ENTRE GUERRA E AFETO: “CONTO DE FARIDA” ESTREIA EM CURITIBA COM LUÍS MELO

Na foto de Vitor Dias, o elenco da nova montagem do AP da 13 e da Cardume Cultural: Luis Melo, Ciliane Vendrusculo, Mayra Fernandes e Camila Ferrão, que estreia dia 13 de março no Zé Maria.

Inspirado no trabalho premiado do fotógrafo Maurício Lima e em relatos reais de refugiados sírios, o espetáculo dirigido por Eduardo Ramos conecta a história íntima da família Farah a um cenário global de deslocamento humano e faz temporada gratuita no Teatro José Maria Santos a partir de março.

No dia 13 de março, o Teatro José Maria Santos recebe a estreia nacional de “Conto de Farida”. Com dramaturgia de Luci Collin e direção de Eduardo Ramos, o espetáculo aborda os impactos da guerra e do exílio a partir da história de uma família, marcando o retorno de Luís Melo aos palcos paranaenses em uma narrativa sensível sobre as tantas diásporas existentes na atualidade.

Realizado pela AP da 13 com produção da Cardume Cultural, o espetáculo transforma em cena uma realidade contemporânea urgente: a trajetória da família Farah ecoa a experiência de milhões de pessoas forçadas a deixar seus territórios em contextos de conflito e perseguição.

De acordo com o diretor do espetáculo Eduardo Ramos, a obra acompanha uma família síria dilacerada pela guerra, confrontada com escolhas extremas entre partir ou permanecer, preservar a memória ou buscar um futuro possível. “Entre silêncios, despedidas e gestos de resistência, a cena se constrói como espaço de escuta e testemunho, encontrando lugares possíveis de existir, em um cenário onde a humanidade deixou de existir”, conta o diretor.

A encenação tem como referência visual a exposição “Farida – Um Conto Sírio”, do fotógrafo brasileiro Maurício Lima, vencedor do Prêmio Pulitzer em 2016, que acompanhou por 51 dias a fuga de uma família de Alepo. Essa experiência se articula aos relatos reais dos artistas sírios Abed Tokmaji, Myria Tokmaji e Lucia Loxca, radicados no Brasil há 12 anos, que contribuem diretamente para a dramaturgia a partir da vivência do exílio.

No palco, a história da família Farah revela o dilema de quem vê a guerra bater à porta: o conflito entre o apego às raízes e a urgência da sobrevivência em terras desconhecidas. Luís Melo interpreta Khaled Farah, o patriarca, acompanhado por Mayra Fernandes (a filha Aisha), Ciliane Vendruscolo (a filha Qamar) e Camila Ferrão (a sobrinha/prima Jamile), que dão voz às diferentes perspectivas de uma família fragmentada pelo avanço do conflito.

A atmosfera de urgência e tensão é reforçada pela cenografia de Fernando Marés, com tons acinzentados e planos irregulares que evocam tanto os escombros da guerra quanto o caminho incerto da travessia, enquanto o desenho de luz de Beto Bruel e Lucas Amado dialoga com a trilha sonora executada ao vivo sob a direção de Edith de Camargo, com a participação direta dos músicos sírios, Abed Tokmaji e Lucia Loxca, com alaúde, cantos e sonoridades tradicionais, transportando o público para o epicentro da narrativa.

De acordo com Eduardo, Melo começou a estreitar os laços com o AP da 13 durante a pandemia e, desde então, passou a acompanhar de perto os trabalhos do grupo. “Tivemos um contato no Campo das Artes em um projeto viabilizado por um edital de São Paulo. Essa experiência aproximou nossas trajetórias e fortaleceu a parceria. A partir daí, seguimos em diálogo, com Melo acompanhando as produções do grupo, até que surgiu o convite para que ele participasse como curador do festival Novos Olhares em 2025, conta o diretor.

Para Melo, voltar para uma produção curitibana como a que será apresentada no palco do Zé Maria unindo história, música e memória humana é profundamente emocionante. “Gosto de trabalhar com grupos dedicados, que desenvolvem processos contínuos com cuidado e comprometimento. É esse empenho que torna o retorno ao palco uma experiência feliz, responsável e memorável. É um trabalho que acredito que, daqui a muitos anos, será lembrado, pois valoriza a pesquisa, a qualidade e a autenticidade do coletivo”, afirma o ator.

Um contexto global de deslocamento sem precedentes
A história de “Conto de Farida” dialoga diretamente com uma das maiores crises humanitárias da atualidade. Segundo dados do ACNUR/ONU, ao final de 2024 e início de 2025, mais de 123 milhões de pessoas foram deslocadas à força devido a conflitos, perseguições e crises humanitárias, especialmente no Sudão, Ucrânia e Gaza. Do total, 83,4 milhões vivem como deslocadas internas e mais de 43 milhões como refugiadas. Aproximadamente 40% são crianças e adolescentes, e 4,4 milhões de pessoas são apátridas. O espetáculo transforma esses números em experiência sensível e concreta no palco.

A temporada é gratuita e inclui sessões com acessibilidade, com Libras, nos dias 14 e 21 de março, e com audiodescrição, no dia 20, ambas às 20 horas. Dentro do projeto está também a oficina gratuita de dramaturgia depoimental intitulada Corpo em Guerra: Possíveis Caminhos para além do Êxodo, ministrada pelo diretor Eduardo Ramos, a fase de inscrições vai ser divulgada no instagram do Coletivo: @apedatreze

FICHA TÉCNICA:
Dramaturgia: Luci Collin | Direção: Eduardo Ramos | Direção Musical e música ao vivo: Edith de Camargo | Pesquisa e música ao vivo: Abed Tokmaji e Lucia Loxca | Elenco: Camila Ferrão, Ciliane Vendruscolo, Luís Melo e Mayra Fernandes | Luz: Beto Bruel e Lucas Amado | Cenário: Fernando Marés | Figurino: Carmem Felipa Leme | Adereços: Eberton Lennon | Direção de movimento e preparação corporal: Flávia Massali | Preparação vocal: Edith de Camargo | Direção de Produção: Mayra Fernandes | Assistência de Produção: Karu Mochinsky | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Mídia Social: Juliana Villas Boas | Design Gráfico: Guto Stresser | Realização: Jade Rudnick Giaxa, Setra Companhia e AP da 13 | Produção: Cardume Cultural

SERVIÇO
Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco)
Datas: 13 a 26 de março (terças, quartas, quintas e sextas às 20h; sábados às 17h e 20h; domingos às 11h e 17h)
Ingresso:  Gratuito – retirada uma hora antes na bilhete do teatro)
Sessões com Libras: 14 e 21 de março (sábados às 20h)
Sessão com audiodescrição: 20 de março (sexta às 20h)
Classificação Indicativa: 14 anos

Informações adicionais

Sobre AP da 13 e Setra Companhia
O AP da 13 é um coletivo e espaço multicultural fundado pelo artista Eduardo Ramos, sede da Setra Companhia que se dedica à fricção do teatro com a dança há mais de 10 anos. De 2013 até hoje, foram 18 espetáculos tendo como norte a proposição de novas pesquisas estéticas e dramatúrgicas, na busca conceber obras que habitem um campo que transita entre o reconhecimento e a estranheza, de modo a promover experiências novas e de extrema singularidade para quem assiste aos espetáculos da Cia. Promovendo o encontro entre artistas do teatro, dança e performance, o Coletivo se destaca pela maneira que cria mecanismos entre estas linguagens. Em 2015 estreou dois espetáculos completamente singulares: Ave Miss Lonelyhearts por Gustavo Marcasse e MOMMY em parceria com a dramaturga, Mariana Mello. Em 2017, o espetáculo Contos de Nanook a partir da construção de um universo fantástico, trata das fábulas dos inuits, indígenas do Polo Norte. Em 2019, a Cia começa suas pesquisas nas reescritas dos textos clássicos a partir do mito Fedra de Eurípedes e Amor de Phaedra da dramaturga britânica Sarah Kane, estreando o espetáculo de dança teatro Fedra em: O Fantástico Mundo de Hipólito. Espetáculo convidado para a Mostra Principal do Festival de Curitiba 2019. Os últimos espetáculos do Coletivo foram: Aqui é Minha Casa (2022/24), Monstro (2023/2025), Família Original 3.0 (2024) e Multidão, espetáculo com 8 não artistas em cena, realizado em agosto de 2025.

Sobre Luis Melo
Nascido em 1957 em Curitiba, Paraná, Luís Melo é uma das referências no meio teatral, televisivo e cinematográfico brasileiro. Sua entrada no universo da dramaturgia se deu na década de 1970, por meio do curso permanente de teatro da Fundação Teatro Guaíra, em Curitiba. Uma década mais tarde em São Paulo, sob a tutela do diretor Antunes Filho no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), o ator ganha reconhecimento pela maestria e sensibilidade às técnicas de corpo e voz, e por sua potência interpretativa.  Ao interpretar Macbeth, em Trono de Sangue (1992), é reconhecido com os prêmios Shell, Mambembe e Associação Paulista de Críticos de Arte, consagrando-se como um dos grandes atores de sua geração. Três anos mais tarde, Melo é convidado para atuar na televisão brasileira pela primeira vez, atingindo uma grande popularidade fora do meio teatral, sem jamais, entretanto, abandonar os palcos.

A partir dos anos 2000, Luís Melo retorna à Curitiba e passa a dedicar-se também à formação de jovens profissionais do teatro, fundando, em parceria com a atriz Nena Inoue e o cenógrafo Fernando Marés, o Ateliê de Criação Teatral (ACT) – uma proposta expandida do CPT de Antunes Filho em São Paulo. Ao longo de seis anos de existência, o ACT promoveu importantes e indispensáveis diálogos abertos entre artistas, produtores culturais e público, e a proposta transdisciplinar do espaço foi um verdadeiro marco no fazer e pensar as artes no Paraná. Muito além do teatro, o ACT tinha como missão promover um campo fértil para a música, fotografia, artes plásticas, literatura, cinema: não havia fronteiras de linguagens ou expressões.

A herança vanguardista do ACT após o encerramento de suas atividades deixou não apenas um vácuo no meio cultural curitibano, mas também uma semente: ali brotou o sonho de Luís Melo para a idealização, construção e fundação do Campo das Artes.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

FESTIVAL NOVOS OLHARES APRESENTA CENAS BREVES DE ARTISTAS DO PARANÁ NO TEATRO JOSÉ MARIA SANTOS

A primeira edição do Festival Novos Olhares estreia dia 3 de outubro no Teatro José Maria Santos com apresentação de 20 cenas breves selecionadas partir de uma seletiva estadual.

A produção aposta em artistas emergentes do teatro e da dança, promovendo diversidade, formação e acessibilidade em uma programação gratuita e aberta ao público em Curitiba durante o mês de outubro.

De 3 a 12 de outubro de 2025, o Teatro José Maria Santos, em Curitiba, é o palco da primeira edição do Festival Novos Olhares, que vai reunir 20 artistas do teatro e da dança de diferentes cidades do Paraná. Com apresentações de cenas breves, monólogos inéditos e não inéditos com duração entre 15 e 25 minutos, a proposta é dar holofotes para artistas iniciantes das artes cênicas do estado.  “A ideia do Festival é trazer  artistas que são profissionais e aqueles que estão em início de carreira, com cenas potentes, mas que ainda não encontraram uma oportunidade na cena teatral paranaense”, afirma Eduardo Ramos, diretor e idealizador do projeto.

Com mais de 150 inscrições recebidas de todas as regiões do Paraná, a curadoria – composta por Eduardo Ramos, também diretor do AP da 13, Mayra Fernandes, da Cardume Cultural, e o ator Luis Melo – selecionou 20 propostas que priorizam a diversidade racial, de gênero, territorial e artística. A distribuição das vagas foi pensada para refletir essa pluralidade: 5 artistas negros/negras, 5 LGBTQIAPN+, 5 residentes das periferias de Curitiba e 5 de outras cidades do estado.“Tivemos como premissa selecionar artistas e coletivos profissionais que ainda estão buscando seu espaço. Nada melhor do que começar por uma cena curta, que pode futuramente ser desenvolvida em um monólogo completo”, complementa Ramos.

A abertura oficial do Festival Novos Olhares acontece no dia 3 de outubro, com apresentação de uma cena breve da atriz Rosana Stavis, que vai participar da roda de conversa com o público, junto artistas convidados Sueli Araújo, Nautilio Portela, e como cerimonialista Carlos Alencastro, o não ator que fez parte do elenco do mais recente espetáculo da Cia: Multidão. As apresentações dos selecionados acontecem nos dias 4, 5, 10, 11 e 12 de outubro, com quatro cenas por noite.

Além da programação artística, o projeto Novos Olhares oferece ainda atividades formativas gratuitas, incluindo oficinas de dança, escrita criativa e produção cultural, abertas ao público em geral. “A proposta pedagógica do festival busca fortalecer a formação de novos artistas e criar conexões entre diferentes regiões do estado. Não é só sobre mostrar uma cena, é também sobre provocar encontros, trocas e crescimento coletivo”, explica Mayra Fernandes, curadora e coordenadora do Festival. “Priorizamos a pluralidade de raça, gênero e território. Queremos que o Novos Olhares seja uma porta de entrada real para quem está emergindo no cenário das artes cênicas no Paraná”, completa.

Para garantir o acesso de todos os públicos, o festival conta com tradução em Libras em todas as apresentações e, em dois dias da programação, também haverá audiodescrição, atendendo às necessidades da comunidade cega de Curitiba. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados com uma hora de antecedência diretamente na bilheteria do teatro. A programação completa, com detalhes sobre os artistas, oficinas e atividades paralelas, será divulgada no perfil oficial da produtora no Instagram: @apedatreze

O projeto é realizado pela Sopro Produções, AP da 13 e Cardume Cultural, com apoio do Centro Cultural Teatro Guaíra, e foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura – Governo Federal.


Na foto a artista curitibana Negabi, durante o festival apresenta a Cena Visualínguas.

Serviço:
Festival Novos Olhares
De 3 a 12 de outubro de 2025 – sexta e sábado às 20h e domingo às 18h
Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba
Ingressos: Gratuitos (retirada de ingressos 1h antes no local)
Acessibilidade: Tradução em Libras em todas as apresentações, audiodescrição nos dias 4 e 11 de outubro.
Informações e programação completa: @apedatreze

Ficha Técnica:
Curadoria: Eduardo Ramos, Luis Melo e Mayra Fernandes | Direção de Produção: Eduardo Ramos Idealização | Eduardo Ramos Produção executiva e Coordenação de Projeto: Mayra Fernandes | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Mídia social e gestão de tráfego: Juliana Villas Boas | Design Gráfico: Fabrício de Moraes e Guto Stresser | Equipe de Produção: Jade Giaxa, Karu Mochinsky, Carmen Felipa Leme, Elber Tavares | Atividades formativas: Amanda Leal, Flávia Massali, Mayra Fernandes | Convidados especiais: Rosana Stavis, Sueli Araújo, Nautilio Portela e Carlos Alencastro | Acessibilidade: Fluindo Libras | Apoio: Centro Cultural Teatro Guaíra e Blip | Realização: Sopro Produções, AP da 13 e Cardume Cultural

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

FESTIVAL ABRE INSCRIÇÕES PARA A SELEÇÃO DE MONÓLOGOS DE TODO O ESTADO DO PARANÁ

Na arte de Fabrício de Moraes, Curitiba recebe o inédito Festival Novos Olhares: palco para a diversidade e novos talentos do Teatro Paranaense.

Primeira edição do festival paranaense Novos Olhares, vai selecionar 20 artistas para apresentação de “cena breve” no Teatro José Maria Santos, no mês de outubro, em Curitiba. O formulário de inscrição está disponível no link da Bio do @apdatreze até o dia 29 de junho de 2025. 

A cena cultural de Curitiba se prepara para um marco em 2025. O AP da 13 – Espaço de Criação, um dos principais espaços independentes da cidade, anuncia a primeira edição do Festival Novos Olhares, uma iniciativa dedicada a impulsionar a carreira de artistas emergentes do teatro paranaense. O processo vai selecionar 20 monólogos com o requisito de “cena breve”, com duração entre 15 e 25 minutos, sejam eles trabalhos inéditos ou já existentes. A curadoria ficará a cargo de três renomados artistas paranaenses: Mayra Fernandes, atuante e produtora cultural; Eduardo Ramos, diretor artístico do AP da 13; e, o ilustre ator Luis Melo. 

Comprometido com a pluralidade e a diversidade, o Festival Novos Olhares vai priorizar a seguinte distribuição das 20 vagas, sendo 5 para artistas negros/negras; 5 para artistas LGBTQIAPN+; 5 para artistas domiciliados nas periferias de Curitiba; e 5 vagas para inscritos de outras cidades do Paraná. “O Festival tem como caráter principal, selecionar artistas ou coletivos emergentes, a fim de gerar oportunidade para que estes tenham destaque por suas pesquisas e trabalhos, ganhando protagonismo que muitas vezes é desafiador no início da carreira artística”, conta Eduardo Ramos. 

Além da origem e identidade dos artistas, a curadoria também valoriza o tempo de carreira, com foco em atrizes e atores que ainda não possuem grande reconhecimento. “A ideia do Festival é dar holofote a artistas que são profissionais, com cenas potentes, mas que ainda não encontraram uma oportunidade de destaque na cena teatral paranaense”, enfatiza Ramos.

Cada selecionado de Curitiba, receberá 3 mil reais para apresentar sua cena, e artistas e coletivos de outras cidades do Paraná, receberão 4 mil reais. “O valor é um grande estímulo para que os selecionados se sintam valorizados, já que normalmente no início da carreira, os artistas produzem muito de forma independente, para construir portfólio”, destaca Eduardo, diretor do AP da 13. 

O Festival Novos Olhares acontecerá em outubro deste ano no Teatro José Maria Santos. A programação, de seis dias, será totalmente gratuita e, além das apresentações dos monólogos selecionados, terá oficinas, rodas de conversa e leituras encenadas. Para garantir a acessibilidade, todas as apresentações terão intérpretes de libras e dois dias contarão com audiodescrição.

As inscrições estão abertas para artistas de todo o Paraná, de 26 de maio a 29 de junho de 2025. O link para inscrição e todas as informações da convocatória estão disponíveis no Instagram do Espaço Cultural: @apedatreze

O projeto é realizado pela Sopro Produções, AP da 13 e Cardume Cultural, com apoio do Centro Cultural Teatro Guaira, e foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura – Governo Federal. 

Sobre o AP da 13
O AP da 13 é uma referência de espaço cultural independente em Curitiba. E movimenta o cenário artístico curitibano há 9 anos, com uma programação multicultural: realização de oficinas de interpretação, residências artísticas, mostras de teatro e dança, festivais e exposições, recebendo neste período mais de 7 mil pessoas entre artistas e público de todo o Brasil. Neste período, o AP colaborou como pioneiro na cidade, na abertura de novos espaços culturais independentes, sendo referência para a classe artística, pelos desenvolvimentos de projetos que fomenta, desde a formação e capacitação de jovens artistas a pesquisas e investigação em novas formas de dramaturgia.

O espaço também sedia a Setra Companhia, fundada pelo diretor e dramaturgo Eduardo Ramos, coletivo que a cada trabalho, convida artistas de distintas linguagens para a feitura dos seus processos, friccionando suas obras entre o teatro, a dança e performance. Destacam-se as obras MOMMY (2016), com a atriz Rosana Stavis, CONTOS DE NANOOK, espetáculo que recebeu 2 prêmios e nove indicações no Troféu Gralha Azul.

Em 2019, a Cia estreou o espetáculo FEDRA com codireção de Michelle Moura e Maikon K. no elenco, na Mostra Oficial do Festival de Curitiba. Os últimos trabalhos são: Aqui é Minha Casa, monólogo com a atriz Ciliane Vendruscolo, e o espetáculo de dança teatro intitulado Família Original 3.0. 

SERVIÇO:
FESTIVAL NOVOS OLHARES 
Inscrições: Link na Bio @apedatreze
Período de inscrições: 26 de maio a 29 de junho 2025
Divulgação selecionados: 31 de julho 
Informações: festnovosolhares@gmail.com

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

CAMPO DAS ARTES RECEBE MARCIO JULIANO OUTRO SAMBA NA MOSTRA PÔR DO SOL

Marcio Juliano e banda. Foto: Leandro Taques.

As apresentações do show (dias 01,02, 08 e 09 de abril) também fazem parte da programação do Festival de Teatro de Curitiba.

Ousadia, contemporaneidade, lirismo e bom humor caracterizam o show Marcio Juliano Outro Samba, próxima atração da Mostra Pôr do Sol, dias 01, 02, 08 e 09 de abril, às 20h, no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã-PR. O evento marca a abertura oficial do espaço, projeto de vida do ator paranaense Luís Melo, que vem sendo construído desde 2008.

O show é uma experiência cênica musical multimídia que tem como fonte de inspiração o repertório e os artistas da Época de Ouro da música brasileira, período que vai de 1929 a 1945. Desdobramento da pesquisa realizada pelo cantor Marcio Juliano em trabalhos anteriores, No Samba” (2016) e “Noël” (2006).

Com caráter teatral e leitura contemporânea deste universo musical, Outro Samba conta com interações e intervenções de projeções mapeadas, com áudios sincronizados. “A ideia é revisitar uma estética muito explorada por esta geração de compositores, a do cinema”, revela Marcio que também dirige o show. A assistência de direção e iluminação é de Nadja Naira (Companhia Brasileira de Teatro). Outro Samba traz ao palco músicos virtuosos: Sérgio Albach (clarone), que assina a direção musical, Lucas Melo (violão 7 cordas) e Luis Rolim (bateria e percussão). Misturando diferentes linguagens projeta em cena participações especiais como a Orquestra à Base de Sopro e o trombonista Raul de Souza, falecido no ano passado.

Dorival Caymmi, Wilson Baptista, Noel Rosa, Pixinguinha, Ary Barroso estão presentes no repertório com narrativa diversa que homenageia o samba e suas múltiplas possibilidades, mas que sobretudo evoca a alegria, o amor e a superação da melancolia.

O show estreou em Curitiba, no final de 2019, ano de lançamento do CD de mesmo nome e, durante a pandemia, em 2021, foi adaptado ao formato digital, virou DVD e circulou virtualmente pelo interior do Paraná. “Participar da Mostra é uma experiência muito feliz, vamos oferecer ao público um espetáculo com uma abordagem diferente, é um show de música ancorado no teatro. Voltar ao presencial, poder ensaiar, preparar o show e o espaço para receber o público é muito emocionante”, comemora Marcio que também é o produtor geral da Mostra Pôr do Sol.

“O Campo das Artes é um espaço muito importante, único no Brasil. O fato dele estar situado no Paraná é uma riqueza para nós. Espero que esta iniciativa privada do Luís Melo sirva de inspiração ao poder público para que, por meio das leis de incentivo, movimente este lugar com muitas atrações e oportunidades artísticas porque o público está sedento de arte. Todos os ingressos da Mostra esgotaram em apenas 8 horas após a distribuição pelo site”, conta.

O evento integra a programação do Festival de Teatro de Curitiba – edição 2022.

Confira a PROGRAMAÇÃO da Mostra que segue até 16 de abril:
1 e 2 de abril – 20h
Marcio Juliano Outro Samba – Cia Ilimitada
*durante o Festival de Teatro de Curitiba

8 e 9 de abril – 20h 
Marcio Juliano Outro Samba – Cia Ilimitada
*durante o Festival de Teatro de Curitiba

15 e 16 de abril – 20h
O Arquipélago – Súbita Companhia de Teatro  

MOSTRA PÔR DO SOL VIRTUAL
Local: Canal Campo das Artes no Youtube
www.youtube.com/channel/UCAVR2jOa08eYZ46p31YuzLw
Horário: 20h
Datas: 
19 de abril 
Manaós – Trupe Ave Lola (Duração: 80min)
20 de abril 
Noël.doc – Marcio Juliano e Cia ilimitada (Duração: 53min)
21 de abril 
Aqui – Súbita Companhia de Teatro (Duração: 60min)

Projeto realizado com o apoio da Copel, por meio do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura), da Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná.

SERVIÇO:
MOSTRA PÔR DO SOL – 11 de março a 16 de abril
Espetáculo: SHOW MARCIO JULIANO OUTRO SAMBA
Data: 01, 02, 08 e 09 de abril 
Horário: 20h
Local: Campo das Artes (Estrada da Lage, 370 – São Luiz do Purunã/Balsa Nova-PR)
Contato exclusivo por whatsapp: 41 99995 8383
Email: contato@campodasartes.com.br
Ingressos gratuitos mediante reserva pelo site: www.campodasartes.com.br/
Capacidade: 100 pessoas por apresentação
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: Livre 

Ficha Técnica – Show Marco Juliano Outro Samba
Direção, Pesquisa e Concepção: Marcio Juliano. Direção Musical: Sérgio Albach. Iluminação e Assistência de Direção: Nadja Naira. Som: Chico Santarosa. Projeções: Alan Raffo. Animação: Carlon Hard e Rômolo D’hipólito. Figurino: Áldice Lopes. Elenco: Marcio Juliano, Luís Rolim, Lucas Melo e Sérgio Albach. Participação Virtual: Raul de Souza, Uyara Torrente, Érica Silva, Iria Braga, Milena Tupi, Cássia Damasceno e músicos da Orquestra à Base de Sopro de Curitiba. Assessoria de Comunicação: Glaucia Domingos. Realização e Produção: Companhia Ilimitada.

Sobre Marcio Juliano 
Marcio Juliano é um artista brasileiro. Natural de Curitiba, começou no teatro e na música aos 15 anos. De lá para cá escreveu, compôs, cantou, atuou, dirigiu, dançou, operou luz, foi contrarregra, produziu. Em 2005, fundou a Cia Ilimitada, produtora cultural onde realiza seus projetos. Como cantor, estreou em 2006, Noël, show cênico musical em homenagem a Noel Rosa, com direção de Marcio Abreu e Direção Musical de Sérgio Albach. O disco Noël veio em 2009, com ele Marcio visitou teatros de 25 cidades brasileiras, em mais de 70 apresentações, que tiveram um público de 50 mil espectadores. Seu trabalho mais recente é o projeto Outro Samba, que faz uma releitura das composições da Época de Ouro e inclui a gravação de CD e também DVD e pode ser conferido no site do artista: http://marciojuliano.com.br/

SAIBA MAIS:
www.campodasartes.com.br/
www.instagram.com/_campodasartes/
Facebook: @campodasartesbrasil

CONTATOS:
Produção
Marcio Juliano
marciojulianocontato@gmail.com
41 99902 5147
Laura Tezza
lauraproducaoavelola@gmail.com
41 99995 8383
Mídias Digitais
Jamilssa Melo
jamilssa@arvorealta.net
92 98161 1848

NENA INOUE FAZ TEMPORADA ONLINE, GRATUITA E COM TRADUÇÃO EM LIBRAS DO PREMIADO SOLO “PARA NÃO MORRER”

Nena Inoue. Foto: Lidia Ueta

O espetáculo visto por mais de 27 mil pessoas, rendeu à Nena o Prêmio Shell 2019 de Melhor Atriz no Rio de Janeiro, além do Troféu Gralha Azul de Melhor Atriz em 2017. Agora em versão on-line, gratuita e com tradução em Libras, a gravação da obra segue todos os protocolos de saúde e além das apresentações, o projeto oferece debates e oficinas abertas para o público

A atriz Nena Inoue fará uma temporada online com 15 exibições do espetáculo “Para Não Morrer”, sendo 5 abertas e gratuitas para o público nos dias 3, 4, 5, 11 e 12 de setembro às 20h, e 10 fechadas e exclusivas para entidades e coletivos de apoio à mulheres, instituições, movimentos sociais, associações de professores e de classe, além do público feminino que se encontra em isolamento social mesmo antes da pandemia, como presidiárias e idosas em asilos. Todas as exibições online possuem tradução em Libras e serão seguidas de um debate ao-vivo com o público a partir da obra apresentada, também com tradução simultânea em Libras.

As 5 apresentações abertas serão exibidas nas páginas do Espaço Cênico e dos parceiros Brasil de Fato, MST Nacional, Bicicletaria Cultural e Mães pela Diversidade. E para quem quiser se inscrever e receber o link da exibição e debate por e-mail momentos antes da exibição, basta fazer uma inscrição simples e gratuita pela plataforma: https://bit.ly/32tW6Wn

Dentro do contexto da pandemia, a atriz e produtora cultural Nena Inoue trabalhou para que todas as mudanças necessárias fossem feitas e adaptou o projeto para cumprir temporada on-line respeitando o distanciamento social: “Neste momento pandêmico, onde os trabalhadores da cultura se encontram impedidos de trabalhar e temos milhões de artistas e técnicos desempregados no Brasil, me propus a atuar da forma possível e, respeitando o isolamento social, a forma de seguir e levar nosso teatro ao público neste momento é via on-line, então se assim é, assim será. Consegui também manter a proposta de trabalho inicial e levar este trabalho a comunidades menos favorecidas, incluindo mais profissionais ao projeto – como registros de vídeo, transmissões, além de locação de um espaço teatral parceiro (o Ave Lola) – estamos nos movendo e criando caminhos para continuar, possibilitando trabalho e remuneração aos nossos profissionais do teatro”, afirma a artista.

Em cena e online, Nena se transforma numa mulher ancestral e onipresente, que se apropria da palavra e traz à memória várias personagens históricas: mulheres negras, indígenas, guerrilheiras, mães, avós, filhas, de diferentes épocas e lugares que foram violentadas, torturadas, assassinadas e esquecidas.

A obra está em cartaz desde 2017 e já foi assistida por mais de 27.000 pessoas. Sobre o espetáculo, o crítico teatral do jornal “O Globo”, Patrick Pessoa, escreveu: “Nena Inoue transforma luto em luta… espetáculo para não perder”. O solo conta com dramaturgia de Francisco Mallmann a partir da obra “Mulheres”, do uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015). A encenação concebida por Nena, tem direção de texto de Babaya e apresenta temáticas femininas e feministas atreladas a questões histórico-políticas, especialmente da América Latina.

O projeto foi adaptado para que as apresentações online e debates ofereçam uma experiência enriquecedora para o público e foi produzida de forma segura para artistas e técnicos, seguindo todos os protocolos de segurança de saúde para a gravação do espetáculo.

Além das 5 apresentações abertas e das 10 apresentações fechadas para instituições parceiras, o projeto prevê debates posteriores às exibições do espetáculo – que se transformarão em uma série de podcasts – além de 11 Oficinas de Iniciação Teatral, direcionadas gratuitamente ao público que assistir ao espetáculo, que acontecerão de forma on-line, no decorrer de setembro e outubro.

Lembrando que 5 de todas as exibições online são gratuitas e abertas, e podem ser assistidas nas páginas do Espaço Cênico (03/09) e nas páginas dos parceiros Brasil de Fato (04/09), MST Nacional (05/09), Mães pela Diversidade (11/09) e Bicicletaria Cultural (12/09). E para que o público interessado possa se programar e ser avisado na data e horário da exibição, é necessário o cadastro gratuito no link: https://bit.ly/32tW6Wn

Serviço:
Exibições online, gratuitas e com tradução em Libras do espetáculo “Para Não Morrer”, seguidas de debate com o público.
Exibições GRATUITAS e abertas nos dias 03, 04, 05, 11 e 12 de setembro às 20h. 
Inscrição online e gratuita via site: https://bit.ly/32tW6Wn

Também é possível assistir as exibições nas páginas:
03/09: Espaço Cênico – www.facebook.com/espacocenicocuritiba
04/09: Jornal Brasil de Fato – www.facebook.com/brasildefato
05/09: MST Nacional – www.facebook.com/MovimentoSemTerra
11/09: Mães pela Diversidade – www.facebook.com/MaespelaDiversidade
12/09: Bicicletaria Cultural – www.facebook.com/bicicletariacultural

As exibições GRATUITAS e fechadas para parceiros acontecerão nos dias:
28/08 e 6, 7, 10, 12, 13, 14, 16, 18, 19/09.

Nena Inoue. Foto: Luísa Bonin.

Sobre Nena Inoue:
Nascida em Córdoba (Argentina) e desde os nove anos no Brasil, Nena Inoue é artista gestora, produtora, diretora teatral e atriz formada em 1978 pelo Curso Permanente de Teatro do Centro Cultural Teatro Guaíra. Completando 40 anos de carreira, contabiliza mais de 80 espetáculos profissionais e atua ainda como Coordenadora do Espaço Cênico desde 1997. Esteve na mesma função por nove anos (2000 a 2009) ao lado de Luís Melo no ACT – Ateliê de Criação Teatral, espaço que realizou e abrigou distintos trabalhos de caráter multiárea. Foi também Diretora Artística do Centro Cultural Teatro Guaíra (2003 a 2006); produtora da Sutil Companhia de Teatro (2008 a 2010) e, desde 2009, tem sua produção artística voltada às temáticas de caráter histórico-político-social.

Sobre o espetáculo:
Até o momento realizou 250 apresentações com um público aproximado de 27.000 pessoas. Estreou no Festival de Curitiba/Mostra Oficial, em abril de 2017 e nesse ano fez temporadas em Curitiba, no Teatro José Maria Santos, Ave Lola Espaço de Criação, Espaço Fantástico das Artes e em São Paulo, no SESC Pinheiros/SP. Apresentou-se nos festivais FILO – Festival Internacional de Londrina, no SINGA-Simpósio Internacional de Geografia Agrária e na Mostra SÓ EM CENA, de Maringá. Em 2018 no FICA Natal – Festival Internacional de Natal, no III Curitiba Mostra/Festival de Curitiba e temporadas no Teatro Poeirinha (RJ) e Teatro Guaíra (PR) e circulação pelo SESC PR nas cidades de Londrina, Maringá, Cascavel, Paranavaí e Ponta Grossa. Em 2019 apresentações no SESC Ginástico (RJ), no Teatro Municipal de São João del Rey, Mostra Resistências em São José do Rio Preto, no Teatro do SESI de São José dos Pinhais, Circulação SESC SC em 8 cidades (Florianópolis, Blumenau, Itajaí, Joinville, Jaraguá do Sul, Concórdia, Laguna, Lages; duas temporadas no Teatro Lala Schneider e participou do Festara – Festival de Teatro de Araçatuba. EM 2020 apresentou-se no SESC São José dos Campos.

Premiações: Prêmio Troféu Gralha Azul 2017 de Melhor Atriz e Prêmio Shell 2019 de Melhor Atriz.

FICHA TÉCNICA:
Dramaturgia: Francisco Mallmann, à partir da obra de Eduardo Galeano
Direção e Atuação: Nena Inoue
Direção de Texto: Babaya Morais
Iluminação: Beto Bruel
Figurino: Carmen Jorge
Cenário: Ruy Almeida
Gravação: Alan Raffo e Lidia Ueda
Técnico Operador: Vinícius Sant
Identidade Visual: Martin Castro
Fotografias: Elenize Deszgeniski, Lidia Ueta, Marcelo Almeida, Raquel Rizzo, Luísa Bonin
Assessoria de Imprensa e Mídias Sociais: Luísa Bonin e Thays Cristine – Platea Comunicação e Arte
Vídeos Redes Sociais: Diego Florentino – Trópico TV
Produção: Guilherme Jaccon
Assistencia Produção: Lidia Ueta
Administração: Judy Fiorese
Direção de Produção: Nena Inoue
Realização: Espaço Cênico

“PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA”

Realização:
Espaço Cênico
Incentivo:
EBANX
Incentivo:
Lei de Incentivo à Cultura
Fundação Cultural de Curitiba
Prefeitura de Curitiba

PROFISSIONAIS DA CULTURA DO PARANÁ PROMOVEM APAGÃO DA ARTE POR UM DIA

“Meu silêncio é um grito” é um manifesto da classe artística por medidas emergenciais

Nesta terça, 23, mais de mil profissionais da cultura do Paraná estão mobilizados em uma ação digital que solicita do Governador Ratinho Jr. medidas compatíveis com a situação emergencial que atinge todos as trabalhadoras e trabalhadores artísticos na pandemia do coronavírus. Além de protocolar uma Carta Aberta, assinada por mais de 200 entidades, coletivos e profissionais, Contratempo Festival pede ajuda da sociedade civil através de um abaixo-assinado a favor da classe artística.

Entre às 9h e 21h, artistas realizarão manifestações silenciosas em seus perfis do Instagram. Com a premissa “Meu silêncio é um grito”, profissionais da cultura exaltam que não podem esperar mais: estão há três meses em isolamento social. Nas perspectivas mais otimistas, o retorno de atividades e espaços culturais estão previstas para 2021. O questionamento dos profissionais é que o Estado do Paraná tem feito para lidar com esta questão? Quais perspectivas de trabalho tem pensado para esta classe? 

Coragem, Rede de Profissionais da Música de Curitiba, articuladora do Contratempo Festival irá realizar bate-papos de hora em hora em seu perfil do Instagram (@coragemrede) com Leticia Sabatella, Luís Melo, Lio Soares (Tuyo), Rimon Guimarães, entre outres. 

PROPOSTAS PROFISSIONAIS DA CULTURA

A carta e abaixo-assinado propõe cinco pontos de diálogo com o Governo do Estado do Paraná.

1. Volta da Secretaria da Cultura com Autonomia e Independência de Outras Áreas. 

2. Saber se as metas do Plano Estadual de Cultura, especificamente no que diz respeito à destinação de 1,5% (um vírgula cinco por cento) da receita estadual para o Fundo Estadual de Cultura será cumprida por essa gestão. É necessário e urgente a suplementação de recursos para o Fundo Estadual de Cultura, de forma compatível com a capacidade econômica do Estado, independentemente da aprovação e implementação da Lei Aldir Blanc. 

3. Incluir os profissionais da cadeia produtiva da cultura nos programas Luz Fraterna e Tarifa Social da Sanepar sem necessidade de comprovação de renda. Esta inclusão seria transitória e por tempo limitado, durante o estado de pandemia. 

4. Que os projetos aprovados e em andamento no PROFICE possam sofrer modificações em seu objeto, aceitando adaptações para o ambiente virtual durante o período da pandemia e permitindo assim a realização das ações e a remuneração dos profissionais da cadeia produtiva de forma imediata.

5. Exigem uma reunião com Governador, Secretário de Comunicação e Superintendente de Cultura do Paraná.

APOIE AS/OS PROFISSIONAIS DA CULTURA DO PARANÁ.

Assine o abaixo-assinado: https://bit.ly/manifestoculturapr 
Compartilhe as artes em suas redes: https://bit.ly/artescontratempo 

Marque @governoparana  e @paranacultura 

Use as #contratempofestival #CulturaImportaPR 

PROGRAMAÇÃO BATE-PAPOS 

:: 09h30 – Teo Ruiz e Leticia Sabatella.
:: 10h30 – Isa Flores e Itaercio Rocha
:: 11h30 – Marcio Juliano e Luís Melo. 
:: 12h30 – Adriano Esturilho e Giselle Lima (Pé no Palco). 
:: 13h30 – Brenda e Rimon Guimarães
:: 14h30 – Nadja Naira e Semy Monastier. 
:: 15h30 – Marcio Juliano e Marcio Abreu (companhia brasileira de teatro). 
:: 16h30 – Brenda Santos e Lio Soares (Tuyo). 
:: 17h30 – Bina Zanette e Dalvinha Brandão
:: 18h30 – Isa Flores e Vinicius Nisi – A Banda Mais Bonita da Cidade.
:: 19h30 – Bina Zanete e Jaquelivre – Slam das Gurias. 
:: 20h30 – Adriano Esturilho e Jessica Candal. 

PROGRAMAÇÃO LIVES 

:: 09h às 10h 
09h às 09h15 – Leticia Sabatella 
09h15 às 09h30 – Bia Figueiredo / Parabolé 
09h30 às 09h45 – Fotofolia / Iria Braga 
09h45 às 10h – Katiuscia Canoro / Itaercio Rocha 

:: 10h às 11h 
10h às 10h15 – Baque Mulher / Mano a Mano Trio 
10h15 às 10h30 – Maureen Miranda e Necos Yaros / Pé no Palco 
10h30 às 10h45 – Adri Menegale / Cia Portátil 
10h45 às 11h – Leonardo Cruz e Laremi Paixão / Alexandre Nero 

:: 11h às 12h 
11h às 11h15 – Cia Brasileira de Teatro / Diego Perin
11h15 às 11h30 – Aminoácido / Jossane Ferraz 
11h30 às 11h45 – Léo Fressato / Luis Mello 
11h45 às 12h – Rogeria Holtz / Rubyhoo 

:: 12h às 13h 
12h às 12h15 – Raissa Fayet / Abacate Contemporaneo 
12h15 às 12h30 – Amanda Lyra / Partigianos 
12h30 às 12h45 – Conde Baltazar / O Tiziu 
12h45 às 13h – Rimon Guimarães / Francisco Mallmann 

:: 13h às 14h 
13h às 13h15 – Antropofocus / Bea Gerolin 
13h15 às 13h30 – Cultucada / Davi Henn 
13h30 às 13h45 – A banda mais bonita da cidade / Um baile bom 
13h45 às 14h – Dow Raiz / Mahallo 

:: 14h às 15h 
14h às 14h15 – Fabiula Nascimento / Tuyo 
14h15 às 14h30 – Ave Lola / Bernardo Bravo 
14h30 às 14h45 – Festival Saliva 
14h45 às 15h – Londrina Ska Clube / Marcel Szymanski 

:: 15h às 16h 
15h às 15h15 – Leandro Daniel / Caburé Canela 
15h15 às 15h30 – De um filho, de um cego / 
15h30 às 15h45 – Chico Paes / Marcio Juliano Outro Samba 
15h45 às 16h – Súbita / Casa do Suingue 

:: 16h às 17h 
16h às 16h15 – Ethnya / Raquel Bombieri 
16h15 às 16h30 – Hause of X / Murillo Mongelo 
16h30 às 16h45 – Saulo Soul / Dalvinha Brandão 
16h45 às 17h – Sofar Curitiba / Kendri Albuquerque 

:: 17h às 18h 
17h às 17h15 – Gal Freire / Esperanza 
17h15 às 17h30 – Vigor Mortis / Grupo Fato 
17h30 às 17h45 – Central Sistema de Som / Trupe da Periferia 
17h45 às 18h – Goat Fest / Siamese 

:: 18h às 19h 
18h às 18h15 – Slam das Gurias 
18h15 às 18h30 – Familia Estranha / Obragem
18h30 às 18h45 – Juana Profunda / Rubia Divino 
18h45 às 19h – Janine Mathias / Babi Oeiras 

:: 19h às 20h 
19h às 19h15 – Curitiba Jazz Festival / Cia Senhas / Juliana Cortes 
19h15 às 19h30 – Mulamba / Cia dos Palhaços 
19h30 às 19h45 – Ricardo Pozzo / Roseane Santos 
19h45 às 20h – Karol Conka / Selvátiva 

:: 20h às 21h 
20h às 20h15 – Estrela Leminski e Teo Ruiz / Bloco Afropretinhosidade 
20h15 às 20h30 – Cia Stavis Damaceno / Mandicuera 
20h30 às 20h45 – Cultucada / Mano Cappu 
20h45 às 21h – Miss G / MUV

SERVIÇO
Contratempo Festival
data: 23 de junho, terça-feira.
horário: 9h às 21h
Página do evento no facebook, aqui
Organização: Coragem – Rede de Profissionais da Música de Curitiba

Local: conta do Instagram de cada artista. 
www.instagram.com/karolconka/ 
www.instagram.com/leticia_sabatella/ 
www.instagram.com/alexandrenero/ 
www.instagram.com/bandamaisbonita/ 
www.instagram.com/katiusciacanoro/ 
www.instagram.com/ave_lola/ 
www.instagram.com/selvaticaoficial/ 
www.instagram.com/missgburlesca/ 
www.instagram.com/luismeloficial/ 
www.instagram.com/baquemulhercwb/ 
www.instagram.com/associacao_mandicuera/ 
www.instagram.com/rochaitaercio/ 
www.instagram.com/mulambaoficial/ 
www.instagram.com/slamdasguriascwb/ 
www.instagram.com/ciadospalhacos/ 
www.instagram.com/dowraizoficial/ 
www.instagram.com/janinemathias/ 
www.instagram.com/foto_folia/ 
www.instagram.com/rimonguimaraes/ 
www.instagram.com/caburecanela/ 
www.instagram.com/deumfilhodeumcego/ 
www.instagram.com/abacate.contemporaneo/ 
www.instagram.com/ciabrasileira/ 
www.twitter.com/fabiunascimento

fonte: 
Cliteriosa Comunicação 
Santa Produção

CONTRATEMPO FESTIVAL REÚNE MAIS DE 100 ARTISTAS DE TODO PARANÁ

Contratempo Festival é também um manifesto da classe que aguarda o Pacote de Medidas de Apoio ao Setor Cultural prometido pelo Governo do Estado do Paraná para maio

Nasce um novo espaço para exaltar o poder transformador da cultura e levar sanidade às pessoas isoladas devido a pandemia. Artistas do Paraná se unem para a primeira edição do Contratempo Festival, um evento online, com mais de 100 ações ao vivo durante 12 horas consecutivas. As transmissões serão entre 9h e 21h, de terça-feira, dia 23 de junho, no canal do Instagram das/dos artistas. 

Contratempo Festival traz a multiplicidade e versatilidade do setor cultural: música, teatro, cinema, circo, literatura, performances, dança, artes plásticas, fotografia, juntas em um só evento. A cada hora, apresentações exclusivas que prometem surpreender as espectadoras e espectadores. Serão oito artistas solo, companhias e/ou bandas por hora. Karol Conka, Alexandre Nero, Fabíula Nascimento (única que será no twitter porque seus perfis foram ocupados por pessoas negras em junho), A Banda Mais Bonita da Cidade, Ave Lola, Baque Mulher, Mandicuera, Mulamba, Cia dos Palhaços, Letícia Sabatella, Janine Mathias, Dow Raiz, Fotofolia, Rimon Guimarães, Slam das Gurias CWB, Caburé Canela, De um filho, de um cego, Abacate Contemporâneo, Luís Melo, Katiuscia Canoro e cia brasileira de teatro, entre outros, outras e outres movimentam a terça-feira do Paraná. 

Mais que apresentações, o evento é um manifesto, um pedido de socorro da classe artística, uma das primeiras a parar e que não tem previsão de retorno presencial. Ao contrário de outros estados do Brasil, que logo no início da pandemia publicaram editais de auxílio emergencial ao setor, o Governo do Paraná segue sem ações efetivas. O tímido pacote de medidas de “apoio e fortalecimento do setor cultural”, anunciado para maio, ainda não aconteceu, e quando questionada sobre recursos para o Fundo Estadual de Cultura, a Superintendente de Cultura, Luciana Casagrande Pereira, comenta sobre a esperança na aprovação da Lei Aldir Blanc como único plano do Estado. A lei aguarda a sanção presidente até dia 1º de julho. 

A previsão desse recurso realmente chegar às trabalhadoras e trabalhadores da cultura é tardia para a situação de emergência que a classe enfrenta, e os artistas cobram uma resposta mais efetiva. Enquanto isso, a cadeia produtiva da economia criativa se vira da forma que dá, iniciativas como Salve a Graxa e Cultura Salva arrecadam cestas básicas e distribuem aos profissionais mais afetados pelo coronavírus. 

A Coragem – Rede de Profissionais da Música de Curitiba, articuladora do Contratempo Festival, ressalta que a classe artística rapidamente atendeu as determinações da OMS e segue apoiando a permanência do fechamento dos espaços culturais, por entender que o isolamento social é fundamental para atravessar este momento. Porém, diante da impossibilidade de continuar exercendo suas atividades profissionais, o setor necessita de medidas compatíveis com a situação emergencial que atinge todos os trabalhadores paranaenses da cultura”. O Coletivo também está participando de conversas com a prefeitura de Curitiba, onde um grupo de trabalho está sendo criado para encaminhar ações concretas de apoio. 

:: CONTRATEMPO 
O nome do festival é um indicativo para o momento que a classe artística está vivendo. Contratempo é uma circunstância ou incidente inesperado, que impede ou contraria o curso de um acontecimento, de um projeto. Na música, é um deslocamento do acento métrico natural do compasso. Onde o acento que seria no tempo forte (naturalmente) acontece no tempo fraco. Contratempo pode ser regular e irregular. 

Programação:

:: 09h às 10h
09h às 09h15 – Leticia Sabatella 
09h15 às 09h30 – Bia Figueiredo / Parabolé
09h30 às 09h45 – Fotofolia / Iria Braga
09h45 às 10h – Katiuscia Canoro / Itaercio Rocha

:: 10h às 11h
10h às 10h15 – Baque Mulher / Mano a Mano Trio
10h15 às 10h30 – Maureen Miranda e Necos Yaros / Pé no Palco
10h30 às 10h45 – Adri Menegale / Cia Portátil
10h45 às 11h – Grupo Fato / Leonardo Cruz e Laremi Paixão

:: 11h às 12h
11h às 11h15 – Cia Brasileira de Teatro / Diego Perin
11h15 às 11h30 – Aminoácido / Jossane Ferraz
11h30 às 11h45 – Léo Fressato / Luis Mello
11h45 às 12h – Rogeria Holtz / Rubyhoo

:: 12h às 13h
12h às 12h15 – Raissa Fayet / Abacate Contemporâneo
12h15 às 12h30 – Amanda Lyra / Partigianos
12h30 às 12h45 – Conde Baltazar / O Tiziu
12h45 às 13h – Rimon Guimarães / Francisco Mallmann

:: 13h às 14h
13h às 13h15 – Antropofocus / Bea Gerolin
13h15 às 13h30 – Cultucada / Davi Henn
13h30 às 13h45 – A banda mais bonita da cidade / Um baile bom
13h45 às 14h – Dow Raiz / Mahallo

:: 14h às 15h
14h às 14h15 – Fabiula Nascimento / Tuyo
14h15 às 14h30 – Ave Lola / Bernardo Bravo
14h30 às 14h45 – Festival Saliva / Juliana Cortes
14h45 às 15h – Londrina Ska Clube / Marcel Szymanski

:: 15h às 16h
15h às 15h15 – Leandro Daniel / Caburé Canela
15h15 às 15h30 – De ym filho, de um cego
15h30 às 15h45 – Chico Paes / Marcio Juliano Outro Samba
15h45 às 16h – Súbita / Casa do Suingue

:: 16h às 17h
16h às 16h15 – Ethnya / Raquel Bombieri
16h15 às 16h30 – Hause of X / Murillo Mongelo
16h30 às 16h45 – Saulo Soul /
16h45 às 17h – Sofar Curitiba / Kendri Albuquerque

:: 17h às 18h
17h às 17h15 – Gal Freire / Esperanza
17h15 às 17h30 – Renara Melão / Vigor Mortis
17h30 às 17h45 – Central Sistema de Som / Trupe da Periferia
17h45 às 18h – Goat Fest / Siamese

:: 18h às 19h
18h às 18h15 – Alexandre Nero / Slam das Gurias
18h15 às 18h30 – Família Estranha / Obragem
18h30 às 18h45 – Juana Profunda / Rubia Divino
18h45 às 19h – Janine Mathias / Babi Oeiras

:: 19h às 20h
19h às 19h15 – Curitiba Jazz Festival / Cia Senhas
19h15 às 19h30 – Mulamba / Cia dos Palhaços
19h30 às 19h45 – Ricardo Pozzo / Roseane Santos
19h45 às 20h – Karol Conka / Selvátiva

:: 20h às 21h
20h às 20h15 – Estrela Leminski e Teo Ruiz / Bloco Afropretinhosidade
20h15 às 20h30 – Cia Stavis Damaceno / Mandicuera
20h30 às 20h45 – Dalvinha Brandão / Mano Cappu
20h45 às 21h – Miss G / MUV

SERVIÇO
Contratempo Festival
data: 23 de junho, terça-feira.
horário: 9h às 21h
Página do evento no facebook, aqui
Organização: Coragem – Rede de Profissionais da Música de Curitiba

Local: conta do Instagram de cada artista. 
www.instagram.com/karolconka/ 
www.instagram.com/leticia_sabatella/ 
www.instagram.com/alexandrenero/ 
www.instagram.com/bandamaisbonita/ 
www.instagram.com/katiusciacanoro/ 
www.instagram.com/ave_lola/ 
www.instagram.com/selvaticaoficial/ 
www.instagram.com/missgburlesca/ 
www.instagram.com/luismeloficial/ 
www.instagram.com/baquemulhercwb/ 
www.instagram.com/associacao_mandicuera/ 
www.instagram.com/rochaitaercio/ 
www.instagram.com/mulambaoficial/ 
www.instagram.com/slamdasguriascwb/ 
www.instagram.com/ciadospalhacos/ 
www.instagram.com/dowraizoficial/ 
www.instagram.com/janinemathias/ 
www.instagram.com/foto_folia/ 
www.instagram.com/rimonguimaraes/ 
www.instagram.com/caburecanela/ 
www.instagram.com/deumfilhodeumcego/ 
www.instagram.com/abacate.contemporaneo/ 
www.instagram.com/ciabrasileira/ 
www.twitter.com/fabiunascimento

foto: Karol Conka. Crédito: Carlos Salles
fonte: 
Cliteriosa Comunicação 
Santa Produção