ENCONTRO DE BRECHÓS CELEBRA O DIA MUNDIAL DO ROCK EM SUA MAIOR EDIÇÃO

Um evento único, com mais de 35 expositores e 17.000 peças em meio a roupas e acessórios, que promove conexão com o bom e velho rock’n’roll

Por Emanuelle Spack

O Dia Mundial do Rock é conhecido por trazer à tona o espírito rebelde e apaixonado por esse estilo musical cravado no coração de muitas pessoas. Algo que o rock’n’roll trouxe consigo permeia o mundo da moda desde os primeiros sons nos acordes das guitarras. De lá para cá, diferentes modelos de roupas foram criados e é possível garimpar alguns deles no próximo Encontro de Brechós Saí do Armário, em uma atmosfera envolta no universo vibrante do rock’n’roll. Esta edição acontece em um novo local, na Galeria A Travessa, nos dias 08 e 09 de julho, com entrada gratuita e excelentes opções de peças de vestuário e acessórios exclusivos que estarão à venda em diferentes estandes.

Serão 35 expositores diferentes por dia, com peças masculinas, femininas, infantis, acessórios, discos de vinil, produtos ecológicos e muito mais. “É incrível ver como a moda do passado continua relevante e inspiradora. O rock’n’roll é uma fonte inesgotável de estilo e atitude, e eventos como esse mostram que podemos nos vestir de forma autêntica, criativa e sustentável”, comenta Kerolen Martins, uma das organizadoras do encontro. Essa iniciativa estimula a economia local apoiando os pequenos empreendedores e promovendo a conscientização sobre a importância de resgatar peças cheias de história.

Cada brechó participante trará sua essência única, apresentando uma ampla variedade de roupas e objetos que abraçavam as diversas vertentes do rock. Desde camisetas com estampas icônicas de bandas lendárias como Iron Maden, Kiss, Guns N’ Roses, Raimundos, até jaquetas e outras peças. Não faltarão opções para os aficionados do estilo. E para quem não gosta de usar esse estilo, terão peças do vintage ao atual, e da alfaiataria ao streetwear.


Foto Ronald Sidney – Curitiba Vinil

Para a empreendedora Gabriela Feola, além dos brechós, será uma oportunidade única de adquirir vinis autênticos, alimentando o desejo dos amantes da música por este som nostálgico que só o LP pode proporcionar. “O rock continua a influenciar e inspirar as pessoas, mesmo após tantos anos. Reunir essas duas paixões, moda e música, em um mesmo ambiente, é uma maneira de manter vivo o espírito rebelde e autêntico que o rock representa.”

Serviço:
21° Encontro de Brechós Saí do Armário
Local: Galeria A Travessa CWB
Endereço: Rua São Francisco, 232 e Rua Treze de Maio, 439 – Centro – Curitiba.
Entrada: Franca
Datas e horários: 08 e 09 de julho – Sábado e Domingo: das 09h:00 às 18h:00.
Rede sociais:
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Nota do editor: Nosso Sebinho FATO Agenda participa do encontro domingo, 09, com livros e discos – estaremos exatamente na entrada (da Travessa CWB) na Rua 13 de maio, nº 439. No sábado, a feira de discos tá garantida com o Ronald, da Confraria do Vinil

INOVADOR E BIZARRO: ACONTECE NESSE FINAL DE SEMANA O 2º FESTIVAL DE MONOBANDAS

A cidade de Morretes, no litoral do Paraná, irá sediar a segunda edição do Festival de Monobandas, nos dias 2 e 3 de novembro

Os braços estão ocupados com a guitarra e o pandeiro meia-lua; os pés com o bumbo, a caixa e o chimbau; a boca com a gaita e a corneta. Alguns ainda inovam e acrescentam mais sonoridades e instrumentos. Quem já viu, quer ver novamente. Quem nunca viu, fica deslumbrado. Inovador, único e totalmente bizarro, o Festival de Monobandas 2019 está na sua segunda edição e celebra os talentos supremos desses músicos individuais que, sozinhos, oferecem os sons completos de uma banda. O evento acontecerá, neste ano, na cidade de Morretes, no litoral do Paraná, nos dias 2 e 3 de novembro. Um final de semana imperdível celebrando esse estilo ousado e único de fazer o bom e velho rock’n’roll.

A curadoria e organização do festival ficou por conta da super dupla: o produtor e empresário antoninense, Marcos Maranhão (um dos idealizadores do Antonina Blues Festival), e o músico, one man band e proprietário da Fon Fon Records, Klaus Koti, que uniram os talentos, força de vontade e muita loucuragem para colocar um evento como esse em prática. “Esse é o primeiro festival grande de monobandas do Brasil (segunda edição)”, revela Koti. “A ideia sempre foi essa: fazer um festival brasileiro e mostrar esse estilo ao público, que muitas vezes desconhece, dando ênfase ao trabalho individual de cada músico – instrumentos, estilos e composições autorais”, complementa.
Serão ao todo 12 monobandas, também conhecidas como bandas de um homem/ mulher só (one man band/ one girl band) ou ainda homem/ mulher orquestra. Algumas dessas bandas tocaram na primeira edição, em Antonina, outras são inéditas no Festival. Ao todo 10 monobandas são brasileiras, 1 da Argentina e 1 do Uruguai. “Tivemos que pegar bandas mais próximas geograficamente ou que tivessem algum tipo de acesso que facilitaria para nós, pois esse ano não conseguimos o apoio da Prefeitura de Antonina e nem de outras cidade”, explicam. “Desta forma, totalmente independente, vamos realizar o evento no Pátio Beer, em Morretes, em frente para o Rio Nhundiaquara, que fica na praça do centro histórico dessa cidade histórica do nosso Paraná”, contaram os organizadores. “A ideia é tornar o Festival itinerante, difundindo o estilo em diversos locais”, conclui Marcos Maranhão. Ainda no “line up” do festival terão duas mulheres tocando (onde girl bands) e um músico do Rio de Janeiro que irá ministrar uma oficina de cigarbox (guitarra artesanal própria do estilo confeccionada com sucatas), além dos super Dj`s curitibanos Danny Tee e Eduardo Dok (ambos tem um repertório mega sofisticado quando o assunto é música boa + rock’n’roll).

Mas onde surgiu esse estilo tão original e performático? Os primeiros registros conhecidos de múltiplos instrumentos musicais tocados por uma mesma pessoa datam do século XIII, e eram o cachimbo e o tabor . O cachimbo era uma simples flauta de três furos que podia ser tocada com uma mão; o tabor é hoje mais conhecido hoje como tarola. Depois disso a coisa foi evoluindo e tomando outros formatos, até chegar no blues e no folk, onde o estilo ganhou uma versão mais rock’n’roll. Cantores de blues como “Daddy Stovepipe” (Johnny Watson) cantavam, tocavam violão e batiam os pés no ritmo, ou usavam um pedal para tocar bumbo ou prato. Num estilo mais garagem (trash) surgiu um grande one man band mais moderno e muito apreciado pelos admiradores do estilo, Hasil Adkins. Vale a pena conhecer um pouco dessa história. No Brasil, há muitos relatos mas nenhum registro oficial sobre os primórdios desse movimento. Revela-se que existia na década de 40 um one man band no Rio Grande do Sul. Quando Klaus Koti começou a desenvolver o estilo, há uns 15 anos, ainda causava estranheza no Estado e na região. “Quando eu comecei a tocar sozinho já havia um projeto bem semelhante ao meu em São Paulo, com o músico Marco Butcher”, explica Koti, que tem o projeto chamado O Lendário Chucrobillyman.

Por toda essa história e curiosidades, resta pensar que essa será uma excelente oportunidade de abrir os horizontes musicais e se divertir, numa cidade linda (a segunda cidade mais visitada do Paraná). Para quem gosta de um bom róque vale lembrar que os estilos de cada monobanda vão desde o 

blues, rockabilly, rock psicodélico, psychobilly, folk, jazz, rock primitivo-tosqueira, punk e garagem, também terá uma pitada de música brasileira. “Nossa expectativa é que o Festival de Monobandas seja muito doido e mostre mais da música autoral produzida no Estado, no Brasil e nos nossos arredores”, finalizam Klaus Koti e Marcos Maranhão.

Serviço:
2º Festival de Monobandas – Morretes
Local: Pátio Morretes, Rua General Carneiro, 6, Morretes
Data: 2 e 3 de novembro (sábado e domingo), às 14h
Entrada gratuita
Página do evento, aqui