Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
Um dos precursores da Soul Music no Brasil, Cassiano foi, ao lado de Tim Maia e Gerson King Combo, um dos pilares Blacks em uma época a Jovem Guarda e a Bossa Nova ditavam as regras. Esquecido nas últimas décadas, segue aqui um pequeno resumo de sua trajetória muito importante na história da música nacional.
O cantor e compositor Genival Cassiano, de 77 anos, faleceu por complicações da covid-19 no dia 7 de maio de 2021, no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde estava internado desde o final de abril. Fonte: Cassiano, pai do ‘Brazilian soul’, morre de covid-19 aos 77 anos
Confira alguns clássicos na voz do cantor: Cassiano – A Lua e Eu (1976)
Trabalho foi totalmente gravado em isolamento pelo próprio artista
Murilo Silvestrim traduz em música a solidão, insegurança e medos dos últimos meses em forma de álbum, com o lançamento de “A Última Luz Acesa Madrugada Adentro”. O trabalho foi todo composto durante o período de isolamento social devido à pandemia de Covid-19, com letras inspiradas nos dilemas emocionais desse momento e com o artista assumindo todos instrumentos, produção e gravação.
Murilo Silvestrim transformou seus anseios e perdas vividos ao longo da quarentena em canções autobiográficas. Embora altamente pessoais, elas trazem uma fácil identificação com o ouvinte, das histórias contidas nas letras à crueza da interpretação. O artista assume voz, violões de aço e nylon, viola, guitarra, ukulele, bateria e synths nesse processo solitário de criação: 7 canções gravadas ao longo de 8 dias. Embora os arranjos sejam minimalistas, as faixas não são intrinsecamente tristes. Em meio ao peso emocional, surge uma outra linha narrativa: a da busca pela beleza nas pequenas coisas da vida.
“Ao final do ano senti que aquelas composições falavam muito sobre mim e sobre o momento que vivemos. Estava terminando a produção de um disco maior, mas resolvi criar um desafio para mim mesmo: me fechar no quarto e gravar com o que eu dispunha. Emprestei instrumentos, organizei os equipamentos e gravei. Também me propus a finalizar o material aqui, fazendo a mixagem e masterização, desconstruindo uma lógica de super produção na qual estava condicionado a pensar”, reflete Murilo, que teve apenas dois colaboradores nesse processo: a participação especial do músico e compositor Cassiano Wogel na guitarra da última faixa; e as ilustrações de capa e encarte digital criadas pela multiartista Surya Amitrano.
Murilo Silvestrim começou a compor muito cedo e graduou-se em Música Popular pela UNESPAR e em Produção de Áudio e Vídeo pelo IFPR. Lançou seu primeiro disco, “Prisma”, em 2016, com o qual circulou pelo Brasil tocando pelo projeto Dandô – Circuito de Música Dércio Marques. Lançou o livro de poesias “Viagem Ao Início das Coisas” no final de 2018 pela editora Medusa e no fim de 2020 lançou o clipe de “Mudando”, o primeiro single que compõe seu próximo álbum, “Encontrar”. Mas a urgência das canções fez com que “A Última Luz Acesa Madrugada Adentro” passasse na frente desse lançamento.
“Acredito que é um momento de experimentar, ousar, despir. O som mais cru, a autoprodução, a quebra do paradigma de uma super produção, tudo isso me ensina muito. Creio que é um momento de expor o que há de mais profundo nos meus dias e na minha música e assim tentar chegar mais próximo das pessoas e da realidade delas”, resume Murilo.
Tomando como inspiração artistas que vão de Joni Mitchell a Bon Iver, Silvestrim faz de cada faixa uma história. “Decorador de Escombros” foi escrita em um dia que uma amiga lhe enviou uma mensagem em estado de choque por ter ouvido o vizinho tirar a vida da esposa e da filha adolescente. “Tordo Marion” fala da perda de uma pessoa querida, e do peso e da tristeza que sentiu por tudo que aconteceu nesses dias.
“O processo criativo foi deixar as canções falarem por elas mesmas. Tentei decompor as levadas das músicas em mais elementos. Foi um desafio importante pra mim nesse momento. Focar a atenção e o suor para materializar algo que eu vim sentindo por tanto tempo. Quase como que um inventário, esse álbum serve pra me lembrar dos meus momentos, das minhas perdas, do amor de pessoas próximas”, finaliza.
“A Última Luz Acesa Madrugada Adentro” está disponível nas principais plataformas de streaming de música.
Em homenagem aos 70 anos do compositor e músico carioca Carlos Althier de Souza Lemos Escobar, o Guinga, tornamos público o documentário “Guinga – Delírio Carioca”, que retrata sua vida e obra.
Gravado entre 2014 e 2016, sem fins lucrativos e como trabalho de conclusão do curso de estudantes de Jornalismo de Brasília, o documentário conta com depoimentos de artistas como Ivan Lins, João Bosco, Ana Carolina, Leila Pinheiro, Mônica Salmaso, Thiago Amud, e do ex-jogador de futebol Paulo Cesar Caju, além de gravações de músicas e relatos inéditos do próprio Guinga.
O cantor e compositor Leo Fressato canta a solidão e os amores mal fadados no clipe “Nexo”. A faixa faz parte do EP “Canções Pra Você Me Perder de Vista” e o vídeo está no canal do YouTube do artista.
“Este vídeo foi gravado no festival Psicodália em fevereiro de 2019 e nunca havíamos finalizado. De certa forma esse clipe vai finalizar os projetos de 2019 definitivamente. ‘Nexo’ é a minha favorita do EP e este clipe vem pra dar mais ouvidos a esta canção e pra falar um pouco da solidão e do abandono que muitas vezes sentimos em momentos como este da pandemia”, conta ele.
Com mais de 15 anos de carreira, o cantor e compositor brasiliense de nascença e curitibano de coração é um artista prolífico, marcado por canções que tratam de amor ou de sua ausência. Transformando sentimentos íntimos em performance, Leo ganhou notoriedade nacional com o hit “Oração”, d’A Banda Mais Bonita da Cidade, e com a faixa “Coisa Linda”, uma parceria com Tiago Iorc.
Em 2013, lançou “Canções para o Inverno Passar Depressa” (Ouça aqui), com produção musical de Jérôme Gras, um álbum que trazia melodiosidade, romantismo e rancor. Esse espírito está presente no disco “Louco e Divertido” (Ouça o álbum: aqui), que se utiliza de leveza para celebrar o amor, uma inaptidão ao mundo moderno e os términos e foi lançado no ano passado.
O EP traz uma interpretação minimalista de três canções em um complemento do universo do trabalho principal. O clipe da principal faixa, “Nexo”, foi dirigido por Juliana Sanson. “Canções Pra Você Me Perder de Vista” está disponível em todas as plataformas de música digital.
Leo Fressato. Crédito foto: Matheus Wittkowski
Ficha técnica: Violão e voz – Leo Fressato Mixagem e masterização – Ian Fonseca Direção e Edição – Juliana Sanson Direção de Fotografia – Gustavo Castro Produção – Fabulário Filmes
Letra: Não Precisa se Preocupar Meu amor já foi teu Mas agora acabou, não aguentou o vazio Não Precisa lembrar Muito menos telefonar Já que nunca telefonou Pra saber como está o lado de cá E aqui tudo mudou Mas eu continuo a ser amor Mesmo que você com tanta imaturidade Tenha dispersado um amor de verdade Que era mais Que teu corpo Que não era o teu sexo Eu contigo era Canção E os teus olhos silêncio Não faziam nexo
Gilson de souza, paulista da cidade de Marília, chegou à capital paulistana nos anos 60, foi cantor da noite e se apresentou em grandes casas de espetáculos da época como: Catedral do samba, Beco, Jogral, Bar Brahma e muitas outras. Dez anos depois nos anos 70 já era um nome respeitado dentre os sambistas, mpb e bossa nova. Antes de fazer sucesso como cantor, foi sucesso como compositor: a música “orgulho de um sambista” gravado por Jair Rodrigues (aqui) e 15 anos depois regravada por Adriana Calcanhoto (aqui). Outros sucessos de Gilson de Souza gravados por Jair rodrigues foram: Carnaval não envelhece (aqui) e Sou da Madrugada em parceria com cantor e compositor Wando (aqui). Em 1975, teve a oportunidade de gravar seu primeiro disco – onde 2 músicas se tornaram sucesso nacional e hinos da mpb: “Poxa” (aqui) e “Quem é do samba chora” (aqui).
A primeira regravação internacional de “Pôxa” foi feita pelo grupo espanhol Mocedades, em 1978, (aqui).
Pôxa ganhou troféu imprensa como revelação do ano e melhor música. Já em 1988, recebeu o troféu gladiador no programa Raul Gil.
Elza soares gravou a música “Deixa deus resolver” por volta de 1985 (aqui).
Djalma pires também fêz sucesso com a música de Gilson de Souza “Perdido na madrugada” em 1987 (aqui).
Rosa Maria também gravou um grande sucesso; “Samba maneiro” em 1989.
Mais uma vez Jair Rodrigues grava música de Gilson de Souza: “Exaltação aos seresteiros” em 1990.
Os originais do samba gravaram a música “Bahia do nosso senhor” em 1998.
Neguinho da beija flor regravou “Poxa” em 1999.
Reinaldo o “príncipe do pagode” gravou a música “cena de cinema”, uma música que foi uma parceria com Almir Guineto em 2001 (aqui)
Neste mesmo ano a dupla argentina pimpinela regravou Pôxa (aqui), Guilherme e Santiago gravaram a música “Lei do Silêncio”, música em feita em parceria com Fernando Boêmio em 2005 (aqui).
Em 2006 foi a vez de Zeca Baleiro regravar Pôxa (aqui).
Em 2007, Gilson de Souza com a música Pôxa ganha uma Coroa de Ouro e uma de prata no programa Rei Majestade apresentado por Silvio Santos.
Em 2008, o Exaltasamba regravou Pôxa: (aqui) e, finalmente, em 2010, Zeca pagodinho também regrava pôxa (aqui)
Adoniran Barbosa, autor de sucessos como “Trem das Onze” e “Saudosa Maloca”, carrega o título de maior sambista paulista de todos os tempos. A cidade de São Paulo era a personagem principal de suas canções e radionovelas. Através de imagens de arquivos raras e nunca vistas antes, o compositor e cantor paulistano, que faleceu em 1982, é redescoberto pelo público. Dirigido por Pedro Serrano.
Artista parnanguara, 36 anos, radicado em Curitiba, F. das Camélias começou a compor em 2012, no grupo Monges da Lapa. Desde 2016 também se dedica a seu projeto solo, apresentando-se com vários parceiros musicais. As músicas de Franco das Camélias podem ser ouvidas pelo blog www.francodascamelias.wordpress.com
Faixa integra o álbum “Louco e Divertido”, lançado este ano pelo artista
Após inaugurar uma série de vídeos acústicos com a inédita “Nexo”, o cantor e compositor Leo Fressato entrega mais uma interpretação intimista, dessa vez para a canção “Eu Toco Violão Porque Não Sei Apertar Botão”. A faixa faz parte de seu recém-lançado segundo disco, “Louco e Divertido”, com o qual o artista realizou uma turnê por Portugal no último mês.
Composição singela ocupa menos de dois minutos na lista de faixas do álbum – o que não faz dela uma canção menos memorável. A letra bem-humorada se torna uma carta de amor às avessas, com o artista assumindo suas limitações para criar músicas dançantes. O que poderia parecer antiquado ganha ares modernos em uma pequena comédia de erros.
“Essa é quase que uma canção-vinheta, devido ao clima e ao tamanho reduzido. Uma brincadeira, em tempos de tecnologia, sobre alguém que não consegue enviar uma canção por e-mail e resolve ir ao encontro da pessoas com um violão”, revela Fressato.
Com mais de 15 anos de carreira, o cantor e compositor brasiliense de nascença e curitibano de coração é um artista prolífico, marcado por canções que tratam de amor ou de sua ausência. Transformando sentimentos íntimos em performance, Leo ganhou notoriedade nacional com o hit “Oração”, d’A Banda Mais Bonita da Cidade, e com a faixa “Coisa Linda”, uma parceria com Tiago Iorc.
Em 2013, lançou “Canções para o Inverno Passar Depressa”, com produção musical de Jérôme Gras, um álbum que trazia melodiosidade, romantismo e rancor. Esse espírito está presente no seu novo disco “Louco e Divertido”, que se utiliza de leveza para celebrar o amor, uma inaptidão ao mundo moderno e os términos.
O registro acústico de “Eu Toco Violão Porque Não Sei Apertar Botão” se junta a “Nexo”, marcando o início de uma nova fase. As sessões foram gravadas no Gramofone Estúdio e teve mixagem e masterização de Ian Fonseca. O vídeo foi dirigido por Bernardo Rocha. As versões acústicas chegarão aos serviços de streaming em um EP de três faixas previsto para o final de 2019.
Ficha técnica Violão e voz – Leo Fressato Mixagem e masterização – Ian Fonseca Direção, Fotografia e Edição – Bernardo Rocha Fotografia – Carol Winter Direção de Arte – Giovanna Durski Assistência de Arte – Joice Aline Jorge
Letra Eu queria te enviar isso por e-mail Mas a canção não quis anexar E quando anexou, foi que eu percebi Que eu te enviei aquela do Lô Borges Que pergunta se você ainda que casar comigo Eu ia te ligar no celular Mas meu celular travou Depois foi a bateria E eu sei que você queria uma canção moderna Dessas eletrônicas muito boas pra dançar Mas eu toco violão porque não sei apertar botão Sim, eu toco violão porque não sei apertar botão Eu ia invadir a tua casa Eu ia te manchar com batom Mas eu fiz essas canção que é pra ganhar o seu coração é, eu vim de violão porque não sei apertar botão