CASA QUATRO VENTOS

Sacada da Casa Quatro Ventos / foto: Elenize Dezgeniski

Curitiba ganha um novo espaço cultural independente, com diversas ações artísticas

A Casa Quatro Ventos, um imóvel da década de 50, localizado no Alto da XV, abre suas portas a partir do dia 2 de dezembro com uma programação diversificada e gratuita. Para a programação de abertura, Edith de Camargo, Leo Fressato, Bernardo Bravo, Luciano Faccini e Melina Mulazani apresentam seus trabalhos na série Shows na Sacada, a partir das 19h. A Casa abre às 15h.

A Casa Quatro Ventos – movimento e arte, é um espaço cultural multidisciplinar e independente que se dedica ao desenvolvimento e difusão da criação e produção artística. O espaço, além de nutrir atividades regulares para a prática artística, investigação e formação, investe numa programação que abarca todas as artes e idades.

Há alguns anos o desejo em criar e gerir um espaço cultural tem sido algo em comum entre os idealizadores da Casa Quatro Ventos, inspirados em mover para diversas direções os desejos entre a criação artística e produção cultural. Este encontro entre Augusto Ribeiro, Cindy Napoli, Diego Marchioro e Juliana Caimi fez com que a realização deste espaço viesse à tona. Almejando formar uma rede consistente de amigos, parceiros e artistas que além das afinidades estéticas possam encontrar um lugar também afetivo e pulsante para a diversidade da expressão artística na cidade.

A Casa tem como foco ser uma plataforma para artistas de diversas áreas artísticas e culturais, propõe atividades formativas no campo das artes. Investe na criação artística contemporânea.

O casarão, que era a antiga residência do iluminador teatral Beto Bruel e da atriz Regina Bastos, também abriga escritórios de produção cultural e de comunicação. Segundo os idealizadores, a Casa Quatro Ventos “É uma necessidade (r)existir espaços culturais alternativos, encontrar outras formas de criar e produzir, alcançar novos horizontes e criar redes mais fortes e resistentes. Será um lugar de convergência de artistas para o intercâmbio de experiências, ideias e saberes.”

A Casa Quatro ventos abrigará: Espaço de Exposição, que acolhe exposições temporárias e demais trabalhos de artes visuais;
um circuito de filmes – mostra periódica de exibição de áudio visual;
show na sacada – atividades musicais de curta duração (pocket show) realizadas na sacada do casarão, ao final das tardes de final de semana, com entrada franca.

Também haverá programação para crianças e famílias, com conteúdos artísticos, como aulas, apresentações e oficinas.

Serviço:
Casa Quatro Ventos
Rua da paz, 51, Alto da XV, Curitiba
Informações: (41) 3040-3322
casaquatroventos@gmail.com

PROGRAMAÇÃO DE ABERTURA

02/12 SÁBADO
15h00 – A Casa abre suas portas
Shows na sacada às 19h com:
Edith de Camargo
Léo Fressato
Bernardo Bravo
Luciano Faccini e Melina Mulazani
ENTRADA FRANCA

08/12 SEXTA
Ação: FUDEU contrata (Coletivo FUDEU) – das 9h às 12h e das 13h às 18h.
ENTRADA FRANCA

09/12 SÁBADO
Lançamento do livro “Sequência de rabisco” de Egui Baldasso, às 14h.
Exibição de filmes: Curtas na Casa, às 18h.
ENTRADA FRANCA

10/12 DOMINGO
Domingo miúdo – programação para crianças das 10:30 às 11:30 e das 14h às 18h.
Oficina com Juliana Alves e Peter Abudi, contação de histórias com Moira Albuquerque da Cia Girolê e intervenção de Surian Barone/ Palhaço Goiaba Henrique.
PERÍODO DA MANHÃ: R$10,00
PERÍODO DA TARDE: R$15,00
DIA TODO: R$20,00
(valor cobrado por criança, adultos tem entrada franca)

14/12 QUINTA
Show com a banda Central Sistema de Som às 20h.
R$: 10,00

16/12 SÁBADO
Uma festa muito boa convida Misturi-C + Juana Profunda e Darlene Lepetit às 15h.
R$ 10,00

Acompanhe a programação completa na página: aqui

LIVRO DE COLORIR REÚNE HISTÓRIAS CURIOSAS SOBRE JARDINS HISTÓRICOS

Jardins Imaginários conta com ilustrações de André Mendes e terá renda revertida para Hospital Pequeno Príncipe (Curitiba)

Entre palmeiras imperiais e um Jequitibá Rosa que já foi abraçado pelo físico alemão Albert Einstein, temos o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Num recanto escondido do Palácio de Versalhes, o jardinete da Maria Antonieta foi o “palco” para a rainha vestir-se de suas fantasias de infância. Foi também em um jardim que Rui Barbosa expulsou proferindo, em tom catedrático, um ladrão de patos: “Bucéfalo, não é pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes e sim pelo ato vil e sorrateiro de galgares os profanos de minha residência (…)”.

Estes são alguns dos casos contados pelo livro Jardins Imaginários, uma obra feita para ler, fantasiar e colorir. O convite ao leitor é feito por meio da história e das anedotas em torno de alguns jardins históricos brasileiros e franceses, e também por um percurso inusitado pela obra de Saint-Exupéry, autor do aclamado O Pequeno Príncipe, também conhecido como “jardineiro planetário”. Para completar o encanto e despertar “o desejo de jardinar” colorindo, o artista André Mendes foi convidado para ilustrar o livro.

Assinado por Delphine Lacroix e Elza Carneiro, Jardins Imaginários é uma publicação trilíngue, que remete à relação entre história e fantasia para destacar todo o poder simbólico dos jardins. “Eles nos servem como espelhos da subjetividade humana, tornando imagens reais em significados ali retratados pela magnífica força da natureza que insiste e que continua”, comenta Elza.

A publicação, fruto de projeto viabilizado pela Lei Rouanet e com patrocínio da ExxonMobil, será lançada no próximo dia 21 de junho, às 18h30, no Quintana Gastronomia, em Curitiba. A renda arrecadada será revertida ao Hospital Pequeno Príncipe, instituição beneficiada do projeto.

Sobre as autoras

DELPHINE LACROIX (França) – participou de várias edições sobre Antoine de Saint-Exupéry realizadas pela Editora Gallimard. Durante quinze anos, Delphine deu a sua contribuição para a realização de eventos sobre Saint-Exupéry na França e no exterior (exposições, eventos, concursos colóquios, etc.) a fim de manter viva a memória do escritor, divulgar o seu pensamento e fazer com que a sua obra literária seja conhecida pelo grande público. Em 2013 e 2014, ela organizou, em Nova Iorque e em Montreal, as comemorações dos 70 anos do Pequeno Príncipe na América do Norte, contando com o apoio de diversos parceiros culturais e institucionais (ONU, OIF, Morgan Library & Museum, BAM, etc.).

ELZA FORTE DA SILVA CARNEIRO (Brasil) – cursou Direito na Universidade Federal do Paraná e é cozinheira profissional formada pela escola Le Cordon Bleu, de Paris. Desde pequena gosta de se aventurar por jardins reais e imaginários, buscando suas cores, cheiros, sabores e histórias. Em 2012 participou do projeto Jardim dos Sonhos, que transformou a área de acolhimento externa do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, por meio da jardinagem e da colocação de esculturas interativas. Em 2016 foi coautora do livro Comida de Afeto – Lembranças Embaladas Para Viagem, que contou histórias sobre as diferentes formas de experimentar o mundo, trazendo lembranças afetivas sobre comer e cozinhar. O livro teve toda a renda revertida ao Hospital Pequeno Príncipe.

Sobre o Hospital Pequeno Príncipe
Beneficiário do projeto Jardins Imaginários, o Pequeno Príncipe é o maior hospital de alta e média complexidade exclusivamente pediátrico do Brasil. Destina 70% de sua capacidade de atendimento a crianças e adolescentes provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição tem 370 leitos, sendo 60 nas quatro UTIs, oito salas cirúrgicas, cerca de 2 mil colaboradores. Por ano, realiza em média 311 mil atendimentos ambulatoriais, 20 mil cirurgias e mais de 23 mil internações. Com cuidado humanizado e integral, garante condições para que 13 mil familiares acompanhem pacientes atendidos via SUS durante a internação.

SERVIÇO:
LANÇAMENTO DO LIVRO | JARDINS IMAGINÁRIOS
21 de junho, das 18h30 às 21h30
Quintana Gastronomia – (Av. do Batel, 1440, Curitiba)

AGENDAMENTO DE ENTREVISTAS E MAIS INFORMAÇÕES
Fernando de Proença:  41. 9 9996.5292

ATORES PROFISSIONAIS SE JUNTAM A AMADORES NO PALCO DA CAIXA CULTURAL CURITIBA

Pessoas comuns foram escolhidas por anúncio de jornal. Ao lado dos profissionais, eles contam sua história verdadeira na maior intimidade

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, de 16 a 18 de junho, o espetáculo Amadores, da Cia Hiato, de São Paulo. Na peça, resultado de pesquisa da companhia, cinco atores profissionais contracenam com 13 artistas amadores, pessoas de diversas áreas que foram selecionadas por meio de anúncios em jornal ou oficinas públicas. Além de exporem as suas experiências pessoais, cada um dos amadores tem alguma habilidade artística. “Durante a seleção, muitos deles nunca tinham ido ao teatro. Esta foi sua primeira experiência no palco. E eles têm perfis muito diversos: há um atendente de telemarketing, uma empregada doméstica, um ator pornô. O resultado é surpreendente”, avalia o ator Thiago Amaral, que integra o elenco de Amadores.

O espetáculo é um passeio por histórias e contextos, uma galeria de retratos vivos, num diálogo cênico surpreendente. Os amadores fazem um discurso pessoal que os revela socialmente, seja pela marginalização, por questões raciais, de gênero ou sexualidade, exclusão de classe ou por contextos culturais diversos. O que começou como uma entrevista de elenco, em que cada um deles exibiu suas especialidades e seus “objetos de arte”, chega ao palco como um compartilhamento de experiências pessoais.

A companhia aposta no teatro – suas convenções, seus códigos, gêneros e profissionais – para ampliar as possibilidades do que pode ser apresentado em cena, expondo diferentes experiências artísticas ao mesmo tempo, dando voz ao público que se sente marginalizado pelas artes e até mesmo aos profissionais que também podem estar excluídos.

Ronaldo de Moraes é um dos amadores. Morador da periferia de São Paulo, recém formado em Ciências Sociais, ele diz que a experiência é muito positiva. “É uma honra integrar este elenco. Tenho a liberdade de ser quem eu sou. Foi assim desde a primeira entrevista. E foi uma alegria ter sido aceito. Quando cheguei, eu, que acumulava diversos fracassos, tinha uma história de estigmas e preconceito, também tinha preconceito. Minha visão era limitada. Achava que vida de artista era vida de glamour. Depois eu vi o trabalho que é, quantas pessoas envolvidas”, diz Ronaldo, que está desempregado, foi alcoólatra, se envolveu com drogas e terminou a faculdade aos 47 anos de idade.

“Espero que as pessoas se identifiquem com alguma história entre as que vamos contar.” O personagem de Ronaldo, que representa ele mesmo, conta da sua descoberta diante dos espaços culturais da cidade de São Paulo. ”Falo de pertencimento através dos espaços culturais”, explica.

Em 2017, a Cia. Hiato comemora nove anos desde a estreia de seu primeiro espetáculo, “Cachorro Morto”. Nesses anos, foram criados cinco espetáculos, que associam memória e invenção, numa busca por novas dramaturgias, traço característico do grupo. A Cia. Hiato fez uma série de apresentações em palcos e festivais internacionais – Alemanha, Áustria, Bélgica, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Holanda, Grécia e Romênia.

“Abandonamos a pessoalidade, a metalinguagem e a biografia para pensar o outro, aquele que normalmente é excluído do palco ou que só aparece nele como representação ou discurso”, explica o diretor e dramaturgo do espetáculo, Leonardo Moreira.

fotografia: Ligia Jardim

Serviço:
Teatro: Amadores
Local: CAIXA Cultural Curitiba, Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro de Curitiba (PR)
Data: 16 a 18 de junho de 2017 (sexta a domingo)
Horário: sexta-feira e sábado, às 20h. Domingo, às 19h
Ingressos: vendas a partir de 10 de junho (sábado). R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura.
Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sábado, das 12h às 20h, e domingo, das 16h às 19h)
Classificação etária: não recomendado para menores de 14 anos
Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)

Informações e entrevistas:
Assessoria Curitiba – Cia Hiato:  Fernando – (41) 9 9996.5292 / fernandodproenca@gmail.com
Assessoria CAIXA: Fabiana – (41) 9 8403.1653 / fabiana.fernandes@grupoinforme.com.br