COMO A CIÊNCIA AJUDA A IMPULSIONAR A PRODUÇÃO DE LÚPULO NO BRASIL


Pesquisas exploram potencial brasileiro para o cultivo da planta com foco na redução de um gargalo: produção hoje atende menos de 1% da demanda da indústria cervejeira nacional, a terceira maior do mundo

Por Rodrigo Choinski. 16 de agosto de 2022.

A cerveja é muito apreciada no Brasil seja nos bares, eventos sociais, festas ou shows a bebida é geralmente a mais consumida. O setor representa cerca de 2,1% do PIB nacional, movimentando em 2021, segundo relatório divulgado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), mais de 200 bilhões de reais. O levantamento mostrou ainda que, no mesmo ano, o consumo subiu 7,7% atingindo a marca de 14,3 bilhões de litros, mesmo diante de um contexto marcado por restrições devido à pandemia de covid-19.

O volume da produção também caminha próximo a esses números, o que coloca o país em terceiro lugar entre os produtores, perdendo apenas para os Estados Unidos e China. Apesar disso, ainda não somos autossuficientes na produção de todas as matérias-primas utilizadas nessa indústria. De todas elas, o lúpulo é a que mais precisamos importar, a planta é responsável por dar o gosto amargo à bebida e é indispensável em qualquer boa cerveja.

O lúpulo é uma trepadeira perene com origem na Europa, com um ciclo de produção entre 12 e 15 anos, a parte utilizada na produção de cerveja é a flor, que aparece na forma de pequenos cachos de cor verde clara. Com propriedades bactericidas, foi utilizada originalmente para evitar que a cerveja sofresse algum tipo de contaminação, mas devido ao seu sabor característico se tornou componente indispensável na receita.

A produção nacional do lúpulo vem ganhando força, tendo seu volume mais do que dobrado em 2021, quando atingiu 24 toneladas, mas isso é apenas uma mínima parcela da demanda pelo produto. No mesmo ano as importações de lúpulo chegaram a 4.712 toneladas, segundo informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

A cerveja é muito apreciada no Brasil seja nos bares, eventos sociais, festas ou shows a bebida é geralmente a mais consumida. O setor representa cerca de 2,1% do PIB nacional, movimentando em 2021, segundo relatório divulgado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), mais de 200 bilhões de reais. O levantamento mostrou ainda que, no mesmo ano, o consumo subiu 7,7% atingindo a marca de 14,3 bilhões de litros, mesmo diante de um contexto marcado por restrições devido à pandemia de covid-19.

O volume da produção também caminha próximo a esses números, o que coloca o país em terceiro lugar entre os produtores, perdendo apenas para os Estados Unidos e China. Apesar disso, ainda não somos autossuficientes na produção de todas as matérias-primas utilizadas nessa indústria. De todas elas, o lúpulo é a que mais precisamos importar, a planta é responsável por dar o gosto amargo à bebida e é indispensável em qualquer boa cerveja.

O lúpulo é uma trepadeira perene com origem na Europa, com um ciclo de produção entre 12 e 15 anos, a parte utilizada na produção de cerveja é a flor, que aparece na forma de pequenos cachos de cor verde clara. Com propriedades bactericidas, foi utilizada originalmente para evitar que a cerveja sofresse algum tipo de contaminação, mas devido ao seu sabor característico se tornou componente indispensável na receita.

A produção nacional do lúpulo vem ganhando força, tendo seu volume mais do que dobrado em 2021, quando atingiu 24 toneladas, mas isso é apenas uma mínima parcela da demanda pelo produto. No mesmo ano as importações de lúpulo chegaram a 4.712 toneladas, segundo informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Algumas dificuldades iniciais para produzir o lúpulo no Brasil geraram alguns mitos em torno da planta, como a de que ele não floresceria por aqui, o que explica o baixo interesse pelos produtores até recentemente. O mais provável é que os problemas sejam derivados de cultivares mal adaptados, técnicas inadequadas de cultivo e ataque de doenças, mas essa realidade vem mudando como explica a pesquisadora Mariana Franca.

“O estigma de que o lúpulo não floresce em terras brasileiras já caiu e desde então, a demanda por mudas da cultura têm aumentado ano após ano. No último ano houve um crescimento de mais de 100% em área plantada, porém o cultivo ainda é pequeno em relação a demanda”.

A demanda por mudas de qualidade é um dos principais gargalos no setor, esse foi um dos motivos de Franca, em parceria com a pesquisadora Laudiane Zanella, começar a investir na pesquisa para produção de mudas de lúpulo. Ainda no mestrado, no Programa de Pós-graduação em Produção Vegetal da UFPR, as duas já realizavam pesquisas voltadas à cultura de tecidos focadas na produção de pinus e cana de açúcar.

Em 2020 elas resolveram abrir a Multiagro Mudas para que pudessem oferecer aos produtores o que haviam aprendido em suas pesquisas.

“Durante todos estes anos de mestrado e doutorado, entendemos como a cultura de tecidos pode ser benéfica para a produção de mudas, aprendemos e aprimoramos diversas técnicas do cultivo in vitro. Em vários países a produção de mudas em laboratório já acontece, vimos que poderíamos ampliar o uso desta tecnologia para a agricultura nacional”.

A empresa trabalha a partir de problemas apresentados pelos produtores, desenvolvendo soluções específicas, tendo elaborado projetos na produção de menta, cana-de-açúcar, lúpulo, batata, orquídeas e banana.

Como é a produção via micropropagação?

Para o lúpulo as pesquisadoras aplicaram a técnica de cultivo de tecidos chamada cultura de meristema. Franca explica que essa tecnologia “permite a produção de mudas em larga escala com rastreabilidade, uniformidade e alta qualidade, reduzindo a incidência de pragas e doenças nos plantios”.

Segundo Zanella, o método proporciona ainda o rejuvenescimento do material genético, o que “possibilita que a planta adulta seja revertida para o estado juvenil, promovendo melhora no vigor, enraizamento e brotações”.


Mudas mulltiplicadas pela técnica de cultura de tecidos crescem no laboratório da Multiagro Mudas, a empresa incubada na UFPR desenvolve métodos para produção em grande quantidade com garantia de qualidade e livre de doenças

A técnica consiste na retirada de uma pequena parte de uma planta mãe, mais especificamente do meristema, tecido responsável pelo crescimento das plantas e que tem células em constante processo de multiplicação, essas células têm a capacidade de formar qualquer tipo de tecido da planta.

O material posteriormente é regenerado em laboratório utilizando técnicas específicas, o que gera uma nova planta geneticamente idêntica à original. O processo pode ser repetido a partir da nova planta o que proporciona uma multiplicação em escala exponencial. As pesquisadoras explicam que assim são produzidas milhares de mudas idênticas e saudáveis em um curto período de temo e em espaço reduzido.

A aplicação da técnica para a produção de lúpulo se justifica por algumas dificuldades como a garantia de qualidade fitossanitária das plantas, garantindo que não estejam contaminadas. Doenças causadas por vírus, bactérias e fungos são eliminadas das plantas por meio dessa técnica, explicam as pesquisadoras. Outra vantagem é o controle genético, já que as novas mudas serão idênticas à planta original, um cultivar cuidadosamente selecionado para garantir boa produção e adaptação ao clima local.

A produção convencional de mudas de lúpulo ocorre por estaquia, que consiste em formar uma nova planta a partir de um ramo que é estimulado a enraizar, mesmo que se aplique técnicas para diminuir a chance de contaminação é muito comum que doenças passem para as novas plantas.

“Alguns métodos são utilizados para controle no cultivo convencional, como a termoterapia, mas são pouco eficientes. Este tipo de contágio é recorrente em diferentes culturas como cana-de-açúcar, batata, banana e lúpulo. No caso do lúpulo, as viroses e doenças fúngicas de importância econômica, podem ser propagadas por meio da produção convencional de mudas. Um caso é o míldio, que pode não se manifestar nas mudas, ou seja, não apresentar sintomas, porém no campo é responsável por grandes perdas. Este é um dos principais patógenos do lúpulo”, explica Franca.

Já no caso da micropropagação, como é chamado o método, diferentes técnicas são aplicadas para a limpeza da planta. “Neste processo, retiramos um pequeno fragmento da planta e fazemos a sua regeneração in vitro. Como todo este processo é realizado em laboratório, em ambiente asséptico e com auxílio de lupa, conseguimos alcançar o meristema da planta, uma região de intensa multiplicação e que apresenta baixa quantidade de patógenos” descreve Zanella. Esse método pioneiro na produção comercial de mudas de lúpulo garante que as mudas não terão nenhuma doença.

Empresa contou com apoio da Agência de Inovação da UFPR

Para as pesquisadoras foi fundamental o apoio obtido da universidade. Elas participaram de uma iniciativa de incubação de empresas da Agência de Inovação da UFPR. Elas explicam que a possibilidade de se manter próximo à pesquisa, junto a professores, alunos e pós-graduandos foi uma grande oportunidade. A empresa mantém também uma parceria com a Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Sucroenergético (Ridesa/UFPR) que auxiliou no licenciamento e autorização de mudas de novos cultivares de cana-de-açúcar desenvolvidos na universidade, outra área de atuação da empresa.

O processo de incubação de empresas tecnológicas visa facilitar que produtos e serviços desenvolvidos a partir de pesquisas na universidade sejam disponibilizados mais facilmente à sociedade. Com a incubação a empresa tem a acesso espaços compartilhados para suas atividades, capacitações em áreas como gestão, marketing e design além de consultorias na área jurídica e contábil, além de um suporte para realizar a abertura e manutenção da empresa.

Maico de Ornelas, que faz parte da equipe gestora da incubação tecnológica da Agência de Inovação, explica que também é oferecido acesso a editais de fomento e intermediação com possíveis investidores.

Adaptação do lúpulo ao clima brasileiro é foco de pesquisa em Palotina
Melhorar a adaptação e as técnicas de cultivo para o clima brasileiro é outro desafio para o aumento da produção do lúpulo nacional. Segundo o professor Alessandro Jefferson Sato, devido a alta demanda é difícil o país se tornar autossuficiente no curto prazo, mas o produto nacional pode ser inserido no mercado como um diferencial, devido à possibilidade de utilizar um produto recém colhido, que apresenta maior qualidade.

Sato é supervisor do Grupo de Estudos e Pesquisa em Lúpulo da UFPR (Lupa), projeto do Setor Palotina que realiza estudos agronômicos, de manejo sustentáveis de pragas e doenças e de desenvolvimento de produtos a partir do lúpulo, abrangendo além das cervejas, produção de óleos essenciais e produtos cosméticos.


Muda de lúpulo cresce na área de plantio experimental do Grupo de Estudos e Pesquisa em Lúpulo (Lupa) do Setor Palotina da UFPR. Desenvolver variedades mais adaptadas ao clima brasileiro é um dos desafios para aumentar a produção no país. Foto: arquivo Lupa/UFPR

O grupo de pesquisadores conta com uma área de cultivo experimental, onde diversas técnicas e variedades de lúpulo são testadas.

“Atualmente são cultivadas na área experimental cinco variedades de lúpulo conduzidas em diferentes sistemas de condução e com complementação artificial de luz e irrigação por gotejamento”, explica Sato.

Segundo o pesquisador, muitos produtores de lúpulo simplesmente replicam o manejo que acontece na Europa o que nem sempre traz bons resultados. As pesquisas na área experimental já vêm mostrando bons resultados.

“Foram realizadas 2 colheitas de lúpulo e verificou-se que existem cultivares com muito potencial para serem cultivadas no Brasil, inclusive foram elaboradas algumas cervejas que foram muito bem avaliadas por especialistas do setor cervejeiro. Os resultados foram apresentados no Congresso Nacional de Lúpulos e no embralúpulo” comenta Sato.

O crescimento do setor de cervejas artesanais tem também aumentado a demanda pelo produto fresco, segundo Sato. O grupo comemorou este ano o lançamento de uma cerveja feita com 100% de lúpulo paranaense. Batizada de “Pouso do Quinto”, a nova marca utilizou o produto proveniente da área da UFPR e do Sítio Lúpulo São José, localizado em Toledo, mesma cidade da empresa Luputecnia, que foi parceira no desenvolvimento da cerveja.

O grupo, que conta ainda com parcerias com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade do Estado de Santa Catarina, Ambev e produtores da região, avalia que para aumentar a produção é necessário que os produtores conheçam e se envolvam mais com o cultivo da planta, além de apresentar a qualidade do produto nacional para a indústria cervejeira.

Fonte: Portal Ciência UFPR

PRÊMIO PESQUISADORES INDEPENDENTES: DIFUSÃO DE SABERES E FAZERES TRADICIONAIS

PRÊMIO PESQUISADORES INDEPENDENTES: Difusão de Saberes e Fazeres Tradicionais. 

Uma grande novidade nas categorias de editais lançados pelo Governo do Estado do Paraná é o Prêmio Pesquisadores Independentes. Este edital irá selecionar e premiar artigos científicos de pesquisadores acadêmicos sem vínculo empregatício ou bolsa de pesquisa, que tenham um histórico dedicado aos estudos sobre patrimônio imaterial voltados às expressões culturais tradicionais do Paraná.

Cada pesquisa contemplada receberá R$ 7.000,00 e poderão ser inscritos trabalhos nas seguintes áreas: Antropologia, Arqueologia, Sociologia e História. Os artigos deverão abordar saberes e fazeres dos povos e comunidades tradicionais do Estado, como Povos Indígenas, Comunidades Caiçaras, Comunidades Quilombolas, Ciganos, Faxinalenses e Povos de Matriz Africana. Inscrições até 26 de novembro.

Confira os editais, aqui

fonte: Superintendência da Cultura

EXAGERO E MONSTRUOSIDADE SÃO TEMA PARA LIVRO QUE SERÁ LANÇADO EM DEZEMBRO NA CASA HOFFMANN

Após três anos de pesquisa, projeto Mil Besos, do artista Gabriel Machado, lança publicação pela editora Medusa, na Casa Hoffmann, em Curitiba. 

“Como se dança um exagero?” essa tem sido a pergunta motriz do projeto MIL BESOS, solo do artista selvático Gabriel Machado, que dia 3 de dezembro lança uma publicação inédita pela editora Medusa, que reúne registros do processo e reflexões críticas de Amabilis de Jesus, Francisco Mallmann, Jussara Belchior, Paula Lice, Princesa Ricardo Marinelli e Ricardo Nolasco. A proposta que teve ínicio em Madrid, no ano de 2016, através do Programa Iberescena de Criação Coreográfica em Residência e posteriormente realizou outras duas residências em Santiago – CL e na Casa Hoffmann, atualmente está em desenvolvimento a partir do Edital do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná (PROFICE).

Segundo o artista é um projeto aberto desenvolvido através do intercâmbios com os mais diversos artistas e comunidade, em ações como oficinas de dança, escrita e laboratórios de criação compartilhada. Partindo de um material autobiográfico e também de estudos do corpo ciborgue o projeto aborda as relações cibernéticas e a infiltração de tecnologias e recursos midiáticos no corpo humano. “Venho investigando as diversas sexualidades, as transformações do corpo enquanto objeto virtual, a cibernética e próteses na tentativa de conjugar o low-tech e o high-tech em busca do grotesco, do robótico, do inumano, do monstruoso, do superhumano”, comenta Gabriel Machado.

Para o livro, o artista convidou colaboradores do projeto e pesquisadores do assunto para escreverem textos a partir das suas percepções da obra. São textos inéditos e reflexivos que versam sobre diversos temas como futuro, monstruosidade, latinidade, decolonialidade. “A ideia era criar um material de registro desse período de pesquisa mas que também pudesse existir como uma obra artística em si, ou seja, que pessoas que não puderam assistir ao espetáculo também possam se envolver com os textos ali apresentados” finaliza Gabriel. O lançamento será na Casa Hoffmann – Centro de Estudo do Movimento, às 19h30, a entrada e a distribuição do livro são gratuitas e a programação da noite conta também com performances de Gabriel Machado, Gladis dos Santos, Jussara Belchior e Princesa Ricardo Marinelli.

SERVIÇO:
Lançamento do livro “Mil Besos” na Casa Hoffmann
3 de dezembro às 19h30
Casa Hoffmann – Centro de Estudo do Movimento, Rua Claudino Dos Santos 58 São Francisco – Curitiba
Página do evento, aqui
Entrada Franca

Organização:
Selvática Ações Artísticas
Editora Medusa

Ficha técnica do livro:
Copyrigth desta edição 
2019 Medusa
Copyrigth dos textos 
2019 Amabilis de Jesus, Francisco Mallmann, Gabriel Machado, Jussara Belchior, Paula Lice, Ricardo Nolasco e Princesa Ricardo Marinelli
Edição: Eliana Borges e Ricardo Corona
Projeto gráfico e ilustrações: Thalita Sejanes
Revisão: Renata Cunali

Ficha técnica do projeto:
Conceito, criação/atuação e pesquisa: Gabriel Machado
Performers convidados: Gladis dos Santos, Jussara Belchior e Princesa Ricardo Marinelli
Interlocução coreográfica: Princesa Ricardo Marinelli
Interlocução dramatúrgica/cênica: Paula Lice
Interlocução/produção: Ricardo Nolasco
Iluminação/design de luz: Semy Monastier
Design sonoro/trilha original: Jo Mistinguett
Figurino: Cali Ossani e Patricia Cipriano
Produção e assessoria de imprensa: Giovana Lago
Residências e mostras de processo: Espacio Labruc (Madrid – ES), Nave – Centro de Creación y Residencia (Santiago – CL), Transborda Mostra de Performance(Curitiba – BR) Reinvenção do Cabaré – Casa Selvática (Curitiba – BR) e Casa Hoffmann (Curitiba – BR).

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE AGROCIÊNCIA RECONHECE PESQUISADORES COM IDEIAS INOVADORAS

Programa Alltech Young Scientist premia melhores trabalhos de estudantes de mestrado e doutorado. Inscrições podem ser feitas até dezembro de 2019.

Estudantes de mestrado e doutorado já podem inscrever seus trabalhos na maior competição mundial de agrociência a nível universitário. Desde sua criação em 2005, o programa Alltech Young Scientist (AYS) teve a participação de mais de 60.000 estudantes de mais de 70 países e concedeu US$ 1 milhão em prêmios. Os alunos podem submeter à inscrição pesquisas sobre temas como: estratégias e modelagem na alimentação animal; produção vegetal; métodos analíticos na agricultura; segurança e traçabilidade na cadeia alimentar; saúde e nutrição humana; entre outros assuntos relacionados à agricultura.

Como novidade para 2019, a competição será exclusivamente para pós-graduandos (mestrandos e doutorandos), e as indicações dos professores não serão necessárias como nos anos anteriores. Os participantes competirão primeiro em suas regiões de origem – América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico ou Europa/África. Os vencedores regionais serão convidados a participar da Alltech Young Scientist Discovery Week em Lexington, Kentucky, nos Estados Unidos, onde participarão do concurso mundial durante o ONE: Simpósio de Ideias Alltech, que será realizado de 19 a 21 de maio de 2019. O vencedor global receberá um prêmio de US$ 10,000.

O concurso é considerado uma das competições internacionais de agrociência de maior prestígio destinado a estudantes universitários, e já revelou diversos pesquisadores de universidades em todo o mundo. Em 2017, o “Impact Award”, projeto de maior impacto na cadeia produtiva do agrobusiness (produção de alimentos), foi concedido para o então doutorando Moises Poli, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Qualificado como o melhor da América Latina e classificado para a etapa mundial do prêmio, sua pesquisa envolveu a produção sustentável e integrada de camarões brancos e tilápias a partir da tecnologia de sistema superintensivo de bioflocos.

O pesquisador ficou sabendo da competição pela própria universidade, que costuma submeter trabalhos no AYS pela visibilidade que o concurso oferece. Durante o evento de premiação em 2017, ele destacou a importância do reconhecimento como uma grande vitrine para a sua carreira. “É muito bom estar neste evento que respira a indústria. É uma grande oportunidade para mim e também para a aquicultura, que pela primeira vez chega a um prêmio a nível mundial”, disse.

Conforme ressalta o vice-presidente e diretor cientista da Alltech, Dr. Karl Dawson, o Alltech Young Scientist oferece um palco global para a próxima geração de cientistas agrícolas apresentarem suas pesquisas, promoverem a educação e interagirem com algumas das melhores mentes científicas e do agronegócio do nosso tempo. “Estamos orgulhosos em oferecer esta experiência única, com a esperança de destacar e recompensar aqueles que se esforçam para impactar a indústria agrícola por meio da pesquisa científica e inovação”, destaca.

Inscrições
As inscrições para a próxima edição estão abertas e podem ser feitas até o dia 31 de dezembro de 2018. Os vencedores regionais serão anunciados em abril de 2019. Para mais informações e para se inscrever para o concurso Alltech Young Scientist, visite AlltechYoungScientist.com

Sobre a Alltech:
Fundada em 1980 pelo empresário e cientista irlandês Dr. Pearse Lyons, a Alltech descobre e entrega soluções para a nutrição sustentável de plantas, animais e pessoas. Com mais de 100 unidades de produção global, a Alltech é líder em produção e processamento de leveduras e minerais na forma orgânica.

Nosso princípio orientador ACE busca desenvolver soluções que são seguras para os animais, consumidores e também para o meio ambiente. São mais de seis mil colaboradores espalhados pelo mundo que têm o compromisso de para trabalhar todos os dias para nossos consumidores.

A Alltech é uma empresa familiar – o que permite se adaptar rapidamente às novas necessidades do consumidor e a permanecermos focados em inovação de ponta. Sediada em Lexington, Kentucky, nos Estados Unidos, a empresa tem uma presença forte em todas as regiões do mundo. Para mais informações, visite www.alltech.com/news . Nos contate também pelo Facebook.