Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
Evento gratuito busca celebrar a produção audiovisual local e destacar a importância do incentivo à cultura
Dois filmes parnanguaras tem pré-estreia gratuita nesta segunda-feira (24), no Auditório da Instituição de Ensino Isulpar, em Paranaguá. O documentário “Mar e Fé” e o filme “Entre Fantasias”, dirigidos por Mariana Zanette, da produtora Pixirão Cine, serão exibidos para a avaliação da comunidade. Além dos longas, dois clipes produzidos pela diretora também participarão da Mostra. Uma tradutora e intérprete de libras também fará a tradução simultânea das obras para a plateia.
Os projetos foram contemplados pela Lei Paulo Gustavo nº 195/2022, conforme o disposto no Edital de Chamamento Público nº 017/2023, e foi lançado pela Prefeitura de Paranaguá, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico.
“Estamos muito felizes com essa oportunidade de levar nossas histórias para o público de Paranaguá. A Lei Paulo Gustavo tem sido fundamental para impulsionar os agentes culturais da cidade e a estreia representa o resultado de um trabalho feito com dedicação e carinho”, afirmou Zanette. “Nossa expectativa é que o público se emocione e se identifique com as narrativas apresentadas, fortalecendo ainda mais a valorização da nossa cultura”, complementou a diretora.
O secretário de Cultura e Patrimônio Histórico de Paranaguá, Ivan Lapolli Filho, também ressaltou a importância da iniciativa. “Fico muito feliz em apoiar os agentes culturais de Paranaguá, que tiveram seus projetos aprovados pela Lei Paulo Gustavo. Convidamos toda a população para prestigiar as apresentações nesta segunda-feira”, convidou Lapolli.
Os audiovisuais contaram com a participação majoritária de artistas locais e focaram na divulgação da cultura caiçara. “Poder fazer audiovisual, trabalhar com o ofício que eu gostaria de trabalhar, é realmente um grande presente. Inclusive o ‘Entre Fantasias’ é o filme que estamos rodando para ir para festivais e colocar Paranaguá no cenário do audiovisual nacional”, comentou Zanette.
Mar e Fé O documentário acompanha a tradicional Folia do Divino na Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes e pela Romaria do Divino. A produção foi de Tainara Baságlia, Mestre Aorelio Domingues, Poro de Jesus e Mestre Aldemir Neves, Jairinho da Bandeira, Romildo do Rosário, entre outros devotos.
Entre Fantasias A obra conta a história de Dona Marcelina, uma costureira de 65 anos apaixonada pelo carnaval, que enfrenta o desprezo dos filhos evangélicos pela ligação com a festa popular. Aproximadamente 60 pessoas do Coletivo de Audiovisual Pixirão Cine, por meio da produtora audiovisual W7films, participaram do filme.
No elenco estão presentes nomes importantes na cultura da cidade como Sueli Costa, Rogério Soares, Breno Oberdan, Luma Zanette, Malu Zanette, Wanderlem Silva, Juliana Damborowiski, a dupla Édison Venâncio, Adilson Ferreira e Bloco Macambira, Felipe Orlandino, Josué Henrique, André Marques, entre outros. De Curitiba, participam a assistente de direção e figurino, Viv Follador, e a atriz Mila Leão.
Serviço: Pré-estreia de “Mar e Fé”, “Entre Fantasias” e videoclipes Direção: Mariana Zanette Produção: Pixirão Filmes Data: Segunda-feira (24) Horário: – 19h: Exibição do documentário “Mar e Fé” – 20h: Exibição do filme “Entre Fantasias” Local: Auditório da Isulpar – R. João Eugênio, 534 – Costeira, Paranaguá Entrada: Gratuita
Após circular por três cidades paranaenses, o solo autoral da atriz Juliana Birchal que está em turnê no Paraná, fecha temporada em Curitiba com apresentações e ações de acessibilidade, oficina formativa teatral e roda de conversa. A montagem faz reflexões sobre o papel da mulher na sociedade ao questionar o conservadorismo patriarcal usando como metáfora o ciclo de vida das cigarras, além da inspiração na obra de Lewis Carroll: As aventuras de Alice no reino subterrâneo.
De 27 de fevereiro a 1º de março de 2025, a atriz mineira, radicada em São Paulo, Juliana Birchal e sua equipe de produção que estão em turnê no Estado do Paraná, chegam em Curitiba com a apresentação do solo autoral de teatro físico “Subterrânea: uma fábula grotesca”. O espetáculo, que já passou por Londrina, Maringá e Piraquara e fecha a temporada na capital paranaense, é realizado por meio da Bolsa Funarte de Teatro Myriam Muniz. “Trazer o espetáculo para cidades paranaenses é uma oportunidade de compartilhar com um público inédito, o que com certeza vai acrescentar muito ao nosso trabalho, além da troca com artistas locais e colocar em pauta a violência de gênero, um tema urgente”, conta a atriz.
Em Curitiba o projeto faz três apresentações gratuitas, com uma roda de conversa, no Espaço Obragem e oferece ainda, também de forma gratuita, a oficina formativa “Mascaramentos para a Criação Teatral” para artistas e estudantes, ministrada pela própria Juliana e pela provocadora cênica e produtora do solo, Jossane Ferraz, no dia 26 de fevereiro, no mesmo local. Além disso, o projeto traz ações de acessibilidade com apresentações em Libras, audiodescrição e também visita tátil ao cenário para pessoas cegas e com baixa visão, uma hora antes das apresentações, “aproximando todos os públicos da arte e também da relevância do tema que trazemos no texto”, explica a atriz.
Por meio de uma fábula, o solo de Juliana Birchal, coloca em cena uma mulher-cigarra que, para se encaixar nos papeis sociais que lhe foram atribuídos, acaba revelando as contradições e violências deste sistema, sendo ao mesmo tempo vítima e algoz. “O espetáculo questiona a perpetuação de modelos sociais e valores morais provocando o público a refletir sobre o lugar das mulheres na sociedade”, enfatiza.
Na equipe criativa de “Subterrânea: uma fábula grotesca”, Juliana conta com a direção de Lenine Martins e utiliza a técnica teatral do mascaramento para viver a personagem, uma mulher-cigarra que levanta questionamentos sobre o patriarcado ao fazer uma analogia com o ciclo de vida do inseto que passa parte da vida debaixo da terra. “A correlação com a cigarra convida o público a refletir sobre as funções e papeis exercidos pela mulher na sociedade e o afloramento do conservadorismo na contemporaneidade que acaba por justificar erroneamente uma série de injustiças comumente aceitas”, revela a atriz.
Construção do espetáculo Do ponto de vista da linguagem, a produção parte da investigação estética da atriz sobre corpos-máscaras para dar vida à mulher-cigarra e outros insetos que participam da narrativa. De acordo com Juliana, o ciclo de vida da cigarra dialoga com a ‘mulher de bem’ que está inserida no sistema de poder. “Trata-se de uma metáfora incrível com tudo o que eu me proponho a falar sobre o conservadorismo que sempre esteve aí e que emerge de uma forma muito violenta”, complementa.
A investigação também se associa à pesquisa de Mestrado desenvolvida por Juliana na ECA/USP intitulada “Da máscara à masquiagem: o mascaramento no Théâtre du Soleil, seguido de estudo de caso do espetáculo A Era de Ouro (1975)”, no qual analisa os mascaramentos adotados pelo Théâtre du Soleil, trupe francesa com a qual Juliana realizou residência artística entre 2014 e 2016.
No palco, o público pode acompanhar exatamente o ciclo de vida da cigarra, que pelo bem da espécie, repete o próprio sistema que a reprime, mantendo assim, a ordem natural das coisas, acreditando que a sobrevivência depende do cumprimento das obrigações que o próprio sistema impõe, quando se compara que a cigarra pode viver por até 17 anos debaixo da terra e ao sair cumpre sua última metamorfose. “É nesse momento que acasala, reproduz e morre”, completa Juliana.
Criação e Inspiração de Subterrânea Juliana Birchal foi impactada pela leitura da consagrada obra de Lewis Carroll: As Aventuras de Alice no reino subterrâneo, escrita em 1865, mais conhecida como Alice no país das Maravilhas. Foi quando em 2019, convidou a atriz Mayara Dornas para montar um espetáculo a partir daquela narrativa. “Lembro de estar muito interessada nesse mergulho que a Alice faz no mundo subterrâneo e aí comecei a pesquisar a obra e ficar curiosa sobre o que era esse salto que ela dá, para esse lugar debaixo da terra, onde a lógica parece não ter lógica”, explica.
Outro ponto de partida para a montagem foi o isolamento social vivenciado durante a pandemia da COVID-19. Diante da situação alarmante e da pulsante vontade de se expressar, a atriz transformou sua casa numa sala de experimentos, que resultou neste solo autoral. Juliana conta que a ideia do subterrâneo já havia ultrapassado a história de Alice. “De repente tudo que estávamos vivendo social e politicamente no Brasil, além de um governo de extrema direita e discursos de ódio ganhando força, começou a me trazer forte impacto, que transformei em arte”, conta. Foi nesse momento que a ideia do subterrâneo ganhou força revelando como aquilo que estava escondido se tornou visível de forma avassaladora. “Se antigamente alguém tinha receio de falar algo que pudesse soar como intolerante ou preconceituoso, naquele momento as pessoas não o tinham mais e a justificativa era a liberdade de expressão”, destaca.
O espetáculo solo de Juliana Birchal, teve estreia nacional em junho de 2023, no Teatro de Bolso do Sesc Palladium em Belo Horizonte (MG). No mesmo ano foi apresentado em Brasília (DF), durante o Festival Solos Férteis. Em 2024, chegou a São Paulo e Mato Grosso no Festival de Teatro da Amazônia Mato-Grossense em Alta Floresta.
SINOPSE: No formato de uma fábula grotesca, o solo aborda a trajetória de uma mulher-cigarra que, uma vez nascida cigarra, deve se conformar a cumprir o seu papel: acasalar, reproduzir e morrer. Pelo bem da espécie, a mulher-cigarra reproduz o próprio sistema que a reprime, mantendo assim, a ordem natural das coisas.
FICHA TÉCNICA: Concepção e atuação: Juliana Birchal Direção: Lenine Martins Dramaturgia: Juliana Birchal e Lenine Martins Consultoria dramatúrgica: Si Toji Provocação Cênica: Jossane Ferraz Trilha sonora: Javier Galindo Consultoria musical (violino): Vanille Goovaerts Iluminação: Lucas Pradino Cenografia, figurino e adereços: Laura Françozo Maquiagem: Thaís Coimbra Produção executiva: Juliana Birchal e Jossane Ferraz Arte gráfica e identidade visual: Adriana Januário
SERVIÇO:
CURITIBA Espetáculo – Subterrânea: uma fábula grotesca Dias: 27 de fevereiro a 1 de março Local: Espaço Obragem (Al. Júlia da Costa, 204 – São Francisco) Horário: 20 horas Ingresso: Gratuito
Roda de conversa: 28 de fevereiro – após a apresentação *Apresentação com LIBRAS e audiodescrição: 28 de fevereiro *Todas as apresentações terão visita tátil uma hora antes das sessões
Oficina – Mascaramentos para a Criação Teatral Dia: 26 de fevereiro Horário: das 9h às 12h – das 14h às 17h Local: Espaço Obragem (Al. Júlia da Costa, 204 – São Francisco)
Sobre Juliana Birchal Atriz mineira radicada em São Paulo. Os seus trabalhos se concentram em torno do teatro físico e do teatro de máscaras. Sua formação passa pela Formação Básica de Palhaço dos Doutores da Alegria (2017), graduação em Teatro (licenciatura) pela Universidade Federal de Minas Gerais (2008-2013) e curso Profissionalizante em Teatro do Centro de Formação Artística e Tecnológica do Palácio das Artes (2008-2010). Em 2024, tornou-se Mestra em Artes Cênicas pela USP com pesquisa sobre mascaramentos no Théâtre du Soleil, trupe com a qual realizou residência artística entre 2014 e 2016.
Em 2023, estreou trabalho autoral envolvendo mascaramentos intitulado “Subterrânea: uma fábula grotesca” que já se apresentou em Belo Horizonte, Brasília (Festival Solos Férteis), São Paulo, Alta Floresta (Festival de Teatro da Amazônia Mato-Grossense) e recebeu a Bolsa Funarte de Teatro Myriam Muniz 2023 para realizar turnê em cidades do Paraná. Em sua carreira como atriz, além da experiência com Ariane Mnouchkine (Théâtre du Soleil), participou de cursos e oficinas com Eugenio Barba e Julia Varley (Odin Teatret), Renato Ferracini (LUME Teatro), Tiche Vianna e Ésio Magalhães (Barracão Teatro), entre outros. No teatro, trabalhou com a Cia. Picnic (2019-2024), O Trem Cia. De Teatro (2020), Fernando Neves (2017), grupo Espanca! (2010) e Juliana Pautilla (2010).
Nos dias 14 e 15 de dezembro, das 10h:00 às 18h:00, a Galeria Green Center será palco da última edição de 2024 do Encontro de Brechós Saí do Armário. Com entrada gratuita, o evento não apenas convida o público a explorar mais de 12 mil peças de moda sustentável, mas também a vivenciar uma experiência completa de consumo consciente, solidariedade e celebração.
Com o espírito do Natal como guia, as organizadoras prometem surpresas que vão muito além das araras recheadas. Quem fizer compras no valor de R$ 30,00 ou mais poderá participar do sorteio de uma cesta natalina especial, que será realizado no domingo, às 18h:00. “Nossa missão vai além da moda. Queremos promover um consumo mais consciente, fomentar a economia local e criar uma atmosfera de celebração e união,” afirma Kerolen Martins, uma das organizadoras do evento.
Além dos tradicionais brechós, esta edição traz uma seleção variada de produtos para agradar a todos os gostos: presentes criativos, produtos de beleza, acessórios, itens de cultura nerd, doces natalinos, produtos coloniais e até decoração em pedras naturais. Tudo isso, em um espaço pet friendly, pensado para acolher toda a família – incluindo os amigos de quatro patas.
Segundo Gabriela Feola, idealizadora do Saí do Armário, o evento não é apenas uma feira, mas um movimento cultural que transforma a forma como encaramos o consumo. “Estamos muito animadas com essa edição especial. É uma maneira de encerrar o ano celebrando o sucesso dos expositores e incentivando um Natal mais consciente e solidário para todos,” destaca Gabriela.
Com peças a partir de R$ 10,00 e uma atmosfera recheada de boas energias, o Saí do Armário convida o público a celebrar o Natal de forma única, prática e sustentável. Agende-se, participe e leve para casa não apenas compras incríveis, mas também o sentimento de fazer parte de algo maior!
Sobre o Saí do Armário Fundado em novembro de 2021, o Encontro de Brechós Saí do Armário nasceu da paixão de uma empreendedora de Curitiba por peças únicas e da busca por uma moda mais consciente. Desde então, tem se destacado por promover mensalmente a economia local e a sustentabilidade, reunindo empreendedores e consumidores em torno do universo da moda vintage e sustentável.
Serviço: 39° Encontro de Brechós Saí do Armário Local: Galeria Green Center Endereço: Rua São Francisco, 232 e Rua Treze de Maio, 439 – Centro – Curitiba. Entrada: Franca Datas: 14 e 15 de dezembro – Sábado e Domingo Horário: das 10h:00 às 18h:00 Pet friendly
O objetivo do evento é fomentar o intercâmbio de publicações no formato zine
Após a conclusão de um ciclo de vivências coletivas, o Fanzine Grrrls Lab, laboratório aprofundado de estudo, pesquisa e produção em zinagem, encerra suas atividades neste sábado (7), promovendo uma Feira de Troca de Zines. A atividade acontece a partir das 15h na Casa da Leitura Wilson Bueno (Avenida República Argentina, 3432).
O objetivo da feira é apresentar as criações desenvolvidas pelas pessoas participantes ao longo dos encontros da oficina. E mais: valorizar, especialmente, a cena fanzineira curitibana, bem como agentes que exploram o modo “faça você mesmo” de produzir e fazer circular arte. O evento visa promover o formato zine e estimular o escambo de autopublicações entre as pessoas participantes do laboratório com o público geral. A prática da troca é comum na cena underground, o que fomenta o intercâmbio não só de impressos, como também de ideias entre artistas e pessoas interessadas.
“Em Curitiba, as feiras de livros, impressos e produções gráficas são muito comuns e movimentam a cidade em torno da literatura e das artes visuais. Mas, quando se pensa em um espaço voltado apenas às zines, a gente ainda percebe uma grande lacuna”, comenta Daniele Rosa, escritora, artista-zineira e uma das mediadoras do Fanzine Grrrls.
Realizado entre os meses de setembro e novembro de 2024, o laboratório foi uma experiência voltada a mulheres e pessoas não binárias de Curitiba, desenvolvida pelas artistas e pesquisadoras em zinagem Emanuela Siqueira e Hell, além de Daniele.
“Do it yourself!”
A fanzine é um formato de mídia independente e democrática, realizada com poucos recursos e em tiragens reduzidas, para circular entre um público interessado em determinado assunto. Entusiasta da cena zineira desde os 15 anos de idade, Emanuela afirma que promover a zine enquanto plataforma acessível é fomentar a potência de ocupar os espaços com a arte. “É também potencializar a voz autoral de pessoas que não teriam condições de publicar seus trabalhos ou de quem prefere a liberdade estética frente às caretices do mercado editorial”, completa.
“Mesmo a zine sendo tão democrática, eu não achava que era pra mim. Por cobranças excessivas, procrastinação, perfeccionismo. Quando vi a oportunidade do lab, vibrei e, logo no primeiro encontro, fiquei inspiradíssima”, conta Acácia Freire, umas das participantes. A partir do laboratório, a publicitária desenvolveu “Saber Odara”, zine que reúne recortes, fotos, escritos e dobraduras para falar sobre a experiência de conhecer Salvador/BA sozinha. “Foi um processo terapêutico, complexo, mas muito divertido e gratificante”.
Além da zine de Acácia, a feira apresenta produções de outras 15 artistas, que transitam entre críticas de filmes, discos e cafés, discussões sobre gênero e sexualidade até histórias sobre freiras, sonhos e cinzas. Não haverá comercialização de fanzines, a fim de endossar o movimento da troca. Além disso, durante a feira, acontece um bate-papo entre ministrantes, participantes e público, para partilha de processos criativos.
Com realização da Canô Produções e apoio cultural da Itiban Comic Shop e do Manifesto Cafe, Fanzine Grrrls Lab é um projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Serviço: Feira de Troca de Zines | Fanzine Grrrls Lab 07/12 (sábado), a partir das 15h Casa da Leitura Wilson Bueno | Portão Cultural Avenida República Argentina, 3432 – Portão, Curitiba Entrada franca
Ficha técnica: Daniele Rosa e Emanuela Siqueira | ministrantes Hell | consultoria em acessibilidade Anna Carolina Azevedo | produção executiva e coordenação de projeto Natasha Tinet | design gráfico
Da esquerda para a direita: Luques Oliveira, Cassia Brito, Nina Draob, Ariel Coelho e Deni Henrique – durante o processo imersivo em preparação às Leituras Encenadas que encerram o projeto Novos Olhares, na foto de Eduardo Ramos.
Após quatro meses da imersão dos 32 participantes em diversas oficinas voltadas às criações do teatro, realizado pela Photon Cultural em parceria com o coletivo AP da 13, no segundo semestre de 2024, o projeto é finalizado com quatro leituras dramatúrgicas conhecidas mundialmente, no espaço multicultural do AP, nos dias 3, 7, 9 e 10 de dezembro.
O segundo semestre de 2024 foi de intensa atividade na programação de formação e capacitação voltadas ao teatro no curso de interpretação e produção cultural, com a participação de 32 artistas, inscritos no projeto Novos Olhares. Idealizado pelo artista Eduardo Ramos, em parceria com Photon Cultural, que abriu as portas do Espaço Multicultural AP da 13, para alunos de regiões periféricas de Curitiba, o projeto conta com a direção de produção de Iara Elliz, e coordenação de Guilherme Greca.
Durante quatro meses, os participantes tiveram aulas ministradas por artistas com extensas trajetórias no teatro curitibano, aprendendo sobre diversas concepções do fazer teatral. Entre as oficinas ofertadas os artistas tiveram contato com aulas de interpretação com Eduardo Ramos; figurino com Eduardo Giacomini; cenografia com Guenia Lemos; iluminação com Lucas Amado; escrita criativa com Amanda Leal; produção cultural com Moira Albuquerque, caracterização e maquiagem com Mayara Nassar; e preparação de corpo e voz com Edith de Camargo. Para Ramos, o câmbio de informações foi “um momento de aprendizado sobre a importância de compartilhar conhecimentos técnicos e nossas trajetórias às novas gerações de artistas”, conta o diretor e dramaturgo.
Com a conclusão do projeto Novos Olhares, o AP da 13 abre as portas novamente, mas agora para o grande público conferir os resultados do trabalho realizado, com a leitura de quatro dramaturgias mundialmente conhecidas, encenadas pelos participantes e partilhadas de forma gratuita, nos dias 3, 7, 9 e 10 de dezembro. Os textos escolhidos são: “Todas as Coisas Brilhantes” do inglês Duncan Mcmillan; “Tulipas” da francesa Noëlle Renaude; “Satan Circus” do brasileiro Paulo Zwolinski; e “Oxigênio” do escritor russo Ivan Viripaev. De acordo com Eduardo Ramos, estar em contato com esses textos é um presente que cada ator e atriz recebem, “os textos foram escolhidos a partir do desafio de partilhar por meio da leitura, escritas consagradas por dramaturgos e dramaturgas de grande destaque nacional e internacional”, diz.
O projeto Novos Olhares trouxe ainda um cunho inédito na cidade de Curitiba, com a destinação de bolsas remuneradas para 16 participantes, com o objetivo de cobrir despesas de transporte ou alimentação, e assim, participarem com tranquilidade no aperfeiçoamento nas artes. “A importância de contemplar participantes que necessitam de um valor para custear o tempo para dedicação ao estudo, é uma aposta legítima que fazemos para incentivar as novas gerações, a seguirem na arte como ofício”, revela Ramos.
Ilustração do artista gráfico Fabricio de Moraes para o encerramento do projeto Novos Olhares que traz Leituras Encenadas no AP da 13.
SERVIÇO LEITURAS ENCENADAS NOVOS OLHARES Dia: 3/12 às 20h – “Todas as Coisas Brilhantes” de Duncan Mcmillan (ING), Tradução por Don Correa. Dia: 7/12 às 19h – “Tulipas” de Noëlle Renaude (FRA), tradução por Giovana Soar. Dia: 9/12 às 20h – “Satan Circus” de Paulo Zwolinski (BRA). Dia: 10/12 às 20h – Oxigênio de Ivan Viripaev (RUS), tradução por Irina Starostina e Giovana Soar. Entrada: Gratuita – reservas pelo WhatsApp (41) 988787126 Local: AP da 13 Espaço Multicultural (Rua Treze de Maio, 1001, ap 01)
Sobre o AP da 13 O AP da 13 é uma referência de espaço cultural independente em Curitiba. E movimenta o cenário artístico curitibano há 8 anos, com uma programação multicultural: realização de oficinas de interpretação, residências artísticas, mostras de teatro e dança, festivais e exposições, recebendo neste período mais de 7 mil pessoas entre artistas e público de todo o Brasil. Neste período, o AP colaborou como pioneiro na cidade, na abertura de novos espaços culturais independentes, sendo referência para a classe artística, pelos desenvolvimentos de projetos que fomenta, desde a formação e capacitação de jovens artistas a pesquisas e investigação em novas formas de dramaturgia.
O espaço também sedia a Setra Companhia, fundada pelo diretor e dramaturgo Eduardo Ramos, coletivo que a cada trabalho, convida artistas de distintas linguagens para a feitura dos seus processos, friccionando suas obras entre o teatro, a dança e performance. Destacam-se as obras MOMMY (2016), com a atriz Rosana Stavis, CONTOS DE NANOOK, espetáculo que recebeu 2 prêmios e nove indicações no Troféu Gralha Azul.
Em 2019, a Cia estreou o espetáculo FEDRA com co-direção de Michelle Moura e Maikon K. no elenco, na Mostra Oficial do Festival de Curitiba.
Os últimos trabalhos são: Aqui é Minha Casa (Festival de Curitiba – 2023), monólogo com a atriz Ciliane Vendruscolo, e o solo Monstro (Casa Hoffmann – 2023), pela bailarina Flávia Massali.
A última edição deste ano da Feira Coletiva Garimpa Aí acontece no domingo, dia 24 de novembro, das 10h:00 às 18h:00, no Bar Invasão do Teatro, no Centro de Curitiba. O evento oferece brechós, acessórios, flash tattoo, produtos coloniais e vinis, com entrada gratuita e ambiente pet friendly.
De acordo com a organizadora, a empreendedora e produtora de eventos Kerolen Martins, fãs do universo geek, apreciadores da cultura nerd e amantes do rock encontram na feira uma seleção cuidadosa de itens que traduzem suas identidades. “Além disso, o evento está sempre se renovando, promovendo concursos e interações com o público, tornando-se uma referência não apenas de mercado, mas de comunidade. Nesta edição, a cada 20 reais em compras, os visitantes concorrem a uma cesta de Natal, que será sorteada no final do dia”, conta Kerolen.
Com o compromisso de dar visibilidade a alternativas ao consumo tradicional, a Feira Coletiva Garimpa Aí permite que cada visitante contribua para um ciclo sustentável, transformando o ato de comprar em uma experiência consciente e conectada à valorização do trabalho local. Nas palavras de Kerolen. “refletimos a pluralidade curitibana e envolvemos o público em uma jornada que vai muito além da compra. O ambiente criativo vai proporcionar ao público ouvir MPB na parte da manhã e acústico de rock no período da tarde.” Entre encontros e descobertas, feiras e bazares, compras e diversão, que esta seja uma oportunidade de inspiração e conexão para fechar 2024 com propósito e estilo.
Serviço: 8ª Edição – Feira Coletiva Garimpa Aí Local: Bar Invasão do Teatro Endereço: Rua Amintas de Barros, 154 – Centro – Curitiba Entrada: Franca Data: 24 de novembro Horário: das 10h:00 às 18h:00 Instagram Facebook
Rede Muchas Minas promove o papel das mulheres na arte. Foto: Oruê Brasileiro.
Na Gibiteca de Curitiba, o projeto Rede Muchas Minas conta com palestras, debates e feira gráfica.
Acontece neste sábado (23), a partir das 14 horas, na Gibiteca de Curitiba, o evento Rede Muchas Minas, que vai reunir artistas, produtoras e curadoras para promover palestras, exposição e feira gráfica em torno da arte feita por mulheres e da economia criativa.
A Rede Muchas Minas reúne artistas de diferentes segmentos, incluindo pintura, artes visuais, arte urbana e fotografia para promover um diálogo sobre a criação artística e o papel das mulheres na cultura contemporânea.
“As Mulheres são fundamentais no cenário artístico e queremos destacar esse potencial criativo através desta rede”, afirma Giusy de Luca, idealizadora do evento e produtora da Mucha Tinta. “A Rede Muchas Minas é uma oportunidade para unir forças, compartilhar experiências e empoderar mulheres para ocuparem os espaços de arte”, completa.
Além da exposição e lançamento da Revista Diálogos Visuais, projeto que entrevistou nomes expoentes da arte contemporânea, como Daiara Tukano, Naine Terena e Fernanda Pitta, o evento também conta com palestras de nomes conhecidos na cena curitibana, como Milena Costa e o debate “Tornar-se curadora: percursos e profissionalização”, e Taís Cabral, com “Um recorte entre sustentabilidade e pintura: o tingimento natural na produção artística feminina”.
Ainda, as mulheres ilustradoras e quadrinistas terão um painel especial, mediado pela proprietária da Livraria Itiban Comic Shop, Mitie Taketani. “História em quadrinhos: modos de ver” terá a participação de Lark, Lívia Deboni, Riot Sistah e Raphaela Corsi, onde a partir do olhar das artistas, o público será convidado a percorrer o processo da criação até a finalização de uma obra.
A Gibiteca de Curitiba, conhecida por sua acessibilidade e um ambiente acolhedor, será o palco ideal para este encontro. Além da programação principal, o evento oferecerá um espaço para venda de arte e troca de conhecimento com as artistas Bruna Alcantara, Carol Lemes, Cris Pagnoncelli, Espátula Print Shop, Erika Lourenço, Fer Ilustra, Luciana Gnoatto, Kamylla Flores, Marcella Calado, Pretícia Jerônimo e Regina Costacurta.
Serviço Rede Muchas Minas Data: 23 de novembro Horário: 14h às 18h Local: Gibiteca de Curitiba / R. Presidente Carlos Cavalcanti, 533 a – Centro, Curitiba – PR, 80020-280 Entrada: Gratuita
Programação: 14h – “Um recorte entre sustentabilidade e pintura: o tingimento natural na produção artística feminina”, com Taís Cabral.
15h30 – “História em Quadrinhos: modos de ver”, mediação Mitie Taketani
17h – “Tornar-se curadora: percursos e profissionalização”, com Milena Costa
Atividade gratuita e online será ministrada pelo cineasta Frederico Ruas
Estão abertas as inscrições para a Oficina de Roteiro Cinematográfico – A arquitetura de um filme, ministrada por Frederico Ruas, que integra as atividades do XVI Festival Internacional de Cinema da Fronteira. Os alunos podem participar gratuitamente pelo formulário do Instagram @festivaldafronteira. Os encontros acontecem nas terças, de 12 de novembro a 17 de dezembro e nas quintas, 12 e 19 de dezembro, em formato on-line, das 19h às 21h.
A oficina visa fornecer elementos básicos para a construção de um roteiro de curta-metragem. Inicialmente, serão abordados elementos teóricos, passando para as questões estruturais. Com exercícios de escrita e leituras coletivas, os encontros visam fornecer subsídios concretos para a estruturação de um filme. A oficina possui formato on-line, o que possibilita a participação de pessoas de várias cidades do estado do Rio Grande do Sul, e contará com certificação. Para obtê-la, é necessário ter presença, pois os encontros consistirão em espaços colaborativos para que os participantes construam seus roteiros.
Frederico Ruas é roteirista, diretor, montador e produtor. Criou e dirigiu a série de comédia “Paralelo 30” (2019, Prime Box Brazil). É criador e roteirista da série de drama “A Bênção” (2020, Canal Brasil / Globoplay). Produziu e roteirizou o longa-metragem “Hamlet” (2022), que recebeu Menção Honrosa no 5º Marginal Art Festival (Portugal) e venceu cinco “Kikitos” no 51° Festival de Cinema de Gramado. Ruas é sócio da produtora Anti Filmes, sediada em Porto Alegre desde 2009.
O XVI Festival Internacional de Cinema da Fronteira é uma realização da Associação Pró Santa Thereza. A promoção é da Prefeitura Municipal de Bagé através da Secretaria Municipal de Cultura, com apoio institucional do Instituto Federal Sul Rio-grandense (IFSul), Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp), Universidade Federal do Pampa (Unipampa), e Jornal Minuano. O evento é realizado com recursos da Lei Complementar 195/2022, Lei Paulo Gustavo, apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo Federal, e financiado pelo IECINE, Pró Cultura RS e Secretaria da Cultura do Estado do RS.
Serviço Oficina de Roteiro Cinematográfico – A arquitetura de um filme Ministrada por Frederico Ruas Vagas: 15 para participantes Idade mínima: 16 anos Encontros: às terças – 12/11, 19/11, 26/11, 03/12, 10/12, 17/12 Excepcionalmente às quintas – 12/12 e 19/12 – encerramento. Horários: das 19h às 21h
Próxima etapa do ciclo de atividades levará exercícios lúdicos para a Casa da Leitura Hilda Hilst
Como nos relacionamos com esse território chamado Brasil? Essa provocação é o ponto de partida do ciclo de oficinas de escrita poética “Palavra Brasil – Jogos de escrita”, que retoma as atividades em novembro. Em sua quarta edição, o projeto desenvolvido e realizado por Julia Raiz e Ronie Rodrigues concentrará suas atividades na Casa da Leitura Hilda Hilst, localizada no bairro Cajuru, de Curitiba.
A nova etapa de exercícios literários acontecerá nos próximos dias 8 e 9. A participação é gratuita e já pode ser garantida por meio de inscrição on-line ou direto na casa de leitura: aqui
Com propostas transdisciplinares e lúdicas, a oficina convida as pessoas presentes a trabalhar a escrita não apenas com palavras, mas também com o corpo. As ações englobam jogos de criação que atravessam temas como idioma, lugar e pertencimento.
SENTIDOS Participante de uma edição anterior do projeto, a poeta Raianna Bortoni recorda que uma das dinâmicas que mais a envolveu foi uma atividade de “escrita vendada”. “Ter que usar outros sentidos me conectou mais à escrita, aos meus pensamentos e lembranças. Exigiu mais do meu corpo e me transportou para lugares diferentes dos quais eu normalmente parto na hora de escrever.”
Ela considera que a atmosfera da oficina gera aproximação com outras pessoas participantes e imersão na criação. “Ali, nós nos abrimos, contamos nossos nomes e nossas histórias. Ocupar esses espaços públicos, no plural, nos conecta com a cidade, com o país, com a terra”, conta.
Desde agosto, o projeto já circulou por casas de leitura nos bairros Bigorrilho, Portão e Uberaba. “Palavra Brasil” tem como um de seus objetivos descentralizar o acesso às ações de formação criativa. Entre novembro e dezembro, o ciclo de oficinas também será realizado em Santo Inácio e Capão Raso.
MINISTRANTES Nascida em 1991, Julia Raiz é uma trabalhadora da escrita e trilha uma trajetória marcada pela criação e articulação coletiva. Doutora em Literatura pela UFPR, especializou-se em estudos feministas da tradução. Entre suas publicações estão p/ vc (7Letras, 2019), cidade menor (Primata, 2020), Terceiro mistério (Lola Frita Lab, 2022) e Metamorfoses do Sr. Ovídio (Arte & Letra, 2022). Em 2023, seu livro de estreia, diário: a mulher e o cavalo, foi relançado pela Telaranha Edições.
Escritor e pesquisador em Dança Contemporânea, Ronie Rodrigues também faz parte do coletivo Membrana. Como bailarino e pesquisador, participou de espetáculos como Pão com Linguiça, Cachaça sem rótulo, De maçãs e Cigarros e Swingnificado. Seus livros Apagar histórias com a língua (2020) e Roubar os mortos, lamber os vivos (2023) foram lançados pela Editora Urutau, e em 2024, publicou João, uma obra-performance pela Telaranha.
Serviço PALAVRA BRASIL: JOGOS DE ESCRITA Com Julia Raiz e Ronie Rodrigues Inscrições por meio de formulário digital ou diretamente no local de realização.
PALAVRA IV: Casa da Leitura Hilda Hilst Datas: 8 e 9 de novembro (sexta e sábado) Horário: das 13 às 17h Inscrições: aqui Local: Av. Prefeito Maurício Fruet, 2150 – Cajuru, Curitiba Vagas: 20 (vinte) por edição Público-alvo: pessoas com mais de 16 anos interessadas em escrita Participação gratuita
A Feira do vinil conta com 4 expositores – com mais de 5 mil discos! Para completar a feira teremos pastel frito na hora (+ outros lanches) do restaurante @dona_carolinaoficial – na entrada do antiquário. Tudo ao som de vinil dos djs: @bob_zucon + @lincolniorju + @assuncao_discotecador
Para nossos clientes teremos 25% off em toda loja; exceto móveis (obs.: os móveis tem 15% off). Venha negociar! 🙂
Traga seu carro antigo para exposição também!!! Temos espaço coberto!!!
Serviço: Feira de Livros e Discos + Show O Espelho Data: Sábado, 9 de novembro, 9h às 20h, pelo menos Local: Antiquário Coisa Véia, Rua Prof. João Falarz, 409, Orleans, Curitiba-PR. Entrada Livre. Local #petfriendly
ANTIQUÁRIO COISA VÉIA + SEBINHO Livros, discos, antiguidades, móveis, camisas de time, brinquedos, colecionáveis e objetos de decoração. Atendimento: Segunda a sexta, 9h às 19h. Sábado: 9h às 17h. Rua Prof. João Falarz, 409, Orleans, Curitiba-PR. Referência: nossa loja fica nos fundos do sobrado amarelo, o Restaurante Dona Carolina. Entre as lojas “Master Pró Audio” e “João Falarz Moto Peças”. Exatamente 400 metros do viaduto do Orleans. Contato: Whats: 41.99745.5294 c/ Leandro.