BUTŌ OCUPA CURITIBA COM DANÇA, PERFORMANCE E CORPOS EM TRANSFORMAÇÃO

E se o corpo não precisasse estar sempre funcionando? E se o cansaço, a fragilidade, a deformação e até a morte também pudessem ser matéria de criação? É a partir dessas perguntas que “Liturgia dos Escombros – Mostra de butō contemporâneo” chega a Curitiba. Fruto de uma iniciativa independente dos próprios artistas e produtores envolvidos, a mostra ocupa o Espaço KÀ de Artes e a Casa Hoffmann, entre 18 e 22 de setembro, com performances, cine-butō, oficinas e conversas.

Idealizada pelo butōista Lucca Lírio e pelos dançarinos de butō Beatriz Marçal e Caio Frankiu, com direção e curadoria de Lucca, a mostra parte de uma linguagem nascida no Japão do pós-guerra, que rompeu com padrões tradicionais de beleza, virtuosismo e representação. Inspirada nas linhagens de Tatsumi Hijikata, Kazuo Ohno e Yoshito Ohno, Liturgia dos Escombros aproxima o butō de questões do presente: exaustão, ancestralidade, desejo, precariedade, memória, morte e transformação. “O butō não começa perguntando como um corpo deve parecer. Ele pergunta o que esse corpo carrega, o que o atravessa e o que ainda pode nascer dele. Olhar para a fragilidade pode ser um gesto radical”, afirma Lucca Lírio.

Dois espaços, duas atmosferas
A programação foi pensada em duas frentes curatoriais, criando experiências distintas para o público. No Espaço KÀ acontece o SOMOS KÀ-baret, programação paga que recupera uma dimensão experimental, noturna, erótica e marginal ligada às primeiras experiências do butō. Em diálogo com o Ankoku-Butō, a “dança das trevas” de Tatsumi Hijikata, a programação mistura performances ao vivo, cine-butō, registros históricos e festejos.

Entre os trabalhos estão performances ao vivo e transmissão de vídeo-dança butō, além de vídeos de arquivo da história do Butō e outras produções audiovisuais. “O Espaço KÀ permite uma relação mais carnal, excessiva e indisciplinada com o butō. É um espaço em que a performance pode acontecer junto com o cinema, a música, o encontro e a presença do público”, explica Beatriz Marçal.

Na Casa Hoffmann, as apresentações de 20 a 22 de setembro são gratuitas e assumem uma atmosfera mais ritualística, meditativa e fantasmagórica, aproximando-se das poéticas de Kazuo Ohno e da transmissão de Yoshito Ohno. “Nesse segundo polo da nossa mostra, decidimos honrar a linhagem mais onírica e surreal que chega até nós de Kazuo e Yoshito Ohno, onde se dança com os Ancestrais, dança-se com quem já não está mais aqui nesse plano, encontrando-se no limiar de vida. A morte aqui existe como um último suspiro, um alívio do retorno ao éter primordial” afirma Lucca.

Corpos que viram memória, criatura e paisagem
Nas performances, os corpos deixam de ser apenas instrumentos para se tornar matéria, arquivo, paisagem, criatura, fantasma e raiz.

Entre os trabalhos apresentados estão Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva dos cinco artistas citados anteriormente sobre transmissão, transformação e continuidade. “O corpo é também espaço. Quando ele ocupa, desloca ou transforma um lugar, cria outra relação com a cena e com quem está assistindo. É esse cruzamento entre corpo, espaço e dramaturgia que atravessa o meu trabalho”, afirma Caio Frankiu.

Quando o butō sai do palco
A mostra também abre espaço para formação e pesquisa. Na Casa Hoffmann, a programação inclui as oficinas Karada – O Corpo Vazio, MA – O Espaço-Entre, além da Roda de Conversa Butô: Origem e História.

Antes da abertura da mostra, no dia 13 de setembro, a Casa Hoffmann recebe, dentro da programação Portas Abertas, a oficina Butô: Inclusão Radical. A atividade é gratuita e aberta a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

A proposta parte de uma provocação: e se a fragilidade também fosse beleza? “Existe uma ideia de que determinados corpos precisam ser consertados antes de ocupar uma cena. A gente quer fazer o contrário: começar pelo corpo que existe, com suas marcas, seus limites, sua história e suas possibilidades. O butō começa aí”, afirma Lucca.

A pesquisa também ultrapassa o palco. Lucca Damilano e Nabylla Fiori de Lima tiveram aprovada no 1º Congresso de Dança da UNESPAR a pesquisa Butō como prática de cultivo: investigando a fronteira entre vida e cena, que será apresentada durante o Seminário de Pesquisa Acadêmica, realizado de 14 a 18 de setembro, em Curitiba. O estudo investiga o momento em que o viver cotidiano pode se transformar em dança, a partir da compreensão do butō como uma prática de cultivo, borrando as fronteiras entre arte e vida.

Entre o cabaré e o ritual, o grotesco e o sublime, a sombra e a flor, Liturgia dos Escombros aproxima diferentes linhagens, corpos e modos de criação. Para Lucca, “um corpo que não precisa ser perfeito para estar em cena. Um corpo que pode parar, desaparecer, se transformar, e continuar”, finaliza.

SERVIÇO:
LITURGIA DOS ESCOMBROS – Mostra de butō contemporâneo
Data: 18 a 22 de setembro de 2026
Espetáculos de Classificação: 14 anos

SOMOS KÁ-BARET
De: 18 e 19 de setembro | 19h às 22h
Local: Espaço Kà de Artes (Rua Treze de Maio, 506 – Centro)
*Performances, cine-butō, vídeos e registros históricos.

Ingressos via Sympla aqui

LITURGIA DOS ESCOMBROS
De: 20, 21 e 22 de setembro
Local: Casa Hoffmann (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco)

Horarios: 9h às 13h: oficinas e formação | 14h às 18h: ensaios técnicos | 19h às 22h: performances

*Apresentações gratuitas, retirada de ingressos com uma hora de antecedência. Oficinas gratuitas mediante inscrição., no link: aqui

PORTAS ABERTAS
Dia: 13 de setembro | domingo | 9h às 13h | Casa Hoffmann

Oficina Butô: Inclusão Radical

*Atividade gratuita, aberta a diferentes corpos, idades e habilidades. Não é necessário ter experiência anterior em dança. Inscrições na hora.

Instagram: @pocoependulo | @espacokadeartes

PROGRAMAÇÃO:

A programação começa no dia 13 de setembro, antes da abertura oficial da mostra, com a Oficina Butô: Inclusão Radical, realizada das 9h às 13h na Casa Hoffmann, dentro do projeto Portas Abertas. Gratuita, a atividade é voltada a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

Nos dias 18 e 19 de setembro, o Espaço KÀ recebe, das 19h às 22h, o SOMOS KÁ-baret, reunindo performances, cine-butō, vídeos e registros históricos, e uma programação audiovisual dedicada ao universo do butō. A entrada com 3 lotes e venda na hora.

De 20 a 22 de setembro, a Casa Hoffmann concentra a programação principal de Liturgia dos Escombros, com atividades formativas pela manhã e performances à noite. No dia 20, o público poderá assistir a Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva.

No dia 21, a programação reúne Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; e novamente Butōsei no YoaKe. Já no dia 22, são apresentados Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e a criação coletiva Butōsei no YoaKe. As apresentações na Casa Hoffmann são gratuitas.

A programação formativa inclui as oficinas Karada – O Corpo Vazio, MA – O Espaço-Entre, a Roda de Conversa Butô: Origem e História e a partitura imagética e corporal do butō. As atividades são gratuitas mediante inscrição.

20 de setembro – Oficina Butō: Karada, O corpo vazio
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira

21 de setembro – Oficina Butō: MA – O Espaço-Entre
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira

22 de setembro – Roda de Conversa Butō: Origem e História
Manhãs | 10h-12h | Gratuita

Horários e inscrições: aqui

Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Maria Tortato.

BARBARA CAMPELLI TRANSFORMA “ONDE EU SOL” EM SHOW NO TEATRO PAIOL

Barbara Campelli. Foto: Letícia Futato.

Há um ano, a cantora curitibana Barbara Campelli lançou Onde Eu Sol, seu primeiro álbum, de forma independente nas plataformas digitais. Agora, no aniversário do disco, leva o repertório ao palco em show que acontece no dia 24 de setembro, às 20h, no Teatro Paiol, em Curitiba. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Pixta.

“Música calma, MPB calminha.” É assim que Barbara costuma definir sua sonoridade. Sem se preocupar muito em enquadrá-la, encontrou na calma um território próprio para cantar sobre amor, desejo, saudade, perda, recomeço e também algum deboche.

O álbum nasceu de um grande sonho: escolher as músicas, ouvir os arranjos, entrar em estúdio e reunir músicos com quem queria trabalhar, e se tornou um projeto musical. O lançamento digital aconteceu sem pressa e, naquele momento, o disco encontrou seu próprio ritmo. Um ano depois, chega ao palco celebrando junto ao público uma obra que até então existia principalmente no ambiente digital. “O álbum foi um dos sonhos que queria realizar e realizei. E agora, com um ano de vida, resolvi colocar ele no palco. Tipo a festa de aniversário mesmo. Onde Eu Sol faz um ano e agora ele vai pro mundo, ao vivo, no Paiol”, afirma a cantora.

Sem pressa, Barbara foi encontrando sua voz
A música entrou na vida de Barbara muito antes de ela pensar em ser cantora. Nascida e criada em Curitiba, cresceu em uma família musical. Aos 30 anos, decidiu estudar canto e, aos 32, fez seu primeiro show. Em 2018, criou Ciclos do Amor, seu primeiro espetáculo solo.

A partir daí, sua trajetória foi se formando entre trabalhos como backing vocal, uma paixão e também parte de seu trabalho artístico, e encontros com artistas como Darlene Lepetit, Leo Fressato, Pietro Domiciano, Re Gugli, Bruna Pena e Capim Limão. Em 2021, lançou duas canções de Leo Fressato e, em 2024, fez backing vocal para o Capim Limão no Coolritiba. Barbara também integra o Doce Delírio, ao lado de Bruna Pena, Henrique Geladeira e Pietro Domiciano.

Foi desse caminho feito de encontros que nasceu a vontade de gravar Onde Eu Sol. “A música é um amor e quando ela me notou eu senti que ela também gostou de mim, mas nosso casamento não é convencional. Daqueles com festão, filhos e mesmo teto. Moramos uma na outra, numa relação íntima, mas com muito espaço”, revela.

O amor, em todas as suas contradições
Produzido por Julia Klüber, Onde Eu Sol reúne oito faixas que atravessam diferentes estados do amor. Há delicadeza, mas também sensualidade, melancolia, ironia e movimento.

A ideia do álbum começou com a vontade de Barbara de gravar Perfume, canção inédita de Julia Klüber, que também assina a produção, os arranjos e a direção musical do trabalho. A ideia cresceu e virou um álbum, batizado com uma composição de Pietro Domiciano, escrita especialmente para Barbara. No palco, Julia é acompanhada por Lilian Nakahodo nos synths e beats, Vic Vilandez no baixo e Dani Dalessa na bateria. O show recebe ainda Pietro, na voz e violão, e Murilo Campelli, no violão.

Para Barbara, o amor não é apenas um tema recorrente. É o lugar onde ela se reconhece como intérprete. “Hoje me vejo como uma intérprete das ondas que o amor inunda em alguém. Uma cantora de amor, de sorriso e abraço de amor, de dor e lágrima de amor”, afirma.

Sua música também carrega uma escolha: desacelerar. Em tempos intensos, Barbara aposta em canções que pedem escuta e presença e que, segundo ela, às vezes fazem as pessoas chorarem.

O show reúne as oito faixas de Onde Eu Sol, os dois singles lançados por Barbara em 2021 e outras seis canções que continuam investigando esse território tão amplo quanto contraditório: o amor. Para Barbara, chegar ao Paiol representa um dos maiores sonhos realizados até aqui. “Fazer um show no Paiol é GIGANTE! Eu falo que depois desse show vou ter que inventar um sonho novo, porque esse vai estar realizado”, conta entusiasmada.
A apresentação tem produção e realização de Wellington Guitti e Renata Zunino.


SERVIÇO:
Show “Onde Eu Sol” – Bárbara Campelli
Data: 24 de setembro de 2026
Horário: 20h
Local: Teatro Paiol (Rua Coronel Zacarias, 51 – Prado Velho)
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Vendas: aqui
Produção e realização: Wellington Guitti e Renata Zunino
Instagram: @barbaracampelli
Spotify: aqui

Claro. Mantive a mesma formatação, mas sem negrito.

Álbum Onde Eu Sol — faixa a faixa, por Barbara Campelli

  1. Essa Confusão — Dora Morelenbaum e Zé Ibarra
    Uma quase declaração de amor. Uma confusão de um talvez, nem sim, nem não. No álbum, a canção ganha uma versão mais malemolente, com uma pegada jazzy.
  1. Perfume — Julia Klüber
    Foi a música que me pegou pela letra desde a primeira vez que ouvi. Tem um tom quase mantrístico, com um refrão que se repete e que, no fim, todo mundo canta junto. Fala sobre o amor que desaparece quando o perfume acaba.
  1. Acaso — Igor Cordeiro
    É a mais “drama” do álbum, no meu coração. Fala sobre falar em silêncio. É de faltar o ar. O solo de cordas, com viola de Anadgesda Guerra, violoncelo de Rebeca Friedman e violino de Karina Romanó, traz uma profundidade linda para a história de um amor que já não é mais e cujo silêncio fala mais alto.
  1. Dengo — Barbara Campelli
    Minha única composição no álbum. Começa com um vocalize lânguido e, na segunda metade, vira uma espécie de baião percussivo, quase uma ciranda construída com os beats de Lilian Nakahodo, que também assina a coprodução. Fala sobre sentimentos que acompanham o amor, o sexo e o cotidiano.
  1. Coração Machucadinho — Lívia Lakomy e Estrela Leminski
    A mais upbeat e debochada do álbum. Tem a participação de Pietro Domiciano no violão e fala sobre uma espécie de vingança de um amor perdido. É divertida demais.
  1. Nada Por Mim — Herbert Vianna e Paula Toller
    Uma versão desse hit maravilhoso que todo mundo conhece e ama. Começa com ukulele e, depois, a banda entra, deixando a música com clima de mesa de bar, flerte e sorrisinhos. O solo de sax de Helinho Brandão deixa tudo ainda mais especial.
  1. Amor Brando — Buhr
    Uma confissão intimista. É a única faixa feita apenas de piano e voz. Julia Klüber traz muito sentimento para uma canção que, para mim, é quase uma declaração junto de um pedido de cuidado ao amar.
  1. Onde Eu Sol — Pietro Domiciano
    A faixa que dá nome ao álbum nasceu de uma história minha. Quando eu e Pietro fomos cantar juntos pela primeira vez, ele percebeu que eu estava nervosa e perguntou por quê. Contei que, aos seis anos, na minha primeira apresentação no palco da Ópera de Arame, eu caí logo no primeiro passo de uma coreografia de sapateado. Pensei em sair correndo, mas vi minha professora na coxia, sorrindo e fazendo sinal para eu levantar e continuar. E foi o que fiz.
    Anos depois, essa história virou a canção Onde Eu Sol. Pietro a compôs como um incentivo para eu me amar, cantar e ser leve. É de emocionar.

Sobre a artista:
Barbara Campelli é cantora curitibana, intérprete e apaixonada por harmonias e canções de amor. Nascida em uma família musical, passou pelo coral e pela dança antes de se dedicar ao canto. Aos 30 anos, começou a estudar profissionalmente e, aos 32, realizou seu primeiro show.

Desde então, atuou como backing vocal e participou de projetos com nomes da cena curitibana, como Leo Fressato e Pietro Domiciano, além de cantar com a banda Capim Limão no festival Coolritiba. Em 2018, criou Ciclos do Amor e, em 2021, lançou seus primeiros singles. Em 2025, apresentou de forma independente seu primeiro álbum, Onde Eu Sol, produzido por Julia Klüber.

Bárbara define sua sonoridade como “música calma, MPB calminha” e encontra no amor, em suas delicadezas, contradições e desastres, o principal território de sua música.

FICHA TÉCNICA – SHOW ONDE EU SOL
Voz: Barbara Campelli | Arranjos, direção musical e teclas: Julia Klüber | Teclas: Lilian Nakahodo | Baixo: Vic Vilandez | Bateria: Dani Dalessa | Convidado – voz e violão: Pietro Domiciano | Convidado – violão: Murilo Campelli | Luz: Lucas Amado | Som: Luigi Castel | Figurino: Isabella Brasileiro | Foto e vídeo: Letícia Futata e equipe


FICHA TÉCNICA – ÁLBUM ONDE EU SOL
Voz: Bárbara Campelli | Produção, arranjos e teclas: Julia Klüber | Teclas: Lilian Nakahodo | Baixo: Vic Vilandez | Bateria: Dani Dalessa | Participação – violão: Pietro Domiciano | Participação | sax: Helinho Brandão | Participação – viola: Anadgesda Guerra | Participação – violoncelo: Rebeca Friedman | Participação – violino: Karina Romanó | Mix: Leo Gumiero | Master: Fred Teixeira | Estúdio: Gramofone | Técnico: Vitor Pinheiro

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

FORMAÇÃO, CRIAÇÃO E INTERCÂMBIO LATINO-AMERICANO MARCAM NOVA ETAPA DO PROGRAMA AMP NA ALFAIATARIA

A Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba, está com inscrições abertas para três ações que integram a programação do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP): a segunda edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria (PFCA), o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis e a convocatória da Mostra Lés Latinas. Gratuitas, as iniciativas contemplam formação artística, qualificação em produção cultural e intercâmbio latino-americano, ampliando oportunidades para artistas em diferentes momentos de suas trajetórias.

Realizado entre março e novembro de 2026, o Programa AMP é idealizado por Janaina Matter, atriz e diretora artística da Alfaiataria e contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Funarte, com produção da Pró Cult. Ao longo do ano, a programação reúne residência artística, oficinas, encontros e uma mostra internacional, fortalecendo processos continuados de criação e redes de colaboração entre artistas de Curitiba e de diferentes territórios da América Latina. “O Programa AMP nasce do desejo de consolidar a Alfaiataria como um espaço permanente de encontro, pesquisa e criação. Mais do que oferecer atividades pontuais, buscamos fomentar processos continuados capazes de fortalecer artistas, estimular novas experimentações e ampliar as possibilidades de circulação das artes cênicas”, afirma Janaina Matter.

Formação para novos artistas
Após o sucesso da primeira edição, o Programa de Formação Cênica Alfaiataria (PFCA) retorna selecionando seis artistas iniciantes residentes em Curitiba e Região Metropolitana para uma residência artística de 13 semanas voltada ao desenvolvimento de pesquisas autorais em teatro, dança, performance e linguagens híbridas.


Cada participante receberá uma bolsa de pesquisa de R$ 5.400 (valor bruto), além de orientações de Janaina Matter e Carmen Jorge, espaço para ensaios e pesquisa e três oficinas intensivas ministradas por Janaina Leite, Ana Kfouri e Mateus Aleluia Filho. O programa culmina em uma mostra pública dos processos criativos e em conversas com o público. Metade das vagas será destinada a pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e/ou moradores de bairros fora da Regional Matriz de Curitiba.

Produção cultural como ferramenta de autonomia
Nos dias 11 e 12 de julho, o Programa AMP promove o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, ministrado pelo produtor cultural Guilherme Jaccon. A formação gratuita tem carga horária de 20 horas, sendo 16 horas presenciais e 4 horas de consultoria online.


Ao longo dos encontros, os participantes terão contato com ferramentas para elaboração de projetos culturais, leitura de editais, construção de orçamentos, planejamento, cronogramas, prestação de contas e compreensão das políticas públicas de fomento à cultura. Com mais de 14 anos de atuação, Guilherme Jaccon reúne experiências em exposições, festivais, espetáculos, publicações e avaliação de editais públicos, compartilhando conhecimentos voltados ao fortalecimento da autonomia profissional e da inserção de pessoas trans e travestis no setor cultural.


Lés Latinas amplia diálogo entre artistas da América do Sul
Também estão abertas as inscrições para a Mostra Lés Latinas, primeiro festival de teatro lésbico do Brasil, que vai selecionar quatro espetáculos solos protagonizados por mulheres (cis ou trans) autodeclaradas lésbicas, um do Brasil e três de diferentes países da América do Sul. A iniciativa propõe reunir obras que tenham a experiência da lesbianidade como força estética, temática ou política, colocando em diálogo diferentes territórios, linguagens e modos de criação.


Além de duas apresentações durante a mostra, as artistas selecionadas vão propor uma ação de partilha com o público e também vão participar da gravação do podcast Lés Latinas. O projeto oferece cachê de R$ 4.800 para cada artista selecionada, além de hospedagem, alimentação, transporte local e passagens aéreas, fortalecendo o intercâmbio entre criadoras latino-americanas.


Ao reunir ações voltadas à formação, à profissionalização e ao intercâmbio artístico, o Programa AMP amplia oportunidades para artistas em diferentes momentos de suas trajetórias. “Acreditamos que investir na formação artística também passa pela criação de redes, pela troca de saberes e pelo reconhecimento da diversidade de experiências que compõem a cena contemporânea. O Programa AMP reúne ações que dialogam com diferentes públicos e fortalece artistas desde o início de seus percursos até a circulação de seus trabalhos”, destaca Michele Menezes, produtora do programa.


As inscrições para todas as ações são gratuitas. Os regulamentos, formulários e demais informações estão disponíveis no Linktree da Alfaiataria e nos links específicos de cada convocatória.

SERVIÇO:
Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP)

PROGRAMA DE FORMAÇÃO CÊNICA ALFAIATARIA (PFCA)
Inscrições: de 25 de junho a 17 de julho de 2026
Resultado: até 25 de julho de 2026
Residência artística: de 3 de agosto a 30 de outubro de 2026
Mostra de Processos: 31 de outubro e 1º de novembro de 2026
Bolsa de pesquisa: R$ 5.400 (valor bruto)
Inscrições gratuitas (residência artística):
aqui

OFICINAS DO PFCA (abertas também ao público externo, mediante inscrição)
Janaina Leite – 7, 8 e 9 de agosto
Inscrições pelo Sympla: aqui

Ana Kfouri – 5, 6 e 7 de setembro
Inscrição pelo Sympla:
aqui
Solicitação de bolsa: aqui

Mateus Aleluia Filho – 7, 8 e 9 de outubro
Inscrição pelo Sympla:
aqui
Solicitação de bolsa: aqui

LABORATÓRIO DE PRODUÇÃO CULTURAL PARA PESSOAS TRANS E TRAVESTIS
Inscrições: abertas
Datas presenciais: 11 e 12 de julho de 2026
Carga horária: 20 horas (16 horas presenciais + 4 horas de consultoria online)
Ministrante: Guilherme Jaccon
Local: Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 266 – Centro)
Inscrições gratuitas: aqui

MOSTRA LÉS LATINAS
Convocatória: de 15 de junho a 16 de agosto de 2026
Resultado: setembro de 2026
Mostra: de 18 a 22 de novembro de 2026
Inscrições gratuitas: aqui

Informações: Todas as convocatórias, regulamentos e formulários também estão reunidos no Linktree da Alfaiataria: https://linktr.ee/alfaiataria_
Dúvidas: alfaiatariaproducao@gmail.com

Fonte: @bb_comunica
Foto: Vitor Dias

DOS BASTIDORES AO PALCO: EXPOSIÇÃO REVISITA A HISTÓRIA DA MAQUIAGEM TEATRAL NO BRASIL

Projeto idealizado por Livien Ullmann destaca a trajetória da maquiagem cênica no Brasil, desde o século XVI até os dias atuais, dentro da programação do Festival de Teatro de Curitiba 2026

A exposição “Maquiagem Teatral: Uma História Nacional” integra a programação da 34ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, em 2026, e abre ao público no dia 3 de abril, propondo um mergulho na trajetória da maquiagem cênica no Brasil, desde o primeiro espetáculo registrado no país, em 1564, até os dias atuais. Idealizado pela artista Livien Ullmann, o projeto lança luz sobre uma prática fundamental para as artes cênicas, cuja presença nem sempre esteve em evidência ao longo do tempo.

A mostra se organiza como um percurso que atravessa diferentes tempos, reunindo imagens, narrativas e vestígios em uma experiência acessível e dinâmica. Ao longo do trajeto, registros históricos, objetos e espaços de interação constroem um diálogo entre passado e presente, ao mesmo tempo em que recuperam a memória de uma profissão que por muito tempo permaneceu invisível. “Durante décadas, a maquiagem no teatro foi feita pelos próprios artistas, sem reconhecimento e sem registro. Essa exposição busca preservar essa história e valorizar esses profissionais na construção da cena brasileira”, afirma Livien.

À frente da coordenação geral e direção de produção Michele Menezes destaca o desafio de transformar a pesquisa em experiência: “Dar forma a essa história foi um exercício de escuta e composição. A gente organiza vestígios, cruza tempos e constrói um percurso, que só existe porque é coletivo”.

Além da exposição, o projeto promove quatro ações formativas ao longo do período expositivo. A programação inclui duas conversas abertas ao público e duas masterclasses de maquiagem e caracterização teatral, reunindo artistas convidados e maquiadores reconhecidos nacionalmente. As atividades têm como foco a formação de maquiadores cênicos profissionais e amadores, além de aproximar o público dos processos criativos do teatro.

A exposição foi pensada para ser acessível em todo o percurso. O espaço tem circulação adaptada, audiodescrição nas obras por QR Code e audioguia. Os vídeos contam com tradução em Libras e, ao longo da temporada, acontecem visitas guiadas em Libras nos dias 05 e 12 de abril, às 17h. A mostra também considera diferentes formas de percepção, com recursos voltados a pessoas neurodivergentes e uma equipe preparada para acolher o público.

Diálogos, práticas e memórias da maquiagem na cena brasileira

O projeto conta também com uma programação formativa gratuita, com encontros e masterclasses realizados sempre na Alfaitaria – Espaço das Artes. No dia 3 de abril (sexta-feira), das 17h às 19h, acontece o primeiro encontro: A Importância da Maquiagem e do Maquiador, mediado por Livien Ullmann, com participação do diretor George Sada e da maquiadora Mona Magalhães.

No dia 4 de abril (sábado), das 17h às 19h, a programação segue com a primeira masterclass, ministrada por Livien Ullmann, que apresenta ao vivo o processo completo de criação de uma maquiagem teatral. Já no dia 11 de abril (sábado), no mesmo horário, acontece a segunda masterclass, com o maquiador Marcelino de Miranda.

Encerrando a programação formativa, o acontece o segundo encontro: A História da Maquiagem e do Maquiador, será realizado no dia 18 de abril (sábado), das 17h às 19h, com mediação de Valesca Xavier Moura Jorge e participação do maquiador Anderson Bueno e da atriz Léa Albuquerque.

O projeto é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), realização da Lillart, produção da Pró Cult, incentivo da Buffalo Motores e Cia Beal Alimentos.

Sobre Livien Ullman
Livien Ullmann é empresária, maquiadora e produtora cultural, formada em Design e Teatro, com uma trajetória sólida e reconhecida nas artes cênicas. À frente da Lillart Maquiagem há mais de 10 anos, desenvolve projetos que atravessam teatro, circo, dança e eventos corporativos, unindo criação artística, pesquisa e produção. É idealizadora da Convenção Lillart, a principal convenção de maquiagem artística do Brasil, e da exposição “Maquiagem Teatral: Uma História Nacional”, que evidencia e valoriza o papel do maquiador na cena cultural brasileira. Sua carreira é marcada por premiações, participações em televisão e atuação como jurada em competições da área. Também forma novos profissionais por meio de cursos presenciais e online em todo o país. Seu trabalho se destaca pela consistência, inovação e pela forma como posiciona a maquiagem como linguagem artística de relevância.

SERVIÇO:
Exposição: Maquiagem Teatral: Uma História Nacional
Abertura: 02 de abril, às 18 horas.
Datas e horários: de 03 a 18 de abril, das 10h às 19h.
Local: Alfaiataria – Espaço das Artes (Rua Riachuelo, 274)
Entrada: gratuita
Inscrições: Encontros e Masterclas em www.lillart.com.br

Ficha Técnica:
Idealização, Direção Artística, Pesquisa e Curadoria: Livien Ullmann | Concepção, Coordenação Geral e Direção de Produção: Michele Menezes | Curadoria e Artista Convidado: Anderson Bueno | Projeto Expográfico: Denise Bramatti | Identidade Visual e Design Gráfico: Luciano Maccio e Myrella Araújo | Artistas Convidados: Áldice Lopes, Alisson Rodrigues, Ana Maclaren, Anderson Bueno, Cacá Zech, Clarisse Abujamra, Claudinei Hidalgo, Cleber de Oliveira, Cristóvão de Oliveira, Fernando Ocazione, George Sada, Henrique Mello, João Marcos, Jorge Abreu, Julio Cesar Silveira, Léa Albuquerque, Lilian Blanc, Livien Ullmann, Louise Helène, Marcelino de Miranda, Marcio Desideri, Mona Magalhães, Mozart Machado, Regina Vogue, Rosamaria Murtinho, Tiça Camargo, Valesca Moura Jorge, Vitor Martinez, Westerley Dornellas | Produção e Assistência de Pesquisa: Valesca Xavier Moura Jorge | Produção Executiva: Iara Elliz | Administração Financeira: Nelcy Mendonça | Assessoria Jurídica: Thiago Portugal | Captação de Recursos: Manassés Sato | Produção Técnica e Montagem: Fabiano Hoffmann, Faho Produções Cenográficas | Iluminação e Impressão: Nicolas Caus, João Elias | Monitoria: Ales de Lara, Naiara Oliveira | Assistência de Produção: Ana Costa, Katarina Duarte, Naiara Oliveira | Produção Local (SP): Bruno Sena | Modelo Masterclass: Milena Xavier | Acessibilidade: Vozes Diversas | Audiodescrição: Cintia Alves, Ana Claudia Domingues | Tradução em Libras: Janaina Silveira | Edição de Som: Bianca Milanda | Registros em Foto e Vídeo: TB Filmes, Vitor Dias | Redes sociais: Ana Glória Braga |

Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo BB Comunica – @bb_comunica

4ª BIENAL BLACK BRAZIL ART ABRE INSCRIÇÕES GRATUITAS

Penteado, pintura de Georgia Lobo, exposta na 1ª Bienal Black.

Evento recebe trabalhos de artes visuais, arte design, arte digital, arte urbana, vídeo, arte sonora, performance, instalação e outras formas artísticas​

O Instituto Black Brazil Art torna pública a abertura da chamada de trabalhos para a 4ª edição Bienal Black Brazil Art, que acontecerá de setembro a dezembro de 2026, na cidade de Recife (PE). Com o tema As Cinco Peles, a mostra coletiva propõe uma curadoria que compreende o corpo como território vivo e o mundo como uma trama de relações contínuas, atravessadas por memória, ancestralidade, conflito e invenção coletiva.

Trabalhos artísticos de todo o Brasil podem ser inscritos gratuitamente pelo site bienalblack.com.br/4bienalblack.

Esta edição parte da teoria das Cinco Peles (Textura, Corpo, Espaço, Rede e Comunidade), formulada por Friedensreich Hundertwasser (1928-2000), deslocando sua matriz eurocêntrica para uma leitura crítica e decolonial. A Bienal parte de um diálogo com pensamentos afro-diaspóricos e indígenas, especialmente com o pensamento do filósofo e ativista Nêgo Bispo (1959-2023), para quem o mundo não se organiza por separações rígidas, mas por convivência, circularidade e continuidade.

Os trabalhos podem ser inscritos nas categorias Artes Visuais, Arte Design, Arte Digital, Arte Urbana, Vídeo, Arte Sonora, Performance, Instalação, entre outras formas de expressão contemporânea. Artistas individuais ou coletivos podem se inscrever em até duas categorias. A Bienal também prioriza a participação de instituições de ensino, projetos pedagógicos e processos artístico-educativos.

Os trabalhos premiados da 4ª edição Bienal Black Brazil Art receberão prêmios em dinheiro para artistas brasileiros residentes no Brasil, bolsas de residência artística virtual (2027) e de internacionalização cultural, além de certificação e catálogo digital para todos os selecionados. A programação paralela inclui oficinas, palestras, rodas de conversa, ações educativas e comunitárias, gratuitas ao público, realizadas de forma presencial ou virtual. A Bienal também incentiva a comercialização das obras físicas.

“Ao decolonizar a noção das Cinco Peles, a 4ª Bienal Black afirma uma curadoria que não separa corpo, território e mundo, mas os entende como camadas contínuas de existência, memória e criação coletiva”, aponta Patricia Brito, diretora da Bienal Black. Os cinco eixos de criação (as cinco peles) da Bienal Black este ano são:
– Textura (epiderme): corpo, pele, identidade e ancestralidade;
– Corpo (vestuário): manifestações identitárias e performativas;
– Espaço (casa): territórios, memória e processos de pertencimento;
– Rede (identidade social): conexões, diásporas e solidariedade;
– Comunidade (meio global): diálogos locais e globais, com abordagem coletiva e sustentável.


1ª Bienal Black. Crédito foto:  Isidoro B. Guggiana.

Serviço:
O que: Inscrições para a 4ª edição Bienal Black Brazil Art
Quando: de 10 de março a 30 de abril de 2026
Regulamento e inscrição: bienalblack.com.br/4bienalblack
Quanto: gratuito

Redes sociais
Site oficial: blackbrazilart.com.br | Facebook: /BlackBrazilArt
Instagram: @bienalblackbrazilart | Twitter: @blackbrasilart | YouTube: /BlackBrazilArt

Sobre Patricia Brito
Curadora independente, museóloga e crítica de arte, é fundadora da Bienal Black e do Programa de Residência Artística Virtual Compartilhada. É membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), da Associação Internacional de Museus de Mulheres (AIWM) e da Rede Europeia de Brasilianistas em Análise Cultural (REBRAC).

Colaboradora da Enciclopédia Itaú Cultural, foi citada no Mapa de Curadores Negros no Brasil, elaborado pela equipe de Trabalhadores de Artes da América Latina. Em 2021, foi indicada ao Prêmio Açorianos pela realização da 1ª Bienal Black.

É também autora do romance Casa Grande SEM Senzala, publicado pela BBA. Sua prática curatorial está profundamente engajada com perspectivas decoloniais, práticas artísticas contemporâneas e diálogos transnacionais, buscando expandir a visibilidade de narrativas afro-diaspóricas nos circuitos globais de arte tendo a escuta como prática de processo.

Sobre a Black Brazil Art
A Black Brazil Art é uma empresa independente de gerenciamento de artes com sede em Porto Alegre (RS). Desde 2004 está envolvida na curadoria, desenvolvimento e gestão de artes visuais e eventos culturais nacionais e internacionais, projetos e exposições de arte, seleção de obras de arte, consultoria em projetos de artes e residências.

Dentro do nosso foco, um olhar especial é dado ao mapeamento da produção artística de mulheres negras, buscando equilibrar narrativas e oportunidades dentro e fora do país. O instituto é responsável pelas três edições da Bienal Black, o evento virtual Arte Sem Fronteiras e a Residência Artística Virtual Compartilhada que chega agora à sua quinta edição.

ALFID – SUJO DEMAIS PT. 2

Ouça em todas as plataformas digitais: https://ditto.fm/sujo-demais-pt-2

Direção Executiva: Alfid

Produção Musical: ‪@cvssxl‬ Composição/Vocal: Alfid Captação de áudio: Astrociv Records Mix/Master: ‪@cvssxl‬

Diretor: Andrew Gondek Garret Assistente de direção: Eduardo Monteiro Edição: @media.wx Fotografia: @media.wx Produção executiva: Alfid Assistentes: Renan Risada e Gabriel Borba.

Videoclipe gravado na loja Antiquário Coisa Véia, em Curitiba.

Sujo Demais” nasce do caos, mas não se rende a ele. A música parte do princípio de que todo recomeco vem depois da queda, e que até na lama existe semente. Em meio à tempestade, quando tudo parece turvo, surge a escolha: afundar ou enxergar o copo meio cheio. Essa obra não romantiza a dor. mas transforma cicatriz em aprendizado. “Sujo Demais’ é sobre aceitar a própria imperfeição, atravessar o escuro de cabeça erguida e descobrir que, às vezes, é justamente no momento mais sujo da vida que a gente encontra o ponto de virada.

#sujodemaispt2 #alfid #rap “Qual foi seu momento Sujo Demais?”

FUSÃO CRIATIVA ENCERRA O ANO COM EDIÇÃO ESPECIAL NO GINGER BAR

Evento acontece no dia 7 de dezembro, domingo, com moda, arte, música e oficina  inédita do artista Jorge Galvão.

O evento Fusão Criativa chega à sua última edição do ano no dia 7 de  dezembro, domingo, das 13h às 20h, no Ginger Bar. Reconhecido por unir moda autoral, arte e música em um só espaço, o Fusão Criativa se consolida como um dos eventos mais vibrantes da cena curitibana.

Nesta edição, o público poderá vivenciar um dia de experiências criativas, com a presença de marcas locais, artistas independentes e atrações musicais que celebram a diversidade e o talento curitibano. O evento contará com oficinas abertas para adultos e crianças, conduzidas pelo artista Jorge Galvão, conhecido por suas criações que exploram cores, formas e liberdade de expressão.

O Ginger Bar prepara um cardápio especial e drinks exclusivos para o evento, reforçando o clima de convivência e celebração que caracteriza o projeto desde sua primeira edição. 

Com entrada gratuita e ambiente pet friendly, o Fusão Criativa propõe um convite para um domingo de inspiração, encontros e muita criatividade, celebrando o encerramento de um ciclo e antecipando as novidades que virão no próximo ano.

Serviço:
Fusão Criativa – Última edição do ano
Data: 07 de dezembro (domingo)
Horário: 13h às 20h
Local: Ginger Bar – Rua Saldanha Marinho, 1220 – Curitiba
Entrada gratuita | Pet friendly
Cardápio e drinks especiais do Ginger Bar
Oficina com o artista Jorge Galvão
Cortes de Cabelo com Christopher GegemBauer
Dj Cacau e Dj Bybii

O Antiquário Coisa Véia + Sebinho participam do Fusão Criativa com exposição de livros e discos.

CARDUME CULTURAL IMPULSIONA ARTISTAS PARANAENSES COM IMERSÃO GRATUITA EM PRODUÇÃO E GESTÃO CULTURAL

Cardume Cultural impulsiona artistas paranaenses com imersão gratuita em produção e gestão cultural

As inscrições estão abertas desde o dia 14 até o dia 30 de abril, e podem ser realizadas pelo link na Bio da @cardumeproducaocultural, para o curso que será realizado no AP de 13 Espaço de Criação, de 10 de maio a 21 de junho.

A Cardume Cultural, em parceria com o AP da 13 Espaço de Criação, anuncia a abertura de inscrições para uma imersão gratuita em Produção e Gestão de Projetos Culturais, de 14 a 30 de abril, etapa Curitiba, com os produtores Mayra Fernandes e Eduardo Ramos.

O projeto tem uma proposta de circulação por cinco cidades paranaenses – além de Curitiba, o time segue para Paranaguá, Ponta Grossa, Tibagi e Rio Branco do Sul – visando instrumentalizar artistas, muitas vezes distantes das dinâmicas dos editais públicos, oferecendo as ferramentas necessárias para a concepção, desenvolvimento e execução de projetos culturais.

Os produtores culturais Mayra Fernandes e Eduardo Ramos, estão a disposição para entrevistas. Fico também aberta a ideias e podemos pensar em como trabalhar a pauta.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

SELETIVA PARA NÃO ARTISTAS ESTÁ ABERTA PARA NOVO ESPETÁCULO DE TEATRO DO AP DA 13

O diretor Eduardo Ramos e a atriz e bailarina Flávia Massali em: Procura-se cinco NÃO ATORES e NÃO ATRIZES para compor o elenco da nova montagem do AP da 13 e da Setra Companhia, com remuneração para os participantes que vão estrear dia 21 de agosto no palco do Teatro Novelas Curitibanas.

O espetáculo teatral MULTIDÃO abre inscrições para seleção de não artistas, para um processo de audições e oficinas para participação de cinco pessoas comuns na temporada que estreia em agosto no palco do Teatro Novelas Curitibanas.

Estão abertas as inscrições para pessoas comuns, para a escolha de cinco NÃO ARTISTAS fazerem parte da nova montagem do AP da 13 e da Setra Companhia de Curitiba, a partir do dia 10 de abril, com encerramento previsto para o dia 11 de maio. Os selecionados vão estrear no espetáculo MULTIDÃO, que já tem data marcada para o dia 21 de agosto, no Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge. Por meio de uma seletiva, os cinco novos integrantes vão compor o elenco que terá mais quatro artistas e um músico em cena, somando 10 atuantes no palco.

A ideia, de acordo com Eduardo Ramos, diretor e dramaturgo da peça, é encontrar pessoas que queiram compartilhar suas experiências pessoais, de diferentes áreas profissionais, em cima do palco, como oportunidade de se tornarem atores e atrizes em 18 apresentações durante a temporada. “Criamos histórias a partir da literatura, fazemos inúmeras releituras de textos teatrais já existentes, o teatro é sempre a partilha de algo que nos toca e que julgamos pertinente para os tempos atuais” comenta o diretor. Eduardo acredita que trazer NÃO ARTISTAS para o processo criativo é uma maneira de ampliar o alcance do teatro. “Queremos pessoas que estão por aí, atuando de alguma forma na vida real, e que verdadeiramente nos inspiram para contar uma boa história”, revela.

Os não artistas serão selecionados por meio de uma curadoria formada pelo diretor e profissionais da equipe, e vão integrar o elenco fixo, que além de atuar, vão dar suporte para que os amadores se sintam à vontade e possam vivenciar o processo de criação de um espetáculo de teatro. “Multidão significa um agrupamento de pessoas atuando ao mesmo tempo, então queremos também explorar a relação destes não artistas, que já são atuantes na sociedade, e que através da arte, possam encontrar um novo significado sobre sua subjetividade”, diz Eduardo.

Um dos critérios de seleção é a diversidade, pois a dramaturgia também será pautada por questões raciais, de gênero, sexualidade, e etarismo, ou seja, pessoas acima de 60 anos, de outras raças e gênero, pessoas com deficiência, e também de regiões descentralizadas de Curitiba. Haverá ainda uma remuneração para os participantes do processo criativo e da temporada, com duração de 2 meses e meio. Os selecionados vão participar de oficinas e audições de teatro para desenvolvimento do não artista no palco.

Para as inscrições, basta o interessado enviar um vídeo de até 2 minutos para o whatsapp da produção do espetáculo (41 998470906), com uma breve apresentação e além de dizer porque sua história deve ser escolhida para estar nos palcos.

Multidão é realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
MULTIDÃO
Datas:
Inscrições seletiva: 10 de abril a 11 de maio
Resultado pré-selecionados: 16 de maio
Resultado seleção: 03 de junho
Inscrições: WhatsApp Produção (41 998470906)

SOBRE A SETRA COMPANHIA
A Setra Companhia, fundada em 2013 pelo diretor e dramaturgo Eduardo Ramos, convida artistas de distintas linguagens para a feitura dos seus processos, friccionando suas obras entre o teatro, a dança e performance. Destacam-se as obras MOMMY (2016), com a atriz Rosana Stavis, CONTOS DE NANOOK, espetáculo que recebeu 2 prêmios e nove indicações no Troféu Gralha Azul. Em 2019, a Cia estreou o espetáculo FEDRA com codireção de Michelle Moura e Maikon K. no elenco, na Mostra Oficial do Festival de Curitiba. Os últimos trabalhos da Cia foram os espetáculos de dança Monstro e Família Original 3.0, realizados na Casa Hoffmann, ambos pela Mostra Solar em 2023 e 2024.

SOBRE O AP DA 13
O AP da 13 é um coletivo e espaço multicultural fundado pelo artista Eduardo Ramos, que se dedica à fricção do teatro com a dança há mais de 10 anos. De 2013 até hoje, foram 15 espetáculos tendo como norte a proposição de novas pesquisas estéticas e dramatúrgicas, na busca conceber obras que habitem um campo que transita entre o reconhecimento e a estranheza, de modo a promover experiências novas e de extrema singularidade para quem assiste aos espetáculos da Cia. Promovendo o encontro entre artistas do teatro, dança e performance, o Coletivo se destaca pela maneira que cria mecanismos entre estas linguagens. Em 2015 estreou dois espetáculos completamente singulares: Ave Miss Lonelyhearts por Gustavo Marcasse e MOMMY em parceria com a dramaturga, Mariana Mello. Em 2017, o espetáculo Contos de Nanook a partir da construção de um universo fantástico, trata das fábulas dos inuits, indígenas do Polo Norte. Em 2019, a Cia começa suas pesquisas nas reescritas dos textos clássicos a partir do mito Fedra de Eurípedes e Amor de Phaedra da dramaturga britânica Sarah Kane, estreando o espetáculo de dança teatro Fedra em: O Fantástico Mundo de Hipólito. Espetáculo convidado para a Mostra Principal do Festival de Curitiba 2019.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

HELENA SOFIA LANÇA VIDEOCLIPE DA MÚSICA “SICILIANO”

Produzido por uma equipe 100% feminina, a faixa de abertura do álbum BRAVA! da cantora curitibana, ganha produção audiovisual e faz uma crítica poética sobre o esmagador papel da mulher na sociedade, revelando uma metáfora sobre a solidão feminina neste mesmo meio. O material está disponível no dia 9 de dezembro no canal do YouTube de Helena Sofia.

Na foto de Bey Danor, a cantora e compositora Helena Sofia interpreta uma astronauta abandonada à própria sorte, para o videoclipe “Siciliano”.

No dia 9 de dezembro de 2024, a partir das 12 horas, a cantora curitibana Helena Sofia disponibiliza em seu canal do YouTube o videoclipe da música “Siciliano”, faixa que abre o álbum BRAVA!, produzido durante uma residência artística da cantora em Palermo na Itália, e lançado no ano passado. A estética deste novo trabalho desenvolvido pela cineasta Rodriane DL, apresenta uma astronauta ‘abandonada na lua’, uma metáfora das diversas formas de abandono da mulher dentro da sociedade: “na luta diária pelo reconhecimento do seu trabalho, na sobrecarga dos afazeres domésticos, na participação restrita nas decisões políticas e sociais”, explica Helena Sofia, que interpreta a personagem. “Ao longo do vídeo, vemos essa astronauta lutando contra a gravidade, simbolizando a tenacidade e a determinação das mulheres em um mundo que muitas vezes as desfavorece”, completa a cantora.

A produção de “Siciliano” provoca o sistema de forma desafiadora ao adotar uma abordagem inclusiva. Por meio de pesquisa sobre os índices alarmantes que destacam a persistente desigualdade de gênero no Estado do Paraná, a roteirista e diretora do videoclipe, Rodriane DL, que também dirigiu o show BRAVA!, em 2022, lidera uma equipe formada 100% por mulheres nos cargos de Direção e Assistência. “Essa abordagem não é apenas uma resposta à desigualdade de gênero, mas também uma celebração do talento feminino no campo audiovisual”, conta Rodriane. O projeto, aprovado pela Lei Paulo Gustavo, inclui ainda audiodescrição, Libras e legendagem descritiva.

“Siciliano” é a primeira faixa do disco BRAVA!, uma canção lenta e introspectiva. A letra da música fala nos versos sobre “fechar o rosto e engolir um olhar amargo”, lidando de forma poética com situações que as mulheres  “engolem” e vivem, mesmo que contra a própria vontade. “A proposta é criar uma atmosfera, levar o ouvinte a um mergulho introspectivo, de compreensão sobre a solidão”, revela a compositora.

Para se aproximar do público, Helena Sofia faz um pocket show solo de pré-lançamento, com violão e voz, no dia 7 de dezembro, às 20 horas, na Casa Pagu, e assim apresenta em primeira mão o videoclipe “Siciliano”. A entrada é de R$13,00.

PROJETO APROVADO PELA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA. GOVERNO DO PARANÁ, COM RECURSOS DA LEI PAULO GUSTAVO, MINISTÉRIO DA CULTURA, GOVERNO FEDERAL

O videoclipe “Siciliano”, dirigido por Rodriane DL, interpretado por Helena Sofia, chega no YouTube dia 9 de dezembro, a arte é de Caio Saraiva.

Sobre o álbum BRAVA!
Impossível falar de “Siciliano” e não contar sobre BRAVA! o álbum que contém a faixa. Passando pela bossa, drum’n bass ao jazz manouche, do reggae ao reggaeton, o disco, com oito faixas, duas em inglês, dialoga com o futurismo italiano e a tropicália, aproximando-se do pop sem deixar de lado o caráter experimental, marca registrada da compositora. Este é o terceiro álbum de estúdio de Helena Sofia, BRAVA! conecta sua essência cancionista a uma pegada pop brazuca. Com produção musical da prodígio Érica Silva, o disco é repleto de camadas que transportam os ouvintes a ilhas mediterrâneas, vilarejos latinos, casas de vó e até mesmo o fundo do oceano. Um disco carregado de influências italianas, antropofágicas e tropicalistas.

Sobre a cantora e compositora Helena Sofia
Helena Sofia é cantora e compositora, com três álbuns solo independentes na carreira: “BRAVA!”(2023), produzido por Érica Silva, “Tormenta” (2016), produzido por André Prodóssimo, e “Desejo Canibal” (2014), produzido por Gladson Targa. Em 2018, com apoio do Programa Ibermúsicas, realizou a residência artística e show “BRAVA!” em Palermo, na Itália. O show foi reformulado em 2022 e circulou por 13 cidades do Estado do Paraná, com apoio do PROFICE, Direção Musical de Érica Silva e Direção Artística de Rodriane DL.

Sobre a diretora e cineasta Rodriane DL
Rodriane DL é roteirista e diretora.  Estudou Publicidade na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC / PR) de 1996 a 1999. Em 2004 foi para escola de cinema na Faculdade de Artes do Paraná (FAP / PR), onde se formou em 2009.  Ainda na escola de cinema começou a dirigir e roteirizar videoclipes, publicidade, televisão e curtas-metragens, incluindo o seu primeiro filme Naftalinas, Doces e Traças (2009) e seu último curta-metragem, Órion (2016), já exibido em diversos festivais de cinema, entre eles o FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, em Lisboa e o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. Tem contos publicados em livros e revistas literárias.

Letra da composição “Siciliano”
Composição: Helena Sofia

“Fecho meu rosto pra você entrar
Sinto seu gosto me contaminar
Escorrendo garganta adentro
O amargo sabor de seu olhar
Fecho meu peito pra você entrar
Sinto seu cheiro me contaminar
Escorrendo garganta adentro
E seus lábios agridoces a me torturar
Apesar de tanta dor
Te encontrar no meu pomar
Solitário a envelhecer
Tendo tanto pra contar”

SERVIÇO:
LANÇAMENTO “SICILIANO” NO YOUTUBE
Dia: 09 de dezembro de 2024, às 12 horas
Canal: https://www.youtube.com/helenasofiaoficial

POCKET SHOW PRÉ-LANÇAMENTO
Dia: 07 de dezembro de 2024
Horário: 20 horas
Local: Casa Pagu (Rua Benjamim Constant, 400 – Centro, Curitiba)
Mais informações em: @helenasofiaoficial

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]