CASA HOFFMANN RECEBE DUAS ÚNICAS APRESENTAÇÕES DE GALOPE, TRABALHO INÉDITO DE PATRICIA CIPRIANO

Espetáculo propõe uma coreografia de autodefesa da memória sapatão e integra programação gratuita em julho, com apresentações e oficina abertas ao público

A performance solo GALOPE, mais recente trabalho da artista Patricia Cipriano, será apresentado em duas únicas sessões nos dias 3 e 4 de julho, às 19h30, na Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento. Com entrada gratuita, a obra investiga memória, identidade e pertencimento a partir da experiência sapatão, construindo uma coreografia de autodefesa que articula dança, performance, palavra e arte sonora. A programação inclui ainda a oficina gratuita “Do Trote ao Galope”, ministrada por Cipriano e Janaine Karma e realizada em 1º de julho.

Em GALOPE, a figura do cavalo surge como metáfora de deslocamento, sobrevivência e conexão entre diferentes temporalidades. A partir dessa imagem, Patricia constrói uma dramaturgia corporal que mobiliza memórias individuais e coletivas para reivindicar a presença de pessoas e trajetórias frequentemente invisibilizadas.

Resultado de uma pesquisa iniciada durante residência realizada na Casa Hoffmann, em 2025, GALOPE tem origem no trabalho experimental TROTE, apresentado na Mostra de Residentes. A criação, que agora chega ao público em sua primeira versão integral, foi desenvolvida em parceria com a artista Amira Massabki e integra uma investigação de longa duração sobre arte sapatão e linguagens híbridas que transitam entre teatro, performance, audiovisual e experimentação sonora.

A partir da pergunta “como não desaparecer na história?, Patricia Cipriano investiga a memória como ferramenta de permanência e resistência, especialmente diante do apagamento histórico de experiências e vivências sapatão. “Me interessa pensar a memória como um animal vivo, que continua seu percurso mesmo quando tentam interromper seu caminho e, talvez, não desaparecer seja justamente isso: continuar produzindo vida, arquivo vivo e através do corpo e dos afetos deixar vestígios pelo caminho, marcas que tempo nenhum apaga.”, fala a artista.

Além das apresentações, Patricia Cipriano e a artista e pesquisadora Janaine Karma conduzem a oficina “Do Trote ao Galope” no dia 1º de julho. O encontro propõe o compartilhamento de procedimentos criativos e investigações ligadas ao corpo, à memória e à identidade. A atividade busca construir coletivamente uma coreografia de autodefesa a partir das experiências e repertórios das pessoas participantes, promovendo reflexões sobre proteção à vida, enfrentamento das violências e promoção da igualdade para pessoas LGBTQIAP+.

Sobre Patricia Cipriano
Com mais de duas décadas de atuação nas artes da cena, no audiovisual e na produção cultural, Patricia Cipriano desenvolve uma trajetória marcada pelo diálogo entre criação artística e engajamento político. Integrante da Selvática em Rede e colaboradora da Súbita Companhia, a artista pesquisa práticas dissidentes e investiga as relações entre corpo, performance, gênero e memória, afirmando perspectivas LGBTQIAP+ como eixo central de sua produção.

SERVIÇO:
GALOPE – Performance solo de Patricia Cipriano
03 e 04 de julho, às 19h30Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco, Curitiba/PR)
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 18 anos
A apresentação do dia 04 de julho contará com audiodescrição e bate-papo após a performance.

Oficina – Do Trote ao Galope
Com Patricia Cipriano e Janaine Karma
1º de julho, das 14h30 às 17h30
Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco, Curitiba/PR)
Participação gratuita
Inscrições: em breve, pelos perfis das produtoras no Instagram.
Mais informações: @furiosasproducoes | @flutuaproducoes

FICHA TÉCNICA
Idealização e performance: Patricia Cipriano
Desenho de som: Amira Massabki
Iluminação: Semy Monastier
Interlocução artística: Janaine Karma
Direção de produção: Gilmar Kaminski
Produção executiva: Dânatha Siqueira
Audiodescrição: ElasAD – Joselba Fonseca
Design gráfico: Pablito Kucarz
Assessoria de imprensa: Thays Cristine
Redes sociais e criação de conteúdo: Gabriela Berbert
Realização: Furiosas Produções
Produção: Flutua Produções

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SÚBITA COMPANHIA LEVA REMONTAGEM DO PREMIADO “AMORES DIFÍCEIS” A DIVERSAS CIDADES PARANAENSES

Fotografia: Carol Castanho.

Com dramaturgia baseada em clássicos da literatura e do teatro, peça retorna aos palcos com nova encenação e elenco renovado para investigar os impasses do amor contemporâneo em sessões gratuitas em junho

Quase sete anos após sua última apresentação, o espetáculo “Amores Difíceis”, da Súbita Companhia de Teatro, retorna aos palcos em uma remontagem que chega de forma gratuita a sete cidades do Paraná. Entre maio e junho de 2026, a montagem percorre os municípios de Antonina, Siqueira Campos, Ribeirão do Pinhal, Bela Vista do Paraíso, Saudade do Iguaçu, Tibagi e Balsa Nova.

“Amores Difíceis” levanta uma pergunta — o que é o amor? — para construir uma encenação contemporânea que aposta na metalinguagem para investigar o amor e seus embates. A obra tem como ponto de partida o conto “Aventura de um esposo e uma esposa”, do escritor italiano Italo Calvino, e trechos das peças de A Gaivota, de Anton Tchekhov, e Bodas de Sangue, de Federico García Lorca.

Dirigido por Maíra Lour, o espetáculo tem elenco formado por Pablito Kucarz, Patrícia Cipriano, Dafne Viola e Zeca Sales, que se revezam em diferentes papéis entre cenas de obras consagradas e textos autorais. Voltada para o público jovem e adulto, a montagem carrega a assinatura da Súbita Companhia com uma encenação contemporânea marcada pelos estudos do corpo e do movimento no teatro.

“O espetáculo traz o tema das relações amorosas, seus prazeres e frustrações, embalado por músicas que falam de amor, de fossa e de superação. O elenco traz para o palco várias situações que provocam reflexões sobre escolhas, atitudes e entrega nas relações amorosas”, conta a diretora e dramaturga Maíra Lour.

A obra estreou em 2013 no Teatro Novelas Curitibanas, percorreu festivais em Curitiba, Maringá e Itacoatiara (AM), foi premiado com o Prêmio de Melhor Iluminação no 10º Festival de Teatro da Amazônia, indicado ao Prêmio Troféu Gralha Azul 2013 nas categorias Melhor Espetáculo e Melhor Direção, e fez temporada na Caixa Cultural do Rio de Janeiro em 2015. Sua última apresentação aconteceu em 2019, em uma mostra de repertório da própria companhia.

Para a circulação, a montagem se renova. “Desde a concepção do espetáculo em 2013 até os dias atuais muitas coisas mudaram em relação ao amor”, explica Lour. “A pandemia transformou as relações afetivas e nós, artistas criadores desse espetáculo, também mudamos muito, amadurecemos e hoje percebemos as relações amorosas de outra maneira. O elenco desta nova montagem trouxe outras inquietações e questões para a remontagem, revelando também uma oportunidade de amadurecimento na linguagem artística da Companhia”, completa Maíra.

Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná, com incentivo da Copel.

Sobre a Súbita Companhia de Teatro
Fundada em 2007 e sediada no Centro Histórico de Curitiba, a Súbita Companhia de Teatro é um coletivo de artistas dedicado à criação de espetáculos, produções audiovisuais, publicações e ações formativas. A companhia desenvolve pesquisa continuada em encenação e dramaturgia contemporâneas, com foco nos estudos do corpo e do movimento. Com 18 peças, 3 cenas curtas, 8 curtas-metragens e 13 publicações em dramaturgia ao longo de sua trajetória, a Súbita se destaca pela continuidade e qualidade de seu trabalho no cenário cultural brasileiro. Em 2025, foi premiada no Troféu Gralha Azul, o principal prêmio do teatro paranaense, nas categorias Melhor Espetáculo, por O medo da morte das coisas, e Melhor Direção, por Deriva, tendo recebido outras 15 indicações em diversas categorias.

Serviço
Amores Difíceis
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Entrada: gratuita

SAUDADE DO IGUAÇU
03/junho (qua) | 15h30 e 19h
04/junho (qui) | 15h30 e 19h
Centro Cultural de Saudade do Iguaçu

TIBAGI
10/junho (qua) | 15h e 19h
11/junho (qui) | 15h e 19h
Teatro Municipal Tia Inália

BALSA NOVA
13/junho (sáb) | 16h e 20h
14/junho (dom) | 16h e 20h
Campo das Artes

Mais informações:
www.instagram.com/subitacompanhia
www.instagram.com/flutuaproducoes

Ficha técnica:
Direção: Maíra Lour |  Dramaturgia: Maíra Lour e Álvaro Antonio | Elenco: Dafne Viola, Pablito Kucarz, Patrícia Cipriano e Zeca Sales | Direção de movimento: Juliana Adur | Assistência de direção: Anna Wantuch | Sonoplastia: Álvaro Antonio | Cenário: Fernando Marés | Figurinos: Isbella Brasileiro | Iluminação: Lucri Reggiani | Direção de produção: Gilmar Kaminski | Produção executiva: Dânatha Siqueira | Assessoria de imprensa: Thays Cristine | Redes sociais e criação de conteúdo: Gabriela Berbert | Realização: Súbita Companhia e Flutua Produções

ROCKABILLY PARTY CELEBRA A CULTURA RETRÔ COM SHOWS MUSICAIS E OFICINAS NO ARMAZÉM GARAGEM BAR

Evento gratuito reúne bandas de rock, workshops, pin-ups e exposição de carros antigos em Curitiba neste domingo (31)

Os apaixonados pela cena cultural dos anos 50 poderão celebrar os bons tempos neste domingo (31), durante a 1ª edição do Rockabilly Party, em Curitiba. O evento é uma realização do Armazém Garagem Bar e do ROCKABILLY CWB. A festa é inspirada no estilo musical norte-americano rockabilly, criado na década de 1950 a partir da união entre o rock and roll de artistas negros e a música country raiz, conhecida como hillbilly.

“Teremos música boa com shows gratuitos! Será um dia de muita dança e muito rock anos 50”, declarou um dos organizadores do evento, Jean Santos. As bandas que irão se apresentar são The WashBro’s, Esquilos e seus Grilos, Tennessee Riders e Mr. Gomes.

Outras atividades culturais também estarão presentes ao longo do dia, como a oficina de Arranjo Retrô para Cabelo com Flores, ministrada pela srta. Jennie, e o workshop de dança com Miss Tokio e Cesar Keidi. As pin-ups Ivin e Miss Gennie também participarão do evento, oferecendo maquiagem e penteado express. O termo pin-up se refere a mulheres retratadas em ilustrações ou fotografias com estética vintage, principalmente das décadas de 1940 e 1950.

A exposição de carros antigos, já tradicionais no Armazém Garagem, também estará presente durante o evento. Na área gastronômica, o destaque será o risoto com chuleta, acompanhado de batata frita, maionese, salada e farofa, por R$ 65.


Mr. Gomes. Créditos foto: Nicoly Kunst.

Serviço:
Rockabilly Party 2026
Data: 31 de maio (domingo)
Local: Armazém Garagem Bar
Endereço: Rodovia Curitiba – Ponta Grossa BR-277, 2630 – Santo Inácio, Curitiba (PR)
Horário: a partir das 10h
Entrada: gratuita
Estacionamento: gratuito
Mais informações: Instagram @armazemgaragem

CORO CÊNICO PEQUENO COTOLENGO ESTREIA NOVO ESPETÁCULO SOBRE CUIDADO COM A NATUREZA

A peça “Somos um só: cuidar é amar e viver” estreia dia 03 de junho, às 19h no Teatro Positivo.

O Coro Cênico Pequeno Cotolengo, projeto do Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo, apresenta no dia 3 de junho a peça intitulada “Somos um só: cuidar é amar e viver”. Com mais de 35 pessoas com múltiplas deficiências em palco, o espetáculo reafirma o potencial criativo e artístico das pessoas com deficiência e celebra o poder transformador da arte como instrumento de inclusão.

A peça acompanha Marina, uma menina curiosa que realiza o sonho de conhecer a praia durante as férias. Ao lado do primo Hugo e da ambientalista Sofia, ela descobre as belezas do oceano e os impactos da poluição na vida marinha. Entre músicas e cenas emocionantes, o espetáculo aborda consciência ambiental, pertencimento e responsabilidade coletiva, mostrando que cuidar da natureza é cuidar da vida.

O elenco reúne participantes nos papéis de personagens, co-personagens e coral, todos acompanhados por profissionais especializados ao longo de todo o processo de criação e apresentação. Para Alessandra Marquete, diretora do Coro Cênico, o projeto vai além do palco. “Nossa missão é mostrar que as pessoas com deficiência são capazes de realizar qualquer atividade. O teatro é um espaço de expressão, de confiança e de superação, e cada apresentação é a prova viva disso.”

A estreia contará ainda com a presença do cantor Edy Lemond, artista brasileiro conhecido nacionalmente por sucessos do eletrofunk como a música “Madagascar”, uma das canções que integra o espetáculo. Com mais de dez anos de carreira, o cantor acumula milhões de visualizações nas plataformas digitais e é reconhecido por músicas que marcaram o gênero no Sul do país e em diferentes regiões do Brasil. A canção “Madagascar” foi carinhosamente cedida pelo artista para compor a trilha da peça, fortalecendo a proposta afetiva e inclusiva do projeto. 

O Ministério da Cultura e o Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo, apresentam o Projeto Coro Cênico Pequeno Cotolengo, que conta com o patrocínio das empresas Buffalo Motores, Cia Beal, Cia de Cimentos Itambé, Condor, Dreymoor, FGVTN, Grupo Fertipar, Grupo GPS, Grupo TIC, Kingraf, Livrarias Curitiba, ON Petro, Pasa, Posto Maru, Solo Networks, Soma Sul Equipamentos e Vecci Tecidos, captado por meio da Lei de Incentivo à Cultura. O espetáculo conta com recursos de acessibilidade, como intérprete de Libras, audiodescrição, além de espaços adaptados para cadeirantes. Para aqueles que precisarem da acessibilidade, é recomendado avisar a equipe responsável que estará no local.

Com uma narrativa leve, divertida e emocionante, “Somos um só: cuidar é amar e viver” chega à sua sétima edição como um dos principais projetos do Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo voltados à inclusão e à valorização das pessoas com deficiência.

Criado em 2009, o projeto já realizou mais de 100 apresentações para públicos do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, alcançando mais de 30 mil pessoas. Para os Assistidos, estimula a criatividade, a expressão e as habilidades socioculturais, desenvolvendo de forma lúdica o potencial e a autonomia de cada participante.

A peça estreia dia 3 de junho, às 19h, no UP Experience, mini auditório do Bloco da Pós-Graduação. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados pelo Sympla neste link

Serviço: 
“Somos um só: cuidar é amar e viver” – Um espetáculo do Coro Cênico Pequeno Cotolengo 
Data: 03 de junho
Horário: 19h
Endereço: Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Ecoville, Curitiba.
Entrada franca. Retire seu ingresso gratuitamente neste link

Sobre o Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo
O Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo realiza mais de 481 mil atendimentos multidisciplinares gratuitos, com leitos de alta complexidade em Casas Lares e Grandes Lares e leitos de transição de cuidados em suas Unidades Hospitalares, voltados à recuperação clínica e funcional de pessoas com perda transitória ou permanente de autonomia. Reconhecido e habilitado pelo Ministério da Saúde, destaca-se como a maior Organização do Paraná em seu tipo de atendimento.

Atende pacientes do SUS de Curitiba em 37 especialidades médicas e terapêuticas, oferecendo fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia para crianças com TEA e distúrbios de fala, e equoterapia. Mantém ainda a Escola Pequeno Cotolengo, uma das maiores de educação especial do estado.

Organização da Sociedade Civil (OSC), em 2025 foi eleita a Melhor ONG do Paraná e uma das 100 Melhores ONGs do Brasil, reconhecida entre as Melhores Empresas Para Trabalhar no Paraná e acreditada pela Joint Commission International (JCI) em cuidados prolongados nas Unidades São Luis Orione e Santa Terezinha, certificação considerada o padrão ouro internacional em excelência assistencial.

Toda a atuação é sustentada por doadores e parceiros, com gestão baseada em um sólido Programa de Compliance que assegura o uso eficaz e responsável de cada doação.

“MARGENS DE SI”: EXPOSIÇÃO DE GABRIELA QUEIROZ RETORNA A CURITIBA E TRANSFORMA O AUTORRETRATO EM TRAVESSIA SENSÍVEL

Na foto de Hero Aditya da Mutare marketing, a artista Gabriela Queiroz apresenta Margens de Si em Curitiba, exposição que reúne 21 anos de pesquisa em autorretrato, memória e identidade. Em cartaz de 9 de maio a 15 de junho na Soma Galeria.

Mostra gratuita reúne 21 anos de pesquisa em artes visuais e propõe ao público uma experiência entre imagem, memória e identidade

Curitiba recebe, de 9 de maio a 15 de junho, a exposição Margens de Si, da artista visual brasileira Gabriela Queiroz, em cartaz na Soma Galeria. Com entrada gratuita, a mostra apresenta um conjunto de obras construídas ao longo de mais de duas décadas de pesquisa contínua, tendo o autorretrato como eixo central.

Com circulação por cidades como Cascavel, Maringá, Toledo e Foz do Iguaçu, o projeto retorna a Curitiba em uma nova etapa, após já ter sido apresentado anteriormente no Museu Municipal de Arte de Curitiba (MuMa), agora na Soma Galeria, com ações formativas e de mediação que aprofundam o diálogo com o público.

Mais do que uma exposição, Margens de Si se configura como um percurso: um corpo de trabalho em constante transformação que encontra, em cada cidade, novas camadas de leitura. “Cada lugar por onde o projeto passa modifica também a forma como ele é visto e sentido. Em Curitiba, essa travessia se amplia justamente pelo encontro com o público e pelas possibilidades de troca”, afirma a artista. O projeto se desdobra, assim, como experiência viva, que aproxima o público dos processos da artista e cria espaços de convivência e escuta.

Travessias do autorretrato: imagem, tempo e processo
Iniciado em 2005, a pesquisa poética de Margens de Si nasce do gesto de voltar o olhar para si, não como espelho fiel, mas como território instável, atravessado pelo tempo. Ao longo dos anos, Gabriela Queiroz desenvolve uma pesquisa em que o autorretrato deixa de ser representação e passa a operar como linguagem, método e pensamento visual.

As obras, realizadas em gravura, como litografia e calcografia, técnica mista e videoarte, exploram repetições, deslocamentos e sobreposições. São imagens que insistem em retornar, nunca idênticas, como se cada uma carregasse vestígios da anterior e anunciasse a próxima. Rostos que se reconhecem sem se fixar. Presenças que oscilam entre permanência e transformação. “Não se trata de representar um rosto, mas de investigar o que está além da superfície, em algum lugar desconhecido da memória”, afirma a artista. Em muitas das imagens, é o olhar que sustenta essa continuidade, mesmo diante das variações formais. “Mesmo quando as imagens se transformam, existe algo no olhar que permanece, e percebo que é ele que conecta todas essas versões, que constituem esse corpo autoficcional”, completa Gabriela Queiroz.

Programação e experiência do público
A exposição se organiza como um campo aberto de leituras, onde diferentes momentos da pesquisa coexistem. O público é convidado a percorrer essas imagens como quem atravessa camadas, de memória, de experiência e de construção do eu, em um espaço que propõe pausa, escuta e percepção.

A programação tem início em 9 de maio, com abertura e presença da artista, e segue em cartaz até 15 de junho. Durante o período expositivo, serão realizadas oficinas de gravura e ações de contrapartida social. No dia 29 de maio, acontece um encontro com a artista no espaço expositivo, seguido, no dia 30, pelas oficinas em dois turnos. Integra ainda a programação uma atividade no Cense Curitiba, voltada a adolescentes em medida socioeducativa. O projeto conta com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, catálogo em braile e tradução em Libras.

SERVIÇO:
Exposição: Margens de Si
Local: Soma Galeria (R.Mal. José B Bolamnn, 730 – Bigorrilho, Curitiba)
Período: 09 de maio a 15 de junho de 2026
Abertura: 09 de maio de 2026, com presença da artista
Visitação: de terça a domingo (horários a confirmar com a galeria)
Entrada: gratuita
Classificação: livre

SERVIÇO:
Oficinas de Gravura
Inscrições: aqui
Local: Soma Galeria
Dia: 30 de maio, sábado
Turma 1: 9h às 12h, ou Turma 2: 14h às 17h
Dia: 29 de maio, Oficina especial – Cense Curitiba

Gabriela Queiroz é artista visual brasileira, natural de Cascavel (PR), com mais de 20 anos de pesquisa nas artes visuais, tendo o autorretrato como eixo central de investigação. Iniciado em 2005, o projeto Margens de Si articula gravura, técnica mista e videoarte, explorando a imagem como campo de transformação contínua.

Sua produção investiga o corpo como território simbólico atravessado por memória, tempo e processos de subjetivação, construindo obras que tensionam a ideia de identidade fixa. Já apresentou o projeto em diferentes cidades do Paraná, incluindo Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo e Curitiba (MuMa), e em 2026 dá continuidade à circulação por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunicabb

“AOS COMPANHEIROS DE ESTRADA” RETORNA A CURITIBA E TRANSFORMA O SERTÃO EM TRAVESSIA VIVA NO PALCO DO MINIAUDITÓRIO DO GUAÍRA

Na foto de Felipe Moura, cena do espetáculo “Aos Companheiros de Estrada”, que retorna ao miniauditório do Guaíra, convidando o público a uma travessia poética pelo sertão brasileiro, entre memória, corpo e paisagem.

Espetáculo inspirado no universo de João Guimarães Rosa realiza temporada gratuita, de 29 de abril a 10 de maio, no auditório Glauco de Flores de Sá Brito, em Curitiba, com teatro físico, música ao vivo e ações formativas gratuitas

“O sertão não começa no mapa. Começa no encontro”. É desse lugar, íntimo e coletivo, que brota “Aos Companheiros de Estrada”, que retorna a Curitiba para nova temporada de 29 de abril a 10 de maio, no Miniauditório do Guaíra, com apresentações gratuitas de quarta a domingo. Em cena, o público é convidado não apenas a assistir, mas a caminhar.

Inspirada no universo de João Guimarães Rosa e nas travessias reais da atriz Camila Ferrão pelo sertão mineiro, a obra costura teatro físico, música ao vivo e poesia brasileira em uma experiência sensorial que pulsa entre memória, território e identidade. “Mais do que um espetáculo, a ideia é a prática de encontro: um convite a atravessar o país que nos habita e reconhecer nele fragmentos de quem somos”, explica Camila.

A dramaturgia nasce da vivência no chamado Caminho do Sertão, atravessando comunidades quilombolas e paisagens do Cerrado, berço das águas do Brasil. O resultado é um teatro que oscila entre o depoimento e a fabulação, entre o corpo e a palavra, entre o íntimo e o país. No palco, a travessia ganha forma: o sertão surge como geografia e estado de espírito, revelando um Brasil profundo, de rios ameaçados, culturas resistentes e histórias que insistem em existir.

Após sessões de estreia com forte recepção de público, a montagem retorna ao Mini Guaíra com 12 apresentações confirmadas e a perspectiva de circulação por outros espaços da cidade.

A temporada amplia suas portas e escutas: haverá sessões com intérprete de Libras nos dias 8 e 9 de maio, às 20h, e 10 de maio, às 16h e 19h, além de conversas com o público após apresentações específicas, criando espaços de troca direta entre artistas e espectadores.

Como extensão da cena, o projeto realiza duas oficinas formativas gratuitas, desdobramentos do próprio processo criativo. Em “Corpo-Escrita: Criação de Dramaturgia”, Camila Ferrão e Victor Lucas Oliver conduzem um mergulho nas relações entre palavra, imagem e presença. Já em “Criação de Solos a partir do Teatro Gestual”, Victor investiga o corpo como dramaturgia viva, onde gesto, silêncio e movimento se tornam linguagem.

Sinopse: Fruto de uma imersão sócio-eco-literária no sertão mineiro, o espetáculo nasce do encontro entre artistas e território, inspirando-se na obra de Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, e nas travessias reais vividas nesse espaço onde brotam algumas das principais águas do país.

Em cena, teatro, música, dança e artes visuais se entrelaçam para construir uma narrativa que atravessa memória, território e urgência ambiental, refletindo sobre o presente e os caminhos que estamos escolhendo seguir.

Serviço:
Espetáculo: Aos Companheiros de Estrada
Local: Miniauditório – Auditório Glauco Flores de Sá Brito (Rua Amintas de Barros, s/n)
Temporada: 29 de abril a 10 de maio de 2026 (quarta a sábado às 20h e domingo às 16h e 19h)
Sessões com Libras: 08 e 09/05 (20h) | 10/05 (16h e 19h)
Bate-papo após sessão: 29/04 e 07/05

Ações  formativas
Oficina Corpo-Escrita: Criação de Dramaturgia, com Camila Ferrão e Victor Lucas Oliver
Dia: 14/05 às 19h

Oficina Criação de Solos a partir do Teatro Gestual
com Victor Lucas Oliver
Dia: 15/05 às 19h
Local: Toca Atelier (Av. Vicente Machado, 198, Curitiba)

Inscrições: gratuitas neste link
Vagas: 12 por oficina

Classificação: 18 anos

Assessoria de Imprensa
BB Comunica: @bb_comunica

 

“REVISITANDO A GRANDEZA QUE SOMOS – CARTAS PARA TEREZA DE BENGUELA” ESTREIA EM CURITIBA COM APRESENTAÇÕES GRATUITAS E PROGRAMAÇÃO FORMATIVA

Na foto de Lelo Sasso, as atrizes Flávia Imirene e Sol do Rosário em “Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela”. Temporada gratuita de 16 a 19 e 22 a 26 de abril, no Teatro José Maria Santos, em Curitiba.

Espetáculo inspirado na trajetória de Tereza de Benguela ocupa o Teatro José Maria Santos, em temporada gratuita de 16 a 19 e 22 a 26 de abril, articulando memória, ancestralidade e criação contemporânea, e integra projeto com ações acessíveis e oficina formativa gratuita com o artista Nando Zâmbia, com vagas limitadas.

Curitiba recebe, em abril, a estreia do espetáculo “Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela”, uma criação que entrelaça memória, ancestralidade e cena contemporânea para reverberar a força e a continuidade das histórias de mulheres negras no Brasil. Com apresentações gratuitas no Teatro José Maria Santos, o projeto propõe uma experiência que vai além da cena, articulando também ações formativas e de acessibilidade.

Uma estreia que convoca memória e presença
Inspirado na trajetória de Tereza de Benguela, liderança quilombola do século XVIII, o espetáculo acompanha o encontro entre duas mulheres negras e suas histórias atravessadas pelo tempo. Em cena, realidade e ficção se misturam como possibilidade de revisitar memórias, refletir sobre o presente e projetar futuros. “Essa criação é também um gesto de escuta e de reconexão com aquilo que nos atravessa como memória e como possibilidade de futuro”, afirma Flávia Imirene.

Interpretado por Flávia Imirene e Sol do Rosário, com direção de Sabrina Marques, o trabalho nasce de um processo criativo que inclui vivências no Quilombo Paiol de Telha (Guarapuava – PR), fortalecendo o diálogo com saberes ancestrais e práticas coletivas. A criação se insere na trajetória do OMI Núcleo Artístico e Cavala Produções ao propor narrativas que expandem o imaginário cultural a partir de perspectivas negras e afro-brasileiras. “Quando a gente sobe em cena, não estamos sozinhas, estamos em continuidade com muitas outras histórias que vieram antes e seguem pulsando através de nós”, completa Sol do Rosário.

Acessibilidade como parte da obra
Como desdobramento do espetáculo, o projeto investe na formação e no acesso, com sessões que contam com intérprete de Libras, audiodescrição e visitas guiadas para pessoas cegas ou com baixa visão. As apresentações com audiodescrição acontecem nos dias 25 e 26 de abril (sábado e domingo), e no sábado, dia 25, haverá ainda uma visita guiada ao espaço cênico, realizada uma hora antes da apresentação. Todas as sessões contam com intérprete de Libras.

Formação em movimento: oficina com Nando Zâmbia
A proposta se amplia ainda com a realização da oficina gratuita “Ará Izô – Corpo que Queima”, ministrada por Nando Zâmbia. Com trajetória consolidada no Brasil e no exterior, o artista conduz uma imersão intensiva voltada à investigação do corpo como campo de criação, energia e memória. A oficina articula elementos da dança, teatro e musicalidade afro-brasileira, propondo aos participantes uma experiência que conecta técnica e vivência sensível na construção de uma dramaturgia corporal.

Voltada a artistas, estudantes e interessados em geral, a atividade oferece 20 vagas gratuitas e acontece em período integral nos dias 17, 18 e 19. As inscrições estão abertas e fazem parte do conjunto de ações do projeto, que entende a formação como extensão do próprio gesto artístico. É possível participar de apenas um dos dias ou acompanhar toda a programação.

Com forte dimensão estética, política e formativa, “Revisitando a Grandeza que Somos” se apresenta como um convite à experiência, tanto para quem assiste quanto para quem deseja atravessar o processo criativo.

SERVIÇO:
Espetáculo “Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela”
Datas: 16 a 18 de abril – 20h | 19 de abril – 19h | 22 a 24 de abril – 14h30 | 22 a 25 de abril – 20h | 26 de abril – 19h
Sessão com audiodescrição: 25 de abril com visita guiada 1 hora antes da apresentação – 19h | 26 de abril – 19h
Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba)
Ingressos: Gratuitos com distribuição 1 hora antes na bilheteria
Classificação: Livre

“Oficina: Ará Izô –  Corpo que Queima”
Ministrante: Nando Zâmbia
Datas: 17, 18 e 19 de abril
Horários: 9h às 12h e das 14h às 17h
Local: Grupo Capoeira Angola Zimba
Vagas: 20 (gratuitas)
Inscrições: aqui

FICHA TÉCNICA:
Elenco: Flávia Imirene e Sol do Rosário | EQUIPE CRIATIVA – Direção: Sabrina Marques | Dramaturgia: Flávia Imirene | Textos: Sol do Rosário, Sabrina Marques, Flávia Imirene | Direção de Movimento: Priscila Pontes | Direção Musical: Matheus Santos | Assistente de Direção Musical: Evangivaldo Santos | Música Original: Sol do Rosário, Sabrina Marques, Flávia Imirene | Operador de Som: Carlos Alberto Cortes Espejo | Iluminação: Nando Zâmbia | Figurino: Carla Torres | Caracterização e Maquiagem: Kênia Coqueiro | Social Media: Maria Carolina Felício | Foto de Divulgação: Lelo Sasso Fotografia | Identidade Visual: Keyla Queiroz | Direção de Produção: Vida Santos | Produção Executiva: Dan Ramos | Coordenação de Projeto: Sabrina Marques | Produção: Omi Núcleo Artístico e Cavala Produções

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica: @bb_comunica

PERFORMA__ ENCONTRO DE PERFORMANCES CHEGA A CURITIBA EM 2025 COM PROVOCAÇÃO SOBRE LATINOFUTURISMO E MAIS DE 90 ARTISTAS INSCRITOS

As artistas Clarice Rito e Paula Villa Nova, realizam a edição curitibana do PERFORMA___ no dia 6 de dezembro, com entrada gratuita na Casa Hoffmann.

Segunda edição do evento acontece gratuitamente na Casa Hoffmann, no dia 6 de dezembro, com de 12 horas de programação entre performances ao vivo e a Mostra PIXEL PERFORMA de video/fotoperformances, fortalecendo diversidade e pluralidade na arte da performance

Após o sucesso de sua estreia no Rio de Janeiro, o PERFORMA__ Encontro de Performances chega a Curitiba para sua segunda edição, que acontece no dia 6 de dezembro de 2025, na Casa Hoffmann, com 12 horas de programação gratuita. Idealizado pelas artistas Paula Villa Nova e Clarice Rito, o encontro reúne mais de 60 artistas do Brasil e do exterior em uma imersão de performances projetadas e ao vivo. A edição curitibana recebeu mais de 90 inscrições, totalizando 14 estados, 7 países e 33 cidades, relevando o interesse crescente pela linguagem da performance e a força da mobilização artística em torno da proposta do evento.

Com a provocação “Latinofuturismo: entre corpos e germinações”, o PERFORMA convida artistas e público a refletirem sobre futuro, memória, ancestralidade e fabulação latino-americana, tomando o corpo como território híbrido, ritualístico e político. Para as idealizadoras, o latinofuturismo propõe um modo expandido de pensar o tempo e os atravessamentos do Sul Global. “Todo artista latino, por sua própria condição histórica e geográfica, trabalha o futuro a partir da memória. Cada gesto carrega em si o passado e a invenção como formas de resistência e criação”, afirma Paula Villa Nova.

Criado em 2023, no Rio de Janeiro, o PERFORMA surgiu do desejo de estabelecer um espaço colaborativo, plural e acessível para a prática da arte da performance em suas diversas vertentes. A primeira edição reuniu mais de 60 artistas de nove estados brasileiros e seis países em um encontro de 12 horas, marcado pela troca, pela experimentação e pela aproximação com o público. Em Curitiba, a democratização e diversidade seguem presentes, adotando políticas de inclusão e ações afirmativas, como pagamento aos artistas selecionados e reserva de vagas para pessoas indígenas, negras, LGBTQIAPN+, neurodivergentes e pessoas com deficiência – que somam quase 80% das inscrições. A equipe organizadora e curatorial é formada majoritariamente por mulheres, e o evento mantém parcerias com ONGs e coletivos que atuam com comunidades periféricas.

A edição 2025 conta com um bate-papo com artistas sobre a performance e suas múltiplas abordagens, seguido por mais de 20 apresentações ao vivo e pela mostra PIXEL PERFORMA, que reúne mais de 35  video/fotoperformances. As artistas selecionadas também participam de encontros online de pré e pós-produção, que ampliam o compartilhamento de processos e reflexões sobre a experiência artística.

Para Clarice Rito, coidealizadora e curadora, o PERFORMA destaca a importância da formação de redes vivas de criação. “Nosso maior desejo é fomentar a cena nacional da performance, aproximando o público dessa linguagem e fortalecendo o campo artístico de forma sensível e coletiva”. Paula Villa Nova sintetiza o espírito da edição com o lema que criou para o evento: “Corpos que performam o amanhã com as ferramentas do agora”.

Sobre o PERFORMA
Criado em 2023, o PERFORMA__Encontro de Performances é um projeto independente, que busca mapear, fortalecer e expandir a cena da performance contemporânea no Brasil, estabelecendo vínculos com artistas de outros países. O evento promove a troca entre artistas, estimulando a pesquisa e o diálogo entre corpo, arte e sociedade. A iniciativa atua como plataforma de visibilidade para artistas emergentes e consagrados, fomentando uma rede de criação e experimentação que conecta diferentes contextos culturais.

SERVIÇO
Evento: PERFORMA__Encontro de Performances CWB 2025
Provocação: Latinofuturismo: entre corpos e germinações
Data: 6 de dezembro de 2025 (sábado)
Horário: Das 9h às 21h30
Local: Casa Hoffmann (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58, São Francisco)
Lista de selecionados no @performa___
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: Livre até 18h | 18 anos após 18h
Informações: encontroperforma@gmail.com
Instagram: @performa___

FICHA TÉCNICA
Idealização e Curadoria: Paula Villa Nova e Clarice Rito | Direção geral: Paula Villa Nova | Direção de produção: Bia Reiner | Produção: Jonas Prates | Produção: artística Katia Drumond | Assistente de produção: Monica Margarido | Libras: Elaine Moreira e Jéssica Nascimento | Produção técnica: Filipe Castro | ID visual: villanovart_ | Mídia social: Sofia Costa Lehr | Assessoria de imprensa: Bruna Bazzo | Agradecimento: Vereador Angelo Vanhoni, Isidoro Diniz e Adriano Esturilho

Sobre Paula Villa Nova
Coordenadora geral do PERFORMA__, Paula Villa Nova é multiartista e atua há 27 anos nas artes visuais. Nas artes aplicadas atua como designer, diretora de arte, diretora de criação, ilustradora e capista, formada em publicidade e propaganda, expandiu sua prática para as belas artes atuando como cenógrafa e figurinista para teatro, cinema e carnaval, pintura, escultura, instalação e performance. Participou de residências e exposições em instituições como o Museu Oscar Niemeyer, o MAC-PR, Ateliê Sanitário, Despina e a Casa França-Brasil. Idealizadora do PERFORMA – Encontro de Artes Performáticas (RJ, 2023), junto com Clarice Rito, também assinou projetos no teatro, como Ópera Pop Afrofuturista (2023) e Muitas Águas (2018), no cinema com o curta “a ilha das crianças” (2016) de Zeca Ferreira, além de colaborações no carnaval com a Grande Rio e a Pimpolhos. Radicada entre Curitiba e Rio, segue expandindo suas investigações artísticas.

Sobre Clarice Rito
Clarice Rito é carioca e assina com Paula a idealização e curadoria do Performa. Multiartista, tem a performance e a prática de contato improvisação como laboratórios de exercícios relacionais, tomando a criação coletiva como cerne potencial de grande parte de seu trabalho. Atua também como produtora e agitadora cultural. Por 7 anos integrou a equipe de figurino do Theatro Municipal e, em paralelo, o coletivo de intervenções Urbitantes, performando em RJ, SP e MG. Participou de “Essas Associações”, de Tino Sehgal (2014), do espetáculo da cia Wunderbaum – da NL (no Tempofestival, 2016) e da performance “Mothership”, de Anna Kolfinna – da IS (MAR, 2017). Expôs na Crudo Gallery e performou na Plaza Armenia com Peras del Olmo (2018, AR); Em 2021 e 2022, com apoio do Consulado da Holanda, realizou um evento de criação poética online e um espetáculo de Teatro Lambe-lambe em MG. Com a companhiacompanhia apresentou “entravessamentos”, no Cacilda Becker, performou no MAC de Niterói e no Espaço Oasis – onde também criou ações com Bruno Pastore por 3 meses. Em 2023, co-produziu o “Banquete” – evento de 8h de duração com 25 artistas, e o “1º Performa – encontro em performance”, com 12h, mais de 60 artistas, no Ápis. Em 2024/25, teve vídeos expostos em Coimbra (PT), em mostras curadas por Sonia Salcedo e Neno del Castillo. Segue em atividade com a companhiacompanhia, que integrou a programação de audiovisual expandido do SESC Pulsar em setembro de 2025.

Assessoria de Imprensa: @bb_comunica

CICLO DE OFICINAS “É VERDADE ESSE BILHETE” ABRE INSCRIÇÕES PARA ÚLTIMA TURMA EM CURITIBA, COM ENCONTROS GRATUITOS E E-BOOK COLETIVO

Após circular por diversos espaços culturais e atender públicos distintos ao longo de 2025, o projeto “É verdade esse bilhete: Jogos de Escrita e Amor” chega ao encerramento de seu ciclo. A iniciativa passou pela Casa de Leitura Hilda Hilst, pelo Centro de Artes Guido Viaro e por unidades do CAPS, promovendo encontros que uniram leitura, criação literária e experimentação poética.

A última oficina será realizada na Casa de Leitura Wilson Bueno, nos dias 29 de novembro e 6 de dezembro, das 14h às 18h, encerrando uma jornada marcada pela troca entre participantes, o acolhimento e a exploração do amor e suas contradições por meio da escrita.

Ao longo desses meses, o projeto reuniu adolescentes, professores, frequentadores das casas de leitura e usuários dos Centros de Atenção Psicossocial. A força das oficinas esteve no ambiente de experimentação coletiva e no compartilhamento de procedimentos de escrita. Um dos participantes, Igor Bueno, resume sua experiência:

“Participar da oficina foi marcante: um momento de respiro, na contramão de um mundo conturbado e veloz. Uma imersão na arte, com uma curadoria ímpar de textos e, principalmente, com a criação de novos. O que mais me tocou foi a ausência de distinção entre escritores experientes e iniciantes — todos ali escrevendo a partir do mesmo ponto de partida. “

Conduzidas por Julia Raiz e Ronie Rodrigues, com mediação de leitura de Daniele Rosa, as oficinas oferecem jogos de escrita, partilha de referências que vão da poesia contemporânea à música popular, e práticas de criação literária acessíveis a diferentes níveis de experiência. Além disso, o projeto resultará em um e-book coletivo, reunindo textos produzidos pelos participantes ao longo das edições — uma forma de ampliar o alcance das criações e registrar a potência das vozes envolvidas.

Com caráter gratuito e descentralizado, o ciclo se consolida como um espaço de invenção e escuta sensível na cidade, abrindo caminhos para que mais leitores e escritores encontrem, na palavra, um lugar de invenção, partilha e afeto.

SERVIÇO — ÚLTIMA EDIÇÃO
O quê: Oficina “É verdade esse bilhete: Jogos de Escrita e Amor”
Quando: 29 de novembro e 6 de dezembro (sábados)
Horário: 14h às 18h
Onde: Casa da Leitura Wilson Bueno – Portão Cultural
Endereço: Av. República Argentina, 3430 – Portão (ao lado do Terminal do Portão)
Quanto: Gratuito
Classificação: 14 anos
Inscrições: https://forms.gle/oembkNmxFry3hwCA6

fonte: Membrana Literária

RUA RIACHUELO É PALCO DE ESPETÁCULO ITINERANTE SOBRE O TEMPO, A CIDADE E O DIREITO DE SONHAR

Inspirado em histórias reais e na memória urbana, o grupo Olho Rasteiro convida o público a percorrer a cidade em uma experiência teatral gratuita que mistura realidade e ficção.

O grupo Olho Rasteiro apresenta ao público o espetáculo “Como nasce uma rua ou Cartografia de um tempo”, uma experiência teatral itinerante que convida a repensar a cidade, suas memórias e futuros possíveis. As apresentações acontecem nos dias 17, 18 e 19 de novembro, às 11h e 16h, pela Rua Riachuelo, no centro de Curitiba. A participação é gratuita.

O percurso cênico tem início na Praça 19 de Dezembro e se encerra na esquina da Rua São Francisco, misturando o real e o ficcional em uma dramaturgia inspirada em histórias de pessoas que vivem e trabalham em uma das ruas mais antigas da cidade. Segundo Rana Moscheta, cofundadora do grupo, a proposta é construir um diálogo vivo entre arte e cidade: “Estar na cidade significa estar poroso ao ambiente, sem uma relação unilateral. É construir ativamente o acontecimento teatral. A função da pessoa artista na cidade vai além de uma atuação individual, ela se dá na intensificação da teatralidade urbana e na extrapolação do próprio espetáculo”.

Resultado de um processo de criação coletiva, o trabalho nasceu a partir de um levantamento histórico, entrevistas e improvisações realizadas com moradores, comerciantes e transeuntes da região. Em cena, três personagens tentam seguir suas vidas em pleno 2025, em meio a uma rua completamente urbanizada. Conduzidos por uma misteriosa figura, são instigados a sonhar novos futuros e a refletir sobre as transformações do espaço urbano. A ideia, de acordo com Paulo Chierentini, cofundador, é que o espetáculo desperte novos olhares sobre o cotidiano. “Nosso desejo é olhar para além do concreto, para além do nível horizontal da altura dos nossos olhos. Convidamos o espectador a enxergar poesia onde normalmente não se vê, a criar afetos por meio de situações ficcionais dentro de uma cidade sempre viva e real.”

A encenação valoriza a relação com o território e seus habitantes. O grupo contou com o apoio de comerciantes locais, como o Ateliê Sina, que cedeu o espaço de sua varanda para a realização de uma das cenas. Figurinos e elementos cênicos também foram adquiridos em estabelecimentos da própria rua, fortalecendo o vínculo entre arte e comunidade.

O projeto foi contemplado pelo EDITAL Nº 032/2024 – Fomento Aldir Blanc Curitiba 2024, da Fundação Cultural de Curitiba.

Serviço:
Espetáculo: Como nasce uma rua ou Cartografia de um tempo
Datas: 17, 18 e 19 de novembro de 2025
Horários: 11h e 16h
Local: Rua Riachuelo (início na Praça 19 de Dezembro e término na esquina com Rua São Francisco), Curitiba
Ingresso: Gratuito

Ficha técnica:
Direção e dramaturgia: Grupo Olho Rasteiro | Elenco: Alucas Santos, Paulo Chierentini, Rana Moscheta e Rosane Freire | Consultoria de Visualidades (cenografia, figurino, maquiagem e adereços): Patricia Cipriano | Designer gráfico: Nicolas Dorvalino | Costureira: Adelaide dos Santos Silva | Contra-regra: Amanda Curedes | Assessoria de imprensa: Bruna Bazzo | Agradecimento: Ateliê Sina

Sobre o Grupo Olho Rasteiro
Formado em 2014, o Grupo Olho Rasteiro tem como eixo de criação o trabalho coletivo, integrando atuação, dramaturgia, música e performance. A pesquisa do grupo parte da relação entre corpo, cidade e teatralidade, sempre buscando construir experiências que ultrapassem os limites tradicionais da cena.

Com seis trabalhos em seu repertório: Lugar de ser Inútil (2014), Os Cegos (2016), O Terreno Baldio (2016), O Auto Segundo Gabriel (2017) e Hi, Breasil! (2019), o grupo já realizou mais de 200 apresentações em estados como Paraná, São Paulo e Ceará.

Instagram: @grupoolhorasteiro

Facebook: Grupo Olho Rasteiro

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]