BAR BRASILEIRINHO REÚNE PAULA SILVEIRA E ELIAS FERNANDES EM ENCONTRO DE GERAÇÕES DO SAMBA DE CURITIBA

Roda de samba gratuita neste sábado (10), celebra parceria entre os artistas e o lançamento do single “Samba Bom”

O Bar Brasileirinho, no Centro Histórico de Curitiba, recebe neste sábado (10), a partir das 17h, a roda de samba com Paula Silveira e Elias Fernandes. Com entrada gratuita, o encontro celebra o lançamento de “Samba Bom”, composição de Elias gravada pela cantora, e coloca em evidência a troca entre artistas de diferentes gerações que constroem a cena da cidade.

Com quase 30 anos de fundação e atualmente sob o comando de Rafael Batata, a tradição do samba é a referência que torna o Brasileirinho um espaço de convivência entre gerações de sambistas na capital. A reunião de Paula e Elias dá continuidade nesta história e propõe o olhar para o samba curitibano a partir das relações entre compositores, intérpretes e público.

Nesse diálogo geracional entre bambas, homens e mulheres compartilham experiências, preservam memórias e abrem caminhos para novas narrativas sobre a música realizada na cidade.

Natural de Limeira e radicada em Curitiba, Paula participa de projetos como Samba das Gurias, Especial das Gurias e AMUSA. Sua trajetória também envolve a defesa de uma presença maior das mulheres nos espaços do samba. “Foi vivendo tudo isso que também comecei a perceber a necessidade de mais mulheres ocupando esses espaços”, afirma a cantora.

A parceria com Elias, com quem também compartilha o Trio Samba no Pé, aproxima essa atuação da experiência de um compositor ligado à cena curitibana desde o fim dos anos 1990. “A gente se encontra nessa vontade de valorizar o samba feito em Curitiba, preservar essa história e, ao mesmo tempo, movimentar a cena com novos trabalhos”, diz Paula.

Com lançamento em 09 de outubro, “Samba Bom” leva essa aproximação à gravação. No dia seguinte, a roda no Brasileirinho transforma a celebração do single em um encontro aberto ao público, reafirmando o papel dos espaços de convivência na continuidade e na renovação do samba da cidade. Faça o pré-save de “Samba Bom” aqui.

Serviço:
Roda de samba com lançamento de ´´Samba Bom“
Onde: Brasileirinho Bar
Endereço: Rua Mateus Leme, 67 – São Francisco, Curitiba
Quando: 10 de outubro (sábado)
Horário: A partir das 17h
Entrada gratuita

Fonte: Cabana Assessoria

A CENA CÍNICA REABRE O LABORATÓRIO DO HUMOR DE MAURO ZANATTA EM CURITIBA

Temporada gratuita reúne cerca de 20 artistas em 16 apresentações de esquetes no Espaço Excêntrico, de 8 a 25 de outubro, retomando a experiência da Sexta Cínica sob uma nova perspectiva

O humor volta a ser colocado em jogo no palco do Espaço Excêntrico. De 8 a 25 de outubro, A Cena Cínica reúne cerca de 20 artistas em uma temporada gratuita de esquetes dirigida por Mauro Zanatta. O projeto retoma a experiência da Sexta Cínica, realizada no espaço a partir de 2016, mas parte de outro momento, com novos artistas, diferentes processos e uma investigação renovada sobre a comicidade.

São 16 apresentações, com diferentes combinações de artistas e cenas. A proposta coloca o intérprete no centro da investigação: corpo, voz, movimento e presença são matéria para construir situações, imagens e relações com a plateia. “Eu espero que o Mauro daquela época, se viesse assistir A Cena Cínica hoje, dissesse que está feliz em ver uma evolução no trabalho. Que não está vendo o mesmo material, que o material ganhou uma reflexão nesse período, cresceu, tanto na qualidade estética quanto no conteúdo”, afirma Zanatta.

Da Sexta Cínica a um novo jogo
A Sexta Cínica nasceu como um espaço de experimentação. Os solos permitiam testar cenas, experimentar linguagens e descobrir, diante do público, diferentes caminhos para produzir teatro, nem sempre pelo riso, mas com a potência necessária para encontrar o público.

A Cena Cínica retoma esse princípio sem reproduzir a fórmula original. O processo reúne os Bonobos da Corte, grupo criado por Zanatta a partir de artistas formados na Escola do Ator Cômico, e artistas convidados de diferentes trajetórias.

Desde agosto, o grupo participa de uma imersão conduzida pelo diretor, em encontros dedicados à preparação e à criação. A ideia não é fazer todos trabalharem da mesma maneira, mas permitir que o próprio grupo construa seu modo de jogar. “O próprio grupo é quem gera um sistema de trabalho”, explica.

É também nesse espaço de liberdade que a comicidade ganha outra camada. Para Zanatta, o riso começa pelo próprio artista, pela capacidade de reconhecer e colocar em cena suas contradições. “O princípio pra gente produzir o riso na comédia é você produzir o riso a partir de você, das tuas coisas. Você rir primeiro de si, para daí sim, você ter o direito de rir da sociedade”.

O ator no centro da cena
A investigação de A Cena Cínica passa pela presença do intérprete e por aquilo que ele consegue produzir diante do público a partir de seus próprios recursos. “Eu quero dar uma atenção muito forte, muito exclusiva para o trabalho da atriz, do ator. O que você consegue produzir de imagem nessa plateia a partir do teu corpo, da tua voz, a partir do teu movimento?”, indaga Mauro.

Esse pensamento também atravessa os Sábados Excêntricos, programação formativa que reúne artistas ligados aos Bonobos da Corte em encontros sobre criação, corpo, comunicação e carreira artística. Nos dias 10, 17 e 24 de outubro, no Espaço Excêntrico, serão realizadas oficinas de Marketing Pessoal para Artistas, com Marco Buchmann; Vivência Mulheres de Lua, com Deise Warken; Confecção de Máscaras, com Nelson Prado; Comunicação e Conexão Offline – Jogos e Brincadeiras, com João Ryka; e A Fluidez do Sentir, com Caroline Pellegrini. Antes da temporada, no dia 7, Julia Vidal conduz uma oficina de Escrita Criativa voltada ao público idoso. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link na bio de @acenacinica

Para Mauro Zanatta, continuar experimentando e encontrando novos artistas é parte do que mantém seu vínculo com o teatro. Depois de mais de quatro décadas de trajetória, ele segue interessado naquilo que ainda pode acontecer quando o ator entra em cena e o jogo começa. “Teatro é um lugar tão inacreditável que eu encontrei na minha vida que eu não quero fazer outra coisa”, compartilha.

A Cena Cínica parte da experiência da Sexta Cínica, mas não tenta voltar ao mesmo lugar. O ponto de partida é conhecido; o que acontece agora depende dos artistas reunidos, do tempo presente e do que o próprio jogo for capaz de produzir.

SERVIÇO:
A Cena Cínica
Data: 08 a 25 de outubro de 2026
Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta (Rua Lamenha Lins, 1429 – Rebouças)
Ingressos: Entrada gratuita, retirada 1 hora antes na bilheteria.
Horários: Quintas e sextas, às 20h | Sábados, às 18h e às 20h | Domingos, às 18h
Acessibilidade: duas apresentações contarão com tradução em Libras. *confirmar datas
OFICINAS – Sábados Cínicos
Data: 10, 17 e 24 de outubro
Inscrições: gratuitas, pelo link na bio de @acenacinica
Programação gratuita, com atividades voltadas a diferentes públicos e áreas de interesse.
Instagram: @acenacinica | @espacoexcentrico | @bonobosdacorte | @mauro.zanatta

Mauro Zanatta | Cena Cínica | Foto: Thayna Bressan

Ator, diretor, professor e produtor, Mauro Zanatta iniciou sua trajetória no teatro em 1982 e criou a Escola do Ator Cômico em 1994, onde desenvolve há mais de três décadas um trabalho voltado à formação de atores. Fundou o Espaço Excêntrico em Curitiba e pesquisa linguagens como improvisação, jogo cênico, máscara, clown, Commedia dell’arte e teatro físico. Sua trajetória inclui trabalhos no teatro, cinema e televisão, além de experiências de formação no Brasil e no exterior. Na Itália, estudou com Antonio Fava, referência internacional em Commedia dell’arte, e também aprofundou sua pesquisa em mímica, clown e teatro físico na Inglaterra. Em 2015, criou, ao lado de ex-alunos da Escola do Ator Cômico, o grupo Bonobos da Corte, com o qual desenvolveu trabalhos voltados à comicidade e ao jogo cênico. Em 2006, recebeu o Troféu Gralha Azul de Melhor Ator por A Queda. Em 2016/2017, foi novamente premiado na categoria por Contos de Nanook. Em 2026, dirige A Cena Cínica, retomando a pesquisa com esquetes e colocando novamente o humor em campo de experimentação.

FICHA TÉCNICA:
Direção Geral: Mauro Zanatta | Assistente de Direção: Hique Veiga | Direção de Produção: Carol Mascarenhas | Elenco: Adriana Samaan, Carol Mascarenhas, Caroline Pellegrini, Deise Warken, Diego Werner, Elisan Correia, Giovani Ferrari, Hique Veiga, João Ryka, Julia Vidal, Lucca Mascarenhas, Marco Buchmann, Mayra Fernandes, Nathan Gabriel, Nelson Prado, Pedro Melo, Simone Violanti, Stella Mariss e Taciane Vieira | Realização: Espaço Excêntrico e Bonobos da Corte

SINOPSE:
O projeto A Cena Cínica é uma maratona teatral gratuita realizada no Espaço Excêntrico, sob a direção de Mauro Zanatta. Durante a temporada em outubro, um elenco de cerca de 20 atores se revezam em 16 apresentações, cada uma com um espetáculo de esquetes diferente.

AÇÕES FORMATIVAS:
Sábados Cínicos
Inscrições gratuitas pelo link na bio de @acenacinica

10 de outubro | 9h às 12h
Marketing Pessoal para Artistas com Marco Buchmann
30 vagas | Espaço Excêntrico
10 de outubro | 14h às 18h
Vivência Mulheres de Lua com Deise Warken
28 vagas | Espaço Excêntrico

17 de outubro | 9h às 13h
Oficina de Confecção de Máscaras com Nelson Prado
10 vagas | Espaço Excêntrico

17 de outubro | 14h às 17h
Comunicação e Conexão Offline – Jogos e Brincadeiras com João Ryka
20 vagas | Espaço Excêntrico

24 de outubro | 14h às 18h
A Fluidez do Sentir, com Caroline Pellegrini
20 vagas | Espaço Excêntrico

*7 de outubro | 14h às 16h
Escrita Criativa com Julia Vidal
20 vagas | Centro de Convivência da Boa Idade Irmã Catarina Boaventura
Rua Guilherme Ihlenfeld, 664 – Tingui
Atividade fechada.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Thayna Bressan.

FITTI, VENCEDOR DO PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA E INDICADO AO GRAMMY LATINO, SE APRESENTA NO BRASIS NO PAIOL

Artista pernambucano apresenta o show inédito em Curitiba, “Transespacial”, no dia 8 de outubro, no Teatro do Paiol

Um dos nomes em ascensão na música brasileira chega a Curitiba para a próxima edição do Brasis no Paiol. Vencedor da categoria Revelação do Prêmio da Música Brasileira em 2026 e indicado ao Grammy Latino no ano passado, o cantor, compositor e ator pernambucano Fitti sobe ao palco do Teatro do Paiol no dia 8 de outubro, quinta-feira, às 20h, com o show “Transespacial”. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Pixta.

Nascido em Pernambuco, Fitti começou a cantar ainda muito jovem pelas ruas e casas de show do Recife. Em uma trajetória que atravessa música, teatro e audiovisual, o artista vem construindo uma identidade que conecta suas raízes nordestinas a uma sonoridade contemporânea, transitando entre diferentes gêneros e linguagens.

O reconhecimento ganhou dimensão nacional com “Transespacial”, seu álbum de estreia. Lançado em 2024 e produzido por Zé Nigro, o trabalho combina ritmos e referências do Nordeste a sintetizadores, beats eletrônicos e atmosferas espaciais. Ao longo das canções, Fitti aborda temas como pertencimento, amor, autoconhecimento e identidade, transformando experiências pessoais em uma viagem sonora que parte de Pernambuco para explorar novos territórios.

“Transespacial” levou Fitti ao Grammy Latino de 2025, com uma indicação na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa. O pernambucano dividiu a categoria com Joyce Alane, Natascha Falcão, Camané e o projeto “Dominguinho”, de João Gomes, Mestrinho e Jota.pê.

Em 2026, a trajetória ganhou outro reconhecimento importante. Fitti venceu a categoria Revelação na 33ª edição do Prêmio da Música Brasileira, realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O prêmio colocou o artista entre os destaques de uma edição que reuniu nomes de diferentes gerações da música brasileira.

Selecionado também pelo Natura Musical 2025/26, Fitti vive um período de intensa circulação e criação. Paralelamente ao show “Transespacial”, o artista desenvolveu “Fitti Canta Ney”, espetáculo em que mergulha na obra de Ney Matogrosso sob direção de Marcus Preto e Pupillo. A apresentação propõe um encontro entre a expressividade e a liberdade presentes no repertório de Ney e a identidade musical e cênica que Fitti vem construindo.

No Teatro do Paiol, é “Transespacial” que conduz a viagem. O espetáculo transporta para o palco a atmosfera do álbum e amplia seu encontro entre tradição e contemporaneidade, ritmos nordestinos e texturas eletrônicas, delicadeza e intensidade. Um trabalho que ajuda a explicar por que, em tão pouco tempo, Fitti passou de uma nova voz surgida em Pernambuco a um artista reconhecido por duas das principais premiações da música brasileira e latino-americana.

Em 2026, o Brasis no Paiol é viabilizado com o apoio de Music Invest, Pixta, Effex – Tecnologia e Criação, restaurante Na Casa Delas, Blip Art, Cantina do Délio, Oidē, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Confira o próximo show do Brasis no Paiol 2026:

12/11 – Zé Manoel

BRASIS NO PAIOL
Iniciativa cultural realizada desde 2012 em Curitiba pela produtora Bina Zanette (@santaproducao) e pelo produtor Heitor Humberto (Fineza Comunicação e Cultura), o Brasis no Paiol realizou mais de 150 shows desde sua primeira temporada, sempre com artistas de diferentes regiões do país. É um dos projetos musicais independentes em atividade mais longevos do país, consolidando-se como importante veículo de divulgação de trabalhos contemporâneos independentes e de formação de público em Curitiba.

O projeto promove a circulação de artistas de diferentes partes do Brasil, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas para a música autoral independente. Em mais de uma década de existência, trouxe nomes como Juçara Marçal, Luedji Luna, Tulipa Ruiz, Rael, Fióti, Katú Mirim, Jup do Bairro, Aíla, entre muitos outros.

SERVIÇO:
Brasis no Paiol 2026 apresenta Fitti
Dia 08/10, quinta-feira, 20h
Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/n, Curitiba
Ingressos: R$ 30
Vendas: https://pixta.me/santaproducao/brasis-no-paiol-apresenta-fitti
Informações: @santaproducao

TRÊS VEZES POE TRANSFORMA CLÁSSICOS DE EDGAR ALLAN POE EM SOLO CONTEMPORÂNEO

O universo de Edgar Allan Poe ganha novas formas no palco com Três Vezes Poe, espetáculo da Lunar Companhia de Teatro que estreia com uma mini temporada em Curitiba, integrando a programação do Festival da Primavera.

As primeiras sessões acontecem no dia 3 de outubro, às 17h e às 20h, no Centro Cultural Espaço de Arte, que recebe também as apresentações do dia 10, nos mesmos horários. No dia 11, às 17h, a montagem chega ao Memorial de Curitiba, em sessão com Libras. Todas as apresentações têm entrada gratuita.

Interpretado por Victor Ferreira, com direção de Beto Meira, o solo aproxima Annabel Lee, O Coração Delator e O Corvo em uma livre adaptação que atravessa amor, perda, solidão, obsessão, saúde mental, memória e existencialismo.

DE O CORVO A TRÊS VEZES POE
A relação de Victor com Poe começou ainda no Colégio Estadual do Paraná, quando estudava teatro e teve contato com uma leitura de O Corvo. Em 2025, o ator levou ao palco uma primeira versão de um solo inspirado em O Coração Delator, no Teatro José Maria Santos, durante a Mostra Novos Olhares, com direção de Marrara Mara.

Agora, essa pesquisa se amplia e aproxima três obras que encontram pontos de contato entre amor, perturbação e existência.

“Poe tem uma capacidade muito particular de construir o terror sem necessariamente torná-lo gráfico. Ele passa pela solidão, pelo mistério e pela fantasia de uma forma muito poética. Em alguns textos, transforma as palavras em uma teia que envolve o espectador pela leitura e pela própria sonoridade”, conta Victor.

A dramaturgia de Lara Rodi e Rafael Delgado parte dos textos originais para criar uma experiência cênica contemporânea. O espetáculo não busca reproduzir os contos, mas fazer com que essas figuras encontrem outro corpo, outra voz e outro tempo.

UM SOLO FEITO POR MUITAS MÃOS
Embora tenha apenas um ator em cena, Três Vezes Poe é construído por muitas presenças. Cenário, som, iluminação e figurino ampliam o corpo de Victor em cena e ajudam a criar as atmosferas que atravessam as três obras de Poe.

“Conceber este espetáculo, a partir da obra de Edgar Allan Poe, reúne uma equipe de jovens realizadores e o desejo de levar à cena um olhar novo, plural e inspirador, nascido da contribuição de cada artista envolvido. Uma criação permeável às possibilidades que surgem da participação apaixonada de cada integrante da equipe”, afirma Beto Meira.

Para o diretor, o encontro com o público também integra o processo de criação e abre uma nova etapa para o amadurecimento da montagem.

Três Vezes Poe tem apresentações nos dias 3 e 10 de outubro, às 17h e às 20h, no Centro Cultural Espaço de Arte, e no dia 11 de outubro, às 17h, no Memorial de Curitiba, em sessão com Libras. Todas as apresentações têm entrada gratuita.

O projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Espetáculo: Três Vezes Poe
Local: Centro Cultural Espaço de Arte
Rua Alberto Folloni, 1534 – Ahú
Datas: 3 e 10 de outubro, às 17h e às 20h
Local: Memorial de Curitiba
Rua Dr. Claudino dos Santos, 79 – São Francisco
Data: 11 de outubro, às 17h
Sessão com Libras
Ingressos: Gratuito – distribuição 1h antes de cada sessão, sujeitos à lotação.
Duração: aproximadamente 50 minutos.
Classificação: Livre para todos os públicos.

FICHA TÉCNICA:
Direção: Beto Meira
Ator: Victor Ferreira
Dramaturgia: Lara Rodi e Rafael Delgado
Assistência de direção: Marrara Mara
Cenário e figurino: Gui Almeida
Sonoplastia: Victor Willian
Iluminação: Felipe Schier
Caracterização: Anáthaly Kleina
Fotos: Duda Ferreira
Design: Victor Ferreira
Produção: Heleno Rohn
Coordenação do projeto: Cássia Hauari

SOBRE O ARTISTA
Victor Ferreira é ator e artista da cena, com trajetória iniciada ainda no período escolar, no Colégio Estadual do Paraná, onde teve seu primeiro contato com a obra de Edgar Allan Poe a partir de uma leitura de “O Corvo”.

A relação com a literatura do autor se aprofundou ao longo dos anos e, em 2025, Victor apresentou uma primeira versão de um solo inspirado em “O Coração Delator”, no Teatro José Maria Santos, durante a Mostra Novos Olhares, com direção de Marrara Mara.

Na área audiovisual, participou de trabalhos como “Use Sua Voz”, da HBO, “Sessão de Terapia” e “Meu Avô Stanislau”, da Globo, experiências que também aproximaram seu trabalho do circuito de imprensa.

Essa trajetória se encontra agora com sua pesquisa sobre Poe em “Três Vezes Poe”, espetáculo em que interpreta um solo inspirado em “Annabel Lee”, “O Coração Delator” e “O Corvo”.

Além da atuação, Victor assina o design do cartaz da montagem e participa da construção de sua identidade visual, ampliando sua atuação no processo criativo.

Fonte: @bb_comunica
Foto: Duda Ferreira @dferreira.ph

TRIO CUSPÃO DE TEATRO ABRE SELEÇÃO PARA OFICINA GRATUITA QUE INVESTIGA A COMÉDIA COMO LINGUAGEM DE CRIAÇÃO

Ministrada pelo dramaturgo, ator e pesquisador do riso Amande Macedo, atividade acontece de 13 a 16 de outubro, em Curitiba, e integra projeto que dá origem a espetáculo sobre golpes digitais

O que faz uma piada funcionar? Como uma situação ganha ritmo, estrutura e vira dramaturgia? É a partir dessas perguntas que o Trio Cuspão de Teatro abre a seleção para a Oficina de Imersão em Dramaturgia Cômica, que acontece de 13 a 16 de outubro, em Curitiba. Gratuita, a atividade é conduzida pelo dramaturgo, ator e pesquisador do riso Amande Macedo, na Garalhufa Escola de Atuação, no Centro. As vagas são limitadas e as inscrições estão abertas por meio de formulário disponível no link da bio do @triocuspao

Destinada a maiores de 17 anos, a oficina reúne quatro encontros, das 19h às 22h, totalizando 12 horas de imersão na escrita cômica. A seleção acontece por meio de carta de interesse, voltada a pessoas interessadas em escrita, dramaturgia e nas possibilidades do humor como linguagem de criação.

A comédia levada a sério
Durante os encontros, Amande Macedo compartilha metodologias de escrita, elementos da linguagem cômica e técnicas de estruturação de piadas. A proposta combina reflexão e prática, passando por teorias do cômico, análise e construção de estruturas de humor, exercícios de escrita e experimentações.

A ideia é olhar para a comédia por dentro: entender seus mecanismos, testar possibilidades e perceber como ritmo, lógica, expectativa, quebra e absurdo podem ser utilizados na construção dramatúrgica. Para Amande, investigar a comicidade pela dramaturgia também envolve mudar a posição de quem produz e de quem é colocado como objeto do riso. “Investigar o riso no âmbito dramático teatral é como uma retomada de poder, pra mim. É identificar como possibilidade o fazer rir e não somente ser o alvo de riso”, comenta.

A pesquisa parte da possibilidade de assumir o lugar de quem conta a história e de transformar experiências em matéria para o riso. “É recuperar as rédeas de quem conta histórias suas, dos seus, das suas, des sues, e ainda se atreve a ter a intenção disso tudo desembocar em riso”. A oficina também tem uma dimensão prática e divertida. “Vamos levar muito a sério a comédia, analisar estruturas de piadas e investigar como provocar o riso como quem estuda seriamente as placas tectônicas”, afirma Amande.

Entre teorias, exercícios, tentativas e erros, os participantes experimentam as possibilidades da escrita cômica e descobrem, na prática, o que pode provocar um pequeno terremoto no diafragma.

Uma primeira etapa de “Alguém pode me ouvir?”
A oficina integra “Alguém pode me ouvir?”, proposição do Trio Cuspão de Teatro, grupo emergente da cena teatral de Curitiba que pesquisa a comicidade em cena.

O projeto nasce de uma história real que parece saída de uma comédia absurda: um golpista se passa por astronauta ao telefone e convence uma mulher de 65 anos a financiar sua suposta volta à Terra. “Alguém pode me ouvir?” é a primeira frase dita pelo golpista durante a abordagem.

A situação desperta o interesse do Trio Cuspão para investigar as fraudes digitais pela linguagem teatral. O espetáculo aborda estratégias utilizadas por golpistas e formas de prevenção, aproximando informação, humor e teatro.

A oficina acontece antes do processo criativo da montagem. A criação do espetáculo começa no início de 2027, a partir das pesquisas desenvolvidas pelo grupo. A temporada está prevista para maio de 2027, com 16 apresentações em Curitiba.

O projeto inclui ainda audiodescrição integrada, em parceria com a CASA Consultoria, e bate-papos com o público após as sessões.

Neste momento, o Trio Cuspão volta o olhar para a própria matéria-prima de seu trabalho: a comicidade. A oficina cria um espaço de investigação e compartilhamento de ferramentas de dramaturgia que também alimentam a pesquisa do grupo para o futuro espetáculo.

SERVIÇO:
OFICINA DE IMERSÃO EM DRAMATURGIA CÔMICA
Quando: 13 a 16 de outubro de 2026 | 19h às 22h
Carga horária: 12 horas
Onde: Garalhufa Escola de Atuação (Rua São Francisco, 308, Centro)
Público: maiores de 17 anos
Vagas: limitadas
Seleção: por meio de carta de interesse
Inscrições: gratuitas, via formulário disponível no link da bio do @triocuspao | linktr.ee/triocuspao | https://forms.gle/2uvXR3S2MXJi75YS9

Fonte: @bb_comunica
Arte: Will Fagundes

5ª MOSTRA CLAUDETE PEREIRA JORGE ABRE AS PORTAS DO TEATRO E SE ESPALHA POR CURITIBA

De 10 a 29 de outubro, programação gratuita ocupa o Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge, Casa Hoffmann, Passeio Público, Praça Santos Andrade e Espaço Fantástico das Artes.

Claudete Pereira Jorge foi a primeira mulher a dar nome a um teatro público de Curitiba. E também dá nome a uma travessa em frente ao Teatro Guaíra. Em outubro, sua memória ganha novos caminhos. De 10 a 23 de outubro, a 5ª Mostra Claudete Pereira Jorge realiza uma antiga vontade: deixar de acontecer apenas dentro do teatro e ocupar outros espaços da cidade. Pela primeira vez, o festival chega ao Passeio Público, à Praça Santos Andrade, à Casa Hoffmann e ao Espaço Fantástico das Artes, sem deixar de ocupar todos os espaços do Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge. Toda a programação é gratuita.

Realizada pela NBP Produções, Cia. Fluctissonante e Pomeiro Gestão Cultural, a Mostra reúne teatro, dança, performance, música, instalação, oficinas e encontros com o público, misturando artistas convidados e trabalhos selecionados por convocatória pública. “A gente queria há algum tempo que a Mostra pudesse sair do Novelas e encontrar outros lugares da cidade. Claudete faz parte da memória de Curitiba e faz sentido que essa homenagem também ocupe outros espaços, criando novos encontros entre artistas, públicos e territórios”, afirma Helena de Jorge Portela, filha de Claudete, diretora da Cia. Fluctissonante, idealizadora e curadora da Mostra.

Convites, descobertas e uma cena em movimento
Quatro espetáculos foram convidados especialmente para esta edição: Do Dia Em Que Olhei No Espelho e Não Me Encontrei, de Pagu Leal; Baderna, de Giorgia Conceição (Miss G); Brio Breu, da cia. sol-te; e HI, BREASIL!, do Grupo Olho Rasteiro. Os demais trabalhos foram selecionados por meio de convocatória pública, ampliando o diálogo da Mostra com diferentes artistas e propostas da cena curitibana.

O resultado não pretende caber em uma única estética. São trabalhos que transitam pelo teatro, dança, performance, música e artes visuais, reunindo diferentes trajetórias, corpos, linguagens e perspectivas. “A convocatória abre a Mostra para aquilo que a gente ainda não conhece. Ao mesmo tempo, os convidados trazem trabalhos que queríamos muito colocar em diálogo com essa programação. O encontro entre essas duas frentes é parte importante da identidade desta edição. A ideia é criar uma programação que tenha diversidade de linguagens, mas também diversidade de olhares, corpos e experiências”, explica Igor Augustho, diretor de produção da Pomeiro Gestão Cultural e curador da Mostra.

Acessibilidade como ponto de partida
Se a Mostra quer ocupar novos lugares, também quer ampliar quem pode ocupar esses lugares. A acessibilidade atravessa o evento, por isso, todas as peças da programação têm sessões com tradução para Libras. A comunidade surda pode, assim, acompanhar todos os espetáculos da Mostra.

O Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge, conta com acessibilidade para pessoas em cadeiras de rodas, idosas, com mobilidade reduzida, gestantes, etc. A proposta acompanha a própria diversidade da programação, fazendo da acessibilidade parte da experiência dos espetáculos e das relações construídas com o público. “A acessibilidade não é um recurso que acrescentamos depois. Ela faz parte da forma como pensamos a programação, os espaços e as relações. Queremos uma Mostra onde mais pessoas possam se reconhecer como parte da cena”, destaca Nautilio Portela, diretor da NBP Produções, diretor artístico da Mostra.

E se a ideia é ampliar os encontros, as crianças e as famílias também ganham espaço especial nesta edição. Histórias da Rainha Efigênia, de Ciliane Vendruscolo, acontece no Passeio Público, nos dias 10 e 11 de outubro, às 11h. No teatro, Brio Breu, da sol-te companhia, tem sessões nos dias 17 e 18 de outubro, às 15h, em uma programação voltada para todas as idades. Já HI, BREASIL!, do Grupo Olho Rasteiro, leva a Mostra para a rua, com apresentações gratuitas e de classificação livre na Praça Santos Andrade, em frente às escadarias da UFPR, nos dias 17 de outubro, às 17h, e 19 de outubro, às 18h.

Em caso de chuva, a apresentação de Histórias da Rainha Efigênia prevista para o espaço externo será transferida para a Casa Hoffmann. Para HI, BREASIL!, basta acompanhar o Instagram da Mostra Claudete.

Da formação à festa
As ações formativas acompanham diferentes momentos da Mostra. Na Casa Hoffmann, a programação começa antes das apresentações artísticas, com Introdução às Danças Urbanas, com Alucas Santos, e Autonarrativas da Beleza, vivência de escrita com Pagu Leal. Durante a programação, Leal também conduz A Língua Pode Ser um Bicho, oficina de escrita realizada no dia 10 de outubro. Já nos dias 28 e 29, após o encerramento da programação artística, Kênia Coqueiro conduz Caracterização Consciente.

A programação formativa também se aproxima da criação cênica com a Micro-residência de Palhaçaria – Sala de Espera, que reúne encontros nos dias 6 e 10 de outubro e culmina na intervenção artística Sala de Espera, no dia 11 de outubro, às 19h, no Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge. A participação é gratuita e requer inscrição prévia.

O Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge recebe ainda espetáculos, performances, pocket shows e a instalação Não Foi Possível Executar, de Luques Oliveira, além de bate-papos entre artistas e a crítica cultural Luciana Romagnolli após apresentações selecionadas.

“A Mostra chega à quinta edição sem perder a vontade de experimentar. Continuamos celebrando a produção local, mas agora ampliamos os lugares de encontro. Para além de ocupar espaços, queremos criar relações entre artistas, obras e públicos”, completa Igor Augustho.

E, para terminar do jeito que a Mostra gosta, a programação sai novamente do teatro. No dia 23 de outubro, o Espaço Fantástico das Artes recebe a festa de encerramento, com o pocket show Voa Noite Duo, de Lu Faccini e Leo Gumiero, e o irreverente Troféu Cabeça de Chinchila.

A programação completa está disponível no Instagram @mostraclaudete

SERVIÇO:
5ª Mostra Claudete Pereira Jorge
De 10 a 23 de outubro de 2026
Entrada: Para os espetáculos retirada de ingressos gratuitos 1 hora antes na bilheteria do Teatro. Para as demais atrações não há necessidade de retirada de ingressos, entrada por ordem de chegada sempre sujeita a lotação dos espaços. Para as oficinas, inscrições na rede da Mostra Clau (@mostraclaudete)

Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge
Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1222 – São Francisco

Casa Hoffmann
Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco
Passeio Público
Rua Luiz Leão, s/nº – Centro
*Apresentações de “Histórias da Rainha Efigênia”. Em caso de chuva, a programação será transferida para a Casa Hoffmann, mantendo-se o mesmo horário no dia 10 e às 13h no dia 11.

Praça Santos Andrade
Centro
*Apresentações de “HI, BREASIL!”. Em caso de chuva, basta verificar as redes sociais da Mostra (@mostraclaudete) para atualizações.

Espaço Fantástico das Artes
Rua Trajano Reis, 41 – São Francisco

Festa de encerramento – 23 de outubro.

Oficinas: Acontecem antes e depois da Mostra. São gratuitas, verifique as condições para participação no perfil do evento @mostraclaudete

Realização: NBP Produções, Cia. Fluctissonante e Pomeiro Gestão Cultural | Financiamento: Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba – Mecenato Subsidiado | Apoio: Fundação Cultural de Curitiba.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA
AÇÕES FORMATIVAS

As oficinas da 5ª Mostra Claudete Pereira Jorge acontecem integralmente na Casa Hoffmann, ampliando pela primeira vez a presença da Mostra pela cidade. São quatro atividades gratuitas, voltadas a diferentes práticas e experiências de criação.

Terça (6) e quinta (8): Introdução às Danças Urbanas, com Alucas Santos, das 18h30 às 21h30, propõe um primeiro contato com linguagens como hip-hop, funk e passinho, aproximando dança, cultura e diferentes corporeidades.

Quarta (7) e sexta (9): Autonarrativas da Beleza, com Pagu Leal, das 18h30 às 21h30, investiga escrita autobiográfica e criação dramatúrgica a partir de questões como beleza, corpo, tempo e identidade.

Sábado (10): A Língua Pode Ser um Bicho, com Leal, das 14h às 18h, propõe uma investigação sobre linguagem, corpo e criação.

Quarta (28) e quinta (29): Caracterização Consciente, com Kênia Coqueiro, das 18h30 às 21h30, encerra a programação formativa da Mostra.

A Micro-residência de Palhaçaria – Sala de Espera reúne encontros nos dias 6 e 10 de
outubro e culmina na intervenção artística do dia 11 de outubro, às 19h.

As oficinas são gratuitas. As inscrições devem ser realizadas pelos formulários disponíveis no link da bio do Instagram @mostraclaudete

APRESENTAÇÕES E AÇÕES ARTÍSTICAS
A programação artística começa oficialmente no sábado (10), com Histórias da Rainha Efigênia, de Ciliane Vendruscolo, às 11h, no Passeio Público. Em caso de chuva, a apresentação será transferida para a Casa Hoffmann. Às 19h30, o Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge recebe Vida Útil, com Gilda Elisa sob texto e direção de Igor Augustho, espetáculo que marca o retorno da atriz aos palcos e conta com tradução para Libras, celebrando o primeiro dia de apresentações com o famoso brinde a Claudete.

Domingo (11): às 11h, Histórias da Rainha Efigênia faz segunda apresentação no Passeio Público. Às 19h, no hall do teatro Sala de Espera, com Camila Jorge, Janaína Fernanda e Suelen Oliveira, junto a palhaças e palhaces que participaram de uma micro-residência que resulta numa intervenção criada a partir de uma micro-residência de palhaçaria, vai ocupar o teatro. Às 19h30, Vida Útil tem nova apresentação, também com Libras.

Terça (13): começa a exposição da instalação Não Foi Possível Executar, de Luques Oliveira, no hall do teatro, onde permanece até o dia 17, aberta a visitação durante os horários de programação. Às 20h, a Cia. Café Preto apresenta Sinal de Vida, jogo de compartilhamento de performances e cenas que partem da pergunta “o que é vitalizante hoje?”. A sessão será seguida de bate-papo com Luciana Romagnolli.

Quarta (14): às 19h, o hall recebe o pocket show de Vini Sant. Às 20h, Sinal de Vida retorna ao palco, com tradução para Libras.

Quinta (15): às 20h, Pagu Leal apresenta Do Dia Em Que Olhei No Espelho e Não Me Encontrei, seguido de bate-papo com Luciana Romagnolli.

Sexta (16): às 19h, Catharine Moreira e Talita Grünhagen apresentam a cena curta bilíngue em Libras e português Vem, Desconecta!. Às 20h, Pagu Leal retorna com Do Dia Em Que Olhei No Espelho e Não Me Encontrei, desta vez com tradução para Libras.

Sábado (17): às 15h, a programação para crianças e famílias apresenta Brio Breu, da sol-te companhia, com Libras. Às 17h, o Grupo Olho Rasteiro apresenta o espetáculo de rua HI, BREASIL!, de classificação livre, na Praça Santos Andrade, em frente às escadarias da UFPR. Às 20h, o OMI Núcleo Artístico e Cavala Produções, apresentam Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela, seguido de bate-papo com Luciana Romagnolli.

Domingo (18): às 15h, Brio Breu tem nova sessão para crianças e famílias. Às 19h, o hall do teatro recebe Letologias, com Trava da Fronteira. Às 20h, Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela retorna, desta vez com tradução para Libras.
Segunda (19): às 18h, o Grupo Olho Rasteiro apresenta o espetáculo de rua HI, BREASIL!, de classificação livre, na Praça Santos Andrade, em frente às escadarias da UFPR. Em caso de chuva, basta acompanhar o Instagram da Mostra Claudete.

Quarta (21): às 19h, Trabatalhar uma performance com Leal no hall do Teatro Novelas. Às 20h, Giorgia Conceição (Miss G) apresenta Baderna, seguido de bate-papo com Luciana Romagnolli.

Quinta (22): às 19h, o hall recebe Horrorosas Desprezíveis com o pocket show Lésbika’s. Às 20h, Baderna retorna, com tradução para Libras.

Sexta (23): a Mostra encerra sua programação artística no Espaço Fantástico das Artes, com abertura da casa a partir das 19h, com o pocket show Voa Noite Duo, de Lu Faccini e Leo Gumiero, e o Troféu Cabeça de Chinchila, festa de encerramento que celebra a produção artística curitibana com humor e irreverência.

A programação é gratuita. Informações sobre classificação indicativa, acessibilidade, inscrições e eventuais alterações estão disponíveis no Instagram @mostraclaudete

Ficha Técnica:
Direção Artística: Nautilio Portela | Curadoria: Helena de Jorge Portela e Igor Augustho | Direção de Produção: Igor Augustho | Produção Executiva: Bruna Bazzo | Assistente de Produção: Felipe Bacelar | Assessoria Jurídica e Contábil: Ivanes Mattos | Tradução para Libras: Talita Grünhagen | Mediação Bate Papos: Luciana Romagnolli | Mestres de Cerimônias: Geysa Costa e Nautilio Portela | Coordenação Técnica: Lucas Amado | Produção Técnica: Blip Art | Responsável Técnico: Marley | Sonorização: Rochedo Produções Artísticas | Identidade Visual e Design Gráfico: Pat Cividanes | Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo | Cobertura em Tempo Real e Video Creator: Willa Tomas | Registros Fotográficos e Audiovisuais: Chico Paes | Captação de Recursos: Adriano Vogue | Realização: Cia. Fluctissonante e NBP Produções | Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Vitor Dias

10ª EDIÇÃO DO FUSÃO CRIATIVA CHEGA À ÓPERA DE ARAME PARA CELEBRAR O DESIGN, A MODA, A ARTE

A criatividade volta ao palco mais amado da cidade

A 10ª edição do Fusão Criativa chega à Ópera de Arame para celebrar o design, a moda, a arte e o empreendedorismo criativo em um dos espaços mais emblemáticos de Curitiba.

Serão mais de 30 expositores reunindo marcas autorais, produtos exclusivos e experiências diferenciadas, além de DJ, ambiente inspirador e uma programação pensada para toda a família. O Sebinho + Antiquário Coisa Véia participam com exposição de livros e discos. Hermanitocollage participa com suas colagens maravilhosas!!! Na feira você encontra velas, presentes, moda autoral, brechó, flash tatoo e muito mais.

Venha viver uma experiência que conecta criatividade, cultura e empreendedorismo em um dos cartões-postais mais incríveis da cidade.

Fusão Criativa – 10ª edição.
Onde ideias se encontram, talentos se conectam e a criatividade acontece.

Serviço:
Fusão Criativa – 10ª edição
📅 19 e 20 de setembro
🕙 Das 10h às 18h
📍 Ópera de Arame | Parque Jaime Lerner, R. João Gava, 920 – Abranches, Curitiba.
🎟️ Ingressos:
R$ 30 – Inteira
R$ 15 – Meia-entrada para moradores de Curitiba e Região Metropolitana.

“FALE AGORA” LEVA O FOXP2 DO LABORATÓRIO AO PALCO PARA INVESTIGAR FALA, SILÊNCIO E ESCUTA

Solo científico-filosófico escrito e dirigido por Pagu Leal, com atuação de Marrara Mara, tem apresentações gratuitas nos dias 19, 20 e 27 de setembro, em Curitiba, pelo Festival da Primavera

O que nos torna capazes de falar? E o que acontece quando uma pessoa tem voz, mas não encontra quem a escute? Essas perguntas atravessam Fale Agora, solo científico-filosófico escrito e dirigido por Pagu Leal e interpretado por Marrara Mara. A montagem parte de uma descoberta sobre o FOXP2, gene relacionado à fala e à linguagem, para construir uma investigação cênica sobre evolução, comunicação, silêncio e poder.

A estreia acontece em setembro, dentro da programação do Festival da Primavera, promovido pela Fundação Cultural de Curitiba. O espetáculo terá quatro apresentações gratuitas no Centro Cultural Espaço de Arte, nos dias 19 e 20 de setembro, e uma apresentação na Casa Hoffmann, no dia 27.

Do gene à linguagem
A ideia de Fale Agora surgiu quando Pagu Leal encontrou, em um livro de biologia, informações sobre o FOXP2. A descoberta abriu uma pesquisa sobre a capacidade humana de linguagem e os processos evolutivos que permitiram o desenvolvimento de formas tão complexas de comunicação.

A fala, porém, não acontece por causa de um único elemento. Genética, cérebro, língua, boca, pregas vocais e outros mecanismos participam desse processo. Em cena, essas questões científicas convivem com perguntas filosóficas e situações concretas em que falar pode ser uma experiência de disputa, vulnerabilidade e resistência. “Tudo começou com um livro que me fez perguntar o que nos torna humanos: o que nos permite falar do passado, projetar o futuro e criar poesia? A pesquisa me levou ao FOXP2, um gene relacionado à capacidade humana de falar. A partir daí, fui entendendo que a fala é resultado de uma série de processos evolutivos que envolvem genética, cérebro, língua, boca, pregas vocais e toda uma complexidade que a peça investiga em cena”, explica Pagu Leal.

Três vozes em cena
Sozinha no palco, Marrara Mara constrói três figuras que atravessam diferentes dimensões da fala. Uma delas é uma cientista e professora fascinada pelo corpo humano, pela evolução e pelos mecanismos que permitem transformar ideias em linguagem. Outra é uma atriz que chega a uma delegacia para prestar uma queixa e se depara com a dificuldade de falar sobre o que aconteceu e ser efetivamente ouvida. A terceira é a Narradora/Cassandra, responsável por fazer perguntas, estabelecer conexões e deslocar a narrativa entre diferentes tempos e histórias.

A construção das personagens coloca corpo e voz no centro da cena. Bailarina e atriz, Marrara reúne sua experiência nas duas linguagens para sustentar um solo que transita entre informação científica, ficção, humor, memória e questões políticas. “Na peça, interpreto três vozes: uma cientista, uma atriz e uma narradora. A cientista me levou para um universo muito diferente do meu, de pesquisa sobre genética e evolução da linguagem, e foi uma delícia descobrir tudo isso a partir do texto da Pagu. Já a atriz, que vai a uma delegacia prestar uma queixa, toca em um lugar muito sensível para mim e me faz pensar na dificuldade que tantas mulheres enfrentam para conseguir falar sobre situações de violência. E a narradora é quem faz as perguntas difíceis e liga todos esses pontos. É uma viagem entre passado, presente e futuro que estou muito curiosa para ver como vai reverberar nas pessoas”, conta Marrara Mara.

A pesquisa científica encontra, assim, uma questão histórica: se a linguagem possibilitou à humanidade contar histórias, expressar sentimentos, fazer acordos, falar sobre aquilo que já aconteceu e imaginar o que ainda não aconteceu, por que tantas vozes continuam sendo interrompidas, desacreditadas ou silenciadas? “Se de um lado a humanidade pode ser pensada a partir da nossa capacidade de falar, expressar ideias e sentimentos, contar histórias e fazer acordos, por outro, essa mesma capacidade também produziu silenciamentos. Ao longo da História, muitas vozes foram caladas em detrimento de uma voz única, de um discurso que se impôs. É nesse paradoxo que a peça se coloca: o que significa ter voz e, ainda assim, não ser ouvido?”, indaga Pagu Leal.

A encenação reúne diferentes linguagens artísticas para construir esse trânsito entre ciência, pensamento e experiência. Nadja Naira assina a luz; Ane Adade, a direção de movimento; Gui Almeida, cenário e figurino; e Tafnes Taborda, a trilha sonora original e as paisagens sonoras. A produção é de Cassia Hauari e Thaíse Hauari, com produção de conteúdo de Juliana Zaguobinski, design e identidade visual de Johnny Leal e produção executiva da Sociedade Poética.

SERVIÇO:
Espetáculo – Fale Agora
Centro Cultural Espaço de Arte: Rua Alberto Folloni, 1534 – Ahú
Dias: 19 de setembro de 2026 (sab), 18h e 20h | 20 de setembro de 2026 (dom), 17h e 19h | *17h – apresentação com Libras |
Ingressos: Entrada gratuita, 35 lugares, sujeitos à lotação. Distribuição 1 hora antes de cada apresentação na bilheteria. *O Centro Cultural Espaço de Arte também conta com café-bistrô, com mesas, comidas e bebidas, aberto ao público.
Casa Hoffmann: Rua Claudino dos Santos, 59 – São Francisco
Dia: 27 de setembro de 2026 (dom), 12h
Ingressos: distribuição 1 hora antes da apresentação.
Informações: @faleagorasolo

Ficha técnica
Texto e Direção: Pagu Leal | Atuação: Marrara Mara | Luz: Nadja Naira | Cenário e Figurino: Gui Almeida | Trilha Sonora: Tafnes Taborda | Direção de Movimento: Ane Adade | Coordenação de Produção: Cassia Hauari | Produção: Thaíse Hauari | Produção de Conteúdo: Juliana Zaguobinski | Designer e Identidade Visual: Johnny Leal | Produção Executiva: Sociedade Poética

Marrara Mara iniciou os estudos em dança aos 12 anos e formou-se bailarina pela Escola de Danças do Teatro Guaíra. É graduada em Bacharelado e Licenciatura em Dança pela UNESPAR/FAP e atriz formada pela Academia de Artes Cênicas Cena Hum. Sua trajetória transita entre teatro, dança e audiovisual.

Participou de produções das companhias Stavis Damaceno e Regina Vogue, entre elas Tom 208 beijos e abraços sem fim, Homem ao vento e Bita e as Brincadeiras, trabalhos que receberam indicações e premiações no Troféu Gralha Azul e na APCA. No audiovisual, atuou em comerciais, videoclipes, curtas e longas-metragens, como Doutor Monstro, de Marcos Jorge, Tantas Coisas Contém em Si o Acidente, de Ana Johann, e na série Contracapa. É também cofundadora da Lunar Cia de Teatro. Foto: Bruma de Sá.

Pagu Leal é atriz, dramaturga, diretora, produtora cultural e criadora de conteúdo digital, com mais de três décadas de trajetória nas Artes Cênicas. Formada em Filosofia pela UFPR, desenvolve pesquisas em Filosofia da Linguagem, Teoria da Comunicação, Neurofilosofia e Cognição, campos que atravessam sua prática artística e pedagógica.

Como atriz, participou de mais de 40 espetáculos profissionais em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e interior do Paraná, trabalhando com companhias como Delírio, Satyros, Confraria Cênica, Tanta Produções, Duplo Produções e Stavis Damaceno. Na televisão, criou, roteirizou e atuou na série de humor Coisas de Casal, exibida pela RPC/Globo. Como diretora, assinou trabalhos como Difícil Amor e a direção artística de concertos da Camerata Antiqua de Curitiba.

Na dramaturgia, tem 12 textos encenados, entre eles A Vênus das Peles, vencedor do Prêmio Myriam Muniz/Funarte, Difícil Amor, vencedor do Troféu Poty Lazarotto, e Que Absurdo!, selecionado para Dramaturgias Contemporâneas da Fundação Cultural de Curitiba. Também publicou ensaios críticos e artigos científicos, aproximando pensamento filosófico e prática artística. Foto: Bruma de Sá.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica
Crédito fotos: Juliana Zaguobinski
, Bruma de Sá.

CAIXA CULTURAL CURITIBA ANUNCIA SHOW INÉDITO DE ANA FRANGO ELÉTRICO

“Ana Frango Elétrico de Bolso” será apresentado entre os dias 19 e 20 de setembro, com a presença do multi-instrumentista Vovô Bebê

A CAIXA Cultural Curitiba recebe, em setembro, a estreia na capital paranaense do espetáculo “Ana Frango Elétrico de Bolso”. Em formato intimista, a apresentação reúne a compositora, poeta, artista visual e produtora musical Ana Frango Elétrico e o multi-instrumentista Vovô Bebê, em uma experiência que aproxima os artistas cariocas do público curitibano. As apresentações acontecem em sessões duplas nos dias 19 e 20 de setembro, às 17h e 19h30, com interpretação em LIBRAS na sessão das 19h30 do sábado (19).

“Ana Frango Elétrico de Bolso” evidencia a versatilidade de um projeto que, desde 2023, circula por diversas capitais. A artista e o cantor, compositor e produtor Vovô Bebê (nome artístico de Pedro Dias Carneiro) são parceiros de longa data. A parceria discográfica entre os dois teve início em 2018, com o álbum de estreia de Ana, “Mormaço Queima” (RISCO).

Entre a palavra escrita e a falada, Ana evoca no show a sua multiplicidade. Com voz, guitarra e sampler, ela constrói camadas que se expandem em diálogo com a pulsação elétrica do contrabaixo de Vovô Bebê, que sustenta e intensifica a força dessa junção sonora.

No palco, os artistas percorrem a discografia de Ana Frango Elétrico em um setlist que vai a outros extremos e possibilidades de processo e produção musical, entre versões e faixas inéditas.

“Acho que [Ana Frango Elétrico de Bolso] é um lugar mais intimista, como se o público estivesse em minha casa comendo de minha comida”, pondera a artista.

Neste encontro inédito em Curitiba, o público é convidado a atravessar o universo subjetivo de Ana Frango Elétrico, em uma experiência entrelaçada à poética em expansão no espaço-tempo criativo da artista.

Após a segunda sessão do espetáculo, no sábado (19), Ana Frango Elétrico participa de um bate-papo com o público sobre o processo de criação de “Ana Frango Elétrico de Bolso”, a construção do repertório e a parceria artística que dá forma à apresentação. O encontro acontece logo após a sessão das 19h30 e contará com interpretação em LIBRAS, ampliando as possibilidades de acesso e participação do público.

Sobre Ana Frango Elétrico
Ana Frango Elétrico é uma artista em transmutação. A não-binariedade atravessa a construção de sua linguagem poética e artística. Ela expande o universo de sua obra nas artes gráficas, visuais e sonoras.

Entre dobras e texturas nostálgicas ao longo de seu amadurecimento discográfico, Ana também é reconhecida por sua pesquisa multidisciplinar, com indicação ao Prêmio PIPA em 2021.

No ano seguinte, Ana venceu o Grammy Latino como co-produtora musical, na categoria Melhor Álbum Pop em Português, pelo disco “Sim Sim Sim” (2022, Mr Bongo), único álbum lançado pelo grupo Bala Desejo.

Multifacetada em suas linguagens, a carioca compilou, em seu livro-catálogo de estreia, “Escoliose: paralelismo miúdo” (2020, Edições Garupa), poesias, gravuras e ilustrações produzidas entre os anos de 2015 e 2019, com a apresentação da escritora Heloisa Buarque de Hollanda, intitulada “Um bilhete para Ana F”.

Com o segundo álbum de estúdio, “Little Electric Chicken Heart” (2019, RISCO), Ana consolidou sua projeção nacional e internacional. Ela conquistou a premiação da APCA e foi indicada ao Grammy Latino, ao Prêmio Multishow da Música Brasileira e ao Women’s Music Event Awards. Com repercussão na imprensa especializada brasileira e internacional, o projeto ganhou a versão em vinil no Brasil e no Japão.

O lirismo noir encontra novas formas em “Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua”, terceiro álbum de estúdio de Ana Frango Elétrico, lançado em 2023 em parceria com os selos RISCO (Brasil), Mr Bongo (Inglaterra) e Think! Records (Japão).

A partir dele, no ano seguinte, a poética de Ana atravessou novas fronteiras, chegou aos palcos japoneses e ampliou a dimensão internacional de sua obra.

De volta ao Brasil após sua segunda eurotour, realizada em agosto deste ano e com destaque para a participação no Sziget Festival, na Hungria, Ana integra, ao lado do estilista Ronaldo Fraga, a equipe da turnê do show “Que mulher é essa?!”, da cantora Simone, na qual assina direção musical e os arranjos.

Atualmente, além do espetáculo “Ana Frango Elétrico de Bolso”, ela está confirmada no line-up do Primavera Sound São Paulo e do Coala Festival, neste último, em um show ao lado de Marcos Valle.

Ana Frango Elétrico transforma a própria singularidade artística em linguagem, absorvendo os movimentos despretensiosos do universo ao seu redor para construir narrativas de sua própria egrégora, em seu heterônimo mulher-homem-bicho.

SERVIÇO:
Ana Frango Elétrico de Bolso – Show com Ana Frango Elétrico e Vovô Bebê
Local: CAIXA Cultural Curitiba
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro
Datas e horários: 19 de setembro (sábado), às 17h (primeira sessão) e 19h30 (segunda sessão); 20 de setembro (domingo), às 17h (primeira sessão) e 19h30 (segunda sessão);
Sessão com interpretação em Libras: Sessão das 19h30 de sábado (19);
Ingressos: R$15 (meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei) e R$30 (inteira)
Vendas: a partir de 12 de setembro, às 10h, na bilheteria física; e às 15h, pela Bilheteria Digital.
Funcionamento da bilheteria: Terça a sábado, das 10h às 20h | Domingos, das 10h às 19h
Duração: 75 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Informações: CAIXA Cultural | Instagram @caixaculturalcuritiba | (41) 3041-2155

SERVIÇO:
Bate-papo com Ana Frango Elétrico
Data: 19 de setembro (sábado), após a sessão das 19h30
Local: CAIXA Cultural Curitiba
Participação: Ana Frango Elétrico
Acessibilidade: interpretação em Libras
Acesso: atividade realizada após a segunda sessão do espetáculo. Participação condicionada ao acesso à sessão das 19h30.

Fonte: Cabana Assessoria
Crédito Foto: Hick Duarte.

BUTŌ OCUPA CURITIBA COM DANÇA, PERFORMANCE E CORPOS EM TRANSFORMAÇÃO

E se o corpo não precisasse estar sempre funcionando? E se o cansaço, a fragilidade, a deformação e até a morte também pudessem ser matéria de criação? É a partir dessas perguntas que “Liturgia dos Escombros – Mostra de butō contemporâneo” chega a Curitiba. Fruto de uma iniciativa independente dos próprios artistas e produtores envolvidos, a mostra ocupa o Espaço KÀ de Artes e a Casa Hoffmann, entre 18 e 22 de setembro, com performances, cine-butō, oficinas e conversas.

Idealizada pelo butōista Lucca Lírio e pelos dançarinos de butō Beatriz Marçal e Caio Frankiu, com direção e curadoria de Lucca, a mostra parte de uma linguagem nascida no Japão do pós-guerra, que rompeu com padrões tradicionais de beleza, virtuosismo e representação. Inspirada nas linhagens de Tatsumi Hijikata, Kazuo Ohno e Yoshito Ohno, Liturgia dos Escombros aproxima o butō de questões do presente: exaustão, ancestralidade, desejo, precariedade, memória, morte e transformação. “O butō não começa perguntando como um corpo deve parecer. Ele pergunta o que esse corpo carrega, o que o atravessa e o que ainda pode nascer dele. Olhar para a fragilidade pode ser um gesto radical”, afirma Lucca Lírio.

Dois espaços, duas atmosferas
A programação foi pensada em duas frentes curatoriais, criando experiências distintas para o público. No Espaço KÀ acontece o SOMOS KÀ-baret, programação paga que recupera uma dimensão experimental, noturna, erótica e marginal ligada às primeiras experiências do butō. Em diálogo com o Ankoku-Butō, a “dança das trevas” de Tatsumi Hijikata, a programação mistura performances ao vivo, cine-butō, registros históricos e festejos.

Entre os trabalhos estão performances ao vivo e transmissão de vídeo-dança butō, além de vídeos de arquivo da história do Butō e outras produções audiovisuais. “O Espaço KÀ permite uma relação mais carnal, excessiva e indisciplinada com o butō. É um espaço em que a performance pode acontecer junto com o cinema, a música, o encontro e a presença do público”, explica Beatriz Marçal.

Na Casa Hoffmann, as apresentações de 20 a 22 de setembro são gratuitas e assumem uma atmosfera mais ritualística, meditativa e fantasmagórica, aproximando-se das poéticas de Kazuo Ohno e da transmissão de Yoshito Ohno. “Nesse segundo polo da nossa mostra, decidimos honrar a linhagem mais onírica e surreal que chega até nós de Kazuo e Yoshito Ohno, onde se dança com os Ancestrais, dança-se com quem já não está mais aqui nesse plano, encontrando-se no limiar de vida. A morte aqui existe como um último suspiro, um alívio do retorno ao éter primordial” afirma Lucca.

Corpos que viram memória, criatura e paisagem
Nas performances, os corpos deixam de ser apenas instrumentos para se tornar matéria, arquivo, paisagem, criatura, fantasma e raiz.

Entre os trabalhos apresentados estão Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva dos cinco artistas citados anteriormente sobre transmissão, transformação e continuidade. “O corpo é também espaço. Quando ele ocupa, desloca ou transforma um lugar, cria outra relação com a cena e com quem está assistindo. É esse cruzamento entre corpo, espaço e dramaturgia que atravessa o meu trabalho”, afirma Caio Frankiu.

Quando o butō sai do palco
A mostra também abre espaço para formação e pesquisa. Na Casa Hoffmann, a programação inclui as oficinas Karada – O Corpo Vazio, MA – O Espaço-Entre, além da Roda de Conversa Butô: Origem e História.

Antes da abertura da mostra, no dia 13 de setembro, a Casa Hoffmann recebe, dentro da programação Portas Abertas, a oficina Butô: Inclusão Radical. A atividade é gratuita e aberta a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

A proposta parte de uma provocação: e se a fragilidade também fosse beleza? “Existe uma ideia de que determinados corpos precisam ser consertados antes de ocupar uma cena. A gente quer fazer o contrário: começar pelo corpo que existe, com suas marcas, seus limites, sua história e suas possibilidades. O butō começa aí”, afirma Lucca.

A pesquisa também ultrapassa o palco. Lucca Damilano e Nabylla Fiori de Lima tiveram aprovada no 1º Congresso de Dança da UNESPAR a pesquisa Butō como prática de cultivo: investigando a fronteira entre vida e cena, que será apresentada durante o Seminário de Pesquisa Acadêmica, realizado de 14 a 18 de setembro, em Curitiba. O estudo investiga o momento em que o viver cotidiano pode se transformar em dança, a partir da compreensão do butō como uma prática de cultivo, borrando as fronteiras entre arte e vida.

Entre o cabaré e o ritual, o grotesco e o sublime, a sombra e a flor, Liturgia dos Escombros aproxima diferentes linhagens, corpos e modos de criação. Para Lucca, “um corpo que não precisa ser perfeito para estar em cena. Um corpo que pode parar, desaparecer, se transformar, e continuar”, finaliza.

SERVIÇO:
LITURGIA DOS ESCOMBROS – Mostra de butō contemporâneo
Data: 18 a 22 de setembro de 2026
Espetáculos de Classificação: 14 anos

SOMOS KÁ-BARET
De: 18 e 19 de setembro | 19h às 22h
Local: Espaço Kà de Artes (Rua Treze de Maio, 506 – Centro)
*Performances, cine-butō, vídeos e registros históricos.

Ingressos via Sympla aqui

LITURGIA DOS ESCOMBROS
De: 20, 21 e 22 de setembro
Local: Casa Hoffmann (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco)

Horarios: 9h às 13h: oficinas e formação | 14h às 18h: ensaios técnicos | 19h às 22h: performances

*Apresentações gratuitas, retirada de ingressos com uma hora de antecedência. Oficinas gratuitas mediante inscrição., no link: aqui

PORTAS ABERTAS
Dia: 13 de setembro | domingo | 9h às 13h | Casa Hoffmann

Oficina Butô: Inclusão Radical

*Atividade gratuita, aberta a diferentes corpos, idades e habilidades. Não é necessário ter experiência anterior em dança. Inscrições na hora.

Instagram: @pocoependulo | @espacokadeartes

PROGRAMAÇÃO:

A programação começa no dia 13 de setembro, antes da abertura oficial da mostra, com a Oficina Butô: Inclusão Radical, realizada das 9h às 13h na Casa Hoffmann, dentro do projeto Portas Abertas. Gratuita, a atividade é voltada a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

Nos dias 18 e 19 de setembro, o Espaço KÀ recebe, das 19h às 22h, o SOMOS KÁ-baret, reunindo performances, cine-butō, vídeos e registros históricos, e uma programação audiovisual dedicada ao universo do butō. A entrada com 3 lotes e venda na hora.

De 20 a 22 de setembro, a Casa Hoffmann concentra a programação principal de Liturgia dos Escombros, com atividades formativas pela manhã e performances à noite. No dia 20, o público poderá assistir a Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva.

No dia 21, a programação reúne Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; e novamente Butōsei no YoaKe. Já no dia 22, são apresentados Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e a criação coletiva Butōsei no YoaKe. As apresentações na Casa Hoffmann são gratuitas.

A programação formativa inclui as oficinas Karada – O Corpo Vazio, MA – O Espaço-Entre, a Roda de Conversa Butô: Origem e História e a partitura imagética e corporal do butō. As atividades são gratuitas mediante inscrição.

20 de setembro – Oficina Butō: Karada, O corpo vazio
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira

21 de setembro – Oficina Butō: MA – O Espaço-Entre
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira

22 de setembro – Roda de Conversa Butō: Origem e História
Manhãs | 10h-12h | Gratuita

Horários e inscrições: aqui

Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Maria Tortato.