5ª MOSTRA CLAUDETE PEREIRA JORGE ABRE AS PORTAS DO TEATRO E SE ESPALHA POR CURITIBA

De 10 a 29 de outubro, programação gratuita ocupa o Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge, Casa Hoffmann, Passeio Público, Praça Santos Andrade e Espaço Fantástico das Artes.

Claudete Pereira Jorge foi a primeira mulher a dar nome a um teatro público de Curitiba. E também dá nome a uma travessa em frente ao Teatro Guaíra. Em outubro, sua memória ganha novos caminhos. De 10 a 23 de outubro, a 5ª Mostra Claudete Pereira Jorge realiza uma antiga vontade: deixar de acontecer apenas dentro do teatro e ocupar outros espaços da cidade. Pela primeira vez, o festival chega ao Passeio Público, à Praça Santos Andrade, à Casa Hoffmann e ao Espaço Fantástico das Artes, sem deixar de ocupar todos os espaços do Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge. Toda a programação é gratuita.

Realizada pela NBP Produções, Cia. Fluctissonante e Pomeiro Gestão Cultural, a Mostra reúne teatro, dança, performance, música, instalação, oficinas e encontros com o público, misturando artistas convidados e trabalhos selecionados por convocatória pública. “A gente queria há algum tempo que a Mostra pudesse sair do Novelas e encontrar outros lugares da cidade. Claudete faz parte da memória de Curitiba e faz sentido que essa homenagem também ocupe outros espaços, criando novos encontros entre artistas, públicos e territórios”, afirma Helena de Jorge Portela, filha de Claudete, diretora da Cia. Fluctissonante, idealizadora e curadora da Mostra.

Convites, descobertas e uma cena em movimento
Quatro espetáculos foram convidados especialmente para esta edição: Do Dia Em Que Olhei No Espelho e Não Me Encontrei, de Pagu Leal; Baderna, de Giorgia Conceição (Miss G); Brio Breu, da cia. sol-te; e HI, BREASIL!, do Grupo Olho Rasteiro. Os demais trabalhos foram selecionados por meio de convocatória pública, ampliando o diálogo da Mostra com diferentes artistas e propostas da cena curitibana.

O resultado não pretende caber em uma única estética. São trabalhos que transitam pelo teatro, dança, performance, música e artes visuais, reunindo diferentes trajetórias, corpos, linguagens e perspectivas. “A convocatória abre a Mostra para aquilo que a gente ainda não conhece. Ao mesmo tempo, os convidados trazem trabalhos que queríamos muito colocar em diálogo com essa programação. O encontro entre essas duas frentes é parte importante da identidade desta edição. A ideia é criar uma programação que tenha diversidade de linguagens, mas também diversidade de olhares, corpos e experiências”, explica Igor Augustho, diretor de produção da Pomeiro Gestão Cultural e curador da Mostra.

Acessibilidade como ponto de partida
Se a Mostra quer ocupar novos lugares, também quer ampliar quem pode ocupar esses lugares. A acessibilidade atravessa o evento, por isso, todas as peças da programação têm sessões com tradução para Libras. A comunidade surda pode, assim, acompanhar todos os espetáculos da Mostra.

O Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge, conta com acessibilidade para pessoas em cadeiras de rodas, idosas, com mobilidade reduzida, gestantes, etc. A proposta acompanha a própria diversidade da programação, fazendo da acessibilidade parte da experiência dos espetáculos e das relações construídas com o público. “A acessibilidade não é um recurso que acrescentamos depois. Ela faz parte da forma como pensamos a programação, os espaços e as relações. Queremos uma Mostra onde mais pessoas possam se reconhecer como parte da cena”, destaca Nautilio Portela, diretor da NBP Produções, diretor artístico da Mostra.

E se a ideia é ampliar os encontros, as crianças e as famílias também ganham espaço especial nesta edição. Histórias da Rainha Efigênia, de Ciliane Vendruscolo, acontece no Passeio Público, nos dias 10 e 11 de outubro, às 11h. No teatro, Brio Breu, da sol-te companhia, tem sessões nos dias 17 e 18 de outubro, às 15h, em uma programação voltada para todas as idades. Já HI, BREASIL!, do Grupo Olho Rasteiro, leva a Mostra para a rua, com apresentações gratuitas e de classificação livre na Praça Santos Andrade, em frente às escadarias da UFPR, nos dias 17 de outubro, às 17h, e 19 de outubro, às 18h.

Em caso de chuva, a apresentação de Histórias da Rainha Efigênia prevista para o espaço externo será transferida para a Casa Hoffmann. Para HI, BREASIL!, basta acompanhar o Instagram da Mostra Claudete.

Da formação à festa
As ações formativas acompanham diferentes momentos da Mostra. Na Casa Hoffmann, a programação começa antes das apresentações artísticas, com Introdução às Danças Urbanas, com Alucas Santos, e Autonarrativas da Beleza, vivência de escrita com Pagu Leal. Durante a programação, Leal também conduz A Língua Pode Ser um Bicho, oficina de escrita realizada no dia 10 de outubro. Já nos dias 28 e 29, após o encerramento da programação artística, Kênia Coqueiro conduz Caracterização Consciente.

A programação formativa também se aproxima da criação cênica com a Micro-residência de Palhaçaria – Sala de Espera, que reúne encontros nos dias 6 e 10 de outubro e culmina na intervenção artística Sala de Espera, no dia 11 de outubro, às 19h, no Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge. A participação é gratuita e requer inscrição prévia.

O Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge recebe ainda espetáculos, performances, pocket shows e a instalação Não Foi Possível Executar, de Luques Oliveira, além de bate-papos entre artistas e a crítica cultural Luciana Romagnolli após apresentações selecionadas.

“A Mostra chega à quinta edição sem perder a vontade de experimentar. Continuamos celebrando a produção local, mas agora ampliamos os lugares de encontro. Para além de ocupar espaços, queremos criar relações entre artistas, obras e públicos”, completa Igor Augustho.

E, para terminar do jeito que a Mostra gosta, a programação sai novamente do teatro. No dia 23 de outubro, o Espaço Fantástico das Artes recebe a festa de encerramento, com o pocket show Voa Noite Duo, de Lu Faccini e Leo Gumiero, e o irreverente Troféu Cabeça de Chinchila.

A programação completa está disponível no Instagram @mostraclaudete

SERVIÇO:
5ª Mostra Claudete Pereira Jorge
De 10 a 23 de outubro de 2026
Entrada: Para os espetáculos retirada de ingressos gratuitos 1 hora antes na bilheteria do Teatro. Para as demais atrações não há necessidade de retirada de ingressos, entrada por ordem de chegada sempre sujeita a lotação dos espaços. Para as oficinas, inscrições na rede da Mostra Clau (@mostraclaudete)

Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge
Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1222 – São Francisco

Casa Hoffmann
Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco
Passeio Público
Rua Luiz Leão, s/nº – Centro
*Apresentações de “Histórias da Rainha Efigênia”. Em caso de chuva, a programação será transferida para a Casa Hoffmann, mantendo-se o mesmo horário no dia 10 e às 13h no dia 11.

Praça Santos Andrade
Centro
*Apresentações de “HI, BREASIL!”. Em caso de chuva, basta verificar as redes sociais da Mostra (@mostraclaudete) para atualizações.

Espaço Fantástico das Artes
Rua Trajano Reis, 41 – São Francisco

Festa de encerramento – 23 de outubro.

Oficinas: Acontecem antes e depois da Mostra. São gratuitas, verifique as condições para participação no perfil do evento @mostraclaudete

Realização: NBP Produções, Cia. Fluctissonante e Pomeiro Gestão Cultural | Financiamento: Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba – Mecenato Subsidiado | Apoio: Fundação Cultural de Curitiba.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA
AÇÕES FORMATIVAS

As oficinas da 5ª Mostra Claudete Pereira Jorge acontecem integralmente na Casa Hoffmann, ampliando pela primeira vez a presença da Mostra pela cidade. São quatro atividades gratuitas, voltadas a diferentes práticas e experiências de criação.

Terça (6) e quinta (8): Introdução às Danças Urbanas, com Alucas Santos, das 18h30 às 21h30, propõe um primeiro contato com linguagens como hip-hop, funk e passinho, aproximando dança, cultura e diferentes corporeidades.

Quarta (7) e sexta (9): Autonarrativas da Beleza, com Pagu Leal, das 18h30 às 21h30, investiga escrita autobiográfica e criação dramatúrgica a partir de questões como beleza, corpo, tempo e identidade.

Sábado (10): A Língua Pode Ser um Bicho, com Leal, das 14h às 18h, propõe uma investigação sobre linguagem, corpo e criação.

Quarta (28) e quinta (29): Caracterização Consciente, com Kênia Coqueiro, das 18h30 às 21h30, encerra a programação formativa da Mostra.

A Micro-residência de Palhaçaria – Sala de Espera reúne encontros nos dias 6 e 10 de
outubro e culmina na intervenção artística do dia 11 de outubro, às 19h.

As oficinas são gratuitas. As inscrições devem ser realizadas pelos formulários disponíveis no link da bio do Instagram @mostraclaudete

APRESENTAÇÕES E AÇÕES ARTÍSTICAS
A programação artística começa oficialmente no sábado (10), com Histórias da Rainha Efigênia, de Ciliane Vendruscolo, às 11h, no Passeio Público. Em caso de chuva, a apresentação será transferida para a Casa Hoffmann. Às 19h30, o Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge recebe Vida Útil, com Gilda Elisa sob texto e direção de Igor Augustho, espetáculo que marca o retorno da atriz aos palcos e conta com tradução para Libras, celebrando o primeiro dia de apresentações com o famoso brinde a Claudete.

Domingo (11): às 11h, Histórias da Rainha Efigênia faz segunda apresentação no Passeio Público. Às 19h, no hall do teatro Sala de Espera, com Camila Jorge, Janaína Fernanda e Suelen Oliveira, junto a palhaças e palhaces que participaram de uma micro-residência que resulta numa intervenção criada a partir de uma micro-residência de palhaçaria, vai ocupar o teatro. Às 19h30, Vida Útil tem nova apresentação, também com Libras.

Terça (13): começa a exposição da instalação Não Foi Possível Executar, de Luques Oliveira, no hall do teatro, onde permanece até o dia 17, aberta a visitação durante os horários de programação. Às 20h, a Cia. Café Preto apresenta Sinal de Vida, jogo de compartilhamento de performances e cenas que partem da pergunta “o que é vitalizante hoje?”. A sessão será seguida de bate-papo com Luciana Romagnolli.

Quarta (14): às 19h, o hall recebe o pocket show de Vini Sant. Às 20h, Sinal de Vida retorna ao palco, com tradução para Libras.

Quinta (15): às 20h, Pagu Leal apresenta Do Dia Em Que Olhei No Espelho e Não Me Encontrei, seguido de bate-papo com Luciana Romagnolli.

Sexta (16): às 19h, Catharine Moreira e Talita Grünhagen apresentam a cena curta bilíngue em Libras e português Vem, Desconecta!. Às 20h, Pagu Leal retorna com Do Dia Em Que Olhei No Espelho e Não Me Encontrei, desta vez com tradução para Libras.

Sábado (17): às 15h, a programação para crianças e famílias apresenta Brio Breu, da sol-te companhia, com Libras. Às 17h, o Grupo Olho Rasteiro apresenta o espetáculo de rua HI, BREASIL!, de classificação livre, na Praça Santos Andrade, em frente às escadarias da UFPR. Às 20h, o OMI Núcleo Artístico e Cavala Produções, apresentam Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela, seguido de bate-papo com Luciana Romagnolli.

Domingo (18): às 15h, Brio Breu tem nova sessão para crianças e famílias. Às 19h, o hall do teatro recebe Letologias, com Trava da Fronteira. Às 20h, Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela retorna, desta vez com tradução para Libras.
Segunda (19): às 18h, o Grupo Olho Rasteiro apresenta o espetáculo de rua HI, BREASIL!, de classificação livre, na Praça Santos Andrade, em frente às escadarias da UFPR. Em caso de chuva, basta acompanhar o Instagram da Mostra Claudete.

Quarta (21): às 19h, Trabatalhar uma performance com Leal no hall do Teatro Novelas. Às 20h, Giorgia Conceição (Miss G) apresenta Baderna, seguido de bate-papo com Luciana Romagnolli.

Quinta (22): às 19h, o hall recebe Horrorosas Desprezíveis com o pocket show Lésbika’s. Às 20h, Baderna retorna, com tradução para Libras.

Sexta (23): a Mostra encerra sua programação artística no Espaço Fantástico das Artes, com abertura da casa a partir das 19h, com o pocket show Voa Noite Duo, de Lu Faccini e Leo Gumiero, e o Troféu Cabeça de Chinchila, festa de encerramento que celebra a produção artística curitibana com humor e irreverência.

A programação é gratuita. Informações sobre classificação indicativa, acessibilidade, inscrições e eventuais alterações estão disponíveis no Instagram @mostraclaudete

Ficha Técnica:
Direção Artística: Nautilio Portela | Curadoria: Helena de Jorge Portela e Igor Augustho | Direção de Produção: Igor Augustho | Produção Executiva: Bruna Bazzo | Assistente de Produção: Felipe Bacelar | Assessoria Jurídica e Contábil: Ivanes Mattos | Tradução para Libras: Talita Grünhagen | Mediação Bate Papos: Luciana Romagnolli | Mestres de Cerimônias: Geysa Costa e Nautilio Portela | Coordenação Técnica: Lucas Amado | Produção Técnica: Blip Art | Responsável Técnico: Marley | Sonorização: Rochedo Produções Artísticas | Identidade Visual e Design Gráfico: Pat Cividanes | Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo | Cobertura em Tempo Real e Video Creator: Willa Tomas | Registros Fotográficos e Audiovisuais: Chico Paes | Captação de Recursos: Adriano Vogue | Realização: Cia. Fluctissonante e NBP Produções | Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Vitor Dias

10ª EDIÇÃO DO FUSÃO CRIATIVA CHEGA À ÓPERA DE ARAME PARA CELEBRAR O DESIGN, A MODA, A ARTE

A criatividade volta ao palco mais amado da cidade

A 10ª edição do Fusão Criativa chega à Ópera de Arame para celebrar o design, a moda, a arte e o empreendedorismo criativo em um dos espaços mais emblemáticos de Curitiba.

Serão mais de 30 expositores reunindo marcas autorais, produtos exclusivos e experiências diferenciadas, além de DJ, ambiente inspirador e uma programação pensada para toda a família. O Sebinho + Antiquário Coisa Véia participam com exposição de livros e discos. Hermanitocollage participa com suas colagens maravilhosas!!! Na feira você encontra velas, presentes, moda autoral, brechó, flash tatoo e muito mais.

Venha viver uma experiência que conecta criatividade, cultura e empreendedorismo em um dos cartões-postais mais incríveis da cidade.

Fusão Criativa – 10ª edição.
Onde ideias se encontram, talentos se conectam e a criatividade acontece.

Serviço:
Fusão Criativa – 10ª edição
📅 19 e 20 de setembro
🕙 Das 10h às 18h
📍 Ópera de Arame | Parque Jaime Lerner, R. João Gava, 920 – Abranches, Curitiba.
🎟️ Ingressos:
R$ 30 – Inteira
R$ 15 – Meia-entrada para moradores de Curitiba e Região Metropolitana.

“FALE AGORA” LEVA O FOXP2 DO LABORATÓRIO AO PALCO PARA INVESTIGAR FALA, SILÊNCIO E ESCUTA

Solo científico-filosófico escrito e dirigido por Pagu Leal, com atuação de Marrara Mara, tem apresentações gratuitas nos dias 19, 20 e 27 de setembro, em Curitiba, pelo Festival da Primavera

O que nos torna capazes de falar? E o que acontece quando uma pessoa tem voz, mas não encontra quem a escute? Essas perguntas atravessam Fale Agora, solo científico-filosófico escrito e dirigido por Pagu Leal e interpretado por Marrara Mara. A montagem parte de uma descoberta sobre o FOXP2, gene relacionado à fala e à linguagem, para construir uma investigação cênica sobre evolução, comunicação, silêncio e poder.

A estreia acontece em setembro, dentro da programação do Festival da Primavera, promovido pela Fundação Cultural de Curitiba. O espetáculo terá quatro apresentações gratuitas no Centro Cultural Espaço de Arte, nos dias 19 e 20 de setembro, e uma apresentação na Casa Hoffmann, no dia 27.

Do gene à linguagem
A ideia de Fale Agora surgiu quando Pagu Leal encontrou, em um livro de biologia, informações sobre o FOXP2. A descoberta abriu uma pesquisa sobre a capacidade humana de linguagem e os processos evolutivos que permitiram o desenvolvimento de formas tão complexas de comunicação.

A fala, porém, não acontece por causa de um único elemento. Genética, cérebro, língua, boca, pregas vocais e outros mecanismos participam desse processo. Em cena, essas questões científicas convivem com perguntas filosóficas e situações concretas em que falar pode ser uma experiência de disputa, vulnerabilidade e resistência. “Tudo começou com um livro que me fez perguntar o que nos torna humanos: o que nos permite falar do passado, projetar o futuro e criar poesia? A pesquisa me levou ao FOXP2, um gene relacionado à capacidade humana de falar. A partir daí, fui entendendo que a fala é resultado de uma série de processos evolutivos que envolvem genética, cérebro, língua, boca, pregas vocais e toda uma complexidade que a peça investiga em cena”, explica Pagu Leal.

Três vozes em cena
Sozinha no palco, Marrara Mara constrói três figuras que atravessam diferentes dimensões da fala. Uma delas é uma cientista e professora fascinada pelo corpo humano, pela evolução e pelos mecanismos que permitem transformar ideias em linguagem. Outra é uma atriz que chega a uma delegacia para prestar uma queixa e se depara com a dificuldade de falar sobre o que aconteceu e ser efetivamente ouvida. A terceira é a Narradora/Cassandra, responsável por fazer perguntas, estabelecer conexões e deslocar a narrativa entre diferentes tempos e histórias.

A construção das personagens coloca corpo e voz no centro da cena. Bailarina e atriz, Marrara reúne sua experiência nas duas linguagens para sustentar um solo que transita entre informação científica, ficção, humor, memória e questões políticas. “Na peça, interpreto três vozes: uma cientista, uma atriz e uma narradora. A cientista me levou para um universo muito diferente do meu, de pesquisa sobre genética e evolução da linguagem, e foi uma delícia descobrir tudo isso a partir do texto da Pagu. Já a atriz, que vai a uma delegacia prestar uma queixa, toca em um lugar muito sensível para mim e me faz pensar na dificuldade que tantas mulheres enfrentam para conseguir falar sobre situações de violência. E a narradora é quem faz as perguntas difíceis e liga todos esses pontos. É uma viagem entre passado, presente e futuro que estou muito curiosa para ver como vai reverberar nas pessoas”, conta Marrara Mara.

A pesquisa científica encontra, assim, uma questão histórica: se a linguagem possibilitou à humanidade contar histórias, expressar sentimentos, fazer acordos, falar sobre aquilo que já aconteceu e imaginar o que ainda não aconteceu, por que tantas vozes continuam sendo interrompidas, desacreditadas ou silenciadas? “Se de um lado a humanidade pode ser pensada a partir da nossa capacidade de falar, expressar ideias e sentimentos, contar histórias e fazer acordos, por outro, essa mesma capacidade também produziu silenciamentos. Ao longo da História, muitas vozes foram caladas em detrimento de uma voz única, de um discurso que se impôs. É nesse paradoxo que a peça se coloca: o que significa ter voz e, ainda assim, não ser ouvido?”, indaga Pagu Leal.

A encenação reúne diferentes linguagens artísticas para construir esse trânsito entre ciência, pensamento e experiência. Nadja Naira assina a luz; Ane Adade, a direção de movimento; Gui Almeida, cenário e figurino; e Tafnes Taborda, a trilha sonora original e as paisagens sonoras. A produção é de Cassia Hauari e Thaíse Hauari, com produção de conteúdo de Juliana Zaguobinski, design e identidade visual de Johnny Leal e produção executiva da Sociedade Poética.

SERVIÇO:
Espetáculo – Fale Agora
Centro Cultural Espaço de Arte: Rua Alberto Folloni, 1534 – Ahú
Dias: 19 de setembro de 2026 (sab), 18h e 20h | 20 de setembro de 2026 (dom), 17h e 19h | *17h – apresentação com Libras |
Ingressos: Entrada gratuita, 35 lugares, sujeitos à lotação. Distribuição 1 hora antes de cada apresentação na bilheteria. *O Centro Cultural Espaço de Arte também conta com café-bistrô, com mesas, comidas e bebidas, aberto ao público.
Casa Hoffmann: Rua Claudino dos Santos, 59 – São Francisco
Dia: 27 de setembro de 2026 (dom), 12h
Ingressos: distribuição 1 hora antes da apresentação.
Informações: @faleagorasolo

Ficha técnica
Texto e Direção: Pagu Leal | Atuação: Marrara Mara | Luz: Nadja Naira | Cenário e Figurino: Gui Almeida | Trilha Sonora: Tafnes Taborda | Direção de Movimento: Ane Adade | Coordenação de Produção: Cassia Hauari | Produção: Thaíse Hauari | Produção de Conteúdo: Juliana Zaguobinski | Designer e Identidade Visual: Johnny Leal | Produção Executiva: Sociedade Poética

Marrara Mara iniciou os estudos em dança aos 12 anos e formou-se bailarina pela Escola de Danças do Teatro Guaíra. É graduada em Bacharelado e Licenciatura em Dança pela UNESPAR/FAP e atriz formada pela Academia de Artes Cênicas Cena Hum. Sua trajetória transita entre teatro, dança e audiovisual.

Participou de produções das companhias Stavis Damaceno e Regina Vogue, entre elas Tom 208 beijos e abraços sem fim, Homem ao vento e Bita e as Brincadeiras, trabalhos que receberam indicações e premiações no Troféu Gralha Azul e na APCA. No audiovisual, atuou em comerciais, videoclipes, curtas e longas-metragens, como Doutor Monstro, de Marcos Jorge, Tantas Coisas Contém em Si o Acidente, de Ana Johann, e na série Contracapa. É também cofundadora da Lunar Cia de Teatro. Foto: Bruma de Sá.

Pagu Leal é atriz, dramaturga, diretora, produtora cultural e criadora de conteúdo digital, com mais de três décadas de trajetória nas Artes Cênicas. Formada em Filosofia pela UFPR, desenvolve pesquisas em Filosofia da Linguagem, Teoria da Comunicação, Neurofilosofia e Cognição, campos que atravessam sua prática artística e pedagógica.

Como atriz, participou de mais de 40 espetáculos profissionais em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e interior do Paraná, trabalhando com companhias como Delírio, Satyros, Confraria Cênica, Tanta Produções, Duplo Produções e Stavis Damaceno. Na televisão, criou, roteirizou e atuou na série de humor Coisas de Casal, exibida pela RPC/Globo. Como diretora, assinou trabalhos como Difícil Amor e a direção artística de concertos da Camerata Antiqua de Curitiba.

Na dramaturgia, tem 12 textos encenados, entre eles A Vênus das Peles, vencedor do Prêmio Myriam Muniz/Funarte, Difícil Amor, vencedor do Troféu Poty Lazarotto, e Que Absurdo!, selecionado para Dramaturgias Contemporâneas da Fundação Cultural de Curitiba. Também publicou ensaios críticos e artigos científicos, aproximando pensamento filosófico e prática artística. Foto: Bruma de Sá.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica
Crédito fotos: Juliana Zaguobinski
, Bruma de Sá.

CAIXA CULTURAL CURITIBA ANUNCIA SHOW INÉDITO DE ANA FRANGO ELÉTRICO

“Ana Frango Elétrico de Bolso” será apresentado entre os dias 19 e 20 de setembro, com a presença do multi-instrumentista Vovô Bebê

A CAIXA Cultural Curitiba recebe, em setembro, a estreia na capital paranaense do espetáculo “Ana Frango Elétrico de Bolso”. Em formato intimista, a apresentação reúne a compositora, poeta, artista visual e produtora musical Ana Frango Elétrico e o multi-instrumentista Vovô Bebê, em uma experiência que aproxima os artistas cariocas do público curitibano. As apresentações acontecem em sessões duplas nos dias 19 e 20 de setembro, às 17h e 19h30, com interpretação em LIBRAS na sessão das 19h30 do sábado (19).

“Ana Frango Elétrico de Bolso” evidencia a versatilidade de um projeto que, desde 2023, circula por diversas capitais. A artista e o cantor, compositor e produtor Vovô Bebê (nome artístico de Pedro Dias Carneiro) são parceiros de longa data. A parceria discográfica entre os dois teve início em 2018, com o álbum de estreia de Ana, “Mormaço Queima” (RISCO).

Entre a palavra escrita e a falada, Ana evoca no show a sua multiplicidade. Com voz, guitarra e sampler, ela constrói camadas que se expandem em diálogo com a pulsação elétrica do contrabaixo de Vovô Bebê, que sustenta e intensifica a força dessa junção sonora.

No palco, os artistas percorrem a discografia de Ana Frango Elétrico em um setlist que vai a outros extremos e possibilidades de processo e produção musical, entre versões e faixas inéditas.

“Acho que [Ana Frango Elétrico de Bolso] é um lugar mais intimista, como se o público estivesse em minha casa comendo de minha comida”, pondera a artista.

Neste encontro inédito em Curitiba, o público é convidado a atravessar o universo subjetivo de Ana Frango Elétrico, em uma experiência entrelaçada à poética em expansão no espaço-tempo criativo da artista.

Após a segunda sessão do espetáculo, no sábado (19), Ana Frango Elétrico participa de um bate-papo com o público sobre o processo de criação de “Ana Frango Elétrico de Bolso”, a construção do repertório e a parceria artística que dá forma à apresentação. O encontro acontece logo após a sessão das 19h30 e contará com interpretação em LIBRAS, ampliando as possibilidades de acesso e participação do público.

Sobre Ana Frango Elétrico
Ana Frango Elétrico é uma artista em transmutação. A não-binariedade atravessa a construção de sua linguagem poética e artística. Ela expande o universo de sua obra nas artes gráficas, visuais e sonoras.

Entre dobras e texturas nostálgicas ao longo de seu amadurecimento discográfico, Ana também é reconhecida por sua pesquisa multidisciplinar, com indicação ao Prêmio PIPA em 2021.

No ano seguinte, Ana venceu o Grammy Latino como co-produtora musical, na categoria Melhor Álbum Pop em Português, pelo disco “Sim Sim Sim” (2022, Mr Bongo), único álbum lançado pelo grupo Bala Desejo.

Multifacetada em suas linguagens, a carioca compilou, em seu livro-catálogo de estreia, “Escoliose: paralelismo miúdo” (2020, Edições Garupa), poesias, gravuras e ilustrações produzidas entre os anos de 2015 e 2019, com a apresentação da escritora Heloisa Buarque de Hollanda, intitulada “Um bilhete para Ana F”.

Com o segundo álbum de estúdio, “Little Electric Chicken Heart” (2019, RISCO), Ana consolidou sua projeção nacional e internacional. Ela conquistou a premiação da APCA e foi indicada ao Grammy Latino, ao Prêmio Multishow da Música Brasileira e ao Women’s Music Event Awards. Com repercussão na imprensa especializada brasileira e internacional, o projeto ganhou a versão em vinil no Brasil e no Japão.

O lirismo noir encontra novas formas em “Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua”, terceiro álbum de estúdio de Ana Frango Elétrico, lançado em 2023 em parceria com os selos RISCO (Brasil), Mr Bongo (Inglaterra) e Think! Records (Japão).

A partir dele, no ano seguinte, a poética de Ana atravessou novas fronteiras, chegou aos palcos japoneses e ampliou a dimensão internacional de sua obra.

De volta ao Brasil após sua segunda eurotour, realizada em agosto deste ano e com destaque para a participação no Sziget Festival, na Hungria, Ana integra, ao lado do estilista Ronaldo Fraga, a equipe da turnê do show “Que mulher é essa?!”, da cantora Simone, na qual assina direção musical e os arranjos.

Atualmente, além do espetáculo “Ana Frango Elétrico de Bolso”, ela está confirmada no line-up do Primavera Sound São Paulo e do Coala Festival, neste último, em um show ao lado de Marcos Valle.

Ana Frango Elétrico transforma a própria singularidade artística em linguagem, absorvendo os movimentos despretensiosos do universo ao seu redor para construir narrativas de sua própria egrégora, em seu heterônimo mulher-homem-bicho.

SERVIÇO:
Ana Frango Elétrico de Bolso – Show com Ana Frango Elétrico e Vovô Bebê
Local: CAIXA Cultural Curitiba
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro
Datas e horários: 19 de setembro (sábado), às 17h (primeira sessão) e 19h30 (segunda sessão); 20 de setembro (domingo), às 17h (primeira sessão) e 19h30 (segunda sessão);
Sessão com interpretação em Libras: Sessão das 19h30 de sábado (19);
Ingressos: R$15 (meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei) e R$30 (inteira)
Vendas: a partir de 12 de setembro, às 10h, na bilheteria física; e às 15h, pela Bilheteria Digital.
Funcionamento da bilheteria: Terça a sábado, das 10h às 20h | Domingos, das 10h às 19h
Duração: 75 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Informações: CAIXA Cultural | Instagram @caixaculturalcuritiba | (41) 3041-2155

SERVIÇO:
Bate-papo com Ana Frango Elétrico
Data: 19 de setembro (sábado), após a sessão das 19h30
Local: CAIXA Cultural Curitiba
Participação: Ana Frango Elétrico
Acessibilidade: interpretação em Libras
Acesso: atividade realizada após a segunda sessão do espetáculo. Participação condicionada ao acesso à sessão das 19h30.

Fonte: Cabana Assessoria
Crédito Foto: Hick Duarte.

BUTŌ OCUPA CURITIBA COM DANÇA, PERFORMANCE E CORPOS EM TRANSFORMAÇÃO

E se o corpo não precisasse estar sempre funcionando? E se o cansaço, a fragilidade, a deformação e até a morte também pudessem ser matéria de criação? É a partir dessas perguntas que “Liturgia dos Escombros – Mostra de butō contemporâneo” chega a Curitiba. Fruto de uma iniciativa independente dos próprios artistas e produtores envolvidos, a mostra ocupa o Espaço KÀ de Artes e a Casa Hoffmann, entre 18 e 22 de setembro, com performances, cine-butō, oficinas e conversas.

Idealizada pelo butōista Lucca Lírio e pelos dançarinos de butō Beatriz Marçal e Caio Frankiu, com direção e curadoria de Lucca, a mostra parte de uma linguagem nascida no Japão do pós-guerra, que rompeu com padrões tradicionais de beleza, virtuosismo e representação. Inspirada nas linhagens de Tatsumi Hijikata, Kazuo Ohno e Yoshito Ohno, Liturgia dos Escombros aproxima o butō de questões do presente: exaustão, ancestralidade, desejo, precariedade, memória, morte e transformação. “O butō não começa perguntando como um corpo deve parecer. Ele pergunta o que esse corpo carrega, o que o atravessa e o que ainda pode nascer dele. Olhar para a fragilidade pode ser um gesto radical”, afirma Lucca Lírio.

Dois espaços, duas atmosferas
A programação foi pensada em duas frentes curatoriais, criando experiências distintas para o público. No Espaço KÀ acontece o SOMOS KÀ-baret, programação paga que recupera uma dimensão experimental, noturna, erótica e marginal ligada às primeiras experiências do butō. Em diálogo com o Ankoku-Butō, a “dança das trevas” de Tatsumi Hijikata, a programação mistura performances ao vivo, cine-butō, registros históricos e festejos.

Entre os trabalhos estão performances ao vivo e transmissão de vídeo-dança butō, além de vídeos de arquivo da história do Butō e outras produções audiovisuais. “O Espaço KÀ permite uma relação mais carnal, excessiva e indisciplinada com o butō. É um espaço em que a performance pode acontecer junto com o cinema, a música, o encontro e a presença do público”, explica Beatriz Marçal.

Na Casa Hoffmann, as apresentações de 20 a 22 de setembro são gratuitas e assumem uma atmosfera mais ritualística, meditativa e fantasmagórica, aproximando-se das poéticas de Kazuo Ohno e da transmissão de Yoshito Ohno. “Nesse segundo polo da nossa mostra, decidimos honrar a linhagem mais onírica e surreal que chega até nós de Kazuo e Yoshito Ohno, onde se dança com os Ancestrais, dança-se com quem já não está mais aqui nesse plano, encontrando-se no limiar de vida. A morte aqui existe como um último suspiro, um alívio do retorno ao éter primordial” afirma Lucca.

Corpos que viram memória, criatura e paisagem
Nas performances, os corpos deixam de ser apenas instrumentos para se tornar matéria, arquivo, paisagem, criatura, fantasma e raiz.

Entre os trabalhos apresentados estão Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva dos cinco artistas citados anteriormente sobre transmissão, transformação e continuidade. “O corpo é também espaço. Quando ele ocupa, desloca ou transforma um lugar, cria outra relação com a cena e com quem está assistindo. É esse cruzamento entre corpo, espaço e dramaturgia que atravessa o meu trabalho”, afirma Caio Frankiu.

Quando o butō sai do palco
A mostra também abre espaço para formação e pesquisa. Na Casa Hoffmann, a programação inclui as oficinas Karada – O Corpo Vazio, MA – O Espaço-Entre, além da Roda de Conversa Butô: Origem e História.

Antes da abertura da mostra, no dia 13 de setembro, a Casa Hoffmann recebe, dentro da programação Portas Abertas, a oficina Butô: Inclusão Radical. A atividade é gratuita e aberta a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

A proposta parte de uma provocação: e se a fragilidade também fosse beleza? “Existe uma ideia de que determinados corpos precisam ser consertados antes de ocupar uma cena. A gente quer fazer o contrário: começar pelo corpo que existe, com suas marcas, seus limites, sua história e suas possibilidades. O butō começa aí”, afirma Lucca.

A pesquisa também ultrapassa o palco. Lucca Damilano e Nabylla Fiori de Lima tiveram aprovada no 1º Congresso de Dança da UNESPAR a pesquisa Butō como prática de cultivo: investigando a fronteira entre vida e cena, que será apresentada durante o Seminário de Pesquisa Acadêmica, realizado de 14 a 18 de setembro, em Curitiba. O estudo investiga o momento em que o viver cotidiano pode se transformar em dança, a partir da compreensão do butō como uma prática de cultivo, borrando as fronteiras entre arte e vida.

Entre o cabaré e o ritual, o grotesco e o sublime, a sombra e a flor, Liturgia dos Escombros aproxima diferentes linhagens, corpos e modos de criação. Para Lucca, “um corpo que não precisa ser perfeito para estar em cena. Um corpo que pode parar, desaparecer, se transformar, e continuar”, finaliza.

SERVIÇO:
LITURGIA DOS ESCOMBROS – Mostra de butō contemporâneo
Data: 18 a 22 de setembro de 2026
Espetáculos de Classificação: 14 anos

SOMOS KÁ-BARET
De: 18 e 19 de setembro | 19h às 22h
Local: Espaço Kà de Artes (Rua Treze de Maio, 506 – Centro)
*Performances, cine-butō, vídeos e registros históricos.

Ingressos via Sympla aqui

LITURGIA DOS ESCOMBROS
De: 20, 21 e 22 de setembro
Local: Casa Hoffmann (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco)

Horarios: 9h às 13h: oficinas e formação | 14h às 18h: ensaios técnicos | 19h às 22h: performances

*Apresentações gratuitas, retirada de ingressos com uma hora de antecedência. Oficinas gratuitas mediante inscrição., no link: aqui

PORTAS ABERTAS
Dia: 13 de setembro | domingo | 9h às 13h | Casa Hoffmann

Oficina Butô: Inclusão Radical

*Atividade gratuita, aberta a diferentes corpos, idades e habilidades. Não é necessário ter experiência anterior em dança. Inscrições na hora.

Instagram: @pocoependulo | @espacokadeartes

PROGRAMAÇÃO:

A programação começa no dia 13 de setembro, antes da abertura oficial da mostra, com a Oficina Butô: Inclusão Radical, realizada das 9h às 13h na Casa Hoffmann, dentro do projeto Portas Abertas. Gratuita, a atividade é voltada a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

Nos dias 18 e 19 de setembro, o Espaço KÀ recebe, das 19h às 22h, o SOMOS KÁ-baret, reunindo performances, cine-butō, vídeos e registros históricos, e uma programação audiovisual dedicada ao universo do butō. A entrada com 3 lotes e venda na hora.

De 20 a 22 de setembro, a Casa Hoffmann concentra a programação principal de Liturgia dos Escombros, com atividades formativas pela manhã e performances à noite. No dia 20, o público poderá assistir a Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva.

No dia 21, a programação reúne Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; e novamente Butōsei no YoaKe. Já no dia 22, são apresentados Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e a criação coletiva Butōsei no YoaKe. As apresentações na Casa Hoffmann são gratuitas.

A programação formativa inclui as oficinas Karada – O Corpo Vazio, MA – O Espaço-Entre, a Roda de Conversa Butô: Origem e História e a partitura imagética e corporal do butō. As atividades são gratuitas mediante inscrição.

20 de setembro – Oficina Butō: Karada, O corpo vazio
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira

21 de setembro – Oficina Butō: MA – O Espaço-Entre
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira

22 de setembro – Roda de Conversa Butō: Origem e História
Manhãs | 10h-12h | Gratuita

Horários e inscrições: aqui

Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Maria Tortato.

DROLMAS ESTREIA EM CURITIBA REVISITANDO O MITO DE MEDUSA

Espetáculo cruza mitologia grega, budismo tibetano e cultura popular brasileira em temporada gratuita de 17 de setembro a 4 de outubro, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta

Medusa não nasceu monstro. Foi transformada em um. É a partir dessa história que Drolmas revisita o mito das três górgonas e leva à cena Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha, em uma montagem que cruza mitologia grega, budismo tibetano e referências da cultura popular brasileira. A temporada começa em 17 de setembro, com entrada gratuita, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta.

Com dramaturgia de Samara Rocha, que também idealiza e atua no espetáculo, e direção de Giorgia Conceição, a peça fala de violência, silenciamento, desejo, envelhecimento e transformação a partir de uma narrativa que também se constrói pelo corpo. As atrizes cantam, dançam e permanecem em movimento, atravessando diferentes linguagens teatrais.

“Drolmas foi sendo construído por muitas mulheres, em diferentes momentos do processo. Cada encontro foi deixando uma marca na obra”, conta Samara. A pesquisa começou em 2022, em encontros entre mulheres artistas, e a dramaturgia foi sendo escrita, reescrita e transformada ao longo de leituras, conversas e ensaios.

Da lama ao lótus
Na dramaturgia, a trajetória das três irmãs se organiza em três imagens: lodo, caule e lótus. Medusa, Euríale e Esteno atravessam diferentes tempos, corpos e existências até chegar à flor, associada à transformação e à iluminação.

O próprio nome do espetáculo vem de Drolma, referência tibetana ligada ao aspecto feminino do Buda. A ideia de uma mulher que escolhe buscar a iluminação justamente em um corpo feminino encontra, na peça, o mito de Medusa e histórias de mulheres que foram culpabilizadas, silenciadas ou transformadas em monstros. “Medusa, Euríale e Esteno são também etapas de uma travessia pelas violências, adaptações, resistências e possibilidades de libertação vividas pelas mulheres”, explica Samara.

Um palco em movimento
Giorgia Conceição leva para a montagem sua pesquisa no burlesco, no vaudeville e no teatro de variedades. A música e a dança surgiram e cresceram durante o processo de criação, fazendo com que o espetáculo se aproximasse de uma opereta vaudevillesca. “Eu queria que, apesar de o tema ser denso, a peça fosse muito sedutora e envolvente para o público. Cada cena tem um apelo visual, estético e uma referência teatral diferente”, afirma Giorgia.

A trilha reúne composições e versões sob direção musical de Edith de Camargo, além de marchinhas de carnaval e da gravação de Cantoras do Rádio, com Carmen e Aurora Miranda. Um álbum dos anos 1970 do artista Pedro Sorongo inspira o ato final, Lótus.

As três intérpretes são mulheres maduras, com 60, 51 e 45 anos. Seus corpos, memórias e experiências atravessam questões como beleza, desejo, envelhecimento, julgamento, autonomia e violência.

Ao longo do processo de criação, Drolmas também foi compartilhado com diferentes públicos, em escolas públicas, casa de passagem e outros espaços, aproximando o trabalho de adolescentes, mulheres trans e travestis, pessoas em situação de rua e outros públicos.

A programação inclui ainda duas ações formativas: Oficina de Libras, com Nathan Sales, e Oficina de Contação de Histórias, com Samara Rocha. As inscrições podem ser feitas pelos formulários disponíveis no link da bio, em @coletivodrolmas. A temporada conta também com sessões com Libras na estreia e em todos os sábados.

A realização é do Coletivo Drolmas e Les Paranauês Cia Criativa, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

SERVIÇO:
Drolmas
Temporada: 17 de setembro a 4 de outubro de 2026
Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta (Rua Lamenha Lins, 1429 – Rebouças)

Datas e horários: 17, 18 e 19 de setembro, às 20h | 20 de setembro, às 19h | 24, 25 e 26 de setembro, às 20h | 27 de setembro, às 19h | 1º, 2 e 3 de outubro, às 20h | 4 de outubro, às 19h

Sessões com Libras: Sessões com Libras: 17 de setembro, às 20h | 19 de setembro, às 20h | 26 de setembro, às 20h | 3 de outubro, às 20h

Duração: 1h10 | Classificação: 14 anos
Entrada: gratuita | Ingressos: distribuídos uma hora antes de cada apresentação
Capacidade: 50 lugares

Sinopse: Entrelaçando mitologia grega, budismo tibetano e cultura popularbrasileira, Drolmas ressignifica o mito de Medusa para revelar a força de mulheres que rompem o silêncio e reivindicam o direito decontar a própria história. Amaldiçoada pela deusa Atena, a sacerdotisa Medusa é transformada em monstro ao lado de suas irmãs, Esteno e Euríale. Banidas, culpabilizadas e condenadas ao silêncio, as górgonas atravessam os séculos testemunhando as violências impostas aos corpos femininos – da Grécia Antiga ao Brasil colonial e contemporâneo. Ao retomarem a própria voz, as três irmãs confrontam as narrativas que as transformaram em monstros e iniciam uma jornada de cura, resistência e libertação.

Ficha Técnica:
Concepção e Dramaturgia: Samara Rocha | Direção: Giorgia Conceição | Elenco: Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha | Figurinos e Adereços: Katia Horn | Assistência de | Figurino: Flor Horn | Assistente de figurino: Flor Horn Brasil e Barbara Horn | Cenografia: Giorgia Conceição | Assistência de Cenografia: Michelle Bonatto e Angela Suriani | Iluminação: Raul Freitas | Direção Musical: Edith de Camargo | Assessoria de Dramaturgia e Formas Animadas: Laércio Amaral | Operação de Som: Edith de Camargo | Operação de Luz: Raul Freitas | Contrarregragem: Moizés Benvi | Direção de Produção: Samara Rocha | Produção Executiva: Moira Albuquerque | Design Gráfico: Katia Horn e Ale Horn | Mídias Sociais: Thayna Bressan | Fotografia: Polly Devides | Oficineiros: Nathan Sales e Samara Rocha | Realização: Coletivo Drolmas e Les Paranauês Cia Criativa

Fonte: BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Polly Devides.

BARBARA CAMPELLI TRANSFORMA “ONDE EU SOL” EM SHOW NO TEATRO PAIOL

Barbara Campelli. Foto: Letícia Futato.

Há um ano, a cantora curitibana Barbara Campelli lançou Onde Eu Sol, seu primeiro álbum, de forma independente nas plataformas digitais. Agora, no aniversário do disco, leva o repertório ao palco em show que acontece no dia 24 de setembro, às 20h, no Teatro Paiol, em Curitiba. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Pixta.

“Música calma, MPB calminha.” É assim que Barbara costuma definir sua sonoridade. Sem se preocupar muito em enquadrá-la, encontrou na calma um território próprio para cantar sobre amor, desejo, saudade, perda, recomeço e também algum deboche.

O álbum nasceu de um grande sonho: escolher as músicas, ouvir os arranjos, entrar em estúdio e reunir músicos com quem queria trabalhar, e se tornou um projeto musical. O lançamento digital aconteceu sem pressa e, naquele momento, o disco encontrou seu próprio ritmo. Um ano depois, chega ao palco celebrando junto ao público uma obra que até então existia principalmente no ambiente digital. “O álbum foi um dos sonhos que queria realizar e realizei. E agora, com um ano de vida, resolvi colocar ele no palco. Tipo a festa de aniversário mesmo. Onde Eu Sol faz um ano e agora ele vai pro mundo, ao vivo, no Paiol”, afirma a cantora.

Sem pressa, Barbara foi encontrando sua voz
A música entrou na vida de Barbara muito antes de ela pensar em ser cantora. Nascida e criada em Curitiba, cresceu em uma família musical. Aos 30 anos, decidiu estudar canto e, aos 32, fez seu primeiro show. Em 2018, criou Ciclos do Amor, seu primeiro espetáculo solo.

A partir daí, sua trajetória foi se formando entre trabalhos como backing vocal, uma paixão e também parte de seu trabalho artístico, e encontros com artistas como Darlene Lepetit, Leo Fressato, Pietro Domiciano, Re Gugli, Bruna Pena e Capim Limão. Em 2021, lançou duas canções de Leo Fressato e, em 2024, fez backing vocal para o Capim Limão no Coolritiba. Barbara também integra o Doce Delírio, ao lado de Bruna Pena, Henrique Geladeira e Pietro Domiciano.

Foi desse caminho feito de encontros que nasceu a vontade de gravar Onde Eu Sol. “A música é um amor e quando ela me notou eu senti que ela também gostou de mim, mas nosso casamento não é convencional. Daqueles com festão, filhos e mesmo teto. Moramos uma na outra, numa relação íntima, mas com muito espaço”, revela.

O amor, em todas as suas contradições
Produzido por Julia Klüber, Onde Eu Sol reúne oito faixas que atravessam diferentes estados do amor. Há delicadeza, mas também sensualidade, melancolia, ironia e movimento.

A ideia do álbum começou com a vontade de Barbara de gravar Perfume, canção inédita de Julia Klüber, que também assina a produção, os arranjos e a direção musical do trabalho. A ideia cresceu e virou um álbum, batizado com uma composição de Pietro Domiciano, escrita especialmente para Barbara. No palco, Julia é acompanhada por Lilian Nakahodo nos synths e beats, Vic Vilandez no baixo e Dani Dalessa na bateria. O show recebe ainda Pietro, na voz e violão, e Murilo Campelli, no violão.

Para Barbara, o amor não é apenas um tema recorrente. É o lugar onde ela se reconhece como intérprete. “Hoje me vejo como uma intérprete das ondas que o amor inunda em alguém. Uma cantora de amor, de sorriso e abraço de amor, de dor e lágrima de amor”, afirma.

Sua música também carrega uma escolha: desacelerar. Em tempos intensos, Barbara aposta em canções que pedem escuta e presença e que, segundo ela, às vezes fazem as pessoas chorarem.

O show reúne as oito faixas de Onde Eu Sol, os dois singles lançados por Barbara em 2021 e outras seis canções que continuam investigando esse território tão amplo quanto contraditório: o amor. Para Barbara, chegar ao Paiol representa um dos maiores sonhos realizados até aqui. “Fazer um show no Paiol é GIGANTE! Eu falo que depois desse show vou ter que inventar um sonho novo, porque esse vai estar realizado”, conta entusiasmada.
A apresentação tem produção e realização de Wellington Guitti e Renata Zunino.


SERVIÇO:
Show “Onde Eu Sol” – Bárbara Campelli
Data: 24 de setembro de 2026
Horário: 20h
Local: Teatro Paiol (Rua Coronel Zacarias, 51 – Prado Velho)
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Vendas: aqui
Produção e realização: Wellington Guitti e Renata Zunino
Instagram: @barbaracampelli
Spotify: aqui

Claro. Mantive a mesma formatação, mas sem negrito.

Álbum Onde Eu Sol — faixa a faixa, por Barbara Campelli

  1. Essa Confusão — Dora Morelenbaum e Zé Ibarra
    Uma quase declaração de amor. Uma confusão de um talvez, nem sim, nem não. No álbum, a canção ganha uma versão mais malemolente, com uma pegada jazzy.
  1. Perfume — Julia Klüber
    Foi a música que me pegou pela letra desde a primeira vez que ouvi. Tem um tom quase mantrístico, com um refrão que se repete e que, no fim, todo mundo canta junto. Fala sobre o amor que desaparece quando o perfume acaba.
  1. Acaso — Igor Cordeiro
    É a mais “drama” do álbum, no meu coração. Fala sobre falar em silêncio. É de faltar o ar. O solo de cordas, com viola de Anadgesda Guerra, violoncelo de Rebeca Friedman e violino de Karina Romanó, traz uma profundidade linda para a história de um amor que já não é mais e cujo silêncio fala mais alto.
  1. Dengo — Barbara Campelli
    Minha única composição no álbum. Começa com um vocalize lânguido e, na segunda metade, vira uma espécie de baião percussivo, quase uma ciranda construída com os beats de Lilian Nakahodo, que também assina a coprodução. Fala sobre sentimentos que acompanham o amor, o sexo e o cotidiano.
  1. Coração Machucadinho — Lívia Lakomy e Estrela Leminski
    A mais upbeat e debochada do álbum. Tem a participação de Pietro Domiciano no violão e fala sobre uma espécie de vingança de um amor perdido. É divertida demais.
  1. Nada Por Mim — Herbert Vianna e Paula Toller
    Uma versão desse hit maravilhoso que todo mundo conhece e ama. Começa com ukulele e, depois, a banda entra, deixando a música com clima de mesa de bar, flerte e sorrisinhos. O solo de sax de Helinho Brandão deixa tudo ainda mais especial.
  1. Amor Brando — Buhr
    Uma confissão intimista. É a única faixa feita apenas de piano e voz. Julia Klüber traz muito sentimento para uma canção que, para mim, é quase uma declaração junto de um pedido de cuidado ao amar.
  1. Onde Eu Sol — Pietro Domiciano
    A faixa que dá nome ao álbum nasceu de uma história minha. Quando eu e Pietro fomos cantar juntos pela primeira vez, ele percebeu que eu estava nervosa e perguntou por quê. Contei que, aos seis anos, na minha primeira apresentação no palco da Ópera de Arame, eu caí logo no primeiro passo de uma coreografia de sapateado. Pensei em sair correndo, mas vi minha professora na coxia, sorrindo e fazendo sinal para eu levantar e continuar. E foi o que fiz.
    Anos depois, essa história virou a canção Onde Eu Sol. Pietro a compôs como um incentivo para eu me amar, cantar e ser leve. É de emocionar.

Sobre a artista:
Barbara Campelli é cantora curitibana, intérprete e apaixonada por harmonias e canções de amor. Nascida em uma família musical, passou pelo coral e pela dança antes de se dedicar ao canto. Aos 30 anos, começou a estudar profissionalmente e, aos 32, realizou seu primeiro show.

Desde então, atuou como backing vocal e participou de projetos com nomes da cena curitibana, como Leo Fressato e Pietro Domiciano, além de cantar com a banda Capim Limão no festival Coolritiba. Em 2018, criou Ciclos do Amor e, em 2021, lançou seus primeiros singles. Em 2025, apresentou de forma independente seu primeiro álbum, Onde Eu Sol, produzido por Julia Klüber.

Bárbara define sua sonoridade como “música calma, MPB calminha” e encontra no amor, em suas delicadezas, contradições e desastres, o principal território de sua música.

FICHA TÉCNICA – SHOW ONDE EU SOL
Voz: Barbara Campelli | Arranjos, direção musical e teclas: Julia Klüber | Teclas: Lilian Nakahodo | Baixo: Vic Vilandez | Bateria: Dani Dalessa | Convidado – voz e violão: Pietro Domiciano | Convidado – violão: Murilo Campelli | Luz: Lucas Amado | Som: Luigi Castel | Figurino: Isabella Brasileiro | Foto e vídeo: Letícia Futata e equipe


FICHA TÉCNICA – ÁLBUM ONDE EU SOL
Voz: Bárbara Campelli | Produção, arranjos e teclas: Julia Klüber | Teclas: Lilian Nakahodo | Baixo: Vic Vilandez | Bateria: Dani Dalessa | Participação – violão: Pietro Domiciano | Participação | sax: Helinho Brandão | Participação – viola: Anadgesda Guerra | Participação – violoncelo: Rebeca Friedman | Participação – violino: Karina Romanó | Mix: Leo Gumiero | Master: Fred Teixeira | Estúdio: Gramofone | Técnico: Vitor Pinheiro

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

10ª EDIÇÃO DO FUSÃO CRIATIVA CHEGA À ÓPERA DE ARAME PARA CELEBRAR O DESIGN, A MODA, A ARTE

A criatividade volta ao palco mais amado da cidade

A 10ª edição do Fusão Criativa chega à Ópera de Arame para celebrar o design, a moda, a arte e o empreendedorismo criativo em um dos espaços mais emblemáticos de Curitiba.

Serão mais de 30 expositores reunindo marcas autorais, produtos exclusivos e experiências diferenciadas, além de DJ, ambiente inspirador e uma programação pensada para toda a família. O Sebinho + Antiquário Coisa Véia participam com exposição de livros e discos. Hermanitocollage participa com suas colagens maravilhosas!!! Na feira você encontra velas, presentes, moda autoral, brechó, flash tatoo e muito mais.

Venha viver uma experiência que conecta criatividade, cultura e empreendedorismo em um dos cartões-postais mais incríveis da cidade.

Fusão Criativa – 10ª edição.
Onde ideias se encontram, talentos se conectam e a criatividade acontece.

Serviço:
Fusão Criativa – 10ª edição
📅 5 e 6 de setembro
🕙 Das 10h às 18h
📍 Ópera de Arame | Parque Jaime Lerner
🎟️ Ingressos:
R$ 30 – Inteira
R$ 15 – Meia-entrada para moradores de Curitiba e Região Metropolitana.

TERCEIRA EDIÇÃO DA RODA DE FOGO PROPÕE REFLEXÃO SOBRE MEMÓRIA, DIREITOS HUMANOS E RESISTÊNCIA COLETIVA

Encontro do ciclo “Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer” recebe Leandro Franklin e Raissa Micheluzzi no dia 29 de julho para uma conversa sobre memória LGBTI+, artivismo e construção de narrativas coletivas.

A cada encontro, a Roda de Fogo amplia as possibilidades de pensar a memória a partir de diferentes experiências. Depois de percorrer as relações entre literatura, criação artística e psicanálise, a terceira edição do ciclo Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer convida o público a refletir sobre a memória como prática política, território de disputa e ferramenta de resistência.

No dia 29 de julho, a Alfaiataria – Espaço de Artes recebe o professor, pesquisador e artivista Leandro Franklin e a jornalista, pesquisadora e agitadora cultural Raissa Micheluzzi para uma conversa aberta sobre memória, direitos humanos, cultura e os processos de preservação das histórias da população LGBTI+. A participação é gratuita e acontece, como nas edições anteriores, ao redor da fogueira no quintal da Alfaiataria, espaço pensado para estimular a escuta, a troca de experiências e a convivência.

Com curadoria do artista e pesquisador Francisco Mallmann, a Roda de Fogo reúne convidados de diferentes áreas do conhecimento para investigar a memória não como um arquivo estático, mas como uma construção permanente, atravessada pelos corpos, pelos afetos, pelos conflitos e pelas formas de produzir presença no mundo. O encontro integra o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Fundação Nacional de Artes (Funarte), iniciativa dedicada ao fortalecimento de práticas de criação, formação e intercâmbio nas artes da cena contemporânea.

Memória como prática de resistência
Nesta terceira edição, a conversa aproxima universidade, arte, ativismo e produção cultural para discutir a memória como um direito coletivo e uma ferramenta de transformação social. Em diálogo com suas trajetórias, Leandro Franklin e Raissa Micheluzzi, integrantes do coletivo Memória LGBTI+ Curitiba, compartilham experiências ligadas à preservação da memória LGBTI+, às políticas culturais, aos processos de documentação e às formas de tornar visíveis histórias frequentemente ausentes dos registros oficiais.

A atuação de ambos evidencia que lembrar não significa apenas preservar o passado, mas produzir novas possibilidades de existência no presente. Ao reunir pesquisa acadêmica, práticas artísticas e iniciativas de memória comunitária, os convidados discutem como arquivos, relatos, performances, documentários e ações culturais contribuem para fortalecer identidades, construir pertencimentos e ampliar o acesso à história de grupos historicamente marginalizados.

Ao aproximar diferentes campos do conhecimento, a Roda de Fogo reafirma sua proposta de transformar a memória em experiência compartilhada, fazendo da conversa um espaço em que narrativas individuais e coletivas se encontram ao redor do fogo.

A roda segue acesa
A Roda de Fogo integra o conjunto de ações do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), idealizado pela diretora artística Janaina Matter em parceria com a produtora cultural Michele Menezes, da Pró Cult. Contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Fundação Nacional de Artes (Funarte), o programa promove, ao longo de 2026, uma programação contínua voltada à formação, à pesquisa, à criação e ao intercâmbio nas artes da cena contemporânea.

Depois dos encontros dedicados às relações entre memória e criação literária e às aproximações entre memória e psicanálise, a terceira edição amplia esse percurso ao abordar os vínculos entre memória, direitos humanos, artivismo e participação social, reafirmando a proposta curatorial de construir um espaço contínuo de reflexão e escuta coletiva.

Além da Roda de Fogo, o programa realiza iniciativas voltadas à formação artística e à experimentação cênica, como a Oficina de Iluminação Cênica para Mulheres, ministrada por Lucri Reggiani; o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, conduzido por Guilherme Jaccon; a segunda edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria; e a Mostra Lés Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas latino-americanas.

Ao articular formação, pesquisa, criação e intercâmbio artístico, o Programa Contínuo Alfaiataria reafirma o compromisso da Funarte com o fortalecimento de processos continuados nas artes e consolida a Alfaiataria como um espaço de encontro entre diferentes saberes, experiências e modos de imaginar outros mundos possíveis.

As anfitriãs Janaina Matter e Michele Menezes, junto ao curador Francisco Mallmann, durante a Roda de Fogo, encontro que integra a programação do Programa AMP e transforma o quintal da Alfaiataria em um espaço de escuta, diálogo e reflexão sobre as múltiplas formas de pensar a memória. Foto: Vitor Dias.

SERVIÇO:
3ª Roda de Fogo – Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer
Convidados: Leandro Franklin e Raissa Micheluzzi
Data: 29 de julho de 2026
Horário: 19h (Duração: 1h a 1h30)
Local: Quintal da Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 247 – Centro)
Entrada: Gratuita, sujeita à capacidade do espaço.
Informações: @alfaiataria_

Sobre Leandro Franklin: Artivista e professor dos cursos de Direito e Produção Cultural da Universidade Federal do Paraná (UFPR), além de docente do Programa de Pós-Graduação em Direito da instituição. Coordena o projeto de extensão Máquina de Ativismos em Direitos Humanos, dirige o Grupo de Teatro do Direito UFPR – Insólitos e integra o coletivo Memória LGBTI+ de Curitiba. Sua trajetória articula pesquisa, produção artística e direitos culturais, desenvolvendo projetos voltados à cidade, à diversidade, à memória e ao fortalecimento dos direitos humanos. Entre suas publicações recentes estão Tecidos de Luta: Águas para a Vida e Em Busca de Curitiba Perdida: Lugares de Memória LGBTI+, além da organização da obra Mais Cultura na UFPR: práticas e reflexões do Mutirão no Litoral Paranaense.

Sobre Raissa Micheluzzi: Jornalista com especialização em Cinema e Audiovisual, agitadora cultural e integrante do coletivo Memória LGBTI+. Atua na comunicação do SATED-PR e desenvolve projetos voltados à preservação da memória audiovisual e oral da população LGBTI+. Em 2026 lançou o documentário Rita Moreira: crônicas, memórias e videotape, apresentado no Olhar de Cinema, sobre a trajetória da videomaker brasileira Rita Moreira. Também participa do projeto Vivas e Visíveis: Arte, Memória e Política LBT, realizado em parceria com o Grupo Dignidade, dedicado ao registro e à difusão da memória de pessoas LBT em Curitiba.

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica

SEIS ENCONTROS, SEIS CRIAÇÕES INÉDITAS: FLUCTI CONECTA OCUPA A ALFAIATARIA EM CURITIBA

Projeto da Cia. Fluctissonante é gratuito e reúne artistas surdos e ouvintes em residência artística que resulta em seis criações inéditas apresentadas em Curitiba com acessibilidade integrada aos processos

O que acontece quando artistas surdos e ouvintes, com diferentes trajetórias e pesquisas, aceitam criar juntos sem partir de uma proposta criativa pré estabelecida? A resposta pode ser vista gratuitamente no Flucti Conecta, novo projeto da Cia. Fluctissonante que ocupa a Alfaiataria – Espaço das Artes, nos dias 18, 19, 25 e 26 de julho, em Curitiba.

O projeto reúne seis investigações cênicas inéditas desenvolvidas ao longo de residências artísticas compostas por duplas formadas por integrantes da Cia. Fluctissonante e convidades. São processos em construção, entre cenas, performances, leituras e experimentações, ou ainda nada disso, compartilhados pela primeira vez com o público. Cada criação tem até 20 minutos de duração e um único ingresso permite acompanhar as seis apresentações realizadas em sequência ao longo de cada dia.

Idealizado pela atriz Helena de Jorge Portela, diretora artística da Cia. Fluctissonante, e pelo ator Igor Augustho, diretor de produção da Pomeiro Gestão Cultural, o projeto nasce do risco, da possibilidade de compartilhar com públicos interessados trabalhos que operam a partir das identidades, diversidades e interesses dos artistas envolvidos. “Cada dupla chegou com sua própria trajetória. O que o público vai ver é o resultado desse encontro entre diferentes formas de criar, ainda abertas”, conta Helena.

Na edição de estreia, o Flucti Conecta promove os encontros entre Alucas Santos e Paula Roque; Catharine Moreira e Talita Grünhagen; Gabriela Grigolom e Flávia Imirene; Helena de Jorge Portela e Allan Nikitis; Igor Augustho e Gilda Elisa; e Nautilio Portela e Marcel Malê. Cada dupla desenvolve sua investigação acompanhada por uma pessoa interlocutora convidada, ampliando o diálogo artístico e aprofundando a experiência criativa.

O processo também sobe ao palco
Cada dupla parte de seus repertórios e linguagens para construir uma criação inédita. O Flucti Conecta convida o público a acompanhar pesquisas em andamento, revelando os caminhos, experimentações e descobertas que fazem parte da criação artística.
Para Igor Augustho, a potência do projeto está justamente na experimentação do encontro. “O Flucti Conecta nasce da vontade de aproximar artistas e criar um espaço onde diferentes trabalhos possam dialogar. São encontros que ampliam repertórios e convidam o público a compartilhar esse percurso conosco”, afirma.


A retirada dos ingressos gratuitos acontece uma hora antes do início da programação na bilheteria da Alfaiataria, quando são disponibilizadas 20 lugares na plateia. Como parte do público pode optar por assistir apenas algumas investigações, novos ingressos são liberados entre uma apresentação e outra, conforme a disponibilidade de lugares.

Criar também é ampliar acessos
A Cia. Fluctissonante atua há quase dez anos com criação cênica bilíngue, aproximando Libras e português em seus processos. O Flucti Conecta marca uma nova etapa dessa trajetória ao reunir, pela primeira vez, também a acessibilidade arquitetônica em toda a programação.

Segundo Helena de Jorge, o projeto representa um avanço na trajetória da companhia. “É um passo importante na nossa trajetória e sei aproxima de um desejo antigo da companhia de trabalhar na direção de um desenho universal na criação cênica”, explica.

Todas as apresentações contam com interpretação em Libras, audiodescrição e estrutura arquitetônica acessível para pessoas com mobilidade reduzida e usuárias de cadeira de rodas. De acordo com Igor, os recursos de acessibilidade assumem diferentes funções em cada investigação. “Em alguns casos, Libras e audiodescrição estão integradas à cena; em outros, atuam como tradução e mediação. O mais importante é que todas as apresentações são acessíveis, respeitando a lógica de cada criação.”

O projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba.

FICHA TÉCNICA
Concepção e Coordenação Geral: Helena de Jorge Portela (Cia. Fluctissonante | Pomeiro Gestão Cultural) e Igor Augustho (Cia. Fluctissonante | Pomeiro Gestão Cultural) | Intérpretes de Libras: Talita Grünhagen e Kelly Caobianco (Taé – Libras e Cultura) | Supervisão Surda: Catharine Moreira | Audiodescrição – Roteiro: Helena de Jorge Portela e Joselba Fonseca | Audiodescrição – Narração: Joselba Fonseca | Audiodescrição – Consultoria: Lucas Antonio | Escrita Acompanhadora: Lucas Pinheiro, Luciana Romagnolli e Olga Nenevê | Coordenação Técnica e Luz: Thay Siqueira | Registro em Vídeo e Técnica de Som: Chico Paes | Identidade Visual e Design Gráfico: Samuel Gallo | Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo | Vídeos para Redes Sociais: Maya | Distribuição de Material Gráfico: Israel Sullivan | Direção de Produção: Igor Augustho (Pomeiro Gestão Cultural) | Produção Executiva: Juliana Takenaka (Pomeiro Gestão Cultural) | Assistente de Produção: Vanessa Oliveira (Pomeiro Gestão Cultural) | Assessoria Jurídica e Contábil: Ivanes Mattos (Pomeiro Gestão Cultural) | Realização e Criação: Cia. Fluctissonante | Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Informações adicionais
Sobre a Cia. Fluctissonante: Coletivo curitibano formado por artistas surdos e ouvintes, a Cia. Fluctissonante desenvolve desde 2016 pesquisas em criação cênica contemporânea bilíngue (Libras e português), com processos baseados na criação compartilhada. É referência nacional em arte acessível e já realizou apresentações em cerca de 40 cidades e 12 estados brasileiros. Entre suas criações estão Enquanto a Chuva Cai, Conto Com Libras, Giacomo Joyce, /TODAS/, Elevador, O Pequeno Príncipe e Língua em Revista, além de projetos digitais e participações em festivais como o Palco Giratório e o Festival de Teatro de Curitiba.

SERVIÇO:
Flucti Conecta – Compartilhamento de Investigações Cênicas e Processos de Pesquisa da Cia. Fluctissonante
Datas: 18, 19, 25 e 26 de julho
Horário: das 15h30 às 21h, com apresentações contínuas em sequência e pequenos intervalos entre os trabalhos.
Local: Alfaiataria – Espaço das Artes (Rua Riachuelo, 266)
Ingressos: gratuitos, com retirada 1 hora antes da primeira apresentação do dia. O acesso inicial é limitado, e novos ingressos são liberados ao longo da programação, conforme a saída do público no espaço.
Acessibilidade: interpretação em Libras, audiodescrição e estrutura arquitetônica acessível para pessoas com mobilidade reduzida e usuários de cadeira de rodas.
Classificação: 14 anos
Instagram: @fluctissonante | @pomeiro_


Assessoria de Imprensa
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