Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
Destinada aos professores do Ensino Fundamental II, a escritora curitibana junto a produtora cultural Poço e Pêndulo promovem a formação gratuita de Textos Literários para crianças e jovens a partir das culturas dos povos originários do Brasil e da cultura afro-brasileira em 10 encontros, com início em fevereiro no Solar dos Guimarães.
Entre os meses de fevereiro e junho de 2025, acontece no Solar dos Guimarães, a oficina gratuita Histórias Enraizadas: uma formação de Textos Literários infanto-juvenil, destinada a adultos em especial para professores do Ensino Fundamental II, com o objetivo de promover o contato com obras literárias das culturas dos povos originários e afro-brasileira. Idealizado pela escritora curitibana, Lindsey Rocha Lagni, ministrante da oficina, o projeto oferece ferramentas para a análise e criação de textos literários para crianças e jovens, destacando sua importância artística e cultural. “Para que os participantes possam adentrar o universo literário em questão, serão apresentados livros cuidadosamente selecionados em que a natureza, as histórias e os cenários são apresentados de forma artística – muitas vezes poética – possibilitando que todos desenvolvam, a partir de análises e discussões, uma percepção apurada do que é um texto bem “lapidado” e da responsabilidade que é beber em fontes como a cultura indígena e afro-brasileira”, afirma Lindsey.
A programação, realizada em 10 encontros, conta com a participação de três convidados especiais: o professor Cacique Eloy Jacinto, a ilustradora Mari Ines Piekas e a atriz Natália Eloísa, proporcionando uma perspectiva rica e diversificada sobre as temáticas abordadas. O desenvolvimento da oficina integra leitura crítica, construção de narrativas e dinâmicas criativas. “Os participantes terão a oportunidade de aprofundar seu conhecimento sobre a literatura infantojuvenil, explorando temas indígenas e afro-brasileiros por meio de atividades práticas, rodas de conversa e reflexões culturais”, explica Lindsey.
Os encontros vão abordar desde os fundamentos dessa literatura até a criação de personagens e narrativas, incluindo a relação entre texto e ilustração. A oficina enfatiza a simplicidade e poeticidade características desse gênero literário, promovendo uma experiência enriquecedora para os participantes. Lindsey vai explicar as diversas ramificações dessas temáticas, “pois o Brasil possui várias nações indígenas e uma riqueza cultural afro-brasileira que se estende por todo o país”, afirma. Os textos dos participantes poderão incluir, por exemplo, um personagem indígena enfrentando desafios urbanos ou um poema que une artefatos indígenas e instrumentos musicais africanos. “As possibilidades de criação são inúmeras, incluindo criações que não expressem diretamente elementos dessas culturas, mas que surjam do contato com elas”, completa.
As inscrições são gratuitas, sendo 30 vagas, destinadas principalmente para professores do Ensino Fundamental II, mulheres, pessoas pretas, PCD e LGBTQIAPN+, bem como cegos e pessoas com baixa visão. O projeto traz também a intérprete de Libras Elaine Moreira, em todas as aulas. Os interessados podem acessar o perfil do Instagram da produtora @pocoependulo, e preencher o formulário.
Sobre Lindsey Rocha Lagni Lindsey lecionou Língua Portuguesa e Literatura durante dez anos na rede particular de ensino. Formada em Letras pela UFPR, é autora dos livros: “Nervuras do Silêncio” e “Amuletos de prosa e verso”; organizadora do livro “Ofícios do tempo (Poesia de Donizete Galvão) e editora, juntamente, com Marcelo Del Anhol, de vários livros infanto-juvenis – dentre eles, “Visita à Baleia”, de Paulo Venturelli (II lugar do Prêmio Jabuti).
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba.
A escritora curitibana Lindsey Rocha Lagni vai ministrar a oficina Histórias Enraizadas no Solar dos Guimarães, durante 10 encontros a partir do dia 10 de fevereiro.
SERVIÇO: OFICINA HISTÓRIAS ENRAIZADAS Dias: início 10/02/2025 até 23/06/2025 Horário: 9:00 às 11:30 Local: Solar dos Guimarães, entrada pelo Conservatório de MPB (R. Mateus Leme, 66 – São Francisco, Curitiba – PR, 80510-190) Inscrições: https://forms.gle/LDNk5V88zhaGTMXs5 Instagram: @pocoependulo
Produzido por uma equipe 100% feminina, a faixa de abertura do álbum BRAVA! da cantora curitibana, ganha produção audiovisual e faz uma crítica poética sobre o esmagador papel da mulher na sociedade, revelando uma metáfora sobre a solidão feminina neste mesmo meio. O material está disponível no dia 9 de dezembro no canal do YouTube de Helena Sofia.
Na foto de Bey Danor, a cantora e compositora Helena Sofia interpreta uma astronauta abandonada à própria sorte, para o videoclipe “Siciliano”.
No dia 9 de dezembro de 2024, a partir das 12 horas, a cantora curitibana Helena Sofia disponibiliza em seu canal do YouTube o videoclipe da música “Siciliano”, faixa que abre o álbum BRAVA!, produzido durante uma residência artística da cantora em Palermo na Itália, e lançado no ano passado. A estética deste novo trabalho desenvolvido pela cineasta Rodriane DL, apresenta uma astronauta ‘abandonada na lua’, uma metáfora das diversas formas de abandono da mulher dentro da sociedade: “na luta diária pelo reconhecimento do seu trabalho, na sobrecarga dos afazeres domésticos, na participação restrita nas decisões políticas e sociais”, explica Helena Sofia, que interpreta a personagem. “Ao longo do vídeo, vemos essa astronauta lutando contra a gravidade, simbolizando a tenacidade e a determinação das mulheres em um mundo que muitas vezes as desfavorece”, completa a cantora.
A produção de “Siciliano” provoca o sistema de forma desafiadora ao adotar uma abordagem inclusiva. Por meio de pesquisa sobre os índices alarmantes que destacam a persistente desigualdade de gênero no Estado do Paraná, a roteirista e diretora do videoclipe, Rodriane DL, que também dirigiu o show BRAVA!, em 2022, lidera uma equipe formada 100% por mulheres nos cargos de Direção e Assistência. “Essa abordagem não é apenas uma resposta à desigualdade de gênero, mas também uma celebração do talento feminino no campo audiovisual”, conta Rodriane. O projeto, aprovado pela Lei Paulo Gustavo, inclui ainda audiodescrição, Libras e legendagem descritiva.
“Siciliano” é a primeira faixa do disco BRAVA!, uma canção lenta e introspectiva. A letra da música fala nos versos sobre “fechar o rosto e engolir um olhar amargo”, lidando de forma poética com situações que as mulheres “engolem” e vivem, mesmo que contra a própria vontade. “A proposta é criar uma atmosfera, levar o ouvinte a um mergulho introspectivo, de compreensão sobre a solidão”, revela a compositora.
Para se aproximar do público, Helena Sofia faz um pocket show solo de pré-lançamento, com violão e voz, no dia 7 de dezembro, às 20 horas, na Casa Pagu, e assim apresenta em primeira mão o videoclipe “Siciliano”. A entrada é de R$13,00.
PROJETO APROVADO PELA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA. GOVERNO DO PARANÁ, COM RECURSOS DA LEI PAULO GUSTAVO, MINISTÉRIO DA CULTURA, GOVERNO FEDERAL
O videoclipe “Siciliano”, dirigido por Rodriane DL, interpretado por Helena Sofia, chega no YouTube dia 9 de dezembro, a arte é de Caio Saraiva.
Sobre o álbum BRAVA! Impossível falar de “Siciliano” e não contar sobre BRAVA! o álbum que contém a faixa. Passando pela bossa, drum’n bass ao jazz manouche, do reggae ao reggaeton, o disco, com oito faixas, duas em inglês, dialoga com o futurismo italiano e a tropicália, aproximando-se do pop sem deixar de lado o caráter experimental, marca registrada da compositora. Este é o terceiro álbum de estúdio de Helena Sofia, BRAVA! conecta sua essência cancionista a uma pegada pop brazuca. Com produção musical da prodígio Érica Silva, o disco é repleto de camadas que transportam os ouvintes a ilhas mediterrâneas, vilarejos latinos, casas de vó e até mesmo o fundo do oceano. Um disco carregado de influências italianas, antropofágicas e tropicalistas.
Sobre a cantora e compositora Helena Sofia Helena Sofia é cantora e compositora, com três álbuns solo independentes na carreira: “BRAVA!”(2023), produzido por Érica Silva, “Tormenta” (2016), produzido por André Prodóssimo, e “Desejo Canibal” (2014), produzido por Gladson Targa. Em 2018, com apoio do Programa Ibermúsicas, realizou a residência artística e show “BRAVA!” em Palermo, na Itália. O show foi reformulado em 2022 e circulou por 13 cidades do Estado do Paraná, com apoio do PROFICE, Direção Musical de Érica Silva e Direção Artística de Rodriane DL.
Sobre a diretora e cineasta Rodriane DL Rodriane DL é roteirista e diretora. Estudou Publicidade na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC / PR) de 1996 a 1999. Em 2004 foi para escola de cinema na Faculdade de Artes do Paraná (FAP / PR), onde se formou em 2009. Ainda na escola de cinema começou a dirigir e roteirizar videoclipes, publicidade, televisão e curtas-metragens, incluindo o seu primeiro filme Naftalinas, Doces e Traças (2009) e seu último curta-metragem, Órion (2016), já exibido em diversos festivais de cinema, entre eles o FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, em Lisboa e o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. Tem contos publicados em livros e revistas literárias.
Letra da composição “Siciliano” Composição: Helena Sofia
“Fecho meu rosto pra você entrar Sinto seu gosto me contaminar Escorrendo garganta adentro O amargo sabor de seu olhar Fecho meu peito pra você entrar Sinto seu cheiro me contaminar Escorrendo garganta adentro E seus lábios agridoces a me torturar Apesar de tanta dor Te encontrar no meu pomar Solitário a envelhecer Tendo tanto pra contar”
POCKET SHOW PRÉ-LANÇAMENTO Dia: 07 de dezembro de 2024 Horário: 20 horas Local: Casa Pagu (Rua Benjamim Constant, 400 – Centro, Curitiba) Mais informações em: @helenasofiaoficial
Da esquerda para a direita: Luques Oliveira, Cassia Brito, Nina Draob, Ariel Coelho e Deni Henrique – durante o processo imersivo em preparação às Leituras Encenadas que encerram o projeto Novos Olhares, na foto de Eduardo Ramos.
Após quatro meses da imersão dos 32 participantes em diversas oficinas voltadas às criações do teatro, realizado pela Photon Cultural em parceria com o coletivo AP da 13, no segundo semestre de 2024, o projeto é finalizado com quatro leituras dramatúrgicas conhecidas mundialmente, no espaço multicultural do AP, nos dias 3, 7, 9 e 10 de dezembro.
O segundo semestre de 2024 foi de intensa atividade na programação de formação e capacitação voltadas ao teatro no curso de interpretação e produção cultural, com a participação de 32 artistas, inscritos no projeto Novos Olhares. Idealizado pelo artista Eduardo Ramos, em parceria com Photon Cultural, que abriu as portas do Espaço Multicultural AP da 13, para alunos de regiões periféricas de Curitiba, o projeto conta com a direção de produção de Iara Elliz, e coordenação de Guilherme Greca.
Durante quatro meses, os participantes tiveram aulas ministradas por artistas com extensas trajetórias no teatro curitibano, aprendendo sobre diversas concepções do fazer teatral. Entre as oficinas ofertadas os artistas tiveram contato com aulas de interpretação com Eduardo Ramos; figurino com Eduardo Giacomini; cenografia com Guenia Lemos; iluminação com Lucas Amado; escrita criativa com Amanda Leal; produção cultural com Moira Albuquerque, caracterização e maquiagem com Mayara Nassar; e preparação de corpo e voz com Edith de Camargo. Para Ramos, o câmbio de informações foi “um momento de aprendizado sobre a importância de compartilhar conhecimentos técnicos e nossas trajetórias às novas gerações de artistas”, conta o diretor e dramaturgo.
Com a conclusão do projeto Novos Olhares, o AP da 13 abre as portas novamente, mas agora para o grande público conferir os resultados do trabalho realizado, com a leitura de quatro dramaturgias mundialmente conhecidas, encenadas pelos participantes e partilhadas de forma gratuita, nos dias 3, 7, 9 e 10 de dezembro. Os textos escolhidos são: “Todas as Coisas Brilhantes” do inglês Duncan Mcmillan; “Tulipas” da francesa Noëlle Renaude; “Satan Circus” do brasileiro Paulo Zwolinski; e “Oxigênio” do escritor russo Ivan Viripaev. De acordo com Eduardo Ramos, estar em contato com esses textos é um presente que cada ator e atriz recebem, “os textos foram escolhidos a partir do desafio de partilhar por meio da leitura, escritas consagradas por dramaturgos e dramaturgas de grande destaque nacional e internacional”, diz.
O projeto Novos Olhares trouxe ainda um cunho inédito na cidade de Curitiba, com a destinação de bolsas remuneradas para 16 participantes, com o objetivo de cobrir despesas de transporte ou alimentação, e assim, participarem com tranquilidade no aperfeiçoamento nas artes. “A importância de contemplar participantes que necessitam de um valor para custear o tempo para dedicação ao estudo, é uma aposta legítima que fazemos para incentivar as novas gerações, a seguirem na arte como ofício”, revela Ramos.
Ilustração do artista gráfico Fabricio de Moraes para o encerramento do projeto Novos Olhares que traz Leituras Encenadas no AP da 13.
SERVIÇO LEITURAS ENCENADAS NOVOS OLHARES Dia: 3/12 às 20h – “Todas as Coisas Brilhantes” de Duncan Mcmillan (ING), Tradução por Don Correa. Dia: 7/12 às 19h – “Tulipas” de Noëlle Renaude (FRA), tradução por Giovana Soar. Dia: 9/12 às 20h – “Satan Circus” de Paulo Zwolinski (BRA). Dia: 10/12 às 20h – Oxigênio de Ivan Viripaev (RUS), tradução por Irina Starostina e Giovana Soar. Entrada: Gratuita – reservas pelo WhatsApp (41) 988787126 Local: AP da 13 Espaço Multicultural (Rua Treze de Maio, 1001, ap 01)
Sobre o AP da 13 O AP da 13 é uma referência de espaço cultural independente em Curitiba. E movimenta o cenário artístico curitibano há 8 anos, com uma programação multicultural: realização de oficinas de interpretação, residências artísticas, mostras de teatro e dança, festivais e exposições, recebendo neste período mais de 7 mil pessoas entre artistas e público de todo o Brasil. Neste período, o AP colaborou como pioneiro na cidade, na abertura de novos espaços culturais independentes, sendo referência para a classe artística, pelos desenvolvimentos de projetos que fomenta, desde a formação e capacitação de jovens artistas a pesquisas e investigação em novas formas de dramaturgia.
O espaço também sedia a Setra Companhia, fundada pelo diretor e dramaturgo Eduardo Ramos, coletivo que a cada trabalho, convida artistas de distintas linguagens para a feitura dos seus processos, friccionando suas obras entre o teatro, a dança e performance. Destacam-se as obras MOMMY (2016), com a atriz Rosana Stavis, CONTOS DE NANOOK, espetáculo que recebeu 2 prêmios e nove indicações no Troféu Gralha Azul.
Em 2019, a Cia estreou o espetáculo FEDRA com co-direção de Michelle Moura e Maikon K. no elenco, na Mostra Oficial do Festival de Curitiba.
Os últimos trabalhos são: Aqui é Minha Casa (Festival de Curitiba – 2023), monólogo com a atriz Ciliane Vendruscolo, e o solo Monstro (Casa Hoffmann – 2023), pela bailarina Flávia Massali.
Na foto de Júnior Motta, as amigas, produtoras culturais, artistas e sócias, Luiza Gutjahr e Marina Barancelli comemoram os dois anos de dedicação na Agrupa Cultura.
Criada por Luiza Gutjahr e Marina Barancelli, a Agrupa Cultura celebra no dia 26 de novembro dois anos dedicados a projetos que enaltecem a produção do audiovisual, teatro, música e espaço físico, movimentando a economia criativa local para o mundo.
Inaugurada em 26 de novembro de 2022, a Agrupa Cultura é fruto do desejo artístico de duas amigas, a curitibana Marina Barancelli (29 anos) e a gaúcha Luiza Gutjahr (22 anos), que se conheceram em um curso de artes e comungam da vontade de transformar a cena cultural da cidade em que vivem. Ao concluir o curso, se depararam com dificuldades em ingressar no mercado tradicional de trabalho. Decidiram, então, criar um filme, intitulado MoonRiver, que reflete suas experiências e sonhos, resultando na criação do espaço cultural, carinhosamente chamado por elas de Agrupa, para por conta própria mostrar suas capacidades profissionais com a arte.
Com a fundação da Agrupa Cultura, Marina e Luiza estabeleceram um espaço, atualmente localizado no centro histórico de Curitiba e, com apoio de sua equipe, se dedicam à inovação e criação de arte de qualidade, onde tradição e modernidade se encontram. O compromisso da empresa vai além da produção de conteúdo: o objetivo é moldar o futuro do entretenimento e conectar passado, presente e futuro em cada projeto.
As empreendedoras da cultura curitibana revelam que a Agrupa Cultura existe para formação de um ecossistema onde a arte e cultura coexistem de forma a criar o futuro, um lugar que transcende as fronteiras físicas, gerando oportunidades em escala global. “Criatividade é o recurso essencial para um ambiente próspero, permitindo que todos cresçam e vivam plenamente por meio da cultura”, contam Marina e Luiza sem esconder a animação.
Na Agrupa Cultura, os trabalhos estão focados no audiovisual, na música, no teatro e no espaço de convivência para atender diversas modalidades de arte e cultura, com produções que visam espalhar qualidade e possibilidades que ultrapassam fronteiras e ganhem o mundo. De acordo com Luiza e Marina, “a Agrupa é a ágora moderna, um espaço de encontro, diálogo e experimentação, onde o futuro da arte é moldado a partir do presente. Somos também um liceu de ofícios contemporâneo, que oferece uma educação artística e cultural com capacitação e empoderamento dos artistas”, dizem.
Como funciona a Agrupa Cultura e principais destaques A casa Agrupa Cultura reúne modalidades artísticas divididas em 4 núcleos separados, Espaço físico, Teatro, Música e Audiovisual, que têm forte conexão entre si.
A casa Agrupa Cultura ganha novo endereço para comemorar os dois anos de existência de trabalhos voltados à arte e à cultura. Foto de Júnior Motta.
Com o intuito de criar obras que se tornem fonte de inspiração e transformação e que também contribuam para um cenário cultural mais rico e diverso, a Agrupa Cultura oferece ferramentas e apoio para a realização de sonhos com excelência e inovação. O lema de Marina e Luiza é: “Aqui nada é impossível, estamos juntos para mostrar que o futuro está em construção”. Para elas, a Agrupa é um lugar que transcende fronteiras físicas, gerando oportunidades em escala global, onde a criatividade é o recurso essencial para um ambiente próspero, permitindo que todos cresçam e vivam plenamente através da cultura.
NÚCLEO A2C – ESPAÇO FÍSICO O primeiro, chamado de A2C, é o espaço físico do coletivo, um ambiente dinâmico e acolhedor onde a criatividade se encontra com a colaboração, e também são oferecidos cursos, palestras e workshops que estimulam o aprendizado e a troca de ideias. Inspirados pelos cafés e salões de arte que marcaram épocas passadas, o espaço se destaca como o ponto de encontro ideal para a comunidade artística contemporânea. “Acreditamos que a arte prospera em um ambiente onde as ideias podem ser compartilhadas livremente, e é exatamente isso que proporcionamos”, conta Luiza.
Na A2C, o espaço de convivência e criação, são oferecidos os cursos: “Desvendando os Segredos da Audição”, com Fabi Bang, renomada atriz do teatro brasileiro; “Curso Ator em Foco”, com a preparadora de elenco Jaciara Rocha.
Todos os ambientes são elaborados com muito cuidado para todos que vem fazer parte dos trabalhos realizados no espaço Agrupa Cultura. Foto de Júnior Motta.
TEATRO – THE ACT The ACT é a companhia teatral da Agrupa Cultura, que oferece produções que desafiam convenções e exploram temas relevantes e contemporâneos. “Acreditamos que o teatro é um meio poderoso de entretenimento e uma força ativa na economia nacional”, afirma Luiza. No entendimento da produtora, o objetivo é transitar entre o presente e o passado. Inspiradas em locais icônicos como a Broadway e o West End, as empreendedoras pretendem criar peças que não só entretenham, mas que também contribuam de maneira significativa para a cultura. “Nosso diferencial está na abordagem inovadora, que promove novas vozes ao proporcionar um espaço para experimentação e diversidade artística. Valorizamos as melhores referências do passado, garantindo que nossas produções sejam ricas em conteúdo e qualidade”, afirma Luiza. Além disso, na Agrupa existe o compromisso de manter um canal aberto com o público, evitando um ambiente elitizado e promovendo um diálogo inclusivo sobre as questões sociais que impactam a sociedade.
Na foto de Marina Barancelli, a primeira Improfest de Curitiba: TILT, que tem no improviso teatral o foco do encontro.
Com THE ACT, participação no Fringe, durante o Festival de Curitiba 2023, com mais de 10 oficinas formativas e eventos, num ambiente dinâmico de troca de conhecimentos e experiências entre profissionais, estudantes e apreciadores das artes cênicas. O circuito movimentou cerca de 1.000 pessoas ao longo de uma semana, proporcionando oportunidades valiosas de aprendizado e interação.
Outro destaque nas artes cênicas é o TILT, a primeira Improfesta de Curitiba, realizada em parceria com a Cia Arvoredo de teatro. O evento celebrou o improviso teatral, trazendo grupos renomados como os Improssiveis para apresentações em que o público comprava apenas um ingresso.
AG.ENT – AGR ENTRETENIMENTO O núcleo Audiovisual da Agrupa Cultura, chamado AG.ENT – AGR Entretenimento, produz filmes, séries e videoclipes que refletem a diversidade cultural e social do Brasil como narrativas globais. O núcleo não se limita a um único gênero, buscando ampla gama de produções que equilibram a criatividade com o sucesso comercial. “Dessa forma, garantimos produções com qualidade artística, viabilidade de mercado e retorno financeiro, com produtos que têm potencial de criação do nosso ecossistema cultural”, enfatiza Marina.
A atriz Kethlen Souza em cena do curta “Rapsódia em Azul” na foto de Paula Lebois.
Conscientes das barreiras mercadológicas do mercado tradicional, que frequentemente exclui talentos e histórias que merecem ser contadas, a Agrupa foca no que realmente importa: o conteúdo e a qualidade das histórias apresentadas. “Acreditamos que, independentemente de categorias ou convenções, cada narrativa tem o poder de ressoar e impactar. Nossas produções são inspiradas por valores de inovação e respeito pelas técnicas do passado, focando em criar um novo futuro para o entretenimento. Em cada projeto, buscamos contar histórias que vão além do entretenimento”, conta a também diretora e produtora Marina.
Pela AG.ENT – AGR Entretenimento, os destaques são os curtas “Rapsódia em Azul”, que marcou um passo significativo na trajetória da Agrupa, sendo o primeiro filme viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura Paulo Gustavo em Curitiba. O filme, com roteiro original de Marina Barancelli, aborda de forma profunda o racismo no universo do balé clássico. Trata-se de uma obra sensível, que questiona as barreiras históricas de exclusão racial dentro de uma arte tradicionalmente elitista. Toda a filmagem, realizada em cima do palco, cria uma atmosfera teatral que intensifica a narrativa, trazendo à tona as emoções dos personagens. Rapsódia em Azul é mais do que um filme; é uma reflexão visual sobre os desafios enfrentados por artistas pretos no balé, explorando com delicadeza temas de identidade e resistência.
Outra produção de destaque é o filme “MoonRiver”, que ocupa um lugar especial na trajetória das empresárias. Foi o primeiro projeto independente, movido pela coragem e por um grande sonho. Com um orçamento extremamente pequeno (R$10 mil financiado por outros trabalhos de Marina e Luiza), elas conseguiram dar vida à história. Desde a pré-estreia em outubro de 2023, “MoonRiver” tem conquistado reconhecimento internacional, sendo selecionado para importantes festivais ao redor do mundo, como o Alternative Film Festival no Canadá, o New York Film and Actor Award nos Estados Unidos, e o Alibag Short Film Festival na Índia.
Cena do filme “Moon River” na foto de Luiza Nemetz.
Em 2024, a Agrupa lançou a 1ª A3C – Mostra Audiovisual, numa parceria inédita com o IMAX CWB, e a exibição de 15 curta-metragens selecionados por uma curadoria de especialistas do cinema. O festival abrange uma diversidade de categorias que incluem: Unicurta, dedicada a filmes universitários; Take 01, para estreia de cineastas; Musicais, obras com narrativa musical; C-lab, voltada a produções experimentais; e Ficção e Animação. Além disso, a exibição de dois filmes convidados que já participaram de festivais internacionais: “MoonRiver”, produção da Agrupa Cultura, e “Yãmi Yah-Pá”, da produtora Couro de Rato.
AG MUSIC e AG RECORDS Por fim, e não menos importante, a AG MUSIC, núcleo musical da Agrupa que vai além da promoção de artistas da indústria fonográfica. O segmento se destaca com o selo musical inovador, com a criação, produção e realização de eventos e shows memoráveis. “Nossa abordagem é diferenciada pelo compromisso com a autenticidade e diversidade musical, dando voz a artistas que desafiam as fórmulas comerciais convencionais. Trabalhamos em parceria com artistas que aspiram a seguir uma carreira musical profissional, oferecendo todo o suporte necessário para que possam alcançar seus objetivos”, destaca Luiza.
Da esquerda para direita: Augusto Santana , Johny, Mauro Igna da Banda Parque Sete; Marina Barancelli; Cadu Albu e Zak Beatz da Banda Soul Ébano e Luiza Gutjahr. Foto de Júnior Motta.
Com a AG MUSIC, a produção do Agrupa Fest, em parceria com o Sheridan’s Irish Pub, realizou o festival de música, com um line-up diversificado: Parque Sete, Soul Ébano e Bia Cappelini, cada uma trazendo sua própria identidade musical. O público também foi convidado a soltar a voz com um karaokê; além da festa junina com show do PECI, acompanhada de open pipoca, algodão doce e brincadeiras típicas.
O selo musical, AG Records, lançado oficialmente em 2024, marca o início de uma nova fase com o single “Depois a Gente Conversa”, da banda curitibana Parque Sete, que tem contrato exclusivo com a Agrupa. O lançamento simboliza a entrada no mercado fonográfico, firmando o compromisso com a promoção de novos talentos locais. Outras parcerias também se iniciaram, como a promovida com a banda Soul Ébano, ampliando o portfólio e fortalecendo a presença da marca na cena musical.
Aniversário de 2 anos da Agrupa Cultura
Equipe Agrupa Cultura: Camili Andrade (Produtora Executiva), Luiza Gutjhar (Direção Criativa e Marketing), Marina Barancelli (CEO e Direção Criativa), Amanda Rosa (Produtora) e Zak Beatz (Diretor Musical), na foto de Júnior Motta.
No próximo dia 26 novembro, a Agrupa Cultura comemora 2 anos de existência no mercado cultural, com diversos trabalhos que conectam cada eixo, buscando criar e desenvolver projetos que espalhem pelo mundo a arte brasileira, além de moldar o futuro do entretenimento.
Entre os principais projetos estão: o filme “MoonRiver”, indicado em festivais em Nova York Film and Actor Awards, Alternative Film Festival do Canadá e Alibag Short Film Festival da Índia; o filme “Rapsódia em Azul” produzido por meio da Lei Paulo Gustavo, com estreia prevista para 2025; além da promoção de mais de 20 cursos e a produção de mais de 30 eventos culturais, realizados no espaço Agrupa e em outros espaços da cidade com artistas locais.
A celebração de aniversário vem com a inauguração do novo endereço, localizado no centro histórico de Curitiba, que está aberto para diversas atividades culturais.
Dois anos de trabalhos realizados pela Agrupa Cultura, empresa criada por Luiza Gutjhar e Marina Barancelli, sócias, amigas, artistas e empreendedoras.
Sobre as empreendedoras culturais Marina Barancelli é diretora, produtora, atriz, arquiteta e urbanista, e hoje é CEO e Diretora Criativa do grupo Cultural Agrupa Cultura. É formada pela UFPR em Arquitetura e Urbanismo, pelo Instituto Stanislavsky em Atuação e Direção Metódica e Escola de Cinema, em Teatro Musical pelo Projeto Broadway, Atuação em Filme pela HFA em Curitiba, e entre outras nos 15 anos em que estuda e trabalha com cultura. Em 2016 foi a primeira estrangeira a ingressar na National Youth Film Academy em Londres. Em 2024 foi homenageada pela Câmara Municipal de Curitiba pelo vereador Herivelto Oliveira pela sua contribuição com a cultura. Já atuou com diversas funções no audiovisual e teatro, tanto em Curitiba como em Londres, tendo como destaque seus trabalho no departamento de arte com cenografia em filmes como Torniquete e Alice Júnior 2, diretora nos filmes “MoonRiver” e “Rapsódia em Azul” e clipes musicais. Marina tem ampla atuação como produtora de filmes, eventos, cursos e diversas atividades culturais. Barancelli utiliza sua premissa pesquisa sobre o desenvolvimento da memória coletiva através da arte, defendendo sempre o equilíbrio entre o passado e futuro, na busca de equipes diversas para uma nova dinâmica do mercado artístico regional, nacional e internacional.
Luiza Gutjahr é atriz, bailarina e produtora cultural, atuante desde 2019 no setor artístico. Idealizadora e fundadora da Agrupa Cultura, produtora que já conta com mais de 30 projetos no currículo em quatro áreas: audiovisual, música, teatro e espaço cultural, na empresa Luiza é diretora de marketing e criativa. Natural do Rio Grande do Sul, Luiza está atualmente em processo de graduação em Artes Cênicas pela Universidade Estadual do Paraná (FAP). Sua trajetória inclui a idealização do musical Happy Days, sucesso de público no Teatro Guaíra, em Curitiba, em 2019, além de sua participação em grandes produções, como os espetáculos do Natal Luz de Gramado na temporada de 2021/22. Ao longo de sua carreira, já acumulou mais de 19 cursos especializados, na busca por ampliar suas habilidades e contribuir para a cena cultural brasileira.
Arte criada pela artista gráfica Paula Villa Nova com ilustração de personagens blacks de Ricardo Verocai, para o projeto Bairro Black Difusão do MUV, que acontece dia 3 de novembro a partir das 14h, no Portão Cultural.
Uma programação repleta de atrações para difundir a arte negra em Curitiba foi criada pelo MUV – Movimento Uniformemente Variado, dirigido por Ricardo Verocai e Kátia Drumond, vai reunir artistas da música e das artes da cena no dia 3 de novembro no Portão Cultural para homenagear o Dia Nacional da Consciência Negra.
O MUV – Movimento Uniformemente Variado, projeto musical com 25 anos de trajetória, é um dos principais representantes da música e da cultura preta em Curitiba. No mês de novembro, que relembra a morte de Zumbi dos Palmares e reivindica essa figura histórica como símbolo de resistência no Mês da Consciência Negra, o coletivo criou o projeto Bairro Black Difusão, que acontece no dia 3 de novembro (domingo), com uma programação que reúne diversas atrações da música, dança e contação de histórias no Portão Cultural ao longo do dia. “A ideia é reunir potências artísticas da cultura negra de diferentes linguagens para compor um dia especialmente significativo e divertido para pessoas de todas as idades, além de fazer referência ao maior líder quilombola do Brasil”, comenta Ricardo Verocai.
O encontro está marcado para às 14h, e vai ocupar os espaços do Portão Cultural. Um domingo de arte negra em que o MUV convida artistas locais para celebrar a resistência e a cultura afrobrasileira, com o pocket show de Wes Ventura e também de Noe Carvalho representando a cultura afro indígena. Outras atrações artísticas serão: o espetáculo de danças Afro Diaspóricas “Correntezas” da Cia Correntezas e, para o público infantil, a contação de histórias “Enquanto Contava Chico Rei”, da Cia Girolê, na Sala Roseli Giglio. A programação conta também com a apresentação em formato de flash mob do Bloco Afro Pretinhosidade, que vai interpretar trechos de músicas do MUV em um breve cortejo a partir do estacionamento do Portão Cultural, levando o público até o auditório Antônio Carlos Kraide, para assistir ao show vibrante e dançante, cheio de groove do MUV que encerra o evento.
O projeto Bairro Black Difusão é fruto de uma parceria do MUV com a vereadora Giorgia Prates – MandatA Preta. Giorgia será a única vereadora preta na Câmara em 2025 e, para ela, o MUV é fundamental para a cena da cultura curitibana. “Como mulher negra e trabalhadora da cultura, é um orgulho apoiar o projeto Bairro Black Difusão do MUV. Mostra que estamos conseguindo descentralizar recursos dos editais, fazendo o dinheiro chegar onde não chegava. E estamos fazendo isso fortalecendo Zumbi, símbolo de resistência, mas também celebrando a rica diversidade cultural negra em Curitiba. Isso é fundamental para promover a igualdade e o respeito. Iniciativas como essa fortalecem nossas raízes e conectam gerações com a música, dança e contação de histórias. É uma oportunidade única para todos se reunirem e celebrarem nossa cultura afrobrasileira no maior estilo”, diz.
Para a comemoração de 25 anos de trajetória em 2024, o MUV desenvolveu o projeto Difusão Bairro Black, com a realização de oito shows para lançar o EP “Bairro Black”, criado em homenagem às personalidades negras do Paraná. Agora em novembro celebra a Consciência Negra dando continuidade ao Bairro Black com um novo formato do projeto: Bairro Black Difusão, no dia 3 de novembro. O MUV, criado no Rio de Janeiro e radicado em Curitiba a partir de 2005, foi idealizado em 1999 pelo pelo produtor musical, tecladista, compositor e arranjador Ricardo Verocai e pela cantora e compositora Kátia Drumond. A dupla dirige artística e musicalmente o MUV que também tem a assistência de direção do baixista e compositor Evangivaldo Santos. O coletivo se destaca pela criação em ritmos de origem negra, colocando a negritude como enfoque. “Não apenas como pauta, mas também como força criadora, movimentando mentes e corações, vibrando em potentes ondas sonoras”, diz Kátia.
SERVIÇO: Bairro Black Difusão Dia: 3 de novembro de 2024 Horário: 14h às 22h Local: Portão Cultural (Av. República Argentina, 3.432 – Portão) Entrada Franca Classificação: Livre. Para mais informações no Instagram: @muv.brasil
SOBRE O MUV: O projeto musical MUV – Movimento Uniformemente Variado, mistura ritmos em um som único e tem a direção musical de Ricardo Verocai, e direção artística de Kátia Drumond, com assistência de direção do baixista e compositor Evangivaldo Santos. O grupo está entre as bandas que fazem música autoral de Curitiba e é formado por músicos do Rio de Janeiro, Salvador e do Paraná, que residem na cidade.
O MUV está na cena musical brasileira e no exterior com a proposta de reviver o movimento de música preta nacional surgido no Rio de Janeiro no final da década de 60.
Além do EP Bairro Black, lançado no início de 2024, a banda já lançou 03 álbuns. ‘Os Movimentos’ (2006) e ‘Minha Gente Brasileira’ (2011), ‘Acordes Daqui’ (2013) e os dois primeiros contam com participações do maestro, Arthur Verocai e têm músicas em parceria com Macau, e o segundo tem participação do cantor e compositor Carlos Dafé. Suas composições estão nas playlist de DJ’s nacionais e internacionais, tem reprodução em rádios da Alemanha, França, Sérvia, Rússia, Estados Unidos, Austrália, Itália, Espanha, Canadá, entre outros.
O grupo também realiza projetos de cunho artístico-educacional voltada à valorização da cultura negra e em novembro de 2022 e no início de 2023 realizou o projeto ‘O Som do MUV e a Música Negra nas Escolas Estaduais’. Seus principais shows de 2022 e 2023 foram ‘MUV convida Paula Lima’, em comemoração aos 50 anos do Teatro Paiol, a convite da Prefeitura de Curitiba e da FCC e ‘MUV e Michele Mara’, na ‘7ª e 8° Marcha do Orgulho Crespo’, evento destinado à cultura afro-brasileira. Em 2023 participou também dos festivais : Encantadas Jazz Ilha do Mel e Jazz À Gosto (Ilha do Mel – PR) e 7ª edição Curitiba Jazz Festival. Em janeiro de 2024 levou seu groove ao litoral do PR, no Projeto Verão Maior – palco Sunset, Shangrilá.
FICHA TÉCNICA BAIRRO BLACK DIFUSÃO: Direção Musical: Ricardo Verocai Direção Artística: Kátia Drumond Direção de Produção: Igor Augustho, Cindy Napoli e Kátia
Drumond Direção técnica e Operador de som: Luigi Castel Iluminação: Biaflora Lima Produção técnica: Effex Tecnologia e Criação Roadie: Antonino Rodrigues (Tonico Rasta) Criação e direção de movimento de flash mob: Inês Drumond e Kátia Drumond Figurino e Maquiagem: Tassy Dal Nergro Equipe de Produção: Bruna Bazzo, Luciano França e Rebeca Forbeck Assistentes de Produção: Monica Margarido, Simone Avelleda, Bárbara Sanson e Gabriela Reis Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo [Comunica] Programação Visual: Paula Villa Nova Mídia Social: Drumond Trends Fotógrafo: Marcos Pereira Realização e Criação: MUV Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural e Rumo de Cultura
Bruna Pena lança ‘lovin it’ , faixa que vem acompanhada de um videoclipe que traz uma reflexão dançante sobre o papel da publicidade e do consumo. Foto: Letícia Futata.
A faixa tem lançamento previsto para o dia 25 de outubro nas principais plataformas digitais e vem acompanhada de um videoclipe disponível no dia 30 do mesmo mês no YouTube. Na música Bruna Pena ironiza o amor que você pode pagar.
A multiartista curitibana Bruna Pena está pronta para surpreender com o lançamento de sua nova música, a“lovin’ it”, que chega a todas as plataformas digitais no dia 25 de outubro. A faixa flerta com vários gêneros, entre eles trip hop, pop, reggae e experimental. É dançante e traz um toque de sarcasmo, refletindo uma visão contemporânea e envolvente. Mas não se engane, “lovin’ it” não fala de amor. Pelo menos não do jeito convencional.
“A faixa ‘lovin’ it’ é sobre o amor pelo qual você pode pagar”, diz Pena rindo. Para traduzir essa ideia, a cantora pesquisou e explorou slogans publicitários clássicos em inglês (vale ativar a memória) refletindo sobre as raízes da publicidade moderna, que emergiu nos Estados Unidos muito pelas iniciativas de Edward Bernays (pesquise esse cara!), caracterizada por sua natureza agressiva e manipuladora. A música convida os ouvintes a uma reflexão dançante sobre o papel da publicidade e do consumo em nossas vidas ao subverter a ideia de apropriação cultural, criando uma apropriação publicitária.
“A publicidade rouba dos movimentos sociais e culturais para promover a venda e o benefício de poucos desde sempre, está presente em tudo que fazemos e, muitas vezes, não percebemos como ela influencia nossas decisões, desejos e até nossos amores. Não é novidade, mas é urgente! Já estamos colhendo o resultado do excesso de consumo excitado pelo excesso de publicidade e da manipulação dos nossos desejos. Se antes ela era reservada a grandes corporações, atualmente está se enraizando dentro de nós, nos transformando em panfletos ambulantes da melhor versão de nós mesmos”, explica Pena.
Com uma combinação de elementos dançantes e surpreendentes, a artista nos leva a uma jornada sonora envolvente e provocadora. A produção musical é de Henrique Gela, produtor, guitarrista e técnico de som, que traz nesta música elementos experimentais. Vale também ficar atento às escolhas inusitadas de mixagem da faixa propostas por Gela, resultado da sua experiência de longa data como técnico de som em projetos como Tuyo e Luísa & os Alquimistas.
Para completar, “lovin’ it” dá continuidade às propostas estéticas sonoras e visuais da artista, que também é diretora e roteirista, fazendo um jogo entre música e audiovisual. Acompanha a faixa, o videoclipe que estreia no canal do YouTube de Bruna Pena (@brunapena) com lançamento previsto para o dia 30 de outubro, às 12h. Se na música, a brincadeira se faz com os slogans publicitários, o videoclipe propõe um aprofundamento, se tornando uma paródia de uma campanha (publicitária) política.
SOBRE A ARTISTA: Bruna Pena é uma cantora, compositora, designer, roteirista e diretora audiovisual de Curitiba (PR). Iniciou sua carreira musical em 2009, participando de bandas como Janela Oval, Six Pack Squad e Hot Beigal Shop. Em 2016, fundou a produtora Salted Films, onde continua até hoje. Em 2022, deu início à sua carreira solo, publicando músicas e videoclipes que lhe renderam prêmios em festivais como London Independent Film Awards, MVF Brasil, Oniron New York e Prague Music Video Awards. Seu trabalho reflete sua multidisciplinaridade, unindo os universos da música e da produção audiovisual para criar um som cinematográfico marcado por ironia, jogos de linguagem e narrativas elaboradas.
SERVIÇO: Título: lovin’ it Artista: Bruna Pena Data de Lançamento: 25 de outubro Disponível em todas as plataformas digitais. STREAMING: https://bfan.link/lovin-it INSTAGRAM: @oibrunapena YOUTUBE: @brunapena
FICHA TÉCNICA: Produção Fonográfica: Bruna Pena | Henrique Gela Composição: Bruna Pena | Henrique Gela Produção Musical: Henrique Gela Arranjos: Henrique Gela | Denusa Castellain | Lucas Ramos Guitarra: Henrique Gela Saxofone: Denusa Castellain Trompete: Lucas Ramos Mixagem: Henrique Gela Masterização: Henrique Gela Selo: Dorsal Musik Capa: Leticia Futata
Videoclipe Direção Audiovisual: Bruna Pena Diretora de Produção | AD: Jade Felippe Diretores de Fotografia: Johann Stollmeier | Fernanda Simões Assistente de Câmera: Felipe Novello 2ª Assistente de Câmera: Maria Scroccaro Produção de Locação | Consultoria: Mariana van Bylt | Thiago Zampronio (Pitthi) Diretoras de Arte | Figurino: Isa Michelin e Valeria Morais Assistente de Produção | Maquiagem: Leo on Fire Cabelo: Jeff Kohler Catering: Rafael Baby Foto Still: Gus Benke Edição: Bruna Pena Color Grading: Johann Stollmeier
Fotos Fotógrafa e Tratamento: Leticia Futata Direção de Arte: Isa Michelin Assist. de Arte: Eric Victor Barros
Agente Costura e sua maleta de instrumentos eletrônicos artesanais retornam revemente a Curitiba no próximo Domingo dia 06/10 convidando seus parceiros de longa data para uma costura musical no Acervo Circular.
A programação começas as 14hrs, com um bazar de trocas onde vale levar roupas, acessórios, livros, discos, aqueles desapegos que possam fazer a alegria alheia. Ao final da tarde, apresentamos um desfile com peças customizadas do Agente Costura, Colete Corselet, e Marcos Manzutti, ao som improvisado da Des Filles Fantastique, com Lisa Simpson, Andreza Michel e Alessandro Oliveira.
Em 2003 Lisa Simpson aterrizou em Curitiba com suas agulhas afiadas, e revolucionou os guarda roupas da cidade, com seu projeto de upcycling Agente Costura. A primeira sede do atelier foi no segundo andar do Hacienda café, onde os desfiles com música ao vivo ocuparam a rua Prudente de Moraes junto das trocas de roupas, sempre fomentando a sustentabilidade na moda. Em 2009, o Agente Costura mudou para o centro histórico da cidade, ao lado das ruínas de São Francisco. O Garage se estabeleceu como espaço de criação e promoveu vários bazares, performances e exposições artísticas. Aos domingos, o Garage virava palco para vários concertos e improvisos e, ali nasceu a costura musical, onde Lisa amplificou a máquina de costura pela primeira vez. Este foi o ponta pé inicial levando o upcycling para alem dos tecidos, culminando em seu atual projeto de construção de instrumentos eletrônicos artesanais.
Quando Lisa partiu para a europa, quem deu continuidade ao espaço foi o grande parceiro do brechó Colete e Corselet, conhecido em Curitiba por seus garimpos fantásticos que se encontram hoje em dia em sua loja na Brigadeiro Franco. Para quem sente falta das customizações criativas da Lisa que hoje vive em Berlin, apresentamos o estilista Marcos Manzutti que está com as tesouras preparadas para dar nova vida aos velhos modelos.
Quem recebe o evento é o Acervo Circular, um ateliê colaborativo urbano que envolve criação, desenvolvimento e produção em costura, artes e carpintaria. Fica no setor histórico de Curitiba, ao lado do Largo da Ordem, numa casa do ano de 1929. Foi restaurada e repaginada de modo sustentável, contando com muitas lembranças do passado e materiais reutilizados. Espaço conceito e compassivo de encontros celebrativos, oficinas, exposições e pequenos eventos.
Serviço: Agente Costura No Acervo Circular Com Des Filles Fantastique Data: 06/10/2024, Horário: 14h às 22h Local: Acervo Circular – R. Mateus Leme, 142 – São Francisco, Curitiba Bazar De Trocas – Roupas/acessorios/discos/livros Desfile: 18:00 – Marcos Manzutti/agente Costura/colet Corselet Com Des Filles Fantastique (Andreza Michel/alessandro Oliveira, Lisa Simpson) Discotecagem: Nel Sentimentum / Jonny Washington
Arte da nova montagem de Pilar de Fogo da Cia KÁ de Teatro, companhia teatral independente de Curitiba, chega neste Halloween com recursos tecnológicos aliados à dramaturgia.
O espetáculo de horror criado pela cia independente curitibana ganha nova roupagem e uma estética tecnológica, com projeção mapeada e holograma, em curta temporada nos dias 25 e 26 de outubro, mês do Halloween, no Miniauditório do Teatro Guaíra.
Outubro é celebrado o Halloween, e para os amantes do suspense a CIA KÀ de Teatro traz ao palco do Miniauditório do Teatro Guaíra, nos dias 25 e 26 do mesmo mês, o espetáculo de terror, que faz parte do repertório da companhia: “Pilar de Fogo”, em montagem inédita com inovação tecnológica no uso de hologramas e projeção mapeada, fruto de uma parceria criativa com a Lumen Audiovisual. A experiência promete transportar o público para uma atmosfera sombria e imersiva, intensificando a narrativa distópica compondo a estética visual da peça. De acordo com Kelvin Millarch, diretor do espetáculo, “a ideia é utilizar recursos tecnológicos como forma de adequação às novas necessidades do público jovem acostumado às informações simultâneas e ao usar essas estratégias a obra teatral ganha novas dimensões imagéticas possibilitando inúmeras conexões com a plateia”. Para ele, é desafiador juntar a atuação física com hologramas e iluminação, sonoplastias ao mesmo tempo, nestas diferentes atmosferas.
Unidos pelo desejo de compor uma obra de arte e explorar os benefícios da tecnologia a Lumen, empresa que tem com exclusividade as telas “holográficas” da Holo Gauze, fez a parceria com a Cia KÀ, companhia teatral independente da cidade. “Eles são criativos e corajosos para lançar mão desse recurso no intuito de auxiliar a narrativa do espetáculo”, ressalta Guaia Knoll Malinowski, diretor da Lumen Audiovisual. Além dos efeitos especiais inovadores, o público terá a chance de influenciar os rumos da trama, tornando a experiência mais interativa e surpreendente.
Inspirada nos contos de Ray Bradbury e na estética aterrorizante de H.P. Lovecraft e Zé do Caixão, “Pilar de Fogo” é uma jornada perturbadora que questiona a censura e o autoritarismo. A peça transporta os espectadores para um mundo no qual livros são proibidos e a manipulação da verdade prevalece. O protagonista, William Lantry, interpretado por Saymon Wendell, enfrenta um regime opressivo enquanto protege a memória de grandes obras literárias. A jornada de William não só reflete questões contemporâneas sobre autoritarismo e poder, mas também convida o público a refletir sobre a relação entre a liberdade e a preservação da memória.
Após a estreia no Festival de Curitiba 2024, “Pilar de Fogo”, já esteve em cartaz também na abertura da 38ª Semana da Cultura em Ponta Grossa, e também no Festival de Teatro de São José dos Pinhais. E agora em outubro, a Cia KÁ retorna para uma mini temporada especial em comemoração ao Halloween. Os ingressos estão disponíveis no site Deu Balada.
FICHA TÉCNICA Direção: Kelvin Millarch Elenco: Saymon Wendell | Yohann Kalleu | Luiz Nogueira | Caio Frankiu Assistência de Direção: Caio Frankiu | Bruno Sanctus Preparação Corporal: Caio Frankiu |Rosangela de Lara Operador de Luz: Ike Rocha
SOBRE A CIA KÀ A CIA KÀ de Teatro é um núcleo independente de desenvolvimento artístico de Curitiba, fundado em 2019 por Caio Frankiu e Kelvin Millarch, com o intuito de produzir espetáculos teatrais, audiovisuais e performáticos. Assim como a Faber-Castell, buscamos promover a criatividade e valorizar a cultura no nosso país.
SERVIÇO: Datas: 25 e 26 de outubro de 2024 Horário: 20h Local: MiniAuditório Guaíra – Auditório Glauco Flores de Sá Britto, R. XV de Novembro, 971 – Centro, Curitiba. Duração: 60 minutos Classificação: 10 anos Ingressos Deu balada: aqui Valor: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia)
Flávia Imirene, Saravy e Katia Horn protagonizam nova comédia de Leonarda Glück. Foto: Vitor Dias.
O espetáculo traz, numa irreverente montagem, diferentes arquétipos do feminino em três personagens que se encontram para uma festa e cumpre curta temporada gratuita no Teatro José Maria Santos, em Curitiba.
De 5 a 22 de setembro o palco do Teatro José Maria Santos vai receber a temporada de estreia de The Mango Tree (em português A Árvore de Manga), uma comédia escrita e dirigida por Leonarda Glück que trata sobre os ideais e estereótipos do feminino na sociedade contemporânea e no imaginário popular. Através do humor, da ironia e do deboche, a criação – produzida pela Pomeiro Gestão Cultural – provoca questões acerca da presença da mulher nos dias atuais.
A trama é protagonizada por três mulheres com diferentes personalidades: uma escritora decadente, uma aspirante a atriz de Hollywood e uma ex-atriz pornô cleptomaníaca. Elas se encontram para uma festa que nunca acontece. Interpretadas por Flávia Imirene, Katia Horn e Saravy, as personagens retomam memórias do passado enquanto protegem um pomar onde há um grande pé de mangas.
Com forte inspiração no teatro do absurdo, em especial Eugène Ionesco e o brasileiro Qorpo Santo, o texto foi originalmente escrito por Glück em 2004 e agora, 20 anos depois, a dramaturga retoma o material e lhe dá nova roupagem, fazendo referência à cultura pop dos anos 1990 e também dos dias de hoje. Para Leonarda, a situação mundial é a maior referência à proposta da peça The Mango Tree: “O teatro do absurdo acabou ignorado no decorrer da história teatral, e eu acredito que não há nada mais absurdo que os dias atuais, que são um prato cheio para a dramaturgia nacional”, revela.
A visualidade da peça foi concebida a partir das cores e tonalidades das mangas – o laranja, o verde e o roxo. Na composição do espetáculo uma equipe criativa de peso, com cenário e figurinos seguindo a mesma proposta de cores como resultado de diálogo profundo entre a cenógrafa Guenia Lemos e as figurinistas Fabianna Pescara e Renata Skrobot. Somam-se ainda a artista Jo Mistinguett, na criação da trilha original, e os iluminadores Nadja Naira e Wagner Corrêa. A direção de movimento fica por conta de Katia Drumond.
A montagem integra o projeto Dramaturgia TransCuritibana, uma parceria entre a artista Leonarda Glück e a Pomeiro Gestão Cultural, que visa fomentar a presença de pessoas trans no cenário teatral e dramatúrgico de Curitiba. O projeto contempla ainda um laboratório de dramaturgia para pessoas trans, leituras públicas e a publicação de um e-book com trechos dos textos produzidos pelos participantes. A iniciativa é viabilizada com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura de Curitiba e tem o incentivo do Ebanx.
SINOPSE: Uma escritora decadente, que é praticante de sadomasoquismo nas horas vagas, uma aspirante a atriz de Hollywood interiorana e uma ex-atriz pornô cleptomaníaca se encontram para uma festa que não acontece. Canções, rixas e suspiros do passado vêm à tona e expõem as forças e fragilidades da mulher contemporânea em um mundo caótico que as atormenta. Nos preparativos para essa celebração que jamais ocorrerá, é entre inspirações, martinis e revistas de fofoca que rememoram as agruras e os prazeres dos dias de outrora e brindam, ainda, aos que virão.
FICHA TÉCNICA Texto e Direção: Leonarda Glück Elenco: Flávia Imirene, Katia Horn e Saravy Direção de Movimento: Katia Drumond Cenografia: Guenia Lemos Figurinos: Fabianna Pescara e Renata Skrobot Trilha Original e Operação de Som: Jo Mistinguett Iluminação e Operação de Luz: Nadja Naira e Wagner Corrêa Costureira: Rose Matias Cenotécnico: Fabiano Hoffmann Técnico de Som: GuiMiudo Direção de Produção: Igor Augustho Produção Executiva: Rebeca Forbeck Estagiários de Produção: Ayesla Fabian, Isac Kempe e Luciano França Designer Gráfica e Identidade Visual: Adriana Alegria Fotografias: Vitor Dias Videomaker: Eduardo Ramos Maquiagem Ensaio Fotográfico: Kenia Coqueiro Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo Estratégia Digital e Vídeo Creator: Gabriela Berbert Intérprete de Libras: Talita Grünhagen Captação de Recursos: Meire Abe Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural
SERVIÇO: THE MANGO TREE – Comédia Temporada de 5 a 22 de setembro. Quarta a sexta às 20h. Sábados às 16h e 20h. Domingos 16h e 19h. Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – Centro). Ingressos Gratuitos, retirada a partir de 1 hora antes no teatro. Classificação: 16 Anos I Sujeito à lotação.
Após o sucesso durante o Festival de Curitiba de 2024, “Pilar de Fogo” retorna em uma temporada especial de Halloween, prometendo uma experiência teatral única e impactante, as sessões serão em outubro no Miniauditório do Teatro Guaíra, carregadas com novidades tecnológicas, aliando a arte dos palcos ao holograma e projeção mapeada. Os ingressos já estão à venda.
Os ingressos para o espetáculo que acontece nos dias 25 e 26 de outubro, da CIA KÀ de Teatro já estão disponíveis para venda. A peça “Pilar de Fogo” está de volta, desta vez no Miniauditório do Guaíra aliando a experiência teatral à tecnologia. Inspirada nos contos distópicos de Ray Bradbury e na estética de H.P. Lovecraft e Zé do Caixão, “Pilar de Fogo” tem a direção de Kelvin Millarch e oferece 60 minutos de tragicomédia que desafiam as convenções e exploram os recantos mais sombrios da condição humana. O espetáculo se destaca não apenas pela sua narrativa repleta de suspense e terror, mas também pelo uso inovador de holograma e projeção mapeada, resultado da parceria entre a independente CIA KÀ de Teatro e a Lumen Audiovisual. A compra dos ingressos pode ser realizada no site deubalada.com – sendo R$ 30 a entrada inteira e R$ 15, meia entrada.
A cia, fundada por Caio Frankiu e Kelvin Millarch, em 2019, buscou inovar nesta mini temporada com elementos tecnológicos: holograma e projeção mapeada para compor a estética visual da peça. “A ideia, de acordo com o diretor do espetáculo, é utilizar recursos tecnológicos como forma de adequação às novas necessidades do público jovem acostumado às informações simultâneas e ao usar essas estratégias a obra teatral ganha novas dimensões imagéticas possibilitando inúmeras conexões com a plateia”, reflete Kelvin. No entanto, é desafiador juntar a atuação física com hologramas e iluminação, sonoplastias ao mesmo tempo, nestas diferentes atmosferas, conclui. Unidos pelo desejo de compor uma obra de arte e explorar os benefícios da tecnologia a Lumen, empresa que tem com exclusividade as telas “holográficas” da Holo Gauze, fez a parceria com a Cia KÀ, companhia teatral independente da cidade. “Eles são criativos e corajosos para lançar mão desse recurso no intuito de auxiliar a narrativa do espetáculo”, ressalta Guaia Knoll Malinowski, diretor da Lumen Audiovisual.
A peça transporta os espectadores para um mundo no qual livros são proibidos e a manipulação da verdade prevalece. O protagonista, William Lantry, interpretado por Saymon Wendell, enfrenta um regime opressivo enquanto protege a memória de grandes obras literárias. A jornada de William não só reflete questões contemporâneas sobre autoritarismo e poder, mas também convida o público a refletir sobre a relação entre a liberdade e a preservação da memória.
Pilar de Fogo, foi apresentada pela primeira vez no Festival de Teatro de Curitiba, no Fringe 2024, com a versão tradicional do teatro, como denomina o diretor do espetáculo Kelvin Millarch, teve excelente aceitação da crítica teatral como também do público que lotou todas as apresentações.
FICHA TÉCNICA Direção: Kelvin Millarch | Elenco: Saymon Wendell, Yohann Kalleu, Luiz Nogueira e Luigi Vitto | Assistência de Direção: Caio Frankiu e Bruno Sanctus | Preparação Corporal: Caio Frankiu e Rosangela de Lara | Iluminação: Ike Rocha
SOBRE A CIA KÀ A CIA KÀ de Teatro é um núcleo independente de desenvolvimento artístico de Curitiba, fundado em 2019 por Caio Frankiu e Kelvin Millarch, com o intuito de produzir espetáculos teatrais, audiovisuais e performáticos. Assim como a Faber-Castell, buscamos promover a criatividade e valorizar a cultura no nosso país.
SERVIÇO: Apresentação: 25 e 26 de outubro de 2024 às 20h Local: MiniAuditório – Auditório Glauco Flores de Sá Britto (Rua Amintas de Barros, 70 – Centro de Curitiba) Duração: 60 minutos Classificação: 10 anos Valor do Ingresso: R$ 30,00 inteira – R$ 15,00 a meia. Ingressos: aqui