Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
Experiência promovida pela Barion acontece em 19 de setembro, com quatro turmas ao longo da tarde
Para celebrar o Mês da Confeitaria, a Barion convida os pequenos a descobrirem, na prática, o universo dos bolos e doces. No dia 19 de setembro, a marca promove o evento infantil “Meu Primeiro Bolo Decorado”, uma experiência em que cada criança poderá rechear, confeitar e decorar o próprio mini bolo.
A atividade será realizada na sede da Barion, no bairro Tarumã, com quatro turmas de 45 minutos, às 14h, 15h, 16h e 17h. As inscrições custam R$ 50 e podem ser feitas pelo Sympla. A proposta é criar uma tarde de aprendizado e diversão, aproximando as crianças da confeitaria de maneira lúdica. Durante a oficina, os pequenos poderão participar das diferentes etapas de finalização do bolo, explorando ingredientes, cores e possibilidades de decoração.
A iniciativa busca valorizar uma atividade que vai além das receitas: a confeitaria também está ligada à criatividade, ao afeto e às memórias construídas em torno da comida. Para as crianças, a experiência ainda oferece a oportunidade de desenvolver autonomia e experimentar o prazer de produzir algo com as próprias mãos.
“O Mês da Confeitaria é uma oportunidade de celebrar toda a criatividade e o afeto que existem nesse universo. Queremos que as crianças também façam parte dessa comemoração, colocando a mão na massa e descobrindo como é divertido criar o próprio bolo. É uma experiência que pode despertar curiosidade, criar boas memórias e aproximar ainda mais as famílias da confeitaria”, afirma o diretor comercial da empresa, Leonardo Barion.
Serviço: Meu Primeiro Bolo Decorado Data: 19 de setembro (sábado) Horários: 14h às 14h45 | 15h às 15h45 | 16h às 16h45 | 17h às 17h45 Ingressos: R$ 50,00. As inscrições podem ser feitas pelo Sympla. Local: Barion. Endereço: BR-116, 6000 – Tarumã, Curitiba (PR)
¿CÓMO LAS COSAS LLEGARON AQUÍ? de Iván Haidar. Foto: Tato Giannini.
De 5 a 13 de junho de 2026, a CAIXA Cultural Curitiba recebe a segunda edição de ENCUENTROS | ações de diálogo em dança Curitiba – América Latina, transformando Curitiba em um território de intersecção e partilha ao longo de 9 dias de programação. Durante este período, o projeto reúne criadores dedicados ao trabalho colaborativo e coletivo. A programação articula apresentações de espetáculos, residências artísticas, pocket shows e espaços de convívio, transformando a mostra em um campo de investigação contínua. ENCUENTROS se estrutura sob a premissa de que o encontro é uma ação imperativa que constrói, modifica e urge. É a partir desse entendimento que a mostra se desenha, criando espaços voltados ao compartilhamento de trajetórias, perguntas e inquietações artísticas, estéticas e políticas, focando na potência dos processos e no movimento.
Conceitualmente, a edição 2026 se articula a partir da relação somática entre corpo e território. Curitiba torna-se o ponto de partida para caminhar, mover-se e conversar sobre as performatividades, mapeando as cartografias singulares que cada artista produz em sua comunidade e na cidade que habita. A mostra de dança acompanha criadores que investigam suas práticas estéticas, inserções territoriais e projeções em rede, indagando como essas manifestações dialogam com outros contextos sem perder suas singularidades. O projeto surge também diante do distanciamento cultural histórico entre o Brasil e os demais países latino-americanos, que frequentemente desconhecem as realidades, as narrativas e as referências artísticas das nações vizinhas. Diante desse panorama, a mostra amplia os espaços de interlocução para construir redes de intercâmbio entre artistas de várias nacionalidades, provocando alteridade e mexendo com a cena curitibana.
Esse ambiente de intersecção e cooperação é costurado por uma comissão curatorial heterogênea, composta pela curadora e gestora argentina Jimena Garcia Blaya, pela artista e curadora mexicana Olga Gutiérrez, e pelo artista-gestor curitibano Leonardo Kunta, que desenham o chamamento e acompanham toda a programação para potencializar as redes internacionais de colaboração nas artes vivas latino-americanas, contando ainda com a interlocução curatorial da idealizadora e diretora artística Mariana Mello. Ao acionar esses espaços coletivos de intercâmbio, ENCUENTROS entende a travessia, o embate e a relação com outros corpos-geografias como uma provocação fundamental para os modos atuais de organização e criação nas artes vivas da América Latina e de Curitiba.
O panorama internacional reúne artistas de diferentes territórios latino-americanos na programação da CAIXA Cultural Curitiba. Do Uruguai, a criadora Eugenia S. Chirimini apresenta KRUMPFORMismo. Da Argentina, participam Iván Haidar, com a obra ¿Cómo las cosas llegaron aquí?, e a dupla formada por Constanza Copello e Delfina Serra, que apresenta Tropismo y Nastía. Representando a cena colombiana, Sara Idárraga Hamid integra a mostra com Des-emboca-dura con-mover lo atascado. Já o México marca presença com Azhareel Sierra e a performance Códice del placer. Em diálogo direto com as propostas internacionais, a cena de Curitiba se faz presente com os trabalhos ULTRAVIOLETA, de Adriana Omoto, Suíte Deserto, da Korpa Enkantada, MARIMBONDO, de André Oliveira, REGENERAÇÕES, de Majo Farias e Vitória Gabarda, e Por onde o corpo é rastro, de Nadya Romanowski.
A experiência na CAIXA Cultural Curitiba se expande ainda por meio de ações formativas e apresentações musicais que complementam a dimensão coletiva e relacional da mostra. O público e os artistas compartilharão saberes nas oficinas ministradas por Cinthia Kunifas, Laremi Paixão, Raphael Fernandes e Juliana Adur, que propõem práticas corporais de sensibilização e pensamento sobre o corpo e o mundo.
O cruzamento entre música e performance ganha força nos pocket shows que acontecem ao longo da programação. No dia de estreia, ENCUENTROS recebe Lu Faccini e o espetáculo convidado MONSTRUOSAS ALIANÇAS, de Gabriel Machado. Na segunda semana de evento, Gabriel conduzirá também o Diálogo # CITA, bate-papo público entre artistas, curadoria e público; ação acompanhada pela performance musical de Klüber. A mostra encerra com o pocket show Las Pájaras, e com o lançamento e a distribuição gratuita de uma publicação criada por Luana Navarro e Raro de Oliveira com registros criativos do projeto, estendendo a memória das escritas corporais, dos afetos e dos diálogos travados durante a mostra.
Ao conectar a cena local às urgências criativas da América Latina, ENCUENTROS consolida-se como uma cartografia viva. Cada movimento gerado ao longo desses nove dias ativa redes de alteridade, colaboração e intercâmbio. Porque o encontro é uma ação perfurativa.
Códice del placer. Crédito foto: Azur Martínez.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA ENCUENTROS
05.06 SEX 19h30: ABERTURA ENCUENTROS POCKET SHOW VOA NOITE DUO de Lu Faccini e Leo Gumiero [LIVRE] MONSTRUOSAS ALIANÇAS de Gabriel Machado, Hedra Rockenbach e Stéfani Belo [LIVRE]
06.06 SÁB 14h – 17h OFICINA CORPO-CORPO CORPO-MUNDO com Cinthia Kunifas [16] 19h30 MARIMBONDO de André Oliveira (Curitiba) [LIVRE] TROPISMO Y NASTÍA de Constanza Copello y Delfina Serra (Argentina) [18]
07.06 DOM 14h – 17h OFICINA DANÇAR É PERTENCER com Laremi Paixão [16] 18h KRUMPFORMismo de Eugenia S. Chirimini (Uruguai) [LIVRE] SUÍTE DESERTO de Korpa Enkantada (Curitiba) [16]
09.06 TER 19h30 POCKET SHOW MELINDRE de Julia Klüber Diálogo Curitiba # América Latina Bate-papo entre artistas, curadoria e público. Mediação: Gabriel Machado.
10.06 QUA 19h30 ¿CÓMO LAS COSAS LLEGARON AQUÍ? de Iván Haidar (Argentina) [LIVRE] ULTRAVIOLETA de Adriana Omoto (Curitiba) [16]
11.06 QUI 19h30 REGENERAÇÕES de Majo Farias e Vitória Gabarda (Curitiba) [18] CÓDICE DEL PLACER de Azhareel Sierra (México) [18]
12.06 SEX 19h30 POR ONDE O CORPO É RASTRO de Nadya Romanowski (Curitiba) [LIVRE] DES-EMBOCA-DURA CON-MOVER LO ATASCADO de Sara Idárraga Hamid (Colômbia) [10]
13.06 SÁB 10h – 13h OFICINA ARQUITETURAS ORGÂNICAS DO MOVIMENTO com Raphael Fernandes [16] 14h – 17h OFICINA JOGO DE INTERESSES – O INTERESSE COMO FORÇA DE APROXIMAÇÃO E CRIAÇÃO com Juliana Adur [16] 19h30 ENCERRAMENTO ENCUENTROS POCKET SHOW LAS PÁJARAS [LIVRE] Lançamento e distribuição da PUBLICAÇÃO | REGISTRO CRIATIVO [LIVRE]
SERVIÇO: Mostra ENCUENTROS | ações de diálogo em dança Curitiba – América Latina # 2ª Edição Data: De 05 a 13 de junho de 2026 Local: CAIXA Cultural Curitiba Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro, Curitiba – PR Ingressos por noite: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada) Oficinas gratuitas INFOS E INSCRIÇÕES OFICINAS: https://linktr.ee/mostraencuentros https://www.encuentros.art
Evento terá sessões especiais com entrada gratuita para o público no jardim do hospital, além de programação exclusiva para pacientes
De 23 a 29 de maio, o Hospital Pequeno Príncipe recebe a 3ª edição da Mostra de Cinema no Pequeno Príncipe, projeto cultural voltado a crianças, familiares e à comunidade. A abertura contará com sessões especiais ao ar livre, no jardim do hospital, nos dias 23 e 24 de maio, às 19h, com entrada gratuita para o público em geral, sujeita à lotação. Para participar, é necessário retirar os ingressos uma hora antes do início de cada sessão.
Entre os dias 25 e 29, as sessões são exclusivas para pacientes e familiares, mas o público pode ter acesso à programação em formato online, disponível a partir do 23 de maio a 6 de junho no site do evento.
A iniciativa, viabilizada por meio da Lei Rouanet, propõe ampliar o acesso ao cinema dentro e fora do ambiente hospitalar, criando espaços de imaginação, acolhimento e encontro. Assim como nas edições anteriores, a Mostra leva o cinema diretamente aos pacientes internados, com exibições nos televisores do hospital, garantindo acesso seguro e democrático aos conteúdos.
Nas duas primeiras edições, realizadas em 2021 e 2022, foram exibidos mais de 40 filmes, alcançando mais de 7 mil pessoas entre pacientes, acompanhantes e público online. Como nas edições anteriores, a programação contará novamente com recursos de acessibilidade, como Libras, legendas descritivas e audiodescrição, ampliando o alcance das atividades. A nova edição mantém esse compromisso e expande a experiência com sessões presenciais e uma plataforma online aberta ao público.
Olho mágico – Histórias em todo canto Com curadoria de Sabrina Demozzi e produção da Trópico Audiovisual, com direção de Diego Florentino, a 3ª Mostra reúne 20 filmes, entre curtas e longas-metragens, e propõe uma ideia simples e potente: usar o cinema como forma de “espiar” o mundo, despertando curiosidade, empatia e conexão, sob o tema Olho Mágico – Histórias em todo canto. Os filmes percorrem temas como amizade, diversidade, meio ambiente, descobertas e fantasia, criando um percurso sensível e acessível para diferentes idades e serão apresentados em quatro eixos curatoriais:
Cuidar do mundo: histórias que aproximam as crianças da natureza e da vida em relação com o ambiente; Histórias que acontecem de perto: narrativas sobre afeto, cotidiano e relações familiares; Mundos que se encontram: encontros entre culturas, territórios e modos de viver; Inventar a alegria: filmes em que a imaginação e a brincadeira conduzem as histórias.
Para a curadora Sabrina Demozzi, a Mostra é um espaço de conexão. “Poucas coisas aproximam mais as pessoas do que o cinema. E pensar uma Mostra para as crianças é buscar essa conexão com o universo infantil, que é imenso, encantado e fabuloso. Organizamos uma seleção de filmes para que a 3ª Mostra de Cinema do Pequeno Príncipe seja esse tempo de encontro: um recorte em que pessoas de diferentes idades compartilham, juntas, o espaço da imaginação.”
Ao reunir crianças, famílias, pacientes e público externo, a Mostra reforça o papel da cultura como ferramenta de cuidado, escuta e transformação.
Além das exibições dos filmes, o projeto também produziu a reimpressão do Manual Prático de Stop-Motion, um material didático que reúne uma série de atividades e acessórios pensados para estimular a criação de histórias por meio de imagens animadas. A publicação terá distribuição gratuita para pacientes do Hospital Pequeno Príncipe, estudantes da rede pública de Curitiba e região, bem como para o público presente nas sessões abertas dos dias 23 e 24 de maio. O material também estará disponível gratuitamente, em versão digital, no site oficial do projeto.
A 3ª Mostra de Cinema no Pequeno Príncipe conta com patrocínio das empresas Grupo Braspine e Grupo Fasa, e tem o Hospital Pequeno Príncipe como instituição beneficiada.
SERVIÇO: 3ª Mostra de Cinema no Pequeno Príncipe De 23 de maio a 29 de junho de 2026 Hospital Pequeno Príncipe Avenida Silva Jardim, 1677 (esquina com Des. Motta, Curitiba) Sessões de abertura 23 e 24 de maio, às 19h Eventos abertos ao público, mediante retirada de ingressos gratuitos no local uma hora antes de cada sessão (a partir das 18h) Programação online gratuita 23 de maio a 6 de junho www.cinemanopequenoprincipe.com.br Classificação: livre
Evento acontece dia 8 de março, no Museu Paranaense, com distribuição gratuita do livro, sessão de autógrafos e show da banda Choro das 7
Dia 8 de março, domingo, a partir das 10h, o Museu Paranaense recebe o lançamento do livro O Feminino em Todas as Coisas, de Thelma Alves de Oliveira, com poesias inéditas da autora curitibana e ilustrações de Ivana Cassuli. Durante o evento acontecerá distribuição gratuita de exemplares, sessão de autógrafos e show com a banda Choro das 7, formada por sete mulheres, que interpretam clássicos de chorinho.
A escolha da data dialoga com o Dia Internacional da Mulher e com o tema central do livro, que percorre o universo do feminino e das relações sociais e humanas. Com sensibilidade e força poética, Thelma conduz o leitor por textos em que o cotidiano se transforma em delicadeza e descoberta. Onde a infância, maternidade, amor e as dores do mundo se entrelaçam em versos que revelam diferentes facetas do feminino e convidam à reflexão sobre as experiências que nos conectam.
“Este livro tem o fio que borda experiências e percepções sobre ser mulher. A delícia do que a vida nos reserva e a dureza de viver numa estrutura patriarcal. Passeio pela memória e sentimento de criança, pois uma parte de mim se recusa a crescer; pelas descobertas do envelhecimento com vida vivida e amadurecida; pelo amor incomparável da maternidade; pelos ensinamentos da natureza, pelo o poder abusivo dos homens e suas inconsciências; enfim, por tudo aquilo que revela a beleza e a potência do feminino em mim e em nós, humanos”, afirma Thelma.
O projeto é viabilizado pela Lei Rouanet, tem o Hospital Pequeno Príncipe como instituição beneficiada e conta com o patrocínio das empresas: Pizzattoloog, Banco de Lage Landen, Macromaq, Avícola Pato Branco, Eletrofrio Refrigeração e NTT DATA.
Sobre a autora Thelma Alves de Oliveira é assessora da diretoria do Hospital Pequeno Príncipe , o maior hospital pediátrico do Brasil. É autora dos livros infantis “Eu sei de mim”, “Eu sei de mim. Ah, sei sim”, lançados em 2015. O Feminino em Todas as Coisas é seu livro de estreia para o público adulto. Se nomeia uma poeta do cotidiano e compartilha alguns poemas no perfil @poesiasdathelma
SERVIÇO: Lançamento O Feminino em Todas as Coisas de Thelma Alves de Oliveira Dia 8 de março (domingo), das 10h às 13h No Museu Paranaense Rua Kellers, 289 – São Francisco, Curitiba * A distribuição dos livros é gratuita, por ordem de chegada e irá acontecer durante o horário do evento conforme o estoque disponível.
Carmen Jorge, Elke Siedler e Juliana Adur. Crédito da foto: Milla Jung.
Peça de dança estreia dia 1 de outubro no Miniauditório do Teatro Guaíra, com entrada gratuita
No dia 1 de outubro de 2025, no Miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba (PR), estreia o novo trabalho da Rumo de Cultura, CHOQUE. A temporada segue até dia 19 de outubro, de quarta a sábado, às 20h e domingo, às 19h – com entrada franca.
Em cena, Carmen Jorge, Elke Siedler e Juliana Adur provam diante do público 3 versões de um circuito particular que, na mistura, monta um coletivo multidirecional de intensidades corporais que vão do riso ao choro, do canto ao gemido, do vulto à nitidez. Desenham no espaço trajetos únicos que, sobrepostos, criam possibilidade de viver pela – e não apesar – da diferença. A peça tem direção e dramaturgia de Fernando de Proença.
O trabalho de dança constrói movidas energéticas que mobilizam estados de corpo a partir do conceito de Walter Benjamin sobre Choque. Anestesiadas, precarizadas e cheias dos estímulos externos/mundo, refletem sobre relações de poder e comando respondendo com alguns desânimos as solicitações mundanas para corpos desestabilizados. Juntas e lentas, vivem em seus corpos a experiência de derretimento, escoramento, tosse – contaminação, escuta, equilíbrio, sacudida e descanso.
Se escondem para mostrar, graves e agudas, mostram o que escondem – hiperbólicas. Provam, de novo, que dançam. Suas histórias mexem com seus corpos e as relações na cena, são mulheres que vivem a devoção à dança na frente da audiência.
A metáfora é pública. A luz, de Beto Bruel e Lucas Amado, não recorta e não separa, não edita e não divide, não sublinha, não salienta – se abre. O público, dentro, experimenta verbos como sentar, olhar, mexer, calar, pensar e, como é público, tossir.
3 diferentes. Uma quer ficar pra cima, outra quer ficar em baixo, uma quer sentir no palco como nunca. Equilibra a cabeça, todo dia, toda hora. Uma hora, equilibra com o dedo do meio. Outra hora, faz a parada de cabeça. Param, pausam, caminham, pulam, tremem, fazem tremer e fazem o teatro – lugar do palco – tremer.
Além da temporada de estreia de CHOQUE, o projeto oferece uma conversa pública intitulada “Clínica do Processo”, com a equipe e Elenize Dezgeniski, psicanalista que acompanha a construção da peça. A mesa acontece no dia 4 de outubro, às 17h30, no Miniauditório, com entrada franca.
No dia 7 de outubro, acontece uma sessão fechada da peça para o público cego, com audiodescrição.
Durante o primeiro semestre, o projeto ofereceu aulas gratuitas com as dançarinas do projeto e um seminário sobre Choque, em Walter Benjamin – com a profa. Dra. Fátima Costa de Lima.
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba com incentivo da UNINTER e FIAT/Florença. Realização: Rumo de Cultura.
FICHA TÉCNICA: idealização, direção e dramaturgia FERNANDO DE PROENÇA | com CARMEN JORGE, ELKE SIEDLER e JULIANA ADUR | interlocução DIEGO MARCHIORO | luz BETO BRUEL e LUCAS AMADO | roupa AMABILIS DE JESUS | trilha sonora e preparação vocal JULIA KLÜBER | bateria BABI AGE | captação e edição de bateria GUI MIUDO | consultoria de produção musical LEO GUMIERO e RHODEN | seminário “Choque em Walter Benjamin” FÁTIMA COSTA DE LIMA | clínica do processo ELENIZE DEZGENISKI | foto MILLA JUNG | vídeo ALAN RAFFO | identidade visual LUANA NAVARRO | design gráfico ADRIANA ALEGRIA | teaser e estratégia de mídias digitais GABRIELA BERBERT | site JULIA BRASIL | assessoria de imprensa PAULA MELECH – LINHA COMUNICA | audiodescrição – roteiro e narração JOSELBA FONSECA e HELENA DE JORGE PORTELA – consultoria LUCAS ANTONIO | tradução em libras TALITA GRÜNHAGEN – TAÉ LIBRAS | estagiária MARIA EDUARDA RODRIGUES | direção de produção DIEGO MARCHIORO | produção executiva CINDY NAPOLI | realização FERNANDO DE PROENÇA e RUMO DE CULTURA
SERVIÇO: CHOQUE Miniauditório Glauco Flores de Sá Brito – Centro Cultural Teatro Guaíra (Rua Amintas de Barros, 70 – centro – Curitiba-PR) de 1 a 19 de outubro de 2025 de quarta a sábado, 20h domingo, 19h ENTRADA FRANCA *retirada de ingresso 1h antes
Mostra reúne obras de crianças e adolescentes do Hospital Pequeno Príncipe com intervenções de quatro artistas convidados
A CAIXA Cultural de Curitiba recebe, a partir de 12 de outubro, a exposição Caixa Mágica, resultado de um projeto inovador de oficinas de artes plásticas realizadas no maior e mais completo hospital pediátrico do Brasil, o Pequeno Príncipe. A exposição reúne obras produzidas com materiais recicláveis da própria instituição, como caixas de remédio, isopor e tampinhas, ressignificados sob a temática de superpoderes infantis. A mostra é fruto de 72 oficinas, orientadas por quatro renomados artistas plásticos: André Mendes, Kátia Horn, Romã Rettamozo e Verônica Fukuda, com coordenação da arte-educadora Elisa Cordeiro Brito.
Durante meses, as crianças participaram ativamente das oficinas utilizando resíduos do hospital para dar vida a suas criações, explorando suas próprias visões de superpoderes. Cada artista propôs uma abordagem única: Kátia Horn, com as crianças, criou capacetes mágicos feitos de caixas de remédio, representando superpoderes; André Mendes, utilizou a técnica da “isoporgravura”, gravura em isopor, com foco nos superpoderes da natureza; Verônica Fukuda, incentivou as crianças e adolescentes a criar personagens com ênfase nos olhos, destacando a empatia como superpoder e Romã Rettamozo instigou a garotada a produzir armaduras e braceletes, como resultado do processo de auto-reflexão e autoconhecimento.
Além das obras criadas pelas crianças, cada artista responsável pelas oficinas irá expor uma peça feita exclusivamente para a mostra.
A exposição não apenas ressignifica o que seria descartado, mas também oferece uma nova perspectiva sobre como arte e reciclagem podem caminhar juntas para criar algo poderoso e transformador. “A resiliência e a imaginação das crianças no contexto hospitalar é notável nas obras escolhidas para a exposição. A arte, neste contexto, reforça seu papel empoderador impulsionando a criatividade das crianças, adolescentes e dos acompanhantes participantes das oficinas”, afirma Elisa Cordeiro Brito, arte-educadora que coordena o projeto.
Caixa Mágica receberá visitas guiadas de alunos de escolas públicas, com a participação confirmada de 370 estudantes, criando mais uma oportunidade para o público jovem se conectar com o universo da arte e da ressignificação de recicláveis. A exposição conta com audiodescrição, a fim de receber visitantes cegos ou com baixa visão, que poderão agendar visitas guiadas.
O projeto Caixa Mágica, viabilizado pela Lei Rouanet, tem como instituição beneficiada o Hospital Pequeno Príncipe e como apoiadora a Caixa Cultural de Curitiba. Conta com patrocínio das empresas Peróxidos do Brasil, Brother, Wap Lavadoras, Grupo Bagattoli, Scherer, Terex Corporation, Verx Tecnologia, Transportadora Matão, Demóbile.
SERVIÇO [Exposição] Caixa Mágica: arte com recicláveis Local: Galeria Mezanino da CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo n° 280 – Centro Visitação: 12 de outubro a 24 de novembro de 2024 Horários: Terça a sábado das 10h às 20h | Domingo das 10h às 19h Ingressos: Entrada franca. Classificação: Livre
Acesso a pessoas com deficiência | Exposição com audiodescrição
No ano em que completaria 80 anos, artista curitibano é homenageado em montagem que fica em cartaz no Teatro José Maria Santos
Paulo Leminski foi uma figura multifacetada e fundamental para a arte brasileira, com contribuições marcantes na poesia, na literatura, na música, e até nas artes visuais. Sua obra, que abordou de forma crítica e inovadora o papel da arte na sociedade, é o mote da peça Cabaré Haikai, que estreia no dia 16 de agosto no Teatro José Maria Santos, em Curitiba.
Com direção de Roddrigo Fôrnos, a peça é uma forma de celebrar a vida e obra do artista curitibano, que faria 80 anos em 2024. A montagem aborda, entre outros aspectos, como as suas reflexões e produções questionam a função da arte no contexto sociocultural brasileiro. “Leminski constantemente desafiou a separação entre a alta cultura e a cultura popular. Ele acreditava que a arte deveria ser acessível e refletir a vida cotidiana das pessoas, rompendo com a elitização”, reflete o diretor.
Partindo de obras consagradas de Leminski, como Ensaios e Anseios Crípticos, Gozo Fabuloso, Songbook, Catatau e Toda Poesia, a peça reflexiona sobre a obra de Leminski como poeta e escritor, mas também consagra a sua vertente musical. “O universo musical do artista estará presente de forma marcante e constante ao longo da peça, como forma de ressaltar o seu talento em unir poesia e música”, explica o diretor.
A carreira de Leminski como compositor correu paralelamente e tão intensamente quanto a literária, como afirma Estrela Leminski, que assina a dramaturgia da peça ao lado de Eduardo Ramos e Roddrigo Fôrnos. “Meu pai compôs muito. Suas músicas foram gravadas por artistas como Caetano Veloso e Ney Matogrosso, e ele foi convidado para parcerias por figuras fundamentais do Tropicalismo, da Vanguarda Paulista e da cena curitibana. No entanto, como ele não queria se dedicar a interpretar suas próprias composições, muitas pessoas atribuem suas canções a parcerias. Não tanto focado em instrumentos, mas, sim, nessa ideia da linguagem, das palavras e das ideias melódicas, e isso foi desde sempre”.
No palco, os atores Ane Adade, Michele Bittencourt, Renata Bruel e Kauê Persona se debruçam sobre a obra literária e musical de Leminski, um artista reconhecido por explorar formas alternativas e experimentais, valorizando a liberdade criativa. Ao mesmo tempo, a peça busca mostrar como o poeta utilizava a arte como forma de resistência cultural, expressão da individualidade e ferramenta para desafiar as normas pré-estabelecidas.
Ficha Técnica: Direção: Roddrigo Fôrnos Direção musical e arranjos: Rodrigo Henrique Direção de movimento: Ane Adade Iluminação: Beto Bruel e Lucas Amado Cenário: Guenia Lemos Figurino: Albie Conceição Dramaturgia: Estrela Leminski, Eduardo Ramos e Roddrigo Fôrnos Assistente de direção: Eduardo Ramos Preparação vocal: Elisama Koppe Designer: Mariana Borges Técnico de Som: Valderval O. Filho Estrategista de conteúdo: Agência Vibra Assessoria de imprensa: Paula Melech Fotos: Eduardo Ramos Vídeos: Sopro Audiovisual Diretor de Produção: Roddrigo Fôrnos Assistente de Produção: Veronica Dias Elenco: Ane Adade, Michele Bittencourt, Renata Bruel e Kauê Persona Músicos: Ana Clavijo, Marcelo Oliveira, Rodrigo Henrique e Vina Lacerda Realização e produção: Na Carreira Produções Artísticas Apoio cultural: O Santo Corte / Padaria América / Cantina do Délio / Pizzaria Mercearia Bresser / Apê da 13
Serviço: Cabaré Haikai Data: De 16 a 25 de agosto – Horário: 5ª a sábado às 20h / domingo às 16h e 19h Local: Teatro José Maria Santos – Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco Ingressos R$ 60 (inteira + taxas) e R$ 30 (meia-entrada + taxas) à venda, aqui Classificação indicativa: 10 anos