TEATRO NOVELAS CURITIBANAS – CLAUDETE PEREIRA JORGE RECEBE ESPETÁCULOS, POCKET SHOWS, INSTALAÇÕES E PERFORMANCES DURANTE TODO O MÊS DE OUTUBRO

A programação integra a 2ª Mostra Claudete Pereira Jorge, que acontece de 08 a 28 de outubro, de forma totalmente gratuita

Durante todo o mês de outubro, o Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge recebe 20 atrações gratuitas, com programação gratuita para toda a família. Isso porque a 2ª edição da Mostra Claudete Pereira Jorge, que acontece até o dia 28 de outubro, promove uma verdadeira ocupação do Teatro, com espetáculos adultos e infantis, pocket shows, instalações e performances. A Mostra ainda oferece oficinas, realizadas em outros espaços culturais da cidade.

Ao todo, quatro pocket shows vão ocupar o palco do Teatro — batizado em homenagem à atriz Claudete Pereira Jorge, que também dá nome à Mostra —, sempre antecedendo uma apresentação de teatro. No dia 14, a artista Klüber apresenta as canções do recém-lançado disco “Pra Duvidar”. Já no dia 20, é a vez de Daniel Montelles, músico maranhense radicado em Curitiba, subir ao palco com as canções de “Matriz”, seu novo trabalho. No dia 21, o casal de músicos Yoná Masullo e Claudemir Franco entretem a plateia com músicas autorais e instrumentos de corda. A agenda de pocket shows se encerra no dia 22 de outubro, quando Chico Paes se apresenta com voz e violão.

Além do palco, o hall do Teatro também é ocupado com exposição, manifesto, aberturas de processos e performances. Durante todo o período da Mostra, o público pode visitar a exposição “CLAU”, do artista Samuel Gallo, que utiliza de formas com tinta acrílica, carvão, caneta,  texturas e diversos corantes naturais, como o café, chás e vinho para  homenagear e celebrar a trajetória de Claudete Pereira Jorge. No feriado do dia 12, a atriz Helena de Jorge Portela realiza a abertura de processo da obra “O Barco”, nova montagem da Cia. Fluctissonante que leva a audiodescrição para dentro da cena. No dia 16, acontece a intervenção/performance “Dentro do Peito uma Bomba”, da atriz Patrícia Cipriano. Outra abertura de processo acontece no dia 19, dessa vez com “Dito”, da Súbita Companhia de Teatro. No dia 23, a “rádiO atalalaiA – O Amor Está no Ar” chega com a proposta de promover uma transmissão “corpa a corpa”. Para fechar a programação de ações paralelas, a artista Stéfano Belo se apresenta com a performance “Acarajé Dada Pocket Show”.

A programação também oferece quatro oficinas gratuitas para artistas e público interessado: “Introdução ao teatro para surdas e surdos”, com Catharine Moreira e Helena de Jorge Portela, no Sesi Paula Gomes. Já a Biblioteca Pública do Paraná recebe as oficinas “Criação autoral”, com Maíra Lour, “O corpo e a voz”, com Katia Drumond e “Cabaré jogo ferida obra aberta”, com Ricardo Nolasco. O artista Chico Paes realizará, em escolas da rede pública de ensino, a oficina direcionada “Meu Primeiro Samba”, em que alunos do ensino médio da rede pública poderão compor suas primeiras letras.

Já a programação teatral, que é o foco principal da Mostra, fica por conta de “Alexandria 8836BR”, com o Grupo P.U.T.O, nos dias 13 e 14; “Os Reis do Ringue” e “Caça às Bruxas”, dos coletivos drags Kings Of The Night e PsicoDrags, nos dias 15 e 16; “Tropeço”, da Tato Criação Cênica, nos dias 20 e 21 de outubro; “Carmela, Caramelo e Remela”, da Arto Companhia de Teatro, e “O Arquipélago”, da Súbita Companhia de Teatro, no final de semana dos dias 22 e 23; “Trava Bruta”, com a atriz Leonarda Glück, nos dias 26 e 27 e; “Cabaret Tarot” + “Um bailinho perdido”, ambos da Selvática Ações Artísticas, no dia 28, para fechar a Mostra.

Uma apresentação de cada espetáculo contará com interpretação simultânea em Libras, sendo “Alexandria 8836BR” no dia 14, “Caça às Bruxas” no dia 16, “O Arquipélago” no dia 23, “Trava Bruta” no dia 27 e “Cabaret Tarot” + “Um bailinho perdido” no dia 28.

O diretor de produção da Mostra, Igor Augustho, comenta sobre a pluralidade da programação. “A ideia é que o público possa, também, ocupar o teatro de outros modos. Em uma mesma noite é possível assistir a um pocket show e uma peça de teatro, ampliando a experiência de quem vier ao Novelas e possibilitando outros olhares para o panorama das artes de Curitiba. Às vezes, o público que viria assistir a uma peça específica, acaba tendo contato com um músico que não assistira normalmente”, diz ele.

O evento, realizado pela Cia. Fluctissonante, NBP Produções e Pomeiro Gestão Cultural, reúne uma intensa programação gratuita, com produções consagradas ou que estão em destaque na cena curitibana, de modo a democratizar o acesso à cultura da população. A primeira edição aconteceu nos meses de junho e julho de 2019 e apresentou um breve recorte da produção artística em voga na época.

PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.


Claudete Pereira Jorge. Foto: Gilson Camargo.

Sobre Claudete Pereira Jorge
Claudete Pereira Jorge nasceu em Ponta Grossa em 1954. Com 20 anos, recém chegada de Cascavel, foi convidada para substituir uma atriz que havia faltado um ensaio. Pronto! Foi o que bastou para que, daquele dia em diante, além de substituir a faltosa em definitivo, demonstrasse o talento nato para o teatro. Desde o início da carreira integrou a NBP Produções, dirigindo e atuando em diversas montagens. Paralelamente, esteve em dezenas de espetáculos curitibanos. Com a direção de Manoel Carlos Karam em “O Cavalo Branco De Napoleão”; Antônio Carlos Kraide em “Curitiba Velha de Guerra” e “A Dama de Copas e o Rei de Cuba”; Oraci Gemba em “Zumbi”, “Via Cruscis” e “O Cerco da Lapa”; Felipe Hirsch em “Por um Novo Incêndio Romântico” e Marcelo Marchioro em “Pequenos Assassinatos”, “Lulu”, “Medeia”, “À Grega” e “Pico na Veia”, sendo que por estes dois últimos ganhou o Troféu Gralha Azul de Melhor Atriz. Claudete se tornou grande amiga do diretor Ademar Guerra e, sob a sua direção, atuou em “Noite na Taverna”, “Colônia Cecilia”, entre outras peças. Sob a direção de Octavio Camargo, atuou em “Leminski – A justa razão aqui delira” e “Catatau”. Além de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, e a convite da primeira Bienal de Arte Contemporânea de Tessalônik na Grécia, apresentou em Atenas, Berlim, Skopje e Amsterdam o Canto I da Ilíada de Homero na língua portuguesa. Em Curitiba, esteve junto a grupos como Cia. Fluctissonante, Selvática Ações Artísticas, Minha Nossa, Tamanduá Produções, TCP, CiaIliadaHomero, entre outros. Claudete Pereira Jorge, atuou em muitos outros trabalhos, com outros tantos diretores e diretoras e com diversos atores e atrizes de Curitiba em teatro e cinema. Nos deixou, desde 2016, um legado incalculável, que merece ser respeitado, lembrado e aplaudido pelas futuras gerações das artes brasileiras.

SERVIÇO
2ª Mostra Claudete Pereira Jorge
De 08 a 28 de outubro
No Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge
Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222 – São Francisco, Curitiba
Entrada gratuita – distribuição de ingressos uma hora antes de cada apresentação.
Mais informações no Instagram da Mostra: https://www.instagram.com/mostraclaudete/

O BARCO – Abertura de Processo
12/out I 20h00 I Cia. Fluctissonante I 16 Anos
SINOPSE: Em seu mais recente espetáculo, a Cia. Fluctissonante propõe-se, pela primeira vez, criar um espetáculo que leva a audiodescrição para dentro da cena. Continuando a pesquisa iniciada em “Foi Assim Que O Oceano Invadiu a Minha Casa”, Helena de Jorge Portela revisita suas memórias familiares, desta vez homenageando seu pai, Nautilio Bronholo Portela, que em 2022 comemora 50 anos de trajetória no teatro. Nesta abertura do processo que teve início em 2022, através de residência artística no festival Acessa BH, Helena realizará a leitura do texto de sua autoria, em que, frente ao teatro vazio, rememora sua trajetória no teatro.


ALEXANDRIA 8836BR. Foto: Elenize Dezgeniski.

ALEXANDRIA 8836BR
13 e 14/out I 20h00 I Grupo P.U.T.O I 16 anos
SINOPSE: Quais as chances de se evitar uma tragédia anunciada?  O que se espera do futuro que se constrói nesse presente caótico? De que serve um artista no meio de tudo isso? Essas (e algumas outras) questões conduziram o processo de criação que metaforiza o Brasil pandêmico e pandemônico para ALEXANDRIA 8836BR: Uma nave. Uma arca. Uma biblioteca. Um bunker. Uma cápsula do tempo. Uma tentativa de salvar a humanidade, de antemão frustrada, por não conseguir precisar o que “humanidade” significa.

PRA  DUVIDAR
14/out I 19h20 I Joã Klüber I Livre
SINOPSE: Klüber apresenta em seu show canções do disco Pra Duvidar, recém-lançado em 23 de setembro. Trans não-binária, a artista se apresenta ao piano numa concepção intimista, ácida, pragmática e terna.

O REI DO RINGUE + CAÇA ÀS BRUXAS
15 e 16/out I 20h00 I Kings Of The Night + PsicoDrags I 18 anos
SINOPSE: Essa minimostra reúne os trabalhos ‘Caça às bruxas’, das Psicodrags, e ‘O rei do ringue’, dos Kings of the night, coletivos com base em Curitiba que partem do transformismo e do burlesco, com humor, crítica, acidez e com uma relação direta e dinâmica com o público, típica do formato cabaré. “Caça às bruxas” (2019) reúne números e performances musicais, teatrais, burlescas e de dublagem, tendo como foco as bruxas, não só as bruxas do imaginário europeu, mas a bruxa como a figura que tem o potencial de ser perseguida e de segurar o tranco. Já “O rei do ringue”, traz paródias da masculinidade, recriando em um espaço cultural um dos lugares considerados mais masculinos na nossa sociedade: um ringue de luta. Nesse ringue surgem as personalidades totalmente diversas de cada king, debochadas, irônicas, filosóficas, absurdas.

*O Rei do Ringue será apresentado no dia 15 e Caça às Bruxas será apresentado no dia 16.

DENTRO DO PEITO UMA BOMBA
16/out I 19h20 I Patricia Cipriano I Livre 
SINOPSE: Pela cidade um corpo campo minado em trânsito. Um corpo que rejeita a mulheridade e invoca a fúria retirada a força em detrimento da doçura enfiada goela abaixo!

“dentro do peito uma bomba” é uma intervenção e performance criada por Patricia Cipriano em parceria com Amira Massabki, as matérias primas deste acontecimento são o mito da medusa e a pedra. Aqui o olhar que cruza não petrifica e sim convoca. Já não há mais heróis, eles viraram escombros e o marco zero é aqui agora.

Este trabalho também é um convite para erguer novos monumentos e contar outras histórias a partir da pergunta: o que podem os corpos que portam bombas dentro do peito?

DITO – Abertura de Processo
19/out I 20h00 I Súbita Companhia I 16 Anos
SINOPSE: Dito é um  processo de criação no qual o ator Pablito Kucarz coloca em perspectiva sua construção de imagem de pai e de filho. Expõe universos distintos que coabitam para abrir possibilidades de fala entre eles, a partir de uma história familiar erguida através do silêncio sobre assuntos sensíveis. Esta proposta aprofunda a pesquisa da Companhia em teatro documental e auto ficcional iniciadas no projeto Habitat, composto por 6 solos autorais que estrearam em 2019.

TROPEÇO
20 e 21/out I 20h00 I Tato Criação Cênica I 14 anos
SINOPSE: Tropeço trata das relações humanas ao mesmo tempo em que fala da solidão. O espetáculo traz à cena a relação de duas personagens em seu cotidiano de vida em comum. A partir da linguagem da animação corporal, cria-se um mundo onde dois atores manipuladores e suas mãos dão vida a duas velhas que moram juntas. Partindo da costumeira visão que temos da velhice mostra-se sua solidão e as pequenas ações rotineiras num universo de sutileza e extravagância, poesia e comicidade em mãos que andam, dançam, bebem, respiram, riem e choram.

MATRIZ
20/out I 19h20 I Daniel Montelles I Livre
SINOPSE: Após o lançamento de seu primeiro EP “Imensidão” o músico maranhense, radicado em Curitiba, Daniel Montelles, apresenta seu novo trabalho. Matriz nasce do desejo apaixonante do artista em trazer aos palcos as vozes das Marias de sua família, mulheres anônimas, mães, filhas, esposas, mães de santo, seus amores e os ventres de mulheres que lutaram e resistiram apesar da estrutura social e financeira. Daniel cresceu no seio matriarcal de sua família paterna. Aprendeu a ler e escrever com sua avó Maria Dulcey e teve em sua mãe, Lucia, cabeleireira e manicure sua fonte de inspiração.

DUETO EM CY – SOM DE BOLSO
21/out I 19h20 I Yoná Masullo e Claudemir Franco I Livre
SINOPSE: O Dueto em CY surgiu em 2017 e é formado pela professora e musicista Yoná Masullo no Violino, além de seu esposo, o músico e compositor curitibano Claudemir Franco no violão. Para a II Mostra Claudete Pereira Jorge, o Dueto em CY apresentará o Som de Bolso. Um pocket show de trinta minutos que conta com músicas autorais de Claudemir Franco.

O ARQUIPÉLAGO
22 e 23/out I 20h00 I Súbita Companhia de Teatro I 14 Anos
SINOPSE: O solo do ator Pablito Kucarz, leva a cena a história de sua mãe. Uma mulher comum, como diversas outras mães que abandonaram sua casa muito jovens para trabalhar na cidade grande. Também se permite questionar esta história quando, em busca de sua própria identidade, se confronta com temas como preconceito, bullying, machismo e violência. Com tom suave, a narrativa tem ares de fábula pessoal ao lançar mãos de metáforas poderosas: a família que é um arquipélago, juntos porém separados pela água salgada; o garoto mariposa, agredido por ser diferente dos outros garotos; a pedra lançada como um projétil que, ao invés de ferir, prefere dançar.

CARMELA, CARAMELO E REMELA
22 e 23/out I 15h00 I Arto Companhia de Teatro I Livre
SINOPSE: Não existe melhor investigador no mundo que uma criança, seja de verdade ou de brincadeira. Nesse espírito de descobertas – Feijó, Cadu, Teteia e Babu – mergulham numa deliciosa aventura para decifrar um enigma de uma carta misteriosa. E que enigma! As crianças desvendam mais que apenas uma charada: caminham pela descoberta das próprias emoções, lembranças e reconhecem um talento precioso e essencial escondido no interior de cada uma delas. Inspirada no livro da poetisa Adélia Prado – Quando eu era Pequena, essa é uma jornada sobre as gostosuras da infância e a nossa essência mais rica: a habilidade de sermos poetas.

CHICO PAES – VOZ E VIOLÃO
22/out I 19h20 I Chico Paes I 12 anos
SINOPSE: Chico Paes nos apresenta seu show voz e violão em um clima intimista, uma experiência singular entre o artista e o espectador por meio da canção em sua forma mais pura. Suas músicas permeiam a vida cotidiana, as dores e amores, experimentando as possibilidades criativas entre os gêneros brasileiros regionais e sonoridades contemporâneas dos grandes centros urbanos globais. Uma voz marcante e um violão certeiro nos levam por caminhos entre o tradicional e o desconhecido.

rádiO atalalaiA – O Amor Está no Ar
23/out I 19h20 I Filhas da Fruta I 14 anos
SINOPSE: A radiO atalalaiA sintoniza com você o quadro “O Amor está no Ar”. Quer enviar um bilhetinho amassado, uma indireta certeira, um recado musical, uma notícia inventada, um correio galante para alguém especial ou pessoa desconhecida?  Esse é o momento!  rádiO atalalaiA uma rádio de transmissão corpa a corpa “a única rádio que toca em você”.


TRAVA BRUTA. Leonarda Glück. Foto: Alessandra Haro.

TRAVA BRUTA
26 e 27/out I 20h00 I Leonarda Glück + Pomeiro Gestão Cultural I 18 Anos
SINOPSE: Partindo de sua experiência transexual, Leonarda Glück apresenta um manifesto cênico que propõe uma ponte e também um contraponto entre o contexto artístico e a atual conjuntura política e social do Brasil no campo da sexualidade. Sozinha em cena, a atriz e dramaturga discute a relação da cultura com a transexualidade, discorre sobre como é ser uma artista trans no país de hoje e de que forma a sociedade reage a um corpo que provoca, a um só tempo, repulsa e desejo. Para tanto, o espetáculo busca tensões entre a ficção e a realidade, costurando diversas camadas de artificialidade, como videoprojeções, efeitos sonoros, filtros de redes sociais (que modificam a aparência da atriz) e artifícios de figurino, que ora revelam, ora ocultam. São recursos que vão sendo destruídos e desconstruídos ao longo da narrativa, num constante questionamento sobre quais ficções são permitidas e quais diversidades são aceitas.


CABARET TAROT + BAILINHO PERDIDO. Foto: Cibelle Gaidus.

CABARET TAROT + UM BAILINHO PERDIDO
28/out I 20h00 I Selvática Ações Artísticas I 18 anos
SINOPSE: Pés marcados no cimento quase duro de uma política mercado imobiliário de revitalização. No corpo do performer entrelaçam-se mitologias, memórias, percursos, vidas, acontecimentos.

É um recipiente alquímico- encruzilhada- lápide sacrificial.

Carta manifesto esquizo bruxaria rito jocoso carregada de sarcasmo e ironia.

Espetáculo bufo.

Tragédia pós e pré dramática.

Opereta work in progress xamã.

Ditirambo.

Vida vagabunda, destino vadio, carne de carnaval.

GILDA É PURO JAZZ!
Entre cartas, canções, memórias, fragmentos e cenas entramos juntes em um cabaret imaginário de evocação a Gilda: exercício radical de ficção e reconstrução da realidade. Cabaret tarot é um estudo do tarot através da prática do cabaré. O tarot é um cabaret de mesa.

ACARAJÉ DADA
28/out I 19h20 I Stéfano Belo I Livre 
SINOPSE: Um acarajé pout-pourri batido com pimenta e tempero para Claudete Pereira Jorge

CLAU por Samuel Gallo
Visitação permanente I Samuel Gallo I Livre
SINOPSE: Samuel Gallo, homenageia e celebra a trajetória de Claudete Pereira Jorge, expondo o que chama de “retratos experimentais” da atriz. Buscando a representação da realidade e do sonho, ele reúne estes dois universos, criando formas com tinta acrílica, carvão, caneta,  texturas e diversos corantes naturais, como o café, chás e vinho.

FICHA TÉCNICA
Direção Artística: Nautilio Portela
Curadoria: Helena de Jorge Portela e Igor Augustho
Mediação Bate Papos: Luciana Romagnolli
Tradução Libras: Taepé – Libras e Cultura
Identidade Visual 2022: Pablito Kucarz
Ilustração Identidade Visual: Conde Baltazar
Assessoria de Imprensa e Marketing Digital: Platea Comunicação e Arte
Assessoria em Mídias Sociais (Orgânicas): Bruna Bazzo
Direção de Produção: Igor Augustho
Produção Executiva: Gabriela Berbert
Assistentes de Produção: Bruna Bazzo e Rebeca Forbeck
Estagiáries de Produção: Alyssa Riccieri, Babi Ferreira, Gabriel Spanemberg, Mariana Pinheiro
Direção Técnica: Luigi Castel
Coordenação Técnica: Effex Tecnologia
Técnica de Som: Vini Ruiz
Técnico de Luz: Lucio Nogueira
Técnico de Teatro: Rafael Solla
Assistência de Técnica de Som: Felipe Novashinsky (Felino)
Assistência de Técnica de Luz: Juan Lis
Registro Audiovisual e Fotográfico: Chico Paes
Captação de Recursos: Meire Abe
Realização e Idealização: Cia. Fluctissonante e NBP Produções
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.

“O PEQUENO PRÍNCIPE” PARA SURDOS E OUVINTES: NOVO ESPETÁCULO DA CIA. FLUCTISSONANTE RECRIA CLÁSSICO COM ENCENAÇÃO EM PORTUGUÊS E LIBRAS SIMULTÂNEAMENTE

O Pequeno Príncipe. Foto: Elenize Dezgeniski.

O espetáculo foca no público infanto-juvenil e tem ingressos gratuitos. A estreia acontece dia 23 de julho no Teatro Cleon Jacques, no Parque São Lourenço, com apresentações aos sábados e domingos, às 11h e às 16h até dia 14 de agosto

“O Pequeno Príncipe”, uma das obras literárias mais conhecidas de todos os tempos, acaba de ganhar uma nova e mais inclusiva versão para o teatro. Com texto em português e em Língua Brasileira de Sinais (Libras), a Cia Fluctissonante lança o seu mais novo espetáculo voltado ao público infanto-juvenil. A peça estreia no sábado, 23 de julho, e segue temporada no palco do Teatro Cleon Jacques, no Parque São Lourenço, até o dia 14 de agosto, com sessões aos sábados e domingos, sempre às 11h e às 16h. A entrada é franca e os ingressos gratuitos são distribuídos uma hora antes da apresentação no próprio teatro.

O espetáculo, inspirado no livro homônimo do francês Antoine de Saint-Exupéry, se apresenta como uma experiência sensorial para crianças de todas as idades. Em cena, as atrizes Catharine Moreira, Helena de Jorge Portela e o ator Lucas dos Santos levam ao público a história do principezinho que encontra um aviador em meio ao deserto, e então narra as peripécias que viveu pelos planetas que passou. Desta vez, no entanto, a trama foi recriada e é encenada em português e Libras simultaneamente, a fim de unir os públicos surdo e ouvinte na plateia do espetáculo.

Esta é mais uma montagem da Cia. Fluctissonante produzida para crianças. O primeiro espetáculo infantil “Enquanto a Chuva Cai” realizou mais de 50 ações em cerca de 20 cidades brasileiras. De acordo com a atriz e fundadora do grupo, Helena de Jorge Portela, a obra carrega o resultado de todas as pesquisas realizadas pela companhia nos últimos anos. “Apresentamos uma pesquisa que começou com Enquanto a Chuva Cai. Nos interessa muito aproximar o público surdo do teatro, mas também entendemos a arte cênica como possibilidade de aproximar as crianças ouvintes da Libras”, complementa.

Para o dramaturgo e diretor da peça, Nautilio Portela, a participação no trabalho se torna duplamente especial, já que tem a oportunidade de comemorar os 50 anos de carreira dirigindo um clássico da literatura mundial. “Dirigir um clássico da literatura infanto-juvenil como O Pequeno Príncipe, em Português e Libras, com uma equipe de excelentes profissionais me propôs um desafio e uma grande responsabilidade, que eu só posso encarar como um presente por este meio século de teatro.”, diz ele.

O público de Curitiba e região pode aguardar uma obra potente, divertida e emocionante. Um verdadeiro programa para toda a família, e para as crianças de todas as idades. Os ingressos são distribuídos nos dias do espetáculo, sempre uma hora antes do início.

Sobre
A Cia Fluctissonante é um coletivo curitibano formado por artistas surdos e ouvintes que dedicam-se à criação cênica contemporânea e bilíngue (Libras e Português). Seus projetos unem os públicos surdo e ouvinte nas plateias. Ao longo de sua trajetória produziu espetáculos para adultos como ‘Giacomo Joyce’ (2017) e ‘\TODAS/’ (2018) e também para a infância, como ‘Enquanto a Chuva Cai’ (2016) e ‘Conto Com Libras’ (2018). Em 2021, estreou sua quinta montagem, ‘Elevador’, com direção da artista convidada Georgette Fadel. Em 2020, passou também a desenvolver projetos digitais como a websérie ‘Mulheres – Sinais de Suas Escritas’ e a versão online do espetáculo ‘Conto Com Libras’, além do show-cênico-musical ‘Origami – Músicas Para Ver e Ouvir’. Assim, a companhia consolidou-se precursora nacional na criação em arte acessível, destacando-se justamente pela união de duas das línguas oficiais do Brasil dentro da cena e realizou ações em relevantes eventos, como: Palco Giratório e Plataforma Cena (nacionais), Semana Modos de Acessar (SP), Projeto Narrativas do Silêncio (RN), Curitiba Mostra, Festival de Teatro de Curitiba – Oficial, Mostra Novos Repertórios, Mostra Claudete Pereira Jorge e Prêmio Arte Paraná (PR).

SERVIÇO
O Pequeno Príncipe
De 23 de julho a 14 de agosto
Sábados e domingos, 11h e 16h
Teatro Cleon Jacques – R. Mateus Leme, 4700 (anexo ao Parque São Lourenço), Curitiba.
Entrada gratuita. A distribuição dos ingressos acontece por ordem de chegada 1 hora antes do início do espetáculo.
Duração: 60min
Classificação: Livre

Mais informações no Instagram da Companhia: https://www.instagram.com/fluctissonante/

FICHA TÉCNICA
Texto e Direção: Nautilio Portela
Direção de Movimento: Katia Drumond
Elenco: Catharine Moreira, Helena de Jorge Portela e Lucas dos Santos
Vozes em Off: Clarice Rocha, Diego Marchioro, Juscelino Antunes, Katia Horn, Marcel Malê Szymanski e Simone Magalhães
Tradução para Libras: Taepé Libras e Cultura
Supervisão de Libras: Catharine Moreira, Talita Grunhagen e Peterson Simões
Trilha Sonora Original e Operação de Som: Chico Paes
Cenografia: Katia Horn
Figurinos: Ricardo Garanhani
Iluminação: Lucas Amado
Direção de Produção: Igor Augustho
Produção Executiva: Diego Marchioro
Assistentes de Produção: Juliana Caimi e Rebeca Forbeck
Costureira: Rose Matias
Cenotécnico: Fabiano Hoffmann
Operação de Luz: Eduardo Neto
Técnico de Luz: Julio Machado
Design Gráfico: Pablito Kucarz
Assessoria de Imprensa e Marketing Digital: Platea Comunicação e Arte
Registro Fotográfico: Elenize Dezgeniski
Registro Audiovisual: Chico Paes
Revisão Texto Programa: Noemi Grunhagen
Realização e Criação: Cia Fluctissonante
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

“PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA”

“TRAVA BRUTA”, SOLO DE LEONARDA GLÜCK SOBRE A VIVÊNCIA DA SUA TRANSEXUALIDADE NA REALIDADE BRASILEIRA, CHEGA A 30ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA

Trava Bruta – Leonarda Glück – Foto Alessandra Haro.

Espetáculo estreou em São Paulo em dezembro de 2021 e marca os 25 anos de carreira da artista Leonarda Glück, que teve trabalhos apresentados em países da Europa e da América Latina

Após realizar estreia nacional na cidade de São Paulo e cumprir temporadas presencial e online no Centro Cultural São Paulo, o espetáculo “Trava Bruta”, solo escrito e encenado por Leonarda Glück com direção de Gustavo Bitencourt, faz duas únicas apresentações gratuitas no Festival de Teatro de Curitiba, dias 5 e 6 de abril, às 19h, em NOVO LOCAL, agora no Mini Guaíra, Rua Amintas de Barros, s/nº, centro de Curitiba. A entrada é gratuita e os ingressos começam a ser distribuídos às 18h, no teatro mesmo.

“Trava Bruta” é um manifesto que parte da experiência transexual da própria Glück para propor uma ponte e um embate entre o contexto artístico e a atual conjuntura política e social brasileira no que se refere ao campo da sexualidade. O trabalho marca as comemorações de 25 anos de carreira da artista e também o seu reencontro com o diretor Gustavo Bitencourt. Juntos os dois já desenvolveram criações em performance, dança e teatro, com destaque para Valsa Nº 6, montagem do texto de Nelson Rodrigues premiada pela Funarte em 2012, na ocasião do centenário do autor.

Leonarda, que hoje mora na capital paulista, começou a escrever o texto ainda em Curitiba, sua cidade de origem, onde fundou importantes coletivos do cenário teatral nacional como a Companhia Silenciosa e a Selvática Ações Artísticas. Seus trabalhos tratam de diversas temáticas, e já foram apresentados em vários países da Europa e América Latina, mas esta é a primeira vez em que a artista dedica uma criação exclusivamente à transexualidade: “Me veio uma possível angústia repentina de talvez não ter conseguido em outro momento antes escrever tão intimamente sobre o assunto da transexualidade, e seus efeitos na minha mente e na vida social da qual faço parte”, diz Leonarda.

Sobre o processo de direção do espetáculo, Gustavo Bitencourt conta que percebeu o quanto o texto fala de vivências que dizem respeito a todos, e não somente às relacionadas a transexualidade no Brasil: “É importante que a gente olhe tanto para o que tem de específico nesse contexto do qual ela fala, quanto para onde essa história se conecta com outras tantas”. Partindo daí, ele entendeu o texto de “Trava Bruta” como uma auto-ficção, gênero literário e teatral que combina autobiografia com ficção.

Leonarda e Gustavo, então, se encontraram no conceito, como nos diz o diretor: “Ficção que é o que eu pesquiso, é a minha profissão  – como drag queen, que é o que eu faço da vida há 12 anos – e é uma necessidade básica de qualquer ser humano. Humano precisa de ficção pra viver, e em diferentes medidas, com diferentes graus de comprometimento e de risco, todo mundo vai dando um jeito de concretizar”, destaca.

Para Gustavo, o ponto chave da ideia no trabalho encontra-se no fato de que “algumas ficções são permitidas e outras não. Quando se trata de gênero, as pessoas tendem a ficar muito assustadas”. Leonarda complementa: “chego aqui com a certeza de que o herói macho branco, heterossexual, cristão e suas ideias precisam urgentemente ser substituídos, trocados ou mesmo revisitados por outros ângulos. Estão chatos. De alguns eu ainda gosto muito, mas estão chatos.”

A participação de Leonarda, Gustavo e da Pomeiro no Festival marca, também, o retorno dos artistas à cidade: por muitos anos os três integraram eventos variados dentro do Festival (como o Fringe, a Mostra Oficial, a Mostra Novos Repertórios, a Curitiba Mostra e outras). Embora suas obras mais recentes tenham estreado em outros municípios do país nos últimos anos, boa parte de suas trajetórias foi consolidada em Curitiba.

O espetáculo chega à capital paranaense integrando a edição comemorativa de 30 anos do Festival de Curitiba, dentro do Interlocuções,  uma das ações do evento, a convite da curadoria de Giovana Soar e Celso Curi.

Sobre os artistas:
Leonarda Glück é atriz, dramaturga e diretora curitibana radicada em São Paulo. Co-fundadora da Companhia Silenciosa e do Coletivo Selvática. Graduada em Direção Teatral pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Tem mais de vinte textos encenados por diferentes grupos, companhias e artistas brasileiros e internacionais de diversas linguagens artísticas. Publicou A Perfodrama de Leonarda Glück – Literaturas Dramáticas de Uma Mulher (Trans) de Teatro, coletânea com seis textos teatrais. Para maiores informações acesse www.leonardagluck.com

Gustavo Bitencourt é diletante profissional, nascido e residente em Curitiba, Paraná. Estudou Letras na UFPR. Atua em diversos campos artísticos e tem na indisciplinaridade uma das principais características de seu trabalho. Trabalha como ilustrador, designer gráfico, redator e tradutor, performer, ator, diretor de teatro, drag queen, crítico de arte e já compôs trilhas para teatro, dança e vídeo.

SERVIÇO
TRAVA BRUTA.
Dias 5 e 6 de abril, às 19h.
Mini Guaíra, Rua Amintas de Barros, s/nº, centro de Curitiba.
A entrada é gratuita e os ingressos começam a ser distribuídos às 18h, no próprio teatro.
18 Anos, 70 Minutos.

FICHA TÉCNICA
Criação, texto e interpretação: Leonarda Glück
Direção: Gustavo Bitencourt
Direção de produção: Igor Augustho
Trilha original: Jo Mistinguett
Luz: Wagner Antônio
Assistente de iluminação: Dimitri Luppi
Criação em vídeo e projeções: Ricardo Kenji
Figurino: Fabianna Pescara e Renata Skrobot
Fotografias: Alessandra Haro
Assessoria de imprensa São Paulo: Pombo Correio
Assessoria de imprensa Curitiba: Platea Comunicação e Arte
Realização e produção: Pomeiro Gestão Cultural

TRAVA BRUTA COM LEONARDA GLÜCK

Trava Bruta – Leonarda Glück – Foto Alessandra Haro.

Trava Bruta é um manifesto que parte da experiência transexual da autora Leonarda Glück para propor uma ponte e um embate entre o contexto artístico e a conjuntura política e social brasileira atuais no que se refere ao campo da sexualidade. O texto é também uma espécie de vertiginoso poema cuja principal metáfora reúne o ato de bloquear e impedir a livre movimentação com a capacidade de brutalidade da natureza humana, sua violência e sua incivilidade. Como é experimentar um corpo que provoca um misto de repulsa e desejo a um só tempo? O que tem a cultura a ver com a transexualidade? Como é ser uma artista trans no Brasil de 2022? Resposta não há, mas ainda há a poesia. E, mesmo que alquebrado, ainda há o teatro.

Criação, texto e interpretação de Leonarda Glück e direção de Gustavo Bitencourt (aka @dalvinhab). Em NOVO LOCAL, agora no Mini Guaíra, Rua Amintas de Barros, s/nº, centro de Curitiba, centro de Curitiba, dias 05 e 06 de abril, às 19 horas. ENTRADA FRANCA.

SERVIÇO
TRAVA BRUTA.
Dias 5 e 6 de abril, às 19h.
Mini Guaíra, Rua Amintas de Barros, s/nº, centro de Curitiba.
A entrada é gratuita e os ingressos começam a ser distribuídos às 18h, no próprio teatro.
18 Anos, 70 Minutos.

Ficha Técnica:
– Criação, texto e interpretação: Leonarda Glück
– Direção: Gustavo Bitencourt
– Direção de produção: Igor Augustho
– Trilha original: Jo Mistinguett
– Luz: Wagner Antônio
– Assistente de iluminação: Dimitri Luppi
– Criação em vídeo e projeções: Ricardo Kenji
– Figurino: Fabianna Pescara e Renata Skrobot
– Fotografias: Alessandra Haro
– Realização e produção: Pomeiro Gestão Cultural

ARTISTAS LEONARDA GLÜCK E KATIA HORN TRANSPÕEM A MITOLOGIA DAS FADAS PARA A REALIDADE CONTEMPORÂNEA EM MEMES LITERÁRIOS

As “Fadinhas Fodidas” disponibilizam textos e ilustrações inéditos toda quarta-feira, às 19h, no Instagram do projeto @maisfadinhas

A escritora Leonarda Glück e a artista plástica Katia Horn lançaram, em abril de 2020, a convite da Pomeiro Gestão Cultural, um projeto transmídia que une textos originais de Leonarda com ilustrações inéditas de Katia. Trazendo a mitologia das fadas para a realidade contemporânea, os textos e as imagens utilizam a figura das fadas num tom irônico e com humor ácido para promover reflexões políticas, culturais e sociais. Para conhecer o projeto e as fadas, basta acessar o perfil @maisfadinhas no Instagram.

Com obras que propõem reflexão sobre algo que aconteceu ou está acontecendo na semana em questão, as artistas se dispõem a ler a realidade das mulheres, em especial as brasileiras e latinas, e todas as camadas de machismo, sexismo, homofobia e transfobia que se impõe sobre suas jornadas. “Funciona quase como um meme literário que resume a situação política da semana”, comenta Leonarda Glück. Sobre a empreitada, Katia afirma: “Elas não são fofas e não moram num “felizes para sempre”, então podem gerar desconforto no público, porque elas escancaram nossas tragédias cotidianas”.

Com o projeto na rua desde abril de 2020, as artistas querem lançar um livro com as ilustrações e crônicas, além de, quem sabe, transformar a estética que criaram nas Fadinhas em produtos como camisetas e canecas. Por flertar com a estética pop, muitos fãs do projeto pedem produtos derivados. Porém, para as artistas, a visão é mais ampla: “A ideia é gerar reflexão mesmo, produzir conhecimento, disparar ideias que estimulem o pensamento autônomo nas pessoas que o projeto atingir eventualmente. Tudo isso com humor e cores vibrantes. Esse é o nosso maior sonho”, completa Leonarda.

O projeto começou de modo independente, e agora conta com o incentivo da Lei Aldir Blanc via Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba, da Prefeitura Municipal de Curitiba e do Ministério do Turismo, que viabilizou, através do projeto “Mais Fadinhas Do Que Nunca”, a criação de 20 novas ilustrações e a produção de um mini documentário sobre o processo de criação das Fadinhas, dirigido pelo cineasta Thiago Bezerra Benites.

Para conhecer e acompanhar cada nova Fadinha, siga o Instagram: www.instagram.com/maisfadinhas/ e a página no Facebook: www.facebook.com/maisfadinhas

Leonarda Glück e Katia Horn

Sobre as artistas

Leonarda Glück
Atriz, dramaturga e diretora curitibana radicada em São Paulo. Co-fundadora da Companhia Silenciosa e do Coletivo Selvática. Graduada em Direção Teatral pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Tem mais de vinte textos encenados por diferentes grupos, companhias e artistas brasileiros e internacionais de diversas linguagens artísticas. Publicou A Perfodrama de Leonarda Glück – Literaturas Dramáticas de Uma Mulher (Trans) de Teatro, coletânea com seis textos teatrais. Seus projetos já foram contemplados por diversas instituições culturais brasileiras, tais como Fundação Cultural de Curitiba, Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, Fundação Nacional das Artes (Funarte), Instituto Itaú Cultural, SESC São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, entre outras. Os trabalhos que levam o nome da artista, sejam eles teatrais, performáticos, literários e/ou audiovisuais, já foram apresentados em diversas cidades do país e de fora dele, bem como publicados em diversas mídias, jornais, revistas e periódicos especializados em arte e cultura. As temáticas principais trabalhadas pela artista são amor, neocolonialismo, globalização, linguística, fronteiras, tecnologia, transexualidade, conflitos mundiais, Brasil, sexo, violência, cultura LGBTQI+, dominação e poder. Atualmente se prepara para estrear o solo Trava Bruta, tendo seu texto sido premiado pelo Edital de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos do CCSP 2020. Adiado pela pandemia de covid-19, o espetáculo está previsto para 2021, ano em que a artista completa 25 anos de carreira.

Katia Horn
Nasceu em 1965, em Luzerna, SC. Formou-se em Educação Artística em Dourados, MS, no ano de 1988. Está em Curitiba desde 1990, onde vem pesquisando e desenvolvendo seu trabalho em várias áreas artísticas, partindo das artes visuais para a performance, o teatro, a música e o audiovisual. Nas artes gráficas especificamente, já publicou suas ilustrações em jornais, revistas, ilustrou diversos livros e trabalhou para algumas editoras nacionais ilustrando materiais didáticos. Como artista plástica, tem um caminho de muita pesquisa técnica e estilística, conhecimentos que utiliza muito no seu trabalho como ilustradora.

FICHA TÉCNICA
Textos de Leonarda Glück
Ilustrações de Katia Horn
Produção e Realização: Pomeiro Gestão Cultural
Coordenação de Produção: Igor Augustho
Produção Executiva: Eduardo Alves
Videomaker: Thiago Bezerra Benites
Assessoria de Imprensa e Marketing Digital: Platea Comunicação e Arte, Luisa Bonin e Thays Cristine
Assessoria Jurídica e Contábil: Ivanes Mattos

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba, da Prefeitura Municipal de Curitiba e do Ministério do Turismo. Todas as informações constantes nesta obra são de responsabilidade exclusiva das autoras.