VIGOR MORTIS ESTREIA “ACORDEI CEDO NO DIA EM QUE MORRI” COM OBSESSÕES DE ED WOOD EM CENA

O lado B do cinema é homenageado pelo teatro pop da companhia enquanto a plateia presencia a criação de um filme durante a peça 

A nova montagem da Vigor Mortis leva o público para um passeio de trem-fantasma na mente de Ed Wood. Todo os elementos icônicos da criatividade do cineasta estão presentes: vampiros, alienígenas, monstros com superpoderes e também a atmosfera de filmes lado B dos anos 50. O enredo traz referências do roteiro sob o mesmo título, e dos livros “Death of a Transvestite” e “Let Me Die In Drag”. A ação acontece diante de uma tela gigantesca, emoldurada por tentáculos de polvo, onde são projetadas cenas captadas em tempo real no palco. Acordei Cedo no Dia em Que Morri coloca a personalidade da companhia em evidência, integrando outras linguagens ao teatro, com estética impactante, tecnologia, temas do universo do terror, comicidade e excelência nas interpretações. A temporada é de 28 de setembro a 22 de outubro, no Ave Lola em Curitiba, com ingressos no sistema pague-quanto-vale. 

A trama parte da história de um psicopata que foge do manicômio e se transveste de enfermeira para desvendar um mistério. Ao buscar por mais pistas, ele encontra a apresentadora de TV Vampira. Juntos eles descobrem que o enigma revela muito mais do que se poderia imaginar sobre o passado nebuloso do protagonista. Esse psicopata, segundo o diretor Paulo Biscaia Filho, é um veículo de investigação sobre a identidade de gênero: “Assim como Wood, ele é crossdresser, mas não é homossexual. Não encontra espaço nem na sociedade, que olha sua obsessão por roupas de mulher como uma anormalidade, nem nos grupos de travestis que veem sua orientação heterossexual como uma incongruência. Ele é um reflexo de Wood. Incapaz de encontrar seu lugar no mundo.” 

À frente da Vigor Mortis desde o surgimento do grupo, em 1997, P. Biscaia Filho divide a autoria de Acordei Cedo No Dia em Que Morri com Luiz Bertazzo, que ainda encabeça o elenco. Bertazzo, anteriormente, foi indicado ao Troféu Gralha Azul de Melhor Ator por “Seance – As Algemas de Houdini”. Camila Fávero, de “Bita e os Animais”; Ricardo Nolasco, de “Momo: Para Gilda com Ardor”; e Guenia Lemos, de “Lobo nas Paredes” e “Duplo Homicídio na Capital”, completam o time de atores. Ganhadora da última edição do Troféu Gralha Azul na categoria Cenário por “Salomé”, G. Lemos também assina o cenário da montagem. O figurino é de Guilherme Almeida, a iluminação de Wagner Correa, e produção é da Duplo Produções, que também foi responsável por “Contos de Nanook” e “Guernica”. 

Acordei Cedo no Dia em Que Morri é uma realização da Vigor Mortis com incentivo de Celepar e apoio da UniFM, Bdrops, Batel Lavanderia e Ave Lola. Projeto realizado com o apoio do do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba. 

Sobre a Vigor Mortis: 
Com espetáculos influenciando pela pesquisa do Grand Guignol, o teatro de horror grotesco francês do Século XIX, e trabalhos com integração de linguagens entre teatro, HQs e cinema, a Vigor Mortis criou uma identidade própria e se estabeleceu como uma das mais criativas e atuantes companhias brasileiras. Começou sua trajetória em 1997 com “PeeP – Através dos Olhos de um Serial Killer” e, ao longo dos seus 20 anos de atuação ininterrupta, conquistou dezenas de prêmios e viajou o mundo em festivais de teatro com montagens como “Morgue Story” (2004), “Graphic” (2006) e “Hitchcock Blonde” (2008), entre outras. A companhia também faz obras para o cinema, como as adaptações de “Morgue Story” ­– premiada em festivais na Inglaterra, Estados Unidos e Argentina – e “Nervo Craniano Zero”, que recebeu prêmio de melhor filme e melhor atriz no Montevidéu Fantástico, melhor diretor no New Orleans Horror Film Festival, e melhor filme estrangeiro no Another Hole in the Head em São Francisco, entre outros. Em 2017, a companhia também levou aos palcos “A Macabra Biblioteca do Dr. Lucchetti”, contemplada pelo Rumos Itaú Cultural. 

Ficha Técnica: 
Direção: Paulo Biscaia Filho 
Assistente de Direção: Gabriela Valcanaia 
Elenco: Guenia Lemos, Camila Fávero, Ricardo Nolasco e Luiz Bertazzo 
Cenário: Guenia Lemos 
Figurino: Guilherme Almeida 
Iluminação: Wagner Correa 
Produção: Duplo Produções 
Assessoria de Comunicação e Imprensa: Luciana Melo 
Fotos: Lúcia Biscaia 

Serviço: 
Acordei Cedo no Dia em Que Morri 
Teatro de Horror 
Local: Ave Lola Espaço de Criação 
Endereço: R. Mal. Deodoro, 1227. Centro. Curitiba-PR 
Temporada: de 28 de setembro a 22 de outubro. 
Dias e horários: quartas e domingos às 20h. Quintas, sextas e sábados às 23h59. 
Ingressos: Pague Quanto Vale 
Lotação: 58 lugares. 
Duração: 60 minutos. 
Classificação indicativa: 14 anos 
Informações: www.avelola.net.br / Duplo Produções – 41 99975-6048 

ESPETÁCULO “REMAKE DA MINHA VIDA” DISCUTE AFETO E AUTENTICIDADE REVELANDO DIFERENTES FACETAS DE RENATO SBARDELOTTO NO PALCO

Todas as fotos deste são de Eli Firmeza

Peça de dança-teatro faz temporada pague-quanto-vale, de 14 de setembro a 8 de outubro, no Teatro Ave Lola em Curitiba

O solo autoficcional Remake da Minha Vida, de Renato Sbardelotto, une a dança e o teatro para colocar em cena memórias e fabulações criadas pelo artista ao mergulhar em suas emoções mais particulares, reveladas como em uma legítima telenovela. Em tom tragicômico, question    a o compromisso de cada um de nós com a autenticidade e traz para o palco o universo do piegas, com seu ar engraçado, mas absolutamente sincero, para fazer uma declaração de amor aos que estão presentes e aos que passaram por sua vida. A temporada acontece de 14 de setembro a 8 de outubro, com ingressos pague- quanto-vale, no Ave Lola Espaço de Criação. A estreia será exclusiva para convidados. Após Curitiba, o espetáculo circula com apresentações em Cascavel e Toledo.

A peça também cruza fronteiras polêmicas ao levantar questões de gênero e desdobra clichês para expor camadas sutis desse tema e de outros, tão caros aos debates contemporâneos, como a apropriação e o empoderamento. Igualmente fundamental para o espetáculo é o “tempo”, que figura como uma entidade e revela afetos do artista, estabelecendo um lugar de intimidade com o público. Remake da Minha Vida é uma profecia que revisita o passado e lança à própria sorte um futuro idealizado, é o início e o fim de uma trama digna de horário nobre. De maneira não linear, com imagens vertiginosas e cambiantes, Sbardelotto brinca com seus próprios dramas enquanto convida o púbico a olhar para sua própria história, para o que assume e para o que esconde.

Outro traço distintivo desta peça é o tom confessional, conforme afirma Sbardelotto: “Todo mundo tem em sua vida histórias ou imagens potentes para inspirar uma dramaturgia. “Remake” não sintetiza tudo que me aconteceu, mas poetiza diversas questões que surgiram ao me debruçar sobre materiais autobiográficos, como lembranças, fotografias, músicas, desejos. Os padrões de socialização de gênero, por exemplo, são encarados de forma crítica. O trabalho é um chamado para assumir seu próprio jeito de se colocar no mundo, sem vergonha ou julgamento. É também um meio de compartilhar meus desejos mais íntimos de cena.” O artista escolheu Cascavel e Toledo para fecharem a temporada no Paraná, pois são cidades que fazem parte de sua história pessoal, estabelecendo uma relação de retorno às origens.

Além de Renato Sbardelotto que interpreta, dança e canta no espetáculo, a equipe conta com: Juliana Adur como orientadora artística, integrante da desCompanhia de Dança e coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Dança IMP – Investigação do Movimento Particular; Kysy Fischer como interlocutora, mestre em Artes Cênicas pela UDESC, pesquisadora das artes do corpo e comicidade, foi artista residente na Casa Hoffmann, Casa Selvática e no programa 20MINUTOS.MOV; Karla Izidro na pesquisa sonora e preparação vocal, cantora e compositora, professora da Cena Hum, integrante da Cia do Abração, e ganhadora do Troféu Gralha Azul 2013 por “O Olhar de Neuza”; Lucas Mattana como iluminador, membro da Inominável Cia de Teatro e pesquisador das relações entre teatro e literatura; Guenia Lemos como cenógrafa, formada em design pela Fashion Institute of Technology e em Teatro pela Fordham University (Nova Iorque, EUA), e ganhadora dos Troféu Gralha Azul de Melhor Cenário por “Marlon Brando, Whiskey, Zumbis e Outros Apocalipses” e por “Salomé”; e Ailime Huckembeck como figurinista, foi integrante da A Bem Soada Cia, é também artista plástica, performer e atriz, participou de produções da Cia do Abração, atualmente pesquisa visualidade e performatividade no grupo Filhas da Fruta.

Remake da Minha Vida é uma realização da Híbrido Produções em parceria com a Cecconello Companhia de Dança, com incentivo do Ebanx e apoio da Casa Hoffmann, BDrops TV, Missê Mariá, Bistrô Passeio, Padaria América e da UniFM como rádio oficial do espetáculo. Projeto realizado com o apoio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura — Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Sobre a Híbrido Produções e Renato Sbardelotto:
A Híbrido Produções coordena os projetos culturais do artista Renato Sbardelotto. Como ator e bailarino, Sbardelotto já́ trabalhou sob a direção/coreografia de Rafael Camargo, Carmen Jorge, Laura Haddad, Paulo Biscaia Filho, Maurício Vogue, Márcio Mattana, Cesar Almeida, Viviane Cecconello, Petra Schuster, Patrícia Otto e Lilyan de Souza. Trabalha atualmente na Cia Regina Vogue e na Duplo Produções Culturais, como ator, bailarino e intérprete criador. Ao longo de sua trajetória, foi artista residente na Casa Hoffmann. Também foi contemplado com prêmios e projetos pelo MINC, pela Fundação Cultural de Curitiba e pela Funarte (Prêmio Artes na Rua e Myriam Muniz). Foi integrante da comissão julgadora do Festival de Dança de Toledo. Como mediador do projeto “Pela Experiência da Dança-Teatro”, circulou pelas regionais de Curitiba com 120 rodas de leitura. Também é dele o projeto “Experiência Portátil”, no qual realizou intervenções em dança nas linhas de transporte público de Curitiba.

Ficha Técnica – Remake da Minha Vida:
Direção e Performance: Renato Sbardelotto
Orientação Artística: Juliana Adur
Interlocução: Kysy Fischer
Pesquisa Sonora e Preparação Vocal: Karla Izidro
Iluminação: Lucas Mattana
Cenografia e Adereços: Guenia Lemos
Figurino e Maquiagem: Ailime Huckembeck
Produção: Híbrido Produções
Assistência de Produção: Jossane Ferraz
Assessoria de Comunicação e Imprensa: Luciana Melo
Arte Gráfica e Ilustração: Daniel Lourenço
Fotos e Vídeos: Eli Firmeza
Realização: Híbrido Produções e Cecconello Companhia de Dança

Serviço:
Remake da Minha Vida:  Espetáculo de Dança-Teatro
Local: Ave Lola Espaço de Criação
Endereço: R. Mal. Deodoro, 1227. Centro. Curitiba – PR
Temporada: de 14 de setembro a 8 de outubro.
Dias e horários: Quintas e Sextas às 20h
Sábados às 18h e 20h
Domingos às 16h
Ingressos: Pague Quanto Vale
Lotação: 58 lugares.
Duração: 60 minutos.
Classificação indicativa: Acima de 12 anos
Informações: 41 99921-0626,  @hibridoproducoes e www.avelola.net.br/