ENTRE PÁGINAS E CAMINHOS: PROJETOS UNEM LITERATURA, TEATRO E AGROECOLOGIA EM AÇÕES PARA AS INFÂNCIAS

A Terra do Povo da Graça, circulação de 2017. Na foto de Robson de Paula, da esquerda para a direita: Laís Rossatto (Palhaça Catarina), Yara Rossatto (Palhaça Solara) e Gabriel Teixeira Oliveira (Palhaço 100noção).

Lançamento do livro digital Mãe Terra acontece em Curitiba no dia 26 de abril, enquanto circulação teatral Tripé Mar Adentro percorre o litoral paranaense entre 27 de abril e 8 de maio.

Um livro que nasce em família e uma estrada que se abre para o encontro com crianças do litoral paranaense. Dois gestos que se conectam pelo mesmo fio: o cuidado com a terra, com a imaginação e com os modos de viver juntos.

No dia 26 de abril, a Semente Produções Culturais realiza, em Curitiba, o lançamento presencial do livro digital “Mãe Terra – Fábula, Canções e Cartilha Agroecológica para Infâncias”, em um encontro aberto ao público no espaço Doce de Cidra, no bairro Água Verde. A proposta é simples e afetiva: um café de domingo à tarde, com a exibição do audiolivro, reunindo narrativa, canções e imagens, seguida de um bate-papo com os autores. Durante o encontro, o público será convidado a assistir coletivamente à obra, em uma experiência sensível que integra escuta, leitura e visualidade. Após o lançamento, o livro será disponibilizado gratuitamente, com acesso via QR Code e link na bio do Instagram @semente.cultura, ampliando o alcance ao público interessado.

Voltado às infâncias, Mãe Terra é mais que uma fábula. A obra reúne narrativa, canções originais que foram compostas por Gabriel Teixeira Oliveira antes mesmo da história ser escrita, tornando-se seu fio condutor, e uma pequena cartilha elaborada pela mestra em educação no campo Laís Rossatto, abordando a agroecologia de forma sensível e acessível. Criado em um processo profundamente familiar, com ilustrações, músicas e concepção assinadas por diferentes integrantes da mesma família, o livro nasce do desejo de cultivar, desde cedo, outras formas de relação com o planeta. “É um trabalho feito com muito carinho, que reúne arte, afeto e reflexão. A gente acredita que essas sementes, quando plantadas na infância, podem florescer de muitas formas ao longo da vida”, comenta a idealizadora e uma das autoras, Yara Rossatto.

Arte que percorre territórios
Enquanto o livro encontra seu primeiro público em um encontro íntimo e presencial, outro projeto da produtora percorre caminhos mais amplos: o litoral do Paraná.

Entre os dias 27 de abril e 8 de maio, a circulação “Tripé Mar Adentro – A aventura continua” leva o espetáculo A Terra do Povo da Graça a 15 escolas públicas de comunidades rurais e do campo, nos municípios de Guaraqueçaba, Antonina, Morretes e Paranaguá. Viabilizado pelo edital Viva Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (SEEC-PR), por meio da Política Nacional Aldir Blanc, o projeto promove o acesso à arte para crianças da rede pública. A peça, conduzida por três palhaços, convida o público infantil a refletir sobre o mundo em transformação, abordando temas como sustentabilidade, consumo e relações humanas por meio do teatro e da ludicidade.

Além das apresentações, o projeto inclui oficinas de jogos teatrais e criação artística com materiais naturais, propondo uma experiência imersiva que conecta arte, território e vivência.

Uma trajetória em continuidade
Com trajetória marcada por andanças, a companhia soma 12 anos de percurso entrecortado. A circulação retoma um projeto apresentado pela última vez em 2017. Hoje, os artistas vivem em diferentes territórios, Laís, radicada na Bahia, e o casal Yara e Gabriel, em Curitiba, o que torna o reencontro ainda mais significativo.

Se no litoral a proposta é chegar até as crianças, nas escolas e comunidades, em Curitiba o convite se abre para famílias, educadores e interessados: um momento de pausa, escuta e partilha.

Entre páginas digitais e estradas de terra, os dois projetos revelam diferentes formas de presença, ambas guiadas pela mesma pergunta: que mundo estamos cultivando, e com quais histórias queremos crescer?

SERVIÇO:
Lançamento do livro Mãe Terra – Fábula, Canções e Cartilha Agroecológica para Infâncias
Data: 26 de abril (domingo)
Horário: 15h às 18h
Local: Doce de Cidra (Rua Cândido Xavier, 521 – Água Verde, Curitiba)
Entrada: gratuita e aberta ao público

Ficha técnica:
Criação: Yara Rossatto, Gabriel Teixeira Oliveira e  Laís Rossatto | Texto (fábula): Yara Rossatto | Cartilha e concepção pedagógica em agroecologia: Laís Rossatto | Ilustrações: Sol Rossato Oliveira | Projeto gráfico: Yara Rossatto | Revisão: Brisa Teixeira | Audiolivro – voz: Yara Rossatto | Produção musical, gravação e edição: Gabriel Teixeira Oliveira | Canções – composições e arranjos: Gabriel Teixeira Oliveira, Alexandre Rodrigues e Paulo Teixeira | Vozes: Gabriel Teixeira Oliveira, Sol Rossato Oliveira, Laís Rossatto, Yara Rossatto | Participações: Alexandre Rodrigues (voz e pífano), Paulo Teixeira (voz e piano) e Felipe Sartori “Boquinha” (bateria) | Produção: Semente Produções Culturais | Incentivo: Lei de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba / Prefeitura de Curitiba | Realização: Lei Paulo Gustavo – Ministério da Cultura / Governo Federal

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

 

DOS BASTIDORES AO PALCO: EXPOSIÇÃO REVISITA A HISTÓRIA DA MAQUIAGEM TEATRAL NO BRASIL

Projeto idealizado por Livien Ullmann destaca a trajetória da maquiagem cênica no Brasil, desde o século XVI até os dias atuais, dentro da programação do Festival de Teatro de Curitiba 2026

A exposição “Maquiagem Teatral: Uma História Nacional” integra a programação da 34ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, em 2026, e abre ao público no dia 3 de abril, propondo um mergulho na trajetória da maquiagem cênica no Brasil, desde o primeiro espetáculo registrado no país, em 1564, até os dias atuais. Idealizado pela artista Livien Ullmann, o projeto lança luz sobre uma prática fundamental para as artes cênicas, cuja presença nem sempre esteve em evidência ao longo do tempo.

A mostra se organiza como um percurso que atravessa diferentes tempos, reunindo imagens, narrativas e vestígios em uma experiência acessível e dinâmica. Ao longo do trajeto, registros históricos, objetos e espaços de interação constroem um diálogo entre passado e presente, ao mesmo tempo em que recuperam a memória de uma profissão que por muito tempo permaneceu invisível. “Durante décadas, a maquiagem no teatro foi feita pelos próprios artistas, sem reconhecimento e sem registro. Essa exposição busca preservar essa história e valorizar esses profissionais na construção da cena brasileira”, afirma Livien.

À frente da coordenação geral e direção de produção Michele Menezes destaca o desafio de transformar a pesquisa em experiência: “Dar forma a essa história foi um exercício de escuta e composição. A gente organiza vestígios, cruza tempos e constrói um percurso, que só existe porque é coletivo”.

Além da exposição, o projeto promove quatro ações formativas ao longo do período expositivo. A programação inclui duas conversas abertas ao público e duas masterclasses de maquiagem e caracterização teatral, reunindo artistas convidados e maquiadores reconhecidos nacionalmente. As atividades têm como foco a formação de maquiadores cênicos profissionais e amadores, além de aproximar o público dos processos criativos do teatro.

A exposição foi pensada para ser acessível em todo o percurso. O espaço tem circulação adaptada, audiodescrição nas obras por QR Code e audioguia. Os vídeos contam com tradução em Libras e, ao longo da temporada, acontecem visitas guiadas em Libras nos dias 05 e 12 de abril, às 17h. A mostra também considera diferentes formas de percepção, com recursos voltados a pessoas neurodivergentes e uma equipe preparada para acolher o público.

Diálogos, práticas e memórias da maquiagem na cena brasileira

O projeto conta também com uma programação formativa gratuita, com encontros e masterclasses realizados sempre na Alfaitaria – Espaço das Artes. No dia 3 de abril (sexta-feira), das 17h às 19h, acontece o primeiro encontro: A Importância da Maquiagem e do Maquiador, mediado por Livien Ullmann, com participação do diretor George Sada e da maquiadora Mona Magalhães.

No dia 4 de abril (sábado), das 17h às 19h, a programação segue com a primeira masterclass, ministrada por Livien Ullmann, que apresenta ao vivo o processo completo de criação de uma maquiagem teatral. Já no dia 11 de abril (sábado), no mesmo horário, acontece a segunda masterclass, com o maquiador Marcelino de Miranda.

Encerrando a programação formativa, o acontece o segundo encontro: A História da Maquiagem e do Maquiador, será realizado no dia 18 de abril (sábado), das 17h às 19h, com mediação de Valesca Xavier Moura Jorge e participação do maquiador Anderson Bueno e da atriz Léa Albuquerque.

O projeto é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), realização da Lillart, produção da Pró Cult, incentivo da Buffalo Motores e Cia Beal Alimentos.

Sobre Livien Ullman
Livien Ullmann é empresária, maquiadora e produtora cultural, formada em Design e Teatro, com uma trajetória sólida e reconhecida nas artes cênicas. À frente da Lillart Maquiagem há mais de 10 anos, desenvolve projetos que atravessam teatro, circo, dança e eventos corporativos, unindo criação artística, pesquisa e produção. É idealizadora da Convenção Lillart, a principal convenção de maquiagem artística do Brasil, e da exposição “Maquiagem Teatral: Uma História Nacional”, que evidencia e valoriza o papel do maquiador na cena cultural brasileira. Sua carreira é marcada por premiações, participações em televisão e atuação como jurada em competições da área. Também forma novos profissionais por meio de cursos presenciais e online em todo o país. Seu trabalho se destaca pela consistência, inovação e pela forma como posiciona a maquiagem como linguagem artística de relevância.

SERVIÇO:
Exposição: Maquiagem Teatral: Uma História Nacional
Abertura: 02 de abril, às 18 horas.
Datas e horários: de 03 a 18 de abril, das 10h às 19h.
Local: Alfaiataria – Espaço das Artes (Rua Riachuelo, 274)
Entrada: gratuita
Inscrições: Encontros e Masterclas em www.lillart.com.br

Ficha Técnica:
Idealização, Direção Artística, Pesquisa e Curadoria: Livien Ullmann | Concepção, Coordenação Geral e Direção de Produção: Michele Menezes | Curadoria e Artista Convidado: Anderson Bueno | Projeto Expográfico: Denise Bramatti | Identidade Visual e Design Gráfico: Luciano Maccio e Myrella Araújo | Artistas Convidados: Áldice Lopes, Alisson Rodrigues, Ana Maclaren, Anderson Bueno, Cacá Zech, Clarisse Abujamra, Claudinei Hidalgo, Cleber de Oliveira, Cristóvão de Oliveira, Fernando Ocazione, George Sada, Henrique Mello, João Marcos, Jorge Abreu, Julio Cesar Silveira, Léa Albuquerque, Lilian Blanc, Livien Ullmann, Louise Helène, Marcelino de Miranda, Marcio Desideri, Mona Magalhães, Mozart Machado, Regina Vogue, Rosamaria Murtinho, Tiça Camargo, Valesca Moura Jorge, Vitor Martinez, Westerley Dornellas | Produção e Assistência de Pesquisa: Valesca Xavier Moura Jorge | Produção Executiva: Iara Elliz | Administração Financeira: Nelcy Mendonça | Assessoria Jurídica: Thiago Portugal | Captação de Recursos: Manassés Sato | Produção Técnica e Montagem: Fabiano Hoffmann, Faho Produções Cenográficas | Iluminação e Impressão: Nicolas Caus, João Elias | Monitoria: Ales de Lara, Naiara Oliveira | Assistência de Produção: Ana Costa, Katarina Duarte, Naiara Oliveira | Produção Local (SP): Bruno Sena | Modelo Masterclass: Milena Xavier | Acessibilidade: Vozes Diversas | Audiodescrição: Cintia Alves, Ana Claudia Domingues | Tradução em Libras: Janaina Silveira | Edição de Som: Bianca Milanda | Registros em Foto e Vídeo: TB Filmes, Vitor Dias | Redes sociais: Ana Glória Braga |

Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo BB Comunica – @bb_comunica

RODA DE FOGO ACENDE CONVERSAS SOBRE MEMÓRIA NA ALFAIATARIA

A primeira Roda de Fogo, ciclo de conversas da Alfaiataria – Espaço de Artes sobre memória e criação, acontece em 25 de março, em Curitiba.

Ciclo criado pelo Programa Contínuo Alfaiataria reúne diferentes públicos ao redor de uma pergunta antiga: como lembramos, esquecemos e transmitimos histórias? O primeiro encontro acontece em 25 de março, às 19h, em Curitiba.

Desde muito antes da escrita, histórias são contadas ao redor do fogo. É nesse gesto ancestral de reunir pessoas para narrar, escutar e compartilhar experiências que se inspira Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, ciclo de encontros que acontece ao longo de 2026 na Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba. As conversas acontecem no quintal da Alfaiataria, espaço aberto da casa que convida o público a se reunir ao redor da palavra e da escuta.

Com curadoria do artista e pesquisador Francisco Mallmann, o projeto propõe quatro conversas ao longo do ano (março, maio, julho e setembro) reunindo artistas e profissionais de diferentes áreas do conhecimento para pensar a memória como prática viva: algo que atravessa o corpo, o tempo e a criação. A participação é livre e gratuita.

O primeiro encontro acontece no dia 25 de março, às 19h, com a participação da escritora e artista visual Julie Fank. Em sua trajetória, a autora investiga as relações entre memória, narrativa e criação, aproximando literatura, processo criativo e experimentação artística. Diretora da Esc. Escola de Escrita, em Curitiba, Julie parte de sua própria prática para compartilhar reflexões sobre como lembranças se transformam em histórias.

Nas artes da cena, essa relação entre lembrar e esquecer faz parte do próprio trabalho. Memorizar um texto, repetir uma ação, sustentar uma presença diante do público: cada gesto mobiliza memórias e, ao mesmo tempo, as transforma. As artes da cena existem nessa tensão entre repetição e mudança, entre aquilo que permanece e aquilo que inevitavelmente se perde. “A memória nunca é algo fixo. Cada vez que lembramos, reorganizamos a experiência. No teatro isso aparece de forma muito concreta: repetir uma ação não significa reproduzi-la, mas recriá-la a cada vez”, afirma o curador Francisco Mallmann.

“Inspirado na imagem ancestral do fogo como lugar de encontro e transmissão de histórias, o ciclo cria um espaço de escuta em que a memória deixa de ser apenas tema e se torna experiência compartilhada”, explica Janaina Matter, diretora artística da Alfaiataria. A ação integra o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Funarte. Realizado em parceria com a produtora cultural Michele Menezes, da Pró Cult, o projeto articula ao longo de 2026 uma programação voltada à formação, criação e intercâmbio nas artes cênicas.

Além da Roda de Fogo, o AMP reúne outras iniciativas voltadas à formação e à experimentação artística, como a Oficina de Iluminação Cênica para Mulheres, ministrada por Lucri Reggiani; o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, conduzido por Guilherme Jaccon; a 2ª Edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria, residência destinada a artistas em início de trajetória; e a Mostra Les Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas da América Latina.

Ao articular formação, pesquisa e intercâmbio artístico, o programa reafirma a Alfaiataria como um espaço de encontro entre criação, pensamento e experimentação cênica.

SERVIÇO:
Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer
Dia: 25 de março, às 19h
Duração: 1h a 1h30
Local: Quintal da Alfaiataria – Espaço de Artes
Endereço: Rua Riachuelo, 247 – Centro
Entrada: Livre e gratuita, com acesso sujeito à capacidade do espaço
Informações: @alfaiataria_

Sobre Julie Fank:
artista visual, escritora e professora, diretora e criadora da Esc. Escola de Escrita, em Curitiba (PR), espaço de formação de escritores fundado em 2014. Doutora em Escrita Criativa pela PUCRS, é graduada em Letras e mestre em Literatura Comparada. Sua produção investiga as intersecções entre memória, narrativa e performance, tratando a página como espaço de intervenção coletiva e o espaço expositivo como território de construção ficcional. Trabalhos recentes foram apresentados na The Wrong Biennale (2020), na Torre Panorâmica de Curitiba e na exposição Corpos Utópicos (2026), no Museu da Fotografia. É autora de Embaraço (Contravento Editorial, 2017), O grande livro de criatividade (Imagine, 2019) e Dobradiça (Telaranha, 2023), além de coordenar o selo Esc. em parceria com a editora Arte & Letra.

Sobre Francisco Mallmann:
Francisco Mallmann é artista, professor e pesquisador interdisciplinar. Atua na intersecção entre escrita, performance, artes visuais e teoria. Atualmente, é docente do Curso de Artes Visuais da PUCP-PR e participa de projetos artísticos e editoriais no campo das artes contemporâneas. É graduado em Jornalismo (PUC-PR) e Artes Cênicas (FAP), mestre em Filosofia (PUC-PR) e doutor em Artes da Cena (UFRJ), com orientação de Eleonora Fabião, tendo realizado estágio de pesquisa no México (UAM), orientado por Ileana Diéguez Caballero. Com publicações regulares no Brasil e no exterior, integra diversas antologias e é autor, entre outros títulos, de “haverá festa com o que restar” (2018), “língua pele áspera” (2019), “AMÉRICA” (2020), “tudo o que leva consigo um nome” (2021) e “outra vez de novo” (2025). Em 2019, venceu o Prêmio da Biblioteca Nacional na categoria Poesia e foi finalista dos prêmios Rio de Literatura e Mix Literário. Desenvolve práticas coletivas de experimentação e colabora, em diferentes contextos, com distintas artistas, grupos, coletivos e redes – entre elas, a Selvática Ações Artísticas. Em sua trajetória, desenvolveu pesquisas interdisciplinares que articulam estética, performance, escrita e arte contemporânea, com ênfase em reflexões sobre gênero e raça. Algumas de suas obras integram o acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR).

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DRAMATURGIA DE RESISTÊNCIA: ARTISTAS DE MINAS GERAIS LEVAM QUATRO ESPETÁCULOS AUTORAIS AO CORAÇÃO DO FRINGE 2026

Doce Árido. Crédito Foto: Marcella Calixto.

Mostra Insubmissa ocupa o Memorial de Curitiba com disruptura narrativa, lançamento literário e formato “Pague Quanto Vale” como manifesto político.

O que é preciso desobedecer para transformar estruturas opressoras e obsoletas? É a partir dessa provocação que se organiza a Mostra Insubmissa, que reúne no Fringe da 34ª edição do Festival de Curitiba um conjunto de obras criadas por artistas de Juiz de Fora (MG), marcadas pela força da dramaturgia autoral. Entre cozinhas que guardam segredos de família, personagens que escapam das páginas de Machado de Assis, mitos religiosos revisitados com ironia e jogos imaginativos da infância, os trabalhos transitam por universos muito distintos, mas compartilham uma mesma pulsão: questionar o que parece estabelecido e reinventar narrativas.

A Mostra Insubmissa acontece entre 1º e 6 de abril de 2026, no Memorial de Curitiba, reunindo quatro espetáculos, cenas curtas, leitura dramatizada e música ao vivo. “O projeto nasce de duas necessidades complementares. A primeira, reunir histórias ligadas pela insubordinação, pela reflexão crítica, pela recusa em baixar a cabeça. A segunda, mostrar que essa resistência à opressão vem do interior, chega com o pé na porta e sotaque mineiro, vindo de longe do eixo dos grandes centros e celebrando o impulso criativo artesanal de Minas”, afirma Tairone Vale, um dos idealizadores.

A ocupação também promove o trânsito entre linguagens. O espetáculo Doce Árido, que encerra a mostra, marca o retorno aos palcos de atriz Pri Helena com trabalhos recentes de destaque no audiovisual nacional, como o premiado longa Ainda Estou Aqui e a novela Volta por Cima.
Narrativas da insubmissão

Entre os espetáculos está Doce Árido, parceria do coletivo Grilla! com o dramaturgo e diretor Tairone Vale. A montagem acompanha três gerações de mulheres que sustentam a casa com a produção artesanal de doce de leite no interior de Minas Gerais. Em cena, o trabalho cotidiano na cozinha se transforma em metáfora para discutir herança familiar, sobrevivência e resistência feminina. O elenco reúne as atrizes Pri Helena, Rebeca Figueiredo e Layla Paganini.

A mostra ainda traz de volta a Trupe Qualquer a Curitiba, onde esteve em 2024, no FRINGE com sua Minas Mostra. Desta vez, em uma ousada releitura do maior autor brasileiro, Um Homem Célebre é construída a partir dos mais famosos contos de Machado de Assis. A peça costura personagens e situações do romancista para explorar temas universais e atemporais como identidade, arte brasileira, sucesso, fracasso e as contradições da natureza humana. A ideia era contribuir para a vida de uma obra que persiste em apontar feridas, sobretudo em um momento que Machado de Assis pode ser relido a partir de sua negritude, tarefa que a peça se encarrega. Para a supervisão dramatúrgica é assinada por Pedro Kosovski, diretor e dramaturgo carioca vencedor do Prêmio Shell de Teatro.

Já o solo Versão Demo, primeiro monólogo escrito e protagonizado por Tairone Vale, apresenta uma perspectiva provocadora: o próprio Senhor das Trevas decide contar sua versão da história. Com humor ácido e ironia, o espetáculo revisita narrativas religiosas e questiona conceitos de culpa, moralidade e livre-arbítrio.

Voltado ao público infantil e familiar, Como Cozinhar uma Criança parte de uma premissa inusitada: em um programa culinário fictício, dois cozinheiros discutem se devem ou não seguir uma receita que manda preparar… uma criança. O tema gira em torno da importante pergunta: como preparar uma criança para não virar um adulto duro e intragável? Inspirado no livro do escritor português Afonso Cruz, o texto e direção de Tairone dão vida ao espetáculo que mistura teatro, música e humor para abordar imaginação e infância de forma lúdica. A montagem marca também a estreia teatral da Banda Trupicada.

Além dos espetáculos, a Mostra Insubmissa inclui as cenas curtas Pharmakon e Memento Mori, da Trupe Qualquer, com textos de Rafael Coutinho, a leitura dramatizada de Big Bang, texto infantojuvenil de Tairone Vale, e ainda um pocket show da Banda Trupicada.

Do palco para as páginas: lançamento literário
O Fringe de Curitiba marca também o nascimento editorial de Versão Demo. Após quase dez anos de gestação, o monólogo de chega ao formato de livro pela Helicônia Editora. A publicação reúne o texto integral da peça e ilustrações de Bel Benetti, que transformam o sarcasmo do espetáculo em um jogo visual igualmente irreverente.

Acesso como manifesto: Pague quanto Vale
Na contramão da elitização do acesso à cultura, todas as sessões da Mostra Insubmissa adotam o formato “Pague Quanto Vale”. Mais do que uma facilidade econômica, a escolha é um posicionamento político dos coletivos mineiros para democratizar a fruição artística e convocar o espectador do Fringe à corresponsabilidade pela manutenção da pesquisa teatral independente. “O teatro de resistência vive muito da insistência e da coletividade. A mostra também é um gesto de encontro entre artistas, obras e público”, afirma Rafael Coutinho, diretor de Um Homem Célebre e integrante da Trupe Qualquer.

SERVIÇO:
Mostra Insubmissa
Programação integrante do Festival de Curitiba – Fringe Festival
Local: Memorial de Curitiba – Teatro Londrina (R. Dr. Claudino dos Santos, 79 – São Francisco)
Data: 1º a 6 de abril de 2026
Ingressos: Pague quanto vale
Confira a programação completa no site: www.mostrainsubmissa.com | @mostrainsubmissa

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

ALFAIATARIA LANÇA PROJETO ANUAL QUE CONSOLIDA ESPAÇO COMO POLO DE FORMAÇÃO E CRIAÇÃO EM CURITIBA

Na arte de Adriana Alegria, o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos | 2026. Março a novembro, oficinas, residência artística, Roda de fogo e Mostra Les Latinas. Início com Oficina de Iluminação Cênica, 9 a 11 de março.

Projeto contemplado no edital de Ações Continuadas da Funarte inicia com oficina de iluminação cênica e reúne formação, encontros e intercâmbios artísticos ao longo de 2026.

A Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba, inicia em março de 2026 o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), contemplado no edital de Ações Continuadas da Funarte. A iniciativa estrutura uma programação anual dedicada à formação, criação, difusão e intercâmbio nas artes cênicas, conectando artistas a redes de circulação e diálogo que ultrapassam o contexto local. Com produção da Pró Cult, as atividades seguem até novembro e reúnem oficinas, residência artística, ciclo de encontros e uma mostra com participação latino-americana.

A primeira ação acontece entre 9 e 11 de março, com a Oficina de Iluminação Cênica, ministrada pela iluminadora Lucri Reggiani. A proposta que combina prática e teoria, abordando fundamentos técnicos e processos de criação em luz, enquanto problematiza a ocupação de um campo historicamente masculinizado, é voltada a mulheres cis, mulheres trans e pessoas de gêneros dissidentes. As inscrições podem ser localizadas no link da Bio em @alfaiataria_ 

Também em março tem início Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, com curadoria de Francisco Mallmann. O ciclo bimestral, com edições em março, maio, julho e setembro, é aberto ao público e reúne artistas, estudantes e interessados em memória e criação. Cada encontro promove diálogo entre diferentes áreas das artes da cena, reflexão sobre como experiências se inscrevem no corpo e se transformam ao longo do tempo, e práticas de escuta e compartilhamento ao redor do fogo, símbolo ancestral de encontro e transmissão, afirmando a memória como criação coletiva.

Em julho, acontece o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, ministrado pelo produtor cultural Guilherme Jaccon. A formação é voltada ao desenvolvimento técnico em gestão e produção cultural, abordando leitura de editais, escrita de projetos, elaboração de orçamentos, cronogramas e prestação de contas, fortalecendo a autonomia profissional e ampliando possibilidades de inserção no circuito cultural.

Entre agosto e outubro, ocorre a 2ª edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria, residência destinada a artistas em formação ou iniciantes. Ao longo de três meses, participantes desenvolvem pesquisa cênica solo com orientação curatorial de Janaina Matter e Carmen Jorge, além de oficinas com Ana Kfouri, Janaina Leite e Mateus Aleluia Filho. O percurso culmina em uma Mostra de Processos aberta ao público.

Para encerrar o ciclo anual, em novembro, a Alfaiataria realiza a Mostra Les Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas da América Latina, selecionadas por convocatória aberta com curadoria de Janaina Matter e Sueli Araujo. Ao reunir criadoras de diferentes países, a mostra fortalece o intercâmbio artístico internacional e amplia o diálogo entre cena, identidade e território, além da produção de conteúdos em podcast com as artistas participantes.

Para a atriz e diretora artística Janaina Matter, o projeto consolida a Alfaiataria como território de pesquisa e criação. “Sustentar processos no tempo é também sustentar encontros. O Programa Continuado nasce do desejo de criar espaço para a pesquisa artística, para o convívio entre diferentes corpos e para uma cena viva, diversa e profundamente conectada ao seu tempo”, afirma.

A programação completa, assim como informações sobre inscrições e convocatórias, pode ser consultada no site e nas redes sociais da Alfaiataria. O acesso, às apresentações e ações abertas adotam o sistema “pague quanto vale”, garantindo gratuidade a quem não pode pagar. Os cursos contam com valores simbólicos de inscrição, com vagas gratuitas destinadas a pessoas de grupos historicamente marginalizados.

SERVIÇO:
Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos
Local: Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 247 – Centro – Curitiba/PR)
Período: março a novembro de 2026
Acesso: sistema “pague quanto vale” nas apresentações | cursos com valor simbólico
Informações: @alfaiataria_ / www.alfaiataria.art

Destaques da programação:

– Oficina de Iluminação Cênica, com Lucri Reggiani | de 9 a 11 de março | Inscrições: Sympla, (aqui) | 
Bolsas via formulário (aqui) | Vagas: 15

– Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer | Março, maio, julho e setembro

– Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis | Julho

– Formação Cênica Alfaiataria | Agosto a outubro

– Mostra Les Latinas | Novembro

Sobre a Alfaiataria
A Alfaiataria – Espaço de Artes é um espaço cultural independente fundado em 2019, em Curitiba (PR), dedicado à pesquisa, formação, criação e difusão nas artes cênicas e visuais contemporâneas. Com programação continuada, promove ações voltadas à diversidade e ao intercâmbio com a comunidade artística local, nacional e internacional.

Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica

QUANDO O BEIJO VIRA MANCHETE: GARALHUFA ESTREIA “BEIJO E ASFALTO OU O FATO É:” NO MINI GUAÍRA

Na foto de Lina Sumizono, as atrizes Stephanie Zouza e Mariana Venâncio e o ator Victor Lucas Olivier em preparo para a estreia da nova montagem no Mini Guaíra reinventando um clássico rodrigueano.

Garalhufa estreia montagem investigativa inspirada em Nelson Rodrigues no Miniauditório Glauco Flores de Sá com temporada gratuita em março.

Três atores decidem montar O Beijo no Asfalto. Durante o processo, percebem que talvez não estejam montando a peça, mas investigando-a. A partir dessa provocação nasce “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”, novo espetáculo da companhia Garalhufa, que estreia para o grande público no dia 12 de março, no Miniauditório Glauco Flores de Sá (Mini Guaíra), em Curitiba, com entrada gratuita e sessões acessíveis em Libras.

O projeto parte de um estudo aprofundado de O Beijo no Asfalto, clássico de Nelson Rodrigues. Mas não se trata de uma adaptação ou releitura tradicional. É um espetáculo-investigação. Durante o processo de pesquisa, o grupo mergulhou na dramaturgia rodrigueana e descobriu informações históricas pouco conhecidas sobre a escrita da obra e sobre o próprio autor. A partir desse material, decidiu transformar o palco em laboratório: uma mesa de apuração, sala de ensaio, redação de jornal, tribunal, delegacia e feed de notícias.

Na peça original, o beijo entre Arandir e um homem atropelado vira manchete e serve como cortina de fumaça para encobrir um crime policial. Mais de seis décadas depois, a pergunta permanece: quem constrói os fatos? Por que se contam algumas histórias e não outras? Um jornal mentiria?

Em vez de “atualizar” Nelson, o espetáculo da Garalhufa utiliza a obra como ponto de partida para investigar a permanência das estruturas que ele denunciava: espetacularização midiática, moralismo, violência institucional e fake news. “A obra não é uma adaptação. É um estudo cênico. Investigamos como um gesto íntimo pode ser convertido em escândalo público, e como as versões se consolidam como verdade”, afirma a atriz e idealizadora do projeto Mariana Venâncio.

Peça-ensaio, palestra performativa, investigação
Com orientação artística de Giordano Castro, integrante do grupo pernambucano Magiluth, o trabalho assume uma linguagem híbrida entre peça-ensaio, palestra performativa e investigação documental. A dramaturgia é assinada por Vinicius Medeiros, com direção colaborativa entre elenco e dramaturgo. Em cena estão Mariana Venâncio, Victor Lucas Olivier e Stephanie Zouza.

O projeto nasceu em 2023, durante uma residência de Criação Colaborativa realizada no CPT Sesc Consolação, em intercâmbio com os grupos Magiluth e Quatroloscinco. A partir dessa experiência, iniciou-se a pesquisa que agora chega ao público.

Todas as apresentações da primeira temporada são gratuitas, com ingressos distribuídos 30 minutos antes de cada sessão na bilheteria do teatro. As sessões com tradução em Libras acontecem nos dias 15 (19h) e 19 (20h). A segunda temporada, com data marcada para o meio do ano, no Teatro Cleon Jacques, também oferece ingressos gratuitos e as sessões com Libras acontecem nos dias 17, 18 e 24 de julho.

O projeto é realizado por meio do Mecenato – Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba, com incentivo do Centro Diagnóstico Água Verde, Florença Veículos e Serra Verde Express.

Sobre a Garalhufa
A Garalhufa é uma trupe teatral, escola de atuação e centro cultural sediado no Largo da Ordem, em Curitiba. Com seis anos de atuação, já produziu seis espetáculos (quatro autorais) e três curta-metragens, além de circular por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa, Florianópolis e Campinas.

Serviço:

“BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”
Temporada de estreia: Miniauditório Glauco Flores de Sá (Rua Amintas de Barros, s/n – Centro, Curitiba)
Data: 11 a 22 de março, de quarta a sábado às 20h e nos domingos às 16h e às 19h. *Dia 14 (sexta) não haverá apresentação. 
Sessões com Libras: dia 15 às 19h e dia 19 às 20h.

2ª Temporada: Teatro Cleon Jacques (Rua Prof. Nilo Brandão, 710 – São Lourenço) 
Data: 17 a 26 de julho, sextas e sábados às 20h, e domingos às 19h. 
Sessões com Libras: 17, 18 e 24 de julho.
*Ingressos: Gratuito – retirar 30 minutos antes de cada sessão na bilheteria do teatro.

Ficha Técnica:
Idealização e direção de produção: Mariana Venâncio | Orientação artística: Giordano Castro | Dramaturgia: Vinicius Medeiros | Direção colaborativa: elenco e dramaturgo | Elenco: Mariana Venâncio, Stephanie Zouza e Victor Lucas Oliver | Sonoplastia: Cadu Machado | Iluminação: Ever Silva | Preparação vocal: Elis Koppe | Preparação corporal: Ana Filimberti | Cenário: Júlia Herculano | Figurino: Beatriz Alves e Izabelle Viana | Assistência de produção: Mateus Sandré | Mediação: Enzo Torre

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

ENTRE GUERRA E AFETO: “CONTO DE FARIDA” ESTREIA EM CURITIBA COM LUÍS MELO

Na foto de Vitor Dias, o elenco da nova montagem do AP da 13 e da Cardume Cultural: Luis Melo, Ciliane Vendrusculo, Mayra Fernandes e Camila Ferrão, que estreia dia 13 de março no Zé Maria.

Inspirado no trabalho premiado do fotógrafo Maurício Lima e em relatos reais de refugiados sírios, o espetáculo dirigido por Eduardo Ramos conecta a história íntima da família Farah a um cenário global de deslocamento humano e faz temporada gratuita no Teatro José Maria Santos a partir de março.

No dia 13 de março, o Teatro José Maria Santos recebe a estreia nacional de “Conto de Farida”. Com dramaturgia de Luci Collin e direção de Eduardo Ramos, o espetáculo aborda os impactos da guerra e do exílio a partir da história de uma família, marcando o retorno de Luís Melo aos palcos paranaenses em uma narrativa sensível sobre as tantas diásporas existentes na atualidade.

Realizado pela AP da 13 com produção da Cardume Cultural, o espetáculo transforma em cena uma realidade contemporânea urgente: a trajetória da família Farah ecoa a experiência de milhões de pessoas forçadas a deixar seus territórios em contextos de conflito e perseguição.

De acordo com o diretor do espetáculo Eduardo Ramos, a obra acompanha uma família síria dilacerada pela guerra, confrontada com escolhas extremas entre partir ou permanecer, preservar a memória ou buscar um futuro possível. “Entre silêncios, despedidas e gestos de resistência, a cena se constrói como espaço de escuta e testemunho, encontrando lugares possíveis de existir, em um cenário onde a humanidade deixou de existir”, conta o diretor.

A encenação tem como referência visual a exposição “Farida – Um Conto Sírio”, do fotógrafo brasileiro Maurício Lima, vencedor do Prêmio Pulitzer em 2016, que acompanhou por 51 dias a fuga de uma família de Alepo. Essa experiência se articula aos relatos reais dos artistas sírios Abed Tokmaji, Myria Tokmaji e Lucia Loxca, radicados no Brasil há 12 anos, que contribuem diretamente para a dramaturgia a partir da vivência do exílio.

No palco, a história da família Farah revela o dilema de quem vê a guerra bater à porta: o conflito entre o apego às raízes e a urgência da sobrevivência em terras desconhecidas. Luís Melo interpreta Khaled Farah, o patriarca, acompanhado por Mayra Fernandes (a filha Aisha), Ciliane Vendruscolo (a filha Qamar) e Camila Ferrão (a sobrinha/prima Jamile), que dão voz às diferentes perspectivas de uma família fragmentada pelo avanço do conflito.

A atmosfera de urgência e tensão é reforçada pela cenografia de Fernando Marés, com tons acinzentados e planos irregulares que evocam tanto os escombros da guerra quanto o caminho incerto da travessia, enquanto o desenho de luz de Beto Bruel e Lucas Amado dialoga com a trilha sonora executada ao vivo sob a direção de Edith de Camargo, com a participação direta dos músicos sírios, Abed Tokmaji e Lucia Loxca, com alaúde, cantos e sonoridades tradicionais, transportando o público para o epicentro da narrativa.

De acordo com Eduardo, Melo começou a estreitar os laços com o AP da 13 durante a pandemia e, desde então, passou a acompanhar de perto os trabalhos do grupo. “Tivemos um contato no Campo das Artes em um projeto viabilizado por um edital de São Paulo. Essa experiência aproximou nossas trajetórias e fortaleceu a parceria. A partir daí, seguimos em diálogo, com Melo acompanhando as produções do grupo, até que surgiu o convite para que ele participasse como curador do festival Novos Olhares em 2025, conta o diretor.

Para Melo, voltar para uma produção curitibana como a que será apresentada no palco do Zé Maria unindo história, música e memória humana é profundamente emocionante. “Gosto de trabalhar com grupos dedicados, que desenvolvem processos contínuos com cuidado e comprometimento. É esse empenho que torna o retorno ao palco uma experiência feliz, responsável e memorável. É um trabalho que acredito que, daqui a muitos anos, será lembrado, pois valoriza a pesquisa, a qualidade e a autenticidade do coletivo”, afirma o ator.

Um contexto global de deslocamento sem precedentes
A história de “Conto de Farida” dialoga diretamente com uma das maiores crises humanitárias da atualidade. Segundo dados do ACNUR/ONU, ao final de 2024 e início de 2025, mais de 123 milhões de pessoas foram deslocadas à força devido a conflitos, perseguições e crises humanitárias, especialmente no Sudão, Ucrânia e Gaza. Do total, 83,4 milhões vivem como deslocadas internas e mais de 43 milhões como refugiadas. Aproximadamente 40% são crianças e adolescentes, e 4,4 milhões de pessoas são apátridas. O espetáculo transforma esses números em experiência sensível e concreta no palco.

A temporada é gratuita e inclui sessões com acessibilidade, com Libras, nos dias 14 e 21 de março, e com audiodescrição, no dia 20, ambas às 20 horas. Dentro do projeto está também a oficina gratuita de dramaturgia depoimental intitulada Corpo em Guerra: Possíveis Caminhos para além do Êxodo, ministrada pelo diretor Eduardo Ramos, a fase de inscrições vai ser divulgada no instagram do Coletivo: @apedatreze

FICHA TÉCNICA:
Dramaturgia: Luci Collin | Direção: Eduardo Ramos | Direção Musical e música ao vivo: Edith de Camargo | Pesquisa e música ao vivo: Abed Tokmaji e Lucia Loxca | Elenco: Camila Ferrão, Ciliane Vendruscolo, Luís Melo e Mayra Fernandes | Luz: Beto Bruel e Lucas Amado | Cenário: Fernando Marés | Figurino: Carmem Felipa Leme | Adereços: Eberton Lennon | Direção de movimento e preparação corporal: Flávia Massali | Preparação vocal: Edith de Camargo | Direção de Produção: Mayra Fernandes | Assistência de Produção: Karu Mochinsky | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Mídia Social: Juliana Villas Boas | Design Gráfico: Guto Stresser | Realização: Jade Rudnick Giaxa, Setra Companhia e AP da 13 | Produção: Cardume Cultural

SERVIÇO
Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco)
Datas: 13 a 26 de março (terças, quartas, quintas e sextas às 20h; sábados às 17h e 20h; domingos às 11h e 17h)
Ingresso:  Gratuito – retirada uma hora antes na bilhete do teatro)
Sessões com Libras: 14 e 21 de março (sábados às 20h)
Sessão com audiodescrição: 20 de março (sexta às 20h)
Classificação Indicativa: 14 anos

Informações adicionais

Sobre AP da 13 e Setra Companhia
O AP da 13 é um coletivo e espaço multicultural fundado pelo artista Eduardo Ramos, sede da Setra Companhia que se dedica à fricção do teatro com a dança há mais de 10 anos. De 2013 até hoje, foram 18 espetáculos tendo como norte a proposição de novas pesquisas estéticas e dramatúrgicas, na busca conceber obras que habitem um campo que transita entre o reconhecimento e a estranheza, de modo a promover experiências novas e de extrema singularidade para quem assiste aos espetáculos da Cia. Promovendo o encontro entre artistas do teatro, dança e performance, o Coletivo se destaca pela maneira que cria mecanismos entre estas linguagens. Em 2015 estreou dois espetáculos completamente singulares: Ave Miss Lonelyhearts por Gustavo Marcasse e MOMMY em parceria com a dramaturga, Mariana Mello. Em 2017, o espetáculo Contos de Nanook a partir da construção de um universo fantástico, trata das fábulas dos inuits, indígenas do Polo Norte. Em 2019, a Cia começa suas pesquisas nas reescritas dos textos clássicos a partir do mito Fedra de Eurípedes e Amor de Phaedra da dramaturga britânica Sarah Kane, estreando o espetáculo de dança teatro Fedra em: O Fantástico Mundo de Hipólito. Espetáculo convidado para a Mostra Principal do Festival de Curitiba 2019. Os últimos espetáculos do Coletivo foram: Aqui é Minha Casa (2022/24), Monstro (2023/2025), Família Original 3.0 (2024) e Multidão, espetáculo com 8 não artistas em cena, realizado em agosto de 2025.

Sobre Luis Melo
Nascido em 1957 em Curitiba, Paraná, Luís Melo é uma das referências no meio teatral, televisivo e cinematográfico brasileiro. Sua entrada no universo da dramaturgia se deu na década de 1970, por meio do curso permanente de teatro da Fundação Teatro Guaíra, em Curitiba. Uma década mais tarde em São Paulo, sob a tutela do diretor Antunes Filho no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), o ator ganha reconhecimento pela maestria e sensibilidade às técnicas de corpo e voz, e por sua potência interpretativa.  Ao interpretar Macbeth, em Trono de Sangue (1992), é reconhecido com os prêmios Shell, Mambembe e Associação Paulista de Críticos de Arte, consagrando-se como um dos grandes atores de sua geração. Três anos mais tarde, Melo é convidado para atuar na televisão brasileira pela primeira vez, atingindo uma grande popularidade fora do meio teatral, sem jamais, entretanto, abandonar os palcos.

A partir dos anos 2000, Luís Melo retorna à Curitiba e passa a dedicar-se também à formação de jovens profissionais do teatro, fundando, em parceria com a atriz Nena Inoue e o cenógrafo Fernando Marés, o Ateliê de Criação Teatral (ACT) – uma proposta expandida do CPT de Antunes Filho em São Paulo. Ao longo de seis anos de existência, o ACT promoveu importantes e indispensáveis diálogos abertos entre artistas, produtores culturais e público, e a proposta transdisciplinar do espaço foi um verdadeiro marco no fazer e pensar as artes no Paraná. Muito além do teatro, o ACT tinha como missão promover um campo fértil para a música, fotografia, artes plásticas, literatura, cinema: não havia fronteiras de linguagens ou expressões.

A herança vanguardista do ACT após o encerramento de suas atividades deixou não apenas um vácuo no meio cultural curitibano, mas também uma semente: ali brotou o sonho de Luís Melo para a idealização, construção e fundação do Campo das Artes.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

SOLO DE PAGU LEAL TRAZ COM HUMOR UMA REFLEXÃO SOBRE A IMPOSIÇÃO DE PADRÕES DE BELEZA

Na foto de Monica Lachman, Pagu Leal dá vida a personagem do solo “Do Dia que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”, com mini temporada no Mini Guaíra.

Espetáculo “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei” retorna em nova temporada no miniauditório do Teatro Guaíra, em novembro

Em tempos em que os padrões de beleza são amplamente debatidos, mas ainda tão presentes e opressivos, a atriz e autora Pagu Leal convida o público para uma reflexão sensível e bem-humorada sobre o tema em “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”. A peça retorna ao palco para nova temporada de 7 a 9 de novembro, no Miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba.

A montagem mistura stand-up comedy, relato pessoal e filosofia, costurando com leveza e contundência as diversas formas de violência simbólica e estética vividas, sobretudo, por mulheres. Ao longo da apresentação, Pagu compartilha suas próprias experiências com o corpo e a imagem, criando uma atmosfera de diálogo íntimo com o público. “O padrão ignora o envelhecimento natural das mulheres e objetifica corpos de jovens e adolescentes”, afirma a artista. “Além disso, não considera cores, biotipos, contextos sociais, cultura, religião e tantas outras diversidades”, completa.

Mais do que uma crítica, o espetáculo propõe um caminho de autoconhecimento, aceitação e amor-próprio. Com uma linguagem direta e cativante, Pagu provoca o riso e a identificação, abrindo espaço para que cada espectador se enxergue no espelho com um olhar mais generoso.
A direção artística é assinada por Giorgia Conceição, artista burlesca e terapeuta corporal, que mergulhou no universo do texto, originalmente construído a partir de crônicas e anotações de aula, para criar uma encenação ágil, emotiva e divertida. Com sensibilidade e ritmo, Giorgia imprimiu teatralidade ao material e acentuou o caráter cômico das situações envolvendo a busca da beleza.

O espetáculo conta ainda com uma equipe criativa inteiramente feminina, refletindo a pluralidade e a sensibilidade sobre o corpo e a cena. Os ingressos para a mini temporada estão disponíveis no disk ingresso, no valor de R$ 50 (cinquenta reais), 50% de desconto para lista amiga mediante apresentação de cupom digital (para a compra de 01 um ingresso por cupom) e R$ 25 (vinte cinco reais), meia entrada.

Sobre a autora e atriz
Há mais de 30 anos em Curitiba a artista das Artes Cênicas, Pagu Leal já atuou em mais de 40 espetáculos profissionais como atriz. Ao longo de sua carreira, foi transformando a sua voz de atriz em uma voz autoral na dramaturgia e também como diretora artística. Em 2020 foi contemplada com o Prêmio Reconhecimento da Trajetória através da Lei Aldir Blanc.

Como dramaturga já teve diversos textos encenados, destaques para: 2021 “Do dia que Olhei no Espelho e Não me Encontrei”, 2011 “A Vênus das Peles” contemplado com o prêmio Myriam Muniz pela Funarte. “Difícil Amor”, contemplado pelo Troféu Poty Lazzarotto de Melhor Texto Teatral em 2004 e, “Que Absurdo!” texto selecionado no projeto: Dramaturgias Contemporâneas Brasileiras da Fundação Cultural de Curitiba. Teve seu próprio programa de humor na TV em 2011, “Coisas de Casal” na RPC TV, Globo Paraná, onde atuava e escrevia. Dentro das pesquisas em Filosofia tem se dedicado à Filosofia da Linguagem, com especial atenção aos estudos sobre Filosofia Analítica da Linguagem e Ética.

Arte de Lu Stocco para o solo de Pagu Leal.

SERVIÇO:
Espetáculo: Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei
Data: 07, 08 de novembro, às 20h | 09 de novembro (domingo), às 19h
Local: Miniauditório do Teatro Guaíra (Rua Amintas de Barros, s/nº)
Ingressos: à venda neste link
Classificação indicativa: 16 anos

Duração: Aproximadamente 60 minutos

FICHA TÉCNICA
Texto e atuação: Pagu Leal | Direção artística e figurino: Giorgia Conceição | Iluminação: Izabelle Marques | Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo | Arte gráfica: Luciane Stocco | Fotos da peça e backstage: Monica Lachman | Foto do cartaz: Cleverson Oliveira | Produção: Sociedade Poética

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

LÍNGUA SOLTA: BRUNA PENA LANÇA SHOW DIGITAL E CELEBRA COM FESTA SENSORIAL EM CURITIBA

Com um álbum que une música, audiovisual, dança e crítica social, a multiartista curitibana apresenta o espetáculo completo no YouTube e convida o público para uma experiência imersiva na Galeria Soma no dia 01 de novembro.


Na foto de Gus Benke, a artista Bruna Pena durante a gravação do show digital: Experiência Língua Solta, que será lançado ao público na celebração do álbum na festa no dia 1º de novembro na Galeria Soma.

A multiartista curitibana Bruna Pena dá mais um passo na divulgação de seu primeiro álbum solo, “Língua Solta”, com o lançamento oficial do show digital que apresenta ao público uma experiência audiovisual completa do disco. A gravação vai ser disponibilizada no YouTube a partir de 1º de novembro, mesma data em que Bruna realiza uma festa imersiva de lançamento, na Galeria Soma, em Curitiba.

Gravado no Low Key Studios, espaço que a artista considera quase uma extensão de sua casa, o show foi dirigido e idealizado pela própria Bruna, que convida o público a entrar em seu universo sensorial. Todo trabalho foi realizado em parceria com o diretor e produtor musical Henrique Gela. Música, dança, imagem, design e artes visuais se encontram em cena, refletindo sua trajetória marcada pela multiplicidade de linguagens.

As coreografias, criadas por Rapha Fernandes, dão forma a figuras simbólicas, os “monstros” e vozes internas que habitam a artista, revelando, ao longo do espetáculo, uma jornada de reconciliação com seus próprios fantasmas. A iluminação, assinada por Anri Aider e Lucas Amado, acompanha esse movimento, ampliando as emoções de cada faixa. “O Língua Solta nasceu da vontade de unir minhas principais linguagens: som e imagem. Mas também quis trazer um pouco de dança, design, elementos das artes plásticas… Foi natural levar o público pra dentro do estúdio, do meu contexto”, conta Bruna.

“Língua Solta”: um álbum como manifesto sensorial
O álbum “Língua Solta” vai além da música: é um manifesto emocional e sensorial. Com uma sonoridade marcada pelo pop alternativo, que flerta com trip hop, dub, reggae e eletrônica experimental, Bruna aborda temas como identidade, desejo, crítica social e coragem.

No show, essas camadas ganham forma visual, criando uma experiência potente e imersiva que atravessa corpo, som e imagem.

Festa imersiva na Soma Galeria
Para marcar o lançamento do show digital, Bruna realiza uma festa imersiva no dia 1º de novembro (sábado), a partir das 16h, na Soma Galeria, em Curitiba. O evento propõe uma verdadeira imersão no universo do álbum, com atrações que misturam música, arte, gastronomia e performance.

A programação começa com uma flash tattoo comandada por Gustavo Rocha, seguida por DJ set de Saintherick, show de Bruna Pena com participações especiais de Dharma Jhaz e Samuca, e exibição do teaser inédito da Experiência Língua Solta, com QR code para acesso direto ao show completo no YouTube.

Durante todo o evento, o público poderá saborear comidas inspiradas nas faixas do álbum, preparadas pelos chefs Rafael Baby e Andressa Tavares, numa proposta que expande os sentidos e aproxima ainda mais o público da narrativa do disco.

SERVIÇO – EXPERIÊNCIA LÍNGUA SOLTA vol. II
Local: Soma Galeria (Rua Mal. José B Bormann, 730 – Bigorrilho)
Data: 01/11 (sábado)
Horário: início 16 horas
Ingressos: https://pixta.me/u/experiencia-lingua-solta
Lote Promocional – R$15,00 | 1º Lote – R$25,00 | 2º Lote – R$30,00 | 3º Lote – R$35,00

Ficha técnica – Show digital “Língua Solta”
Direção Criativa e Voz: Bruna Pena | Assistência de Direção / Produção: Rodrigo Bontempo | Direção Musical / Técnica: Henrique Geladeira | Direção de Movimento: Rapha Fernandes | Criação e Operação de Luz: Anri Aider e Lucas Amado | VJ e Projeções: Chiara Rocha Back | Som / PA: Mizi (José Henrique Miziara de Ávila Nunes) | Câmeras e Cinematografia: Fernanda Simões, Vinícius de Lima, Maria Scroccario, Johann Stollmeier, Richardyson Marafon | Projeto em 3D: Lucas Crummenauer Tatarin | Figurino: Pati Cripriano | Maquiagem: Marina Costa e Giuliana Genari | Dançarinos: Clara Gomes, Íris Barbosa, Gabriel Caetano, Michelle Buffon, Kaue Marcelino | Estúdio: Low Key Studios | Edição e Color Grading: Bruna Pena e Johann Stollmeier | Planejamento de Comunicação: Cami Aguiar | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo (BB Comunica)

Apoio: @abbadub | @rochedo.oficial | @lerocouto | @iluminaçãotamandua | @victorsabbag1 | @blip.art | @salted_films | @lowkeyestudios

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

PROJETO CUCA – CLUBE DE PEQUENOS LEITORES DA COLORIDA PROMOVE JORNADA LITERÁRIA E EMOCIONAL PARA CRIANÇAS EM CURITIBA

O CUCA – Clube de Pequenos Leitoras da Colorida está com inscrições abertas para uma aventura literária para a infância.

Iniciativa oferece encontros presenciais, kits literários, contação de histórias e atividades criativas para crianças de 6 a 11 anos descobrirem a literatura infantil brasileira entre outubro e dezembro de 2025.

A literatura infantil brasileira ganha novos contornos de encantamento, afeto e descoberta com o lançamento do Projeto CUCA – Clube de Pequenos Leitores, iniciativa promovida pela Colorida, produtora especializada em cultura das infâncias de Curitiba. Voltado para crianças de 6 a 11 anos, o projeto propõe uma verdadeira jornada pelo universo das histórias, despertando o gosto pela leitura e promovendo o desenvolvimento emocional por meio de encontros presenciais, kits personalizados e atividades lúdicas. “O CUCA é uma celebração da infância, da imaginação e da palavra, uma oportunidade para que as crianças se encontrem com outras crianças e descubram, na literatura, um espaço de pertencimento, onde possam explorar a fantasia, a fabulação e novos mundos, ao mesmo tempo em que conhecem mais sobre si mesmas”, conta Flavia Milbratz, idealizadora do projeto.

Com início no dia 11 de outubro de 2025, as inscrições gratuitas para o projeto já estão abertas e podem ser feitas pelo link disponível na bio do Instagram da Colorida (@soucolorida). O CUCA vai além de um clube de leitura: é um espaço de convivência, escuta e imaginação. A cada encontro, os pequenos leitores são convidados a explorar o conteúdo e as emoções presentes nos livros infantis nacionais, construindo pontes entre o mundo literário e as experiências pessoais de cada participante. Flavia considera essencial o afastamento das crianças do ritmo acelerado do mundo atual, repleto de ruídos, luzes, telas e estímulos incessantes. “É nesse distanciamento que ela pode se conectar a seus próprios pensamentos e emoções. Penso na tranquilidade nesse espaço silencioso e amigo que a leitura oferece: o corpo repousa, inteiro voltado para o livro e para o carinho de quem compartilha a experiência. Essa calma exterior, porém, não significa ausência de movimento interior. Pelo contrário, os livros despertam conflitos, perguntas e descobertas”, destaca.

Para os encontros, cada criança recebe um kit literário exclusivo, composto por uma bolsa do projeto, passaporte de leitura e um caderno de atividades com desafios para realizar em família. Esses materiais acompanham os participantes incentivando a leitura individual, o registro criativo e o diálogo com as famílias. Ao longo da programação, livros do coletivo paranaense Era Uma Vez, serão apresentados para as crianças conhecerem e entrar em contato com os autores, ilustradores e suas histórias. Além de autores já consagrados como Emicida, Lucia Pimentel, André Neves, Ruth Rocha, Eva Furnari e Ziraldo são apresentados e debatidos, promovendo a valorização da literatura brasileira e a conexão com diferentes linguagens e contextos. Para Flavia, a leitura na infância é uma experiência de profundidade: permite refletir, analisar a realidade e compreender como pensamos para descobrir quem somos. “O desejo de explorar o mundo, tão presente nas crianças, não deve se limitar ao lado de fora, mas também se abrir ao universo que habita dentro de nós. As histórias cumprem esse papel, criando uma ‘narrativa interna’, um repertório vivo de personagens e imagens que nos acompanham e com os quais nos encontramos quando precisamos enfrentar os desafios e complexidades da vida”, diz.

Os encontros presenciais acontecem aos sábados na sede da Colorida, um espaço de criação no centro da cidade, entre os meses de outubro e novembro. O primeiro grupo, com mediação de Ju Feacher, realiza os encontros em 11/10, 25/10 e 08/11 enquanto o segundo grupo, mediado por, Tayná Platz, se reúne nos dias 18/10, 01/11 e 22/11 sempre das 14h às 16h30. No dia 29 de novembro, os dois grupos participam de um encontro externo especial na Biblioteca Pública do Paraná das 10h às 12h. O projeto será encerrado no dia 06 de dezembro, com uma aventura num local surpresa em Curitiba que será divulgado em novembro.

Com duas turmas organizadas em grupos reduzidos, o CUCA tem como missão principal resgatar a importância de ler, contar e ouvir histórias. “Em um mundo cada vez mais acelerado e digital, a proposta é desacelerar junto aos livros, permitindo que as crianças tenham tempo e espaço para se expressar, criar e se emocionar”, finaliza Flavia.

O projeto também prevê ainda oficinas para educadores e também a criação de um espaço digital para ampliação do acesso. Através de um perfil nas redes sociais, o conteúdo educativo será disponibilizado gratuitamente, incluindo sugestões de leitura, desafios criativos, vídeos de contação de histórias e espaços de troca entre famílias e educadores.


Flavia Milbratz é a idealizadora do CUCA  é responsável pela direção da Colorida.

Sobre a Colorida
Produtora curitibana especializada em cultura e infância. Com mais de 10 anos, a Colorida cria experiências envolventes e afetivas, sempre valorizando o olhar curioso e sensível das crianças. Inclui no portfólio múltiplas iniciativas realizadas tanto no setor privado quanto por meio de editais e leis de incentivo à cultura, promovendo encontros significativos e espaços de criação para a infância.

SERVIÇO
Projeto CUCA – Clube de Pequenos Leitores da Colorida
Informações: (41) 984008107
Inscrições: Link na Bio @soucolorida
Local: Colorida  (Rua Dr. Faivre, 115, Conj. 05 – Centro, Curitiba)
Horário dos encontros: sábados das 14h às 16h30

Ficha técnica:
Diretora Geral e Artística: Flavia Milbratz | Diretora de Produção: Iara Elliz | Coordenação de Programação: Tayná Platz | Mediadoras Culturais: Tayná Platz, Thais Wroblewski e Ju Feacher | Designer Gráfico: Amorim | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Assessoria de comunicação: Priscila Schip | Ministrante da oficina para professores: Fernanda Oliveira

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]