2º FESTIVAL INTERNACIONAL DE PERCUSSÃO DE CURITIBA (FIP)

Festival volta a cidade para diversas ações relacionas ao campo da percussão. Projeto conta com ações formativas gratuitas e shows com entrada a R$2,00 (inteira) e R$1,00 (meia entrada)

Curitiba recebe, a partir do dia 16 de julho, a segunda edição do Festival Internacional de Percussão, o FIP Curitiba.

Ao longo de 7 dias, o público terá acesso a palestras, masterclasses, oficinas e shows ligados à música e ao universo da percussão.  Todas as ações formativas são gratuitas. Os concertos, que acontecem no Teatro Londrina (Memorial de Curitiba), custam R$2,00 (inteira) e R$1,00 (meia entrada).

O 2º FIP Curitiba é uma ação cultural que objetiva levar à cidade, um festival de música singular, absolutamente representativo para o Sul do Brasil, seguindo o formato de importantes festivais de música do mundo. O Festival mescla em suas atividades o ensino, a performance, a pesquisa e a formação de plateia. 

A segunda edição do FIP Curitiba, conta com uma programação composta por  importantes músicos do mundo, a fim de exibir um recorte do panorama mundial da música, através da percussão.

O palco do Teatro Londrina receberá todos os dias, a partir das 19h30, sete concertos com músicos exponenciais: Na primeira noite, o  Festival apresenta o Duo Desvio; no dia 17 de julho, sobe ao palco o projeto Pandeirada Brasileira, trazendo como solistas os músicos Marcos Suzano, Caíto Marcondes e Vina Lacerda. A terceira noite fica a cargo do concerto do duoUM2UO. Dia 19, é a vez do Duo Clavis, formado pelos músicos paranaenses Marcello Casagrande (vibrafone) e Mateus Gonsales (piano); na sexta- feira, 20 de julho, o show fica por conta do Grupo de Percussão da Patagônia (Argentina); dia 21 de Julho é a vez  de integrantes do grupo estadunidense  Hands On`semble, um dos maiores grupos de percussão do mundo, se apresentar no Teatro Londrina. E no dia 22 de julho, 12h00, o último show do Festival é do grupo curitibano Manoa Mano Trio. Os ingressos custam R$2,00 (inteira) e R$1,00 (meia entrada).

Os cursos, palestras e masterclasses acontecem no Conservatório de Música Popular Brasileira e no Teatro Londrina e são regidos por músicos que integram a programação do FIP e instrumentistas convidados da cidade. A entrada para as ações formativas é gratuita.

O FIP também promove, a fim de descentralizar suas ações, seis concertos e duas oficinas nas regionais de Curitiba, espalhando música por toda a cidade. Os concertos serão feitos pelo grupo Lapercutório Coletivo, grupo formado por importantes percussionistas curitibanos eas oficinas serão ministradas por Denis Mariano e Carlos Ferraz.

Em sua segunda edição, o Festival Internacional de Percussão de Curitiba, pretende alargar questões sobre a percussão e espalhar a todos os públicos música de qualidade, com acesso popular.

Este Projeto, uma idealização de Vina Lacerda com produção de Design Próprio, é realizado com o Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
2º FIP Curitiba
CONCERTOS:

DUO DESVIO
16/07, às 19h30 no Teatro Londrina (rua Claudino dos Santos – s/n – Memorial de Curitiba, PR). Ingressos 2,00 (inteira) 1,00 (meia entrada)

Formado pelos músicos Leonardo Gorosito e Rafael Alberto, DESVIO desenvolve um trabalho autoral dedicado à música brasileira, mesclando as influências populares ao pensamento erudito. Em parceria com Pedro Durães, músico especializado na
criação e performance musical com recursos eletrônicos, apresentam o formato ” work in progress” da peça encomendada pelo Savassi Festival para o projeto Música Nova, a ser oficialmente estreada em agosto de 2018 em Belo Horizonte.

PANDEIRADA BRASILEIRA
17/07, às 19h30 no Teatro Londrina (rua Claudino dos Santos – s/n – Memorial de Curitiba, PR). Ingressos 2,00 (inteira) 1,00 (meia entrada)

Pandeirada Brasileira coloca em um mesmo palco, os percussionistas Vina Lacerda, Marcos Suzano e
 Caíto Marcondes ao lado de um grupo formado por importantes músicos da cena musical curitibana. O projeto expõe o pandeiro além do choro, na modernidade da música instrumental brasileira, pelo ritmo de seus percussionistas. Passeando  além do choro, também pelo repertório solo dos percussionistas Caito Marcondes e Marcos Suzano e Vina Lacerda, o concerto se dedica a obra “Concerto Pandeiros e Orquestra de Cordas”, de Tim Rescala.  A obra conta com  arranjo para 3 pandeiros e grupo,  formado pelo músicos  André Prodóssimo, violão de 7 cordas, Gabriel Schwartz, sopros, Rodrigo Marques, contrabaixo, Julião Boêmio, cavaquinho e André Ribas, acordeon. 

CONCERTO UM2UO
18/07, às 19h30 no Teatro Londrina (rua Claudino dos Santos – s/n – Memorial de Curitiba, PR). Ingressos 2,00 (inteira) 1,00 (meia entrada)

UM2UO (Um Duo) é formado por Luís Fernando Diogo, percussionista formado na Escola de Música e Belas Artes do Paraná e Vinícius Portes, atual graduando do mesmo curso. Amigos na vida e na música há mais de dez anos, entre os festivais, trabalhos acadêmicos e profissionais em que atuam juntos, trazem ao público o repertório de percussão duo e solo através do projeto UM2UO, abrindo espaço à música nova e aos seus ´clássicos`.

DUO CLAVIS
19/07, às 19h30 no Teatro Londrina (rua Claudino dos Santos – s/n – Memorial de Curitiba, PR). Ingressos 2,00 (inteira) 1,00 (meia entrada)

Duo Clavis é formado pelos músicos paranaenses Marcello Casagrande (vibrafone) e Mateus Gonsales (piano).  Com um repertório autoral, arranjos-releituras próprias e trabalho camerístico, caminham com liberdade entre a música popular, a música contemporânea, o jazz e a livre improvisação. A sintonia da parceria musical de alto nível vem recebendo elogios e aplausos do púbico em geral e do meio musical por suas intensas e sensíveis performances. Trabalham no sentido de incentivar a criação e divulgação da música instrumental brasileira e a sua formação instrumental pouco convencional.

ENSEMBLE DE PERCUSIÓN DE FUNDACIÓN CULTURAL PATAGONIA (ARG)
20/07, às 19h30 no Teatro Londrina (rua Claudino dos Santos – s/n – Memorial de Curitiba, PR). Ingressos 2,00 (inteira) 1,00 (meia entrada)

Criado em 1999 por Angel Frette o grupo se dedica a abordar o repertório de música de câmara para percussão com foco nas obras de compositores argentinos. Mantido pela Fundación Cultural Patagonia e sediado no Instituto Universitário Patagónico de Artes, o grupo já realizou concertos com grandes nomes da percussão mundial. Entre suas principais apresentações destacam-se  concertos no Teatro Cólon (Buenos Aires), Festival de Percussão de Montevideo (Uruguai), PASIC 2010 (EUA), Festival de Cajón Peruano (Peru), Festival de grupos de percussão da Costa Rica, Festival Tamborimba (Colômbia), Tamborimbando (Portugal) além de concertos na Croácia e Espanha. Em 2005 registrou seu primeiro CD com obras de compositores argentinos.  

HANDS ON`SEMBLE – RANDY GLOSS  E AUSTIN WRINKLE (EUA)
21/07, às 19h30 no Teatro Londrina (rua Claudino dos Santos – s/n – Memorial de Curitiba). Ingressos 2,00 (inteira) 1,00 (meia entrada)

Randy e Austin, Califórnia (EUA),fazem um concerto que mistura parte do repertório dos artistas com o trabalho que desenvolvem junto ao Hands On`Semble, grupo fundado pelo renomado percussionista John Bergamo e considerado um dos mais interessantes e inovadores grupos de percussão da atualidade, fundindo diversos instrumentos da percussão mundial em uma abordagem inovadora. 

CONCERTO MANO A MANO TRIO
22/07, às 12h00 – Teatro Londrina (Rua Claudino dos Santos, s/n, Memorial de Curitiba) entrada R2,00 (inteira) R$1,00 (meia entrada)

O grupo de música instrumental brasileira Mano a Mano Trio desenvolve um trabalho que valoriza a música brasileira através de um repertório de obras reconhecidas do cancioneiro popular e das vertentes modernas da música. Formado por Sérgio Albach (clarinete),Glauco Sölter (contrabaixo) e Vina Lacerda (percussão), o grupo apresenta uma formação não usual de sonoridade peculiar, distinguindo-se pelos arranjos elaborados mesclados a improvisação. Com dois CDs lançados o grupo já se apresentou ao lado de importantes artistas nacionais e excursionou em países da América Latina e Europa. 

AÇÕES FORMATIVAS E ATIVIDADES PARALELAS
***Todas as ações são gratuitas

16/07/2018
Workshop Marcos Suzano, às 10h00 no Conservatório de Música Popular Brasileira (R. Mateus Leme, 66) Entrada Franca

Workshop Caíto Marcondes, às 14h30 no Conservatório de Música Popular Brasileira (R. Mateus Leme, 66) Entrada Franca

17/07/2018
Workshop Duo Desvio,às 10h00, no Teatro Londrina (Rua Claudino dos Santos, s/n, Memorial de Curitiba). Entrada Franca

Concerto com o grupo de percussão Lapercutório Coletivo,às 14h30, no Conservatório de Música Popular Brasileira (R. Mateus Leme, 66) Entrada Franca

Palestra Luciano Candemil, às 17h00, , no Conservatório de Música Popular Brasileira (R. Mateus Leme, 66) Entrada Franca

18/07/2018
Palestra Aglaê Frigeri, 10h,  no Conservatório de Música Popular Brasileira (R. Mateus Leme, 66) Entrada Franca

Palestra Jorge Fálcon (ARG/BR), 14h30, no Conservatório de Música Popular Brasileira  (R. Mateus Leme, 66) Entrada Franca

Workshop Marcello Casagrande, 17h00, no Teatro Londrina (Rua Claudino dos Santos, s/n, Memorial de Curitiba). Entrada Franca

19/07/ 2018
Workshop Angel Frette (ARG) 10h00, no Conservatório de Música Popular Brasileira  (R. Mateus Leme, 66) Entrada Franca – CMPB

Mesa Redonda“O choro no CMPB” com Sérgio Albach, Ana Paula Peters e Lucas Mello, 14h30, no Conservatório de Música Popular Brasileira (R. Mateus Leme, 66) Entrada Franca

Roda de Choro, 17h00, no Conservatório de Música Popular Brasileira  (R. Mateus Leme, 66) Entrada Franca – CMPB

20/07/2018
Workshop Ensemble de Percusión de Fundación  Patagônia (ARG), 10h, no Conservatório de Música Popular Brasileira  (R. Mateus Leme, 66) Entrada Franca

Workshop Hands On`Semble (USA) – Randy Gloss e Austin Wrinkle (USA),14h30,no Conservatório de Música Popular Brasileira  (R. Mateus Leme, 66) Entrada Franca 

21/07/2018
Roda de Pandeiro com Vina Lacerda, 11h,  , no Conservatório de Música Popular Brasileira  (R. Mateus Leme, 66) Entrada Franca

Oficina Coletivo Nós em Traço “Corpo com som”(atividade para crianças)  16h,  Memorial de Curitiba (rua Claudino dos Santos s/n) Entrada Franca

22/07/2018
Concerto Curimba Treme Terra, 11h00, no Memorial de Curitiba (rua Claudino dos Santos s/n) Entrada Franca

Encerramento do Festival – Sarau do Julião Boêmio, 14:30  – Espaço Carmela (Rua Dr. Claudino dos Santos 72)Entrada R$10,00

EXPOSIÇÃO REÚNE FOTOS DA SERRA DO MAR PARANAENSE

Pico Caratuba. Foto de Lucas Pontes

“Mar de Nuvens”, do fotógrafo Lucas Pontes, permanece em exposição até dia a 22 de julho de 2018 no Memorial de Curitiba.

As principais cadeias montanhosas e paisagens da Serra do Mar Paranaense, onde se localizam os maiores picos do sul do Brasil, são tema da exposição “Mar de Nuvens”, do fotógrafo Lucas Pontes. A mostra vai apresentar ao público uma seleção de imagens do livro “Mar de Nuvens”, lançado em dezembro de 2017.

A publicação conta com textos de especialistas na área, ilustrações e fotografias do conjunto arquitetônico da Serra do Mar. “O resultado é uma combinação do fotógrafo, que utiliza a técnica e sua sensibilidade de captar imagens, e do geógrafo, que procura entender a gênese e a evolução da paisagem destas cadeias montanhosas”, descreve Leonardo J. Cordeiro dos Santos, professor doutor em geomorfologia e solos da UFPR.

“Mar de Nuvens” é inspirado na experiência pessoal do fotógrafo e montanhista com a serra do mar ao longo de sua vida. É o registro desta bela combinação de paisagens e as frequentes nuvens nestes locais montanhosos criando cenários únicos e surpreendentes a todo instante. O projeto é apoiado pela Lei de Incentivo a Cultura de Curitiba – Mecenato.

Lucas Pontes é mineiro, mas vive em Curitiba desde 1989. É geógrafo, mestre em Paisagem e Análise Ambiental pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na fotografia seus projetos abordam principalmente as paisagens, a natureza, o cotidiano e a cultura do homem. Já teve fotos premiadas em concursos nacionais e internacionais. Atualmente é fotógrafo comercial e impressor de suas fotografias.

Serviço:
Exposição “Mar de Nuvens”
Período expositivo: 23 de maio a 22 de julho de 2018.
Memorial de Curitiba – Salão Brasil (3º andar)
Dr. Claudino dos Santos, 79 – São Francisco, Curitiba – PR
Entrada gratuita

NO SÁBADO, FESTIVAL DE ETNIAS VAI DEBATER DIVERSIDADE ÉTNICA, IMIGRAÇÃO E O DRAMA DOS REFUGIADOS

No Brasil, haitianos enfrentam hoje problemas similares aos que enfrentavam os imigrantes do século XIX. Foto: Brunno Covello.

Em 2017, pela primeira vez o Festival Folclórico de Etnias vai deixar por um momento os palcos do Teatro Guaíra para se concentrar em um debate sobre um tema bastante contemporâneo: as atuais ondas de imigração no Brasil e no mundo e o drama dos refugiados.

Para ficar apenas em um recente e chocante alerta emitido pela ONU, hoje existem aproximadamente 50 milhões de crianças deslocadas no mundo, das quais 28 milhões foram expulsas de suas casas por conta de conflitos armados, e tem necessidade urgente de ajuda humanitária e acesso a serviços essenciais.

“São crianças que, se não receberem suporte, tem forte potencial vulnerável a degradações sociais, como violência, drogas, terrorismo”, avisa Élisson de Souza e Silva, mestre em filosofia e produtor cultural, que será o mediador do debate.

A mesa acontece no sábado, 8, às 16h30, no Memorial de Curitiba. A entrada é gratuita. Também participam o professor de sociologia e estudioso da imigração Márcio Sérgio de Oliveira, a presidente da Associação Interétnica do Paraná (Aintepar), Blanca Hernando Barco, o repórter fotográfico Bruno Covello, que retratou a imigração haitiana no Brasil, e o professor de antropologia Lorenzo Gustavo Macagno.

O Festival Folclórico de Etnias é uma realização da Aintepar, em parceria com a Trento Edições Culturais e a Universidade Livre da Cultura (Unicultura).

Agora como antes
A discriminação enfrentada pelos expatriados é uma constante na história do mundo e do Brasil. “Os primeiros imigrantes, quando chegaram aqui, enfrentaram problemas similares aos que os haitianos enfrentam agora”, afirma Élisson.

Nesse aspecto, uma das principais características é que essas comunidades acabam ficando reclusas, pouco interagindo com o local onde vivem.

Os poloneses, por exemplo, são de longe a mais numerosa etnia a se estabelecer no Paraná – estima-se que cerca de 70 mil tenham chegado aqui a partir de 1870 –, mas não passaram incólumes ao processo de adaptação à nova terra. Hoje, Curitiba é conhecida como a “capital polaca do Brasil”, mas dentro da cidade a etnia tem certa invisibilidade, na avaliação do professor Márcio Sérgio de Oliveira. “A gente não tem um restaurante polonês na cidade, se você parar para pensar. Já os italianos têm um bairro gastronômico inteiro”, exemplifica. “E os dois grupos começaram a chegar aqui mais ou menos ao mesmo tempo, com os poloneses em muito maior número”, continua.

Diferentes povos migrantes que se estabelecem em uma mesma região também podem acabar criando conflitos. “Alemães e italianos nunca se bicaram muito”, exemplifica Márcio Sérgio.

Outro exemplo envolve mais uma vez os poloneses, que quando aqui chegaram, fugindo da fome e da opressão na terra de origem, encontraram outras etnias já estabelecidas. Com os alemães, tinham uma animosidade histórica, o que foi os tornando mais isolados.

Os reflexos disso podem ser facilmente percebidos hoje. O fato de as comunidades de imigrantes que se fixaram em Curitiba a partir do século XIX interagirem pouco entre si – até por não falarem a mesma língua – contribuiu para reforçar um dos traços tidos como mais marcantes na cultura curitibana: o caráter “frio” e “fechado” de seus habitantes. “Os imigrantes são responsáveis por nossa diversidade cultural, pujança econômica e variedade de produção agrícola, mas o caminho até isso não foi fácil”, destaca Márcio Sérgio.

Dentro desse quadro, a manutenção de tradições folclóricas pode ser o único elo que resta entre o expatriado e sua terra de origem. “O imigrante é quase sempre alguém que perdeu a identidade. Ele é um estranho onde vive e será um estranho também se voltar para o seu lugar natal. Talvez o folclore, essa nostalgia, seja tudo que lhe resta”, finaliza Élisson de Souza.

Serviço
Debate: diversidade étnica, imigração e refugiados.
Sábado, 8 de julho, às 16h30.
No Memorial de Curitiba, R. Dr. Claudino dos Santos, 79 – São Francisco, Curitiba
Entrada gratuita.
Os ingressos devem ser retirados 30 minutos antes, na bilheteria do teatro.