Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
Em “Espera”, o cantor e compositor consolida sua trajetória com álbum de inéditas e celebra a estreia do seu primeiro álbum solo
Téo Ruiz anuncia o show de lançamento do álbum “Espera”, em Curitiba, no Estúdio Brasil Nativo Multi Produções. Em tom intimista, a apresentação acontece em 24 de outubro, às 20h, com ingressos a partir de R$35. Em voz e piano, o cantor, compositor e multi-instrumentista, celebra a estreia do primeiro álbum solo, em única apresentação na capital, e recebe a participação especial do pianista Rodrigo Henrique.
Em um eco sensível e minimalista, “Espera” é um álbum repleto de nuances passionais. Mas não é limitado à fronteira piegas entre o amor e a dor. Vai além. O álbum responsável por consolidar a sonoridade deste trabalho de Téo Ruiz é um reflexo onde o nome da obra, também narra e reverbera a própria história particular do artista em sua estreia solo.
Apesar da longa trajetória artística, principalmente ao lado de Estrela Leminski, com três álbuns e diversos clipes ao longo das últimas duas décadas, ´´Espera“ narra a própria particularidade de Téo Ruiz.
“O disco é como se fosse uma entrega, uma conversa ao pé do ouvido, para uma pessoa que está bem perto, em um momento íntimo”, define o artista.
Sobre as faixas Da sensibilidade sonora à maturidade harmônica, o álbum reflete a grandeza do compositor e cantor, que, ao longo das nove faixas, também faz um convite às tenuidades quanto intérprete, em regravações de Herbert Vianna, Kid Laroi e José Fernando.
“Perdoa”, faixa compartilhada com o Duo Clavis, formado pelos instrumentistas Marcello Casagrande e Mateus Gonsales é um divisor catártico sobre a grandeza e inteligência emocional sobre as formas de encarar um relacionamento que não se esvai ao encontro do fim.
Téo é perspicaz ao utilizar a interpretação da palavra cantada para saborear as possibilidades sonantes do álbum. A suavidade elegante e discreta em inglês com “My Shadows” e “Bleed” (Kid Laroi), e o vigor latino em “Hubiera” e em trechos de “Quase um Segundo” (Hebert Vianna); ele estabelece uma conexão pueril ao afirmar que o álbum é um sussurro ao pé do ouvido.
“Nem sempre nós, como compositores, conseguimos dar conta de tudo que queremos falar, né? Então comecei a pesquisar canções de outras pessoas com as quais eu me identificasse e que preenchessem essas coisas que eu queria dizer. Aquelas músicas que você pensa: ‘puxa vida, eu queria ter feito essa música!’”, comenta.
Não é um álbum romântico. É uma verdade necessária para reacender a importância real e avassaladora do despertar masculino sobre a sensibilidade ao ardor e amor. Isso é evidente em “Meu Jeito de Ser” (José Fernando), hit concebido pelo Só Pra Contrariar.
“Eu sempre fui um cara romântico, sempre gostei de músicas românticas também. Mesmo que muitas das minhas composições acabassem ficando de fora dos meus outros trabalhos autorais, elas sempre estiveram comigo”, revela.
Com exceção em “O Meu Jeito de Ser” e “Perdoa”, as canções de “Espera” trazem os arranjos assinados por Rodrigo Henrique e abrangem a potência harmônica e intimista entre as faixas.
“Cada música representa uma ‘espera’ diferente dentro de um relacionamento, uma história, trazendo diferentes contornos para esse amor que uma pessoa está dizendo pra outra através dessas canções. Eu espero ser um porta-voz desses sentimentos, dessas esperas que são muito universais”, reverbera.
Os ingressos para o show de lançamento do álbum “Espera”, estão disponíveis pelo site Shotgun, a partir de R$35.
Sobre Téo Ruiz Téo Ruiz é músico, compositor, produtor e multi-instrumentista. Pós-graduado em MPB e mestre em música pela UVa, na Espanha. Com turnês pela Europa e EUA, o artista lançou três álbuns ao lado de Estrela Leminski, com os quais foram destaques no line-up de diversos festivais no Brasil.
Desde 2016, Téo é o diretor geral da Feira Internacional de Música do Sul (FIMS), um dos principais eventos de negócios do setor musical, com relevância em diversas premiações no Brasil, e destaque no exterior.
Interlocutor Geral do Fórum Nacional da Música entre os anos de 2010 e 2011, no contexto das Câmaras Setoriais, Téo também é reconhecido no campo intelectual pela idealização e autoria do livro “A Autoprodução Musical” (Editora Iluminuras/2015), fruto de suas pesquisas sobre a indústria da música e o papel do compositor.
É um dos organizadores do Festival Paulo Leminski, realizado desde 2024 no Paraná, no Parque Jaime Lerner, um dos principais pontos turísticos de Curitiba, onde está localizada a Pedreira Paulo Leminski, Ópera de Arame e a Rua da Música.
Serviço: Show Espera com Téo Ruiz Quando: 24 de outubro (sexta-feira) Local: Estúdio Brasil Nativo Multi Produções Endereço: Rua Almirante Gonçalves, 2116 – Rebouças, Curitiba Abertura do Estúdio: 20h Ingressos: A partir de R$35 (compre aqui) Informações: leminskieruiz.com.br
No ano em que completaria 80 anos, artista curitibano é homenageado em montagem que fica em cartaz no Teatro José Maria Santos
Paulo Leminski foi uma figura multifacetada e fundamental para a arte brasileira, com contribuições marcantes na poesia, na literatura, na música, e até nas artes visuais. Sua obra, que abordou de forma crítica e inovadora o papel da arte na sociedade, é o mote da peça Cabaré Haikai, que estreia no dia 16 de agosto no Teatro José Maria Santos, em Curitiba.
Com direção de Roddrigo Fôrnos, a peça é uma forma de celebrar a vida e obra do artista curitibano, que faria 80 anos em 2024. A montagem aborda, entre outros aspectos, como as suas reflexões e produções questionam a função da arte no contexto sociocultural brasileiro. “Leminski constantemente desafiou a separação entre a alta cultura e a cultura popular. Ele acreditava que a arte deveria ser acessível e refletir a vida cotidiana das pessoas, rompendo com a elitização”, reflete o diretor.
Partindo de obras consagradas de Leminski, como Ensaios e Anseios Crípticos, Gozo Fabuloso, Songbook, Catatau e Toda Poesia, a peça reflexiona sobre a obra de Leminski como poeta e escritor, mas também consagra a sua vertente musical. “O universo musical do artista estará presente de forma marcante e constante ao longo da peça, como forma de ressaltar o seu talento em unir poesia e música”, explica o diretor.
A carreira de Leminski como compositor correu paralelamente e tão intensamente quanto a literária, como afirma Estrela Leminski, que assina a dramaturgia da peça ao lado de Eduardo Ramos e Roddrigo Fôrnos. “Meu pai compôs muito. Suas músicas foram gravadas por artistas como Caetano Veloso e Ney Matogrosso, e ele foi convidado para parcerias por figuras fundamentais do Tropicalismo, da Vanguarda Paulista e da cena curitibana. No entanto, como ele não queria se dedicar a interpretar suas próprias composições, muitas pessoas atribuem suas canções a parcerias. Não tanto focado em instrumentos, mas, sim, nessa ideia da linguagem, das palavras e das ideias melódicas, e isso foi desde sempre”.
No palco, os atores Ane Adade, Michele Bittencourt, Renata Bruel e Kauê Persona se debruçam sobre a obra literária e musical de Leminski, um artista reconhecido por explorar formas alternativas e experimentais, valorizando a liberdade criativa. Ao mesmo tempo, a peça busca mostrar como o poeta utilizava a arte como forma de resistência cultural, expressão da individualidade e ferramenta para desafiar as normas pré-estabelecidas.
Ficha Técnica: Direção: Roddrigo Fôrnos Direção musical e arranjos: Rodrigo Henrique Direção de movimento: Ane Adade Iluminação: Beto Bruel e Lucas Amado Cenário: Guenia Lemos Figurino: Albie Conceição Dramaturgia: Estrela Leminski, Eduardo Ramos e Roddrigo Fôrnos Assistente de direção: Eduardo Ramos Preparação vocal: Elisama Koppe Designer: Mariana Borges Técnico de Som: Valderval O. Filho Estrategista de conteúdo: Agência Vibra Assessoria de imprensa: Paula Melech Fotos: Eduardo Ramos Vídeos: Sopro Audiovisual Diretor de Produção: Roddrigo Fôrnos Assistente de Produção: Veronica Dias Elenco: Ane Adade, Michele Bittencourt, Renata Bruel e Kauê Persona Músicos: Ana Clavijo, Marcelo Oliveira, Rodrigo Henrique e Vina Lacerda Realização e produção: Na Carreira Produções Artísticas Apoio cultural: O Santo Corte / Padaria América / Cantina do Délio / Pizzaria Mercearia Bresser / Apê da 13
Serviço: Cabaré Haikai Data: De 16 a 25 de agosto – Horário: 5ª a sábado às 20h / domingo às 16h e 19h Local: Teatro José Maria Santos – Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco Ingressos R$ 60 (inteira + taxas) e R$ 30 (meia-entrada + taxas) à venda, aqui Classificação indicativa: 10 anos
A festa do Movimento Neomarginal reúne música e poesia e pela primeira vez acontece fora da cidade de São Paulo. a edição VI acontece durante o Porão Loquax no Wonka Bar no dia 11 de junho às 20h e reunirá poetas que vivem em Curitiba, São Paulo e Florianópolis.
Intervenção musical de Estrela Leminski e Téo Ruiz
Poetas de Curitiba: Greta Benitez, Katia Horn, Monica Berger, Pedro Alkimista, Ricardo Pozzo, Otto Leopoldo Winck, Sérgio Viralobos, Yohan Barcz e Daniel Osiecki
Poetas de São Paulo: Ikaro Maxx, Daniel Perroni Ratto, Vitor Miranda e Becca Luz
Poeta de Florianópolis: Catia Cernov
Movimento Neomarginal: o Movimento Neomarginal nasceu da frase “pra tudo há um novo, menos para o marginal” do poeta Vitor Miranda
surgiu como um questionamento ao neoliberalismo do meio artístico, na busca de juntar nos mesmos eventos artistas reconhecidos e iniciantes, numa tentativa de quebrar a politicagem do mercado
reúne artistas de diversas expressões espalhadxs pelo Brasil
realizaram a Exposição Fotográfica Neomarginal no Espaço um55
participaram do Festival da Mandioca 2023 com uma apresentação poética e do Sarau Paraisópolis
o grupo produz a Festa Neomarginal que já está na sexta edição realizadas em São Paulo e agora em Curitiba sempre de forma itinerante
apesar o aspecto mambembe, tem como sede o ateliê da artista Ira Rebella e a Livraria Sebo Chama de uma Vela
Autor é um dos principais nomes da literatura brasileira do último século
Paulo Leminski se consolidou como um dos nomes mais importantes e vibrantes da literatura brasileira. O escritor, que completaria 78 anos no dia 24/08, experimentou diversas linguagens artísticas com uma rica obra poética, de prosa experimental, tradução, ensaios e composições musicais.
Nascido em Curitiba em 1944, Leminski fez de sua vida uma busca pelo sublime. Seja pela procura religiosa, vinda da vontade de ser monge que o levou a passar parte da juventude em um mosteiro, até a filosofia zen que marcou sua obra, passando pelo minimalismo do dia a dia dos haicais. A forma poética japonesa, aliás, teve no autor um de seus grandes divulgadores no Brasil.
Em 1975 começa uma série de lançamentos de trabalhos que se tornaram marcos na literatura brasileira com “Catatau”, em prosa, e dos escritos poéticos independentes “Quarenta clics em Curitiba” (com o fotógrafo Jack Pires) em 1976 e “Não fosse isso e era menos não fosse tanto e era quase” e “Polonaises”, ambos de 1980. A repercussão destes trabalhos foram base para o seminal “Caprichos e relaxos” (1983). Quatro anos depois lança seu último livro em vida, o cultuado “Distraídos venceremos”.
Como tradutor, Leminski trouxe para nossa língua textos de autores plurais como Matsuó Bashô, Beckett, James Joyce e John Lennon. Como compositor, escreveu mais de 100 canções e teve suas composições gravadas por nomes como Caetano Veloso, Itamar Assumpção, Banda Blindagem (Ivo Rodrigues), Ney Matogrosso, Paulinho Boca de Cantor e Moraes Moreira. Em 2015, sua filha Estrela Leminski compilou as canções do pai em um songbook com partituras e cifras que podem ser baixadas de modo gratuito.
Em 2013, a carreira de Leminski ganhou um renascimento com a cultuada coletânea “Toda Poesia”, best-seller com as obras poéticas completas, organizada por Alice Ruiz, que acompanhou toda a produção de sua obra. Esse trabalho apresentou o autor para toda uma nova leva de leitores.
Neste ano, seu trabalho ganha edições em todo o mundo com publicações na Itália, Espanha, Argentina e Estados Unidos. Para os fãs brasileiros, um sarau de celebração ao poeta acontece em sua cidade natal de Curitiba, no dia de seu aniversário, no Wonka Bar e a exposição Múltiplo Leminski abre em outubro em Porto Alegre, no Centro Cultural da UFRGS.
Cantora ressignifica álbum durante a pandemia e alcança público de forma afetiva
Após seis meses de campanha nas redes, a cantora e atriz curitibana Iria Braga, anuncia o show virtual que encerra um movimento iniciado por ela no dia 20 de agosto do ano passado. Por impulso, a artista postou um vídeo comunicando a doação do primeiro CD solo. A decisão, que surgiu sem muitas pretensões, acabou se transformando em uma campanha inédita que coleciona muitas histórias. “Eu não pensei em uma estratégia. A iniciativa veio do coração como uma espécie de ação-salvação em meio a pandemia. Eu queria fazer algo que tivesse sentido e fosse amoroso. Queria ressignificar o objeto e a música nesse período que a distância, a saudade e os temores tinham tomado grande proporção. Encontrei na palavra “doação” algo bastante profundo que servia ao propósito”, comenta Iria.
O ineditismo da campanha também trouxe muitos desafios. A primeira dúvida era saber se as pessoas ainda ouviam CD, uma vez que a indústria fonográfica já tinha decretado a morte dessa mídia. As 680 cópias doadas trouxeram a resposta. “Fiquei impressionada com a procura”, relata a artista que antes da iniciativa cogitou jogar todas as cópias no lixo.
O trabalho foi enviado via correio para várias cidades do Brasil e para outros países, como França, Portugal, Polônia, Canadá, Argentina e Holanda. Em Curitiba, os fãs puderam retirar o CD no Sebo Arcádia que fica no centro da cidade.
A artista, que completa 25 anos de trajetória, diz que o diferencial da campanha está em ser feita na primeira pessoa. “É uma relação direta com quem recebeu o CD. Eu respondia as mensagens, dimensionava a logística, escrevia as dedicatórias nos CDS e acompanhava as entregas. Não foi algo mecânico. Mas isso só foi possível porque a pandemia nos fez parar”, afirma a cantora.
Reconhecida como uma solução de sucesso, a campanha cumpriu seu papel e agora passa a inspirar artistas da música a iniciarem suas campanhas.
HISTÓRIAS A ação já coleciona histórias emocionantes. Joice mora em Lisboa e viu a campanha da cantora pelo facebook e resolveu presentear a mãe, Maria Catarina. Combinou que ela fosse buscar um presente na Arcádia sem revelar o que era. Maria Catarina adorou a surpresa e até postou fotos no grupo de família. Dias depois Joice entra em contato para pedir mais uma cópia para a mãe que quis continuar o movimento presenteando uma parente que nasceu e mora na Polônia.
Diego escreve para contar que o CD foi seu companheiro na reabilitação da COVID.
Maíra que assistiu ao show do trabalho ao vivo em 2017, conta das emoções que sentiu naquele dia e que o CD revigorou todas esses sentimentos.
Cleiton diz que as músicas do CD, antes ouvidas pelo youtube, foram trilha sonora do seu casamento e que a oportunidade de ter o CD representa um “selo” desse amor.
SOBRE O DISCO O primeiro solo de Iria Braga apresenta-se ao mundo. O trabalho, segundo a cantora, foi gestado paulatinamente no curso de sua carreira. Iria serviu-se dos shows que produziu como espécies de ateliês criativos de onde retirou parte do repertório para o gravação. Como é o caso de “Peito Vazio”, composição de Cartola e Elton Medeiros que a acompanha desde sua primeira empreitada. “A medida do tempo as próprias músicas é quem escolheram ficar”, brinca Iria. Além da canção já citada, integram o trabalho “Mana” música de domínio público, “Crotalus Terrificus” de Arrigo Barnabé e Paulinho da Viola, uma versão da conhecida ária de Georges Bizet “Habanera”, “Estrela de Sal” de Wagner Barbosa, “Chapéu de Sobra” de Dú Gomide e Estrela Leminski, “Baião do Mato” de Iria e Elizabeth Fadel, e, “Tempo Água” de Indioney Rodrigues, quem também faz o texto de apresentação do disco.
Fruto de uma iniciativa independente e financiado pela própria cantora, o álbum foi gravado em 2013 com o apoio do Estúdio Gramofone + Musical (Curitiba/PR). Os arranjos e direção musical de Oliver Pellet. A formação instrumental além de Oliver na guitarra e violão, conta com Davi Sartori (piano e Rhodes), Denis Mariano (bateria), Sandro Guaraná (baixo fretless), Alexandro Ribeiro (clarinete) e Alonso Figueroa (efeitos e samples).
“Uma voz que se insere na rica tradição musical brasileira.” (Luiz Claudio Oliveira, Jornal Gazeta do Povo de 24/04/2013)
“Achei a música linda e tristíssima, ótima cantora, com estilo”; (Nelson Motta sobre Peito Vazio.)
“Que interessante a versão da Iria Braga, hein? AMEI. Muito corajosa ela e tem voz linda”; (Vânia Bastos sobre Crotalus Terrificus.)
“Estou ouvindo. Lindo trabalho. Linda música, lindos músicos e linda voz. Amei”; (Jane Duboc sobre o álbum.)
“Bonito demais”; (Xico Sá sobre o álbum.)
“Adorei esse CD. É um encanto o repertório, os arranjos, os músicos, tudo. Te Parabenizo.” (Paquito D’Rivera.)
SOBRE IRIA BRAGA Múltipla. Inquieta. Intensa. Cantora, atriz e produtora, Iria Braga é filha de muitas influências e experiências que ao longo de vinte e cinco anos de carreira metamorfosearam-se imprimindo uma personalidade única e expressiva no que canta e produz. A marca registrada da artista é a profusão das emoções à flor da pele aliada a técnica e a performance em cena.
Formada como atriz pelo Colégio Estadual do Paraná e em Licenciatura em Música na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Unespar), Iria também integrou inúmeros grupos, bandas e trabalhos musicais, mas o destaque fica para a produção de seus quinze shows solos. Em 2014, gravou seu primeiro álbum solo. O trabalho rendeu temporadas de shows pelo Brasil e pela América Latina.
Iria experimentou o cinema, trabalhou com diferentes companhias de teatro na cidade de Curitiba e teve sua passagem pela TV. Durante quatro anos e meio (2014-2018) foi apresentadora dos programas “É-Cultura” e “Palco” da emissora TV É-Paraná, tornando-se uma das representante e porta-voz do circuito artístico nos meios de comunicação do estado.
O SHOW Previsto para dia 23/02, às 21hs, a apresentação virtual será transmitida pelo canal do YouTube da artista diretamente do espaço cultural, Casa Quatros. A produção audiovisual fica por conta de Luigi Castel e Luana Godin. O figurino é assinado por Juliano Fonseca.
Mesclando o repertório do disco a novas composições, Iria é acompanhada pelos instrumentistas Joel Muller (violão) e Luis Rolim (bateria).
De projetos em solo brasileiro a turnês internacionais, Iria encerra um grande ciclo na carreira proporcionado pelo álbum. Se reconecta ao seu público e o amplia.
O encerramento abre as portas para IRIDESCENTE. O novo EP tem lançamento previsto em todas as plataformas em março de 2022.
“Meu silêncio é um grito” é um manifesto da classe artística por medidas emergenciais
Nesta terça, 23, mais de mil profissionais da cultura do Paraná estão mobilizados em uma ação digital que solicita do Governador Ratinho Jr. medidas compatíveis com a situação emergencial que atinge todos as trabalhadoras e trabalhadores artísticos na pandemia do coronavírus. Além de protocolar uma Carta Aberta, assinada por mais de 200 entidades, coletivos e profissionais, Contratempo Festival pede ajuda da sociedade civil através de um abaixo-assinado a favor da classe artística.
Entre às 9h e 21h, artistas realizarão manifestações silenciosas em seus perfis do Instagram. Com a premissa “Meu silêncio é um grito”, profissionais da cultura exaltam que não podem esperar mais: estão há três meses em isolamento social. Nas perspectivas mais otimistas, o retorno de atividades e espaços culturais estão previstas para 2021. O questionamento dos profissionais é que o Estado do Paraná tem feito para lidar com esta questão? Quais perspectivas de trabalho tem pensado para esta classe?
Coragem, Rede de Profissionais da Música de Curitiba, articuladora do Contratempo Festival irá realizar bate-papos de hora em hora em seu perfil do Instagram (@coragemrede) com Leticia Sabatella, Luís Melo, Lio Soares (Tuyo), Rimon Guimarães, entre outres.
PROPOSTAS PROFISSIONAIS DA CULTURA
A carta e abaixo-assinado propõe cinco pontos de diálogo com o Governo do Estado do Paraná.
1. Volta da Secretaria da Cultura com Autonomia e Independência de Outras Áreas.
2. Saber se as metas do Plano Estadual de Cultura, especificamente no que diz respeito à destinação de 1,5% (um vírgula cinco por cento) da receita estadual para o Fundo Estadual de Cultura será cumprida por essa gestão. É necessário e urgente a suplementação de recursos para o Fundo Estadual de Cultura, de forma compatível com a capacidade econômica do Estado, independentemente da aprovação e implementação da Lei Aldir Blanc.
3. Incluir os profissionais da cadeia produtiva da cultura nos programas Luz Fraterna e Tarifa Social da Sanepar sem necessidade de comprovação de renda. Esta inclusão seria transitória e por tempo limitado, durante o estado de pandemia.
4. Que os projetos aprovados e em andamento no PROFICE possam sofrer modificações em seu objeto, aceitando adaptações para o ambiente virtual durante o período da pandemia e permitindo assim a realização das ações e a remuneração dos profissionais da cadeia produtiva de forma imediata.
5. Exigem uma reunião com Governador, Secretário de Comunicação e Superintendente de Cultura do Paraná.
:: 09h30 – Teo Ruiz e Leticia Sabatella. :: 10h30 – Isa Flores e Itaercio Rocha. :: 11h30 – Marcio Juliano e Luís Melo. :: 12h30 – Adriano Esturilho e Giselle Lima (Pé no Palco). :: 13h30 – Brenda e Rimon Guimarães. :: 14h30 – Nadja Naira e Semy Monastier. :: 15h30 – Marcio Juliano e Marcio Abreu (companhia brasileira de teatro). :: 16h30 – Brenda Santos e Lio Soares (Tuyo). :: 17h30 – Bina Zanette e Dalvinha Brandão. :: 18h30 – Isa Flores e Vinicius Nisi – A Banda Mais Bonita da Cidade. :: 19h30 – Bina Zanete e Jaquelivre – Slam das Gurias. :: 20h30 – Adriano Esturilho e Jessica Candal.
:: 10h às 11h 10h às 10h15 – Baque Mulher / Mano a Mano Trio 10h15 às 10h30 – Maureen Miranda e Necos Yaros / Pé no Palco 10h30 às 10h45 – Adri Menegale / Cia Portátil 10h45 às 11h – Leonardo Cruz e Laremi Paixão / Alexandre Nero
:: 13h às 14h 13h às 13h15 – Antropofocus / Bea Gerolin 13h15 às 13h30 – Cultucada / Davi Henn 13h30 às 13h45 – A banda mais bonita da cidade / Um baile bom 13h45 às 14h – Dow Raiz / Mahallo
:: 14h às 15h 14h às 14h15 – Fabiula Nascimento / Tuyo 14h15 às 14h30 – Ave Lola / Bernardo Bravo 14h30 às 14h45 – Festival Saliva 14h45 às 15h – Londrina Ska Clube / Marcel Szymanski
:: 15h às 16h 15h às 15h15 – Leandro Daniel / Caburé Canela 15h15 às 15h30 – De um filho, de um cego / 15h30 às 15h45 – Chico Paes / Marcio Juliano Outro Samba 15h45 às 16h – Súbita / Casa do Suingue
Contratempo Festival é também um manifesto da classe que aguarda o Pacote de Medidas de Apoio ao Setor Cultural prometido pelo Governo do Estado do Paraná para maio
Nasce um novo espaço para exaltar o poder transformador da cultura e levar sanidade às pessoas isoladas devido a pandemia. Artistas do Paraná se unem para a primeira edição do Contratempo Festival, um evento online, com mais de 100 ações ao vivo durante 12 horas consecutivas. As transmissões serão entre 9h e 21h, de terça-feira, dia 23 de junho, no canal do Instagram das/dos artistas.
Contratempo Festival traz a multiplicidade e versatilidade do setor cultural: música, teatro, cinema, circo, literatura, performances, dança, artes plásticas, fotografia, juntas em um só evento. A cada hora, apresentações exclusivas que prometem surpreender as espectadoras e espectadores. Serão oito artistas solo, companhias e/ou bandas por hora. Karol Conka, Alexandre Nero, Fabíula Nascimento (única que será no twitter porque seus perfis foram ocupados por pessoas negras em junho), A Banda Mais Bonita da Cidade, Ave Lola, Baque Mulher, Mandicuera, Mulamba, Cia dos Palhaços, Letícia Sabatella, Janine Mathias, Dow Raiz, Fotofolia, Rimon Guimarães, Slam das Gurias CWB, Caburé Canela, De um filho, de um cego, Abacate Contemporâneo, Luís Melo, Katiuscia Canoro e cia brasileira de teatro, entre outros, outras e outres movimentam a terça-feira do Paraná.
Mais que apresentações, o evento é um manifesto, um pedido de socorro da classe artística, uma das primeiras a parar e que não tem previsão de retorno presencial. Ao contrário de outros estados do Brasil, que logo no início da pandemia publicaram editais de auxílio emergencial ao setor, o Governo do Paraná segue sem ações efetivas. O tímido pacote de medidas de “apoio e fortalecimento do setor cultural”, anunciado para maio, ainda não aconteceu, e quando questionada sobre recursos para o Fundo Estadual de Cultura, a Superintendente de Cultura, Luciana Casagrande Pereira, comenta sobre a esperança na aprovação da Lei Aldir Blanc como único plano do Estado. A lei aguarda a sanção presidente até dia 1º de julho.
A previsão desse recurso realmente chegar às trabalhadoras e trabalhadores da cultura é tardia para a situação de emergência que a classe enfrenta, e os artistas cobram uma resposta mais efetiva. Enquanto isso, a cadeia produtiva da economia criativa se vira da forma que dá, iniciativas como Salve a Graxa e Cultura Salva arrecadam cestas básicas e distribuem aos profissionais mais afetados pelo coronavírus.
A Coragem – Rede de Profissionais da Música de Curitiba, articuladora do Contratempo Festival, ressalta que a classe artística rapidamente atendeu as determinações da OMS e segue apoiando a permanência do fechamento dos espaços culturais, por entender que o isolamento social é fundamental para atravessar este momento. Porém, diante da impossibilidade de continuar exercendo suas atividades profissionais, o setor necessita de medidas compatíveis com a situação emergencial que atinge todos os trabalhadores paranaenses da cultura”. O Coletivo também está participando de conversas com a prefeitura de Curitiba, onde um grupo de trabalho está sendo criado para encaminhar ações concretas de apoio.
:: CONTRATEMPO O nome do festival é um indicativo para o momento que a classe artística está vivendo. Contratempo é uma circunstância ou incidente inesperado, que impede ou contraria o curso de um acontecimento, de um projeto. Na música, é um deslocamento do acento métrico natural do compasso. Onde o acento que seria no tempo forte (naturalmente) acontece no tempo fraco. Contratempo pode ser regular e irregular.
Programação:
:: 09h às 10h 09h às 09h15 – Leticia Sabatella 09h15 às 09h30 – Bia Figueiredo / Parabolé 09h30 às 09h45 – Fotofolia / Iria Braga 09h45 às 10h – Katiuscia Canoro / Itaercio Rocha
:: 10h às 11h 10h às 10h15 – Baque Mulher / Mano a Mano Trio 10h15 às 10h30 – Maureen Miranda e Necos Yaros / Pé no Palco 10h30 às 10h45 – Adri Menegale / Cia Portátil 10h45 às 11h – Grupo Fato / Leonardo Cruz e Laremi Paixão
:: 11h às 12h 11h às 11h15 – Cia Brasileira de Teatro / Diego Perin 11h15 às 11h30 – Aminoácido / Jossane Ferraz 11h30 às 11h45 – Léo Fressato / Luis Mello 11h45 às 12h – Rogeria Holtz / Rubyhoo
:: 12h às 13h 12h às 12h15 – Raissa Fayet / Abacate Contemporâneo 12h15 às 12h30 – Amanda Lyra / Partigianos 12h30 às 12h45 – Conde Baltazar / O Tiziu 12h45 às 13h – Rimon Guimarães / Francisco Mallmann
:: 13h às 14h 13h às 13h15 – Antropofocus / Bea Gerolin 13h15 às 13h30 – Cultucada / Davi Henn 13h30 às 13h45 – A banda mais bonita da cidade / Um baile bom 13h45 às 14h – Dow Raiz / Mahallo
:: 14h às 15h 14h às 14h15 – Fabiula Nascimento / Tuyo 14h15 às 14h30 – Ave Lola / Bernardo Bravo 14h30 às 14h45 – Festival Saliva / Juliana Cortes 14h45 às 15h – Londrina Ska Clube / Marcel Szymanski
:: 15h às 16h 15h às 15h15 – Leandro Daniel / Caburé Canela 15h15 às 15h30 – De ym filho, de um cego 15h30 às 15h45 – Chico Paes / Marcio Juliano Outro Samba 15h45 às 16h – Súbita / Casa do Suingue
:: 16h às 17h 16h às 16h15 – Ethnya / Raquel Bombieri 16h15 às 16h30 – Hause of X / Murillo Mongelo 16h30 às 16h45 – Saulo Soul / 16h45 às 17h – Sofar Curitiba / Kendri Albuquerque
:: 17h às 18h 17h às 17h15 – Gal Freire / Esperanza 17h15 às 17h30 – Renara Melão / Vigor Mortis 17h30 às 17h45 – Central Sistema de Som / Trupe da Periferia 17h45 às 18h – Goat Fest / Siamese
Artistas do Paraná se unem para a primeira edição do Contratempo Festival, um evento online, com mais de 100 ações ao vivo durante 12 horas consecutivas. As transmissões serão entre 9h e 21h, de terça-feira, dia 23 de junho, no canal do Instagram das/dos artistas.
Contratempo Festival traz a multiplicidade e versatilidade do setor cultural: música, teatro, cinema, circo, literatura, performances, artes plásticas, dança, fotografia, juntas em um só evento. A cada hora, apresentações exclusivas que prometem surpreender as espectadoras e espectadores.
Mais que apresentações, o evento é um manifesto, um pedido de socorro da classe artística, uma das primeiras a parar e não tem previsão de retorno presencial. Ao contrário de outros estados do Brasil, que logo no início da pandemia publicaram editais de auxílio emergencial ao setor, o Governo do Paraná segue sem ações efetivas. O pacote de medidas de “apoio e fortalecimento do setor cultural”, anunciado para maio, ainda não aconteceu, e quando questionada sobre recursos para o Fundo Estadual de Cultura, a Superintendente de Cultura, Luciana Casagrande Pereira desconversa e diz que estão aguardando a Lei Aldir Blanc, que que aguarda a sanção presidente até dia 1º de julho.
CONTRATEMPO FESTIVAL O nome do festival é um indicativo para o momento que a classe artística está vivendo. Contratempo é uma circunstância ou incidente inesperado, que impede ou contraria o curso de um acontecimento, de um projeto. Na música, é um deslocamento do acento métrico natural do compasso. Onde o acento que seria no tempo forte (naturalmente) acontece no tempo fraco. Contratempo pode ser regular e irregular.
PROGRAMAÇÃO Confira quem se apresenta no Festival e já vai seguindo todes no Instagram para receber a notificação do início das apresentações ao vivo:
:: 09h às 10h 09h às 09h15 – Leticia Sabatella 09h15 às 09h30 – Bia Figueiredo / Parabolé 09h30 às 09h45 – Fotofolia / Iria Braga 09h45 às 10h – Katiuscia Canoro / Itaercio Rocha
:: 10h às 11h 10h às 10h15 – Baque Mulher / Mano a Mano Trio 10h15 às 10h30 – Maureen Miranda e Necos Yaros / Pé no Palco 10h30 às 10h45 – Adri Menegale / Cia Portátil 10h45 às 11h – Grupo Fato / Leonardo Cruz e Laremi Paixão
:: 11h às 12h 11h às 11h15 – Cia Brasileira de Teatro / Diego Perin 11h15 às 11h30 – Aminoácido / Jossane Ferraz 11h30 às 11h45 – Léo Fressato / Luis Mello 11h45 às 12h – Rogeria Holtz / Rubyhoo
:: 12h às 13h 12h às 12h15 – Raissa Fayet / Abacate Contemporaneo 12h15 às 12h30 – Amanda Lyra / Partigianos 12h30 às 12h45 -Conde Baltazar / O Tiziu 12h45 às 13h – Rimon Guimarães / Francisco Mallmann
:: 13h às 14h 13h às 13h15 – Antropofocus / Bea Gerolin 13h15 às 13h30 – Cultucada / Davi Henn 13h30 às 13h45 – A banda mais bonita da cidade / Um baile bom 13h45 às 14h – Dow Raiz / Mahallo
:: 14h às 15h 14h às 14h15 – Fabiula Nascimento / Tuyo 14h15 às 14h30 – Ave Lola / Bernardo Bravo 14h30 às 14h45 – Festival Saliva / Juliana Cortes 14h45 às 15h – Londrina Ska Clube / Marcel Szymanski
:: 15h às 16h 15h às 15h15 – Leandro Daniel / Caburé Canela 15h15 às 15h30 – De ym filho, de um cego 15h30 às 15h45 – Chico Paes / Marcio Juliano Outro Samba 15h45 às 16h – Súbita / Casa do Suingue
:: 16h às 17h 16h às 16h15 – Ethnya / Raquel Bombieri 16h15 às 16h30 – Hause of X / Murillo Mongelo 16h30 às 16h45 – Saulo Soul / 16h45 às 17h – Sofar Curitiba / Kendri Albuquerque
:: 17h às 18h 17h às 17h15 – Gal Freire / Esperanza 17h15 às 17h30 – Renara Melão / Vigor Mortis 17h30 às 17h45 – Central Sistema de Som / Trupe da Periferia 17h45 às 18h – Goat Fest / Siamese
:: 18h às 19h 18h às 18h15 – Alexandre Nero / Slam das Gurias 18h15 às 18h30 – Familia Estranha / Obragem 18h30 às 18h45 – Juana Profunda / Rubia Divino 18h45 às 19h – Janine Mathias / Babi Oeiras
:: 19h às 20h 19h às 19h15 – Curitiba Jazz Festival / Cia Senhas 19h15 às 19h30 – Mulamba / Cia dos Palhaços 19h30 às 19h45 – Ricardo Pozzo / Roseane Santos 19h45 às 20h – Karol Conka / Selvátiva
:: 20h às 21h 20h às 20h15 – Estrela Leminski e Teo Ruiz / Bloco Afropretinhosidade 20h15 às 20h30 – Cia Stavis Damaceno / Mandicuera 20h30 às 20h45 – Dalvinha Brandão / Mano Cappu 20h45 às 21h – Miss G / MUV
SERVIÇO Contratempo Festival data: 23 de junho, terça-feira. horário: 9h às 21h Página do evento no facebook, aqui Organização: Coragem – Rede de Profissionais da Música de Curitiba
Com direção de Vinicius Ferreira, a produção é um recorte sobre a cena musical autoral da capital paranaense e faz parte de um projeto maior e homônimo, cujo lançamento ocorreu em outubro de 2017, com o livro de Eduardo Mercer, “Uma Fina Camada de Gelo: O Rock Autoral e a Alma Arredia de Curitiba“.
Músico da nova boa safra da cena curitibana apresenta trabalho autoral pautado em questões existenciais e sociais
São Paulo, junho de 2019 – Diego Perin lança seu álbum de estréia “Cuidado Ao Ficar Muito À Vontade”. A obra, produzida por Rodrigo Lemos, fala sobre questões existenciais do artista, como em “A Ficha Cai”, que ganha clipe dirigido por Luana Marinho. Também aborda temas sociais, como em “Wallstreet”. É o primeiro full álbum lançado por Perin após o fim da Banda Gentileza. Ele faz show de lançamento em Curitiba em um local secreto no dia 6 de julho. Apenas quem adquire o ingresso, através da Sympla, recebe o endereço.
“Grande parte dessas canções surgiu de ideias que aparecem após uma conversa interessante da qual participei ou observei e me trouxe a sensação de ‘pouts, podia ter dito isso naquela hora’. A parte musical geralmente é ruminada por semanas ou meses”, explica Perin. “Cada uma das faixas tem um sentido pra mim obviamente, mas curto deixar significados abertos sempre que não cause confusão com o panorama geral. Essas pontas soltas que dão o caldo”.
“O Diego está expondo questões atuais com uma acidez bem peculiar. Isso imediatamente me despertou o interesse em trabalhar nas faixas. Então, captamos a essência dos arranjos criados pela banda, ao vivo, sem nunca dispersar a atenção para o discurso. Sem acomodar muito o ouvinte. E, passado o processo, não sei dizer se existia uma grande tarefa pra desempenhar que não fosse exatamente essa”, define Lemos.
1. O que é que falta O que faz de nós, humanidade, a coisa mais pavorosa e incrível do mundo? Isso sempre me provoca horror e maravilha. Tem dias que esse dilema é praticamente insuportável. Num dia desses veio o refrão e, a partir dele, construí tudo em volta. Questões de empatia, justiça social, rotina, pressão, opressão.
2. A ficha cai Essa é super pessoal/autobiográfica. Reflexões que rolaram depois que um amigo me jogou essa na cara: “Falou aí! Sempre foi o mais isentão”. Fiquei mordido. Um pouco antes do processo de impeachment da Dilma e a ascensão dos movimentos de extrema-direita, senti a necessidade de me posicionar sobre as coisas. Porque notei uma galera que era contra tudo aquilo que via como avanço. Quando surgiu o tal do termo “mimimi”. As pautas progressistas me definem. Deixei de ser tão cínico também. Engraçado como a posição de privilégio de ser um cara-branco-hétero-classe-média nos deixa cego para muitas injustiças. Flagro muitas fichas caindo na minha e na cabeça de uma galera nos últimos anos. Me comprometo mais. É sobre isso. Não dá pra desver as coisas. E isso deixa tudo mais claro.
3. Não vou buzinar Acima de tudo, acredito na gentileza como a melhor maneira de relacionamento entre as pessoas. Quantas vezes já ouvi: “você tem que se impor”? Meh, tô fora. Tem uma influência gigantesca de Pato Fu daquela música “UhUhUh AhAHAH IéIé”. Sempre bom escutar os outros antes de tirar conclusões. O assunto paralelo que rola no refrão é sobre não se encaixar no sistema bruto do capitalismo e suas pressões. Você tem que ter uma profissão. Você tem que ser alguém. Você tem que se matar pra ter coisas. Qual a medida do ser humano?
4. Heróis Um belo dia eu percebi que estava levantando da cama sem me espreguiçar. Primeiro me deu tristeza, depois o desespero que sinto quando ouço “Time”, do Pink Floyd. Também me trouxe, de novo, a sensação de que a rotina é uma máquina de moer carne. Temos que estar atentos ao tempo que passa para não desperdiçar, não sucumbir e ficar apático. A vida é curta demais. Sempre evoluir. Tudo é processo, nada é definitivo.
5. Treta Sobre uma conversa que presenciei e de como esses tempos bizarros nos afastaram das pessoas. E acredito que é saudável por um lado. Hoje em dia sei melhor quais são as pessoas que quero ao meu lado. Dane-se bolsominion preconceituoso, machista, homofóbico, conservador! Mas, esperançoso que sou, (não otimista) acredito na mudança e em consequência na redenção. Tem uma pitada irônica sobre isso no final da letra.
6. Wallstreet Um dia, no banho, me veio uma pira sobre especulação financeira. Quando a bolsa cai, de quem é o problema realmente? A economia devia estar a serviço do social e não o contrário. É tipo faroeste. Tem a lei e tudo mais, mas quem está lá especulando na bolsa destrói economias inteiras em nome apenas do lucro. Junto ao corporativismo, acredito ser o auge do capitalismo desumanizado, nocivo. Ou a gente evolui esse modelo econômico ou vamos nos ferrar todos. Pelo menos os 99% aqui da base da pirâmide. Resumindo: é uma sátira das trilhas de filmes faroeste spaguetti, mais Johnny Cash, mais Zé Ramalho, mais apocalipse cristão relacionando-se a esse tema da especulação. Quem são os quatro cavaleiros do apocalipse senão capitalistões de alto gabarito? Essa faixa é onde mostro meu lado mais besta.
7. Dias bons Sou completamente anti nostalgia. Até tenho problemas em sentir saudades. Num belo dia flagrei que tava acontecendo uma coisa muito especial, um clima bom, conversas construtivas. Foi durante uma mini turnê com a Estrela Leminski, o Teo Ruiz e a trupe. Nisso me deu um gatilho de vários momentos legais, desde a infância. E pô! Como os dias bons passam rápido! Essa canção é um desejo pra que eles se demorem um pouco mais. Mas é isso aí, acabou, vamos pro próximo. Peguei um riffzinho que ficava tocando praticamente todo dia na cama antes de dormir e fui fazendo um loop mântrico a la Velvet.
8. Agora Olha a anti nostalgia aí de novo gente! Escuto muito que “no meu tempo que era bom” das pessoas mais velhas. Claro! Eram jovens, cheias de esperança e sonho. Infelizmente a rotina, as cobranças, as responsabilidades, vão esmagando tudo devagarinho e o risco de nos tornarmos saudosos e amargos ao mesmo tempo é gigantesco. Não quero isso pra mim. É meu post-it colado na geladeira, meu lembrete. Tem muito do disco Alucinação do Belchior. Aproveite o presente.
FICHA TÉCNICA Diego Perin – Guitarra e voz em todas as faixas Douglas Vicente – Bateria em todas as faixas. Backing vocal em A Ficha Cai. Ruan de Castro – Baixo em todas as faixas exceto Wallstreet. Backing vocal em A Ficha Cai. Vinicius Nisi – Sintetizadoress, Teclados e afins em todas as faixas. Bozouki Irlândes em Dias Bons, Wallstreet e Agora. Rodrigo Lemos – Guitarra em todas as faixas. Baixo em Wallstreet. Backing vocal em todas as faixas exceto Agora. Valderval Oliveira – Timbale em A Ficha Cai. Vitor Salmazzo – Percussão em A Ficha Cai, Não vou Buzinar e Treta. Leandro Delmonico – Viola em Wallstreet Bernardo Stumpf e Thiago Ramalho – Backing vocal em A ficha cai. Todas as letras e músicas por Diego Perin Produzido por Rodrigo Lemos Gravado, mixado e masterizado por Valderval Oliveira Assistência de estúdio por Isabela Leite Gravado, mixado e masterizado no estúdio da Arnica Cultural em Janeiro e Fevereiro de 2019
O CLIPE DE “A FICHA CAI” Segunda faixa do álbum e primeiro single da obra ganha clipe dirigido por Luana Marinho e fala sobre destruição e foi gravado em uma fábrica desativada de Curitiba.
“O tema desconstrução é muito presente hoje em dia, ainda bem. Mas ele não é sobre isso. Para mim, desconstrução é um processo lento, solitário, necessário, tijolo a tijolo, no fundo da mente, pro resto da vida. Destruição de amarras, valores preconceituosos, valores opressores. Acredito que isso é fundamental pra questão do posicionamento que a letra aborda. Sair de cima do muro tem muito a ver com destruir esse muro completamente pra não voltar lá pra cima. É possível mudar de ideia sobre as coisas, ainda bem. Mas ter tudo as claras é fundamental. Nada melhor do que ficar no chão pra enxergar os lados pra se posicionar”, explica Diego.
FICHA TÉCNICA Luana Marinho: Direção e edição Lucas Ajuz: Camera Mayara Santarém: Camera Luana Angreves: Still Andrei Ceeze: Efeitos Moisés Prestes: Efeitos Renato Hollanda: Efeitos
SHOW DE LANÇAMENTO @ CURITIBA (PR) Dia 6 de julho, a partir das 17h Horário do show: 20h Local secreto (para descobrir o endereço, é necessário comprar o ingresso) Ingresso: R$ 20,00 – aqui
SOBRE DIEGO PERIN Diego Perin começou a estudar música em Igarapava, com 16 anos. Teve dois grupos em Curitiba antes de formar a Banda Gentileza, em 2005, projeto onde tocou baixo e concertina, lançou dois EPs ao vivo e dois álbuns em dez anos de carreira. Com a Gentileza, tocou em várias cidades e festivais como o Psicodália, o Calango (Cuiabá), o Contato (São Carlos) e o Path (São Paulo), show que marcou o fim da banda. Nesse meio tempo também participou do projeto do Rodrigo Lemos, o Lemoskine, onde conheceu o Vinicius Nisi. Tocou brevemente na banda do Leo Fressato. Seu projeto solo surgiu após o fim da Banda Gentileza, em 2016. Após um período de gestação de mais ou menos um ano, quando compôs suas primeiras músicas, se juntou ao Rodrigo Lemos pra gravar “A Dor dos Outros”, single que foi o pontapé inicial do EP “Cabresto”, já com o Nisi nos teclados, lançado em 2018. Nesse meio tempo, começou a tocar com o Douglas Vicente e o Ruan de Castro na banda da Estrela Leminski e do Teo Ruiz. Para fechar o time ainda teve o Jean Machado. Com o boom da Tuyo, o Jean foi cuidar mais da sua carreira e fecharam em quarteto para a gravação do “Cuidado Ao Ficar Muito À Vontade”, lançado em junho de 2019.