UM SONHO CULTURAL: AGRUPA CULTURA CELEBRA 2 ANOS DE ATIVIDADES ARTÍSTICAS EM CURITIBA

Na foto de Júnior Motta, as amigas, produtoras culturais, artistas e sócias, Luiza Gutjahr e Marina Barancelli comemoram os dois anos de dedicação na Agrupa Cultura.

Criada por Luiza Gutjahr e Marina Barancelli, a Agrupa Cultura celebra no dia 26 de novembro dois anos dedicados a projetos que enaltecem a produção do audiovisual, teatro, música e espaço físico, movimentando a economia criativa local para o mundo.

Inaugurada em 26 de novembro de 2022, a Agrupa Cultura é fruto do desejo artístico de duas amigas, a curitibana Marina Barancelli (29 anos) e a gaúcha Luiza Gutjahr (22 anos), que se conheceram em um curso de artes e comungam da vontade de transformar a cena cultural da cidade em que vivem. Ao concluir o curso, se depararam com dificuldades em ingressar no mercado tradicional de trabalho. Decidiram, então, criar um filme, intitulado MoonRiver, que reflete suas experiências e sonhos, resultando na criação do espaço cultural, carinhosamente chamado por elas de Agrupa, para por conta própria mostrar suas capacidades profissionais com a arte. 

Com a fundação da Agrupa Cultura, Marina e Luiza estabeleceram um espaço, atualmente localizado no centro histórico de Curitiba e, com apoio de sua equipe, se dedicam à inovação e criação de arte de qualidade, onde tradição e modernidade se encontram. O compromisso da empresa vai além da produção de conteúdo: o objetivo é moldar o futuro do entretenimento e conectar passado, presente e futuro em cada projeto.

As empreendedoras da cultura curitibana revelam que a Agrupa Cultura existe para formação de um ecossistema onde a arte e cultura coexistem de forma a criar o futuro, um lugar que transcende as fronteiras físicas, gerando oportunidades em escala global. “Criatividade é o recurso essencial para um ambiente próspero, permitindo que todos cresçam e vivam plenamente por meio da cultura”, contam Marina e Luiza sem esconder a animação.

Na Agrupa Cultura, os trabalhos estão focados no audiovisual, na música, no teatro e no espaço de convivência para atender diversas modalidades de arte e cultura, com produções que visam espalhar qualidade e possibilidades que ultrapassam fronteiras e ganhem o mundo. De acordo com Luiza e Marina, “a Agrupa é a ágora moderna, um espaço de encontro, diálogo e experimentação, onde o futuro da arte é moldado a partir do presente. Somos também um liceu de ofícios contemporâneo, que oferece uma educação artística e cultural com capacitação e empoderamento dos artistas”, dizem.

Como funciona a Agrupa Cultura e principais destaques
A casa Agrupa Cultura reúne modalidades artísticas divididas em 4 núcleos separados, Espaço físico, Teatro, Música e Audiovisual, que têm forte conexão entre si.


A casa Agrupa Cultura ganha novo endereço para comemorar os dois anos de existência de trabalhos voltados à arte e à cultura. Foto de Júnior Motta.

Com o intuito de criar obras que se tornem fonte de inspiração e transformação e que também contribuam para um cenário cultural mais rico e diverso, a Agrupa Cultura oferece ferramentas e apoio para a realização de sonhos com excelência e inovação. O lema de Marina e Luiza é: “Aqui nada é impossível, estamos juntos para mostrar que o futuro está em construção”. Para elas, a Agrupa é um lugar que transcende fronteiras físicas, gerando oportunidades em escala global, onde a criatividade é o recurso essencial para um ambiente próspero, permitindo que todos cresçam e vivam plenamente através da cultura.

NÚCLEO A2C – ESPAÇO FÍSICO 
O primeiro, chamado de A2C, é o espaço físico do coletivo, um ambiente dinâmico e acolhedor onde a criatividade se encontra com a colaboração, e também são oferecidos cursos, palestras e workshops que estimulam o aprendizado e a troca de ideias. Inspirados pelos cafés e salões de arte que marcaram épocas passadas, o espaço se destaca como o ponto de encontro ideal para a comunidade artística contemporânea. “Acreditamos que a arte prospera em um ambiente onde as ideias podem ser compartilhadas livremente, e é exatamente isso que proporcionamos”, conta Luiza.

Na A2C, o espaço de convivência e criação, são oferecidos os cursos: “Desvendando os Segredos da Audição”, com Fabi Bang, renomada atriz do teatro brasileiro; “Curso Ator em Foco”, com a preparadora de elenco Jaciara Rocha.


Todos os ambientes são elaborados com muito cuidado para todos que vem fazer parte dos trabalhos realizados no espaço Agrupa Cultura. Foto de Júnior Motta.

TEATRO – THE ACT
The ACT é a companhia teatral da Agrupa Cultura, que oferece produções que desafiam convenções e exploram temas relevantes e contemporâneos. “Acreditamos que o teatro é um meio poderoso de entretenimento e uma força ativa na economia nacional”, afirma Luiza. No entendimento da produtora, o objetivo é transitar entre o presente e o passado. Inspiradas em locais icônicos como a Broadway e o West End, as empreendedoras pretendem criar peças que não só entretenham, mas que também contribuam de maneira significativa para a cultura. “Nosso diferencial está na abordagem inovadora, que promove novas vozes ao proporcionar um espaço para experimentação e diversidade artística. Valorizamos as melhores referências do passado, garantindo que nossas produções sejam ricas em conteúdo e qualidade”, afirma Luiza. Além disso, na Agrupa existe o compromisso de manter um canal aberto com o público, evitando um ambiente elitizado e promovendo um diálogo inclusivo sobre as questões sociais que impactam a sociedade.


Na foto de Marina Barancelli, a primeira Improfest de Curitiba: TILT, que tem no improviso teatral o foco do encontro.

Com THE ACT, participação no Fringe, durante o Festival de Curitiba 2023, com mais de 10 oficinas formativas e eventos, num ambiente dinâmico de troca de conhecimentos e experiências entre profissionais, estudantes e apreciadores das artes cênicas. O circuito movimentou cerca de 1.000 pessoas ao longo de uma semana, proporcionando oportunidades valiosas de aprendizado e interação. 

Outro destaque nas artes cênicas é o TILT, a primeira Improfesta de Curitiba, realizada em parceria com a Cia Arvoredo de teatro. O evento celebrou o improviso teatral, trazendo grupos renomados como os Improssiveis  para apresentações em que o público comprava apenas um ingresso. 

AG.ENT – AGR ENTRETENIMENTO 
O núcleo Audiovisual da Agrupa Cultura, chamado AG.ENT – AGR Entretenimento, produz filmes, séries e videoclipes que refletem a diversidade cultural e social do Brasil como narrativas globais. O núcleo não se limita a um único gênero, buscando ampla gama de produções que equilibram a criatividade com o sucesso comercial. “Dessa forma, garantimos produções com qualidade artística, viabilidade de mercado e retorno financeiro, com produtos que têm potencial de criação do nosso ecossistema cultural”, enfatiza Marina. 


A atriz Kethlen Souza em cena do curta “Rapsódia em Azul” na foto de Paula Lebois.

Conscientes das barreiras mercadológicas do mercado tradicional, que frequentemente exclui talentos e histórias que merecem ser contadas, a Agrupa foca no que realmente importa: o conteúdo e a qualidade das histórias apresentadas. “Acreditamos que, independentemente de categorias ou convenções, cada narrativa tem o poder de ressoar e impactar. Nossas produções são inspiradas por valores de inovação e respeito pelas técnicas do passado, focando em criar um novo futuro para o entretenimento. Em cada projeto, buscamos contar histórias que vão além do entretenimento”, conta a também diretora e produtora Marina. 

Pela AG.ENT – AGR Entretenimento, os destaques são os curtas “Rapsódia em Azul”, que marcou um passo significativo na trajetória da Agrupa, sendo o primeiro filme viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura Paulo Gustavo em Curitiba. O filme, com roteiro original de Marina Barancelli, aborda de forma profunda o racismo no universo do balé clássico. Trata-se de uma obra sensível, que questiona as barreiras históricas de exclusão racial dentro de uma arte tradicionalmente elitista. Toda a filmagem, realizada em cima do palco, cria uma atmosfera teatral que intensifica a narrativa, trazendo à tona as emoções dos personagens. Rapsódia em Azul é mais do que um filme; é uma reflexão visual sobre os desafios enfrentados por artistas pretos no balé, explorando com delicadeza temas de identidade e resistência. 

Outra produção de destaque é o filme “MoonRiver”, que ocupa um lugar especial na trajetória das empresárias. Foi o primeiro projeto independente, movido pela coragem e por um grande sonho. Com um orçamento extremamente pequeno (R$10 mil financiado por outros trabalhos de Marina e Luiza), elas conseguiram dar vida à história. Desde a pré-estreia em outubro de 2023, “MoonRiver” tem conquistado reconhecimento internacional, sendo selecionado para importantes festivais ao redor do mundo, como o Alternative Film Festival no Canadá, o New York Film and Actor Award nos Estados Unidos, e o Alibag Short Film Festival na Índia.


Cena do filme “Moon River” na foto de Luiza Nemetz.

Em 2024, a Agrupa lançou a 1ª A3C – Mostra Audiovisual, numa parceria inédita com o IMAX CWB, e a exibição de 15 curta-metragens selecionados por uma curadoria de especialistas do cinema. O festival abrange uma diversidade de categorias que incluem: Unicurta, dedicada a filmes universitários; Take 01, para estreia de cineastas; Musicais, obras com narrativa musical; C-lab, voltada a produções experimentais; e Ficção e Animação. Além disso, a exibição de dois filmes convidados que já participaram de festivais internacionais: “MoonRiver”, produção da Agrupa Cultura, e “Yãmi Yah-Pá”, da produtora Couro de Rato.

AG MUSIC e AG RECORDS
Por fim, e não menos importante, a AG MUSIC, núcleo musical da Agrupa que vai além da promoção de artistas da indústria fonográfica. O segmento se destaca com o selo musical inovador, com a criação, produção e realização de eventos e shows memoráveis. “Nossa abordagem é diferenciada pelo compromisso com a autenticidade e diversidade musical, dando voz a artistas que desafiam as fórmulas comerciais convencionais. Trabalhamos em parceria com artistas que aspiram a seguir uma carreira musical profissional, oferecendo todo o suporte necessário para que possam alcançar seus objetivos”, destaca Luiza.


Da esquerda para direita: Augusto Santana , Johny, Mauro Igna da Banda Parque Sete; Marina Barancelli; Cadu Albu e Zak Beatz da Banda Soul Ébano e Luiza Gutjahr. Foto de Júnior Motta.

Com a AG MUSIC, a produção do Agrupa Fest, em parceria com o Sheridan’s Irish Pub, realizou o festival de música, com um line-up diversificado: Parque Sete, Soul Ébano e Bia Cappelini, cada uma trazendo sua própria identidade musical. O público também foi convidado a soltar a voz com um karaokê; além da festa junina com show do PECI, acompanhada de open pipoca, algodão doce e brincadeiras típicas.

O selo musical, AG Records, lançado oficialmente em 2024, marca o início de uma nova fase com o single “Depois a Gente Conversa”, da banda curitibana Parque Sete, que tem contrato exclusivo com a Agrupa. O lançamento simboliza a entrada no mercado fonográfico, firmando o compromisso com a promoção de novos talentos locais. Outras parcerias também se iniciaram, como a promovida com a banda Soul Ébano, ampliando o portfólio e fortalecendo a presença da marca na cena musical.

Aniversário de 2 anos da Agrupa Cultura


Equipe Agrupa Cultura: Camili Andrade (Produtora Executiva), Luiza Gutjhar (Direção Criativa e Marketing), Marina Barancelli (CEO e Direção Criativa), Amanda Rosa (Produtora) e Zak Beatz (Diretor Musical), na foto de Júnior Motta.

No próximo dia 26 novembro, a Agrupa Cultura comemora 2 anos de existência no mercado cultural, com diversos trabalhos que conectam cada eixo, buscando criar e desenvolver projetos que espalhem pelo  mundo a arte brasileira, além de moldar o futuro do entretenimento.

Entre os principais projetos estão: o filme “MoonRiver”, indicado em festivais em Nova York Film and Actor Awards, Alternative Film Festival do Canadá e Alibag Short Film Festival da Índia; o filme “Rapsódia em Azul” produzido por meio da Lei Paulo Gustavo, com estreia prevista para 2025; além da promoção de mais de 20 cursos e a produção de mais de 30 eventos culturais, realizados no espaço Agrupa e em outros espaços da cidade com artistas locais.

A celebração de aniversário vem com a inauguração do novo endereço, localizado no centro histórico de Curitiba, que está aberto para diversas atividades culturais.


Dois anos de trabalhos realizados pela Agrupa Cultura, empresa criada por Luiza Gutjhar e Marina Barancelli, sócias, amigas, artistas e empreendedoras. 

Sobre as empreendedoras culturais 
Marina Barancelli é diretora, produtora, atriz, arquiteta e urbanista, e hoje é CEO e Diretora Criativa do grupo Cultural Agrupa Cultura. É formada pela UFPR em Arquitetura e Urbanismo, pelo Instituto Stanislavsky em Atuação e Direção Metódica e Escola de Cinema, em Teatro Musical pelo Projeto Broadway, Atuação em Filme pela HFA em Curitiba, e entre outras nos 15 anos em que estuda e trabalha com cultura. Em 2016 foi a primeira estrangeira a ingressar na National Youth Film Academy em Londres. Em 2024 foi homenageada pela Câmara Municipal de Curitiba pelo vereador Herivelto Oliveira pela sua contribuição com a cultura. Já atuou com diversas funções no audiovisual e teatro, tanto em Curitiba como em Londres, tendo como destaque seus trabalho no departamento de arte com cenografia em filmes como Torniquete e Alice Júnior 2, diretora nos filmes “MoonRiver” e “Rapsódia em Azul” e clipes musicais. Marina tem ampla atuação como produtora de filmes, eventos, cursos e diversas atividades culturais. Barancelli utiliza sua premissa pesquisa sobre o desenvolvimento da memória coletiva através da arte, defendendo sempre o equilíbrio entre o passado e futuro, na busca de equipes diversas para uma nova dinâmica do mercado artístico regional, nacional e internacional.

Luiza Gutjahr é atriz, bailarina e produtora cultural, atuante desde 2019 no setor artístico. Idealizadora e  fundadora da Agrupa Cultura, produtora que já conta com mais de 30 projetos no currículo em quatro áreas: audiovisual, música, teatro e espaço cultural, na empresa Luiza é diretora de marketing e criativa. Natural do Rio Grande do Sul, Luiza está atualmente em processo de graduação em Artes Cênicas pela Universidade Estadual do Paraná (FAP). Sua trajetória inclui a idealização do musical Happy Days, sucesso de público no Teatro Guaíra, em Curitiba, em 2019, além de sua participação em grandes produções, como os espetáculos do Natal Luz de Gramado na temporada de 2021/22. Ao longo de sua carreira, já acumulou mais de 19 cursos especializados, na busca por ampliar suas habilidades e contribuir para a cena cultural brasileira.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

BAIRRO BLACK DO MUV OCUPA O PORTÃO CULTURAL PARA CELEBRAR A CONSCIÊNCIA NEGRA

Arte criada pela artista gráfica Paula Villa Nova com ilustração de personagens blacks de Ricardo Verocai, para o projeto Bairro Black Difusão do MUV, que acontece dia 3 de novembro a partir das 14h, no Portão Cultural.

Uma programação repleta de atrações para difundir a arte negra em Curitiba foi criada pelo MUV – Movimento Uniformemente Variado, dirigido por Ricardo Verocai e Kátia Drumond, vai reunir artistas da música e das artes da cena no dia 3 de novembro no Portão Cultural para homenagear o Dia Nacional da Consciência Negra.

O MUV – Movimento Uniformemente Variado, projeto musical com 25 anos de trajetória, é um dos principais representantes da música e da cultura preta em Curitiba. No mês de novembro, que relembra a morte de Zumbi dos Palmares e reivindica essa figura histórica como símbolo de resistência no Mês da Consciência Negra, o coletivo criou o projeto Bairro Black Difusão, que acontece no dia 3 de novembro (domingo), com uma programação que reúne diversas atrações da música, dança e contação de histórias no Portão Cultural ao longo do dia. “A ideia é reunir potências artísticas da cultura negra de diferentes linguagens para compor um dia especialmente significativo e divertido para pessoas de todas as idades, além de fazer referência ao maior líder quilombola do Brasil”, comenta Ricardo Verocai.

O encontro está marcado para às 14h, e vai ocupar os espaços do Portão Cultural. Um domingo de arte negra em que o MUV convida artistas locais para celebrar a resistência e a cultura afrobrasileira, com o pocket show de Wes Ventura e também de Noe Carvalho representando a cultura afro indígena. Outras atrações artísticas serão: o espetáculo de danças Afro Diaspóricas “Correntezas” da Cia  Correntezas e, para o público infantil, a contação de histórias “Enquanto Contava Chico Rei”, da Cia Girolê, na Sala Roseli Giglio. A programação conta também com a apresentação em formato de flash mob do Bloco Afro Pretinhosidade, que vai interpretar trechos de músicas do MUV em um breve cortejo a partir do  estacionamento do Portão Cultural, levando o público até o auditório Antônio Carlos Kraide,  para assistir ao show vibrante e dançante, cheio de groove do MUV que encerra o evento.

O projeto Bairro Black Difusão é fruto de uma parceria do MUV com a vereadora Giorgia Prates – MandatA Preta. Giorgia será a única vereadora preta na Câmara em 2025 e, para ela, o MUV é fundamental para a cena da cultura curitibana. “Como mulher negra e trabalhadora da cultura, é um orgulho apoiar o projeto Bairro Black Difusão do MUV. Mostra que estamos conseguindo descentralizar recursos dos editais, fazendo o dinheiro chegar onde não chegava. E estamos fazendo isso fortalecendo Zumbi, símbolo de resistência, mas também celebrando a rica diversidade cultural negra em Curitiba. Isso é fundamental para promover a igualdade e o respeito. Iniciativas como essa fortalecem nossas raízes e conectam gerações  com a música, dança e contação de histórias. É uma oportunidade única para todos se reunirem e celebrarem nossa cultura afrobrasileira no maior estilo”, diz.

Para a comemoração de 25 anos de trajetória em 2024, o MUV desenvolveu o projeto Difusão Bairro Black, com a realização de oito shows para lançar o EP “Bairro Black”,  criado em homenagem às personalidades negras do Paraná. Agora em novembro celebra a Consciência Negra dando continuidade ao Bairro Black com um novo formato do projeto: Bairro Black Difusão, no dia 3 de novembro. O MUV, criado no Rio de Janeiro e radicado em Curitiba  a partir de 2005, foi idealizado em 1999 pelo pelo produtor musical, tecladista, compositor e arranjador  Ricardo Verocai e pela cantora e compositora Kátia Drumond. A dupla dirige artística e musicalmente o MUV que também tem a assistência de direção do baixista e compositor Evangivaldo Santos. O coletivo se destaca pela criação em ritmos de origem negra, colocando a negritude como enfoque. “Não apenas como pauta, mas também como força criadora, movimentando mentes e corações, vibrando em potentes ondas sonoras”, diz Kátia.

SERVIÇO:
Bairro Black Difusão
Dia: 3 de novembro de 2024
Horário: 14h às 22h
Local: Portão Cultural (Av. República Argentina, 3.432 – Portão)
Entrada Franca
Classificação: Livre.
Para mais informações no Instagram: @muv.brasil

SOBRE O MUV:
O projeto musical MUV – Movimento Uniformemente Variado, mistura ritmos em um som único e tem a direção musical de Ricardo Verocai, e direção artística de Kátia Drumond, com assistência de direção do baixista e compositor Evangivaldo Santos. O grupo está entre as bandas que fazem música autoral de Curitiba e é formado por músicos do Rio de Janeiro, Salvador e do Paraná, que residem na cidade.

O MUV está na cena musical brasileira e no exterior com a proposta de reviver o movimento de música preta nacional surgido no Rio de Janeiro no final da década de 60.

Além do EP Bairro Black, lançado no início de 2024, a banda já lançou 03 álbuns. ‘Os Movimentos’ (2006) e ‘Minha Gente Brasileira’ (2011), ‘Acordes Daqui’ (2013) e os dois primeiros contam com participações do maestro, Arthur Verocai e têm músicas em parceria com Macau, e o segundo tem participação do cantor e compositor Carlos Dafé. Suas composições estão nas playlist de DJ’s nacionais e internacionais, tem reprodução em rádios da Alemanha, França, Sérvia, Rússia, Estados Unidos, Austrália, Itália, Espanha, Canadá, entre outros.

O grupo também realiza projetos de cunho artístico-educacional voltada à valorização da cultura negra e em novembro de 2022 e no início de 2023 realizou o projeto ‘O Som do MUV e a Música Negra nas Escolas Estaduais’.  Seus principais shows de 2022 e 2023 foram ‘MUV convida Paula Lima’, em comemoração aos 50 anos do Teatro Paiol, a convite da Prefeitura de Curitiba e da FCC e ‘MUV e Michele Mara’, na ‘7ª e 8° Marcha do Orgulho Crespo’, evento destinado à cultura afro-brasileira. Em 2023  participou também dos festivais : Encantadas Jazz Ilha do Mel e Jazz À Gosto (Ilha do Mel – PR) e 7ª edição Curitiba Jazz Festival. Em janeiro de 2024 levou seu groove ao litoral do PR, no Projeto Verão Maior – palco Sunset, Shangrilá.


MUV. Foto: Rafael Berthone

MUV:
Voz: Kátia Drumond
Teclados: Ricardo Verocai
Baixo: Evangivaldo Santos
Guitarra solo: Eduardo Ansay
Guitarra base: Jahir Eleutério
Bateria: Samir Souza
Backing Vocals: Brenda Calbaizer e Kabuto
Saxofone: Abdiel Freire
Trompete : Menandro Souza
Trombone: Lauro Ribeiro

Acesse os canais e acompanhe a história do MUV: https://beacons.ai/muv.brasil

FICHA TÉCNICA BAIRRO BLACK DIFUSÃO:
Direção Musical: Ricardo Verocai
Direção Artística: Kátia Drumond
Direção de Produção: Igor Augustho, Cindy Napoli e Kátia
Drumond
Direção técnica e Operador de som: Luigi Castel
Iluminação: Biaflora Lima
Produção técnica: Effex Tecnologia e Criação
Roadie: Antonino Rodrigues (Tonico Rasta)
Criação e direção de movimento de flash mob: Inês Drumond e Kátia Drumond
Figurino e Maquiagem: Tassy Dal Nergro
Equipe de Produção: Bruna Bazzo, Luciano França e Rebeca Forbeck
Assistentes de Produção: Monica Margarido, Simone Avelleda, Bárbara Sanson e Gabriela Reis
Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo [Comunica]
Programação Visual: Paula Villa Nova
Mídia Social: Drumond Trends
Fotógrafo: Marcos Pereira
Realização e Criação: MUV
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural e Rumo de Cultura

BRUNA PENA LANÇA “LOVIN’ IT”, UMA ODE REVERSA E DANÇANTE AO CONSUMO

Bruna Pena lança ‘lovin it’ , faixa que vem acompanhada de um videoclipe que traz uma reflexão dançante sobre o papel da publicidade e do consumo. Foto: Letícia Futata.

A faixa tem lançamento previsto para o dia 25 de outubro nas principais plataformas digitais e vem acompanhada de um videoclipe disponível no dia 30 do mesmo mês no YouTube. Na música Bruna Pena ironiza o amor que você pode pagar.

A multiartista curitibana Bruna Pena está pronta para surpreender com o lançamento de sua nova música, a“lovin’ it”, que chega a todas as plataformas digitais no dia 25 de outubro. A faixa flerta com vários gêneros, entre eles trip hop, pop, reggae e experimental. É dançante e traz um toque de sarcasmo, refletindo uma visão contemporânea e envolvente. Mas não se engane, “lovin’ it” não fala de amor. Pelo menos não do jeito convencional.

“A faixa ‘lovin’ it’ é sobre o amor pelo qual você pode pagar”, diz Pena rindo. Para traduzir essa ideia, a cantora pesquisou e explorou slogans publicitários clássicos em inglês (vale ativar a memória) refletindo sobre as raízes da publicidade moderna, que emergiu nos Estados Unidos muito pelas iniciativas de Edward Bernays (pesquise esse cara!), caracterizada por sua natureza agressiva e manipuladora. A música convida os ouvintes a uma reflexão dançante sobre o papel da publicidade e do consumo em nossas vidas ao subverter a ideia de apropriação cultural, criando uma apropriação publicitária.

“A publicidade rouba dos movimentos sociais e culturais para promover a venda e o benefício de poucos desde sempre, está presente em tudo que fazemos e, muitas vezes, não percebemos como ela influencia nossas decisões, desejos e até nossos amores. Não é novidade, mas é urgente! Já estamos colhendo o resultado do excesso de consumo excitado pelo excesso de publicidade e da manipulação dos nossos desejos. Se antes ela era reservada a grandes corporações, atualmente está se enraizando dentro de nós, nos transformando em panfletos ambulantes da melhor versão de nós mesmos”, explica Pena.

Com uma combinação de elementos dançantes e surpreendentes, a artista nos leva a uma jornada sonora envolvente e provocadora. A produção musical é de Henrique Gela, produtor, guitarrista e técnico de som, que traz nesta música elementos experimentais. Vale também ficar atento às escolhas inusitadas de mixagem da faixa propostas por Gela, resultado da sua experiência de longa data como técnico de som em projetos como Tuyo e Luísa & os Alquimistas.

Para completar, “lovin’ it” dá continuidade às propostas estéticas sonoras e visuais da artista, que também é diretora e roteirista, fazendo um jogo entre música e audiovisual. Acompanha a faixa, o videoclipe que estreia no canal do YouTube de Bruna Pena (@brunapena) com lançamento previsto para o dia 30 de outubro, às 12h. Se na música, a brincadeira se faz com os slogans publicitários, o videoclipe propõe um aprofundamento, se tornando uma paródia de uma campanha (publicitária) política.

SOBRE A ARTISTA:
Bruna Pena é uma cantora, compositora, designer, roteirista e diretora audiovisual de Curitiba (PR). Iniciou sua carreira musical em 2009, participando de bandas como Janela Oval, Six Pack Squad e Hot Beigal Shop. Em 2016, fundou a produtora Salted Films, onde continua até hoje. Em 2022, deu início à sua carreira solo, publicando músicas e videoclipes que lhe renderam prêmios em festivais como London Independent Film Awards, MVF Brasil, Oniron New York e Prague Music Video Awards. Seu trabalho reflete sua multidisciplinaridade, unindo os universos da música e da produção audiovisual para criar um som cinematográfico marcado por ironia, jogos de linguagem e narrativas elaboradas.

SERVIÇO:
Título: lovin’ it
Artista: Bruna Pena
Data de Lançamento: 25 de outubro
Disponível em todas as plataformas digitais.
STREAMING: https://bfan.link/lovin-it
INSTAGRAM: @oibrunapena
YOUTUBE: @brunapena

FICHA TÉCNICA:
Produção Fonográfica: Bruna Pena | Henrique Gela
Composição: Bruna Pena | Henrique Gela
Produção Musical: Henrique Gela
Arranjos: Henrique Gela | Denusa Castellain | Lucas Ramos
Guitarra: Henrique Gela
Saxofone: Denusa Castellain
Trompete: Lucas Ramos
Mixagem: Henrique Gela
Masterização: Henrique Gela
Selo: Dorsal Musik
Capa: Leticia Futata

Videoclipe
Direção Audiovisual: Bruna Pena
Diretora de Produção | AD: Jade Felippe
Diretores de Fotografia: Johann Stollmeier | Fernanda Simões
Assistente de Câmera: Felipe Novello
2ª Assistente de Câmera: Maria Scroccaro
Produção de Locação | Consultoria: Mariana van Bylt |  Thiago Zampronio (Pitthi)
Diretoras de Arte | Figurino: Isa Michelin e Valeria Morais
Assistente de Produção | Maquiagem: Leo on Fire
Cabelo: Jeff Kohler
Catering: Rafael Baby
Foto Still: Gus Benke
Edição: Bruna Pena
Color Grading: Johann Stollmeier

Fotos
Fotógrafa e Tratamento: Leticia Futata
Direção de Arte: Isa Michelin
Assist. de Arte: Eric Victor Barros

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

AGENTE COSTURA NO ACERVO CIRCULAR COM DES FILLES FANTASTIQUE

Agente Costura e sua maleta de instrumentos eletrônicos artesanais retornam revemente a Curitiba no próximo Domingo dia 06/10 convidando seus parceiros de longa data para uma costura musical no Acervo Circular.

A programação começas as 14hrs, com um bazar de trocas onde vale levar roupas, acessórios, livros, discos, aqueles desapegos que possam fazer a alegria alheia. Ao final da tarde, apresentamos um desfile com peças customizadas do Agente Costura, Colete Corselet, e Marcos Manzutti, ao som improvisado da Des Filles Fantastique, com Lisa Simpson, Andreza Michel e Alessandro Oliveira.

Em 2003 Lisa Simpson aterrizou em Curitiba com suas agulhas afiadas, e revolucionou os guarda roupas da cidade, com seu projeto de upcycling Agente Costura. A primeira sede do atelier foi no segundo andar do Hacienda café, onde os desfiles com música ao vivo ocuparam a rua Prudente de Moraes junto das trocas de roupas, sempre fomentando a sustentabilidade na moda. Em 2009, o Agente Costura mudou para o centro histórico da cidade, ao lado das ruínas de São Francisco. O Garage se estabeleceu como espaço de criação e promoveu vários bazares, performances e exposições artísticas. Aos domingos, o Garage virava palco para vários concertos e improvisos e, ali nasceu a costura musical, onde Lisa amplificou a máquina de costura pela primeira vez. Este foi o ponta pé inicial levando o upcycling para alem dos tecidos, culminando em seu atual projeto de construção de instrumentos eletrônicos artesanais.

Quando Lisa partiu para a europa, quem deu continuidade ao espaço foi o grande parceiro do brechó Colete e Corselet, conhecido em Curitiba por seus garimpos fantásticos que se encontram hoje em dia em sua loja na Brigadeiro Franco. Para quem sente falta das customizações criativas da Lisa que hoje vive em Berlin, apresentamos o estilista Marcos Manzutti que está com as tesouras preparadas para dar nova vida aos velhos modelos.

Quem recebe o evento é o Acervo Circular, um ateliê colaborativo urbano que envolve criação, desenvolvimento e produção em costura, artes e carpintaria. Fica no setor histórico de Curitiba, ao lado do Largo da Ordem, numa casa do ano de 1929. Foi restaurada e repaginada de modo sustentável, contando com muitas lembranças do passado e materiais reutilizados. Espaço conceito e compassivo de encontros celebrativos, oficinas, exposições e pequenos eventos.

Serviço: 
Agente Costura No Acervo Circular Com Des Filles Fantastique
Data: 06/10/2024, Horário: 14h às 22h
Local: Acervo Circular – R. Mateus Leme, 142 – São Francisco, Curitiba
Bazar De Trocas – Roupas/acessorios/discos/livros
Desfile: 18:00 – Marcos Manzutti/agente Costura/colet Corselet
Com Des Filles Fantastique (Andreza Michel/alessandro Oliveira, Lisa Simpson)
Discotecagem: Nel Sentimentum / Jonny Washington

CIA KÁ REINVENTA A PEÇA PILAR DE FOGO EM NOVA MONTAGEM CHEIA DE TECNOLOGIA

Arte da nova montagem de Pilar de Fogo da Cia KÁ de Teatro, companhia teatral independente de Curitiba, chega neste Halloween com recursos tecnológicos aliados à dramaturgia.

O espetáculo de horror criado pela cia independente curitibana ganha nova roupagem e uma estética tecnológica, com projeção mapeada e holograma, em curta temporada nos dias 25 e 26 de outubro, mês do Halloween, no Miniauditório do Teatro Guaíra. 

Outubro é celebrado o Halloween, e para os amantes do suspense a CIA KÀ de Teatro traz ao palco do Miniauditório do Teatro Guaíra, nos dias 25 e 26 do mesmo mês, o espetáculo de terror, que faz parte do repertório da companhia:  “Pilar de Fogo”, em montagem inédita com inovação tecnológica no uso de hologramas e projeção mapeada, fruto de uma parceria criativa com a Lumen Audiovisual. A experiência promete transportar o público para uma atmosfera sombria e imersiva, intensificando a narrativa distópica compondo a estética visual da peça. De acordo com Kelvin Millarch, diretor do espetáculo, “a ideia é utilizar recursos tecnológicos como forma de adequação às novas necessidades do público jovem acostumado às informações simultâneas e ao usar essas estratégias a obra teatral ganha novas dimensões imagéticas possibilitando inúmeras conexões com a plateia”. Para ele, é desafiador juntar a atuação física com hologramas e iluminação, sonoplastias ao mesmo tempo, nestas diferentes atmosferas. 

Unidos pelo desejo de compor uma obra de arte e explorar os benefícios da tecnologia a Lumen, empresa que tem com exclusividade as telas “holográficas” da Holo Gauze, fez a parceria com a Cia KÀ, companhia teatral independente da cidade. “Eles são criativos e corajosos  para lançar mão desse recurso no intuito de  auxiliar a narrativa do espetáculo”, ressalta Guaia Knoll Malinowski, diretor da Lumen Audiovisual. Além dos efeitos especiais inovadores, o público terá a chance de influenciar os rumos da trama, tornando a experiência mais interativa e surpreendente.

Inspirada nos contos de Ray Bradbury e na estética aterrorizante de H.P. Lovecraft e Zé do Caixão, “Pilar de Fogo” é uma jornada perturbadora que questiona a censura e o autoritarismo. A peça transporta os espectadores para um mundo no qual livros são proibidos e a manipulação da verdade prevalece. O protagonista, William Lantry, interpretado por Saymon Wendell, enfrenta um regime opressivo enquanto protege a memória de grandes obras literárias. A jornada de William não só reflete questões contemporâneas sobre autoritarismo e poder, mas também convida o público a refletir sobre a relação entre a liberdade e a preservação da memória. 

Após a estreia no Festival de Curitiba 2024, “Pilar de Fogo”, já esteve em cartaz também na abertura da 38ª Semana da Cultura em Ponta Grossa, e também no Festival de Teatro de São José dos Pinhais. E agora em outubro, a Cia KÁ retorna para uma mini temporada especial em comemoração ao Halloween. Os ingressos estão disponíveis no site Deu Balada. 

FICHA TÉCNICA
Direção: Kelvin Millarch  
Elenco: Saymon Wendell | Yohann Kalleu | Luiz Nogueira | Caio Frankiu  
Assistência de Direção: Caio Frankiu | Bruno Sanctus  
Preparação Corporal: Caio Frankiu |Rosangela de Lara  
Operador de Luz: Ike Rocha  

SOBRE A CIA KÀ
A CIA KÀ de Teatro é um núcleo independente de desenvolvimento artístico de Curitiba, fundado em 2019 por Caio Frankiu e Kelvin Millarch, com o intuito de produzir espetáculos teatrais, audiovisuais e performáticos. Assim como a Faber-Castell, buscamos promover a criatividade e valorizar a cultura no nosso país.

SERVIÇO:
Datas: 25 e 26 de outubro de 2024  
Horário: 20h  
Local: MiniAuditório Guaíra – Auditório Glauco Flores de Sá Britto, R. XV de Novembro, 971 – Centro, Curitiba.
Duração: 60 minutos  
Classificação: 10 anos  
Ingressos Deu balada: aqui
Valor: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia)

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

THE MANGO TREE, NOVA COMÉDIA DE LEONARDA GLÜCK, ESTREIA EM CURITIBA E FLERTA COM O TEATRO DO ABSURDO

Flávia Imirene, Saravy e Katia Horn protagonizam nova comédia de Leonarda Glück. Foto: Vitor Dias.

O espetáculo traz, numa irreverente montagem, diferentes arquétipos do feminino em três personagens que se encontram para uma festa e cumpre curta temporada gratuita no Teatro José Maria Santos, em Curitiba.

De 5 a 22 de setembro o palco do Teatro José Maria Santos vai receber a temporada de estreia de The Mango Tree (em português A Árvore de Manga), uma comédia escrita e dirigida por Leonarda Glück que trata sobre os ideais e estereótipos do feminino na sociedade contemporânea e no imaginário popular. Através do humor, da ironia e do deboche, a criação – produzida pela Pomeiro Gestão Cultural – provoca questões acerca da presença da mulher nos dias atuais.

A trama é protagonizada por três mulheres com diferentes personalidades: uma escritora decadente, uma aspirante a atriz de Hollywood e uma ex-atriz pornô cleptomaníaca. Elas se encontram para uma festa que nunca acontece. Interpretadas por Flávia Imirene, Katia Horn e Saravy, as personagens retomam memórias do passado enquanto protegem um pomar onde há um grande pé de mangas.

Com forte inspiração no teatro do absurdo, em especial Eugène Ionesco e o brasileiro Qorpo Santo, o texto foi originalmente escrito por Glück em 2004 e agora, 20 anos depois, a dramaturga retoma o material e lhe dá nova roupagem, fazendo referência à cultura pop dos anos 1990 e também dos dias de hoje. Para Leonarda, a situação mundial é a maior referência à proposta da peça The Mango Tree: “O teatro do absurdo acabou ignorado no decorrer da história teatral, e eu acredito que não há nada mais absurdo que os dias atuais, que são um prato cheio para a dramaturgia nacional”, revela.

A visualidade da peça foi concebida a partir das cores e tonalidades das mangas – o laranja, o verde e o roxo. Na composição do espetáculo uma equipe criativa de peso, com cenário e figurinos seguindo a mesma proposta de cores como resultado de diálogo profundo entre a cenógrafa Guenia Lemos e as figurinistas Fabianna Pescara e Renata Skrobot. Somam-se ainda a artista Jo Mistinguett, na criação da trilha original, e os iluminadores Nadja Naira e Wagner Corrêa. A direção de movimento fica por conta de Katia Drumond.

A montagem integra o projeto Dramaturgia TransCuritibana, uma parceria entre a artista Leonarda Glück e a Pomeiro Gestão Cultural, que visa fomentar a presença de pessoas trans no cenário teatral e dramatúrgico de Curitiba. O projeto contempla ainda um laboratório de dramaturgia para pessoas trans, leituras públicas e a publicação de um e-book com trechos dos textos produzidos pelos participantes. A iniciativa é viabilizada com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura de Curitiba e tem o incentivo do Ebanx.

SINOPSE:
Uma escritora decadente, que é praticante de sadomasoquismo nas horas vagas, uma aspirante a atriz de Hollywood interiorana e uma ex-atriz pornô cleptomaníaca se encontram para uma festa que não acontece. Canções, rixas e suspiros do passado vêm à tona e expõem as forças e fragilidades da mulher contemporânea em um mundo caótico que as atormenta. Nos preparativos para essa celebração que jamais ocorrerá, é entre inspirações, martinis e revistas de fofoca que rememoram as agruras e os prazeres dos dias de outrora e brindam, ainda, aos que virão.

FICHA TÉCNICA
Texto e Direção: Leonarda Glück
Elenco: Flávia Imirene, Katia Horn e Saravy
Direção de Movimento: Katia Drumond
Cenografia: Guenia Lemos
Figurinos: Fabianna Pescara e Renata Skrobot
Trilha Original e Operação de Som: Jo Mistinguett
Iluminação e Operação de Luz: Nadja Naira e Wagner Corrêa
Costureira: Rose Matias
Cenotécnico: Fabiano Hoffmann
Técnico de Som: GuiMiudo
Direção de Produção: Igor Augustho
Produção Executiva: Rebeca Forbeck
Estagiários de Produção: Ayesla Fabian, Isac Kempe e Luciano França
Designer Gráfica e Identidade Visual: Adriana Alegria
Fotografias: Vitor Dias
Videomaker: Eduardo Ramos
Maquiagem Ensaio Fotográfico: Kenia Coqueiro
Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo
Estratégia Digital e Vídeo Creator: Gabriela Berbert
Intérprete de Libras: Talita Grünhagen
Captação de Recursos: Meire Abe
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

SERVIÇO:
THE MANGO TREE – Comédia
Temporada de 5 a 22 de setembro.
Quarta a sexta às 20h. Sábados às 16h e 20h. Domingos 16h e 19h.
Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – Centro).
Ingressos Gratuitos, retirada a partir de 1 hora antes no teatro.
Classificação: 16 Anos I Sujeito à lotação.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

INGRESSOS PARA O ESPETÁCULO PILAR DE FOGO JÁ ESTÃO DISPONÍVEIS PARA VENDA

Pilar de Fogo. Fotografia: Annelize Tozetto.

Após o sucesso durante o Festival de Curitiba de 2024, “Pilar de Fogo” retorna em uma temporada especial de Halloween, prometendo uma experiência teatral única e impactante, as sessões serão em outubro no Miniauditório do Teatro Guaíra, carregadas com novidades tecnológicas, aliando a arte dos palcos ao holograma e projeção mapeada. Os ingressos já estão à venda.

Os ingressos para o espetáculo que acontece nos dias 25 e 26 de outubro, da CIA KÀ de Teatro já estão disponíveis para venda. A peça “Pilar de Fogo” está de volta, desta vez  no Miniauditório do Guaíra aliando a experiência teatral à tecnologia. Inspirada nos contos distópicos de Ray Bradbury e na estética de H.P. Lovecraft e Zé do Caixão, “Pilar de Fogo” tem a direção de Kelvin Millarch e  oferece 60 minutos de tragicomédia que desafiam as convenções e exploram os recantos mais sombrios da condição humana. O espetáculo se destaca não apenas pela sua narrativa repleta de suspense e terror, mas também pelo uso inovador de holograma e projeção mapeada, resultado da parceria entre a independente  CIA KÀ de Teatro e a Lumen Audiovisual. A compra dos ingressos pode ser realizada no site deubalada.com – sendo R$ 30 a entrada inteira e R$ 15, meia entrada.

A cia, fundada por Caio Frankiu e  Kelvin Millarch, em 2019, buscou inovar nesta mini temporada com elementos tecnológicos: holograma e projeção mapeada para compor a estética visual da peça. “A ideia, de acordo com o diretor do espetáculo, é utilizar recursos tecnológicos como forma de adequação às novas necessidades do público jovem acostumado às  informações simultâneas e ao usar essas estratégias a obra teatral ganha novas dimensões imagéticas possibilitando inúmeras conexões com a plateia”, reflete Kelvin. No entanto, é desafiador juntar a atuação física com hologramas e iluminação, sonoplastias ao mesmo tempo, nestas diferentes atmosferas, conclui. Unidos pelo desejo de compor uma obra de arte e explorar os benefícios da tecnologia a Lumen, empresa que tem com exclusividade as telas “holográficas” da Holo Gauze, fez a parceria com a Cia KÀ, companhia teatral  independente da cidade. “Eles são criativos e corajosos  para lançar  mão desse recurso no intuito de  auxiliar a narrativa do espetáculo”, ressalta Guaia Knoll Malinowski, diretor da Lumen Audiovisual.

A peça transporta os espectadores para um mundo no qual livros são proibidos e a manipulação da verdade prevalece. O protagonista, William Lantry, interpretado por Saymon Wendell, enfrenta um regime opressivo  enquanto protege a memória de grandes obras literárias. A jornada de William não só reflete questões contemporâneas sobre autoritarismo e poder, mas também convida o público a refletir sobre a relação entre a liberdade e a preservação da memória. 

Pilar de Fogo, foi apresentada pela primeira vez no Festival de Teatro de Curitiba, no Fringe 2024, com a versão tradicional do teatro, como denomina o diretor do espetáculo Kelvin Millarch, teve excelente aceitação da crítica teatral como também do público que lotou todas as apresentações. 

Ingressos já disponíveis em:  aqui

FICHA TÉCNICA
Direção: Kelvin Millarch | Elenco: Saymon Wendell, Yohann Kalleu, Luiz Nogueira e Luigi Vitto | Assistência de Direção: Caio Frankiu e Bruno Sanctus | Preparação Corporal: Caio Frankiu e Rosangela de Lara | Iluminação: Ike Rocha 

SOBRE A CIA KÀ
A CIA KÀ de Teatro é um núcleo independente de desenvolvimento artístico de Curitiba, fundado em 2019 por Caio Frankiu e Kelvin Millarch, com o intuito de produzir espetáculos teatrais, audiovisuais e performáticos. Assim como a Faber-Castell, buscamos promover a criatividade e valorizar a cultura no nosso país.

SERVIÇO:
Apresentação: 25 e 26 de outubro de 2024 às 20h
Local: MiniAuditório – Auditório Glauco Flores de Sá Britto (Rua Amintas de Barros, 70 – Centro de Curitiba)
Duração: 60 minutos
Classificação: 10 anos
Valor do Ingresso: R$ 30,00 inteira – R$ 15,00 a meia.
Ingressos: aqui

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

PEÇA DE TEATRO O PEQUENO PRÍNCIPE É APRESENTADA DE GRAÇA EM CURITIBA, EM LIBRAS E PORTUGUÊS AO MESMO TEMPO

Cena de O Pequeno Príncipe, da Cia Fluctissonante. Foto de Elenize Dezgeniski.

Parte do projeto Difusão Fluctissonante, a peça adapta a história do Príncipe e do Aviador para contá-la a surdos e ouvintes, sem distinções, e cumpre temporada gratuita no mês de agosto no Portão Cultural.

A Cia. Fluctissonante, de Curitiba, traz novamente aos palcos da cidade o espetáculo O Pequeno Príncipe, inspirado no clássico da literatura mundial escrito por Antoine de Saint-Exupéry. As apresentações serão realizadas de 10 a 25 de agosto no Auditório Antônio Carlos Kraide, no Portão Cultural, e fazem parte do projeto Difusão Fluctissonante, que retoma espetáculos encenados pelo grupo até 2023, colocando-os novamente em contato com públicos da cidade. Os ingressos são gratuitos.

A versão do grupo para o clássico mantém a história original, mas agrega uma novidade: assim como todos os espetáculos do grupo, O Pequeno Príncipe é encenado em Libras e Português ao mesmo tempo. Assim, pessoas surdas e ouvintes podem assistir à peça simultâneamente, sem o uso de tradução para a Libras fora do palco, como é comum na maior parte das produções teatrais: aqui, são os próprios atores e atrizes que interpretam a peça nas duas línguas.

Na peça, três atores dão vida a mais de 8 personagens, contando a história do aviador perdido num deserto que encontra um principezinho de um planeta distante, o B612. A criança lhe pede para desenhar um carneiro. No decorrer da história, o menino narra as aventuras que teve até chegar na terra. O Pequeno Príncipe é interpretado por Catharine Moreira, atriz surda, ao passo em que figuras como a Raposa e a Serpente são vividos pelo ator Lucas dos Santos. O aviador e a rosa serão, nesta temporada, interpretados alternadamente por Helena de Jorge Portela e Igor Augustho.

Através de O Pequeno Príncipe, a Fluctissonante, deseja tanto aproximar as crianças surdas deste clássico da literatura quanto apresentar às crianças ouvintes seus primeiros sinais da Libras. Mas é claro que o público adulto também é convidado. A peça estreou em 2022 e é dirigida por Nautilio Portela. Ela volta à Curitiba depois de passar por Ponta Grossa – PR, Natal RN, Itajaí – SC, Piracicaba – SP e tem temporada confirmada para o mês de novembro, no Rio de Janeiro. São apenas 6 apresentações, todas gratuitas, que fazem um convite à reflexão, ao amor, à amizade, ao respeito às diferenças, a temas profundos e filosóficos.

A direção de Nautilio Portela alia o realismo à magia. Dunas de areia criam-se através de tecidos, enquanto um avião de grande proporção ocupa o palco feito de papelão e papel machê.  O projeto DIFUSÃO FLUCTISSONANTE é realizado através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba e reúne uma série de ações que reafirmam o compromisso e contato da Cia. Fluctissonante junto aos públicos surdos e ouvintes da cidade. Além de temporadas de 3 espetáculos do coletivo, o projeto promoverá também encontros entre artistas com deficiência de todo o Brasil e oficinas formativas.

SERVIÇO
O Pequeno Príncipe – Cia. Fluctissonante
De 10 a 25 de agosto de 2024.
Sábados e Domingos – sempre às 15 horas
Auditório Antônio Carlos Kraide, no Portão Cultural
(Av. República Argentina, 3430 – Água Verde)
Ingressos Gratuitos, distribuídos 1 hora antes das sessões.
Sujeito à lotação.

SINOPSE
Após um acidente, um aviador perdido no deserto encontra um principezinho que lhe pede para desenhar um carneiro. Este Pequeno Príncipe – que conheceu muitos planetas antes de chegar na Terra – passa, então, a contar suas aventuras: ele já conheceu um geógrafo, um homem de negócios e até mesmo um rei. Com cada um deles, aprendeu uma lição diferente. Juntos, os dois novos amigos convidam o público a conhecer esta história, apresentando ainda a melhor amiga do Príncipe: uma rosa linda, inteligente e divertida, que ele deve reencontrar em breve, quando voltará para seu planeta, o Asteróide B612. Nesta montagem da Fluctissonante, duas atrizes e um ator dão vida a todos os 8 personagens da história. O Pequeno Príncipe é interpretado por uma atriz surda e o texto bilíngue foi desenvolvido para que, mesmo aqueles que não dominam as duas línguas, possam entender o espetáculo plenamente.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e Direção: Nautilio Portela
Elenco: Catharine Moreira, Helena de Jorge Portela/Igor Augustho e Lucas dos Santos
Direção de Movimento: Kátia Drumond
Tradução Dramaturgia: Taepé – Libras e Cultura
Supervisão de Libras: Catharine Moreira, Talita Grünhagen e Peterson Simões
Trilha Original e Operação de Som: Chico Paes
Cenografia: Katia Horn
Iluminação: Lucas Amado
Figurinos: Ricardo Garanhani
Direção de Produção: Igor Augustho
Produção Executiva (Estreia): Diego Marchioro
Produção Executiva (Repertório): Bruna Bazzo e Rebeca Forbeck
Estagiário de Produção: Luciano França
Assessoria Jurídica e Contábil: Ivanes Mattos
Operação de Luz: Nicolas Caos
Design Gráfico (Difusão Fluctissonante): Adriana Alegria
Registro Fotográfico: Elenize Dezgeniski
Realização e Criação: Cia. Fluctissonante
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural 

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

ESPETÁCULO TEATRAL TRAZ ÉDIPO: UMA ÓPERA RAP NO GUAIRINHA

Equipe de “Édipo: Uma Ópera Rap”, reunida para a montagem com estreia marcada para dia 8 de agosto no Teatro Guairinha, em Curitiba. Foto de Rapha Fernandes.

Aliando o clássico ao contemporâneo, a peça traz uma perspectiva feminina do mito de Sófocles, adaptação de Marcelo Bourscheid, produzido pela Entre 2 Produções para desmistificar e ampliar o olhar sobre as mulheres na história que sempre padeceram sob a tragédia grega, estreia dia 8 de agosto, gratuitamente, no Guairinha, em Curitiba.

Já imaginou misturar música clássica, com o rap, um mito trágico sob a perspectiva das mulheres praticamente esquecidas na história? Essa é a resposta cênica proposta pelo espetáculo Édipo: uma ópera Rap, montagem da Entre 2 Produções, que estreia dia 08 de agosto às 20 horas no teatro Salvador de Ferrante, o Guairinha. A obra é conduzida pela diretora Jossane Ferraz, dramaturgia de Marcelo Bourscheid, direção e composição musical de André Ricardo Souza e direção de movimento com Raphael Fernandes. Todo o processo foi feito de forma colaborativa e conduz o público para um olhar crítico feminino. Ismene e Antígona, representadas pelas atrizes e cantoras Taciane Vieira e Jaquelivre dão voz e corpo às filhas do rei Édipo, o mais infeliz de Tebas, soma-se a elas para narrar a história a cantora lírica Vanessa Rafaelly.

Um dos mais emblemáticos mitos da antiguidade greco-romana, Édipo ainda intriga estudiosos e artistas, e ainda é fonte inesgotável nas artes cênicas para análise das relações entre a cena contemporânea e o imaginário grego. De acordo com a diretora, o espetáculo se fundamenta na transposição dos elementos presentes no mito de Édipo para o contexto contemporâneo, “a base é uma dramaturgia própria resultante em um universo cênico com inúmeras pulsões e imagens poéticas oriundas do mito”, revela Joss. As protagonistas femininas cantoras juntam-se com uma orquestra majoritariamente formada por mulheres, ao corpo de baile – um grupo diverso de bailarinos de diferentes estéticas da dança hip-hop com influências de danças clássicas, jazz e dança contemporânea – agregar força e movimento a esta obra, assumindo, formações diferenciadas em cena e executando coreografias que vem completar o fio dramatúrgico do espetáculo.

“Nosso trabalho tem um caráter híbrido e dialoga com elementos da ópera, da tragédia, do hip hop e seu processo de criação promove a fricção criativa de artistas do hip-hop, músicos e compositores de formação erudita, cantoras líricas, atrizes cantoras, como agentes criativos nesta investigação pela tragédia de Sófocles”, conclui a diretora Jossane Ferraz.

Serviço:
ÉDIPO: UMA ÓPERA RAP
Estreia: 08 de agosto 2024 – 20 horas
Dia 9, 16h e 20h.
Dia 10, 16h e 20h.
Dia 11, 19h.
Local: Guairinha – Auditório Salvador de Ferrante
Rua XV de Novembro, 971 – Centro de Curitiba
Ingressos: Gratuitos

Sinopse
Édipo: Uma Ópera RAP
A clássica narrativa de Édipo, o rei tebano que mata o pai e se casa com a própria mãe, é um dos mitos mais conhecidos da antiguidade clássica. No espetáculo “Édipo: Uma Ópera RAP”, essa história é recontada a partir da perspectiva das filhas de Édipo, Antígona e Ismene, últimas remanescentes do legado imemorial de mortes e infortúnios que permeia a família de um dos personagens mais conhecidos da mitologia grega. Apostando na potencialidade do diálogo entre a tragédia grega, a ópera e o rap, esse espetáculo traz um elenco com artistas oriundos de diversas linguagens artísticas (hip hop, canto lírico, rap, dança, música, teatro) para dar voz ao que foi silenciado nesta moderna-antiga história: a voz das mulheres. Édipo, Laio, Etéocles, Polinices e todos os homens dessa história estão mortos. Restam a mulher e sua dor. Restam a mulher e sua voz. Vamos ouvi-las.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

PILAR DE FOGO: ESPETÁCULO DE HORROR ESTREIA VERSÃO TECNOLÓGICA NO MINI GUAÍRA

O ator Saymon Wendell durante o espetáculo Pilar de Fogo, na foto de Annelize Tozetto.

Após o sucesso durante o Festival de Curitiba de 2024, “Pilar de Fogo” retorna em uma temporada especial de Halloween, prometendo uma experiência teatral única e impactante, as sessões serão em outubro no Miniauditório do Teatro Guaíra, carregadas com novidades tecnológicas, aliando a arte dos palcos ao holograma e projeção mapeada.

Nos dias 25 e 26 de outubro, a CIA KÀ de Teatro está de volta ao Miniauditório do Guaíra com o espetáculo “Pilar de Fogo”, que promete incorporar a experiência teatral à tecnologia. Inspirada nos contos distópicos de Ray Bradbury e na estética de H.P. Lovecraft e Zé do Caixão, “Pilar de Fogo” tem a direção de Kelvin Millarch e  oferece 60 minutos de tragicomédia que desafiam as convenções e exploram os recantos mais sombrios da condição humana. O espetáculo se destaca não apenas pela sua narrativa repleta de suspense e terror, mas também pelo uso inovador de holograma e projeção mapeada, resultado da parceria entre a independente CIA KÀ de Teatro e a Lumen Audiovisual.

A cia, fundada por Caio Frankiu e  Kelvin Millarch, em 2019, buscou inovar nesta mini temporada com elementos tecnológicos: holograma e projeção mapeada para compor a estética visual da peça. “A ideia, de acordo com o diretor do espetáculo, é utilizar recursos tecnológicos como forma de adequação às novas necessidades do público jovem acostumado às  informações simultâneas e ao usar essas estratégias a obra teatral ganha novas dimensões imagéticas possibilitando inúmeras conexões com a plateia”, reflete Kelvin. No entanto, é desafiador juntar a atuação física com hologramas e iluminação, sonoplastias ao mesmo tempo, nestas diferentes atmosferas, conclui. Unidos pelo desejo de compor uma obra de arte e explorar os benefícios da tecnologia a Lumen, empresa que tem com exclusividade as telas “holográficas” da Holo Gauze, fez a parceria com a Cia KÀ, companhia teatral  independente da cidade. “Eles são criativos e corajosos  para lançar  mão desse recurso no intuito de  auxiliar a narrativa do espetáculo”, ressalta Guaia Knoll Malinowski, diretor da Lumen Audiovisual.

A peça transporta os espectadores para um mundo no qual livros são proibidos e a manipulação da verdade prevalece. O protagonista, William Lantry, interpretado por Saymon Wendell, enfrenta um regime opressivo  enquanto protege a memória de grandes obras literárias. A jornada de William não só reflete questões contemporâneas sobre autoritarismo e poder, mas também convida o público a refletir sobre a relação entre a liberdade e a preservação da memória.

Pilar de Fogo, foi apresentada pela primeira vez no Festival de Teatro de Curitiba, no Fringe 2024, com a versão tradicional do teatro, como denomina o diretor do espetáculo Kelvin Millarch, teve excelente aceitação da crítica teatral como também do público que lotou todas as apresentações. 

FICHA TÉCNICA
Direção: Kelvin Millarch | Elenco: Saymon Wendell, Yohann Kalleu, Luiz Nogueira e Luigi Vitto | Assistência de Direção: Caio Frankiu e Bruno Sanctus | Preparação Corporal: Caio Frankiu e Rosangela de Lara | Iluminação: Ike Rocha

SOBRE A CIA KÀ
A CIA KÀ de Teatro é um núcleo independente de desenvolvimento artístico de Curitiba, fundado em 2019 por Caio Frankiu e Kelvin Millarch, com o intuito de produzir espetáculos teatrais, audiovisuais e performáticos. Assim como a Faber-Castell, buscamos promover a criatividade e valorizar a cultura no nosso país.

SERVIÇO:
Apresentação: 25 e 26 de outubro de 2024 às 20h
Local: MiniAuditório – Auditório Glauco Flores de Sá Britto (Rua Amintas de Barros, 70 – Centro, Curitiba)
Duração: 60 minutos
Classificação: 10 anos
Valor do Ingresso: R$ 30,00 inteira – R$ 15,00 a meia.
Ingressos: aqui

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]