A CENA CÍNICA REABRE O LABORATÓRIO DO HUMOR DE MAURO ZANATTA EM CURITIBA

Temporada gratuita reúne cerca de 20 artistas em 16 apresentações de esquetes no Espaço Excêntrico, de 8 a 25 de outubro, retomando a experiência da Sexta Cínica sob uma nova perspectiva

O humor volta a ser colocado em jogo no palco do Espaço Excêntrico. De 8 a 25 de outubro, A Cena Cínica reúne cerca de 20 artistas em uma temporada gratuita de esquetes dirigida por Mauro Zanatta. O projeto retoma a experiência da Sexta Cínica, realizada no espaço a partir de 2016, mas parte de outro momento, com novos artistas, diferentes processos e uma investigação renovada sobre a comicidade.

São 16 apresentações, com diferentes combinações de artistas e cenas. A proposta coloca o intérprete no centro da investigação: corpo, voz, movimento e presença são matéria para construir situações, imagens e relações com a plateia. “Eu espero que o Mauro daquela época, se viesse assistir A Cena Cínica hoje, dissesse que está feliz em ver uma evolução no trabalho. Que não está vendo o mesmo material, que o material ganhou uma reflexão nesse período, cresceu, tanto na qualidade estética quanto no conteúdo”, afirma Zanatta.

Da Sexta Cínica a um novo jogo
A Sexta Cínica nasceu como um espaço de experimentação. Os solos permitiam testar cenas, experimentar linguagens e descobrir, diante do público, diferentes caminhos para produzir teatro, nem sempre pelo riso, mas com a potência necessária para encontrar o público.

A Cena Cínica retoma esse princípio sem reproduzir a fórmula original. O processo reúne os Bonobos da Corte, grupo criado por Zanatta a partir de artistas formados na Escola do Ator Cômico, e artistas convidados de diferentes trajetórias.

Desde agosto, o grupo participa de uma imersão conduzida pelo diretor, em encontros dedicados à preparação e à criação. A ideia não é fazer todos trabalharem da mesma maneira, mas permitir que o próprio grupo construa seu modo de jogar. “O próprio grupo é quem gera um sistema de trabalho”, explica.

É também nesse espaço de liberdade que a comicidade ganha outra camada. Para Zanatta, o riso começa pelo próprio artista, pela capacidade de reconhecer e colocar em cena suas contradições. “O princípio pra gente produzir o riso na comédia é você produzir o riso a partir de você, das tuas coisas. Você rir primeiro de si, para daí sim, você ter o direito de rir da sociedade”.

O ator no centro da cena
A investigação de A Cena Cínica passa pela presença do intérprete e por aquilo que ele consegue produzir diante do público a partir de seus próprios recursos. “Eu quero dar uma atenção muito forte, muito exclusiva para o trabalho da atriz, do ator. O que você consegue produzir de imagem nessa plateia a partir do teu corpo, da tua voz, a partir do teu movimento?”, indaga Mauro.

Esse pensamento também atravessa os Sábados Excêntricos, programação formativa que reúne artistas ligados aos Bonobos da Corte em encontros sobre criação, corpo, comunicação e carreira artística. Nos dias 10, 17 e 24 de outubro, no Espaço Excêntrico, serão realizadas oficinas de Marketing Pessoal para Artistas, com Marco Buchmann; Vivência Mulheres de Lua, com Deise Warken; Confecção de Máscaras, com Nelson Prado; Comunicação e Conexão Offline – Jogos e Brincadeiras, com João Ryka; e A Fluidez do Sentir, com Caroline Pellegrini. Antes da temporada, no dia 7, Julia Vidal conduz uma oficina de Escrita Criativa voltada ao público idoso. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link na bio de @acenacinica

Para Mauro Zanatta, continuar experimentando e encontrando novos artistas é parte do que mantém seu vínculo com o teatro. Depois de mais de quatro décadas de trajetória, ele segue interessado naquilo que ainda pode acontecer quando o ator entra em cena e o jogo começa. “Teatro é um lugar tão inacreditável que eu encontrei na minha vida que eu não quero fazer outra coisa”, compartilha.

A Cena Cínica parte da experiência da Sexta Cínica, mas não tenta voltar ao mesmo lugar. O ponto de partida é conhecido; o que acontece agora depende dos artistas reunidos, do tempo presente e do que o próprio jogo for capaz de produzir.

SERVIÇO:
A Cena Cínica
Data: 08 a 25 de outubro de 2026
Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta (Rua Lamenha Lins, 1429 – Rebouças)
Ingressos: Entrada gratuita, retirada 1 hora antes na bilheteria.
Horários: Quintas e sextas, às 20h | Sábados, às 18h e às 20h | Domingos, às 18h
Acessibilidade: duas apresentações contarão com tradução em Libras. *confirmar datas
OFICINAS – Sábados Cínicos
Data: 10, 17 e 24 de outubro
Inscrições: gratuitas, pelo link na bio de @acenacinica
Programação gratuita, com atividades voltadas a diferentes públicos e áreas de interesse.
Instagram: @acenacinica | @espacoexcentrico | @bonobosdacorte | @mauro.zanatta

Mauro Zanatta | Cena Cínica | Foto: Thayna Bressan

Ator, diretor, professor e produtor, Mauro Zanatta iniciou sua trajetória no teatro em 1982 e criou a Escola do Ator Cômico em 1994, onde desenvolve há mais de três décadas um trabalho voltado à formação de atores. Fundou o Espaço Excêntrico em Curitiba e pesquisa linguagens como improvisação, jogo cênico, máscara, clown, Commedia dell’arte e teatro físico. Sua trajetória inclui trabalhos no teatro, cinema e televisão, além de experiências de formação no Brasil e no exterior. Na Itália, estudou com Antonio Fava, referência internacional em Commedia dell’arte, e também aprofundou sua pesquisa em mímica, clown e teatro físico na Inglaterra. Em 2015, criou, ao lado de ex-alunos da Escola do Ator Cômico, o grupo Bonobos da Corte, com o qual desenvolveu trabalhos voltados à comicidade e ao jogo cênico. Em 2006, recebeu o Troféu Gralha Azul de Melhor Ator por A Queda. Em 2016/2017, foi novamente premiado na categoria por Contos de Nanook. Em 2026, dirige A Cena Cínica, retomando a pesquisa com esquetes e colocando novamente o humor em campo de experimentação.

FICHA TÉCNICA:
Direção Geral: Mauro Zanatta | Assistente de Direção: Hique Veiga | Direção de Produção: Carol Mascarenhas | Elenco: Adriana Samaan, Carol Mascarenhas, Caroline Pellegrini, Deise Warken, Diego Werner, Elisan Correia, Giovani Ferrari, Hique Veiga, João Ryka, Julia Vidal, Lucca Mascarenhas, Marco Buchmann, Mayra Fernandes, Nathan Gabriel, Nelson Prado, Pedro Melo, Simone Violanti, Stella Mariss e Taciane Vieira | Realização: Espaço Excêntrico e Bonobos da Corte

SINOPSE:
O projeto A Cena Cínica é uma maratona teatral gratuita realizada no Espaço Excêntrico, sob a direção de Mauro Zanatta. Durante a temporada em outubro, um elenco de cerca de 20 atores se revezam em 16 apresentações, cada uma com um espetáculo de esquetes diferente.

AÇÕES FORMATIVAS:
Sábados Cínicos
Inscrições gratuitas pelo link na bio de @acenacinica

10 de outubro | 9h às 12h
Marketing Pessoal para Artistas com Marco Buchmann
30 vagas | Espaço Excêntrico
10 de outubro | 14h às 18h
Vivência Mulheres de Lua com Deise Warken
28 vagas | Espaço Excêntrico

17 de outubro | 9h às 13h
Oficina de Confecção de Máscaras com Nelson Prado
10 vagas | Espaço Excêntrico

17 de outubro | 14h às 17h
Comunicação e Conexão Offline – Jogos e Brincadeiras com João Ryka
20 vagas | Espaço Excêntrico

24 de outubro | 14h às 18h
A Fluidez do Sentir, com Caroline Pellegrini
20 vagas | Espaço Excêntrico

*7 de outubro | 14h às 16h
Escrita Criativa com Julia Vidal
20 vagas | Centro de Convivência da Boa Idade Irmã Catarina Boaventura
Rua Guilherme Ihlenfeld, 664 – Tingui
Atividade fechada.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Thayna Bressan.

TRÊS VEZES POE TRANSFORMA CLÁSSICOS DE EDGAR ALLAN POE EM SOLO CONTEMPORÂNEO

O universo de Edgar Allan Poe ganha novas formas no palco com Três Vezes Poe, espetáculo da Lunar Companhia de Teatro que estreia com uma mini temporada em Curitiba, integrando a programação do Festival da Primavera.

As primeiras sessões acontecem no dia 3 de outubro, às 17h e às 20h, no Centro Cultural Espaço de Arte, que recebe também as apresentações do dia 10, nos mesmos horários. No dia 11, às 17h, a montagem chega ao Memorial de Curitiba, em sessão com Libras. Todas as apresentações têm entrada gratuita.

Interpretado por Victor Ferreira, com direção de Beto Meira, o solo aproxima Annabel Lee, O Coração Delator e O Corvo em uma livre adaptação que atravessa amor, perda, solidão, obsessão, saúde mental, memória e existencialismo.

DE O CORVO A TRÊS VEZES POE
A relação de Victor com Poe começou ainda no Colégio Estadual do Paraná, quando estudava teatro e teve contato com uma leitura de O Corvo. Em 2025, o ator levou ao palco uma primeira versão de um solo inspirado em O Coração Delator, no Teatro José Maria Santos, durante a Mostra Novos Olhares, com direção de Marrara Mara.

Agora, essa pesquisa se amplia e aproxima três obras que encontram pontos de contato entre amor, perturbação e existência.

“Poe tem uma capacidade muito particular de construir o terror sem necessariamente torná-lo gráfico. Ele passa pela solidão, pelo mistério e pela fantasia de uma forma muito poética. Em alguns textos, transforma as palavras em uma teia que envolve o espectador pela leitura e pela própria sonoridade”, conta Victor.

A dramaturgia de Lara Rodi e Rafael Delgado parte dos textos originais para criar uma experiência cênica contemporânea. O espetáculo não busca reproduzir os contos, mas fazer com que essas figuras encontrem outro corpo, outra voz e outro tempo.

UM SOLO FEITO POR MUITAS MÃOS
Embora tenha apenas um ator em cena, Três Vezes Poe é construído por muitas presenças. Cenário, som, iluminação e figurino ampliam o corpo de Victor em cena e ajudam a criar as atmosferas que atravessam as três obras de Poe.

“Conceber este espetáculo, a partir da obra de Edgar Allan Poe, reúne uma equipe de jovens realizadores e o desejo de levar à cena um olhar novo, plural e inspirador, nascido da contribuição de cada artista envolvido. Uma criação permeável às possibilidades que surgem da participação apaixonada de cada integrante da equipe”, afirma Beto Meira.

Para o diretor, o encontro com o público também integra o processo de criação e abre uma nova etapa para o amadurecimento da montagem.

Três Vezes Poe tem apresentações nos dias 3 e 10 de outubro, às 17h e às 20h, no Centro Cultural Espaço de Arte, e no dia 11 de outubro, às 17h, no Memorial de Curitiba, em sessão com Libras. Todas as apresentações têm entrada gratuita.

O projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Espetáculo: Três Vezes Poe
Local: Centro Cultural Espaço de Arte
Rua Alberto Folloni, 1534 – Ahú
Datas: 3 e 10 de outubro, às 17h e às 20h
Local: Memorial de Curitiba
Rua Dr. Claudino dos Santos, 79 – São Francisco
Data: 11 de outubro, às 17h
Sessão com Libras
Ingressos: Gratuito – distribuição 1h antes de cada sessão, sujeitos à lotação.
Duração: aproximadamente 50 minutos.
Classificação: Livre para todos os públicos.

FICHA TÉCNICA:
Direção: Beto Meira
Ator: Victor Ferreira
Dramaturgia: Lara Rodi e Rafael Delgado
Assistência de direção: Marrara Mara
Cenário e figurino: Gui Almeida
Sonoplastia: Victor Willian
Iluminação: Felipe Schier
Caracterização: Anáthaly Kleina
Fotos: Duda Ferreira
Design: Victor Ferreira
Produção: Heleno Rohn
Coordenação do projeto: Cássia Hauari

SOBRE O ARTISTA
Victor Ferreira é ator e artista da cena, com trajetória iniciada ainda no período escolar, no Colégio Estadual do Paraná, onde teve seu primeiro contato com a obra de Edgar Allan Poe a partir de uma leitura de “O Corvo”.

A relação com a literatura do autor se aprofundou ao longo dos anos e, em 2025, Victor apresentou uma primeira versão de um solo inspirado em “O Coração Delator”, no Teatro José Maria Santos, durante a Mostra Novos Olhares, com direção de Marrara Mara.

Na área audiovisual, participou de trabalhos como “Use Sua Voz”, da HBO, “Sessão de Terapia” e “Meu Avô Stanislau”, da Globo, experiências que também aproximaram seu trabalho do circuito de imprensa.

Essa trajetória se encontra agora com sua pesquisa sobre Poe em “Três Vezes Poe”, espetáculo em que interpreta um solo inspirado em “Annabel Lee”, “O Coração Delator” e “O Corvo”.

Além da atuação, Victor assina o design do cartaz da montagem e participa da construção de sua identidade visual, ampliando sua atuação no processo criativo.

Fonte: @bb_comunica
Foto: Duda Ferreira @dferreira.ph

TRIO CUSPÃO DE TEATRO ABRE SELEÇÃO PARA OFICINA GRATUITA QUE INVESTIGA A COMÉDIA COMO LINGUAGEM DE CRIAÇÃO

Ministrada pelo dramaturgo, ator e pesquisador do riso Amande Macedo, atividade acontece de 13 a 16 de outubro, em Curitiba, e integra projeto que dá origem a espetáculo sobre golpes digitais

O que faz uma piada funcionar? Como uma situação ganha ritmo, estrutura e vira dramaturgia? É a partir dessas perguntas que o Trio Cuspão de Teatro abre a seleção para a Oficina de Imersão em Dramaturgia Cômica, que acontece de 13 a 16 de outubro, em Curitiba. Gratuita, a atividade é conduzida pelo dramaturgo, ator e pesquisador do riso Amande Macedo, na Garalhufa Escola de Atuação, no Centro. As vagas são limitadas e as inscrições estão abertas por meio de formulário disponível no link da bio do @triocuspao

Destinada a maiores de 17 anos, a oficina reúne quatro encontros, das 19h às 22h, totalizando 12 horas de imersão na escrita cômica. A seleção acontece por meio de carta de interesse, voltada a pessoas interessadas em escrita, dramaturgia e nas possibilidades do humor como linguagem de criação.

A comédia levada a sério
Durante os encontros, Amande Macedo compartilha metodologias de escrita, elementos da linguagem cômica e técnicas de estruturação de piadas. A proposta combina reflexão e prática, passando por teorias do cômico, análise e construção de estruturas de humor, exercícios de escrita e experimentações.

A ideia é olhar para a comédia por dentro: entender seus mecanismos, testar possibilidades e perceber como ritmo, lógica, expectativa, quebra e absurdo podem ser utilizados na construção dramatúrgica. Para Amande, investigar a comicidade pela dramaturgia também envolve mudar a posição de quem produz e de quem é colocado como objeto do riso. “Investigar o riso no âmbito dramático teatral é como uma retomada de poder, pra mim. É identificar como possibilidade o fazer rir e não somente ser o alvo de riso”, comenta.

A pesquisa parte da possibilidade de assumir o lugar de quem conta a história e de transformar experiências em matéria para o riso. “É recuperar as rédeas de quem conta histórias suas, dos seus, das suas, des sues, e ainda se atreve a ter a intenção disso tudo desembocar em riso”. A oficina também tem uma dimensão prática e divertida. “Vamos levar muito a sério a comédia, analisar estruturas de piadas e investigar como provocar o riso como quem estuda seriamente as placas tectônicas”, afirma Amande.

Entre teorias, exercícios, tentativas e erros, os participantes experimentam as possibilidades da escrita cômica e descobrem, na prática, o que pode provocar um pequeno terremoto no diafragma.

Uma primeira etapa de “Alguém pode me ouvir?”
A oficina integra “Alguém pode me ouvir?”, proposição do Trio Cuspão de Teatro, grupo emergente da cena teatral de Curitiba que pesquisa a comicidade em cena.

O projeto nasce de uma história real que parece saída de uma comédia absurda: um golpista se passa por astronauta ao telefone e convence uma mulher de 65 anos a financiar sua suposta volta à Terra. “Alguém pode me ouvir?” é a primeira frase dita pelo golpista durante a abordagem.

A situação desperta o interesse do Trio Cuspão para investigar as fraudes digitais pela linguagem teatral. O espetáculo aborda estratégias utilizadas por golpistas e formas de prevenção, aproximando informação, humor e teatro.

A oficina acontece antes do processo criativo da montagem. A criação do espetáculo começa no início de 2027, a partir das pesquisas desenvolvidas pelo grupo. A temporada está prevista para maio de 2027, com 16 apresentações em Curitiba.

O projeto inclui ainda audiodescrição integrada, em parceria com a CASA Consultoria, e bate-papos com o público após as sessões.

Neste momento, o Trio Cuspão volta o olhar para a própria matéria-prima de seu trabalho: a comicidade. A oficina cria um espaço de investigação e compartilhamento de ferramentas de dramaturgia que também alimentam a pesquisa do grupo para o futuro espetáculo.

SERVIÇO:
OFICINA DE IMERSÃO EM DRAMATURGIA CÔMICA
Quando: 13 a 16 de outubro de 2026 | 19h às 22h
Carga horária: 12 horas
Onde: Garalhufa Escola de Atuação (Rua São Francisco, 308, Centro)
Público: maiores de 17 anos
Vagas: limitadas
Seleção: por meio de carta de interesse
Inscrições: gratuitas, via formulário disponível no link da bio do @triocuspao | linktr.ee/triocuspao | https://forms.gle/2uvXR3S2MXJi75YS9

Fonte: @bb_comunica
Arte: Will Fagundes

5ª MOSTRA CLAUDETE PEREIRA JORGE ABRE AS PORTAS DO TEATRO E SE ESPALHA POR CURITIBA

De 10 a 29 de outubro, programação gratuita ocupa o Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge, Casa Hoffmann, Passeio Público, Praça Santos Andrade e Espaço Fantástico das Artes.

Claudete Pereira Jorge foi a primeira mulher a dar nome a um teatro público de Curitiba. E também dá nome a uma travessa em frente ao Teatro Guaíra. Em outubro, sua memória ganha novos caminhos. De 10 a 23 de outubro, a 5ª Mostra Claudete Pereira Jorge realiza uma antiga vontade: deixar de acontecer apenas dentro do teatro e ocupar outros espaços da cidade. Pela primeira vez, o festival chega ao Passeio Público, à Praça Santos Andrade, à Casa Hoffmann e ao Espaço Fantástico das Artes, sem deixar de ocupar todos os espaços do Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge. Toda a programação é gratuita.

Realizada pela NBP Produções, Cia. Fluctissonante e Pomeiro Gestão Cultural, a Mostra reúne teatro, dança, performance, música, instalação, oficinas e encontros com o público, misturando artistas convidados e trabalhos selecionados por convocatória pública. “A gente queria há algum tempo que a Mostra pudesse sair do Novelas e encontrar outros lugares da cidade. Claudete faz parte da memória de Curitiba e faz sentido que essa homenagem também ocupe outros espaços, criando novos encontros entre artistas, públicos e territórios”, afirma Helena de Jorge Portela, filha de Claudete, diretora da Cia. Fluctissonante, idealizadora e curadora da Mostra.

Convites, descobertas e uma cena em movimento
Quatro espetáculos foram convidados especialmente para esta edição: Do Dia Em Que Olhei No Espelho e Não Me Encontrei, de Pagu Leal; Baderna, de Giorgia Conceição (Miss G); Brio Breu, da cia. sol-te; e HI, BREASIL!, do Grupo Olho Rasteiro. Os demais trabalhos foram selecionados por meio de convocatória pública, ampliando o diálogo da Mostra com diferentes artistas e propostas da cena curitibana.

O resultado não pretende caber em uma única estética. São trabalhos que transitam pelo teatro, dança, performance, música e artes visuais, reunindo diferentes trajetórias, corpos, linguagens e perspectivas. “A convocatória abre a Mostra para aquilo que a gente ainda não conhece. Ao mesmo tempo, os convidados trazem trabalhos que queríamos muito colocar em diálogo com essa programação. O encontro entre essas duas frentes é parte importante da identidade desta edição. A ideia é criar uma programação que tenha diversidade de linguagens, mas também diversidade de olhares, corpos e experiências”, explica Igor Augustho, diretor de produção da Pomeiro Gestão Cultural e curador da Mostra.

Acessibilidade como ponto de partida
Se a Mostra quer ocupar novos lugares, também quer ampliar quem pode ocupar esses lugares. A acessibilidade atravessa o evento, por isso, todas as peças da programação têm sessões com tradução para Libras. A comunidade surda pode, assim, acompanhar todos os espetáculos da Mostra.

O Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge, conta com acessibilidade para pessoas em cadeiras de rodas, idosas, com mobilidade reduzida, gestantes, etc. A proposta acompanha a própria diversidade da programação, fazendo da acessibilidade parte da experiência dos espetáculos e das relações construídas com o público. “A acessibilidade não é um recurso que acrescentamos depois. Ela faz parte da forma como pensamos a programação, os espaços e as relações. Queremos uma Mostra onde mais pessoas possam se reconhecer como parte da cena”, destaca Nautilio Portela, diretor da NBP Produções, diretor artístico da Mostra.

E se a ideia é ampliar os encontros, as crianças e as famílias também ganham espaço especial nesta edição. Histórias da Rainha Efigênia, de Ciliane Vendruscolo, acontece no Passeio Público, nos dias 10 e 11 de outubro, às 11h. No teatro, Brio Breu, da sol-te companhia, tem sessões nos dias 17 e 18 de outubro, às 15h, em uma programação voltada para todas as idades. Já HI, BREASIL!, do Grupo Olho Rasteiro, leva a Mostra para a rua, com apresentações gratuitas e de classificação livre na Praça Santos Andrade, em frente às escadarias da UFPR, nos dias 17 de outubro, às 17h, e 19 de outubro, às 18h.

Em caso de chuva, a apresentação de Histórias da Rainha Efigênia prevista para o espaço externo será transferida para a Casa Hoffmann. Para HI, BREASIL!, basta acompanhar o Instagram da Mostra Claudete.

Da formação à festa
As ações formativas acompanham diferentes momentos da Mostra. Na Casa Hoffmann, a programação começa antes das apresentações artísticas, com Introdução às Danças Urbanas, com Alucas Santos, e Autonarrativas da Beleza, vivência de escrita com Pagu Leal. Durante a programação, Leal também conduz A Língua Pode Ser um Bicho, oficina de escrita realizada no dia 10 de outubro. Já nos dias 28 e 29, após o encerramento da programação artística, Kênia Coqueiro conduz Caracterização Consciente.

A programação formativa também se aproxima da criação cênica com a Micro-residência de Palhaçaria – Sala de Espera, que reúne encontros nos dias 6 e 10 de outubro e culmina na intervenção artística Sala de Espera, no dia 11 de outubro, às 19h, no Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge. A participação é gratuita e requer inscrição prévia.

O Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge recebe ainda espetáculos, performances, pocket shows e a instalação Não Foi Possível Executar, de Luques Oliveira, além de bate-papos entre artistas e a crítica cultural Luciana Romagnolli após apresentações selecionadas.

“A Mostra chega à quinta edição sem perder a vontade de experimentar. Continuamos celebrando a produção local, mas agora ampliamos os lugares de encontro. Para além de ocupar espaços, queremos criar relações entre artistas, obras e públicos”, completa Igor Augustho.

E, para terminar do jeito que a Mostra gosta, a programação sai novamente do teatro. No dia 23 de outubro, o Espaço Fantástico das Artes recebe a festa de encerramento, com o pocket show Voa Noite Duo, de Lu Faccini e Leo Gumiero, e o irreverente Troféu Cabeça de Chinchila.

A programação completa está disponível no Instagram @mostraclaudete

SERVIÇO:
5ª Mostra Claudete Pereira Jorge
De 10 a 23 de outubro de 2026
Entrada: Para os espetáculos retirada de ingressos gratuitos 1 hora antes na bilheteria do Teatro. Para as demais atrações não há necessidade de retirada de ingressos, entrada por ordem de chegada sempre sujeita a lotação dos espaços. Para as oficinas, inscrições na rede da Mostra Clau (@mostraclaudete)

Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge
Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1222 – São Francisco

Casa Hoffmann
Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco
Passeio Público
Rua Luiz Leão, s/nº – Centro
*Apresentações de “Histórias da Rainha Efigênia”. Em caso de chuva, a programação será transferida para a Casa Hoffmann, mantendo-se o mesmo horário no dia 10 e às 13h no dia 11.

Praça Santos Andrade
Centro
*Apresentações de “HI, BREASIL!”. Em caso de chuva, basta verificar as redes sociais da Mostra (@mostraclaudete) para atualizações.

Espaço Fantástico das Artes
Rua Trajano Reis, 41 – São Francisco

Festa de encerramento – 23 de outubro.

Oficinas: Acontecem antes e depois da Mostra. São gratuitas, verifique as condições para participação no perfil do evento @mostraclaudete

Realização: NBP Produções, Cia. Fluctissonante e Pomeiro Gestão Cultural | Financiamento: Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba – Mecenato Subsidiado | Apoio: Fundação Cultural de Curitiba.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA
AÇÕES FORMATIVAS

As oficinas da 5ª Mostra Claudete Pereira Jorge acontecem integralmente na Casa Hoffmann, ampliando pela primeira vez a presença da Mostra pela cidade. São quatro atividades gratuitas, voltadas a diferentes práticas e experiências de criação.

Terça (6) e quinta (8): Introdução às Danças Urbanas, com Alucas Santos, das 18h30 às 21h30, propõe um primeiro contato com linguagens como hip-hop, funk e passinho, aproximando dança, cultura e diferentes corporeidades.

Quarta (7) e sexta (9): Autonarrativas da Beleza, com Pagu Leal, das 18h30 às 21h30, investiga escrita autobiográfica e criação dramatúrgica a partir de questões como beleza, corpo, tempo e identidade.

Sábado (10): A Língua Pode Ser um Bicho, com Leal, das 14h às 18h, propõe uma investigação sobre linguagem, corpo e criação.

Quarta (28) e quinta (29): Caracterização Consciente, com Kênia Coqueiro, das 18h30 às 21h30, encerra a programação formativa da Mostra.

A Micro-residência de Palhaçaria – Sala de Espera reúne encontros nos dias 6 e 10 de
outubro e culmina na intervenção artística do dia 11 de outubro, às 19h.

As oficinas são gratuitas. As inscrições devem ser realizadas pelos formulários disponíveis no link da bio do Instagram @mostraclaudete

APRESENTAÇÕES E AÇÕES ARTÍSTICAS
A programação artística começa oficialmente no sábado (10), com Histórias da Rainha Efigênia, de Ciliane Vendruscolo, às 11h, no Passeio Público. Em caso de chuva, a apresentação será transferida para a Casa Hoffmann. Às 19h30, o Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge recebe Vida Útil, com Gilda Elisa sob texto e direção de Igor Augustho, espetáculo que marca o retorno da atriz aos palcos e conta com tradução para Libras, celebrando o primeiro dia de apresentações com o famoso brinde a Claudete.

Domingo (11): às 11h, Histórias da Rainha Efigênia faz segunda apresentação no Passeio Público. Às 19h, no hall do teatro Sala de Espera, com Camila Jorge, Janaína Fernanda e Suelen Oliveira, junto a palhaças e palhaces que participaram de uma micro-residência que resulta numa intervenção criada a partir de uma micro-residência de palhaçaria, vai ocupar o teatro. Às 19h30, Vida Útil tem nova apresentação, também com Libras.

Terça (13): começa a exposição da instalação Não Foi Possível Executar, de Luques Oliveira, no hall do teatro, onde permanece até o dia 17, aberta a visitação durante os horários de programação. Às 20h, a Cia. Café Preto apresenta Sinal de Vida, jogo de compartilhamento de performances e cenas que partem da pergunta “o que é vitalizante hoje?”. A sessão será seguida de bate-papo com Luciana Romagnolli.

Quarta (14): às 19h, o hall recebe o pocket show de Vini Sant. Às 20h, Sinal de Vida retorna ao palco, com tradução para Libras.

Quinta (15): às 20h, Pagu Leal apresenta Do Dia Em Que Olhei No Espelho e Não Me Encontrei, seguido de bate-papo com Luciana Romagnolli.

Sexta (16): às 19h, Catharine Moreira e Talita Grünhagen apresentam a cena curta bilíngue em Libras e português Vem, Desconecta!. Às 20h, Pagu Leal retorna com Do Dia Em Que Olhei No Espelho e Não Me Encontrei, desta vez com tradução para Libras.

Sábado (17): às 15h, a programação para crianças e famílias apresenta Brio Breu, da sol-te companhia, com Libras. Às 17h, o Grupo Olho Rasteiro apresenta o espetáculo de rua HI, BREASIL!, de classificação livre, na Praça Santos Andrade, em frente às escadarias da UFPR. Às 20h, o OMI Núcleo Artístico e Cavala Produções, apresentam Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela, seguido de bate-papo com Luciana Romagnolli.

Domingo (18): às 15h, Brio Breu tem nova sessão para crianças e famílias. Às 19h, o hall do teatro recebe Letologias, com Trava da Fronteira. Às 20h, Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela retorna, desta vez com tradução para Libras.
Segunda (19): às 18h, o Grupo Olho Rasteiro apresenta o espetáculo de rua HI, BREASIL!, de classificação livre, na Praça Santos Andrade, em frente às escadarias da UFPR. Em caso de chuva, basta acompanhar o Instagram da Mostra Claudete.

Quarta (21): às 19h, Trabatalhar uma performance com Leal no hall do Teatro Novelas. Às 20h, Giorgia Conceição (Miss G) apresenta Baderna, seguido de bate-papo com Luciana Romagnolli.

Quinta (22): às 19h, o hall recebe Horrorosas Desprezíveis com o pocket show Lésbika’s. Às 20h, Baderna retorna, com tradução para Libras.

Sexta (23): a Mostra encerra sua programação artística no Espaço Fantástico das Artes, com abertura da casa a partir das 19h, com o pocket show Voa Noite Duo, de Lu Faccini e Leo Gumiero, e o Troféu Cabeça de Chinchila, festa de encerramento que celebra a produção artística curitibana com humor e irreverência.

A programação é gratuita. Informações sobre classificação indicativa, acessibilidade, inscrições e eventuais alterações estão disponíveis no Instagram @mostraclaudete

Ficha Técnica:
Direção Artística: Nautilio Portela | Curadoria: Helena de Jorge Portela e Igor Augustho | Direção de Produção: Igor Augustho | Produção Executiva: Bruna Bazzo | Assistente de Produção: Felipe Bacelar | Assessoria Jurídica e Contábil: Ivanes Mattos | Tradução para Libras: Talita Grünhagen | Mediação Bate Papos: Luciana Romagnolli | Mestres de Cerimônias: Geysa Costa e Nautilio Portela | Coordenação Técnica: Lucas Amado | Produção Técnica: Blip Art | Responsável Técnico: Marley | Sonorização: Rochedo Produções Artísticas | Identidade Visual e Design Gráfico: Pat Cividanes | Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo | Cobertura em Tempo Real e Video Creator: Willa Tomas | Registros Fotográficos e Audiovisuais: Chico Paes | Captação de Recursos: Adriano Vogue | Realização: Cia. Fluctissonante e NBP Produções | Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Vitor Dias

BUTŌ OCUPA CURITIBA COM DANÇA, PERFORMANCE E CORPOS EM TRANSFORMAÇÃO

E se o corpo não precisasse estar sempre funcionando? E se o cansaço, a fragilidade, a deformação e até a morte também pudessem ser matéria de criação? É a partir dessas perguntas que “Liturgia dos Escombros – Mostra de butō contemporâneo” chega a Curitiba. Fruto de uma iniciativa independente dos próprios artistas e produtores envolvidos, a mostra ocupa o Espaço KÀ de Artes e a Casa Hoffmann, entre 18 e 22 de setembro, com performances, cine-butō, oficinas e conversas.

Idealizada pelo butōista Lucca Lírio e pelos dançarinos de butō Beatriz Marçal e Caio Frankiu, com direção e curadoria de Lucca, a mostra parte de uma linguagem nascida no Japão do pós-guerra, que rompeu com padrões tradicionais de beleza, virtuosismo e representação. Inspirada nas linhagens de Tatsumi Hijikata, Kazuo Ohno e Yoshito Ohno, Liturgia dos Escombros aproxima o butō de questões do presente: exaustão, ancestralidade, desejo, precariedade, memória, morte e transformação. “O butō não começa perguntando como um corpo deve parecer. Ele pergunta o que esse corpo carrega, o que o atravessa e o que ainda pode nascer dele. Olhar para a fragilidade pode ser um gesto radical”, afirma Lucca Lírio.

Dois espaços, duas atmosferas
A programação foi pensada em duas frentes curatoriais, criando experiências distintas para o público. No Espaço KÀ acontece o SOMOS KÀ-baret, programação paga que recupera uma dimensão experimental, noturna, erótica e marginal ligada às primeiras experiências do butō. Em diálogo com o Ankoku-Butō, a “dança das trevas” de Tatsumi Hijikata, a programação mistura performances ao vivo, cine-butō, registros históricos e festejos.

Entre os trabalhos estão performances ao vivo e transmissão de vídeo-dança butō, além de vídeos de arquivo da história do Butō e outras produções audiovisuais. “O Espaço KÀ permite uma relação mais carnal, excessiva e indisciplinada com o butō. É um espaço em que a performance pode acontecer junto com o cinema, a música, o encontro e a presença do público”, explica Beatriz Marçal.

Na Casa Hoffmann, as apresentações de 20 a 22 de setembro são gratuitas e assumem uma atmosfera mais ritualística, meditativa e fantasmagórica, aproximando-se das poéticas de Kazuo Ohno e da transmissão de Yoshito Ohno. “Nesse segundo polo da nossa mostra, decidimos honrar a linhagem mais onírica e surreal que chega até nós de Kazuo e Yoshito Ohno, onde se dança com os Ancestrais, dança-se com quem já não está mais aqui nesse plano, encontrando-se no limiar de vida. A morte aqui existe como um último suspiro, um alívio do retorno ao éter primordial” afirma Lucca.

Corpos que viram memória, criatura e paisagem
Nas performances, os corpos deixam de ser apenas instrumentos para se tornar matéria, arquivo, paisagem, criatura, fantasma e raiz.

Entre os trabalhos apresentados estão Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva dos cinco artistas citados anteriormente sobre transmissão, transformação e continuidade. “O corpo é também espaço. Quando ele ocupa, desloca ou transforma um lugar, cria outra relação com a cena e com quem está assistindo. É esse cruzamento entre corpo, espaço e dramaturgia que atravessa o meu trabalho”, afirma Caio Frankiu.

Quando o butō sai do palco
A mostra também abre espaço para formação e pesquisa. Na Casa Hoffmann, a programação inclui as oficinas Karada – O Corpo Vazio, MA – O Espaço-Entre, além da Roda de Conversa Butô: Origem e História.

Antes da abertura da mostra, no dia 13 de setembro, a Casa Hoffmann recebe, dentro da programação Portas Abertas, a oficina Butô: Inclusão Radical. A atividade é gratuita e aberta a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

A proposta parte de uma provocação: e se a fragilidade também fosse beleza? “Existe uma ideia de que determinados corpos precisam ser consertados antes de ocupar uma cena. A gente quer fazer o contrário: começar pelo corpo que existe, com suas marcas, seus limites, sua história e suas possibilidades. O butō começa aí”, afirma Lucca.

A pesquisa também ultrapassa o palco. Lucca Damilano e Nabylla Fiori de Lima tiveram aprovada no 1º Congresso de Dança da UNESPAR a pesquisa Butō como prática de cultivo: investigando a fronteira entre vida e cena, que será apresentada durante o Seminário de Pesquisa Acadêmica, realizado de 14 a 18 de setembro, em Curitiba. O estudo investiga o momento em que o viver cotidiano pode se transformar em dança, a partir da compreensão do butō como uma prática de cultivo, borrando as fronteiras entre arte e vida.

Entre o cabaré e o ritual, o grotesco e o sublime, a sombra e a flor, Liturgia dos Escombros aproxima diferentes linhagens, corpos e modos de criação. Para Lucca, “um corpo que não precisa ser perfeito para estar em cena. Um corpo que pode parar, desaparecer, se transformar, e continuar”, finaliza.

SERVIÇO:
LITURGIA DOS ESCOMBROS – Mostra de butō contemporâneo
Data: 18 a 22 de setembro de 2026
Espetáculos de Classificação: 14 anos

SOMOS KÁ-BARET
De: 18 e 19 de setembro | 19h às 22h
Local: Espaço Kà de Artes (Rua Treze de Maio, 506 – Centro)
*Performances, cine-butō, vídeos e registros históricos.

Ingressos via Sympla aqui

LITURGIA DOS ESCOMBROS
De: 20, 21 e 22 de setembro
Local: Casa Hoffmann (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco)

Horarios: 9h às 13h: oficinas e formação | 14h às 18h: ensaios técnicos | 19h às 22h: performances

*Apresentações gratuitas, retirada de ingressos com uma hora de antecedência. Oficinas gratuitas mediante inscrição., no link: aqui

PORTAS ABERTAS
Dia: 13 de setembro | domingo | 9h às 13h | Casa Hoffmann

Oficina Butô: Inclusão Radical

*Atividade gratuita, aberta a diferentes corpos, idades e habilidades. Não é necessário ter experiência anterior em dança. Inscrições na hora.

Instagram: @pocoependulo | @espacokadeartes

PROGRAMAÇÃO:

A programação começa no dia 13 de setembro, antes da abertura oficial da mostra, com a Oficina Butô: Inclusão Radical, realizada das 9h às 13h na Casa Hoffmann, dentro do projeto Portas Abertas. Gratuita, a atividade é voltada a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

Nos dias 18 e 19 de setembro, o Espaço KÀ recebe, das 19h às 22h, o SOMOS KÁ-baret, reunindo performances, cine-butō, vídeos e registros históricos, e uma programação audiovisual dedicada ao universo do butō. A entrada com 3 lotes e venda na hora.

De 20 a 22 de setembro, a Casa Hoffmann concentra a programação principal de Liturgia dos Escombros, com atividades formativas pela manhã e performances à noite. No dia 20, o público poderá assistir a Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva.

No dia 21, a programação reúne Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; e novamente Butōsei no YoaKe. Já no dia 22, são apresentados Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e a criação coletiva Butōsei no YoaKe. As apresentações na Casa Hoffmann são gratuitas.

A programação formativa inclui as oficinas Karada – O Corpo Vazio, MA – O Espaço-Entre, a Roda de Conversa Butô: Origem e História e a partitura imagética e corporal do butō. As atividades são gratuitas mediante inscrição.

20 de setembro – Oficina Butō: Karada, O corpo vazio
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira

21 de setembro – Oficina Butō: MA – O Espaço-Entre
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira

22 de setembro – Roda de Conversa Butō: Origem e História
Manhãs | 10h-12h | Gratuita

Horários e inscrições: aqui

Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Maria Tortato.

BARBARA CAMPELLI TRANSFORMA “ONDE EU SOL” EM SHOW NO TEATRO PAIOL

Barbara Campelli. Foto: Letícia Futato.

Há um ano, a cantora curitibana Barbara Campelli lançou Onde Eu Sol, seu primeiro álbum, de forma independente nas plataformas digitais. Agora, no aniversário do disco, leva o repertório ao palco em show que acontece no dia 24 de setembro, às 20h, no Teatro Paiol, em Curitiba. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Pixta.

“Música calma, MPB calminha.” É assim que Barbara costuma definir sua sonoridade. Sem se preocupar muito em enquadrá-la, encontrou na calma um território próprio para cantar sobre amor, desejo, saudade, perda, recomeço e também algum deboche.

O álbum nasceu de um grande sonho: escolher as músicas, ouvir os arranjos, entrar em estúdio e reunir músicos com quem queria trabalhar, e se tornou um projeto musical. O lançamento digital aconteceu sem pressa e, naquele momento, o disco encontrou seu próprio ritmo. Um ano depois, chega ao palco celebrando junto ao público uma obra que até então existia principalmente no ambiente digital. “O álbum foi um dos sonhos que queria realizar e realizei. E agora, com um ano de vida, resolvi colocar ele no palco. Tipo a festa de aniversário mesmo. Onde Eu Sol faz um ano e agora ele vai pro mundo, ao vivo, no Paiol”, afirma a cantora.

Sem pressa, Barbara foi encontrando sua voz
A música entrou na vida de Barbara muito antes de ela pensar em ser cantora. Nascida e criada em Curitiba, cresceu em uma família musical. Aos 30 anos, decidiu estudar canto e, aos 32, fez seu primeiro show. Em 2018, criou Ciclos do Amor, seu primeiro espetáculo solo.

A partir daí, sua trajetória foi se formando entre trabalhos como backing vocal, uma paixão e também parte de seu trabalho artístico, e encontros com artistas como Darlene Lepetit, Leo Fressato, Pietro Domiciano, Re Gugli, Bruna Pena e Capim Limão. Em 2021, lançou duas canções de Leo Fressato e, em 2024, fez backing vocal para o Capim Limão no Coolritiba. Barbara também integra o Doce Delírio, ao lado de Bruna Pena, Henrique Geladeira e Pietro Domiciano.

Foi desse caminho feito de encontros que nasceu a vontade de gravar Onde Eu Sol. “A música é um amor e quando ela me notou eu senti que ela também gostou de mim, mas nosso casamento não é convencional. Daqueles com festão, filhos e mesmo teto. Moramos uma na outra, numa relação íntima, mas com muito espaço”, revela.

O amor, em todas as suas contradições
Produzido por Julia Klüber, Onde Eu Sol reúne oito faixas que atravessam diferentes estados do amor. Há delicadeza, mas também sensualidade, melancolia, ironia e movimento.

A ideia do álbum começou com a vontade de Barbara de gravar Perfume, canção inédita de Julia Klüber, que também assina a produção, os arranjos e a direção musical do trabalho. A ideia cresceu e virou um álbum, batizado com uma composição de Pietro Domiciano, escrita especialmente para Barbara. No palco, Julia é acompanhada por Lilian Nakahodo nos synths e beats, Vic Vilandez no baixo e Dani Dalessa na bateria. O show recebe ainda Pietro, na voz e violão, e Murilo Campelli, no violão.

Para Barbara, o amor não é apenas um tema recorrente. É o lugar onde ela se reconhece como intérprete. “Hoje me vejo como uma intérprete das ondas que o amor inunda em alguém. Uma cantora de amor, de sorriso e abraço de amor, de dor e lágrima de amor”, afirma.

Sua música também carrega uma escolha: desacelerar. Em tempos intensos, Barbara aposta em canções que pedem escuta e presença e que, segundo ela, às vezes fazem as pessoas chorarem.

O show reúne as oito faixas de Onde Eu Sol, os dois singles lançados por Barbara em 2021 e outras seis canções que continuam investigando esse território tão amplo quanto contraditório: o amor. Para Barbara, chegar ao Paiol representa um dos maiores sonhos realizados até aqui. “Fazer um show no Paiol é GIGANTE! Eu falo que depois desse show vou ter que inventar um sonho novo, porque esse vai estar realizado”, conta entusiasmada.
A apresentação tem produção e realização de Wellington Guitti e Renata Zunino.


SERVIÇO:
Show “Onde Eu Sol” – Bárbara Campelli
Data: 24 de setembro de 2026
Horário: 20h
Local: Teatro Paiol (Rua Coronel Zacarias, 51 – Prado Velho)
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Vendas: aqui
Produção e realização: Wellington Guitti e Renata Zunino
Instagram: @barbaracampelli
Spotify: aqui

Claro. Mantive a mesma formatação, mas sem negrito.

Álbum Onde Eu Sol — faixa a faixa, por Barbara Campelli

  1. Essa Confusão — Dora Morelenbaum e Zé Ibarra
    Uma quase declaração de amor. Uma confusão de um talvez, nem sim, nem não. No álbum, a canção ganha uma versão mais malemolente, com uma pegada jazzy.
  1. Perfume — Julia Klüber
    Foi a música que me pegou pela letra desde a primeira vez que ouvi. Tem um tom quase mantrístico, com um refrão que se repete e que, no fim, todo mundo canta junto. Fala sobre o amor que desaparece quando o perfume acaba.
  1. Acaso — Igor Cordeiro
    É a mais “drama” do álbum, no meu coração. Fala sobre falar em silêncio. É de faltar o ar. O solo de cordas, com viola de Anadgesda Guerra, violoncelo de Rebeca Friedman e violino de Karina Romanó, traz uma profundidade linda para a história de um amor que já não é mais e cujo silêncio fala mais alto.
  1. Dengo — Barbara Campelli
    Minha única composição no álbum. Começa com um vocalize lânguido e, na segunda metade, vira uma espécie de baião percussivo, quase uma ciranda construída com os beats de Lilian Nakahodo, que também assina a coprodução. Fala sobre sentimentos que acompanham o amor, o sexo e o cotidiano.
  1. Coração Machucadinho — Lívia Lakomy e Estrela Leminski
    A mais upbeat e debochada do álbum. Tem a participação de Pietro Domiciano no violão e fala sobre uma espécie de vingança de um amor perdido. É divertida demais.
  1. Nada Por Mim — Herbert Vianna e Paula Toller
    Uma versão desse hit maravilhoso que todo mundo conhece e ama. Começa com ukulele e, depois, a banda entra, deixando a música com clima de mesa de bar, flerte e sorrisinhos. O solo de sax de Helinho Brandão deixa tudo ainda mais especial.
  1. Amor Brando — Buhr
    Uma confissão intimista. É a única faixa feita apenas de piano e voz. Julia Klüber traz muito sentimento para uma canção que, para mim, é quase uma declaração junto de um pedido de cuidado ao amar.
  1. Onde Eu Sol — Pietro Domiciano
    A faixa que dá nome ao álbum nasceu de uma história minha. Quando eu e Pietro fomos cantar juntos pela primeira vez, ele percebeu que eu estava nervosa e perguntou por quê. Contei que, aos seis anos, na minha primeira apresentação no palco da Ópera de Arame, eu caí logo no primeiro passo de uma coreografia de sapateado. Pensei em sair correndo, mas vi minha professora na coxia, sorrindo e fazendo sinal para eu levantar e continuar. E foi o que fiz.
    Anos depois, essa história virou a canção Onde Eu Sol. Pietro a compôs como um incentivo para eu me amar, cantar e ser leve. É de emocionar.

Sobre a artista:
Barbara Campelli é cantora curitibana, intérprete e apaixonada por harmonias e canções de amor. Nascida em uma família musical, passou pelo coral e pela dança antes de se dedicar ao canto. Aos 30 anos, começou a estudar profissionalmente e, aos 32, realizou seu primeiro show.

Desde então, atuou como backing vocal e participou de projetos com nomes da cena curitibana, como Leo Fressato e Pietro Domiciano, além de cantar com a banda Capim Limão no festival Coolritiba. Em 2018, criou Ciclos do Amor e, em 2021, lançou seus primeiros singles. Em 2025, apresentou de forma independente seu primeiro álbum, Onde Eu Sol, produzido por Julia Klüber.

Bárbara define sua sonoridade como “música calma, MPB calminha” e encontra no amor, em suas delicadezas, contradições e desastres, o principal território de sua música.

FICHA TÉCNICA – SHOW ONDE EU SOL
Voz: Barbara Campelli | Arranjos, direção musical e teclas: Julia Klüber | Teclas: Lilian Nakahodo | Baixo: Vic Vilandez | Bateria: Dani Dalessa | Convidado – voz e violão: Pietro Domiciano | Convidado – violão: Murilo Campelli | Luz: Lucas Amado | Som: Luigi Castel | Figurino: Isabella Brasileiro | Foto e vídeo: Letícia Futata e equipe


FICHA TÉCNICA – ÁLBUM ONDE EU SOL
Voz: Bárbara Campelli | Produção, arranjos e teclas: Julia Klüber | Teclas: Lilian Nakahodo | Baixo: Vic Vilandez | Bateria: Dani Dalessa | Participação – violão: Pietro Domiciano | Participação | sax: Helinho Brandão | Participação – viola: Anadgesda Guerra | Participação – violoncelo: Rebeca Friedman | Participação – violino: Karina Romanó | Mix: Leo Gumiero | Master: Fred Teixeira | Estúdio: Gramofone | Técnico: Vitor Pinheiro

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

TERCEIRA EDIÇÃO DA RODA DE FOGO PROPÕE REFLEXÃO SOBRE MEMÓRIA, DIREITOS HUMANOS E RESISTÊNCIA COLETIVA

Encontro do ciclo “Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer” recebe Leandro Franklin e Raissa Micheluzzi no dia 29 de julho para uma conversa sobre memória LGBTI+, artivismo e construção de narrativas coletivas.

A cada encontro, a Roda de Fogo amplia as possibilidades de pensar a memória a partir de diferentes experiências. Depois de percorrer as relações entre literatura, criação artística e psicanálise, a terceira edição do ciclo Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer convida o público a refletir sobre a memória como prática política, território de disputa e ferramenta de resistência.

No dia 29 de julho, a Alfaiataria – Espaço de Artes recebe o professor, pesquisador e artivista Leandro Franklin e a jornalista, pesquisadora e agitadora cultural Raissa Micheluzzi para uma conversa aberta sobre memória, direitos humanos, cultura e os processos de preservação das histórias da população LGBTI+. A participação é gratuita e acontece, como nas edições anteriores, ao redor da fogueira no quintal da Alfaiataria, espaço pensado para estimular a escuta, a troca de experiências e a convivência.

Com curadoria do artista e pesquisador Francisco Mallmann, a Roda de Fogo reúne convidados de diferentes áreas do conhecimento para investigar a memória não como um arquivo estático, mas como uma construção permanente, atravessada pelos corpos, pelos afetos, pelos conflitos e pelas formas de produzir presença no mundo. O encontro integra o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Fundação Nacional de Artes (Funarte), iniciativa dedicada ao fortalecimento de práticas de criação, formação e intercâmbio nas artes da cena contemporânea.

Memória como prática de resistência
Nesta terceira edição, a conversa aproxima universidade, arte, ativismo e produção cultural para discutir a memória como um direito coletivo e uma ferramenta de transformação social. Em diálogo com suas trajetórias, Leandro Franklin e Raissa Micheluzzi, integrantes do coletivo Memória LGBTI+ Curitiba, compartilham experiências ligadas à preservação da memória LGBTI+, às políticas culturais, aos processos de documentação e às formas de tornar visíveis histórias frequentemente ausentes dos registros oficiais.

A atuação de ambos evidencia que lembrar não significa apenas preservar o passado, mas produzir novas possibilidades de existência no presente. Ao reunir pesquisa acadêmica, práticas artísticas e iniciativas de memória comunitária, os convidados discutem como arquivos, relatos, performances, documentários e ações culturais contribuem para fortalecer identidades, construir pertencimentos e ampliar o acesso à história de grupos historicamente marginalizados.

Ao aproximar diferentes campos do conhecimento, a Roda de Fogo reafirma sua proposta de transformar a memória em experiência compartilhada, fazendo da conversa um espaço em que narrativas individuais e coletivas se encontram ao redor do fogo.

A roda segue acesa
A Roda de Fogo integra o conjunto de ações do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), idealizado pela diretora artística Janaina Matter em parceria com a produtora cultural Michele Menezes, da Pró Cult. Contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Fundação Nacional de Artes (Funarte), o programa promove, ao longo de 2026, uma programação contínua voltada à formação, à pesquisa, à criação e ao intercâmbio nas artes da cena contemporânea.

Depois dos encontros dedicados às relações entre memória e criação literária e às aproximações entre memória e psicanálise, a terceira edição amplia esse percurso ao abordar os vínculos entre memória, direitos humanos, artivismo e participação social, reafirmando a proposta curatorial de construir um espaço contínuo de reflexão e escuta coletiva.

Além da Roda de Fogo, o programa realiza iniciativas voltadas à formação artística e à experimentação cênica, como a Oficina de Iluminação Cênica para Mulheres, ministrada por Lucri Reggiani; o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, conduzido por Guilherme Jaccon; a segunda edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria; e a Mostra Lés Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas latino-americanas.

Ao articular formação, pesquisa, criação e intercâmbio artístico, o Programa Contínuo Alfaiataria reafirma o compromisso da Funarte com o fortalecimento de processos continuados nas artes e consolida a Alfaiataria como um espaço de encontro entre diferentes saberes, experiências e modos de imaginar outros mundos possíveis.

As anfitriãs Janaina Matter e Michele Menezes, junto ao curador Francisco Mallmann, durante a Roda de Fogo, encontro que integra a programação do Programa AMP e transforma o quintal da Alfaiataria em um espaço de escuta, diálogo e reflexão sobre as múltiplas formas de pensar a memória. Foto: Vitor Dias.

SERVIÇO:
3ª Roda de Fogo – Práticas da Memória: entre lembrar e esquecer
Convidados: Leandro Franklin e Raissa Micheluzzi
Data: 29 de julho de 2026
Horário: 19h (Duração: 1h a 1h30)
Local: Quintal da Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 247 – Centro)
Entrada: Gratuita, sujeita à capacidade do espaço.
Informações: @alfaiataria_

Sobre Leandro Franklin: Artivista e professor dos cursos de Direito e Produção Cultural da Universidade Federal do Paraná (UFPR), além de docente do Programa de Pós-Graduação em Direito da instituição. Coordena o projeto de extensão Máquina de Ativismos em Direitos Humanos, dirige o Grupo de Teatro do Direito UFPR – Insólitos e integra o coletivo Memória LGBTI+ de Curitiba. Sua trajetória articula pesquisa, produção artística e direitos culturais, desenvolvendo projetos voltados à cidade, à diversidade, à memória e ao fortalecimento dos direitos humanos. Entre suas publicações recentes estão Tecidos de Luta: Águas para a Vida e Em Busca de Curitiba Perdida: Lugares de Memória LGBTI+, além da organização da obra Mais Cultura na UFPR: práticas e reflexões do Mutirão no Litoral Paranaense.

Sobre Raissa Micheluzzi: Jornalista com especialização em Cinema e Audiovisual, agitadora cultural e integrante do coletivo Memória LGBTI+. Atua na comunicação do SATED-PR e desenvolve projetos voltados à preservação da memória audiovisual e oral da população LGBTI+. Em 2026 lançou o documentário Rita Moreira: crônicas, memórias e videotape, apresentado no Olhar de Cinema, sobre a trajetória da videomaker brasileira Rita Moreira. Também participa do projeto Vivas e Visíveis: Arte, Memória e Política LBT, realizado em parceria com o Grupo Dignidade, dedicado ao registro e à difusão da memória de pessoas LBT em Curitiba.

Assessoria de Imprensa
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GARALHUFA ESTREIA SEGUNDA TEMPORADA DE “BEIJO E ASFALTO” NO TEATRO CLEON JACQUES APÓS SUCESSO DE PÚBLICO

Montagem baseada em clássico rodrigueano segue com apresentações gratuitas e sessões acessíveis em Libras.

Depois de uma estreia de sucesso em março, com sessões lotadas e excelente recepção do público no Miniauditório Glauco Flores de Sá (Mini Guaíra), a companhia Garalhufa se prepara para a segunda temporada do espetáculo “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”. A montagem investigativa, que propõe uma imersão crítica no universo de Nelson Rodrigues, cumpre nova temporada de 17 a 26 de julho de 2026, no Teatro Cleon Jacques no Memorial Paranista, em Curitiba, também com entrada gratuita e sessões com acessibilidade em Libras.

O espetáculo parte de um estudo aprofundado do clássico O Beijo no Asfalto, mas foge do formato de uma releitura tradicional para se firmar como uma peça-ensaio e investigação documental. No palco, que se transforma em uma mistura de redação de jornal, tribunal e sala de ensaio, três atores debatem as estruturas de espetacularização midiática, moralismo, violência institucional e fake news. “O interesse e a recepção do público na primeira temporada, com 10 apresentações lotadas, só nos confirmou o quanto o texto de Nelson Rodrigues ainda é atual e dialoga com as urgências de hoje. Como gestos íntimos viram escândalos públicos tanto em 1961, quanto agora, em que a mídia se potencializa ainda mais com a internet”, afirma a atriz e idealizadora do projeto Mariana Venâncio.

Em cena, Mariana Venâncio, Victor Lucas Olivier e Stephanie Zouza, dirigidos de forma colaborativa com o dramaturgo Vinicius Medeiros e sob orientação artística de Giordano Castro (do grupo pernambucano Magiluth), dividem com a audiência questionamentos cruciais da era da informação: quem constrói os fatos? Por que se contam algumas histórias e não outras? Um jornal mentiria?

Acessibilidade e ingressos
Para garantir a democratização do acesso, todas as apresentações da temporada no Teatro Cleon Jacques continuam gratuitas. Os ingressos agora serão distribuídos na bilheteria com 60 minutos de antecedência. A temporada conta também com a acessibilidade, as sessões com tradução em Libras acontecem nos dias 17, 24 e 25 de julho, sempre às 20h.

O projeto é realizado por meio do Mecenato – Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba.

Sobre a Garalhufa
Sediada no Largo da Ordem, em Curitiba, a Garalhufa atua há seis anos como trupe teatral, escola de atuação e centro cultural. O grupo já assinou seis espetáculos e três curta-metragens, circulando por importantes cidades do país como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa, Florianópolis, São João del Rei e Campinas.

SERVIÇO:
Espetáculo – 2ª Temporada “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”
Local: Teatro Cleon Jacques (Rua Prof. Nilo Brandão, 710 – São Lourenço, no Memorial Paranista, Curitiba)
Data: 17 a 26 de julho de 2026
Horários: Sextas e sábados às 20h | Domingo (dia 19) às 11h | Domingo (dia 26) às 19h.
Sessões com Libras: Dias 17, 24 e 25 de julho, às 20h.
Ingressos: Entrada gratuita (retirada de ingressos na bilheteria do teatro com 60 minutos de antecedência).

Ficha Técnica:
Idealização e direção de produção: Mariana Venâncio | Orientação artística: Giordano Castro | Dramaturgia: Vinicius Medeiros | Direção colaborativa: elenco e dramaturgo | Elenco: Mariana Venâncio, Stephanie Zouza e Victor Lucas Oliver | Sonoplastia: Cadu Machado | Iluminação: Ever Silva | Preparação vocal: Elis Koppe | Preparação corporal: Ana Filimberti | Cenário: Júlia Herculano | Figurino: Beatriz Alves e Izabelle Viana | Assistência de produção: Mateus Sandré | Mediação: Enzo Torres

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Lina Sumizono.

DE VOLTA AO QUARTO ESCURO: RESIDÊNCIA INÉDITA EM CURITIBA CONVIDA ARTISTAS A INVESTIGAR OS FUTUROS DA FOTOGRAFIA ANALÓGICA

Pretícia Jerônimo ministra oficina sobre processos fotográficos analógicos e históricos, pesquisa que dá origem à residência artística “Luz Negra: De Volta ao Quarto Escuro”. Na foto de Léco Souza, imagem registra uma das experiências formativas conduzidas pela artista com a turma de Licenciatura em Artes Visuais da Faculdade de Belas Artes do Paraná, em 2018.

Toda fotografia nasce da luz. Algumas também nascem da espera. Em um tempo em que produzir imagens se tornou um gesto instantâneo, “Luz Negra: De Volta ao Quarto Escuro” propõe outro ritmo: o tempo da observação, da experimentação e da construção do olhar. A residência artística abre inscrições de 13 a 26 de julho para selecionar seis artistas que participarão de uma formação gratuita dedicada aos processos fotográficos históricos, alternativos e analógicos.

Idealizada pela artista visual, laboratorista, pesquisadora e fundadora do LAB Secreto, Pretícia Jerônimo, a residência é uma iniciativa independente que marca os dez anos de atuação do laboratório e ganha forma a partir do encontro com a fundadora e diretora da ARS55, Marina Barancelli, e com o artista e fundador da Oficina Espaço de Arte, Deré Souza. “Durante muitos anos construí essa pesquisa dentro do laboratório. Agora chegou o momento de fazê-la circular. O conhecimento precisa circular. A residência nasce para compartilhar esses processos, formar novas pessoas e fortalecer uma comunidade que mantenha vivos esses saberes”, afirma Pretícia.

Juntos, LAB Secreto, ARS55 e Oficina Espaço de Arte unem pesquisa, produção cultural e formação artística para democratizar conhecimentos que, historicamente, permaneceram restritos a laboratórios especializados e a processos de alto custo. “São técnicas que exigem estrutura, materiais e tempo de dedicação. Criar uma residência gratuita com essa profundidade significa abrir caminhos para que novos artistas possam experimentar esses processos, desenvolver suas próprias pesquisas e manter esses conhecimentos vivos”, afirma Marina Barancelli.

Voltada a artistas visuais, fotógrafos iniciantes, professores, educadores populares e arte-educadores maiores de 18 anos residentes em Curitiba e Região Metropolitana, a residência oferece três meses de formação teórica e prática, com fornecimento de materiais, insumos e auxílio-transporte aos participantes selecionados.
O tempo como matéria da fotografia
Enquanto a fotografia contemporânea acelera, Pretícia Jerônimo escolhe investigar aquilo que exige tempo. Sua pesquisa se desenvolve a partir da fotografia analógica e dos processos históricos, compreendendo a imagem como construção, experiência e permanência.


Essa perspectiva orienta a metodologia da fotografia lenta, desenvolvida pela artista para estimular uma relação mais consciente com a produção visual em um cenário marcado pelo excesso de imagens. Em vez da lógica do registro imediato, o processo convida os participantes a experimentar o tempo da observação, da espera e da revelação.

O próprio nome da residência traduz essa pesquisa. A luz negra faz referência à luz ultravioleta utilizada em processos históricos, como a cianotipia, mas também simboliza a potência dos conhecimentos produzidos por pessoas negras, referências que estruturam a proposta curatorial da formação. Inspirada nas filosofias africanas presentes na obra “O Espírito da Intimidade”, de Sobonfu Somé, a residência propõe uma perspectiva afrocentrada para refletir sobre imagem, território, memória e representação. “Está presente nos processos fotográficos históricos, mas também representa os conhecimentos produzidos por pessoas negras que orientam essa formação. A fotografia é um lugar onde autorizamos determinados olhares. Quando produzimos uma imagem, também afirmamos que aquele olhar importa. É isso que queremos compartilhar: outras referências, outras narrativas e outras formas de construir memória”, afirma Pretícia.

Uma década de pesquisa compartilhada
Em 2026, o LAB Secreto completa dez anos dedicados à pesquisa, preservação e difusão dos processos fotográficos históricos, alternativos e analógicos. A residência transforma essa trajetória em um espaço de formação, criando oportunidades para que novos artistas tenham acesso a técnicas, referências e práticas que raramente integram os circuitos convencionais de ensino.


Neste ano, Pretícia também participou como artista convidada da 61ª Bienal de Veneza, a convite da Savvy Contemporary, organização sediada em Berlim. A experiência ampliou seu contato com diferentes perspectivas da produção artística contemporânea e fortaleceu o repertório conceitual que será compartilhado durante a residência. “Fui para olhar, aprender e trazer referências. Voltei ainda mais convencida de que o conhecimento precisa circular. A residência nasce desse desejo de compartilhar uma pesquisa construída ao longo dos anos, formar outras pessoas e fortalecer uma comunidade capaz de preservar esses processos e criar novas possibilidades para a fotografia”, destaca Pretícia.

Formação independente em Curitiba
A seleção dos seis residentes vai ser realizada por uma comissão de curadoria formada por Alice Rodrigues, Bruna Alcântara, Dani Carvalho e Ayala dos Prazeres, responsáveis pela avaliação dos trabalhos e cartas de intenção dos candidatos.


A residência, de iniciativa independente, acontece na Oficina Espaço de Arte, em Curitiba, e oferece aos participantes selecionados uma formação gratuita, com materiais, insumos laboratoriais e auxílio-transporte. As inscrições acontecem de 13 a 26 de julho de 2026. O formulário está disponível no link da bio do Instagram do LAB Secreto (@lab_secreto) e no site da ARS55: https://www.ars55.com/luznegra. A residência inicia em 18 de agosto de 2026.

SERVIÇO:
Residência Artística – Luz Negra: De Volta ao Quarto Escuro
Inscrições: 13 a 26 de julho de 2026
Vagas: 6 residentes
Público: artistas visuais, fotógrafos iniciantes, professores, educadores populares e arte-educadores maiores de 18 anos, residentes em Curitiba e Região Metropolitana.
Período da residência: de 18 de agosto a novembro de 2026.
Local: Oficina Espaço de Arte (Alameda Júlia da Costa, 214 – Centro)
Acesso ao edital e inscrições: link da bio do Instagram @lab_secreto | www.ars55.com/luznegra
Realização: LAB Secreto | ARS55 | Oficina Espaço de Arte.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Léco Souza Lab

FORMAÇÃO, CRIAÇÃO E INTERCÂMBIO LATINO-AMERICANO MARCAM NOVA ETAPA DO PROGRAMA AMP NA ALFAIATARIA

A Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba, está com inscrições abertas para três ações que integram a programação do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP): a segunda edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria (PFCA), o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis e a convocatória da Mostra Lés Latinas. Gratuitas, as iniciativas contemplam formação artística, qualificação em produção cultural e intercâmbio latino-americano, ampliando oportunidades para artistas em diferentes momentos de suas trajetórias.

Realizado entre março e novembro de 2026, o Programa AMP é idealizado por Janaina Matter, atriz e diretora artística da Alfaiataria e contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Funarte, com produção da Pró Cult. Ao longo do ano, a programação reúne residência artística, oficinas, encontros e uma mostra internacional, fortalecendo processos continuados de criação e redes de colaboração entre artistas de Curitiba e de diferentes territórios da América Latina. “O Programa AMP nasce do desejo de consolidar a Alfaiataria como um espaço permanente de encontro, pesquisa e criação. Mais do que oferecer atividades pontuais, buscamos fomentar processos continuados capazes de fortalecer artistas, estimular novas experimentações e ampliar as possibilidades de circulação das artes cênicas”, afirma Janaina Matter.

Formação para novos artistas
Após o sucesso da primeira edição, o Programa de Formação Cênica Alfaiataria (PFCA) retorna selecionando seis artistas iniciantes residentes em Curitiba e Região Metropolitana para uma residência artística de 13 semanas voltada ao desenvolvimento de pesquisas autorais em teatro, dança, performance e linguagens híbridas.


Cada participante receberá uma bolsa de pesquisa de R$ 5.400 (valor bruto), além de orientações de Janaina Matter e Carmen Jorge, espaço para ensaios e pesquisa e três oficinas intensivas ministradas por Janaina Leite, Ana Kfouri e Mateus Aleluia Filho. O programa culmina em uma mostra pública dos processos criativos e em conversas com o público. Metade das vagas será destinada a pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e/ou moradores de bairros fora da Regional Matriz de Curitiba.

Produção cultural como ferramenta de autonomia
Nos dias 11 e 12 de julho, o Programa AMP promove o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, ministrado pelo produtor cultural Guilherme Jaccon. A formação gratuita tem carga horária de 20 horas, sendo 16 horas presenciais e 4 horas de consultoria online.


Ao longo dos encontros, os participantes terão contato com ferramentas para elaboração de projetos culturais, leitura de editais, construção de orçamentos, planejamento, cronogramas, prestação de contas e compreensão das políticas públicas de fomento à cultura. Com mais de 14 anos de atuação, Guilherme Jaccon reúne experiências em exposições, festivais, espetáculos, publicações e avaliação de editais públicos, compartilhando conhecimentos voltados ao fortalecimento da autonomia profissional e da inserção de pessoas trans e travestis no setor cultural.


Lés Latinas amplia diálogo entre artistas da América do Sul
Também estão abertas as inscrições para a Mostra Lés Latinas, primeiro festival de teatro lésbico do Brasil, que vai selecionar quatro espetáculos solos protagonizados por mulheres (cis ou trans) autodeclaradas lésbicas, um do Brasil e três de diferentes países da América do Sul. A iniciativa propõe reunir obras que tenham a experiência da lesbianidade como força estética, temática ou política, colocando em diálogo diferentes territórios, linguagens e modos de criação.


Além de duas apresentações durante a mostra, as artistas selecionadas vão propor uma ação de partilha com o público e também vão participar da gravação do podcast Lés Latinas. O projeto oferece cachê de R$ 4.800 para cada artista selecionada, além de hospedagem, alimentação, transporte local e passagens aéreas, fortalecendo o intercâmbio entre criadoras latino-americanas.


Ao reunir ações voltadas à formação, à profissionalização e ao intercâmbio artístico, o Programa AMP amplia oportunidades para artistas em diferentes momentos de suas trajetórias. “Acreditamos que investir na formação artística também passa pela criação de redes, pela troca de saberes e pelo reconhecimento da diversidade de experiências que compõem a cena contemporânea. O Programa AMP reúne ações que dialogam com diferentes públicos e fortalece artistas desde o início de seus percursos até a circulação de seus trabalhos”, destaca Michele Menezes, produtora do programa.


As inscrições para todas as ações são gratuitas. Os regulamentos, formulários e demais informações estão disponíveis no Linktree da Alfaiataria e nos links específicos de cada convocatória.

SERVIÇO:
Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP)

PROGRAMA DE FORMAÇÃO CÊNICA ALFAIATARIA (PFCA)
Inscrições: de 25 de junho a 17 de julho de 2026
Resultado: até 25 de julho de 2026
Residência artística: de 3 de agosto a 30 de outubro de 2026
Mostra de Processos: 31 de outubro e 1º de novembro de 2026
Bolsa de pesquisa: R$ 5.400 (valor bruto)
Inscrições gratuitas (residência artística):
aqui

OFICINAS DO PFCA (abertas também ao público externo, mediante inscrição)
Janaina Leite – 7, 8 e 9 de agosto
Inscrições pelo Sympla: aqui

Ana Kfouri – 5, 6 e 7 de setembro
Inscrição pelo Sympla:
aqui
Solicitação de bolsa: aqui

Mateus Aleluia Filho – 7, 8 e 9 de outubro
Inscrição pelo Sympla:
aqui
Solicitação de bolsa: aqui

LABORATÓRIO DE PRODUÇÃO CULTURAL PARA PESSOAS TRANS E TRAVESTIS
Inscrições: abertas
Datas presenciais: 11 e 12 de julho de 2026
Carga horária: 20 horas (16 horas presenciais + 4 horas de consultoria online)
Ministrante: Guilherme Jaccon
Local: Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 266 – Centro)
Inscrições gratuitas: aqui

MOSTRA LÉS LATINAS
Convocatória: de 15 de junho a 16 de agosto de 2026
Resultado: setembro de 2026
Mostra: de 18 a 22 de novembro de 2026
Inscrições gratuitas: aqui

Informações: Todas as convocatórias, regulamentos e formulários também estão reunidos no Linktree da Alfaiataria: https://linktr.ee/alfaiataria_
Dúvidas: alfaiatariaproducao@gmail.com

Fonte: @bb_comunica
Foto: Vitor Dias