DRAMATURGIA DE RESISTÊNCIA: ARTISTAS DE MINAS GERAIS LEVAM QUATRO ESPETÁCULOS AUTORAIS AO CORAÇÃO DO FRINGE 2026

Doce Árido. Crédito Foto: Marcella Calixto.

Mostra Insubmissa ocupa o Memorial de Curitiba com disruptura narrativa, lançamento literário e formato “Pague Quanto Vale” como manifesto político.

O que é preciso desobedecer para transformar estruturas opressoras e obsoletas? É a partir dessa provocação que se organiza a Mostra Insubmissa, que reúne no Fringe da 34ª edição do Festival de Curitiba um conjunto de obras criadas por artistas de Juiz de Fora (MG), marcadas pela força da dramaturgia autoral. Entre cozinhas que guardam segredos de família, personagens que escapam das páginas de Machado de Assis, mitos religiosos revisitados com ironia e jogos imaginativos da infância, os trabalhos transitam por universos muito distintos, mas compartilham uma mesma pulsão: questionar o que parece estabelecido e reinventar narrativas.

A Mostra Insubmissa acontece entre 1º e 6 de abril de 2026, no Memorial de Curitiba, reunindo quatro espetáculos, cenas curtas, leitura dramatizada e música ao vivo. “O projeto nasce de duas necessidades complementares. A primeira, reunir histórias ligadas pela insubordinação, pela reflexão crítica, pela recusa em baixar a cabeça. A segunda, mostrar que essa resistência à opressão vem do interior, chega com o pé na porta e sotaque mineiro, vindo de longe do eixo dos grandes centros e celebrando o impulso criativo artesanal de Minas”, afirma Tairone Vale, um dos idealizadores.

A ocupação também promove o trânsito entre linguagens. O espetáculo Doce Árido, que encerra a mostra, marca o retorno aos palcos de atriz Pri Helena com trabalhos recentes de destaque no audiovisual nacional, como o premiado longa Ainda Estou Aqui e a novela Volta por Cima.
Narrativas da insubmissão

Entre os espetáculos está Doce Árido, parceria do coletivo Grilla! com o dramaturgo e diretor Tairone Vale. A montagem acompanha três gerações de mulheres que sustentam a casa com a produção artesanal de doce de leite no interior de Minas Gerais. Em cena, o trabalho cotidiano na cozinha se transforma em metáfora para discutir herança familiar, sobrevivência e resistência feminina. O elenco reúne as atrizes Pri Helena, Rebeca Figueiredo e Layla Paganini.

A mostra ainda traz de volta a Trupe Qualquer a Curitiba, onde esteve em 2024, no FRINGE com sua Minas Mostra. Desta vez, em uma ousada releitura do maior autor brasileiro, Um Homem Célebre é construída a partir dos mais famosos contos de Machado de Assis. A peça costura personagens e situações do romancista para explorar temas universais e atemporais como identidade, arte brasileira, sucesso, fracasso e as contradições da natureza humana. A ideia era contribuir para a vida de uma obra que persiste em apontar feridas, sobretudo em um momento que Machado de Assis pode ser relido a partir de sua negritude, tarefa que a peça se encarrega. Para a supervisão dramatúrgica é assinada por Pedro Kosovski, diretor e dramaturgo carioca vencedor do Prêmio Shell de Teatro.

Já o solo Versão Demo, primeiro monólogo escrito e protagonizado por Tairone Vale, apresenta uma perspectiva provocadora: o próprio Senhor das Trevas decide contar sua versão da história. Com humor ácido e ironia, o espetáculo revisita narrativas religiosas e questiona conceitos de culpa, moralidade e livre-arbítrio.

Voltado ao público infantil e familiar, Como Cozinhar uma Criança parte de uma premissa inusitada: em um programa culinário fictício, dois cozinheiros discutem se devem ou não seguir uma receita que manda preparar… uma criança. O tema gira em torno da importante pergunta: como preparar uma criança para não virar um adulto duro e intragável? Inspirado no livro do escritor português Afonso Cruz, o texto e direção de Tairone dão vida ao espetáculo que mistura teatro, música e humor para abordar imaginação e infância de forma lúdica. A montagem marca também a estreia teatral da Banda Trupicada.

Além dos espetáculos, a Mostra Insubmissa inclui as cenas curtas Pharmakon e Memento Mori, da Trupe Qualquer, com textos de Rafael Coutinho, a leitura dramatizada de Big Bang, texto infantojuvenil de Tairone Vale, e ainda um pocket show da Banda Trupicada.

Do palco para as páginas: lançamento literário
O Fringe de Curitiba marca também o nascimento editorial de Versão Demo. Após quase dez anos de gestação, o monólogo de chega ao formato de livro pela Helicônia Editora. A publicação reúne o texto integral da peça e ilustrações de Bel Benetti, que transformam o sarcasmo do espetáculo em um jogo visual igualmente irreverente.

Acesso como manifesto: Pague quanto Vale
Na contramão da elitização do acesso à cultura, todas as sessões da Mostra Insubmissa adotam o formato “Pague Quanto Vale”. Mais do que uma facilidade econômica, a escolha é um posicionamento político dos coletivos mineiros para democratizar a fruição artística e convocar o espectador do Fringe à corresponsabilidade pela manutenção da pesquisa teatral independente. “O teatro de resistência vive muito da insistência e da coletividade. A mostra também é um gesto de encontro entre artistas, obras e público”, afirma Rafael Coutinho, diretor de Um Homem Célebre e integrante da Trupe Qualquer.

SERVIÇO:
Mostra Insubmissa
Programação integrante do Festival de Curitiba – Fringe Festival
Local: Memorial de Curitiba – Teatro Londrina (R. Dr. Claudino dos Santos, 79 – São Francisco)
Data: 1º a 6 de abril de 2026
Ingressos: Pague quanto vale
Confira a programação completa no site: www.mostrainsubmissa.com | @mostrainsubmissa

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

ALFAIATARIA LANÇA PROJETO ANUAL QUE CONSOLIDA ESPAÇO COMO POLO DE FORMAÇÃO E CRIAÇÃO EM CURITIBA

Na arte de Adriana Alegria, o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos | 2026. Março a novembro, oficinas, residência artística, Roda de fogo e Mostra Les Latinas. Início com Oficina de Iluminação Cênica, 9 a 11 de março.

Projeto contemplado no edital de Ações Continuadas da Funarte inicia com oficina de iluminação cênica e reúne formação, encontros e intercâmbios artísticos ao longo de 2026.

A Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba, inicia em março de 2026 o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), contemplado no edital de Ações Continuadas da Funarte. A iniciativa estrutura uma programação anual dedicada à formação, criação, difusão e intercâmbio nas artes cênicas, conectando artistas a redes de circulação e diálogo que ultrapassam o contexto local. Com produção da Pró Cult, as atividades seguem até novembro e reúnem oficinas, residência artística, ciclo de encontros e uma mostra com participação latino-americana.

A primeira ação acontece entre 9 e 11 de março, com a Oficina de Iluminação Cênica, ministrada pela iluminadora Lucri Reggiani. A proposta que combina prática e teoria, abordando fundamentos técnicos e processos de criação em luz, enquanto problematiza a ocupação de um campo historicamente masculinizado, é voltada a mulheres cis, mulheres trans e pessoas de gêneros dissidentes. As inscrições podem ser localizadas no link da Bio em @alfaiataria_ 

Também em março tem início Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, com curadoria de Francisco Mallmann. O ciclo bimestral, com edições em março, maio, julho e setembro, é aberto ao público e reúne artistas, estudantes e interessados em memória e criação. Cada encontro promove diálogo entre diferentes áreas das artes da cena, reflexão sobre como experiências se inscrevem no corpo e se transformam ao longo do tempo, e práticas de escuta e compartilhamento ao redor do fogo, símbolo ancestral de encontro e transmissão, afirmando a memória como criação coletiva.

Em julho, acontece o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, ministrado pelo produtor cultural Guilherme Jaccon. A formação é voltada ao desenvolvimento técnico em gestão e produção cultural, abordando leitura de editais, escrita de projetos, elaboração de orçamentos, cronogramas e prestação de contas, fortalecendo a autonomia profissional e ampliando possibilidades de inserção no circuito cultural.

Entre agosto e outubro, ocorre a 2ª edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria, residência destinada a artistas em formação ou iniciantes. Ao longo de três meses, participantes desenvolvem pesquisa cênica solo com orientação curatorial de Janaina Matter e Carmen Jorge, além de oficinas com Ana Kfouri, Janaina Leite e Mateus Aleluia Filho. O percurso culmina em uma Mostra de Processos aberta ao público.

Para encerrar o ciclo anual, em novembro, a Alfaiataria realiza a Mostra Les Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas da América Latina, selecionadas por convocatória aberta com curadoria de Janaina Matter e Sueli Araujo. Ao reunir criadoras de diferentes países, a mostra fortalece o intercâmbio artístico internacional e amplia o diálogo entre cena, identidade e território, além da produção de conteúdos em podcast com as artistas participantes.

Para a atriz e diretora artística Janaina Matter, o projeto consolida a Alfaiataria como território de pesquisa e criação. “Sustentar processos no tempo é também sustentar encontros. O Programa Continuado nasce do desejo de criar espaço para a pesquisa artística, para o convívio entre diferentes corpos e para uma cena viva, diversa e profundamente conectada ao seu tempo”, afirma.

A programação completa, assim como informações sobre inscrições e convocatórias, pode ser consultada no site e nas redes sociais da Alfaiataria. O acesso, às apresentações e ações abertas adotam o sistema “pague quanto vale”, garantindo gratuidade a quem não pode pagar. Os cursos contam com valores simbólicos de inscrição, com vagas gratuitas destinadas a pessoas de grupos historicamente marginalizados.

SERVIÇO:
Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos
Local: Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 247 – Centro – Curitiba/PR)
Período: março a novembro de 2026
Acesso: sistema “pague quanto vale” nas apresentações | cursos com valor simbólico
Informações: @alfaiataria_ / www.alfaiataria.art

Destaques da programação:

– Oficina de Iluminação Cênica, com Lucri Reggiani | de 9 a 11 de março | Inscrições: Sympla, (aqui) | 
Bolsas via formulário (aqui) | Vagas: 15

– Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer | Março, maio, julho e setembro

– Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis | Julho

– Formação Cênica Alfaiataria | Agosto a outubro

– Mostra Les Latinas | Novembro

Sobre a Alfaiataria
A Alfaiataria – Espaço de Artes é um espaço cultural independente fundado em 2019, em Curitiba (PR), dedicado à pesquisa, formação, criação e difusão nas artes cênicas e visuais contemporâneas. Com programação continuada, promove ações voltadas à diversidade e ao intercâmbio com a comunidade artística local, nacional e internacional.

Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica

QUANDO O BEIJO VIRA MANCHETE: GARALHUFA ESTREIA “BEIJO E ASFALTO OU O FATO É:” NO MINI GUAÍRA

Na foto de Lina Sumizono, as atrizes Stephanie Zouza e Mariana Venâncio e o ator Victor Lucas Olivier em preparo para a estreia da nova montagem no Mini Guaíra reinventando um clássico rodrigueano.

Garalhufa estreia montagem investigativa inspirada em Nelson Rodrigues no Miniauditório Glauco Flores de Sá com temporada gratuita em março.

Três atores decidem montar O Beijo no Asfalto. Durante o processo, percebem que talvez não estejam montando a peça, mas investigando-a. A partir dessa provocação nasce “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”, novo espetáculo da companhia Garalhufa, que estreia para o grande público no dia 12 de março, no Miniauditório Glauco Flores de Sá (Mini Guaíra), em Curitiba, com entrada gratuita e sessões acessíveis em Libras.

O projeto parte de um estudo aprofundado de O Beijo no Asfalto, clássico de Nelson Rodrigues. Mas não se trata de uma adaptação ou releitura tradicional. É um espetáculo-investigação. Durante o processo de pesquisa, o grupo mergulhou na dramaturgia rodrigueana e descobriu informações históricas pouco conhecidas sobre a escrita da obra e sobre o próprio autor. A partir desse material, decidiu transformar o palco em laboratório: uma mesa de apuração, sala de ensaio, redação de jornal, tribunal, delegacia e feed de notícias.

Na peça original, o beijo entre Arandir e um homem atropelado vira manchete e serve como cortina de fumaça para encobrir um crime policial. Mais de seis décadas depois, a pergunta permanece: quem constrói os fatos? Por que se contam algumas histórias e não outras? Um jornal mentiria?

Em vez de “atualizar” Nelson, o espetáculo da Garalhufa utiliza a obra como ponto de partida para investigar a permanência das estruturas que ele denunciava: espetacularização midiática, moralismo, violência institucional e fake news. “A obra não é uma adaptação. É um estudo cênico. Investigamos como um gesto íntimo pode ser convertido em escândalo público, e como as versões se consolidam como verdade”, afirma a atriz e idealizadora do projeto Mariana Venâncio.

Peça-ensaio, palestra performativa, investigação
Com orientação artística de Giordano Castro, integrante do grupo pernambucano Magiluth, o trabalho assume uma linguagem híbrida entre peça-ensaio, palestra performativa e investigação documental. A dramaturgia é assinada por Vinicius Medeiros, com direção colaborativa entre elenco e dramaturgo. Em cena estão Mariana Venâncio, Victor Lucas Olivier e Stephanie Zouza.

O projeto nasceu em 2023, durante uma residência de Criação Colaborativa realizada no CPT Sesc Consolação, em intercâmbio com os grupos Magiluth e Quatroloscinco. A partir dessa experiência, iniciou-se a pesquisa que agora chega ao público.

Todas as apresentações da primeira temporada são gratuitas, com ingressos distribuídos 30 minutos antes de cada sessão na bilheteria do teatro. As sessões com tradução em Libras acontecem nos dias 15 (19h) e 19 (20h). A segunda temporada, com data marcada para o meio do ano, no Teatro Cleon Jacques, também oferece ingressos gratuitos e as sessões com Libras acontecem nos dias 17, 18 e 24 de julho.

O projeto é realizado por meio do Mecenato – Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba, com incentivo do Centro Diagnóstico Água Verde, Florença Veículos e Serra Verde Express.

Sobre a Garalhufa
A Garalhufa é uma trupe teatral, escola de atuação e centro cultural sediado no Largo da Ordem, em Curitiba. Com seis anos de atuação, já produziu seis espetáculos (quatro autorais) e três curta-metragens, além de circular por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa, Florianópolis e Campinas.

Serviço:

“BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”
Temporada de estreia: Miniauditório Glauco Flores de Sá (Rua Amintas de Barros, s/n – Centro, Curitiba)
Data: 11 a 22 de março, de quarta a sábado às 20h e nos domingos às 16h e às 19h. *Dia 14 (sexta) não haverá apresentação. 
Sessões com Libras: dia 15 às 19h e dia 19 às 20h.

2ª Temporada: Teatro Cleon Jacques (Rua Prof. Nilo Brandão, 710 – São Lourenço) 
Data: 17 a 26 de julho, sextas e sábados às 20h, e domingos às 19h. 
Sessões com Libras: 17, 18 e 24 de julho.
*Ingressos: Gratuito – retirar 30 minutos antes de cada sessão na bilheteria do teatro.

Ficha Técnica:
Idealização e direção de produção: Mariana Venâncio | Orientação artística: Giordano Castro | Dramaturgia: Vinicius Medeiros | Direção colaborativa: elenco e dramaturgo | Elenco: Mariana Venâncio, Stephanie Zouza e Victor Lucas Oliver | Sonoplastia: Cadu Machado | Iluminação: Ever Silva | Preparação vocal: Elis Koppe | Preparação corporal: Ana Filimberti | Cenário: Júlia Herculano | Figurino: Beatriz Alves e Izabelle Viana | Assistência de produção: Mateus Sandré | Mediação: Enzo Torre

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

ENTRE GUERRA E AFETO: “CONTO DE FARIDA” ESTREIA EM CURITIBA COM LUÍS MELO

Na foto de Vitor Dias, o elenco da nova montagem do AP da 13 e da Cardume Cultural: Luis Melo, Ciliane Vendrusculo, Mayra Fernandes e Camila Ferrão, que estreia dia 13 de março no Zé Maria.

Inspirado no trabalho premiado do fotógrafo Maurício Lima e em relatos reais de refugiados sírios, o espetáculo dirigido por Eduardo Ramos conecta a história íntima da família Farah a um cenário global de deslocamento humano e faz temporada gratuita no Teatro José Maria Santos a partir de março.

No dia 13 de março, o Teatro José Maria Santos recebe a estreia nacional de “Conto de Farida”. Com dramaturgia de Luci Collin e direção de Eduardo Ramos, o espetáculo aborda os impactos da guerra e do exílio a partir da história de uma família, marcando o retorno de Luís Melo aos palcos paranaenses em uma narrativa sensível sobre as tantas diásporas existentes na atualidade.

Realizado pela AP da 13 com produção da Cardume Cultural, o espetáculo transforma em cena uma realidade contemporânea urgente: a trajetória da família Farah ecoa a experiência de milhões de pessoas forçadas a deixar seus territórios em contextos de conflito e perseguição.

De acordo com o diretor do espetáculo Eduardo Ramos, a obra acompanha uma família síria dilacerada pela guerra, confrontada com escolhas extremas entre partir ou permanecer, preservar a memória ou buscar um futuro possível. “Entre silêncios, despedidas e gestos de resistência, a cena se constrói como espaço de escuta e testemunho, encontrando lugares possíveis de existir, em um cenário onde a humanidade deixou de existir”, conta o diretor.

A encenação tem como referência visual a exposição “Farida – Um Conto Sírio”, do fotógrafo brasileiro Maurício Lima, vencedor do Prêmio Pulitzer em 2016, que acompanhou por 51 dias a fuga de uma família de Alepo. Essa experiência se articula aos relatos reais dos artistas sírios Abed Tokmaji, Myria Tokmaji e Lucia Loxca, radicados no Brasil há 12 anos, que contribuem diretamente para a dramaturgia a partir da vivência do exílio.

No palco, a história da família Farah revela o dilema de quem vê a guerra bater à porta: o conflito entre o apego às raízes e a urgência da sobrevivência em terras desconhecidas. Luís Melo interpreta Khaled Farah, o patriarca, acompanhado por Mayra Fernandes (a filha Aisha), Ciliane Vendruscolo (a filha Qamar) e Camila Ferrão (a sobrinha/prima Jamile), que dão voz às diferentes perspectivas de uma família fragmentada pelo avanço do conflito.

A atmosfera de urgência e tensão é reforçada pela cenografia de Fernando Marés, com tons acinzentados e planos irregulares que evocam tanto os escombros da guerra quanto o caminho incerto da travessia, enquanto o desenho de luz de Beto Bruel e Lucas Amado dialoga com a trilha sonora executada ao vivo sob a direção de Edith de Camargo, com a participação direta dos músicos sírios, Abed Tokmaji e Lucia Loxca, com alaúde, cantos e sonoridades tradicionais, transportando o público para o epicentro da narrativa.

De acordo com Eduardo, Melo começou a estreitar os laços com o AP da 13 durante a pandemia e, desde então, passou a acompanhar de perto os trabalhos do grupo. “Tivemos um contato no Campo das Artes em um projeto viabilizado por um edital de São Paulo. Essa experiência aproximou nossas trajetórias e fortaleceu a parceria. A partir daí, seguimos em diálogo, com Melo acompanhando as produções do grupo, até que surgiu o convite para que ele participasse como curador do festival Novos Olhares em 2025, conta o diretor.

Para Melo, voltar para uma produção curitibana como a que será apresentada no palco do Zé Maria unindo história, música e memória humana é profundamente emocionante. “Gosto de trabalhar com grupos dedicados, que desenvolvem processos contínuos com cuidado e comprometimento. É esse empenho que torna o retorno ao palco uma experiência feliz, responsável e memorável. É um trabalho que acredito que, daqui a muitos anos, será lembrado, pois valoriza a pesquisa, a qualidade e a autenticidade do coletivo”, afirma o ator.

Um contexto global de deslocamento sem precedentes
A história de “Conto de Farida” dialoga diretamente com uma das maiores crises humanitárias da atualidade. Segundo dados do ACNUR/ONU, ao final de 2024 e início de 2025, mais de 123 milhões de pessoas foram deslocadas à força devido a conflitos, perseguições e crises humanitárias, especialmente no Sudão, Ucrânia e Gaza. Do total, 83,4 milhões vivem como deslocadas internas e mais de 43 milhões como refugiadas. Aproximadamente 40% são crianças e adolescentes, e 4,4 milhões de pessoas são apátridas. O espetáculo transforma esses números em experiência sensível e concreta no palco.

A temporada é gratuita e inclui sessões com acessibilidade, com Libras, nos dias 14 e 21 de março, e com audiodescrição, no dia 20, ambas às 20 horas. Dentro do projeto está também a oficina gratuita de dramaturgia depoimental intitulada Corpo em Guerra: Possíveis Caminhos para além do Êxodo, ministrada pelo diretor Eduardo Ramos, a fase de inscrições vai ser divulgada no instagram do Coletivo: @apedatreze

FICHA TÉCNICA:
Dramaturgia: Luci Collin | Direção: Eduardo Ramos | Direção Musical e música ao vivo: Edith de Camargo | Pesquisa e música ao vivo: Abed Tokmaji e Lucia Loxca | Elenco: Camila Ferrão, Ciliane Vendruscolo, Luís Melo e Mayra Fernandes | Luz: Beto Bruel e Lucas Amado | Cenário: Fernando Marés | Figurino: Carmem Felipa Leme | Adereços: Eberton Lennon | Direção de movimento e preparação corporal: Flávia Massali | Preparação vocal: Edith de Camargo | Direção de Produção: Mayra Fernandes | Assistência de Produção: Karu Mochinsky | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Mídia Social: Juliana Villas Boas | Design Gráfico: Guto Stresser | Realização: Jade Rudnick Giaxa, Setra Companhia e AP da 13 | Produção: Cardume Cultural

SERVIÇO
Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco)
Datas: 13 a 26 de março (terças, quartas, quintas e sextas às 20h; sábados às 17h e 20h; domingos às 11h e 17h)
Ingresso:  Gratuito – retirada uma hora antes na bilhete do teatro)
Sessões com Libras: 14 e 21 de março (sábados às 20h)
Sessão com audiodescrição: 20 de março (sexta às 20h)
Classificação Indicativa: 14 anos

Informações adicionais

Sobre AP da 13 e Setra Companhia
O AP da 13 é um coletivo e espaço multicultural fundado pelo artista Eduardo Ramos, sede da Setra Companhia que se dedica à fricção do teatro com a dança há mais de 10 anos. De 2013 até hoje, foram 18 espetáculos tendo como norte a proposição de novas pesquisas estéticas e dramatúrgicas, na busca conceber obras que habitem um campo que transita entre o reconhecimento e a estranheza, de modo a promover experiências novas e de extrema singularidade para quem assiste aos espetáculos da Cia. Promovendo o encontro entre artistas do teatro, dança e performance, o Coletivo se destaca pela maneira que cria mecanismos entre estas linguagens. Em 2015 estreou dois espetáculos completamente singulares: Ave Miss Lonelyhearts por Gustavo Marcasse e MOMMY em parceria com a dramaturga, Mariana Mello. Em 2017, o espetáculo Contos de Nanook a partir da construção de um universo fantástico, trata das fábulas dos inuits, indígenas do Polo Norte. Em 2019, a Cia começa suas pesquisas nas reescritas dos textos clássicos a partir do mito Fedra de Eurípedes e Amor de Phaedra da dramaturga britânica Sarah Kane, estreando o espetáculo de dança teatro Fedra em: O Fantástico Mundo de Hipólito. Espetáculo convidado para a Mostra Principal do Festival de Curitiba 2019. Os últimos espetáculos do Coletivo foram: Aqui é Minha Casa (2022/24), Monstro (2023/2025), Família Original 3.0 (2024) e Multidão, espetáculo com 8 não artistas em cena, realizado em agosto de 2025.

Sobre Luis Melo
Nascido em 1957 em Curitiba, Paraná, Luís Melo é uma das referências no meio teatral, televisivo e cinematográfico brasileiro. Sua entrada no universo da dramaturgia se deu na década de 1970, por meio do curso permanente de teatro da Fundação Teatro Guaíra, em Curitiba. Uma década mais tarde em São Paulo, sob a tutela do diretor Antunes Filho no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), o ator ganha reconhecimento pela maestria e sensibilidade às técnicas de corpo e voz, e por sua potência interpretativa.  Ao interpretar Macbeth, em Trono de Sangue (1992), é reconhecido com os prêmios Shell, Mambembe e Associação Paulista de Críticos de Arte, consagrando-se como um dos grandes atores de sua geração. Três anos mais tarde, Melo é convidado para atuar na televisão brasileira pela primeira vez, atingindo uma grande popularidade fora do meio teatral, sem jamais, entretanto, abandonar os palcos.

A partir dos anos 2000, Luís Melo retorna à Curitiba e passa a dedicar-se também à formação de jovens profissionais do teatro, fundando, em parceria com a atriz Nena Inoue e o cenógrafo Fernando Marés, o Ateliê de Criação Teatral (ACT) – uma proposta expandida do CPT de Antunes Filho em São Paulo. Ao longo de seis anos de existência, o ACT promoveu importantes e indispensáveis diálogos abertos entre artistas, produtores culturais e público, e a proposta transdisciplinar do espaço foi um verdadeiro marco no fazer e pensar as artes no Paraná. Muito além do teatro, o ACT tinha como missão promover um campo fértil para a música, fotografia, artes plásticas, literatura, cinema: não havia fronteiras de linguagens ou expressões.

A herança vanguardista do ACT após o encerramento de suas atividades deixou não apenas um vácuo no meio cultural curitibano, mas também uma semente: ali brotou o sonho de Luís Melo para a idealização, construção e fundação do Campo das Artes.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

SOLO DE PAGU LEAL TRAZ COM HUMOR UMA REFLEXÃO SOBRE A IMPOSIÇÃO DE PADRÕES DE BELEZA

Na foto de Monica Lachman, Pagu Leal dá vida a personagem do solo “Do Dia que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”, com mini temporada no Mini Guaíra.

Espetáculo “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei” retorna em nova temporada no miniauditório do Teatro Guaíra, em novembro

Em tempos em que os padrões de beleza são amplamente debatidos, mas ainda tão presentes e opressivos, a atriz e autora Pagu Leal convida o público para uma reflexão sensível e bem-humorada sobre o tema em “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”. A peça retorna ao palco para nova temporada de 7 a 9 de novembro, no Miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba.

A montagem mistura stand-up comedy, relato pessoal e filosofia, costurando com leveza e contundência as diversas formas de violência simbólica e estética vividas, sobretudo, por mulheres. Ao longo da apresentação, Pagu compartilha suas próprias experiências com o corpo e a imagem, criando uma atmosfera de diálogo íntimo com o público. “O padrão ignora o envelhecimento natural das mulheres e objetifica corpos de jovens e adolescentes”, afirma a artista. “Além disso, não considera cores, biotipos, contextos sociais, cultura, religião e tantas outras diversidades”, completa.

Mais do que uma crítica, o espetáculo propõe um caminho de autoconhecimento, aceitação e amor-próprio. Com uma linguagem direta e cativante, Pagu provoca o riso e a identificação, abrindo espaço para que cada espectador se enxergue no espelho com um olhar mais generoso.
A direção artística é assinada por Giorgia Conceição, artista burlesca e terapeuta corporal, que mergulhou no universo do texto, originalmente construído a partir de crônicas e anotações de aula, para criar uma encenação ágil, emotiva e divertida. Com sensibilidade e ritmo, Giorgia imprimiu teatralidade ao material e acentuou o caráter cômico das situações envolvendo a busca da beleza.

O espetáculo conta ainda com uma equipe criativa inteiramente feminina, refletindo a pluralidade e a sensibilidade sobre o corpo e a cena. Os ingressos para a mini temporada estão disponíveis no disk ingresso, no valor de R$ 50 (cinquenta reais), 50% de desconto para lista amiga mediante apresentação de cupom digital (para a compra de 01 um ingresso por cupom) e R$ 25 (vinte cinco reais), meia entrada.

Sobre a autora e atriz
Há mais de 30 anos em Curitiba a artista das Artes Cênicas, Pagu Leal já atuou em mais de 40 espetáculos profissionais como atriz. Ao longo de sua carreira, foi transformando a sua voz de atriz em uma voz autoral na dramaturgia e também como diretora artística. Em 2020 foi contemplada com o Prêmio Reconhecimento da Trajetória através da Lei Aldir Blanc.

Como dramaturga já teve diversos textos encenados, destaques para: 2021 “Do dia que Olhei no Espelho e Não me Encontrei”, 2011 “A Vênus das Peles” contemplado com o prêmio Myriam Muniz pela Funarte. “Difícil Amor”, contemplado pelo Troféu Poty Lazzarotto de Melhor Texto Teatral em 2004 e, “Que Absurdo!” texto selecionado no projeto: Dramaturgias Contemporâneas Brasileiras da Fundação Cultural de Curitiba. Teve seu próprio programa de humor na TV em 2011, “Coisas de Casal” na RPC TV, Globo Paraná, onde atuava e escrevia. Dentro das pesquisas em Filosofia tem se dedicado à Filosofia da Linguagem, com especial atenção aos estudos sobre Filosofia Analítica da Linguagem e Ética.

Arte de Lu Stocco para o solo de Pagu Leal.

SERVIÇO:
Espetáculo: Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei
Data: 07, 08 de novembro, às 20h | 09 de novembro (domingo), às 19h
Local: Miniauditório do Teatro Guaíra (Rua Amintas de Barros, s/nº)
Ingressos: à venda neste link
Classificação indicativa: 16 anos

Duração: Aproximadamente 60 minutos

FICHA TÉCNICA
Texto e atuação: Pagu Leal | Direção artística e figurino: Giorgia Conceição | Iluminação: Izabelle Marques | Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo | Arte gráfica: Luciane Stocco | Fotos da peça e backstage: Monica Lachman | Foto do cartaz: Cleverson Oliveira | Produção: Sociedade Poética

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

LÍNGUA SOLTA: BRUNA PENA LANÇA SHOW DIGITAL E CELEBRA COM FESTA SENSORIAL EM CURITIBA

Com um álbum que une música, audiovisual, dança e crítica social, a multiartista curitibana apresenta o espetáculo completo no YouTube e convida o público para uma experiência imersiva na Galeria Soma no dia 01 de novembro.


Na foto de Gus Benke, a artista Bruna Pena durante a gravação do show digital: Experiência Língua Solta, que será lançado ao público na celebração do álbum na festa no dia 1º de novembro na Galeria Soma.

A multiartista curitibana Bruna Pena dá mais um passo na divulgação de seu primeiro álbum solo, “Língua Solta”, com o lançamento oficial do show digital que apresenta ao público uma experiência audiovisual completa do disco. A gravação vai ser disponibilizada no YouTube a partir de 1º de novembro, mesma data em que Bruna realiza uma festa imersiva de lançamento, na Galeria Soma, em Curitiba.

Gravado no Low Key Studios, espaço que a artista considera quase uma extensão de sua casa, o show foi dirigido e idealizado pela própria Bruna, que convida o público a entrar em seu universo sensorial. Todo trabalho foi realizado em parceria com o diretor e produtor musical Henrique Gela. Música, dança, imagem, design e artes visuais se encontram em cena, refletindo sua trajetória marcada pela multiplicidade de linguagens.

As coreografias, criadas por Rapha Fernandes, dão forma a figuras simbólicas, os “monstros” e vozes internas que habitam a artista, revelando, ao longo do espetáculo, uma jornada de reconciliação com seus próprios fantasmas. A iluminação, assinada por Anri Aider e Lucas Amado, acompanha esse movimento, ampliando as emoções de cada faixa. “O Língua Solta nasceu da vontade de unir minhas principais linguagens: som e imagem. Mas também quis trazer um pouco de dança, design, elementos das artes plásticas… Foi natural levar o público pra dentro do estúdio, do meu contexto”, conta Bruna.

“Língua Solta”: um álbum como manifesto sensorial
O álbum “Língua Solta” vai além da música: é um manifesto emocional e sensorial. Com uma sonoridade marcada pelo pop alternativo, que flerta com trip hop, dub, reggae e eletrônica experimental, Bruna aborda temas como identidade, desejo, crítica social e coragem.

No show, essas camadas ganham forma visual, criando uma experiência potente e imersiva que atravessa corpo, som e imagem.

Festa imersiva na Soma Galeria
Para marcar o lançamento do show digital, Bruna realiza uma festa imersiva no dia 1º de novembro (sábado), a partir das 16h, na Soma Galeria, em Curitiba. O evento propõe uma verdadeira imersão no universo do álbum, com atrações que misturam música, arte, gastronomia e performance.

A programação começa com uma flash tattoo comandada por Gustavo Rocha, seguida por DJ set de Saintherick, show de Bruna Pena com participações especiais de Dharma Jhaz e Samuca, e exibição do teaser inédito da Experiência Língua Solta, com QR code para acesso direto ao show completo no YouTube.

Durante todo o evento, o público poderá saborear comidas inspiradas nas faixas do álbum, preparadas pelos chefs Rafael Baby e Andressa Tavares, numa proposta que expande os sentidos e aproxima ainda mais o público da narrativa do disco.

SERVIÇO – EXPERIÊNCIA LÍNGUA SOLTA vol. II
Local: Soma Galeria (Rua Mal. José B Bormann, 730 – Bigorrilho)
Data: 01/11 (sábado)
Horário: início 16 horas
Ingressos: https://pixta.me/u/experiencia-lingua-solta
Lote Promocional – R$15,00 | 1º Lote – R$25,00 | 2º Lote – R$30,00 | 3º Lote – R$35,00

Ficha técnica – Show digital “Língua Solta”
Direção Criativa e Voz: Bruna Pena | Assistência de Direção / Produção: Rodrigo Bontempo | Direção Musical / Técnica: Henrique Geladeira | Direção de Movimento: Rapha Fernandes | Criação e Operação de Luz: Anri Aider e Lucas Amado | VJ e Projeções: Chiara Rocha Back | Som / PA: Mizi (José Henrique Miziara de Ávila Nunes) | Câmeras e Cinematografia: Fernanda Simões, Vinícius de Lima, Maria Scroccario, Johann Stollmeier, Richardyson Marafon | Projeto em 3D: Lucas Crummenauer Tatarin | Figurino: Pati Cripriano | Maquiagem: Marina Costa e Giuliana Genari | Dançarinos: Clara Gomes, Íris Barbosa, Gabriel Caetano, Michelle Buffon, Kaue Marcelino | Estúdio: Low Key Studios | Edição e Color Grading: Bruna Pena e Johann Stollmeier | Planejamento de Comunicação: Cami Aguiar | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo (BB Comunica)

Apoio: @abbadub | @rochedo.oficial | @lerocouto | @iluminaçãotamandua | @victorsabbag1 | @blip.art | @salted_films | @lowkeyestudios

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

PROJETO CUCA – CLUBE DE PEQUENOS LEITORES DA COLORIDA PROMOVE JORNADA LITERÁRIA E EMOCIONAL PARA CRIANÇAS EM CURITIBA

O CUCA – Clube de Pequenos Leitoras da Colorida está com inscrições abertas para uma aventura literária para a infância.

Iniciativa oferece encontros presenciais, kits literários, contação de histórias e atividades criativas para crianças de 6 a 11 anos descobrirem a literatura infantil brasileira entre outubro e dezembro de 2025.

A literatura infantil brasileira ganha novos contornos de encantamento, afeto e descoberta com o lançamento do Projeto CUCA – Clube de Pequenos Leitores, iniciativa promovida pela Colorida, produtora especializada em cultura das infâncias de Curitiba. Voltado para crianças de 6 a 11 anos, o projeto propõe uma verdadeira jornada pelo universo das histórias, despertando o gosto pela leitura e promovendo o desenvolvimento emocional por meio de encontros presenciais, kits personalizados e atividades lúdicas. “O CUCA é uma celebração da infância, da imaginação e da palavra, uma oportunidade para que as crianças se encontrem com outras crianças e descubram, na literatura, um espaço de pertencimento, onde possam explorar a fantasia, a fabulação e novos mundos, ao mesmo tempo em que conhecem mais sobre si mesmas”, conta Flavia Milbratz, idealizadora do projeto.

Com início no dia 11 de outubro de 2025, as inscrições gratuitas para o projeto já estão abertas e podem ser feitas pelo link disponível na bio do Instagram da Colorida (@soucolorida). O CUCA vai além de um clube de leitura: é um espaço de convivência, escuta e imaginação. A cada encontro, os pequenos leitores são convidados a explorar o conteúdo e as emoções presentes nos livros infantis nacionais, construindo pontes entre o mundo literário e as experiências pessoais de cada participante. Flavia considera essencial o afastamento das crianças do ritmo acelerado do mundo atual, repleto de ruídos, luzes, telas e estímulos incessantes. “É nesse distanciamento que ela pode se conectar a seus próprios pensamentos e emoções. Penso na tranquilidade nesse espaço silencioso e amigo que a leitura oferece: o corpo repousa, inteiro voltado para o livro e para o carinho de quem compartilha a experiência. Essa calma exterior, porém, não significa ausência de movimento interior. Pelo contrário, os livros despertam conflitos, perguntas e descobertas”, destaca.

Para os encontros, cada criança recebe um kit literário exclusivo, composto por uma bolsa do projeto, passaporte de leitura e um caderno de atividades com desafios para realizar em família. Esses materiais acompanham os participantes incentivando a leitura individual, o registro criativo e o diálogo com as famílias. Ao longo da programação, livros do coletivo paranaense Era Uma Vez, serão apresentados para as crianças conhecerem e entrar em contato com os autores, ilustradores e suas histórias. Além de autores já consagrados como Emicida, Lucia Pimentel, André Neves, Ruth Rocha, Eva Furnari e Ziraldo são apresentados e debatidos, promovendo a valorização da literatura brasileira e a conexão com diferentes linguagens e contextos. Para Flavia, a leitura na infância é uma experiência de profundidade: permite refletir, analisar a realidade e compreender como pensamos para descobrir quem somos. “O desejo de explorar o mundo, tão presente nas crianças, não deve se limitar ao lado de fora, mas também se abrir ao universo que habita dentro de nós. As histórias cumprem esse papel, criando uma ‘narrativa interna’, um repertório vivo de personagens e imagens que nos acompanham e com os quais nos encontramos quando precisamos enfrentar os desafios e complexidades da vida”, diz.

Os encontros presenciais acontecem aos sábados na sede da Colorida, um espaço de criação no centro da cidade, entre os meses de outubro e novembro. O primeiro grupo, com mediação de Ju Feacher, realiza os encontros em 11/10, 25/10 e 08/11 enquanto o segundo grupo, mediado por, Tayná Platz, se reúne nos dias 18/10, 01/11 e 22/11 sempre das 14h às 16h30. No dia 29 de novembro, os dois grupos participam de um encontro externo especial na Biblioteca Pública do Paraná das 10h às 12h. O projeto será encerrado no dia 06 de dezembro, com uma aventura num local surpresa em Curitiba que será divulgado em novembro.

Com duas turmas organizadas em grupos reduzidos, o CUCA tem como missão principal resgatar a importância de ler, contar e ouvir histórias. “Em um mundo cada vez mais acelerado e digital, a proposta é desacelerar junto aos livros, permitindo que as crianças tenham tempo e espaço para se expressar, criar e se emocionar”, finaliza Flavia.

O projeto também prevê ainda oficinas para educadores e também a criação de um espaço digital para ampliação do acesso. Através de um perfil nas redes sociais, o conteúdo educativo será disponibilizado gratuitamente, incluindo sugestões de leitura, desafios criativos, vídeos de contação de histórias e espaços de troca entre famílias e educadores.


Flavia Milbratz é a idealizadora do CUCA  é responsável pela direção da Colorida.

Sobre a Colorida
Produtora curitibana especializada em cultura e infância. Com mais de 10 anos, a Colorida cria experiências envolventes e afetivas, sempre valorizando o olhar curioso e sensível das crianças. Inclui no portfólio múltiplas iniciativas realizadas tanto no setor privado quanto por meio de editais e leis de incentivo à cultura, promovendo encontros significativos e espaços de criação para a infância.

SERVIÇO
Projeto CUCA – Clube de Pequenos Leitores da Colorida
Informações: (41) 984008107
Inscrições: Link na Bio @soucolorida
Local: Colorida  (Rua Dr. Faivre, 115, Conj. 05 – Centro, Curitiba)
Horário dos encontros: sábados das 14h às 16h30

Ficha técnica:
Diretora Geral e Artística: Flavia Milbratz | Diretora de Produção: Iara Elliz | Coordenação de Programação: Tayná Platz | Mediadoras Culturais: Tayná Platz, Thais Wroblewski e Ju Feacher | Designer Gráfico: Amorim | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Assessoria de comunicação: Priscila Schip | Ministrante da oficina para professores: Fernanda Oliveira

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

 

CAROLINA DAMIÃO INTERPRETA SOLO POTENTE SOBRE MATERNIDADE NO FESTIVAL NOVOS OLHARES, EM CURITIBA

Na foto de Max Miranda, a atriz Carolina Damião, vive Elisa no espetáculo solo: Não me chame de Mãe, que está na programação do Festival Novos Olhares no Teatro José Maria Santos.

Artista de Maringá apresenta uma adaptação do espetáculo “Não me chame de mãe” no dia 5 de outubro, trazendo à cena os silêncios, urgências e sobrecargas da experiência materna vivida por milhões de mulheres no Brasil.

A atriz, escritora e produtora Carolina Damião, de Maringá, apresenta uma adaptação do monólogo “Não me chame de mãe”, no dia 5 de outubro, durante a primeira edição do Festival Novos Olhares, que acontece entre os dias 3 e 12 de outubro no Teatro José Maria Santos, em Curitiba. . O espetáculo, que estreou em 2024 em Maringá, pelo Prêmio Aniceto Matti, é uma co-criação de Damião com a multiartista Luciana Navarro, e entrará em circulação em 2026 pela Lei Aldir Blanc. Para a Mostra Novos Olhares Carolina preparou uma adaptação da obra, onde “vivo a experiência de me autodirigir para esta montagem adaptada, de encontrar outras nuances da personagem, do ritmo, dos objetos cênicos, da dramaturgia, um exercício desafiador”, comenta a artista.

Nas cenas interpretada por Carolina Damião, acompanhamos uma tentativa de respiro da personagem-título: Elisa, uma mãe solo que busca reaprender a descansar enquanto o pai de sua filha cumpre, pela primeira vez, o horário de convivência estabelecido com a criança. Com pouco tempo livre, Elisa se depara com um universo de escolhas represadas: descansar, resolver pendências, cuidar de si. A cena mergulha com sensibilidade e tensão nas urgências, frustrações e sobrecargas da maternidade, expondo o apagamento social que recai sobre tantas mulheres em situação semelhante.

A participação de Carolina no Festival reforça a proposta do Novos Olhares de abrir espaço para artistas que exploram temáticas urgentes com profundidade e potência cênica. A curadoria do festival – composta por Eduardo Ramos, Mayra Fernandes e Luis Melo – escolheu cenas que dialogam com questões de raça, gênero, território e linguagem, valorizando vozes que ainda buscam visibilidade no circuito profissional. “Quando meu filho nasceu eu pensei que não voltaria mais aos palcos, retornar à Curitiba, onde iniciei minha carreira teatral, para me apresentar interpretando uma mãe solo me emociona”, conta a atriz.

Formada em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná em 2011, Carolina atua há mais de uma década no teatro e na produção cultural. Desde 2020, sua vivência como mãe solo do pequeno Miguel passou a orientar também sua criação artística e literária. Em suas redes e nos palcos, dedica-se à desromantização da maternidade, abordando com contundência temas como a culpabilização materna, a invisibilização das tarefas de cuidado e a ausência de corresponsabilidade da sociedade na criação de crianças. É autora do livro Manual de Sobrevivência na Maternidade, publicado pela Editora Urutau.

Com entrada gratuita, o Festival Novos Olhares oferece tradução em Libras em todas as apresentações e audiodescrição nos dias 4 e 11 de outubro. A cena “Não me chame de mãe” será apresentada no domingo, dia 5 de outubro, às 18h, junto a outras três cenas da programação.

Serviço:
Festival Novos Olhares
Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655, São Franciscom, Curitiba)
Apresentação de Carolina Damião: 5 de outubro de 2025 (domingo), às 18h
Ingressos gratuitos: retirada 1h antes na bilheteria do teatro
Instagram: @carolina_damiao_ | @naomechamedemae
Programação completa: @apedatreze

FICHA TÉCNICA
Adaptação e direção da versão para a mostra*: Carolina Damião | Dramaturgia Original: Carolina Damião e Luciana Navarro | Elenco: Carolina Damião | Sonoplastia e operação de som: Natália Gimenes | Iluminação e operação de luz: Fábia Regina | Preparação Vocal: Ariadine Gomes | Consultoria coreográfica: Ale Delgado | Concepção Cenário e Figurinos: Luciana Navarro | Assistência e produção de figurinos e cenários: Carolina Damião | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Designer: Fernando Souza (Maringaense Cultural) | Storymaker: Giulliana Dias | Fotos: Max Miranda (Fenda) | Produção: Horla Produção e Arte | Vozes: Carolina Damião | *Adaptação do monólogo “Não me chame de mãe”, que estreou em Maringá pelo Prêmio Aniceto Matti, em 2024, com direção artística e cênica de Luciana Navarro, criação e dramaturgia de Carolina Damião e Luciana Navarro.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

COM PEÇAS TEATRAIS, POCKETS SHOWS E PERFORMANCES, 4ª MOSTRA CLAUDETE CHEGA REPLETA DE ATRAÇÕES ARTÍSTICAS GRATUITAS EM CURITIBA

A 4ª edição da Mostra Claudete Pereira Jorge acontece de 11 a 26 de outubro com atrações gratuitas para todas as idades. Arte de Patrícia Cividanes.

Mostra Claudete Pereira Jorge reúne teatro, música e performance de forma acessível e plural no Teatro Novelas Curitibanas Claudete Pereira Jorge, de 11 a 26 de outubro, com entrada gratuita.

De 11 a 26 de outubro de 2025, o Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge recebe a 4ª edição da Mostra Claudete Pereira Jorge, um espaço de encontro, escuta e experimentação da cena cultural de Curitiba. Com 16 atrações gratuitas – entre peças adultas e infantis, performances, contações de histórias e pocket shows – o evento homenageia a atriz paranaense que dá nome ao teatro e celebra o vigor artístico local. “Mais do que reunir espetáculos, a Mostra Clau propõe um convite à convivência. É nesse espaço entre linguagens, histórias e presenças que acreditamos que a arte pulsa com mais força”, conta Helena de Jorge Portela.

Desde 2019, a mostra tem sido uma vitrine de diversidade e renovação. Nesta edição, mantém suas ações de acessibilidade ao oferecer sessões com tradução em Libras e, em parte da programação, audiodescrição. Também promove bate papos após os espetáculos mediados pela crítica cultural Luciana Romagnolli, fomentando a construção de um público mais atento, sensível e inclusivo.

A curadoria, assinada pela atriz Helena de Jorge Portela da Cia Fluctissonante, pelo diretor de produção Igor Augustho da Pomeiro Gestão Cultural, e pelo ator Nautilio Portela da NBP Produções, combinou metade da programação selecionada via convocatória pública e metade composta por atrações convidadas, priorizando projetos protagonizados por artistas trans, negros, indígenas, quilombolas e PCDs. “O propósito é garantir uma programação plural, que representa diferentes vozes e territórios artísticos. Cada escolha foi atravessada por uma escuta ética, comprometida com a diversidade e a urgência das narrativas contemporâneas”, comenta Igor.

Dentre os espetáculos convidados estão o inquietante “Projeto Herbert Daniel”, da Distinta Companhia, e “O Universo está Vivo como um Animal”, da Rumo de Cultura, além de “Deslady”, da Cia dos Palhaços. Já as performances trazem nomes como Vitória Gabarda e Henrique Augusto, com a impactante roda de rima “Pacto da Negritude”. O encerramento será marcado pela irreverente Premiação Chinchila no Espaço Fantástico das Artes – uma festa com humor e ironia, que entrega o simbólico Troféu Cabeça de Chinchila em homenagem à classe artística curitibana.

A programação propõe um mergulho em estéticas diversas e narrativas urgentes. “O Coração da Boca é a Língua”, da Furiosas Produções, abre a mostra com uma dramaturgia lésbica-manifesto que mistura ficção, vídeo e memória sapatão. “Querida Serpente”, da Alameda Teatral, provoca com sua investigação sobre desejo e moralidade no Brasil pós-colonial. “Derretendo Satélites”, da Cia Narratos, mistura autoficção jovem, angústias e crítica social. Para o público infantil, “Entre Janelas” (Tato Criação Cênica) convida a refletir sobre vínculos afetivos em tempos de telas e tecnologia.

A mostra também traz obras e laços com a ancestralidade. “Histórias na Terra”, da Sustenido Produções, propõe contações afro-indígenas inspiradas no Cosmograma Bakongo, enquanto a performance “Voz Invisível”, de Catharine Moreira, atravessa barreiras da linguagem em Libras e português, propondo uma escuta que vai além da fala. E o coletivo Trio Elétrico de Teatro apresenta “Desfile de la Libertad”, performance que convoca o público à utopia, à solidariedade e à reinvenção social.

A música também marca presença com pocket shows de Alexandre França, a banda Cali que apresenta o show poético-musical “Agô Orí”, e ainda uma apresentação em memória ao artista Saimon.


Na foto de Giovanna Branco,  cena do espetáculo “Derretendo Satelites” da Cia Narratos, um dos espetáculos selecionados para a 4ª Mostra Clau.

Sobre a Mostra Claudete Pereira Jorge
Criada para homenagear a primeira mulher a dar nome a um teatro público em Curitiba, a mostra já reuniu mais de 300 artistas em suas edições anteriores e se consolida como um espaço de valorização da arte local, da representatividade e da democratização do acesso à cultura. O festival é realizado pela NBP Produções, Cia. Fluctissonante e Pomeiro Gestão Cultural. A 4ª Mostra Claudete Pereira Jorge conta com apoio da Fundação Cultural de Curitiba, por meio do Mecenato Subsidiado.

SERVIÇO:
4ª Mostra Claudete Pereira Jorge
Data: 11 a 26 de outubro de 2025
Local: Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1222 – São Francisco, Curitiba)
Ingresso: Entrada gratuita (retirada 1h antes, no local)
Acessibilidade: sessões com Libras e audiodescrição
Instagram: @mostraclaudete


Na foto de Giovanna Branco,  cena do espetáculo “Derretendo Satelites” da Cia Narratos, um dos espetáculos selecionados para a 4ª Mostra Clau.

PROGRAMAÇÃO
A programação 4ª Mostra Claudete Pereira Jorge começa no sábado (11) com o espetáculo “O Coração da Boca é a Língua” (19h30), uma dramaturgia lésbica-manifesto que mistura vídeo, ficção e memória sapatão em uma encenação sensível e potente.

Domingo (12): “Histórias na Terra” (15h), contações afro-indígenas inspiradas no Cosmograma Bakongo, para públicos de todas as idades; “Desfile de la Libertad” (18h30), uma performance cênica e musical que convoca o público à utopia, solidariedade e reinvenção social; e a reprise do espetáculo “O Coração da Boca é a Língua” (19h30).

Terça (14) e quarta (15): “Deslady” da Cia dos Palhaços (20h), uma comédia crítica que revisita arquétipos femininos com humor ácido, irreverência e provocação.

Quinta (16): “Querida Serpente” da Alameda Teatral (20h), um espetáculo provocador sobre erotismo, desejo e moralidade no Brasil pós-colonial.

Sexta (17): Pocket Show com “Alexandre França” (19h), um show intimista de voz e violão, com letras que atravessam o cotidiano e o afeto; e a reprise de “Querida Serpente” (20h).

Sábado (18): “Entre Janelas” da Tato Criação Cênica (15h), espetáculo infantil sobre vínculos afetivos e descobertas em tempos de telas e distanciamento; “Agô Orí” com a Banda Cali (19h), pocket show poético-musical que une afrobeat, poesia e espiritualidade, celebrando a ancestralidade; “Derretendo Satélites” da Cia Narratos (20h), autoficção jovem que mistura angústias contemporâneas, crítica social e a jornada de amadurecimento.

Domingo (19): segunda sessão de “Histórias n Terra” (15h); “Vitória Gabarda” (19h), ação performática que parte de vivências pessoais para provocar o olhar e a presença coletiva; reprise de “Derretendo Satélites” (20h).

Abrindo a segunda semana no dia 22 (terça) e 24 (quinta) o “Projeto Herbert Daniel” (20h), uma ficção científica queer que investiga identidade, afeto e memória em um futuro possível; no mesmo “Pacto da Negritude”, pocket show de  Henrique Augusto (19h), performance de spoken word e hip hop que confronta o racismo com força, poesia e ritmo; “O Universo está Vivo como um Animal” (20h), uma narrativa poética e sensível sobre luto, morte e amor, propondo novas formas de existência.

Sábado (25): segunda sessão de “Entre Janelas” (15h); Voz Invisível com Catharine Moreira (19h) uma performance bilíngue (Libras e português) que propõe uma escuta que vai além da fala; e reprise de “O Universo está Vivo como um Animal” (20h).


Projeto Herbert Daniel.

O encerramento da Mostra Clau, muda a festa de endereço para o Espaço Fantástico das Artes com o pocket show em memória a Simon Magalhães, e a premiação do Troféu Cabeça de Chichila, uma festa irreverente e afetiva que homenageia a classe artística local com humor e ironia, a partir das 18h30.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

FESTIVAL NOVOS OLHARES APRESENTA CENAS BREVES DE ARTISTAS DO PARANÁ NO TEATRO JOSÉ MARIA SANTOS

A primeira edição do Festival Novos Olhares estreia dia 3 de outubro no Teatro José Maria Santos com apresentação de 20 cenas breves selecionadas partir de uma seletiva estadual.

A produção aposta em artistas emergentes do teatro e da dança, promovendo diversidade, formação e acessibilidade em uma programação gratuita e aberta ao público em Curitiba durante o mês de outubro.

De 3 a 12 de outubro de 2025, o Teatro José Maria Santos, em Curitiba, é o palco da primeira edição do Festival Novos Olhares, que vai reunir 20 artistas do teatro e da dança de diferentes cidades do Paraná. Com apresentações de cenas breves, monólogos inéditos e não inéditos com duração entre 15 e 25 minutos, a proposta é dar holofotes para artistas iniciantes das artes cênicas do estado.  “A ideia do Festival é trazer  artistas que são profissionais e aqueles que estão em início de carreira, com cenas potentes, mas que ainda não encontraram uma oportunidade na cena teatral paranaense”, afirma Eduardo Ramos, diretor e idealizador do projeto.

Com mais de 150 inscrições recebidas de todas as regiões do Paraná, a curadoria – composta por Eduardo Ramos, também diretor do AP da 13, Mayra Fernandes, da Cardume Cultural, e o ator Luis Melo – selecionou 20 propostas que priorizam a diversidade racial, de gênero, territorial e artística. A distribuição das vagas foi pensada para refletir essa pluralidade: 5 artistas negros/negras, 5 LGBTQIAPN+, 5 residentes das periferias de Curitiba e 5 de outras cidades do estado.“Tivemos como premissa selecionar artistas e coletivos profissionais que ainda estão buscando seu espaço. Nada melhor do que começar por uma cena curta, que pode futuramente ser desenvolvida em um monólogo completo”, complementa Ramos.

A abertura oficial do Festival Novos Olhares acontece no dia 3 de outubro, com apresentação de uma cena breve da atriz Rosana Stavis, que vai participar da roda de conversa com o público, junto artistas convidados Sueli Araújo, Nautilio Portela, e como cerimonialista Carlos Alencastro, o não ator que fez parte do elenco do mais recente espetáculo da Cia: Multidão. As apresentações dos selecionados acontecem nos dias 4, 5, 10, 11 e 12 de outubro, com quatro cenas por noite.

Além da programação artística, o projeto Novos Olhares oferece ainda atividades formativas gratuitas, incluindo oficinas de dança, escrita criativa e produção cultural, abertas ao público em geral. “A proposta pedagógica do festival busca fortalecer a formação de novos artistas e criar conexões entre diferentes regiões do estado. Não é só sobre mostrar uma cena, é também sobre provocar encontros, trocas e crescimento coletivo”, explica Mayra Fernandes, curadora e coordenadora do Festival. “Priorizamos a pluralidade de raça, gênero e território. Queremos que o Novos Olhares seja uma porta de entrada real para quem está emergindo no cenário das artes cênicas no Paraná”, completa.

Para garantir o acesso de todos os públicos, o festival conta com tradução em Libras em todas as apresentações e, em dois dias da programação, também haverá audiodescrição, atendendo às necessidades da comunidade cega de Curitiba. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados com uma hora de antecedência diretamente na bilheteria do teatro. A programação completa, com detalhes sobre os artistas, oficinas e atividades paralelas, será divulgada no perfil oficial da produtora no Instagram: @apedatreze

O projeto é realizado pela Sopro Produções, AP da 13 e Cardume Cultural, com apoio do Centro Cultural Teatro Guaíra, e foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura – Governo Federal.


Na foto a artista curitibana Negabi, durante o festival apresenta a Cena Visualínguas.

Serviço:
Festival Novos Olhares
De 3 a 12 de outubro de 2025 – sexta e sábado às 20h e domingo às 18h
Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba
Ingressos: Gratuitos (retirada de ingressos 1h antes no local)
Acessibilidade: Tradução em Libras em todas as apresentações, audiodescrição nos dias 4 e 11 de outubro.
Informações e programação completa: @apedatreze

Ficha Técnica:
Curadoria: Eduardo Ramos, Luis Melo e Mayra Fernandes | Direção de Produção: Eduardo Ramos Idealização | Eduardo Ramos Produção executiva e Coordenação de Projeto: Mayra Fernandes | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Mídia social e gestão de tráfego: Juliana Villas Boas | Design Gráfico: Fabrício de Moraes e Guto Stresser | Equipe de Produção: Jade Giaxa, Karu Mochinsky, Carmen Felipa Leme, Elber Tavares | Atividades formativas: Amanda Leal, Flávia Massali, Mayra Fernandes | Convidados especiais: Rosana Stavis, Sueli Araújo, Nautilio Portela e Carlos Alencastro | Acessibilidade: Fluindo Libras | Apoio: Centro Cultural Teatro Guaíra e Blip | Realização: Sopro Produções, AP da 13 e Cardume Cultural

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]