RAVI BRASILEIRO E CARLOS CAREQA LANÇAM ´61 91` EM PARCERIA QUE ATRAVESSA GERAÇÕES E VISITA DOIS TEMPOS DO MESMO LUGAR

Com produção musical de Victória Ruiz e clipe por Oruê Brasileiro, os artistas refletem sobre criação, existência e a transição geracional

Aos 64 anos, Carlos Careqa sempre caminhou alguns passos à frente do seu tempo. Aos 34, Ravi Brasileiro aprendeu a habitar o presente com a intensidade de quem sabe ouvir o mundo. Entre eles, há três décadas de distância. Mas é justamente nesse intervalo, entre 1961 e 1991, que nasce ´´61 91“, o novo single e clipe que une dois artistas separados pela idade, mas conectados pela mesma inquietação criativa.


Ouça ´´61 91“

O primeiro encontro entre Ravi Brasileiro e Carlos Careqa aconteceu no Teatro do Paiol, há quatro anos. O espaço, inaugurado em 1971 com um espetáculo de Vinícius de Moraes, Toquinho, Marília Medalha e o Trio Mocotó, já havia atravessado diferentes fases da música brasileira antes de receber, naquela conversa, um artista da década de 1960 e outro de 1990.

A coincidência geracional chama atenção, mas o ponto de partida de “61 91” veio da troca direta entre os dois naquele dia. Em outro espaço‑tempo.

“Essa ideia surgiu há uns quatro anos, quando o Ravi me procurou no Teatro do Paiol. Eu fiz aquela inquirição normal quando você conhece alguém. Qual é o teu signo, e quantos anos você tem? E percebi que a gente tem uma diferença de 30 anos. Eu nasci em 1961 e ele em 1991. Aí pensei, vou fazer uma música falando sobre isso”, pondera o ator, cantor e compositor Carlos Careqa.

Foi então que a diferença geracional entre Ravi e Careqa deixou de ser detalhe biográfico e passou a integrar a própria narrativa dos dois, como um elemento que atravessa suas experiências, mas questiona a permanência no mesmo lugar.

“Ele quis saber mais sobre quem eu era, qual era o meu trabalho. Então mandei várias músicas minhas. Ele ouviu e, a partir disso que ele conheceu sobre mim, fez uma letra”, lembra Ravi Brasileiro.

A primeira versão da música veio ousada, com um compasso sete por quatro que desafiou até mesmo a experiência de Careqa. “Quando o Ravi mostrou a primeira versão, ele propôs uma coisa bem fora da casinha. Uma música difícil. Eu tentei cantar lá em São Paulo, mas não consegui”, admite o artista.

Como acontece em muitos encontros artísticos, o processo criativo de “61 91” passou por diferentes caminhos até chegar à versão atual. A música que chega ao público agora tem a produção musical assinada pela DJ, instrumentista e compositora Victória Ruiz.

Em 2025, outra proposta foi desenvolvida por Du Gomide para o projeto ´´7por2“, explorando outros territórios sonoros entre o orgânico e o eletrônico, em contraponto ao diálogo entre as gerações.

´´Essa foi a primeira música composta para o projeto 7por2. E também, a primeira versão que a gente gravou foi essa, com a produção da Victória. Teve uma pré-produção minha, eu mandei para a Victória. Depois, trocamos algumas figurinhas com o Careqa, que também fez uma produção dele. Juntamos esse emaranhado de ideias, e a Victória, que é bem envolvida na cultura ballroom, trouxe essa estética“, relembra Ravi sobre a música gravada em 2022.

Carlos Careqa e Ravi Brasileiro. Crédito foto: Amanda Sartor.

Sobre a produção musical
Uma curiosidade do processo é que Ravi havia acabado de receber um Quad Cortex, e “61 91” se tornou a primeira gravação com o equipamento. Segundo o artista, durante a configuração, o áudio apresentou uma falha inesperada.

Em vez de descartar o material, a produtora Victória Ruiz incorporou essa imperfeição ao arranjo, transformando a estranheza em textura e explorando novas combinações e traduções sonoras que acabaram marcando a estética da faixa. Entretanto “61 91” vai além da diferença de datas.

“É difícil falar sobre a letra. Mas remete àquelas pessoas que estão fazendo hora extra no mundo, e também àquelas que não poderiam morrer. Um cara como o Hermeto Pascoal, por exemplo, é símbolo de um monte de histórias”, afirma Careqa.

A canção equilibra densidade e leveza, humor sutil e reflexão profunda, características que marcam tanto a obra de Careqa quanto à sensibilidade contemporânea de Ravi.

Ao atravessar essa canção, o público também se torna parte desse diálogo, ocupando o espaço onde passado, presente e futuro deixam de ser fronteiras e passam a ser matéria viva de uma mesma história.

No fim, “61 91” também devolve aos próprios artistas uma reflexão sobre o tempo. “É uma novidade pra mim, mas também um amadurecimento. A canção te ensina alguma coisa. Eu já aprendi várias coisas com ela. O tempo é sempre o senhor de todas as histórias. O tempo é perverso. E ao mesmo tempo muito bondoso”, ensina Careqa.

Sobre o Clipe
A linguagem visual do clipe acompanha a mesma lógica de atravessamento temporal presente na música. Entre gestos, luzes e texturas, a direção de Oruê Brasileiro com a fotografia da Fernanda Simões, revelam um processo que combina simbolismo, experimentação e uma busca constante por uma estética fora do tempo. Conceito que atravessa tanto a criação musical quanto a construção do filme.

´´A gente queria trazer essa dança geracional, essa expressividade. No meu caso, isso vem muito do projeto que eu desenvolvo no ´Dança Livre à Dois`. O Careqa vem do teatro, tem uma vivência única e muito especial. A gente quis usar vários elementos de forma simbólica e, ao mesmo tempo, com elegância e contrastes, para remeter ao passado e ao futuro, à vida e à morte“,

Além das gravações em estúdio, o filme incorpora inteligência artificial como ferramenta criativa, ampliando a discussão sobre temporalidade e linguagem. A IA aparece não como substituição, mas como extensão estética, quanto um recurso que tensiona o real, distorce o previsível e reforça a ideia de uma obra que existe entre tempos e gerações.

´´A Fernanda Simões fez um trabalho muito primoroso e cuidadoso. Cada cena foi milimetricamente cuidada para que tudo fosse harmônico esteticamente. É minimalista. A luz é a personagem que dá vida a toda a construção desse cenário. É imagético. Não é óbvio. Não tem explicação. Cada um vai ter a sua percepção“, pressupõe Ravi.

´´61 91“ ecoa, provoca e desloca o público a refletir sobre o que significa criar e existir entre tempos. Ravi Brasileiro e Carlos Careqa utilizam a temporalidade geracional de forma anacrônica.

“Essa música tem muitos ângulos possíveis. Ela não é óbvia. Tem paradoxos. Não tem o certo e nem o errado. Tem o diferente. O que é uma estética fora do tempo? A gente pega elementos do passado, mistura com linguagens que fazem parte das nossas referências, mas qual é a estética do futuro? Daqui pra frente, a gente não tem como saber”, indaga o artista nascido em 1991.

Projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura – Governo Federal.

Ficha Técnica Música
Voz, guitarra e composição: Ravi Brasileiro (@oravibrasileiro)
Voz e composição: Carlos Careqa (@carloscareqaoficial)
Produção Musical: Victória Ruiz (@djvr_da_bike)
Baixo: Victor Vieira
Percussão: Téo Ruiz (@teomruiz)
Mixagem e masterização: Edson Borth (@edsonborth)
Estúdio de Gravação: Who Is

Ficha Técnica Clipe:
Direção: Oruê Brasileiro (@oruebrasileiro)
Roteiro: Giulia Dorneles (@giulianatalie), Oruê Brasileiro (@oruebrasileiro) e Ravi Brasileiro (@oravibrasileiro)
Assistente de direção e produção: Giulia Dorneles (@giulianatalie)
Produção Executiva: Ravi Brasileiro (@oravibrasileiro)
Direção de Arte: Ju Choma (@juchomaaa)
Coordenação de pós-produção: Oruê Brasileiro (@oruebrasileiro)
Montagem: Luís Eduardo Paris (@falaparis), Giulia Dorneles (@giulianatalie)
Colarização: Johann Stollmeier (@johannstollmeier)
Maquiadora: Lawana Abade (@lawanaabadeart)
Direção de fotografia e operação de câmera: Fer Simões (@fer_simoes)
1º Assistente de fotografia: Felipe novello (@novello___)
2º Assistente de fotografia e Logger: Carol Lopes (@carolopessc)
3º Assistente de fotografia: Amanda Sartor (@amandasartor.ph)
Gaffer e maquinária: Aron colombo (@aroncbb)
Assistente de maquinária: Inrie maturano (@inriematurano)
Fotos: Carol Lopes (@carolopessc) e Amanda Sartor (@amandasartor.ph)
Produção Musical: Victoria Ruiz (@djvr_da_bike)
Assessoria de Comunicação e redes sociais: Cabana Assessoria (@cabanaassessoria)
Jornalista Responsável: Lucas Cabaña (@lucascabana)
Elenco: Ravi Brasileiro (@oravibrasileiro) e Carlos Careqa (@carloscareqaoficial)

Apoio: Orb Set (@orbsetstudio)
Equipamentos: VideoLoc Estúdios (@videoloc) e Backbros Locadora de Equipamentos (@backbros_)Figurino: Terno Perfeito (@ternoperfeito)
Barbearia: Vandyke Barbearia (@vandykebarbearia)
Catering: Jeito Mineiro Restaurante (@jeitomineirorestaurante), Família Farinha, (@familiafarinha),  Sem Culpa Cozinha Gluten Free (@semculpacozinha) e (@baitnazha)
Realização: Odara Filmes (@odaraefilmes) e Sinergiza Cultura e Desenvolvimento (@sinergiza.me)

UYARA TORRENTE FAZ SHOW DO PRIMEIRO DISCO SOLO: MONTADA EM SEU CABELO, EM CURITIBA

Show no Jokers, marca nova fase ao reverenciar a história da artista num disco solar que celebra a vida. Uma estreia para dançar e emocionar com o lançamento do primeiro disco solo da carreira da vocalista da Banda Mais Bonita da Cidade, no dia 21 de setembro.

Após 5 anos de trabalhos e estudos, misturados a vida cotidiana e profissional de Uyara Torrente, a artista paranaense acaba de lançar o single “Ela Vem”, no início de agosto. A música faz parte do novo álbum lançado em 1º de setembro de 2023, da cantora, atriz e integrante d’A Banda Mais Bonita da Cidade há 14 anos, que realiza grande show para apresentar ao público curitibano o seu primeiro solo, o álbum Montada em Seu Cabelo, com 10 faixas, no dia 21 de setembro, às 20 horas, no Jokers em Curitiba.

O trabalho inédito na carreira da artista Uyara Torrente, nasce de um desejo muito genuíno de entendimento e de desafio. Para ela, foi com A Banda Mais Bonita da Cidade, que nasceu a cantora, “nunca imaginei que eu poderia assumir esse lugar, e isso foi fazendo cada vez mais sentido ao longo dos anos. Cantar definitivamente tinha virado minha vida, minha melhor vida, mas junto com essa afirmação, a curiosidade de entender que cantora eu era para além da Banda Mais Bonita”. Ela conta ainda que com a Banda sempre teve suporte e segurança, e esse novo momento trouxe questões e o desejo de explorar outras vertentes musicais. “Pra mim foi e é muito desafiador esse processo, porque está intrinsecamente ligado aos processos pessoais, que trazem inevitavelmente as inseguranças, os medos, tudo isso está presente ali. Como uma fotografia sonora. Fazer esse disco foi como montar um quebra cabeça de mim mesma”, conta com sensibilidade sobre a novidade.

Em 2017, Uyara confidenciou para o amigo de banda e produtor musical paranaense Marano, o desejo de lançar um projeto solo. Ele a incentivou prontamente e começou então sua busca pelo seu repertório e sua sonoridade. Em 2018 surgiu o single A Temperança, mas também o desejo de pesquisar mais calmamente as músicas e o estilo que melhor expressaria sua alma. Em 2021, esse levantamento estava concluído e Uyara mergulhou no estúdio com sua equipe para iniciar oficialmente o processo de criação do disco. “Agora finalmente ele está pronto para estrear em todas as plataformas e palcos possíveis”, conta animada.

No repertório, sucessos antigos e músicas inéditas, de autores como Hermes Aquino, Chico César, Lulu Santos, Paulo Leminski e Letrux ganharam uma roupagem moderna. “Ela Vem” foi lançada no dia 8 de agosto, como single de estreia e é a única composição de Uyara, feita em parceria com o escritor e músico carioca Vitor Paiva.

SERVIÇO
Data: 21 de setembro de 2023
Horário: 20h
Local: Jokers
Endereço: Rua São Francisco, 164 – Centro
Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/show-de-lancamento-do-disco-montada-em-seu-cabelo-uyara-torrente/2146531?share_id=copiarlink
Ouça aqui: https://tratore.ffm.to/montada

Crédito foto: Marco Novack

Sobre Uyara Torrente
Uyara é cantora e atriz. Está há 14 anos à frente d’A Banda Mais Bonita da Cidade, banda que fundou com os amigos enquanto cursava Artes Cênicas em Curitiba para cantar as músicas dos compositores locais da mesma geração. A banda estourou já no ano de 2011. De lá para cá, lançaram quatro álbuns, tocaram em todo Brasil e em Portugal, França, Espanha, Venezuela, Colômbia, Argentina e Uruguai. Uyara já dividiu o palco com grandes nomes da música brasileira como João Donato, Paulinho Moska, Paulo Miklos, Dado Villa-Lobos entre outros.

Nascida na cidade de Paranavaí, interior do Paraná, cresceu acompanhando seus pais músicos em shows e pelo interior do país e ouvindo músicas tradicionais do seu estado e região.

Uyara formou-se em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná, foi premiada em 2012 como melhor atriz pelo filme “Nervo Craniano Zero” no festival Montevidéu Fantástico. Sua última peça, Penélope, esteve em cartaz no Festival Midrash de Teatro em 2021 (que naquele ano aconteceu virtualmente) e estreou efetivamente em Curitiba no Teatro José Maria Santos, em 2023.

Em 2018, lançou seu primeiro single solo, A Temperança.

www.instagram.com/uyaratorrente
www.twitter.com/uyaratorrente

Ficha Técnica do Show
Direção musical: Marano
Banda:
Uyara Torrente – voz
Fernanda Cordeiro – trombone
Larissa Oliveira – trompete
Bianca Godoi – bateria
Du Gomide – guitarra e programações

Faixa a Faixa por Uyara Torrente

01) ELA VEM:
Tinha vindo essa imagem na minha cabeça, como uma miração, uma mulher meio mítica, onírica, que vinha montada em seu próprio cabelo, que tinha ao mesmo tempo sorriso e raiva. Cantarolei umas frases e mandei pro Vitor (Paiva), que trouxe ainda mais complexidade pra essa personagem, uniu às minhas imagens míticas, sentimentos humanos. Gosto dessa personagem, da contradição, da completude, da autonomia. vontade de amar e vontade de matar, vontade de dançar e vontade de vingar. ela – É – e ponto.

02) SOL DE MEIO DIA
Pra mim uma é uma clássica balada pop, romântica, apaixonante, aliás, especialidade de Leo Fressato, o compositor. Quis cantá-la no primeiro instante que ouvi. Todo mundo tem uma história de quase amor, de quase possibilidade, gosto das possíveis identificações que público pode vir a ter. Me encanta também o arranjo criado para ela, uma onda meio Cassiano, a catarse na suavidade.

03) EU VOU SEQUESTRAR VOCÊ
Também foi uma dessas músicas que quis cantar imediatamente, assim que ouvi. Amo a trajetória, a dramaturgia da música, na letra e na melodia. Uma história sendo contada por imagens tão sensoriais, me arrepiava enquanto ouvia, tinha os sentidos todos aguçados, pensei – preciso cantar essa música.

04) PUDERA
O processo de pudera foi curioso, porque às vezes os encontros são imediatos e às vezes são como uma paquera, um ir se reconhecendo. Fiquei muito honrada de ter uma música composta pelo Lucas e pela Letícia (Letrux) especialmente para o meu disco, e fui me encontrando com e na música, e quando o encontro se deu foi definitivo. A letra se aproxima muito das conversas que tenho comigo mesma, dentro da minha cabeça. Os entendimentos, os processos de aceitação, do que deixar ir, do que afirmar.

05) NUVEM PASSAGEIRA
Essa música ficou anos guardada dentro de mim, tenho uma memória de infância, não sei se era uma trilha de novela ou o quê, mas esse refrão aparecia direto na minha cabeça, durante a vida toda, quando fui gravar o disco o nome dela se iluminou como um letreiro, voltei pra letra, afirmei as identificações que sinto, e pronto, fazia todo sentido.

06) PEQUI
Foi a última música a entrar pro disco, a princípio seriam 9 músicas, mas um dia no estúdio enquanto a gente se organizava pra começar os trabalhos do dia, o Du Gomide (um dos produtores do disco e compositor da música junto com Raissa Fayet) começou a tocar a cantar meio baixinho, e eu ouvi de longe e pedi se ele poderia tocar novamente, fui achando tão interessante e já visualizando um caminho de arranjo. Acho que de certo modo ela era aquela peça do quebra cabeça que estava faltando.

07) SEREIA
Também tem esse lugar de memória infância, Sereia foi um grande sucesso nos anos 90, todo mundo amava, acho que tem um lugar no imaginário das pessoas, e sinto também que tem uma geração que não conhece, então acho bonito demais acariciar a memória de quem viveu a música nos anos 90 mas também de apresentá-la, de certo modo, para quem ainda não conhece. Sinto que as imagens da letra se transferem, se traduzem também na escolha do arranjo, na escolha do tempo, em cada instrumento dessa versão.

08) NOSSA FORÇA
A versão original de Nossa Força vem de um contexto da Ayahuasca, foi composta pelo Marano (que é também diretor e produtor musical do disco) como “música de trabalho” (música usada em rituais de Ayahuasca) e embora eu compreenda, afirme e respeite esse lugar, sentia que a letra poderia extrapolar esse ambiente, sentia que ela poderia ser mais “universal”, como um tipo de mantra pessoal, poderia ser realocada para cada pessoa diante de suas trajetórias. Todo mundo em algum momento disse pra si mesmo “não tenha medo”. Antes de gravá-la, já me sentia estimulada pela letra, e acho precioso quando isso acontece.

09) CARACAJUS
Estava ouvindo “Estado de Poesia” do Chico César assim que o disco saiu, e de repente fui completamente sugada pela segunda música, sabe aquela sensação que tudo em volta parou e só existia aquelas imagens, aquelas palavras? – Preciso cantar essa música- e por mais pretencioso que isso parecesse naquele momento, esse desejo continuou aceso em mim, como um fogo. E aí está.

10) LUZES
Luzes pra mim é uma música épica, um chamamento à luz, ao fogo, a qualquer fagulha, possibilidade de iluminação. Acho de uma poesia emocionante, como não poderia deixar de ser sendo uma composição de Paulo Leminski.

Crédito foto: Marco Novack

IRIA BRAGA CELEBRA COM SHOW O FIM DA CAMPANHA DE DOAÇÃO DO PRIMEIRO CD SOLO

Cantora ressignifica álbum durante a pandemia e alcança público de forma afetiva

Após seis meses de campanha nas redes, a cantora e atriz curitibana Iria Braga, anuncia o show virtual que encerra um movimento iniciado por ela no dia 20 de agosto do ano passado. Por impulso, a artista postou um vídeo comunicando a doação do primeiro CD solo. A decisão, que surgiu sem muitas pretensões, acabou se transformando em uma campanha inédita que coleciona muitas histórias. “Eu não pensei em uma estratégia. A iniciativa veio do coração como uma espécie de ação-salvação em meio a pandemia. Eu queria fazer algo que tivesse sentido e fosse amoroso. Queria ressignificar o objeto e a música nesse período que a distância, a saudade e os temores tinham tomado grande proporção. Encontrei na palavra “doação” algo bastante profundo que servia ao propósito”, comenta Iria.

O ineditismo da campanha também trouxe muitos desafios. A primeira dúvida era saber se as pessoas ainda ouviam CD, uma vez que a indústria fonográfica já tinha decretado a morte dessa mídia. As 680 cópias doadas trouxeram a resposta. “Fiquei impressionada com a procura”, relata a artista que antes da iniciativa cogitou jogar todas as cópias no lixo.

O trabalho foi enviado via correio para várias cidades do Brasil e para outros países, como França, Portugal, Polônia, Canadá, Argentina e Holanda. Em Curitiba, os fãs puderam retirar o CD no Sebo Arcádia que fica no centro da cidade.

A artista, que completa 25 anos de trajetória, diz que o diferencial da campanha está em ser feita na primeira pessoa. “É uma relação direta com quem recebeu o CD. Eu respondia as mensagens, dimensionava a logística, escrevia as dedicatórias nos CDS e acompanhava as entregas.  Não foi algo mecânico. Mas isso só foi possível porque a pandemia nos fez parar”, afirma a cantora.

Reconhecida como uma solução de sucesso, a campanha cumpriu seu papel e agora passa a inspirar artistas da música a iniciarem suas campanhas.

HISTÓRIAS
A ação já coleciona histórias emocionantes. Joice mora em Lisboa e viu a campanha da cantora pelo facebook e resolveu presentear a mãe, Maria Catarina. Combinou que ela fosse buscar um presente na Arcádia sem revelar o que era. Maria Catarina adorou a surpresa e até postou fotos no grupo de família. Dias depois Joice entra em contato para pedir mais uma cópia para a mãe que quis continuar o movimento presenteando uma parente que nasceu e mora na Polônia.

Diego escreve para contar que o CD foi seu companheiro na reabilitação da COVID.

Maíra que assistiu ao show do trabalho ao vivo em 2017, conta das emoções que sentiu naquele dia e que o CD revigorou todas esses sentimentos.

Cleiton diz que as músicas do CD, antes ouvidas pelo youtube, foram trilha sonora do seu casamento e que a oportunidade de ter o CD representa um “selo” desse amor.

SOBRE O DISCO
O primeiro solo de Iria Braga apresenta-se ao mundo. O trabalho, segundo a cantora, foi gestado paulatinamente no curso de sua carreira. Iria serviu-se dos shows que produziu como espécies de ateliês criativos de onde retirou parte do repertório para o gravação. Como é o caso de “Peito Vazio”, composição de Cartola e Elton Medeiros que a acompanha desde sua primeira empreitada. “A medida do tempo as próprias músicas é quem escolheram ficar”, brinca Iria. Além da canção já citada, integram o trabalho “Mana” música de domínio público, “Crotalus Terrificus” de Arrigo Barnabé e Paulinho da Viola, uma versão da conhecida ária de Georges Bizet “Habanera”, “Estrela de Sal” de Wagner Barbosa, “Chapéu de Sobra” de Dú Gomide e Estrela Leminski, “Baião do Mato” de Iria e Elizabeth Fadel, e, “Tempo Água” de Indioney Rodrigues, quem também faz o texto de apresentação do disco.

Fruto de uma iniciativa independente e financiado pela própria cantora, o álbum foi gravado em 2013 com o apoio do Estúdio Gramofone + Musical (Curitiba/PR). Os arranjos e direção musical de Oliver Pellet. A formação instrumental além de Oliver na guitarra e violão, conta com Davi Sartori (piano e Rhodes), Denis Mariano (bateria), Sandro Guaraná (baixo fretless), Alexandro Ribeiro (clarinete) e Alonso Figueroa (efeitos e samples).

“Uma voz que se insere na rica tradição musical brasileira.”
(Luiz Claudio Oliveira, Jornal Gazeta do Povo de 24/04/2013)

“Achei a música linda e tristíssima, ótima cantora, com estilo”;
(Nelson Motta sobre Peito Vazio.)

“Que interessante a versão da Iria Braga, hein? AMEI. Muito corajosa ela e tem voz linda”;
(Vânia Bastos sobre Crotalus Terrificus.)

“Estou ouvindo. Lindo trabalho. Linda música, lindos músicos e linda voz. Amei”;
(Jane Duboc sobre o álbum.)

“Bonito demais”;
(Xico Sá sobre o álbum.)

“Adorei esse CD. É um encanto o repertório, os arranjos, os músicos, tudo. Te Parabenizo.”
(Paquito D’Rivera.)

SOBRE IRIA BRAGA
Múltipla. Inquieta. Intensa.
Cantora, atriz e produtora, Iria Braga é filha de muitas influências e experiências que ao longo de vinte e cinco anos de carreira metamorfosearam-se imprimindo uma personalidade única e expressiva no que canta e produz.  A marca registrada da artista é a profusão das emoções à flor da pele aliada a técnica e a performance em cena.

Formada como atriz pelo Colégio Estadual do Paraná e em Licenciatura em Música na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Unespar), Iria também integrou inúmeros grupos, bandas e trabalhos musicais, mas o destaque fica para a produção de seus quinze shows solos.  Em 2014, gravou seu primeiro álbum solo. O trabalho rendeu temporadas de shows pelo Brasil e pela América Latina.

Iria experimentou o cinema, trabalhou com diferentes companhias de teatro na cidade de Curitiba e teve sua passagem pela TV. Durante quatro anos e meio (2014-2018) foi apresentadora dos programas “É-Cultura” e “Palco” da emissora TV É-Paraná, tornando-se uma das representante e porta-voz do circuito artístico nos meios de comunicação do estado.

O SHOW
Previsto para dia 23/02, às 21hs, a apresentação virtual será transmitida pelo canal do YouTube da artista diretamente do espaço cultural, Casa Quatros. A produção audiovisual fica por conta de Luigi Castel e Luana Godin.  O figurino é assinado por Juliano Fonseca.

Mesclando o repertório do disco a novas composições, Iria é acompanhada pelos instrumentistas Joel Muller (violão) e Luis Rolim (bateria).

De projetos em solo brasileiro a turnês internacionais, Iria encerra um grande ciclo na carreira proporcionado pelo álbum.  Se reconecta ao seu público e o amplia.

O encerramento abre as portas para IRIDESCENTE. O novo EP tem lançamento previsto em todas as plataformas em março de 2022.

SERVIÇOS SHOW IRIA BRAGA
Gratuito
Data: 23/02
Horário: 21hs
YouTube Iria Braga
LINK: https://www.youtube.com/channel/UCQ9f0eZjMYGs28Y5W3ed2Bg

CONTATOS PARA ENTREVISTA E INFORMAÇÕES:
Tel.(041)9.9843.9543
E-mail: contato@iriabraga.com

PROJETO BRASIS NO PAIOL 2020 SERÁ ONLINE E TERÁ 50 ATRAÇÕES

Novo formato quintuplica número de artistas participantes. Entre os nomes da edição de setembro estão Xênia França, Amaro Freitas e Brisa Flow.

Realizado em Curitiba desde 2012, o projeto Brasis no Paiol chega a sua oitava temporada com uma mudança no formato e número de apresentações. Os shows saem do tradicional Teatro do Paiol e passam a ser transmitidos pela internet, em cinco edições mensais com 10 atrações em cada, de setembro a janeiro de 2021. A principal razão para a alteração foi a impossibilidade de realização dos shows neste ano devido a pandemia.

A primeira edição vai ao ar nos dias 26 e 27 de setembro. No sábado, quem se apresenta é Xênia França, Brisa Flow, Alienação Afrofuturista convida Lemoskine, Sol.Katu Ê Maraca.Drum e a DJ Mitay. No domingo tem Amaro Freitas, Janine Mathias, Melina Mulazani, Ágatha Pradnik e Disco Veneno. As apresentações, de 30 minutos para shows e uma hora para discotecagem, serão no canal do Brasis no Paiol do Youtube e Twitch. Também serão transmitidos no perfil da Santa Produção do Instagram e Facebook.
As próximas datas do projeto serão nos dias 24 e 25 de outubro, 21 e 22 novembro, 19 e 20 de dezembro e 23 e 24 de janeiro.

Do teatro para a tela

Faltavam poucos dias para a divulgação da temporada 2020 do Brasis no Paiol quando a quarentena foi anunciada. O projeto, que contaria com 10 apresentações de abril a dezembro, no icônico Teatro do Paiol em Curitiba, entrou em pausa. Com a incerteza do retorno das atividades culturais ao vivo, o Brasis precisou ser reformulado.

“O Paiol é um local muito especial, os shows lá são sempre uma experiência incrível. Mas apesar de o projeto estar totalmente ligado ao espaço, não fazia sentido a gente esperar um retorno das atividades enquanto artistas e técnicos estão com sua atuação comprometida. Por isso nos esforçamos para que o evento fosse realizado ainda neste ano, adaptando seu formato”, explica a produtora Bina Zanette, uma das idealizadoras do projeto.

Com a alteração, o Brasis no Paiol teve a oportunidade de quintuplicar o número de artistas participantes, possibilitando monetizar um dos setores da economia mais prejudicado pelo isolamento social. Aumenta também sua abrangência, já que em vez dos 220 ingressos por show, poderá ser visto pelo público de qualquer lugar do mundo que tenha acesso à internet.

Brasis no Paiol

Desde 2012, os produtores Bina Zanette (Santa Produção) e Heitor Humberto (Fineza Comunicação e Cultura) realizam uma sequência de shows no Teatro do Paiol, com artistas de diferentes regiões do Brasil, bem como nomes da cidade. O objetivo é sempre apresentar novidades, lançamentos, estreias e projetos especiais de artistas com trabalhos de relevância artística, que gerem interesse do público curitibano. Até hoje, já foram mais de 70 apresentações.

Em 2020, o projeto é realizado com o Projeto de Apoio e Incentivo à Cultura, da Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba. Conta com o patrocínio do Ebanx e o apoio da Effex Tecnologia e Criação, Cliteriosa Comunicação e haharadio. 

Artistas que já passaram pelo projeto
Karol Conka (com Emicida e Kamau), Luedji Luna, Tulipa Ruiz, Anelis Assumpção, China, Siba, Aláfia, Metá Metá, Juçara Marçal, Pélico, Rael, Romulo Froes, Katia B, Ná Ozzetti, Passo Torto, Rico Dalasam, Trupe Chá de Boldo, Graveola, Alzira E, Fióti, Saulo Duarte e a Unidade, Patricia Bastos & Dante Ozzetti, Bianca Gismonti Trio, Macaco Bong, Felipe Cordeiro, Qinho, Badi Assad, Sambas do Absurdo, Janine Mathias, Hurtmold, Conde Baltazar, Rodrigo Campos, Melina Mulazani e Luciano Faccini, Apanhador Só, Naked Girls and Aeroplanes, Itaercio Rocha, Vitor Araújo, Trombone de Frutas, Du Gomide, Mundareu, Real Coletivo, Duofel com Carlos Malta e Robertinho Silva, Copacabana Club, entre outros.

SERVIÇO 
Brasis no Paiol em Casa – Edição de setembro
:: 26 de setembro, sábado, 18h
:: 27 de setembro, domingo, 18h

Transmissão:
twitch – /brasisnopaiol
youtube – Brasis no Paiol
facebook – /santaproducao
instagram – @santaproducao

MISTURA SONORA DE DOW RAIZ CHEGA AO TEATRO DO PAIOL

Dow Raiz. Foto: Luciano Meirelles – HAI studio

Rapper curitibano é atração de setembro do projeto Brasis no Paiol. 

O rapper curitibano Dow Raiz leva sua mistura de rimas, batidas e influências para o projeto Brasis no Paiol 2019. O artista, que há alguns anos está entre os destaques nacionais, apresenta-se no icônico palco de Curitiba no dia 12 de setembro, quinta-feira, às 20h. Os ingressos, com valores a R$ 10 e R$ 5, estão à venda na Capela Santa Maria e no Teatro do Paiol. 

O show tem como base o repertório do EP “As Profundezas de um Tempo Danger”, que Dow Raiz lançou em abril deste ano. No trabalho, o rap é a linha mestra, com as clássicas batidas boom bap do hip hop, mas passando também pelo jazz, trap, funk e diferentes estilos da música brasileira. O disco marca a fase em que o artista mudou-se de Curitiba para São Paulo e firmou-se como um dos destaques nacionais do rap, com passagens pelo projeto Rap Box e Showlivre.

A carreira do rapper começou em 2007. Após fazer parte dos grupos Inthefinityvoz e Unification, ganhou destaque nacional com o lançamento da faixa “Abrafé de Abraão”, em 2013. No mesmo ano, lançou o álbum “Antibióticos de Rua”. 

No palco, Dow estará acompanhado pelo DJ Morenno Mongelos, Ian Giller na bateria, Allan Giller no baixo, Chico Han na flauta, Gabriel Gaiardo no piano, Du Gomide na guitarra e Will Costa na percussão. 

Confira os próximos shows do Brasis no Paiol 2019: 
– 24 de outubro: Plutão já foi Planeta (RN) 
– 21 de novembro: Edgar (SP) 
– 05 de dezembro: Bernardo Bravo (Curitiba) 
– 19 de dezembro: Anelis Assumpção (SP) 

Brasis no Paiol 
Desde 2012, os produtores Bina Zanette (Santa Produção) e Heitor Humberto (Fineza Comunicação e Cultura) realizam uma sequência de shows no Teatro do Paiol, com artistas de diferentes regiões do Brasil, bem como nomes da cidade. O objetivo é sempre apresentar novidades, lançamentos, estreias e projetos especiais de artistas com trabalhos de relevância artística, que gerem interesse do público curitibano. 

Em 2019, o projeto é realizado com o Projeto de Apoio e Incentivo à Cultura, da Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba. Conta com o patrocínio do Shopping Pátio Batel e o apoio do restaurante A Caiçara, Hostel O Bosque e Zoloo Videolab. 

Serviço 
Dow Raiz no Brasis no Paiol 
data: 12 de setembro, quinta-feira, 20h 
local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/n 
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia) 
Página do evento: aqui

Pontos de venda: 
– Capela Santa Maria: R. Conselheiro Laurindo, 273 
Horário bilheteria: terça à sexta, 9h às 12h e 14h às 18h30 (consulte horários diferenciados em dias de eventos). Telefone: (41) 3321-2840. 

– Teatro do Paiol: Praça Guido Viaro, s/n (vendas a partir do dia 20/08, havendo disponibilidade de ingressos) 
Horário bilheteria: Terça à sexta, 14h às 17h30 (consulte horários diferenciados em dias de eventos). Telefone: (41) 3213-1340. 

SCHË LANÇA SEU PRIMEIRO SINGLE “AS CORES”


SCHË é uma cantora e compositora curitibana que lançou sua primeira música agora dia 21 de fevereiro, uma quinta-feira, em uma live em seu perfil do Facebook, e em seu perfil do Instagram: @sche_cantante.

Seu primeiro single intitulado “As Cores” foi concebido de rascunhos que tinha escrito há anos que se encaixaram em perfeita harmonia na melodia. O refrão ela escreveu no estúdio em alguns pares de minutos, surgiu, como dizem, do nada. A letra não narra uma sequência de acontecimentos, são fragmentos de experiências e constatações que juntas formam uma amálgama de sentimentos e sensações. A letra tem profundidade, poesia, fala de esperança, fala de amor de uma maneira não óbvia, o que dá a ela várias interpretações dependendo do interlocutor. Mas mesmo sendo poética e profunda ainda é pop pela sua sonoridade. Este single foi produzido pelo Amadeus de Marchi e Gustavo Schirmer e teve masterização do Nico do Nico’s Studio onde foi gravado.

Contando um pouco sobre sua história, desde muito cedo gostava de brincar afinando a voz com o piano, ficava horas ouvindo discos antigos de Jazz na casa dos pais, onde a relação com a música foi muito estreita. Quando adolescente as amizades trouxeram a mistura de gêneros como o Rock n’ Roll, Punk-Rock e Grunge. Foi quando aos 17 anos assumiu pela primeira vez o posto de vocalista, sua primeira banda chamava-se “Neo Canibalismo” e tocavam Rock Alternativo. Passou por outras bandas como “Ela e os Demais” que trouxe a influência da MPB, “The Sharons” onde cantava Rock n’ Roll autoral e “Scheila Foltran e os Jazzers” que foi seu último projeto onde reencontrou sua paixão de infância, o Jazz. Tudo isso somou muito para enriquecer sua experiência musical.

Agora, assumindo sua verdadeira identidade artística, SCHË traz uma nova sonoridade original e envolvente. Suas músicas possuem uma sonoridade moderna que mistura pop, jazz, rock experimental e alternativo, trip hop, e uma pegada eletrônica. Sua aparência e estilo são impactantes. Seus materiais sonoros e áudio visuais são muito bem produzidos. O objetivo de sua carreira é ter um lugar significativo no cenário fonográfico brasileiro. E este projeto tem como cerne a inquietação da artista, que de um ponto de vista singular vindo de sua personalidade artística, aborda temas como empoderamento, profundidade, olhar para si mesmo, auto aceitação, introspecção, sagrado feminino, amor, tudo com uma linguagem poética e um olhar único.

SCHË fez uma festa de pré-lançamento na sua casa um dia antes do lançamento oficial.

“A festa foi aqui em casa e foi maravilhoso poder estar com muito amigos e parceiros no aconchego do meu lar. Montamos um palco na sala e mudamos o conceito de entretenimento por aqui, hehehe. No show acústico fui acompanhada por Du Gomide no violão, onde tocamos minhas quatro músicas autorais incluindo a música As Cores, que foi lançada oficialmente nesta quinta em todas as plataformas digitais. Depois do show passamos o clipe no telão duas vezes e as pessoas vibraram muito, até porque muitas delas tinham participado das filmagens. Tive apoio do restaurante Bab Tuma de comida Síria, e tivemos também o apoio da cervejaria Brew Field de chop artesanal, e meu outro apoiador é o salão Tristano Peluqueria, que fez o meu cabelo. A atmosfera da festa foi de muita emoção e alegria. Tive feedbacks muito positivos, tanto do clipe quantos das outras músicas que serão lançadas nos próximos meses. Hoje sou só agradecimentos por tudo que aconteceu ontem, pela energia positiva que meus amigos e parceiros me transmitiram. E me sinto muito grata pelo apoio e pela confiança que todos eles depositam em mim.”

Sobre o Clipe
foi produzido lindamente pelo O Filme Produções, foi filmado no final de janeiro, na antiga galeria Soma que agora é Espaço de performance e etc onde fomos muito bem recebidos pelo dono do espaço Eduardo Amato. O clima das filmagens foi de total descontração, o elenco era formado por amigos convidados, e a produção também, salvo algumas pessoas que acabaram viraram amigos neste momento. O Clipe teve a participação da sua mãe, e até do gato da família, podemos ver o seu nome no elenco, Bruce Lee.

Ficha técnica do clipe Direção e Direção Fotografia Raphael Moraes Direção de Arte e Figurino Gui Almeida Assistente de Fotografia Richardyson Marafon, Nathalie Caparica e Anderson Dubaca Produção Giovanni Cosenza Montagem e Cor Raphael Moraes Roteiro Raphael Moraes, Gui Almeida, SCHË Maquiagem Jhonny Macartney Assistente de maquiagem Hiago Pinheiro Elenco em ordem alfabética. Anderson Dubaca Catarina Flor Bruce Lee Bruno Raetsch Cacau Larissa Carangi Linda Andrade Ferreira Loysi Liider Milla Elen Monah Linda Nitai Nunes SCHË Siu Foltran.

Crédito foto: Ana Seidel

SCHË nas redes sociais:
site: www.sche.com.br
e-mail: falecom@sche.com.br
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ONÇA DISCOS APRESENTA #27: ESPECIAL 2 ANOS DE SELO!

Nessa sexta-feira maravilhosa do dia 09/11 nosso querido ONÇA DISCOS, selo de música independente, completa 2 anos de existência, tempo em que foram produzidos mais trinta eventos e gravados, produzidos e/ou lançados mais de vinte trabalhos – entre singles, EPs, trilhas sonoras e álbuns completos – de diversos artistas da cidade… e de alguns de fora também!

Pra comemorar dale festão com duas bandas! Abrindo o salão teremos Ireno, com suas belas misturas de ritmos dançantes, e pra fazer todo mundo dançar até o chão levaremos ao palco a quentíssima Orquestra Friorenta!

E ainda tem mais! Discotecagem antes e depois dos shows com Lambida & Dedada (Náira Debértolis & Bernardo Bravo) e bazar com comidinhas, docinhos, roupas descoladas, discos de vinil, histórias em quadrinhos, prints e cadernos artesanais! Contaremos até com o tradicional Arremesso de Gibis promovido pela rainha das novelas gráficas, a Mitie da Itiban Comic Shop!

Tudo será registrado através do olhar do fotógrafo que nos acompanha desde o primeiro evento: Tárcilo Pereira com sua Pentax analógica!

E essa arte linda da capa ficou por conta do Rômolo D’Hipólito!

Só vem!

Ireno é Kelvin de Souza nos teclados, Matheus Mantovani na guitarra e na voz, Acácio Guedes no baixo e na voz, Daniel D’Alessandro na bateria e Thai Borges na percussão.

Orquestra Friorenta é Amanda Pacífico na voz, Melina Mulazani na voz e na percussão, Du Gomide na guitarra, Naíra Debértolis no baixo, Bernardo Bravo na percussão e Denis Mariano na percuteria.

Serviço:
Abertura com as bandas Ireno & Davi Kalo
Showzão com a Orquestra Friorenta
Discotecagem por Lambida & Dedada (Naíra Debértolis & Bernardo Bravo)

Bazar:
Altos Pano Daoras – roupas lindas e descoladas
Itiban Comic Shop – histórias em quadrinhos
Revista Pé-de-Cabra – histórias em quadrinhos
Kintsugi – cadernos artesanais
Hasegawa & Amanda – ilustrações & gravuras
Hammer Discos – discos de vinil
Dona Zani – comidinhas (com opções veganas)
Morada Doce – cupcakes & outros quitutes

Serviço:
Festa de Aniversário: 2 Anos de Onça Discos!
Data: Sexta-feira 09/11 a partir das 21h!
Local: Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio, Rua Desembargador Clotário Portugal, 274, São Francisco, Curitiba
Ingressos: Pelo Sympla: Promocional R$15 / Antecipado R$20
Na hora: R$25
Página do evento, aqui

ONÇA DISCOS APRESENTA #27: ESPECIAL 2 ANOS DE SELO!

Nessa sexta-feira maravilhosa do dia 09/11 nosso querido ONÇA DISCOS, selo de música independente, completa 2 anos de existência, tempo em que foram produzidos mais trinta eventos e gravados, produzidos e/ou lançados mais de vinte trabalhos – entre singles, EPs, trilhas sonoras e álbuns completos – de diversos artistas da cidade… e de alguns de fora também!

Pra comemorar dale festão com duas bandas! Abrindo o salão teremos Ireno, com suas belas misturas de ritmos dançantes, e pra fazer todo mundo dançar até o chão levaremos ao palco a quentíssima Orquestra Friorenta!

E ainda tem mais! Discotecagem antes e depois dos shows com Lambida & Dedada (Náira Debértolis & Bernardo Bravo) e bazar com comidinhas, docinhos, roupas descoladas, discos de vinil, histórias em quadrinhos, prints e cadernos artesanais! Contaremos até com o tradicional Arremesso de Gibis promovido pela rainha das novelas gráficas, a Mitie da Itiban Comic Shop!

Tudo será registrado através do olhar do fotógrafo que nos acompanha desde o primeiro evento: Tárcilo Pereira com sua Pentax analógica!

E essa arte linda da capa ficou por conta do Rômolo D’Hipólito!

Só vem!

Ireno é Kelvin de Souza nos teclados, Matheus Mantovani na guitarra e na voz, Acácio Guedes no baixo e na voz, Daniel D’Alessandro na bateria e Thai Borges na percussão.

Orquestra Friorenta é Amanda Pacífico na voz, Melina Mulazani na voz e na percussão, Du Gomide na guitarra, Naíra Debértolis no baixo, Bernardo Bravo na percussão e Denis Mariano na percuteria.

Serviço:
Abertura com as bandas Ireno & Davi Kalo
Showzão com a Orquestra Friorenta
Discotecagem por Lambida & Dedada (Naíra Debértolis & Bernardo Bravo)

Bazar:
Altos Pano Daoras – roupas lindas e descoladas
Itiban Comic Shop – histórias em quadrinhos
Revista Pé-de-Cabra – histórias em quadrinhos
Kintsugi – cadernos artesanais
Hasegawa & Amanda – ilustrações & gravuras
Hammer Discos – discos de vinil
Dona Zani – comidinhas (com opções veganas)
Morada Doce – cupcakes & outros quitutes

Serviço:
Festa de Aniversário: 2 Anos de Onça Discos!
Data: Sexta-feira 09/11 a partir das 21h!
Local: Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio, Rua Desembargador Clotário Portugal, 274, São Francisco, Curitiba
Ingressos: Pelo Sympla: Promocional R$15 / Antecipado R$20
Na hora: R$25
Página do evento, aqui

ONÇA DISCOS APRESENTA #27: ESPECIAL 2 ANOS DE SELO!

Nessa sexta-feira maravilhosa do dia 09/11 nosso querido ONÇA DISCOS, selo de música independente, completa 2 anos de existência, tempo em que foram produzidos mais trinta eventos e gravados, produzidos e/ou lançados mais de vinte trabalhos – entre singles, EPs, trilhas sonoras e álbuns completos – de diversos artistas da cidade… e de alguns de fora também!

Pra comemorar dale festão com duas bandas! Abrindo o salão teremos Ireno, com suas belas misturas de ritmos dançantes, e pra fazer todo mundo dançar até o chão levaremos ao palco a quentíssima Orquestra Friorenta!

E ainda tem mais! Discotecagem antes e depois dos shows com Lambida & Dedada (Náira Debértolis & Bernardo Bravo) e bazar com comidinhas, docinhos, roupas descoladas, discos de vinil, histórias em quadrinhos, prints e cadernos artesanais! Contaremos até com o tradicional Arremesso de Gibis promovido pela rainha das novelas gráficas, a Mitie da Itiban Comic Shop!

Tudo será registrado através do olhar do fotógrafo que nos acompanha desde o primeiro evento: Tárcilo Pereira com sua Pentax analógica!

E essa arte linda da capa ficou por conta do Rômolo D’Hipólito!

Só vem!

Ireno é Kelvin de Souza nos teclados, Matheus Mantovani na guitarra e na voz, Acácio Guedes no baixo e na voz, Daniel D’Alessandro na bateria e Thai Borges na percussão.

Orquestra Friorenta é Amanda Pacífico na voz, Melina Mulazani na voz e na percussão, Du Gomide na guitarra, Naíra Debértolis no baixo, Bernardo Bravo na percussão e Denis Mariano na percuteria.

Serviço:
Abertura com as bandas Ireno & Davi Kalo
Showzão com a Orquestra Friorenta
Discotecagem por Lambida & Dedada (Naíra Debértolis & Bernardo Bravo)

Bazar:
Altos Pano Daoras – roupas lindas e descoladas
Itiban Comic Shop – histórias em quadrinhos
Revista Pé-de-Cabra – histórias em quadrinhos
Kintsugi – cadernos artesanais
Hasegawa & Amanda – ilustrações & gravuras
Hammer Discos – discos de vinil
Dona Zani – comidinhas (com opções veganas)
Morada Doce – cupcakes & outros quitutes

Serviço:
Festa de Aniversário: 2 Anos de Onça Discos!
Data: Sexta-feira 09/11 a partir das 21h!
Local: Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio, Rua Desembargador Clotário Portugal, 274, São Francisco, Curitiba
Ingressos: Pelo Sympla: Promocional R$15 / Antecipado R$20
Na hora: R$25
Confira a página do evento, aqui

UYARA TORRENTE LANÇA SINGLE SOLO

Vocalista da ‘A Banda Mais Bonita da Cidade’ mistura regionalismo, pop e dub.

“Cabelo moderno e coração de jacu”. É assim que Uyara Torrente descreve a si e ao seu primeiro trabalho solo,“A Temperança”.  O single da intérprete mistura instrumentos regionais e orientais às batidas do dub e foi composto através da dança. Conforme Uyara reagia aos beats apresentados, a música ganhou forma. “Eu me salvo dançando. Quero que a minha música seja a minha salvação através do corpo”, conta.

Após 10 anos como frontwoman da A Banda Mais Bonita da Cidade, onde continua firme e forte, a cantora sentiu a necessidade de ter seu próprio discurso, com uma via estética diferente da banda. Foi nos silêncios da chácara em que mora ao pé da Serra do Mar, que a composição da multiartista Maria Lalla Cy Aché, “A Temperança”, se apresentou como a canção que deveria ser a primeiro do seu trabalho solo.

A letra lúdica carrega singeleza e força, ganhando nova roupagem quando misturada a texturas orgânicas, como o pau de chuva no lugar do tradicional chimbal da bateria. A influência das batidas eletrônicas do dub vieram do  artista, parceiro de banda e também diretor do single, Marano Ailum. “Ele me apresentou umas coisas que eu gostava de dançar. As batidas entravam em mim. O disco dele já tem essa pegada, que eu gosto muito. Outra artista que me sinalizou caminhos foi Luiza Lian, quando vi seu show, percebi estava no caminho certo”, comenta Uyara e reforça que mesmo a música não falando diretamente sobre o feminismo, ela vem carregada da reconstrução do seu próprio feminino.

Sobre a direção, Marano explica que a música é uma mistura regional e oriental dentro da estrutura pop. “Os sons do harmônio e cítara se misturam ao da rabeca e tambores. O dub aparece descontruíndo a estrutura pop da música, apresentando um trabalho original e diferente. Acho que o resultado é um tipo de world music à brasileira”. Desconstrução possível graças às mãos e ouvidos afiados de Buguinha Dub que redesenha a canção.

Jean Machado, da banda Tuyo, participou da pré-produção, em seguida Du Gomide assumiu a produção ao lado de Marano, gravando também alguns instrumentos da faixa. Du produziu o álbum Ailum, do Marano, Karla Pereira, Itaercio Rocha, entre outros artistas. A masterização também é do Buguinha Dub.

CLIPE
Além da música, Uyara lança também o clipe, o que oferece mais corpo a canção. A direção, fotografia e montagem é do Rosano Mauro Jr. As projeções fractais psicodélicas foram criadas pelo artista Luiz Abreu, que também assina a finalização do clipe. “Essa música é muito íntima, diz muito sobre mim. Foi um desafio cantar meu single, olhando diretamente para a câmera”, conta Uyara.

SOBRE UYARA
Uyara Torrente nasceu em Paranavaí, noroeste do Paraná. Aos 17 anos se mudou para Curitiba, onde cursou Artes Cênicas, na Faculdade de Artes do Paraná. Desde de 2005 trabalha com teatro, cinema e música. Há 10 anos está à frente da A Banda Mais Bonita da Cidade, circulando pelos principais festivais e eventos do Brasil – Abril Pro Rock, Festival Timbre, Breve Festival, Levada, Psicodália – e de fora: Vodafone Mexefest Lisboa, Fiesta del Libro y la Cultura (Medellín, Colômbia), Festival Aquel Abrazo (Montevidéu – Uruguai), entre outros. Uyara cantou ao lado da banda em um evento oficial das Olimpíadas 2016 e fizeram turnês por Portugal, Espanha, França, Argentina, Colômbia, Uruguai, Venezuela e Argentina.

A TEMPERANÇA (clipe)
FICHA TÉCNICA:
Música Voz: Uyara Torrente
Backing Vocal: Larissa Tomass
Direção: Marano/Uyara Torrente
Produção: Du Gomide/ Marano
Pré Produção: Machado/ Marano/ Uyara Torrente
Mixagem: Buguinha Dub
Masterização: Buguinha Dub
Composição: Maria Lalla Aché
Vídeo Produção: Selecta Studio
Direção: Rosano Mauro Jr.
Concepção: Rosano Mauro Jr / Uyara Torrente
Dir. de Fotografia e Montagem: Rosano Mauro Jr.
VFX: Luiz Abreu
Maquiagem: Isabela Japiassú
Produção de Set: Lívia Milhomem

SINGLE
A arte de capa do single: Jaime Silveira.
Ouça nas plataformas de streaming:
Spotify: http://bit.ly/spotifyuyara
Deezer: http://bit.ly/deezeruyara
Google Play: http://bit.ly/gpuyara
Itunes: http://bit.ly/itunesuyara
Baixe: www.uyaratorrente.com