ALFAIATARIA LANÇA PROJETO ANUAL QUE CONSOLIDA ESPAÇO COMO POLO DE FORMAÇÃO E CRIAÇÃO EM CURITIBA

Na arte de Adriana Alegria, o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos | 2026. Março a novembro, oficinas, residência artística, Roda de fogo e Mostra Les Latinas. Início com Oficina de Iluminação Cênica, 9 a 11 de março.

Projeto contemplado no edital de Ações Continuadas da Funarte inicia com oficina de iluminação cênica e reúne formação, encontros e intercâmbios artísticos ao longo de 2026.

A Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba, inicia em março de 2026 o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), contemplado no edital de Ações Continuadas da Funarte. A iniciativa estrutura uma programação anual dedicada à formação, criação, difusão e intercâmbio nas artes cênicas, conectando artistas a redes de circulação e diálogo que ultrapassam o contexto local. Com produção da Pró Cult, as atividades seguem até novembro e reúnem oficinas, residência artística, ciclo de encontros e uma mostra com participação latino-americana.

A primeira ação acontece entre 9 e 11 de março, com a Oficina de Iluminação Cênica, ministrada pela iluminadora Lucri Reggiani. A proposta que combina prática e teoria, abordando fundamentos técnicos e processos de criação em luz, enquanto problematiza a ocupação de um campo historicamente masculinizado, é voltada a mulheres cis, mulheres trans e pessoas de gêneros dissidentes. As inscrições podem ser localizadas no link da Bio em @alfaiataria_ 

Também em março tem início Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, com curadoria de Francisco Mallmann. O ciclo bimestral, com edições em março, maio, julho e setembro, é aberto ao público e reúne artistas, estudantes e interessados em memória e criação. Cada encontro promove diálogo entre diferentes áreas das artes da cena, reflexão sobre como experiências se inscrevem no corpo e se transformam ao longo do tempo, e práticas de escuta e compartilhamento ao redor do fogo, símbolo ancestral de encontro e transmissão, afirmando a memória como criação coletiva.

Em julho, acontece o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, ministrado pelo produtor cultural Guilherme Jaccon. A formação é voltada ao desenvolvimento técnico em gestão e produção cultural, abordando leitura de editais, escrita de projetos, elaboração de orçamentos, cronogramas e prestação de contas, fortalecendo a autonomia profissional e ampliando possibilidades de inserção no circuito cultural.

Entre agosto e outubro, ocorre a 2ª edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria, residência destinada a artistas em formação ou iniciantes. Ao longo de três meses, participantes desenvolvem pesquisa cênica solo com orientação curatorial de Janaina Matter e Carmen Jorge, além de oficinas com Ana Kfouri, Janaina Leite e Mateus Aleluia Filho. O percurso culmina em uma Mostra de Processos aberta ao público.

Para encerrar o ciclo anual, em novembro, a Alfaiataria realiza a Mostra Les Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas da América Latina, selecionadas por convocatória aberta com curadoria de Janaina Matter e Sueli Araujo. Ao reunir criadoras de diferentes países, a mostra fortalece o intercâmbio artístico internacional e amplia o diálogo entre cena, identidade e território, além da produção de conteúdos em podcast com as artistas participantes.

Para a atriz e diretora artística Janaina Matter, o projeto consolida a Alfaiataria como território de pesquisa e criação. “Sustentar processos no tempo é também sustentar encontros. O Programa Continuado nasce do desejo de criar espaço para a pesquisa artística, para o convívio entre diferentes corpos e para uma cena viva, diversa e profundamente conectada ao seu tempo”, afirma.

A programação completa, assim como informações sobre inscrições e convocatórias, pode ser consultada no site e nas redes sociais da Alfaiataria. O acesso, às apresentações e ações abertas adotam o sistema “pague quanto vale”, garantindo gratuidade a quem não pode pagar. Os cursos contam com valores simbólicos de inscrição, com vagas gratuitas destinadas a pessoas de grupos historicamente marginalizados.

SERVIÇO:
Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos
Local: Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 247 – Centro – Curitiba/PR)
Período: março a novembro de 2026
Acesso: sistema “pague quanto vale” nas apresentações | cursos com valor simbólico
Informações: @alfaiataria_ / www.alfaiataria.art

Destaques da programação:

– Oficina de Iluminação Cênica, com Lucri Reggiani | de 9 a 11 de março | Inscrições: Sympla, (aqui) | 
Bolsas via formulário (aqui) | Vagas: 15

– Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer | Março, maio, julho e setembro

– Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis | Julho

– Formação Cênica Alfaiataria | Agosto a outubro

– Mostra Les Latinas | Novembro

Sobre a Alfaiataria
A Alfaiataria – Espaço de Artes é um espaço cultural independente fundado em 2019, em Curitiba (PR), dedicado à pesquisa, formação, criação e difusão nas artes cênicas e visuais contemporâneas. Com programação continuada, promove ações voltadas à diversidade e ao intercâmbio com a comunidade artística local, nacional e internacional.

Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica

QUANDO O BEIJO VIRA MANCHETE: GARALHUFA ESTREIA “BEIJO E ASFALTO OU O FATO É:” NO MINI GUAÍRA

Na foto de Lina Sumizono, as atrizes Stephanie Zouza e Mariana Venâncio e o ator Victor Lucas Olivier em preparo para a estreia da nova montagem no Mini Guaíra reinventando um clássico rodrigueano.

Garalhufa estreia montagem investigativa inspirada em Nelson Rodrigues no Miniauditório Glauco Flores de Sá com temporada gratuita em março.

Três atores decidem montar O Beijo no Asfalto. Durante o processo, percebem que talvez não estejam montando a peça, mas investigando-a. A partir dessa provocação nasce “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”, novo espetáculo da companhia Garalhufa, que estreia para o grande público no dia 12 de março, no Miniauditório Glauco Flores de Sá (Mini Guaíra), em Curitiba, com entrada gratuita e sessões acessíveis em Libras.

O projeto parte de um estudo aprofundado de O Beijo no Asfalto, clássico de Nelson Rodrigues. Mas não se trata de uma adaptação ou releitura tradicional. É um espetáculo-investigação. Durante o processo de pesquisa, o grupo mergulhou na dramaturgia rodrigueana e descobriu informações históricas pouco conhecidas sobre a escrita da obra e sobre o próprio autor. A partir desse material, decidiu transformar o palco em laboratório: uma mesa de apuração, sala de ensaio, redação de jornal, tribunal, delegacia e feed de notícias.

Na peça original, o beijo entre Arandir e um homem atropelado vira manchete e serve como cortina de fumaça para encobrir um crime policial. Mais de seis décadas depois, a pergunta permanece: quem constrói os fatos? Por que se contam algumas histórias e não outras? Um jornal mentiria?

Em vez de “atualizar” Nelson, o espetáculo da Garalhufa utiliza a obra como ponto de partida para investigar a permanência das estruturas que ele denunciava: espetacularização midiática, moralismo, violência institucional e fake news. “A obra não é uma adaptação. É um estudo cênico. Investigamos como um gesto íntimo pode ser convertido em escândalo público, e como as versões se consolidam como verdade”, afirma a atriz e idealizadora do projeto Mariana Venâncio.

Peça-ensaio, palestra performativa, investigação
Com orientação artística de Giordano Castro, integrante do grupo pernambucano Magiluth, o trabalho assume uma linguagem híbrida entre peça-ensaio, palestra performativa e investigação documental. A dramaturgia é assinada por Vinicius Medeiros, com direção colaborativa entre elenco e dramaturgo. Em cena estão Mariana Venâncio, Victor Lucas Olivier e Stephanie Zouza.

O projeto nasceu em 2023, durante uma residência de Criação Colaborativa realizada no CPT Sesc Consolação, em intercâmbio com os grupos Magiluth e Quatroloscinco. A partir dessa experiência, iniciou-se a pesquisa que agora chega ao público.

Todas as apresentações da primeira temporada são gratuitas, com ingressos distribuídos 30 minutos antes de cada sessão na bilheteria do teatro. As sessões com tradução em Libras acontecem nos dias 15 (19h) e 19 (20h). A segunda temporada, com data marcada para o meio do ano, no Teatro Cleon Jacques, também oferece ingressos gratuitos e as sessões com Libras acontecem nos dias 17, 18 e 24 de julho.

O projeto é realizado por meio do Mecenato – Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba, com incentivo do Centro Diagnóstico Água Verde, Florença Veículos e Serra Verde Express.

Sobre a Garalhufa
A Garalhufa é uma trupe teatral, escola de atuação e centro cultural sediado no Largo da Ordem, em Curitiba. Com seis anos de atuação, já produziu seis espetáculos (quatro autorais) e três curta-metragens, além de circular por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa, Florianópolis e Campinas.

Serviço:

“BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”
Temporada de estreia: Miniauditório Glauco Flores de Sá (Rua Amintas de Barros, s/n – Centro, Curitiba)
Data: 11 a 22 de março, de quarta a sábado às 20h e nos domingos às 16h e às 19h. *Dia 14 (sexta) não haverá apresentação. 
Sessões com Libras: dia 15 às 19h e dia 19 às 20h.

2ª Temporada: Teatro Cleon Jacques (Rua Prof. Nilo Brandão, 710 – São Lourenço) 
Data: 17 a 26 de julho, sextas e sábados às 20h, e domingos às 19h. 
Sessões com Libras: 17, 18 e 24 de julho.
*Ingressos: Gratuito – retirar 30 minutos antes de cada sessão na bilheteria do teatro.

Ficha Técnica:
Idealização e direção de produção: Mariana Venâncio | Orientação artística: Giordano Castro | Dramaturgia: Vinicius Medeiros | Direção colaborativa: elenco e dramaturgo | Elenco: Mariana Venâncio, Stephanie Zouza e Victor Lucas Oliver | Sonoplastia: Cadu Machado | Iluminação: Ever Silva | Preparação vocal: Elis Koppe | Preparação corporal: Ana Filimberti | Cenário: Júlia Herculano | Figurino: Beatriz Alves e Izabelle Viana | Assistência de produção: Mateus Sandré | Mediação: Enzo Torre

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

ENTRE GUERRA E AFETO: “CONTO DE FARIDA” ESTREIA EM CURITIBA COM LUÍS MELO

Na foto de Vitor Dias, o elenco da nova montagem do AP da 13 e da Cardume Cultural: Luis Melo, Ciliane Vendrusculo, Mayra Fernandes e Camila Ferrão, que estreia dia 13 de março no Zé Maria.

Inspirado no trabalho premiado do fotógrafo Maurício Lima e em relatos reais de refugiados sírios, o espetáculo dirigido por Eduardo Ramos conecta a história íntima da família Farah a um cenário global de deslocamento humano e faz temporada gratuita no Teatro José Maria Santos a partir de março.

No dia 13 de março, o Teatro José Maria Santos recebe a estreia nacional de “Conto de Farida”. Com dramaturgia de Luci Collin e direção de Eduardo Ramos, o espetáculo aborda os impactos da guerra e do exílio a partir da história de uma família, marcando o retorno de Luís Melo aos palcos paranaenses em uma narrativa sensível sobre as tantas diásporas existentes na atualidade.

Realizado pela AP da 13 com produção da Cardume Cultural, o espetáculo transforma em cena uma realidade contemporânea urgente: a trajetória da família Farah ecoa a experiência de milhões de pessoas forçadas a deixar seus territórios em contextos de conflito e perseguição.

De acordo com o diretor do espetáculo Eduardo Ramos, a obra acompanha uma família síria dilacerada pela guerra, confrontada com escolhas extremas entre partir ou permanecer, preservar a memória ou buscar um futuro possível. “Entre silêncios, despedidas e gestos de resistência, a cena se constrói como espaço de escuta e testemunho, encontrando lugares possíveis de existir, em um cenário onde a humanidade deixou de existir”, conta o diretor.

A encenação tem como referência visual a exposição “Farida – Um Conto Sírio”, do fotógrafo brasileiro Maurício Lima, vencedor do Prêmio Pulitzer em 2016, que acompanhou por 51 dias a fuga de uma família de Alepo. Essa experiência se articula aos relatos reais dos artistas sírios Abed Tokmaji, Myria Tokmaji e Lucia Loxca, radicados no Brasil há 12 anos, que contribuem diretamente para a dramaturgia a partir da vivência do exílio.

No palco, a história da família Farah revela o dilema de quem vê a guerra bater à porta: o conflito entre o apego às raízes e a urgência da sobrevivência em terras desconhecidas. Luís Melo interpreta Khaled Farah, o patriarca, acompanhado por Mayra Fernandes (a filha Aisha), Ciliane Vendruscolo (a filha Qamar) e Camila Ferrão (a sobrinha/prima Jamile), que dão voz às diferentes perspectivas de uma família fragmentada pelo avanço do conflito.

A atmosfera de urgência e tensão é reforçada pela cenografia de Fernando Marés, com tons acinzentados e planos irregulares que evocam tanto os escombros da guerra quanto o caminho incerto da travessia, enquanto o desenho de luz de Beto Bruel e Lucas Amado dialoga com a trilha sonora executada ao vivo sob a direção de Edith de Camargo, com a participação direta dos músicos sírios, Abed Tokmaji e Lucia Loxca, com alaúde, cantos e sonoridades tradicionais, transportando o público para o epicentro da narrativa.

De acordo com Eduardo, Melo começou a estreitar os laços com o AP da 13 durante a pandemia e, desde então, passou a acompanhar de perto os trabalhos do grupo. “Tivemos um contato no Campo das Artes em um projeto viabilizado por um edital de São Paulo. Essa experiência aproximou nossas trajetórias e fortaleceu a parceria. A partir daí, seguimos em diálogo, com Melo acompanhando as produções do grupo, até que surgiu o convite para que ele participasse como curador do festival Novos Olhares em 2025, conta o diretor.

Para Melo, voltar para uma produção curitibana como a que será apresentada no palco do Zé Maria unindo história, música e memória humana é profundamente emocionante. “Gosto de trabalhar com grupos dedicados, que desenvolvem processos contínuos com cuidado e comprometimento. É esse empenho que torna o retorno ao palco uma experiência feliz, responsável e memorável. É um trabalho que acredito que, daqui a muitos anos, será lembrado, pois valoriza a pesquisa, a qualidade e a autenticidade do coletivo”, afirma o ator.

Um contexto global de deslocamento sem precedentes
A história de “Conto de Farida” dialoga diretamente com uma das maiores crises humanitárias da atualidade. Segundo dados do ACNUR/ONU, ao final de 2024 e início de 2025, mais de 123 milhões de pessoas foram deslocadas à força devido a conflitos, perseguições e crises humanitárias, especialmente no Sudão, Ucrânia e Gaza. Do total, 83,4 milhões vivem como deslocadas internas e mais de 43 milhões como refugiadas. Aproximadamente 40% são crianças e adolescentes, e 4,4 milhões de pessoas são apátridas. O espetáculo transforma esses números em experiência sensível e concreta no palco.

A temporada é gratuita e inclui sessões com acessibilidade, com Libras, nos dias 14 e 21 de março, e com audiodescrição, no dia 20, ambas às 20 horas. Dentro do projeto está também a oficina gratuita de dramaturgia depoimental intitulada Corpo em Guerra: Possíveis Caminhos para além do Êxodo, ministrada pelo diretor Eduardo Ramos, a fase de inscrições vai ser divulgada no instagram do Coletivo: @apedatreze

FICHA TÉCNICA:
Dramaturgia: Luci Collin | Direção: Eduardo Ramos | Direção Musical e música ao vivo: Edith de Camargo | Pesquisa e música ao vivo: Abed Tokmaji e Lucia Loxca | Elenco: Camila Ferrão, Ciliane Vendruscolo, Luís Melo e Mayra Fernandes | Luz: Beto Bruel e Lucas Amado | Cenário: Fernando Marés | Figurino: Carmem Felipa Leme | Adereços: Eberton Lennon | Direção de movimento e preparação corporal: Flávia Massali | Preparação vocal: Edith de Camargo | Direção de Produção: Mayra Fernandes | Assistência de Produção: Karu Mochinsky | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Mídia Social: Juliana Villas Boas | Design Gráfico: Guto Stresser | Realização: Jade Rudnick Giaxa, Setra Companhia e AP da 13 | Produção: Cardume Cultural

SERVIÇO
Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco)
Datas: 13 a 26 de março (terças, quartas, quintas e sextas às 20h; sábados às 17h e 20h; domingos às 11h e 17h)
Ingresso:  Gratuito – retirada uma hora antes na bilhete do teatro)
Sessões com Libras: 14 e 21 de março (sábados às 20h)
Sessão com audiodescrição: 20 de março (sexta às 20h)
Classificação Indicativa: 14 anos

Informações adicionais

Sobre AP da 13 e Setra Companhia
O AP da 13 é um coletivo e espaço multicultural fundado pelo artista Eduardo Ramos, sede da Setra Companhia que se dedica à fricção do teatro com a dança há mais de 10 anos. De 2013 até hoje, foram 18 espetáculos tendo como norte a proposição de novas pesquisas estéticas e dramatúrgicas, na busca conceber obras que habitem um campo que transita entre o reconhecimento e a estranheza, de modo a promover experiências novas e de extrema singularidade para quem assiste aos espetáculos da Cia. Promovendo o encontro entre artistas do teatro, dança e performance, o Coletivo se destaca pela maneira que cria mecanismos entre estas linguagens. Em 2015 estreou dois espetáculos completamente singulares: Ave Miss Lonelyhearts por Gustavo Marcasse e MOMMY em parceria com a dramaturga, Mariana Mello. Em 2017, o espetáculo Contos de Nanook a partir da construção de um universo fantástico, trata das fábulas dos inuits, indígenas do Polo Norte. Em 2019, a Cia começa suas pesquisas nas reescritas dos textos clássicos a partir do mito Fedra de Eurípedes e Amor de Phaedra da dramaturga britânica Sarah Kane, estreando o espetáculo de dança teatro Fedra em: O Fantástico Mundo de Hipólito. Espetáculo convidado para a Mostra Principal do Festival de Curitiba 2019. Os últimos espetáculos do Coletivo foram: Aqui é Minha Casa (2022/24), Monstro (2023/2025), Família Original 3.0 (2024) e Multidão, espetáculo com 8 não artistas em cena, realizado em agosto de 2025.

Sobre Luis Melo
Nascido em 1957 em Curitiba, Paraná, Luís Melo é uma das referências no meio teatral, televisivo e cinematográfico brasileiro. Sua entrada no universo da dramaturgia se deu na década de 1970, por meio do curso permanente de teatro da Fundação Teatro Guaíra, em Curitiba. Uma década mais tarde em São Paulo, sob a tutela do diretor Antunes Filho no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), o ator ganha reconhecimento pela maestria e sensibilidade às técnicas de corpo e voz, e por sua potência interpretativa.  Ao interpretar Macbeth, em Trono de Sangue (1992), é reconhecido com os prêmios Shell, Mambembe e Associação Paulista de Críticos de Arte, consagrando-se como um dos grandes atores de sua geração. Três anos mais tarde, Melo é convidado para atuar na televisão brasileira pela primeira vez, atingindo uma grande popularidade fora do meio teatral, sem jamais, entretanto, abandonar os palcos.

A partir dos anos 2000, Luís Melo retorna à Curitiba e passa a dedicar-se também à formação de jovens profissionais do teatro, fundando, em parceria com a atriz Nena Inoue e o cenógrafo Fernando Marés, o Ateliê de Criação Teatral (ACT) – uma proposta expandida do CPT de Antunes Filho em São Paulo. Ao longo de seis anos de existência, o ACT promoveu importantes e indispensáveis diálogos abertos entre artistas, produtores culturais e público, e a proposta transdisciplinar do espaço foi um verdadeiro marco no fazer e pensar as artes no Paraná. Muito além do teatro, o ACT tinha como missão promover um campo fértil para a música, fotografia, artes plásticas, literatura, cinema: não havia fronteiras de linguagens ou expressões.

A herança vanguardista do ACT após o encerramento de suas atividades deixou não apenas um vácuo no meio cultural curitibano, mas também uma semente: ali brotou o sonho de Luís Melo para a idealização, construção e fundação do Campo das Artes.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

PERFORMA__ ENCONTRO DE PERFORMANCES CHEGA A CURITIBA EM 2025 COM PROVOCAÇÃO SOBRE LATINOFUTURISMO E MAIS DE 90 ARTISTAS INSCRITOS

As artistas Clarice Rito e Paula Villa Nova, realizam a edição curitibana do PERFORMA___ no dia 6 de dezembro, com entrada gratuita na Casa Hoffmann.

Segunda edição do evento acontece gratuitamente na Casa Hoffmann, no dia 6 de dezembro, com de 12 horas de programação entre performances ao vivo e a Mostra PIXEL PERFORMA de video/fotoperformances, fortalecendo diversidade e pluralidade na arte da performance

Após o sucesso de sua estreia no Rio de Janeiro, o PERFORMA__ Encontro de Performances chega a Curitiba para sua segunda edição, que acontece no dia 6 de dezembro de 2025, na Casa Hoffmann, com 12 horas de programação gratuita. Idealizado pelas artistas Paula Villa Nova e Clarice Rito, o encontro reúne mais de 60 artistas do Brasil e do exterior em uma imersão de performances projetadas e ao vivo. A edição curitibana recebeu mais de 90 inscrições, totalizando 14 estados, 7 países e 33 cidades, relevando o interesse crescente pela linguagem da performance e a força da mobilização artística em torno da proposta do evento.

Com a provocação “Latinofuturismo: entre corpos e germinações”, o PERFORMA convida artistas e público a refletirem sobre futuro, memória, ancestralidade e fabulação latino-americana, tomando o corpo como território híbrido, ritualístico e político. Para as idealizadoras, o latinofuturismo propõe um modo expandido de pensar o tempo e os atravessamentos do Sul Global. “Todo artista latino, por sua própria condição histórica e geográfica, trabalha o futuro a partir da memória. Cada gesto carrega em si o passado e a invenção como formas de resistência e criação”, afirma Paula Villa Nova.

Criado em 2023, no Rio de Janeiro, o PERFORMA surgiu do desejo de estabelecer um espaço colaborativo, plural e acessível para a prática da arte da performance em suas diversas vertentes. A primeira edição reuniu mais de 60 artistas de nove estados brasileiros e seis países em um encontro de 12 horas, marcado pela troca, pela experimentação e pela aproximação com o público. Em Curitiba, a democratização e diversidade seguem presentes, adotando políticas de inclusão e ações afirmativas, como pagamento aos artistas selecionados e reserva de vagas para pessoas indígenas, negras, LGBTQIAPN+, neurodivergentes e pessoas com deficiência – que somam quase 80% das inscrições. A equipe organizadora e curatorial é formada majoritariamente por mulheres, e o evento mantém parcerias com ONGs e coletivos que atuam com comunidades periféricas.

A edição 2025 conta com um bate-papo com artistas sobre a performance e suas múltiplas abordagens, seguido por mais de 20 apresentações ao vivo e pela mostra PIXEL PERFORMA, que reúne mais de 35  video/fotoperformances. As artistas selecionadas também participam de encontros online de pré e pós-produção, que ampliam o compartilhamento de processos e reflexões sobre a experiência artística.

Para Clarice Rito, coidealizadora e curadora, o PERFORMA destaca a importância da formação de redes vivas de criação. “Nosso maior desejo é fomentar a cena nacional da performance, aproximando o público dessa linguagem e fortalecendo o campo artístico de forma sensível e coletiva”. Paula Villa Nova sintetiza o espírito da edição com o lema que criou para o evento: “Corpos que performam o amanhã com as ferramentas do agora”.

Sobre o PERFORMA
Criado em 2023, o PERFORMA__Encontro de Performances é um projeto independente, que busca mapear, fortalecer e expandir a cena da performance contemporânea no Brasil, estabelecendo vínculos com artistas de outros países. O evento promove a troca entre artistas, estimulando a pesquisa e o diálogo entre corpo, arte e sociedade. A iniciativa atua como plataforma de visibilidade para artistas emergentes e consagrados, fomentando uma rede de criação e experimentação que conecta diferentes contextos culturais.

SERVIÇO
Evento: PERFORMA__Encontro de Performances CWB 2025
Provocação: Latinofuturismo: entre corpos e germinações
Data: 6 de dezembro de 2025 (sábado)
Horário: Das 9h às 21h30
Local: Casa Hoffmann (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58, São Francisco)
Lista de selecionados no @performa___
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: Livre até 18h | 18 anos após 18h
Informações: encontroperforma@gmail.com
Instagram: @performa___

FICHA TÉCNICA
Idealização e Curadoria: Paula Villa Nova e Clarice Rito | Direção geral: Paula Villa Nova | Direção de produção: Bia Reiner | Produção: Jonas Prates | Produção: artística Katia Drumond | Assistente de produção: Monica Margarido | Libras: Elaine Moreira e Jéssica Nascimento | Produção técnica: Filipe Castro | ID visual: villanovart_ | Mídia social: Sofia Costa Lehr | Assessoria de imprensa: Bruna Bazzo | Agradecimento: Vereador Angelo Vanhoni, Isidoro Diniz e Adriano Esturilho

Sobre Paula Villa Nova
Coordenadora geral do PERFORMA__, Paula Villa Nova é multiartista e atua há 27 anos nas artes visuais. Nas artes aplicadas atua como designer, diretora de arte, diretora de criação, ilustradora e capista, formada em publicidade e propaganda, expandiu sua prática para as belas artes atuando como cenógrafa e figurinista para teatro, cinema e carnaval, pintura, escultura, instalação e performance. Participou de residências e exposições em instituições como o Museu Oscar Niemeyer, o MAC-PR, Ateliê Sanitário, Despina e a Casa França-Brasil. Idealizadora do PERFORMA – Encontro de Artes Performáticas (RJ, 2023), junto com Clarice Rito, também assinou projetos no teatro, como Ópera Pop Afrofuturista (2023) e Muitas Águas (2018), no cinema com o curta “a ilha das crianças” (2016) de Zeca Ferreira, além de colaborações no carnaval com a Grande Rio e a Pimpolhos. Radicada entre Curitiba e Rio, segue expandindo suas investigações artísticas.

Sobre Clarice Rito
Clarice Rito é carioca e assina com Paula a idealização e curadoria do Performa. Multiartista, tem a performance e a prática de contato improvisação como laboratórios de exercícios relacionais, tomando a criação coletiva como cerne potencial de grande parte de seu trabalho. Atua também como produtora e agitadora cultural. Por 7 anos integrou a equipe de figurino do Theatro Municipal e, em paralelo, o coletivo de intervenções Urbitantes, performando em RJ, SP e MG. Participou de “Essas Associações”, de Tino Sehgal (2014), do espetáculo da cia Wunderbaum – da NL (no Tempofestival, 2016) e da performance “Mothership”, de Anna Kolfinna – da IS (MAR, 2017). Expôs na Crudo Gallery e performou na Plaza Armenia com Peras del Olmo (2018, AR); Em 2021 e 2022, com apoio do Consulado da Holanda, realizou um evento de criação poética online e um espetáculo de Teatro Lambe-lambe em MG. Com a companhiacompanhia apresentou “entravessamentos”, no Cacilda Becker, performou no MAC de Niterói e no Espaço Oasis – onde também criou ações com Bruno Pastore por 3 meses. Em 2023, co-produziu o “Banquete” – evento de 8h de duração com 25 artistas, e o “1º Performa – encontro em performance”, com 12h, mais de 60 artistas, no Ápis. Em 2024/25, teve vídeos expostos em Coimbra (PT), em mostras curadas por Sonia Salcedo e Neno del Castillo. Segue em atividade com a companhiacompanhia, que integrou a programação de audiovisual expandido do SESC Pulsar em setembro de 2025.

Assessoria de Imprensa: @bb_comunica

PROJETO CUCA INTENSIFICA AÇÕES EM NOVEMBRO E DEZEMBRO E LEVA LITERATURA, ARTE E IMAGINAÇÃO PARA CRIANÇAS EM CURITIBA

Bartira ganha vida com a artista Ciliane Vendruscolo ao lado do ator e músico Nando Porto na contação “Bartira, a Borboleta Distraída”, realizada pelo Projeto CUCA – Clube de Pequenos Leitores da Colorida.

Com programação gratuita, o Clube de Pequenos Leitores da Colorida promove encontros especiais, contação de histórias, entrega de kits educativos e atividades ao ar livre, ampliando o acesso das infâncias à leitura e à criação.

O Projeto CUCA – Clube de Pequenos Leitores da Colorida entra em sua fase mais vibrante com uma programação especial que ocupa diferentes espaços de Curitiba entre novembro e dezembro. A iniciativa, dedicada a crianças de 6 a 11 anos, promove uma jornada literária que une leitura, experiências artísticas, convivência e escuta sensível, com a democratização da cultura na infância. Os encontros reúnem duas turmas em atividades semanais mediadas por educadoras e artistas, sempre vinculadas ao universo da literatura infantil brasileira e à construção de repertório afetivo e imaginário.

No dia 29 de novembro, o CUCA chega ao Setor Infantil da Biblioteca Pública do Paraná com uma manhã aberta ao público, reunindo contação de histórias e entrega dos kits Pequenos Leitores da Cuca. O destaque do encontro é o espetáculo “Bartira, a Borboleta Distraída”, criação da artista Ciliane Vendruscolo e do músico Nando Porto, que mescla teatro e narração em uma aventura inspirada em Dalton Trevisan. Na história, Bartira se vê perdida no noturno, um universo de sombras e sussurros que contrasta com o ambiente ensolarado ao qual está acostumada. É ali que encontra um morcego, personagem inicialmente temido, mas que se transforma em guia e amigo em uma jornada que evidencia que a curiosidade pode ser mais forte do que o medo. A apresentação, de caráter interativo, convida o público a participar da narrativa e um olhar sensível sobre as diferenças.

O encerramento do projeto acontece no dia 6 de dezembro, no Parque Vista Alegre, com uma experiência criada pela Colorida em parceria com a Cia Tagarelices, grupo teatral curitibano. A proposta traz um caça tesouros encenado, onde as famílias são convidadas a se aventurar pela natureza e descobrir autenticidade e criatividade em uma jornada guiada pela personagem – Tempo, que incentiva os participantes a refletirem sobre pertencimento, imaginação e descoberta. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link na bio: @soucolorida

Idealizado por Flavia Milbratz, diretora da Colorida, o CUCA propõe um espaço de desaceleração e aprofundamento em um mundo repleto de estímulos. Para ela, a leitura oferece território fértil para que as crianças compreendam emoções, ampliem sua percepção do mundo e construam repertórios interiores capazes de acompanhá-las ao longo da vida. O projeto oferece kits literários com caderno de atividades, passaporte de leitura e propostas para realizar em família, e apresenta obras de autores brasileiros e produções do coletivo paranaense Era Uma Vez, com títulos das autoras Jô Bibas, Jaqueline Conte e Verônica Fukuda, aproximando o público das diferentes linguagens da literatura contemporânea.

Com atividades realizadas na sede da Colorida, no centro de Curitiba, e ações abertas em equipamentos culturais da cidade, o CUCA procura estimular o tempo, presença e encantamento entre crianças e livros. A iniciativa também prevê uma etapa digital com conteúdos gratuitos nas redes sociais da produtora, além de oficinas destinadas a educadores, ampliando o impacto do projeto para além dos encontros presenciais. A programação segue gratuita, com informações disponíveis pelo Instagram @soucolorida

SERVIÇO: EVENTOS ABERTOS AO PÚBLICO
Encontro especial na Biblioteca Pública do Paraná
Contação de histórias: “Bartira, a Borboleta Distraída” + entrega dos kits Pequenos Leitores da Cuca
Data: 29 de novembro (sábado)
Horário: 10h
Local: Setor Infantil da Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133)
*Entrada gratuita, por ordem de chegada. Indicado para todas as idades.

Serviço:
Encerramento: Caça ao tesouro para famílias no Parque Vista Alegre com a Cia Tagarelices
Data: 06 de dezembro (sábado)
Horário: Das 14h30 às 17h
Local: Parque Vista Alegre (Rua Cel. João Maria Sobrinho, 88)
Inscrições gratuitas: neste link

Ficha técnica:
Direção Geral e Artística: Flavia Milbratz | Direção de Produção: Iara Elliz | Coordenação de Programação: Tayná Platz | Mediadoras Culturais: Tayná Platz, Thais Wroblewski e Ju Feacher | Designer Gráfico: Amorim | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Assessoria de Comunicação: Priscila Schip | Ministrante da oficina para professores: Fernanda Oliveira

Sobre o Projeto CUCA:
O CUCA – Clube de Pequenos Leitores da Colorida é uma iniciativa gratuita dedicada a aproximar crianças de 6 a 11 anos da literatura infantil brasileira, estimulando práticas de leitura afetivas, criativas e participativas. Entre outubro e dezembro, o projeto promove encontros presenciais, leitura mediada, desafios para realizar em família, entrega de materiais literários exclusivos e experiências artísticas que fortalecem o vínculo entre crianças, livros e imaginação. A iniciativa também oferece oficinas para educadores e conteúdos digitais gratuitos para ampliar o acesso à literatura e ao diálogo sobre infância.

Sobre a Colorida
A Colorida é uma produtora cultural de Curitiba especializada em projetos voltados à infância. Com mais de dez anos de atuação, desenvolve experiências poéticas, afetivas e educativas que valorizam o olhar curioso das crianças. Seu portfólio reúne ações realizadas tanto no setor privado quanto por meio de editais e leis de incentivo, sempre promovendo espaços de criação, convivência e sensibilidade para o público infantil.

Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo [Comunica]

CURITIBA RECEBE UMA COMÉDIA IRREVERENTE E PROVOCADORA: ESTREIA O ESPETÁCULO “VALENTIN”

Na foto de Walter A. Jaworski, o elenco formado por Carla Rodrigues e Juscelino Zilio que dão vida aos personagens de Valentin, o espetáculo entra em cartaz a partir do dia 21 de novembro no Teatro Barracão EnCena.

Entre risos e críticas sociais, a montagem resgata o espírito dos cabarés alemães da década de 1920 com direção de Cleide Piasecki e estreia marcada para 21 de novembro, sexta-feira, no Teatro Barracão EnCena.

A cena cultural de Curitiba ganha um novo e vibrante destaque a partir do dia 21 de novembro com a estreia do espetáculo “Valentin”, nova produção da Barracão EnCena Produções Artísticas. Com uma abordagem cômica, crítica e visualmente instigante, a peça propõe uma viagem ao universo irreverente dos cabarés alemães da década de 1920, um espaço onde o riso e a reflexão caminham lado a lado. “É um privilégio poder realizar essa produção que traz a essência da obra de Karl Valentin: textos críticos, recheados de ironia e jogo de palavras, o que o torna um grande desafio aos atores que interpretam vários personagens, trazendo o riso para a plateia”, conta a diretora de produção, Mevelyn Gonçalves.

Inspirado na obra do renomado dramaturgo e comediante Karl Valentin, conhecido como o “Charles Chaplin dos dadaístas de Munique”, o espetáculo reúne esquetes cômicos e números teatrais que exploram com humor afiado e ironia temas como o cotidiano, a arte, a política e as relações humanas. A montagem se afasta do glamour dos tradicionais cabarés de can-can e se aproxima da estética do circo e do teatro físico, resgatando a essência crítica e popular da época.

Sob a premiada direção de Cleide Piasecki, que também assina a adaptação do texto e a sonoplastia, “Valentin” traz ao palco um espetáculo autoral, de linguagem acessível e estética potente. A diretora curitibana, com mais de três décadas de atuação nas artes cênicas, reforça em “Valentin” sua marca autoral, evidenciada em obras como o recente sucesso “Desmonte”. “Sem dúvida tem sido um ano surpreendente que começou com a grande honra de dirigir a Regina Vogue e encerra com a produção do Barracão Encena de um dos autores que eu mais admiro, Karl Valentin. Um gênio, um músico, um ator, um palhaço, um autor que com seu humor inteligente, singular e sensível influenciou grandes artistas como Brecht”, afirma Piasecki.

O elenco conta com as interpretações precisas de Carla Rodrigues e Juscelino Zilio, que dão vida aos personagens e situações com sensibilidade, humor e vigor físico. A produção executiva é de Mevelyn Gonçalves, com cenários, figurinos e adereços concebidos por Paulo Vinícius, em parceria com Belle Viana e Rod Benedykt, e iluminação de Clever d’Freitas, tudo cuidadosamente pensado para transportar o espectador ao clima efervescente do período entre guerras na Alemanha. “Valentin é mais que uma peça: é uma experiência cênica ousada, divertida e provocadora, que convida o público a rir, pensar e sentir. Uma homenagem à arte do riso como forma de resistência e reflexão”, resume Mevelyn.

Entre risos e críticas sociais, a montagem resgata o espírito dos cabarés alemães da década de 1920 com direção de Cleide Piasecki e estreia marcada para 17 de novembro no Teatro Barracão EnCena.

A cena cultural de Curitiba ganha um novo e vibrante destaque a partir do dia 21 de novembro com a estreia do espetáculo “Valentin”, nova produção da Barracão EnCena Produções Artísticas. Com uma abordagem cômica, crítica e visualmente instigante, a peça propõe uma viagem ao universo irreverente dos cabarés alemães da década de 1920, um espaço onde o riso e a reflexão caminham lado a lado. “É um privilégio poder realizar essa produção que traz a essência da obra de Karl Valentin: textos críticos, recheados de ironia e jogo de palavras, o que o torna um grande desafio aos atores que interpretam vários personagens, trazendo o riso para a plateia”, conta a diretora de produção, Mevelyn Gonçalves.

Inspirado na obra do renomado dramaturgo e comediante Karl Valentin, conhecido como o “Charles Chaplin dos dadaístas de Munique”, o espetáculo reúne esquetes cômicos e números teatrais que exploram com humor afiado e ironia temas como o cotidiano, a arte, a política e as relações humanas. A montagem se afasta do glamour dos tradicionais cabarés de can-can e se aproxima da estética do circo e do teatro físico, resgatando a essência crítica e popular da época.

Sob a premiada direção de Cleide Piasecki, que também assina a adaptação do texto e a sonoplastia, “Valentin” traz ao palco um espetáculo autoral, de linguagem acessível e estética potente. A diretora curitibana, com mais de três décadas de atuação nas artes cênicas, reforça em “Valentin” sua marca autoral, evidenciada em obras como o recente sucesso “Desmonte”. “Sem dúvida tem sido um ano surpreendente que começou com a grande honra de dirigir a Regina Vogue e encerra com a produção do Barracão Encena de um dos autores que eu mais admiro, Karl Valentin. Um gênio, um músico, um ator, um palhaço, um autor que com seu humor inteligente, singular e sensível influenciou grandes artistas como Brecht”, afirma Piasecki.

O elenco conta com as interpretações precisas de Carla Rodrigues e Juscelino Zilio, que dão vida aos personagens e situações com sensibilidade, humor e vigor físico. A produção executiva é de Mevelyn Gonçalves, com cenários, figurinos e adereços concebidos por Paulo Vinícius, em parceria com Belle Viana e Rod Benedykt, e iluminação de Clever d’Freitas, tudo cuidadosamente pensado para transportar o espectador ao clima efervescente do período entre guerras na Alemanha. “Valentin é mais que uma peça: é uma experiência cênica ousada, divertida e provocadora, que convida o público a rir, pensar e sentir. Uma homenagem à arte do riso como forma de resistência e reflexão”, resume Mevelyn.

Sinopse
O espetáculo “Valentin” retrata o ambiente de um cabaré na Alemanha dos anos 1920, período turbulento entre guerras, e utiliza o humor como ferramenta para discutir questões sociais e humanas. A partir de textos originais de Karl Valentin, a montagem se desenrola por meio de esquetes e números cômicos que misturam elementos circenses, crítica social e poesia visual.

Ficha Técnica
Produção: Barracão EnCena Produções Artísticas | Adaptação de texto, Direção e Sonoplastia: Cleide Piasecki | Elenco: Carla Rodrigues e Juscelino Zilio | Direção de Produção: Mevelyn Gonçalves | Cenário, Figurinos e Adereços: Paulo Vinícius | Confecção de Figurinos e Adereços: Paulo Vinícius, Belle Viana e Rod Benedykt | Iluminação: Clever d’Freitas | Operação de Sonoplastia: Jessyca Arbaiter | Camareiros: Belle Viana e Rod Benedykt | Marketing: Ana Paiva | Produção Audiovisual e Mídias: João Quintino | Cartaz e fotos de divulgação: Walter Jaworski

SERVIÇO:
Espetáculo “Valentin”
Temporada dias: 21, 22, 23, 28, 29 e 30 de novembro, sempre às 20H.
Ingressos: disponíveis para compra antecipada na secretaria do Teatro e Sympla. ( R$60,00 – inteira | R$30,00 – meia | R$25,00 – alunos)
Classificação: 12 anos
Link: https://www.sympla.com.br/evento/valentin/3081622

Sobre o Teatro Barracão EnCena
Com 18 anos de história, o Teatro Barracão EnCena é um dos espaços culturais mais respeitados de Curitiba. Com capacidade para 180 pessoas, o local conta com estrutura completa para espetáculos, estúdios de cursos livres, galeria para exposições, café e localização privilegiada no centro da cidade, a apenas cem metros do Teatro Guaíra.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

RUA RIACHUELO É PALCO DE ESPETÁCULO ITINERANTE SOBRE O TEMPO, A CIDADE E O DIREITO DE SONHAR

Inspirado em histórias reais e na memória urbana, o grupo Olho Rasteiro convida o público a percorrer a cidade em uma experiência teatral gratuita que mistura realidade e ficção.

O grupo Olho Rasteiro apresenta ao público o espetáculo “Como nasce uma rua ou Cartografia de um tempo”, uma experiência teatral itinerante que convida a repensar a cidade, suas memórias e futuros possíveis. As apresentações acontecem nos dias 17, 18 e 19 de novembro, às 11h e 16h, pela Rua Riachuelo, no centro de Curitiba. A participação é gratuita.

O percurso cênico tem início na Praça 19 de Dezembro e se encerra na esquina da Rua São Francisco, misturando o real e o ficcional em uma dramaturgia inspirada em histórias de pessoas que vivem e trabalham em uma das ruas mais antigas da cidade. Segundo Rana Moscheta, cofundadora do grupo, a proposta é construir um diálogo vivo entre arte e cidade: “Estar na cidade significa estar poroso ao ambiente, sem uma relação unilateral. É construir ativamente o acontecimento teatral. A função da pessoa artista na cidade vai além de uma atuação individual, ela se dá na intensificação da teatralidade urbana e na extrapolação do próprio espetáculo”.

Resultado de um processo de criação coletiva, o trabalho nasceu a partir de um levantamento histórico, entrevistas e improvisações realizadas com moradores, comerciantes e transeuntes da região. Em cena, três personagens tentam seguir suas vidas em pleno 2025, em meio a uma rua completamente urbanizada. Conduzidos por uma misteriosa figura, são instigados a sonhar novos futuros e a refletir sobre as transformações do espaço urbano. A ideia, de acordo com Paulo Chierentini, cofundador, é que o espetáculo desperte novos olhares sobre o cotidiano. “Nosso desejo é olhar para além do concreto, para além do nível horizontal da altura dos nossos olhos. Convidamos o espectador a enxergar poesia onde normalmente não se vê, a criar afetos por meio de situações ficcionais dentro de uma cidade sempre viva e real.”

A encenação valoriza a relação com o território e seus habitantes. O grupo contou com o apoio de comerciantes locais, como o Ateliê Sina, que cedeu o espaço de sua varanda para a realização de uma das cenas. Figurinos e elementos cênicos também foram adquiridos em estabelecimentos da própria rua, fortalecendo o vínculo entre arte e comunidade.

O projeto foi contemplado pelo EDITAL Nº 032/2024 – Fomento Aldir Blanc Curitiba 2024, da Fundação Cultural de Curitiba.

Serviço:
Espetáculo: Como nasce uma rua ou Cartografia de um tempo
Datas: 17, 18 e 19 de novembro de 2025
Horários: 11h e 16h
Local: Rua Riachuelo (início na Praça 19 de Dezembro e término na esquina com Rua São Francisco), Curitiba
Ingresso: Gratuito

Ficha técnica:
Direção e dramaturgia: Grupo Olho Rasteiro | Elenco: Alucas Santos, Paulo Chierentini, Rana Moscheta e Rosane Freire | Consultoria de Visualidades (cenografia, figurino, maquiagem e adereços): Patricia Cipriano | Designer gráfico: Nicolas Dorvalino | Costureira: Adelaide dos Santos Silva | Contra-regra: Amanda Curedes | Assessoria de imprensa: Bruna Bazzo | Agradecimento: Ateliê Sina

Sobre o Grupo Olho Rasteiro
Formado em 2014, o Grupo Olho Rasteiro tem como eixo de criação o trabalho coletivo, integrando atuação, dramaturgia, música e performance. A pesquisa do grupo parte da relação entre corpo, cidade e teatralidade, sempre buscando construir experiências que ultrapassem os limites tradicionais da cena.

Com seis trabalhos em seu repertório: Lugar de ser Inútil (2014), Os Cegos (2016), O Terreno Baldio (2016), O Auto Segundo Gabriel (2017) e Hi, Breasil! (2019), o grupo já realizou mais de 200 apresentações em estados como Paraná, São Paulo e Ceará.

Instagram: @grupoolhorasteiro

Facebook: Grupo Olho Rasteiro

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

RAÇUDAS: PEÇA ESTREIA EM CURITIBA E REFLETE SOBRE RAÇA, GÊNERO E PERTENCIMENTO NO BRASIL DE AGORA

A atriz Saravy faz investigação autobiográfica para estreia do espetáculo RAÇUDAS, de 13 a 23 de novembro na Alfaiataria com entrada gratuita. Foto: Isa LaNave.

A estreia nacional do solo da atriz Saravy acontece de 13 a 23 de novembro na Alfaiataria com entrada gratuita.

A atriz e artista sul-mato-grossense radicada em Curitiba, Saravy, apresenta RAÇUDAS, seu novo trabalho cênico em parceria com a diretora Sueli Araújo e a Pomeiro Gestão Cultural. O projeto nasce de uma investigação autobiográfica sobre o lugar da mulher negra indígena na sociedade brasileira contemporânea, explorando suas complexidades históricas e afetivas dentro de um país ainda marcado pelas contradições da colonização e da miscigenação. “Sou nascida e criada no MS, vim buscar uma formação aqui no sul do país (PR), morei na Costa Verde Fluminense, lá me aproximo dos quilombolas e dos caiçaras, fui reconhecendo minha racialização nos territórios brasileiros que morei, sigo construindo e identificando os diálogos raciais em nosso país”, conta a atriz.

Artista na encruza da racialidade brasileira, indígenafrodescendente, mestiça fronteiriça, cabocla, sertaneja, Saravy transforma a própria trajetória em matéria poética e política, fazendo de seu corpo um território de memória, escuta e resistência. RAÇUDAS é um solo com características de teatro-palestra, em que o documental e o autoficcional se misturam para criar uma cena em que arte e vida se confundem, abrindo espaço para reflexões sobre raça, gênero, território e pertencimento. “O espetáculo coloca em jogo vivências pessoais e coletivas sobre pertencimento racial no Brasil atual e estabelece um  espaço de diálogo direto com o público através de temas que cruzam ciência e sabedorias ancestrais”, explica a diretora.

A montagem marca também o reencontro artístico entre Saravy e Sueli Araújo, quinze anos após a última colaboração entre as duas criadoras. A direção potencializa a força da intérprete, construindo uma encenação que parte da escuta e do rigor, atravessada pela delicadeza e pela urgência do tema, uma ação artístico-política.

O espetáculo, RAÇUDAS é um processo expandido que articula formação, criação e difusão. O projeto é composto por oficinas e vivências sobre identidade racial conduzidas por Saravy com grupos de mulheres privadas de liberdade no Centro de Integração Social na região metropolitana de Curitiba, encontros gratuitos que atuaram como impulsos para as discussões de pertencimento racial. De acordo com Saravy, foram dessas trocas que o texto, o corpo e o gesto se nutriram para dar forma ao solo. “Adentrar o sistema prisional e construir diálogo sobre identidade de nação com as mulheres privadas de liberdade nos traz material e movimenta vontades para que o caminho deste trabalho teatral seja uma oficina/assembleia, uma troca sobre Brasil com o público”, revela Saravy.

A estreia nacional acontece em Curitiba, na Alfaiataria Espaço de Artes, entre 13 e 23 de novembro de 2025, com doze apresentações gratuitas, incluindo sessões com tradução em Libras e audiodescrição. Outro fator de destaque é a equipe criativa, que reúne profissionais do audiovisual e artes visuais como Laís Melo, Lidia Ueta, Isa LaNave e Uóshi; artistas das artes cênicas como Stéfani Belo, Nathan Gabriel e Jo Mistinguett.

O percurso de RAÇUDAS também ganhará registro em uma websérie homônima, com direção audiovisual de Lidia Ueta e edição de Ricardo Kenji, composta por oito episódios curtos a serem publicados gratuitamente no YouTube. A série acompanha os bastidores do processo de criação e revela os modos de fazer teatro em Curitiba, destacando o papel das mulheres na cena contemporânea e os caminhos de uma arte construída na partilha.

Mais que uma obra sobre identidade, RAÇUDAS é uma ação que reflete sobre pertencimento. O projeto ecoa o debate sobre raça e gênero no Brasil, onde, a presença de pessoas negras e indígena na cena, amplia  ações contracolonial e decolonial do país. Saravy propõe um gesto de coragem e sensibilidade: olhar para si como modo de compreender o coletivo.

Com produção da Pomeiro Gestão Cultural, referência na execução, administração e produção de projetos que provocam debates sociais e coletivos, RAÇUDAS é, ao mesmo tempo, espelho e travessia,  um solo que nasce do corpo e da memória para existir no encontro com o outro. O projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo da Bosch.

Serviço:
Espetáculo RAÇUDAS
Datas: 13 a 23 de novembro (Quinta a domingo, às 19h30 | Sábados e domingos também com sessões às 16h)
Sessões com Libras aos sábados às 16h.
Sessões com audiodescrição no sábado (22) às 16h.
Local: Alfaiataria Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 274, centro de Curitiba)
Ingressos: Gratuitos (Retirar uma hora antes na bilheteria)

Ficha Técnica:
Idealização, Dramaturgia e Atuação: Saravy
Direção e Dramaturgia: Sueli Araujo
Cenografia: Laís Melo
Figurino e Visagismo: Stéfani Belo e Matheus & Matheyas
Iluminação: Nathan Gabriel
Trilha Original: Jo Mistinguett
Criação Audiovisual: Lidia Ueta
Cenotécnica: Fabiano Hoffmann
Direção de Produção: Igor Augustho | Pomeiro
Produção Executiva: Rebeca Forbeck | Pomeiro
Assistentes de Produção: Hanon Arthur e Pedro Oliveira | Pomeiro
Financeiro: Ivanes Mattos | Pomeiro
Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo
Assessoria em Redes Sociais: Gabriela Berbert
Design Gráfico: Uoshi
Fotografias e Colagens: Isa LaNave
Tradução para Libras: TAÉ – Libras e Cultura
Audiodescrição: ELAS A.D (Helena de Jorge Portela e Joselba Fonseca)
Realização: Ópera de Pequi Produções
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Informações adicionais:

Sobre Saravy:
Nascida em Campo Grande (MS) e radicada em Curitiba (PR), Saravy é atriz, roteirista, diretora e arte-educadora popular. Com atuação destacada no teatro e no audiovisual, desenvolve projetos artísticos e formativos integrando arte, educação e direitos humanos. Em 2025, estreia seu primeiro solo, Raçudas, em parceria com a Pomeiro Gestão Cultural. No cinema, protagoniza filmes como Nó (Grafo Audiovisual) que em 2025 recebeu  três kikitos do Festival de Gramado e prêmio de melhor filme no Festival Bravo em Los Angeles, A Felicidade das Coisas (Filmes de Plástico), A Caverna e Sereia (ambos da Beija-Flor Filmes), entre outras produções de longas metragens, curtas, séries, e, televisão com exibições no Brasil e pelo mundo. Reconhecida por sua força interpretativa e engajamento artístico em narrativas de sensibilidade e potência social, Saravy recebeu diversos prêmios em festivais nacionais, entre eles, Brasília, Guarnicê, Curta Taquary e Aruanda.

Sobre Sueli Araújo: é encenadora, dramaturga e roteirista e uma das fundadoras da CiaSenhas de Teatro de Curitiba. Suas produções artísticas procuram estabelecer diálogo crítico e amoroso com demandas sociais, históricas e memórias envolvendo a sociedade brasileira. A trajetória inclui publicações, curadorias e mentorias de processos criativos de grupos e artistas da cena.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

SOLO DE PAGU LEAL TRAZ COM HUMOR UMA REFLEXÃO SOBRE A IMPOSIÇÃO DE PADRÕES DE BELEZA

Na foto de Monica Lachman, Pagu Leal dá vida a personagem do solo “Do Dia que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”, com mini temporada no Mini Guaíra.

Espetáculo “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei” retorna em nova temporada no miniauditório do Teatro Guaíra, em novembro

Em tempos em que os padrões de beleza são amplamente debatidos, mas ainda tão presentes e opressivos, a atriz e autora Pagu Leal convida o público para uma reflexão sensível e bem-humorada sobre o tema em “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”. A peça retorna ao palco para nova temporada de 7 a 9 de novembro, no Miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba.

A montagem mistura stand-up comedy, relato pessoal e filosofia, costurando com leveza e contundência as diversas formas de violência simbólica e estética vividas, sobretudo, por mulheres. Ao longo da apresentação, Pagu compartilha suas próprias experiências com o corpo e a imagem, criando uma atmosfera de diálogo íntimo com o público. “O padrão ignora o envelhecimento natural das mulheres e objetifica corpos de jovens e adolescentes”, afirma a artista. “Além disso, não considera cores, biotipos, contextos sociais, cultura, religião e tantas outras diversidades”, completa.

Mais do que uma crítica, o espetáculo propõe um caminho de autoconhecimento, aceitação e amor-próprio. Com uma linguagem direta e cativante, Pagu provoca o riso e a identificação, abrindo espaço para que cada espectador se enxergue no espelho com um olhar mais generoso.
A direção artística é assinada por Giorgia Conceição, artista burlesca e terapeuta corporal, que mergulhou no universo do texto, originalmente construído a partir de crônicas e anotações de aula, para criar uma encenação ágil, emotiva e divertida. Com sensibilidade e ritmo, Giorgia imprimiu teatralidade ao material e acentuou o caráter cômico das situações envolvendo a busca da beleza.

O espetáculo conta ainda com uma equipe criativa inteiramente feminina, refletindo a pluralidade e a sensibilidade sobre o corpo e a cena. Os ingressos para a mini temporada estão disponíveis no disk ingresso, no valor de R$ 50 (cinquenta reais), 50% de desconto para lista amiga mediante apresentação de cupom digital (para a compra de 01 um ingresso por cupom) e R$ 25 (vinte cinco reais), meia entrada.

Sobre a autora e atriz
Há mais de 30 anos em Curitiba a artista das Artes Cênicas, Pagu Leal já atuou em mais de 40 espetáculos profissionais como atriz. Ao longo de sua carreira, foi transformando a sua voz de atriz em uma voz autoral na dramaturgia e também como diretora artística. Em 2020 foi contemplada com o Prêmio Reconhecimento da Trajetória através da Lei Aldir Blanc.

Como dramaturga já teve diversos textos encenados, destaques para: 2021 “Do dia que Olhei no Espelho e Não me Encontrei”, 2011 “A Vênus das Peles” contemplado com o prêmio Myriam Muniz pela Funarte. “Difícil Amor”, contemplado pelo Troféu Poty Lazzarotto de Melhor Texto Teatral em 2004 e, “Que Absurdo!” texto selecionado no projeto: Dramaturgias Contemporâneas Brasileiras da Fundação Cultural de Curitiba. Teve seu próprio programa de humor na TV em 2011, “Coisas de Casal” na RPC TV, Globo Paraná, onde atuava e escrevia. Dentro das pesquisas em Filosofia tem se dedicado à Filosofia da Linguagem, com especial atenção aos estudos sobre Filosofia Analítica da Linguagem e Ética.

Arte de Lu Stocco para o solo de Pagu Leal.

SERVIÇO:
Espetáculo: Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei
Data: 07, 08 de novembro, às 20h | 09 de novembro (domingo), às 19h
Local: Miniauditório do Teatro Guaíra (Rua Amintas de Barros, s/nº)
Ingressos: à venda neste link
Classificação indicativa: 16 anos

Duração: Aproximadamente 60 minutos

FICHA TÉCNICA
Texto e atuação: Pagu Leal | Direção artística e figurino: Giorgia Conceição | Iluminação: Izabelle Marques | Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo | Arte gráfica: Luciane Stocco | Fotos da peça e backstage: Monica Lachman | Foto do cartaz: Cleverson Oliveira | Produção: Sociedade Poética

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

JO MISTINGUETT APRESENTA “TECHNO MUNDO – SESSÕES AO VIVO” EM CURITIBA

Na foto de Cibelle Gaidus, Jo Mistinguett e Strangepeo, a dupla se prepara para a experiência musical de Techno Mundo – sessões ao vivo que acontece de 2 a 11 de outubro na Casa Quatro Ventos.

Seis apresentações gratuitas unem música eletrônica brasileira, arte visual em 3D e inteligência artificial na Casa Quatro Ventos.

A casa Quatro Ventos em Curitiba recebe, entre os dias 2 e 11 de outubro, uma experiência sonora e visual inédita com a multiartista Jo Mistinguett. Após o lançamento digital do álbum TECHNO MUNDO, a artista traz agora ao palco o projeto “TECHNO MUNDO – sessões ao vivo”, com seis apresentações gratuitas. Durante as performances o público vai mergulhar na Música Eletrônica Brasileira (MEB) com uma abordagem tecnológica e sensorial.

A proposta é transformar o álbum lançado em maio de 2024, em uma imersão multimídia que une MEB, visualizações em 3D e Inteligência Artificial. Em cada sessão, o público vai vivenciar performances únicas que misturam som, imagem e tecnologia ao vivo. Durante as apresentações, Jo Mistinguett vai remixar ao vivo as faixas do EP TECHNO MUNDO, cortando, editando, cantando e aplicando efeitos em tempo real. Ao seu lado, Strangepeo, artista visual que vai comandar a criação de imagens 3D e projeções operadas ao vivo, integrando arte digital à performance musical.

Mais do que um espetáculo, “TECHNO MUNDO – sessões ao vivo” é uma celebração da diversidade, da arte brasileira e da potência tecnológica na criação artística. Para Jo Mistinguett, é através do olhar contemporâneo que o projeto reforça o protagonismo de artistas lgbtqiapn+ e propõe novas formas de expressão e ocupação cultural. “TECHNO MUNDO é a indústria tecnológica, é o ritmar das máquinas no calor tropical. O mundo Brasil, onde a dança vem aos prantos em meio ao eterno ressurgir da fênix”, enfatiza. 

Uma das apresentações será gravada e disponibilizada com legendas no canal do YouTube da artista, garantindo acesso gratuito e inclusivo ao conteúdo.

Como parte da iniciativa, o projeto inclui a oficina gratuita “Escaneando o Mundo – Curso de Introdução ao Escaneamento 3D”. Ministrada por Strangepeo, com duração de 4 horas e acesso gratuito, a oficina vai ser realizada no Estúdio Riachuelo, para 30 pessoas, com tradução em Libras, além da concessão de cinco bolsas-auxílio para transporte e alimentação, priorizando mulheres e pessoas lgbtqiapn+.

Sobre TECHNO MUNDO, um EP de MEB (Música Eletrônica Brasileira) com 3 faixas sonoras da multiartista Jo Mistinguett lançado em Maio de 2024 nas plataformas de streaming. Estilos musicais se misturam, renovam e desafiam fronteiras extrapolando limites estéticos-sonoros.

Sobre artistas

Jo Mistinguett é sonoplasta, produtora musical, trilheira, performer, DJ, pesquisadora de novas tecnologias, percepções e experimentações sonoras e artista visual. Colaborou, produziu e participou de diversos projetos artísticos e musicais. Lançou 1 álbum, 7 EPs, 3 singles e 5 remixes, assim como o disco de vinil “Apokalipse Now”. Ganhadora do Prêmio London Burning em 2007,   do Prêmio Aldir Blanc – Reconhecimento de Trajetória LGBTQIA+ Paraná em 2020 e da Quadrienal de Praga 2023 com o Prêmio “Melhor Trabalho em Equipe”.

Sobre Strangepeo é produtore audiovisual e artista. Começou a trabalhar com fotografia em 2013, e transitou nas áreas de produção de vídeo, música e VJ. Uma persona que nasceu em meio às raves e o estranhamento. Seu projeto consiste em mixar diferentes áreas do audiovisual para criar um mundo fantástico focado em 3D, música e moda, inspirados pela exploração de expressão à partir da perspectiva da cultura Queer e que podem ser colecionados como NFT.

Serviço:
TECHNO MUNDO – sessões ao vivo
Dias: 2, 3, 4, 9, 10 e 11 de outubro de 2025
Horário: 20h
Local: Casa Quatro Ventos (Rua da Paz, 51,  Centro, Curitiba – PR)
Ingresso: Gratuito (lugares limitados)

Escaneando o Mundo – Curso de Introdução ao Escaneamento 3D
Data: 08/11/2025
Horário: 14h às 18h
Local: Estúdio Riachuelo (Rua Riachuelo, 407)
Inscrições gratuitas: @jomistinguett 

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]