SARAUS DE HISTÓRIAS VALORIZAM A CULTURA PARANAENSE

Os contadores de histórias Lucas Buchile e Fabiane de Cezaro, o músico Joelson Cruz e a atriz Lilyan de Souza participam dos Saraus de Histórias da Cultura Paranaense. Crédito da foto: Cristiano Nagel.

Em duas apresentações virtuais, manifestações artísticas vão mostrar narrativas infantis, brincadeiras e canções populares

O projeto cultural gratuito “Minha Avó Me Contou – Literatura Paranaense e Tradição Oral”, que começou em 16 de agosto e segue até 15 de novembro deste ano, apresenta sua nova atração: os Saraus de Histórias da Cultura Paranaense.

As atividades – em forma de vídeos que mesclam narrativas infantis, brincadeiras e canções – serão coordenadas pelos contadores de histórias Fabiane de Cezaro, Lucas Buchile e o músico Joelson Cruz.

O primeiro sarau irá apresentar dois contos populares brasileiros e terá estreia dia 31/10 (domingo), às 19h. Já a segunda manifestação artística traz um conto da literatura paranaense de autoria de Lucas Buchile e será mostrado ao público no dia 14/11 (domingo), às 19h, ambos pelo YouTube, Instagram, Facebook, Spotify e Castbox da atriz Lilyan de Souza [ver abaixo].

O que é um sarau?
Sarau é um evento cultural em que as pessoas se encontram para se manifestar artisticamente pela oralidade e musicalidade. Em geral o evento envolve dança, poesia, leitura de poemas, histórias, música, teatro e artes plásticas. Em virtude da pandemia, essas atrações serão mostradas de maneira online.

Surgimento no país
Literatura, música, champanhe e vinhos eram alguns dos ingredientes dos saraus do Brasil do século 19. Então privilégio de seleto público, esse tipo de encontro chegou ao Brasil em 1808, com D. João, e seguia os moldes dos salões franceses. Inicialmente, eram realizados no Rio de Janeiro, mas logo os fazendeiros de São Paulo resolveram aderir à moda e já na metade do século 19 estavam espalhados por todas as capitais.

Mais adiante, os saraus passaram a ser realizados também por pessoas de influência, que gostavam de uma boa música e queriam promover movimentos artísticos.

Contrapartida
Os Saraus de Histórias fazem parte da contrapartida social do projeto Minha Avó Me Contou que engloba 40 episódios de podcasts compostos por histórias da literatura infantil e infantojuvenil de autores paranaenses – todos apresentados com elementos da tradição oral. A última transmissão será no dia 15 de novembro.

O projeto foi idealizado e desenvolvido pela atriz, contadora de histórias e escritora Lilyan de Souza, junto com parceiros como o ator e contador de histórias Rafael Di Lari, o intérprete e bonequeiro Lucas Mattana, os atores Fabiane de Cezaro e Lucas Buchile – todos integrantes da Inominável Companhia de Teatro – além do músico Joelson Cruz, a artista visual Manu Assini e o produtor cultural Cristiano Nagel.

Aprovado pelo edital do Fundo Municipal de Cultura 034/2020 – Apoio a Festivais, Mostras e Manifestações Culturais Tradicionais – o projeto está sendo realizado com recursos do Programa de Incentivo à Cultura, Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Mesmo após o término do projeto, todas as ações realizadas (podcasts, Oficina de Bonecos e Saraus de Histórias) permanecerão disponíveis nas redes sociais de Lilyan de Souza.

Ficha técnica dos Saraus de Histórias:

Sarau de histórias 1 – Recontos dos contos populares brasileiros
– Vamos esperar o Set Set chegar
 (Livro: “Sete Histórias para Sacudir o Esqueleto”, de Ângela Lago – Companhia das Letrinhas – 2002).

– João Jiló
(Livro: “Enquanto o sono não vem”, de José Mauro Brant – Editora Rocco – 2003).

Canções populares:
“Tumbalacatumba”
“Meu galinho”
“João Jiló”

Parlenda:
“Um dois, feijão com arroz”

Contadores de histórias: Fabiane de Cezaro e Lucas Buchile
Músico/violão: Joelson Cruz
Voz: Lilyan de Souza
Edição e captação de imagens: Alan Raffo
Produção: Cristiano Nagel
Designer Gráfico: Manu Assini
Coordenação: Lilyan de Souza
Parceria e participação: Inominável Companhia de Teatro

Projeto idealizado por Lilyan de Souza
Agradecimento especial: Casa Posselt

Sarau de histórias 2 – Literatura paranaense
– Trenzinho Menino, de Lucas Buchile (2020).

Canções populares:
“Trem Maluco”
“Capelinha de Melão”
“Alecrim Dourado”
“Meu Boi Morreu”
“Se essa rua fosse minha””
“Rosa Amarela”
“Ciranda, cirandinha”
“Cai, cai balão”

Contadores de histórias: Fabiane de Cezaro e Lucas Buchile
Músico/violão: Joelson Cruz
Voz: Lilyan de Souza
Edição e captação de imagens: Alan Raffo
Produção: Cristiano Nagel
Designer Gráfico: Manu Assini 
Coordenação: Lilyan de Souza
Parceria e participação: Inominável Companhia de Teatro
Projeto idealizado por Lilyan de Souza
Agradecimento especial: Casa Posselt

Serviço
O que: Saraus de Histórias da Cultura Paranaense
Quando: Apresentações nos dias 31/10 e 14/11, às 19h
Quanto: Gratuito
Como assistir: Pelos meios digitais [YouTube, Instagram, Facebook, Spotify e Castbox] da atriz Lilyan de Souza
https://www.youtube.com/user/Lilyancsb/
https://www.instagram.com/lilyandesouza/
https://www.facebook.com/lilyandesouza
https://anchor.fm/minhaavomecontou
https://castbox.fm/ch/4490991
https://open.spotify.com/show/0ZmqhzdQFrPKLOoUEo7jgn?si=eImfqZTAQVSSAl6HKZtvOg&dl_branch=1&nd=1

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NOME FUNDAMENTAL DA NOVA GERAÇÃO, ESCRITOR MATHEUS PELETEIRO LANÇA LIVROS DE CONTOS QUE RETRATAM O BRASIL DE BOLSONARO

Nome fundamental da nova geração, escritor Matheus Peleteiro lança livros de contos que retratam o Brasil de Bolsonaro

Nauseado reúne 21 narrativas curtas que abordam temas urgentes como fake news, bullying, discurso do ódio e fundamentalismo religioso.

O escritor baiano Matheus Peleteiro, considerado uma das vozes mais interessantes da sua geração, publica em dezembro seu oitavo livro, o volume de contos Nauseado (Faça você mesmo, 148 págs.). Costurando uma prosa existencialista a uma análise contundente do Brasil atual, a obra é uma sinfonia para uma país despedaçado e colocado contra a parede. Ainda que Nauseado esteja recheado de narrativas fortes e pontiagudas, Peleteiro consegue criar histórias capazes de levar o leitor pela mão e apresentar, com leveza, um mosaico de belezas e choques.

Matheus Peleteiro compõe um itinerário para a perda da inocência. Diante da barbárie, seus personagens são lançados ao seu lado selvagem e à necessidade irrefreável de sobreviver. Relatos como “Calcinha preta”, “A Síndrome do fodido” e “Os Sete pecados literários” apresentam um cenário distópico travestido de realidade, seja em um recorte íntimo, em que é preciso escapar do bullying, até à promessa de se refazer das próprias cinzas.

Nesse intricado diálogo de temas e influências, Nauseado trata de questões urgentes – a ascensão da extrema-direita, o discurso de ódio, o fundamentalismo religioso e o não pertencimento, só para citar alguns temas – e atravessa uma colcha de retalhos de influências, que vão de Agatha Christie a Kafka, de Belchior a Sartre, passando por símbolos da cultura pop como Arctic Monkeys e The Strokes – como em “O Indie e o hipster” –, para compor o retrato de uma juventude entediada e perdida, mediada por algoritmos e sem consciência da sua invisibilidade.

Por isso, não é exagero dizer que a literatura de Peleteiro é um exercício de empatia e a tentativa de um encontro não marcado com o diferente. “A literatura permite enxergar o outro, enxergar o óbvio e enxergar aquilo que não está tão claro, então, acredito que pode sim oferecer soluções. No entanto, gosto de pensar nela como utopia que alimenta quando não se tem o que comer ou no que acreditar”, explica o escritor.

Um fósforo no escuro
Poucas vezes a frase atribuída da Cortázar, de que o conto precisa vencer o leitor por nocaute, fez tanto sentido quando em Nauseado. Peleteiro, que publicou seu primeiro livro aos 20 anos, já um autor maduro, um artesão da sua própria ficção, sabido de seus caminhos e limitações. E todos esses elementos dão aos seus textos uma originalidade e uma liberdade que parecem incomum aos nossos tempos – tão regrados pelas fake news e pelas fórmulas de sucesso, ambas fissuras sociais que são debatidas pelo escritor.

A sensação que se tem ao ler os 21 contos de Nauseado é um mundo fragmentado e pragmático, escondido em pequenas erosões cotidianas e de certezas em decomposição. “A Alavanca”, que abre o livro, e “O Último a sair, por favor, apague a luz e me deixe aqui”, conto que ultrapassou os 30 mil downloads no Kindle, são exemplos da criação combativa e atuante de Peleteiro, que consegue interpretar a realidade de uma maneira bastante singular.

“Vejo o presente tempo como um tempo em que a arte precisa ser oposição, dizer não ao horror, como cantou Belchior. Ainda que seja uma espécie de arma branca e simbólica”, comenta Peleteiro. “O papel do escritor continua a ser de um serviçal da literatura, que, como bem definiu Kafka, ‘é como um fósforo no escuro, não ilumina quase nada, mas permite enxergar a escuridão que existe ao redor’. Atribuo a mim o papel de tentar acender esse fósforo mesmo na tempestade.”

Nauseado é um livro urgente – que foge das ciladas narrativas e dos lugares comuns que o adjetivo pode impor –, e que revela o absurdo encalacrado na história brasileira. Sem meios termos, e chegando no apagar das luzes de 2021, Peleteiro escreveu o livro obrigatório para quem quer entender o nosso presente e projetar um futuro menos opaco e estreito.

Sobre o Matheus Peleteiro
Nascido em Salvador – BA em 1995, escritor, advogado, editor e tradutor, Matheus Peleteiro publicou em 2015 o seu primeiro romance, Mundo Cão, pela editora Novo Século. Após, lançou sete obras, sendo elas a novela Notas de um megalomaníaco minimalista (2016), a reunião de poemas Tudo que arde em minha garganta sem voz e a coletânea de contos Pro Inferno com Isso (2017); a distopia satírica O Ditador Honesto (2018), e as coletâneas poéticas intituladas Nossos Corações Brincam de Telefone sem Fio e Caminhando sobre o fogo (2019 e 2021).

Também organizou e editou a coletânea de contos Soteropolitanos (2020); deu início ao Selo ÊCOA – Faça ocê mesmo, em 2021; disponibilizou, de forma gratuita, o conto “O último a sair, por favor, apague a luz e me deixe aqui”, como forma de protesto, em todas as plataformas digitais, e produz o podcast 1Lero, onde realiza entrevistas com expoentes da literatura contemporânea. Além disso, em 2018, assinou, ao lado do tradutor Edivaldo Ferreira, a tradução do livro A Alma Dança em Seu Berço (Editora Penalux), do premiado autor dinamarquês, Niels Hav.

Serviço
Nauseado
Matheus Peleteiro
Editora: Faça ocê mesmo – 148 páginas
Lançamento: 30 de NOVEMBRO (NOVA DATA)  – às 18h30
Local: Palles Sorveteria & Café
Endereço: R. Adelaíde Fernandes da Costa, 700 – Costa Azul, Salvador – BA
Preço: R$ 35,00 – edição física | R$ 19,90 – e-book
Para comprar, acesse: https://bit.ly/Nauseado

MOSTRA MUSICAL RITMOS SERÁ TRANSMITIDA GRATUITAMENTE PELO YOUTUBE DO TEATRO AVE LOLA

A 2ª edição da mostra conta com seis clipes musicais inéditos para crianças.

O projeto musical Ritmos do Coração estreia a Mostra Ritmos que acontece de 9 a 25 de novembro, gratuitamente, no YouTube do Teatro Ave Lola, sempre às 20h de terças e quintas. Voltada para o público infantil e produzida especialmente para crianças atendidas pelo Hospital Pequeno Príncipe, a 2ª edição da Mostra Ritmos acontecerá de forma online e exibirá seis clipes inéditos de composições autorais criadas pela banda Ritmos, formada para a mostra.

A banda Ritmos é composta por Arthur Jaime, Breno Monte Serrat, Gabriela Bruel e Joã Klübler que compuseram de forma coletiva as músicas Andina, Lembranças de Milton, Valsa-Landó, Lambada, Maracatu e Chamamé. Os clipes musicais seguem uma narrativa que mostra uma banda que toca e se diverte em apresentações por lugares inspiradores como à beira de um lago colorido ou em uma floresta noturna. Também participaram dos vídeos as atrizes Ailén Roberto e Helena Tezza que fazem o papel de roadies da banda e o ator mirim Bernardo de Lima Lobo que interpreta um garotinho que ama música.

A Mostra Ritmos fecha a programação do projeto Ritmos do Coração que iniciou em setembro deste ano com um show e dois clipes inéditos de composições criadas por Gilson Peranzzeta e Davi Sartori unicamente para o projeto. As apresentações online circularam pelos canais de YouTube dos Teatro Guaíra (PR), Teatro Riachuelo (RJ) e por último no YouTube do Teatro Ave Lola com a mostra musical.

O projeto “Ritmos do Coração” foi viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura e é uma realização da CGC-CSA e da Secretaria Especial da Cultura, do Ministério do Turismo. Patrocínio: Facchini, Sideral Linha Aéreas, DHL, Ciapetro, Expresso Azul, Disam, Fobras, Austral, ID Digital, Frameport, Oliveira Trust, Schattdecor, Alcast, Plast Pack, Bianchi, Delta Cable, Serdia. Instituição Beneficiada: Hospital Pequeno Príncipe (HPP).

SERVIÇO
2ª MOSTRA RITMOS
Acesso: Gratuito
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos
Link:  https://www.youtube.com/avelolacultural
Quando: 9 a 25 de novembro, terças e quintas, às 20h

Ave Lola – Espaço de Criação
www.instagram.com/ave_lola

Contato de Imprensa: Jamilssa Melo | 92-98161-1848

BANDA CURITIBANA TROY E OS CALVOS LANÇA VIDEOCLIPES E PROMOVE LIVE NO DIA 04/11

Projeto foi gravado em casa, e traz três músicas conhecidas e uma inédita

A banda Troy e Os Calvos realiza durante o mês de novembro de 2021 o lançamento do seu mais recente trabalho, a produção de videoclipes do repertório autoral. Cada músico gravou de sua casa, respeitando os protocolos de segurança neste período de distanciamento social, tendo a sua finalização executada pela Rockout Magic Estúdio.

As canções selecionadas fazem parte do repertório, sendo três já executadas pela banda em shows autorais e eventos culturais de Curitiba, e uma inédita ao público. São elas: Reza para um Querubim, Se Eu Corro, Inimaginável e Inútil Solidão.

Para apresentar o trabalho e conversar com o público, a banda realiza no próximo dia 04 de novembro, às 20h, uma live pelo canal no Youtube. E cada videoclipe será lançado, semanalmente, em todas as redes sociais da banda.

Troy e os Calvos é uma banda de repertório autoral, e faz parte da cena Curitibana há mais de 12 anos, levando a boa música ao público, destacando-se pela qualidade artística e profissionalismo. Formada por Troy Rossilho, que já teve suas canções gravadas por inúmeros artistas, usadas também como trilhas para peças de teatro e cinema, acompanhado da banda os Calvos, com Leo Barros (voz e guitarra), Mauro Castilhos (bateria) e Thiago Menegassi (voz, baixo e direção musical). A diretora de produção da banda é a jornalista e produtora Mariane Antunes.

“PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.

Serviço:
Live: 04/11 – 20h
Lançamentos dos videoclipes:
11/11, 18/11, 25/11 e 02/12
Facebook e instagram: @troyeoscalvos
Youtube: https://www.youtube.com/user/troyrossilho

JOGOS DE COMPOSIÇÃO E PARCERIAS POÉTICAS DÃO VIDA AO NOVO EP DA ÍMÃ: FURIOSA ABERTA

Segundo trabalho da banda curitibana será lançado na primeira sexta-feira de novembro

No dia 5 de novembro, a ímã lança o EP Furiosa Aberta, com quatro músicas inéditas. O segundo trabalho da banda curitibana é fruto de parcerias com as poetas e amigas Francisco Mallmann, Natasha Tinet e Julia Raiz, e poderá ser ouvido gratuitamente nas principais plataformas de streaming e no site oficial da grupa: www.imadenovepontas.com

“Como uma banda pode sobreviver ao isolamento? Ainda temos mais perguntas do que respostas. Melhor assim”, pensa Luciano Faccini, que, dentre outras funções, é cantor, compositor e diretor artístico da ímã. Tentando fugir da norma – máxima que guia o processo criativo da banda desde sua fundação -, a grupa apostou nos jogos de composição. “Se por um lado a pandemia forçou o mundo inteiro a reorganizar hábitos, rotinas e modos de sobrevivência, por outro, nós conseguimos reunir esforços para colocar em prática um interesse antigo de explorar processos de composição que pudessem percorrer caminhos diferentes dos tradicionais”, explica o músico.

Três poemas de poetas premiadas foram musicados. “Achamos que seria maravilhoso ter outras artistas navegando nessa experiência com a gente, e aí, muito espontaneamente, chegamos em Julia, Nat e Chico, que, antes do projeto, já tinham uma relação com a banda”, fala Day Battisti, a violoncelista da ímã. Luciano faz parte da Membrana Literária, grupa de escritoras que também abraça as três convidadas especiais do EP, e por isso outras parcerias artísticas já vinham sendo desenhadas ao longo dos anos.

Cada integrante da ímã recebeu o desafio de musicar um trecho de cada poema e posteriormente essa profusão de ideias e intuições deu origem a uma obra original e imaginativa. “Foram muitas e muitas versões diferentes, lotamos muitos drives e HDs com propostas, que foram criadas em pedacinhos de MP3 e Wav ao longo das semanas de trabalho, trazendo detalhes que iam surgindo e sendo testados, aplicados nas canções por cima daquilo que já constava nelas”, diz o percussionista Daniel D’Alessandro. “As reuniões semanais por videochamada serviam para que conversássemos sobre o que tinha sido construído e decidíssemos juntos sobre o que fazer com os arranjos.”

Nenhuma música foi ensaiada antes das gravações, no sentido convencional do termo. “Sem a presencialidade, foi como esculpir algo, junto com outras sete pessoas, cada uma em sua casa, com essencialmente aquilo que tinha à disposição para a captação de cada instrumento”, expõe Daniel. “Foi tipo uma gincana de meses e meses onde muitas vezes tudo parecia uma grande e intransponível loucura e em muitas outras vivemos o maravilhamento dessa possibilidade de composição. Foi e segue sendo um ping pong no abismo das ideias.”

Se no primeiro disco a ímã teve a oportunidade de gravar a totalidade das músicas no Gume Estúdio, de Leonardo Gumiero, com maior uniformidade na escolha de microfones e técnicas de produção musical, desta vez foi preciso recorrer ao “universo das colagens”, nas palavras de Daniel. “Gravações feitas com o celular, com gravadores diferentes, com microfones e placas de som ótimas, outras nem tanto. Tudo isso colabora para deixar o trabalho mais diversificado ainda em termos de timbres, de cores e tipos de luzes empregadas”, completa Luciano.

PROJETO CURITIBANO FOMENTA A CONSERVAÇÃO DE ESCULTURAS SACRAS E OFERECE CURSO GRATUITO

Foto: Wagner Melo.

A iniciativa idealizada pela conservadora-restauradora Ana Caniatti oferece curso gratuito de noções básicas de conservação preventiva e é um dos primeiros projetos a ocupar a recém-inaugurada Escola de Patrimônio

No mês de novembro, a Escola de Patrimônio & Liceu das Artes da Fundação Cultural de Curitiba recebe o curso semipresencial de “Introdução à Conservação da Imaginária Sacra”, idealizado pela conservadora-restauradora Ana Caniatti a convite da Flutua Produções. O projeto busca instigar um olhar crítico sobre a preservação da imaginária sacra através do curso acompanhado de material didático. Em contrapartida, o projeto prevê a conservação de uma imagem musealizada pertencente ao acervo do Museu de Arte Sacra de Curitiba – MASAC.

O curso gratuito é formado por cinco aulas presenciais, ministradas de 16 a 20 de novembro por Ana Caniatti, Flávia Dias, professora no Museu de Arte Sacra de São Paulo, e Ruy Neto, arquiteto conservador. Além dos encontros presenciais, o curso conta com uma aula de encerramento, que será realizada no dia 07 de dezembro, através de um encontro online síncrono. Ao todo, são 12 vagas destinadas a funcionários de museus e igrejas, conservadores, restauradores, laudistas, museólogos, historiadores, arquitetos, galeristas, colecionadores, estudantes e pessoas interessadas no tema. As inscrições podem ser feitas no link https://forms.gle/B8F2thiShcuTzN4S9 entre os dias 14 e 30 de outubro.

No cronograma, estão presentes temas como: princípios de conservação, história da arte sacra, métodos de pesquisa, agentes de degradação e patologias, além de análise do estado de conservação.

Para Ana Caniatti, a preservação do patrimônio histórico está diretamente ligada à preservação da nossa memória e identidade cultural. “A importância de difundir as noções de preservação de bens culturais vai ao encontro da necessidade humana de ter contato com a sua memória e sua história. Estes bens, e neste caso tratamos das imagens sacras, precisam ser respeitados e resguardados, pois narram os modos de produzir e de existir dos nossos antepassados.”, ressalta ela.

O fundador da Flutua Produções, Gilmar Kaminski, reforça a importância de projetos como esse para a cultura. “Trabalhar com patrimônio é entender a importância da conservação e da valorização da memória, e isso se potencializa na proposição do curso, que tem como principal objetivo instrumentalizar a população para a preservação do patrimônio cultural, nesse caso, da imaginária sacra.”, comenta o produtor cultural.

Projeto realizado com recursos do programa de apoio e incentivo à cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Sobre Ana Caniatti
Ana Caniatti é formada em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes do Paraná (2007), Técnico em Conservação e Restauração pela Fundação de Arte de Ouro Preto (2009) e Especialista em História da Arte Sacra pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana (2012). Integrou a equipe de restauro das igrejas de Nossa Senhora D´Ajuda, em Congonha (MG); Matriz de Nossa Senhora Imaculada Conceição, em Videira (SC); e Matriz de São Domingos, em Araxá (MG). Estagiou no Museu da Inconfidência de Ouro Preto e trabalhou na FAOP, no laboratório de conservação e restauro de escultura policromada. Em 2013, fundou em Curitiba o Atelier Caniatti Conservação e Restauro, onde atua realizando projetos para conservação, restauração, documentação de obras e de acervos de instituições públicas, privadas e particulares. Foi presidente da Associação dos Restauradores e Conservadores de Bens Culturais do Paraná – ARCO.IT (2018 e 2019) e promoveu diversos cursos para aperfeiçoamento dos profissionais da área, assim como projetos de incentivo à pesquisa científica. É associada ao Centro de Estudos em Imaginária Brasileira – CEIB.

Sobre Flutua Produções
Fundada em 2016 pelo produtor cultural Gilmar Kaminski, a Flutua Produções tem como proposta o diálogo com as diversas linguagens artísticas, desenvolvendo projetos nas artes cênicas, música, literatura, patrimônio histórico, artístico e cultural, artes visuais e audiovisual. Presta serviços de planejamento, organização e produção de projetos e eventos culturais, com foco na elaboração e gestão de projetos via leis de incentivo à cultura, sempre com a premissa da democratização de acesso. Dentre os atuais trabalhos desenvolvidos destacam-se a coordenação de produção da Bienal de Quadrinhos de Curitiba e o projeto Histórias e Retratos da Feira do Largo da Ordem. Mais informações em www.flutuaproducoes.com.br

SERVIÇO
Curso de Introdução à Conservação da Imaginária Sacra
Quando: de 16 a 20 de novembro, das 14h às 18h (presencial)/ encontro final em 07 de dezembro, das 19h às 21h (online)
Onde: Escola de Patrimônio & Liceu das Artes (R. Kellers, 63 – São Francisco, Curitiba)
Inscrições gratuitas em https://forms.gle/B8F2thiShcuTzN4S9

FICHA TÉCNICA
Realização: Caniatti Conservação e Restauro e Flutua Produções
Coordenação pedagógica: Ana Eliza Caniatti Rodrigues e Flávia Andrea Siqueira Dias
Coordenação de produção: Gilmar Kaminski
Pesquisadores e ministrantes: Ana Eliza Caniatti Rodrigues, Flávia Andrea Siqueira Dias e Ruy Altamir da Cruz Neto
Pesquisa histórica – Sant’Ana Mestra: Deborah Agulham Carvalho
Intervenção de conservação – Sant’Ana Mestra: Ana Eliza Caniatti Rodrigues
Assistência de produção: Luana Camargo
Projeto gráfico e diagramação: Adriana Alegria
Revisão textual: Anna Carolina Azevedo
Assessoria de imprensa e Marketing digital: Platea Comunicação e Arte
Fotografia: Wagner Melo e Lucas Gabriel de Souza da Silva

Projeto realizado com recursos do programa de apoio e incentivo à cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Assessoria de Imprensa
Platea Comunicação e Arte
platea.comunicacao@gmail.com
(41) 9 9907-9648

GRUPO DE TEATRO DINAMARQUÊS FARÁ CURTA TEMPORADA NA TENDA AVE LOLA

O grupo Batida veio ao Brasil para realizar uma residência artística junto à Trupe Ave Lola de Teatro.

Curitiba, 26 de outubro de 2021 – A trupe Ave Lola que está em temporada com seu novo espetáculo “Cão Vadio” de quarta a domingo, às 20h30 até o dia 21 de novembro, no espaço Ave Lola ao Ar Livre, também receberá em seu palco a peça teatral “Solo para Dois” do grupo Batida, da Dinamarca. Inicialmente seriam apenas duas sessões nos dias 30 e 31 de outubro, às 18h30, mas rapidamente a primeira apresentação esgotou-se e para que um público maior fosse alcançado, foram abertas duas sessões extras nos dias 03 e 04 de novembro, no mesmo horário. Para assistir ao espetáculo, as reservas devem ser feitas com antecedência no site da Ave Lola. O espetáculo terá seus ingressos cobrados através do sistema “Pague o quanto vale”, adotado desde o primeiro ano da trupe, onde a plateia assiste à peça e ao final efetua o pagamento de forma consciente.

Há mais de 30 anos, o Grupo Batida dedica-se a uma profunda pesquisa responsável pelo seu estilo teatral onde atuam atores e músicos em espetáculos voltados para crianças e toda família. Na peça “Solo para Dois”, que será apresentado na tenda da trupe Ave Lola, conta a história de um maestro que recebe de última hora a notícia de que a orquestra não poderá fazer o concerto. Quando o maestro está prestes a começar o concerto sozinho, um último membro da banda aparece. O menos talentoso e desesperançoso músico, que não pensa em nada além de futebol. O espetáculo segue mostrando esse encontro cômico e desastroso entre os dois músicos.

As apresentações fazem parte de um projeto de residência artística entre as duas companhias que farão juntas um espetáculo para crianças. O processo inicia agora durante a estada do Batida no Brasil e continua com a ida da Trupe Ave Lola à Dinamarca para finalizar a montagem. A relação entre o Batida e a Ave Lola já existe há alguns anos e agora, está sendo possível realizarem um projeto juntos. “É uma honra ter um mestre do teatro para crianças como o Søren Ovesen (um dos integrantes do grupo) em nossa primeira experiência de montagem para o público infantil”, conta a diretora da Ave Lola, Ana Rosa Genari Tezza.

Serviço:
Solo para Dois (Grupo Batida – Dinamarca)
Quando: 30 e 31 de outubro e 03 e 04 de novembro, às 18h30.
Reservas pelo link: https://forms.gle/wJLyWWkqHBn4uEmU8
Classificação: Livre para todos os públicos
Ingressos: Sistema Pague o Quanto Vale
Local: Associação Eunice Weaver do Paraná localizada na rua Dr. Alarico Vieira de Alencar, 10,  Bacacheri, Curitiba-PR.

FICHA TÉCNICA
Direção: Giacomo Ravicchio
Dramaturgia: Søren Ovesen e Giacomo Ravicchio
Figurinos e cenário: Giacomo Ravicchio e Karen Rasmussen
Compositor: Per Thomsen
Atores: Simon Holm e Søren Ovesen
Contato de Imprensa: Jamilssa Melo | 92-98161-1848

SEBINHO FATO AGENDA – LIVROS E DISCOS

o SEBINHO (fato agenda) é a loja virtual de discos e livros que ajuda a financiar o blogue de vagas. O estoque fica em Curitiba, mas entregamos para todo Brasil por uma taxa fixa de R$10,00 por livro. Temos centenas de livros e discos à pronta-entrega, consulte nosso acervo via insta e/ou whats 41 99745-5294 (com Lelê).

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– Discos de vinil e fitas K7: www.sebinhofatoagenda.com.br/lista/musica/
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– Fanpage: www.facebook.com/sebinhoFATOagenda
– Blogue de vagas: www.fatoagenda.com.br

FRETE: Receba nossos livros em casa, via correios. Taxa de entrega: R$10,00 (por livro), válida para todo Brasil. Com opção de retirada (livre de taxa, lógico) na estoque na Travessa Isaacson Chinasso, número 37, bairro Orleans, em Curitiba (NOVO ENDEREÇO!).

PAGAMENTO via app MercadoPago, Pix, Nubank, PicPay, cartão crédito/débito, boleto e/ou transferência bancária. Nossa loja tem CNPJ, nossos livros são usados, mas podemos emitir nota fiscal, solicite!

CARTOGRAFIA FILMES OFERECE OFICINAS E ORGANIZA CINECLUBES EM BAIRROS DE CURITIBA

O Circuito Griot propõe a reflexão e a construção de produtos audiovisuais por e para comunidades periféricas de Curitiba

Moradores de quatro bairros de Curitiba recebem o Circuito Griot, projeto que propõe a reflexão e a construção de produtos audiovisuais por e para comunidades periféricas da capital. Na primeira etapa, entre os meses de outubro e dezembro, as atividades ocorrem nos bairros Parolin e Sítio Cercado. De fevereiro a abril de 2022, chega ao Tatuquara e à Vila Leonice.

“Pra gente é muito importante descentralizar os acessos à cultura, tanto no que diz respeito à localidade quanto às pessoas que normalmente, por vários motivos, acessam esses bens. Então, realizar o Circuito nesses territórios, onde já existe um histórico de luta, de resistência negra em Curitiba, é muito importante”, diz Bea Gerolin, da Cartografia Filmes.

A programação consiste em Oficinas de Práticas Audiovisuais e exibições de filmes abertas à comunidade. Na oficina será abordada a linguagem e a produção cinematográfica com o compartilhar de experiências e a sensibilização de olhares das/os participantes aos territórios que habitam.

Cada bairro receberá uma Oficina com oito encontros, de 3h cada, durante dois meses. Ao final do processo, os exercícios serão reunidos em um filme-carta, resultando em quatro curtas produzidos coletivamente por moradores de bairros periféricos de Curitiba.

Já as exibições abertas à comunidade têm como objetivo aproximar a população do formato do cineclube. A proposta é exibir filmes com protagonismo ou realização negra em espaços coletivos dos bairros. As sessões quinzenais contemplam a exibição de dois filmes, um do tipo curta metragem e outro, em formato longa metragem, seguidos de um debate. Antes de todas as sessões, os longas exibidos serão decididos por votação dos próprios participantes das oficinas.

Para Andrei Bueno Carvalho, da Cartografia Filmes, o Circuito Griot é um projeto que busca englobar, de forma ativa em todo o processo, a comunidade onde as oficinas e exibições acontecerão. “Especialmente no fortalecimento da cadeia econômica movimentada por um evento cultural desta natureza a partir dos empreendedores e/ou projetos sociais locais. Tanto na alimentação do lanche das oficinas, na circulação dos anúncios sonoros no bairro como na participação das produtoras locais – que são lideranças consolidadas em seus territórios – como integrantes da equipe técnica do projeto”, diz.

O Circuito Griot é o novo projeto da Cartografia Filmes, produtora vocacionada para o audiovisual identitário negro. Também realiza, em Curitiba, outros projetos de difusão, como o Griot – Festival de Cinema Negro Contemporâneo, que acontece desde 2018, e a Afrika XX – Mostra de Cinemas Pioneiros do Continente Africano.

O Circuito Griot tem apoio da Aliança Francesa – Curitiba e Incentivo do Ebanx. Realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Sobre a Cartografia Filmes
A Cartografia Filmes é uma produtora paranaense vocacionada para o audiovisual negro que une trajetórias diversas. Desse território de encruzilhada, nossa atuação se movimenta pelo desejo de compartilhar novas formas de acesso e produção dos bens culturais, fortalecendo e criando espaços coletivos nos eixos de DIFUSÃO, FORMAÇÃO E PRODUÇÃO do audiovisual, de maneira a abrir caminhos na reconstrução de imaginários onde as múltiplas subjetividades sejam livres para exercer sua existência com plena autonomia e potência >> Encontre a gente nas redes www.instagram.com/cartografiafilmes/

Sobre o Griot – Festival de Cinema Negro Contemporâneo
O Griot – Festival de Cinema Negro Contemporâneo começou em 2018 como Mostra de Cinema Negro Brasileiro com o objetivo de criar um espaço onde pudessem exibir filmes pensados, realizados e protagonizados por pessoas pretas em território nacional. Nas edições anteriores foram exibidos com lotação máxima de público 61 curtas, dois longas e um média. Em 2020, por conta da pandemia, foi realizado em formato online. As edições aconteceram com financiamento coletivo. www.festivalgriot.com.br

Serviço
Circuito Griot
Onde:
Parolin – Oficinas aos sábados, 23/10 a 11/12, das 09h às 12h. Exibições nos dias 31/10; 06/11; 20/11 e 04/12, às 18h30.

Sítio Cercado – Oficinas aos sábados, de 23/10 a 11/12, das 14h30 às 17h30. Exibições nos dias 30/10; 13/11; 27/11 e 11/12, às 18h30.

Contato
Andrei Bueno Carvalho
Coordenação e Produção Executiva
(41) 9 99608/4165
cartografia.filme@gmail.com

Bella Souza / Direção de Produção
(41) 99602-8894
izacris1@gmail.com