JOSYARA SE JUNTA AO XIQUE XIQUE EM HOMENAGEM A CÁTIA DE FRANÇA NO PAIOL MUSICAL

Show reúne diferentes gerações da música brasileira em torno da obra da artista paraibana, com participação de Josyara em apresentação no Teatro do Paiol

O grupo curitibano Xique Xique apresenta, no dia 17 de junho, às 20h, no Teatro do Paiol, um espetáculo em homenagem à obra de Cátia de França. A noite propõe um percurso por canções que atravessam gerações, somada a atualidade e a força da artista na música brasileira. Os ingressos começam a ser vendidos no dia 18 de maio, com valores de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada), disponíveis no comprenozet, aqui.

A apresentação conta com a participação especial de Josyara, cantora e compositora baiana cuja trajetória dialoga com diferentes vertentes da cena contemporânea. Sua presença amplia o encontro, estabelecendo conexões entre repertórios e modos de criação.

No palco, o tributo se constrói a partir de interpretações que preservam a identidade das composições de Cátia, ao mesmo tempo em que abrem espaço para novas leituras. O repertório reúne clássicos como “Coito das Araras”, “Kukukaya” e “20 Palavras girando ao redor do sol”, além de composições autorais que se integram à proposta do espetáculo.

Na véspera, 16 de junho, o público poderá participar de um bate-papo aberto no Conservatório de MPB de Curitiba, em uma conversa sobre processos criativos, trajetórias e as relações entre tradição e contemporaneidade na música. “Cátia é uma referência importante para o grupo, tanto pela sonoridade quanto pela forma como constrói suas canções. Este trabalho nasce desse diálogo”, afirma Marcelo Pereira, diretor musical do projeto.
Formado por Nati Bermúdez, Marina Camargo, Marcelo Pereira e Paula Back, o Xique Xique desenvolve, desde 2022, um trabalho voltado ao forró pé de serra, explorando suas possibilidades em diálogo com o presente.

Entre repertórios e gerações
Além de uma homenagem, o espetáculo se estrutura como um encontro entre diferentes momentos da música brasileira. As canções de Cátia de França aparecem em novas interpretações, mantendo sua força original e evidenciando sua permanência no repertório contemporâneo. A participação de Josyara contribui para ampliar essa perspectiva, incorporando outras camadas ao espetáculo e reforçando o caráter vivo da proposta. “É uma forma de reconhecer a importância dessa obra e de mantê-la em circulação”, destaca Nati Bermúdez.

SERVIÇO:
Show: Xique Xique convida Josyara – Homenagem a Cátia de França – Paiol Musical
Data: 17 de junho de 2025 – quarta-feira às 20h
Local: Teatro do Paiol (Cel.Zacarias, 51 – Prado Velho)
Ingressos: abertura de vendas em 18/05 – R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada), através deste link

Bate-papo com os artistas:
Data: 16 de junho – terça-feira às 19h
Local: Conservatório de MPB de Curitiba (R.Mateus Leme, 66 – Centro Histórico)
Ingressos: Gratuitos – entrada conforme chegada
Instagram: @xiquexiqueforro
Spotify: aqui

O Xique Xique é quem conduz e assina este encontro: um tributo à obra de Cátia de França que nasce da escuta, da pesquisa e do desejo de manter essa música em circulação.

O Xique Xique é um grupo curitibano de forró pé de serra formado em 2022 por Nati Bermúdez, Marina Camargo, Marcelo Pereira e Paula Back. O quarteto parte da formação tradicional, sanfona, violão de 7 cordas, zabumba, flauta e vozes, para construir uma sonoridade que dialoga com o presente sem perder o vínculo com suas raízes. Com um trabalho autoral consistente, o grupo vem se destacando na cena cultural de Curitiba ao transitar entre repertório tradicional e novas leituras do gênero.

Josyara é natural de Juazeiro (BA), é cantora, compositora, instrumentista e produtora musical. Seu trabalho se destaca pelo uso do violão percussivo e por uma escrita que transita entre diferentes referências da música brasileira. Lançou os álbuns Mansa Fúria (2018), ÀdeusdarÁ (2022), Avia (2025), além do EP Mandinga Multiplicação (2024), consolidando seu nome na cena contemporânea.

Cátia de França (João Pessoa, PB, 1947) é cantora, compositora, instrumentista e escritora. Com uma trajetória iniciada nos anos 1970, construiu uma obra marcada pela liberdade criativa e pela combinação de diferentes gêneros musicais. Seus trabalhos seguem como referência para diversas gerações de artistas.

Assessoria de Imprensa:
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VOZES QUE RESISTEM: “ÉDIPO: UMA ÓPERA RAP” RETORNA EM NOVA TEMPORADA NA CAPELA SANTA MARIA

Montagem híbrida que une tragédia grega, ópera e rap reestreia em Curitiba com protagonismo feminino e entrada gratuita nos dias 22 e 23 de maio.

Entre o trágico e o pulsante, entre o mito e a urgência do agora, o espetáculo “Édipo: Uma Ópera RAP” retorna para uma temporada, em novo formato, renovando sua potência estética e política ao revisitar um dos mais conhecidos mitos da antiguidade sob uma perspectiva radicalmente contemporânea: a das mulheres que sobreviveram à tragédia.

Após sessões lotadas no Teatro Guairinha, em 2024, a montagem da Entre 2 Produções chega à Capela Santa Maria para duas apresentações gratuitas, nos dias 22 e 23 de maio, precedidas por um ensaio aberto no dia 20. A obra, que articula tragédia grega, ópera e rap, transforma o palco em território de fricção entre linguagens, tempos e vozes, sobretudo aquelas historicamente silenciadas.

Sob direção cênica de Jossane Ferraz, dramaturgia de Marcelo Bourscheid e direção musical e composição de André Ricardo Souza, o espetáculo constrói uma tessitura híbrida em que o erudito e o urbano não apenas coexistem, mas se tensionam e se reinventam mutuamente. Em cena, canto lírico, beats, corpos em movimento e poesia falada erguem uma narrativa que desloca o centro do mito: não mais o herói trágico, mas as mulheres que restam. “A gente não queria apenas revisitar o mito, mas escutar o que ficou à margem. É um trabalho sobre presença, sobre as mulheres que permaneceram e que agora conduzem a narrativa”, destaca a diretora Jossane.

Da tragédia clássica ao corpo contemporâneo
Inspirado na obra de Sófocles, o espetáculo desloca o eixo narrativo para Antígona e Ismene, filhas de Édipo, que assumem o protagonismo de uma história marcada por fatalidades e silenciamentos. Ao dar corpo e voz a essas personagens, a montagem propõe uma escuta ampliada, sensível e crítica, sobre as heranças simbólicas e afetivas que atravessam o feminino ao longo da história.

O trabalho nasce de um processo colaborativo que reúne artistas de diferentes campos, do hip hop à música de concerto, da dança urbana à interpretação teatral, criando uma linguagem cênica singular, marcada pela força coletiva e pela diversidade de expressões.


Na foto de @fuscaazulfotografia, os atores Taciane Vieira e  Silvester Neto em cena ocupa o centro da narrativa como Antígona, conduzindo com voz e presença a travessia poética de “Édipo: Uma Ópera RAP”.

Quando as mulheres ocupam a narrativa
Em “Édipo: Uma Ópera RAP”, o mito é atravessado por um gesto político e poético que devolve às mulheres o lugar de narradoras de sua própria história. Antígona e Ismene emergem das margens para se tornarem eixo e pulsação da cena.

Em cena, Taciane Vieira, Jaquelivre, Vanessa Rafaelly, Jossane Ferraz e Kimberlyn Freitas tecem um tecido vivo de vozes e presenças que sustenta a narrativa. Entre canto, palavra e movimento, suas atuações não se organizam apenas como personagens, mas como um coro feminino que atravessa o espetáculo, ampliando a escuta e tensionando as camadas do mito. Soma-se a elas a presença do ator e bailarino Silvester Neto e do MC Junior Zehut, que irrompem em cenas de rap. Ao lado desse núcleo, outros artistas e musicistas reforçam a arquitetura coletiva da obra, na qual o feminino não é apenas tema, mas força estruturante da cena.

Entre batidas, árias e movimentos, o espetáculo constrói uma paisagem sonora e visual que evoca tanto o rito ancestral quanto a urgência urbana. O resultado é uma obra que reverbera no presente, questionando estruturas de poder, memória e apagamento. “A música nasce desse encontro entre mundos que, à primeira vista, parecem distantes. O rap traz a urgência da fala, enquanto o canto lírico expande o tempo da escuta. Juntos, eles criam uma dramaturgia sonora que atravessa o corpo e a memória”, afirma o diretor musical André Ricardo.

SERVIÇO:
ÉDIPO: UMA ÓPERA RAP
Ensaio aberto: 20 de maio (terça-feira), às 15h
Reservas: via Instagram @entre2producoes ou pelo e-mail entre2prod@gmail.com
Apresentações: 22 e 23 de maio ( sexta-feira e sábado), às 20h

Sessão com Libras: 23 de maio
Local: Capela Santa Maria,  Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro, Curitiba
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: 14 anos
Realização: Entre 2 Produções

SINOPSE:
A clássica narrativa de Édipo, o rei tebano que mata o pai e se casa com a própria mãe, é um dos mitos mais conhecidos da antiguidade clássica. No espetáculo Édipo: Uma Ópera RAP, essa história é recontada a partir da perspectiva das filhas do rei tebano, Antígona e Ismene, últimas remanescentes do legado imemorial de mortes e infortúnios que permeia a família de um dos personagens mais conhecidos da mitologia grega.

FICHA TÉCNICA:
Direção: Jossane Ferraz | Direção Musical e composição: André Ricardo | Dramaturgia: Marcelo Bourscheid | Assistência de direção e designer gráfico: Rapha Fernandes | Produção e Realização: Entre 2 Produções | Assistentes de produção: Róger Borges Araujo e Íris Pereira Gonçalves | Elenco: Taciane Vieira, JaqueLivre, Silvester Neto, Kymberlyn Freitas e Jossane Ferraz | Instrumentistas: Dalila Lopes, Violinista Chavosa, Lina Abe e João Martinez | Cantora lírica: Vanessa Rafaelly | MC: Junior Zehut | Iluminação: Lucri Reggiani | Cenografia: Jossane Ferraz e Rapha Fernandes | Figurino: Rapha Fernandes | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo

Assessoria de Imprensa
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SOLO DE PAGU LEAL RETORNA AO TEATRO NOVELAS CURITIBANAS E QUESTIONA PADRÕES DE BELEZA COM HUMOR E REFLEXÃO

Na foto de Mônica Lachman, Pagu Leal em cena do espetáculo em cartaz no Teatro Novelas Curitibanas: “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”.

“Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei” abre temporada gratuita de 14 a 24 de maio de 2026, com cenas inéditas e diálogo sobre corpo e identidade

Há um momento em que o espelho deixa de ser apenas reflexo e passa a ser confronto. É desse território, íntimo e coletivo, que nasce “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”, solo da atriz e autora Pagu Leal, que retorna ao Teatro Novelas Curitibanas para sua quarta temporada, entre os dias 14 e 24 de maio.

Dirigido por Giorgia Conceição, o espetáculo articula humor, relato pessoal e reflexão filosófica para abordar as violências simbólicas e estéticas que atravessam, sobretudo, a vida das mulheres. Em cena, o riso surge como alívio, mas principalmente como ferramenta de deslocamento, uma forma de olhar para padrões naturalizados e revelar suas estruturas.

A beleza como construção
A nova temporada incorpora cenas inéditas que percorrem a história da beleza, da antiguidade grega à contemporaneidade. Ao longo dessa travessia, o espetáculo evidencia que os padrões estéticos não são universais nem fixos, mas construções históricas que moldam corpos, comportamentos e subjetividades. Partindo de experiências pessoais, Pagu Leal estabelece uma relação direta com o público, aproximando questões íntimas de uma dimensão coletiva. “O padrão ignora o envelhecimento natural das mulheres e objetifica corpos de jovens e adolescentes, desconsiderando aspectos como raça, cores, biotipos e contextos”, afirma.

Do palco ao encontro
Mais do que uma crítica, o trabalho propõe um movimento de reconhecimento e deslocamento. Ao tensionar imagens cristalizadas, o espetáculo abre espaço para outras formas de percepção e existência. “Esse trabalho também é um convite para que cada pessoa possa se olhar com mais generosidade, fora das imagens que nos foram impostas”, diz Pagu Leal.

Como nas temporadas anteriores, após cada apresentação o público é convidado a permanecer para uma roda de conversa. O momento amplia a experiência cênica e transforma o teatro em espaço de escuta e partilha, reforçando o caráter coletivo da obra.

A experiência em prática
Nesta temporada, a proposta se expande para além da cena com a realização da oficina “A Burla do Corpo”, ministrada pela diretora do espetáculo, Giorgia Conceição (Miss G). A atividade, realizada no próprio teatro, aprofunda na prática questões presentes no solo ao investigar o corpo como território de expressão, memória e transformação. “O burlesco, para mim, é uma ferramenta de reconexão com aquilo que nos foi tirado: a liberdade de existir no próprio corpo”, afirma a artista.

Voltada para até 15 participantes, sem necessidade de experiência prévia, a oficina acontece em dois encontros de quatro horas, aos sábados da temporada. Com metodologia própria, Miss G conduz uma travessia somato-psíquica que busca liberar padrões que limitam a expressão e estimular a potência criativa de cada participante. Tendo como pano de fundo a história do burlesco, ligada a uma dimensão invisibilizada do teatro feito por mulheres, a prática explora movimento, corporalidade e conexão criativa. As participantes são convidadas a “desencaixotar” corpos e emoções, desenvolvendo fluidez, confiança e autoexpressão.

O projeto é realizado pela Sociedade Poética, iniciativa fundada há 11 anos por Pagu Leal, dedicada à criação e ao desenvolvimento de projetos em teatro, poesia, filosofia e literatura, com foco em mulheres e coletivos femininos em Curitiba e região metropolitana.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Espetáculo: Do Dia que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei
Data: 14 a 24 de maio de 2026
Horários: Quinta a sábado, às 20h | Domingos, às 19h
Sessões com Libras: 15 e 22 de maio (sextas)
Local: Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222)
Ingressos: Gratuitos, distribuídos uma hora antes das apresentações
Classificação etária: 14 anos | Duração: 55 minutos

SERVIÇO
Oficina: A Burla do Corpo
Dias: 16 e 23 de maio das 14h às 18h (dois sábados)
Inscrições link: aqui
Vagas: até 15 pessoas (sem necessidade de experiência prévia)
Classificação etária: 18 anos
Informações: lojamissg@gmail.com | 41 984545313

FICHA TÉCNICA:
Texto e atuação: Pagu Leal |  Direção artística e figurino: Giorgia Conceição | Iluminação: Izabelle Marques | Design gráfico: Luciane Stocco | Assessoria de comunicação: Bruna Bazzo | Produção e realização: Sociedade Poética

Sobre a  Sociedade Poética surgiu há 11 anos, a partir do desenvolvimento artístico e intelectual da atriz e autora Pagu Leal, consolidando-se na criação, produção e incentivo de projetos ligados ao teatro, poesia, filosofia e literatura com mulheres e coletivos de mulheres em Curitiba e região metropolitana. A Sociedade Poética desenvolve iniciativas que valorizam a linguagem, o pensamento crítico e a comunicação humana. Seu propósito é fortalecer a cultura e promover experiências transformadoras por meio da arte e da palavra.

Sobre as artistas:


Atriz, dramaturga, produtora cultural e professora de ética e oratória, Pagu Leal construiu, ao longo de 33 anos de atuação, uma trajetória sólida nas Artes Cênicas, em Curitiba e em outras cidades brasileiras. Transita por diferentes funções, linguagens e plataformas, com uma pesquisa atravessada pela Filosofia, que confere densidade crítica e poética às suas criações.

Como dramaturga, tem 11 textos encenados, entre eles “A Vênus das Peles” (Prêmio Myriam Muniz/Funarte, 2011), “Difícil Amor” (Troféu Poty Lazarotto de Melhor Texto Teatral, 2004) e “Que Absurdo!” (selecionado no projeto Dramaturgias Contemporâneas Brasileiras da Fundação Cultural de Curitiba, 2003).

Na televisão, criou e protagonizou o programa de humor “Coisas de Casal” (RPC TV), também assinando o roteiro. Como atriz, soma mais de 40 espetáculos profissionais, com passagens por companhias como Grupo Satyros, Grupo Delírio e Cia Stavis & Damaceno. Seu trabalho articula criação, interpretação e pensamento, em uma investigação contínua entre corpo, palavra e experiência.


Giorgia Conceição, a Miss G, é uma das principais disseminadoras da arte burlesca no Brasil. Artista, diretora e mentora de novos talentos, ela é Mestre em Artes Cênicas pela UFBA e autora da influente pesquisa “A Burla do Corpo”, que se tornou base para discussões do burlesco no país. Convidada por Pagu Leal, assina a direção do solo “Do dia que olhei no espelho e não me encontrei.” O espetáculo fez quatro temporadas em Curitiba, sempre com grande sucesso de público.

Co-criadora do Festival Internacional Yes, Nós Temos Burlesco, Miss G também dirigiu a mostra semanal Terça Burlesca em Curitiba e faz parte da cúpula de curadoras da Combo Drag Week. Seus trabalhos mais recentes, como os espetáculos O Piano Burlesco (2024) e Baderna (2023), têm atraído grande público. Além do alcance nacional, ela já levou sua performance para contextos internacionais, apresentando-se em cidades como Buenos Aires (Argentina), Nova Iorque (EUA), Kyoto (Japão), Berlim (Alemanha) e Viena (Áustria)

Assessoria de Imprensa
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ESPETÁCULO SOBRE ALZHEIMER TRANSFORMA MEMÓRIA EM CENA BILÍNGUE NO TEATRO GUAÍRA

Manual de Como Não Esquecer Meu Nome fica em cartaz de 28 de maio a 7 de junho, com sessões de quinta a domingo, unindo Português e Libras em narrativa inspirada em história real

O espetáculo Manual de Como Não Esquecer Meu Nome chega ao miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba, para uma temporada independente entre os dias 28 de maio e 7 de junho. Criada pela atriz Amanda Curedes, ao lado da diretora Laís Cristina, a montagem parte de uma experiência pessoal para construir uma narrativa sobre memória, cuidado e identidade. “A peça nasce da minha relação com a minha avó e da tentativa de entender o que permanece quando quase tudo se perde”, comenta Amanda.

Inspirado na história real de Eunice, avó da atriz, o espetáculo acompanha o avanço do Alzheimer e a perda gradual das memórias, até o ponto em que quase tudo desaparece, menos o nome do marido. Em cena, Amanda conduz esse percurso a partir da perspectiva da neta, revisitando a trajetória da avó e reconstruindo fragmentos de uma vida atravessada pelo cuidado, pelo trabalho e pela família.

Acessibilidade como eixo de criação
Um dos eixos centrais do espetáculo é a construção bilíngue em Português e Libras. Pensado desde o início para incluir o público surdo, o trabalho vai além da tradução simultânea: toda a dramaturgia é sinalizada em cena, integrando as duas línguas como parte da estrutura narrativa.

A presença da Libras atravessa ritmo, composição e atuação, criando uma experiência que amplia as possibilidades de comunicação e percepção no teatro. A consultoria em Libras é realizada por Gabriela Grigolom (Negabi), artista surda, em colaboração com o intérprete Nathan Sales, garantindo que a Libras esteja presente como língua de criação e não apenas como recurso de acessibilidade. O espetáculo também se relaciona com as investigações do CPTB – Coletivo de Pesquisa em Teatro Bilíngue, que acompanha o projeto como espaço de experimentação artística. “O processo de criação foi também um processo de aproximação com a Libras. A dramaturgia foi sendo construída junto com essa língua, entendendo como o corpo, o tempo e o espaço se organizam a partir dela”, comenta Amanda.

Memória, cuidado e identificação
Ao reconstruir a trajetória de Eunice, a peça lança um olhar sobre a vida de mulheres que dedicaram grande parte de suas histórias ao cuidado de outros, como mães, avós, esposas e trabalhadoras, e que, muitas vezes, tiveram suas próprias identidades diluídas por esses papéis.

Sem tratar o Alzheimer apenas como tema clínico, o espetáculo se aproxima das experiências cotidianas de quem convive com a doença, abordando suas dimensões afetivas, familiares e sociais. “Apesar de partir de uma história pessoal, é um trabalho que encontra identificação em muitas pessoas, principalmente em quem já viveu de perto o Alzheimer na família”, afirma Laís.

A temporada marca a continuidade de uma pesquisa artística que se desdobra agora em formato independente, reunindo artistas em torno de um processo colaborativo. Voltada para todos os públicos, a peça dialoga especialmente com mulheres, idosos, familiares de pessoas com Alzheimer e a comunidade surda.

SERVIÇO:
Manual de Como Não Esquecer Meu Nome
Datas: 28 a 31 de maio e 4 a 7 de junho (quinta a domingo)
Horários: Qui e sex às 20h | Sáb às 18h e 20h | Dom às 16h e 18h
Local: Mini auditório Glauco Flores de Sá Brito – Teatro Guaíra (Rua Amintas de Barros, 70 – Centro, Curitiba)
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre
Língua: Português e Libras
Ingressos: R$ 40, (inteira) | R$ 20, (meia-entrada) + taxas
Link: aqui
*À venda pelo Disk Ingressos e na bilheteria do teatro
Instagram: @teatromanual
Apoio: Larissa Camargo Confeitaria | Garalhufa Escola de Atuação | Padaria América

A atriz Amanda Curedes em cena do espetáculo Manual de Como Não Esquecer Meu Nome, que aborda memória e afeto em uma construção bilíngue entre Português e Libras. Crédito foto: Luiza Helena.

Sobre Amanda Curedes: Amanda Curedes é atriz, palhaça e professora de teatro, formada em Artes Cênicas pela UNESPAR- FAP. Faz parte do CPTB- Coletivo de Pesquisa de  Teatro Bilíngue(Português e Libras), investigando memória, e experimentações que entrelaçam as duas línguas na cena teatral. Integra o Grupo de Teatro de Rua Olho Rasteiro, com participação em espetáculos e festivais, e além do teatro também  atua no audiovisual, em 2024 participou do curta metragem “Depois Vem o Silêncio” com a personagem protagonista bilíngue “Beatriz”. Atua também como educadora na formação artística de crianças e adolescentes no Instituto Playing For Change e realizou alguns trabalhos como professora de teatro em cursos de formação voltados a comunidade surda com a produtora Fluindo Libras em Curitiba.

Sobre Laís Cristina: diretora, atriz e bacharel em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná, com 15 anos de trajetória dedicada ao teatro, marcada pelo aprofundamento contínuo em processos criativos e pesquisa artística. Seu trabalho se concentra na criação cênica em português e Libras, reconhecendo a língua de sinais como elemento estruturante da dramaturgia e da composição visual. Dirigiu as montagens Todos os Ossos da Língua (2023) e Copo d’Água à Uma e Quinze. Atualmente está à frente de Manual de Como Não Esquecer Meu Nome, espetáculo que articula memória e presença em uma encenação que valoriza o encontro entre diferentes modos de sentir e perceber a cena.

Ficha técnica:
Direção: Laís Cristina | Atuação: Amanda Curedes | Dramaturgia: Amanda Curedes e Laís Cristina | Consultoria em Libras: Gabriela Grigolom e Nathan Sales | Intérprete de Libras: Nathan Sales | Músicos: José Moura e Paulo Chierentini | Trilha original: José Moura, Paulo Chierentini e Wenry Bueno | Iluminação: Anry Aider | Operação de som: Nathani Ribeiro | Cenografia: Kamile Enzo | Cenotécnicos: Luis Curedes e Juvenal Pereira | Figurino: Belle Viana | Preparação corporal: Ane Adade | Interlocução acadêmica: Stela Fischer, Milena Flick, Márcio Mattana e Giovana Maria de Oliveira | Produção: Laís Cristina e Luiza Helena | Mídia e comunicação: Luiza Helena | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo

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13º FESTIVAL COMÉDIA ENCENA OCUPA CURITIBA COM HUMOR, DRAMA E EXPERIÊNCIAS TEATRAIS PARA TODOS OS PÚBLICOS

De 7 de maio a 7 de junho, festival reúne espetáculos que transitam entre comédia, drama e diferentes experiências cênicas

Nem só de riso vive a comédia. Na 13ª edição do Festival Comédia EnCena, o humor se expande e se aproxima de temas, afetos e conflitos que atravessam o cotidiano. Entre os dias 7 de maio e 7 de junho de 2026, o Teatro Barracão EnCena recebe uma programação que percorre a comédia, o drama e a dramédia, reunindo criações próprias, grupos convidados e diferentes modos de relação com o público. “O festival cresce a cada edição, tanto em diversidade de propostas quanto na relação com o público. A ideia é criar um espaço onde diferentes experiências possam conviver”, afirma Juscelino Zilio, diretor do Teatro Barracão EnCena.

A abertura acontece no dia 7 de maio com Séquiço, Dorgas & Róquenrróu, do grupo criaCorvos, que retorna ao festival também com Inferno: A (Divina) Comédia, uma releitura irreverente do clássico de Dante. Nos primeiros dias, entram em cartaz Anáguas, Florais e Gin Tônica, comédia que mistura humor e memória afetiva, e Encontro em Semibreve ou Depois da Partida, realizada em parceria com o Teatro do Alvorecer, que investiga as permanências e rupturas nas relações amorosas.

Ao longo da programação, o Barracão EnCena apresenta diferentes frentes de sua produção. Em Entre Risos e Improvisos, o jogo cênico se constrói a partir da participação direta do público, enquanto Crush se volta ao universo adolescente, abordando descobertas, inseguranças e afetos. Já Valentin, inspirado na obra do dramaturgo alemão Karl Valentin, resgata o humor crítico e fragmentado dos cabarés europeus do início do século XX.

Rir, pensar e sentir: outras camadas da comédia
A programação também dedica espaço às infâncias, com os espetáculos João e Maria, que incorpora elementos da cultura brasileira à narrativa clássica dos irmãos Grimm, e A Incrível Aventura de Sofia e Vovô Ludovico, em parceria com a BN Produções, que aposta na imaginação e na relação entre gerações como motor da cena.

O drama aparece ao longo da programação e ganha destaque em diferentes momentos do festival. Na comédia Tem um Nome pra Isso, produção em parceria com a Sociedade Poética, com texto e direção de Pagu Leal, a maternidade é abordada a partir de suas contradições, tensões e sobrecargas cotidianas. Já Os Vivos e os Mortos, dirigido por Edson Bueno, propõe uma reflexão sobre amor, memória e finitude, enquanto Dois Perdidos Numa Noite Suja, com direção de Silvia Monteiro e produzida pela BN Produções, mergulha em um universo urbano marcado por desigualdades e conflitos. Completa esse eixo o solo A Saga de Lauren na Terra Sem Sol, de Cris Raséc, da produtora Sala de Atriz de São Paulo, que articula questões de identidade, opressão e emancipação feminina.

Entre os formatos que deslocam a experiência teatral, o festival apresenta O Enigma, inspirado na obra O Assassinato no Expresso Oriente, de Aghata Christie, realizado em parceria com a Serra Verde Express. A proposta leva o público para dentro de um trem em movimento, onde a narrativa se constrói a partir da participação direta dos espectadores, que são os detetives da história, aproximando teatro e jogo investigativo.

Ao longo de mais de um mês de programação, o Festival Comédia EnCena abre espaço para encontros e experiências compartilhadas, aproximando artistas e público em diferentes propostas estéticas e formatos de fruição. “A gente acredita na comédia como porta de entrada, mas também como linguagem potente para falar de temas profundos. Nesta edição, o público vai rir, mas também vai se emocionar e se reconhecer em cena”, afirma Mevelyn Gonçalves.

Trajetória: um festival que cresce com o tempo
Criado em 2011, o Festival Comédia EnCena nasceu no Teatro Barracão EnCena e, ao longo dos anos, se consolidou como um espaço próprio de criação e encontro com o público. Realizado de forma independente, o festival se sustenta por meio de parcerias, incentivos e apoio de pessoas físicas, reunindo espetáculos já reconhecidos e novos trabalhos da cena local. “Foi um movimento natural de crescimento. Ao longo do tempo, entendemos o festival como um espaço nosso, de continuidade e troca com o público”, afirma Mevelyn Gonçalves, diretora do teatro e produtora do festival.


Dois Perdidos Numa noite suja. Foto: José Estevam.

SERVIÇO: 13º Festival Comédia EnCena
Local: Teatro Barracão EnCena (Rua Treze de Maio, 160)
Data: 07 de maio a 07 de junho de 2026
Ingressos: de R$ 30 a R$ 90 (consulte valores por espetáculo)
Sympla: aqui
Classificação indicativa: variada (de livre a 16 anos)

Vendas: bilheteria do teatro e canais oficiais
Informações: @teatrobarracaoencena | www.barracaoencena.com.br 

PROGRAMAÇÃO:

07/05 (quinta-feira) – 20h: Séquiço, Dorgas & Róquenrróu (criaCorvos). Abertura do festival com humor irreverente e esquetes que misturam nonsense, música e crítica.

08/05 (sexta-feira) – 20h | 09/05 (sábado) – 18h30 | 10/05 (domingo) – 21h: Anáguas, Florais e Gin Tônica (Barracão EnCena). Comédia que mistura memória, afeto e relações, acompanhando um casal em sua trajetória.

09/05 (sábado) – 21h | 10/05 (domingo) – 18h30 | 14/05 (quinta-feira) – 20h: Encontro em Semibreve ou Depois da Partida (Barracão EnCena + Teatro do Alvorecer). Dramédia sobre encontros, despedidas e os atravessamentos do amor.

10/05 (domingo) – 16h | 17/05 (domingo) – 11h30 | 24/05 (domingo) – 16h: A Incrível Aventura de Sofia e Vovô Ludovico (Barracão EnCena). Espetáculo infantil que convida o público a uma viagem pelo universo da imaginação.

15/05 (sexta-feira) – 20h | 16/05 (sábado) – 21h | 17/05 (domingo) – 18h30: Entre Risos e Improvisos (Barracão EnCena). Show de improviso com participação da plateia, cada sessão é única.

17/05 (domingo) – 21h | 06/06 (sábado) – 18h30 | 07/06 (domingo) – 18h30: Inferno: A (Divina) Comédia (criaCorvos). Adaptação irreverente da obra de Dante, com humor ácido e visual impactante.

21/05 (quinta-feira) – 20h | 23/05 (sábado) – 18h30 | 24/05 (domingo) – 21h: Os Vivos e os Mortos. Drama sobre amor, memória e as marcas deixadas pelas relações.

22/05 (sexta-feira) – 20h | 23/05 (sábado) – 21h | 24/05 (domingo) – 18h30: Tem um Nome pra Isso (Barracão EnCena). Comédia sensível sobre maternidade, sobrecarga e afetos contemporâneos.

24/05, 31/05 e 07/06 (domingos) – 16h: João e Maria (Barracão EnCena). Clássico infantil com elementos da cultura brasileira e participação do público.

28/05 (quinta-feira) – 20h | 30/05 (sábado) – 18h30 | 31/05 (domingo) – 18h30: Crush (Barracão EnCena). Comédia juvenil que aborda descobertas, sexualidade e o universo adolescente.

29/05 (sexta-feira) – 20h | 30/05 (sábado) – 21h | 31/05 (domingo) – 21h: Valentin (Barracão EnCena). Espetáculo inspirado no cabaré alemão, com humor crítico e cenas do cotidiano.

04/06 (quinta-feira) – 20h: A Saga de Lauren na Terra Sem Sol. Solo que aborda opressões e atravessamentos femininos em busca de liberdade.

05/06 (sexta-feira) – 20h | 06/06 (sábado) – 21h | 07/06 (domingo) – 21h: Dois Perdidos Numa Noite Suja. Clássico do teatro brasileiro sobre desigualdade e sobrevivência urbana.

05/06, (sexta-feira) | 06/06 (sábado) | 07/06 (domingo) – 19h30: O Enigma (Barracão EnCena + Serra Verde Express). Experiência imersiva em um trem em movimento, onde o público participa da investigação.

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“MARGENS DE SI”: EXPOSIÇÃO DE GABRIELA QUEIROZ RETORNA A CURITIBA E TRANSFORMA O AUTORRETRATO EM TRAVESSIA SENSÍVEL

Na foto de Hero Aditya da Mutare marketing, a artista Gabriela Queiroz apresenta Margens de Si em Curitiba, exposição que reúne 21 anos de pesquisa em autorretrato, memória e identidade. Em cartaz de 9 de maio a 15 de junho na Soma Galeria.

Mostra gratuita reúne 21 anos de pesquisa em artes visuais e propõe ao público uma experiência entre imagem, memória e identidade

Curitiba recebe, de 9 de maio a 15 de junho, a exposição Margens de Si, da artista visual brasileira Gabriela Queiroz, em cartaz na Soma Galeria. Com entrada gratuita, a mostra apresenta um conjunto de obras construídas ao longo de mais de duas décadas de pesquisa contínua, tendo o autorretrato como eixo central.

Com circulação por cidades como Cascavel, Maringá, Toledo e Foz do Iguaçu, o projeto retorna a Curitiba em uma nova etapa, após já ter sido apresentado anteriormente no Museu Municipal de Arte de Curitiba (MuMa), agora na Soma Galeria, com ações formativas e de mediação que aprofundam o diálogo com o público.

Mais do que uma exposição, Margens de Si se configura como um percurso: um corpo de trabalho em constante transformação que encontra, em cada cidade, novas camadas de leitura. “Cada lugar por onde o projeto passa modifica também a forma como ele é visto e sentido. Em Curitiba, essa travessia se amplia justamente pelo encontro com o público e pelas possibilidades de troca”, afirma a artista. O projeto se desdobra, assim, como experiência viva, que aproxima o público dos processos da artista e cria espaços de convivência e escuta.

Travessias do autorretrato: imagem, tempo e processo
Iniciado em 2005, a pesquisa poética de Margens de Si nasce do gesto de voltar o olhar para si, não como espelho fiel, mas como território instável, atravessado pelo tempo. Ao longo dos anos, Gabriela Queiroz desenvolve uma pesquisa em que o autorretrato deixa de ser representação e passa a operar como linguagem, método e pensamento visual.

As obras, realizadas em gravura, como litografia e calcografia, técnica mista e videoarte, exploram repetições, deslocamentos e sobreposições. São imagens que insistem em retornar, nunca idênticas, como se cada uma carregasse vestígios da anterior e anunciasse a próxima. Rostos que se reconhecem sem se fixar. Presenças que oscilam entre permanência e transformação. “Não se trata de representar um rosto, mas de investigar o que está além da superfície, em algum lugar desconhecido da memória”, afirma a artista. Em muitas das imagens, é o olhar que sustenta essa continuidade, mesmo diante das variações formais. “Mesmo quando as imagens se transformam, existe algo no olhar que permanece, e percebo que é ele que conecta todas essas versões, que constituem esse corpo autoficcional”, completa Gabriela Queiroz.

Programação e experiência do público
A exposição se organiza como um campo aberto de leituras, onde diferentes momentos da pesquisa coexistem. O público é convidado a percorrer essas imagens como quem atravessa camadas, de memória, de experiência e de construção do eu, em um espaço que propõe pausa, escuta e percepção.

A programação tem início em 9 de maio, com abertura e presença da artista, e segue em cartaz até 15 de junho. Durante o período expositivo, serão realizadas oficinas de gravura e ações de contrapartida social. No dia 29 de maio, acontece um encontro com a artista no espaço expositivo, seguido, no dia 30, pelas oficinas em dois turnos. Integra ainda a programação uma atividade no Cense Curitiba, voltada a adolescentes em medida socioeducativa. O projeto conta com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, catálogo em braile e tradução em Libras.

SERVIÇO:
Exposição: Margens de Si
Local: Soma Galeria (R.Mal. José B Bolamnn, 730 – Bigorrilho, Curitiba)
Período: 09 de maio a 15 de junho de 2026
Abertura: 09 de maio de 2026, com presença da artista
Visitação: de terça a domingo (horários a confirmar com a galeria)
Entrada: gratuita
Classificação: livre

SERVIÇO:
Oficinas de Gravura
Inscrições: aqui
Local: Soma Galeria
Dia: 30 de maio, sábado
Turma 1: 9h às 12h, ou Turma 2: 14h às 17h
Dia: 29 de maio, Oficina especial – Cense Curitiba

Gabriela Queiroz é artista visual brasileira, natural de Cascavel (PR), com mais de 20 anos de pesquisa nas artes visuais, tendo o autorretrato como eixo central de investigação. Iniciado em 2005, o projeto Margens de Si articula gravura, técnica mista e videoarte, explorando a imagem como campo de transformação contínua.

Sua produção investiga o corpo como território simbólico atravessado por memória, tempo e processos de subjetivação, construindo obras que tensionam a ideia de identidade fixa. Já apresentou o projeto em diferentes cidades do Paraná, incluindo Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo e Curitiba (MuMa), e em 2026 dá continuidade à circulação por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

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MOSTRA ESPETACULAR CELEBRA 10 ANOS E TRANSFORMA CURITIBA EM TERRITÓRIO DE IMAGINAÇÃO PARA AS INFÂNCIAS

Na foto de Gerson Rubim, o espetáculo Fiu Fiu.

De 25 de abril a 3 de maio, programação gratuita ocupa a capital do Paraná com atrações nacionais e internacionais

Há dez anos, um gesto insiste em acontecer: criar espaço para que crianças encontrem a arte e, nela, descubram novas formas de ver, sentir e existir no mundo. A Espetacular – Mostra Internacional de Artes para Crianças chega à sua 10ª edição com esse movimento, ocupando Curitiba com uma programação gratuita que atravessa linguagens, territórios e gerações. Teatro, dança, música, circo, artes visuais e experiências sensoriais se distribuem por diferentes espaços da cidade, convidando o público a participar ativamente das propostas.

Logo na abertura, a mostra já anuncia seu tom. No dia 25 de abril, às 16h, o Teatro Bom Jesus recebe Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros, do Grupo Tibanaré, de Cuiabá (MT). Em cena, dois passarinhos descobrem o encontro como possibilidade, em uma delicada combinação de teatro, dança e palhaçaria que aborda afeto, descoberta e presença.

Uma década de encontros
Idealizada por Michele Menezes e produzida pela Pró Cult, a Mostra Espetacular chega ao décimo ano sem perder aquilo que a move desde o início: a infância como linguagem, presença e potência criativa. A curadoria é assinada por Michele em parceria com Bebê de Soares, em um processo contínuo de construção de uma programação diversa e sensível, voltada ao desenvolvimento integral das crianças por meio da arte.

Mais do que apresentar espetáculos, a mostra constrói um ambiente. Ao longo dos anos, ocupou teatros, escolas, ruas e espaços alternativos, aproximando artistas e crianças em experiências que ultrapassam o palco. Para Bebê de Soares, o contato com as artes na infância fortalece dimensões essenciais do desenvolvimento, como criatividade, comunicação, pensamento crítico, consciência cultural e vínculos com a comunidade. “Chegar à décima edição é perceber que o mais importante não é o que já fizemos, mas o que ainda pode acontecer a partir desses encontros”, afirma.

Arte que atravessa a cidade
Durante a programação, Curitiba se transforma em um território de experiências. Espetáculos, oficinas, intervenções urbanas e ações formativas convidam o público a se envolver não apenas como espectador, mas como parte ativa da cena.

Entre os destaques está a exposição Pinturas Imaginadas, de Cintia Alves (Barueri/SP), que realiza no dia 25 o bate-papo pré-exposição, às 12h, na Alfaiataria. A abertura acontece no dia 28 de abril, com visitação até 3 de maio, no Vão Livre do MON. No dia 26, a Alfaiataria recebe a performance sensorial Ceci e a Caixa de Aromas, de Lu Comin (Salvador/BA), das 10h às 13h, enquanto o Miniauditório do Teatro Guaíra apresenta Brio Breu, da Sol-te Companhia (Curitiba/PR), com sessões às 11h e 16h.

No dia 1º de maio, o Memorial de Curitiba recebe A Menina dos Olhos D’Água, do Coletivo Gompa (Porto Alegre/RS), às 16h. Já no dia 2, o Centro Histórico se torna espaço de criação com o Walking Tour do coletivo Nós em Traço, às 10h, e o público também pode assistir ao espetáculo internacional Con un kilo de harina, da companhia de Fernán Cardama (La Plata, Argentina), às 16h, no Ave Lola.

A programação inclui ainda experiências voltadas à primeira infância, como Baby Bouge!, com a artista DoraW, no Studio D1, às 10h, no dia 1º de maio. No dia 3 de maio, o Memorial de Curitiba recebe a intervenção-instalação Casa de Madeira, da Laço Arte e Acessibilidade (Jaraguá do Sul/SC), e o encerramento acontece às 16h, no Teatro Solos, com Baquetinhá, do Grupo Baquetá, reunindo música, brincadeira e ancestralidade.

Um festival que também é ponte
Além das apresentações, a Mostra realiza o 2º Encontro de Programadores de Festivais de Artes Cênicas para Crianças, entre os dias 25 e 27 de abril. A iniciativa reúne profissionais do Brasil e do exterior em uma programação de mesas e atividades formativas, fortalecendo redes, ampliando possibilidades de circulação e posicionando Curitiba como um importante ponto de articulação para as artes voltadas às infâncias.

Organizado em três eixos, curadoria e programação, difusão e internacionalização, e sustentabilidade e modos de produção, o encontro promove trocas entre artistas, produtores e programadores. As atividades são gratuitas, com ingressos disponíveis via Sympla.

A abertura acontece no dia 25, às 18h, na Agrupa Cultura, com a mesa Por dentro da curadoria, que propõe um compartilhamento sobre processos curatoriais, critérios de escolha de obras e modos de construção de programações para festivais.

No dia 26, a programação segue na Alfaiataria, com a mesa Dramaturgia para crianças: questões de hoje, às 10h30, reunindo artistas para discutir caminhos contemporâneos da escrita cênica para as infâncias, e, às 18h, com Circuitos internacionais: estratégias de circulação e parceria, voltada à troca de experiências sobre mobilidade, redes de cooperação e intercâmbios.

O encontro se encerra no dia 27, às 10h, no Centro Cultural Sistema Fiep, com a mesa Construindo pontes, dedicada à sustentabilidade, modos de produção e continuidade de festivais voltados às infâncias.

Para Michele Menezes, celebrar é seguir em movimento. A 10ª edição não se coloca como ponto de chegada, mas como continuidade. “Temos hoje um festival que cresce junto com seu público e que, a cada ano, reafirma algo simples e essencial: o direito de toda criança à arte”, diz.

SERVIÇO:
10ª Espetacular – Mostra Internacional de Artes para Crianças
Dias: 25 de abril a 3 de maio de 2026
Ingressos espetáculos e encontro com programadores: todas as atrações são gratuitas (retirada via Sympla ou diretamente nos locais, conforme programação)
Inscrições oficinas: via formulário no link da bio @mostraespetacular
Informações sobre locais e programação completa: @mostraespetacular e www.mostraespetacular.com.br

PROGRAMAÇÃO:
Uma semana de encontros, encantamento e arte em movimento. A programação começa na sexta-feira (25/4) e segue até 3 de maio, ocupando diversos espaços da cidade. Entre os dias 25 e 27 de abril, acontece também o 2º Encontro de Programadores de Festivais de Artes Cênicas para Crianças, com atividades gratuitas e ingressos disponíveis via Sympla.

Sexta (25/4): Pinturas Imaginadas: Bate-papo pré-exposição (12h Alfaiataria), Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros (16h, Teatro Bom Jesus); encontro com Cintia Alves (atividade em definição), às 12h, na Alfaiataria; mesa Por dentro da curadoria (18h, Agrupa Cultura).

Sábado (26/4):
Ceci e a Caixa de Aromas (10h, Alfaiataria); Brio Breu (11h e 16h, Teatro Mini Guaíra); mesa Dramaturgia para crianças: questões de hoje (10h30, Alfaiataria); mesa Circuitos internacionais: estratégias de circulação e parceria (18h, Alfaiataria).

Segunda (27/4): Mesa Construindo pontes (10h, Centro Cultural Sistema Fiep).

Terça (28/4): Exposição Pinturas Imaginadas, de Cintia Alves, no Vão Livre do MON (em cartaz até 3 de maio).

Quinta (1/5): Baby Bouge! (10h, Studio D1); A Menina dos Olhos D’Água (16h, Teatro Londrina no Memorial de Curitiba).

Sexta (2/5): Walking Tour pelo Centro Histórico com o coletivo Nós em Traço (10h); Con un kilo de harina (16h, Ave Lola).

Sábado (3/5): Casa de Madeira (10h, Memorial de Curitiba); encerramento com Baquetinhá (16h, Teatro Solos).

FICHA TÉCNICA:
Direção artística e curadoria: Michele Menezes | Curadoria: Bebê de Soares | Direção de produção: Iara Elliz | Produção executiva: Ana Costa | Produção técnica: Carol Vaccari | Financeiro: Nelcy Mendonça | Assistente de produção: Katarina Duarte | Design gráfico: Jeff Celophane | Estrategista digital e video creator: Gabriela Berbert | Registro fotográfico: Vitor Dias | Assessoria de imprensa: Bruna Bazzo

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ENTRE PÁGINAS E CAMINHOS: PROJETOS UNEM LITERATURA, TEATRO E AGROECOLOGIA EM AÇÕES PARA AS INFÂNCIAS

A Terra do Povo da Graça, circulação de 2017. Na foto de Robson de Paula, da esquerda para a direita: Laís Rossatto (Palhaça Catarina), Yara Rossatto (Palhaça Solara) e Gabriel Teixeira Oliveira (Palhaço 100noção).

Lançamento do livro digital Mãe Terra acontece em Curitiba no dia 26 de abril, enquanto circulação teatral Tripé Mar Adentro percorre o litoral paranaense entre 27 de abril e 8 de maio.

Um livro que nasce em família e uma estrada que se abre para o encontro com crianças do litoral paranaense. Dois gestos que se conectam pelo mesmo fio: o cuidado com a terra, com a imaginação e com os modos de viver juntos.

No dia 26 de abril, a Semente Produções Culturais realiza, em Curitiba, o lançamento presencial do livro digital “Mãe Terra – Fábula, Canções e Cartilha Agroecológica para Infâncias”, em um encontro aberto ao público no espaço Doce de Cidra, no bairro Água Verde. A proposta é simples e afetiva: um café de domingo à tarde, com a exibição do audiolivro, reunindo narrativa, canções e imagens, seguida de um bate-papo com os autores. Durante o encontro, o público será convidado a assistir coletivamente à obra, em uma experiência sensível que integra escuta, leitura e visualidade. Após o lançamento, o livro será disponibilizado gratuitamente, com acesso via QR Code e link na bio do Instagram @semente.cultura, ampliando o alcance ao público interessado.

Voltado às infâncias, Mãe Terra é mais que uma fábula. A obra reúne narrativa, canções originais que foram compostas por Gabriel Teixeira Oliveira antes mesmo da história ser escrita, tornando-se seu fio condutor, e uma pequena cartilha elaborada pela mestra em educação no campo Laís Rossatto, abordando a agroecologia de forma sensível e acessível. Criado em um processo profundamente familiar, com ilustrações, músicas e concepção assinadas por diferentes integrantes da mesma família, o livro nasce do desejo de cultivar, desde cedo, outras formas de relação com o planeta. “É um trabalho feito com muito carinho, que reúne arte, afeto e reflexão. A gente acredita que essas sementes, quando plantadas na infância, podem florescer de muitas formas ao longo da vida”, comenta a idealizadora e uma das autoras, Yara Rossatto.

Arte que percorre territórios
Enquanto o livro encontra seu primeiro público em um encontro íntimo e presencial, outro projeto da produtora percorre caminhos mais amplos: o litoral do Paraná.

Entre os dias 27 de abril e 8 de maio, a circulação “Tripé Mar Adentro – A aventura continua” leva o espetáculo A Terra do Povo da Graça a 15 escolas públicas de comunidades rurais e do campo, nos municípios de Guaraqueçaba, Antonina, Morretes e Paranaguá. Viabilizado pelo edital Viva Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (SEEC-PR), por meio da Política Nacional Aldir Blanc, o projeto promove o acesso à arte para crianças da rede pública. A peça, conduzida por três palhaços, convida o público infantil a refletir sobre o mundo em transformação, abordando temas como sustentabilidade, consumo e relações humanas por meio do teatro e da ludicidade.

Além das apresentações, o projeto inclui oficinas de jogos teatrais e criação artística com materiais naturais, propondo uma experiência imersiva que conecta arte, território e vivência.

Uma trajetória em continuidade
Com trajetória marcada por andanças, a companhia soma 12 anos de percurso entrecortado. A circulação retoma um projeto apresentado pela última vez em 2017. Hoje, os artistas vivem em diferentes territórios, Laís, radicada na Bahia, e o casal Yara e Gabriel, em Curitiba, o que torna o reencontro ainda mais significativo.

Se no litoral a proposta é chegar até as crianças, nas escolas e comunidades, em Curitiba o convite se abre para famílias, educadores e interessados: um momento de pausa, escuta e partilha.

Entre páginas digitais e estradas de terra, os dois projetos revelam diferentes formas de presença, ambas guiadas pela mesma pergunta: que mundo estamos cultivando, e com quais histórias queremos crescer?

SERVIÇO:
Lançamento do livro Mãe Terra – Fábula, Canções e Cartilha Agroecológica para Infâncias
Data: 26 de abril (domingo)
Horário: 15h às 18h
Local: Doce de Cidra (Rua Cândido Xavier, 521 – Água Verde, Curitiba)
Entrada: gratuita e aberta ao público

Ficha técnica:
Criação: Yara Rossatto, Gabriel Teixeira Oliveira e  Laís Rossatto | Texto (fábula): Yara Rossatto | Cartilha e concepção pedagógica em agroecologia: Laís Rossatto | Ilustrações: Sol Rossato Oliveira | Projeto gráfico: Yara Rossatto | Revisão: Brisa Teixeira | Audiolivro – voz: Yara Rossatto | Produção musical, gravação e edição: Gabriel Teixeira Oliveira | Canções – composições e arranjos: Gabriel Teixeira Oliveira, Alexandre Rodrigues e Paulo Teixeira | Vozes: Gabriel Teixeira Oliveira, Sol Rossato Oliveira, Laís Rossatto, Yara Rossatto | Participações: Alexandre Rodrigues (voz e pífano), Paulo Teixeira (voz e piano) e Felipe Sartori “Boquinha” (bateria) | Produção: Semente Produções Culturais | Incentivo: Lei de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba / Prefeitura de Curitiba | Realização: Lei Paulo Gustavo – Ministério da Cultura / Governo Federal

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“AOS COMPANHEIROS DE ESTRADA” RETORNA A CURITIBA E TRANSFORMA O SERTÃO EM TRAVESSIA VIVA NO PALCO DO MINIAUDITÓRIO DO GUAÍRA

Na foto de Felipe Moura, cena do espetáculo “Aos Companheiros de Estrada”, que retorna ao miniauditório do Guaíra, convidando o público a uma travessia poética pelo sertão brasileiro, entre memória, corpo e paisagem.

Espetáculo inspirado no universo de João Guimarães Rosa realiza temporada gratuita, de 29 de abril a 10 de maio, no auditório Glauco de Flores de Sá Brito, em Curitiba, com teatro físico, música ao vivo e ações formativas gratuitas

“O sertão não começa no mapa. Começa no encontro”. É desse lugar, íntimo e coletivo, que brota “Aos Companheiros de Estrada”, que retorna a Curitiba para nova temporada de 29 de abril a 10 de maio, no Miniauditório do Guaíra, com apresentações gratuitas de quarta a domingo. Em cena, o público é convidado não apenas a assistir, mas a caminhar.

Inspirada no universo de João Guimarães Rosa e nas travessias reais da atriz Camila Ferrão pelo sertão mineiro, a obra costura teatro físico, música ao vivo e poesia brasileira em uma experiência sensorial que pulsa entre memória, território e identidade. “Mais do que um espetáculo, a ideia é a prática de encontro: um convite a atravessar o país que nos habita e reconhecer nele fragmentos de quem somos”, explica Camila.

A dramaturgia nasce da vivência no chamado Caminho do Sertão, atravessando comunidades quilombolas e paisagens do Cerrado, berço das águas do Brasil. O resultado é um teatro que oscila entre o depoimento e a fabulação, entre o corpo e a palavra, entre o íntimo e o país. No palco, a travessia ganha forma: o sertão surge como geografia e estado de espírito, revelando um Brasil profundo, de rios ameaçados, culturas resistentes e histórias que insistem em existir.

Após sessões de estreia com forte recepção de público, a montagem retorna ao Mini Guaíra com 12 apresentações confirmadas e a perspectiva de circulação por outros espaços da cidade.

A temporada amplia suas portas e escutas: haverá sessões com intérprete de Libras nos dias 8 e 9 de maio, às 20h, e 10 de maio, às 16h e 19h, além de conversas com o público após apresentações específicas, criando espaços de troca direta entre artistas e espectadores.

Como extensão da cena, o projeto realiza duas oficinas formativas gratuitas, desdobramentos do próprio processo criativo. Em “Corpo-Escrita: Criação de Dramaturgia”, Camila Ferrão e Victor Lucas Oliver conduzem um mergulho nas relações entre palavra, imagem e presença. Já em “Criação de Solos a partir do Teatro Gestual”, Victor investiga o corpo como dramaturgia viva, onde gesto, silêncio e movimento se tornam linguagem.

Sinopse: Fruto de uma imersão sócio-eco-literária no sertão mineiro, o espetáculo nasce do encontro entre artistas e território, inspirando-se na obra de Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, e nas travessias reais vividas nesse espaço onde brotam algumas das principais águas do país.

Em cena, teatro, música, dança e artes visuais se entrelaçam para construir uma narrativa que atravessa memória, território e urgência ambiental, refletindo sobre o presente e os caminhos que estamos escolhendo seguir.

Serviço:
Espetáculo: Aos Companheiros de Estrada
Local: Miniauditório – Auditório Glauco Flores de Sá Brito (Rua Amintas de Barros, s/n)
Temporada: 29 de abril a 10 de maio de 2026 (quarta a sábado às 20h e domingo às 16h e 19h)
Sessões com Libras: 08 e 09/05 (20h) | 10/05 (16h e 19h)
Bate-papo após sessão: 29/04 e 07/05

Ações  formativas
Oficina Corpo-Escrita: Criação de Dramaturgia, com Camila Ferrão e Victor Lucas Oliver
Dia: 14/05 às 19h

Oficina Criação de Solos a partir do Teatro Gestual
com Victor Lucas Oliver
Dia: 15/05 às 19h
Local: Toca Atelier (Av. Vicente Machado, 198, Curitiba)

Inscrições: gratuitas neste link
Vagas: 12 por oficina

Classificação: 18 anos

Assessoria de Imprensa
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“REVISITANDO A GRANDEZA QUE SOMOS – CARTAS PARA TEREZA DE BENGUELA” ESTREIA EM CURITIBA COM APRESENTAÇÕES GRATUITAS E PROGRAMAÇÃO FORMATIVA

Na foto de Lelo Sasso, as atrizes Flávia Imirene e Sol do Rosário em “Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela”. Temporada gratuita de 16 a 19 e 22 a 26 de abril, no Teatro José Maria Santos, em Curitiba.

Espetáculo inspirado na trajetória de Tereza de Benguela ocupa o Teatro José Maria Santos, em temporada gratuita de 16 a 19 e 22 a 26 de abril, articulando memória, ancestralidade e criação contemporânea, e integra projeto com ações acessíveis e oficina formativa gratuita com o artista Nando Zâmbia, com vagas limitadas.

Curitiba recebe, em abril, a estreia do espetáculo “Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela”, uma criação que entrelaça memória, ancestralidade e cena contemporânea para reverberar a força e a continuidade das histórias de mulheres negras no Brasil. Com apresentações gratuitas no Teatro José Maria Santos, o projeto propõe uma experiência que vai além da cena, articulando também ações formativas e de acessibilidade.

Uma estreia que convoca memória e presença
Inspirado na trajetória de Tereza de Benguela, liderança quilombola do século XVIII, o espetáculo acompanha o encontro entre duas mulheres negras e suas histórias atravessadas pelo tempo. Em cena, realidade e ficção se misturam como possibilidade de revisitar memórias, refletir sobre o presente e projetar futuros. “Essa criação é também um gesto de escuta e de reconexão com aquilo que nos atravessa como memória e como possibilidade de futuro”, afirma Flávia Imirene.

Interpretado por Flávia Imirene e Sol do Rosário, com direção de Sabrina Marques, o trabalho nasce de um processo criativo que inclui vivências no Quilombo Paiol de Telha (Guarapuava – PR), fortalecendo o diálogo com saberes ancestrais e práticas coletivas. A criação se insere na trajetória do OMI Núcleo Artístico e Cavala Produções ao propor narrativas que expandem o imaginário cultural a partir de perspectivas negras e afro-brasileiras. “Quando a gente sobe em cena, não estamos sozinhas, estamos em continuidade com muitas outras histórias que vieram antes e seguem pulsando através de nós”, completa Sol do Rosário.

Acessibilidade como parte da obra
Como desdobramento do espetáculo, o projeto investe na formação e no acesso, com sessões que contam com intérprete de Libras, audiodescrição e visitas guiadas para pessoas cegas ou com baixa visão. As apresentações com audiodescrição acontecem nos dias 25 e 26 de abril (sábado e domingo), e no sábado, dia 25, haverá ainda uma visita guiada ao espaço cênico, realizada uma hora antes da apresentação. Todas as sessões contam com intérprete de Libras.

Formação em movimento: oficina com Nando Zâmbia
A proposta se amplia ainda com a realização da oficina gratuita “Ará Izô – Corpo que Queima”, ministrada por Nando Zâmbia. Com trajetória consolidada no Brasil e no exterior, o artista conduz uma imersão intensiva voltada à investigação do corpo como campo de criação, energia e memória. A oficina articula elementos da dança, teatro e musicalidade afro-brasileira, propondo aos participantes uma experiência que conecta técnica e vivência sensível na construção de uma dramaturgia corporal.

Voltada a artistas, estudantes e interessados em geral, a atividade oferece 20 vagas gratuitas e acontece em período integral nos dias 17, 18 e 19. As inscrições estão abertas e fazem parte do conjunto de ações do projeto, que entende a formação como extensão do próprio gesto artístico. É possível participar de apenas um dos dias ou acompanhar toda a programação.

Com forte dimensão estética, política e formativa, “Revisitando a Grandeza que Somos” se apresenta como um convite à experiência, tanto para quem assiste quanto para quem deseja atravessar o processo criativo.

SERVIÇO:
Espetáculo “Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela”
Datas: 16 a 18 de abril – 20h | 19 de abril – 19h | 22 a 24 de abril – 14h30 | 22 a 25 de abril – 20h | 26 de abril – 19h
Sessão com audiodescrição: 25 de abril com visita guiada 1 hora antes da apresentação – 19h | 26 de abril – 19h
Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba)
Ingressos: Gratuitos com distribuição 1 hora antes na bilheteria
Classificação: Livre

“Oficina: Ará Izô –  Corpo que Queima”
Ministrante: Nando Zâmbia
Datas: 17, 18 e 19 de abril
Horários: 9h às 12h e das 14h às 17h
Local: Grupo Capoeira Angola Zimba
Vagas: 20 (gratuitas)
Inscrições: aqui

FICHA TÉCNICA:
Elenco: Flávia Imirene e Sol do Rosário | EQUIPE CRIATIVA – Direção: Sabrina Marques | Dramaturgia: Flávia Imirene | Textos: Sol do Rosário, Sabrina Marques, Flávia Imirene | Direção de Movimento: Priscila Pontes | Direção Musical: Matheus Santos | Assistente de Direção Musical: Evangivaldo Santos | Música Original: Sol do Rosário, Sabrina Marques, Flávia Imirene | Operador de Som: Carlos Alberto Cortes Espejo | Iluminação: Nando Zâmbia | Figurino: Carla Torres | Caracterização e Maquiagem: Kênia Coqueiro | Social Media: Maria Carolina Felício | Foto de Divulgação: Lelo Sasso Fotografia | Identidade Visual: Keyla Queiroz | Direção de Produção: Vida Santos | Produção Executiva: Dan Ramos | Coordenação de Projeto: Sabrina Marques | Produção: Omi Núcleo Artístico e Cavala Produções

Assessoria de Imprensa:
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