretenimento, os destaques são os curtas “Rapsódia em Azul”, que marcou um passo significativo na trajetória da Agrupa, sendo o primeiro filme viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura Paulo Gustavo em Curitiba. O filme, com roteiro original de Marina Barancelli, aborda de forma profunda o racismo no universo do balé clássico. Trata-se de uma obra sensível, que questiona as barreiras históricas de exclusão racial dentro de uma arte tradicionalmente elitista. Toda a filmagem, realizada em cima do palco, cria uma atmosfera teatral que intensifica a narrativa, trazendo à tona as emoções dos personagens. Rapsódia em Azul é mais do que um filme; é uma reflexão visual sobre os desafios enfrentados por artistas pretos no balé, explorando com delicadeza temas de identidade e resistência. 

Outra produção de destaque é o filme “MoonRiver”, que ocupa um lugar especial na trajetória das empresárias. Foi o primeiro projeto independente, movido pela coragem e por um grande sonho. Com um orçamento extremamente pequeno (R$10 mil financiado por outros trabalhos de Marina e Luiza), elas conseguiram dar vida à história. Desde a pré-estreia em outubro de 2023, “MoonRiver” tem conquistado reconhecimento internacional, sendo selecionado para importantes festivais ao redor do mundo, como o Alternative Film Festival no Canadá, o New York Film and Actor Award nos Estados Unidos, e o Alibag Short Film Festival na Índia.


Cena do filme “Moon River” na foto de Luiza Nemetz.

Em 2024, a Agrupa lançou a 1ª A3C – Mostra Audiovisual, numa parceria inédita com o IMAX CWB, e a exibição de 15 curta-metragens selecionados por uma curadoria de especialistas do cinema. O festival abrange uma diversidade de categorias que incluem: Unicurta, dedicada a filmes universitários; Take 01, para estreia de cineastas; Musicais, obras com narrativa musical; C-lab, voltada a produções experimentais; e Ficção e Animação. Além disso, a exibição de dois filmes convidados que já participaram de festivais internacionais: “MoonRiver”, produção da Agrupa Cultura, e “Yãmi Yah-Pá”, da produtora Couro de Rato.

AG MUSIC e AG RECORDS
Por fim, e não menos importante, a AG MUSIC, núcleo musical da Agrupa que vai além da promoção de artistas da indústria fonográfica. O segmento se destaca com o selo musical inovador, com a criação, produção e realização de eventos e shows memoráveis. “Nossa abordagem é diferenciada pelo compromisso com a autenticidade e diversidade musical, dando voz a artistas que desafiam as fórmulas comerciais convencionais. Trabalhamos em parceria com artistas que aspiram a seguir uma carreira musical profissional, oferecendo todo o suporte necessário para que possam alcançar seus objetivos”, destaca Luiza.


Da esquerda para direita: Augusto Santana , Johny, Mauro Igna da Banda Parque Sete; Marina Barancelli; Cadu Albu e Zak Beatz da Banda Soul Ébano e Luiza Gutjahr. Foto de Júnior Motta.

Com a AG MUSIC, a produção do Agrupa Fest, em parceria com o Sheridan’s Irish Pub, realizou o festival de música, com um line-up diversificado: Parque Sete, Soul Ébano e Bia Cappelini, cada uma trazendo sua própria identidade musical. O público também foi convidado a soltar a voz com um karaokê; além da festa junina com show do PECI, acompanhada de open pipoca, algodão doce e brincadeiras típicas.

O selo musical, AG Records, lançado oficialmente em 2024, marca o início de uma nova fase com o single “Depois a Gente Conversa”, da banda curitibana Parque Sete, que tem contrato exclusivo com a Agrupa. O lançamento simboliza a entrada no mercado fonográfico, firmando o compromisso com a promoção de novos talentos locais. Outras parcerias também se iniciaram, como a promovida com a banda Soul Ébano, ampliando o portfólio e fortalecendo a presença da marca na cena musical.

Aniversário de 2 anos da Agrupa Cultura


Equipe Agrupa Cultura: Camili Andrade (Produtora Executiva), Luiza Gutjhar (Direção Criativa e Marketing), Marina Barancelli (CEO e Direção Criativa), Amanda Rosa (Produtora) e Zak Beatz (Diretor Musical), na foto de Júnior Motta.

No próximo dia 26 novembro, a Agrupa Cultura comemora 2 anos de existência no mercado cultural, com diversos trabalhos que conectam cada eixo, buscando criar e desenvolver projetos que espalhem pelo  mundo a arte brasileira, além de moldar o futuro do entretenimento.

Entre os principais projetos estão: o filme “MoonRiver”, indicado em festivais em Nova York Film and Actor Awards, Alternative Film Festival do Canadá e Alibag Short Film Festival da Índia; o filme “Rapsódia em Azul” produzido por meio da Lei Paulo Gustavo, com estreia prevista para 2025; além da promoção de mais de 20 cursos e a produção de mais de 30 eventos culturais, realizados no espaço Agrupa e em outros espaços da cidade com artistas locais.

A celebração de aniversário vem com a inauguração do novo endereço, localizado no centro histórico de Curitiba, que está aberto para diversas atividades culturais.


Dois anos de trabalhos realizados pela Agrupa Cultura, empresa criada por Luiza Gutjhar e Marina Barancelli, sócias, amigas, artistas e empreendedoras. 

Sobre as empreendedoras culturais 
Marina Barancelli é diretora, produtora, atriz, arquiteta e urbanista, e hoje é CEO e Diretora Criativa do grupo Cultural Agrupa Cultura. É formada pela UFPR em Arquitetura e Urbanismo, pelo Instituto Stanislavsky em Atuação e Direção Metódica e Escola de Cinema, em Teatro Musical pelo Projeto Broadway, Atuação em Filme pela HFA em Curitiba, e entre outras nos 15 anos em que estuda e trabalha com cultura. Em 2016 foi a primeira estrangeira a ingressar na National Youth Film Academy em Londres. Em 2024 foi homenageada pela Câmara Municipal de Curitiba pelo vereador Herivelto Oliveira pela sua contribuição com a cultura. Já atuou com diversas funções no audiovisual e teatro, tanto em Curitiba como em Londres, tendo como destaque seus trabalho no departamento de arte com cenografia em filmes como Torniquete e Alice Júnior 2, diretora nos filmes “MoonRiver” e “Rapsódia em Azul” e clipes musicais. Marina tem ampla atuação como produtora de filmes, eventos, cursos e diversas atividades culturais. Barancelli utiliza sua premissa pesquisa sobre o desenvolvimento da memória coletiva através da arte, defendendo sempre o equilíbrio entre o passado e futuro, na busca de equipes diversas para uma nova dinâmica do mercado artístico regional, nacional e internacional.

Luiza Gutjahr é atriz, bailarina e produtora cultural, atuante desde 2019 no setor artístico. Idealizadora e  fundadora da Agrupa Cultura, produtora que já conta com mais de 30 projetos no currículo em quatro áreas: audiovisual, música, teatro e espaço cultural, na empresa Luiza é diretora de marketing e criativa. Natural do Rio Grande do Sul, Luiza está atualmente em processo de graduação em Artes Cênicas pela Universidade Estadual do Paraná (FAP). Sua trajetória inclui a idealização do musical Happy Days, sucesso de público no Teatro Guaíra, em Curitiba, em 2019, além de sua participação em grandes produções, como os espetáculos do Natal Luz de Gramado na temporada de 2021/22. Ao longo de sua carreira, já acumulou mais de 19 cursos especializados, na busca por ampliar suas habilidades e contribuir para a cena cultural brasileira.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

ALL PARTY E LOVE CITY FAZEM A FESTA COM A PRESENÇA DO RAPPER RODRIGO OGI

Arte da 17ª edição da ALL PARTY num collab inédito com a pista de skate LOVE CITY, criada pelos artistas gráficos Anthony Nathan e Fred Freire.

Aproveitando a passagem do notável cronista do rap nacional por Curitiba, Rodrigo Ogi e Nato PK são os convidados para discotecagem, numa parceria inédita entre festa e pista de skate, para reunir música boa e gente boa, no dia 17 de novembro. 

A 17ª edição da já consagrada ALL Party, chega com grandes novidades para a temporada de verão. Marcada para o dia 17 de novembro de 2024, firmou parceria com a recém inaugurada pista de skate de Curitiba, Love City, para celebrar um novo momento do projeto, que reúne num só lugar: música boa e gente boa. O collab entre pista e festa, traz um line up descolado, com a participação do rapper paulistano Rodrigo Ogi, que estará em Curitiba, e na  ALL, se apresenta num formato diferente: vai discotecar suas influências e músicas prediletas, junto com o DJ Nato PK. A festa tem abertura com a seleção musical analógica, 100% vinil, comandada pela Selecta Manzana, DJ residente da ALL.


Na foto de Cassio Vinicius, o pocket show do grupo Febre 90s que lotou a 10° edição da ALL Party CWB em outubro de 2023. 

O espaço da pista Love City, é um ambiente para a prática de esporte e lazer com bares e restaurantes que ficarão em funcionamento durante a festa. “A ideia de juntar a energia do skate com a música é um sonho, e agora vamos ampliar as possibilidades para que o público seja recebido com o máximo de conforto e qualidade para uma experiência única”, diz o produtor executivo da ALL, Raphael dos Santos.


A pista coberta Love City, local da 17ª edição da ALL Party com de Rodrigo Ogi, Nato PK e Márcia Manzana na foto de Gabriel Franco. 

Criar uma festa alternativa com artistas de porte nacional é uma das características da ALL Party, que busca na diversidade sonora atender públicos também diversos. Ao longo dos últimos anos projetos de artistas como B.Negão com “Bota o Som”, a “Rap Reagge Party” de Lúcio Maia e DJ PG, “Hay Turntablism” com DJ Mako e DJ A.S.M.A, “12 Polegadas” do DJ KL Jay e DJ Hum, Febre 90s e Lurdez da Luz, são exemplos da responsabilidade da ALL Produções, que tem a frente da curadoria artística, Márcia Manzana. Para ela, unir elementos da cultura de rua é o lema da ALL. “Esta edição com muita discotecagem promete ser histórica, convidar Rodrigo Ogi e o DJ Nato PK, que estão na cidade para um show, é um salto para a nossa festa que tem na parceria com a Love City uma nova pegada de entretenimento”, afirma.

O espaço da pista Love City, é um ambiente para a prática de esporte e lazer com bares e restaurantes que ficarão em funcionamento durante a festa. “A ideia de juntar a energia do skate com a música é um sonho, e agora vamos ampliar  as possibilidades para que o público seja recebido com o máximo de conforto e qualidade para uma experiência única”, diz o produtor executivo da ALL, Raphael dos Santos.

Os ingressos antecipados estão disponíveis em três lotes no site da meaple.com, nos valores: promocional a R$15,00, seguido do 1º lote a R$ 20,00 e o 2º lote a R$ 30,00. Vale lembrar que os amantes do skate também podem levar seus carrinhos para usufruir do bowl e da pista durante a festa. 

SOBRE OS ARTISTAS 
Rodrigo Ogi é rapper e cronista conhecido por seus complexos esquemas de rimas, pelo storytelling que se assemelha ao de grandes nomes da literatura e por ter um dos flows mais autênticos e inovadores do rap brasileiro. O artista, que já fez parte do grupo ContraFluxo, coleciona quatro discos em sua carreira solo: “Crônicas da Cidade Cinza” (2011) e RÁ! (2015), dois clássicos do gênero no país, após, em 2017, lançou o EP “Pé no Chão”, onde explorou novos caminhos da composição com o hit “Nuvens”. Em 2023, lançou “Aleatoriamente”, sucesso de crítica produzido por Kiko Dinucci, que dialoga com outros ritmos contemporâneos que vão além do hip-hop. Ogi já colaborou com artistas como Emicida, Rael, Marcelo D2, Juçara Marçal, entre outros.

Nato PK tem 28 anos de carreira, hoje é DJ e Beatmaker, já integrou o  Coletivo e Selo Independente do ABC Paulista @paudedaemdoido. Atualmente acompanha o rapper Rodrigo Ogi em seus shows, Mc Max B.O, Rubel, Thiago Jamelão e a cantora Liège. Já dividiu os palcos com Ana Cañas, Pitty, Emicida, Mc Marechal, entre outros. Faz parte da crew de DJs @sodiscosalva que tem foco na pesquisa e discotecagem mixada 100% em vinil. Nato PK fez também parte da primeira Orchestra de Beatmakers do mundo, a Beatbrasilis Orchestra. Com vários títulos lançados produziu músicas para Emicida, DJ Hum, Patrícia Marx, Rappin Hood, Chuck D (Public Enemy) e MV Bill.

Selecta Manzana, é diretora artística da All Party. Como DJ seleciona músicas 100% em vinil, desde os anos 2000, tendo forte presença na cena cultural de Curitiba, com os saudosos Retrô e Kitinete. Colecionadora e pesquisadora da música analógica, apresenta seu acervo diverso, autêntico e versátil. A paixão da artista é a música brasileira dos anos 70, que explora ainda gêneros como funky, soul, disco, boogie, rap, jazz e o instrumental dançante. Manzana acredita no poder do ritmo e longe de rótulos incorpora músicas em outros idiomas, menos explorados na pista, como eslavo, francês, italiano, japonês  e espanhol. Atualmente, é residente  no “Sunday Gardens Jazz”, comanda o projeto “Na ponta da Agulha com Manzana”, e produz a All Party. 

ALL PARTY
ALL Party,  é um projeto que consiste em trabalhar com elementos da cultura de rua, skate, grafite e break. É uma festa que convida outras festas, também reconhece DJ ‘s que estão começando suas trajetórias, e DJs renomados no cenário nacional.

Lançada em 2022, o evento reúne em média 300 pessoas por edição, em um formato bimestral com uma curadoria que atende artistas que tocam em festivais e casas noturnas pelo Brasil afora. Pela All Party já passaram: Lúcio Maia guitarrista do Nação Zumbi, Dj PG integrante do grupo Elo da Corrente, Laudz, Nave, Bnegão vocalista do Planet Hemp, Mary G, Mitay, Seleta Manzana.

LOVE CITY
Curitiba é a capital conhecida por formar grandes campeões do skate, com isso surgiu a Love City, uma pista de Park coberta. A marca remete aos traços e às cores vibrantes que refletem a estética dos anos 80 e 90. É chamada de “Love City” para ser acolher tanto skatistas quanto os admiradores do esporte. No skate, lembra o “Love Seat,” um obstáculo clássico em diversos skateparks ao redor do mundo. Para todos os outros, “Love City” representa a cidade em construção: um ambiente urbano, seguro e acolhedor, com lazer, esporte e gastronomia integrados.

Além da pista de skate, localizada ao fundo do complexo, quatro operações estão em funcionamento, entre restaurantes e bar: Solana Star, com lanches; Noosa Heads, com pratos saudáveis; Yabaiya, culinária japonesa; e o BAR, que oferece bebidas. 

SERVIÇO 
ALL PARTY.CWB X LOVE CITY 
Data: 17 de novembro de 2024
Horário: 17:00 até 00:00
Local: Rua Riachuelo, 492, em frente à Praça 19 de Dezembro, Centro – Curitiba/PR
Ingressos: aqui

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

VEM AÍ: 1ª MOSTRA AUDIOVISUAL A3C NO IMAX CWB

A 1ª Mostra Audiovisual A3C da Agrupa Cultura acontece dia 13 de novembro no IMAX CWB, na arte os filmes convidados já estão confirmados para exibição: Moon River e Yãmî Yah-Pah.

Organizada pela Agrupa Cultura, a mostra de obras audiovisuais vai ser exibida na tela do IMAX CWB, no dia 13 de novembro, em Curitiba. Ao todo 15 filmes fazem parte da exibição, sendo 13 selecionados e mais dois convidados: “Moon River” e “Yãmî Yah-Pah” já estão confirmados.

O mais novo festival de filmes de curta metragem curitibano, criado pela Agrupa Cultura, coletivo curitibano que propõe a 1ª Mostra Audiovisual A3C está marcado para acontecer no dia 13 de novembro de 2024, quando 13 obras cinematográficas, que estão em processo de seleção por uma curadoria de especialistas na área, vão ser exibidas ao grande público na tela do IMAX CWB, além de duas já confirmadas, totalizando 15 filmes. A ideia de criar um projeto como este surgiu da necessidade de expandir o mercado audiovisual local, e expor novos trabalhos. “Nossa meta é democratizar o acesso ao cinema e oferecer uma nova plataforma aos cineastas. Acreditamos que todas as vozes merecem ser ouvidas e proporcionar uma experiência que valorize e promova os talentos locais”, explica a produtora e uma das fundadoras da Agrupa Cultura, Luiza Gutjahr.

No processo seletivo, seis categorias de filmes vão ser apresentadas: UNICURTA – para filmes universitários; TAKE01: para primeiro filme; MUSICAL – filmes que usem a música de forma intermodalidade, ou videoclipes que contenham narrativas; C-LAB: para filmes experimentais; e ANIMAÇÃO. De acordo com Marina Barancelli, sócia e fundadora da Agrupa Cultura, o objetivo é dar destaque a conteúdos ousados e originais com até 10 minutos de duração, elaborados por talentos emergentes e criadores do audiovisual. “Buscamos filmes que capturem a essência do que somos, ou seja, uma celebração da cultura multidisciplinar. Estamos em busca de narrativas que olhem para o futuro, explorando a criatividade e promovendo a expansão cultural. Queremos obras que inspirem, provoquem reflexões e contribuam para um diálogo enriquecedor sobre o papel da arte na sociedade contemporânea”, afirma Barancelli.

Durante a Mostra A3C, além dos 13 filmes selecionados, dois foram convidados: “Moon River”, produzido e dirigido por Marina Barancelli na Agrupa Cultura, o segundo filme: “Yãmî Yah-Pá”, escrito e dirigido por The Lost Kids, as irmãs Thalita e Gabriela Zukeram, totalizando 15 obras cinematográficas. Dos filmes inscritos, as 13 obras selecionadas estão no processo curadoria, formado pelos dos renomados especialistas – Thiago Carvalho, Amenar Costa, Luiza Gutjahr e Marina Barancelli – a A3C reúne obras que enfrentam desafios de distribuição, permitindo que esses filmes ganhem espaço. No evento será celebrada a diversidade e a criatividade do cenário cinematográfico curitibano,  num ambiente inspirador para a troca de experiências entre profissionais do setor.

Para Marina Barancelli, “o propósito é trabalhar para que a mostra cresça e vire de fato um Festival, movimentando o cenário da cidade na área e também seja palco para os novos cineastas que emergem e muitas vezes têm dificuldades de por seu trabalho em uma tela de cinema”, afirma. A exibição estará aberta ao público geral a partir das 19 horas do dia 13 de novembro, numa parceria inédita com o IMAX CWB, localizado no Shopping Palladium, no Bairro Portão. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Meaple pelo valor de R$12,00. 

Premiação 
Os três destaques entre os filmes selecionados vão  receber premiações. A Agrupa Cultura vai oferecer ao 1°lugar, consultoria de roteiro Ana Catarina Lugarini, mentoria sobre mercado audiovisual e descontos na Back Bross; ao 2º colocado, consultoria com Thiago Carvalho, mentoria e descontos; e ao 3º,  mentoria e descontos. A Mostra A3C surgiu vontade de movimentar e agitar o audiovisual, bem como ampliar o crescimento do setor em Curitiba, “além da nossa vivência no início da carreira onde enfrentamos diversas dificuldades para adentrar ao mercado e mostrar nossos trabalhos para o mundo, quando enxergamos a possibilidade colaborar nessa mudança, não pensamos duas vezes e nasceu a A3C”, conta Luiza Gutjahr.

Aniversário de 2 anos da Agrupa Cultura 
Criada em 2022, pelas artistas e produtoras Luiza Gutjahr e Marina Barancelli, a Agrupa Cultura surgiu para se tornar um ecossistema cultural que conta com núcleos formados por profissionais de extrema capacidade inseridos no mercado atual em diversas áreas artísticas e culturais do audiovisual, da música, do teatro e também como espaço cultural. Agora, dia 26 novembro de 2024, a Agrupa Cultura comemora 2 anos de existência no mercado cultural, com diversos trabalhos que conectam cada eixo buscando criar e desenvolver projetos que espalham pelo  mundo a arte brasileira, e moldar o futuro do entretenimento.

Entre os principais projetos estão: o filme “MoonRiver”, indicado em festivais em Nova York Film and Actor Awards, Alternative Film Festival do Canadá e Alibag Short Film Festival da Índia; o filme “Rapsódia em Azul” produzido por meio da Lei Paulo Gustavo, com estreia prevista para 2025; além da promoção de mais de 20 cursos e a produção de mais de 30 eventos culturais, realizados no espaço Agrupa e em outros espaços da cidade com artistas locais. 

A celebração de aniversário vem com a inauguração de um novo endereço, localizado no centro histórico de Curitiba, na Rua Jaime Reis 176 que está aberto para diversas atividades culturais.

SERVIÇO:
1ª A3C – MOSTRA AUDIOVISUAL AGRUPA
Dia: 13 de novembro 2024
Horário: 19 horas 
Local: IMAX CWB (Shopping Palladium – Portão) 
Ingressos: R$ 12,00 – disponíveis aqui

Inscrições: link na Bio @agrupacultura

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

BAIRRO BLACK DO MUV OCUPA O PORTÃO CULTURAL PARA CELEBRAR A CONSCIÊNCIA NEGRA

Arte criada pela artista gráfica Paula Villa Nova com ilustração de personagens blacks de Ricardo Verocai, para o projeto Bairro Black Difusão do MUV, que acontece dia 3 de novembro a partir das 14h, no Portão Cultural.

Uma programação repleta de atrações para difundir a arte negra em Curitiba foi criada pelo MUV – Movimento Uniformemente Variado, dirigido por Ricardo Verocai e Kátia Drumond, vai reunir artistas da música e das artes da cena no dia 3 de novembro no Portão Cultural para homenagear o Dia Nacional da Consciência Negra.

O MUV – Movimento Uniformemente Variado, projeto musical com 25 anos de trajetória, é um dos principais representantes da música e da cultura preta em Curitiba. No mês de novembro, que relembra a morte de Zumbi dos Palmares e reivindica essa figura histórica como símbolo de resistência no Mês da Consciência Negra, o coletivo criou o projeto Bairro Black Difusão, que acontece no dia 3 de novembro (domingo), com uma programação que reúne diversas atrações da música, dança e contação de histórias no Portão Cultural ao longo do dia. “A ideia é reunir potências artísticas da cultura negra de diferentes linguagens para compor um dia especialmente significativo e divertido para pessoas de todas as idades, além de fazer referência ao maior líder quilombola do Brasil”, comenta Ricardo Verocai.

O encontro está marcado para às 14h, e vai ocupar os espaços do Portão Cultural. Um domingo de arte negra em que o MUV convida artistas locais para celebrar a resistência e a cultura afrobrasileira, com o pocket show de Wes Ventura e também de Noe Carvalho representando a cultura afro indígena. Outras atrações artísticas serão: o espetáculo de danças Afro Diaspóricas “Correntezas” da Cia  Correntezas e, para o público infantil, a contação de histórias “Enquanto Contava Chico Rei”, da Cia Girolê, na Sala Roseli Giglio. A programação conta também com a apresentação em formato de flash mob do Bloco Afro Pretinhosidade, que vai interpretar trechos de músicas do MUV em um breve cortejo a partir do  estacionamento do Portão Cultural, levando o público até o auditório Antônio Carlos Kraide,  para assistir ao show vibrante e dançante, cheio de groove do MUV que encerra o evento.

O projeto Bairro Black Difusão é fruto de uma parceria do MUV com a vereadora Giorgia Prates – MandatA Preta. Giorgia será a única vereadora preta na Câmara em 2025 e, para ela, o MUV é fundamental para a cena da cultura curitibana. “Como mulher negra e trabalhadora da cultura, é um orgulho apoiar o projeto Bairro Black Difusão do MUV. Mostra que estamos conseguindo descentralizar recursos dos editais, fazendo o dinheiro chegar onde não chegava. E estamos fazendo isso fortalecendo Zumbi, símbolo de resistência, mas também celebrando a rica diversidade cultural negra em Curitiba. Isso é fundamental para promover a igualdade e o respeito. Iniciativas como essa fortalecem nossas raízes e conectam gerações  com a música, dança e contação de histórias. É uma oportunidade única para todos se reunirem e celebrarem nossa cultura afrobrasileira no maior estilo”, diz.

Para a comemoração de 25 anos de trajetória em 2024, o MUV desenvolveu o projeto Difusão Bairro Black, com a realização de oito shows para lançar o EP “Bairro Black”,  criado em homenagem às personalidades negras do Paraná. Agora em novembro celebra a Consciência Negra dando continuidade ao Bairro Black com um novo formato do projeto: Bairro Black Difusão, no dia 3 de novembro. O MUV, criado no Rio de Janeiro e radicado em Curitiba  a partir de 2005, foi idealizado em 1999 pelo pelo produtor musical, tecladista, compositor e arranjador  Ricardo Verocai e pela cantora e compositora Kátia Drumond. A dupla dirige artística e musicalmente o MUV que também tem a assistência de direção do baixista e compositor Evangivaldo Santos. O coletivo se destaca pela criação em ritmos de origem negra, colocando a negritude como enfoque. “Não apenas como pauta, mas também como força criadora, movimentando mentes e corações, vibrando em potentes ondas sonoras”, diz Kátia.

SERVIÇO:
Bairro Black Difusão
Dia: 3 de novembro de 2024
Horário: 14h às 22h
Local: Portão Cultural (Av. República Argentina, 3.432 – Portão)
Entrada Franca
Classificação: Livre.
Para mais informações no Instagram: @muv.brasil

SOBRE O MUV:
O projeto musical MUV – Movimento Uniformemente Variado, mistura ritmos em um som único e tem a direção musical de Ricardo Verocai, e direção artística de Kátia Drumond, com assistência de direção do baixista e compositor Evangivaldo Santos. O grupo está entre as bandas que fazem música autoral de Curitiba e é formado por músicos do Rio de Janeiro, Salvador e do Paraná, que residem na cidade.

O MUV está na cena musical brasileira e no exterior com a proposta de reviver o movimento de música preta nacional surgido no Rio de Janeiro no final da década de 60.

Além do EP Bairro Black, lançado no início de 2024, a banda já lançou 03 álbuns. ‘Os Movimentos’ (2006) e ‘Minha Gente Brasileira’ (2011), ‘Acordes Daqui’ (2013) e os dois primeiros contam com participações do maestro, Arthur Verocai e têm músicas em parceria com Macau, e o segundo tem participação do cantor e compositor Carlos Dafé. Suas composições estão nas playlist de DJ’s nacionais e internacionais, tem reprodução em rádios da Alemanha, França, Sérvia, Rússia, Estados Unidos, Austrália, Itália, Espanha, Canadá, entre outros.

O grupo também realiza projetos de cunho artístico-educacional voltada à valorização da cultura negra e em novembro de 2022 e no início de 2023 realizou o projeto ‘O Som do MUV e a Música Negra nas Escolas Estaduais’.  Seus principais shows de 2022 e 2023 foram ‘MUV convida Paula Lima’, em comemoração aos 50 anos do Teatro Paiol, a convite da Prefeitura de Curitiba e da FCC e ‘MUV e Michele Mara’, na ‘7ª e 8° Marcha do Orgulho Crespo’, evento destinado à cultura afro-brasileira. Em 2023  participou também dos festivais : Encantadas Jazz Ilha do Mel e Jazz À Gosto (Ilha do Mel – PR) e 7ª edição Curitiba Jazz Festival. Em janeiro de 2024 levou seu groove ao litoral do PR, no Projeto Verão Maior – palco Sunset, Shangrilá.


MUV. Foto: Rafael Berthone

MUV:
Voz: Kátia Drumond
Teclados: Ricardo Verocai
Baixo: Evangivaldo Santos
Guitarra solo: Eduardo Ansay
Guitarra base: Jahir Eleutério
Bateria: Samir Souza
Backing Vocals: Brenda Calbaizer e Kabuto
Saxofone: Abdiel Freire
Trompete : Menandro Souza
Trombone: Lauro Ribeiro

Acesse os canais e acompanhe a história do MUV: https://beacons.ai/muv.brasil

FICHA TÉCNICA BAIRRO BLACK DIFUSÃO:
Direção Musical: Ricardo Verocai
Direção Artística: Kátia Drumond
Direção de Produção: Igor Augustho, Cindy Napoli e Kátia
Drumond
Direção técnica e Operador de som: Luigi Castel
Iluminação: Biaflora Lima
Produção técnica: Effex Tecnologia e Criação
Roadie: Antonino Rodrigues (Tonico Rasta)
Criação e direção de movimento de flash mob: Inês Drumond e Kátia Drumond
Figurino e Maquiagem: Tassy Dal Nergro
Equipe de Produção: Bruna Bazzo, Luciano França e Rebeca Forbeck
Assistentes de Produção: Monica Margarido, Simone Avelleda, Bárbara Sanson e Gabriela Reis
Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo [Comunica]
Programação Visual: Paula Villa Nova
Mídia Social: Drumond Trends
Fotógrafo: Marcos Pereira
Realização e Criação: MUV
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural e Rumo de Cultura

AGRUPA CULTURA LANÇA A 1ª MOSTRA AUDIOVISUAL A3C EM COM IMAX CWB

Arte da 1ª Mostra Audiovisual A3C da Agrupa Cultura, que está com inscrições abertas para receber obras cinematográficas divididas em seis categorias.

“Agita, Acontece, Agrupa”. Esses são os 3 “As” da 1ª Mostra Audiovisual A3C que acontece no dia 13 de novembro no IMAX CWB, uma parceria da Agrupa Cultura que no mesmo mês, celebra seus dois anos.

Estão abertas as inscrições para o mais novo festival de filmes de curta metragem curitibano, criado pela Agrupa Cultura, coletivo curitibano que propõe a 1ª Mostra Audiovisual A3C. Os interessados podem fazer a inscrição pelo link da bio do perfil do instagram @agrupacultura, e garantir que sua obra cinematográfica passe por uma curadoria de especialistas na área com a possibilidade de estrear ao grande público na tela do IMAX CWB. A ideia de criar um projeto como este surgiu da necessidade de expandir o mercado audiovisual local, e expor novos trabalhos. “Nossa meta é democratizar o acesso ao cinema e oferecer uma nova plataforma aos cineastas. Acreditamos que todas as vozes merecem ser ouvidas e proporcionar uma experiência que valorize e promova os talentos locais”, explica a produtora e uma das fundadoras da Agrupa Cultura, Luiza Gutjahr.

São seis categorias abertas para inscrições, entre elas estão: UNICURTA – para filmes universitários; TAKE01: para primeiro filme; MUSICAL – filmes que usem a música de forma intermodalidade, ou videoclipes que contenham narrativas; C-LAB: para filmes experimentais; e ANIMAÇÃO. De acordo com Marina Barancelli, sócia e fundadora da Agrupa Cultura, o objetivo é dar destaque a conteúdos ousados e originais com até 10 minutos de duração, elaborados por talentos emergentes e criadores do audiovisual. “Buscamos filmes que capturem a essência do que somos, ou seja, uma celebração da cultura multidisciplinar. Estamos em busca de narrativas que olhem para o futuro, explorando a criatividade e promovendo a expansão cultural. Queremos obras que inspirem, provoquem reflexões e contribuam para um diálogo enriquecedor sobre o papel da arte na sociedade contemporânea”, afirma Barancelli.

Durante a Mostra A3C, serão exibidos 15 filmes, sendo 13 selecionados e dois convidados, entre eles, “MoonRiver”, produzido e dirigido por Marina Barancelli na Agrupa Cultura e o segundo ainda em fase de aprovação, vão compor o festival. Dos filmes inscritos, as 13 obras selecionadas vão passar pela curadoria dos renomados especialistas – Thiago Carvalho, Amenar Costa, Luiza Gutjahr e Marina Barancelli – a A3C reúne obras que enfrentam desafios de distribuição, permitindo que esses filmes ganhem espaço. No evento será celebrada a diversidade e a criatividade do cenário cinematográfico curitibano,  num ambiente inspirador para a troca de experiências entre profissionais do setor.

Para Marina Barancelli, “o propósito é trabalhar para que a mostra cresça e vire de fato um Festival, movimentando o cenário da cidade na área e também seja palco para os novos cineastas que emergem e muitas vezes têm dificuldades de por seu trabalho em uma tela de cinema”, afirma. A exibição estará aberta ao público geral a partir das 19 horas do dia 13 de novembro, numa parceria inédita com o IMAX CWB, localizado no Shopping Palladium, no Bairro Portão. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Meaple pelo valor de R$12,00. 

Premiação 
Os três destaques entre os filmes selecionados vão  receber premiações. A Agrupa Cultura vai oferecer ao 1°lugar, consultoria de roteiro Ana Catarina Lugarini, mentoria sobre mercado audiovisual e descontos na Back Bross; ao 2º colocado, consultoria com Thiago Carvalho, mentoria e descontos; e ao 3º,  mentoria e descontos. A Mostra A3C surgiu vontade de movimentar e agitar o audiovisual, bem como ampliar o crescimento do setor em Curitiba, “além da nossa vivência no início da carreira onde enfrentamos diversas dificuldades para adentrar ao mercado e mostrar nossos trabalhos para o mundo, quando enxergamos a possibilidade colaborar nessa mudança, não pensamos duas vezes e nasceu a A3C”, conta Luiza Gutjahr.

Aniversário de 2 anos da Agrupa Cultura 
Criada em 2022, pelas artistas e produtoras Luiza Gutjahr e Marina Barancelli, a Agrupa Cultura surgiu para se tornar um ecossistema cultural que conta com núcleos formados por profissionais de extrema capacidade inseridos no mercado atual em diversas áreas artísticas e culturais do audiovisual, da música, do teatro e também como espaço cultural. Agora, dia 26 novembro de 2024, a Agrupa Cultura comemora 2 anos de existência no mercado cultural, com diversos trabalhos que conectam cada eixo buscando criar e desenvolver projetos que espalham pelo  mundo a arte brasileira, e moldar o futuro do entretenimento.

Entre os principais projetos estão: o filme “MoonRiver”, indicado em festivais em Nova York Film and Actor Awards, Alternative Film Festival do Canadá e Alibag Short Film Festival da Índia; o filme “Rapsódia em Azul” produzido por meio da Lei Paulo Gustavo, com estreia prevista para 2025; além da promoção de mais de 20 cursos e a produção de mais de 30 eventos culturais, realizados no espaço Agrupa e em outros espaços da cidade com artistas locais. 

A celebração de aniversário vem com a inauguração de um novo endereço, localizado no centro histórico de Curitiba, na Rua Jaime Reis 176 que está aberto para diversas atividades culturais.

SERVIÇO:
1ª A3C – MOSTRA AUDIOVISUAL AGRUPA
Dia: 13 de novembro 2024
Horário: 19 horas 
Local: IMAX CWB (Shopping Palladium – Portão) 
Ingressos: R$ 12,00 – disponíveis em https://meaple.com.br/agrupacultura/1a-mostra-de-audiovisual-a3c 
Inscrições: link na Bio @agrupacultura

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

AGENTE COSTURA NO ACERVO CIRCULAR COM DES FILLES FANTASTIQUE

Agente Costura e sua maleta de instrumentos eletrônicos artesanais retornam revemente a Curitiba no próximo Domingo dia 06/10 convidando seus parceiros de longa data para uma costura musical no Acervo Circular.

A programação começas as 14hrs, com um bazar de trocas onde vale levar roupas, acessórios, livros, discos, aqueles desapegos que possam fazer a alegria alheia. Ao final da tarde, apresentamos um desfile com peças customizadas do Agente Costura, Colete Corselet, e Marcos Manzutti, ao som improvisado da Des Filles Fantastique, com Lisa Simpson, Andreza Michel e Alessandro Oliveira.

Em 2003 Lisa Simpson aterrizou em Curitiba com suas agulhas afiadas, e revolucionou os guarda roupas da cidade, com seu projeto de upcycling Agente Costura. A primeira sede do atelier foi no segundo andar do Hacienda café, onde os desfiles com música ao vivo ocuparam a rua Prudente de Moraes junto das trocas de roupas, sempre fomentando a sustentabilidade na moda. Em 2009, o Agente Costura mudou para o centro histórico da cidade, ao lado das ruínas de São Francisco. O Garage se estabeleceu como espaço de criação e promoveu vários bazares, performances e exposições artísticas. Aos domingos, o Garage virava palco para vários concertos e improvisos e, ali nasceu a costura musical, onde Lisa amplificou a máquina de costura pela primeira vez. Este foi o ponta pé inicial levando o upcycling para alem dos tecidos, culminando em seu atual projeto de construção de instrumentos eletrônicos artesanais.

Quando Lisa partiu para a europa, quem deu continuidade ao espaço foi o grande parceiro do brechó Colete e Corselet, conhecido em Curitiba por seus garimpos fantásticos que se encontram hoje em dia em sua loja na Brigadeiro Franco. Para quem sente falta das customizações criativas da Lisa que hoje vive em Berlin, apresentamos o estilista Marcos Manzutti que está com as tesouras preparadas para dar nova vida aos velhos modelos.

Quem recebe o evento é o Acervo Circular, um ateliê colaborativo urbano que envolve criação, desenvolvimento e produção em costura, artes e carpintaria. Fica no setor histórico de Curitiba, ao lado do Largo da Ordem, numa casa do ano de 1929. Foi restaurada e repaginada de modo sustentável, contando com muitas lembranças do passado e materiais reutilizados. Espaço conceito e compassivo de encontros celebrativos, oficinas, exposições e pequenos eventos.

Serviço: 
Agente Costura No Acervo Circular Com Des Filles Fantastique
Data: 06/10/2024, Horário: 14h às 22h
Local: Acervo Circular – R. Mateus Leme, 142 – São Francisco, Curitiba
Bazar De Trocas – Roupas/acessorios/discos/livros
Desfile: 18:00 – Marcos Manzutti/agente Costura/colet Corselet
Com Des Filles Fantastique (Andreza Michel/alessandro Oliveira, Lisa Simpson)
Discotecagem: Nel Sentimentum / Jonny Washington