SEIS ENCONTROS, SEIS CRIAÇÕES INÉDITAS: FLUCTI CONECTA OCUPA A ALFAIATARIA EM CURITIBA

Projeto da Cia. Fluctissonante é gratuito e reúne artistas surdos e ouvintes em residência artística que resulta em seis criações inéditas apresentadas em Curitiba com acessibilidade integrada aos processos

O que acontece quando artistas surdos e ouvintes, com diferentes trajetórias e pesquisas, aceitam criar juntos sem partir de uma proposta criativa pré estabelecida? A resposta pode ser vista gratuitamente no Flucti Conecta, novo projeto da Cia. Fluctissonante que ocupa a Alfaiataria – Espaço das Artes, nos dias 18, 19, 25 e 26 de julho, em Curitiba.

O projeto reúne seis investigações cênicas inéditas desenvolvidas ao longo de residências artísticas compostas por duplas formadas por integrantes da Cia. Fluctissonante e convidades. São processos em construção, entre cenas, performances, leituras e experimentações, ou ainda nada disso, compartilhados pela primeira vez com o público. Cada criação tem até 20 minutos de duração e um único ingresso permite acompanhar as seis apresentações realizadas em sequência ao longo de cada dia.

Idealizado pela atriz Helena de Jorge Portela, diretora artística da Cia. Fluctissonante, e pelo ator Igor Augustho, diretor de produção da Pomeiro Gestão Cultural, o projeto nasce do risco, da possibilidade de compartilhar com públicos interessados trabalhos que operam a partir das identidades, diversidades e interesses dos artistas envolvidos. “Cada dupla chegou com sua própria trajetória. O que o público vai ver é o resultado desse encontro entre diferentes formas de criar, ainda abertas”, conta Helena.

Na edição de estreia, o Flucti Conecta promove os encontros entre Alucas Santos e Paula Roque; Catharine Moreira e Talita Grünhagen; Gabriela Grigolom e Flávia Imirene; Helena de Jorge Portela e Allan Nikitis; Igor Augustho e Gilda Elisa; e Nautilio Portela e Marcel Malê. Cada dupla desenvolve sua investigação acompanhada por uma pessoa interlocutora convidada, ampliando o diálogo artístico e aprofundando a experiência criativa.

O processo também sobe ao palco
Cada dupla parte de seus repertórios e linguagens para construir uma criação inédita. O Flucti Conecta convida o público a acompanhar pesquisas em andamento, revelando os caminhos, experimentações e descobertas que fazem parte da criação artística.
Para Igor Augustho, a potência do projeto está justamente na experimentação do encontro. “O Flucti Conecta nasce da vontade de aproximar artistas e criar um espaço onde diferentes trabalhos possam dialogar. São encontros que ampliam repertórios e convidam o público a compartilhar esse percurso conosco”, afirma.


A retirada dos ingressos gratuitos acontece uma hora antes do início da programação na bilheteria da Alfaiataria, quando são disponibilizadas 20 lugares na plateia. Como parte do público pode optar por assistir apenas algumas investigações, novos ingressos são liberados entre uma apresentação e outra, conforme a disponibilidade de lugares.

Criar também é ampliar acessos
A Cia. Fluctissonante atua há quase dez anos com criação cênica bilíngue, aproximando Libras e português em seus processos. O Flucti Conecta marca uma nova etapa dessa trajetória ao reunir, pela primeira vez, também a acessibilidade arquitetônica em toda a programação.

Segundo Helena de Jorge, o projeto representa um avanço na trajetória da companhia. “É um passo importante na nossa trajetória e sei aproxima de um desejo antigo da companhia de trabalhar na direção de um desenho universal na criação cênica”, explica.

Todas as apresentações contam com interpretação em Libras, audiodescrição e estrutura arquitetônica acessível para pessoas com mobilidade reduzida e usuárias de cadeira de rodas. De acordo com Igor, os recursos de acessibilidade assumem diferentes funções em cada investigação. “Em alguns casos, Libras e audiodescrição estão integradas à cena; em outros, atuam como tradução e mediação. O mais importante é que todas as apresentações são acessíveis, respeitando a lógica de cada criação.”

O projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba.

FICHA TÉCNICA
Concepção e Coordenação Geral: Helena de Jorge Portela (Cia. Fluctissonante | Pomeiro Gestão Cultural) e Igor Augustho (Cia. Fluctissonante | Pomeiro Gestão Cultural) | Intérpretes de Libras: Talita Grünhagen e Kelly Caobianco (Taé – Libras e Cultura) | Supervisão Surda: Catharine Moreira | Audiodescrição – Roteiro: Helena de Jorge Portela e Joselba Fonseca | Audiodescrição – Narração: Joselba Fonseca | Audiodescrição – Consultoria: Lucas Antonio | Escrita Acompanhadora: Lucas Pinheiro, Luciana Romagnolli e Olga Nenevê | Coordenação Técnica e Luz: Thay Siqueira | Registro em Vídeo e Técnica de Som: Chico Paes | Identidade Visual e Design Gráfico: Samuel Gallo | Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo | Vídeos para Redes Sociais: Maya | Distribuição de Material Gráfico: Israel Sullivan | Direção de Produção: Igor Augustho (Pomeiro Gestão Cultural) | Produção Executiva: Juliana Takenaka (Pomeiro Gestão Cultural) | Assistente de Produção: Vanessa Oliveira (Pomeiro Gestão Cultural) | Assessoria Jurídica e Contábil: Ivanes Mattos (Pomeiro Gestão Cultural) | Realização e Criação: Cia. Fluctissonante | Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Informações adicionais
Sobre a Cia. Fluctissonante: Coletivo curitibano formado por artistas surdos e ouvintes, a Cia. Fluctissonante desenvolve desde 2016 pesquisas em criação cênica contemporânea bilíngue (Libras e português), com processos baseados na criação compartilhada. É referência nacional em arte acessível e já realizou apresentações em cerca de 40 cidades e 12 estados brasileiros. Entre suas criações estão Enquanto a Chuva Cai, Conto Com Libras, Giacomo Joyce, /TODAS/, Elevador, O Pequeno Príncipe e Língua em Revista, além de projetos digitais e participações em festivais como o Palco Giratório e o Festival de Teatro de Curitiba.

SERVIÇO:
Flucti Conecta – Compartilhamento de Investigações Cênicas e Processos de Pesquisa da Cia. Fluctissonante
Datas: 18, 19, 25 e 26 de julho
Horário: das 15h30 às 21h, com apresentações contínuas em sequência e pequenos intervalos entre os trabalhos.
Local: Alfaiataria – Espaço das Artes (Rua Riachuelo, 266)
Ingressos: gratuitos, com retirada 1 hora antes da primeira apresentação do dia. O acesso inicial é limitado, e novos ingressos são liberados ao longo da programação, conforme a saída do público no espaço.
Acessibilidade: interpretação em Libras, audiodescrição e estrutura arquitetônica acessível para pessoas com mobilidade reduzida e usuários de cadeira de rodas.
Classificação: 14 anos
Instagram: @fluctissonante | @pomeiro_


Assessoria de Imprensa
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GARALHUFA ESTREIA SEGUNDA TEMPORADA DE “BEIJO E ASFALTO” NO TEATRO CLEON JACQUES APÓS SUCESSO DE PÚBLICO

Montagem baseada em clássico rodrigueano segue com apresentações gratuitas e sessões acessíveis em Libras.

Depois de uma estreia de sucesso em março, com sessões lotadas e excelente recepção do público no Miniauditório Glauco Flores de Sá (Mini Guaíra), a companhia Garalhufa se prepara para a segunda temporada do espetáculo “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”. A montagem investigativa, que propõe uma imersão crítica no universo de Nelson Rodrigues, cumpre nova temporada de 17 a 26 de julho de 2026, no Teatro Cleon Jacques no Memorial Paranista, em Curitiba, também com entrada gratuita e sessões com acessibilidade em Libras.

O espetáculo parte de um estudo aprofundado do clássico O Beijo no Asfalto, mas foge do formato de uma releitura tradicional para se firmar como uma peça-ensaio e investigação documental. No palco, que se transforma em uma mistura de redação de jornal, tribunal e sala de ensaio, três atores debatem as estruturas de espetacularização midiática, moralismo, violência institucional e fake news. “O interesse e a recepção do público na primeira temporada, com 10 apresentações lotadas, só nos confirmou o quanto o texto de Nelson Rodrigues ainda é atual e dialoga com as urgências de hoje. Como gestos íntimos viram escândalos públicos tanto em 1961, quanto agora, em que a mídia se potencializa ainda mais com a internet”, afirma a atriz e idealizadora do projeto Mariana Venâncio.

Em cena, Mariana Venâncio, Victor Lucas Olivier e Stephanie Zouza, dirigidos de forma colaborativa com o dramaturgo Vinicius Medeiros e sob orientação artística de Giordano Castro (do grupo pernambucano Magiluth), dividem com a audiência questionamentos cruciais da era da informação: quem constrói os fatos? Por que se contam algumas histórias e não outras? Um jornal mentiria?

Acessibilidade e ingressos
Para garantir a democratização do acesso, todas as apresentações da temporada no Teatro Cleon Jacques continuam gratuitas. Os ingressos agora serão distribuídos na bilheteria com 60 minutos de antecedência. A temporada conta também com a acessibilidade, as sessões com tradução em Libras acontecem nos dias 17, 24 e 25 de julho, sempre às 20h.

O projeto é realizado por meio do Mecenato – Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba.

Sobre a Garalhufa
Sediada no Largo da Ordem, em Curitiba, a Garalhufa atua há seis anos como trupe teatral, escola de atuação e centro cultural. O grupo já assinou seis espetáculos e três curta-metragens, circulando por importantes cidades do país como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa, Florianópolis, São João del Rei e Campinas.

SERVIÇO:
Espetáculo – 2ª Temporada “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”
Local: Teatro Cleon Jacques (Rua Prof. Nilo Brandão, 710 – São Lourenço, no Memorial Paranista, Curitiba)
Data: 17 a 26 de julho de 2026
Horários: Sextas e sábados às 20h | Domingo (dia 19) às 11h | Domingo (dia 26) às 19h.
Sessões com Libras: Dias 17, 24 e 25 de julho, às 20h.
Ingressos: Entrada gratuita (retirada de ingressos na bilheteria do teatro com 60 minutos de antecedência).

Ficha Técnica:
Idealização e direção de produção: Mariana Venâncio | Orientação artística: Giordano Castro | Dramaturgia: Vinicius Medeiros | Direção colaborativa: elenco e dramaturgo | Elenco: Mariana Venâncio, Stephanie Zouza e Victor Lucas Oliver | Sonoplastia: Cadu Machado | Iluminação: Ever Silva | Preparação vocal: Elis Koppe | Preparação corporal: Ana Filimberti | Cenário: Júlia Herculano | Figurino: Beatriz Alves e Izabelle Viana | Assistência de produção: Mateus Sandré | Mediação: Enzo Torres

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Lina Sumizono.

SOUTO LANÇA NOVO ÁLBUM EM SHOW NO PROJETO BRASIS NO PAIOL

Artista indígena da etnia Kariu Kariri apresenta o show “Lunar” no dia 30 de julho, no Teatro do Paiol

O Brasis no Paiol dá sequência à sua 14ª temporada com o espetáculo “Lunar”, da artista Souto, no palco do Teatro do Paiol, em Curitiba, no dia 30 de julho, quinta-feira, às 20h. O espetáculo é baseado em seu segundo álbum de estúdio, lançado neste ano. Os ingressos estão disponíveis por R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada).

Entre a palavra, o corpo e a memória, Souto se firma como uma das vozes mais potentes e singulares da cena hip hop brasileira. Artista da etnia Kariu Kariri, compositora e performer, construiu sua trajetória com letras marcadas pela consciência política, força poética e uma profunda conexão com o tempo presente. Após mais de uma década de carreira e reconhecida anteriormente como Souto MC, a artista inaugura uma nova fase, ampliando sua expressão artística sem abrir mão das raízes que moldaram sua identidade no rap.

No palco, “Lunar” traduz o conceito do disco ao conectar os ciclos da lua aos ciclos da vida em uma narrativa sensível, política e espiritual. O espetáculo percorre diferentes fases lunares como estados emocionais e criativos (da introspecção ao renascimento) enquanto Souto costura suas vivências como mulher indígena em uma estética que une rap, lirismo e experimentação sonora.

Com forte influência do amazofuturismo, a apresentação incorpora elementos visuais distópicos e futuristas para projetar saberes ancestrais em novas possibilidades de futuro. Temas como espiritualidade, meio ambiente, saúde mental e resistência atravessam o espetáculo a partir de uma cosmovisão originária de quebrada, convidando o público a refletir sobre seus próprios ciclos e sobre a potência de transformação presente em cada fase da existência.

Lançado em março, o álbum “Lunar” marca um momento de amadurecimento artístico e já vem sendo apontado pela crítica especializada como um dos trabalhos mais inventivos do rap nacional recente. O disco reúne nove faixas e participações de artistas como Lino Krizz e Maria Preta, com direção musical de Trajano e produção de Grou. Para Souto, trata-se de um “rito de reencantamento e reconexão”, em que vulnerabilidade, ancestralidade e resistência criativa caminham juntas.

Em 2026, o Brasis no Paiol é viabilizado com o apoio de Music Invest, Pixta, Angelo Vanhoni, Effex – Tecnologia e Criação, restaurante Na Casa Delas, Blip Art, Cantina do Délio, Oide, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Confira os próximos shows do Brasis no Paiol 2026:

20/08 – Bruna Lucchesi
08/10 – Fitti
12/11 – Zé Manoel

Brasis no Paiol
Iniciativa cultural realizada desde 2012 em Curitiba pela produtora Bina Zanette (Santa Produção) e pelo produtor Heitor Humberto (Fineza Comunicação e Cultura), o Brasis no Paiol realizou mais de 150 shows desde sua primeira temporada, sempre com artistas de diferentes regiões do país. É um dos projetos musicais independentes em atividade mais longevos do país, consolidando-se como importante veículo de divulgação de trabalhos contemporâneos independentes e de formação de público em Curitiba.

O projeto promove a circulação de artistas de diferentes partes do Brasil, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas para a música autoral independente. Em mais de uma década de existência, trouxe nomes como Juçara Marçal, Luedji Luna, Tulipa Ruiz, Rael, Fióti, Katú Mirim, Jup do Bairro, Aíla, entre muitos outros.

Serviço:
Brasis no Paiol 2026 apresenta Souto
Dia 30/07, quinta-feira, 20h
Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/n
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Vendas: https://pixta.me/santaproducao/brasis-no-paiol-apresenta-souto
Informações: @santaproducao

Foto: Isa Katupyryb

CAIXA CULTURAL CURITIBA CHICO CÉSAR EM APRESENTAÇÃO DO SHOW “FOFO”

Artista paraibano realiza cinco apresentações entre 3 e 5 de julho em formato voz e violão

A CAIXA Cultural Curitiba recebe, entre os dias 3 e 5 de julho de 2026, em cinco sessões, o cantor e compositor Chico César para apresentação do show de lançamento do álbum “FOFO”. Em formato voz e violão, o espetáculo reúne canções inéditas e revisita origens da trajetória do artista.

Em cena, o público acompanha músicas cuja sonoridade reflete as diversas influências que marcaram a formação do jovem Chico César. Guardadas por décadas, essas composições ganham nova vida no décimo primeiro álbum de estúdio do artista, que também é escritor e jornalista.

Mais do que revisitar o passado, “FOFO” propõe um diálogo entre diferentes momentos de uma mesma existência artística. O jovem compositor, que experimentava linguagens e sonoridades, encontra o artista consolidado na música brasileira contemporânea. “Embora o show seja em formato voz e violão, isso não significa facilidade. O formato é minimalista, mas não é simples. As canções são difíceis, intrincadas. O público atual está acostumado a músicas rápidas e diretas, mas acredito que ainda há espaço para obras mais complexas, especialmente entre quem cresceu acompanhando minha trajetória e entre jovens que buscam novas camadas de escuta”, afirma Chico César.

Reencontro com as origens
As 16 faixas de “FOFO” recuperam composições escritas durante a passagem de Chico César pelo grupo Jaguaribe Carne e nos primeiros anos vividos em São Paulo, antes de seu álbum de estreia.

O trabalho preserva características originais dessas criações, ao mesmo tempo em que revela novas camadas de significado adquiridas ao longo do tempo. O formato voz e violão aproxima público e artista, com foco na palavra, na melodia e na interpretação.

A proposta dialoga com o disco “Aos Vivos” (1995), que projetou Chico César nacional e internacionalmente. Em “FOFO”, o movimento é de reencontro com suas origens criativas.

Entre as faixas estão “Hino da Coroação”, “Com Licença da Palavra”, “Lençóis Maranhenses”, “Fofo”, “Saudade Senhora Dona”, “Profano” e “Pobre Vila Rica”.

Espetáculo intimista
A temporada na CAIXA Cultural Curitiba propõe uma experiência intimista, construída a partir das canções e das histórias que as acompanham. Durante o espetáculo, Chico César apresenta músicas inéditas e compartilha elementos de sua trajetória artística.

Reconhecido por obras como “Mama África”, “À Primeira Vista” e “Pensar em Você”, o artista tem carreira marcada pela diversidade de ritmos, pela força poética de suas composições e pela conexão com a cultura brasileira. Em “FOFO”, a memória é elemento central da criação artística.

Sobre o artista: Chico César é cantor, compositor, escritor e jornalista paraibano, reconhecido como uma das vozes da música brasileira contemporânea. Revelado nacionalmente com o álbum Aos Vivos(1995), construiu trajetória marcada pela diversidade musical e pela força poética de suas composições.

Com mais de três décadas de carreira, já se apresentou em diversos países e desenvolveu obra que dialoga com temas como identidade, diversidade, afeto e pertencimento. Em FOFO, seu décimo primeiro álbum de estúdio, revisita composições escritas na juventude e promove um encontro entre suas origens criativas e a maturidade artística.

SERVIÇO:
Chico César – Show de lançamento do álbum “FOFO”
Local: CAIXA Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro)
Datas e horários: 03/07 (sexta-feira), às 18h e 20h; 04/07 (sábado), às 18h e 20h; 05/07 (domingo), às 19h
Sessão com interpretação em Libras: 04/07 (sábado), às 18h
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Vendas: a partir de 27/06, às 10h, na bilheteria física e às 15h na bilheteria online
Classificação indicativa: 12 anos
Funcionamento da bilheteria: Terça a sábado, das 10h às 20h | Domingos, das 10h às 19h
Informações: (41) 3041-2155
Programação completa: Instagram @caixaculturalcuritiba

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

PÍLULAS DE HISTÓRIAS – PHARMACIA LITERÁRIA: A LEITURA COMO EXPERIÊNCIA SENSÍVEL NA REGIÃO METROPOLITANA

Entre junho de 2026 e abril de 2027, o projeto “Pílulas de Histórias – Pharmacia Literária”, realizado pela Malasartes – Educação Sensível, percorre cinco municípios da região metropolitana de Curitiba — Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Almirante Tamandaré e Piraquara — realizando 210 sessões de leituras compartilhadas. A iniciativa ocupa escolas da rede pública em regiões de vulnerabilidade social, propondo um gesto de descentralização cultural e integração legítima através da literatura. O projeto opera no entendimento de que a leitura compartilhada é capaz de sensibilizar crianças, jovens e adultos que se disponham ao encontro. As intervenções ocorrem de forma lúdica, buscando criar um ambiente de troca e cumplicidade onde a obra literária não é vista como um fim, mas como um percurso investigativo.

Na “Pharmacia Literária”, as obras são escolhidas a dedo para encantar e provocar. Nesses encontros, a “automedicação” é estimulada: cada participante é convidado a aviar suas próprias receitas literárias, ciente de que os múltiplos efeitos colaterais da leitura são muito bem-vindos. As bulas não exigem condições especiais, além da disponibilidade para a vivência, e a posologia mantém-se dinâmica, flexível e aberta à experimentação coletiva. Para iluminar esse prazer da investigação, o projeto evoca o pensamento do cineasta Wim Wenders, para quem o que as crianças adicionam aos livros com sua imaginação é o que realmente faz a história acontecer.

As sessões, gratuitas, são guiadas pelos mediadores Adriane Havro e Luis Teixeira, profissionais com mais de 20 anos de trajetória em projetos de incentivo à leitura. A postura é de escuta e recepção: o diagnóstico para prescrever novas leituras é guiado pela partilha de impressões, imagens e descobertas. A “prescrição literária” inclui autores renomados como Ricardo Azevedo, Bartolomeu Campos Queirós, Ana Maria Machado, Michael Ende, Ruth Rocha, Rogério Andrade Barbosa e Angela Lago. Embora o foco principal seja o público do Ensino Fundamental I, toda a comunidade escolar — incluindo educadores, merendeiras e inspetores — é convidada a habitar novas narrativas, experimentando o livro como percurso e deleite para desvelar o que se esconde entre as linhas.

O projeto “Pílulas de Histórias – Pharmacia Literária” é aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE) da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná, com apoio da Copel.

Sobre a Malasartes – Educação Sensível
O batismo do grupo buscou inspiração no personagem folclórico Pedro Malasartes — figura presente em diversas culturas sob nomes como Pedro Urdemales, Till Eulenspiegel ou Nasrudin. O grupo evoca a ideia do saber oportuno e da ação que intervém no momento preciso, resgatando as “malas artes”: as artes do povo, dos anônimos artesãos da palavra e dos contadores de histórias, muitas vezes ofuscadas.

Inspirada por esse carisma, a Malasartes escreve uma história andarilha, repleta de encontros transformadores em escolas rurais, vilarejos e bairros periféricos. Suas propostas são itinerantes, ganhando vida em hospitais, bibliotecas e recantos abertos ao cultivo da infância. Através de oficinas lúdicas, peças teatrais e rodas de leitura, o grupo busca reanimar espaços em um tempo que está além do relógio: o tempo do brincar, do ouvir e encantar. Suas interações funcionam como “sopas de pedra”, preparadas para saciar fomes de fantasia e despertar sementes de uma educação mais sensível.

SERVIÇO:
Onde: Escolas públicas de Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Almirante Tamandaré e Piraquara.
Período: Junho de 2026 a abril de 2027.
Sessões: 210 mediações de leitura compartilhada.


CASA HOFFMANN RECEBE DUAS ÚNICAS APRESENTAÇÕES DE GALOPE, TRABALHO INÉDITO DE PATRICIA CIPRIANO

Espetáculo propõe uma coreografia de autodefesa da memória sapatão e integra programação gratuita em julho, com apresentações e oficina abertas ao público

A performance solo GALOPE, mais recente trabalho da artista Patricia Cipriano, será apresentado em duas únicas sessões nos dias 3 e 4 de julho, às 19h30, na Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento. Com entrada gratuita, a obra investiga memória, identidade e pertencimento a partir da experiência sapatão, construindo uma coreografia de autodefesa que articula dança, performance, palavra e arte sonora. A programação inclui ainda a oficina gratuita “Do Trote ao Galope”, ministrada por Cipriano e Janaine Karma e realizada em 1º de julho.

Em GALOPE, a figura do cavalo surge como metáfora de deslocamento, sobrevivência e conexão entre diferentes temporalidades. A partir dessa imagem, Patricia constrói uma dramaturgia corporal que mobiliza memórias individuais e coletivas para reivindicar a presença de pessoas e trajetórias frequentemente invisibilizadas.

Resultado de uma pesquisa iniciada durante residência realizada na Casa Hoffmann, em 2025, GALOPE tem origem no trabalho experimental TROTE, apresentado na Mostra de Residentes. A criação, que agora chega ao público em sua primeira versão integral, foi desenvolvida em parceria com a artista Amira Massabki e integra uma investigação de longa duração sobre arte sapatão e linguagens híbridas que transitam entre teatro, performance, audiovisual e experimentação sonora.

A partir da pergunta “como não desaparecer na história?, Patricia Cipriano investiga a memória como ferramenta de permanência e resistência, especialmente diante do apagamento histórico de experiências e vivências sapatão. “Me interessa pensar a memória como um animal vivo, que continua seu percurso mesmo quando tentam interromper seu caminho e, talvez, não desaparecer seja justamente isso: continuar produzindo vida, arquivo vivo e através do corpo e dos afetos deixar vestígios pelo caminho, marcas que tempo nenhum apaga.”, fala a artista.

Além das apresentações, Patricia Cipriano e a artista e pesquisadora Janaine Karma conduzem a oficina “Do Trote ao Galope” no dia 1º de julho. O encontro propõe o compartilhamento de procedimentos criativos e investigações ligadas ao corpo, à memória e à identidade. A atividade busca construir coletivamente uma coreografia de autodefesa a partir das experiências e repertórios das pessoas participantes, promovendo reflexões sobre proteção à vida, enfrentamento das violências e promoção da igualdade para pessoas LGBTQIAP+.

Sobre Patricia Cipriano
Com mais de duas décadas de atuação nas artes da cena, no audiovisual e na produção cultural, Patricia Cipriano desenvolve uma trajetória marcada pelo diálogo entre criação artística e engajamento político. Integrante da Selvática em Rede e colaboradora da Súbita Companhia, a artista pesquisa práticas dissidentes e investiga as relações entre corpo, performance, gênero e memória, afirmando perspectivas LGBTQIAP+ como eixo central de sua produção.

SERVIÇO:
GALOPE – Performance solo de Patricia Cipriano
03 e 04 de julho, às 19h30Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco, Curitiba/PR)
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 18 anos
A apresentação do dia 04 de julho contará com audiodescrição e bate-papo após a performance.

Oficina – Do Trote ao Galope
Com Patricia Cipriano e Janaine Karma
1º de julho, das 14h30 às 17h30
Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco, Curitiba/PR)
Participação gratuita
Inscrições: em breve, pelos perfis das produtoras no Instagram.
Mais informações: @furiosasproducoes | @flutuaproducoes

FICHA TÉCNICA
Idealização e performance: Patricia Cipriano
Desenho de som: Amira Massabki
Iluminação: Semy Monastier
Interlocução artística: Janaine Karma
Direção de produção: Gilmar Kaminski
Produção executiva: Dânatha Siqueira
Audiodescrição: ElasAD – Joselba Fonseca
Design gráfico: Pablito Kucarz
Assessoria de imprensa: Thays Cristine
Redes sociais e criação de conteúdo: Gabriela Berbert
Realização: Furiosas Produções
Produção: Flutua Produções

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

CAIXA CULTURAL CURITIBA APRESENTA ENCUENTROS – AÇÕES DE DIÁLOGO EM DANÇA CURITIBA – AMÉRICA LATINA

¿CÓMO LAS COSAS LLEGARON AQUÍ? de Iván Haidar. Foto: Tato Giannini.

De 5 a 13 de junho de 2026, a CAIXA Cultural Curitiba recebe a segunda edição de ENCUENTROS | ações de diálogo em dança Curitiba – América Latina, transformando Curitiba em um território de intersecção e partilha ao longo de 9 dias de programação. Durante este período, o projeto reúne criadores dedicados ao trabalho colaborativo e coletivo. A programação articula apresentações de espetáculos, residências artísticas, pocket shows e espaços de convívio, transformando a mostra em um campo de investigação contínua. ENCUENTROS se estrutura sob a premissa de que o encontro é uma ação imperativa que constrói, modifica e urge. É a partir desse entendimento que a mostra se desenha, criando espaços voltados ao compartilhamento de trajetórias, perguntas e inquietações artísticas, estéticas e políticas, focando na potência dos processos e no movimento.

Conceitualmente, a edição 2026 se articula a partir da relação somática entre corpo e território. Curitiba torna-se o ponto de partida para caminhar, mover-se e conversar sobre as performatividades, mapeando as cartografias singulares que cada artista produz em sua comunidade e na cidade que habita. A mostra de dança acompanha criadores que investigam suas práticas estéticas, inserções territoriais e projeções em rede, indagando como essas manifestações dialogam com outros contextos sem perder suas singularidades. O projeto surge também diante do distanciamento cultural histórico entre o Brasil e os demais países latino-americanos, que frequentemente desconhecem as realidades, as narrativas e as referências artísticas das nações vizinhas. Diante desse panorama, a mostra amplia os espaços de interlocução para construir redes de intercâmbio entre artistas de várias nacionalidades, provocando alteridade e mexendo com a cena curitibana.

Esse ambiente de intersecção e cooperação é costurado por uma comissão curatorial heterogênea, composta pela curadora e gestora argentina Jimena Garcia Blaya, pela artista e curadora mexicana Olga Gutiérrez, e pelo artista-gestor curitibano Leonardo Kunta, que desenham o chamamento e acompanham toda a programação para potencializar as redes internacionais de colaboração nas artes vivas latino-americanas, contando ainda com a interlocução curatorial da idealizadora e diretora artística Mariana Mello. Ao acionar esses espaços coletivos de intercâmbio, ENCUENTROS entende a travessia, o embate e a relação com outros corpos-geografias como uma provocação fundamental para os modos atuais de organização e criação nas artes vivas da América Latina e de Curitiba.

O panorama internacional reúne artistas de diferentes territórios latino-americanos na programação da CAIXA Cultural Curitiba. Do Uruguai, a criadora Eugenia S. Chirimini apresenta KRUMPFORMismo. Da Argentina, participam Iván Haidar, com a obra ¿Cómo las cosas llegaron aquí?, e a dupla formada por Constanza Copello e Delfina Serra, que apresenta Tropismo y Nastía. Representando a cena colombiana, Sara Idárraga Hamid integra a mostra com Des-emboca-dura con-mover lo atascado. Já o México marca presença com Azhareel Sierra e a performance Códice del placer. Em diálogo direto com as propostas internacionais, a cena de Curitiba se faz presente com os trabalhos ULTRAVIOLETA, de Adriana Omoto, Suíte Deserto, da Korpa Enkantada, MARIMBONDO, de André Oliveira, REGENERAÇÕES, de Majo Farias e Vitória Gabarda, e Por onde o corpo é rastro, de Nadya Romanowski.

A experiência na CAIXA Cultural Curitiba se expande ainda por meio de ações formativas e apresentações musicais que complementam a dimensão coletiva e relacional da mostra. O público e os artistas compartilharão saberes nas oficinas ministradas por Cinthia Kunifas, Laremi Paixão, Raphael Fernandes e Juliana Adur, que propõem práticas corporais de sensibilização e pensamento sobre o corpo e o mundo.

O cruzamento entre música e performance ganha força nos pocket shows que acontecem ao longo da programação. No dia de estreia, ENCUENTROS recebe Lu Faccini e o espetáculo convidado MONSTRUOSAS ALIANÇAS, de Gabriel Machado. Na segunda semana de evento, Gabriel conduzirá também o Diálogo # CITA, bate-papo público entre artistas, curadoria e público; ação acompanhada pela performance musical de Klüber. A mostra encerra com o pocket show Las Pájaras, e com o lançamento e a distribuição gratuita de uma publicação criada por Luana Navarro e Raro de Oliveira com registros criativos do projeto, estendendo a memória das escritas corporais, dos afetos e dos diálogos travados durante a mostra.

Ao conectar a cena local às urgências criativas da América Latina, ENCUENTROS consolida-se como uma cartografia viva. Cada movimento gerado ao longo desses nove dias ativa redes de alteridade, colaboração e intercâmbio. Porque o encontro é uma ação perfurativa.

Códice del placer. Crédito foto: Azur Martínez.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA
ENCUENTROS

05.06 SEX
19h30: ABERTURA ENCUENTROS
POCKET SHOW VOA NOITE DUO de Lu Faccini e Leo Gumiero [LIVRE]
MONSTRUOSAS ALIANÇAS de Gabriel Machado, Hedra Rockenbach e Stéfani Belo [LIVRE]

06.06 SÁB
14h – 17h OFICINA CORPO-CORPO CORPO-MUNDO com Cinthia Kunifas [16]
19h30
MARIMBONDO de André Oliveira (Curitiba) [LIVRE]
TROPISMO Y NASTÍA de Constanza Copello y Delfina Serra (Argentina) [18]

07.06 DOM
14h – 17h OFICINA DANÇAR É PERTENCER com Laremi Paixão [16]
18h
KRUMPFORMismo de Eugenia S. Chirimini (Uruguai) [LIVRE]
SUÍTE DESERTO de Korpa Enkantada (Curitiba) [16]

09.06 TER
19h30 POCKET SHOW MELINDRE de Julia Klüber
Diálogo Curitiba # América Latina
Bate-papo entre artistas, curadoria e público. Mediação: Gabriel Machado.

10.06 QUA
19h30
¿CÓMO LAS COSAS LLEGARON AQUÍ? de Iván Haidar (Argentina) [LIVRE]
ULTRAVIOLETA de Adriana Omoto (Curitiba) [16]

11.06 QUI
19h30
REGENERAÇÕES de Majo Farias e Vitória Gabarda (Curitiba) [18]
CÓDICE DEL PLACER de Azhareel Sierra (México) [18]

12.06 SEX
19h30
POR ONDE O CORPO É RASTRO de Nadya Romanowski (Curitiba) [LIVRE]
DES-EMBOCA-DURA CON-MOVER LO ATASCADO de Sara Idárraga Hamid (Colômbia) [10]

13.06 SÁB
10h – 13h OFICINA ARQUITETURAS ORGÂNICAS DO MOVIMENTO com Raphael Fernandes [16]
14h – 17h OFICINA JOGO DE INTERESSES – O INTERESSE COMO FORÇA DE APROXIMAÇÃO E CRIAÇÃO com Juliana Adur [16]
19h30 ENCERRAMENTO ENCUENTROS
POCKET SHOW LAS PÁJARAS [LIVRE]
Lançamento e distribuição da PUBLICAÇÃO | REGISTRO CRIATIVO [LIVRE]

SERVIÇO:
Mostra ENCUENTROS | ações de diálogo em dança Curitiba – América Latina # 2ª Edição
Data: De 05 a 13 de junho de 2026
Local: CAIXA Cultural Curitiba
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro, Curitiba – PR
Ingressos por noite: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada)
Oficinas gratuitas
INFOS E INSCRIÇÕES OFICINAS:
https://linktr.ee/mostraencuentros
https://www.encuentros.art

SAMARA SFAIR ESTREIA ESPETÁCULO DE TANGO QUE TRANSFORMA A SAUDADE EM DANÇA E MEMÓRIA

Na foto de Cibele Rowena, a bailarina, coreógrafa e tangoterapeuta Samara Sfair e o bailarino argentino Maximiliano Gomes.
Na foto de Cibele Rowena, a bailarina, coreógrafa e tangoterapeuta Samara Sfair e o bailarino argentino Maximiliano Gomes.

“Ecos de um Abraço” transforma espaços de Curitiba em cenário para uma experiência sensível entre dança, teatro e memória afetiva; projeto circula de 15 a 18 de junho, com apresentações gratuitas abertas ao público em 16 de junho, no Teatro do Memorial de Curitiba

A bailarina, coreógrafa e tangoterapeuta Samara Sfair estreia, em junho, o projeto “Ecos de um Abraço”, espetáculo de dança-teatro que utiliza o tango para contar uma história sobre amor, perda e reencontro. Com circulação entre os dias 15 e 18 de junho em diferentes espaços de Curitiba, a montagem transforma ambientes públicos e institucionais em cenário para uma narrativa construída a partir da memória afetiva.

Ao lado do bailarino argentino Maximiliano Gomes, Samara conduz o público por uma travessia emocional que começa pela ausência: um homem entra em cena carregando um casaco vazio, símbolo do abraço e da presença de quem já partiu. A partir dessa imagem, o espetáculo retorna no tempo por meio de lembranças fragmentadas, encontros, paixão e despedidas, criando uma experiência que mistura dança, teatralidade e a força poética do tango argentino. “O tango fala sobre presença, mas também sobre aquilo que permanece depois da ausência. O espetáculo nasce justamente desse lugar da saudade, das memórias que continuam vivendo no corpo e nos afetos”, afirma Samara.

Dividido em seis atos que percorrem diferentes estados emocionais, do desejo ao luto, da paixão ao reencontro espiritual, o espetáculo utiliza o próprio espaço como parte da dramaturgia. O som ambiente, a arquitetura dos locais tornam-se elementos da cena, aproximando a obra do caráter popular e urbano que marcou o nascimento do tango.

A circulação do espetáculo acontece entre os dias 15 e 19 de junho em diferentes espaços de Curitiba. A programação tem início em 15 de junho, com uma apresentação aberta ao público no Centro Cultural Miguel de Cervantes, na Praça da Espanha, às 14h. Em caso de chuva, a atividade será transferida para um espaço fechado. Na mesma data, o projeto realiza uma apresentação fechada no Colégio Estadual Julia Wanderley, às 19h. No dia 16 de junho acontecem as duas sessões gratuitas abertas ao público no Teatro Londrina, dentro do Memorial de Curitiba, às 16h e às 19h30. A circulação segue em 17 de junho com uma apresentação fechada na Sociedade Morgenau, às 15h30, e continua no dia 18 de junho com apresentações em locais que serão definidos pela Fundação Cultural de Curitiba.

O tango que nasce das ruas
Com atuação no Brasil e na Argentina, Samara Sfair desenvolve uma pesquisa artística que conecta tango, memória afetiva e relações humanas. Professora Adjunta da Faculdade de Tango Del Angel, na Argentina, e produtora da Copa Tango Curitiba, a artista investiga há anos o potencial da dança como ferramenta de expressão, conexão emocional e transformação social.

Seu trabalho também inclui experiências voltadas para pessoas com Parkinson e depressão, utilizando o movimento como caminho para fortalecer vínculos, autonomia e qualidade de vida. “A rua aproxima a arte da vida real. Quando levamos o tango para espaços públicos, ele retorna para sua origem: uma dança criada entre encontros, afetos e histórias urbanas”, comenta.

A obra integra o projeto Ecos de Um Abraço, contemplado pelo Fundo Municipal de Incentivo à Cultura, e propõe uma experiência sensível sobre aquilo que permanece mesmo após a despedida.

Um espetáculo sobre o que fica
Ao longo da montagem, o abraço surge como símbolo central da narrativa: gesto de amor, memória e permanência. Entre cenas silenciosas, deslocamentos pelo espaço e tangos marcados pela intensidade emocional, o espetáculo constrói uma reflexão poética sobre os vínculos humanos e os ecos deixados por cada encontro.

No desfecho, passado e presente se encontram novamente em cena, transformando o tango em uma celebração delicada da memória, da continuidade dos afetos e da capacidade humana de seguir adiante sem apagar aquilo que foi vivido.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Espetáculo – ECOS DE UM ABRAÇO
Datas: 15, 16 e 17 e 18 de junho de 2026
Apresentações fechadas
15 de junho: Colégio Estadual Julia Wanderley às 19h
17 de junho: Sociedade Morgenau às 15h30
18 de junho: Local a ser definido pela FCC

Apresentações abertas ao público
15 de junho: Centro Cultural Miguel de Cervantes na Praça da Espanha às 14h (em caso de chuva a apresentação será remarcada em local fechado)
16 de junho: Memorial de Curitiba no Teatro Londrina às 16h e 19h30 | Entrada gratuita
Classificação: Livre
Duração: Aproximadamente 45 minutos

FICHA TÉCNICA:
Concepção, direção e atuação: Samara Sfair | Atuação: Maximiliano Gomez | Produção executiva: Maria Sousa | Coordenação e produção: Beatriz Marçal | Assessoria de imprensa: Bruna Bazzo | Trilha sonora: Tango Bardo e clássicos do tango argentino | Realização: Projeto contemplado pelo Fundo Municipal de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba

Samara Sfair é bailarina, coreógrafa, professora e tangoterapeuta, com atuação no Brasil e na Argentina. É também Professora Adjunta da Faculdade de Tango Del Angel, na Argentina. Pós graduada em Dançaterapia e Dança e Educação, possui formação em tango pelo Método Dinzel, Formada pela Faculdade Tango del Anjel, Buenos Aires e especialização em Tango-Terapia. Como produtora da Copa Tango Curitiba, difunde a cultura tangueira e suas múltiplas expressões. Além de atuar como DJ de tango e organizadora de milongas, desenvolve pesquisas sobre a reabilitação através da dança, aplicando suas técnicas em casos de Parkinson e depressão. Seu trabalho valoriza a improvisação e o estilo pessoal dos alunos, promovendo um ensino acessível e envolvente.

Maximiliano Gomes é bailarino, coreógrafo, jurado e professor argentino de tango, nascido na província de Buenos Aires e atualmente residente em Manaus (AM). Fundador da Companhia FC Tango e com formação pela Universidad Nacional de Arte (UNA) e pelo formado pelo Intituto das Artes Folklóricas (DAF), Buenos Aires, construiu uma trajetória dedicada ao ensino, à pesquisa e à difusão do tango e do folclore argentino, atuando em grandes companhias internacionais, espetáculos e projetos culturais na Argentina e no Mundo.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

BRASIS NO PAIOL ABRE TEMPORADA 2026 COM SHOW DE LANÇAMENTO DO NOVO ÁLBUM DE DOW RAIZ

Dow Raiz. Foto: Henrique Thoms.

Rapper curitibano apresenta repertório de “Futuro Passado” pela primeira vez ao vivo. Show será no dia 18 de junho, quinta-feira

O Brasis no Paiol abre a sua 14a temporada com um show inédito: o músico e compositor Dow Raiz sobe ao palco do Teatro do Paiol com as músicas do seu novo álbum, “Futuro Passado”, lançado em abril. Essa será a estreia nacional do repertório ao vivo, dia 18 de junho, quinta-feira. Os ingressos estarão disponíveis por R$ 30 e R$ 15 (meia entrada).

No seu novo show, Dow propõe uma experiência imersiva que combina música, artes visuais e encenação para traduzir a narrativa do artista sobre a importância de compreender o passado – como ele molda o presente e projeta os caminhos do futuro. O espetáculo amplia essa reflexão no palco, transformando cada faixa em parte de uma construção estética e sensorial potente.

O álbum “Futuro Passado” reúne 13 faixas, sendo nove inéditas, e conta com participações marcantes de nomes de peso como Russo Passapusso (BaianaSystem), Sombra (SNJ), Pecaos, Xis, Dalsin, Rodrigo Ogi e Adrielly. Lançado pela EME Cultural, com pouco mais de um mês nas ruas, o trabalho já ultrapassa a marca de 900 mil plays somados nas plataformas digitais e reafirma, com autenticidade, a força e a essência do hip hop. 

Em 2026, o Brasis no Paiol é viabilizado com o apoio de Music Invest, Pixta, Angelo Vanhoni, Effex – Tecnologia e Criação, restaurante Na Casa Delas, Blip Art, Cantina do Délio, Oide, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Confira os próximos shows do Brasis no Paiol 2025:
30/07 – Souto
20/08 – Bruna Lucchesi
08/10 – Fitti 
12/11 – Zé Manoel

Brasis no Paiol
Iniciativa cultural realizada desde 2012 em Curitiba pela produtora Bina Zanette (Santa Produção) e pelo produtor Heitor Humberto (Fineza Comunicação e Cultura), o Brasis no Paiol realizou mais de 150 shows desde sua primeira temporada, sempre com artistas de diferentes regiões do país. É um dos projetos musicais independentes em atividade mais longevos do país, consolidando-se como importante veículo de divulgação de trabalhos contemporâneos independentes e de formação de público em Curitiba.

O projeto promove a circulação de artistas de diferentes partes do Brasil, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas para a música autoral independente. Em mais de uma década de existência, trouxe nomes como Juçara Marçal, Luedji Luna,Tulipa Ruiz, Rael, Fióti, Katú Mirim, Jup do Bairro, Aíla, entre muitos outros.

Serviço:
Brasis no Paiol 2025 apresenta Dow Raiz
Dia 18/06, quinta-feira, 20h
Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/n
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Vendas: https://pixta.me/santaproducao/brasis-no-paiol-apresenta-dow-raiz
Informações: @santaproducao

“FLUXO FLOEMA, PERIFÉRICAS” TRANSFORMA RELATOS FEMININOS EM ARTE E ESCUTA COLETIVA

Campanha “Solta essa Voz, Mulher” integra a primeira etapa de uma trilogia de projetos de Mayra Fernandes que unem escuta, pesquisa e criação dramatúrgica a partir de vivências femininas

A arte como espaço de escuta, acolhimento e transformação social move o projeto “Fluxo Floema, Periféricas”, idealizado pela artista, produtora cultural e pesquisadora Mayra Fernandes, da Cardume Cultural, em Curitiba. Inspirado na obra Fluxo Floema, da escritora Hilda Hilst, o trabalho investiga as experiências femininas na sociedade contemporânea a partir de relatos reais de mulheres em contextos de vulnerabilidade.

A proposta une pesquisa de campo, escuta ativa e criação artística para construir uma dramaturgia inédita, atravessada por temas comuns de nós mulheres na sociedade contemporânea. As histórias compartilhadas pelas participantes tornam-se matéria poética e cênica, criando espaços de reconhecimento, pertencimento e reflexão coletiva.

Como parte desse processo, o projeto realiza a campanha “Solta essa Voz, Mulher”, que recebe relatos anônimos até o dia 10 de junho pelo e-mail fluxofloemapesquisa@gmail.com. A iniciativa busca criar um canal seguro de escuta e acolhimento para mulheres compartilharem experiências, memórias e vivências que poderão contribuir para o desenvolvimento da pesquisa artística.

A campanha reúne vozes, memórias e experiências que alimentam uma pesquisa artística comprometida com a escuta das múltiplas realidades femininas na contemporaneidade. Cada relato recebido amplia um processo investigativo que busca compreender como mulheres elaboram, atravessam e narram suas experiências em uma sociedade marcada por diferentes formas de violência, silenciamento e resistência.

Ao longo do mês de maio, o projeto também promoveu oficinas inclusivas voltadas a mulheres em situação de vulnerabilidade, idosos e pessoas com deficiência, incentivando autoestima, criatividade e expressão emocional. As atividades integraram a etapa formativa da pesquisa e contribuíram para ampliar os espaços de diálogo e escuta coletiva.

“Fluxo Floema, Periféricas” constitui a primeira etapa de uma trilogia de projetos que será desenvolvida entre 2026 e 2027. A pesquisa investiga diferentes dimensões da experiência feminina na contemporaneidade, tendo a escuta como metodologia central e a criação dramatúrgica como forma de elaboração artística dessas narrativas. Os próximos desdobramentos aprofundarão o diálogo entre memória, corpo, linguagem e representação feminina nas artes da cena.

Com recursos de acessibilidade, transcrição de conteúdos e valorização da diversidade de corpos e vozes, o projeto reafirma a potência da arte como ferramenta de diálogo, pertencimento e transformação social.

Sobre o projeto
“Fluxo Floema, Periféricas” integra uma trilogia de ações artísticas e de pesquisa que serão realizadas entre 2026 e 2027, investigando as vivências femininas por meio da escuta, da dramaturgia e da criação cênica.


Na foto de Mariana Ayala: arte, escuta e transformação social a partir das vozes femininas. Até o dia 10 de junho, o projeto “Fluxo Floema, Periféricas” promove ações de acolhimento, oficinas e escuta coletiva em Curitiba.

SERVIÇO:
“Fluxo Floema, Periféricas”
Campanha “Solta essa Voz, Mulher”
Recebimento de relatos: Até 10 de junho de 2026
Envio pelo e-mail: fluxofloemapesquisa@gmail.com
Informações: @cardumeproducaocultural

Oficinas
Dia: 14 de maio de 2026 – com Mayra Fernandes no CIC
Dia: 21 de maio de 2026 – “Brincadeiras Coloridas para Nunca Mais Dar Branco”, com Carol Mascarenhas
Dia: 28 de maio de 2026 – com Mayra Fernandes no CIC

Sobre Mayra Fernandes 
Atriz, diretora de produção e pesquisadora, atuante no cenário artístico desde 2010. Graduada em Teatro pela FAP/UNESPAR, ampliou sua formação em Antropologia, Cinema, Produção Cultural e Neurociência, com foco na experiência da mulher na sociedade contemporânea. Em 2026 desenvolve sua primeira dramaturgia, fruto de quase 15 anos de pesquisa, no projeto Fluxo Floema, que terá desdobramentos importantes em 2026 e 2027. Envolvida com as artes desde a infância, do circo ao teatro, também é palhaça formada pela Escola do Ator Cômico. Como produtora e curadora, integrou equipes de festivais como Psicodália, Festival de Curitiba e Novos Olhares. No teatro, compõe os elencos da Cia Setra Teatral e da Ap. da Treze, tendo recebido o Troféu Cabeça de Chinchila de melhor atuação junto ao elenco do espetáculo Multidão (2025). Sua trajetória foi reconhecida pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, e sua produtora, Cardume Cultural, foi certificada como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura em 2025.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica