RAÇUDAS: PEÇA ESTREIA EM CURITIBA E REFLETE SOBRE RAÇA, GÊNERO E PERTENCIMENTO NO BRASIL DE AGORA

A atriz Saravy faz investigação autobiográfica para estreia do espetáculo RAÇUDAS, de 13 a 23 de novembro na Alfaiataria com entrada gratuita. Foto: Isa LaNave.

A estreia nacional do solo da atriz Saravy acontece de 13 a 23 de novembro na Alfaiataria com entrada gratuita.

A atriz e artista sul-mato-grossense radicada em Curitiba, Saravy, apresenta RAÇUDAS, seu novo trabalho cênico em parceria com a diretora Sueli Araújo e a Pomeiro Gestão Cultural. O projeto nasce de uma investigação autobiográfica sobre o lugar da mulher negra indígena na sociedade brasileira contemporânea, explorando suas complexidades históricas e afetivas dentro de um país ainda marcado pelas contradições da colonização e da miscigenação. “Sou nascida e criada no MS, vim buscar uma formação aqui no sul do país (PR), morei na Costa Verde Fluminense, lá me aproximo dos quilombolas e dos caiçaras, fui reconhecendo minha racialização nos territórios brasileiros que morei, sigo construindo e identificando os diálogos raciais em nosso país”, conta a atriz.

Artista na encruza da racialidade brasileira, indígenafrodescendente, mestiça fronteiriça, cabocla, sertaneja, Saravy transforma a própria trajetória em matéria poética e política, fazendo de seu corpo um território de memória, escuta e resistência. RAÇUDAS é um solo com características de teatro-palestra, em que o documental e o autoficcional se misturam para criar uma cena em que arte e vida se confundem, abrindo espaço para reflexões sobre raça, gênero, território e pertencimento. “O espetáculo coloca em jogo vivências pessoais e coletivas sobre pertencimento racial no Brasil atual e estabelece um  espaço de diálogo direto com o público através de temas que cruzam ciência e sabedorias ancestrais”, explica a diretora.

A montagem marca também o reencontro artístico entre Saravy e Sueli Araújo, quinze anos após a última colaboração entre as duas criadoras. A direção potencializa a força da intérprete, construindo uma encenação que parte da escuta e do rigor, atravessada pela delicadeza e pela urgência do tema, uma ação artístico-política.

O espetáculo, RAÇUDAS é um processo expandido que articula formação, criação e difusão. O projeto é composto por oficinas e vivências sobre identidade racial conduzidas por Saravy com grupos de mulheres privadas de liberdade no Centro de Integração Social na região metropolitana de Curitiba, encontros gratuitos que atuaram como impulsos para as discussões de pertencimento racial. De acordo com Saravy, foram dessas trocas que o texto, o corpo e o gesto se nutriram para dar forma ao solo. “Adentrar o sistema prisional e construir diálogo sobre identidade de nação com as mulheres privadas de liberdade nos traz material e movimenta vontades para que o caminho deste trabalho teatral seja uma oficina/assembleia, uma troca sobre Brasil com o público”, revela Saravy.

A estreia nacional acontece em Curitiba, na Alfaiataria Espaço de Artes, entre 13 e 23 de novembro de 2025, com doze apresentações gratuitas, incluindo sessões com tradução em Libras e audiodescrição. Outro fator de destaque é a equipe criativa, que reúne profissionais do audiovisual e artes visuais como Laís Melo, Lidia Ueta, Isa LaNave e Uóshi; artistas das artes cênicas como Stéfani Belo, Nathan Gabriel e Jo Mistinguett.

O percurso de RAÇUDAS também ganhará registro em uma websérie homônima, com direção audiovisual de Lidia Ueta e edição de Ricardo Kenji, composta por oito episódios curtos a serem publicados gratuitamente no YouTube. A série acompanha os bastidores do processo de criação e revela os modos de fazer teatro em Curitiba, destacando o papel das mulheres na cena contemporânea e os caminhos de uma arte construída na partilha.

Mais que uma obra sobre identidade, RAÇUDAS é uma ação que reflete sobre pertencimento. O projeto ecoa o debate sobre raça e gênero no Brasil, onde, a presença de pessoas negras e indígena na cena, amplia  ações contracolonial e decolonial do país. Saravy propõe um gesto de coragem e sensibilidade: olhar para si como modo de compreender o coletivo.

Com produção da Pomeiro Gestão Cultural, referência na execução, administração e produção de projetos que provocam debates sociais e coletivos, RAÇUDAS é, ao mesmo tempo, espelho e travessia,  um solo que nasce do corpo e da memória para existir no encontro com o outro. O projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo da Bosch.

Serviço:
Espetáculo RAÇUDAS
Datas: 13 a 23 de novembro (Quinta a domingo, às 19h30 | Sábados e domingos também com sessões às 16h)
Sessões com Libras aos sábados às 16h.
Sessões com audiodescrição no sábado (22) às 16h.
Local: Alfaiataria Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 274, centro de Curitiba)
Ingressos: Gratuitos (Retirar uma hora antes na bilheteria)

Ficha Técnica:
Idealização, Dramaturgia e Atuação: Saravy
Direção e Dramaturgia: Sueli Araujo
Cenografia: Laís Melo
Figurino e Visagismo: Stéfani Belo e Matheus & Matheyas
Iluminação: Nathan Gabriel
Trilha Original: Jo Mistinguett
Criação Audiovisual: Lidia Ueta
Cenotécnica: Fabiano Hoffmann
Direção de Produção: Igor Augustho | Pomeiro
Produção Executiva: Rebeca Forbeck | Pomeiro
Assistentes de Produção: Hanon Arthur e Pedro Oliveira | Pomeiro
Financeiro: Ivanes Mattos | Pomeiro
Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo
Assessoria em Redes Sociais: Gabriela Berbert
Design Gráfico: Uoshi
Fotografias e Colagens: Isa LaNave
Tradução para Libras: TAÉ – Libras e Cultura
Audiodescrição: ELAS A.D (Helena de Jorge Portela e Joselba Fonseca)
Realização: Ópera de Pequi Produções
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Informações adicionais:

Sobre Saravy:
Nascida em Campo Grande (MS) e radicada em Curitiba (PR), Saravy é atriz, roteirista, diretora e arte-educadora popular. Com atuação destacada no teatro e no audiovisual, desenvolve projetos artísticos e formativos integrando arte, educação e direitos humanos. Em 2025, estreia seu primeiro solo, Raçudas, em parceria com a Pomeiro Gestão Cultural. No cinema, protagoniza filmes como Nó (Grafo Audiovisual) que em 2025 recebeu  três kikitos do Festival de Gramado e prêmio de melhor filme no Festival Bravo em Los Angeles, A Felicidade das Coisas (Filmes de Plástico), A Caverna e Sereia (ambos da Beija-Flor Filmes), entre outras produções de longas metragens, curtas, séries, e, televisão com exibições no Brasil e pelo mundo. Reconhecida por sua força interpretativa e engajamento artístico em narrativas de sensibilidade e potência social, Saravy recebeu diversos prêmios em festivais nacionais, entre eles, Brasília, Guarnicê, Curta Taquary e Aruanda.

Sobre Sueli Araújo: é encenadora, dramaturga e roteirista e uma das fundadoras da CiaSenhas de Teatro de Curitiba. Suas produções artísticas procuram estabelecer diálogo crítico e amoroso com demandas sociais, históricas e memórias envolvendo a sociedade brasileira. A trajetória inclui publicações, curadorias e mentorias de processos criativos de grupos e artistas da cena.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

ETRUSKA WATERS EM O TOMBAMENTO DA REPUBLIQUETA (COMPLETO)


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Uma homenagem ao cinema marginal brasileiro. Um falso trailer para um filme fictício sobre Etruska Waters: uma drag queen xamânica, repulsiva e super-queer fazendo justiça social. Abandonada por sua mãe e em seguida raptada, a protagonista-dragqueen Etruska Waters, após anos, volta para se vingar. Em seu retorno a cidade que agora se tornou uma republiqueta, vê-se com uma missão: um golpe de tombamento da nação foi consumado e ela precisa salvar sua pele e a de outras viadas. Horrendas e guerreiras no melhor estilo Waters, formam seu exército queer e seguem na missão de destruir a republiqueta. Permeada de ironia e sarcasmo, a história épica e marginal é narrada ao estilo radiofônico, no formato de falso trailer, tendo como referência o “cinema de invenção”, em especial o trailer de O Bandido Da Luz Vermelha.

2017  – 13º Festival Internacional de Cinema Super-8 de Curitiba, seleção oficial.  Caixa Cultural  Curitiba – PR. 

2019 – 27o Mix Brazil Festival for a Culture of Diversity, official selection Program: Dystopya Brazil – Brazilian Shorts São Paulo, Brazil

Argumento: Stéfano Belo e Thiago Bezerra Benites
Estrelando: Stéfano Belo como Etruska Waters
Produção: Pomeiro Filmes
Co-produção: Selvática Ações Artísticas
Elenco: Leonarda Glück, Ricardo Nolasco, Simone Magalhães, Leo Bardo, Má Ribeiro, Matheus Henrique, Victor Hugo, Jo Mistinguett, Gal Freire
Direção e roteiro: Thiago Bezerra Benites
Assistente de Direção: Nico Loiola
Direção de Fotografia: Marcos Serafim e Thiago Bezerra Benites
Produtor e Diretor de Produção: Igor Augustho
Direção de Arte: Gabriella Olivo
Maquiagem e Cabelo: Amali Mussi
Montagem: Marcos Serafim e Thiago Bezerra Benites
Assistentes de Arte: Alisson Nepomuceno e Gal Freire
Assistente de Produção: Nathalia Garcia
Distribuição: Nico Loiola
Stills: Graziela Braz Camilo
Sonoplastia: Jo Mistinguett

COM PEÇAS TEATRAIS, POCKETS SHOWS E PERFORMANCES, 4ª MOSTRA CLAUDETE CHEGA REPLETA DE ATRAÇÕES ARTÍSTICAS GRATUITAS EM CURITIBA

A 4ª edição da Mostra Claudete Pereira Jorge acontece de 11 a 26 de outubro com atrações gratuitas para todas as idades. Arte de Patrícia Cividanes.

Mostra Claudete Pereira Jorge reúne teatro, música e performance de forma acessível e plural no Teatro Novelas Curitibanas Claudete Pereira Jorge, de 11 a 26 de outubro, com entrada gratuita.

De 11 a 26 de outubro de 2025, o Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge recebe a 4ª edição da Mostra Claudete Pereira Jorge, um espaço de encontro, escuta e experimentação da cena cultural de Curitiba. Com 16 atrações gratuitas – entre peças adultas e infantis, performances, contações de histórias e pocket shows – o evento homenageia a atriz paranaense que dá nome ao teatro e celebra o vigor artístico local. “Mais do que reunir espetáculos, a Mostra Clau propõe um convite à convivência. É nesse espaço entre linguagens, histórias e presenças que acreditamos que a arte pulsa com mais força”, conta Helena de Jorge Portela.

Desde 2019, a mostra tem sido uma vitrine de diversidade e renovação. Nesta edição, mantém suas ações de acessibilidade ao oferecer sessões com tradução em Libras e, em parte da programação, audiodescrição. Também promove bate papos após os espetáculos mediados pela crítica cultural Luciana Romagnolli, fomentando a construção de um público mais atento, sensível e inclusivo.

A curadoria, assinada pela atriz Helena de Jorge Portela da Cia Fluctissonante, pelo diretor de produção Igor Augustho da Pomeiro Gestão Cultural, e pelo ator Nautilio Portela da NBP Produções, combinou metade da programação selecionada via convocatória pública e metade composta por atrações convidadas, priorizando projetos protagonizados por artistas trans, negros, indígenas, quilombolas e PCDs. “O propósito é garantir uma programação plural, que representa diferentes vozes e territórios artísticos. Cada escolha foi atravessada por uma escuta ética, comprometida com a diversidade e a urgência das narrativas contemporâneas”, comenta Igor.

Dentre os espetáculos convidados estão o inquietante “Projeto Herbert Daniel”, da Distinta Companhia, e “O Universo está Vivo como um Animal”, da Rumo de Cultura, além de “Deslady”, da Cia dos Palhaços. Já as performances trazem nomes como Vitória Gabarda e Henrique Augusto, com a impactante roda de rima “Pacto da Negritude”. O encerramento será marcado pela irreverente Premiação Chinchila no Espaço Fantástico das Artes – uma festa com humor e ironia, que entrega o simbólico Troféu Cabeça de Chinchila em homenagem à classe artística curitibana.

A programação propõe um mergulho em estéticas diversas e narrativas urgentes. “O Coração da Boca é a Língua”, da Furiosas Produções, abre a mostra com uma dramaturgia lésbica-manifesto que mistura ficção, vídeo e memória sapatão. “Querida Serpente”, da Alameda Teatral, provoca com sua investigação sobre desejo e moralidade no Brasil pós-colonial. “Derretendo Satélites”, da Cia Narratos, mistura autoficção jovem, angústias e crítica social. Para o público infantil, “Entre Janelas” (Tato Criação Cênica) convida a refletir sobre vínculos afetivos em tempos de telas e tecnologia.

A mostra também traz obras e laços com a ancestralidade. “Histórias na Terra”, da Sustenido Produções, propõe contações afro-indígenas inspiradas no Cosmograma Bakongo, enquanto a performance “Voz Invisível”, de Catharine Moreira, atravessa barreiras da linguagem em Libras e português, propondo uma escuta que vai além da fala. E o coletivo Trio Elétrico de Teatro apresenta “Desfile de la Libertad”, performance que convoca o público à utopia, à solidariedade e à reinvenção social.

A música também marca presença com pocket shows de Alexandre França, a banda Cali que apresenta o show poético-musical “Agô Orí”, e ainda uma apresentação em memória ao artista Saimon.


Na foto de Giovanna Branco,  cena do espetáculo “Derretendo Satelites” da Cia Narratos, um dos espetáculos selecionados para a 4ª Mostra Clau.

Sobre a Mostra Claudete Pereira Jorge
Criada para homenagear a primeira mulher a dar nome a um teatro público em Curitiba, a mostra já reuniu mais de 300 artistas em suas edições anteriores e se consolida como um espaço de valorização da arte local, da representatividade e da democratização do acesso à cultura. O festival é realizado pela NBP Produções, Cia. Fluctissonante e Pomeiro Gestão Cultural. A 4ª Mostra Claudete Pereira Jorge conta com apoio da Fundação Cultural de Curitiba, por meio do Mecenato Subsidiado.

SERVIÇO:
4ª Mostra Claudete Pereira Jorge
Data: 11 a 26 de outubro de 2025
Local: Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1222 – São Francisco, Curitiba)
Ingresso: Entrada gratuita (retirada 1h antes, no local)
Acessibilidade: sessões com Libras e audiodescrição
Instagram: @mostraclaudete


Na foto de Giovanna Branco,  cena do espetáculo “Derretendo Satelites” da Cia Narratos, um dos espetáculos selecionados para a 4ª Mostra Clau.

PROGRAMAÇÃO
A programação 4ª Mostra Claudete Pereira Jorge começa no sábado (11) com o espetáculo “O Coração da Boca é a Língua” (19h30), uma dramaturgia lésbica-manifesto que mistura vídeo, ficção e memória sapatão em uma encenação sensível e potente.

Domingo (12): “Histórias na Terra” (15h), contações afro-indígenas inspiradas no Cosmograma Bakongo, para públicos de todas as idades; “Desfile de la Libertad” (18h30), uma performance cênica e musical que convoca o público à utopia, solidariedade e reinvenção social; e a reprise do espetáculo “O Coração da Boca é a Língua” (19h30).

Terça (14) e quarta (15): “Deslady” da Cia dos Palhaços (20h), uma comédia crítica que revisita arquétipos femininos com humor ácido, irreverência e provocação.

Quinta (16): “Querida Serpente” da Alameda Teatral (20h), um espetáculo provocador sobre erotismo, desejo e moralidade no Brasil pós-colonial.

Sexta (17): Pocket Show com “Alexandre França” (19h), um show intimista de voz e violão, com letras que atravessam o cotidiano e o afeto; e a reprise de “Querida Serpente” (20h).

Sábado (18): “Entre Janelas” da Tato Criação Cênica (15h), espetáculo infantil sobre vínculos afetivos e descobertas em tempos de telas e distanciamento; “Agô Orí” com a Banda Cali (19h), pocket show poético-musical que une afrobeat, poesia e espiritualidade, celebrando a ancestralidade; “Derretendo Satélites” da Cia Narratos (20h), autoficção jovem que mistura angústias contemporâneas, crítica social e a jornada de amadurecimento.

Domingo (19): segunda sessão de “Histórias n Terra” (15h); “Vitória Gabarda” (19h), ação performática que parte de vivências pessoais para provocar o olhar e a presença coletiva; reprise de “Derretendo Satélites” (20h).

Abrindo a segunda semana no dia 22 (terça) e 24 (quinta) o “Projeto Herbert Daniel” (20h), uma ficção científica queer que investiga identidade, afeto e memória em um futuro possível; no mesmo “Pacto da Negritude”, pocket show de  Henrique Augusto (19h), performance de spoken word e hip hop que confronta o racismo com força, poesia e ritmo; “O Universo está Vivo como um Animal” (20h), uma narrativa poética e sensível sobre luto, morte e amor, propondo novas formas de existência.

Sábado (25): segunda sessão de “Entre Janelas” (15h); Voz Invisível com Catharine Moreira (19h) uma performance bilíngue (Libras e português) que propõe uma escuta que vai além da fala; e reprise de “O Universo está Vivo como um Animal” (20h).


Projeto Herbert Daniel.

O encerramento da Mostra Clau, muda a festa de endereço para o Espaço Fantástico das Artes com o pocket show em memória a Simon Magalhães, e a premiação do Troféu Cabeça de Chichila, uma festa irreverente e afetiva que homenageia a classe artística local com humor e ironia, a partir das 18h30.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

BAIRRO BLACK DO MUV OCUPA O PORTÃO CULTURAL PARA CELEBRAR A CONSCIÊNCIA NEGRA

Arte criada pela artista gráfica Paula Villa Nova com ilustração de personagens blacks de Ricardo Verocai, para o projeto Bairro Black Difusão do MUV, que acontece dia 3 de novembro a partir das 14h, no Portão Cultural.

Uma programação repleta de atrações para difundir a arte negra em Curitiba foi criada pelo MUV – Movimento Uniformemente Variado, dirigido por Ricardo Verocai e Kátia Drumond, vai reunir artistas da música e das artes da cena no dia 3 de novembro no Portão Cultural para homenagear o Dia Nacional da Consciência Negra.

O MUV – Movimento Uniformemente Variado, projeto musical com 25 anos de trajetória, é um dos principais representantes da música e da cultura preta em Curitiba. No mês de novembro, que relembra a morte de Zumbi dos Palmares e reivindica essa figura histórica como símbolo de resistência no Mês da Consciência Negra, o coletivo criou o projeto Bairro Black Difusão, que acontece no dia 3 de novembro (domingo), com uma programação que reúne diversas atrações da música, dança e contação de histórias no Portão Cultural ao longo do dia. “A ideia é reunir potências artísticas da cultura negra de diferentes linguagens para compor um dia especialmente significativo e divertido para pessoas de todas as idades, além de fazer referência ao maior líder quilombola do Brasil”, comenta Ricardo Verocai.

O encontro está marcado para às 14h, e vai ocupar os espaços do Portão Cultural. Um domingo de arte negra em que o MUV convida artistas locais para celebrar a resistência e a cultura afrobrasileira, com o pocket show de Wes Ventura e também de Noe Carvalho representando a cultura afro indígena. Outras atrações artísticas serão: o espetáculo de danças Afro Diaspóricas “Correntezas” da Cia  Correntezas e, para o público infantil, a contação de histórias “Enquanto Contava Chico Rei”, da Cia Girolê, na Sala Roseli Giglio. A programação conta também com a apresentação em formato de flash mob do Bloco Afro Pretinhosidade, que vai interpretar trechos de músicas do MUV em um breve cortejo a partir do  estacionamento do Portão Cultural, levando o público até o auditório Antônio Carlos Kraide,  para assistir ao show vibrante e dançante, cheio de groove do MUV que encerra o evento.

O projeto Bairro Black Difusão é fruto de uma parceria do MUV com a vereadora Giorgia Prates – MandatA Preta. Giorgia será a única vereadora preta na Câmara em 2025 e, para ela, o MUV é fundamental para a cena da cultura curitibana. “Como mulher negra e trabalhadora da cultura, é um orgulho apoiar o projeto Bairro Black Difusão do MUV. Mostra que estamos conseguindo descentralizar recursos dos editais, fazendo o dinheiro chegar onde não chegava. E estamos fazendo isso fortalecendo Zumbi, símbolo de resistência, mas também celebrando a rica diversidade cultural negra em Curitiba. Isso é fundamental para promover a igualdade e o respeito. Iniciativas como essa fortalecem nossas raízes e conectam gerações  com a música, dança e contação de histórias. É uma oportunidade única para todos se reunirem e celebrarem nossa cultura afrobrasileira no maior estilo”, diz.

Para a comemoração de 25 anos de trajetória em 2024, o MUV desenvolveu o projeto Difusão Bairro Black, com a realização de oito shows para lançar o EP “Bairro Black”,  criado em homenagem às personalidades negras do Paraná. Agora em novembro celebra a Consciência Negra dando continuidade ao Bairro Black com um novo formato do projeto: Bairro Black Difusão, no dia 3 de novembro. O MUV, criado no Rio de Janeiro e radicado em Curitiba  a partir de 2005, foi idealizado em 1999 pelo pelo produtor musical, tecladista, compositor e arranjador  Ricardo Verocai e pela cantora e compositora Kátia Drumond. A dupla dirige artística e musicalmente o MUV que também tem a assistência de direção do baixista e compositor Evangivaldo Santos. O coletivo se destaca pela criação em ritmos de origem negra, colocando a negritude como enfoque. “Não apenas como pauta, mas também como força criadora, movimentando mentes e corações, vibrando em potentes ondas sonoras”, diz Kátia.

SERVIÇO:
Bairro Black Difusão
Dia: 3 de novembro de 2024
Horário: 14h às 22h
Local: Portão Cultural (Av. República Argentina, 3.432 – Portão)
Entrada Franca
Classificação: Livre.
Para mais informações no Instagram: @muv.brasil

SOBRE O MUV:
O projeto musical MUV – Movimento Uniformemente Variado, mistura ritmos em um som único e tem a direção musical de Ricardo Verocai, e direção artística de Kátia Drumond, com assistência de direção do baixista e compositor Evangivaldo Santos. O grupo está entre as bandas que fazem música autoral de Curitiba e é formado por músicos do Rio de Janeiro, Salvador e do Paraná, que residem na cidade.

O MUV está na cena musical brasileira e no exterior com a proposta de reviver o movimento de música preta nacional surgido no Rio de Janeiro no final da década de 60.

Além do EP Bairro Black, lançado no início de 2024, a banda já lançou 03 álbuns. ‘Os Movimentos’ (2006) e ‘Minha Gente Brasileira’ (2011), ‘Acordes Daqui’ (2013) e os dois primeiros contam com participações do maestro, Arthur Verocai e têm músicas em parceria com Macau, e o segundo tem participação do cantor e compositor Carlos Dafé. Suas composições estão nas playlist de DJ’s nacionais e internacionais, tem reprodução em rádios da Alemanha, França, Sérvia, Rússia, Estados Unidos, Austrália, Itália, Espanha, Canadá, entre outros.

O grupo também realiza projetos de cunho artístico-educacional voltada à valorização da cultura negra e em novembro de 2022 e no início de 2023 realizou o projeto ‘O Som do MUV e a Música Negra nas Escolas Estaduais’.  Seus principais shows de 2022 e 2023 foram ‘MUV convida Paula Lima’, em comemoração aos 50 anos do Teatro Paiol, a convite da Prefeitura de Curitiba e da FCC e ‘MUV e Michele Mara’, na ‘7ª e 8° Marcha do Orgulho Crespo’, evento destinado à cultura afro-brasileira. Em 2023  participou também dos festivais : Encantadas Jazz Ilha do Mel e Jazz À Gosto (Ilha do Mel – PR) e 7ª edição Curitiba Jazz Festival. Em janeiro de 2024 levou seu groove ao litoral do PR, no Projeto Verão Maior – palco Sunset, Shangrilá.


MUV. Foto: Rafael Berthone

MUV:
Voz: Kátia Drumond
Teclados: Ricardo Verocai
Baixo: Evangivaldo Santos
Guitarra solo: Eduardo Ansay
Guitarra base: Jahir Eleutério
Bateria: Samir Souza
Backing Vocals: Brenda Calbaizer e Kabuto
Saxofone: Abdiel Freire
Trompete : Menandro Souza
Trombone: Lauro Ribeiro

Acesse os canais e acompanhe a história do MUV: https://beacons.ai/muv.brasil

FICHA TÉCNICA BAIRRO BLACK DIFUSÃO:
Direção Musical: Ricardo Verocai
Direção Artística: Kátia Drumond
Direção de Produção: Igor Augustho, Cindy Napoli e Kátia
Drumond
Direção técnica e Operador de som: Luigi Castel
Iluminação: Biaflora Lima
Produção técnica: Effex Tecnologia e Criação
Roadie: Antonino Rodrigues (Tonico Rasta)
Criação e direção de movimento de flash mob: Inês Drumond e Kátia Drumond
Figurino e Maquiagem: Tassy Dal Nergro
Equipe de Produção: Bruna Bazzo, Luciano França e Rebeca Forbeck
Assistentes de Produção: Monica Margarido, Simone Avelleda, Bárbara Sanson e Gabriela Reis
Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo [Comunica]
Programação Visual: Paula Villa Nova
Mídia Social: Drumond Trends
Fotógrafo: Marcos Pereira
Realização e Criação: MUV
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural e Rumo de Cultura

THE MANGO TREE, NOVA COMÉDIA DE LEONARDA GLÜCK, ESTREIA EM CURITIBA E FLERTA COM O TEATRO DO ABSURDO

Flávia Imirene, Saravy e Katia Horn protagonizam nova comédia de Leonarda Glück. Foto: Vitor Dias.

O espetáculo traz, numa irreverente montagem, diferentes arquétipos do feminino em três personagens que se encontram para uma festa e cumpre curta temporada gratuita no Teatro José Maria Santos, em Curitiba.

De 5 a 22 de setembro o palco do Teatro José Maria Santos vai receber a temporada de estreia de The Mango Tree (em português A Árvore de Manga), uma comédia escrita e dirigida por Leonarda Glück que trata sobre os ideais e estereótipos do feminino na sociedade contemporânea e no imaginário popular. Através do humor, da ironia e do deboche, a criação – produzida pela Pomeiro Gestão Cultural – provoca questões acerca da presença da mulher nos dias atuais.

A trama é protagonizada por três mulheres com diferentes personalidades: uma escritora decadente, uma aspirante a atriz de Hollywood e uma ex-atriz pornô cleptomaníaca. Elas se encontram para uma festa que nunca acontece. Interpretadas por Flávia Imirene, Katia Horn e Saravy, as personagens retomam memórias do passado enquanto protegem um pomar onde há um grande pé de mangas.

Com forte inspiração no teatro do absurdo, em especial Eugène Ionesco e o brasileiro Qorpo Santo, o texto foi originalmente escrito por Glück em 2004 e agora, 20 anos depois, a dramaturga retoma o material e lhe dá nova roupagem, fazendo referência à cultura pop dos anos 1990 e também dos dias de hoje. Para Leonarda, a situação mundial é a maior referência à proposta da peça The Mango Tree: “O teatro do absurdo acabou ignorado no decorrer da história teatral, e eu acredito que não há nada mais absurdo que os dias atuais, que são um prato cheio para a dramaturgia nacional”, revela.

A visualidade da peça foi concebida a partir das cores e tonalidades das mangas – o laranja, o verde e o roxo. Na composição do espetáculo uma equipe criativa de peso, com cenário e figurinos seguindo a mesma proposta de cores como resultado de diálogo profundo entre a cenógrafa Guenia Lemos e as figurinistas Fabianna Pescara e Renata Skrobot. Somam-se ainda a artista Jo Mistinguett, na criação da trilha original, e os iluminadores Nadja Naira e Wagner Corrêa. A direção de movimento fica por conta de Katia Drumond.

A montagem integra o projeto Dramaturgia TransCuritibana, uma parceria entre a artista Leonarda Glück e a Pomeiro Gestão Cultural, que visa fomentar a presença de pessoas trans no cenário teatral e dramatúrgico de Curitiba. O projeto contempla ainda um laboratório de dramaturgia para pessoas trans, leituras públicas e a publicação de um e-book com trechos dos textos produzidos pelos participantes. A iniciativa é viabilizada com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura de Curitiba e tem o incentivo do Ebanx.

SINOPSE:
Uma escritora decadente, que é praticante de sadomasoquismo nas horas vagas, uma aspirante a atriz de Hollywood interiorana e uma ex-atriz pornô cleptomaníaca se encontram para uma festa que não acontece. Canções, rixas e suspiros do passado vêm à tona e expõem as forças e fragilidades da mulher contemporânea em um mundo caótico que as atormenta. Nos preparativos para essa celebração que jamais ocorrerá, é entre inspirações, martinis e revistas de fofoca que rememoram as agruras e os prazeres dos dias de outrora e brindam, ainda, aos que virão.

FICHA TÉCNICA
Texto e Direção: Leonarda Glück
Elenco: Flávia Imirene, Katia Horn e Saravy
Direção de Movimento: Katia Drumond
Cenografia: Guenia Lemos
Figurinos: Fabianna Pescara e Renata Skrobot
Trilha Original e Operação de Som: Jo Mistinguett
Iluminação e Operação de Luz: Nadja Naira e Wagner Corrêa
Costureira: Rose Matias
Cenotécnico: Fabiano Hoffmann
Técnico de Som: GuiMiudo
Direção de Produção: Igor Augustho
Produção Executiva: Rebeca Forbeck
Estagiários de Produção: Ayesla Fabian, Isac Kempe e Luciano França
Designer Gráfica e Identidade Visual: Adriana Alegria
Fotografias: Vitor Dias
Videomaker: Eduardo Ramos
Maquiagem Ensaio Fotográfico: Kenia Coqueiro
Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo
Estratégia Digital e Vídeo Creator: Gabriela Berbert
Intérprete de Libras: Talita Grünhagen
Captação de Recursos: Meire Abe
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

SERVIÇO:
THE MANGO TREE – Comédia
Temporada de 5 a 22 de setembro.
Quarta a sexta às 20h. Sábados às 16h e 20h. Domingos 16h e 19h.
Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – Centro).
Ingressos Gratuitos, retirada a partir de 1 hora antes no teatro.
Classificação: 16 Anos I Sujeito à lotação.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

PEÇA DE TEATRO O PEQUENO PRÍNCIPE É APRESENTADA DE GRAÇA EM CURITIBA, EM LIBRAS E PORTUGUÊS AO MESMO TEMPO

Cena de O Pequeno Príncipe, da Cia Fluctissonante. Foto de Elenize Dezgeniski.

Parte do projeto Difusão Fluctissonante, a peça adapta a história do Príncipe e do Aviador para contá-la a surdos e ouvintes, sem distinções, e cumpre temporada gratuita no mês de agosto no Portão Cultural.

A Cia. Fluctissonante, de Curitiba, traz novamente aos palcos da cidade o espetáculo O Pequeno Príncipe, inspirado no clássico da literatura mundial escrito por Antoine de Saint-Exupéry. As apresentações serão realizadas de 10 a 25 de agosto no Auditório Antônio Carlos Kraide, no Portão Cultural, e fazem parte do projeto Difusão Fluctissonante, que retoma espetáculos encenados pelo grupo até 2023, colocando-os novamente em contato com públicos da cidade. Os ingressos são gratuitos.

A versão do grupo para o clássico mantém a história original, mas agrega uma novidade: assim como todos os espetáculos do grupo, O Pequeno Príncipe é encenado em Libras e Português ao mesmo tempo. Assim, pessoas surdas e ouvintes podem assistir à peça simultâneamente, sem o uso de tradução para a Libras fora do palco, como é comum na maior parte das produções teatrais: aqui, são os próprios atores e atrizes que interpretam a peça nas duas línguas.

Na peça, três atores dão vida a mais de 8 personagens, contando a história do aviador perdido num deserto que encontra um principezinho de um planeta distante, o B612. A criança lhe pede para desenhar um carneiro. No decorrer da história, o menino narra as aventuras que teve até chegar na terra. O Pequeno Príncipe é interpretado por Catharine Moreira, atriz surda, ao passo em que figuras como a Raposa e a Serpente são vividos pelo ator Lucas dos Santos. O aviador e a rosa serão, nesta temporada, interpretados alternadamente por Helena de Jorge Portela e Igor Augustho.

Através de O Pequeno Príncipe, a Fluctissonante, deseja tanto aproximar as crianças surdas deste clássico da literatura quanto apresentar às crianças ouvintes seus primeiros sinais da Libras. Mas é claro que o público adulto também é convidado. A peça estreou em 2022 e é dirigida por Nautilio Portela. Ela volta à Curitiba depois de passar por Ponta Grossa – PR, Natal RN, Itajaí – SC, Piracicaba – SP e tem temporada confirmada para o mês de novembro, no Rio de Janeiro. São apenas 6 apresentações, todas gratuitas, que fazem um convite à reflexão, ao amor, à amizade, ao respeito às diferenças, a temas profundos e filosóficos.

A direção de Nautilio Portela alia o realismo à magia. Dunas de areia criam-se através de tecidos, enquanto um avião de grande proporção ocupa o palco feito de papelão e papel machê.  O projeto DIFUSÃO FLUCTISSONANTE é realizado através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba e reúne uma série de ações que reafirmam o compromisso e contato da Cia. Fluctissonante junto aos públicos surdos e ouvintes da cidade. Além de temporadas de 3 espetáculos do coletivo, o projeto promoverá também encontros entre artistas com deficiência de todo o Brasil e oficinas formativas.

SERVIÇO
O Pequeno Príncipe – Cia. Fluctissonante
De 10 a 25 de agosto de 2024.
Sábados e Domingos – sempre às 15 horas
Auditório Antônio Carlos Kraide, no Portão Cultural
(Av. República Argentina, 3430 – Água Verde)
Ingressos Gratuitos, distribuídos 1 hora antes das sessões.
Sujeito à lotação.

SINOPSE
Após um acidente, um aviador perdido no deserto encontra um principezinho que lhe pede para desenhar um carneiro. Este Pequeno Príncipe – que conheceu muitos planetas antes de chegar na Terra – passa, então, a contar suas aventuras: ele já conheceu um geógrafo, um homem de negócios e até mesmo um rei. Com cada um deles, aprendeu uma lição diferente. Juntos, os dois novos amigos convidam o público a conhecer esta história, apresentando ainda a melhor amiga do Príncipe: uma rosa linda, inteligente e divertida, que ele deve reencontrar em breve, quando voltará para seu planeta, o Asteróide B612. Nesta montagem da Fluctissonante, duas atrizes e um ator dão vida a todos os 8 personagens da história. O Pequeno Príncipe é interpretado por uma atriz surda e o texto bilíngue foi desenvolvido para que, mesmo aqueles que não dominam as duas línguas, possam entender o espetáculo plenamente.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e Direção: Nautilio Portela
Elenco: Catharine Moreira, Helena de Jorge Portela/Igor Augustho e Lucas dos Santos
Direção de Movimento: Kátia Drumond
Tradução Dramaturgia: Taepé – Libras e Cultura
Supervisão de Libras: Catharine Moreira, Talita Grünhagen e Peterson Simões
Trilha Original e Operação de Som: Chico Paes
Cenografia: Katia Horn
Iluminação: Lucas Amado
Figurinos: Ricardo Garanhani
Direção de Produção: Igor Augustho
Produção Executiva (Estreia): Diego Marchioro
Produção Executiva (Repertório): Bruna Bazzo e Rebeca Forbeck
Estagiário de Produção: Luciano França
Assessoria Jurídica e Contábil: Ivanes Mattos
Operação de Luz: Nicolas Caos
Design Gráfico (Difusão Fluctissonante): Adriana Alegria
Registro Fotográfico: Elenize Dezgeniski
Realização e Criação: Cia. Fluctissonante
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural 

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

3ª MOSTRA CLAUDETE PEREIRA JORGE TEM TERCEIRA EDIÇÃO CONFIRMADA E VOLTA A CELEBRAR ARTISTAS E PÚBLICOS DE CURITIBA

Com 4 semanas de programação, o evento convida pessoas residentes na cidade a imergir num painel plural e diverso da arte local, com atividades 100% gratuitas, até 13 de julho.

A partir do próximo dia 22 de junho a Mostra Claudete Pereira Jorge volta a ocupar o Teatro de Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge. Com o propósito de celebrar artistas e públicos da arte produzida na capital, em sua terceira edição o evento reúne durante 4 semanas espetáculos, performances e pocket shows musicais, que formam um painel plural da produção artística local. A programação se estende até o dia 13 de julho, sempre de quinta a domingo, em diversos horários, com atrações gratuitas.

O público curitibano já habituado a frequentar as salas de espetáculos da cidade se faz presente desde a primeira edição da Mostra Clau. De acordo com Igor Augustho, diretor de produção e curador do evento, “a proposta é também que públicos distantes do circuito cultural possam se aproximar dele e, num curto espaço de tempo, pouco menos de um mês, ter contato com uma multiplicidade de estéticas e criações”, conta.

A Mostra Claudete, que teve sua primeira edição realizada em 2019, surgiu inicialmente para celebrar a vida e a  trajetória da grande atriz paranaense que dá nome ao evento, quando seu nome foi adicionado ao Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge, por projeto de Lei aprovado pela Câmara de Vereadores de Curitiba. Interrompida pela pandemia, retornou em 2022, quando realizou a segunda edição e consolidou-se, enfim, como um importante espaço de troca e compartilhamento entre plateias, públicos, artistas, fazedores e entusiastas do cenário artístico curitibano. 

O carro chefe da programação mais uma vez encontra-se nos espetáculos de artes cênicas: são dezesseis apresentações de 8 espetáculos distintos, todas gratuitas. A curadoria foi composta tanto através de convites a grupos quanto por chamada pública aberta a todos os artistas da cidade. Em complemento às apresentações de dança e teatro, há os pocket shows musicais e performances que ocorrem no andar inferior do teatro. “A gente busca ocupar o teatro de outro jeito, transformando as salas de espera, a bilheteria, o hall de entrada, em lugares onde as pessoas queiram permanecer e possam experienciar outras linguagens da cidade”, conta Helena de Jorge Portela, curadora da Mostra Claudete e também filha da homenageada. 

Outro fator de destaque está nas ações de acessibilidade: todas as peças contam com sessões acessíveis em Libras e quatro delas com audiodescrição, permitindo que públicos com deficiência acompanhem parte considerável da programação. Os ingressos são gratuitos e distribuídos com 1 hora de antecedência no próprio teatro, mas pessoas idosas, gestantes, com deficiência e obesas têm acesso garantido, como explica o diretor artístico da Mostra, Nautilio Portela: “10% dos ingressos são reservados a fim de garantir que pessoas diversas possam acessar as atividades da Mostra. Assim, pessoas que estejam dentro destas identidades, podem chegar ao teatro com apenas 20 minutos de antecedência. É mais uma iniciativa da Mostra Clau que se move na direção de um fazer cultural mais democrático.”

Toda a programação pode ser conferida no Instagram, @mostraclaudete. O evento é uma realização e produção da Pomeiro Gestão Cultural, realizada também pela Cia. Fluctissonante e pela NBP Produções, aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura – Governo Federal.

Serviço:
3ª Mostra Claudete Pereira Jorge 
De 22 de junho a 13 de julho 
Local: Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge 
Rua: Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222 – São Francisco 
Ingressos: Gratuitos (Retirar 1h antes dos espetáculos no local)
Rede social: @mostraclaudete 

Confira a programação das peças, performances, pocket shows e oficinas:

Teatro Adulto
LÍNGUA EM REVISTA
Cia. Fluctissonante | 100Min. | 16 Anos  
22 e 23 de junho | 18h 
Criar outras línguas. Falar outras línguas, sobre outras línguas, línguas que ainda não existem, histórias que ainda não foram contadas. Escrever, reescrever, não escrever, repensar, recriar, ruminar e reestabelecer línguas e histórias. Aqui, nesta língua-história falamos sobre outros caminhos. A língua-história registrada nas apostilas do ensino fundamental jogamos para o alto. Sobre ela, criamos novas estradas. Pisoteamos suas folhas como quem pisoteia folhas que não registram as nossas jornadas ao longo dos séculos. Língua pretuguês, de sinais, língua de mulher, língua preta, intensa, nova. Língua surda, afiada, sudaca, voraz. Projetamos esta nova língua. Vemos-queremos essa nova língua em todos os lugares, o tempo todo. Essa língua que agora falamos é a língua de deus, assim mesmo, em minúsculas, e das Deusas, em maiúsculas. É um contra-ataque ao homem, este homenzinho que se fez engolir ao longo dos séculos. É a língua que poderíamos ser, não fôssemos o que somos agora.

LUSCO FUSCO
Lumiô I 60Min. I 14 Anos 
27 e 28 de junho | 20h
Lusco Fusco é uma reflexão ora dramática ora bem-humorada sobre a luz e suas diversas simbologias ao longo do tempo. Em Lusco Fusco, a luz é mostrada como elemento primordial da existência humana, desde sua concepção mitológica-religiosa até sua relação com a ciência e arte.

RETILÍNEO
Batalhão Cia. de Teatro I 60Min. I 14 Anos 
29 e 30 de junho | 20h
“Retilíneo” é um espetáculo que busca navegar pela história e pela memória do povo negro brasileiro. Acompanha quatro linhas narrativas: a chegada dos portugueses na África pela ótica de uma criança africana; um homem escravizado sendo vendido num mercado público no Brasil de 1700; uma mãe negra que está longe de seu filho (ou seria seus filhos?); e um jovem negro que anda pelas ruas do centro da cidade de madrugada voltando de uma festa, quando é surpreendido por um enorme navio (ou seria uma viatura policial?).   

AQUI É MINHA CASA
Ap da 13 e Sopro Produções I 70Min. I 16 Anos 
4 e 5 de julho | 20h
Não é uma criação de cena. É um evento. Aqui é minha casa, é a construção de uma experiência. Fala sobre ruínas. Um corpo e um planeta em ruínas. Um exercício de conexão mais profunda, um reconhecimento do ser planetário, da necessidade da interdependência entre todos os seres vivos. Uma tentativa de fazer valer o oxigênio que estou respirando.  

KAZA
Tecer Teatro I 40Min. I 12 Anos 
6 e 7 de julho | 20h
Kaza trata de pessoas em situações extremas. Pessoas como eu ou você, com suas vidas ditas normais e que subitamente perdem tudo o que têm, tudo o que construíram. Kaza é sobre ter que partir, sobre perda e em como sobreviver a isso. Perder a família, um filho, a terra, a cultura. Ser obrigado a deixar seu país, sua cidade, a língua natal, o emprego, a casa. Sua história, seu passado e tudo o que nos representa. Os planos para o futuro, o sonho e a esperança. Também sobre incomunicabilidade, sobre como expressar essa dor. E finalmente, como tudo isso transforma seres humanos em invisíveis, marginais, estrangeiros, indesejáveis e estranhos aos olhos de seus iguais. Esse pequeno conjunto de fatores incontroláveis que torna o humano em não humano

5 DANÇAS
Rumo de Cultura I 100Min. I 12 Anos 
11 e 12 de julho | 20h
5 DANÇAS faz agir 5 dançarinas da geração dos anos 60, com trajetória profissional de 40 anos. O trabalho é formado por 5 peças solo autônomas apresentadas entre intervalos. As peças proliferam modos de dança e suas articulações com o contexto. 

Teatro Infantil 

ATRAVESSAR O MAR PARA SEMPRE
Teatro de Bagagem I 40Min. I Livre 
29 e 30 de junho | 15h
Duas pessoas caminham há muito tempo, vivem em travessia por fugir de uma guerra inesperada. Em suas bugigangas possuem um rádio onde ouvem uma rádio-novela e reinventam o próprio cotidiano para seguir o caminho. Durante o caminham recriam a rádio-novela com os bonecos e objetos que tem à mão. é nessa brincadeira que conhecemos a travessia de Pérola, Violeta, Ícaro e Girassol.  

NHANDEREKÓ
Grupo Baquetá | I 50Min. I Livre 
6 e 7 de julho | 15h
Nhanderekó, para o povo mbya guarani, é o verdadeiro modo de ser GUARANI, manter a cultura viva. Isso significa respeitar o meio ambiente e viver em harmonia com a natureza, retirando dela apenas o necessário para a sobrevivência. O Grupo Baquetá reuniu diferentes contos e histórias do povo guarani, que apresentam a relação destes com os animais e com os elementos da natureza (terra, ar, água e fogo).

Pocket Shows 

IMPERADOR SEM TETO
22 de junho | 17h | 14 anos
Imperador Sem Teto é um acontecimento: música, teatro, performance, dança e poesia, articulados de modo a resultar em uma obra maior que conduz o espectador a transitar por um emaranhado de experiências sensoriais. Diferentes artistas reconstroem o cotidiano, refletindo o embate das civilizações, na sua beleza e no seu horror. Daí, emergem reflexões humanas, inclusive existenciais, sobre a civilização contemporânea e suas lógicas, sobre o duelo entre o individual e o coletivo.

NOE CARVALHO
28 de junho | 19h | Livre
“Noe Carvalho – Vínculos” é um pocket show emocionante que mergulha nas profundezas do afeto e na reconexão ancestral, composto pela artista Noe Carvalho. Com batidas envolventes e letras profundamente pessoais, Noe compartilha sua jornada de auto descoberta como pessoa não binária e originária, destacando o poder transformador do amor como uma tecnologia ancestral. Este show é uma celebração da diversidade, da resiliência e da força dos laços que nos unem, oferecendo uma experiência musical e emocionalmente cativante. 

WILLA TOMAS 
5 de julho | 19h | 16 anos
a-Willa apresenta Bonde da Travesti
Willa é uma cantora independente que há 2 anos lança suas composições autorais no cenário da música curitibana. Inspirada em ritmos pop brasileiros como o funk, o brega funk e o trap, Willa canta sobre ser um corpo trans, e também sobre cenários de liberdade e celebração. Seu show na mostra Claudete é um show inédito que mistura o seu repertório com os maiores sucessos das divas brasileiras. Willa te espera dia 5 para uma grande festa cheia de funk.

PITOMBAS DO AMOR
13 de julho | Na Festa de Encerramento | 16 anos
Pitombas do Amor lançou seu primeiro EP, Drag de Lança com faixas autorais que envolvem questões da comunidade LGBTQIA+. A canção que dá nome ao trabalho, Drag de Lança, é o momento clímax do show, em que os artistas prestam homenagem a pessoas vítimas de crimes de homofobia no país, mas também fazem um convite à resistência. Fazem ainda parte do show canções que falam de amor e, principalmente, que celebram a vida através do fazer artístico em cores, movimento e som.

Performances 

ELENIZE DEZGENISKI 
Exposição permanente e outras intervenções na 3 MCPJ | Livre

Eu Luto Outra Luta | língua presa da palavra, invisível cuidado e ouvido esquecimento | Exposição permanente na 3 MCPJ | Livre

Na instalação EU LUTO OUTRA LUTA, que ocupa o corredor do espaço térreo do teatro, a frase LUTO LUTA do poeta Décio Pignatari está abrigada entre as palavras EU e OUTRA. O espectador posicionado diante da obra, entre os espelhos, é colocado em um abismo especular, onde EU LUTO se replica ao infinito, assim como a frase OUTRA LUTA.

A frase que Pignatari criou junto com seus alunos em 1968, circulou pelas ruas do Rio de Janeiro, como um grito de protesto contra o assassinato do estudante Edson Luís, cometido pelos militares durante a ditadura no Brasil. A instalação foi montada pela primeira vez em 2017 na vitrine da Alfaiataria Espaço de Arte em Curitiba.

As intervenções nos espelhos do teatro, com as frases a língua presa da palavra, invisível cuidado e ouvido esquecimento são um aviso e um lembrete. Sempre em letras miúdas, por vezes na moldura. É a reivindicação de um espaço limite, onde transitam as delicadas, e por vezes avassaladoras, relações entre o eu e o tu.

KLÍCIA CAMPOS
23 de junho | 17h | 12 anos
“Sertão Sagrado: Cangaço, Fé e Fogueiras”
Esta performance explora três pilares fundamentais da cultura nordestina: o cangaço, a devoção a Padre Cícero e as festas juninas de São João. Através de histórias de resistência, fé e celebração, inspiradas na literatura de cordel e interpretadas em Libras, a narrativa entrelaça as trajetórias de Lampião, Padre Cícero e uma vila nordestina em festa, destacando a riqueza e a diversidade cultural do sertão.

FEIJOADA DA MEIA NOITE
30 de junho | 19h | Livre 
Por meio de sons, ruídos, frases, registros, papeis e vídeos, a Feijoada da Meia Noite propõe a construção de uma visualidade multilinguagem digital-analógica-sensorial.

MEMÓRIAS DUMA BAOBÁ
6 de julho | 19h | Livre
“Memórias de uma Baobá” é uma peça sobre as histórias, as memórias, os saberes e os afetos compartilhados e vividos por mulheres negras. É uma celebração à ancestralidade feminina negra, uma valorização da oralidade como forma de resistir ao apagamento e ao genocídio. Em cena, acompanhamos a Senhora-Terra, uma mulher negra idosa que retorna à casa onde viveu por muitos anos. Lá, oferece um café para quem está assistindo, enquanto compartilha palavras que ainda habitam o seu corpo e também aquele espaço onde viveu. Ela está à espera de alguém que nunca aparece, como se algo estivesse faltando. Ainda assim, a Senhora-Terra dança pelos momentos do passado, entrelaçando-os a um presente formado por vozes de outras mulheres negras.

PROCURA-SE HISTÓRIAS EXTRAVIADAS
12 de julho | 19h | Livre
Três ações simultâneas ocupam diferentes espaços tecendo entre si uma rede de acontecimentos narrativos efêmeros e relacionais. Escritas a muitas mãos, as histórias articulam mundos antigos, reais e (im)possíveis, mundos que emergirão no encontro da proposição artística com o público. Venha se encontrar com a quandonde! 

NOVELAS CLAU KIKI BALL
13 de julho | Na Festa de Encerramento | 12 anos
Venha conhecer um pouco da cultura ballroom nessa edição da Mostra Claudete Pereira Jorge. Nessa kik ball teremos categorias estéticas de moda, passarela e realidade, além de categorias de vogue performance. A ball é um momento de enaltecer a vivência das pessoas trans, pretas, periféricas, originárias para mostrar que existimos, estamos vivas, fazendo e contando nossas histórias. 

Oficinas


COLARES ECOLÓGICOS – Katia Horn 
Dia 7 de julho 
Horário: 14h às 18h 
Local: CAIXA CULTURAL  (Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro)
15 vagas  
Nesta oficina, mulheres se reúnem para criar colares de papelão, não apenas como acessórios, mas como manifestações da conexão com a natureza e a sabedoria ancestral. Cada corte e dobra não apenas transforma o papelão, mas também renova a autoestima e empodera as participantes. O papelão, antes considerado lixo, ganha vida como uma expressão de criatividade e sustentabilidade, ecoando a ancestralidade feminina que encontrava beleza na simplicidade da natureza. Esta oficina é um convite a reconectar-se com a essência feminina e a transformar materiais reciclados em jóias de significado profundo, lembrando-nos de que nossa história está entrelaçada com a terra. 

DRAMATURGIA PRETA – Kamylla Ngoma 
Dias 11 (quinta) e 12 (sexta) de julho
Horário: 13h30 às 17h30
Local: Sala Pomeiro (Rua da Paz, 51 – Centro) 
8 vagas 
Nesta oficina, as palavras se tornam a ponte que conecta o passado e o presente, a ancestralidade e a luta, a cultura e a identidade negra. É um convite para a criação de textos teatrais que ecoam as vozes há muito silenciadas, destacando as experiências negras e suas complexidades. Em um espaço de criatividade e empoderamento, os participantes exploram temas profundos, celebrando a diversidade e desafiando estereótipos. A dramaturgia negra se torna uma ferramenta poderosa para a representatividade e a transformação, unindo a riqueza da herança cultural afro ao potencial do palco. Esta oficina é um ato político e poético, construindo uma narrativa mais inclusiva e autêntica nas artes, onde cada palavra escrita é um passo em direção a uma sociedade mais justa e igualitária.

BONECAS ABAYOMIS – Geisa Costa 
Dias 12 de julho  
Horário: 15h às 17h
Local: CAIXA CULTURAL (Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro)
15 vagas 
Esta oficina é uma dinâmica de sensibilização, que tem como proposta reunir as pessoas para uma troca de ideias e saberes, promovendo o fortalecimento da autoestima e o reconhecimento da identidade afro-brasileira. Além de retomar o prazer pela oralidade, é uma maneira de discutir a identidade negra, e também um meio de trocas de conhecimentos, contando e cantando suas histórias, ao mesmo tempo em que confeccionam as bonecas feitas apenas com malhas pretas e retalhos coloridos como faziam nossas avós. Abayomi é uma boneca negra ícone de resistência feita a partir de retalhos trançados, enrolados e amarrados, de tamanhos variados e que podem se transformar em brincos, enfeites, adereços e uma de geladeira, etc.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

ROTAÇÃO ESTREIA NACIONALMENTE EM CURITIBA INVESTINDO NAS RELAÇÕES DE PERSPECTIVAS ENTRE ARTISTAS E PÚBLICO

Giovanni Venturini e Lívea Castro realizam, junto ao público, ROTAÇÃO, botando corpos, coisas e relações em perspectiva no espaço. Foto de Elenize Dezgeniski

Com temporada no Teatro José Maria Santos até 16 de junho, a peça usa escadas para – entre teatro, dança e performance – criar um espaço onde o público faz parte da cena.

Inspirados em questões poéticas e contemporâneas acerca de conceitos como profundidade, altura, linha, ângulo, distância, tridimensionalidade, convergências e divergências, o ator Giovanni Venturini e a dançarina Lívea Castro estreiam em Curitiba, no próximo dia 30 de maio, sua nova criação. ROTAÇÃO é uma obra em que, acompanhados de dezenas de escadas, os artistas movem-se pelo desejo de perspectivar os seus próprios corpos, as coisas e o público, oferecendo – a cada sessão – encontros que multiplicam os modos de olhar e estar em cena e no mundo. A peça ROTAÇÃO terá curta temporada, até 16 de junho, no Teatro José Maria Santos.

Com uma dramaturgia poética, ROTAÇÃO busca expandir e tensionar a aliança entre corpos e tem como ponto de partida-encontro a relação entre Giovanni e Lívea, também idealizadores do projeto, que convidaram, para esta empreitada, o diretor Fernando de Proença, como nos conta Lívea: “Quando começamos a pensar o projeto, entendemos que precisávamos de alguém que tivesse experiência de trânsito entre as linguagens da dança e do teatro, e principalmente, alguém que pesquisasse sobre o encontro. Nesse sentido, Fernando foi essencial para potencializar as discussões que gostaríamos de formular. Foi um processo bem colaborativo onde nós três investigamos juntos os caminhos da criação.” Atuando nas fronteiras entre o teatro, a dança e a performance, esta peça é, também, o encontro entre as linguagens exploradas pelos artistas em suas trajetórias individuais. A ideia de “rotação” surge na peça não como verbo que sugere movimento, mas como possibilidade de olhar para o mundo.

A partir de textos, movimentos, interação entre corpos e objetos e troca entre performers e plateia, a cena provoca diálogos profundos sobre questões da vida. Giovanni Venturini conta que “A relação e o encontro com o público é um fator importante dessa peça e desse diálogo que se constrói. Apesar de termos uma estrutura fechada, existe a possibilidade de inúmeras aberturas a partir do outro, criando assim uma dramaturgia única a cada dia”. Trata-se de uma peça sobre perspectivas variadas de encontro que lança convites para o público viver e seguir até o fim. É preciso virar o olhar para o outro lado, enxergar por diferentes prismas. Quando há uma ROTAÇÃO, tudo aquilo que era visível já não é mais, principia-se uma atualização da perspectiva.

De acordo com o diretor do trabalho, Fernando de Proença, Rotação “investe –  a partir das relações entre artistas, público, escadas e espacialidade – na abertura de um diálogo entre Giovanni, Lívea e participantes que, na experiência de viver a gestualidade de subir e descer, ativam em seus corpos variações de presença, perspectiva e encontro”. Ele continua: “Rotação é sobre encontrar na cena e fazer, gentilmente, movimento lado a lado”. Destacadas no entre da cena, as escadas, que preenchem o cenário, fazem variações escalonadas e diversas sobre ser, estar, olhar, viver e se relacionar, investigando a potência das diferenças dos corpos, conta o diretor.

Com sessões gratuitas de quinta a domingo, a peça conta com intérpretes de Libras aos sábados e possui, em sua dramaturgia, aspectos descritivos, que também permitem a fruição por parte de pessoas cegas. A temporada corre durante apenas três semanas, sendo quinta a sábado às 20 horas e aos domingos às 19 horas. Os ingressos gratuitos estão disponíveis uma hora antes das apresentações na bilheteria do teatro. A temporada de estreia de Rotação é produzida pela Pomeiro Gestão Cultural e conta com recursos do Programa de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Serviço “Rotação”:
Temporada de estreia de 30 de maio a 16 de junho
De quinta a sábado às 20h e domingos às 19h.
Local: Teatro Zé Maria
R. Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba – PR, 80510-030
Entrada: Franca – retirar ingressos 1h antes da sessão.
Duração: 50 min – Classificação: 14 anos

Ficha Técnica:
Artistas Criadores e Idealizadores: Giovanni Venturini e Lívea Castro
Direção: Fernando de Proença
Dramaturgia: Bobby Baq, Fernando de Proença, Giovanni Venturini e Lívea Castro
Desenho de Luz: Wagner Côrrea
Trilha Sonora e Desenho de Som: Lilian Nakahodo
Figurino: Luan Valloto
Interlocução de Movimento: Mário Lopes
Preparação Vocal: Jessie Rolim
Interlocução em Descrição: Manoel Negraes
Assistentes de Figurino: Ísis Solano e Laura Bevilaqua
Calçados: Gasp
Operação de Luz: Semy Monastier
Operação de Som: Machison Abreu
Técnico de Luz (Montagem): Nicolas Caus
Motorista e Ajudante: Joacir Furtado da Silva
Intérprete de Libras: TAÉ – Libras e Cultura (Equipe: Elaine Moreira, Jéssica Nascimento, Kelly Caobianco, Nathan Sales e Talita Grünhagen)
Direção de Produção: Igor Augustho
Produção Executiva: Cindy Napoli
Produção: Rebeca Forbeck
Estagiário de Produção: Luciano França
Design Gráfico e Identidade Visual: Daniel Minchoni
Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo – BB Comunica
Gerenciamento de Tráfego Pago: Thays Cristine
Fotografia: Elenize Dezgeniski
Videografia: Lidia Ueta
Motions: Ricardo Kenji
Captação de Recursos: Meire Abe
Realização: Lívea Castro
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Sobre os artistas:
Lívea Castro é artista de dança, professora, pesquisadora e videoartista. Graduada em Dança pela UNESPAR e pós-graduada em Estudos Contemporâneos em Dança pela UFBA. Foi uma das artistas selecionadas em ENCUENTROS – ações de diálogos em dança Curitiba/Bogotá (2022), e, junto com Giovanni Venturini, artista residente no programa 20minutos.mov (2023). Como artista e mãe indisciplinada, caminha por diferentes áreas de conhecimento, e suas pesquisas e criações são atravessadas pelo interesse no encontro, diversidade de corpos, alteridades e presenças humanas e extra-humanas como potência para repensar relações. Integra o coletivo Nó Movimento em Rede (BR).

Giovanni Venturini, além de ator, é roteirista formado pelo Instituto de Cinema. Protagonizou o curta “Big Bang”, de Carlos Segundo, onde recebeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema de Brasília de 2022. Está no elenco de “Justiça 2”, série de grande sucesso da Globoplay. Nos palcos, desde 2019, percorre muitas cidades apresentando seu monólogo “A não ser”. Integrou o elenco de “Brian ou Brenda?” com direção de Yara de Novaes e Carlos Gradim também no ano de 2019. Foi dirigido por Clarisse Abujamra em 2014 em uma versão do clássico “Casa de Bonecas” de Ibsen. Seja nos espetáculos ou na escrita, Giovanni sempre traz a discussão de ser um corpo com deficiência, e fora dos padrões estéticos estabelecidos.

Fernando de Proença é diretor, ator, pesquisador de teatro e jornalista. Trabalha na prática de seu ofício na cena entre performance, dança e teatro há 25 anos. Doutor e Mestre em Teatro pela PPGT/UDESC. No entrecruzamento de linguagens, procura se atentar às ideias que moram no tempo, no corpo, nas vias, nos contextos e na experiência.

FESTA MUV: 25 ANOS CELEBRADOS NO ESTILO BAIRRO BLACK

MUV de Kátia Drumond e Ricardo Verocai, completa 25 anos de um projeto musical cheio de grooves e parcerias criativas e, celebra a trajetória em dois grandes shows na Feira Afro da Zumbi e no Espaço Fantástico das Artes, dias 21 e 26 de abril.

Após o lançamento do EP Bairro Black, o projeto musical MUV – Movimento Uniformemente Variado, dirigido pelos artistas Ricardo Verocai e Kátia Drumond finalizam o projeto Difusão Bairro Black com dois grandes shows que marcam os 25 anos de trajetória da música do MUV. O primeiro show será durante a Feira Afro da Zumbi, no dia 21 de abril (15h30) e o encerramento dia 26 de abril (20h) o groove dançante do MUV será no Espaço Fantástico das Artes, e quem embala a pista de dança da festa na sequência é o DJ Jeff Bass.

O MUV tem sua trajetória marcada pela criação de ritmos na origem negra, colocando a negritude como enfoque. Não apenas como pauta, mas também como força criadora, movimentando mentes e corações, vibrando em potentes ondas sonoras. Criado em 1999 no Rio pelo produtor musical, tecladista, compositor e arranjador Ricardo Verocai e pela cantora e compositora Kátia Drumond, o MUV está em Curitiba desde 2005 marcando a história da música local.

Os dois shows fazem parte do Projeto Difusão Bairro Black, que levou ao palco do Teatro José Maria Santos a primeira temporada de shows do EP Bairro Black, em março deste ano. Produzido pela Pomeiro Gestão Cultural, o trabalho engloba outros formatos midiáticos para o público como um curta metragem documental sobre o processo criativo do EP, e ainda uma websérie de 8 episódios com depoimentos de algumas das personalidades negras homenageadas no álbum, que poderão ser acessadas no YouTube.

No repertório dos shows o MUV traz o EP Bairro Black, recheado com as bases do soul, groove, funk, jazz, rap, reggae, ritmos uniformemente dançantes, com ritmos variados da música brasileira como o samba. O MUV traz ainda músicas que fazem parte dos outros álbuns do grupo como “Movimentos”, “Minha Gente Brasileira” e “Guardiões do Groove”.

Acesse os canais e acompanhe a história do MUV: https://beacons.ai/muv.brasil

SERVIÇO:
Show MUV – 21 de abril
Local: Feira Afro da Zumbi na Praça Zumbi do Palmares
Rua: Lothário Boutin, 289 – Pinheirinho, Curitiba
Horário: 15h30
Entrada: Gratuita

Show MUV – dia 26 de abril
Local: Espaço Fantástico das Artes
Rua: Trajano Reis 51 – Centro, Curitiba
Horário: 20h
Entrada: Gratuita

FICHA TÉCNICA:
Direção Musical: Ricardo Verocai
Direção Artística: Kátia Drumond
Produção Geral: Igor Augustho e Kátia Drumond
Voz: Kátia Drumond
Teclados: Ricardo Verocai
Baixo: Evangivaldo Santos
Guitarra: Eduardo Ansay
Bateria: Samir Souza
Backing Vocals: Kabuto e Brenda Calbaizer
Iluminação: Lucas Amado
Direção de palco e Operador de som: Luigi Castel
Assistente de Palco: Ana Luiza e Fernando Atanasio
Assistente e Montador de iluminação: Juan Lis
Produção técnica: Effex Tecnologia e Criação
Roadie: Antonino Rodrigues (Tonico Rasta)
Figurino e Maquiagem: Tassy Dal Nergro
Tradução para Libras: TAÉ – Libras & Cultura
Intérpretes de Libras: Elaine Moreira, Nathan Sales e Talita Grünhagen
Direção de Produção: Igor Augustho
Produção Executiva: Cindy Napoli
Produção: Rebeca Forbeck
Assistente de Produção: Monica Margarido
Estagiário de Produção: Matheus Zaidan
Captação de Recursos: Meire Abe
Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo (Bruna Bazzo [Comunica])
Programação Visual e Mídia Social: Paula Villa Nova
Realização e Criação: MUV
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

“PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.”

SOBRE O MUV:
O projeto musical MUV – Movimento Uniformemente Variado, mistura ritmos em um som único e tem a direção musical de Ricardo Verocai, e direção artística de Kátia Drumond, com assistência de direção do baixista e compositor Evangivaldo Santos. O grupo está entre as bandas que fazem música autoral de Curitiba e é formado por músicos do Rio de Janeiro, Salvador e do Paraná, que residem na cidade.

O MUV se destaca na cena musical brasileira e no exterior com a proposta de reviver o movimento de música preta nacional surgido no Rio de Janeiro no final da década de 60 com Dom Salvador e Herlon Chaves, e fortalecido por nomes como Tim Maia, Gerson King Combo, Banda Black Rio, Cassiano, Lady Zu e Carlos Dafé.

Além destes, também fazem parte das influências musicais do grupo, entre outros: Azymuth, Arthur Verocai, Carlos Dafé, Tania Maria, Leny Andrade, entre outros .

A banda já lançou 03 álbuns e 02 EPs, sendo o último lançamento o Bairro Black, disponível nas principais plataformas de áudio. Entre os discos: ‘‘Os Movimentos’ (2006) e ‘Minha Gente Brasileira’ (2011), ‘Acordes Daqui’ (2013) e os dois primeiros contam com participações do maestro, Arthur Verocai e têm músicas em parceria com Macau, e o segundo tem participação do cantor e compositor Carlos Dafé. Suas composições estão nas playlist de DJ’s nacionais e internacionais, tem reprodução em rádios da Alemanha, França, Sérvia, Rússia, Estados Unidos, Austrália, Itália, Espanha, Canadá, entre outros.

O grupo também realiza projetos de cunho artístico-educacional voltada à valorização da cultura negra e em novembro de 2022 e no início de 2023 realizou o projeto ‘O Som do MUV e a Música Negra nas Escolas Estaduais’, levando oficinas e pocket-shows a 05 municípios da região metropolitana de Curitiba e também no litoral do PR. O projeto teve o apoio da Copel através do Profice, o Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná.

Seus principais shows de 2022 e 2023 foram ‘MUV convida Paula Lima’, em comemoração aos 50 anos do Teatro Paiol, a convite da Prefeitura de Curitiba e da FCC e ‘MUV e Michele Mara’, na ‘7ª e 8° Marcha do Orgulho Crespo’, evento destinado à cultura afro-brasileira. Em 2023 participou também dos festivais : Encantadas Jazz Ilha do Mel e Jazz À Gosto (Ilha do Mel – PR) e 7ª edição Curitiba Jazz Festival.

Em janeiro de 2024 levou seu groove ao litoral do PR, no Projeto Verão Maior – palco Sunset, Shangrilá.

Nos grooves variados do MUV transitam diferentes músicos, parceiros de composição, em diversos formatos de shows.

MUV CELEBRA 25 ANOS E APRESENTA A 1ª TEMPORADA DE SHOWS DO EP BAIRRO BLACK

O projeto musical MUV – Movimento Uniformemente Variado dirigido por Ricardo Verocai e Kátia Drumond, lança o EP Bairro Black em shows gratuitos no Teatro Zé Maria, além de criar em diferentes mídias digitais homenagem às personalidades da cultura negra do Paraná 

O projeto musical MUV – Movimento Uniformemente Variado, celebra 25 anos de trajetória neste ano de 2024. Criado no Rio de Janeiro e radicado em Curitiba a partir de 2005 , foi idealizado em 1999 pelo pelo produtor musical, tecladista, compositor e arranjador Ricardo Verocai e pela cantora e compositora Kátia Drumond. Celebrando a data, o grupo lança em março (14 a 17) a primeira temporada de shows do EP Bairro Black, no Teatro José Maria Santos, em parceria com a produtora Pomeiro Gestão Cultural.

O MUV tem sua trajetória marcada pela criação em ritmos de origem negra, colocando a negritude como enfoque. Não apenas como pauta, mas também como força criadora, movimentando mentes e corações, vibrando em potentes ondas sonoras.

Lançado em 2021 nas plataformas digitais, o EP foi criado durante a pandemia e homenageia bairros da cidade e personalidades pretas que fazem ou fizeram história em Curitiba. Com foco na negritude e na força criadora dos artistas o MUV destaca nomes como Waltel Branco, Odelair Rodrigues, Laura Santos, Lápis, Saul Trumpet, Mãe Orminda, Danilo Avelleda, Geisa Costa, Enedina Alves Marques e Megg Rayara, entre outros.

O Bairro Black, com 5 faixas, tem um repertório que funde as bases do soul, groove, funk, jazz, rap, salsa, reggae, ritmos uniformemente dançantes, com ritmos variados da música brasileira como o samba. Uma das faixas: “Orgulho Crespo” narra o encontro de vários artistas e ativistas negros durante a Marcha do Orgulho Crespo de Curitiba, liderada pela cantora e ativista Michele Mara e reconhece a representatividade da comunidade preta na cidade.

Para a nova etapa do Bairro Black, o MUV vai difundir a história narrada no EP com a realização da primeira temporada de shows gratuitos, somando uma proposta multimídia com o lançamento de um curta metragem documental sobre o processo criativo. Além de uma websérie de 8 episódios com depoimentos de algumas das personalidades negras homenageadas no EP.

Durante a temporada de comemorações de 25 anos, o MUV traz surpresas para o público presente como um lançamento audiovisual: o videoclipe inédito da música Toni Groove, que faz parte de um álbum anterior, os Guardiões do Groove.

O projeto prevê ainda apresentações extras dos shows para alunos da rede pública de ensino, com tradução em Libras em todo o material audiovisual produzido e também nos shows, que poderão ser assistidos pela comunidade surda nos dias 15 e 16 (sexta e sábado), no Teatro Zé Maria.

SERVIÇO:
Lançamento EP Bairro Black
Dias: 14, 15, 16, 17 de março (16 e 17 com tradução para Libras)
Horário: Quinta a sábado às 20h e domingo às 19h.
Local: Teatro José Maria Santos – Rua 13 de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba
Entrada Franca: Retirar ingressos a partir de 1 hora antes no teatro. Sujeito à lotação.
Classificação: Livre.

FICHA TÉCNICA:
Direção Musical: Ricardo Verocai
Direção Artística: Kátia Drumond
Produção Geral: Igor Augustho e Kátia Drumond
Voz: Kátia Drumond
Teclados: Ricardo Verocai
Baixo: Evangivaldo Santos
Guitarra: Eduardo Ansay
Bateria: Samir Souza
Backing Vocals: Kabuto e Brenda Calbaizer
Iluminação: Lucas Amado
Direção de palco e Operador de som: Luigi Castel
Assistente de Palco: Ana Luiza e Fernando Atanasio
Assistente e Montador de iluminação: Juan Lis
Produção técnica: Effex Tecnologia e Criação
Roadie: Antonino Rodrigues (Tonico Rasta)
Figurino e Maquiagem: Tassy Dal Nergro
Tradução para Libras: TAÉ – Libras & Cultura
Intérpretes de Libras: Elaine Moreira, Nathan Sales e Talita Grünhagen
Direção de Produção: Igor Augustho
Produção Executiva: Cindy Napoli
Produção: Rebeca Forbeck
Assistente de Produção: Monica Margarido
Estagiário de Produção: Matheus Zaidan
Captação de Recursos: Meire Abe
Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo (@bb_comunica)
Programação Visual e Mídia Social: Paula Villa Nova
Realização e Criação: MUV
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

“PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.”

Acesse os canais e acompanhe a história do MUV: https://beacons.ai/muv.brasil

SOBRE O MUV:
O projeto musical MUV – Movimento Uniformemente Variado, mistura ritmos em um som único e tem a direção musical de Ricardo Verocai, e direção artística de Kátia Drumond, com assistência de direção do baixista e compositor Evangivaldo Santos. O grupo está entre as bandas que fazem música autoral de Curitiba e é formado por músicos do Rio de Janeiro, Salvador e do Paraná, que residem na cidade.

O MUV se destaca na cena musical brasileira e no exterior com a proposta de reviver o movimento de música preta nacional surgido no Rio de Janeiro no final da década de 60 com Dom Salvador e Herlon Chaves, e fortalecido por nomes como Tim Maia, Gerson King Combo, Banda Black Rio, Cassiano, Lady Zu e Carlos Dafé.

Além destes, também fazem parte das influências musicais do grupo, entre outros: Azymuth, Arthur Verocai,Carlos Dafé, Tania Maria, Leny Andrade, entre outros.

A banda já lançou 03 álbuns. ‘Os Movimentos’ (2006) e ‘Minha Gente Brasileira’ (2011), ‘Acordes Daqui’ (2013) e os dois primeiros contam com participações do maestro, Arthur Verocai e têm músicas em parceria com Macau, e o segundo tem participação do cantor e compositor Carlos Dafé. Suas composições estão nas playlist de DJ’s nacionais e internacionais, tem reprodução em rádios da Alemanha, França, Sérvia, Rússia, Estados Unidos, Austrália, Itália, Espanha, Canadá, entre outros.

O grupo também realiza projetos de cunho artístico-educacional voltada à valorização da cultura negra e em novembro de 2022 e no início de 2023 realizou o projeto ‘O Som do MUV e a Música Negra nas Escolas Estaduais’, levando oficinas e pocket-shows a 05 municípios da região metropolitana de Curitiba e também no litoral do PR. O projeto teve o apoio da Copel através do Profice, o Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná.

Seus principais shows de 2022 e 2023 foram ‘MUV convida Paula Lima’, em comemoração aos 50 anos do Teatro Paiol, a convite da Prefeitura de Curitiba e da FCC e ‘MUV e Michele Mara’, na ‘7ª e 8° Marcha do Orgulho Crespo’, evento destinado à cultura afro-brasileira. Em 2023 participou também dos festivais : Encantadas Jazz Ilha do Mel e Jazz À Gosto (Ilha do Mel – PR) e 7ª edição Curitiba Jazz Festival.

Em janeiro de 2024 levou seu groove ao litoral do PR, no Projeto Verão Maior – palco Sunset, Shangrilá.

Nos grooves variados do MUV transitam diferentes músicos, parceiros de composição, em diversos formatos de shows.