Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
No dia 13 (sábado) a partir das 16h20 na Casa Selvática , em Curitiba. Vamos comemorar nossa existência, nossa resistência, nossa arte e nosso rebolado! Teremos shows, CERVEJA GELADA, drinks selváticos, comida vegana, publicações, zines, cortes de cabelos, tarot, perfos, tattoos.
Durante a semana conheça a equipe artística que faz SAPATADA ACONTECER!
@pagodelus – Pagodinho feito com amor, por Elus e Elas!
@simoblues_ – desenvolve um trabalho entre o teatro, a música e a militância antiracista enquanto mulher preta e sapatão. É artista residente e programadora do Espaço Cultural Casa Selvática
@naomeritaduo – Há quase 10 anos sem tempo pra macho escroto, fazendo punk brega e sofrendo por mulher
Serviço: SAPATADA 2 Data: Sábado, 13 de agosto, a partir das 16h20 Casa Selvática, R. Nunes Machado, 950 – Rebouças, Curitiba Entrada livre.
Um dos principais artistas da atual geração da música brasileira, Leon Adan lança o EP ´´Live Session Capivara Discos“, neste sábado (06), no Camaleão Cultural, em Curitiba
Há 16 anos, Leon Adan desenvolve inúmeros projetos musicais por todo o país onde enaltece a cultura popular nordestina. Radicado em Curitiba, o cantor, compositor e percussionista, faz neste sábado (06), o show ´´Recifeelings do Manguebeat ao Além“, no Camaleão Cultural, com o lançamento do EP ´´Live Session Capivara Discos“. O evento também conta com a performance do produtor musical e DJ Rafael Cotait, um dos principais expoentes da cena curitibana. Ouça aqui.
Gravado no primeiro semestre deste ano, o projeto Chill Session recebe em Curitiba, diversos artistas da cena musical e divulga pelo YouTube a gravação ao vivo das canções que, além do registro audiovisual, são distribuídas pelas plataformas de streaming. Assista o episódio com Leon Adan, aqui:
No EP ´´Live Session Capivara Discos“, com produção musical de Preto Martins, Leon Adan se apresenta ao lado de Alisson Santos (guitarra), Murilo Macari (baixo) e Thales Lemos (bateria), e apresentam as inéditas “Tua sina“, “Não Será Calado” e “Acabou a Cheia”.
“Acredito que Pernambuco é um lugar fantástico. E além de eu ter muito carinho, carrego dentro de mim. Eu vivi muitas experiências legais lá, e encerrei um ciclo para iniciar uma nova trajetória quando eu cheguei em Curitiba”, relata o artista.
Embora as culturas entre o nordeste e o sul do país sejam completamente distintas, em Curitiba, Leon Adan foi ao âmago de sua construção musical e fundou no final de 2019, o primeiro Bloco de Pífanos da capital.
“Nasci como artista nas ruas de Pernambuco que é bem diferente de Curitiba. Eu aprendi música nas manifestações populares de rua, foi muito natural. Claro, hoje, eu dialogo com muitas referências. Lá é muito aberto para o mundo, principalmente pela riqueza cultural e popular”, esclarece Leon que, junto do seu Bloco, foi um dos principais destaques do carnaval de 2020.
Além de toda multiplicidade musical, desde 2021, Leon Adan assumiu, de fato, o seu ofício de cantor. A estreia aconteceu ao lado do Grupo de MPB da Universidade Federal do Paraná (UFPR) com o lançamento do single “Desencanto” – disponível pelas plataformas de streaming – com produção musical assinada por Preto Martins. A música também ganhou registro audiovisual pelo canal oficial de Leon pelo Youtube e com outras duas canções próprias: ´´Pássado Negro“ e ´´Vou-me Embora“. Assista aqui.
“Ao longo da minha trajetória, com 16 anos de carreira, eu tenho feito a divulgação do meu trabalho solo. Eu atuei e sigo desenvolvendo projetos coletivos, principalmente como percussionista e cantor. Mas, a pandemia me fez olhar para dentro e perceber a construção deste trabalho solo. Este processo tem sido fortalecedor até mesmo na minha personalidade”, revela.
Com o show ´´Recifeelings do Manguebeat ao Além“, Leon Adan traz em seu repertório, músicas lançadas por ele, entre outras canções que integram a sonoridade da cultura nordestina. Com previsão de lançamento do seu primeiro álbum para os próximos meses, segundo o artista, o reflexo do trabalho será atenuante a diversidade cultural brasileira e com canções que refletem o contexto da atual conjuntura nacional.
“A inspiração para compor vem da realidade social que a gente vive. Não é fácil e nem justo. Precisamos falar e comunicar o que a gente quer para o mundo”.
O show ´´Recifeelings do Manguebeat ao Além“ conta com a presença de Alisson Santos (guitarra, vocais e percussão), Murilo Macari (baixo e vocais), Thales Lemos (bateria) e Fábio Souza (trompete, vocais e percussão).
A noite tem abertura do produtor musical e DJ Rafael Cotait que, além de ser um dos principais nomes da cena curitibana, lançou recentemente o single ´´Frost Bite“ (2022/ Núcleo Gatopardo) em parceria com Seletor Chico. Ouça aqui.
Chil Session Desde 2021, a Chill Session tem apresentado sessões musicais com diversos artistas da atual cena da música produzida em Curitiba. Entre os episódios da Chill Session disponíveis online, é possível assistir as performances de Duda, Johnny Freitas, Ioha, Bruna Thimoteo, Preto Martins, Guile Santos, Diego Zanata, Mello, SIUL, Brune, Petrus Cuesta, Matheus Carrilho e Bruna Timótheo.
Realizado em parceria entre a Capivara Discos, Miscelândia Agência de Produção Integrada e media partner do Música é o Canal e Cabana Assessoria, até o final de 2022, serão lançados 12 episódios da Chill Session.
Serviço: Show Recifeelings do Manguebeat ao Além – Lançamento do EP Live Session Capivara Discos Local: Camaleão Cultural Endereço: Rua São Francisco, nº 43 – Centro, Curitiba Dia: 06 de agosto (sábado) Abertura da casa: 21h Início do show: 23h Ingressos: A partir de R$10 (antecipado), e no dia do evento, os valores variam entre R$15 (até meia-noite) e R$20 (após a meia-noite). Compre aqui: https://www.camaleaocultural.com.br/recifeelings-do-manguebeat-ao-alem
A festa dia 06 de agosto, sábado, no Espaço Fantástico, em Curitiba, marca a volta da Banda Vulcaniótica aos palcos! O grupo mistura música com teatro desde 2014 e já tocou em vários festivais, entre eles o Psicodália, Forró da Lua Cheia e Libélula!
Este também é o primeiro show após o lançamento do seu disco de rock experimental.
O espetáculo foca no público infanto-juvenil e tem ingressos gratuitos. A estreia acontece dia 23 de julho no Teatro Cleon Jacques, no Parque São Lourenço, com apresentações aos sábados e domingos, às 11h e às 16h até dia 14 de agosto
“O Pequeno Príncipe”, uma das obras literárias mais conhecidas de todos os tempos, acaba de ganhar uma nova e mais inclusiva versão para o teatro. Com texto em português e em Língua Brasileira de Sinais (Libras), a Cia Fluctissonante lança o seu mais novo espetáculo voltado ao público infanto-juvenil. A peça estreia no sábado, 23 de julho, e segue temporada no palco do Teatro Cleon Jacques, no Parque São Lourenço, até o dia 14 de agosto, com sessões aos sábados e domingos, sempre às 11h e às 16h. A entrada é franca e os ingressos gratuitos são distribuídos uma hora antes da apresentação no próprio teatro.
O espetáculo, inspirado no livro homônimo do francês Antoine de Saint-Exupéry, se apresenta como uma experiência sensorial para crianças de todas as idades. Em cena, as atrizes Catharine Moreira, Helena de Jorge Portela e o ator Lucas dos Santos levam ao público a história do principezinho que encontra um aviador em meio ao deserto, e então narra as peripécias que viveu pelos planetas que passou. Desta vez, no entanto, a trama foi recriada e é encenada em português e Libras simultaneamente, a fim de unir os públicos surdo e ouvinte na plateia do espetáculo.
Esta é mais uma montagem da Cia. Fluctissonante produzida para crianças. O primeiro espetáculo infantil “Enquanto a Chuva Cai” realizou mais de 50 ações em cerca de 20 cidades brasileiras. De acordo com a atriz e fundadora do grupo, Helena de Jorge Portela, a obra carrega o resultado de todas as pesquisas realizadas pela companhia nos últimos anos. “Apresentamos uma pesquisa que começou com Enquanto a Chuva Cai. Nos interessa muito aproximar o público surdo do teatro, mas também entendemos a arte cênica como possibilidade de aproximar as crianças ouvintes da Libras”, complementa.
Para o dramaturgo e diretor da peça, Nautilio Portela, a participação no trabalho se torna duplamente especial, já que tem a oportunidade de comemorar os 50 anos de carreira dirigindo um clássico da literatura mundial. “Dirigir um clássico da literatura infanto-juvenil como O Pequeno Príncipe, em Português e Libras, com uma equipe de excelentes profissionais me propôs um desafio e uma grande responsabilidade, que eu só posso encarar como um presente por este meio século de teatro.”, diz ele.
O público de Curitiba e região pode aguardar uma obra potente, divertida e emocionante. Um verdadeiro programa para toda a família, e para as crianças de todas as idades. Os ingressos são distribuídos nos dias do espetáculo, sempre uma hora antes do início.
Sobre A Cia Fluctissonante é um coletivo curitibano formado por artistas surdos e ouvintes que dedicam-se à criação cênica contemporânea e bilíngue (Libras e Português). Seus projetos unem os públicos surdo e ouvinte nas plateias. Ao longo de sua trajetória produziu espetáculos para adultos como ‘Giacomo Joyce’ (2017) e ‘\TODAS/’ (2018) e também para a infância, como ‘Enquanto a Chuva Cai’ (2016) e ‘Conto Com Libras’ (2018). Em 2021, estreou sua quinta montagem, ‘Elevador’, com direção da artista convidada Georgette Fadel. Em 2020, passou também a desenvolver projetos digitais como a websérie ‘Mulheres – Sinais de Suas Escritas’ e a versão online do espetáculo ‘Conto Com Libras’, além do show-cênico-musical ‘Origami – Músicas Para Ver e Ouvir’. Assim, a companhia consolidou-se precursora nacional na criação em arte acessível, destacando-se justamente pela união de duas das línguas oficiais do Brasil dentro da cena e realizou ações em relevantes eventos, como: Palco Giratório e Plataforma Cena (nacionais), Semana Modos de Acessar (SP), Projeto Narrativas do Silêncio (RN), Curitiba Mostra, Festival de Teatro de Curitiba – Oficial, Mostra Novos Repertórios, Mostra Claudete Pereira Jorge e Prêmio Arte Paraná (PR).
SERVIÇO O Pequeno Príncipe De 23 de julho a 14 de agosto Sábados e domingos, 11h e 16h Teatro Cleon Jacques – R. Mateus Leme, 4700 (anexo ao Parque São Lourenço), Curitiba. Entrada gratuita. A distribuição dos ingressos acontece por ordem de chegada 1 hora antes do início do espetáculo. Duração: 60min Classificação: Livre
FICHA TÉCNICA Texto e Direção: Nautilio Portela Direção de Movimento: Katia Drumond Elenco: Catharine Moreira, Helena de Jorge Portela e Lucas dos Santos Vozes em Off: Clarice Rocha, Diego Marchioro, Juscelino Antunes, Katia Horn, Marcel Malê Szymanski e Simone Magalhães Tradução para Libras: Taepé Libras e Cultura Supervisão de Libras: Catharine Moreira, Talita Grunhagen e Peterson Simões Trilha Sonora Original e Operação de Som: Chico Paes Cenografia: Katia Horn Figurinos: Ricardo Garanhani Iluminação: Lucas Amado Direção de Produção: Igor Augustho Produção Executiva: Diego Marchioro Assistentes de Produção: Juliana Caimi e Rebeca Forbeck Costureira: Rose Matias Cenotécnico: Fabiano Hoffmann Operação de Luz: Eduardo Neto Técnico de Luz: Julio Machado Design Gráfico: Pablito Kucarz Assessoria de Imprensa e Marketing Digital: Platea Comunicação e Arte Registro Fotográfico: Elenize Dezgeniski Registro Audiovisual: Chico Paes Revisão Texto Programa: Noemi Grunhagen Realização e Criação: Cia Fluctissonante Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural
“PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA”
Projeto Circo Maker estimula crianças a construírem seus próprios objetos circenses
O projeto Circo Maker, que mistura a arte circense com o movimento maker – ou faça você mesmo -, oferece 16 oficinas gratuitas para alunos das escolas públicas de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. Ao final das oficinas, as crianças apresentam um número circense de sua autoria. O Projeto tem o patrocínio da Cocel e é realizado com apoio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE) da Secretaria da Comunicação Social e da Cultura do Estado do Paraná.
Para entrarem na temática circense, as oficinas são divididas em quatro módulos que contemplam as áreas do equilibrismo, malabarismo, acrobacia e mágica. Na acrobacia, os alunos terão a oportunidade de aprender técnicas de estrelas, paradas de mão e muitos outros. No módulo de equilíbrio, serão trabalhados exercícios com bola, perna-de-pau e mais. Já no malabarismo, os alunos usarão claves, aros e bolas. E, por fim, serão ensinados truques simples de mágica no último módulo.
Mas, além dos conteúdos circenses, as crianças são incentivadas a construírem seus equipamentos. Assim, elas aprendem a criar objetos relacionados ao conteúdo trabalhado como, por exemplo, bolinhas de malabares com técnicas de balões, claves com cabos de vassoura e garrafas pet, pratos chinês com tecido e muitos outros. Desta forma, os professores também estimulam as crianças a utilizarem materiais recicláveis.
Ao final da oficina, como os alunos acabam dominando alguns movimentos circenses, eles criam um pequeno espetáculo para ser apresentado para todos os alunos. “Eles desenvolvem muito a criatividade ao longo do processo. Na mostra artística, eu direciono, mas muito do que eles apresentam vem dele, eles criam os próprios números”, afirma o professor das oficinas, Alexandre Tosin Gabardo.
Importância do circo na sociocultura Além de toda a diversão que as atividades circenses promovem às crianças, as oficinas ajudam a promover a socialização de grupos, envolvendo os alunos em dinâmicas em que é preciso pensar na convivência coletiva, no comportamento social e na responsabilidade individual e ambiental.
“É muito interessante esse trabalho coletivo, eles desenvolvem a percepção da importância de cada um, do trabalho comum e do senso coletivo. Eles entendem a sua importância e o seu lugar no momento. O malabarismo, por exemplo, desenvolve perseverança porque é uma atividade muito difícil, é preciso querer muito. Então esse foco é muito bacana de se ver”, conta o professor das oficinas.
Justamente em situações como essas, o projeto é importante para que as crianças encontrem a possibilidade de se auto afirmar como indivíduos capazes e competentes para resolver desafios.
Para a diretora da Escola Municipal Carlos Drummond de Andrade, Jacqueline Merchiori disse que os alunos participaram das oficinas com interesse e entusiasmo. “Essa oficina foi muito importante, pois possibilitou aos nossos estudantes momentos de descontração, alegria, trabalho em equipe e, principalmente, enfrentar desafios”, finaliza.
Além disso, o movimento maker aproxima o universo circense do dia a dia da criança. Alexandre explica que as crianças se interessam muito na hora de aprender a fazer os objetos porque, assim, elas podem treinar em casa. “Nós usamos materiais de fácil acesso, que se ela procurar em casa, vai ter”, afirma.
Este movimento tem entrado em muitas escolas brasileiras nos últimos anos, permitindo a elaboração de projetos e protótipos, onde os alunos fomentam a criatividade e, de fato, colocam a “mão na massa”.
Alinhamento com as ODS Todo o projeto está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Por isso, durante as oficinas, o projeto trabalha os objetivos de saúde e bem-estar, igualdade de gênero, redução de desigualdades e consumo e produção responsável.
Os participantes recebem informações sobre os ODS, seus objetivos e metas trabalhadas no projeto. A partir de desenhos e frases feitas por eles, é criado um banner que é doado para a escola.
Programa de Incentivo à Leitura contempla cerca de 10 mil alunos da rede pública de ensino de municípios da Região Metropolitana de Curitiba com contação de histórias, rodas de leitura e oficinas voltadas aos professores.
Promover encontros para que as crianças vivenciem a literatura de forma lúdica e cativante. Fazer com que elas se encantem pelos livros e sintam-se estimuladas a ler e a frequentar as bibliotecas são os principais objetivos do projeto Prosas de uma Terra Iluminada que irá levar aos alunos e professores da rede pública de ensino dos municípios de Quatro Barras, Contenda, Bocaiúva do Sul e Balsa Nova: 120 sessões de contação de histórias, 120 rodas de leitura e oito oficinas literárias. Em um esforço para democratizar o acesso à literatura, a expectativa é atender cerca de 10 mil crianças e 1 mil educadores até setembro deste ano.
A iniciativa é da Travessia – Arte e Educação que há mais de 10 anos tem se dedicado à criação de conteúdos artísticos para crianças visando o estimulo à leitura. Todas as ações do projeto serão gratuitas e irão atender tanto o público das escolas urbanas quanto rurais. Cerca de 50% da população de Balsa Nova, Contenda e Bocaiúva do Sul vivem no campo.
O repertório apresentado serão os contos da literatura oral brasileira recontados e publicados por escritores de renome como Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Henriqueta Lisboa, Câmara Cascudo, Ricardo Azevedo, entre outros. “Os contos são uma porta de entrada para o universo da leitura literária. Apresentaremos o que há de melhor em releituras de nossa rica tradição oral, trazendo questões humanas atemporais e universais. Os temas são variados, mas todos bem familiares à criança”, comenta Vinícius Mazzon, idealizador e mediador do projeto. “Nossa intenção como diz Ana Maria Machado: é que as crianças de hoje descubram o fascínio destas histórias incomparáveis, fruto da sabedoria popular acumulada em gerações de narradores anônimos que coletivamente foram criando esse fantástico patrimônio que nos coube de herança e não tem preço”, acrescenta.
A fim de que o projeto tenha um efeito multiplicador, em cada uma das cidades também será oferecida uma oficina para os professores das escolas públicas. Com formato híbrido (6 horas presenciais e 6 horas on-line), a oficina “A Tradição Oral formando leitores: da boca do contador, pela mão do escritor aos olhos e ouvidos da criança” será ministrada pelo pesquisador e professor argentino Daniel D’Andrea.
SOBRE
Prosas com Vinícius Mazzon. Foto: Lucas Rachinski.
Vinícius Mazzon (contador de histórias e curador do projeto): é ator e contador de histórias de trajetória reconhecida, atuou com companhias do Brasil e da Argentina. Tem sido convidado para os maiores eventos da narração oral no país, como o “Boca do Céu – Encontro Internacional de Contadores de Histórias” (SP) e o “Simpósio Nacional de Contadores de Histórias” (SESC – SP). Há mais de 10 anos vem criando e atuando em programas de incentivo à leitura. Em parceria com o “Curitiba Lê” (Programa Literário reconhecido pela UNESCO) realizou, desde 2009, mais de 500 sessões de contação de histórias, além de dezenas de Oficinas Literárias para educadores. Em 2010, recebeu a Bolsa FUNARTE de Circulação Literária. Em 2011 recebeu o Prêmio Nossa Onda, da Cinemateca Brasileira. Em 2013 e 2014 recebeu o Prêmio FUNARTE Myriam Muniz de Teatro. É proprietário e diretor da Travessia – Arte e Educação em parceria com Michelle Peixoto.
Michelle Peixoto (responsável pelas rodas de leitura): é pedagoga, com especialização em Pedagogia Waldorf. Atua há mais de 10 anos como contadora de histórias, mediadora de leitura, ministrante de cursosde formação e assessorapedagógica em projetos de incentivo à leituradirecio nados ao público escolar, entre eles: Balaiode Contos; Histórias à Brasileira; Histórias à Brasileira pelo Vale do Ribeira; Roda de Enredos; Telefone sem Fio; Contos,causos e presepadas; Um passarinho me contou; Histórias dos Quatro Ventos; Livros errantes, Histórias brincantes; Passaredo – encantose enredos; Alumbramento; Onde canta o sabiá.
Daniel D´Andrea (ministrante de oficina): é professor e pesquisador da literatura oral brasileira há 40 anos. Realizou inúmeros projetos de pesquisa e difusão do nosso folclore, tornando-se um dos professores de notório saber mais reconhecido no Brasil. Como reflexo deste intenso trabalho, tem sido convidado a participar de Fóruns, Seminários e Encontros de pesquisadores e narradores por todo o Brasil. D’ Andrea auxiliou na implantação do Museu do Folclore de São José dos Campos (SP) e é um dos principais responsáveis pela retomada e reedição em 2019 da obra de Ruth Guimarães, primeira autora negra brasileira a ter projeção nacional. Graças aos esforços de D ‘ Andrea e do Instituto Ruth Guimarães, o livro Lendas e Fábulas do Brasil foi reeditado em 2019 e está novamente disponível para admiradores e estudiosos do folclore brasileiro.
Projeto realizado com o apoio da Havan, por meio do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura), da Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná.
AGENDA:
– Ações em Balsa Nova-PR: de 01 a 05 de agosto – 30 sessões de contação de histórias e 30 rodas de leitura.
– Ações em Contenda-PR: de 12 a 20 de setembro – 30 sessões de contação de histórias e 30 rodas de leitura.
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Até dezembro, o músico apresenta a série de shows “Duos” na capital e viaja para outras 15 cidades com o concerto “História do Choro”
Entre os meses de julho e dezembro, o bandolinista Daniel Migliavacca se apresenta em Curitiba e em mais 15 cidades do interior do Paraná. Ao todo, serão 27 apresentações, sendo 12 em Curitiba, com a série “Duos”, no Teatro Barracão Encena, e 15 shows em outras regiões do Estado, com a circulação do já consagrado projeto “História do Choro”.
Série de shows inédita “Duos” destaca a sonoridade do bandolim Para este projeto, que acontece uma vez por mês no Teatro Barracão Encena, em Curitiba, sempre às 20h, Daniel Migliavacca convida seis instrumentistas brasileiros para uma série de duos inusitados com o intuito de explorar a sonoridade do bandolim e mostrar o instrumento em formações pouco usuais.
Na estreia dos concertos, prevista para os dias 13 e 14 de julho, o músico recebe o percussionista paulistano Caíto Marcondes. Nesta primeira combinação, os curitibanos podem esperar um repertório eclético, valorizando a mistura de timbres e explorando todas as possibilidades possíveis dos instrumentos individualmente e, principalmente, juntos.
No total, serão 12 shows até dezembro, sendo dois concertos seguidos por mês. Os próximos convidados são o violinista Gabriel Vieira (10 e 11 de agosto); o baixista Glauco Sölter (14 e 15 de setembro); a cantora Izabel Padovani (19 e 20 de outubro); o guitarrista Mário Conde (23 e 24 de novembro) e o clarinetista Sérgio Albach (14 e 15 de dezembro). Todas as apresentações acontecem às 20h. Os ingressos são vendidos a preços populares, custam R$10 (inteira) e R$5 (meia entrada) e ficam disponíveis uma hora antes na bilheteria do próprio Teatro Barracão Encena (R. Treze de Maio, 160 – Centro).
Para este lançamento, Daniel Migliavacca busca levar ao público um pouco da produção musical de Curitiba e do Brasil, promovendo um rico intercâmbio artístico e cultural. “Me sinto muito feliz de estar realizando um projeto tão rico musicalmente e com tantos músicos incríveis que eu admiro. Além de ser um projeto de longa duração, com muitos concertos, o que é raro no meio musical. O público poderá curtir vários encontros especiais e únicos.”, complementa.
O projeto, que conta com o incentivo do CEDIP, da Bosch e da Celepar, através da Lei de Incentivo à Cultura da cidade de Curitiba, também prevê a realização de seis concertos didáticos em regiões descentralizadas, com o objetivo de ampliar o alcance do projeto e fomentar a formação de plateia nos bairros.
Cidades paranaenses recebem apresentações de “História do Choro” Também entre os meses de julho e dezembro, Daniel Migliavacca viaja para 15 cidades com a circulação do concerto “História do Choro”, que conta também com a participação dos músicos Lucas Melo (violão 7 cordas) e Luis Rolim (percussão). O concerto apresenta um panorama da história do Choro através de um repertório repleto de clássicos de seus principais compositores. Apesar de ser um gênero genuinamente brasileiro e a primeira música urbana brasileira, o Choro ainda é pouco difundido e conhecido do grande público.
O repertório, com arranjos e direção musical de Daniel Migliavacca, homenageia compositores fundamentais do gênero como: Chiquinha Gonzaga, Joaquim Callado, Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Garoto, Waldir Azevedo, Pixinguinha, Luperce Miranda, Jacob do Bandolim e chorões paranaenses como o bandolinista Walter Scheibel.
Os concertos serão em Quatro Barras (22/07), Ampére (16/08), Salto do Lontra (17/08), Chopinzinho (18/08), Itapejara d’Oeste (20/09), Clevelândia (21/09), Honório Serpa (22/09), Contenda (30/09), Tijucas do Sul (07/10), Antonina (29/10), Morretes (30/10), além de Ipiranga, Bocaiúva do Sul, Guaraqueçaba e Balsa Nova, em datas a serem confirmadas. Os shows serão gratuitos em todas as cidades.
A circulação é um desdobramento do projeto homônimo que, em 2019, promoveu uma série de doze concertos temáticos no Teatro Paiol, em Curitiba, com direção musical de Daniel Migliavacca e participações especiais de músicos de destaque no cenário nacional dedicados à produção e divulgação do Choro pelo Brasil e pelo mundo. A cada edição, uma parte da história do Choro era contada através das principais obras do gênero e seus compositores. Na época, o projeto se tornou um programa de televisão, com transmissão dos concertos na íntegra pela TV Paraná Turismo.
O “História do Choro” é um projeto incentivado pelo Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura – PROFICE da Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Governo do Estado do Paraná, com apoio da Copel. Além das 15 apresentações gratuitas para a população, os músicos passarão por 15 escolas antes dos concertos para tocar e contar um pouco da história do Choro, criando um espaço aberto aos estudantes de escolas públicas do ensino fundamental.
Daniel Migliavacca. Foto: Elis Ribeirete.
Sobre Daniel Migliavacca O bandolinista Daniel Migliavacca é um dos jovens representantes do Choro e do bandolim no Brasil. Tem se destacado em diversos projetos como instrumentista, compositor, arranjador e diretor musical. Já conquistou prêmios pelo Brasil como instrumentista e compositor e possui 7 CDs lançados. É bacharel em Música Popular pela UNESPAR (2011) e mestre em Música pela UFRJ (2019) tendo lançado uma série de Dez Estudos para Bandolim Solo contribuindo para o desenvolvimento técnico do instrumento no Brasil.
Atualmente, prepara o lançamento de dois álbuns com o seu quarteto, um em parceria com a cantora Rogéria Holtz e outro dedicado ao trombonista Raul de Souza em parceria com o flautista e saxofonista Eduardo Neves.
SERVIÇO DUOS – 13 e 14 de Julho, às 20h – Daniel Migliavacca convida Caíto Marcondes (percussão/SP) – 10 e 11 de Agosto, às 20h – Daniel Migliavacca convida Gabriel Vieira (violino/SC) – 14 e 15 de Setembro, às 20h – Daniel Migliavacca convida Glauco Sölter (baixo elétrico/PR) – 19 e 20 de Outubro, às 20h – Daniel Migliavacca convida Izabel Padovani (voz/SP) – 23 e 24 de Novembro, às 20h – Daniel Migliavacca convida Mário Conde (guitarra/PR) – 14 e 15 de Dezembro, às 20h – Daniel Migliavacca convida Sérgio Albach (clarone e clarinete/PR)
Local: Teatro Barracão Encena (R. Treze de Maio, 160 – Centro, Curitiba – PR, 80020-270) Ingressos: R$10 (inteira) / R$5 (meia entrada) Vendas no local, uma hora antes das apresentações
SERVIÇO HISTÓRIA DO CHORO Quatro Barras 22 de julho às 20h – Auditório da Secretaria de Educação Rua Nilo Fávaro, 100 – Centro, Quatro Barras
Ampére 16 de agosto às 20h Anfiteatro Municipal Ana Maria Basso Esperança, Ampére
Salto do Lontra 17 de agosto às 20h – Auditório do Centro de Eventos Rua Dona Rosa Oening – Parque Industrial II, Salto do Lontra
Chopinzinho 18 de agosto às 20h -Anfiteatro David Rogos Schmitz Rua Frei Everaldo, 399-441 – Centro, Chopinzinho
Itapejara d’Oeste 20 de setembro às 20h – Casa da Cultura Rua Santos Dumont, 80 – Centro, Itapejara d”Oeste
Clevelândia 21 de setembro às 20h – Centro Cultural Cigarra Rua Major Diogo Ribeiro, nº 645 – São Sebastião, Clevelândia
Honório Serpa 22 de setembro às 20h – Centro Cultural de Honório Serpa Avenida Júlio Henrique Scheib, 1009 – Centro, Honório Serpa
Contenda 30 de setembro às 20h – Salão Contendinha Rua Projetada, 30 – Centro, Contenda
Tijucas do Sul 07 de outubro às 20h – Praça Padre Antonio Koremann Centro, Tijucas do Sul
Antonina 2 de outubro às 20h – Theatro Municipal Rua Dr. Carlos Gomes da Costa, 266 – Centro, Antonina
Morretes 30 de outubro 15h – Coreto Sinibaldo Trombini Largo Lamenha Lins – Centro Histórico, Morretes
Ipiranga, Bocaiúva do Sul, Guaraqueçaba e Balsa Nova: mais informações em breve.
Entrada gratuita
FICHA TÉCNICA – DUOS Direção musical: Daniel Migliavacca Músicos: Daniel Migliavacca, Caíto Marcondes, Gabriel Vieira, Glauco Solter, Izabel Padovani, Mario Conde e Sérgio Albach Direção de produção e Gestão de projeto: Gilmar Kaminski Produção executiva: Luana Camargo Assistência de produção: Záire Osório Técnico de som: Chico Santarosa Iluminação: Victor Sabbag Projeto gráfico: Pablito Kucarz Redes sociais e Assessoria de imprensa: Platea Comunicação e Arte Registro audiovisual: Renato Próspero Captação de recursos: Meire Abe Produção: Flutua Produções Incentivo: CEDIP, Bosch e Celepar Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.
FICHA TÉCNICA – HISTÓRIA DO CHORO Direção musical: Daniel Migliavacca Músicos: Daniel Migliavacca, Lucas Melo e Luis Rolim Direção de produção e Gestão de projeto: Gilmar Kaminski Produção executiva: Luana Camargo Assistência de produção: Záire Osório Técnico de som: Eduardo Schotten Iluminação: Victor Sabbag Projeto gráfico: Jonas Lopes Redes sociais e Assessoria de imprensa: Platea Comunicação e Arte. Registro audiovisual: Renato Próspero Motorista: Demétrios Eugênio Produção: Flutua Produções
Apoio: Copel Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura | Governo do Estado do Paraná.
Caminhar sobre a Água (França-Níger, 2021), dir. Aïssa Maiga. Créditos: Orange Studio.
Evento presencial apresenta filmes inéditos, convidados internacionais, oficina e outras atrações
De 7 a 13 de julho de 2022, Curitiba recebe a edição presencial da Mostra de Cinemas Africanos 2022. Serão exibidas produções da África do Sul, Angola, Burkina Faso, Camarões, Chade, Egito, Guiné-Bissau, Níger, Nigéria, Quênia, Ruanda, Senegal e Tunísia. A programação na capital paranaense é gratuita e divide-se entre o Cine Passeio e a Cinemateca de Curitiba, com oito longas e mais de 20 curtas, tendo como destaque a produção feminina, a presença de cineastas africanos e filmes inéditos no Brasil. O evento também acontece simultaneamente em São Paulo (SP), de 6 a 20 de julho. A mostra traz ainda curtas online para todo o Brasil na plataforma Sesc Digital. Informações no site mostradecinemasafricanos.com
O título de abertura é “Afrique, je te plumerai”, dirigido por um dos maiores documentaristas do continente, Jean-Marie Teno. O filme, que completa 30 anos em 2022, examina a repressão política em Camarões. O cineasta estará na sessão para conversar com a plateia. Outro destaque da programação é o thriller sul-africano “Boa Senhora”, de Jenna Bass. Comentário sobre as relações raciais na África do Sul pós-apartheid, teve sua estreia premiada no Festival de Toronto. Em parceria com o Cineclube Atalante, Jenna e Babalwa Baartman, co-roteirista e produtora do filme, participam de debate no sábado (9), na Cinemateca.
O documentário “Caminhar sobre a Água” marca a estreia na direção da franco-senegalesa Aïssa Maiga. Nome de destaque no cinema francês, Aïssa acumula uma extensa carreira como atriz, roteirista e ativista. No filme, a cineasta registra os efeitos das mudanças climáticas e da globalização em uma aldeia do Níger. Fazendo sua estreia mundial na Mostra de Cinemas Africanos, “Otiti”, de Ema Edosio, segue a história de uma costureira que assume a responsabilidade de cuidar do pai doente que a abandonou quando criança. Aïssa vem ao festival com apoio da Embaixada da França no Brasil e Ema também estará presente na programação através do apoio do Goethe-Institut.
Outro destaque é “Nós”, de Alice Diop, documentário que foca em seis mulheres que transitam em uma ferrovia que cruza Paris, incluindo a própria cineasta. Do Quênia, a comédia “Contos da Cidade Acidental”, de Maimouna Jallow, mostra um eclético grupo que se reúne online para uma aula de controle de raiva. Ambientado na periferia da capital do Chade, o drama “Lingui”, de Mahamat-Saleh Haroun, acompanha a busca de uma mãe e sua filha de 15 anos condenadas pela religião e pela lei por buscarem uma clínica de aborto para a adolescente. Os co-diretores Saul Williams e Anisia Uzeyman fazem sua estreia no cinema com o musical futurista e libertário “Geada de Netuno” de Ruanda.
“A Mostra de Cinemas Africanos volta às salas de cinema em grande estilo para celebrar o maior festival de cinema africano do Brasil”, destaca a produtora cultural Ana Camila Esteves, que divide a curadoria dos longas com Beatriz Leal Riesco. “A programação amplia seu alcance geográfico a partir de nossa sede em São Paulo para Curitiba, ocupa novos espaços e reúne convidados internacionais”, complementa.
A mostra em Curitiba também inclui três programas de curtas: uma seleção de títulos recentes de vários países feita por Kariny Martins e Bea Gerolin da Cartografia Filmes; uma sessão de filmes angolanos produzidos durante os dois últimos anos de pandemia com curadoria da produtora audiovisual Geração 80; e um apanhado de curtas produzidos por jovens cineastas a partir de uma formação em documentário orientada pelo camaronês Jean-Marie Teno.
O evento também promove na capital paranaense a oficina Eu, Você, Nós: Contando histórias através de nossos corpos, alma e voz, ministrada por Maimouna Jallow. A oficina gratuita acontece de 8 a 10 de julho. Serão oferecidas 15 bolsas para residentes no interior e litoral do Paraná, com vagas preferenciais para pessoas negras e indígenas. No sábado (9), será realizada a mesa Reflexões sobre a representação da mulher negra no audiovisual, com a Aïssa Maiga. No domingo é a vez de um encontro com todos os convidados, Aïssa Maiga, Jenna Bass, Babalwa Baartman, Ema Edosio e Maimouna Jallow com o tema Produção Independente no contexto Africano.
“Há tempos tínhamos esse desejo de trazer a Mostra de Cinemas Africanos para Curitiba e a reflexão promovida por este cinema pouco visto e discutido aqui”, aponta Andrei Carvalho, sócio-fundador da Cartografia Filmes. “Especialmente no recorte que a gente trabalha, como realizadores e público negro. É muito importante se ver reconhecido e ver novas representações de cineastas africanos, num lugar de autoestima e inspiração”, conclui.
A edição curitibana da Mostra de Cinemas Africanos 2022 é uma realização da Cartografia Filmes e Ana Camila Comunicação e Cultura, com apoio da Aliança Francesa – Curitiba, Cine Passeio – Icac, Cineclube Atalante, Cinemateca de Curitiba, Mubi, Goethe Institut e Embaixada França – Institut Français e conta com incentivo do Ebanx. Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.
Samba Traoré (Burkina Faso, 1992), dir. Idrissa Ouedraogo. Crédito: Les Films de la Plaine.
Programação Curitiba (PR), de 7 a 13 de julho: Ingresso: Gratuito Cine Passeio (R. Riachuelo, 410); Cinemateca de Curitiba (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174).
Longas-metragens “Afrique, je te plumerai” (França/Camarões: 1992), dir. Jean-Marie Teno – trailer; “Boa Senhora” (“Mlungu Wam”, África do Sul: 2021), dir.: Jenna Bass*; “Contos da Cidade Acidental” (“Tales of the Accidental City”, Quênia: 2021), dir.: Maimouna Jallow* – trailer; “Lingui” (Chade, França: 2021), dir.: Mahamat-Saleh Haroun – trailer; “Nós” (“Nous”, França: 2021), dir.: Alice Diop – trailer; “Caminhar sobre a Água” (“Marcher sur l’eau”, França/Níger: 2021), dir.: Aïssa Maiga* – trailer; “Otiti” (“Otiti”, Nigéria: 2022), dir.: Ema Edosio*; “Geada de Netuno” (“Neptune Frost”, Ruanda/EUA: 2021) dir.: Saul Williams e Anisia Uzeyman – trailer. * Cineastas convidados presentes no evento.
Geada de Netuno (Ruanda-EUA, 2021), dir. Saul Williams e Anisia Uzeyman. Crédito: Swan Films.
Curtas-metragens Programa 1: Fragmentos da história: singularidades e conjunções; Programa 2: Fragmentos do porvir: aqui nos encontramos; Programa 3: Curtas Angolanos: Geração 80; Programa 4: Curtas Jean-Marie Teno.
Dia 25 de junho, sábado, a partir das 10h, Curitiba recebe o Sarau dos Refugiados e Imigrantes no pátio da reitoria da Universidade Federal Do Paraná, no centro da cidade. A programação conta com música, poesia e meditação, além de serviço de assessoria cidadã ao imigrante, feira de artesanato, feira de gastronomia, desfile de roupas típicas e muito networking. O evento é gratuito e aberto ao público. O Sarau recebe inscrições gratuitas até às 23h59 do dia 23/06 (quinta-feira) para expositores (imigrantes e refugiados) de artesanato, gastronomia ou serviço, através deste link: https://forms.gle/tYzgQSJTZTnGanJk7
Atualmente o Paraná é o estado brasileiro que mais recebe imigrantes, nos últimos cinco anos foram mais de 20 mil estrangeiros registrados pelo Centro de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas do Paraná (CEIM). Em maior parte: venezuelanos, haitianos, africanos, além de sírios, afegãos e, mais recentemente, ucranianos refugiados da guerra contra a Rússia. O evento vem comemorar duas datas importantes: o Dia Mundial dos Refugiados, 20 de junho, e o Dia Nacional do Imigrante, 25 de junho.
Blaise Musipere
O Sarau foi idealizado pelo ator e cantor congolês, Blaise Musipere, reconhecido por atuações nas novelas da Rede Globo: ‘Nos Tempos do Imperador’, ‘Malhação’, ‘Novo Mundo’ e ‘Órfãos da Terra’. O evento também conta com a participação do ator e cantor sírio naturalizado brasileiro, Kaysar Dadour, reconhecido por participação no reality show Big Brother Brasil, e atuação nas novelas: “Órfãos da Terra” e “Cara e Coragem”.
A ideia do Sarau dos Refugiados e Imigrantes surgiu da indignação diante do assassinato brutal do refugiado Moïse Kabagambe, no início de 2022, no Rio de Janeiro. A repercussão mundial do caso, a origem comum de Moïse e Musipere (República Democrática do Congo), e a comoção diante das guerras de ontem e de hoje, inspiraram a atitude em criar um espaço de troca de experiências e socialização de refugiados e imigrantes.
Musipere veio a Curitiba com essa ideia e encontrou apoio das produtoras Verônica Menezes, Aoca Cultural, e Carol Azolin, Aoca Eco Arte, que acolheram de pronto sua proposta. Juntos, buscaram a Universidade Federal do Paraná como principal parceira por vários motivos. O mais relevante deles é o fato de que, do ponto de vista institucional, a Universidade é referência nacional no acolhimento a imigrantes e refugiados, além de abrigar a Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM) – projeto do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) com universidades brasileiras para apoio a pessoas refugiadas ou em situação de refúgio.
A identidade visual foi desenvolvida por Alexandre Valente, Diretor de Comunicação do programa Aoca Eco Arte. A intenção é representar os refugiados e imigrantes buscando elementos comuns a todos. Na imagem, é possível visualizar uma família composta por uma mãe grávida com duas sacolas, uma nas costas e outra nas mãos; um homem carregando uma criança no colo e uma sacola na mão, e uma criança carregando uma sacola. Espelhando a composição, cria-se uma mandala trazendo uma referência circular, com o centro do desenho representando o planeta. Os desenhos são ligados entre si formando as conexões e trazendo reflexão através da simbologia das sacolas que, segundo o criador da arte, “Deixam para trás a INTOLERÂNCIA, o EGOÍSMO, a VIOLÊNCIA e carregam HISTÓRIAS, ESPERANÇA E AMOR. E principalmente a mensagem: Sejam sempre BEM-VINDOS!”
COMO PARTICIPAR? Se você é artista ou expositor e gostaria de participar com sua arte, preencha esse formulário: https://forms.gle/tYzgQSJTZTnGanJk7. Inscrições até às 23h59 do dia 23 de junho (quinta-feira).
– ARTISTAS: Se você é artista (música, poesia, artes plásticas, visuais, dança, performances em geral) inscreva sua participação no Sarau. Inscrição gratuita!
– EXPOSITORES: Se você tem algo para expor e comercializar no evento, como: artesanato, gastronomia ou algum serviço, preencha o formulário de participação. Inscrições gratuitas até às 23h59 do dia 23/06 (quinta-feira) para expositores (imigrantes e refugiados) de artesanato, gastronomia ou serviço.
– VOLUNTÁRIOS NA PRODUÇÃO: As inscrições se estendem também à área de apoio voluntário à equipe de produção do evento, além de compor a grade de programação do evento, os participantes terão direito a certificado emitido pelo PROEC/UFPR.
Obs.: A taxa de inscrição foi retirada. A organização dá prioridade aos refugiados e imigrantes, porém a inscrição é aberta a todXs. Expositores brasileiros também são bem-vindos no evento!
CIDADANIA: O evento contará com uma barraca de atendimento cidadão aos imigrantes e refugiados para encaminhamento aos serviços governamentais, através da Cátedra Sérgio Vieira de Mello (UFPR).
ARRECADAÇÃO DE DOAÇÕES: No evento serão arrecadados alimentos não-perecíveis, roupas, cobertores, livros e itens de higiene pessoal para distribuição aos refugiados, imigrantes em situação de vulnerabilidade e moradores em situação de rua. As arrecadações serão destinadas ao Projeto de Acolhida para Migrantes e Refugiados da ABAi (Associação Brasileira de Amparo à Infância).
ECOPONTO: Também serão arrecadados materiais recicláveis (latas de alumínio, garrafas pet e papelão), lixo eletrônico e óleo de cozinha no Ecoponto do Aoca Eco Arte, programa do Aoca Cultural de incentivo à economia criativa e circular que viabiliza a produção cultural através da coleta de resíduo. Trocando em miúdos, “transforma lixo em arte” ao patrocinar a produção de diversos produtos finais como videoclipes, podcasts, shows, mostras e festivais – amparando em especial a arte periférica e descentralizada. Essa iniciativa segue as normativas e diretrizes do Instituto Lixo Zero Brasil e conta com a parceria do Paraná Lixo Zero.
SERVIÇO: Sarau dos Refugiados e Imigrantes Data: 25 de junho, sábado. Horário: 10h às 18h. Local: Pátio da Reitoria UFPR, Rua XV de Novembro, 1299, Centro, Curitiba-PR. Entrada Gratuita. Instagram: www.instagram.com/saraudosrefugiados/