SAMARA SFAIR ESTREIA ESPETÁCULO DE TANGO QUE TRANSFORMA A SAUDADE EM DANÇA E MEMÓRIA

Na foto de Cibele Rowena, a bailarina, coreógrafa e tangoterapeuta Samara Sfair e o bailarino argentino Maximiliano Gomes.
Na foto de Cibele Rowena, a bailarina, coreógrafa e tangoterapeuta Samara Sfair e o bailarino argentino Maximiliano Gomes.

“Ecos de um Abraço” transforma espaços de Curitiba em cenário para uma experiência sensível entre dança, teatro e memória afetiva; projeto circula de 15 a 18 de junho, com apresentações gratuitas abertas ao público em 16 de junho, no Teatro do Memorial de Curitiba

A bailarina, coreógrafa e tangoterapeuta Samara Sfair estreia, em junho, o projeto “Ecos de um Abraço”, espetáculo de dança-teatro que utiliza o tango para contar uma história sobre amor, perda e reencontro. Com circulação entre os dias 15 e 18 de junho em diferentes espaços de Curitiba, a montagem transforma ambientes públicos e institucionais em cenário para uma narrativa construída a partir da memória afetiva.

Ao lado do bailarino argentino Maximiliano Gomes, Samara conduz o público por uma travessia emocional que começa pela ausência: um homem entra em cena carregando um casaco vazio, símbolo do abraço e da presença de quem já partiu. A partir dessa imagem, o espetáculo retorna no tempo por meio de lembranças fragmentadas, encontros, paixão e despedidas, criando uma experiência que mistura dança, teatralidade e a força poética do tango argentino. “O tango fala sobre presença, mas também sobre aquilo que permanece depois da ausência. O espetáculo nasce justamente desse lugar da saudade, das memórias que continuam vivendo no corpo e nos afetos”, afirma Samara.

Dividido em seis atos que percorrem diferentes estados emocionais, do desejo ao luto, da paixão ao reencontro espiritual, o espetáculo utiliza o próprio espaço como parte da dramaturgia. O som ambiente, a arquitetura dos locais tornam-se elementos da cena, aproximando a obra do caráter popular e urbano que marcou o nascimento do tango.

A circulação do espetáculo acontece entre os dias 15 e 19 de junho em diferentes espaços de Curitiba. A programação tem início em 15 de junho, com uma apresentação aberta ao público no Centro Cultural Miguel de Cervantes, na Praça da Espanha, às 14h. Em caso de chuva, a atividade será transferida para um espaço fechado. Na mesma data, o projeto realiza uma apresentação fechada no Colégio Estadual Julia Wanderley, às 19h. No dia 16 de junho acontecem as duas sessões gratuitas abertas ao público no Teatro Londrina, dentro do Memorial de Curitiba, às 16h e às 19h30. A circulação segue em 17 de junho com uma apresentação fechada na Sociedade Morgenau, às 15h30, e continua no dia 18 de junho com apresentações em locais que serão definidos pela Fundação Cultural de Curitiba.

O tango que nasce das ruas
Com atuação no Brasil e na Argentina, Samara Sfair desenvolve uma pesquisa artística que conecta tango, memória afetiva e relações humanas. Professora Adjunta da Faculdade de Tango Del Angel, na Argentina, e produtora da Copa Tango Curitiba, a artista investiga há anos o potencial da dança como ferramenta de expressão, conexão emocional e transformação social.

Seu trabalho também inclui experiências voltadas para pessoas com Parkinson e depressão, utilizando o movimento como caminho para fortalecer vínculos, autonomia e qualidade de vida. “A rua aproxima a arte da vida real. Quando levamos o tango para espaços públicos, ele retorna para sua origem: uma dança criada entre encontros, afetos e histórias urbanas”, comenta.

A obra integra o projeto Ecos de Um Abraço, contemplado pelo Fundo Municipal de Incentivo à Cultura, e propõe uma experiência sensível sobre aquilo que permanece mesmo após a despedida.

Um espetáculo sobre o que fica
Ao longo da montagem, o abraço surge como símbolo central da narrativa: gesto de amor, memória e permanência. Entre cenas silenciosas, deslocamentos pelo espaço e tangos marcados pela intensidade emocional, o espetáculo constrói uma reflexão poética sobre os vínculos humanos e os ecos deixados por cada encontro.

No desfecho, passado e presente se encontram novamente em cena, transformando o tango em uma celebração delicada da memória, da continuidade dos afetos e da capacidade humana de seguir adiante sem apagar aquilo que foi vivido.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Espetáculo – ECOS DE UM ABRAÇO
Datas: 15, 16 e 17 e 18 de junho de 2026
Apresentações fechadas
15 de junho: Colégio Estadual Julia Wanderley às 19h
17 de junho: Sociedade Morgenau às 15h30
18 de junho: Local a ser definido pela FCC

Apresentações abertas ao público
15 de junho: Centro Cultural Miguel de Cervantes na Praça da Espanha às 14h (em caso de chuva a apresentação será remarcada em local fechado)
16 de junho: Memorial de Curitiba no Teatro Londrina às 16h e 19h30 | Entrada gratuita
Classificação: Livre
Duração: Aproximadamente 45 minutos

FICHA TÉCNICA:
Concepção, direção e atuação: Samara Sfair | Atuação: Maximiliano Gomez | Produção executiva: Maria Sousa | Coordenação e produção: Beatriz Marçal | Assessoria de imprensa: Bruna Bazzo | Trilha sonora: Tango Bardo e clássicos do tango argentino | Realização: Projeto contemplado pelo Fundo Municipal de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba

Samara Sfair é bailarina, coreógrafa, professora e tangoterapeuta, com atuação no Brasil e na Argentina. É também Professora Adjunta da Faculdade de Tango Del Angel, na Argentina. Pós graduada em Dançaterapia e Dança e Educação, possui formação em tango pelo Método Dinzel, Formada pela Faculdade Tango del Anjel, Buenos Aires e especialização em Tango-Terapia. Como produtora da Copa Tango Curitiba, difunde a cultura tangueira e suas múltiplas expressões. Além de atuar como DJ de tango e organizadora de milongas, desenvolve pesquisas sobre a reabilitação através da dança, aplicando suas técnicas em casos de Parkinson e depressão. Seu trabalho valoriza a improvisação e o estilo pessoal dos alunos, promovendo um ensino acessível e envolvente.

Maximiliano Gomes é bailarino, coreógrafo, jurado e professor argentino de tango, nascido na província de Buenos Aires e atualmente residente em Manaus (AM). Fundador da Companhia FC Tango e com formação pela Universidad Nacional de Arte (UNA) e pelo formado pelo Intituto das Artes Folklóricas (DAF), Buenos Aires, construiu uma trajetória dedicada ao ensino, à pesquisa e à difusão do tango e do folclore argentino, atuando em grandes companhias internacionais, espetáculos e projetos culturais na Argentina e no Mundo.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

“FLUXO FLOEMA, PERIFÉRICAS” TRANSFORMA RELATOS FEMININOS EM ARTE E ESCUTA COLETIVA

Campanha “Solta essa Voz, Mulher” integra a primeira etapa de uma trilogia de projetos de Mayra Fernandes que unem escuta, pesquisa e criação dramatúrgica a partir de vivências femininas

A arte como espaço de escuta, acolhimento e transformação social move o projeto “Fluxo Floema, Periféricas”, idealizado pela artista, produtora cultural e pesquisadora Mayra Fernandes, da Cardume Cultural, em Curitiba. Inspirado na obra Fluxo Floema, da escritora Hilda Hilst, o trabalho investiga as experiências femininas na sociedade contemporânea a partir de relatos reais de mulheres em contextos de vulnerabilidade.

A proposta une pesquisa de campo, escuta ativa e criação artística para construir uma dramaturgia inédita, atravessada por temas comuns de nós mulheres na sociedade contemporânea. As histórias compartilhadas pelas participantes tornam-se matéria poética e cênica, criando espaços de reconhecimento, pertencimento e reflexão coletiva.

Como parte desse processo, o projeto realiza a campanha “Solta essa Voz, Mulher”, que recebe relatos anônimos até o dia 10 de junho pelo e-mail fluxofloemapesquisa@gmail.com. A iniciativa busca criar um canal seguro de escuta e acolhimento para mulheres compartilharem experiências, memórias e vivências que poderão contribuir para o desenvolvimento da pesquisa artística.

A campanha reúne vozes, memórias e experiências que alimentam uma pesquisa artística comprometida com a escuta das múltiplas realidades femininas na contemporaneidade. Cada relato recebido amplia um processo investigativo que busca compreender como mulheres elaboram, atravessam e narram suas experiências em uma sociedade marcada por diferentes formas de violência, silenciamento e resistência.

Ao longo do mês de maio, o projeto também promoveu oficinas inclusivas voltadas a mulheres em situação de vulnerabilidade, idosos e pessoas com deficiência, incentivando autoestima, criatividade e expressão emocional. As atividades integraram a etapa formativa da pesquisa e contribuíram para ampliar os espaços de diálogo e escuta coletiva.

“Fluxo Floema, Periféricas” constitui a primeira etapa de uma trilogia de projetos que será desenvolvida entre 2026 e 2027. A pesquisa investiga diferentes dimensões da experiência feminina na contemporaneidade, tendo a escuta como metodologia central e a criação dramatúrgica como forma de elaboração artística dessas narrativas. Os próximos desdobramentos aprofundarão o diálogo entre memória, corpo, linguagem e representação feminina nas artes da cena.

Com recursos de acessibilidade, transcrição de conteúdos e valorização da diversidade de corpos e vozes, o projeto reafirma a potência da arte como ferramenta de diálogo, pertencimento e transformação social.

Sobre o projeto
“Fluxo Floema, Periféricas” integra uma trilogia de ações artísticas e de pesquisa que serão realizadas entre 2026 e 2027, investigando as vivências femininas por meio da escuta, da dramaturgia e da criação cênica.


Na foto de Mariana Ayala: arte, escuta e transformação social a partir das vozes femininas. Até o dia 10 de junho, o projeto “Fluxo Floema, Periféricas” promove ações de acolhimento, oficinas e escuta coletiva em Curitiba.

SERVIÇO:
“Fluxo Floema, Periféricas”
Campanha “Solta essa Voz, Mulher”
Recebimento de relatos: Até 10 de junho de 2026
Envio pelo e-mail: fluxofloemapesquisa@gmail.com
Informações: @cardumeproducaocultural

Oficinas
Dia: 14 de maio de 2026 – com Mayra Fernandes no CIC
Dia: 21 de maio de 2026 – “Brincadeiras Coloridas para Nunca Mais Dar Branco”, com Carol Mascarenhas
Dia: 28 de maio de 2026 – com Mayra Fernandes no CIC

Sobre Mayra Fernandes 
Atriz, diretora de produção e pesquisadora, atuante no cenário artístico desde 2010. Graduada em Teatro pela FAP/UNESPAR, ampliou sua formação em Antropologia, Cinema, Produção Cultural e Neurociência, com foco na experiência da mulher na sociedade contemporânea. Em 2026 desenvolve sua primeira dramaturgia, fruto de quase 15 anos de pesquisa, no projeto Fluxo Floema, que terá desdobramentos importantes em 2026 e 2027. Envolvida com as artes desde a infância, do circo ao teatro, também é palhaça formada pela Escola do Ator Cômico. Como produtora e curadora, integrou equipes de festivais como Psicodália, Festival de Curitiba e Novos Olhares. No teatro, compõe os elencos da Cia Setra Teatral e da Ap. da Treze, tendo recebido o Troféu Cabeça de Chinchila de melhor atuação junto ao elenco do espetáculo Multidão (2025). Sua trajetória foi reconhecida pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, e sua produtora, Cardume Cultural, foi certificada como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura em 2025.

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“EXPERIÊNCIA LÍNGUA SOLTA OCUPA A NOITE COM SHOWS, VIDEOCLIPES E REFORÇA A POTÊNCIA DA ARTE INDEPENDENTE COLETIVA”

Na foto de Gus Benke, Bruna Pena em performance durante a Experiência Língua Solta

Projeto de Bruna Pena reúne música, dança e mostra de videoclipes em uma noite de experimentação audiovisual

A Experiência Língua Solta – vol. 4 acontece no dia 11 de junho como parte da programação do Olhar de Cinema. Criado e conduzido pela cantora e diretora audiovisual Bruna Pena, o projeto vem se consolidando como um espaço de encontro entre linguagens, e nesta edição amplia sua proposta ao incorporar a mostra de videoclipe que abre a festa.

Bruna Pena apresenta um show que combina voz, camadas eletrônicas, guitarra e performance, com projeções visuais e a participação de dançarinos em cena. Sua pesquisa artística transita entre o íntimo e o coletivo, criando atmosferas sensoriais que convidam o público a uma escuta expandida – e nesta edição expande ainda mais sua dimensão audiovisual. Clara Gomes e Samuca Melo assumem a pista de dança durante o show.

Ela convida para a Experiência FERALKAT LAB, projeto experimental da também diretora audiovisual Natasha Durski. Ela assume o palco com uma performance que atravessa beats, texturas e ruídos, explorando uma sonoridade que se desloca entre a pista e a experimentação eletrônica, mantendo a energia da noite em fluxo contínuo.

Abrindo a programação, a noite conta com uma mostra de videoclipes composta por 10 trabalhos selecionados por meio de chamada aberta online. Os artistas escolhidos passam a integrar o evento, com direito a entrada liberada e +1 acompanhante, fortalecendo o caráter do projeto como plataforma de circulação e troca entre produções audiovisuais independentes. O resultado será divulgado no instagram da cantora (@oibrunapena).

O evento será realizado na Blind Pig – espaço anexo ao Ginger Bar, conhecido na cidade por seus excelentes drinks e programação cultural. Endereço
Rua Saldanha Marinho, 1220 – Centro – Curitiba/PR

SERVIÇO:
Confira a programação completa abaixo:
Programação
22h00 – Abertura da casa
23h00 – Mostra de Videoclipes (10 videoclipes de até 5 minutos)
00h00 – Show Feralkat c/ laboratorio de projeções
01h00 – Show Bruna Pena c/ laboratório de projeções e dançarinos

Valores
Ingresso antecipado R$15,00
Ingressos 1º Lote: R$25,00
Ingresso na hora R$35,00
Ingresso Credenciados Olhar de Cinema R$15,00
Link Ingressos, aqui
Link Inscrição Videoclipes, aqui

Assessoria de Imprensa
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REVERBE OCUPA CURITIBA E SÃO LUIZ DO PURUNÃ COM NOVE DIAS DE PROGRAMAÇÃO NAS ARTES DA CENA

Por trás da máscara. Foto: Miguel Rubio.

Segunda edição do festival que reúne espetáculos, performances, mesas públicas, oficinas e ações imersivas de 29 de maio a 6 de junho, com artistas do Brasil, Peru e Sérvia

Curitiba e São Luiz do Purunã recebem, de 29 de maio a 6 de junho de 2026, a segunda edição do REVERBE – Encontro Internacional de Mulheridades em Cena, festival independente que transforma diferentes espaços culturais em território de criação, convivência e intercâmbio artístico. Com programação aberta ao público, o encontro reúne espetáculos, performances, mesas públicas, residências e ações formativas com artistas do Brasil e do exterior.

Idealizado por Janaina Matter, diretora da Alfaiataria, em parceria com Greice Barros, diretora da Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento, o REVERBE integra o The Magdalena Project, rede internacional de mulheres do teatro e da performance presente há mais de três décadas em diferentes continentes. Em sua segunda edição, o festival amplia sua atuação ao conectar arte, presença e troca coletiva em experiências que atravessam linguagens, corpos e territórios.

Com curadoria assinada por Janaina Matter, Greice Barros, Daniele Santana e Patricia Braga Alves, a programação reúne artistas nacionais e internacionais em atividades distribuídas entre Alfaiataria, Casa Hoffmann, Teatro José Maria Santos, Patuscada, em Curitiba e no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã.

“O REVERBE nasce da vontade de criar espaços de encontro onde a arte também possa ser vivida como convivência. A programação foi pensada para aproximar artistas e público em experiências que atravessam criação, pensamento e presença”, afirma Janaina Matter.

Entre os destaques da programação estão a atriz peruana Débora Correa, do Grupo Cultural Yuyachkani; a performer sérvia Zoe Gudović; a Cia Biruta, de Petrolina (PE); a Baciada das Mulheres do Juquery (SP); e as artistas paranaenses Saravy, Adriana Omoto, Gladis das Santas, Larissa Lima e Priscilla Pontes.

Programação aberta ao público
O festival inicia no dia 29 de maio, no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã, com a Residência Imersiva de Escrita conduzida por Helena Vieira e apresentações gratuitas do espetáculo Pianinho, da Palhaça Siriema. No dia 30, o espaço recebe os trabalhos Ultravioleta, de Adriana Omoto, e Chão de Dentro, de Priscila Pontes.

Em Curitiba, a programação começa oficialmente em 1º de junho, na Alfaiataria, com roda de abertura e sarau das artistas Camila Jorge e Má Ribeiro, do projeto Filhas da Fruta.

Entre os dias 2 e 6 de junho, o festival promove oficinas rodas de conversa gratuitas na Casa Hoffmann, discutindo temas como corpo político, teatro de grupo, criação solo e assinatura cênica. No mesmo período, a performer da Sérvia Zoe Gudović apresenta a ação Life of Life, instalação-performance realizada na Alfaiataria.

Os espetáculos noturnos ocupam o Teatro José Maria Santos e a Alfaiataria com diferentes propostas estéticas e narrativas. No dia 2 de junho, Débora Corrêa apresenta Por Trás da Máscara, Conferência Cênica. No dia 3, a Baciada das Mulheres do Juquery encena Eu, a Gorda. Já no dia 4, Saravy sobe ao palco com Raçudas.

A programação segue no dia 5 com Notícias do Dilúvio: Um Canto a Canudos, da Cia Biruta de Teatro, e encerra no dia 6 com os espetáculos A 100 Graus Celsius, de Gladis das Santas, e Manifesto de uma Mulher de Teatro, de Tânia Farias. Na mesma noite, o REVERBE realiza festa de encerramento gratuita na Patuscada, com o Samba da Nega de Janine Mathias.

“O encontro foi pensado para criar uma rede viva entre artistas, público e cidade. Existe algo muito potente quando diferentes trajetórias e experiências compartilham o mesmo espaço, seja no palco, nas oficinas ou nas conversas que surgem ao longo dos dias”, destaca Greice Barros.

Experiência imersiva e intercâmbio internacional
Além das atividades abertas ao público, o REVERBE promove uma programação exclusiva para artistas residentes, incluindo oficinas nacionais e internacionais, residência intensiva de escrita com Helena Vieira e mostra de processos criativos. A convocatória está aberta até o dia 21/05 e as inscrições podem ser feitas pelo Sympla.

Ao todo, o festival reúne nove espetáculos, ações performativas, oficinas, rodas de conversa e residências artísticas, consolidando-se como espaço de intercâmbio entre artistas de diferentes gerações, territórios e linguagens.

Criado em 2022, o REVERBE vem se fortalecendo como plataforma de circulação e criação coletiva nas artes da cena, propondo um espaço em que arte e convivência caminham juntas como formas de resistência, escuta e invenção de futuros.

O projeto é realizado com incentivo do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná), e apoio da Copel.

SERVIÇO:
2º REVERBE – Encontro Internacional de Mulheridades em Cena
Data: 29 de maio a 06 de junho de 2026
Locais: Curitiba e São Luiz do Purunã
Ingressos gratuitos. Garanta antecipadamente pelo DiskIngressos:  https://reverbe.diskingressos.com.br/ ou 1h antes do espetáculo. Entrada sujeita a lotação.

Agendamento para performance Life of Life disponível somente online e antecipadamente.
Site: https://www.alfaiataria.art/c%C3%B3pia-reverbe

Locais:
Alfaiataria (Rua Riachuelo, 266 – Centro)
Casa Hoffmann (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco)
Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco)
Patuscada (Praça João Cândido, 238 – São Francisco)
Campo das Artes (Estrada da Lage, 370 – São Luiz do Purunã – Balsa Nova/PR)


A 100 graus Celsius. Foto: Thais Rosa.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA – REVERBE 2026
SÃO LUIZ DO PURUNÃ – Campo das Artes
Dia 29 de maio (sexta-feira)

20h – Espetáculo
Pianinho com Palhaça Siriema (PR)
Gratuito | 1h05 | 14 anos

Dia 30 de maio (sábado)
20h – Espetáculo
Ultravioleta com Adriana Omoto (PR)
Gratuito | 20 min | 16 anos

Na sequência:
Chão de Dentro com Priscilla Pontes (PR)
Gratuito | 30 min | Livre

*Apresentações com intervalo de 15 minutos.

CURITIBA
Dia 01 de junho (segunda-feira)
Alfaiataria
17h – Roda de abertura
Com artistas participantes e convidadas

20h – Sarau Filhas da Fruta
Com Camila Jorge e Má Ribeiro
Gratuito | Livre

Dia 02 de junho (terça-feira)
Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Como um corpo político se torna poesia?
Com Fredda Amorim, Gladis das Santas e Zoe Gudović
Gratuito | Livre

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Por Trás da Máscara – Conferência Cênica
Débora Corrêa – Grupo Cultural Yuyachkani (Peru)
R$ 20 e R$ 10 | 70 min | Livre

Dia 03 de junho (quarta-feira)

Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Teatro de Grupo: tormenta ou sustentação?
Com Débora Corrêa, Sueli Araújo e Tânia Farias
Gratuito | Livre

Alfaiataria
14h às 18h – Performance
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos
Agendamento via QR Code

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Eu, a Gorda – Baciada das Mulheres do Juquery (SP)
R$ 20 e R$ 10 | 45 min | 18 anos

Dia 04 de junho (quinta-feira)

Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Como se tece uma assinatura cênica?
Com Adriana Omoto, Cia Biruta e Larissa Lima
Gratuito | Livre

Alfaiataria
14h às 18h – Performance
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos

17h às 19h30 – Mostra das Residentes
Gratuito | conferir classificação indicativa

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Raçudas – Saravy (PR)
R$ 20 e R$ 10 | 70 min | 14 anos
Dia 05 de junho (sexta-feira)

Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Criação solo: impulso ou imposição?
Com Baciada das Mulheres do Juquery, Priscilla Pontes e Saravy
Gratuito | Livre

Alfaiataria
14h às 18h – Performance
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos

17h às 19h30 – Mostra de Processos
Partilha Estado de Revolta – Daniele Santana (SP)
Chove – Janaina Matter e Greice Barros
Gratuito | Livre

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Notícias do Dilúvio: Um Canto a Canudos
Cia Biruta de Teatro (PE)
R$ 20 e R$ 10 | 45 min | Livre

Dia 06 de junho (sábado)
Alfaiataria
14h às 18h – Instalação
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos

18h – Espetáculo
A 100 Graus Celsius – Gladis das Santas (PR)
R$ 20 e R$ 10 | 60 min | 18 anos

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Manifesto de uma Mulher de Teatro – Tânia Farias (RS)
R$ 20 e R$ 10 | 45 min | 16 anos

Patuscada
21h30 – Festa de Encerramento
Samba da Nega com Janine Mathias
Gratuito | Livre

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica

ALFAIATARIA RECEBE VINÍCIUS ARMILIATO PARA CONVERSA SOBRE MEMÓRIA E PSICANÁLISE

Na foto de Vitor Dias, o público reunido no quintal da Alfaiataria – Espaço de Artes durante a primeira edição da Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, encontro que transforma escuta, convivência e partilha em experiência coletiva.

Segundo encontro do ciclo “práticas da memória – entre lembrar e esquecer”, que integra o projeto “Ações para Mundos Poéticos”, propõe uma travessia entre arte, escuta e experiência subjetiva no dia 27 de maio.

Há lembranças que permanecem acesas durante anos. Outras desaparecem antes mesmo de se tornarem linguagem. Entre aquilo que o corpo guarda, o tempo transforma e a palavra tenta alcançar, se acende a segunda edição da Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, encontro promovido pela Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba. O encontro gratuito acontece no dia 27 de maio (quarta-feira, as 20h), e recebe o pesquisador e psicanalista Vinícius Armiliato para uma conversa aberta ao público sobre memória, subjetividade e criação.

Realizada no quintal da Alfaiataria, a ação parte da imagem ancestral das pessoas reunidas ao redor do fogo para compartilhar histórias, experiências e modos de existir. Mais do que um debate, a proposta cria um espaço de convivência e escuta, onde pensamento e presença se atravessam continuamente.

Com curadoria do artista e pesquisador Francisco Mallmann, a Roda de Fogo reúne convidados de diferentes áreas do conhecimento para refletir sobre a memória não como arquivo fixo, mas como matéria viva: algo que se reorganiza, se desloca e se reinventa continuamente. O encontro faz parte do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), iniciativa contemplada pelo edital de Ações Continuadas da Funarte e dedicada ao fortalecimento de práticas de criação, formação e intercâmbio nas artes da cena contemporânea.

Graduado em Artes Cênicas e Psicologia, Vinícius Armiliato desenvolve pesquisas que articulam filosofia, clínica e artes da cena. Doutor e pós-doutor na linha de Filosofia da Psicanálise da PUCPR, atua como professor da Univille e curador do Seminário Fronteiras da Psicanálise, realizado mensalmente em Curitiba desde 2021.

Memória como criação em movimento
Ao aproximar psicanálise e experiência artística, o encontro propõe reflexões sobre esquecimento, repetição, elaboração e construção narrativa de si. Na clínica, lembrar nunca significa simplesmente recuperar algo intacto. Toda memória carrega desvios, lacunas e reinvenções. Nas artes da cena, essa instabilidade aparece de maneira concreta: nenhum gesto retorna da mesma forma, nenhuma presença se repete integralmente. “A memória nunca retorna de maneira idêntica. Toda lembrança carrega algo de invenção, de reconstrução e de deslocamento. Talvez lembrar seja justamente produzir novas formas de relação com aquilo que vivemos”, afirma Vinícius Armiliato.

Para Francisco Mallmann, a potência da Roda de Fogo está na possibilidade de transformar pensamento em experiência compartilhada. “O fogo aparece como imagem de encontro, mas também de transformação. Ao compartilhar experiências e escutas, percebemos que memória não é permanência absoluta, e sim algo que se move entre presença, ausência e criação”, comenta.

Ações para Mundos Poéticos
A Roda de Fogo integra o conjunto de ações do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), idealizado por Janaina Matter, realizado em parceria com a produtora cultural Michele Menezes, da Pró Cult. Ao longo de 2026, o programa promove atividades voltadas à formação artística, pesquisa e experimentação cênica.

Entre as iniciativas estão a Oficina de Iluminação Cênica para Mulheres, ministrada por Lucri Reggiani; o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, conduzido por Guilherme Jaccon; a segunda edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria; e a Mostra Les Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas latino-americanas.

Ao aproximar arte, pensamento e convivência, o programa consolida a Alfaiataria – Espaço de Artes como um espaço dedicado à criação contemporânea, à troca entre diferentes saberes e à construção de experiências coletivas. “Inspirada na imagem ancestral das pessoas reunidas ao redor do fogo, a ação busca criar uma experiência de escuta compartilhada. Mais do que discutir memória, queremos produzir um espaço em que ela possa ser vivida coletivamente”, afirma Janaina Matter, diretora artística da Alfaiataria.

SERVIÇO:
2ª Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer
Dia: 27 maio de 2026
Horário: 20h
Duração: 1h a 1h30
Local: Quintal da Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 247 – Centro)
Entrada: gratuita, sujeita à capacidade do espaço
Informações: @alfaiataria_

Sobre Vinícius Armiliato:
Bacharel em Artes Cênicas pela FAP e graduado em Psicologia pela PUCPR, Vinícius Armiliato é psicanalista, pesquisador e professor universitário. Doutor e pós-doutor na linha de Filosofia da Psicanálise da PUCPR, desenvolve pesquisas voltadas às relações entre memória, subjetividade, normalidade e experiência clínica. Atualmente é professor adjunto do curso de Psicologia da Univille e curador do Seminário Fronteiras da Psicanálise, realizado mensalmente em Curitiba desde 2021. Também atua como tradutor de textos nas áreas de filosofia e psicanálise e organizou publicações como Nunca se vive inteiramente o presente: patrimônio, psicanálise e epistemologia (2025) e Georges Canguilhem em Perspectiva.

Assessoria de Imprensa
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ESTRATOSFÉRICA SESSIONS COLOCA MUSICISTAS DE CURITIBA NO CENTRO DE PERFORMANCES INTIMISTAS

Da esquerda para a direita, Dani Zan, Marina Camargo, Lilian Nakahodo e Milena Tupi, que integram a primeira edição do Estratosférica Sessions com performances ao vivo gravadas no Estúdio Old Cat. Fotos: Ana Paula Málaga.

Série produzida pelo Estúdio Old Cat estreia dia 18 de maio com quatro episódios semanais no YouTube, reunindo performances ao vivo de artistas locais

Sem palco, sem distância e sem ruído: o Estratosférica Sessions nasce da vontade de aproximar público e música em estado bruto. A série estreia mrcada para o dia 18 de maio com quatro episódios lançados semanalmente, reunindo musicistas de Curitiba em performances ao vivo gravadas no Estúdio Old Cat.

Criado por Helena Sofia, à frente do Estúdio Old Cat e do podcast Estratosférica, o projeto se desloca do campo da conversa para o da performance. Inspiradas no formato das live sessions, as apresentações apostam na proximidade, plateia reduzida, escuta atenta e captação audiovisual de alta qualidade. Cada episódio, com cerca de 20 minutos, traz uma artista convidada em performance exclusiva.

Os lançamentos acontecem às segundas-feiras no canal oficial no YouTube da Hela Sofia (youtube.com/helenasofiaoficial), onde também está disponível o podcast. “Existe algo muito potente em escutar de perto. A gente quis criar um ambiente onde a música pudesse acontecer sem mediações, quase como um segredo compartilhado”, afirma Helena Sofia.

A agenda estreia com a participação de Lilian no dia 18/05, seguida por Folebaixo e Nati Bermúdez no dia 25/05. Na sequência, o duo Turra Tupi assume a tela em 01/06, enquanto Dani Zan encerra a série de lançamentos no dia 08/06.

Escuta, presença e escolha
Mais do que registros musicais, as Sessions se constroem como retratos sensíveis de trajetórias artísticas. Nesta edição, quatro artistas que já passaram pelo podcast retornam agora em outro gesto: o da performance.

A curadoria, assinada por Helena Sofia, parte de um recorte afetivo e conceitual e privilegia projetos em que mulheres estão no centro das decisões, do repertório à formação, além de priorizar grupos com maior presença feminina. “Eu quis reunir projetos em que as mulheres estivessem no centro das decisões, pra quebrar esse imaginário ainda muito masculino na música”, comenta.

A cantora Milena Tupi ao lado da violonista Raquel Loner formam o duo Turra Tupi, que percorre caminhos entre a música de câmara e a canção brasileira; Dani Zan apresenta sambas autorais que atravessam seu novo trabalho acompanhada de um sexteto potente formado apenas por mulheres; Marina Camargo, com o projeto Folebaixo ao lado de Marcelo Pereira, explora o acordeom em diálogo com diferentes tradições e composições próprias, tendo como convidada especial a cantora e compositora Nati Bermúdez; e Lilian Nakahodo investiga sonoridades contemporâneas a partir do piano preparado.

Do podcast ao gesto musical
Desdobramento do podcast Estratosférica, com três temporadas de sucesso no youtube, o projeto se constrói como continuidade desse diálogo, agora mediado pela performance. A equipe técnica é formada majoritariamente por mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, e todos os episódios contam com Libras e audiodescrição.

Sem a mediação do palco tradicional, o Estratosférica Sessions aposta na escuta como linguagem. Em tempos de excesso, oferece pausa. Em meio à dispersão, presença.

SERVIÇO:
Estratosférica Sessions
Calendário de lançamentos: estreia 18/05: Lilian Nakahodo | 25/05: Folebaixo + Nati Bermúdez @natibermudez.comz | 01/06: Turra Tupi | 08/06: Dani Zan
Formato: 4 episódios, com estreia semanal
Onde assistir: youtube.com/helenasofiaoficial
Duração: aproximadamente 20 minutos por episódio
Classificação: livre
Acessibilidade: Libras, legenda e audiodescrição
Redes sociais: @estudiooldcat | @helenasofiaoficial | @lilian.nakahodo | @marinaacordeom@natibermudez.comz | @turratupi | @milenatupi

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VOZES QUE RESISTEM: “ÉDIPO: UMA ÓPERA RAP” RETORNA EM NOVA TEMPORADA NA CAPELA SANTA MARIA

Montagem híbrida que une tragédia grega, ópera e rap reestreia em Curitiba com protagonismo feminino e entrada gratuita nos dias 22 e 23 de maio.

Entre o trágico e o pulsante, entre o mito e a urgência do agora, o espetáculo “Édipo: Uma Ópera RAP” retorna para uma temporada, em novo formato, renovando sua potência estética e política ao revisitar um dos mais conhecidos mitos da antiguidade sob uma perspectiva radicalmente contemporânea: a das mulheres que sobreviveram à tragédia.

Após sessões lotadas no Teatro Guairinha, em 2024, a montagem da Entre 2 Produções chega à Capela Santa Maria para duas apresentações gratuitas, nos dias 22 e 23 de maio, precedidas por um ensaio aberto no dia 20. A obra, que articula tragédia grega, ópera e rap, transforma o palco em território de fricção entre linguagens, tempos e vozes, sobretudo aquelas historicamente silenciadas.

Sob direção cênica de Jossane Ferraz, dramaturgia de Marcelo Bourscheid e direção musical e composição de André Ricardo Souza, o espetáculo constrói uma tessitura híbrida em que o erudito e o urbano não apenas coexistem, mas se tensionam e se reinventam mutuamente. Em cena, canto lírico, beats, corpos em movimento e poesia falada erguem uma narrativa que desloca o centro do mito: não mais o herói trágico, mas as mulheres que restam. “A gente não queria apenas revisitar o mito, mas escutar o que ficou à margem. É um trabalho sobre presença, sobre as mulheres que permaneceram e que agora conduzem a narrativa”, destaca a diretora Jossane.

Da tragédia clássica ao corpo contemporâneo
Inspirado na obra de Sófocles, o espetáculo desloca o eixo narrativo para Antígona e Ismene, filhas de Édipo, que assumem o protagonismo de uma história marcada por fatalidades e silenciamentos. Ao dar corpo e voz a essas personagens, a montagem propõe uma escuta ampliada, sensível e crítica, sobre as heranças simbólicas e afetivas que atravessam o feminino ao longo da história.

O trabalho nasce de um processo colaborativo que reúne artistas de diferentes campos, do hip hop à música de concerto, da dança urbana à interpretação teatral, criando uma linguagem cênica singular, marcada pela força coletiva e pela diversidade de expressões.


Na foto de @fuscaazulfotografia, os atores Taciane Vieira e  Silvester Neto em cena ocupa o centro da narrativa como Antígona, conduzindo com voz e presença a travessia poética de “Édipo: Uma Ópera RAP”.

Quando as mulheres ocupam a narrativa
Em “Édipo: Uma Ópera RAP”, o mito é atravessado por um gesto político e poético que devolve às mulheres o lugar de narradoras de sua própria história. Antígona e Ismene emergem das margens para se tornarem eixo e pulsação da cena.

Em cena, Taciane Vieira, Jaquelivre, Vanessa Rafaelly, Jossane Ferraz e Kimberlyn Freitas tecem um tecido vivo de vozes e presenças que sustenta a narrativa. Entre canto, palavra e movimento, suas atuações não se organizam apenas como personagens, mas como um coro feminino que atravessa o espetáculo, ampliando a escuta e tensionando as camadas do mito. Soma-se a elas a presença do ator e bailarino Silvester Neto e do MC Junior Zehut, que irrompem em cenas de rap. Ao lado desse núcleo, outros artistas e musicistas reforçam a arquitetura coletiva da obra, na qual o feminino não é apenas tema, mas força estruturante da cena.

Entre batidas, árias e movimentos, o espetáculo constrói uma paisagem sonora e visual que evoca tanto o rito ancestral quanto a urgência urbana. O resultado é uma obra que reverbera no presente, questionando estruturas de poder, memória e apagamento. “A música nasce desse encontro entre mundos que, à primeira vista, parecem distantes. O rap traz a urgência da fala, enquanto o canto lírico expande o tempo da escuta. Juntos, eles criam uma dramaturgia sonora que atravessa o corpo e a memória”, afirma o diretor musical André Ricardo.

SERVIÇO:
ÉDIPO: UMA ÓPERA RAP
Ensaio aberto: 20 de maio (terça-feira), às 15h
Reservas: via Instagram @entre2producoes ou pelo e-mail entre2prod@gmail.com
Apresentações: 22 e 23 de maio ( sexta-feira e sábado), às 20h

Sessão com Libras: 23 de maio
Local: Capela Santa Maria,  Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro, Curitiba
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: 14 anos
Realização: Entre 2 Produções

SINOPSE:
A clássica narrativa de Édipo, o rei tebano que mata o pai e se casa com a própria mãe, é um dos mitos mais conhecidos da antiguidade clássica. No espetáculo Édipo: Uma Ópera RAP, essa história é recontada a partir da perspectiva das filhas do rei tebano, Antígona e Ismene, últimas remanescentes do legado imemorial de mortes e infortúnios que permeia a família de um dos personagens mais conhecidos da mitologia grega.

FICHA TÉCNICA:
Direção: Jossane Ferraz | Direção Musical e composição: André Ricardo | Dramaturgia: Marcelo Bourscheid | Assistência de direção e designer gráfico: Rapha Fernandes | Produção e Realização: Entre 2 Produções | Assistentes de produção: Róger Borges Araujo e Íris Pereira Gonçalves | Elenco: Taciane Vieira, JaqueLivre, Silvester Neto, Kymberlyn Freitas e Jossane Ferraz | Instrumentistas: Dalila Lopes, Violinista Chavosa, Lina Abe e João Martinez | Cantora lírica: Vanessa Rafaelly | MC: Junior Zehut | Iluminação: Lucri Reggiani | Cenografia: Jossane Ferraz e Rapha Fernandes | Figurino: Rapha Fernandes | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo

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ENTRE PÁGINAS E CAMINHOS: PROJETOS UNEM LITERATURA, TEATRO E AGROECOLOGIA EM AÇÕES PARA AS INFÂNCIAS

A Terra do Povo da Graça, circulação de 2017. Na foto de Robson de Paula, da esquerda para a direita: Laís Rossatto (Palhaça Catarina), Yara Rossatto (Palhaça Solara) e Gabriel Teixeira Oliveira (Palhaço 100noção).

Lançamento do livro digital Mãe Terra acontece em Curitiba no dia 26 de abril, enquanto circulação teatral Tripé Mar Adentro percorre o litoral paranaense entre 27 de abril e 8 de maio.

Um livro que nasce em família e uma estrada que se abre para o encontro com crianças do litoral paranaense. Dois gestos que se conectam pelo mesmo fio: o cuidado com a terra, com a imaginação e com os modos de viver juntos.

No dia 26 de abril, a Semente Produções Culturais realiza, em Curitiba, o lançamento presencial do livro digital “Mãe Terra – Fábula, Canções e Cartilha Agroecológica para Infâncias”, em um encontro aberto ao público no espaço Doce de Cidra, no bairro Água Verde. A proposta é simples e afetiva: um café de domingo à tarde, com a exibição do audiolivro, reunindo narrativa, canções e imagens, seguida de um bate-papo com os autores. Durante o encontro, o público será convidado a assistir coletivamente à obra, em uma experiência sensível que integra escuta, leitura e visualidade. Após o lançamento, o livro será disponibilizado gratuitamente, com acesso via QR Code e link na bio do Instagram @semente.cultura, ampliando o alcance ao público interessado.

Voltado às infâncias, Mãe Terra é mais que uma fábula. A obra reúne narrativa, canções originais que foram compostas por Gabriel Teixeira Oliveira antes mesmo da história ser escrita, tornando-se seu fio condutor, e uma pequena cartilha elaborada pela mestra em educação no campo Laís Rossatto, abordando a agroecologia de forma sensível e acessível. Criado em um processo profundamente familiar, com ilustrações, músicas e concepção assinadas por diferentes integrantes da mesma família, o livro nasce do desejo de cultivar, desde cedo, outras formas de relação com o planeta. “É um trabalho feito com muito carinho, que reúne arte, afeto e reflexão. A gente acredita que essas sementes, quando plantadas na infância, podem florescer de muitas formas ao longo da vida”, comenta a idealizadora e uma das autoras, Yara Rossatto.

Arte que percorre territórios
Enquanto o livro encontra seu primeiro público em um encontro íntimo e presencial, outro projeto da produtora percorre caminhos mais amplos: o litoral do Paraná.

Entre os dias 27 de abril e 8 de maio, a circulação “Tripé Mar Adentro – A aventura continua” leva o espetáculo A Terra do Povo da Graça a 15 escolas públicas de comunidades rurais e do campo, nos municípios de Guaraqueçaba, Antonina, Morretes e Paranaguá. Viabilizado pelo edital Viva Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (SEEC-PR), por meio da Política Nacional Aldir Blanc, o projeto promove o acesso à arte para crianças da rede pública. A peça, conduzida por três palhaços, convida o público infantil a refletir sobre o mundo em transformação, abordando temas como sustentabilidade, consumo e relações humanas por meio do teatro e da ludicidade.

Além das apresentações, o projeto inclui oficinas de jogos teatrais e criação artística com materiais naturais, propondo uma experiência imersiva que conecta arte, território e vivência.

Uma trajetória em continuidade
Com trajetória marcada por andanças, a companhia soma 12 anos de percurso entrecortado. A circulação retoma um projeto apresentado pela última vez em 2017. Hoje, os artistas vivem em diferentes territórios, Laís, radicada na Bahia, e o casal Yara e Gabriel, em Curitiba, o que torna o reencontro ainda mais significativo.

Se no litoral a proposta é chegar até as crianças, nas escolas e comunidades, em Curitiba o convite se abre para famílias, educadores e interessados: um momento de pausa, escuta e partilha.

Entre páginas digitais e estradas de terra, os dois projetos revelam diferentes formas de presença, ambas guiadas pela mesma pergunta: que mundo estamos cultivando, e com quais histórias queremos crescer?

SERVIÇO:
Lançamento do livro Mãe Terra – Fábula, Canções e Cartilha Agroecológica para Infâncias
Data: 26 de abril (domingo)
Horário: 15h às 18h
Local: Doce de Cidra (Rua Cândido Xavier, 521 – Água Verde, Curitiba)
Entrada: gratuita e aberta ao público

Ficha técnica:
Criação: Yara Rossatto, Gabriel Teixeira Oliveira e  Laís Rossatto | Texto (fábula): Yara Rossatto | Cartilha e concepção pedagógica em agroecologia: Laís Rossatto | Ilustrações: Sol Rossato Oliveira | Projeto gráfico: Yara Rossatto | Revisão: Brisa Teixeira | Audiolivro – voz: Yara Rossatto | Produção musical, gravação e edição: Gabriel Teixeira Oliveira | Canções – composições e arranjos: Gabriel Teixeira Oliveira, Alexandre Rodrigues e Paulo Teixeira | Vozes: Gabriel Teixeira Oliveira, Sol Rossato Oliveira, Laís Rossatto, Yara Rossatto | Participações: Alexandre Rodrigues (voz e pífano), Paulo Teixeira (voz e piano) e Felipe Sartori “Boquinha” (bateria) | Produção: Semente Produções Culturais | Incentivo: Lei de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba / Prefeitura de Curitiba | Realização: Lei Paulo Gustavo – Ministério da Cultura / Governo Federal

Assessoria de Imprensa:
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DOS BASTIDORES AO PALCO: EXPOSIÇÃO REVISITA A HISTÓRIA DA MAQUIAGEM TEATRAL NO BRASIL

Projeto idealizado por Livien Ullmann destaca a trajetória da maquiagem cênica no Brasil, desde o século XVI até os dias atuais, dentro da programação do Festival de Teatro de Curitiba 2026

A exposição “Maquiagem Teatral: Uma História Nacional” integra a programação da 34ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, em 2026, e abre ao público no dia 3 de abril, propondo um mergulho na trajetória da maquiagem cênica no Brasil, desde o primeiro espetáculo registrado no país, em 1564, até os dias atuais. Idealizado pela artista Livien Ullmann, o projeto lança luz sobre uma prática fundamental para as artes cênicas, cuja presença nem sempre esteve em evidência ao longo do tempo.

A mostra se organiza como um percurso que atravessa diferentes tempos, reunindo imagens, narrativas e vestígios em uma experiência acessível e dinâmica. Ao longo do trajeto, registros históricos, objetos e espaços de interação constroem um diálogo entre passado e presente, ao mesmo tempo em que recuperam a memória de uma profissão que por muito tempo permaneceu invisível. “Durante décadas, a maquiagem no teatro foi feita pelos próprios artistas, sem reconhecimento e sem registro. Essa exposição busca preservar essa história e valorizar esses profissionais na construção da cena brasileira”, afirma Livien.

À frente da coordenação geral e direção de produção Michele Menezes destaca o desafio de transformar a pesquisa em experiência: “Dar forma a essa história foi um exercício de escuta e composição. A gente organiza vestígios, cruza tempos e constrói um percurso, que só existe porque é coletivo”.

Além da exposição, o projeto promove quatro ações formativas ao longo do período expositivo. A programação inclui duas conversas abertas ao público e duas masterclasses de maquiagem e caracterização teatral, reunindo artistas convidados e maquiadores reconhecidos nacionalmente. As atividades têm como foco a formação de maquiadores cênicos profissionais e amadores, além de aproximar o público dos processos criativos do teatro.

A exposição foi pensada para ser acessível em todo o percurso. O espaço tem circulação adaptada, audiodescrição nas obras por QR Code e audioguia. Os vídeos contam com tradução em Libras e, ao longo da temporada, acontecem visitas guiadas em Libras nos dias 05 e 12 de abril, às 17h. A mostra também considera diferentes formas de percepção, com recursos voltados a pessoas neurodivergentes e uma equipe preparada para acolher o público.

Diálogos, práticas e memórias da maquiagem na cena brasileira

O projeto conta também com uma programação formativa gratuita, com encontros e masterclasses realizados sempre na Alfaitaria – Espaço das Artes. No dia 3 de abril (sexta-feira), das 17h às 19h, acontece o primeiro encontro: A Importância da Maquiagem e do Maquiador, mediado por Livien Ullmann, com participação do diretor George Sada e da maquiadora Mona Magalhães.

No dia 4 de abril (sábado), das 17h às 19h, a programação segue com a primeira masterclass, ministrada por Livien Ullmann, que apresenta ao vivo o processo completo de criação de uma maquiagem teatral. Já no dia 11 de abril (sábado), no mesmo horário, acontece a segunda masterclass, com o maquiador Marcelino de Miranda.

Encerrando a programação formativa, o acontece o segundo encontro: A História da Maquiagem e do Maquiador, será realizado no dia 18 de abril (sábado), das 17h às 19h, com mediação de Valesca Xavier Moura Jorge e participação do maquiador Anderson Bueno e da atriz Léa Albuquerque.

O projeto é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), realização da Lillart, produção da Pró Cult, incentivo da Buffalo Motores e Cia Beal Alimentos.

Sobre Livien Ullman
Livien Ullmann é empresária, maquiadora e produtora cultural, formada em Design e Teatro, com uma trajetória sólida e reconhecida nas artes cênicas. À frente da Lillart Maquiagem há mais de 10 anos, desenvolve projetos que atravessam teatro, circo, dança e eventos corporativos, unindo criação artística, pesquisa e produção. É idealizadora da Convenção Lillart, a principal convenção de maquiagem artística do Brasil, e da exposição “Maquiagem Teatral: Uma História Nacional”, que evidencia e valoriza o papel do maquiador na cena cultural brasileira. Sua carreira é marcada por premiações, participações em televisão e atuação como jurada em competições da área. Também forma novos profissionais por meio de cursos presenciais e online em todo o país. Seu trabalho se destaca pela consistência, inovação e pela forma como posiciona a maquiagem como linguagem artística de relevância.

SERVIÇO:
Exposição: Maquiagem Teatral: Uma História Nacional
Abertura: 02 de abril, às 18 horas.
Datas e horários: de 03 a 18 de abril, das 10h às 19h.
Local: Alfaiataria – Espaço das Artes (Rua Riachuelo, 274)
Entrada: gratuita
Inscrições: Encontros e Masterclas em www.lillart.com.br

Ficha Técnica:
Idealização, Direção Artística, Pesquisa e Curadoria: Livien Ullmann | Concepção, Coordenação Geral e Direção de Produção: Michele Menezes | Curadoria e Artista Convidado: Anderson Bueno | Projeto Expográfico: Denise Bramatti | Identidade Visual e Design Gráfico: Luciano Maccio e Myrella Araújo | Artistas Convidados: Áldice Lopes, Alisson Rodrigues, Ana Maclaren, Anderson Bueno, Cacá Zech, Clarisse Abujamra, Claudinei Hidalgo, Cleber de Oliveira, Cristóvão de Oliveira, Fernando Ocazione, George Sada, Henrique Mello, João Marcos, Jorge Abreu, Julio Cesar Silveira, Léa Albuquerque, Lilian Blanc, Livien Ullmann, Louise Helène, Marcelino de Miranda, Marcio Desideri, Mona Magalhães, Mozart Machado, Regina Vogue, Rosamaria Murtinho, Tiça Camargo, Valesca Moura Jorge, Vitor Martinez, Westerley Dornellas | Produção e Assistência de Pesquisa: Valesca Xavier Moura Jorge | Produção Executiva: Iara Elliz | Administração Financeira: Nelcy Mendonça | Assessoria Jurídica: Thiago Portugal | Captação de Recursos: Manassés Sato | Produção Técnica e Montagem: Fabiano Hoffmann, Faho Produções Cenográficas | Iluminação e Impressão: Nicolas Caus, João Elias | Monitoria: Ales de Lara, Naiara Oliveira | Assistência de Produção: Ana Costa, Katarina Duarte, Naiara Oliveira | Produção Local (SP): Bruno Sena | Modelo Masterclass: Milena Xavier | Acessibilidade: Vozes Diversas | Audiodescrição: Cintia Alves, Ana Claudia Domingues | Tradução em Libras: Janaina Silveira | Edição de Som: Bianca Milanda | Registros em Foto e Vídeo: TB Filmes, Vitor Dias | Redes sociais: Ana Glória Braga |

Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo BB Comunica – @bb_comunica

RODA DE FOGO ACENDE CONVERSAS SOBRE MEMÓRIA NA ALFAIATARIA

A primeira Roda de Fogo, ciclo de conversas da Alfaiataria – Espaço de Artes sobre memória e criação, acontece em 25 de março, em Curitiba.

Ciclo criado pelo Programa Contínuo Alfaiataria reúne diferentes públicos ao redor de uma pergunta antiga: como lembramos, esquecemos e transmitimos histórias? O primeiro encontro acontece em 25 de março, às 19h, em Curitiba.

Desde muito antes da escrita, histórias são contadas ao redor do fogo. É nesse gesto ancestral de reunir pessoas para narrar, escutar e compartilhar experiências que se inspira Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, ciclo de encontros que acontece ao longo de 2026 na Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba. As conversas acontecem no quintal da Alfaiataria, espaço aberto da casa que convida o público a se reunir ao redor da palavra e da escuta.

Com curadoria do artista e pesquisador Francisco Mallmann, o projeto propõe quatro conversas ao longo do ano (março, maio, julho e setembro) reunindo artistas e profissionais de diferentes áreas do conhecimento para pensar a memória como prática viva: algo que atravessa o corpo, o tempo e a criação. A participação é livre e gratuita.

O primeiro encontro acontece no dia 25 de março, às 19h, com a participação da escritora e artista visual Julie Fank. Em sua trajetória, a autora investiga as relações entre memória, narrativa e criação, aproximando literatura, processo criativo e experimentação artística. Diretora da Esc. Escola de Escrita, em Curitiba, Julie parte de sua própria prática para compartilhar reflexões sobre como lembranças se transformam em histórias.

Nas artes da cena, essa relação entre lembrar e esquecer faz parte do próprio trabalho. Memorizar um texto, repetir uma ação, sustentar uma presença diante do público: cada gesto mobiliza memórias e, ao mesmo tempo, as transforma. As artes da cena existem nessa tensão entre repetição e mudança, entre aquilo que permanece e aquilo que inevitavelmente se perde. “A memória nunca é algo fixo. Cada vez que lembramos, reorganizamos a experiência. No teatro isso aparece de forma muito concreta: repetir uma ação não significa reproduzi-la, mas recriá-la a cada vez”, afirma o curador Francisco Mallmann.

“Inspirado na imagem ancestral do fogo como lugar de encontro e transmissão de histórias, o ciclo cria um espaço de escuta em que a memória deixa de ser apenas tema e se torna experiência compartilhada”, explica Janaina Matter, diretora artística da Alfaiataria. A ação integra o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Funarte. Realizado em parceria com a produtora cultural Michele Menezes, da Pró Cult, o projeto articula ao longo de 2026 uma programação voltada à formação, criação e intercâmbio nas artes cênicas.

Além da Roda de Fogo, o AMP reúne outras iniciativas voltadas à formação e à experimentação artística, como a Oficina de Iluminação Cênica para Mulheres, ministrada por Lucri Reggiani; o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, conduzido por Guilherme Jaccon; a 2ª Edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria, residência destinada a artistas em início de trajetória; e a Mostra Les Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas da América Latina.

Ao articular formação, pesquisa e intercâmbio artístico, o programa reafirma a Alfaiataria como um espaço de encontro entre criação, pensamento e experimentação cênica.

SERVIÇO:
Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer
Dia: 25 de março, às 19h
Duração: 1h a 1h30
Local: Quintal da Alfaiataria – Espaço de Artes
Endereço: Rua Riachuelo, 247 – Centro
Entrada: Livre e gratuita, com acesso sujeito à capacidade do espaço
Informações: @alfaiataria_

Sobre Julie Fank:
artista visual, escritora e professora, diretora e criadora da Esc. Escola de Escrita, em Curitiba (PR), espaço de formação de escritores fundado em 2014. Doutora em Escrita Criativa pela PUCRS, é graduada em Letras e mestre em Literatura Comparada. Sua produção investiga as intersecções entre memória, narrativa e performance, tratando a página como espaço de intervenção coletiva e o espaço expositivo como território de construção ficcional. Trabalhos recentes foram apresentados na The Wrong Biennale (2020), na Torre Panorâmica de Curitiba e na exposição Corpos Utópicos (2026), no Museu da Fotografia. É autora de Embaraço (Contravento Editorial, 2017), O grande livro de criatividade (Imagine, 2019) e Dobradiça (Telaranha, 2023), além de coordenar o selo Esc. em parceria com a editora Arte & Letra.

Sobre Francisco Mallmann:
Francisco Mallmann é artista, professor e pesquisador interdisciplinar. Atua na intersecção entre escrita, performance, artes visuais e teoria. Atualmente, é docente do Curso de Artes Visuais da PUCP-PR e participa de projetos artísticos e editoriais no campo das artes contemporâneas. É graduado em Jornalismo (PUC-PR) e Artes Cênicas (FAP), mestre em Filosofia (PUC-PR) e doutor em Artes da Cena (UFRJ), com orientação de Eleonora Fabião, tendo realizado estágio de pesquisa no México (UAM), orientado por Ileana Diéguez Caballero. Com publicações regulares no Brasil e no exterior, integra diversas antologias e é autor, entre outros títulos, de “haverá festa com o que restar” (2018), “língua pele áspera” (2019), “AMÉRICA” (2020), “tudo o que leva consigo um nome” (2021) e “outra vez de novo” (2025). Em 2019, venceu o Prêmio da Biblioteca Nacional na categoria Poesia e foi finalista dos prêmios Rio de Literatura e Mix Literário. Desenvolve práticas coletivas de experimentação e colabora, em diferentes contextos, com distintas artistas, grupos, coletivos e redes – entre elas, a Selvática Ações Artísticas. Em sua trajetória, desenvolveu pesquisas interdisciplinares que articulam estética, performance, escrita e arte contemporânea, com ênfase em reflexões sobre gênero e raça. Algumas de suas obras integram o acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR).

Assessoria de Imprensa:
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