Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
Seithy, talentoso artista multidisciplinar e luthier de Curitiba, faz em seu álbum de estreia uma expressão autêntica de sua identidade como latino-americano amarelo. Com “Haikai Espiritado”, ele busca trazer à tona as questões de apropriação cultural e invisibilidade que afetam sua cultura. A proposta é de uma fusão de influências nacionais e internacionais, incluindo samba, noise, música eletrônica experimental, além de elementos japoneses como taiko, j-rock, enka e haikai, em um verdadeiro caldeirão musical e poético.
Ao mesclar diferentes origens culturais e estilos musicais, Seithy cria uma linguagem musical única e original que abre caminhos para a compreensão e apreciação da nova música nipo-brasileira. “Haikai Espiritado” convida a diluir as fronteiras, demonstrando que é possível unir influências e tradições diversas e anacrônicas para criar algo completamente autêntico e atual.
Além disso, o álbum desafia estereótipos e limitações impostas pela indústria musical e pela mídia, que muitas vezes tendem a favorecer apenas certos estilos ou gêneros musicais. Seithy rompe com essas barreiras ao apresentar um trabalho que transcende categorizações e se destaca pela sua originalidade e ousadia.
Por meio deste álbum, Seithy não apenas revela sua própria identidade e visão de mundo, como também ajuda a enriquecer o debate sobre a diversidade cultural do Brasil, usando a música como ferramenta de construção e autoexpressão.
O lançamento do álbum foi antecipado pelo single “Sem Nome”, onde Seithy estreou como artista solo em uma impactante introdução ao olhar descolonial inspirado por todas as histórias, civilização e relatos que foram esquecidos em processos predatórios, desde terras até criações artísticas.
“Haikai Espiritado” é um convite para explorar outras sonoridades, descobrir novas perspectivas musicais e apreciar a riqueza da fusão cultural. Seithy nos leva a uma jornada musical inspiradora, na qual as fronteiras são apagadas e a diversidade se torna a força motriz da criação artística. Este álbum é uma manifestação genuína do talento e da visão inovadora de Seithy, consolidando seu lugar no cenário musical brasileiro como um artista visionário.
“Depois de anos num coma colonial, entre não-lugares, inseguranças e naturalmente alocado à margem do possível, decidi saltar. Existo nesse salto, livre, caótico, saturado, conflituoso e humano. De som e de ser”, resume ele.
O álbum “Haikai Espiritado”, de Seithy, já está disponível para streaming nas principais plataformas. O lançamento é uma aposta do selo Diáspora, projeto de Hugo Noguchi (Ventre, SLVDR) que pretende dar visibilidade para que artistas racializados se insiram de modo profissional no mercado musical, buscando descendentes das diásporas africana e asiática, bem como das internas brasileiras.
1. A Cuíca Chora 00:00
2. Stribinaite Camufraite Oraite 02:10
3. Cuíca Malandra/Cuíca Encantada 05:00
4. Shirley 10:05
5. Jogo de Malandro 13:02
6. Brincando em Ré Maior 17:19
7. Medley de Ogum 20:40 8. Melódica 24:59 9. Sonho Realizado 27:54 10. Baile do Bambu 31:02
Ficha técnica: Alaan Monteiro: cavaquinho, bandolim | cavaquinho, mandolin Gabriel de Aquino: violão | acoustic guitar Guto Wirtti: baixo acústico, baixo elétrico | acoustic and electric bass Índio da Cuíca: voz, cuíca, violão, pandeiro, berimbau, reco-reco, cavaquinho | singing, cuíca, acoustic guitar, pandeiro (brazilian tambourine), berimbau, reco-reco, cavaquinho Luiz Otávio: teclados | keyboards Luizinho do Jêje: rum, pi, lé, garrafas, surdo, tantan, rebolo, espada de Ogum, escudo de Ogum, reco-reco, ferros, agôgos, shakes, xequerê, repinique, pandeiro, berimbau, cáscara na madeira e no ferro, efeitos | percussions Pedrinho Ferreira: surdo, repique de anel, pandeiro, repique de mão e tantan | percussions Coro | Choir: Bernardo Oliveira, Gabriel de Aquino, Renato Godoy, Paulinho Bicolor e/and Alann Monteiro.
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Ficha técnica | Technical Crew
Direção Musical e arranjos | Musical Direction and Arrangements: Gabriel de Aquino e/and Paulinho Bicolor Gravado por Renato Godoy na Audio Rebel entre os dias 06 e 09 de janeiro de 2020 | Recorded by Renato Godoy at Audio Rebel between 2020, January 6th and 9th. Assistente de gravação | Record Assistent: Luan Correia Complementos | Add-ons: Rataria do Áudio e no/and at Estúdio Varandas. Mixado e masterizado | Mix and Master Renato Godoy no Grajahu. Arte | Art: Shirley Oliveira Capa | Cover Design: Mariana Mansur e/and Lucas Pires Produção executiva | Executive Production: Paulinho Bicolor e/and Bernardo Oliveira
Todas as composições são da autoria de Índio da Cuíca. All songs by Índio da Cuíca.
Agradecimentos | Acknowledgments: Pedro Azevedo e Audio Rebel, Mauro Araújo, Kassin, Angelo Wolf, Rafael Mallmith, Peterson Vieira, Tereza Dulci, Romulo Fróes, Rodrigo Campos, Marcelo Bruno, Daniel Tumati.
João Flávio Cordeiro da Silva, sob o pseudônimo de Miró da Muribeca, viveu de poesia. Performático, Miró tornou-se referência na poesia urbana. Publicou 15 livros, alguns com mais de 3 mil exemplares vendidos – livros que ele mesmo vendia, como conta neste vídeo da Trip TV.
O poeta pernambucano faleceu no último domingo, 31 de julho de 2022, vítima de câncer descoberto em 2020. Miró deixa filho e neto.
“Nesse podcast, Renan Inquérito faz uma viagem a Pernambuco, para falar um pouquinho sobre o poeta, alegrista Miró: Miró da Muribeca. Apelidado em 1960 de João Flávio Cordeiro da Silva, mas que adotou para si o nome que dizia de onde vinha, bairro de Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana de Recife.
Poeta preto, periférico, nordestino, autodenominava-se “cronista do cotidiano”, fazia poesia urbana, lírica, falava do lado caótico da vida e da cidade: violência, desamor, depressão.
FICHA TÉCNICA Pesquisa Roteiro e Apresentação: Renan Inquérito Projeto e Produção Cultural: Gabriela Castilho Guimarães Produção musical, edição e finalização: Pop Black | Black Beats Music Projeto realizado com recursos do PROAC
Capa: Casa de Ferreiro o Espeto é Ferraz. Foto: Joaquim Bührer.
Com produção musical do icônico Alexandre Fontanetti, “Tela Viva” chega com clipe assinado por Leandro Ferraz
Composição do próprio Leandro Ferraz, “Tela Viva” é o primeiro single onde o artista consolida a parceria musical com a produção musical assinada pelo icônico, Alexandre Fontanetti, premiado em 2017 e 2019 no Latin GRAMMY® e responsável pelo célebre estúdio, Space Blues – onde foi gravado o single.
Com influências do indie-rock e MPB, em “Tela Viva”, Leandro Ferraz anuncia a estreia da sua carreira solo, e celebra 10 anos de trajetória, após integrar a banda Gorú e o trio Cravo Caramelo.
A música faz parte do primeiro álbum do artista, previsto para este ano. O single com distribuição pelo selo californiano Ingrooves Music Group (Universal Music Group) e licenciado pelo selo Camarada já está disponível pelas plataformas de streaming.
“Durante a pandemia eu já estava produzindo. E, o Fabio Raesh que está comigo desde o início da minha trajetória, apoiou a minha volta para São Paulo. Foi quando eu mandei algumas canções para o Alexandre Fontanetti do Space Blues, ele ouviu e gostou do material”, revela Leandro Ferraz.
Segundo o artista, “Tela Viva” é uma extensão poética sobre a sociedade da cultura digital que vive a distopia causada pelos efeitos pandêmicos. Direto ao ponto, Leandro Ferraz contesta a loucura e a correria que a vida é sobre o quanto as relações sociais estão aprisionadas às telas que, muitas vezes, aproxima as distintas realidades. Porém, paralelamente, seduz, domina e transmuta os sentidos.
“’Tela Viva’ me bateu no contexto da pandemia entre outras composições que eu tinha na gaveta. A loucura virtual durante o período pandêmico refletia pela tela e eu senti a necessidade de falar sobre esse sentimento. Principalmente da percepção de espaço-tempo movido pelos aplicativos”, projeta o artista.
Em contraponto ao bucólico, “Tela Viva” é uma crítica social que Leandro Ferraz deixa claro o seu posicionamento em relação ao consumo desenfreado online.
“Quando a gente pensa em gerações, em cinco anos a tecnologia se transmutou excessivamente. Inevitavelmente, o impacto da pandemia refletiu em uma nova forma de consumo. Então, trazer a leveza sobre a compreensão disto, a partir da música, é essencial. O compromisso com o produto é via de mão dupla, tanto de quem produz, quanto quem consome. A ‘Tela Viva’ é isto, ácida e leve”, pondera o multiartista.
Além de assinar os violões e a composição de “Tela Viva”, Leandro Ferraz é o responsável pelo roteiro, direção e montagem do clipe, com produção do coletivo Casa de Ferreiro o Espeto é Ferraz e está disponível pelo canal oficial do artista, pelo YouTube.
“Eu tenho um home studio em casa, o que facilita o desenvolvimento dos meus trabalhos. Eu fiz alguns storyboards e conversei com o Joaquim Bührer, escritor e amigo de infância que, entendeu de prontidão a estética minimalista do clipe e a proposta visual oitentista, com o enredo meio cômico e trágico”, reflete.
Sobre Leandro Ferraz Natural de Campos do Jordão (SP), aos 29 anos de idade, Leandro Ferraz integra a atual fase da cena musical brasileira. Cantor, compositor, letrista, arranjador, videomaker, produtor cultural e artista visual, a trajetória do multiartista dialoga com referências estéticas e sonoras que complementam o desenvolvimento de sua história entre a música, as artes visuais e digitais.
Leandro Ferraz sempre teve a música como alicerce artístico, embora tenha se formado em design pela Universidade Tecnológica do Paraná – UTFPR, em 2018.
Com dez anos de trajetória, desde a sua estreia com o trio Cravo Caramelo e há seis anos, com a banda Gorú, atualmente, Leandro Ferraz mora em São Paulo onde está em fase de finalização do primeiro álbum.
Alexandre Fontanetti e Leandro Ferraz.
Sobre Alexandre Fontanetti Alexandre Fontanetti já tocou, produziu, gravou, mixou e masterizou mais de 300 discos, desde que despontou na cena com a produção do álbum “Bossa n’ Roll” (1991) de Rita Lee.
Há 30 anos na cena musical como violonista, guitarrista, produtor e engenheiro de gravação, Alexandre Fontanetti é responsável desde 1997 pelo premiado estúdio Space Blues, em São Paulo, onde trabalhou com artistas como Zeca Baleiro, Gal Costa, Palavra Cantada, Luiz Tatit, Ana Cañas, Bruna Caram, Odair José, Toninho Horta, Alaide Costa, Zé Miguel Wisnik, Funk como Le Gusta, entre tantos outros.
Reconhecido em diversas premiações da música brasileira, Alexandre Fontanetti também foi indicado em oito edições do emblemático Latin GRAMMY® e premiado pelos álbuns “Jardim Pomar” (2017) de Nando Reis, “APKÁ” (2019) da cantora Céu e “Veia Nordestina” (2019) da cantora Mariana Aydar.
Fica técnica do single “Tela Viva” Composição, voz e violões: Leandro Ferraz Baixo: P. INSANO Luz Bateria e Metaphone: Caio Gomes Guitarras: Alexandre Fontanetti Trombones: Feldeman Oliveira Produção musical, mix e master: Alexandre Fontanetti Estúdio: Space Blues Distribuição: Ingrooves (Universal Music Group) & Selo Camarada Foto: Joaquim Bührer Capa: Casa de Ferreiro o Espeto é Ferraz Assessoria de Imprensa: ÁZ Criação Artística + Música é o Canal
Fica técnica do clipe “Tela Viva” Roteiro, direção, fotografia, montagem, edição final e VFX: Leandro Ferraz Assist. de Direção e Iluminação: Joaquim Bührer Styling: Evandro Selva Beauty: Nicolle Ferraz e Léa Ferraz Produção: Casa de Ferreiro o Espeto é Ferraz Assessoria de Imprensa: ÁZ Criação Artística + Música é o Canal
Composição de “Tela Viva”
Tela que me leva através dela Ver da China até o Ceará Que der na telha E me mostra o que eu quero comprar Até parcela! Logo vou ter eu que pagar pra ficar OFF Corre, Corre, louca vida Não avisa, não para não Essa tela para a vida mas a vida não para lá Corre, Corre, louca vida Roda viva, não para não Essa tela muda a vida Mas a vida não para não Tela que me leva Atravessar o mar vermelho e sair no Pará ou Ilhabela Ela me mostra o que eu quero lembrar A caixa cheia. – Alarme! É hora de acordar, célula viva! Ah júa Ah! Corre, Corre, louca vida Não avisa, não para não Essa tela para a vida Mas a vida não para lá Corre, Corre, louca vida Roda viva, não para não Essa tela muda a vida Mas a vida não para não!
Documentário “Bandeira de Aço 35 Anos” Sinopse: Celebrando os 35 anos de lançamento do disco “Bandeira de Aço” de Papete. Entrevistas com os compositores e panorama histórico da época do lançamento. Apresentado no show comemorativo no Teatro Arthur Azevedo, em São Luís do Maranhão, em maio de 2013. Duração: 22:40 min Qualidade: HD 1280 X 720 Fonte: Canal do Youtube, Beto Pio
Ouça o álbum Bandeira de Aço (1978). Segundo do percussionista e cantor maranhense, Papete, lançado pelo selo Discos Marcus Pereira. Fonte: Canal do Youtube, Pimalves
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Livro 03: O PARAÍSO SÃO OS OUTROS. Autor e ilustrador: Valter Hugo Mãe. Rio de Janeiro. Biblioteca Azul, 2018. 2ª Edição. Páginas: 64. Preço: R$27,90. Por favor confirme o preço e disponibilidade atualizados no instagram, aqui.
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O legado do Pirata Zulmiro é um documentário do diretor curitibano Estevan Silvera, que conta a história do último capitão pirata do século XIX, que veio se esconder no sul do Brasil, na cidade de Curitiba, há 190 anos. Com uma documentação surpreendente e depoimentos incríveis, o filme apresenta a maior história de tesouros e piratas do mundo, uma aventura que atravessou séculos.
O pirata Zulmiro sempre foi considerado a maior lenda urbana da cidade de Curitiba, um pirata inglês com o nome de Zulmiro que veio morar na cidade no século XIX. Após quinze anos de pesquisas, Marcos Juliano Ofenbock conseguiu encontrar o pirata Zulmiro no cemitério municipal São Francisco de Paula, ele morreu em 24 de agosto de 1889 com 90 anos. O pirata também foi localizado na escola que ele estudou, Eton College, na Inglaterra, entre os anos de 1811 e 1814.
O pirata Zulmiro foi líder do bando que escondeu o maior tesouro pirata do mundo, em uma ilha deserta no meio do oceano, a Ilha da Trindade, hoje território brasileiro distante 1.200 quilômetros da costa, no paralelo do estado do Espírito Santo.
O documentário é baseado no livro de Marcos Juliano Ofenbock “A Verdadeira ilha do Tesouro, as crônicas do pirata Zulmiro” lançado em 2019.
“O thesouro se acha escondido n ́uma ilha chamada Trindade, distante 648 milhas da costa do Brazil, em dois lugares distinctos: no primeiro existe ouro em pó, em barras e em moedas de diversos paizes, bem como pedras preciosas de grande valor. O outro deposito, consta de obras artisticas em ouro e prata, alem de 63 barras de prata massiça, com as dimensões de 6 x 2 x 4 polegadas, fructo de muitos annos de pirataria.”
Essas palavras foram escritas pelo pirata Zulmiro no ano de 1880 e entregues para um cidadão inglês, chamado Edward Young, que ficou seu amigo em Curitiba. O pirata Zulmiro escreveu um roteiro completo de como encontrar o seu fabuloso tesouro que foi escondido na ilha da Trindade.
No ano de 1850, um pirata russo que possuía uma enorme cicatriz em seu rosto, entregou um mapa de como encontrar o mesmo tesouro escondido na ilha da Trindade, para um capitão de um navio mercante inglês, pouco antes de morrer em Bombaim, na Índia. O mais surpreendente é que os dois capitães piratas faziam parte do mesmo bando que escondeu esse tesouro, e cada um pensava que o outro estava morto.
O Brasil está no epicentro da maior história sobre tesouros piratas no mundo, pois a ilha da Trindade foi palco de diversas expedições em busca deste grande tesouro pirata. Ocorreram três expedições inglesas no final do século XIX, de posse do mapa do tesouro, quatro expedições brasileiras no início do século XX, de posse do roteiro do tesouro e até uma expedição estadunidense em 1926, do Museu de História Natural de Cleveland.
UMA EXPEDIÇÃO EM BUSCA DO TESOURO Os detalhes são publicados hoje em Newcastle de uma expedição que está prestes a seguir do Tyne para a Ilha de Trindade em busca de um tesouro escondido. As informações sobre as quais estão agindo foram comunicadas por um velho marinheiro, que alega ter visto a riqueza cuidadosamente escondida, e que foi um dos piratas que saquearam o navio do qual foi tirada. O organizador da expedição foi durante muitos anos o caixa de um corretor de navios em Newcastle.
O Malho – RJ – 10 de junho de 1911 ( 3a expedição brasileira)
A República – PR – 05 de agosto de 1912 ( 4a expedição brasileira)
Correio Paulistano – SP – 31 de julho de 1912 ( 4a expedição brasileira)
UMA EXPEDIÇÃO EM BUSCA DO TESOURO NA TRINDADE Entende-se que a embarcação Áurea, de Sunderland, que deixou Tyne há alguns meses em uma expedição em busca de um tesouro, para a Ilha da Trindade, está prestes a retornar após uma viagem malsucedida.
Cleveland, Ohio, 13– Nov (A.P.)– Dobrões, moedas de prata e tesouros do Império espanhol estão enterrados em uma Ilha do Tesouro da América do Sul, disponíveis para a pessoa que desejar cavar pela quantia de 50 milhões de dólares. George Finlay Simmons, curador de ornitologia do Museu de História Natural de Cleveland, disse, ao retornar da ilha, que o tesouro roubado dos incas está intacto onde foi enterrado há um século por dois piratas, em uma ilha próxima à costa do Brasil.
Um Conto de Bucaneiros. Reminiscente dos dias do Capitão Kidd, a história do tesouro está repleta de tradições de bucaneiros itinerantes, espadas cortantes e mapas do tesouro. Um dos tesouros, disse Simmons, chega a 40 milhões de dólares e foi enterrado por um pirata espanhol, José Santos, que capturou um navio carregado com barras de ouro e prata, ornamentos de altar e candelabros das igrejas de Lima, no Peru.
Mais de 8.000.000 de dólares foram enterrados na mesma ilha por um pirata inglês que se autodenominou “Zulmiro”, disse Simmons. Os registros desse “tesouro” foram mantidos e ficaram em posse do contramestre russo de um navio, até que ele morreu no Extremo Oriente.
Oito expedições realizadas. Oito expedições foram feitas para encontrar o tesouro entre 1800 e 1892, disse Simmons, mas a maioria delas nunca chegou à costa deserta da ilha. Aqueles que encontraram os pontos de referência deixados no mapa do tesouro perceberam que eles foram destruídos por um deslizamento de terra.
“Robert Louis Stevenson usou a ilha como cenário para seu livro ‘A ilha do Tesouro’”, Simmons disse, “mas o dinheiro encontrado na ficção ainda está lá na realidade.”
Um revisor da palestra “Ilha do Tesouro” escreve: — Se você é fascinado por piratas e dobrões de ouro, se sua pulsação acelera ao mexer com velhas canções do mar, em galeões e caravelas, na bandeira negra, em navios afundados e caminhar na prancha – se a vida curta e alegre de marinheiros e contramestres e o convés barulhento o encanta, com certeza você quererá ouvir sobre a Ilha do Tesouro dos Incas do Peru – e de Zulmiro, o último dos capitães piratas, que navegou pelo Império espanhol e enterrou um tesouro autêntico na Ilha da Trindade, a própria Ilha do Tesouro.
O Legado do pirata Zulmiro conta com participações especiais do Prefeito de Curitiba, Rafael Grega e do Consul Honorário do Reino Unido no Paraná, Adam Patterson. Também foram gravados depoimentos surpreendentes, com descendentes dos principais personagens envolvidos nessa incrível história.
O trailer do documentário pode ser visto no link abaixo: Informações completas sobre a história do tesouro pirata no site: https://averdadeirailhadotesouro.com