PROJETO “CORPO EM CENA” PROMOVE DANÇA-TEATRO E EMPODERAMENTO PARA MULHERES EM CURITIBA

O projeto “Corpo em Cena” inspirado no espetáculo da Cia KÁ: Kraken, é formatado exclusivamente para mulheres que estão em atendimento na FAS.

Iniciativa da Cia Kà de Teatro leva a dança-teatro como ferramenta de cura e resistência para mulheres atendidas pela Fundação de Ação Social (FAS), com oficinas inclusivas e apresentações exclusivas, tem início em julho.

A Cia Kà de Teatro anuncia o lançamento do projeto “Corpo em Cena”, uma iniciativa inovadora de dança-teatro e teatro físico que visa promover o empoderamento e a transformação social de mulheres atendidas pela Fundação de Ação Social (FAS) de Curitiba. Idealizado pela CIA KÀ de Teatro, e aprovado pela Lei Paulo Gustavo, com o incentivo da Fundação Cultural de Curitiba, o projeto acontece de oito (8) julho até nove (9) de agosto de 2025, com oficinas para mulheres e adolescentes que estão em atendimento pela FAS.

O projeto consiste em cinco (5) oficinas com duração de 5 dias cada, de dança-teatro e empoderamento para mulheres atendidas pela FAS. Inspirado no processo criativo do espetáculo “Kraken” direção de Caio Frankiu, da própria companhia, o trabalho busca criar um ambiente seguro e acolhedor para que as participantes explorem seus corpos como ferramentas de expressão, identidade e autodescoberta. O ponto alto será a criação e apresentação de uma performance coletiva, compartilhando as vivências do processo artístico. “O projeto ‘Corpo em Cena’ não é apenas arte, é reconstrução. A apresentação final mostra o quanto essas mulheres têm a dizer e como a arte pode ser um canal poderoso para isso”, conta Kelvin Millarch, diretor da Cia Kà. 

Para ampliar seu alcance, o projeto inclui três (3) oficinas de contrapartirda, com dois (2) encontros cada, voltada para jovens e adolescentes também atendidos pela FAS, conduzidas pelos integrantes masculinos de “Kraken”. A mostra final do “Corpo em Cena” será um evento multifacetado, com a apresentação da performance das mulheres, uma mostra de processo dos adolescentes e trechos do aclamado espetáculo “Kraken”. “Neste espetáculo, nos debruçamos sobre os casos que carregamos no corpo. Com o ‘Corpo em Cena’, abrimos espaço para que esses corpos — principalmente os de mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ — sejam protagonistas de suas próprias histórias. É um projeto sobre escuta, afeto e reconstrução. Um lugar onde a arte acolhe e empodera, onde dançar é também um ato de existir com dignidade.”, conta Caio Frankiu, também diretor da companhia e da peça.

O “Corpo em Cena” está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente o ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 5 (Igualdade de Gênero), ODS 10 (Redução das Desigualdades) e ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis). “Mais do que uma ação cultural, este projeto se afirma como um espaço simbólico de resistência, cura e escuta ativa”, afirma Kelvin. “Ele responde às formas de invisibilização e violência simbólica ainda presentes na sociedade, fazendo com que o corpo feminino se torne o agente da sua própria narrativa, num gesto de empoderamento e reconexão com a própria história, bem como uma arte engajada, inclusiva e transformadora, que acolhe e promove novos imaginários sociais”, complementa. 

Sinopse Kraken
“Kraken” é um espetáculo da Cia Kà de Teatro que, em uma noite de liberdade transformada em pesadelo dentro de um escritório, tece uma crítica incisiva ao capitalismo tardio. A obra explora um sistema falho, construído sobre a expropriação e a exploração humana, revelando o capitalismo como um ciclo vicioso de falhas e exploração.

SERVIÇO CORPO EM CENA
Datas: 5 de julho a 9 de agosto. 
*Apresentações exclusivas. 

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

ESPETÁCULO “AOS COMPANHEIROS DE ESTRADA” VOLTA A CURITIBA EM JULHO COM HOMENAGEM A GUIMARÃES ROSA E POTY LAZZAROTTO

De 03 a 20 de julho, o público curitibano poderá reencontrar Aos Companheiros de Estrada no palco do Mini Auditório: Glauco Flores de Sá Brito em nova temporada do espetáculo que reúne poesia, teatro físico e uma profunda conexão com a literatura brasileira. Os ingressos já estão à venda pelo Sympla. A montagem, que teve sua estreia em 2023, nasce da parceria entre o diretor amazonense Victor Lucas Oliver e a atriz e dramaturga Camila Ferrão, fruto da pesquisa realizada durante o curso “Estado de Ser do Ator”, do LUME Teatro.

A ideia do espetáculo surgiu do encontro criativo entre os artistas. “Eu tinha um texto e o Victor uma grande vontade de fazer acontecer”, conta Camila Ferrão, que também assina a dramaturgia. A inspiração para a peça veio da vivência da atriz em uma caminhada de 189 km pelos “Caminhos do Sertão”, trajeto que refaz os passos do personagem Riobaldo, de Grande Sertão: Veredas (1956), de Guimarães Rosa. A experiência deu origem a uma dramaturgia autoficcional, que mistura memórias, travessias e a geografia simbólica do sertão.

Com duração de 60 minutos, o espetáculo propõe uma jornada sensorial ao público, guiada por uma viajante que compartilha sua trajetória por paisagens internas e externas. A palavra e o corpo em cena se tornam ferramentas para convidar a plateia a caminhar, metaforicamente, sobre um solo que é ao mesmo tempo chão e encenação, memória e presente. A narrativa propõe a experiência de “entrar e experimentar o livro”, como define a própria atriz.

Nesta nova temporada, o espetáculo “Aos Companheiros de Estrada” propõe uma travessia ainda mais urgente e sensível. A encenação amplia seu percurso: além de explorar as paisagens internas e externas de uma viajante que narra sua jornada, o espetáculo evoca a delicada e crítica situação do Cerrado Mineiro, sua estiagem, o envenenamento dos rios, as queimadas e a depredação crescente. A palavra e o corpo continuam sendo ferramentas essenciais em cena, mas agora se expandem em direção a um grito coletivo pela preservação da vida. O chão da cena torna-se solo sagrado e ameaçado, e a narrativa convida o público não apenas a imaginar, mas a se responsabilizar. Através da união entre dança, poesia, música, artes visuais e literatura, o espetáculo transforma o palco em território de alerta, resistência e reinvenção.

OFICINAS
Além das apresentações, Camila Ferrão e Victor Lucas Oliver irão ministrar duas oficinas para formação de artistas locais. No dia 09 de julho, a oficina ‘Corpo-escrita: Criação e dramaturgia’, chega ao Mini Auditório com duração de 3 horas e 30 minutos. Já no dia 16 de julho, Victor ministra a oficina ‘Criação de solos a partir de teatro gestual’. As inscrições para ambas oficinas serão divulgadas em breve pelo instagram do espetáculo @aoscompanheirosdeestrada

FICHA TÉCNICA:
Direção: Victor Lucas Oliver
Assistência de direção e equipe de produção: Natalia Bresolin
Elenco: Camila Ferrão, Luciano Sangreman e Yuri Campagnaro
Direção de movimento: Larissa Lorena
Direção de Produção e Coordenação: Mayra Fernandes
Iluminação: Juliane Rosa
Intérprete de Libras: Nathan Sales
Assistente de produção: Karu Mochinsky
Figurino: Joselina Bresolin
Fotografia: Eduardo Ramos
Assessoria de imprensa: Igor Horbach e Folhetim Cultural
Cenografia: Stephane Bacelar
Ilustrações:Yuri Campagnaro
Arte gráfica e design: Victor Lucas Oliver e Yuri Campagnaro
Sonoplastia: Luciano Sangreman, Anderson Pressendo e Yuri Campagnaro
Músicas autorais de Yuri Campagnaro
Apoio: Toca Ateliêr, Sangreman Luthier e Encantos dos doces da Ste.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba. Prefeitura Municipal de Curitiba, Ministério da Cultura e Governo Federal

SERVIÇO:
Aos Companheiros de Estrada – Espetáculo
Quando: 03 a 20 de julho de 2025
Sessões: Quinta a Sábado às 20h00; Domingo às 19h
Sessões com intérprete de LIBRAS: Dias 12,13, 19 e 20
Onde: Mini Auditório Glauco Flores De Sá Brito
Quanto: Gratuito
Retirada uma hora antes no Teatro  Mini Auditório Glauco Flores De Sá Brito
Instagram: @aoscompanheirosdeestrada

Oficinas
Corpo-escrita: Criação e dramaturgia
Quando: 09 de julho de 2025
Horário: Das 19h às 22h30
Local: Mini Auditório – Glauco Flores de Sá Brito
Carga Horária: 3h:30m

Criação de solos a partir de teatro gestual
Professor: Victor Lucas Oliver
Quando: 16 de julho de 2025
Horário: Das 19h às 22h30
Local: Mini Auditório – Glauco Flores de Sá Brito
Carga Horária: 3h:30m

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

WOLF MAYA REALIZA WORKSHOP INTENSIVO DE ATUAÇÃO NO SUL DO BRASIL

As inscrições podem ser feitas pelo formulário encontrado no Instagram da produtora @pocoependulo ou @escolawolfmaya

Atores e atrizes selecionados em Curitiba terão a oportunidade de aprimorar técnicas e gravar cenas dirigidas pelo renomado diretor, com material de portfólio profissional no segundo semestre de 2025

O consagrado diretor e ator Wolf Maya, um dos nomes mais relevantes das artes cênicas brasileiras, desembarca no Sul do Brasil em julho para ministrar um exclusivo Workshop Intensivo de Atuação para TV e Cinema. A iniciativa oferece uma oportunidade ímpar para atores iniciantes e profissionais aprimorarem suas habilidades diretamente com um mestre da televisão e do cinema nacional. Serão duas turmas com 24 vagas, totalizando 48 inscritos, em Curitiba, de 15 a 17 de agosto.

Durante três dias intensos, os participantes serão imersos em técnicas profissionais de atuação para câmeras, simulando o ambiente de uma produção televisiva. O workshop inclui leituras dramáticas, dinâmicas de escalação de elenco e, o grande diferencial, a gravação e edição de cenas que serão dirigidas pelo próprio Wolf Maya. Cada aluno receberá sua cena finalizada, um material de alto valor para portfólio profissional. De acordo com Wolf Maya, a proposta do workshop é aprofundar o chamado hipernaturalismo realista, com foco na individualidade de cada ator: “Trabalhamos a origem, o sentimento e a construção do personagem de dentro para fora, considerando aspectos sutis e naturais como etnia, idade e sotaque,” afirma o diretor.

Com mais de 40 anos de carreira, Wolf Maya dirigiu mais de 30 produções na TV Globo, incluindo novelas icônicas como Mulheres de Areia, A Viagem, Senhora do Destino, Hilda Furacão e Amor à Vida. Fundador da renomada Escola de Atores Wolf Maya, ele é também um profissional multipremiado, com reconhecimentos como o Molière, Bibi Ferreira, Prêmio Cesgranrio, Melhores do Ano, além de um Emmy Internacional.

O curso é direcionado a atores a partir dos 15 anos. As aulas ocorrerão em dois turnos: tarde (13h às 17h) e noite (18h às 22h). As vagas são limitadas e a participação está condicionada a uma seleção prévia, realizada por meio de envio de vídeo. O pagamento da inscrição será solicitado somente após a aprovação do candidato. Todos os participantes vão receber certificado de conclusão e um brinde exclusivo do Workshop.

SERVIÇO:
Workshop Intensivo de Atuação para TV e Cinema com Wolf Maya
Local: A definir
Datas: 15, 16 e 17 de agosto
Horários:
* Turma Tarde: 13h às 17h
* Turma Noite: 18h às 22h
Link inscrição: Inscreva-se aqui

Investimento:
* À vista: R$2.583,00 (10% de desconto)
* Parcelado: 4x de R$717,50 (no cartão ou PIX)
* Pagamento somente após aprovação do candidato.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

FESTIVAL ABRE INSCRIÇÕES PARA A SELEÇÃO DE MONÓLOGOS DE TODO O ESTADO DO PARANÁ

Na arte de Fabrício de Moraes, Curitiba recebe o inédito Festival Novos Olhares: palco para a diversidade e novos talentos do Teatro Paranaense.

Primeira edição do festival paranaense Novos Olhares, vai selecionar 20 artistas para apresentação de “cena breve” no Teatro José Maria Santos, no mês de outubro, em Curitiba. O formulário de inscrição está disponível no link da Bio do @apdatreze até o dia 29 de junho de 2025. 

A cena cultural de Curitiba se prepara para um marco em 2025. O AP da 13 – Espaço de Criação, um dos principais espaços independentes da cidade, anuncia a primeira edição do Festival Novos Olhares, uma iniciativa dedicada a impulsionar a carreira de artistas emergentes do teatro paranaense. O processo vai selecionar 20 monólogos com o requisito de “cena breve”, com duração entre 15 e 25 minutos, sejam eles trabalhos inéditos ou já existentes. A curadoria ficará a cargo de três renomados artistas paranaenses: Mayra Fernandes, atuante e produtora cultural; Eduardo Ramos, diretor artístico do AP da 13; e, o ilustre ator Luis Melo. 

Comprometido com a pluralidade e a diversidade, o Festival Novos Olhares vai priorizar a seguinte distribuição das 20 vagas, sendo 5 para artistas negros/negras; 5 para artistas LGBTQIAPN+; 5 para artistas domiciliados nas periferias de Curitiba; e 5 vagas para inscritos de outras cidades do Paraná. “O Festival tem como caráter principal, selecionar artistas ou coletivos emergentes, a fim de gerar oportunidade para que estes tenham destaque por suas pesquisas e trabalhos, ganhando protagonismo que muitas vezes é desafiador no início da carreira artística”, conta Eduardo Ramos. 

Além da origem e identidade dos artistas, a curadoria também valoriza o tempo de carreira, com foco em atrizes e atores que ainda não possuem grande reconhecimento. “A ideia do Festival é dar holofote a artistas que são profissionais, com cenas potentes, mas que ainda não encontraram uma oportunidade de destaque na cena teatral paranaense”, enfatiza Ramos.

Cada selecionado de Curitiba, receberá 3 mil reais para apresentar sua cena, e artistas e coletivos de outras cidades do Paraná, receberão 4 mil reais. “O valor é um grande estímulo para que os selecionados se sintam valorizados, já que normalmente no início da carreira, os artistas produzem muito de forma independente, para construir portfólio”, destaca Eduardo, diretor do AP da 13. 

O Festival Novos Olhares acontecerá em outubro deste ano no Teatro José Maria Santos. A programação, de seis dias, será totalmente gratuita e, além das apresentações dos monólogos selecionados, terá oficinas, rodas de conversa e leituras encenadas. Para garantir a acessibilidade, todas as apresentações terão intérpretes de libras e dois dias contarão com audiodescrição.

As inscrições estão abertas para artistas de todo o Paraná, de 26 de maio a 29 de junho de 2025. O link para inscrição e todas as informações da convocatória estão disponíveis no Instagram do Espaço Cultural: @apedatreze

O projeto é realizado pela Sopro Produções, AP da 13 e Cardume Cultural, com apoio do Centro Cultural Teatro Guaira, e foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura – Governo Federal. 

Sobre o AP da 13
O AP da 13 é uma referência de espaço cultural independente em Curitiba. E movimenta o cenário artístico curitibano há 9 anos, com uma programação multicultural: realização de oficinas de interpretação, residências artísticas, mostras de teatro e dança, festivais e exposições, recebendo neste período mais de 7 mil pessoas entre artistas e público de todo o Brasil. Neste período, o AP colaborou como pioneiro na cidade, na abertura de novos espaços culturais independentes, sendo referência para a classe artística, pelos desenvolvimentos de projetos que fomenta, desde a formação e capacitação de jovens artistas a pesquisas e investigação em novas formas de dramaturgia.

O espaço também sedia a Setra Companhia, fundada pelo diretor e dramaturgo Eduardo Ramos, coletivo que a cada trabalho, convida artistas de distintas linguagens para a feitura dos seus processos, friccionando suas obras entre o teatro, a dança e performance. Destacam-se as obras MOMMY (2016), com a atriz Rosana Stavis, CONTOS DE NANOOK, espetáculo que recebeu 2 prêmios e nove indicações no Troféu Gralha Azul.

Em 2019, a Cia estreou o espetáculo FEDRA com codireção de Michelle Moura e Maikon K. no elenco, na Mostra Oficial do Festival de Curitiba. Os últimos trabalhos são: Aqui é Minha Casa, monólogo com a atriz Ciliane Vendruscolo, e o espetáculo de dança teatro intitulado Família Original 3.0. 

SERVIÇO:
FESTIVAL NOVOS OLHARES 
Inscrições: Link na Bio @apedatreze
Período de inscrições: 26 de maio a 29 de junho 2025
Divulgação selecionados: 31 de julho 
Informações: festnovosolhares@gmail.com

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

SELETIVA PARA NÃO ARTISTAS ESTÁ ABERTA PARA NOVO ESPETÁCULO DE TEATRO DO AP DA 13

O diretor Eduardo Ramos e a atriz e bailarina Flávia Massali em: Procura-se cinco NÃO ATORES e NÃO ATRIZES para compor o elenco da nova montagem do AP da 13 e da Setra Companhia, com remuneração para os participantes que vão estrear dia 21 de agosto no palco do Teatro Novelas Curitibanas.

O espetáculo teatral MULTIDÃO abre inscrições para seleção de não artistas, para um processo de audições e oficinas para participação de cinco pessoas comuns na temporada que estreia em agosto no palco do Teatro Novelas Curitibanas.

Estão abertas as inscrições para pessoas comuns, para a escolha de cinco NÃO ARTISTAS fazerem parte da nova montagem do AP da 13 e da Setra Companhia de Curitiba, a partir do dia 10 de abril, com encerramento previsto para o dia 11 de maio. Os selecionados vão estrear no espetáculo MULTIDÃO, que já tem data marcada para o dia 21 de agosto, no Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge. Por meio de uma seletiva, os cinco novos integrantes vão compor o elenco que terá mais quatro artistas e um músico em cena, somando 10 atuantes no palco.

A ideia, de acordo com Eduardo Ramos, diretor e dramaturgo da peça, é encontrar pessoas que queiram compartilhar suas experiências pessoais, de diferentes áreas profissionais, em cima do palco, como oportunidade de se tornarem atores e atrizes em 18 apresentações durante a temporada. “Criamos histórias a partir da literatura, fazemos inúmeras releituras de textos teatrais já existentes, o teatro é sempre a partilha de algo que nos toca e que julgamos pertinente para os tempos atuais” comenta o diretor. Eduardo acredita que trazer NÃO ARTISTAS para o processo criativo é uma maneira de ampliar o alcance do teatro. “Queremos pessoas que estão por aí, atuando de alguma forma na vida real, e que verdadeiramente nos inspiram para contar uma boa história”, revela.

Os não artistas serão selecionados por meio de uma curadoria formada pelo diretor e profissionais da equipe, e vão integrar o elenco fixo, que além de atuar, vão dar suporte para que os amadores se sintam à vontade e possam vivenciar o processo de criação de um espetáculo de teatro. “Multidão significa um agrupamento de pessoas atuando ao mesmo tempo, então queremos também explorar a relação destes não artistas, que já são atuantes na sociedade, e que através da arte, possam encontrar um novo significado sobre sua subjetividade”, diz Eduardo.

Um dos critérios de seleção é a diversidade, pois a dramaturgia também será pautada por questões raciais, de gênero, sexualidade, e etarismo, ou seja, pessoas acima de 60 anos, de outras raças e gênero, pessoas com deficiência, e também de regiões descentralizadas de Curitiba. Haverá ainda uma remuneração para os participantes do processo criativo e da temporada, com duração de 2 meses e meio. Os selecionados vão participar de oficinas e audições de teatro para desenvolvimento do não artista no palco.

Para as inscrições, basta o interessado enviar um vídeo de até 2 minutos para o whatsapp da produção do espetáculo (41 998470906), com uma breve apresentação e além de dizer porque sua história deve ser escolhida para estar nos palcos.

Multidão é realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
MULTIDÃO
Datas:
Inscrições seletiva: 10 de abril a 11 de maio
Resultado pré-selecionados: 16 de maio
Resultado seleção: 03 de junho
Inscrições: WhatsApp Produção (41 998470906)

SOBRE A SETRA COMPANHIA
A Setra Companhia, fundada em 2013 pelo diretor e dramaturgo Eduardo Ramos, convida artistas de distintas linguagens para a feitura dos seus processos, friccionando suas obras entre o teatro, a dança e performance. Destacam-se as obras MOMMY (2016), com a atriz Rosana Stavis, CONTOS DE NANOOK, espetáculo que recebeu 2 prêmios e nove indicações no Troféu Gralha Azul. Em 2019, a Cia estreou o espetáculo FEDRA com codireção de Michelle Moura e Maikon K. no elenco, na Mostra Oficial do Festival de Curitiba. Os últimos trabalhos da Cia foram os espetáculos de dança Monstro e Família Original 3.0, realizados na Casa Hoffmann, ambos pela Mostra Solar em 2023 e 2024.

SOBRE O AP DA 13
O AP da 13 é um coletivo e espaço multicultural fundado pelo artista Eduardo Ramos, que se dedica à fricção do teatro com a dança há mais de 10 anos. De 2013 até hoje, foram 15 espetáculos tendo como norte a proposição de novas pesquisas estéticas e dramatúrgicas, na busca conceber obras que habitem um campo que transita entre o reconhecimento e a estranheza, de modo a promover experiências novas e de extrema singularidade para quem assiste aos espetáculos da Cia. Promovendo o encontro entre artistas do teatro, dança e performance, o Coletivo se destaca pela maneira que cria mecanismos entre estas linguagens. Em 2015 estreou dois espetáculos completamente singulares: Ave Miss Lonelyhearts por Gustavo Marcasse e MOMMY em parceria com a dramaturga, Mariana Mello. Em 2017, o espetáculo Contos de Nanook a partir da construção de um universo fantástico, trata das fábulas dos inuits, indígenas do Polo Norte. Em 2019, a Cia começa suas pesquisas nas reescritas dos textos clássicos a partir do mito Fedra de Eurípedes e Amor de Phaedra da dramaturga britânica Sarah Kane, estreando o espetáculo de dança teatro Fedra em: O Fantástico Mundo de Hipólito. Espetáculo convidado para a Mostra Principal do Festival de Curitiba 2019.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

FRINGE 2025 RECEBE OFICINAS E MOSTRA TEATRAL MINEIRA: MINAS PARA VER DE PERTO

As companhias de teatro Sala de Giz e Futuros Carecas de Minas Gerais trazem para Curitiba, durante o Festival de Teatro, três espetáculos e duas oficinas para  um encontro dedicado ao teatro intimista e a proximidade com artistas e público, entre os dias 26 e 30 de março no Teatro Novelas Curitibanas.

De 26 a 30 de março, duas companhias de teatro mineiras – Sala de Giz de Juiz de Fora, e Futuros Carecas de São João del-Rei – desembarcam em Curitiba, para realização da Mostra Minas Para Ver de Perto, que acontece no Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge, durante a 33ª edição do Festival de Curitiba, o maior das artes cênicas da América Latina. O encontro é dedicado ao teatro intimista e à proximidade entre artistas e espectadores como protagonistas. De acordo com Felipe Moratori, ator e também diretor da Mostra, as companhias estão alinhadas com criações intimistas, desenhadas para duplas de atores, e têm na relação de proximidade espacial com o espectador as suas poéticas de encenação. “Ambas Cias têm o Lume Teatro como referência, o que nos leva a compreensão e criação de cena a partir de um teatro fundamentado no trabalho de ator, feito para ser assistido de perto. Não há necessariamente uma interação direta com o espectador (nenhum trabalho convida o espectador a  exposição), mas sim ao olhar próximo e a valorização dos gestos e das sutilezas da encenação”, afirma. 

As produções que fazem parte da programação, transitam entre o drama contemporâneo e o clássico do teatro brasileiro, sempre com uma abordagem sensível e próxima do público. “A Mostra Minas Para Ver de Perto é uma oportunidade única para o público curitibano experimentar um teatro que valoriza a troca direta e a imersão sensorial”, revela o diretor. 

As apresentações das peças: Minas Impura, Terra Sem Acalanto e Dois Perdidos Numa Noite Suja, acontecem respectivamente nos dias 28, 29 e 30 de março às 20 horas. Além das peças, o grupo traz oficinas voltadas à atuação com disponibilidade de 16 vagas por turma. A primeira oficina, Atuação em Espaços Íntimos, ministrada pelos atores Bruno Quiossa e Felipe Moratori, propõe  técnicas de atuação em espaços reduzidos, explorando a proximidade com o espectador e a construção de relações cênicas intensas. Já segunda oficina, Treinamento para Atuadores: Em Busca de Impulsos Internos, será conduzida por Pedro Barsa e Rafael Morais, baseada no treinamento físico e na busca por impulsos internos como gatilhos para a criação cênica.

A Sala de Giz, que traz duas montagens autorais, se destaca no cenário mineiro com produções que investigam temáticas contemporâneas e a relação entre memória e identidade. Já a Futuros Carecas, que apresenta um clássico do teatro brasileiro, pesquisa teatro físico e técnicas de atuação baseadas na fisicalidade, com montagens visceralmente conectadas com o corpo e o espaço. Os ingressos e inscrições já estão disponíveis para venda no site oficial do Festival de Curitiba, sendo R$60,00 a entrada inteira e R$30,00 (meia).

Sinopses

Minas impura. Crédito Foto: Filipe Fontes.

Minas Impura (Sala de Giz)
Em uma cidade mineira que cresce verticalmente, Lauro e Miguel vivem em uma casa que resiste entre prédios. Com a iminente chegada do pai de Miguel e a descoberta de uma intensa história de amor do passado, o casal se vê diante de uma suposta cabeça de boi enterrada no quintal. “Minas Impura” é uma obra contemporânea que mergulha nas complexidades do imaginário mineiro em territórios afetivos de fronteira.

Terra sem Acalanto. Crédito foto: Lucas Guimaraes.

Terra sem Acalanto (Sala de Giz)
Em um fictício interior de Minas Gerais,  uma narrativa de devastação na qual um coveiro encontra sobreviventes de uma pequena comunidade submersa em lama. A peça questiona temas universais como fé, justiça e a capacidade humana de se recuperar diante de grandes catástrofes. A criação dramatúrgica foi motivada pelo maior crime ambiental do país: os rompimentos das barragens da Samarco/Vale.

Dois perdidos. Crédito foto: Filipe Fontes.

Dois Perdidos Numa Noite Suja (Futuros Carecas)
Montagem do clássico brasileiro de Plínio Marcos, os personagens são Tonho e Paco, dois jovens adultos em uma situação financeira precária que dividem o mesmo espaço claustrofóbico de um quarto em uma pensão de última categoria. O desenvolvimento do diálogo e ações expõem questões emergentes em um contexto de tensão social, típico dos países latino-americanos no qual o crime se revela como a única opção de promoção social.

Crédito fotos: Filipe Fontes. 

SERVIÇO:
ESPETÁCULOS 
Local: Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222, São Francisco)
Valores: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia)

Minas Impura – Sexta, 28 de março – 20h
Ingressos:https://festivaldecuritiba.com.br/atracao/minas-impura/ 

Terra sem Acalanto – Sábado, 29 de março – 20h
Ingressos:https://festivaldecuritiba.com.br/atracao/terra-sem-acalanto/29-03-2025/ 

Dois Perdidos Numa Noite Suja – Domingo, 30 de março – 20h
Ingressos:https://festivaldecuritiba.com.br/atracao/dois-perdidos-numa-noite-fria/30-03-2025/ 

OFICINAS
1 – Atuação em Espaços Íntimos
Dias: 26 e 27 de março – 14h
Local: Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222, São Francisco)
Vagas: 16
Classificação: 16 anos 
Valor: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia)
Inscrição:https://festivaldecuritiba.com.br/atracao/atuacao-em-espacos-intimos/26-03-2025/ 

2 – Treinamento para Atuadores: Em Busca de Impulsos Internos
Dias: 26 e 27 de março – 09h
Local: Centro Cultural Sistema Fiep (Dr. Celso Charuri, Paula Gomes, 270, São Francisco)
Vagas: 16
Classificação: 16 anos 
Valor: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia)
Inscrição:https://festivaldecuritiba.com.br/atracao/treinamento-para-atuadores-em-busca-de-impulsos-internos/26-03-2025/ 

Informações Adicionadas 

SALA DE GIZ
Com o primeiro espetáculo estreado em 2016, a companhia Sala de Giz, parceria entre os artistas Bruno Quiossa e Felipe Moratori vem construindo um repertório autoral, experimentando a cena e construindo linguagens sob temáticas contemporâneas e a partir do encontro com artistas convidados. A Sala de Giz tem um projeto de permanência em Juiz de Fora, com o compromisso de fortalecer, dinamizar e construir o território. O trabalho para construção dos projetos elaborados pela Cia tem genuíno interesse em memórias coletivas, narrativas ancestrais e histórias populares da cidade. Por meio do Festival Sala de Giz de Teatro, a companhia tem fortalecido sua rede com artistas e grupos expressivos do cenário nacional como LUME Teatro, Grupo Magiluth, Marcio Abreu, Inês Peixoto, entre outros.

FUTUROS CARECAS
Futuros Carecas Companhia de Teatro é formada por Pedro Barsa e Rafael Morais, estudantes do Bacharelado em Teatro da UFSJ. Trabalham juntos desde 2022 como integrantes do Grupo de Pesquisa e Projeto de Extensão CASA ABERTA, coordenado pela Profª Drª Juliana Mota. Pesquisam treinamentos e metodologias teatrais ligadas ao trabalho corporal, ao teatro físico e técnicas de circo e dança. Têm como referência os estudos e treinamentos do LUME Teatro, de Campinas, onde ambos fizeram cursos de treinamento. Em 2022, contemplados pelo Edital de Criação de Circulação Artística da Pro-reitoria de Extensão/UFSJ, iniciam o trabalho de montagem do espetáculo “Dois Perdidos Numa Noite Suja” que já participou de diversos festivais, entre eles o Tiradentes em Cena, o Fentepira, o Festival Nacional de Passos e o Festival Sala de Giz.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

MOSTRA NAMOSKA II ACONTECE EM MARÇO NO ESPAÇO EXCÊNTRICO MAURO ZANATTA

A segunda edição da Mostra NAMOSKÀ acontece entre os dias 26 a 30 de março no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta, traz cinco espetáculos e promete uma experiência inovadora nas artes cênicas.

Criada pela Cia KÀ de Teatro a segunda edição tem programação inovadora, com cinco espetáculos, unindo artes cênicas, tecnologia, acessibilidade e profundas reflexões sobre a relação entre arte e cidade, acontece de 26 a 30 de março em Curitiba.

Entre os dias 26 a 30 de março acontece em Curitiba a 2ª edição da Mostra NAMOSKÀ, trazendo ao palco do Espaço Excêntrico Mauro Zanatta, cinco espetáculos produzidos pela Cia KÁ de Teatro para o público que deseja assistir uma programação inovadora, se conectar com a arte de forma profunda e refletir sobre o papel da inclusão no meio teatral, bem como vivenciar cada apresentação de maneira intensa. De acordo com Kelvin Millarch, um dos fundadores da Cia KÀ, o lema desta edição é: “isso é fazer NAMOSKÀ!”, destacando a importância da mostra como um espaço de acolhimento, reflexão e troca. Para ele, “cada indivíduo, independentemente de sua origem ou condição, terá a oportunidade de vivenciar a potência transformadora do teatro”, afirma. 

A primeira edição, realizada em 2024, conquistou o público com uma proposta audaciosa e de grande impacto social. NAMOSKÀ II retorna com destaque para as estreias de “Pandora” e “Noget’s de Sobremesa”. Segundo Kelvin, “as novas produções prometem surpreender o público com narrativas instigantes e abordagens teatrais inovadoras”. 

Além destas peças, estão na programação três espetáculos que já lotaram plateias dos teatros da cidade como o retorno de “Pilar de Fogo” um dos espetáculos mais emblemáticos da CIA KÀ, que será apresentado em uma versão inédita com o uso de hologramas, criando uma experiência teatral imersiva e tecnologicamente avançada “que vai levar o público a uma nova dimensão da arte”, afirma o diretor Kelvin Millarch. Fazem parte da programação os espetáculos “Kraken” e “ECO”, com tecnologia imersiva, quando o público pode ligar o celular durante o espetáculo e assistir a peça on-line. 

Os ingressos para a mostra NAMOSKÀ II já estão disponíveis no Sympla, buscando pelo evento e selecionando o espetáculo desejado, ou ainda pelo site da companhia: www.ciakadeteatro.com.br

CIA KÀ de Teatro e a Direção da Mostra
NAMOSKA II é organizada pela CIA KÀ de Teatro, uma companhia independente que se destaca pela abordagem inovadora e pelo compromisso com uma arte que questiona, provoca e inspira. Mesmo enfrentando desafios financeiros, a companhia segue como referência na cena teatral local ao oferecer espetáculos que despertam reflexões sobre a sociedade e a condição humana.

A direção geral da mostra é realizada por Caio Frankiu e Kelvin Millarch, fundadores da CIA KÀ de Teatro. Conhecidos por seu trabalho inovador, eles misturam diferentes linguagens artísticas e abordam temas sociais relevantes, consolidando a Mostra NAMOSKÀ como um evento cultural essencial para a cena teatral.

SINOPSES

ECO – Dia 26/03 
Classificação: 18 anos


Em um reflexo de ‘Eco e Narciso’, buscamos a verdadeira beleza além do efêmero. Questionamos a essência do ‘belo’ europeu, almejando a autenticidade brasileira. Os gregos legaram história, mas não ecoam nosso grito pela singularidade.O público ativo dentro da cena explora a reflexão: Quando ocupamos o papel de Eco? Ou de Narciso? Ou do observador que compactua com a dor.

PILAR DE FOGO – Dia: 27/03
Classificação: 10 anos


Desafiando uma sociedade sem livros, mergulho na contracultura do conhecimento proibido. Meu mundo é uma fusão de Poe, Lovecraft e Zé do Caixão, onde o horror se torna refúgio e o terror, guarda-costas. Encaro as consequências sem hesitar, desafiando o vazio de uma era desprovida de medo.

KRAKEN – Dia 28/03
Classificação: 17 anos


Num escritório, uma noite de liberdade se transforma em pesadelo, refletindo as agruras do capitalismo tardio. Uma crítica incisiva ao sistema, falho e construído na expropriação e exploração humana. O capitalismo, um ciclo de falhas e exploração.

NOGET’S DE SOBREMESA – Dia: 29/03
Classificação: 16 anos


Quando o fim do mundo é servido em uma bandeja de egos e desunião, cinco personagens disputam o último pedaço de algo que nem a destruição pode apagar. Uma comédia apocalíptica, recheada de críticas afiadas e humor ácido. O que sobra quando tudo desaba?

Prepare-se para o caos, a vingança e a sobremesa final.
“Nugget’s de Sobremesa”: O apocalipse nunca foi tão delicioso.

PANDORA – Dia: 30/03
Classificação: 16 anos 


E se a esperança não fosse um presente, mas um engano? E se aquilo que nos faz seguir em frente também nos mantivesse presos? Pandora não é uma história convencional. Aqui, o texto se desfaz, tornando-se apenas um vestígio, enquanto o corpo assume o protagonismo como principal instrumento de comunicação. Através do movimento, da presença e da intensidade de cada performance, a peça cria um espaço onde as palavras são substituídas por gestos, silêncios e sensações. Entre reflexões e liberdade poética, Pandora desafia o público a abrir sua própria caixa. O que ainda está trancado dentro de você? Você está pronto para libertar ou para se prender ainda mais?

SERVIÇO:
NAMOSKA II 
Data: 26 a 30 de março 
Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta (Rua Lamenha Lins, 1429 – Rebouças, Curitiba) 
Valor: entre R$60,00 e R$40,00 (inteira) e R$30,00 e R$20,00 (meia) 
Ingressos: www.sympla.com.br/eventos?s=namoska 
Site: www.ciakadeteatro.com.br 
Instagram: @ciakadeteatro

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

CURITIBA RECEBE A ÚLTIMA ETAPA DA TURNÊ DO ESPETÁCULO PAULISTANO SUBTERRÂNEA: UMA FÁBULA GROTESCA NO PARANÁ

Após circular por três cidades paranaenses, o solo autoral da atriz Juliana Birchal que está em turnê no Paraná, fecha temporada em Curitiba com apresentações e ações de acessibilidade, oficina formativa teatral e roda de conversa. A montagem faz reflexões sobre o papel da mulher na sociedade ao questionar o conservadorismo patriarcal usando como metáfora o ciclo de vida das cigarras, além da inspiração na obra de Lewis Carroll: As aventuras de Alice no reino subterrâneo.

De 27 de fevereiro a 1º de março de 2025, a atriz mineira, radicada em São Paulo, Juliana Birchal e sua equipe de produção que estão em turnê no Estado do Paraná, chegam em Curitiba com a apresentação do solo autoral de teatro físico “Subterrânea: uma fábula grotesca”. O espetáculo, que já passou por Londrina, Maringá e Piraquara e fecha a temporada na capital paranaense, é realizado por meio da Bolsa Funarte de Teatro Myriam Muniz. “Trazer o espetáculo para cidades paranaenses é uma oportunidade de compartilhar com um público inédito, o que com certeza vai acrescentar muito ao nosso trabalho, além da troca com artistas locais e colocar em pauta a violência de gênero, um tema urgente”, conta a atriz.

Em Curitiba o projeto faz três apresentações gratuitas, com uma roda de conversa, no Espaço Obragem e oferece ainda, também de forma gratuita, a oficina formativa “Mascaramentos para a Criação Teatral” para artistas e estudantes, ministrada pela própria Juliana e pela provocadora cênica e produtora do solo, Jossane Ferraz, no dia 26 de fevereiro, no mesmo local. Além disso, o projeto traz ações de acessibilidade com apresentações em Libras, audiodescrição e também visita tátil ao cenário para pessoas cegas e com baixa visão, uma hora antes das apresentações, “aproximando todos os públicos da arte e também da relevância do tema que trazemos no texto”, explica a atriz.

Por meio de uma fábula, o solo de Juliana Birchal, coloca em cena uma mulher-cigarra que, para se encaixar nos papeis sociais que lhe foram atribuídos, acaba revelando as contradições e violências deste sistema, sendo ao mesmo tempo vítima e algoz. “O espetáculo questiona a perpetuação de modelos sociais e valores morais provocando o público a refletir sobre o lugar das mulheres na sociedade”, enfatiza.

Na equipe criativa de “Subterrânea: uma fábula grotesca”, Juliana conta com a direção de Lenine Martins e utiliza a técnica teatral do mascaramento para viver a personagem, uma mulher-cigarra que levanta questionamentos sobre o patriarcado ao fazer uma analogia com o ciclo de vida do inseto que passa parte da vida debaixo da terra. “A correlação com a cigarra convida o público a refletir sobre as funções e papeis exercidos pela mulher na sociedade e o afloramento do conservadorismo na contemporaneidade que acaba por justificar erroneamente uma série de injustiças comumente aceitas”, revela a atriz.

Construção do espetáculo
Do ponto de vista da linguagem, a produção parte da investigação estética da atriz sobre corpos-máscaras para dar vida à mulher-cigarra e outros insetos que participam da narrativa. De acordo com Juliana, o ciclo de vida da cigarra dialoga com a ‘mulher de bem’ que está inserida no sistema de poder. “Trata-se de uma metáfora incrível com tudo o que eu me proponho a falar sobre o conservadorismo que sempre esteve aí e que emerge de uma forma muito violenta”, complementa.

A investigação também se associa à pesquisa de Mestrado desenvolvida por Juliana na ECA/USP intitulada “Da máscara à masquiagem: o mascaramento no Théâtre du Soleil, seguido de estudo de caso do espetáculo A Era de Ouro (1975)”, no qual analisa os mascaramentos adotados pelo Théâtre du Soleil, trupe francesa com a qual Juliana realizou residência artística entre 2014 e 2016.

No palco, o público pode acompanhar exatamente o ciclo de vida da cigarra, que pelo bem da espécie, repete o próprio sistema que a reprime, mantendo assim, a ordem natural das coisas, acreditando que a sobrevivência depende do cumprimento das obrigações que o próprio sistema impõe, quando se compara que a cigarra pode viver por até 17 anos debaixo da terra e ao sair cumpre sua última metamorfose. “É nesse momento que acasala, reproduz e morre”, completa Juliana.

Criação e Inspiração de Subterrânea
Juliana Birchal foi impactada pela leitura da consagrada obra de Lewis Carroll: As Aventuras de Alice no reino subterrâneo, escrita em 1865, mais conhecida como Alice no país das Maravilhas. Foi quando em 2019, convidou a atriz Mayara Dornas para montar um espetáculo a partir daquela narrativa. “Lembro de estar muito interessada nesse mergulho que a Alice faz no mundo subterrâneo e aí comecei a pesquisar a obra e ficar curiosa sobre o que era esse salto que ela dá, para esse lugar debaixo da terra, onde a lógica parece não ter lógica”, explica.

Outro ponto de partida para a montagem foi o isolamento social vivenciado durante a pandemia da COVID-19. Diante da situação alarmante e da pulsante vontade de se expressar, a atriz transformou sua casa numa sala de experimentos, que resultou neste solo autoral. Juliana conta que a ideia do subterrâneo já havia ultrapassado a história de Alice. “De repente tudo que estávamos vivendo social e politicamente no Brasil, além de um governo de extrema direita e discursos de ódio ganhando força, começou a me trazer forte impacto, que transformei em arte”, conta. Foi nesse momento que a ideia do subterrâneo ganhou força revelando como aquilo que estava escondido se tornou visível de forma avassaladora. “Se antigamente alguém tinha receio de falar algo que pudesse soar como intolerante ou preconceituoso, naquele momento as pessoas não o tinham mais e a justificativa era a liberdade de expressão”, destaca.

O espetáculo solo de Juliana Birchal, teve estreia nacional em junho de 2023, no Teatro de Bolso do Sesc Palladium em Belo Horizonte (MG). No mesmo ano foi apresentado em Brasília (DF), durante o Festival Solos Férteis. Em 2024, chegou a São Paulo e Mato Grosso no Festival de Teatro da Amazônia Mato-Grossense em Alta Floresta.

SINOPSE:
No formato de uma fábula grotesca, o solo aborda a trajetória de uma mulher-cigarra que, uma vez nascida cigarra, deve se conformar a cumprir o seu papel: acasalar, reproduzir e morrer. Pelo bem da espécie, a mulher-cigarra reproduz o próprio sistema que a reprime, mantendo assim, a ordem natural das coisas.

FICHA TÉCNICA:
Concepção e atuação: Juliana Birchal
Direção: Lenine Martins
Dramaturgia: Juliana Birchal e Lenine Martins
Consultoria dramatúrgica: Si Toji
Provocação Cênica: Jossane Ferraz
Trilha sonora: Javier Galindo
Consultoria musical (violino): Vanille Goovaerts
Iluminação: Lucas Pradino
Cenografia, figurino e adereços: Laura Françozo
Maquiagem: Thaís Coimbra
Produção executiva: Juliana Birchal e Jossane Ferraz
Arte gráfica e identidade visual: Adriana Januário

SERVIÇO:

CURITIBA
Espetáculo – Subterrânea: uma fábula grotesca
Dias: 27 de fevereiro a 1 de março
Local: Espaço Obragem (Al. Júlia da Costa, 204 – São Francisco)
Horário: 20 horas
Ingresso: Gratuito

Roda de conversa: 28 de fevereiro – após a apresentação
*Apresentação com LIBRAS e audiodescrição: 28 de fevereiro
*Todas as apresentações terão visita tátil uma hora antes das sessões

Oficina – Mascaramentos para a Criação Teatral
Dia: 26 de fevereiro
Horário: das 9h às 12h – das 14h às 17h
Local: Espaço Obragem (Al. Júlia da Costa, 204 – São Francisco)

Inscrições: inscrições através de link na bio do perfil do instagram @subterranea.fabula.grotesca

Juliana Birchal. Foto de Vitor Vieira.

Sobre Juliana Birchal
Atriz mineira radicada em São Paulo. Os seus trabalhos se concentram em torno do teatro físico e do teatro de máscaras. Sua formação passa pela Formação Básica de Palhaço dos Doutores da Alegria (2017), graduação em Teatro (licenciatura) pela Universidade Federal de Minas Gerais (2008-2013) e curso Profissionalizante em Teatro do Centro de Formação Artística e Tecnológica do Palácio das Artes (2008-2010). Em 2024, tornou-se Mestra em Artes Cênicas pela USP com pesquisa sobre mascaramentos no Théâtre du Soleil, trupe com a qual realizou residência artística entre 2014 e 2016.

Em 2023, estreou trabalho autoral envolvendo mascaramentos intitulado “Subterrânea: uma fábula grotesca” que já se apresentou em Belo Horizonte, Brasília (Festival Solos Férteis), São Paulo, Alta Floresta (Festival de Teatro da Amazônia Mato-Grossense) e recebeu a Bolsa Funarte de Teatro Myriam Muniz 2023 para realizar turnê em cidades do Paraná. Em sua carreira como atriz, além da experiência com Ariane Mnouchkine (Théâtre du Soleil), participou de cursos e oficinas com Eugenio Barba e Julia Varley (Odin Teatret), Renato Ferracini (LUME Teatro), Tiche Vianna e Ésio Magalhães (Barracão Teatro), entre outros. No teatro, trabalhou com a Cia. Picnic (2019-2024), O Trem Cia. De Teatro (2020), Fernando Neves (2017), grupo Espanca! (2010) e Juliana Pautilla (2010).

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

UM SONHO CULTURAL: AGRUPA CULTURA CELEBRA 2 ANOS DE ATIVIDADES ARTÍSTICAS EM CURITIBA

Na foto de Júnior Motta, as amigas, produtoras culturais, artistas e sócias, Luiza Gutjahr e Marina Barancelli comemoram os dois anos de dedicação na Agrupa Cultura.

Criada por Luiza Gutjahr e Marina Barancelli, a Agrupa Cultura celebra no dia 26 de novembro dois anos dedicados a projetos que enaltecem a produção do audiovisual, teatro, música e espaço físico, movimentando a economia criativa local para o mundo.

Inaugurada em 26 de novembro de 2022, a Agrupa Cultura é fruto do desejo artístico de duas amigas, a curitibana Marina Barancelli (29 anos) e a gaúcha Luiza Gutjahr (22 anos), que se conheceram em um curso de artes e comungam da vontade de transformar a cena cultural da cidade em que vivem. Ao concluir o curso, se depararam com dificuldades em ingressar no mercado tradicional de trabalho. Decidiram, então, criar um filme, intitulado MoonRiver, que reflete suas experiências e sonhos, resultando na criação do espaço cultural, carinhosamente chamado por elas de Agrupa, para por conta própria mostrar suas capacidades profissionais com a arte. 

Com a fundação da Agrupa Cultura, Marina e Luiza estabeleceram um espaço, atualmente localizado no centro histórico de Curitiba e, com apoio de sua equipe, se dedicam à inovação e criação de arte de qualidade, onde tradição e modernidade se encontram. O compromisso da empresa vai além da produção de conteúdo: o objetivo é moldar o futuro do entretenimento e conectar passado, presente e futuro em cada projeto.

As empreendedoras da cultura curitibana revelam que a Agrupa Cultura existe para formação de um ecossistema onde a arte e cultura coexistem de forma a criar o futuro, um lugar que transcende as fronteiras físicas, gerando oportunidades em escala global. “Criatividade é o recurso essencial para um ambiente próspero, permitindo que todos cresçam e vivam plenamente por meio da cultura”, contam Marina e Luiza sem esconder a animação.

Na Agrupa Cultura, os trabalhos estão focados no audiovisual, na música, no teatro e no espaço de convivência para atender diversas modalidades de arte e cultura, com produções que visam espalhar qualidade e possibilidades que ultrapassam fronteiras e ganhem o mundo. De acordo com Luiza e Marina, “a Agrupa é a ágora moderna, um espaço de encontro, diálogo e experimentação, onde o futuro da arte é moldado a partir do presente. Somos também um liceu de ofícios contemporâneo, que oferece uma educação artística e cultural com capacitação e empoderamento dos artistas”, dizem.

Como funciona a Agrupa Cultura e principais destaques
A casa Agrupa Cultura reúne modalidades artísticas divididas em 4 núcleos separados, Espaço físico, Teatro, Música e Audiovisual, que têm forte conexão entre si.


A casa Agrupa Cultura ganha novo endereço para comemorar os dois anos de existência de trabalhos voltados à arte e à cultura. Foto de Júnior Motta.

Com o intuito de criar obras que se tornem fonte de inspiração e transformação e que também contribuam para um cenário cultural mais rico e diverso, a Agrupa Cultura oferece ferramentas e apoio para a realização de sonhos com excelência e inovação. O lema de Marina e Luiza é: “Aqui nada é impossível, estamos juntos para mostrar que o futuro está em construção”. Para elas, a Agrupa é um lugar que transcende fronteiras físicas, gerando oportunidades em escala global, onde a criatividade é o recurso essencial para um ambiente próspero, permitindo que todos cresçam e vivam plenamente através da cultura.

NÚCLEO A2C – ESPAÇO FÍSICO 
O primeiro, chamado de A2C, é o espaço físico do coletivo, um ambiente dinâmico e acolhedor onde a criatividade se encontra com a colaboração, e também são oferecidos cursos, palestras e workshops que estimulam o aprendizado e a troca de ideias. Inspirados pelos cafés e salões de arte que marcaram épocas passadas, o espaço se destaca como o ponto de encontro ideal para a comunidade artística contemporânea. “Acreditamos que a arte prospera em um ambiente onde as ideias podem ser compartilhadas livremente, e é exatamente isso que proporcionamos”, conta Luiza.

Na A2C, o espaço de convivência e criação, são oferecidos os cursos: “Desvendando os Segredos da Audição”, com Fabi Bang, renomada atriz do teatro brasileiro; “Curso Ator em Foco”, com a preparadora de elenco Jaciara Rocha.


Todos os ambientes são elaborados com muito cuidado para todos que vem fazer parte dos trabalhos realizados no espaço Agrupa Cultura. Foto de Júnior Motta.

TEATRO – THE ACT
The ACT é a companhia teatral da Agrupa Cultura, que oferece produções que desafiam convenções e exploram temas relevantes e contemporâneos. “Acreditamos que o teatro é um meio poderoso de entretenimento e uma força ativa na economia nacional”, afirma Luiza. No entendimento da produtora, o objetivo é transitar entre o presente e o passado. Inspiradas em locais icônicos como a Broadway e o West End, as empreendedoras pretendem criar peças que não só entretenham, mas que também contribuam de maneira significativa para a cultura. “Nosso diferencial está na abordagem inovadora, que promove novas vozes ao proporcionar um espaço para experimentação e diversidade artística. Valorizamos as melhores referências do passado, garantindo que nossas produções sejam ricas em conteúdo e qualidade”, afirma Luiza. Além disso, na Agrupa existe o compromisso de manter um canal aberto com o público, evitando um ambiente elitizado e promovendo um diálogo inclusivo sobre as questões sociais que impactam a sociedade.


Na foto de Marina Barancelli, a primeira Improfest de Curitiba: TILT, que tem no improviso teatral o foco do encontro.

Com THE ACT, participação no Fringe, durante o Festival de Curitiba 2023, com mais de 10 oficinas formativas e eventos, num ambiente dinâmico de troca de conhecimentos e experiências entre profissionais, estudantes e apreciadores das artes cênicas. O circuito movimentou cerca de 1.000 pessoas ao longo de uma semana, proporcionando oportunidades valiosas de aprendizado e interação. 

Outro destaque nas artes cênicas é o TILT, a primeira Improfesta de Curitiba, realizada em parceria com a Cia Arvoredo de teatro. O evento celebrou o improviso teatral, trazendo grupos renomados como os Improssiveis  para apresentações em que o público comprava apenas um ingresso. 

AG.ENT – AGR ENTRETENIMENTO 
O núcleo Audiovisual da Agrupa Cultura, chamado AG.ENT – AGR Entretenimento, produz filmes, séries e videoclipes que refletem a diversidade cultural e social do Brasil como narrativas globais. O núcleo não se limita a um único gênero, buscando ampla gama de produções que equilibram a criatividade com o sucesso comercial. “Dessa forma, garantimos produções com qualidade artística, viabilidade de mercado e retorno financeiro, com produtos que têm potencial de criação do nosso ecossistema cultural”, enfatiza Marina. 


A atriz Kethlen Souza em cena do curta “Rapsódia em Azul” na foto de Paula Lebois.

Conscientes das barreiras mercadológicas do mercado tradicional, que frequentemente exclui talentos e histórias que merecem ser contadas, a Agrupa foca no que realmente importa: o conteúdo e a qualidade das histórias apresentadas. “Acreditamos que, independentemente de categorias ou convenções, cada narrativa tem o poder de ressoar e impactar. Nossas produções são inspiradas por valores de inovação e respeito pelas técnicas do passado, focando em criar um novo futuro para o entretenimento. Em cada projeto, buscamos contar histórias que vão além do entretenimento”, conta a também diretora e produtora Marina. 

Pela AG.ENT – AGR Entretenimento, os destaques são os curtas “Rapsódia em Azul”, que marcou um passo significativo na trajetória da Agrupa, sendo o primeiro filme viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura Paulo Gustavo em Curitiba. O filme, com roteiro original de Marina Barancelli, aborda de forma profunda o racismo no universo do balé clássico. Trata-se de uma obra sensível, que questiona as barreiras históricas de exclusão racial dentro de uma arte tradicionalmente elitista. Toda a filmagem, realizada em cima do palco, cria uma atmosfera teatral que intensifica a narrativa, trazendo à tona as emoções dos personagens. Rapsódia em Azul é mais do que um filme; é uma reflexão visual sobre os desafios enfrentados por artistas pretos no balé, explorando com delicadeza temas de identidade e resistência. 

Outra produção de destaque é o filme “MoonRiver”, que ocupa um lugar especial na trajetória das empresárias. Foi o primeiro projeto independente, movido pela coragem e por um grande sonho. Com um orçamento extremamente pequeno (R$10 mil financiado por outros trabalhos de Marina e Luiza), elas conseguiram dar vida à história. Desde a pré-estreia em outubro de 2023, “MoonRiver” tem conquistado reconhecimento internacional, sendo selecionado para importantes festivais ao redor do mundo, como o Alternative Film Festival no Canadá, o New York Film and Actor Award nos Estados Unidos, e o Alibag Short Film Festival na Índia.


Cena do filme “Moon River” na foto de Luiza Nemetz.

Em 2024, a Agrupa lançou a 1ª A3C – Mostra Audiovisual, numa parceria inédita com o IMAX CWB, e a exibição de 15 curta-metragens selecionados por uma curadoria de especialistas do cinema. O festival abrange uma diversidade de categorias que incluem: Unicurta, dedicada a filmes universitários; Take 01, para estreia de cineastas; Musicais, obras com narrativa musical; C-lab, voltada a produções experimentais; e Ficção e Animação. Além disso, a exibição de dois filmes convidados que já participaram de festivais internacionais: “MoonRiver”, produção da Agrupa Cultura, e “Yãmi Yah-Pá”, da produtora Couro de Rato.

AG MUSIC e AG RECORDS
Por fim, e não menos importante, a AG MUSIC, núcleo musical da Agrupa que vai além da promoção de artistas da indústria fonográfica. O segmento se destaca com o selo musical inovador, com a criação, produção e realização de eventos e shows memoráveis. “Nossa abordagem é diferenciada pelo compromisso com a autenticidade e diversidade musical, dando voz a artistas que desafiam as fórmulas comerciais convencionais. Trabalhamos em parceria com artistas que aspiram a seguir uma carreira musical profissional, oferecendo todo o suporte necessário para que possam alcançar seus objetivos”, destaca Luiza.


Da esquerda para direita: Augusto Santana , Johny, Mauro Igna da Banda Parque Sete; Marina Barancelli; Cadu Albu e Zak Beatz da Banda Soul Ébano e Luiza Gutjahr. Foto de Júnior Motta.

Com a AG MUSIC, a produção do Agrupa Fest, em parceria com o Sheridan’s Irish Pub, realizou o festival de música, com um line-up diversificado: Parque Sete, Soul Ébano e Bia Cappelini, cada uma trazendo sua própria identidade musical. O público também foi convidado a soltar a voz com um karaokê; além da festa junina com show do PECI, acompanhada de open pipoca, algodão doce e brincadeiras típicas.

O selo musical, AG Records, lançado oficialmente em 2024, marca o início de uma nova fase com o single “Depois a Gente Conversa”, da banda curitibana Parque Sete, que tem contrato exclusivo com a Agrupa. O lançamento simboliza a entrada no mercado fonográfico, firmando o compromisso com a promoção de novos talentos locais. Outras parcerias também se iniciaram, como a promovida com a banda Soul Ébano, ampliando o portfólio e fortalecendo a presença da marca na cena musical.

Aniversário de 2 anos da Agrupa Cultura


Equipe Agrupa Cultura: Camili Andrade (Produtora Executiva), Luiza Gutjhar (Direção Criativa e Marketing), Marina Barancelli (CEO e Direção Criativa), Amanda Rosa (Produtora) e Zak Beatz (Diretor Musical), na foto de Júnior Motta.

No próximo dia 26 novembro, a Agrupa Cultura comemora 2 anos de existência no mercado cultural, com diversos trabalhos que conectam cada eixo, buscando criar e desenvolver projetos que espalhem pelo  mundo a arte brasileira, além de moldar o futuro do entretenimento.

Entre os principais projetos estão: o filme “MoonRiver”, indicado em festivais em Nova York Film and Actor Awards, Alternative Film Festival do Canadá e Alibag Short Film Festival da Índia; o filme “Rapsódia em Azul” produzido por meio da Lei Paulo Gustavo, com estreia prevista para 2025; além da promoção de mais de 20 cursos e a produção de mais de 30 eventos culturais, realizados no espaço Agrupa e em outros espaços da cidade com artistas locais.

A celebração de aniversário vem com a inauguração do novo endereço, localizado no centro histórico de Curitiba, que está aberto para diversas atividades culturais.


Dois anos de trabalhos realizados pela Agrupa Cultura, empresa criada por Luiza Gutjhar e Marina Barancelli, sócias, amigas, artistas e empreendedoras. 

Sobre as empreendedoras culturais 
Marina Barancelli é diretora, produtora, atriz, arquiteta e urbanista, e hoje é CEO e Diretora Criativa do grupo Cultural Agrupa Cultura. É formada pela UFPR em Arquitetura e Urbanismo, pelo Instituto Stanislavsky em Atuação e Direção Metódica e Escola de Cinema, em Teatro Musical pelo Projeto Broadway, Atuação em Filme pela HFA em Curitiba, e entre outras nos 15 anos em que estuda e trabalha com cultura. Em 2016 foi a primeira estrangeira a ingressar na National Youth Film Academy em Londres. Em 2024 foi homenageada pela Câmara Municipal de Curitiba pelo vereador Herivelto Oliveira pela sua contribuição com a cultura. Já atuou com diversas funções no audiovisual e teatro, tanto em Curitiba como em Londres, tendo como destaque seus trabalho no departamento de arte com cenografia em filmes como Torniquete e Alice Júnior 2, diretora nos filmes “MoonRiver” e “Rapsódia em Azul” e clipes musicais. Marina tem ampla atuação como produtora de filmes, eventos, cursos e diversas atividades culturais. Barancelli utiliza sua premissa pesquisa sobre o desenvolvimento da memória coletiva através da arte, defendendo sempre o equilíbrio entre o passado e futuro, na busca de equipes diversas para uma nova dinâmica do mercado artístico regional, nacional e internacional.

Luiza Gutjahr é atriz, bailarina e produtora cultural, atuante desde 2019 no setor artístico. Idealizadora e  fundadora da Agrupa Cultura, produtora que já conta com mais de 30 projetos no currículo em quatro áreas: audiovisual, música, teatro e espaço cultural, na empresa Luiza é diretora de marketing e criativa. Natural do Rio Grande do Sul, Luiza está atualmente em processo de graduação em Artes Cênicas pela Universidade Estadual do Paraná (FAP). Sua trajetória inclui a idealização do musical Happy Days, sucesso de público no Teatro Guaíra, em Curitiba, em 2019, além de sua participação em grandes produções, como os espetáculos do Natal Luz de Gramado na temporada de 2021/22. Ao longo de sua carreira, já acumulou mais de 19 cursos especializados, na busca por ampliar suas habilidades e contribuir para a cena cultural brasileira.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

OFICINA “JOGOS EM MOVIMENTO” PROMETE DIVERSÃO E CRIATIVIDADE AOS AMANTES DO TEATRO

Atividade acontece de forma gratuita, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta

Já estão abertas as inscrições gratuitas para a oficina “Jogos em Movimento”, que acontece dia 09 de novembro, sábado, das 9h às 12h, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta. A iniciativa tem como objetivo proporcionar uma experiência teatral diferente, onde diversão e criatividade se juntam por meio de jogos dinâmicos.

A Oficina é destinada para todas as pessoas, maiores de 16 anos, que desejam conhecer ou se desenvolver no teatro e nas criações de cenas. Não é necessário ter experiência prévia no teatro. Durante o workshop, todos terão a oportunidade de participar de diferentes formas de expressão e criar conexões significativas através dos jogos, que vão desde tabuleiros aos baralhos de cartas que nos acompanham desde a infância.

A oficina “Jogos em Movimento” é uma realização do Grupo Reakta, um grupo independente de teatro e audiovisual fundado em 2019 por Celine Liris e Juliana Nortok, que serão as responsáveis por ministrar a oficina. “Nossa proposta é desenvolver metáforas para criação de cenas através de brincadeiras e jogos que já estão intrínsecos no nosso repertório pessoal”, explica Celine, que atua nas Artes Cénicas há dez anos e no audiovisual há três anos.

Juliana, por sua vez, também tem ampla experiência em Artes Cênicas, pesquisa a subjetividade na escrita dramatúrgica e criação de cena. Atualmente, ambas trabalham no desenvolvimento do roteiro de longa-metragem TRAVESSIA, uma história sáfica que faz um intercâmbio cultural entre Brasil e Japão em sua narrativa.

A oficina Jogos em Movimento recebe o apoio do Espaço Excêntrico Mauro Zanatta, PAR Coworking, Manana Cafés, Padaria América e Semente de Girassol. A ação faz parte de um projeto financiado pelo Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Serviço:
Oficina: Jogos em Movimento
Data: 09/11 – sábado
Horário: 9h às 12h
Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta
Inscrições: Gratuitas até 04/11 através deste link
Saiba mais em https://www.instagram.com/gruporeakta/
Fotos: Florebela Letícia.