CAIXA CULTURAL CURITIBA ANUNCIA SHOW INÉDITO DE ANA FRANGO ELÉTRICO

“Ana Frango Elétrico de Bolso” será apresentado entre os dias 19 e 20 de setembro, com a presença do multi-instrumentista Vovô Bebê

A CAIXA Cultural Curitiba recebe, em setembro, a estreia na capital paranaense do espetáculo “Ana Frango Elétrico de Bolso”. Em formato intimista, a apresentação reúne a compositora, poeta, artista visual e produtora musical Ana Frango Elétrico e o multi-instrumentista Vovô Bebê, em uma experiência que aproxima os artistas cariocas do público curitibano. As apresentações acontecem em sessões duplas nos dias 19 e 20 de setembro, às 17h e 19h30, com interpretação em LIBRAS na sessão das 19h30 do sábado (19).

“Ana Frango Elétrico de Bolso” evidencia a versatilidade de um projeto que, desde 2023, circula por diversas capitais. A artista e o cantor, compositor e produtor Vovô Bebê (nome artístico de Pedro Dias Carneiro) são parceiros de longa data. A parceria discográfica entre os dois teve início em 2018, com o álbum de estreia de Ana, “Mormaço Queima” (RISCO).

Entre a palavra escrita e a falada, Ana evoca no show a sua multiplicidade. Com voz, guitarra e sampler, ela constrói camadas que se expandem em diálogo com a pulsação elétrica do contrabaixo de Vovô Bebê, que sustenta e intensifica a força dessa junção sonora.

No palco, os artistas percorrem a discografia de Ana Frango Elétrico em um setlist que vai a outros extremos e possibilidades de processo e produção musical, entre versões e faixas inéditas.

“Acho que [Ana Frango Elétrico de Bolso] é um lugar mais intimista, como se o público estivesse em minha casa comendo de minha comida”, pondera a artista.

Neste encontro inédito em Curitiba, o público é convidado a atravessar o universo subjetivo de Ana Frango Elétrico, em uma experiência entrelaçada à poética em expansão no espaço-tempo criativo da artista.

Após a segunda sessão do espetáculo, no sábado (19), Ana Frango Elétrico participa de um bate-papo com o público sobre o processo de criação de “Ana Frango Elétrico de Bolso”, a construção do repertório e a parceria artística que dá forma à apresentação. O encontro acontece logo após a sessão das 19h30 e contará com interpretação em LIBRAS, ampliando as possibilidades de acesso e participação do público.

Sobre Ana Frango Elétrico
Ana Frango Elétrico é uma artista em transmutação. A não-binariedade atravessa a construção de sua linguagem poética e artística. Ela expande o universo de sua obra nas artes gráficas, visuais e sonoras.

Entre dobras e texturas nostálgicas ao longo de seu amadurecimento discográfico, Ana também é reconhecida por sua pesquisa multidisciplinar, com indicação ao Prêmio PIPA em 2021.

No ano seguinte, Ana venceu o Grammy Latino como co-produtora musical, na categoria Melhor Álbum Pop em Português, pelo disco “Sim Sim Sim” (2022, Mr Bongo), único álbum lançado pelo grupo Bala Desejo.

Multifacetada em suas linguagens, a carioca compilou, em seu livro-catálogo de estreia, “Escoliose: paralelismo miúdo” (2020, Edições Garupa), poesias, gravuras e ilustrações produzidas entre os anos de 2015 e 2019, com a apresentação da escritora Heloisa Buarque de Hollanda, intitulada “Um bilhete para Ana F”.

Com o segundo álbum de estúdio, “Little Electric Chicken Heart” (2019, RISCO), Ana consolidou sua projeção nacional e internacional. Ela conquistou a premiação da APCA e foi indicada ao Grammy Latino, ao Prêmio Multishow da Música Brasileira e ao Women’s Music Event Awards. Com repercussão na imprensa especializada brasileira e internacional, o projeto ganhou a versão em vinil no Brasil e no Japão.

O lirismo noir encontra novas formas em “Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua”, terceiro álbum de estúdio de Ana Frango Elétrico, lançado em 2023 em parceria com os selos RISCO (Brasil), Mr Bongo (Inglaterra) e Think! Records (Japão).

A partir dele, no ano seguinte, a poética de Ana atravessou novas fronteiras, chegou aos palcos japoneses e ampliou a dimensão internacional de sua obra.

De volta ao Brasil após sua segunda eurotour, realizada em agosto deste ano e com destaque para a participação no Sziget Festival, na Hungria, Ana integra, ao lado do estilista Ronaldo Fraga, a equipe da turnê do show “Que mulher é essa?!”, da cantora Simone, na qual assina direção musical e os arranjos.

Atualmente, além do espetáculo “Ana Frango Elétrico de Bolso”, ela está confirmada no line-up do Primavera Sound São Paulo e do Coala Festival, neste último, em um show ao lado de Marcos Valle.

Ana Frango Elétrico transforma a própria singularidade artística em linguagem, absorvendo os movimentos despretensiosos do universo ao seu redor para construir narrativas de sua própria egrégora, em seu heterônimo mulher-homem-bicho.

SERVIÇO:
Ana Frango Elétrico de Bolso – Show com Ana Frango Elétrico e Vovô Bebê
Local: CAIXA Cultural Curitiba
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro
Datas e horários: 19 de setembro (sábado), às 17h (primeira sessão) e 19h30 (segunda sessão); 20 de setembro (domingo), às 17h (primeira sessão) e 19h30 (segunda sessão);
Sessão com interpretação em Libras: Sessão das 19h30 de sábado (19);
Ingressos: R$15 (meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei) e R$30 (inteira)
Vendas: a partir de 12 de setembro, às 10h, na bilheteria física; e às 15h, pela Bilheteria Digital.
Funcionamento da bilheteria: Terça a sábado, das 10h às 20h | Domingos, das 10h às 19h
Duração: 75 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Informações: CAIXA Cultural | Instagram @caixaculturalcuritiba | (41) 3041-2155

SERVIÇO:
Bate-papo com Ana Frango Elétrico
Data: 19 de setembro (sábado), após a sessão das 19h30
Local: CAIXA Cultural Curitiba
Participação: Ana Frango Elétrico
Acessibilidade: interpretação em Libras
Acesso: atividade realizada após a segunda sessão do espetáculo. Participação condicionada ao acesso à sessão das 19h30.

Fonte: Cabana Assessoria
Crédito Foto: Hick Duarte.

BUTŌ OCUPA CURITIBA COM DANÇA, PERFORMANCE E CORPOS EM TRANSFORMAÇÃO

E se o corpo não precisasse estar sempre funcionando? E se o cansaço, a fragilidade, a deformação e até a morte também pudessem ser matéria de criação? É a partir dessas perguntas que “Liturgia dos Escombros – Mostra de butō contemporâneo” chega a Curitiba. Fruto de uma iniciativa independente dos próprios artistas e produtores envolvidos, a mostra ocupa o Espaço KÀ de Artes e a Casa Hoffmann, entre 18 e 22 de setembro, com performances, cine-butō, oficinas e conversas.

Idealizada pelo butōista Lucca Lírio e pelos dançarinos de butō Beatriz Marçal e Caio Frankiu, com direção e curadoria de Lucca, a mostra parte de uma linguagem nascida no Japão do pós-guerra, que rompeu com padrões tradicionais de beleza, virtuosismo e representação. Inspirada nas linhagens de Tatsumi Hijikata, Kazuo Ohno e Yoshito Ohno, Liturgia dos Escombros aproxima o butō de questões do presente: exaustão, ancestralidade, desejo, precariedade, memória, morte e transformação. “O butō não começa perguntando como um corpo deve parecer. Ele pergunta o que esse corpo carrega, o que o atravessa e o que ainda pode nascer dele. Olhar para a fragilidade pode ser um gesto radical”, afirma Lucca Lírio.

Dois espaços, duas atmosferas
A programação foi pensada em duas frentes curatoriais, criando experiências distintas para o público. No Espaço KÀ acontece o SOMOS KÀ-baret, programação paga que recupera uma dimensão experimental, noturna, erótica e marginal ligada às primeiras experiências do butō. Em diálogo com o Ankoku-Butō, a “dança das trevas” de Tatsumi Hijikata, a programação mistura performances ao vivo, cine-butō, registros históricos e festejos.

Entre os trabalhos estão performances ao vivo e transmissão de vídeo-dança butō, além de vídeos de arquivo da história do Butō e outras produções audiovisuais. “O Espaço KÀ permite uma relação mais carnal, excessiva e indisciplinada com o butō. É um espaço em que a performance pode acontecer junto com o cinema, a música, o encontro e a presença do público”, explica Beatriz Marçal.

Na Casa Hoffmann, as apresentações de 20 a 22 de setembro são gratuitas e assumem uma atmosfera mais ritualística, meditativa e fantasmagórica, aproximando-se das poéticas de Kazuo Ohno e da transmissão de Yoshito Ohno. “Nesse segundo polo da nossa mostra, decidimos honrar a linhagem mais onírica e surreal que chega até nós de Kazuo e Yoshito Ohno, onde se dança com os Ancestrais, dança-se com quem já não está mais aqui nesse plano, encontrando-se no limiar de vida. A morte aqui existe como um último suspiro, um alívio do retorno ao éter primordial” afirma Lucca.

Corpos que viram memória, criatura e paisagem
Nas performances, os corpos deixam de ser apenas instrumentos para se tornar matéria, arquivo, paisagem, criatura, fantasma e raiz.

Entre os trabalhos apresentados estão Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva dos cinco artistas citados anteriormente sobre transmissão, transformação e continuidade. “O corpo é também espaço. Quando ele ocupa, desloca ou transforma um lugar, cria outra relação com a cena e com quem está assistindo. É esse cruzamento entre corpo, espaço e dramaturgia que atravessa o meu trabalho”, afirma Caio Frankiu.

Quando o butō sai do palco
A mostra também abre espaço para formação e pesquisa. Na Casa Hoffmann, a programação inclui as oficinas Karada – O Corpo Vazio, MA – O Espaço-Entre, além da Roda de Conversa Butô: Origem e História.

Antes da abertura da mostra, no dia 13 de setembro, a Casa Hoffmann recebe, dentro da programação Portas Abertas, a oficina Butô: Inclusão Radical. A atividade é gratuita e aberta a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

A proposta parte de uma provocação: e se a fragilidade também fosse beleza? “Existe uma ideia de que determinados corpos precisam ser consertados antes de ocupar uma cena. A gente quer fazer o contrário: começar pelo corpo que existe, com suas marcas, seus limites, sua história e suas possibilidades. O butō começa aí”, afirma Lucca.

A pesquisa também ultrapassa o palco. Lucca Damilano e Nabylla Fiori de Lima tiveram aprovada no 1º Congresso de Dança da UNESPAR a pesquisa Butō como prática de cultivo: investigando a fronteira entre vida e cena, que será apresentada durante o Seminário de Pesquisa Acadêmica, realizado de 14 a 18 de setembro, em Curitiba. O estudo investiga o momento em que o viver cotidiano pode se transformar em dança, a partir da compreensão do butō como uma prática de cultivo, borrando as fronteiras entre arte e vida.

Entre o cabaré e o ritual, o grotesco e o sublime, a sombra e a flor, Liturgia dos Escombros aproxima diferentes linhagens, corpos e modos de criação. Para Lucca, “um corpo que não precisa ser perfeito para estar em cena. Um corpo que pode parar, desaparecer, se transformar, e continuar”, finaliza.

SERVIÇO:
LITURGIA DOS ESCOMBROS – Mostra de butō contemporâneo
Data: 18 a 22 de setembro de 2026
Espetáculos de Classificação: 14 anos

SOMOS KÁ-BARET
De: 18 e 19 de setembro | 19h às 22h
Local: Espaço Kà de Artes (Rua Treze de Maio, 506 – Centro)
*Performances, cine-butō, vídeos e registros históricos.

Ingressos via Sympla aqui

LITURGIA DOS ESCOMBROS
De: 20, 21 e 22 de setembro
Local: Casa Hoffmann (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco)

Horarios: 9h às 13h: oficinas e formação | 14h às 18h: ensaios técnicos | 19h às 22h: performances

*Apresentações gratuitas, retirada de ingressos com uma hora de antecedência. Oficinas gratuitas mediante inscrição., no link: aqui

PORTAS ABERTAS
Dia: 13 de setembro | domingo | 9h às 13h | Casa Hoffmann

Oficina Butô: Inclusão Radical

*Atividade gratuita, aberta a diferentes corpos, idades e habilidades. Não é necessário ter experiência anterior em dança. Inscrições na hora.

Instagram: @pocoependulo | @espacokadeartes

PROGRAMAÇÃO:

A programação começa no dia 13 de setembro, antes da abertura oficial da mostra, com a Oficina Butô: Inclusão Radical, realizada das 9h às 13h na Casa Hoffmann, dentro do projeto Portas Abertas. Gratuita, a atividade é voltada a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

Nos dias 18 e 19 de setembro, o Espaço KÀ recebe, das 19h às 22h, o SOMOS KÁ-baret, reunindo performances, cine-butō, vídeos e registros históricos, e uma programação audiovisual dedicada ao universo do butō. A entrada com 3 lotes e venda na hora.

De 20 a 22 de setembro, a Casa Hoffmann concentra a programação principal de Liturgia dos Escombros, com atividades formativas pela manhã e performances à noite. No dia 20, o público poderá assistir a Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva.

No dia 21, a programação reúne Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; e novamente Butōsei no YoaKe. Já no dia 22, são apresentados Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e a criação coletiva Butōsei no YoaKe. As apresentações na Casa Hoffmann são gratuitas.

A programação formativa inclui as oficinas Karada – O Corpo Vazio, MA – O Espaço-Entre, a Roda de Conversa Butô: Origem e História e a partitura imagética e corporal do butō. As atividades são gratuitas mediante inscrição.

20 de setembro – Oficina Butō: Karada, O corpo vazio
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira

21 de setembro – Oficina Butō: MA – O Espaço-Entre
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira

22 de setembro – Roda de Conversa Butō: Origem e História
Manhãs | 10h-12h | Gratuita

Horários e inscrições: aqui

Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Maria Tortato.

DROLMAS ESTREIA EM CURITIBA REVISITANDO O MITO DE MEDUSA

Espetáculo cruza mitologia grega, budismo tibetano e cultura popular brasileira em temporada gratuita de 17 de setembro a 4 de outubro, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta

Medusa não nasceu monstro. Foi transformada em um. É a partir dessa história que Drolmas revisita o mito das três górgonas e leva à cena Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha, em uma montagem que cruza mitologia grega, budismo tibetano e referências da cultura popular brasileira. A temporada começa em 17 de setembro, com entrada gratuita, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta.

Com dramaturgia de Samara Rocha, que também idealiza e atua no espetáculo, e direção de Giorgia Conceição, a peça fala de violência, silenciamento, desejo, envelhecimento e transformação a partir de uma narrativa que também se constrói pelo corpo. As atrizes cantam, dançam e permanecem em movimento, atravessando diferentes linguagens teatrais.

“Drolmas foi sendo construído por muitas mulheres, em diferentes momentos do processo. Cada encontro foi deixando uma marca na obra”, conta Samara. A pesquisa começou em 2022, em encontros entre mulheres artistas, e a dramaturgia foi sendo escrita, reescrita e transformada ao longo de leituras, conversas e ensaios.

Da lama ao lótus
Na dramaturgia, a trajetória das três irmãs se organiza em três imagens: lodo, caule e lótus. Medusa, Euríale e Esteno atravessam diferentes tempos, corpos e existências até chegar à flor, associada à transformação e à iluminação.

O próprio nome do espetáculo vem de Drolma, referência tibetana ligada ao aspecto feminino do Buda. A ideia de uma mulher que escolhe buscar a iluminação justamente em um corpo feminino encontra, na peça, o mito de Medusa e histórias de mulheres que foram culpabilizadas, silenciadas ou transformadas em monstros. “Medusa, Euríale e Esteno são também etapas de uma travessia pelas violências, adaptações, resistências e possibilidades de libertação vividas pelas mulheres”, explica Samara.

Um palco em movimento
Giorgia Conceição leva para a montagem sua pesquisa no burlesco, no vaudeville e no teatro de variedades. A música e a dança surgiram e cresceram durante o processo de criação, fazendo com que o espetáculo se aproximasse de uma opereta vaudevillesca. “Eu queria que, apesar de o tema ser denso, a peça fosse muito sedutora e envolvente para o público. Cada cena tem um apelo visual, estético e uma referência teatral diferente”, afirma Giorgia.

A trilha reúne composições e versões sob direção musical de Edith de Camargo, além de marchinhas de carnaval e da gravação de Cantoras do Rádio, com Carmen e Aurora Miranda. Um álbum dos anos 1970 do artista Pedro Sorongo inspira o ato final, Lótus.

As três intérpretes são mulheres maduras, com 60, 51 e 45 anos. Seus corpos, memórias e experiências atravessam questões como beleza, desejo, envelhecimento, julgamento, autonomia e violência.

Ao longo do processo de criação, Drolmas também foi compartilhado com diferentes públicos, em escolas públicas, casa de passagem e outros espaços, aproximando o trabalho de adolescentes, mulheres trans e travestis, pessoas em situação de rua e outros públicos.

A programação inclui ainda duas ações formativas: Oficina de Libras, com Nathan Sales, e Oficina de Contação de Histórias, com Samara Rocha. As inscrições podem ser feitas pelos formulários disponíveis no link da bio, em @coletivodrolmas. A temporada conta também com sessões com Libras na estreia e em todos os sábados.

A realização é do Coletivo Drolmas e Les Paranauês Cia Criativa, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

SERVIÇO:
Drolmas
Temporada: 17 de setembro a 4 de outubro de 2026
Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta (Rua Lamenha Lins, 1429 – Rebouças)

Datas e horários: 17, 18 e 19 de setembro, às 20h | 20 de setembro, às 19h | 24, 25 e 26 de setembro, às 20h | 27 de setembro, às 19h | 1º, 2 e 3 de outubro, às 20h | 4 de outubro, às 19h

Sessões com Libras: Sessões com Libras: 17 de setembro, às 20h | 19 de setembro, às 20h | 26 de setembro, às 20h | 3 de outubro, às 20h

Duração: 1h10 | Classificação: 14 anos
Entrada: gratuita | Ingressos: distribuídos uma hora antes de cada apresentação
Capacidade: 50 lugares

Sinopse: Entrelaçando mitologia grega, budismo tibetano e cultura popularbrasileira, Drolmas ressignifica o mito de Medusa para revelar a força de mulheres que rompem o silêncio e reivindicam o direito decontar a própria história. Amaldiçoada pela deusa Atena, a sacerdotisa Medusa é transformada em monstro ao lado de suas irmãs, Esteno e Euríale. Banidas, culpabilizadas e condenadas ao silêncio, as górgonas atravessam os séculos testemunhando as violências impostas aos corpos femininos – da Grécia Antiga ao Brasil colonial e contemporâneo. Ao retomarem a própria voz, as três irmãs confrontam as narrativas que as transformaram em monstros e iniciam uma jornada de cura, resistência e libertação.

Ficha Técnica:
Concepção e Dramaturgia: Samara Rocha | Direção: Giorgia Conceição | Elenco: Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha | Figurinos e Adereços: Katia Horn | Assistência de | Figurino: Flor Horn | Assistente de figurino: Flor Horn Brasil e Barbara Horn | Cenografia: Giorgia Conceição | Assistência de Cenografia: Michelle Bonatto e Angela Suriani | Iluminação: Raul Freitas | Direção Musical: Edith de Camargo | Assessoria de Dramaturgia e Formas Animadas: Laércio Amaral | Operação de Som: Edith de Camargo | Operação de Luz: Raul Freitas | Contrarregragem: Moizés Benvi | Direção de Produção: Samara Rocha | Produção Executiva: Moira Albuquerque | Design Gráfico: Katia Horn e Ale Horn | Mídias Sociais: Thayna Bressan | Fotografia: Polly Devides | Oficineiros: Nathan Sales e Samara Rocha | Realização: Coletivo Drolmas e Les Paranauês Cia Criativa

Fonte: BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Polly Devides.

XXIII FEIRA DO LIVRO DA EDITORA UFPR SERÁ REALIZADA EM AGOSTO NA REITORIA

XXIII Feira do Livro da Editora UFPR será realizada em agosto na Reitoria

Evento gratuito acontece de 4 a 7 de agosto no Pátio da Reitoria da UFPR, com descontos a partir de 30% em livros de editoras universitárias

A 23ª edição da Feira do Livro promovida pela Editora UFPR será realizada de forma presencial entre os dias 4 e 7 de agosto de 2026, no Campus da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O evento funcionará diariamente das 9h às 20h, com entrada gratuita.

Reconhecida como um dos eventos literários mais relevantes do calendário nacional, a feira tem como objetivo divulgar as publicações da universidade, valorizar a produção editorial brasileira e incentivar a formação de novos leitores.

Durante os quatro dias de evento, o público poderá adquirir livros com descontos a partir de 30%, abrangendo diversas áreas do conhecimento. A feira contará com a presença de editoras comerciais e universitárias renomadas, além de livrarias e distribuidoras.

Paralelamente, será oferecida uma programação cultural diversificada, que incluirá apresentações musicais, oficinas e atividades especialmente direcionadas a alunos do Ensino Médio. Todas as atividades propostas serão gratuitas e abertas ao público geral.

No espaço de realização do evento, também estará presente a Feirinha de Economia Solidária, com o objetivo de incentivar o empreendedorismo local e valorizar pequenos artesãos e comerciantes de Curitiba e Região Metropolitana.

Além da edição presencial, a XXIII Feira do Livro da Editora UFPR contará com uma versão virtual entre os dias 8 e 10 de agosto, no site oficial do evento.

Serviço:
XXIII Feira do Livro da Editora UFPR
Feira Presencial: 4 a 7 de agosto de 2026, das 9h às 20h
Feira Virtual: 8 a 10 de agosto de 2026, das 9h às 23h59
Local: Pátio do Campus Reitoria – UFPR (esquina das ruas XV de Novembro e General Carneiro, Curitiba – PR)
Site: eventos-editora.ufpr.br

Sobre a Editora UFPR
Criada em 1987, a Editora UFPR é vinculada à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Paraná. Sua missão é divulgar o conhecimento acadêmico, científico e cultural produzido pela universidade e pela comunidade acadêmica em geral, aproximando essa produção da sociedade por meio de livros e publicações.

PROJETO BRASIS NO PAIOL CHEGA À 14ª TEMPORADA E ANUNCIA LINE UP DE ARTISTAS PARA 2026

Crédito arte: Arthur Reis.

Tradicional mostra musical de Curitiba apresenta shows inéditos na cidade. Abertura será em junho, com lançamento do novo álbum de Dow Raiz

Um dos projetos musicais mais tradicionais de Curitiba, o Brasis no Paiol chega à 14a temporada em 2026. Com início marcado para o dia 18 de junho, a mostra vai apresentar cinco shows inéditos até novembro: Dow Raiz, Souto, Bruna Lucchesi, Zé Manoel e Fitti, sempre às quintas-feiras, 20h. Os ingressos custam R$ 30 e R$ 15.

Em 2026, o Brasis no Paiol é viabilizado com o apoio de Music Invest, Pixta, Angelo Vanhoni, Effex – Tecnologia e Criação, restaurante Na Casa Delas, Blip Art, Cantina do Délio, Oide, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.


Dow Raiz. Foto: Henrique Thoms.

18 de junho: Dow Raiz
Destaque do hip hop nacional, o rapper, compositor, MC e DJ curitibano lançou em abril seu terceiro álbum, “Futuro Passado”, com participações marcantes de nomes de peso como Russo Passapusso (BaianaSystem), Sombra (SNJ), Pecaos, Xis, Dalsin, Rodrigo Ogi e Adrielly. Dow Raiz abre a temporada 2026 do Brasis no Paiol com um show inédito, apresentando seu novo repertório pela primeira vez, propondo uma experiência imersiva que combina música, artes visuais e encenação

30 de julho: Souto
Artista da etnia Kariu Kariri, compositora e performer, Souto traz um show inédito a Curitiba. Entre a palavra, o corpo e a memória, a rapper é uma das vozes mais potentes e singulares da cena hip hop brasileira. No Brasis no Paiol, apresenta o repertório do seu álbum “Lunar”, lançado em 2026, traduzindo vivências periféricas e ancestrais em narrativas de resistência, identidade e potência criativa.


Bruna Lucchesi. Foto: Camilla Loreta.

20 de agosto: Bruna Lucchesi
Curitibana residente em São Paulo, faz o show de lançamento de “Bandoleira”, seu primeiro álbum autoral, de 2026. O trabalho apresenta feats de peso como Mariko Reid (EUA), Sissy Dinkle (EUA), Helio Flanders (Vanguart), o poeta Fabricio Corsaletti e a produtora Alice Coutinho. As canções incorporam guitarras, texturas elétricas e momentos de intensidade que ampliam o universo sonoro do disco. Entre as referências que atravessam os arranjos estão Patti Smith, Bob Dylan, Neil Young, Karen Dalton, mas também Gal Costa do final da década de 60.

08 de outubro: Fitti
Natural de Recife, Fitti apresenta o seu álbum “Transespacial” pela primeira vez em Curitiba. O trabalho foi indicado ao Grammy Latino na categoria “Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa” em 2025, trazendo uma sonoridade que reflete sua vivênciaa e relação do indivíduo com suas emoções e complexidades. Participou de projetos aclamados como o espetáculo “Dominguinhos – Isso Aqui Tá Bom Demais” e a série “Só Se For Por Amor”, da Netflix.


Zé Manoel. Foto: Kevin Andrad.

12 de novembro: Zé Manoel
Nascido em Petrolina, Pernambuco, Zé Manoel vem a Curitiba com um show inédito: Zé Manoel Duo. Com cinco álbuns lançados, seu disco mais recente, “Coral” (2023), é considerado um marco estético e político de sua discografia, reunindo colaborações com Luedji Luna, Liniker e Alessandra Leão, reafirmando Zé Manoel como uma das vozes mais relevantes da música brasileira contemporânea. Em 2021, seu álbum “Do Meu Coração Nu” foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira.

Brasis no Paiol
Iniciativa cultural realizada desde 2012 em Curitiba pela produtora Bina Zanette (Santa Produção) e pelo produtor Heitor Humberto (Fineza Comunicação e Cultura), o Brasis no Paiol realizou mais de 150 shows desde sua primeira temporada, sempre com artistas de diferentes regiões do país. É um dos projetos musicais independentes em atividade mais longevos do país, consolidando-se como importante veículo de divulgação de trabalhos contemporâneos independentes e de formação de público em Curitiba.

O projeto promove a circulação de artistas de diferentes partes do Brasil, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas para a música autoral independente. Em mais de uma década de existência, trouxe nomes como Juçara Marçal, Luedji Luna,Tulipa Ruiz, Rael, Fióti, Katú Mirim, Jup do Bairro, Aíla, entre muitos outros.

Serviço:
Brasis no Paiol 2026 – 14ª temporada
Quintas-feiras, 20h
Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/n
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Vendas: https://pixta.me

SÚBITA COMPANHIA LEVA REMONTAGEM DO PREMIADO “AMORES DIFÍCEIS” A DIVERSAS CIDADES PARANAENSES

Fotografia: Carol Castanho.

Com dramaturgia baseada em clássicos da literatura e do teatro, peça retorna aos palcos com nova encenação e elenco renovado para investigar os impasses do amor contemporâneo em sessões gratuitas em junho

Quase sete anos após sua última apresentação, o espetáculo “Amores Difíceis”, da Súbita Companhia de Teatro, retorna aos palcos em uma remontagem que chega de forma gratuita a sete cidades do Paraná. Entre maio e junho de 2026, a montagem percorre os municípios de Antonina, Siqueira Campos, Ribeirão do Pinhal, Bela Vista do Paraíso, Saudade do Iguaçu, Tibagi e Balsa Nova.

“Amores Difíceis” levanta uma pergunta — o que é o amor? — para construir uma encenação contemporânea que aposta na metalinguagem para investigar o amor e seus embates. A obra tem como ponto de partida o conto “Aventura de um esposo e uma esposa”, do escritor italiano Italo Calvino, e trechos das peças de A Gaivota, de Anton Tchekhov, e Bodas de Sangue, de Federico García Lorca.

Dirigido por Maíra Lour, o espetáculo tem elenco formado por Pablito Kucarz, Patrícia Cipriano, Dafne Viola e Zeca Sales, que se revezam em diferentes papéis entre cenas de obras consagradas e textos autorais. Voltada para o público jovem e adulto, a montagem carrega a assinatura da Súbita Companhia com uma encenação contemporânea marcada pelos estudos do corpo e do movimento no teatro.

“O espetáculo traz o tema das relações amorosas, seus prazeres e frustrações, embalado por músicas que falam de amor, de fossa e de superação. O elenco traz para o palco várias situações que provocam reflexões sobre escolhas, atitudes e entrega nas relações amorosas”, conta a diretora e dramaturga Maíra Lour.

A obra estreou em 2013 no Teatro Novelas Curitibanas, percorreu festivais em Curitiba, Maringá e Itacoatiara (AM), foi premiado com o Prêmio de Melhor Iluminação no 10º Festival de Teatro da Amazônia, indicado ao Prêmio Troféu Gralha Azul 2013 nas categorias Melhor Espetáculo e Melhor Direção, e fez temporada na Caixa Cultural do Rio de Janeiro em 2015. Sua última apresentação aconteceu em 2019, em uma mostra de repertório da própria companhia.

Para a circulação, a montagem se renova. “Desde a concepção do espetáculo em 2013 até os dias atuais muitas coisas mudaram em relação ao amor”, explica Lour. “A pandemia transformou as relações afetivas e nós, artistas criadores desse espetáculo, também mudamos muito, amadurecemos e hoje percebemos as relações amorosas de outra maneira. O elenco desta nova montagem trouxe outras inquietações e questões para a remontagem, revelando também uma oportunidade de amadurecimento na linguagem artística da Companhia”, completa Maíra.

Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná, com incentivo da Copel.

Sobre a Súbita Companhia de Teatro
Fundada em 2007 e sediada no Centro Histórico de Curitiba, a Súbita Companhia de Teatro é um coletivo de artistas dedicado à criação de espetáculos, produções audiovisuais, publicações e ações formativas. A companhia desenvolve pesquisa continuada em encenação e dramaturgia contemporâneas, com foco nos estudos do corpo e do movimento. Com 18 peças, 3 cenas curtas, 8 curtas-metragens e 13 publicações em dramaturgia ao longo de sua trajetória, a Súbita se destaca pela continuidade e qualidade de seu trabalho no cenário cultural brasileiro. Em 2025, foi premiada no Troféu Gralha Azul, o principal prêmio do teatro paranaense, nas categorias Melhor Espetáculo, por O medo da morte das coisas, e Melhor Direção, por Deriva, tendo recebido outras 15 indicações em diversas categorias.

Serviço
Amores Difíceis
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Entrada: gratuita

SAUDADE DO IGUAÇU
03/junho (qua) | 15h30 e 19h
04/junho (qui) | 15h30 e 19h
Centro Cultural de Saudade do Iguaçu

TIBAGI
10/junho (qua) | 15h e 19h
11/junho (qui) | 15h e 19h
Teatro Municipal Tia Inália

BALSA NOVA
13/junho (sáb) | 16h e 20h
14/junho (dom) | 16h e 20h
Campo das Artes

Mais informações:
www.instagram.com/subitacompanhia
www.instagram.com/flutuaproducoes

Ficha técnica:
Direção: Maíra Lour |  Dramaturgia: Maíra Lour e Álvaro Antonio | Elenco: Dafne Viola, Pablito Kucarz, Patrícia Cipriano e Zeca Sales | Direção de movimento: Juliana Adur | Assistência de direção: Anna Wantuch | Sonoplastia: Álvaro Antonio | Cenário: Fernando Marés | Figurinos: Isbella Brasileiro | Iluminação: Lucri Reggiani | Direção de produção: Gilmar Kaminski | Produção executiva: Dânatha Siqueira | Assessoria de imprensa: Thays Cristine | Redes sociais e criação de conteúdo: Gabriela Berbert | Realização: Súbita Companhia e Flutua Produções

CIA DE 2 APRESENTA O PREMIADO ESPETÁCULO “LEÕES, VODKA E UM SAPATO 23” NO SESC DA ESQUINA, EM CURITIBA

Leões, Vodka e um Sapato 23. Foto: Wedson.

Peça propõe uma reflexão sobre a liberdade ao reinterpretar a trágica história do Circo Vostok. Apresentação única acontece dia 23 de maio (sábado), com ingressos a partir de R$ 10,.

A Cia de 2, grupo teatral com mais de 20 anos de trajetória, chega a Curitiba para uma apresentação única do premiado espetáculo de teatro e circo “Leões, Vodka e um Sapato 23”. A sessão acontece dia 23 de maio (sábado), às 20h, no Teatro do Sesc da Esquina.

A montagem parte do trágico e conhecido evento envolvendo o Circo Vostok para convidar o público a uma profunda reflexão sobre o aprisionamento – seja ele físico, social ou psicológico. Ao colocar em cena leões que enfrentam o seu destino no picadeiro, a obra levanta um questionamento contundente: afinal, quem realmente está enjaulado? Os animais ou nós, presos em nossas próprias contradições e injustiças humanas?

O espetáculo mistura os “restos” de uma banda e de um circo, utilizando pedaços de lona e sobras de vodka em um ambiente tomado por murmúrios russos e rugidos felinos. Em cena, quatro leões bufos convocam a plateia para testemunhar sua própria morte, sua miséria e os amargos dias de fome dentro da jaula. O tom tragicômico e a estética circense criam uma atmosfera imersiva e provocativa.

Desde sua estreia oficial em 2019, na 5ª edição do CIRCOS (Festival Internacional Sesc de Circo, em São Paulo), a peça tem trilhado um caminho de grande sucesso de público e crítica. A obra já circulou por inúmeras unidades do Sesc em São Paulo e no Paraná, além de ter integrado a programação de importantes festivais nacionais e internacionais, como o FESTCLOWN (Brasília), FESTIA (Canoas) e o Festival de Inverno de Bonito (MS).

“Leões, Vodka e um Sapato 23” rendeu a Cia de 2, prêmios de destaque na cena teatral nacional, incluindo: Festival Nacional de Teatro de Duque de Caxias (2023): Vencedor nas categorias Melhor Espetáculo (1º lugar), Melhor Direção e Melhor Cenografia e FENATA – Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa (2019): Vencedor de Melhor Espetáculo (Júri Popular) e Melhor Figurino.

Serviço:
Espetáculo “Leões, Vodka e um Sapato 23” (Cia de 2)
23 de maio, sábado, às 20 horas
Sesc da Esquina — R. Visconde do Rio Branco, 969 – Mercês, Curitiba
Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia-entrada) | R$ 10 (Trabalhador do Comércio)
Classificação Indicativa: Maiores de 12 anos

Ficha técnica:
Elenco: Adriano Laureano, Jean de Oliveira, Jonas di Paula e Guilherme Padilha
Direção: Daniela Biancardi
Direção Musical: Mateus Guimarães
Figurinos: Chris Galvan
Maquiagem: Daniela Biancardi
Iluminação: Miguel Ramos
Orientação Dramat gica: Suzana Aragão
Cenografia: Núcleo de Pesquisa e Montagem do espetáculo
Confecção de Cenário: Willian Alves e Orlando Sales
Edição de Som: DJ Evelyn Cristina
Adereços: Márcio Douglas e Orlando Sales
Produção: Jean Oliveira

Fonte: Cléverton Santana
Foto: Wedson.

SOLO DE PAGU LEAL RETORNA AO TEATRO NOVELAS CURITIBANAS E QUESTIONA PADRÕES DE BELEZA COM HUMOR E REFLEXÃO

Na foto de Mônica Lachman, Pagu Leal em cena do espetáculo em cartaz no Teatro Novelas Curitibanas: “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”.

“Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei” abre temporada gratuita de 14 a 24 de maio de 2026, com cenas inéditas e diálogo sobre corpo e identidade

Há um momento em que o espelho deixa de ser apenas reflexo e passa a ser confronto. É desse território, íntimo e coletivo, que nasce “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”, solo da atriz e autora Pagu Leal, que retorna ao Teatro Novelas Curitibanas para sua quarta temporada, entre os dias 14 e 24 de maio.

Dirigido por Giorgia Conceição, o espetáculo articula humor, relato pessoal e reflexão filosófica para abordar as violências simbólicas e estéticas que atravessam, sobretudo, a vida das mulheres. Em cena, o riso surge como alívio, mas principalmente como ferramenta de deslocamento, uma forma de olhar para padrões naturalizados e revelar suas estruturas.

A beleza como construção
A nova temporada incorpora cenas inéditas que percorrem a história da beleza, da antiguidade grega à contemporaneidade. Ao longo dessa travessia, o espetáculo evidencia que os padrões estéticos não são universais nem fixos, mas construções históricas que moldam corpos, comportamentos e subjetividades. Partindo de experiências pessoais, Pagu Leal estabelece uma relação direta com o público, aproximando questões íntimas de uma dimensão coletiva. “O padrão ignora o envelhecimento natural das mulheres e objetifica corpos de jovens e adolescentes, desconsiderando aspectos como raça, cores, biotipos e contextos”, afirma.

Do palco ao encontro
Mais do que uma crítica, o trabalho propõe um movimento de reconhecimento e deslocamento. Ao tensionar imagens cristalizadas, o espetáculo abre espaço para outras formas de percepção e existência. “Esse trabalho também é um convite para que cada pessoa possa se olhar com mais generosidade, fora das imagens que nos foram impostas”, diz Pagu Leal.

Como nas temporadas anteriores, após cada apresentação o público é convidado a permanecer para uma roda de conversa. O momento amplia a experiência cênica e transforma o teatro em espaço de escuta e partilha, reforçando o caráter coletivo da obra.

A experiência em prática
Nesta temporada, a proposta se expande para além da cena com a realização da oficina “A Burla do Corpo”, ministrada pela diretora do espetáculo, Giorgia Conceição (Miss G). A atividade, realizada no próprio teatro, aprofunda na prática questões presentes no solo ao investigar o corpo como território de expressão, memória e transformação. “O burlesco, para mim, é uma ferramenta de reconexão com aquilo que nos foi tirado: a liberdade de existir no próprio corpo”, afirma a artista.

Voltada para até 15 participantes, sem necessidade de experiência prévia, a oficina acontece em dois encontros de quatro horas, aos sábados da temporada. Com metodologia própria, Miss G conduz uma travessia somato-psíquica que busca liberar padrões que limitam a expressão e estimular a potência criativa de cada participante. Tendo como pano de fundo a história do burlesco, ligada a uma dimensão invisibilizada do teatro feito por mulheres, a prática explora movimento, corporalidade e conexão criativa. As participantes são convidadas a “desencaixotar” corpos e emoções, desenvolvendo fluidez, confiança e autoexpressão.

O projeto é realizado pela Sociedade Poética, iniciativa fundada há 11 anos por Pagu Leal, dedicada à criação e ao desenvolvimento de projetos em teatro, poesia, filosofia e literatura, com foco em mulheres e coletivos femininos em Curitiba e região metropolitana.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Espetáculo: Do Dia que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei
Data: 14 a 24 de maio de 2026
Horários: Quinta a sábado, às 20h | Domingos, às 19h
Sessões com Libras: 15 e 22 de maio (sextas)
Local: Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222)
Ingressos: Gratuitos, distribuídos uma hora antes das apresentações
Classificação etária: 14 anos | Duração: 55 minutos

SERVIÇO
Oficina: A Burla do Corpo
Dias: 16 e 23 de maio das 14h às 18h (dois sábados)
Inscrições link: aqui
Vagas: até 15 pessoas (sem necessidade de experiência prévia)
Classificação etária: 18 anos
Informações: lojamissg@gmail.com | 41 984545313

FICHA TÉCNICA:
Texto e atuação: Pagu Leal |  Direção artística e figurino: Giorgia Conceição | Iluminação: Izabelle Marques | Design gráfico: Luciane Stocco | Assessoria de comunicação: Bruna Bazzo | Produção e realização: Sociedade Poética

Sobre a  Sociedade Poética surgiu há 11 anos, a partir do desenvolvimento artístico e intelectual da atriz e autora Pagu Leal, consolidando-se na criação, produção e incentivo de projetos ligados ao teatro, poesia, filosofia e literatura com mulheres e coletivos de mulheres em Curitiba e região metropolitana. A Sociedade Poética desenvolve iniciativas que valorizam a linguagem, o pensamento crítico e a comunicação humana. Seu propósito é fortalecer a cultura e promover experiências transformadoras por meio da arte e da palavra.

Sobre as artistas:


Atriz, dramaturga, produtora cultural e professora de ética e oratória, Pagu Leal construiu, ao longo de 33 anos de atuação, uma trajetória sólida nas Artes Cênicas, em Curitiba e em outras cidades brasileiras. Transita por diferentes funções, linguagens e plataformas, com uma pesquisa atravessada pela Filosofia, que confere densidade crítica e poética às suas criações.

Como dramaturga, tem 11 textos encenados, entre eles “A Vênus das Peles” (Prêmio Myriam Muniz/Funarte, 2011), “Difícil Amor” (Troféu Poty Lazarotto de Melhor Texto Teatral, 2004) e “Que Absurdo!” (selecionado no projeto Dramaturgias Contemporâneas Brasileiras da Fundação Cultural de Curitiba, 2003).

Na televisão, criou e protagonizou o programa de humor “Coisas de Casal” (RPC TV), também assinando o roteiro. Como atriz, soma mais de 40 espetáculos profissionais, com passagens por companhias como Grupo Satyros, Grupo Delírio e Cia Stavis & Damaceno. Seu trabalho articula criação, interpretação e pensamento, em uma investigação contínua entre corpo, palavra e experiência.


Giorgia Conceição, a Miss G, é uma das principais disseminadoras da arte burlesca no Brasil. Artista, diretora e mentora de novos talentos, ela é Mestre em Artes Cênicas pela UFBA e autora da influente pesquisa “A Burla do Corpo”, que se tornou base para discussões do burlesco no país. Convidada por Pagu Leal, assina a direção do solo “Do dia que olhei no espelho e não me encontrei.” O espetáculo fez quatro temporadas em Curitiba, sempre com grande sucesso de público.

Co-criadora do Festival Internacional Yes, Nós Temos Burlesco, Miss G também dirigiu a mostra semanal Terça Burlesca em Curitiba e faz parte da cúpula de curadoras da Combo Drag Week. Seus trabalhos mais recentes, como os espetáculos O Piano Burlesco (2024) e Baderna (2023), têm atraído grande público. Além do alcance nacional, ela já levou sua performance para contextos internacionais, apresentando-se em cidades como Buenos Aires (Argentina), Nova Iorque (EUA), Kyoto (Japão), Berlim (Alemanha) e Viena (Áustria)

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunicaa

ENTRE CORPOS, VOZES E TERRITÓRIOS: REVERBE REALIZA SUA 2ª EDIÇÃO COM IMERSÃO INTERNACIONAL NAS ARTES DA CENA

Janaina Matter e Greice Barros na primeira edição do REVERBE – realizado em Curitiba, durante momento de abertura do festival.

Encontro internacional de mulheridades em cena acontece de 29 de maio a 6 de junho e propõe criação, formação, espetáculos e intercâmbio em Curitiba e São Luiz do Purunã-PR.

De 29 de maio a 6 de junho de 2026, acontece a segunda edição do REVERBE — Encontro Internacional de Mulheridades em Cena, festival de caráter imersivo que articula criação, formação e difusão das artes cênicas idealizadas e protagonizadas, majoritariamente, por mulheres em sua multiplicidade de vivências.

Com ações na capital paranaense e no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã, o projeto fortalece redes locais, nacionais e internacionais de artistas, evidenciando a potência transformadora da arte.

Idealizado pelas artistas Janaina Matter, diretora da Alfaiataria, e Greice Barros, diretora da Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento, o encontro é vinculado ao The Magdalena Project, rede mundial de mulheres do teatro e da performance, ativa há mais de 30 anos em diversos continentes.

Essa conexão amplia o alcance do festival para além dos contextos estadual e nacional, promovendo intercâmbio artístico e circulação de ideias entre gerações e territórios.

“Cada vez mais entendemos que, neste mundo, só é possível atuar em redes. Para além de ser uma forma de troca, é também uma maneira de assegurar espaços e acolher artistas em um ambiente propício ao fortalecimento dos trabalhos e às discussões pertinentes”, explicam as idealizadoras.

Com processo curatorial realizado desde fevereiro de 2026, a programação desta edição é assinada por Janaina Matter e Greice Barros, com participação das curadoras convidadas Daniele Santana e Patrícia Alves.

O principal foco norteador da curadoria está na diversidade e pluralidade poética e, principalmente, em trabalhos dirigidos, escritos e desenvolvidos com protagonismo de mulheres.

Programação imersiva

O REVERBE se estrutura como uma experiência de convivência e criação coletiva.

“Essa dinâmica possibilita outras camadas de relação no encontro. A ideia é aproveitar a convivência para trocas sobre os trabalhos, modos de criação, desejos e projetos futuros. É nesse espaço que a rede, de fato, se estabelece”, destaca Janaina Matter.

Serão realizadas quatro oficinas formativas e uma residência intensiva de escrita, com posterior publicação virtual, além de mesas de conversa, mostras de processos, dez espetáculos e refeições compartilhadas, entendidas também como espaços de troca e fortalecimento de rede.

Ao todo, são 30 vagas para artistas residentes: 20 para a programação completa, que inclui São Luiz do Purunã e Curitiba, e 10 para a programação exclusivamente em Curitiba.

Também serão oferecidas 8 bolsas integrais para estudantes de artes cênicas, exclusivamente mulheres cis e trans, sendo 60% destinadas a mulheres negras.

As inscrições para residentes estão abertas desde o dia 2 de abril, e os passaportes podem ser adquiridos via Sympla.

As participantes podem optar por dois formatos de passaporte.

O primeiro contempla todas as atividades em Curitiba e programação intensiva de três dias no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã. Inclui uma residência artística de escrita ministrada por Helena Vieira (escritora, dramaturga, filósofa e ativista transfeminista), com posterior publicação digital, além de apresentações das artistas curitibanas Adriana Omoto, Larissa Lima e Priscila Pontes.

Em caráter imersivo, esse formato contempla todas as atividades entre 29/05 e 06/06 (nove dias de programação), incluindo alimentações coletivas por todo o período e hospedagem em São Luiz do Purunã.

O segundo formato dá acesso às atividades realizadas apenas em Curitiba, de 1º a 6 de junho, com almoço e jantar inclusos, participação em duas oficinas (nacional e internacional) e acesso integral à programação.

Essa programação inclui mesas, sete espetáculos, mostra de processos e mostra de residentes, junto das artistas convidadas: Debora Correa (Grupo Yuyachkani, Peru), Zoe Godovic (Sérvia), Cia Biruta (PE), Baciada de Mulheres do Juquery (SP), Tânia Farias (RS), Fredda Amorim (MG), além das artistas curitibanas Saravy e Gladis das Santas.

A programação ocorre em diferentes espaços culturais de Curitiba, como a Casa Hoffmann, o Teatro José Maria Santos e a Alfaiataria, além do Campo das Artes.

Ao todo, o festival reúne dez espetáculos e nove ações formativas, além do sarau de abertura, mostra das residentes e mostra de processos, promovendo a circulação de obras e processos criativos.

“Esse trânsito entre artistas e público é parte essencial da proposta do encontro”, destaca Greice Barros.

Histórico e continuidade
A primeira edição do encontro, realizada em 2022, reuniu artistas de diferentes estados brasileiros e de países como México, Chile, Argentina e Dinamarca, com oficinas, mesas de conversa, mostras e espetáculos nacionais e internacionais.

Desde então, o REVERBE vem se consolidando como um espaço de intercâmbio e fortalecimento das mulheres nas artes da cena.

Em 2026, o festival amplia sua vocação em rede, propondo um território temporário de criação, escuta e celebração.

“No qual reverberar significa também re-verbar: repensar discursos, criar novas narrativas e sustentar a arte como espaço de resistência e invenção de futuro”, afirmam as idealizadoras.

O projeto é realizado por meio do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná), com incentivo da Copel.

SERVIÇO:
REVERBE — Encontro Internacional de Mulheridades em Cena
Programação: 29 de maio a 06 de junho de 2026
Inscrições e informações:
https://www.sympla.com.br/evento/reverbe-encontro-internacional-de-mulheridades-em-cena/3367998
Redes sociais: @alfaiataria_ | @nucleo_producoes

Informações: encontromagdalenacwb@gmail.com

Sobre Janaina Matter
Idealizadora e Diretora Artística da Alfaiataria, inaugurada em 2019, é atriz-criadora e cofundadora da Súbita Companhia de Teatro (2007), em Curitiba.

Sua pesquisa é dedicada ao teatro e ao cinema, com ênfase na fisicalidade em cena, a partir do método Suzuki para Atores, do diretor japonês Tadashi Suzuki.

Integra o The Magdalena Project, atuando como tradutora oficial do site da rede. Também desenvolve pesquisas em roteiro e direção para cinema e séries.

Sobre Greice Barros
Atriz, produtora e gestora cultural, atua há mais de 20 anos na realização de projetos culturais voltados a diversas linguagens artísticas.

É formada em Artes Cênicas pela FAP/UNESPAR e especialista em Políticas Culturais de Base Comunitária pela FLACSO.

Fundadora da Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento, integra a chefia de gabinete do SATED-PR (gestão 2025/2027) e representa a região Sul no GT Setorial do Teatro/Funarte.

Como atriz, integra a CiaSenhas de Teatro desde 2002 e desenvolve a pesquisa autoral solo “Raiz”.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica — @bb_comunica

4ª BIENAL BLACK BRAZIL ART ABRE INSCRIÇÕES GRATUITAS

Penteado, pintura de Georgia Lobo, exposta na 1ª Bienal Black.

Evento recebe trabalhos de artes visuais, arte design, arte digital, arte urbana, vídeo, arte sonora, performance, instalação e outras formas artísticas​

O Instituto Black Brazil Art torna pública a abertura da chamada de trabalhos para a 4ª edição Bienal Black Brazil Art, que acontecerá de setembro a dezembro de 2026, na cidade de Recife (PE). Com o tema As Cinco Peles, a mostra coletiva propõe uma curadoria que compreende o corpo como território vivo e o mundo como uma trama de relações contínuas, atravessadas por memória, ancestralidade, conflito e invenção coletiva.

Trabalhos artísticos de todo o Brasil podem ser inscritos gratuitamente pelo site bienalblack.com.br/4bienalblack.

Esta edição parte da teoria das Cinco Peles (Textura, Corpo, Espaço, Rede e Comunidade), formulada por Friedensreich Hundertwasser (1928-2000), deslocando sua matriz eurocêntrica para uma leitura crítica e decolonial. A Bienal parte de um diálogo com pensamentos afro-diaspóricos e indígenas, especialmente com o pensamento do filósofo e ativista Nêgo Bispo (1959-2023), para quem o mundo não se organiza por separações rígidas, mas por convivência, circularidade e continuidade.

Os trabalhos podem ser inscritos nas categorias Artes Visuais, Arte Design, Arte Digital, Arte Urbana, Vídeo, Arte Sonora, Performance, Instalação, entre outras formas de expressão contemporânea. Artistas individuais ou coletivos podem se inscrever em até duas categorias. A Bienal também prioriza a participação de instituições de ensino, projetos pedagógicos e processos artístico-educativos.

Os trabalhos premiados da 4ª edição Bienal Black Brazil Art receberão prêmios em dinheiro para artistas brasileiros residentes no Brasil, bolsas de residência artística virtual (2027) e de internacionalização cultural, além de certificação e catálogo digital para todos os selecionados. A programação paralela inclui oficinas, palestras, rodas de conversa, ações educativas e comunitárias, gratuitas ao público, realizadas de forma presencial ou virtual. A Bienal também incentiva a comercialização das obras físicas.

“Ao decolonizar a noção das Cinco Peles, a 4ª Bienal Black afirma uma curadoria que não separa corpo, território e mundo, mas os entende como camadas contínuas de existência, memória e criação coletiva”, aponta Patricia Brito, diretora da Bienal Black. Os cinco eixos de criação (as cinco peles) da Bienal Black este ano são:
– Textura (epiderme): corpo, pele, identidade e ancestralidade;
– Corpo (vestuário): manifestações identitárias e performativas;
– Espaço (casa): territórios, memória e processos de pertencimento;
– Rede (identidade social): conexões, diásporas e solidariedade;
– Comunidade (meio global): diálogos locais e globais, com abordagem coletiva e sustentável.


1ª Bienal Black. Crédito foto:  Isidoro B. Guggiana.

Serviço:
O que: Inscrições para a 4ª edição Bienal Black Brazil Art
Quando: de 10 de março a 30 de abril de 2026
Regulamento e inscrição: bienalblack.com.br/4bienalblack
Quanto: gratuito

Redes sociais
Site oficial: blackbrazilart.com.br | Facebook: /BlackBrazilArt
Instagram: @bienalblackbrazilart | Twitter: @blackbrasilart | YouTube: /BlackBrazilArt

Sobre Patricia Brito
Curadora independente, museóloga e crítica de arte, é fundadora da Bienal Black e do Programa de Residência Artística Virtual Compartilhada. É membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), da Associação Internacional de Museus de Mulheres (AIWM) e da Rede Europeia de Brasilianistas em Análise Cultural (REBRAC).

Colaboradora da Enciclopédia Itaú Cultural, foi citada no Mapa de Curadores Negros no Brasil, elaborado pela equipe de Trabalhadores de Artes da América Latina. Em 2021, foi indicada ao Prêmio Açorianos pela realização da 1ª Bienal Black.

É também autora do romance Casa Grande SEM Senzala, publicado pela BBA. Sua prática curatorial está profundamente engajada com perspectivas decoloniais, práticas artísticas contemporâneas e diálogos transnacionais, buscando expandir a visibilidade de narrativas afro-diaspóricas nos circuitos globais de arte tendo a escuta como prática de processo.

Sobre a Black Brazil Art
A Black Brazil Art é uma empresa independente de gerenciamento de artes com sede em Porto Alegre (RS). Desde 2004 está envolvida na curadoria, desenvolvimento e gestão de artes visuais e eventos culturais nacionais e internacionais, projetos e exposições de arte, seleção de obras de arte, consultoria em projetos de artes e residências.

Dentro do nosso foco, um olhar especial é dado ao mapeamento da produção artística de mulheres negras, buscando equilibrar narrativas e oportunidades dentro e fora do país. O instituto é responsável pelas três edições da Bienal Black, o evento virtual Arte Sem Fronteiras e a Residência Artística Virtual Compartilhada que chega agora à sua quinta edição.