BARBARA CAMPELLI TRANSFORMA “ONDE EU SOL” EM SHOW NO TEATRO PAIOL

Barbara Campelli. Foto: Letícia Futato.

Há um ano, a cantora curitibana Barbara Campelli lançou Onde Eu Sol, seu primeiro álbum, de forma independente nas plataformas digitais. Agora, no aniversário do disco, leva o repertório ao palco em show que acontece no dia 24 de setembro, às 20h, no Teatro Paiol, em Curitiba. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Pixta.

“Música calma, MPB calminha.” É assim que Barbara costuma definir sua sonoridade. Sem se preocupar muito em enquadrá-la, encontrou na calma um território próprio para cantar sobre amor, desejo, saudade, perda, recomeço e também algum deboche.

O álbum nasceu de um grande sonho: escolher as músicas, ouvir os arranjos, entrar em estúdio e reunir músicos com quem queria trabalhar, e se tornou um projeto musical. O lançamento digital aconteceu sem pressa e, naquele momento, o disco encontrou seu próprio ritmo. Um ano depois, chega ao palco celebrando junto ao público uma obra que até então existia principalmente no ambiente digital. “O álbum foi um dos sonhos que queria realizar e realizei. E agora, com um ano de vida, resolvi colocar ele no palco. Tipo a festa de aniversário mesmo. Onde Eu Sol faz um ano e agora ele vai pro mundo, ao vivo, no Paiol”, afirma a cantora.

Sem pressa, Barbara foi encontrando sua voz
A música entrou na vida de Barbara muito antes de ela pensar em ser cantora. Nascida e criada em Curitiba, cresceu em uma família musical. Aos 30 anos, decidiu estudar canto e, aos 32, fez seu primeiro show. Em 2018, criou Ciclos do Amor, seu primeiro espetáculo solo.

A partir daí, sua trajetória foi se formando entre trabalhos como backing vocal, uma paixão e também parte de seu trabalho artístico, e encontros com artistas como Darlene Lepetit, Leo Fressato, Pietro Domiciano, Re Gugli, Bruna Pena e Capim Limão. Em 2021, lançou duas canções de Leo Fressato e, em 2024, fez backing vocal para o Capim Limão no Coolritiba. Barbara também integra o Doce Delírio, ao lado de Bruna Pena, Henrique Geladeira e Pietro Domiciano.

Foi desse caminho feito de encontros que nasceu a vontade de gravar Onde Eu Sol. “A música é um amor e quando ela me notou eu senti que ela também gostou de mim, mas nosso casamento não é convencional. Daqueles com festão, filhos e mesmo teto. Moramos uma na outra, numa relação íntima, mas com muito espaço”, revela.

O amor, em todas as suas contradições
Produzido por Julia Klüber, Onde Eu Sol reúne oito faixas que atravessam diferentes estados do amor. Há delicadeza, mas também sensualidade, melancolia, ironia e movimento.

A ideia do álbum começou com a vontade de Barbara de gravar Perfume, canção inédita de Julia Klüber, que também assina a produção, os arranjos e a direção musical do trabalho. A ideia cresceu e virou um álbum, batizado com uma composição de Pietro Domiciano, escrita especialmente para Barbara. No palco, Julia é acompanhada por Lilian Nakahodo nos synths e beats, Vic Vilandez no baixo e Dani Dalessa na bateria. O show recebe ainda Pietro, na voz e violão, e Murilo Campelli, no violão.

Para Barbara, o amor não é apenas um tema recorrente. É o lugar onde ela se reconhece como intérprete. “Hoje me vejo como uma intérprete das ondas que o amor inunda em alguém. Uma cantora de amor, de sorriso e abraço de amor, de dor e lágrima de amor”, afirma.

Sua música também carrega uma escolha: desacelerar. Em tempos intensos, Barbara aposta em canções que pedem escuta e presença e que, segundo ela, às vezes fazem as pessoas chorarem.

O show reúne as oito faixas de Onde Eu Sol, os dois singles lançados por Barbara em 2021 e outras seis canções que continuam investigando esse território tão amplo quanto contraditório: o amor. Para Barbara, chegar ao Paiol representa um dos maiores sonhos realizados até aqui. “Fazer um show no Paiol é GIGANTE! Eu falo que depois desse show vou ter que inventar um sonho novo, porque esse vai estar realizado”, conta entusiasmada.
A apresentação tem produção e realização de Wellington Guitti e Renata Zunino.


SERVIÇO:
Show “Onde Eu Sol” – Bárbara Campelli
Data: 24 de setembro de 2026
Horário: 20h
Local: Teatro Paiol (Rua Coronel Zacarias, 51 – Prado Velho)
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Vendas: aqui
Produção e realização: Wellington Guitti e Renata Zunino
Instagram: @barbaracampelli
Spotify: aqui

Claro. Mantive a mesma formatação, mas sem negrito.

Álbum Onde Eu Sol — faixa a faixa, por Barbara Campelli

  1. Essa Confusão — Dora Morelenbaum e Zé Ibarra
    Uma quase declaração de amor. Uma confusão de um talvez, nem sim, nem não. No álbum, a canção ganha uma versão mais malemolente, com uma pegada jazzy.
  1. Perfume — Julia Klüber
    Foi a música que me pegou pela letra desde a primeira vez que ouvi. Tem um tom quase mantrístico, com um refrão que se repete e que, no fim, todo mundo canta junto. Fala sobre o amor que desaparece quando o perfume acaba.
  1. Acaso — Igor Cordeiro
    É a mais “drama” do álbum, no meu coração. Fala sobre falar em silêncio. É de faltar o ar. O solo de cordas, com viola de Anadgesda Guerra, violoncelo de Rebeca Friedman e violino de Karina Romanó, traz uma profundidade linda para a história de um amor que já não é mais e cujo silêncio fala mais alto.
  1. Dengo — Barbara Campelli
    Minha única composição no álbum. Começa com um vocalize lânguido e, na segunda metade, vira uma espécie de baião percussivo, quase uma ciranda construída com os beats de Lilian Nakahodo, que também assina a coprodução. Fala sobre sentimentos que acompanham o amor, o sexo e o cotidiano.
  1. Coração Machucadinho — Lívia Lakomy e Estrela Leminski
    A mais upbeat e debochada do álbum. Tem a participação de Pietro Domiciano no violão e fala sobre uma espécie de vingança de um amor perdido. É divertida demais.
  1. Nada Por Mim — Herbert Vianna e Paula Toller
    Uma versão desse hit maravilhoso que todo mundo conhece e ama. Começa com ukulele e, depois, a banda entra, deixando a música com clima de mesa de bar, flerte e sorrisinhos. O solo de sax de Helinho Brandão deixa tudo ainda mais especial.
  1. Amor Brando — Buhr
    Uma confissão intimista. É a única faixa feita apenas de piano e voz. Julia Klüber traz muito sentimento para uma canção que, para mim, é quase uma declaração junto de um pedido de cuidado ao amar.
  1. Onde Eu Sol — Pietro Domiciano
    A faixa que dá nome ao álbum nasceu de uma história minha. Quando eu e Pietro fomos cantar juntos pela primeira vez, ele percebeu que eu estava nervosa e perguntou por quê. Contei que, aos seis anos, na minha primeira apresentação no palco da Ópera de Arame, eu caí logo no primeiro passo de uma coreografia de sapateado. Pensei em sair correndo, mas vi minha professora na coxia, sorrindo e fazendo sinal para eu levantar e continuar. E foi o que fiz.
    Anos depois, essa história virou a canção Onde Eu Sol. Pietro a compôs como um incentivo para eu me amar, cantar e ser leve. É de emocionar.

Sobre a artista:
Barbara Campelli é cantora curitibana, intérprete e apaixonada por harmonias e canções de amor. Nascida em uma família musical, passou pelo coral e pela dança antes de se dedicar ao canto. Aos 30 anos, começou a estudar profissionalmente e, aos 32, realizou seu primeiro show.

Desde então, atuou como backing vocal e participou de projetos com nomes da cena curitibana, como Leo Fressato e Pietro Domiciano, além de cantar com a banda Capim Limão no festival Coolritiba. Em 2018, criou Ciclos do Amor e, em 2021, lançou seus primeiros singles. Em 2025, apresentou de forma independente seu primeiro álbum, Onde Eu Sol, produzido por Julia Klüber.

Bárbara define sua sonoridade como “música calma, MPB calminha” e encontra no amor, em suas delicadezas, contradições e desastres, o principal território de sua música.

FICHA TÉCNICA – SHOW ONDE EU SOL
Voz: Barbara Campelli | Arranjos, direção musical e teclas: Julia Klüber | Teclas: Lilian Nakahodo | Baixo: Vic Vilandez | Bateria: Dani Dalessa | Convidado – voz e violão: Pietro Domiciano | Convidado – violão: Murilo Campelli | Luz: Lucas Amado | Som: Luigi Castel | Figurino: Isabella Brasileiro | Foto e vídeo: Letícia Futata e equipe


FICHA TÉCNICA – ÁLBUM ONDE EU SOL
Voz: Bárbara Campelli | Produção, arranjos e teclas: Julia Klüber | Teclas: Lilian Nakahodo | Baixo: Vic Vilandez | Bateria: Dani Dalessa | Participação – violão: Pietro Domiciano | Participação | sax: Helinho Brandão | Participação – viola: Anadgesda Guerra | Participação – violoncelo: Rebeca Friedman | Participação – violino: Karina Romanó | Mix: Leo Gumiero | Master: Fred Teixeira | Estúdio: Gramofone | Técnico: Vitor Pinheiro

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TERCEIRA EDIÇÃO DA RODA DE FOGO PROPÕE REFLEXÃO SOBRE MEMÓRIA, DIREITOS HUMANOS E RESISTÊNCIA COLETIVA

Encontro do ciclo “Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer” recebe Leandro Franklin e Raissa Micheluzzi no dia 29 de julho para uma conversa sobre memória LGBTI+, artivismo e construção de narrativas coletivas.

A cada encontro, a Roda de Fogo amplia as possibilidades de pensar a memória a partir de diferentes experiências. Depois de percorrer as relações entre literatura, criação artística e psicanálise, a terceira edição do ciclo Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer convida o público a refletir sobre a memória como prática política, território de disputa e ferramenta de resistência.

No dia 29 de julho, a Alfaiataria – Espaço de Artes recebe o professor, pesquisador e artivista Leandro Franklin e a jornalista, pesquisadora e agitadora cultural Raissa Micheluzzi para uma conversa aberta sobre memória, direitos humanos, cultura e os processos de preservação das histórias da população LGBTI+. A participação é gratuita e acontece, como nas edições anteriores, ao redor da fogueira no quintal da Alfaiataria, espaço pensado para estimular a escuta, a troca de experiências e a convivência.

Com curadoria do artista e pesquisador Francisco Mallmann, a Roda de Fogo reúne convidados de diferentes áreas do conhecimento para investigar a memória não como um arquivo estático, mas como uma construção permanente, atravessada pelos corpos, pelos afetos, pelos conflitos e pelas formas de produzir presença no mundo. O encontro integra o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Fundação Nacional de Artes (Funarte), iniciativa dedicada ao fortalecimento de práticas de criação, formação e intercâmbio nas artes da cena contemporânea.

Memória como prática de resistência
Nesta terceira edição, a conversa aproxima universidade, arte, ativismo e produção cultural para discutir a memória como um direito coletivo e uma ferramenta de transformação social. Em diálogo com suas trajetórias, Leandro Franklin e Raissa Micheluzzi, integrantes do coletivo Memória LGBTI+ Curitiba, compartilham experiências ligadas à preservação da memória LGBTI+, às políticas culturais, aos processos de documentação e às formas de tornar visíveis histórias frequentemente ausentes dos registros oficiais.

A atuação de ambos evidencia que lembrar não significa apenas preservar o passado, mas produzir novas possibilidades de existência no presente. Ao reunir pesquisa acadêmica, práticas artísticas e iniciativas de memória comunitária, os convidados discutem como arquivos, relatos, performances, documentários e ações culturais contribuem para fortalecer identidades, construir pertencimentos e ampliar o acesso à história de grupos historicamente marginalizados.

Ao aproximar diferentes campos do conhecimento, a Roda de Fogo reafirma sua proposta de transformar a memória em experiência compartilhada, fazendo da conversa um espaço em que narrativas individuais e coletivas se encontram ao redor do fogo.

A roda segue acesa
A Roda de Fogo integra o conjunto de ações do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), idealizado pela diretora artística Janaina Matter em parceria com a produtora cultural Michele Menezes, da Pró Cult. Contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Fundação Nacional de Artes (Funarte), o programa promove, ao longo de 2026, uma programação contínua voltada à formação, à pesquisa, à criação e ao intercâmbio nas artes da cena contemporânea.

Depois dos encontros dedicados às relações entre memória e criação literária e às aproximações entre memória e psicanálise, a terceira edição amplia esse percurso ao abordar os vínculos entre memória, direitos humanos, artivismo e participação social, reafirmando a proposta curatorial de construir um espaço contínuo de reflexão e escuta coletiva.

Além da Roda de Fogo, o programa realiza iniciativas voltadas à formação artística e à experimentação cênica, como a Oficina de Iluminação Cênica para Mulheres, ministrada por Lucri Reggiani; o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, conduzido por Guilherme Jaccon; a segunda edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria; e a Mostra Lés Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas latino-americanas.

Ao articular formação, pesquisa, criação e intercâmbio artístico, o Programa Contínuo Alfaiataria reafirma o compromisso da Funarte com o fortalecimento de processos continuados nas artes e consolida a Alfaiataria como um espaço de encontro entre diferentes saberes, experiências e modos de imaginar outros mundos possíveis.

As anfitriãs Janaina Matter e Michele Menezes, junto ao curador Francisco Mallmann, durante a Roda de Fogo, encontro que integra a programação do Programa AMP e transforma o quintal da Alfaiataria em um espaço de escuta, diálogo e reflexão sobre as múltiplas formas de pensar a memória. Foto: Vitor Dias.

SERVIÇO:
3ª Roda de Fogo – Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer
Convidados: Leandro Franklin e Raissa Micheluzzi
Data: 29 de julho de 2026
Horário: 19h (Duração: 1h a 1h30)
Local: Quintal da Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 247 – Centro)
Entrada: Gratuita, sujeita à capacidade do espaço.
Informações: @alfaiataria_

Sobre Leandro Franklin: Artivista e professor dos cursos de Direito e Produção Cultural da Universidade Federal do Paraná (UFPR), além de docente do Programa de Pós-Graduação em Direito da instituição. Coordena o projeto de extensão Máquina de Ativismos em Direitos Humanos, dirige o Grupo de Teatro do Direito UFPR – Insólitos e integra o coletivo Memória LGBTI+ de Curitiba. Sua trajetória articula pesquisa, produção artística e direitos culturais, desenvolvendo projetos voltados à cidade, à diversidade, à memória e ao fortalecimento dos direitos humanos. Entre suas publicações recentes estão Tecidos de Luta: Águas para a Vida e Em Busca de Curitiba Perdida: Lugares de Memória LGBTI+, além da organização da obra Mais Cultura na UFPR: práticas e reflexões do Mutirão no Litoral Paranaense.

Sobre Raissa Micheluzzi: Jornalista com especialização em Cinema e Audiovisual, agitadora cultural e integrante do coletivo Memória LGBTI+. Atua na comunicação do SATED-PR e desenvolve projetos voltados à preservação da memória audiovisual e oral da população LGBTI+. Em 2026 lançou o documentário Rita Moreira: crônicas, memórias e videotape, apresentado no Olhar de Cinema, sobre a trajetória da videomaker brasileira Rita Moreira. Também participa do projeto Vivas e Visíveis: Arte, Memória e Política LBT, realizado em parceria com o Grupo Dignidade, dedicado ao registro e à difusão da memória de pessoas LBT em Curitiba.

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GARALHUFA ESTREIA SEGUNDA TEMPORADA DE “BEIJO E ASFALTO” NO TEATRO CLEON JACQUES APÓS SUCESSO DE PÚBLICO

Montagem baseada em clássico rodrigueano segue com apresentações gratuitas e sessões acessíveis em Libras.

Depois de uma estreia de sucesso em março, com sessões lotadas e excelente recepção do público no Miniauditório Glauco Flores de Sá (Mini Guaíra), a companhia Garalhufa se prepara para a segunda temporada do espetáculo “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”. A montagem investigativa, que propõe uma imersão crítica no universo de Nelson Rodrigues, cumpre nova temporada de 17 a 26 de julho de 2026, no Teatro Cleon Jacques no Memorial Paranista, em Curitiba, também com entrada gratuita e sessões com acessibilidade em Libras.

O espetáculo parte de um estudo aprofundado do clássico O Beijo no Asfalto, mas foge do formato de uma releitura tradicional para se firmar como uma peça-ensaio e investigação documental. No palco, que se transforma em uma mistura de redação de jornal, tribunal e sala de ensaio, três atores debatem as estruturas de espetacularização midiática, moralismo, violência institucional e fake news. “O interesse e a recepção do público na primeira temporada, com 10 apresentações lotadas, só nos confirmou o quanto o texto de Nelson Rodrigues ainda é atual e dialoga com as urgências de hoje. Como gestos íntimos viram escândalos públicos tanto em 1961, quanto agora, em que a mídia se potencializa ainda mais com a internet”, afirma a atriz e idealizadora do projeto Mariana Venâncio.

Em cena, Mariana Venâncio, Victor Lucas Olivier e Stephanie Zouza, dirigidos de forma colaborativa com o dramaturgo Vinicius Medeiros e sob orientação artística de Giordano Castro (do grupo pernambucano Magiluth), dividem com a audiência questionamentos cruciais da era da informação: quem constrói os fatos? Por que se contam algumas histórias e não outras? Um jornal mentiria?

Acessibilidade e ingressos
Para garantir a democratização do acesso, todas as apresentações da temporada no Teatro Cleon Jacques continuam gratuitas. Os ingressos agora serão distribuídos na bilheteria com 60 minutos de antecedência. A temporada conta também com a acessibilidade, as sessões com tradução em Libras acontecem nos dias 17, 24 e 25 de julho, sempre às 20h.

O projeto é realizado por meio do Mecenato – Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba.

Sobre a Garalhufa
Sediada no Largo da Ordem, em Curitiba, a Garalhufa atua há seis anos como trupe teatral, escola de atuação e centro cultural. O grupo já assinou seis espetáculos e três curta-metragens, circulando por importantes cidades do país como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa, Florianópolis, São João del Rei e Campinas.

SERVIÇO:
Espetáculo – 2ª Temporada “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”
Local: Teatro Cleon Jacques (Rua Prof. Nilo Brandão, 710 – São Lourenço, no Memorial Paranista, Curitiba)
Data: 17 a 26 de julho de 2026
Horários: Sextas e sábados às 20h | Domingo (dia 19) às 11h | Domingo (dia 26) às 19h.
Sessões com Libras: Dias 17, 24 e 25 de julho, às 20h.
Ingressos: Entrada gratuita (retirada de ingressos na bilheteria do teatro com 60 minutos de antecedência).

Ficha Técnica:
Idealização e direção de produção: Mariana Venâncio | Orientação artística: Giordano Castro | Dramaturgia: Vinicius Medeiros | Direção colaborativa: elenco e dramaturgo | Elenco: Mariana Venâncio, Stephanie Zouza e Victor Lucas Oliver | Sonoplastia: Cadu Machado | Iluminação: Ever Silva | Preparação vocal: Elis Koppe | Preparação corporal: Ana Filimberti | Cenário: Júlia Herculano | Figurino: Beatriz Alves e Izabelle Viana | Assistência de produção: Mateus Sandré | Mediação: Enzo Torres

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Foto: Lina Sumizono.

DE VOLTA AO QUARTO ESCURO: RESIDÊNCIA INÉDITA EM CURITIBA CONVIDA ARTISTAS A INVESTIGAR OS FUTUROS DA FOTOGRAFIA ANALÓGICA

Pretícia Jerônimo ministra oficina sobre processos fotográficos analógicos e históricos, pesquisa que dá origem à residência artística “Luz Negra: De Volta ao Quarto Escuro”. Na foto de Léco Souza, imagem registra uma das experiências formativas conduzidas pela artista com a turma de Licenciatura em Artes Visuais da Faculdade de Belas Artes do Paraná, em 2018.

Toda fotografia nasce da luz. Algumas também nascem da espera. Em um tempo em que produzir imagens se tornou um gesto instantâneo, “Luz Negra: De Volta ao Quarto Escuro” propõe outro ritmo: o tempo da observação, da experimentação e da construção do olhar. A residência artística abre inscrições de 13 a 26 de julho para selecionar seis artistas que participarão de uma formação gratuita dedicada aos processos fotográficos históricos, alternativos e analógicos.

Idealizada pela artista visual, laboratorista, pesquisadora e fundadora do LAB Secreto, Pretícia Jerônimo, a residência é uma iniciativa independente que marca os dez anos de atuação do laboratório e ganha forma a partir do encontro com a fundadora e diretora da ARS55, Marina Barancelli, e com o artista e fundador da Oficina Espaço de Arte, Deré Souza. “Durante muitos anos construí essa pesquisa dentro do laboratório. Agora chegou o momento de fazê-la circular. O conhecimento precisa circular. A residência nasce para compartilhar esses processos, formar novas pessoas e fortalecer uma comunidade que mantenha vivos esses saberes”, afirma Pretícia.

Juntos, LAB Secreto, ARS55 e Oficina Espaço de Arte unem pesquisa, produção cultural e formação artística para democratizar conhecimentos que, historicamente, permaneceram restritos a laboratórios especializados e a processos de alto custo. “São técnicas que exigem estrutura, materiais e tempo de dedicação. Criar uma residência gratuita com essa profundidade significa abrir caminhos para que novos artistas possam experimentar esses processos, desenvolver suas próprias pesquisas e manter esses conhecimentos vivos”, afirma Marina Barancelli.

Voltada a artistas visuais, fotógrafos iniciantes, professores, educadores populares e arte-educadores maiores de 18 anos residentes em Curitiba e Região Metropolitana, a residência oferece três meses de formação teórica e prática, com fornecimento de materiais, insumos e auxílio-transporte aos participantes selecionados.
O tempo como matéria da fotografia
Enquanto a fotografia contemporânea acelera, Pretícia Jerônimo escolhe investigar aquilo que exige tempo. Sua pesquisa se desenvolve a partir da fotografia analógica e dos processos históricos, compreendendo a imagem como construção, experiência e permanência.


Essa perspectiva orienta a metodologia da fotografia lenta, desenvolvida pela artista para estimular uma relação mais consciente com a produção visual em um cenário marcado pelo excesso de imagens. Em vez da lógica do registro imediato, o processo convida os participantes a experimentar o tempo da observação, da espera e da revelação.

O próprio nome da residência traduz essa pesquisa. A luz negra faz referência à luz ultravioleta utilizada em processos históricos, como a cianotipia, mas também simboliza a potência dos conhecimentos produzidos por pessoas negras, referências que estruturam a proposta curatorial da formação. Inspirada nas filosofias africanas presentes na obra “O Espírito da Intimidade”, de Sobonfu Somé, a residência propõe uma perspectiva afrocentrada para refletir sobre imagem, território, memória e representação. “Está presente nos processos fotográficos históricos, mas também representa os conhecimentos produzidos por pessoas negras que orientam essa formação. A fotografia é um lugar onde autorizamos determinados olhares. Quando produzimos uma imagem, também afirmamos que aquele olhar importa. É isso que queremos compartilhar: outras referências, outras narrativas e outras formas de construir memória”, afirma Pretícia.

Uma década de pesquisa compartilhada
Em 2026, o LAB Secreto completa dez anos dedicados à pesquisa, preservação e difusão dos processos fotográficos históricos, alternativos e analógicos. A residência transforma essa trajetória em um espaço de formação, criando oportunidades para que novos artistas tenham acesso a técnicas, referências e práticas que raramente integram os circuitos convencionais de ensino.


Neste ano, Pretícia também participou como artista convidada da 61ª Bienal de Veneza, a convite da Savvy Contemporary, organização sediada em Berlim. A experiência ampliou seu contato com diferentes perspectivas da produção artística contemporânea e fortaleceu o repertório conceitual que será compartilhado durante a residência. “Fui para olhar, aprender e trazer referências. Voltei ainda mais convencida de que o conhecimento precisa circular. A residência nasce desse desejo de compartilhar uma pesquisa construída ao longo dos anos, formar outras pessoas e fortalecer uma comunidade capaz de preservar esses processos e criar novas possibilidades para a fotografia”, destaca Pretícia.

Formação independente em Curitiba
A seleção dos seis residentes vai ser realizada por uma comissão de curadoria formada por Alice Rodrigues, Bruna Alcântara, Dani Carvalho e Ayala dos Prazeres, responsáveis pela avaliação dos trabalhos e cartas de intenção dos candidatos.


A residência, de iniciativa independente, acontece na Oficina Espaço de Arte, em Curitiba, e oferece aos participantes selecionados uma formação gratuita, com materiais, insumos laboratoriais e auxílio-transporte. As inscrições acontecem de 13 a 26 de julho de 2026. O formulário está disponível no link da bio do Instagram do LAB Secreto (@lab_secreto) e no site da ARS55: https://www.ars55.com/luznegra. A residência inicia em 18 de agosto de 2026.

SERVIÇO:
Residência Artística – Luz Negra: De Volta ao Quarto Escuro
Inscrições: 13 a 26 de julho de 2026
Vagas: 6 residentes
Público: artistas visuais, fotógrafos iniciantes, professores, educadores populares e arte-educadores maiores de 18 anos, residentes em Curitiba e Região Metropolitana.
Período da residência: de 18 de agosto a novembro de 2026.
Local: Oficina Espaço de Arte (Alameda Júlia da Costa, 214 – Centro)
Acesso ao edital e inscrições: link da bio do Instagram @lab_secreto | www.ars55.com/luznegra
Realização: LAB Secreto | ARS55 | Oficina Espaço de Arte.

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Foto: Léco Souza Lab

FORMAÇÃO, CRIAÇÃO E INTERCÂMBIO LATINO-AMERICANO MARCAM NOVA ETAPA DO PROGRAMA AMP NA ALFAIATARIA

A Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba, está com inscrições abertas para três ações que integram a programação do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP): a segunda edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria (PFCA), o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis e a convocatória da Mostra Lés Latinas. Gratuitas, as iniciativas contemplam formação artística, qualificação em produção cultural e intercâmbio latino-americano, ampliando oportunidades para artistas em diferentes momentos de suas trajetórias.

Realizado entre março e novembro de 2026, o Programa AMP é idealizado por Janaina Matter, atriz e diretora artística da Alfaiataria e contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Funarte, com produção da Pró Cult. Ao longo do ano, a programação reúne residência artística, oficinas, encontros e uma mostra internacional, fortalecendo processos continuados de criação e redes de colaboração entre artistas de Curitiba e de diferentes territórios da América Latina. “O Programa AMP nasce do desejo de consolidar a Alfaiataria como um espaço permanente de encontro, pesquisa e criação. Mais do que oferecer atividades pontuais, buscamos fomentar processos continuados capazes de fortalecer artistas, estimular novas experimentações e ampliar as possibilidades de circulação das artes cênicas”, afirma Janaina Matter.

Formação para novos artistas
Após o sucesso da primeira edição, o Programa de Formação Cênica Alfaiataria (PFCA) retorna selecionando seis artistas iniciantes residentes em Curitiba e Região Metropolitana para uma residência artística de 13 semanas voltada ao desenvolvimento de pesquisas autorais em teatro, dança, performance e linguagens híbridas.


Cada participante receberá uma bolsa de pesquisa de R$ 5.400 (valor bruto), além de orientações de Janaina Matter e Carmen Jorge, espaço para ensaios e pesquisa e três oficinas intensivas ministradas por Janaina Leite, Ana Kfouri e Mateus Aleluia Filho. O programa culmina em uma mostra pública dos processos criativos e em conversas com o público. Metade das vagas será destinada a pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e/ou moradores de bairros fora da Regional Matriz de Curitiba.

Produção cultural como ferramenta de autonomia
Nos dias 11 e 12 de julho, o Programa AMP promove o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, ministrado pelo produtor cultural Guilherme Jaccon. A formação gratuita tem carga horária de 20 horas, sendo 16 horas presenciais e 4 horas de consultoria online.


Ao longo dos encontros, os participantes terão contato com ferramentas para elaboração de projetos culturais, leitura de editais, construção de orçamentos, planejamento, cronogramas, prestação de contas e compreensão das políticas públicas de fomento à cultura. Com mais de 14 anos de atuação, Guilherme Jaccon reúne experiências em exposições, festivais, espetáculos, publicações e avaliação de editais públicos, compartilhando conhecimentos voltados ao fortalecimento da autonomia profissional e da inserção de pessoas trans e travestis no setor cultural.


Lés Latinas amplia diálogo entre artistas da América do Sul
Também estão abertas as inscrições para a Mostra Lés Latinas, primeiro festival de teatro lésbico do Brasil, que vai selecionar quatro espetáculos solos protagonizados por mulheres (cis ou trans) autodeclaradas lésbicas, um do Brasil e três de diferentes países da América do Sul. A iniciativa propõe reunir obras que tenham a experiência da lesbianidade como força estética, temática ou política, colocando em diálogo diferentes territórios, linguagens e modos de criação.


Além de duas apresentações durante a mostra, as artistas selecionadas vão propor uma ação de partilha com o público e também vão participar da gravação do podcast Lés Latinas. O projeto oferece cachê de R$ 4.800 para cada artista selecionada, além de hospedagem, alimentação, transporte local e passagens aéreas, fortalecendo o intercâmbio entre criadoras latino-americanas.


Ao reunir ações voltadas à formação, à profissionalização e ao intercâmbio artístico, o Programa AMP amplia oportunidades para artistas em diferentes momentos de suas trajetórias. “Acreditamos que investir na formação artística também passa pela criação de redes, pela troca de saberes e pelo reconhecimento da diversidade de experiências que compõem a cena contemporânea. O Programa AMP reúne ações que dialogam com diferentes públicos e fortalece artistas desde o início de seus percursos até a circulação de seus trabalhos”, destaca Michele Menezes, produtora do programa.


As inscrições para todas as ações são gratuitas. Os regulamentos, formulários e demais informações estão disponíveis no Linktree da Alfaiataria e nos links específicos de cada convocatória.

SERVIÇO:
Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP)

PROGRAMA DE FORMAÇÃO CÊNICA ALFAIATARIA (PFCA)
Inscrições: de 25 de junho a 17 de julho de 2026
Resultado: até 25 de julho de 2026
Residência artística: de 3 de agosto a 30 de outubro de 2026
Mostra de Processos: 31 de outubro e 1º de novembro de 2026
Bolsa de pesquisa: R$ 5.400 (valor bruto)
Inscrições gratuitas (residência artística):
aqui

OFICINAS DO PFCA (abertas também ao público externo, mediante inscrição)
Janaina Leite – 7, 8 e 9 de agosto
Inscrições pelo Sympla: aqui

Ana Kfouri – 5, 6 e 7 de setembro
Inscrição pelo Sympla:
aqui
Solicitação de bolsa: aqui

Mateus Aleluia Filho – 7, 8 e 9 de outubro
Inscrição pelo Sympla:
aqui
Solicitação de bolsa: aqui

LABORATÓRIO DE PRODUÇÃO CULTURAL PARA PESSOAS TRANS E TRAVESTIS
Inscrições: abertas
Datas presenciais: 11 e 12 de julho de 2026
Carga horária: 20 horas (16 horas presenciais + 4 horas de consultoria online)
Ministrante: Guilherme Jaccon
Local: Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 266 – Centro)
Inscrições gratuitas: aqui

MOSTRA LÉS LATINAS
Convocatória: de 15 de junho a 16 de agosto de 2026
Resultado: setembro de 2026
Mostra: de 18 a 22 de novembro de 2026
Inscrições gratuitas: aqui

Informações: Todas as convocatórias, regulamentos e formulários também estão reunidos no Linktree da Alfaiataria: https://linktr.ee/alfaiataria_
Dúvidas: alfaiatariaproducao@gmail.com

Fonte: @bb_comunica
Foto: Vitor Dias

DOIS LADOS DE UM RIO UNE GUILÉ E JERRY ESPÍNDOLA EM SHOW QUE ATRAVESSA FRONTEIRAS DA CANÇÃO BRASILEIRA

Espetáculo integra a programação do Paiol Musical e celebra encontros entre gerações, territórios e sonoridades da música popular brasileira

Os rios atravessam territórios, aproximam margens, carregam histórias e renovam afetos. É desse encontro simbólico que nasce Dois Lados de um Rio, espetáculo dos cantores e compositores Guilé Silveira e Jerry Espíndola, que chega ao Teatro Paiol nos dias 25 e 26 de julho de 2026, dentro da programação do Paiol Musical, realizado pela Fundação Cultural de Curitiba. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Zet, com valores de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).

Natural do interior de Minas Gerais e atualmente morador no Paraná, Guilé encontrou no Mato Grosso do Sul parte fundamental de sua trajetória artística. Foi ali que conheceu Jerry Espíndola, um dos nomes mais importantes da música sul-mato-grossense e precursor da chamada “polca-rock”. Desse encontro entre gerações, territórios e repertórios surge um espetáculo que transforma paisagem em canção e memória em travessia sonora.

Construído a partir de composições autorais dos artistas, o show cria um diálogo entre diferentes caminhos da Música Popular Brasileira. As canções evocam rios, matas, horizontes e memórias do Centro-Oeste brasileiro, costurando referências regionais com novas possibilidades da canção contemporânea.

Entre tradição e reinvenção
Em cena, o espetáculo aproxima trajetórias distintas pela força da palavra, da paisagem e da canção brasileira. O repertório percorre músicas que falam de deslocamentos, afetos, natureza e identidade cultural, transformando o palco em espaço de escuta e partilha.

A delicadeza poética das composições de Guilé encontra a experiência de quatro décadas de carreira de Jerry Espíndola em arranjos que aproximam intimidade e potência coletiva. “Esse show fala sobre encontros. Sobre como a música cria pontes entre tempos, lugares e pessoas diferentes. É uma travessia afetiva construída a partir das nossas canções e das paisagens que nos formaram”, afirma Guilé.

Para Jerry, a própria identidade musical de Mato Grosso do Sul é marcada pelo cruzamento de culturas e influências sonoras, algo que também atravessa o espetáculo apresentado no Paiol. “A música do Mato Grosso do Sul sempre foi feita de mistura. De fronteira, de caminhos cruzados. Dividir o palco com o Guilé é continuar esse fluxo de reinvenção da canção brasileira”, comenta Espíndola.

Travessias musicais e acessibilidade
Como ação de contrapartida social do projeto, os artistas realizam o bate-papo Caminhos da Música no dia 24 de julho, no Conservatório de MPB. A atividade, gratuita, vai ser conduzida por Guilé em formato participativo e horizontal, promovendo conversas sobre música, território, identidade e processos criativos.

As apresentações no Teatro Paiol contam com interpretação em Libras e setorização especial para pessoas surdas, permitindo a percepção das vibrações dos instrumentos durante o espetáculo. O espaço também dispõe de rampas de acesso e áreas reservadas para cadeirantes.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Show – Dois Lados de um Rio
Dias: 25 e 26 de julho de 2026
Horários: sábado às 20h e domingo às 19h
Local: Teatro Paiol (Rua Cel. Zacarias, 51 – Prado Velho)
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Zet: aqui
Classificação: 12 anos
Realização: Paiol Musical | Fundação Cultural de Curitiba
Bate-papo “Caminhos da Música”
Data: 24 de julho de 2026
Horário: das 19h às 20h
Local: Conservatório de MPB
Entrada gratuita
Classificação: livre
Acessibilidade: Intérprete de libras por Libras Moreira e espaço acessível para cadeirantes no Conservatório de MPB e sessão de fila exclusiva para pessoas com deficiência visual no shows.

FICHA TÉCNICA:
Concepção e direção musical: Guilé e Jerry Espíndola | Artista Principal – Voz e violão: Guilé | Artista Convidado – Voz: Jerry Espíndola | Coordenação e Produção: Poço e Pêndulo (Beatriz Marçal e Maria Sousa) | Assistente de produção: Luisa Ruivo | Banda: Pedro Afara, Tiago Barbosa, Gabriel de Andrade | Cenografia: Caio Frankiu | Iluminação: Beatriz Marçal | Técnico de Luz: Bruno de Oliveira dos Santos | Técnico de Som: Germano Xavier | Social Media: Gabbiel | Design Gráfico: Marina Mendonça | Contrarregra: Murilo Macari | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Interpretação de LIBRAS: Libras Moreira | Vídeo: Frames de cria | Foto: Iuri Poletti

SOBRE OS ARTISTAS
Guilé Silveira: Cantor e compositor brasileiro, Guilé iniciou sua trajetória artística em Mato Grosso do Sul, participando de festivais culturais e desenvolvendo seus primeiros trabalhos autorais. Natural do interior de Minas Gerais e atualmente radicado no Paraná, lançou um álbum, um EP e diversos singles. Sua obra dialoga com tradição e contemporaneidade na música popular brasileira. Atualmente, prepara o lançamento de seu segundo álbum autoral.


Jerry Espíndola: Com quatro décadas de trajetória e 12 discos lançados, Jerry Espíndola é uma das principais referências da música sul-mato-grossense e precursor da “polca-rock”. Premiado pela Funarte na categoria Composição Popular, possui mais de 140 músicas gravadas por ele e por diferentes artistas brasileiros. Entre suas parcerias conhecidas estão canções registradas por nomes como Ney Matogrosso e Zélia Duncan.

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CAIXA CULTURAL CURITIBA CHICO CÉSAR EM APRESENTAÇÃO DO SHOW “FOFO”

Artista paraibano realiza cinco apresentações entre 3 e 5 de julho em formato voz e violão

A CAIXA Cultural Curitiba recebe, entre os dias 3 e 5 de julho de 2026, em cinco sessões, o cantor e compositor Chico César para apresentação do show de lançamento do álbum “FOFO”. Em formato voz e violão, o espetáculo reúne canções inéditas e revisita origens da trajetória do artista.

Em cena, o público acompanha músicas cuja sonoridade reflete as diversas influências que marcaram a formação do jovem Chico César. Guardadas por décadas, essas composições ganham nova vida no décimo primeiro álbum de estúdio do artista, que também é escritor e jornalista.

Mais do que revisitar o passado, “FOFO” propõe um diálogo entre diferentes momentos de uma mesma existência artística. O jovem compositor, que experimentava linguagens e sonoridades, encontra o artista consolidado na música brasileira contemporânea. “Embora o show seja em formato voz e violão, isso não significa facilidade. O formato é minimalista, mas não é simples. As canções são difíceis, intrincadas. O público atual está acostumado a músicas rápidas e diretas, mas acredito que ainda há espaço para obras mais complexas, especialmente entre quem cresceu acompanhando minha trajetória e entre jovens que buscam novas camadas de escuta”, afirma Chico César.

Reencontro com as origens
As 16 faixas de “FOFO” recuperam composições escritas durante a passagem de Chico César pelo grupo Jaguaribe Carne e nos primeiros anos vividos em São Paulo, antes de seu álbum de estreia.

O trabalho preserva características originais dessas criações, ao mesmo tempo em que revela novas camadas de significado adquiridas ao longo do tempo. O formato voz e violão aproxima público e artista, com foco na palavra, na melodia e na interpretação.

A proposta dialoga com o disco “Aos Vivos” (1995), que projetou Chico César nacional e internacionalmente. Em “FOFO”, o movimento é de reencontro com suas origens criativas.

Entre as faixas estão “Hino da Coroação”, “Com Licença da Palavra”, “Lençóis Maranhenses”, “Fofo”, “Saudade Senhora Dona”, “Profano” e “Pobre Vila Rica”.

Espetáculo intimista
A temporada na CAIXA Cultural Curitiba propõe uma experiência intimista, construída a partir das canções e das histórias que as acompanham. Durante o espetáculo, Chico César apresenta músicas inéditas e compartilha elementos de sua trajetória artística.

Reconhecido por obras como “Mama África”, “À Primeira Vista” e “Pensar em Você”, o artista tem carreira marcada pela diversidade de ritmos, pela força poética de suas composições e pela conexão com a cultura brasileira. Em “FOFO”, a memória é elemento central da criação artística.

Sobre o artista: Chico César é cantor, compositor, escritor e jornalista paraibano, reconhecido como uma das vozes da música brasileira contemporânea. Revelado nacionalmente com o álbum Aos Vivos(1995), construiu trajetória marcada pela diversidade musical e pela força poética de suas composições.

Com mais de três décadas de carreira, já se apresentou em diversos países e desenvolveu obra que dialoga com temas como identidade, diversidade, afeto e pertencimento. Em FOFO, seu décimo primeiro álbum de estúdio, revisita composições escritas na juventude e promove um encontro entre suas origens criativas e a maturidade artística.

SERVIÇO:
Chico César – Show de lançamento do álbum “FOFO”
Local: CAIXA Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro)
Datas e horários: 03/07 (sexta-feira), às 18h e 20h; 04/07 (sábado), às 18h e 20h; 05/07 (domingo), às 19h
Sessão com interpretação em Libras: 04/07 (sábado), às 18h
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Vendas: a partir de 27/06, às 10h, na bilheteria física e às 15h na bilheteria online
Classificação indicativa: 12 anos
Funcionamento da bilheteria: Terça a sábado, das 10h às 20h | Domingos, das 10h às 19h
Informações: (41) 3041-2155
Programação completa: Instagram @caixaculturalcuritiba

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“O QUE TEM NA MALA?” TRANSFORMA DELICADEZA EM GESTO DE RESISTÊNCIA AMBIENTAL E AFETIVA

Novo livro de Marli Voigt une literatura infantil, acessibilidade e imaginação para convidar crianças e adultos a reencontrarem a natureza nos pequenos detalhes do cotidiano

Em uma época marcada pelo excesso de estímulos digitais e pela aceleração da vida cotidiana, a escritora Marli Voigt lança um convite ao encantamento. No dia 4 de julho, das 10h às 12h, a Biblioteca Pública do Paraná recebe o lançamento de “O que tem na mala?”, obra destinada a crianças de 8 a 12 anos, mas capaz de dialogar com leitores de todas as idades por meio de uma narrativa sobre natureza, memória afetiva e pertencimento. A programação inclui encontro com a autora, sessão de autógrafos, distribuição de mudas, uma contação de histórias com Bruno Sanctus, às 11h, e a entrega de ecobags exclusivas para os leitores que adquirirem o livro durante o evento, transformando o lançamento em uma celebração da leitura, da imaginação e do cuidado com o meio ambiente.

Com ilustrações de Rodrigo Candido, a obra acompanha o personagem Vovô Vitor em uma jornada feita de folhas, sementes, aromas, memórias e descobertas. A partir de experiências simples, a narrativa constrói um percurso afetivo que aproxima leitores de diferentes idades da natureza, não como um cenário distante, mas como parte viva das relações humanas e da construção das memórias.

Mais do que uma publicação infantil, “O que tem na mala?” apresenta uma reflexão delicada sobre pertencimento, cuidado e responsabilidade ambiental, convidando crianças e adultos a desenvolverem um olhar mais atento para aquilo que muitas vezes passa despercebido. “Quero que as crianças percebam que a natureza não está longe delas. Ela está no quintal, na rua, no cheiro da terra molhada, nas plantas pequenas que encontramos todos os dias”, afirma Marli Voigt.

Ao longo da narrativa, temas como reciclagem, preservação ambiental, mudanças das estações e cultivo do próprio ecossistema surgem de forma orgânica, sem abrir mão da imaginação e da poesia. O livro escolhe o afeto como caminho para despertar consciência e estimular a curiosidade das novas gerações.

Quando a literatura ensina a cuidar sem abrir mão do encantamento

Em “O que tem na mala?”, a infância é compreendida como território de descoberta, criatividade e formação sensível. A obra parte da premissa de que o cuidado com o meio ambiente nasce também da construção de vínculos emocionais com o mundo natural.

Ao acompanhar a trajetória de Vovô Vitor, os leitores descobrem que cultivar uma planta também significa cultivar presença, escuta, pertencimento e responsabilidade coletiva. Nesse sentido, o livro reafirma a potência da literatura infantil como ferramenta de transformação cultural e social.

As ilustrações de Rodrigo Candido ampliam essa experiência por meio de imagens vibrantes e acolhedoras, inspiradas em referências do imaginário brasileiro e em atmosferas que aproximam fantasia e realidade. As cores, formas e personagens dialogam diretamente com o universo da narrativa, reforçando a ideia de que imaginar também é uma forma de cuidar. “A literatura infantil tem a capacidade de despertar vínculos profundos com o mundo. Nas ilustrações, procurei traduzir a ternura da história e a riqueza da natureza para criar uma experiência que acolha leitores de diferentes idades”, destaca Rodrigo Candido.

Acessibilidade, imaginação e o direito de sonhar juntos

Outro diferencial do projeto é o compromisso com a democratização do acesso à leitura. Serão produzidos mil exemplares impressos com recursos inclusivos como título em Braille na capa, QR Code para audiolivro com audiodescrição, letras ampliadas e alto contraste visual para facilitar a leitura de pessoas com baixa visão.

A acessibilidade também se estende às ações formativas e de contrapartida social. O projeto prevê oficinas de escrita criativa, contações de histórias e oficinas de plantio voltadas para crianças de 8 a 12 anos e pessoas com mais de 60 anos, promovendo encontros intergeracionais por meio da literatura, da arte e da educação ambiental. As atividades contarão com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras.

A proposta de sustentabilidade também atravessa o lançamento. Além da distribuição de mudas ao público, os exemplares adquiridos durante o evento serão entregues em ecobags exclusivas desenvolvidas para o projeto, ampliando a reflexão sobre consumo consciente e cuidado com o meio ambiente para além das páginas do livro.

Ao unir literatura, acessibilidade e sustentabilidade, “O que tem na mala?” ultrapassa os limites do objeto livro para se tornar uma experiência de formação, convivência e imaginação. Em um tempo marcado pela pressa e pela desconexão com o ambiente natural, a obra propõe um movimento contrário: desacelerar para observar, escutar e cultivar vínculos.

Uma parceria que floresce entre palavra e imagem

Natural de Marcílio Dias, distrito de Canoinhas (SC), e radicada em Curitiba desde 1988, Marli Voigt é autora dos livros Temperos da Vida (2020), Amoreza (2022) e Hoje, Sacolas na Multidão (2025). Em sua trajetória literária, construiu uma escrita marcada pela sensibilidade, pela valorização das relações humanas e pelo interesse em despertar novos olhares para o cotidiano.

Já Rodrigo Candido, ilustrador e quadrinista reconhecido por obras inspiradas no imaginário diaspórico negro, soma ao projeto um universo visual pulsante, afetivo e contemporâneo, ampliando a experiência estética e simbólica da publicação.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Lançamento do livro – “O que tem na mala?”
Data: 04 de julho de 2026
Horário: 10h às 12h
Local: Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133)

Programação:
– Encontro com a autora e sessão de autógrafos
– Contação de histórias com Bruno Sanctus, às 11h
– Distribuição de mudas
– Entrega de ecobag exclusiva para quem adquirir o livro no lançamento
– Ações acessíveis com recursos inclusivos

Sobre o livro:
Título: O que tem na mala?
Autora: Marli Voigt
Ilustrações: Rodrigo Candido
Faixa etária: 8 a 12 anos
Tiragem: 1.000 exemplares

Sinopse:
O que tem na mala? acompanha o olhar curioso do Vovô Vitor sobre os pequenos encantos do cotidiano. A partir de um dia comum, a narrativa revela cores, cheiros e detalhes da natureza que muitas vezes passam despercebidos, mostrando como ela atravessa nossas rotinas e afetos. De forma leve e poética, o livro aborda a importância das estações, do cuidado com o meio ambiente, da reciclagem e do cultivo do próprio ecossistema.

Sobre Marli Voigt: nasceu em Marcílio Dias, distrito de Canoinhas (SC), e vive em Curitiba desde 1988. Participa de diversas antologias literárias e é autora dos livros Temperos da Vida (2020), Amoreza (2022), Hoje, Sacolas na Multidão (2025) e O que tem na mala? (2026). Apaixonada pela literatura infantil, desenvolve uma escrita marcada pela sensibilidade, pela valorização dos afetos e pelo olhar atento às pequenas belezas do cotidiano.

Sobre Rodrigo Candido é ilustrador e quadrinista. Seu trabalho é inspirado pelo imaginário diaspórico negro e dialoga com referências da música, do cinema e dos jogos eletrônicos. Ilustrou obras como Quilombolando (Estrela Cultural), Caçador Cibernético da Rua 13 e A Cientista Guerreira do Facão Furioso (Editora Malê), além dos quadrinhos 3 Èsùs e o Tempo e Azul Estelar. Em O que tem na mala?, assina as ilustrações que dão vida ao universo sensível e acolhedor criado por Marli Voigt.

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“EXPERIÊNCIA LÍNGUA SOLTA OCUPA A NOITE COM SHOWS, VIDEOCLIPES E REFORÇA A POTÊNCIA DA ARTE INDEPENDENTE COLETIVA”

Na foto de Gus Benke, Bruna Pena em performance durante a Experiência Língua Solta

Projeto de Bruna Pena reúne música, dança e mostra de videoclipes em uma noite de experimentação audiovisual

A Experiência Língua Solta – vol. 4 acontece no dia 11 de junho como parte da programação do Olhar de Cinema. Criado e conduzido pela cantora e diretora audiovisual Bruna Pena, o projeto vem se consolidando como um espaço de encontro entre linguagens, e nesta edição amplia sua proposta ao incorporar a mostra de videoclipe que abre a festa.

Bruna Pena apresenta um show que combina voz, camadas eletrônicas, guitarra e performance, com projeções visuais e a participação de dançarinos em cena. Sua pesquisa artística transita entre o íntimo e o coletivo, criando atmosferas sensoriais que convidam o público a uma escuta expandida – e nesta edição expande ainda mais sua dimensão audiovisual. Clara Gomes e Samuca Melo assumem a pista de dança durante o show.

Ela convida para a Experiência FERALKAT LAB, projeto experimental da também diretora audiovisual Natasha Durski. Ela assume o palco com uma performance que atravessa beats, texturas e ruídos, explorando uma sonoridade que se desloca entre a pista e a experimentação eletrônica, mantendo a energia da noite em fluxo contínuo.

Abrindo a programação, a noite conta com uma mostra de videoclipes composta por 10 trabalhos selecionados por meio de chamada aberta online. Os artistas escolhidos passam a integrar o evento, com direito a entrada liberada e +1 acompanhante, fortalecendo o caráter do projeto como plataforma de circulação e troca entre produções audiovisuais independentes. O resultado será divulgado no instagram da cantora (@oibrunapena).

O evento será realizado na Blind Pig – espaço anexo ao Ginger Bar, conhecido na cidade por seus excelentes drinks e programação cultural. Endereço
Rua Saldanha Marinho, 1220 – Centro – Curitiba/PR

SERVIÇO:
Confira a programação completa abaixo:
Programação
22h00 – Abertura da casa
23h00 – Mostra de Videoclipes (10 videoclipes de até 5 minutos)
00h00 – Show Feralkat c/ laboratorio de projeções
01h00 – Show Bruna Pena c/ laboratório de projeções e dançarinos

Valores
Ingresso antecipado R$15,00
Ingressos 1º Lote: R$25,00
Ingresso na hora R$35,00
Ingresso Credenciados Olhar de Cinema R$15,00
Link Ingressos, aqui
Link Inscrição Videoclipes, aqui

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REVERBE OCUPA CURITIBA E SÃO LUIZ DO PURUNÃ COM NOVE DIAS DE PROGRAMAÇÃO NAS ARTES DA CENA

Por trás da máscara. Foto: Miguel Rubio.

Segunda edição do festival que reúne espetáculos, performances, mesas públicas, oficinas e ações imersivas de 29 de maio a 6 de junho, com artistas do Brasil, Peru e Sérvia

Curitiba e São Luiz do Purunã recebem, de 29 de maio a 6 de junho de 2026, a segunda edição do REVERBE – Encontro Internacional de Mulheridades em Cena, festival independente que transforma diferentes espaços culturais em território de criação, convivência e intercâmbio artístico. Com programação aberta ao público, o encontro reúne espetáculos, performances, mesas públicas, residências e ações formativas com artistas do Brasil e do exterior.

Idealizado por Janaina Matter, diretora da Alfaiataria, em parceria com Greice Barros, diretora da Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento, o REVERBE integra o The Magdalena Project, rede internacional de mulheres do teatro e da performance presente há mais de três décadas em diferentes continentes. Em sua segunda edição, o festival amplia sua atuação ao conectar arte, presença e troca coletiva em experiências que atravessam linguagens, corpos e territórios.

Com curadoria assinada por Janaina Matter, Greice Barros, Daniele Santana e Patricia Braga Alves, a programação reúne artistas nacionais e internacionais em atividades distribuídas entre Alfaiataria, Casa Hoffmann, Teatro José Maria Santos, Patuscada, em Curitiba e no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã.

“O REVERBE nasce da vontade de criar espaços de encontro onde a arte também possa ser vivida como convivência. A programação foi pensada para aproximar artistas e público em experiências que atravessam criação, pensamento e presença”, afirma Janaina Matter.

Entre os destaques da programação estão a atriz peruana Débora Correa, do Grupo Cultural Yuyachkani; a performer sérvia Zoe Gudović; a Cia Biruta, de Petrolina (PE); a Baciada das Mulheres do Juquery (SP); e as artistas paranaenses Saravy, Adriana Omoto, Gladis das Santas, Larissa Lima e Priscilla Pontes.

Programação aberta ao público
O festival inicia no dia 29 de maio, no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã, com a Residência Imersiva de Escrita conduzida por Helena Vieira e apresentações gratuitas do espetáculo Pianinho, da Palhaça Siriema. No dia 30, o espaço recebe os trabalhos Ultravioleta, de Adriana Omoto, e Chão de Dentro, de Priscila Pontes.

Em Curitiba, a programação começa oficialmente em 1º de junho, na Alfaiataria, com roda de abertura e sarau das artistas Camila Jorge e Má Ribeiro, do projeto Filhas da Fruta.

Entre os dias 2 e 6 de junho, o festival promove oficinas rodas de conversa gratuitas na Casa Hoffmann, discutindo temas como corpo político, teatro de grupo, criação solo e assinatura cênica. No mesmo período, a performer da Sérvia Zoe Gudović apresenta a ação Life of Life, instalação-performance realizada na Alfaiataria.

Os espetáculos noturnos ocupam o Teatro José Maria Santos e a Alfaiataria com diferentes propostas estéticas e narrativas. No dia 2 de junho, Débora Corrêa apresenta Por Trás da Máscara, Conferência Cênica. No dia 3, a Baciada das Mulheres do Juquery encena Eu, a Gorda. Já no dia 4, Saravy sobe ao palco com Raçudas.

A programação segue no dia 5 com Notícias do Dilúvio: Um Canto a Canudos, da Cia Biruta de Teatro, e encerra no dia 6 com os espetáculos A 100 Graus Celsius, de Gladis das Santas, e Manifesto de uma Mulher de Teatro, de Tânia Farias. Na mesma noite, o REVERBE realiza festa de encerramento gratuita na Patuscada, com o Samba da Nega de Janine Mathias.

“O encontro foi pensado para criar uma rede viva entre artistas, público e cidade. Existe algo muito potente quando diferentes trajetórias e experiências compartilham o mesmo espaço, seja no palco, nas oficinas ou nas conversas que surgem ao longo dos dias”, destaca Greice Barros.

Experiência imersiva e intercâmbio internacional
Além das atividades abertas ao público, o REVERBE promove uma programação exclusiva para artistas residentes, incluindo oficinas nacionais e internacionais, residência intensiva de escrita com Helena Vieira e mostra de processos criativos. A convocatória está aberta até o dia 21/05 e as inscrições podem ser feitas pelo Sympla.

Ao todo, o festival reúne nove espetáculos, ações performativas, oficinas, rodas de conversa e residências artísticas, consolidando-se como espaço de intercâmbio entre artistas de diferentes gerações, territórios e linguagens.

Criado em 2022, o REVERBE vem se fortalecendo como plataforma de circulação e criação coletiva nas artes da cena, propondo um espaço em que arte e convivência caminham juntas como formas de resistência, escuta e invenção de futuros.

O projeto é realizado com incentivo do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná), e apoio da Copel.

SERVIÇO:
2º REVERBE – Encontro Internacional de Mulheridades em Cena
Data: 29 de maio a 06 de junho de 2026
Locais: Curitiba e São Luiz do Purunã
Ingressos gratuitos. Garanta antecipadamente pelo DiskIngressos:  https://reverbe.diskingressos.com.br/ ou 1h antes do espetáculo. Entrada sujeita a lotação.

Agendamento para performance Life of Life disponível somente online e antecipadamente.
Site: https://www.alfaiataria.art/c%C3%B3pia-reverbe

Locais:
Alfaiataria (Rua Riachuelo, 266 – Centro)
Casa Hoffmann (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco)
Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco)
Patuscada (Praça João Cândido, 238 – São Francisco)
Campo das Artes (Estrada da Lage, 370 – São Luiz do Purunã – Balsa Nova/PR)


A 100 graus Celsius. Foto: Thais Rosa.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA – REVERBE 2026
SÃO LUIZ DO PURUNÃ – Campo das Artes
Dia 29 de maio (sexta-feira)

20h – Espetáculo
Pianinho com Palhaça Siriema (PR)
Gratuito | 1h05 | 14 anos

Dia 30 de maio (sábado)
20h – Espetáculo
Ultravioleta com Adriana Omoto (PR)
Gratuito | 20 min | 16 anos

Na sequência:
Chão de Dentro com Priscilla Pontes (PR)
Gratuito | 30 min | Livre

*Apresentações com intervalo de 15 minutos.

CURITIBA
Dia 01 de junho (segunda-feira)
Alfaiataria
17h – Roda de abertura
Com artistas participantes e convidadas

20h – Sarau Filhas da Fruta
Com Camila Jorge e Má Ribeiro
Gratuito | Livre

Dia 02 de junho (terça-feira)
Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Como um corpo político se torna poesia?
Com Fredda Amorim, Gladis das Santas e Zoe Gudović
Gratuito | Livre

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Por Trás da Máscara – Conferência Cênica
Débora Corrêa – Grupo Cultural Yuyachkani (Peru)
R$ 20 e R$ 10 | 70 min | Livre

Dia 03 de junho (quarta-feira)

Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Teatro de Grupo: tormenta ou sustentação?
Com Débora Corrêa, Sueli Araújo e Tânia Farias
Gratuito | Livre

Alfaiataria
14h às 18h – Performance
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos
Agendamento via QR Code

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Eu, a Gorda – Baciada das Mulheres do Juquery (SP)
R$ 20 e R$ 10 | 45 min | 18 anos

Dia 04 de junho (quinta-feira)

Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Como se tece uma assinatura cênica?
Com Adriana Omoto, Cia Biruta e Larissa Lima
Gratuito | Livre

Alfaiataria
14h às 18h – Performance
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos

17h às 19h30 – Mostra das Residentes
Gratuito | conferir classificação indicativa

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Raçudas – Saravy (PR)
R$ 20 e R$ 10 | 70 min | 14 anos
Dia 05 de junho (sexta-feira)

Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Criação solo: impulso ou imposição?
Com Baciada das Mulheres do Juquery, Priscilla Pontes e Saravy
Gratuito | Livre

Alfaiataria
14h às 18h – Performance
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos

17h às 19h30 – Mostra de Processos
Partilha Estado de Revolta – Daniele Santana (SP)
Chove – Janaina Matter e Greice Barros
Gratuito | Livre

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Notícias do Dilúvio: Um Canto a Canudos
Cia Biruta de Teatro (PE)
R$ 20 e R$ 10 | 45 min | Livre

Dia 06 de junho (sábado)
Alfaiataria
14h às 18h – Instalação
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos

18h – Espetáculo
A 100 Graus Celsius – Gladis das Santas (PR)
R$ 20 e R$ 10 | 60 min | 18 anos

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Manifesto de uma Mulher de Teatro – Tânia Farias (RS)
R$ 20 e R$ 10 | 45 min | 16 anos

Patuscada
21h30 – Festa de Encerramento
Samba da Nega com Janine Mathias
Gratuito | Livre

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica