SEIS ENCONTROS, SEIS CRIAÇÕES INÉDITAS: FLUCTI CONECTA OCUPA A ALFAIATARIA EM CURITIBA

Projeto da Cia. Fluctissonante é gratuito e reúne artistas surdos e ouvintes em residência artística que resulta em seis criações inéditas apresentadas em Curitiba com acessibilidade integrada aos processos

O que acontece quando artistas surdos e ouvintes, com diferentes trajetórias e pesquisas, aceitam criar juntos sem partir de uma proposta criativa pré estabelecida? A resposta pode ser vista gratuitamente no Flucti Conecta, novo projeto da Cia. Fluctissonante que ocupa a Alfaiataria – Espaço das Artes, nos dias 18, 19, 25 e 26 de julho, em Curitiba.

O projeto reúne seis investigações cênicas inéditas desenvolvidas ao longo de residências artísticas compostas por duplas formadas por integrantes da Cia. Fluctissonante e convidades. São processos em construção, entre cenas, performances, leituras e experimentações, ou ainda nada disso, compartilhados pela primeira vez com o público. Cada criação tem até 20 minutos de duração e um único ingresso permite acompanhar as seis apresentações realizadas em sequência ao longo de cada dia.

Idealizado pela atriz Helena de Jorge Portela, diretora artística da Cia. Fluctissonante, e pelo ator Igor Augustho, diretor de produção da Pomeiro Gestão Cultural, o projeto nasce do risco, da possibilidade de compartilhar com públicos interessados trabalhos que operam a partir das identidades, diversidades e interesses dos artistas envolvidos. “Cada dupla chegou com sua própria trajetória. O que o público vai ver é o resultado desse encontro entre diferentes formas de criar, ainda abertas”, conta Helena.

Na edição de estreia, o Flucti Conecta promove os encontros entre Alucas Santos e Paula Roque; Catharine Moreira e Talita Grünhagen; Gabriela Grigolom e Flávia Imirene; Helena de Jorge Portela e Allan Nikitis; Igor Augustho e Gilda Elisa; e Nautilio Portela e Marcel Malê. Cada dupla desenvolve sua investigação acompanhada por uma pessoa interlocutora convidada, ampliando o diálogo artístico e aprofundando a experiência criativa.

O processo também sobe ao palco
Cada dupla parte de seus repertórios e linguagens para construir uma criação inédita. O Flucti Conecta convida o público a acompanhar pesquisas em andamento, revelando os caminhos, experimentações e descobertas que fazem parte da criação artística.
Para Igor Augustho, a potência do projeto está justamente na experimentação do encontro. “O Flucti Conecta nasce da vontade de aproximar artistas e criar um espaço onde diferentes trabalhos possam dialogar. São encontros que ampliam repertórios e convidam o público a compartilhar esse percurso conosco”, afirma.


A retirada dos ingressos gratuitos acontece uma hora antes do início da programação na bilheteria da Alfaiataria, quando são disponibilizadas 20 lugares na plateia. Como parte do público pode optar por assistir apenas algumas investigações, novos ingressos são liberados entre uma apresentação e outra, conforme a disponibilidade de lugares.

Criar também é ampliar acessos
A Cia. Fluctissonante atua há quase dez anos com criação cênica bilíngue, aproximando Libras e português em seus processos. O Flucti Conecta marca uma nova etapa dessa trajetória ao reunir, pela primeira vez, também a acessibilidade arquitetônica em toda a programação.

Segundo Helena de Jorge, o projeto representa um avanço na trajetória da companhia. “É um passo importante na nossa trajetória e sei aproxima de um desejo antigo da companhia de trabalhar na direção de um desenho universal na criação cênica”, explica.

Todas as apresentações contam com interpretação em Libras, audiodescrição e estrutura arquitetônica acessível para pessoas com mobilidade reduzida e usuárias de cadeira de rodas. De acordo com Igor, os recursos de acessibilidade assumem diferentes funções em cada investigação. “Em alguns casos, Libras e audiodescrição estão integradas à cena; em outros, atuam como tradução e mediação. O mais importante é que todas as apresentações são acessíveis, respeitando a lógica de cada criação.”

O projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba.

FICHA TÉCNICA
Concepção e Coordenação Geral: Helena de Jorge Portela (Cia. Fluctissonante | Pomeiro Gestão Cultural) e Igor Augustho (Cia. Fluctissonante | Pomeiro Gestão Cultural) | Intérpretes de Libras: Talita Grünhagen e Kelly Caobianco (Taé – Libras e Cultura) | Supervisão Surda: Catharine Moreira | Audiodescrição – Roteiro: Helena de Jorge Portela e Joselba Fonseca | Audiodescrição – Narração: Joselba Fonseca | Audiodescrição – Consultoria: Lucas Antonio | Escrita Acompanhadora: Lucas Pinheiro, Luciana Romagnolli e Olga Nenevê | Coordenação Técnica e Luz: Thay Siqueira | Registro em Vídeo e Técnica de Som: Chico Paes | Identidade Visual e Design Gráfico: Samuel Gallo | Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo | Vídeos para Redes Sociais: Maya | Distribuição de Material Gráfico: Israel Sullivan | Direção de Produção: Igor Augustho (Pomeiro Gestão Cultural) | Produção Executiva: Juliana Takenaka (Pomeiro Gestão Cultural) | Assistente de Produção: Vanessa Oliveira (Pomeiro Gestão Cultural) | Assessoria Jurídica e Contábil: Ivanes Mattos (Pomeiro Gestão Cultural) | Realização e Criação: Cia. Fluctissonante | Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Informações adicionais
Sobre a Cia. Fluctissonante: Coletivo curitibano formado por artistas surdos e ouvintes, a Cia. Fluctissonante desenvolve desde 2016 pesquisas em criação cênica contemporânea bilíngue (Libras e português), com processos baseados na criação compartilhada. É referência nacional em arte acessível e já realizou apresentações em cerca de 40 cidades e 12 estados brasileiros. Entre suas criações estão Enquanto a Chuva Cai, Conto Com Libras, Giacomo Joyce, /TODAS/, Elevador, O Pequeno Príncipe e Língua em Revista, além de projetos digitais e participações em festivais como o Palco Giratório e o Festival de Teatro de Curitiba.

SERVIÇO:
Flucti Conecta – Compartilhamento de Investigações Cênicas e Processos de Pesquisa da Cia. Fluctissonante
Datas: 18, 19, 25 e 26 de julho
Horário: das 15h30 às 21h, com apresentações contínuas em sequência e pequenos intervalos entre os trabalhos.
Local: Alfaiataria – Espaço das Artes (Rua Riachuelo, 266)
Ingressos: gratuitos, com retirada 1 hora antes da primeira apresentação do dia. O acesso inicial é limitado, e novos ingressos são liberados ao longo da programação, conforme a saída do público no espaço.
Acessibilidade: interpretação em Libras, audiodescrição e estrutura arquitetônica acessível para pessoas com mobilidade reduzida e usuários de cadeira de rodas.
Classificação: 14 anos
Instagram: @fluctissonante | @pomeiro_


Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica

DOIS LADOS DE UM RIO UNE GUILÉ E JERRY ESPÍNDOLA EM SHOW QUE ATRAVESSA FRONTEIRAS DA CANÇÃO BRASILEIRA

Espetáculo integra a programação do Paiol Musical e celebra encontros entre gerações, territórios e sonoridades da música popular brasileira

Os rios atravessam territórios, aproximam margens, carregam histórias e renovam afetos. É desse encontro simbólico que nasce Dois Lados de um Rio, espetáculo dos cantores e compositores Guilé Silveira e Jerry Espíndola, que chega ao Teatro Paiol nos dias 25 e 26 de julho de 2026, dentro da programação do Paiol Musical, realizado pela Fundação Cultural de Curitiba. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Zet, com valores de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).

Natural do interior de Minas Gerais e atualmente morador no Paraná, Guilé encontrou no Mato Grosso do Sul parte fundamental de sua trajetória artística. Foi ali que conheceu Jerry Espíndola, um dos nomes mais importantes da música sul-mato-grossense e precursor da chamada “polca-rock”. Desse encontro entre gerações, territórios e repertórios surge um espetáculo que transforma paisagem em canção e memória em travessia sonora.

Construído a partir de composições autorais dos artistas, o show cria um diálogo entre diferentes caminhos da Música Popular Brasileira. As canções evocam rios, matas, horizontes e memórias do Centro-Oeste brasileiro, costurando referências regionais com novas possibilidades da canção contemporânea.

Entre tradição e reinvenção
Em cena, o espetáculo aproxima trajetórias distintas pela força da palavra, da paisagem e da canção brasileira. O repertório percorre músicas que falam de deslocamentos, afetos, natureza e identidade cultural, transformando o palco em espaço de escuta e partilha.

A delicadeza poética das composições de Guilé encontra a experiência de quatro décadas de carreira de Jerry Espíndola em arranjos que aproximam intimidade e potência coletiva. “Esse show fala sobre encontros. Sobre como a música cria pontes entre tempos, lugares e pessoas diferentes. É uma travessia afetiva construída a partir das nossas canções e das paisagens que nos formaram”, afirma Guilé.

Para Jerry, a própria identidade musical de Mato Grosso do Sul é marcada pelo cruzamento de culturas e influências sonoras, algo que também atravessa o espetáculo apresentado no Paiol. “A música do Mato Grosso do Sul sempre foi feita de mistura. De fronteira, de caminhos cruzados. Dividir o palco com o Guilé é continuar esse fluxo de reinvenção da canção brasileira”, comenta Espíndola.

Travessias musicais e acessibilidade
Como ação de contrapartida social do projeto, os artistas realizam o bate-papo Caminhos da Música no dia 24 de julho, no Conservatório de MPB. A atividade, gratuita, vai ser conduzida por Guilé em formato participativo e horizontal, promovendo conversas sobre música, território, identidade e processos criativos.

As apresentações no Teatro Paiol contam com interpretação em Libras e setorização especial para pessoas surdas, permitindo a percepção das vibrações dos instrumentos durante o espetáculo. O espaço também dispõe de rampas de acesso e áreas reservadas para cadeirantes.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Show – Dois Lados de um Rio
Dias: 25 e 26 de julho de 2026
Horários: sábado às 20h e domingo às 19h
Local: Teatro Paiol (Rua Cel. Zacarias, 51 – Prado Velho)
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Zet: aqui
Classificação: 12 anos
Realização: Paiol Musical | Fundação Cultural de Curitiba
Bate-papo “Caminhos da Música”
Data: 24 de julho de 2026
Horário: das 19h às 20h
Local: Conservatório de MPB
Entrada gratuita
Classificação: livre
Acessibilidade: Intérprete de libras por Libras Moreira e espaço acessível para cadeirantes no Conservatório de MPB e sessão de fila exclusiva para pessoas com deficiência visual no shows.

FICHA TÉCNICA:
Concepção e direção musical: Guilé e Jerry Espíndola | Artista Principal – Voz e violão: Guilé | Artista Convidado – Voz: Jerry Espíndola | Coordenação e Produção: Poço e Pêndulo (Beatriz Marçal e Maria Sousa) | Assistente de produção: Luisa Ruivo | Banda: Pedro Afara, Tiago Barbosa, Gabriel de Andrade | Cenografia: Caio Frankiu | Iluminação: Beatriz Marçal | Técnico de Luz: Bruno de Oliveira dos Santos | Técnico de Som: Germano Xavier | Social Media: Gabbiel | Design Gráfico: Marina Mendonça | Contrarregra: Murilo Macari | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Interpretação de LIBRAS: Libras Moreira | Vídeo: Frames de cria | Foto: Iuri Poletti

SOBRE OS ARTISTAS
Guilé Silveira: Cantor e compositor brasileiro, Guilé iniciou sua trajetória artística em Mato Grosso do Sul, participando de festivais culturais e desenvolvendo seus primeiros trabalhos autorais. Natural do interior de Minas Gerais e atualmente radicado no Paraná, lançou um álbum, um EP e diversos singles. Sua obra dialoga com tradição e contemporaneidade na música popular brasileira. Atualmente, prepara o lançamento de seu segundo álbum autoral.


Jerry Espíndola: Com quatro décadas de trajetória e 12 discos lançados, Jerry Espíndola é uma das principais referências da música sul-mato-grossense e precursor da “polca-rock”. Premiado pela Funarte na categoria Composição Popular, possui mais de 140 músicas gravadas por ele e por diferentes artistas brasileiros. Entre suas parcerias conhecidas estão canções registradas por nomes como Ney Matogrosso e Zélia Duncan.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

RAVI BRASILEIRO E LEO BIANCHINI ENTRAM NO SAMBA COM PARCERIA QUE TRANSFORMA A CRÔNICA DO ABSURDO EM DRAMA COM BATUCADA

Leo Bianchini e Ravi Brasileiro por Odara Vision Oruê Brasileiro

“Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” chega com single, clipe e minidoc que refletem a arte do encontro em não saber protelar a poética do instante

Ravi Brasileiro e Leo Bianchini não vieram para contar história. Mas como todo bom samba que se preze, “Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” é a típica crônica brasileira que vai do drama à ironia sem perder a ternura. Mas também, não passa pano para a sofreguidão. Com pitadas de sarcasmo e malícias suntuosas, a batucada é um espelho do cotidiano repleta de cadências e percepções com direito a clipe e minidoc sobre o processo de composição.

Ouça aqui ´Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim“

Entre conversas à distância, foi assim que a letra de “Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” começou a ganhar forma nos encontros entre Ravi e Leo. Mas como reza um bom samba foi pessoalmente que a poesia teve a sua reviravolta.

“Desde as primeiras ligações com o Ravi, ele me convidou para o projeto, e eu aceitei de cara”, rememora Leo Bianchini que do samba, entende bem. Desde 2009, o músico e compositor integra a banda 5 a Seco, reconhecida pela rica diversidade sonora na música brasileira e vencedora do Latin Grammy 2025, na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira/Música Afro Portuguesa Brasileira pelo álbum “Sentido”.

Ainda assim, para o artista, o processo de criação do “Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” é um espelho sobre o indivíduo. Porém, o drama com um pouco de samba é uma escolha que pode trazer outras amenidades.

“Eu acho que é uma questão de decisão. De você encarar. Por mais que a coisa seja doída. Você encara de uma vez e resolve, do que ficar estendendo as dificuldades. A gente tende a querer curtir esse drama, e acho que é natural da personalidade do ser humano”, reflete Leo Bianchini no minidoc disponível pelo YouTube, com direção de Oruê Brasileiro. Assista aqui

Ravi e Leo desfilam causos corriqueiros com malícia e se divertem com situações que refletem a arte do encontro em não saber protelar a poética do instante. E claro, deu samba.

“Esta canção cheia de causos já nasceu e sabíamos que fecharia o trabalho. Guardei na minha gaveta de ideias esta frase maravilhosa que ouvi num cafézão daqueles que junta a família toda. Leo matou a charada da canção rapidamente”, comemora Ravi Brasileiro.

Fazer samba não é contar piada como já diz o poeta. Do improviso à construção da letra, ´´Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim“ é uma composição que fluiu, justamente por Ravi e Leo terem plena consciência sobre a arte do encontro em não saber protelar a poética do instante.

“O Leo fez a harmonia e a gente cantarolou um monte de histórias improvisando. Sem chegar num lugar certeiro para nossos causos. Mas tínhamos um forte refrão. Com a encomenda na mão, fomos juntos pensando em inúmeras situações que costumam ser proteladas. Dos vários causos, ficamos com a extração do siso, parar de fumar, entrar na água gelada e com o término de um relacionamento”, expõe.

“Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” integra o recém lançado “7por2”, projeto idealizado por Ravi Brasileiro e gravado no Parque Jaime Lerner, no Estúdio Geração Pedreira, na Rua da Música, em Curitiba.

Além de Leo Bianchini, Badi Assad, Dante Ozzetti, Carlos Careqa, Bruna Caram, Flaira Ferro e Caito Marcondes, são os artistas que integram o álbum disponível pelas plataformas de streaming. Ouça aqui.

Projeto realizado por meio da Lei Municipal Complementar 57/2005 do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura. Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Fonte: Cabana Assessoria

COM EXPERIMENTALISMOS SONOROS, MARIA BERALDO FAZ SHOW DE LANÇAMENTO EM CURITIBA

Cartaz Brasis no Paiol – Maria Beraldo. Crédito: Felipe Andre.

Uma das vozes queer mais relevantes da música brasileira contemporânea é a atração de julho do projeto Brasis no Paiol, dia 17 de julho, no Teatro do Paiol

A edição de julho do projeto Brasis no Paiol chega com um show que transita entre o jazz, punk, pop, EDM, música noise e música de concerto. Maria Beraldo traz o lançamento do seu mais recente álbum, “Colinho”. A apresentação será no dia 17 de julho, quinta-feira, às 20h, no Teatro do Paiol, em Curitiba. Os ingressos custam R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada) e começam a ser vendidos no dia 1o de julho, na plataforma pixta.me

Produzido por Maria Beraldo e Tó Brandileone, o álbum “Colinho” conta com diversos instrumentistas de renome, como Thiago França, Rodrigo Campos, Fábio Sá, Sérgio Machado, Marcelo Cabral, Chicão e outros. “Colinho” também traz arranjos escritos por Beraldo e constrói pontes entre diferentes universos sonoros, entre o eletrônico e o acústico.

Ao longo de 11 faixas, Beraldo traça arcos rígidos entre ousadia sonora e firmeza estética, ou entre ousadia estética e firmeza sonora. Caminhando por trilhas entre uma cantada embalada por um funk pouco melódico, e o cantar da própria vida em um samba de João Nogueira (“Minha Missão”, que fecha o álbum), a artista costura, com afiada precisão, um colo provocador — e também provocante — para a música brasileira e a população queer.


Maria Beraldo. Crédito foto: Ivi Maiga Bugrimenko

Maria Beraldo
Nascida em Florianópolis, Maria Beraldo é compositora, cantora, produtora, instrumentista e diretora musical. Uma das vozes queer mais relevantes da música brasileira contemporânea, sua obra transita entre gêneros com liberdade e força autoral. Lançou seu primeiro disco solo, “CAVALA”, em 2018, revelando-se como artista multifacetada e recebendo indicações a prêmios como APCA, Prêmio Multishow, SIM São Paulo e WME.

Em 2024, lançou “Colinho”, álbum que propõe uma nova escuta para a canção que flerta com o pop e o contemporâneo a partir de uma perspectiva queer, e que marca sua maturidade artística com composições ousadas e produção refinada. Também atua em trilhas para teatro e cinema, com colaborações premiadas ao lado de Felipe Hirsch, Julia Murat e Lillah Halla, além de integrar o grupo instrumental Quartabê, com o qual circula internacionalmente.

Beraldo também ganhou destaque ao integrar a banda de Arrigo Barnabé, colaborar com Elza Soares e cofundar o grupo Quartabê. Além de colaborar com artistas como Negro Leo, Iara Rennó, Dante Ozzetti, Romulo Fróes, entre outros.

Confira os próximos shows do Brasis no Paiol 2025:
07/08 – Junio Barreto (PE)
21/08 – ímã + Cacau de Sá (PR/RS)
18/09 – Noe Carvalho (PR)
23/10 – Jean Tassy (DF)
13/11 – Mãeana (RJ)
18/12 – Tássia Reis (SP)

A 13ª temporada reforça o compromisso do projeto com a diversidade e o ineditismo, reunindo diferentes gêneros, linguagens e regiões do Brasil em uma programação que estimula o encontro e o reconhecimento da música contemporânea feita no país.

Em 2025, o Brasis no Paiol é viabilizado com o apoio de Maria Leticia, Effex – Tecnologia e Criação, restaurante Na Casa Delas, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Brasis no Paiol
Iniciativa cultural realizada desde 2012 em Curitiba pela produtora Bina Zanette (Santa Produção) e pelo produtor Heitor Humberto (Fineza Comunicação e Cultura), o Brasis no Paiol realizou mais de 150 shows desde sua primeira temporada, sempre com artistas de diferentes regiões do país. É um dos projetos musicais independentes em atividade mais longevos do país, consolidando-se como importante veículo de divulgação de trabalhos contemporâneos independentes e de formação de público em Curitiba.

O projeto promove a circulação de artistas de diferentes partes do Brasil, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas para a música autoral independente. Em mais de uma década de existência, trouxe nomes como Juçara Marçal, Luedji Luna,Tulipa Ruiz, Rael, Fióti, Katú Mirim, Jup do Bairro, Aíla, entre muitos outros.

Serviço:
Brasis no Paiol 2025 apresenta Maria Beraldo
Dia 17 de julho, quinta-feira, 20h
Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/n
Ingressos: R$ 30 e R$ 15
Vendas: https://pixta.me/u/brasis-no-paiol-apresenta-maria-beraldo
Informações: @santaproducao

FEIRA DO LARGO DA ORDEM GANHA NOVA PUBLICAÇÃO EM QUADRINHOS

“Histórias do Largo – Volume 2” resgata memórias de feirantes e reforça o valor cultural de um dos maiores patrimônios de Curitiba

No próximo dia 27 de junho (sexta-feira), Raphaela Corsi (Karmaleão) e Luana Camargo lançam a HQ “Histórias do Largo – Volume 2”. O evento acontece na Gibiteca de Curitiba (R. Pres. Carlos Cavalcanti, 533 – Centro), a partir das 19 horas, com entrada franca e distribuição gratuita de exemplares.

A obra nasceu a partir do projeto “Histórias e Retratos da Feira do Largo da Ordem” (2022), que documentou, por diferentes caminhos, as trajetórias de vida de alguns dos milhares de trabalhadores que fazem da Feira do Largo uma das maiores feiras ao ar livre do Brasil. Com desenhos de Raphaela, proeminência da cena dos quadrinhos da capital paranaense, e roteiro assinado por Luana, a publicação dá destaque às pessoas que trabalham na tradicional feira curitibana, operando como instrumento de valorização da memória e da cultura popular.

Lançado em 2023, o primeiro volume da série foi reconhecido com duas indicações ao Troféu HQMIX, principal premiação dos quadrinhos brasileiros, nas categorias “Adaptação para os quadrinhos” e “Novo talento desenhista – Raphaela Corsi”.

Luana, responsável pela pesquisa e pela criação do roteiro, conta que, para além de seu valor artístico, “Histórias do Largo” é também um gesto de preservação da memória e de valorização dos feirantes, personagens fundamentais da história viva da cidade. “Em um contexto de escassez de registros sobre essas pessoas e suas contribuições para a cultura local, a publicação se propõe como um documento sensível, poético e necessário”, comenta a antropóloga.

“Histórias do Largo – Volume 2” revela retratos da vida de Altamir, Angela Coraiola, Angela Hasselman, Jane, Linda, Nilcema, Reginaldo, René, Richard e Santo Antonio. Com o traço original e o olhar atento às singularidades de cada personagem, a publicação reforça a importância de valorizar as histórias de quem, domingo após domingo, dá vida à Feira do Largo da Ordem.

Serviço:
Lançamento da HQ “Histórias do Largo – Volume 2”
27 de junho (sexta-feira), às 19h
Gibiteca de Curitiba (R. Pres. Carlos Cavalcanti, 533 – Centro)
Distribuição gratuita de exemplares
Realização: Canô Produções e Flutua Produções
Incentivo: Fundação Cultural de Curitiba 

SUED NUNES ESTREIA EM CURITIBA COM SHOW NO PROJETO BRASIS NO PAIOL

Artista baiana traz o repertório do elogiado álbum “Segunda-Feira” para o Teatro do Paiol. Show é dia 26 de junho, com ingressos a partir de R$ 15.

O projeto Brasis no Paiol, em sua 13a temporada, traz a Curitiba a cantora e compositora baiana Sued Nunes. O show marca a estreia da artista na capital paranaense. No dia 26 de junho, quinta-feira, às 20h, ela apresenta o repertório do seu segundo álbum, “Segunda-Feira”. Os ingressos custam R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada) e começam a ser vendidos no dia 11 de junho, às 7h, pela plataforma pixta.me

Sued Nunes mergulha nas tradições da Bahia com um olhar contemporâneo, criando uma sonoridade única que celebra a ancestralidade e a força da cultura afro-brasileira. Seu mais recente álbum, “Segunda-Feira” (2024), lançado pelo projeto Natura Musical, é uma ode ao orixá Exu, explorando os ritmos e símbolos que permeiam a cultura baiana.

Com direção musical e arranjos de Ícaro Sá, o álbum apresenta uma sonoridade que mistura tambores, batuques e ritmos de matriz africana, criando uma experiência musical que convida à dança e à reflexão. Em 2021, lançou seu primeiro álbum, “Travessia”.

Nascida em Sapeaçu, Bahia, Sued traz para sua música a vivência e a força da cultura popular da sua terra. “Segunda-Feira” é um álbum que celebra a espiritualidade e a resistência, com canções que proporcionam um espaço de encontro e reflexão. 

Confira os próximos shows do Brasis no Paiol 2025:

17/07 – Maria Beraldo (SC)
07/08 – Junio Barreto (PE)
21/08 – ímã + Cacau de Sá (PR/RS)
18/09 – Noe Carvalho (PR)
23/10 – Jean Tassy (DF)
13/11 – Mãeana (RJ)
18/12 – Tássia Reis (SP)

A 13ª temporada reforça o compromisso do projeto com a diversidade e o ineditismo, reunindo diferentes gêneros, linguagens e regiões do Brasil em uma programação que estimula o encontro e o reconhecimento da música contemporânea feita no país.

Em 2025, o Brasis no Paiol é viabilizado com o apoio de Maria Leticia, Effex – Tecnologia e Criação, restaurante Na Casa Delas, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Brasis no Paiol
Iniciativa cultural realizada desde 2012 em Curitiba pela produtora Bina Zanette (Santa Produção) e pelo produtor Heitor Humberto (Fineza Comunicação e Cultura), o Brasis no Paiol realizou mais de 150 shows desde sua primeira temporada, sempre com artistas de diferentes regiões do país. É um dos projetos musicais independentes em atividade mais longevos do país, consolidando-se como importante veículo de divulgação de trabalhos contemporâneos independentes e de formação de público em Curitiba.

O projeto promove a circulação de artistas de diferentes partes do Brasil, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas para a música autoral independente. Em mais de uma década de existência, trouxe nomes como Juçara Marçal, Luedji Luna, Tulipa Ruiz, Rael, Fióti, Katú Mirim, Jup do Bairro, Aíla, entre muitos outros.


Brasis no Paiol – Cartaz Sued. Crédito: Felipe Andre.

Serviço:
Brasis no Paiol 2025 apresenta Sued Nunes
Dia 26 de junho, quinta-feira, 20h
Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/n
Ingressos: R$30, e R$15,
Vendas: https://pixta.me/u/brasis-no-paiol-apresenta-sued-nunes
Informações: @santaproducao

 
 

SELETIVA PARA NÃO ARTISTAS ESTÁ ABERTA PARA NOVO ESPETÁCULO DE TEATRO DO AP DA 13

O diretor Eduardo Ramos e a atriz e bailarina Flávia Massali em: Procura-se cinco NÃO ATORES e NÃO ATRIZES para compor o elenco da nova montagem do AP da 13 e da Setra Companhia, com remuneração para os participantes que vão estrear dia 21 de agosto no palco do Teatro Novelas Curitibanas.

O espetáculo teatral MULTIDÃO abre inscrições para seleção de não artistas, para um processo de audições e oficinas para participação de cinco pessoas comuns na temporada que estreia em agosto no palco do Teatro Novelas Curitibanas.

Estão abertas as inscrições para pessoas comuns, para a escolha de cinco NÃO ARTISTAS fazerem parte da nova montagem do AP da 13 e da Setra Companhia de Curitiba, a partir do dia 10 de abril, com encerramento previsto para o dia 11 de maio. Os selecionados vão estrear no espetáculo MULTIDÃO, que já tem data marcada para o dia 21 de agosto, no Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge. Por meio de uma seletiva, os cinco novos integrantes vão compor o elenco que terá mais quatro artistas e um músico em cena, somando 10 atuantes no palco.

A ideia, de acordo com Eduardo Ramos, diretor e dramaturgo da peça, é encontrar pessoas que queiram compartilhar suas experiências pessoais, de diferentes áreas profissionais, em cima do palco, como oportunidade de se tornarem atores e atrizes em 18 apresentações durante a temporada. “Criamos histórias a partir da literatura, fazemos inúmeras releituras de textos teatrais já existentes, o teatro é sempre a partilha de algo que nos toca e que julgamos pertinente para os tempos atuais” comenta o diretor. Eduardo acredita que trazer NÃO ARTISTAS para o processo criativo é uma maneira de ampliar o alcance do teatro. “Queremos pessoas que estão por aí, atuando de alguma forma na vida real, e que verdadeiramente nos inspiram para contar uma boa história”, revela.

Os não artistas serão selecionados por meio de uma curadoria formada pelo diretor e profissionais da equipe, e vão integrar o elenco fixo, que além de atuar, vão dar suporte para que os amadores se sintam à vontade e possam vivenciar o processo de criação de um espetáculo de teatro. “Multidão significa um agrupamento de pessoas atuando ao mesmo tempo, então queremos também explorar a relação destes não artistas, que já são atuantes na sociedade, e que através da arte, possam encontrar um novo significado sobre sua subjetividade”, diz Eduardo.

Um dos critérios de seleção é a diversidade, pois a dramaturgia também será pautada por questões raciais, de gênero, sexualidade, e etarismo, ou seja, pessoas acima de 60 anos, de outras raças e gênero, pessoas com deficiência, e também de regiões descentralizadas de Curitiba. Haverá ainda uma remuneração para os participantes do processo criativo e da temporada, com duração de 2 meses e meio. Os selecionados vão participar de oficinas e audições de teatro para desenvolvimento do não artista no palco.

Para as inscrições, basta o interessado enviar um vídeo de até 2 minutos para o whatsapp da produção do espetáculo (41 998470906), com uma breve apresentação e além de dizer porque sua história deve ser escolhida para estar nos palcos.

Multidão é realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
MULTIDÃO
Datas:
Inscrições seletiva: 10 de abril a 11 de maio
Resultado pré-selecionados: 16 de maio
Resultado seleção: 03 de junho
Inscrições: WhatsApp Produção (41 998470906)

SOBRE A SETRA COMPANHIA
A Setra Companhia, fundada em 2013 pelo diretor e dramaturgo Eduardo Ramos, convida artistas de distintas linguagens para a feitura dos seus processos, friccionando suas obras entre o teatro, a dança e performance. Destacam-se as obras MOMMY (2016), com a atriz Rosana Stavis, CONTOS DE NANOOK, espetáculo que recebeu 2 prêmios e nove indicações no Troféu Gralha Azul. Em 2019, a Cia estreou o espetáculo FEDRA com codireção de Michelle Moura e Maikon K. no elenco, na Mostra Oficial do Festival de Curitiba. Os últimos trabalhos da Cia foram os espetáculos de dança Monstro e Família Original 3.0, realizados na Casa Hoffmann, ambos pela Mostra Solar em 2023 e 2024.

SOBRE O AP DA 13
O AP da 13 é um coletivo e espaço multicultural fundado pelo artista Eduardo Ramos, que se dedica à fricção do teatro com a dança há mais de 10 anos. De 2013 até hoje, foram 15 espetáculos tendo como norte a proposição de novas pesquisas estéticas e dramatúrgicas, na busca conceber obras que habitem um campo que transita entre o reconhecimento e a estranheza, de modo a promover experiências novas e de extrema singularidade para quem assiste aos espetáculos da Cia. Promovendo o encontro entre artistas do teatro, dança e performance, o Coletivo se destaca pela maneira que cria mecanismos entre estas linguagens. Em 2015 estreou dois espetáculos completamente singulares: Ave Miss Lonelyhearts por Gustavo Marcasse e MOMMY em parceria com a dramaturga, Mariana Mello. Em 2017, o espetáculo Contos de Nanook a partir da construção de um universo fantástico, trata das fábulas dos inuits, indígenas do Polo Norte. Em 2019, a Cia começa suas pesquisas nas reescritas dos textos clássicos a partir do mito Fedra de Eurípedes e Amor de Phaedra da dramaturga britânica Sarah Kane, estreando o espetáculo de dança teatro Fedra em: O Fantástico Mundo de Hipólito. Espetáculo convidado para a Mostra Principal do Festival de Curitiba 2019.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

CURITIBA RECEBE A PRIMEIRA EDIÇÃO DA OFICINA HISTÓRIAS ENRAIZADAS

Destinada aos professores do Ensino Fundamental II, a escritora curitibana junto a produtora cultural Poço e Pêndulo promovem a formação gratuita de Textos Literários para crianças e jovens a partir das culturas dos povos originários do Brasil e da cultura afro-brasileira em 10 encontros, com início em fevereiro no Solar dos Guimarães.

Entre os meses de fevereiro e junho de 2025, acontece no Solar dos Guimarães, a oficina gratuita Histórias Enraizadas: uma formação de Textos Literários infanto-juvenil, destinada a adultos em especial para professores do Ensino Fundamental II, com o objetivo de promover o contato com obras literárias das culturas dos povos originários e afro-brasileira. Idealizado pela escritora curitibana, Lindsey Rocha Lagni, ministrante da oficina, o projeto oferece ferramentas para a análise e criação de textos literários para crianças e jovens, destacando sua importância artística e cultural. “Para que os participantes possam adentrar o universo literário em questão, serão apresentados livros cuidadosamente selecionados em que a natureza, as histórias e os cenários são apresentados de forma artística – muitas vezes poética – possibilitando que todos desenvolvam, a partir de análises e discussões, uma percepção apurada do que é um texto bem “lapidado” e da responsabilidade que é beber em fontes como a cultura indígena e afro-brasileira”, afirma Lindsey.

A programação, realizada em 10 encontros, conta com a participação de três convidados especiais: o professor Cacique Eloy Jacinto, a ilustradora Mari Ines Piekas e a atriz Natália Eloísa, proporcionando uma perspectiva rica e diversificada sobre as temáticas abordadas. O desenvolvimento da oficina integra leitura crítica, construção de narrativas e dinâmicas criativas. “Os participantes terão a oportunidade de aprofundar seu conhecimento sobre a literatura infantojuvenil, explorando temas indígenas e afro-brasileiros por meio de atividades práticas, rodas de conversa e reflexões culturais”, explica Lindsey.

Os encontros vão abordar desde os fundamentos dessa literatura até a criação de personagens e narrativas, incluindo a relação entre texto e ilustração. A oficina enfatiza a simplicidade e poeticidade características desse gênero literário, promovendo uma experiência enriquecedora para os participantes. Lindsey vai  explicar as diversas ramificações dessas temáticas, “pois o Brasil possui várias nações indígenas e uma riqueza cultural afro-brasileira que se estende por todo o país”, afirma. Os textos dos participantes poderão incluir, por exemplo, um personagem indígena enfrentando desafios urbanos ou um poema que une artefatos indígenas e instrumentos musicais africanos. “As possibilidades de criação são inúmeras, incluindo criações que não expressem diretamente elementos dessas culturas, mas que surjam do contato com elas”, completa.

As inscrições são gratuitas, sendo 30 vagas, destinadas principalmente para professores do Ensino Fundamental II, mulheres, pessoas pretas, PCD e LGBTQIAPN+, bem como cegos e pessoas com baixa visão. O projeto traz também a intérprete de Libras Elaine Moreira, em todas as aulas. Os interessados podem acessar o perfil do Instagram da produtora @pocoependulo, e preencher o formulário.


Sobre Lindsey Rocha Lagni
Lindsey lecionou Língua Portuguesa e Literatura durante dez anos na rede particular de ensino. Formada em Letras pela UFPR, é autora dos livros: “Nervuras do Silêncio” e “Amuletos de prosa e verso”; organizadora do livro “Ofícios do tempo (Poesia de Donizete Galvão) e editora,  juntamente, com Marcelo Del Anhol, de vários livros infanto-juvenis – dentre eles,  “Visita à  Baleia”, de Paulo Venturelli (II lugar do Prêmio Jabuti).

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba.

A escritora curitibana Lindsey Rocha Lagni vai ministrar a oficina Histórias Enraizadas no Solar dos Guimarães, durante 10 encontros a partir do dia 10 de fevereiro.

SERVIÇO:
OFICINA HISTÓRIAS ENRAIZADAS
Dias: início 10/02/2025 até 23/06/2025
Horário: 9:00 às 11:30
Local: Solar dos Guimarães, entrada pelo Conservatório de MPB (R. Mateus Leme, 66 – São Francisco, Curitiba – PR, 80510-190)
Inscrições: https://forms.gle/LDNk5V88zhaGTMXs5
Instagram: @pocoependulo

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]


 

MULHERES QUE RIMAM – CRIS NEGONA, LIAH VITÓRIA, EVY’O, DIVA GANJAH, BRENDA CALBAIZER (CLIPE OFICIAL)

Resistência feminina no hip hop.
Videoclipe oficial com Libras.
Legendas disponíveis: Português, Inglês e Closed Caption [ative em configurações]

Música disponível em todas as plataformas de áudio.
Mulheres Que Rimam 2024 © ℗ | Todos os direitos reservados.
Conteúdo exclusivo Aoca Cultural ®

Ouça agora nos streamings: https://mulheresquerimam.hearnow.com

Roteiro: Carol Azolin, Verônica Menezes, Andressa Medeiros e Annelyse Bosa
Produção: Aoca Cultural & Ariramba Cultural
Coprodução: Gramofone Mais
Colaboração: WS Estúdio & Bridge Produções
Produção Executiva: Carol Azolin
Coordenação Geral: Vero Menezes
Direção de Produção: Andressa Medeiros
Direção Musical: Alvaro Ramos e Brenda Calbaizer
Produção Musical: Alvaro Ramos, Vitor Pinheiro e DJ Samu aka Suguiura
Beat: DJ Samu aka Suguiura
Mix e Master: Vitor Pinheiro
Sound Design: Manuella Head e Vitor Pinheiro
Trilha Sonora Créditos: Drug Diler, de Manuella Head
Direção de Cena: Annelyse Bosa
Direção de Fotografia: Thiago Krieger
Produção Local: Verônica Menezes
Assist. de Câmera: Dominique Bom
Foquista: Lucio Stabile
Gaffer e Logger: Meire Santos
Claquetista: Dominique Bom
Captação de som direto: Eduardo Loewenstein
FPV e Drone: Ricardo Grava
Edição e Montagem: Thiago Krieger e Annelyse Bosa
ID Visual: Paula Villanova
Direção de Arte: Ale Belles
Assist. de Arte: Patricia Grabowski e Jade Miranda
Acessórios e Figurinos: Chronic 420, Inimá Shop e Tatue Thaís Leite
Máscaras: Pignata Angélica
Intervenções Urbanas em Elementos Cenográficos: Victoria P. Vilas Boas – Veja Além
Maquiagem: Luana Cimatti
Acessibilidade: Fluindo Libras
Produção Libras: Jonatas Medeiros, Felipe Patrício e Viviana Rocha
Intérpretes Libras: Paula Roque, Viviana Rocha, Rafaela Hoebel, Taline dos Santos e Kethellyn dos Santos Taborda de Lima
Cotradução: Jonatas Medeiros
Tradução Inglês: Andressa Medeiros
Legendagem: Fábio Dobeck
Catering: Curitiba Honesta e Leandro Leite
Casting: Atoss Teatral e Andressa Medeiros
Seguranças: Jair Carlos da Silva, Rodrigo Miranda e Cassiano Orlandini Vital

Projeto realizado por meio da Lei Municipal Complementar 57/2005 do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Assine o canal da AOCA CULTURAL no youtube, aqui.

TEATRO PAIOL RECEBE O PALCO DIFUSOR DA BANANEIRA BRASS BAND PARA SHOW DE LANÇAMENTO DE NOVO EP

Cinco artistas selecionados para o Palco Difusor dividem o palco do Teatro Paiol em grande show com Bananeira Brass Band para lançamento do novo EP. Créditos: Miriane Figueira.

As cinco músicas gravadas com os cinco novos nomes da música autoral curitibana entram nas plataformas digitais dia 16 de julho e são apresentadas em grande show de lançamento, no dia 25 de julho, fruto da imersão em produção musical realizada pelo coletivo em 2023.

Dia 25 de julho, é o dia de celebrar e apresentar ao público o resultado de um ano de trabalhos imersivos na produção musical, realizado pelo coletivo Bananeira Brass Band em parceria com a Diversa Produções, o Palco Difusor. Artistas da cena autoral curitibana: Betania Hernandez, Dharma Jhaz, Princesas do Ritmo, Lele Farah e Sem Registro, são os nomes que estão no novo EP – Palco Difusor, que traz além de musicalidades diversas, uma troca de experiências que serão compartilhadas com a plateia que se formará no Teatro Paiol, em apresentação única e gratuita.

Antecede o grande show, o lançamento do EP – Palco Difusor, nas principais plataformas digitais no dia 16 de julho, e também as sessions no YouTube, com início no dia 18 a 23 de julho. De acordo com a produtora e gestora cultural, Pri de Morais, o acesso antes do show, vai permitir que o público conheça o trabalho e chegue no Paiol com as músicas em mente. “A ideia do projeto é impulsionar a carreira destes artistas com a produção de singles, vídeos, ensaios fotográficos e toda a vivência com outros musicistas em estúdio. Também trazer pro conhecimento do público o que a música autoral de Curitiba está fermentando de mais atual”, conta.

O projeto Palco Difusor nasceu do desejo de descentralizar ações culturais na capital. Dessa forma o coletivo Bananeira Brass Band e a Diversa Produções, criaram em 2023 o projeto, que circulou por cinco Regionais e selecionou em edital os cinco artistas com trabalhos autorais para uma imersão completa no processo da produção musical, incluindo vivência no Estúdio Aroeira e grande show de encerramento para apresentar ao público as novidades musicais.

De acordo com Audryn Souza, musicista integrante da Bananeira e idealizador do projeto, o intuito do circuito foi difundir o funcionamento do mercado da música autoral curitibana em três frentes de profissionalização: “os artistas selecionados ganham com a produção de material profissional; a Bananeira Brass Band ganha com o intercâmbio artístico; toda a equipe de produção, comunicação e estúdio ganha com o amadurecimento de sua atuação na cena da cidade”, revela.

Na primeira etapa foi lançado o edital de chamamento. Os 81 inscritos passaram por uma seletiva com os produtores musicais e curadores do Palco Difusor – Erica Silva, Bface e Gian Lucca, que levaram os cinco artistas selecionados para a próxima fase com encontros de criação junto a Bananeira Brass Band em estúdio para trabalhar e ensaiar repertório de show, gravação de single e live session.

Dentro do Palco Difusor, os artistas também tiveram acesso a apresentações nas Regionais de Curitiba. Segundo Pri de Morais, a ideia foi fazer do Palco Difusor um multiplicador nas comunidades, a fim de democratizar o acesso à produção e consumo cultural. “É uma proposta que visa a amplificação do ecossistema da música independente curitibana através da integração de diversas regiões da cidade buscando fortalecimento da economia cultural e profissionalização de todos os agentes culturais envolvidos”.

Com isso o projeto contou com ações sociais e integração com o público em cada Regional, com a realização de cinco oficinas de percussão direcionadas para instituições que atendem adultos em situação de vulnerabilidade social, seguidas de apresentações da Bananeira Brass Band, em cortejo acústico.

Palco Difusor é um projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba com o incentivo da Celepar e Phil Young’s.

SERVIÇO:
Lançamentos:
Dia 16 de julho: EP disponível em todas as plataformas digitais.
Dias 18 a 23 de julho: lançamentos sessions no Youtube
Show Palco Difusor
Local: Teatro Paiol (Rua Cel. Zacarias, 51 – Prado Velho)
Data: 25 de julho de 2024
Horário: 20h
Ingressos: gratuitos (distribuição 1h antes)
Classificação: 12 anos

Sobre a Bananeira Brass Band
A Bananeira Brass Band é um coletivo de sopros e percussão que surge no cenário musical de Curitiba no ano de 2015 com o propósito de trazer a experiência que seus integrantes tiveram em sua formação musical através das bandas marciais e fanfarras difundindo e valorizando a música instrumental por meio de um show dançante em espírito festivo.  A discografia da Bananeira Brass Band conta com o EP #PotassioNeles (2018) e o álbum Feira Livre (2021), indicado ao Grammy Latino 2022 na categoria Melhor Projeto Gráfico de um Álbum.

A formação instrumental da Bananeira Brass Band é inspirada nas bandas de rua de New Orleans e na cultura das Brass Bands (bandas de sopros). Apesar da influência de grupos estrangeiros, a banda busca trazer em seu repertório autoral a música brasileira, explorando ritmos dançantes de todas as regiões do Brasil, misturando gêneros musicais que vão do funk ao baião.

Formação atual da Bananeira Brass Band: 
Audryn Souza (trompete)
Denusa Castellain (saxofone)
Emilyn Shayene (trombone)
Fernanda Cordeiro (trombone)
Lucas Ramos (trompete)
Luís Fernando Diogo (percussão)
Luís Rolim (percussão)
Pierre de Cerjat (sousafone)

Sobre os cinco novos nomes da música: 

Betania Hernandez
É musicista e começou muito cedo. Aos 8 anos, entrou no Sistema  Nacional de Orquestra da Venezuela e formou-se em bacharel em Composição e Criação Musical, na Uniarte, em Caracas, na Venezuela. Logo depois da graduação, migrou para o Brasil, tornou-se mestre em Estudos Latino-Americanos pela Universidade Unila, em Foz do Iguaçu. A artista já lançou dois álbuns: Passos do Vento e  Lua, Sol, Mar e Estrelas pela sua própria  produtora. Fez parte do Palco Difusor e com a Bananeira Brass Band compôs a música: Tudo de Nós. Segundo Betania, enquanto mulher imigrante, é a liberdade que foi dada às mulheres artistas criadoras, o que tornou a experiência tão rica e necessária para o território curitibano e para todos.

Sem Registro
O grupo veio somar ao projeto trazendo  influências da música eletrônica, rap e do funk adicionando ao som orgânico da Bananeira Brass Band as nuances do sintético numa pegada mais cyberpunk do estilo “Garage”. O grupo tem como  pilar principal e a ponte entre todos os integrantes o Rafael Ludvich. Foi ele quem uniu os fundadores há aproximadamente 6 anos. Sobre a trajetória do grupo, em 2022, em um evento organizado pelo artista “Bface” em parceria com a Budweiser fizeram a abertura do show da dupla de artistas do Rio de Janeiro “Pumapjl”. Para os integrantes do grupo, a participação no projeto deu uma experiência singular de conhecer um estúdio profissional e desenvolver um projeto com outros artistas.

Dharma Jhaz
Travesti multi-instrumentista, cantora, produtora musical, rapper e performer sonora, desenvolve através dos instrumentos de sopro, voz, corpo e performance, experimentações empíricas baseadas em elementos intercontinentais da cultura latina, afro-brasileira, jazz e punk. Tem em suas referências a música brasileira no free jazz mestiço, manifestado nas Jam Sessions e Lives que participa em colaboração com diversos artistas da cena da música experimental e eletrônica nacional e internacional. A artista acredita que a possibilidade de consolidar o conceito autoral Punk Jazz no projeto, pode inspirar as novas gerações a conhecerem o que uma travesti pode fazer, muito além dos estigmas e preconceitos que nos limitam a estatísticas trágicas, e a marginalização.

Lele Farah
Desde da infância envolvida com música por conta do trabalho do pai, que é produtor musical e multi-instrumentista. Após a pandemia juntou-se com um grupo de amigos que já estavam no processo de iniciar uma gravadora voltada ao gênero rap. Em sua trajetória, ela lançou uma sequência de singles que vem elaborando nos últimos 2 anos. As maiores conquistas profissionais foram as participações no palco do festival de bolso no Jazz Festval, aberturas de shows para artistas como Dalsin, Yago Oproprio e ADL do Favela Vive. A artista afirma que a participação no Palco Difusor possibilitou a troca artística com grandes músicos e de certa forma ter a experiência completa de fazer shows, gravação de estúdio, gravação de videoclipes, sessão  de fotos e todo processo em si.

Princesas do Ritmo
As integrantes da Banda se conheceram na Ong Passos da Criança, na Vila Torres, em Curitiba, que tem como princípio básico fortalecer o empoderamento feminino através da musicalidade afro. Maíra, Geovana, Sabrina, Catherine e Polyana se uniram para  formar uma banda de percussão e levar a música a diferentes  espaços públicos, descentralizando a cultura, aproximando a comunidade a sua ancestralidade. A banda já recebeu Menção Honrosa e também elas já participaram de eventos em parceria com a Sanepar em diversos espaços e projetos culturais celebrando o mês da Consciência Negra. No Palco Difusor, as Princesas trouxeram o swing do axé, do samba reggae promovendo autoestima e o protagonismo de mulheres pretas. De acordo com as integrantes da banda, houve um grande crescimento musical.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]