CONCERTO DE ARIANA PARA DIONÍSIO NA CAPELA SANTA MARIA

Integrando a programação do festival literário ZOONA II – Américas Transitivas, show DE ARIANA PARA DIONÍSIO parte da obra de Hilda Hilst na Capela Santa Maria

Nesta quinta feira às 18h30 na Capela Santa Maria, os músicos Edith de Camargo (Voz), Marcelo Torrone (Piano), Ana Paula Cervellini (Viola) e Gabriel Schwartz (Flauta transversal) apresentam o concerto DE ARIANA PARA DIONÍSIO, inspirado em um dos textos mais profundos da literatura brasileira da grande escritora paulista Hilda Hilst.

Escritos em 1974, como parte da obra “MEMÓRIA, JÚBILO NOVICIADO DA PAIXÃO” e musicado no período entre 2002 e 2003 por Zeca Baleiro e Swami Jr, encerraram a vida da escritora com um registro notável em CD, de uma parceria que rendeu belo exemplo da união da Música com a Poesia, pouco anos antes de sua morte em 2004.

Este registro contém dez canções que, no primeiro momento, foram gravados por dez cantoras brasileiras de estilos distintos, e agora é apresentado em formato de Quartet, por quatro músicos de Curitiba: Edith de Camargo (voz), Marcelo Torrone (piano), Ana Paula Cervellini (viola) e Gabriel Schwartz (flauta transversal).

A centelha desse novo ver da obra em questão, se deu em 2014 e desde então algumas apresentações foram realizadas no formato concerto e também de concerto-didático.

SERVIÇO:
DE ARIANA PARA DIONÍSIO com Edith de Camargo (voz), Marcelo Torrone (piano), Ana Paula Cervellini (viola) e Gabriel Schwartz (flauta transversal).
às 18h30 na Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro, Curitiba – PR, 80060-100)
Entrada Gratuita
Mais informações www.zoona.editoramedusa.com.br

FESTIVAL LITERÁRIO ZOONA II – AMÉRICAS TRANSITIVAS NA CAPELA SANTA MARIA

Em sua segunda edição, festival literário reúne artistas em performances, shows, lançamento de publicações, fóruns e feiras literárias.

O festival literário ZOONA II – Américas Transitivas se realiza em Curitiba, na Capela Santa Maria, de 16 a 19 de outubro, e em Foz do Iguaçu, na UNILA – Universidade Federal da Integração Latino-Americana, de 23 a 25 de outubro. O tema transversal desta edição, resumido no título, são as fronteiras, as transições e misturas nos saberes e práticas literárias.

O Paraná, por sua localização e história, é um lugar de trânsito de pessoas e bens materiais e simbólicos. O Estado tem sido destino de imigrantes vindos tanto do exterior como de outras regiões do Brasil e conta com um porto, o de Paranaguá, que é um dos mais importantes do país. Na área da fronteira tríplice com a Argentina e o Paraguai, utilizam-se na comunicação cotidiana as interlínguas resumidas no termo “portunhol”.

Recentemente instalada nessa região, a UNILA – Universidade Internacional Latina vem se tornando uma instituição pública de vital importância para a pesquisa das questões sociais, econômicas, ambientais e culturais da região utilizando, oficialmente, as línguas portuguesa, guarani e espanhol.

Esta condição favorece uma produção cultural e literária “de fronteira”. Desde que Wilson Bueno lançou Mar paraguayo (1992), o portunhol tem sido explorado como material literário. No último decênio do século XX, foram publicados inúmeros textos em variantes desta interlíngua. Mais recentemente, a partir de iniciativas como a de Douglas Diegues, formou-se o movimento conhecido como “portunhol selvagem” reunindo autores da fronteira.

Mais além da tensão ou oposição entre urbano e rural, erudito e popular, literário e não literário, exemplificada, por exemplo, na obra plural de Paulo Leminski, e nas singulares interseções e montagens de imagem-texto, do HQ ao cinema, constantes na obra de Valêncio Xavier, o Paraná tem sido um laboratório de criação intercultural.

A etnopoética, da tradução à criação, a partir do envolvimento em vários níveis com as culturas originárias, marca obras como Curare (2011), de Ricardo Corona, e Roça Barroca (2011), de Josely Vianna Baptista.

Autores e autoras nascido(a)s, radicado(a)s ou em trânsito pelo Estado têm contribuído para ampliar o conceito de “literatura latino-americana”, como Maria Alzira Brum, cujo trabalho pode ser caracterizado como nômade, Isabel Jasinski, que, a partir do curso de Letras da Universidade Federal do Paraná e da pesquisa acadêmica, coloca em diálogo as literaturas latino-americanas contemporâneas, ou Maria Josele Bucco, que, na mesma instituição realiza estudos sobre as culturas dos imigrantes.

ZOONA II – Américas Transitivas busca explorar e criar vizinhanças por meio da participação presencial e à distância de convidados do Brasil e do exterior. O dominicano radicado em Chicago Rey Andújar utiliza o afro-caribenho, a literatura de gênero, a dança e o teatro para explorar e renovar os sentidos de migração e “mestiçagem”. O uruguaio Dani Umpi, que mora na Argentina, é um híbrido entre músico, artista visual e escritor. O chileno Héctor Hernández Montecinos foi um dos escritores que no começo da década dos 2000, iniciou a formação de uma rede interconectada de poesia latino-americana. O uruguaio Roberto Echavarren, um dos expoentes do neobarroco, momento igualmente transitivo e potente da criação literária nas américas, trabalha pensamento e linguagem em sua obra crítica e poética.

Estas vizinhanças abarcam também o ensaio literário, as práticas pedagógicas e a escrita criativa e expandida por meio da participação de Raúl Antelo (argentino radicado em Florianópolis), Elena Palmero (cubana radicada no Rio de Janeiro), Ana Cecília Olmos (argentina radicada em São Paulo) e Juliana Borrero (colombiana nascida no Brasil). 

A estas contribuições se somam o lançamento da publicação de artista Passaporte, de Eliana Borges, performances, leituras presenciais e à distância de escritores do Paraná e outros países, em português, espanhol e línguas originárias, edição e apresentação da coleção “américas transitivas” (Editora Medusa), organizada especialmente para o festival, da Baronesa, feira de publicações de artista e editoras independentes, e mostras de cinema e fotografia.

Com diálogos e ações artísticas intercruzados ZOONA II – Américas Transitivas pretende discutir e difundir estéticas e ideias a partir do Paraná e criar pontos de vista transperiféricos por meio dos trânsitos, dos diálogos entre diferenças e dos pensares e fazeres em rede.

Essa perspectiva visa uma abordagem dos fenômenos literários que considera as redes não apenas como um meio de difusão de literaturas nacionais ou de mercado, mas, principalmente, como espaço multidimensional de trocas e aprendizagens intermedidas por afetos, ideias, estéticas e atuações conjuntas.

Confira a programação completa do evento em zoona.editoramedusa.com.br

SERVIÇO:

ZOONA II – AMÉRICAS TRANSITIVAS

16 a 19 de outubro na Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro, Curitiba – PR, 80060-100).

23 a 25 de outubro em Foz do Iguaçu na UNILA – Universidade Internacional Latina (Av. Silvio Américo Sasdelli, 1842 – Vila A, Foz do Iguaçu – PR, 85866-000)

Confira a programação completa do evento no site zoona.editoramedusa.com.br