Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
As inscrições podem ser feitas pelo formulário encontrado no Instagram da produtora @pocoependulo ou @escolawolfmaya
Atores e atrizes selecionados em Curitiba terão a oportunidade de aprimorar técnicas e gravar cenas dirigidas pelo renomado diretor, com material de portfólio profissional no segundo semestre de 2025
O consagrado diretor e ator Wolf Maya, um dos nomes mais relevantes das artes cênicas brasileiras, desembarca no Sul do Brasil em julho para ministrar um exclusivo Workshop Intensivo de Atuação para TV e Cinema. A iniciativa oferece uma oportunidade ímpar para atores iniciantes e profissionais aprimorarem suas habilidades diretamente com um mestre da televisão e do cinema nacional. Serão duas turmas com 24 vagas, totalizando 48 inscritos, em Curitiba, de 15 a 17 de agosto.
Durante três dias intensos, os participantes serão imersos em técnicas profissionais de atuação para câmeras, simulando o ambiente de uma produção televisiva. O workshop inclui leituras dramáticas, dinâmicas de escalação de elenco e, o grande diferencial, a gravação e edição de cenas que serão dirigidas pelo próprio Wolf Maya. Cada aluno receberá sua cena finalizada, um material de alto valor para portfólio profissional. De acordo com Wolf Maya, a proposta do workshop é aprofundar o chamado hipernaturalismo realista, com foco na individualidade de cada ator: “Trabalhamos a origem, o sentimento e a construção do personagem de dentro para fora, considerando aspectos sutis e naturais como etnia, idade e sotaque,” afirma o diretor.
Com mais de 40 anos de carreira, Wolf Maya dirigiu mais de 30 produções na TV Globo, incluindo novelas icônicas como Mulheres de Areia, A Viagem, Senhora do Destino, Hilda Furacão e Amor à Vida. Fundador da renomada Escola de Atores Wolf Maya, ele é também um profissional multipremiado, com reconhecimentos como o Molière, Bibi Ferreira, Prêmio Cesgranrio, Melhores do Ano, além de um Emmy Internacional.
O curso é direcionado a atores a partir dos 15 anos. As aulas ocorrerão em dois turnos: tarde (13h às 17h) e noite (18h às 22h). As vagas são limitadas e a participação está condicionada a uma seleção prévia, realizada por meio de envio de vídeo. O pagamento da inscrição será solicitado somente após a aprovação do candidato. Todos os participantes vão receber certificado de conclusão e um brinde exclusivo do Workshop.
SERVIÇO: Workshop Intensivo de Atuação para TV e Cinema com Wolf Maya Local: A definir Datas: 15, 16 e 17 de agosto Horários: * Turma Tarde: 13h às 17h * Turma Noite: 18h às 22h Link inscrição: Inscreva-se aqui
Investimento: * À vista: R$2.583,00 (10% de desconto) * Parcelado: 4x de R$717,50 (no cartão ou PIX) * Pagamento somente após aprovação do candidato.
Na arte de Fabrício de Moraes, Curitiba recebe o inédito Festival Novos Olhares: palco para a diversidade e novos talentos do Teatro Paranaense.
Primeira edição do festival paranaense Novos Olhares, vai selecionar 20 artistas para apresentação de “cena breve” no Teatro José Maria Santos, no mês de outubro, em Curitiba. O formulário de inscrição está disponível no link da Bio do @apdatreze até o dia 29 de junho de 2025.
A cena cultural de Curitiba se prepara para um marco em 2025. O AP da 13 – Espaço de Criação, um dos principais espaços independentes da cidade, anuncia a primeira edição do Festival Novos Olhares, uma iniciativa dedicada a impulsionar a carreira de artistas emergentes do teatro paranaense. O processo vai selecionar 20 monólogos com o requisito de “cena breve”, com duração entre 15 e 25 minutos, sejam eles trabalhos inéditos ou já existentes. A curadoria ficará a cargo de três renomados artistas paranaenses: Mayra Fernandes, atuante e produtora cultural; Eduardo Ramos, diretor artístico do AP da 13; e, o ilustre ator Luis Melo.
Comprometido com a pluralidade e a diversidade, o Festival Novos Olhares vai priorizar a seguinte distribuição das 20 vagas, sendo 5 para artistas negros/negras; 5 para artistas LGBTQIAPN+; 5 para artistas domiciliados nas periferias de Curitiba; e 5 vagas para inscritos de outras cidades do Paraná. “O Festival tem como caráter principal, selecionar artistas ou coletivos emergentes, a fim de gerar oportunidade para que estes tenham destaque por suas pesquisas e trabalhos, ganhando protagonismo que muitas vezes é desafiador no início da carreira artística”, conta Eduardo Ramos.
Além da origem e identidade dos artistas, a curadoria também valoriza o tempo de carreira, com foco em atrizes e atores que ainda não possuem grande reconhecimento. “A ideia do Festival é dar holofote a artistas que são profissionais, com cenas potentes, mas que ainda não encontraram uma oportunidade de destaque na cena teatral paranaense”, enfatiza Ramos.
Cada selecionado de Curitiba, receberá 3 mil reais para apresentar sua cena, e artistas e coletivos de outras cidades do Paraná, receberão 4 mil reais. “O valor é um grande estímulo para que os selecionados se sintam valorizados, já que normalmente no início da carreira, os artistas produzem muito de forma independente, para construir portfólio”, destaca Eduardo, diretor do AP da 13.
O Festival Novos Olhares acontecerá em outubro deste ano no Teatro José Maria Santos. A programação, de seis dias, será totalmente gratuita e, além das apresentações dos monólogos selecionados, terá oficinas, rodas de conversa e leituras encenadas. Para garantir a acessibilidade, todas as apresentações terão intérpretes de libras e dois dias contarão com audiodescrição.
As inscrições estão abertas para artistas de todo o Paraná, de 26 de maio a 29 de junho de 2025. O link para inscrição e todas as informações da convocatória estão disponíveis no Instagram do Espaço Cultural: @apedatreze
O projeto é realizado pela Sopro Produções, AP da 13 e Cardume Cultural, com apoio do Centro Cultural Teatro Guaira, e foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura – Governo Federal.
Sobre o AP da 13 O AP da 13 é uma referência de espaço cultural independente em Curitiba. E movimenta o cenário artístico curitibano há 9 anos, com uma programação multicultural: realização de oficinas de interpretação, residências artísticas, mostras de teatro e dança, festivais e exposições, recebendo neste período mais de 7 mil pessoas entre artistas e público de todo o Brasil. Neste período, o AP colaborou como pioneiro na cidade, na abertura de novos espaços culturais independentes, sendo referência para a classe artística, pelos desenvolvimentos de projetos que fomenta, desde a formação e capacitação de jovens artistas a pesquisas e investigação em novas formas de dramaturgia.
O espaço também sedia a Setra Companhia, fundada pelo diretor e dramaturgo Eduardo Ramos, coletivo que a cada trabalho, convida artistas de distintas linguagens para a feitura dos seus processos, friccionando suas obras entre o teatro, a dança e performance. Destacam-se as obras MOMMY (2016), com a atriz Rosana Stavis, CONTOS DE NANOOK, espetáculo que recebeu 2 prêmios e nove indicações no Troféu Gralha Azul.
Em 2019, a Cia estreou o espetáculo FEDRA com codireção de Michelle Moura e Maikon K. no elenco, na Mostra Oficial do Festival de Curitiba. Os últimos trabalhos são: Aqui é Minha Casa, monólogo com a atriz Ciliane Vendruscolo, e o espetáculo de dança teatro intitulado Família Original 3.0.
SERVIÇO: FESTIVAL NOVOS OLHARES Inscrições: Link na Bio @apedatreze Período de inscrições: 26 de maio a 29 de junho 2025 Divulgação selecionados: 31 de julho Informações: festnovosolhares@gmail.com
O projeto “Tango: a arte de não estar só” faz duas apresentações interativas e gratuitas durante a Mostra Solar, na Casa Hoffmann, em Curitiba, nos dias 22 e 31 de maio, com a participação do dançarino curitibano, Julian Cazuni.
A expressiva arte do tango ganha destaque na Mostra Solar, na Casa Hoffmann, com o projeto inovador “Tango: a arte de não estar só”, idealizado pela produtora cultural, dançarina e educadora curitibana Samara Sfair. O público terá a oportunidade de vivenciar duas apresentações interativas e gratuitas nos dias 22 e 31 de maio, sempre às 19h30, com a participação especial do renomado dançarino curitibano Julian Cazuni. As performances prometem envolver a plateia em uma experiência única, apresentando uma coreografia original que narra a história de um casal ao longo de cinco músicas.
A singularidade do projeto reside na participação ativa do público, que será responsável por decidir o desfecho do relacionamento dos dançarinos através da escolha de cartões coloridos. Essa interação, aliada ao jogo de luzes, tornará cada apresentação imprevisível e memorável. “A dança é uma interação entre dois corpos, uma conversa na qual um propõe e o outro escuta e através da dança criar uma sinergia fina para execução dos movimentos com perfeito equilíbrio”, explica Samara Sfair, que tem sido uma figura chave na revitalização e popularização do tango em Curitiba, cidade considerada a terceira capital brasileira mais representativa da cultura tangueira.
Além das apresentações, o projeto “Tango: a arte de não estar só”, produzido pela Poço e Pêndulo Produtora Cultural, oferecerá bate-papos pós-espetáculo para promover o intercâmbio de conhecimentos entre artistas e produtores. Demonstrando um forte compromisso com a inclusão, as sessões contarão com intérprete de Libras durante o bate-papo pós espetáculo e, no dia 31 de maio, com audiodescrição da performance.
O projeto busca democratizar o acesso ao tango, rompendo com a histórica associação elitista e convidando novas gerações a se encantarem com essa rica expressão artística, declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade. “Tango: a arte de não estar só” é um Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.
SERVIÇO: Apresentações “Tango: a arte de não estar só” Datas: 22/05 – 19h30 | Público geral + roda de conversa com Intérprete de Libras 31/05 – 19h30 | Sessão com audiodescrição, voltada a pessoas com deficiência visual. Local: Casa Hoffmann (Rua Dr. Cláudio dos Santos, 58 – São Francisco) Entrada Franca: Retirada de ingressos a partir de 1 hora antes no local. Sujeito à lotação. Parte dos ingressos (10%), serão destinados a pessoas idosas, gestantes, deficientes ou obesas. Classificação: Livre I Duração: 40 minutos
Ficha Técnica: Direção: Samara Sfair | Coreografia: Rafael Bittencourt e Samara Sfair | Dançarinos: Samara Sfair e Julian Cazuni | Iluminação: Ike Rocha | Sonoplastia: Julian Cazuni | Operador de Som: Beatriz Marçal | Cenografia: Caio Frankiu | Coordenação: Poço e Pêndulo Produtora Cultural | Produção: Beatriz Marçal e Maria Sousa
Samara Sfair É bailarina, coreógrafa, professora e tangoterapeuta, com atuação no Brasil e na Argentina. É também Professora Adjunta da Faculdade de Tango Del Angel, na Argentina. Pós graduada em Dançaterapia, possui formação em tango pelo Método Dinzel e especialização em dança-terapia. Como produtora da Copa Tango Curitiba, difunde a cultura tangueira e suas múltiplas expressões. Além de atuar como DJ de tango e organizadora de milongas, desenvolve pesquisas sobre a reabilitação através da dança, aplicando suas técnicas em casos de Parkinson e depressão. Seu trabalho valoriza a improvisação e o estilo pessoal dos alunos, promovendo um ensino acessível e envolvente.
Julian Cazuni Bacharel e licenciado em Dança pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), o profissional se destaca como artista e docente com foco nas Danças de Salão. Idealizador do evento “É Tipo Zouk” em Curitiba/PR, promove processos artístico-educacionais e bailes para a formação de comunidades e a expressão cultural. Iniciou sua carreira como professor em 2015 na escola Danza Mais, retomando em 2024 o ensino do Tango. Com sólida experiência como bailarino, integrou companhias renomadas como “Identidade Cênica” de Renato Zóia, “Turma da Gafieira” de Jall Martins e “Mi Nombre es Tango” de Manuel Ortiz. Atualmente, em parceria com Nina Rodrigues, desenvolve estudos de Tango Escenario e Tango Pista, participando de congressos e maratonas coreográficas, além de apresentações com a Orquestra Paranaense de Tango (OPRT) desde de 2023.
Poço e Pêndulo Produtora Cultural A Poço e Pêndulo é uma produtora cultural que trabalha com artistas independentes, empresas e demais fazedores de arte. Nosso objetivo é promover a democratização ao acesso das verbas fornecidas dentro da economia criativa por meio da facilitação da escrita e submissão de editais. Possibilitando assim que artistas fora do circuito principal consigam realizar seus projetos e atingir um maior público. A empresa foi fundada por Beatriz Marçal e tem como sócia Maria Sousa. Site: https://www.instagram.com/pocoependulo/
Cardume Cultural impulsiona artistas paranaenses com imersão gratuita em produção e gestão cultural
As inscrições estão abertas desde o dia 14 até o dia 30 de abril, e podem ser realizadas pelo link na Bio da @cardumeproducaocultural, para o curso que será realizado no AP de 13 Espaço de Criação, de 10 de maio a 21 de junho.
A Cardume Cultural, em parceria com o AP da 13 Espaço de Criação, anuncia a abertura de inscrições para uma imersão gratuita em Produção e Gestão de Projetos Culturais, de 14 a 30 de abril, etapa Curitiba, com os produtores Mayra Fernandes e Eduardo Ramos.
O projeto tem uma proposta de circulação por cinco cidades paranaenses – além de Curitiba, o time segue para Paranaguá, Ponta Grossa, Tibagi e Rio Branco do Sul – visando instrumentalizar artistas, muitas vezes distantes das dinâmicas dos editais públicos, oferecendo as ferramentas necessárias para a concepção, desenvolvimento e execução de projetos culturais.
Os produtores culturais Mayra Fernandes e Eduardo Ramos, estão a disposição para entrevistas. Fico também aberta a ideias e podemos pensar em como trabalhar a pauta.
A artista curitibana Uyara Torrente chega ao palco do Guairinha nesta quinta (24), às 20h, com o espetáculo gratuito “Vou Parir um Terremoto”. A vocalista da Banda Mais Bonita da Cidade, reconhecida por seu talento na música e nas artes cênicas, lança seu show cênico, unindo as duas linguagens na montagem produzida pela la lettre criação.
Acompanhada por artistas da música e do teatro, a atriz e cantora, idealizadora de “Vou Parir um Terremoto”, traz uma montagem sensível e humorada sobre a não-maternidade. Na trama, a atriz dá vida a uma personagem que enfrenta múltiplos dilemas, expressando suas dúvidas e incertezas enquanto investiga, principalmente, a condição da mulher no Brasil da atualidade.
SERVIÇO Vou Parir um Terremoto Local: Auditório Salvador Ferrante (Guairinha), R. XV de Novembro, 971 – Alto da XV, Curitiba. Data e horário: 24 de abril (quinta-feira), às 20h Duração: 80 minutos Classificação indicativa: 16 anos Especificações do espetáculo: show-cênico Entrada gratuita: retirada de ingressos 1 hora antes do espetáculo. Sujeito à lotação.
O diretor Eduardo Ramos e a atriz e bailarina Flávia Massali em: Procura-se cinco NÃO ATORES e NÃO ATRIZES para compor o elenco da nova montagem do AP da 13 e da Setra Companhia, com remuneração para os participantes que vão estrear dia 21 de agosto no palco do Teatro Novelas Curitibanas.
O espetáculo teatral MULTIDÃO abre inscrições para seleção de não artistas, para um processo de audições e oficinas para participação de cinco pessoas comuns na temporada que estreia em agosto no palco do Teatro Novelas Curitibanas.
Estão abertas as inscrições para pessoas comuns, para a escolha de cinco NÃO ARTISTAS fazerem parte da nova montagem do AP da 13 e da Setra Companhia de Curitiba, a partir do dia 10 de abril, com encerramento previsto para o dia 11 de maio. Os selecionados vão estrear no espetáculo MULTIDÃO, que já tem data marcada para o dia 21 de agosto, no Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge. Por meio de uma seletiva, os cinco novos integrantes vão compor o elenco que terá mais quatro artistas e um músico em cena, somando 10 atuantes no palco.
A ideia, de acordo com Eduardo Ramos, diretor e dramaturgo da peça, é encontrar pessoas que queiram compartilhar suas experiências pessoais, de diferentes áreas profissionais, em cima do palco, como oportunidade de se tornarem atores e atrizes em 18 apresentações durante a temporada. “Criamos histórias a partir da literatura, fazemos inúmeras releituras de textos teatrais já existentes, o teatro é sempre a partilha de algo que nos toca e que julgamos pertinente para os tempos atuais” comenta o diretor. Eduardo acredita que trazer NÃO ARTISTAS para o processo criativo é uma maneira de ampliar o alcance do teatro. “Queremos pessoas que estão por aí, atuando de alguma forma na vida real, e que verdadeiramente nos inspiram para contar uma boa história”, revela.
Os não artistas serão selecionados por meio de uma curadoria formada pelo diretor e profissionais da equipe, e vão integrar o elenco fixo, que além de atuar, vão dar suporte para que os amadores se sintam à vontade e possam vivenciar o processo de criação de um espetáculo de teatro. “Multidão significa um agrupamento de pessoas atuando ao mesmo tempo, então queremos também explorar a relação destes não artistas, que já são atuantes na sociedade, e que através da arte, possam encontrar um novo significado sobre sua subjetividade”, diz Eduardo.
Um dos critérios de seleção é a diversidade, pois a dramaturgia também será pautada por questões raciais, de gênero, sexualidade, e etarismo, ou seja, pessoas acima de 60 anos, de outras raças e gênero, pessoas com deficiência, e também de regiões descentralizadas de Curitiba. Haverá ainda uma remuneração para os participantes do processo criativo e da temporada, com duração de 2 meses e meio. Os selecionados vão participar de oficinas e audições de teatro para desenvolvimento do não artista no palco.
Para as inscrições, basta o interessado enviar um vídeo de até 2 minutos para o whatsapp da produção do espetáculo (41 998470906), com uma breve apresentação e além de dizer porque sua história deve ser escolhida para estar nos palcos.
Multidão é realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.
SERVIÇO:
MULTIDÃO Datas: Inscrições seletiva: 10 de abril a 11 de maio Resultado pré-selecionados: 16 de maio Resultado seleção: 03 de junho Inscrições: WhatsApp Produção (41 998470906)
SOBRE A SETRA COMPANHIA A Setra Companhia, fundada em 2013 pelo diretor e dramaturgo Eduardo Ramos, convida artistas de distintas linguagens para a feitura dos seus processos, friccionando suas obras entre o teatro, a dança e performance. Destacam-se as obras MOMMY (2016), com a atriz Rosana Stavis, CONTOS DE NANOOK, espetáculo que recebeu 2 prêmios e nove indicações no Troféu Gralha Azul. Em 2019, a Cia estreou o espetáculo FEDRA com codireção de Michelle Moura e Maikon K. no elenco, na Mostra Oficial do Festival de Curitiba. Os últimos trabalhos da Cia foram os espetáculos de dança Monstro e Família Original 3.0, realizados na Casa Hoffmann, ambos pela Mostra Solar em 2023 e 2024.
SOBRE O AP DA 13 O AP da 13 é um coletivo e espaço multicultural fundado pelo artista Eduardo Ramos, que se dedica à fricção do teatro com a dança há mais de 10 anos. De 2013 até hoje, foram 15 espetáculos tendo como norte a proposição de novas pesquisas estéticas e dramatúrgicas, na busca conceber obras que habitem um campo que transita entre o reconhecimento e a estranheza, de modo a promover experiências novas e de extrema singularidade para quem assiste aos espetáculos da Cia. Promovendo o encontro entre artistas do teatro, dança e performance, o Coletivo se destaca pela maneira que cria mecanismos entre estas linguagens. Em 2015 estreou dois espetáculos completamente singulares: Ave Miss Lonelyhearts por Gustavo Marcasse e MOMMY em parceria com a dramaturga, Mariana Mello. Em 2017, o espetáculo Contos de Nanook a partir da construção de um universo fantástico, trata das fábulas dos inuits, indígenas do Polo Norte. Em 2019, a Cia começa suas pesquisas nas reescritas dos textos clássicos a partir do mito Fedra de Eurípedes e Amor de Phaedra da dramaturga britânica Sarah Kane, estreando o espetáculo de dança teatro Fedra em: O Fantástico Mundo de Hipólito. Espetáculo convidado para a Mostra Principal do Festival de Curitiba 2019.
Acompanhada por artistas da música e do teatro, a atriz e cantora, idealizadora de “Vou Parir um Terremoto”, traz uma montagem sensível e humorada sobre a não-maternidade, com apresentações gratuitas no Portão Cultural e no Guairinha, entre os dias 18 e 24 de abril.
O que Maria Bethânia, Nara Leão, Linniker e Linn da Quebrada têm em comum com Uyara Torrente? Todas são cantoras e atrizes. A artista curitibana, vocalista da Banda Mais Bonita da Cidade, reconhecida por seu talento na música e nas artes cênicas, lança o show cênico “Vou Parir um Terremoto”, unindo as duas linguagens na montagem produzida pela la lettre criação. A curta temporada, com três sessões gratuitas, tem estreia nacional nos dias 18 e 19 de abril, no Auditório Antônio Carlos Kraide – Portão Cultural, com encerramento no dia 24 de abril no Teatro Guairinha, sempre às 20 horas.
Na trama, a atriz dá vida a uma personagem que enfrenta múltiplos dilemas, expressando suas dúvidas e incertezas enquanto investiga, principalmente, a condição da mulher no Brasil da atualidade. “Me encanta as contradições e complexidades que ela traz, com uma visão tridimensional, entre o “certo” e o “errado”. Ela não traz certezas e afirmações, e sim questionamentos para que possamos refletir junto ao público. Às vezes com humor e às vezes não”, conta Uyara.
A idealização do projeto nasceu em 2021, a partir de leituras e conversas entre Uyara e a escritora Lígia Souza – parceira e amiga da vida, autora do texto original do espetáculo – e a artista Nadja Naira, diretora cênica do show. Nesta montagem, as parcerias se estendem também na musicalidade, com a participação do produtor musical Vinícius Nisi, da Banda Mais Bonita, criador dos arranjos das canções do novo projeto. A coordenação geral fica a cargo de Pablito Kucarz, seu companheiro de palco desde o Teatro de Breque.
É por meio da linguagem híbrida, entre a música e o teatro, que o espetáculo acontece, tratando de assuntos relevantes. “Não é preciso levar a vida tão a ferro e fogo, é possível falar de temas como aborto, violência ou medo sem ser excessivamente dramático, por isso trazemos pra cena muitos elementos visuais do universo pop”, diz a diretora. Além disso, Nadja revela que “dirigir a Uyara é descobrir o universo da palavra e suas reverberações no corpo de uma mulher madura e de uma artista múltipla, cheia de magnetismo. Com certeza o público acostumado com a Uyara da Banda Mais Bonita vai se apaixonar novamente pela artista”, completa.
“Vou Parir um Terremoto” é ambientado num show de uma cantora pop e sua banda, formada pelas musicistas: Babi Age, na bateria, e a beatmaker e guitarrista Katze. Tudo é colorido e sintético. Ao mesmo tempo em que carrega uma estética mínima e concisa, contrasta com um texto e sonoridades barulhentas e verborrágicas, alicerçadas nas histórias reconhecíveis de tantas mulheres reais. O uso de diferentes linguagens artísticas, que se cruzam na dramaturgia e na música, criam a presença cênico-performativa instigante e potente, o que dá ainda mais força ao debate de assuntos pulsantes na sociedade atual.
As apresentações gratuitas, incluem recursos de acessibilidade, como tradução para Libras, além de transporte para grupos de mulheres em situação de vulnerabilidade, convidadas para assistir ao espetáculo. O show-cênico foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo do Governo do Estado do Paraná, com produção da la lettre criação.
Mulheridades nos tempos contemporâneos O projeto ganhou força, com a provocação da música “Grávida” de Arnaldo Antunes, eternizada na voz de Marina Lima, refletida na condição feminina de contínua iminência de uma gravidez. “A canção desencadeou a possibilidade de discutir a não-maternidade por opção como uma forma de parto/criação de outras coisas, para além da escolha pela gestação de uma criança”, explica Ligia Souza.
O texto teatral é uma continuidade da pesquisa em dramaturgia criada por mulheres iniciada na primeira produção da companhia, Penélope. Já em “Vou Parir um Terremoto” a combinação entre textos e canções amplifica os debates sobre mulheridades tanto pautado na atualidade, inclusive temas polêmicos convidando à reflexão de questões que envolvem a mulher contemporânea cotidianamente.
Livro “Vou Parir um Terremoto” A la lettre criação, além de produzir espetáculos, também é um selo de publicação de textos teatrais. Com a estreia de “Vou Parir um Terremoto”, mais uma publicação ganha vida, com uma tiragem de 800 exemplares. O material será distribuído gratuitamente nos teatros, durante as apresentações e, em espaços de leitura municipais e escolas da rede pública, como contribuição para os acervos permanentes para leitura e consulta pela população curitibana.
SERVIÇO: Data: 18 e 19 de abril – sexta e sábado – às 20:00 Local: Auditório Antônio Carlos Kraide (Portão Cultural – República Argentina, 3.432, Curitiba) Data: 24 de abril – quinta-feira – às 20:00 Local: Guairinha – Auditório Salvador Ferrante (Rua XV de Novembro, 971, Curitiba) Entrada Franca: Retirada de ingressos a partir de 1 hora antes no local. Sujeito à lotação. Classificação: 16 anos I Duração: 80 minutos YouTube: @lalettreespacodecriacao Instagram: @lalettrecriacao
SINOPSE Entre a música e o teatro, Uyara Torrente dá vida a uma cantora que transforma o palco em um espaço de questionamento sobre a não-maternidade e os papéis femininos na sociedade. Em um show vibrante, marcado por humor e dramaticidade, a personagem enfrenta dilemas e reflexões sobre liberdade, medo e expectativas sociais. Com canções inéditas e uma estética pop, Vou Parir um Terremoto propõe um olhar potente e sensível sobre as contradições de ser mulher hoje.
Foto: Marco Novack.
Uyara Torrente Atriz, cantora e compositora, Uyara Torrente é a fundadora e vocalista da Banda Mais Bonita da Cidade, projeto que ganhou notoriedade após o sucesso viral do vídeo “Oração”. Formada em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP), Uyara construiu uma carreira sólida no teatro, cinema e música, participando de turnês internacionais em países como Portugal, França, Espanha e Venezuela. Como atriz, integrou diversos espetáculos teatrais, destacando-se no cenário cultural curitibano e nacional. Recentemente, lançou seu primeiro álbum solo e segue explorando a interseção entre as artes performativas e a música.
Nadja Naira Diretora e iluminadora, atriz formada pela PUC/PR e Centro Cultural Teatro Guaíra. Em constante criação artística há mais de 30 anos, tem parcerias importantes, companhias de teatro, dança e música, recebendo prêmios como APTR, Shell e Gralha Azul. Dirigiu recentemente os espetáculos: O medo da morte das coisas, Dito e Lusco-Fusco. Como atriz, participou de diversas montagens, incluindo PRETO, PROJETO bRASIL e Descartes com lentes. Desde 2002, integra a companhia brasileira de teatro e, desde 2021 dirige os espetáculos da la lettre criação, dentre eles Penélope e Vou Parir um Terremoto.
Vinícius Nisi Produtor musical e compositor, Vinícius Nisi é um dos co-criadores do sucesso da Banda Mais Bonita da Cidade, atuando como diretor musical e instrumentista. Formado em Produção Sonora pela Universidade Federal do Paraná, Vinícius tem uma carreira multifacetada que inclui a composição de trilhas sonoras para cinema e teatro, além de produção musical em diversos gêneros. Destaca-se por sua contribuição na trilha sonora do filme “Alice Júnior”, premiada no Festival de Cinema de Brasília. Sua atuação também abrange a produção de shows e clipes que alcançaram ampla repercussão, tanto no Brasil quanto internacionalmente.
Ligia Souza É escritora e pesquisadora. Doutora em Artes Cênicas pela USP e pós-doutora em Artes da Cena pela UNICAMP, com período de pesquisa na École Normale Supérieure e na Université Paris VIII na França. Autora de diversas obras publicadas e encenadas, trabalha com experimentações sobre questões de gênero e oralidade das palavras. Acompanhou processos artísticos na França, incluindo o trabalho do dramaturgo Valère Novarina. Idealizadora junto com Pablito Kucarz da la lettre criação, dedicada à publicação de dramaturgia brasileira contemporânea e produção de espetáculos.
O Santo Corte, salão responsável pelos cortes mais estilosos de Curitiba, completa um ano no próximo domingo 30/03, ocupando um casarão histórico na bucólica Praça Santos Andrade, em Curitiba. E para não deixar essa data passar em branco, aproveitando as coincidências cósmicas da vida, contaremos com a participação de: Michelle Michelon das tesouras afiadas do Lolitas Salon de Coiffure – que atualmente agita as cabeças de Londres – e Lisa Simpson com sua máquina de costura musical Berlinense, elas estão na cidade e vão agregar nas comemorações.
Afinal, tudo começou ali no largo da Ordem lá por 2010, quando essa turma toda se reunia trazendo a arte para a rua com desfiles, concertos, e muitas parcerias com criadores locais. Na intenção de resgatar a união das mentes mais criativas que essa cidade já teve, iremos apresentar um domingo nada convencional, onde música, costura, beleza e moda consciente se entrelaçam num espetáculo imperdível!
A casa abre às 14h com discotecagem analógica de Doka e Maçã, enquanto os cabeleireiros residentes do Santo Corte preparam modelos que irão desfilar looks especiais selecionados por Colete e Corselet, Marcos Manzutti, Chris Thainy, Agente Costura, Cherimoia Garimpo e SoraiaSo, acompanhados pelo som experimental e improvisado de Andreza Michel no baixo, Jonny na guitarra, e Lisa Simpson com seus instrumentos artesanais e máquinas de costura musical. Vem com a gente se divertir!
SERVIÇO: O Santo Corte & Costura Musical (Carão no Salão) Data: 30/03/2025 Horário: 14:00 às 21:00 Local: O Santo Corte. Endereço: Rua Alfredo Bufren, 323 – Centro de Curitiba. Atrações: Discotecagem: Maçã e Doka Desfile às 18:00 – Colete e Corselet / Agente Costura / Marcos Manzutti / Recast Lab / SoraiSo / Cherimoia Garimpo Improviso sonoro: Lisa Simpson / Jonny Washington / Andreza Michel
O novo curta-metragem, com roteiro e direção de Marina Barancelli, que reflete de forma poética o racismo no balé e no audiovisual, foi inspirado na história e vida da lendária dançarina e atriz, Josephine Baker.
“Rapsódia em Azul” é um curta-metragem original, dirigido e escrito pela cineasta curitibana Marina Barancelli, com produção da Agrupa Cultura, que traz uma trama poética e sensível, sobre a luta contra o racismo estrutural nas artes, utilizando o balé como cenário para questionar as barreiras enfrentadas por artistas negros. Protagonizado por Ketheleen Souza, o filme se inspira na história de Josephine Baker, considerada a primeira celebridade negra mundial, e revela como o preconceito racial ainda impacta as artes cênicas, especialmente em ambientes tradicionalmente elitistas como o balé clássico. “O filme nasceu da necessidade de confrontar as estruturas que ainda limitam a expressão artística de corpos negros em espaços historicamente brancos”, explica Marina Barancelli, diretora do projeto.
Gravado em 2024 no Teatro Fernanda Montenegro, o curta narra a história de Carmen, uma bailarina negra, que realiza o sonho de ser protagonista em um espetáculo de balé clássico. A produção faz referência direta à icônica “danse sauvage” de Josephine Baker de 1926, quando ela se apresentou no palco com uma saia de bananas em Paris. “Embora aquela performance tenha tornado Baker uma estrela internacional, também reforçou estereótipos raciais sobre o corpo negro. Nossa obra propõe uma reflexão contemporânea sobre o racismo que persiste, questionando a inclusão verdadeira dos artistas negros em ambientes artísticos historicamente brancos”, detalha a diretora.
A trilha sonora do filme, inspirada em “Rhapsody in Blue” de George Gershwin (1924), define o tom da obra, estabelecendo conexões com a era do jazz e a transição entre a música clássica e contemporânea. O curta é narrado exclusivamente por meio da expressão visual, destacando o balé como linguagem não-verbal e forma de resistência.
O projeto da Agrupa Cultura priorizou a diversidade e a inclusão desde sua concepção, com uma equipe composta em 50% por profissionais negros e todas as funções principais ocupadas por mulheres. “Criamos uma plataforma para valorização dos corpos negros, dando visibilidade a histórias que precisam ser contadas tanto nas artes cênicas quanto no cinema”, finaliza Marina.
“Rapsódia em Azul” foi realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Sinopse: Silêncio, movimento e um corpo que se recusa a desaparecer. Carmen, uma jovem bailarina negra, é escolhida para protagonizar um espetáculo de balé pela primeira vez. O que parece uma conquista pessoal logo se revela um campo de batalha silencioso — um palco historicamente não feito para corpos como o dela. Inspirado no legado de Josephine Baker, Rapsódia em Azul é um curta-metragem poético e político que explora raça, beleza e resistência por meio do movimento e do silêncio.
Na foto de Sofia Romani, a bailarina e atriz Kathleen Souza, protagonista do novo curta-metragem da Agrupa Cultura, escrito por Marina Barancelli, num filme que investiga a luta contra o racismo estrutural nas artes.
Informações: Título original: Rapsódia em Azul Duração: 14 minutos País: Brasil Ano: 2024 Gênero: Drama poético Direção e Roteiro: Marina Barancelli Produção: Agrupa Cultura Idioma: Português Legendas disponíveis: Inglês / Português Formato de exibição: Digital HD – ProRes / H.264 – Áudio Estéreo 2.0
Ficha Técnica: Direção e Roteiro: Marina Barancelli | Produção: Agrupa Cultura | Direção de Fotografia: Ana Torres & Daniela Kle | Direção de Arte: Giovanna Heroso | Montagem: Raíssa Castor | Figurino: Thay Lopes | Som e Trilha Sonora Original: Zak Beatz | Caracterização (Maquiagem e Cabelo): Kênia Coqueiro | Produção Executiva: Maria Veloso | Coordenação de Projeto e Produção: Camili Andrade | Direção de Produção: Kênia Souza | Elenco: Ketheleen Souza, Monique Benoski e Vida Santos
Sobre Marina Barancelli É atriz, diretora e roteirista. Fundadora da Agrupa Cultura, vem construindo uma carreira comprometida com narrativas poéticas, políticas e pretas. Seus filmes foram selecionados para mais de 15 festivais nacionais e internacionais. “Rapsódia em Azul” é seu segundo curta como diretora e o mais pessoal até agora.
Sobre Agrupa Cultura Criada em 2022, pelas artistas e produtoras Luiza Gutjahr e Marina Barancelli, a Agrupa Cultura surgiu para se tornar um ecossistema cultural que conta com núcleos formados por profissionais de extrema capacidade inseridos no mercado atual em diversas áreas artísticas e culturais do audiovisual, da música, do teatro e também como espaço cultural. Com dois anos de existência no mercado cultural e diversos trabalhos que conectam cada eixo, a Agrupa cria e desenvolve projetos que espalham pelo mundo a arte brasileira, e moldando o futuro do entretenimento.
Entre os principais projetos estão: o filme “MoonRiver”, indicado em festivais em Nova York – Film and Actor Awards, Alternative Film Festival do Canadá e Alibag Short Film Festival da Índia; além da promoção de mais de 20 cursos e a produção de mais de 30 eventos culturais, realizados no espaço Agrupa e em outros espaços da cidade com artistas locais.
A dupla de palhaças, Iva Lourença Safo e Carmela, fazem apresentações gratuitas, por meio do projeto “De Horta em Horta – filhas da fruta seguem cultivo”, e sintonizam as frequências com as hortas urbanas da capital e com o Instituto Paranaense de Cegos, entre os dias 20 e 30 de março.
A coletiva artística filhas da fruta, formada pelas palhaças Camila Jorge e Má Ribeiro, apresenta o espetáculo cênico-musical “rádiO atalalaiA” em hortas comunitárias de Curitiba, entre 27 e 30 de março de 2025. Com bastante irreverência e alegria, elas fazem duas apresentações gratuitas na Horta do Jacu no bairro Bom Retiro e duas na Horta Dembinski, no CIC, em Curitiba, por meio do projeto “De Horta em Horta – filhas da fruta seguem cultivo”. Durante o espetáculo, as palhaças conduzem uma rádio ao vivo, brincando com quadros como: mensagem do dia, horóscopo, previsão do tempo, entre outros, utilizando improviso, música, brincadeiras e jogos para se relacionar com o público e o espaço.
A “rádiO atalalaiA” surgiu em 2016 na Feira de Orgânicos do Passeio Público, onde as filhas da fruta atuaram de maneira independente e continuada até 2020. Entre 2021 e 2022, durante o distanciamento social imposto pela pandemia de COVID-19, as artistas adaptaram o espetáculo para o formato virtual, criando vídeos e videochamadas para as comunidades das hortas urbanas Paraná III e Paraná IV, no Tatuquara. Agora, em 2025, o projeto retorna, com uma nova temporada presencial nas hortas da cidade, propondo uma relação com a comunidade, instigando o inusitado e proporcionando uma vivência artística conjunta. “Este é um espetáculo que não foi ensaiado ou planejado em uma sala para depois ir para o espaço público. Nasceu no meio da feira, atravessado pelas pessoas…em relação com elas. Apresentar nas hortas urbanas é uma maneira de seguirmos ampliando as frequências, descentralizando a arte e compondo com laços comunitários”, explica Camila Jorge.
O projeto também inclui uma pesquisa de dramaturgia inclusiva, iniciada em 2024 pela coletiva, com acessibilidade para pessoas cegas e com baixa visão, proposta que segue amadurecendo em parceria com a Casa Consultoria. Uma apresentação será realizada no dia 20 de março no Instituto Paranaense de Cegos (IPC) e uma ação de mediação inclusiva ocorrerá na Horta do Jacu, no dia 26 de março, complementando as atividades. De acordo com Má Ribeiro, realizar uma das apresentações em parceria com o IPC é retomar o vínculo de atuação já criado entre a coletiva artística e o instituto. “Cada vez mais a gente tem que construir trabalhos em conjunto. Somos pessoas múltiplas, cada uma com sua corpa e vivência e isso precisa ser considerado. É urgente. Nossa sociedade capacitista deixou muito isso de lado. Além de ir no IPC, a gente fez o convite pras pessoas irem à horta, adentrando pensamentos sobre cidade e acessibilidade. A gente quer manter esse vínculo pra principalmente aprender, mudar e falar sobre acessibilidade e colocar em prática ações anticapacitistas”, reforça a artista.
“De Horta em Horta” traz ainda uma proposta de difusão cultural com registro e memória num vídeo arte, que será produzido ao longo da temporada nas hortas urbanas e no IPC. A artista visual Lidia Ueta, vai documentar a experiência dos encontros e a criação artística com as comunidades, além da troca das palhaças com o público. O material poderá ser assistido no canal do YouTube e no Instagram das filhas da fruta.
Sinopse “rádiO atalalaiA” As palhaças Iva Lourença Safo e Carmela conduzem o programa de rádio com frequências abertas para os acontecimentos do momento, interagindo com o entorno e o público. Notícias, horóscopos, músicas, telefonemas, previsão do tempo, histórias de amor, voz do Brasil, (des)comerciais… são alguns dos quadros clássicos dessa rádio nada convencional, que pode receber interferências a qualquer momento. Uma rádio ao vivo/viva, de transmissão corpo-a-corpo… a única rádio que, literalmente, “toca em você”!
Arte criada pelo artista Bruno Romã para o projeto “De Horta em Horta – filhas da fruta seguem cultivo”, com apresentações gratuitas e inclusivas do espetáculo “rádiO atalalaiA” em hortas urbanas e no IPC, em Curitiba.
SERVIÇO Dia: 20/03 às 14:00 – IPC – Instituto Paranaense dos Cegos (apresentação fechada) Dia: 27 e 30/03 às 10:00 – Horta do Jacu (Rua Angelo Zeni, em frente ao número 56 – Bom Retiro, Curitiba) Dias : 28 e 29/03 às 10:00 – Horta Dembinski (Rua Rio do Sul, 2290 – CIC) Ingresso: Gratuito. Entrada Franca: Classificação: Livre | Duração: 60 minutos Redes: @filhasdafruta_instagrandu
/ www.filhasdafruta.com.br
Informações Adicionais
Sobre a coletiva Filhas da Fruta
As Filhas da Fruta é uma coletiva artística, ajuntamento colmeia, composto orgânico cultivado agora por Camila Jorge e Má Ribeiro, também em parceria com outras artistas, desde 2011. Mistura boa de palhaçaria e música, em encontro com todas as formas de vida e além – atravessando diferentes lugares da cidade. Movimento de pesquisa e criação artística contínua, baseada no improviso cênico-musical em relação com as pessoas e lugares. Experimentação de caminhos que desviam de espetáculos convencionais e convidam a pública para vivenciar diferentes modos de composição em arte.