FORMAÇÃO, CRIAÇÃO E INTERCÂMBIO LATINO-AMERICANO MARCAM NOVA ETAPA DO PROGRAMA AMP NA ALFAIATARIA

A Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba, está com inscrições abertas para três ações que integram a programação do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP): a segunda edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria (PFCA), o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis e a convocatória da Mostra Lés Latinas. Gratuitas, as iniciativas contemplam formação artística, qualificação em produção cultural e intercâmbio latino-americano, ampliando oportunidades para artistas em diferentes momentos de suas trajetórias.

Realizado entre março e novembro de 2026, o Programa AMP é idealizado por Janaina Matter, atriz e diretora artística da Alfaiataria e contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Funarte, com produção da Pró Cult. Ao longo do ano, a programação reúne residência artística, oficinas, encontros e uma mostra internacional, fortalecendo processos continuados de criação e redes de colaboração entre artistas de Curitiba e de diferentes territórios da América Latina. “O Programa AMP nasce do desejo de consolidar a Alfaiataria como um espaço permanente de encontro, pesquisa e criação. Mais do que oferecer atividades pontuais, buscamos fomentar processos continuados capazes de fortalecer artistas, estimular novas experimentações e ampliar as possibilidades de circulação das artes cênicas”, afirma Janaina Matter.

Formação para novos artistas
Após o sucesso da primeira edição, o Programa de Formação Cênica Alfaiataria (PFCA) retorna selecionando seis artistas iniciantes residentes em Curitiba e Região Metropolitana para uma residência artística de 13 semanas voltada ao desenvolvimento de pesquisas autorais em teatro, dança, performance e linguagens híbridas.


Cada participante receberá uma bolsa de pesquisa de R$ 5.400 (valor bruto), além de orientações de Janaina Matter e Carmen Jorge, espaço para ensaios e pesquisa e três oficinas intensivas ministradas por Janaina Leite, Ana Kfouri e Mateus Aleluia Filho. O programa culmina em uma mostra pública dos processos criativos e em conversas com o público. Metade das vagas será destinada a pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e/ou moradores de bairros fora da Regional Matriz de Curitiba.

Produção cultural como ferramenta de autonomia
Nos dias 11 e 12 de julho, o Programa AMP promove o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, ministrado pelo produtor cultural Guilherme Jaccon. A formação gratuita tem carga horária de 20 horas, sendo 16 horas presenciais e 4 horas de consultoria online.


Ao longo dos encontros, os participantes terão contato com ferramentas para elaboração de projetos culturais, leitura de editais, construção de orçamentos, planejamento, cronogramas, prestação de contas e compreensão das políticas públicas de fomento à cultura. Com mais de 14 anos de atuação, Guilherme Jaccon reúne experiências em exposições, festivais, espetáculos, publicações e avaliação de editais públicos, compartilhando conhecimentos voltados ao fortalecimento da autonomia profissional e da inserção de pessoas trans e travestis no setor cultural.


Lés Latinas amplia diálogo entre artistas da América do Sul
Também estão abertas as inscrições para a Mostra Lés Latinas, primeiro festival de teatro lésbico do Brasil, que vai selecionar quatro espetáculos solos protagonizados por mulheres (cis ou trans) autodeclaradas lésbicas, um do Brasil e três de diferentes países da América do Sul. A iniciativa propõe reunir obras que tenham a experiência da lesbianidade como força estética, temática ou política, colocando em diálogo diferentes territórios, linguagens e modos de criação.


Além de duas apresentações durante a mostra, as artistas selecionadas vão propor uma ação de partilha com o público e também vão participar da gravação do podcast Lés Latinas. O projeto oferece cachê de R$ 4.800 para cada artista selecionada, além de hospedagem, alimentação, transporte local e passagens aéreas, fortalecendo o intercâmbio entre criadoras latino-americanas.


Ao reunir ações voltadas à formação, à profissionalização e ao intercâmbio artístico, o Programa AMP amplia oportunidades para artistas em diferentes momentos de suas trajetórias. “Acreditamos que investir na formação artística também passa pela criação de redes, pela troca de saberes e pelo reconhecimento da diversidade de experiências que compõem a cena contemporânea. O Programa AMP reúne ações que dialogam com diferentes públicos e fortalece artistas desde o início de seus percursos até a circulação de seus trabalhos”, destaca Michele Menezes, produtora do programa.


As inscrições para todas as ações são gratuitas. Os regulamentos, formulários e demais informações estão disponíveis no Linktree da Alfaiataria e nos links específicos de cada convocatória.

SERVIÇO:
Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP)

PROGRAMA DE FORMAÇÃO CÊNICA ALFAIATARIA (PFCA)
Inscrições: de 25 de junho a 17 de julho de 2026
Resultado: até 25 de julho de 2026
Residência artística: de 3 de agosto a 30 de outubro de 2026
Mostra de Processos: 31 de outubro e 1º de novembro de 2026
Bolsa de pesquisa: R$ 5.400 (valor bruto)
Inscrições gratuitas (residência artística):
aqui

OFICINAS DO PFCA (abertas também ao público externo, mediante inscrição)
Janaina Leite – 7, 8 e 9 de agosto
Inscrições pelo Sympla: aqui

Ana Kfouri – 5, 6 e 7 de setembro
Inscrição pelo Sympla:
aqui
Solicitação de bolsa: aqui

Mateus Aleluia Filho – 7, 8 e 9 de outubro
Inscrição pelo Sympla:
aqui
Solicitação de bolsa: aqui

LABORATÓRIO DE PRODUÇÃO CULTURAL PARA PESSOAS TRANS E TRAVESTIS
Inscrições: abertas
Datas presenciais: 11 e 12 de julho de 2026
Carga horária: 20 horas (16 horas presenciais + 4 horas de consultoria online)
Ministrante: Guilherme Jaccon
Local: Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 266 – Centro)
Inscrições gratuitas: aqui

MOSTRA LÉS LATINAS
Convocatória: de 15 de junho a 16 de agosto de 2026
Resultado: setembro de 2026
Mostra: de 18 a 22 de novembro de 2026
Inscrições gratuitas: aqui

Informações: Todas as convocatórias, regulamentos e formulários também estão reunidos no Linktree da Alfaiataria: https://linktr.ee/alfaiataria_
Dúvidas: alfaiatariaproducao@gmail.com

Fonte: @bb_comunica
Foto: Vitor Dias

DOIS LADOS DE UM RIO UNE GUILÉ E JERRY ESPÍNDOLA EM SHOW QUE ATRAVESSA FRONTEIRAS DA CANÇÃO BRASILEIRA

Espetáculo integra a programação do Paiol Musical e celebra encontros entre gerações, territórios e sonoridades da música popular brasileira

Os rios atravessam territórios, aproximam margens, carregam histórias e renovam afetos. É desse encontro simbólico que nasce Dois Lados de um Rio, espetáculo dos cantores e compositores Guilé Silveira e Jerry Espíndola, que chega ao Teatro Paiol nos dias 25 e 26 de julho de 2026, dentro da programação do Paiol Musical, realizado pela Fundação Cultural de Curitiba. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Zet, com valores de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).

Natural do interior de Minas Gerais e atualmente morador no Paraná, Guilé encontrou no Mato Grosso do Sul parte fundamental de sua trajetória artística. Foi ali que conheceu Jerry Espíndola, um dos nomes mais importantes da música sul-mato-grossense e precursor da chamada “polca-rock”. Desse encontro entre gerações, territórios e repertórios surge um espetáculo que transforma paisagem em canção e memória em travessia sonora.

Construído a partir de composições autorais dos artistas, o show cria um diálogo entre diferentes caminhos da Música Popular Brasileira. As canções evocam rios, matas, horizontes e memórias do Centro-Oeste brasileiro, costurando referências regionais com novas possibilidades da canção contemporânea.

Entre tradição e reinvenção
Em cena, o espetáculo aproxima trajetórias distintas pela força da palavra, da paisagem e da canção brasileira. O repertório percorre músicas que falam de deslocamentos, afetos, natureza e identidade cultural, transformando o palco em espaço de escuta e partilha.

A delicadeza poética das composições de Guilé encontra a experiência de quatro décadas de carreira de Jerry Espíndola em arranjos que aproximam intimidade e potência coletiva. “Esse show fala sobre encontros. Sobre como a música cria pontes entre tempos, lugares e pessoas diferentes. É uma travessia afetiva construída a partir das nossas canções e das paisagens que nos formaram”, afirma Guilé.

Para Jerry, a própria identidade musical de Mato Grosso do Sul é marcada pelo cruzamento de culturas e influências sonoras, algo que também atravessa o espetáculo apresentado no Paiol. “A música do Mato Grosso do Sul sempre foi feita de mistura. De fronteira, de caminhos cruzados. Dividir o palco com o Guilé é continuar esse fluxo de reinvenção da canção brasileira”, comenta Espíndola.

Travessias musicais e acessibilidade
Como ação de contrapartida social do projeto, os artistas realizam o bate-papo Caminhos da Música no dia 24 de julho, no Conservatório de MPB. A atividade, gratuita, vai ser conduzida por Guilé em formato participativo e horizontal, promovendo conversas sobre música, território, identidade e processos criativos.

As apresentações no Teatro Paiol contam com interpretação em Libras e setorização especial para pessoas surdas, permitindo a percepção das vibrações dos instrumentos durante o espetáculo. O espaço também dispõe de rampas de acesso e áreas reservadas para cadeirantes.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Show – Dois Lados de um Rio
Dias: 25 e 26 de julho de 2026
Horários: sábado às 20h e domingo às 19h
Local: Teatro Paiol (Rua Cel. Zacarias, 51 – Prado Velho)
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Zet: aqui
Classificação: 12 anos
Realização: Paiol Musical | Fundação Cultural de Curitiba
Bate-papo “Caminhos da Música”
Data: 24 de julho de 2026
Horário: das 19h às 20h
Local: Conservatório de MPB
Entrada gratuita
Classificação: livre
Acessibilidade: Intérprete de libras por Libras Moreira e espaço acessível para cadeirantes no Conservatório de MPB e sessão de fila exclusiva para pessoas com deficiência visual no shows.

FICHA TÉCNICA:
Concepção e direção musical: Guilé e Jerry Espíndola | Artista Principal – Voz e violão: Guilé | Artista Convidado – Voz: Jerry Espíndola | Coordenação e Produção: Poço e Pêndulo (Beatriz Marçal e Maria Sousa) | Assistente de produção: Luisa Ruivo | Banda: Pedro Afara, Tiago Barbosa, Gabriel de Andrade | Cenografia: Caio Frankiu | Iluminação: Beatriz Marçal | Técnico de Luz: Bruno de Oliveira dos Santos | Técnico de Som: Germano Xavier | Social Media: Gabbiel | Design Gráfico: Marina Mendonça | Contrarregra: Murilo Macari | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Interpretação de LIBRAS: Libras Moreira | Vídeo: Frames de cria | Foto: Iuri Poletti

SOBRE OS ARTISTAS
Guilé Silveira: Cantor e compositor brasileiro, Guilé iniciou sua trajetória artística em Mato Grosso do Sul, participando de festivais culturais e desenvolvendo seus primeiros trabalhos autorais. Natural do interior de Minas Gerais e atualmente radicado no Paraná, lançou um álbum, um EP e diversos singles. Sua obra dialoga com tradição e contemporaneidade na música popular brasileira. Atualmente, prepara o lançamento de seu segundo álbum autoral.


Jerry Espíndola: Com quatro décadas de trajetória e 12 discos lançados, Jerry Espíndola é uma das principais referências da música sul-mato-grossense e precursor da “polca-rock”. Premiado pela Funarte na categoria Composição Popular, possui mais de 140 músicas gravadas por ele e por diferentes artistas brasileiros. Entre suas parcerias conhecidas estão canções registradas por nomes como Ney Matogrosso e Zélia Duncan.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

“O QUE TEM NA MALA?” TRANSFORMA DELICADEZA EM GESTO DE RESISTÊNCIA AMBIENTAL E AFETIVA

Novo livro de Marli Voigt une literatura infantil, acessibilidade e imaginação para convidar crianças e adultos a reencontrarem a natureza nos pequenos detalhes do cotidiano

Em uma época marcada pelo excesso de estímulos digitais e pela aceleração da vida cotidiana, a escritora Marli Voigt lança um convite ao encantamento. No dia 4 de julho, das 10h às 12h, a Biblioteca Pública do Paraná recebe o lançamento de “O que tem na mala?”, obra destinada a crianças de 8 a 12 anos, mas capaz de dialogar com leitores de todas as idades por meio de uma narrativa sobre natureza, memória afetiva e pertencimento. A programação inclui encontro com a autora, sessão de autógrafos, distribuição de mudas, uma contação de histórias com Bruno Sanctus, às 11h, e a entrega de ecobags exclusivas para os leitores que adquirirem o livro durante o evento, transformando o lançamento em uma celebração da leitura, da imaginação e do cuidado com o meio ambiente.

Com ilustrações de Rodrigo Candido, a obra acompanha o personagem Vovô Vitor em uma jornada feita de folhas, sementes, aromas, memórias e descobertas. A partir de experiências simples, a narrativa constrói um percurso afetivo que aproxima leitores de diferentes idades da natureza, não como um cenário distante, mas como parte viva das relações humanas e da construção das memórias.

Mais do que uma publicação infantil, “O que tem na mala?” apresenta uma reflexão delicada sobre pertencimento, cuidado e responsabilidade ambiental, convidando crianças e adultos a desenvolverem um olhar mais atento para aquilo que muitas vezes passa despercebido. “Quero que as crianças percebam que a natureza não está longe delas. Ela está no quintal, na rua, no cheiro da terra molhada, nas plantas pequenas que encontramos todos os dias”, afirma Marli Voigt.

Ao longo da narrativa, temas como reciclagem, preservação ambiental, mudanças das estações e cultivo do próprio ecossistema surgem de forma orgânica, sem abrir mão da imaginação e da poesia. O livro escolhe o afeto como caminho para despertar consciência e estimular a curiosidade das novas gerações.

Quando a literatura ensina a cuidar sem abrir mão do encantamento

Em “O que tem na mala?”, a infância é compreendida como território de descoberta, criatividade e formação sensível. A obra parte da premissa de que o cuidado com o meio ambiente nasce também da construção de vínculos emocionais com o mundo natural.

Ao acompanhar a trajetória de Vovô Vitor, os leitores descobrem que cultivar uma planta também significa cultivar presença, escuta, pertencimento e responsabilidade coletiva. Nesse sentido, o livro reafirma a potência da literatura infantil como ferramenta de transformação cultural e social.

As ilustrações de Rodrigo Candido ampliam essa experiência por meio de imagens vibrantes e acolhedoras, inspiradas em referências do imaginário brasileiro e em atmosferas que aproximam fantasia e realidade. As cores, formas e personagens dialogam diretamente com o universo da narrativa, reforçando a ideia de que imaginar também é uma forma de cuidar. “A literatura infantil tem a capacidade de despertar vínculos profundos com o mundo. Nas ilustrações, procurei traduzir a ternura da história e a riqueza da natureza para criar uma experiência que acolha leitores de diferentes idades”, destaca Rodrigo Candido.

Acessibilidade, imaginação e o direito de sonhar juntos

Outro diferencial do projeto é o compromisso com a democratização do acesso à leitura. Serão produzidos mil exemplares impressos com recursos inclusivos como título em Braille na capa, QR Code para audiolivro com audiodescrição, letras ampliadas e alto contraste visual para facilitar a leitura de pessoas com baixa visão.

A acessibilidade também se estende às ações formativas e de contrapartida social. O projeto prevê oficinas de escrita criativa, contações de histórias e oficinas de plantio voltadas para crianças de 8 a 12 anos e pessoas com mais de 60 anos, promovendo encontros intergeracionais por meio da literatura, da arte e da educação ambiental. As atividades contarão com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras.

A proposta de sustentabilidade também atravessa o lançamento. Além da distribuição de mudas ao público, os exemplares adquiridos durante o evento serão entregues em ecobags exclusivas desenvolvidas para o projeto, ampliando a reflexão sobre consumo consciente e cuidado com o meio ambiente para além das páginas do livro.

Ao unir literatura, acessibilidade e sustentabilidade, “O que tem na mala?” ultrapassa os limites do objeto livro para se tornar uma experiência de formação, convivência e imaginação. Em um tempo marcado pela pressa e pela desconexão com o ambiente natural, a obra propõe um movimento contrário: desacelerar para observar, escutar e cultivar vínculos.

Uma parceria que floresce entre palavra e imagem

Natural de Marcílio Dias, distrito de Canoinhas (SC), e radicada em Curitiba desde 1988, Marli Voigt é autora dos livros Temperos da Vida (2020), Amoreza (2022) e Hoje, Sacolas na Multidão (2025). Em sua trajetória literária, construiu uma escrita marcada pela sensibilidade, pela valorização das relações humanas e pelo interesse em despertar novos olhares para o cotidiano.

Já Rodrigo Candido, ilustrador e quadrinista reconhecido por obras inspiradas no imaginário diaspórico negro, soma ao projeto um universo visual pulsante, afetivo e contemporâneo, ampliando a experiência estética e simbólica da publicação.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Lançamento do livro – “O que tem na mala?”
Data: 04 de julho de 2026
Horário: 10h às 12h
Local: Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133)

Programação:
– Encontro com a autora e sessão de autógrafos
– Contação de histórias com Bruno Sanctus, às 11h
– Distribuição de mudas
– Entrega de ecobag exclusiva para quem adquirir o livro no lançamento
– Ações acessíveis com recursos inclusivos

Sobre o livro:
Título: O que tem na mala?
Autora: Marli Voigt
Ilustrações: Rodrigo Candido
Faixa etária: 8 a 12 anos
Tiragem: 1.000 exemplares

Sinopse:
O que tem na mala? acompanha o olhar curioso do Vovô Vitor sobre os pequenos encantos do cotidiano. A partir de um dia comum, a narrativa revela cores, cheiros e detalhes da natureza que muitas vezes passam despercebidos, mostrando como ela atravessa nossas rotinas e afetos. De forma leve e poética, o livro aborda a importância das estações, do cuidado com o meio ambiente, da reciclagem e do cultivo do próprio ecossistema.

Sobre Marli Voigt: nasceu em Marcílio Dias, distrito de Canoinhas (SC), e vive em Curitiba desde 1988. Participa de diversas antologias literárias e é autora dos livros Temperos da Vida (2020), Amoreza (2022), Hoje, Sacolas na Multidão (2025) e O que tem na mala? (2026). Apaixonada pela literatura infantil, desenvolve uma escrita marcada pela sensibilidade, pela valorização dos afetos e pelo olhar atento às pequenas belezas do cotidiano.

Sobre Rodrigo Candido é ilustrador e quadrinista. Seu trabalho é inspirado pelo imaginário diaspórico negro e dialoga com referências da música, do cinema e dos jogos eletrônicos. Ilustrou obras como Quilombolando (Estrela Cultural), Caçador Cibernético da Rua 13 e A Cientista Guerreira do Facão Furioso (Editora Malê), além dos quadrinhos 3 Èsùs e o Tempo e Azul Estelar. Em O que tem na mala?, assina as ilustrações que dão vida ao universo sensível e acolhedor criado por Marli Voigt.

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica

SAMARA SFAIR ESTREIA ESPETÁCULO DE TANGO QUE TRANSFORMA A SAUDADE EM DANÇA E MEMÓRIA

Na foto de Cibele Rowena, a bailarina, coreógrafa e tangoterapeuta Samara Sfair e o bailarino argentino Maximiliano Gomes.
Na foto de Cibele Rowena, a bailarina, coreógrafa e tangoterapeuta Samara Sfair e o bailarino argentino Maximiliano Gomes.

“Ecos de um Abraço” transforma espaços de Curitiba em cenário para uma experiência sensível entre dança, teatro e memória afetiva; projeto circula de 15 a 18 de junho, com apresentações gratuitas abertas ao público em 16 de junho, no Teatro do Memorial de Curitiba

A bailarina, coreógrafa e tangoterapeuta Samara Sfair estreia, em junho, o projeto “Ecos de um Abraço”, espetáculo de dança-teatro que utiliza o tango para contar uma história sobre amor, perda e reencontro. Com circulação entre os dias 15 e 18 de junho em diferentes espaços de Curitiba, a montagem transforma ambientes públicos e institucionais em cenário para uma narrativa construída a partir da memória afetiva.

Ao lado do bailarino argentino Maximiliano Gomes, Samara conduz o público por uma travessia emocional que começa pela ausência: um homem entra em cena carregando um casaco vazio, símbolo do abraço e da presença de quem já partiu. A partir dessa imagem, o espetáculo retorna no tempo por meio de lembranças fragmentadas, encontros, paixão e despedidas, criando uma experiência que mistura dança, teatralidade e a força poética do tango argentino. “O tango fala sobre presença, mas também sobre aquilo que permanece depois da ausência. O espetáculo nasce justamente desse lugar da saudade, das memórias que continuam vivendo no corpo e nos afetos”, afirma Samara.

Dividido em seis atos que percorrem diferentes estados emocionais, do desejo ao luto, da paixão ao reencontro espiritual, o espetáculo utiliza o próprio espaço como parte da dramaturgia. O som ambiente, a arquitetura dos locais tornam-se elementos da cena, aproximando a obra do caráter popular e urbano que marcou o nascimento do tango.

A circulação do espetáculo acontece entre os dias 15 e 19 de junho em diferentes espaços de Curitiba. A programação tem início em 15 de junho, com uma apresentação aberta ao público no Centro Cultural Miguel de Cervantes, na Praça da Espanha, às 14h. Em caso de chuva, a atividade será transferida para um espaço fechado. Na mesma data, o projeto realiza uma apresentação fechada no Colégio Estadual Julia Wanderley, às 19h. No dia 16 de junho acontecem as duas sessões gratuitas abertas ao público no Teatro Londrina, dentro do Memorial de Curitiba, às 16h e às 19h30. A circulação segue em 17 de junho com uma apresentação fechada na Sociedade Morgenau, às 15h30, e continua no dia 18 de junho com apresentações em locais que serão definidos pela Fundação Cultural de Curitiba.

O tango que nasce das ruas
Com atuação no Brasil e na Argentina, Samara Sfair desenvolve uma pesquisa artística que conecta tango, memória afetiva e relações humanas. Professora Adjunta da Faculdade de Tango Del Angel, na Argentina, e produtora da Copa Tango Curitiba, a artista investiga há anos o potencial da dança como ferramenta de expressão, conexão emocional e transformação social.

Seu trabalho também inclui experiências voltadas para pessoas com Parkinson e depressão, utilizando o movimento como caminho para fortalecer vínculos, autonomia e qualidade de vida. “A rua aproxima a arte da vida real. Quando levamos o tango para espaços públicos, ele retorna para sua origem: uma dança criada entre encontros, afetos e histórias urbanas”, comenta.

A obra integra o projeto Ecos de Um Abraço, contemplado pelo Fundo Municipal de Incentivo à Cultura, e propõe uma experiência sensível sobre aquilo que permanece mesmo após a despedida.

Um espetáculo sobre o que fica
Ao longo da montagem, o abraço surge como símbolo central da narrativa: gesto de amor, memória e permanência. Entre cenas silenciosas, deslocamentos pelo espaço e tangos marcados pela intensidade emocional, o espetáculo constrói uma reflexão poética sobre os vínculos humanos e os ecos deixados por cada encontro.

No desfecho, passado e presente se encontram novamente em cena, transformando o tango em uma celebração delicada da memória, da continuidade dos afetos e da capacidade humana de seguir adiante sem apagar aquilo que foi vivido.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Espetáculo – ECOS DE UM ABRAÇO
Datas: 15, 16 e 17 e 18 de junho de 2026
Apresentações fechadas
15 de junho: Colégio Estadual Julia Wanderley às 19h
17 de junho: Sociedade Morgenau às 15h30
18 de junho: Local a ser definido pela FCC

Apresentações abertas ao público
15 de junho: Centro Cultural Miguel de Cervantes na Praça da Espanha às 14h (em caso de chuva a apresentação será remarcada em local fechado)
16 de junho: Memorial de Curitiba no Teatro Londrina às 16h e 19h30 | Entrada gratuita
Classificação: Livre
Duração: Aproximadamente 45 minutos

FICHA TÉCNICA:
Concepção, direção e atuação: Samara Sfair | Atuação: Maximiliano Gomez | Produção executiva: Maria Sousa | Coordenação e produção: Beatriz Marçal | Assessoria de imprensa: Bruna Bazzo | Trilha sonora: Tango Bardo e clássicos do tango argentino | Realização: Projeto contemplado pelo Fundo Municipal de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba

Samara Sfair é bailarina, coreógrafa, professora e tangoterapeuta, com atuação no Brasil e na Argentina. É também Professora Adjunta da Faculdade de Tango Del Angel, na Argentina. Pós graduada em Dançaterapia e Dança e Educação, possui formação em tango pelo Método Dinzel, Formada pela Faculdade Tango del Anjel, Buenos Aires e especialização em Tango-Terapia. Como produtora da Copa Tango Curitiba, difunde a cultura tangueira e suas múltiplas expressões. Além de atuar como DJ de tango e organizadora de milongas, desenvolve pesquisas sobre a reabilitação através da dança, aplicando suas técnicas em casos de Parkinson e depressão. Seu trabalho valoriza a improvisação e o estilo pessoal dos alunos, promovendo um ensino acessível e envolvente.

Maximiliano Gomes é bailarino, coreógrafo, jurado e professor argentino de tango, nascido na província de Buenos Aires e atualmente residente em Manaus (AM). Fundador da Companhia FC Tango e com formação pela Universidad Nacional de Arte (UNA) e pelo formado pelo Intituto das Artes Folklóricas (DAF), Buenos Aires, construiu uma trajetória dedicada ao ensino, à pesquisa e à difusão do tango e do folclore argentino, atuando em grandes companhias internacionais, espetáculos e projetos culturais na Argentina e no Mundo.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

“FLUXO FLOEMA, PERIFÉRICAS” TRANSFORMA RELATOS FEMININOS EM ARTE E ESCUTA COLETIVA

Campanha “Solta essa Voz, Mulher” integra a primeira etapa de uma trilogia de projetos de Mayra Fernandes que unem escuta, pesquisa e criação dramatúrgica a partir de vivências femininas

A arte como espaço de escuta, acolhimento e transformação social move o projeto “Fluxo Floema, Periféricas”, idealizado pela artista, produtora cultural e pesquisadora Mayra Fernandes, da Cardume Cultural, em Curitiba. Inspirado na obra Fluxo Floema, da escritora Hilda Hilst, o trabalho investiga as experiências femininas na sociedade contemporânea a partir de relatos reais de mulheres em contextos de vulnerabilidade.

A proposta une pesquisa de campo, escuta ativa e criação artística para construir uma dramaturgia inédita, atravessada por temas comuns de nós mulheres na sociedade contemporânea. As histórias compartilhadas pelas participantes tornam-se matéria poética e cênica, criando espaços de reconhecimento, pertencimento e reflexão coletiva.

Como parte desse processo, o projeto realiza a campanha “Solta essa Voz, Mulher”, que recebe relatos anônimos até o dia 10 de junho pelo e-mail fluxofloemapesquisa@gmail.com. A iniciativa busca criar um canal seguro de escuta e acolhimento para mulheres compartilharem experiências, memórias e vivências que poderão contribuir para o desenvolvimento da pesquisa artística.

A campanha reúne vozes, memórias e experiências que alimentam uma pesquisa artística comprometida com a escuta das múltiplas realidades femininas na contemporaneidade. Cada relato recebido amplia um processo investigativo que busca compreender como mulheres elaboram, atravessam e narram suas experiências em uma sociedade marcada por diferentes formas de violência, silenciamento e resistência.

Ao longo do mês de maio, o projeto também promoveu oficinas inclusivas voltadas a mulheres em situação de vulnerabilidade, idosos e pessoas com deficiência, incentivando autoestima, criatividade e expressão emocional. As atividades integraram a etapa formativa da pesquisa e contribuíram para ampliar os espaços de diálogo e escuta coletiva.

“Fluxo Floema, Periféricas” constitui a primeira etapa de uma trilogia de projetos que será desenvolvida entre 2026 e 2027. A pesquisa investiga diferentes dimensões da experiência feminina na contemporaneidade, tendo a escuta como metodologia central e a criação dramatúrgica como forma de elaboração artística dessas narrativas. Os próximos desdobramentos aprofundarão o diálogo entre memória, corpo, linguagem e representação feminina nas artes da cena.

Com recursos de acessibilidade, transcrição de conteúdos e valorização da diversidade de corpos e vozes, o projeto reafirma a potência da arte como ferramenta de diálogo, pertencimento e transformação social.

Sobre o projeto
“Fluxo Floema, Periféricas” integra uma trilogia de ações artísticas e de pesquisa que serão realizadas entre 2026 e 2027, investigando as vivências femininas por meio da escuta, da dramaturgia e da criação cênica.


Na foto de Mariana Ayala: arte, escuta e transformação social a partir das vozes femininas. Até o dia 10 de junho, o projeto “Fluxo Floema, Periféricas” promove ações de acolhimento, oficinas e escuta coletiva em Curitiba.

SERVIÇO:
“Fluxo Floema, Periféricas”
Campanha “Solta essa Voz, Mulher”
Recebimento de relatos: Até 10 de junho de 2026
Envio pelo e-mail: fluxofloemapesquisa@gmail.com
Informações: @cardumeproducaocultural

Oficinas
Dia: 14 de maio de 2026 – com Mayra Fernandes no CIC
Dia: 21 de maio de 2026 – “Brincadeiras Coloridas para Nunca Mais Dar Branco”, com Carol Mascarenhas
Dia: 28 de maio de 2026 – com Mayra Fernandes no CIC

Sobre Mayra Fernandes 
Atriz, diretora de produção e pesquisadora, atuante no cenário artístico desde 2010. Graduada em Teatro pela FAP/UNESPAR, ampliou sua formação em Antropologia, Cinema, Produção Cultural e Neurociência, com foco na experiência da mulher na sociedade contemporânea. Em 2026 desenvolve sua primeira dramaturgia, fruto de quase 15 anos de pesquisa, no projeto Fluxo Floema, que terá desdobramentos importantes em 2026 e 2027. Envolvida com as artes desde a infância, do circo ao teatro, também é palhaça formada pela Escola do Ator Cômico. Como produtora e curadora, integrou equipes de festivais como Psicodália, Festival de Curitiba e Novos Olhares. No teatro, compõe os elencos da Cia Setra Teatral e da Ap. da Treze, tendo recebido o Troféu Cabeça de Chinchila de melhor atuação junto ao elenco do espetáculo Multidão (2025). Sua trajetória foi reconhecida pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, e sua produtora, Cardume Cultural, foi certificada como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura em 2025.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

“EXPERIÊNCIA LÍNGUA SOLTA OCUPA A NOITE COM SHOWS, VIDEOCLIPES E REFORÇA A POTÊNCIA DA ARTE INDEPENDENTE COLETIVA”

Na foto de Gus Benke, Bruna Pena em performance durante a Experiência Língua Solta

Projeto de Bruna Pena reúne música, dança e mostra de videoclipes em uma noite de experimentação audiovisual

A Experiência Língua Solta – vol. 4 acontece no dia 11 de junho como parte da programação do Olhar de Cinema. Criado e conduzido pela cantora e diretora audiovisual Bruna Pena, o projeto vem se consolidando como um espaço de encontro entre linguagens, e nesta edição amplia sua proposta ao incorporar a mostra de videoclipe que abre a festa.

Bruna Pena apresenta um show que combina voz, camadas eletrônicas, guitarra e performance, com projeções visuais e a participação de dançarinos em cena. Sua pesquisa artística transita entre o íntimo e o coletivo, criando atmosferas sensoriais que convidam o público a uma escuta expandida – e nesta edição expande ainda mais sua dimensão audiovisual. Clara Gomes e Samuca Melo assumem a pista de dança durante o show.

Ela convida para a Experiência FERALKAT LAB, projeto experimental da também diretora audiovisual Natasha Durski. Ela assume o palco com uma performance que atravessa beats, texturas e ruídos, explorando uma sonoridade que se desloca entre a pista e a experimentação eletrônica, mantendo a energia da noite em fluxo contínuo.

Abrindo a programação, a noite conta com uma mostra de videoclipes composta por 10 trabalhos selecionados por meio de chamada aberta online. Os artistas escolhidos passam a integrar o evento, com direito a entrada liberada e +1 acompanhante, fortalecendo o caráter do projeto como plataforma de circulação e troca entre produções audiovisuais independentes. O resultado será divulgado no instagram da cantora (@oibrunapena).

O evento será realizado na Blind Pig – espaço anexo ao Ginger Bar, conhecido na cidade por seus excelentes drinks e programação cultural. Endereço
Rua Saldanha Marinho, 1220 – Centro – Curitiba/PR

SERVIÇO:
Confira a programação completa abaixo:
Programação
22h00 – Abertura da casa
23h00 – Mostra de Videoclipes (10 videoclipes de até 5 minutos)
00h00 – Show Feralkat c/ laboratorio de projeções
01h00 – Show Bruna Pena c/ laboratório de projeções e dançarinos

Valores
Ingresso antecipado R$15,00
Ingressos 1º Lote: R$25,00
Ingresso na hora R$35,00
Ingresso Credenciados Olhar de Cinema R$15,00
Link Ingressos, aqui
Link Inscrição Videoclipes, aqui

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ALFAIATARIA RECEBE VINÍCIUS ARMILIATO PARA CONVERSA SOBRE MEMÓRIA E PSICANÁLISE

Na foto de Vitor Dias, o público reunido no quintal da Alfaiataria – Espaço de Artes durante a primeira edição da Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, encontro que transforma escuta, convivência e partilha em experiência coletiva.

Segundo encontro do ciclo “práticas da memória – entre lembrar e esquecer”, que integra o projeto “Ações para Mundos Poéticos”, propõe uma travessia entre arte, escuta e experiência subjetiva no dia 27 de maio.

Há lembranças que permanecem acesas durante anos. Outras desaparecem antes mesmo de se tornarem linguagem. Entre aquilo que o corpo guarda, o tempo transforma e a palavra tenta alcançar, se acende a segunda edição da Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, encontro promovido pela Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba. O encontro gratuito acontece no dia 27 de maio (quarta-feira, as 20h), e recebe o pesquisador e psicanalista Vinícius Armiliato para uma conversa aberta ao público sobre memória, subjetividade e criação.

Realizada no quintal da Alfaiataria, a ação parte da imagem ancestral das pessoas reunidas ao redor do fogo para compartilhar histórias, experiências e modos de existir. Mais do que um debate, a proposta cria um espaço de convivência e escuta, onde pensamento e presença se atravessam continuamente.

Com curadoria do artista e pesquisador Francisco Mallmann, a Roda de Fogo reúne convidados de diferentes áreas do conhecimento para refletir sobre a memória não como arquivo fixo, mas como matéria viva: algo que se reorganiza, se desloca e se reinventa continuamente. O encontro faz parte do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), iniciativa contemplada pelo edital de Ações Continuadas da Funarte e dedicada ao fortalecimento de práticas de criação, formação e intercâmbio nas artes da cena contemporânea.

Graduado em Artes Cênicas e Psicologia, Vinícius Armiliato desenvolve pesquisas que articulam filosofia, clínica e artes da cena. Doutor e pós-doutor na linha de Filosofia da Psicanálise da PUCPR, atua como professor da Univille e curador do Seminário Fronteiras da Psicanálise, realizado mensalmente em Curitiba desde 2021.

Memória como criação em movimento
Ao aproximar psicanálise e experiência artística, o encontro propõe reflexões sobre esquecimento, repetição, elaboração e construção narrativa de si. Na clínica, lembrar nunca significa simplesmente recuperar algo intacto. Toda memória carrega desvios, lacunas e reinvenções. Nas artes da cena, essa instabilidade aparece de maneira concreta: nenhum gesto retorna da mesma forma, nenhuma presença se repete integralmente. “A memória nunca retorna de maneira idêntica. Toda lembrança carrega algo de invenção, de reconstrução e de deslocamento. Talvez lembrar seja justamente produzir novas formas de relação com aquilo que vivemos”, afirma Vinícius Armiliato.

Para Francisco Mallmann, a potência da Roda de Fogo está na possibilidade de transformar pensamento em experiência compartilhada. “O fogo aparece como imagem de encontro, mas também de transformação. Ao compartilhar experiências e escutas, percebemos que memória não é permanência absoluta, e sim algo que se move entre presença, ausência e criação”, comenta.

Ações para Mundos Poéticos
A Roda de Fogo integra o conjunto de ações do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), idealizado por Janaina Matter, realizado em parceria com a produtora cultural Michele Menezes, da Pró Cult. Ao longo de 2026, o programa promove atividades voltadas à formação artística, pesquisa e experimentação cênica.

Entre as iniciativas estão a Oficina de Iluminação Cênica para Mulheres, ministrada por Lucri Reggiani; o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, conduzido por Guilherme Jaccon; a segunda edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria; e a Mostra Les Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas latino-americanas.

Ao aproximar arte, pensamento e convivência, o programa consolida a Alfaiataria – Espaço de Artes como um espaço dedicado à criação contemporânea, à troca entre diferentes saberes e à construção de experiências coletivas. “Inspirada na imagem ancestral das pessoas reunidas ao redor do fogo, a ação busca criar uma experiência de escuta compartilhada. Mais do que discutir memória, queremos produzir um espaço em que ela possa ser vivida coletivamente”, afirma Janaina Matter, diretora artística da Alfaiataria.

SERVIÇO:
2ª Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer
Dia: 27 maio de 2026
Horário: 20h
Duração: 1h a 1h30
Local: Quintal da Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 247 – Centro)
Entrada: gratuita, sujeita à capacidade do espaço
Informações: @alfaiataria_

Sobre Vinícius Armiliato:
Bacharel em Artes Cênicas pela FAP e graduado em Psicologia pela PUCPR, Vinícius Armiliato é psicanalista, pesquisador e professor universitário. Doutor e pós-doutor na linha de Filosofia da Psicanálise da PUCPR, desenvolve pesquisas voltadas às relações entre memória, subjetividade, normalidade e experiência clínica. Atualmente é professor adjunto do curso de Psicologia da Univille e curador do Seminário Fronteiras da Psicanálise, realizado mensalmente em Curitiba desde 2021. Também atua como tradutor de textos nas áreas de filosofia e psicanálise e organizou publicações como Nunca se vive inteiramente o presente: patrimônio, psicanálise e epistemologia (2025) e Georges Canguilhem em Perspectiva.

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ESTRATOSFÉRICA SESSIONS COLOCA MUSICISTAS DE CURITIBA NO CENTRO DE PERFORMANCES INTIMISTAS

Da esquerda para a direita, Dani Zan, Marina Camargo, Lilian Nakahodo e Milena Tupi, que integram a primeira edição do Estratosférica Sessions com performances ao vivo gravadas no Estúdio Old Cat. Fotos: Ana Paula Málaga.

Série produzida pelo Estúdio Old Cat estreia dia 18 de maio com quatro episódios semanais no YouTube, reunindo performances ao vivo de artistas locais

Sem palco, sem distância e sem ruído: o Estratosférica Sessions nasce da vontade de aproximar público e música em estado bruto. A série estreia mrcada para o dia 18 de maio com quatro episódios lançados semanalmente, reunindo musicistas de Curitiba em performances ao vivo gravadas no Estúdio Old Cat.

Criado por Helena Sofia, à frente do Estúdio Old Cat e do podcast Estratosférica, o projeto se desloca do campo da conversa para o da performance. Inspiradas no formato das live sessions, as apresentações apostam na proximidade, plateia reduzida, escuta atenta e captação audiovisual de alta qualidade. Cada episódio, com cerca de 20 minutos, traz uma artista convidada em performance exclusiva.

Os lançamentos acontecem às segundas-feiras no canal oficial no YouTube da Hela Sofia (youtube.com/helenasofiaoficial), onde também está disponível o podcast. “Existe algo muito potente em escutar de perto. A gente quis criar um ambiente onde a música pudesse acontecer sem mediações, quase como um segredo compartilhado”, afirma Helena Sofia.

A agenda estreia com a participação de Lilian no dia 18/05, seguida por Folebaixo e Nati Bermúdez no dia 25/05. Na sequência, o duo Turra Tupi assume a tela em 01/06, enquanto Dani Zan encerra a série de lançamentos no dia 08/06.

Escuta, presença e escolha
Mais do que registros musicais, as Sessions se constroem como retratos sensíveis de trajetórias artísticas. Nesta edição, quatro artistas que já passaram pelo podcast retornam agora em outro gesto: o da performance.

A curadoria, assinada por Helena Sofia, parte de um recorte afetivo e conceitual e privilegia projetos em que mulheres estão no centro das decisões, do repertório à formação, além de priorizar grupos com maior presença feminina. “Eu quis reunir projetos em que as mulheres estivessem no centro das decisões, pra quebrar esse imaginário ainda muito masculino na música”, comenta.

A cantora Milena Tupi ao lado da violonista Raquel Loner formam o duo Turra Tupi, que percorre caminhos entre a música de câmara e a canção brasileira; Dani Zan apresenta sambas autorais que atravessam seu novo trabalho acompanhada de um sexteto potente formado apenas por mulheres; Marina Camargo, com o projeto Folebaixo ao lado de Marcelo Pereira, explora o acordeom em diálogo com diferentes tradições e composições próprias, tendo como convidada especial a cantora e compositora Nati Bermúdez; e Lilian Nakahodo investiga sonoridades contemporâneas a partir do piano preparado.

Do podcast ao gesto musical
Desdobramento do podcast Estratosférica, com três temporadas de sucesso no youtube, o projeto se constrói como continuidade desse diálogo, agora mediado pela performance. A equipe técnica é formada majoritariamente por mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, e todos os episódios contam com Libras e audiodescrição.

Sem a mediação do palco tradicional, o Estratosférica Sessions aposta na escuta como linguagem. Em tempos de excesso, oferece pausa. Em meio à dispersão, presença.

SERVIÇO:
Estratosférica Sessions
Calendário de lançamentos: estreia 18/05: Lilian Nakahodo | 25/05: Folebaixo + Nati Bermúdez @natibermudez.comz | 01/06: Turra Tupi | 08/06: Dani Zan
Formato: 4 episódios, com estreia semanal
Onde assistir: youtube.com/helenasofiaoficial
Duração: aproximadamente 20 minutos por episódio
Classificação: livre
Acessibilidade: Libras, legenda e audiodescrição
Redes sociais: @estudiooldcat | @helenasofiaoficial | @lilian.nakahodo | @marinaacordeom |  @natibermudez.comz | @turratupi | @milenatupi

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JOSYARA SE JUNTA AO XIQUE XIQUE EM HOMENAGEM A CÁTIA DE FRANÇA NO PAIOL MUSICAL

Show reúne diferentes gerações da música brasileira em torno da obra da artista paraibana, com participação de Josyara em apresentação no Teatro do Paiol

O grupo curitibano Xique Xique apresenta, no dia 17 de junho, às 20h, no Teatro do Paiol, um espetáculo em homenagem à obra de Cátia de França. A noite propõe um percurso por canções que atravessam gerações, somada a atualidade e a força da artista na música brasileira. Os ingressos começam a ser vendidos no dia 18 de maio, com valores de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada), disponíveis no comprenozet, aqui.

A apresentação conta com a participação especial de Josyara, cantora e compositora baiana cuja trajetória dialoga com diferentes vertentes da cena contemporânea. Sua presença amplia o encontro, estabelecendo conexões entre repertórios e modos de criação.

No palco, o tributo se constrói a partir de interpretações que preservam a identidade das composições de Cátia, ao mesmo tempo em que abrem espaço para novas leituras. O repertório reúne clássicos como “Coito das Araras”, “Kukukaya” e “20 Palavras girando ao redor do sol”, além de composições autorais que se integram à proposta do espetáculo.

Na véspera, 16 de junho, o público poderá participar de um bate-papo aberto no Conservatório de MPB de Curitiba, em uma conversa sobre processos criativos, trajetórias e as relações entre tradição e contemporaneidade na música. “Cátia é uma referência importante para o grupo, tanto pela sonoridade quanto pela forma como constrói suas canções. Este trabalho nasce desse diálogo”, afirma Marcelo Pereira, diretor musical do projeto.
Formado por Nati Bermúdez, Marina Camargo, Marcelo Pereira e Paula Back, o Xique Xique desenvolve, desde 2022, um trabalho voltado ao forró pé de serra, explorando suas possibilidades em diálogo com o presente.

Entre repertórios e gerações
Além de uma homenagem, o espetáculo se estrutura como um encontro entre diferentes momentos da música brasileira. As canções de Cátia de França aparecem em novas interpretações, mantendo sua força original e evidenciando sua permanência no repertório contemporâneo. A participação de Josyara contribui para ampliar essa perspectiva, incorporando outras camadas ao espetáculo e reforçando o caráter vivo da proposta. “É uma forma de reconhecer a importância dessa obra e de mantê-la em circulação”, destaca Nati Bermúdez.

SERVIÇO:
Show: Xique Xique convida Josyara – Homenagem a Cátia de França – Paiol Musical
Data: 17 de junho de 2025 – quarta-feira às 20h
Local: Teatro do Paiol (Cel.Zacarias, 51 – Prado Velho)
Ingressos: abertura de vendas em 18/05 – R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada), através deste link

Bate-papo com os artistas:
Data: 16 de junho – terça-feira às 19h
Local: Conservatório de MPB de Curitiba (R.Mateus Leme, 66 – Centro Histórico)
Ingressos: Gratuitos – entrada conforme chegada
Instagram: @xiquexiqueforro
Spotify: aqui

O Xique Xique é quem conduz e assina este encontro: um tributo à obra de Cátia de França que nasce da escuta, da pesquisa e do desejo de manter essa música em circulação.

O Xique Xique é um grupo curitibano de forró pé de serra formado em 2022 por Nati Bermúdez, Marina Camargo, Marcelo Pereira e Paula Back. O quarteto parte da formação tradicional, sanfona, violão de 7 cordas, zabumba, flauta e vozes, para construir uma sonoridade que dialoga com o presente sem perder o vínculo com suas raízes. Com um trabalho autoral consistente, o grupo vem se destacando na cena cultural de Curitiba ao transitar entre repertório tradicional e novas leituras do gênero.

Josyara é natural de Juazeiro (BA), é cantora, compositora, instrumentista e produtora musical. Seu trabalho se destaca pelo uso do violão percussivo e por uma escrita que transita entre diferentes referências da música brasileira. Lançou os álbuns Mansa Fúria (2018), ÀdeusdarÁ (2022), Avia (2025), além do EP Mandinga Multiplicação (2024), consolidando seu nome na cena contemporânea.

Cátia de França (João Pessoa, PB, 1947) é cantora, compositora, instrumentista e escritora. Com uma trajetória iniciada nos anos 1970, construiu uma obra marcada pela liberdade criativa e pela combinação de diferentes gêneros musicais. Seus trabalhos seguem como referência para diversas gerações de artistas.

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SOLO DE PAGU LEAL RETORNA AO TEATRO NOVELAS CURITIBANAS E QUESTIONA PADRÕES DE BELEZA COM HUMOR E REFLEXÃO

Na foto de Mônica Lachman, Pagu Leal em cena do espetáculo em cartaz no Teatro Novelas Curitibanas: “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”.

“Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei” abre temporada gratuita de 14 a 24 de maio de 2026, com cenas inéditas e diálogo sobre corpo e identidade

Há um momento em que o espelho deixa de ser apenas reflexo e passa a ser confronto. É desse território, íntimo e coletivo, que nasce “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”, solo da atriz e autora Pagu Leal, que retorna ao Teatro Novelas Curitibanas para sua quarta temporada, entre os dias 14 e 24 de maio.

Dirigido por Giorgia Conceição, o espetáculo articula humor, relato pessoal e reflexão filosófica para abordar as violências simbólicas e estéticas que atravessam, sobretudo, a vida das mulheres. Em cena, o riso surge como alívio, mas principalmente como ferramenta de deslocamento, uma forma de olhar para padrões naturalizados e revelar suas estruturas.

A beleza como construção
A nova temporada incorpora cenas inéditas que percorrem a história da beleza, da antiguidade grega à contemporaneidade. Ao longo dessa travessia, o espetáculo evidencia que os padrões estéticos não são universais nem fixos, mas construções históricas que moldam corpos, comportamentos e subjetividades. Partindo de experiências pessoais, Pagu Leal estabelece uma relação direta com o público, aproximando questões íntimas de uma dimensão coletiva. “O padrão ignora o envelhecimento natural das mulheres e objetifica corpos de jovens e adolescentes, desconsiderando aspectos como raça, cores, biotipos e contextos”, afirma.

Do palco ao encontro
Mais do que uma crítica, o trabalho propõe um movimento de reconhecimento e deslocamento. Ao tensionar imagens cristalizadas, o espetáculo abre espaço para outras formas de percepção e existência. “Esse trabalho também é um convite para que cada pessoa possa se olhar com mais generosidade, fora das imagens que nos foram impostas”, diz Pagu Leal.

Como nas temporadas anteriores, após cada apresentação o público é convidado a permanecer para uma roda de conversa. O momento amplia a experiência cênica e transforma o teatro em espaço de escuta e partilha, reforçando o caráter coletivo da obra.

A experiência em prática
Nesta temporada, a proposta se expande para além da cena com a realização da oficina “A Burla do Corpo”, ministrada pela diretora do espetáculo, Giorgia Conceição (Miss G). A atividade, realizada no próprio teatro, aprofunda na prática questões presentes no solo ao investigar o corpo como território de expressão, memória e transformação. “O burlesco, para mim, é uma ferramenta de reconexão com aquilo que nos foi tirado: a liberdade de existir no próprio corpo”, afirma a artista.

Voltada para até 15 participantes, sem necessidade de experiência prévia, a oficina acontece em dois encontros de quatro horas, aos sábados da temporada. Com metodologia própria, Miss G conduz uma travessia somato-psíquica que busca liberar padrões que limitam a expressão e estimular a potência criativa de cada participante. Tendo como pano de fundo a história do burlesco, ligada a uma dimensão invisibilizada do teatro feito por mulheres, a prática explora movimento, corporalidade e conexão criativa. As participantes são convidadas a “desencaixotar” corpos e emoções, desenvolvendo fluidez, confiança e autoexpressão.

O projeto é realizado pela Sociedade Poética, iniciativa fundada há 11 anos por Pagu Leal, dedicada à criação e ao desenvolvimento de projetos em teatro, poesia, filosofia e literatura, com foco em mulheres e coletivos femininos em Curitiba e região metropolitana.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Espetáculo: Do Dia que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei
Data: 14 a 24 de maio de 2026
Horários: Quinta a sábado, às 20h | Domingos, às 19h
Sessões com Libras: 15 e 22 de maio (sextas)
Local: Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222)
Ingressos: Gratuitos, distribuídos uma hora antes das apresentações
Classificação etária: 14 anos | Duração: 55 minutos

SERVIÇO
Oficina: A Burla do Corpo
Dias: 16 e 23 de maio das 14h às 18h (dois sábados)
Inscrições link: aqui
Vagas: até 15 pessoas (sem necessidade de experiência prévia)
Classificação etária: 18 anos
Informações: lojamissg@gmail.com | 41 984545313

FICHA TÉCNICA:
Texto e atuação: Pagu Leal |  Direção artística e figurino: Giorgia Conceição | Iluminação: Izabelle Marques | Design gráfico: Luciane Stocco | Assessoria de comunicação: Bruna Bazzo | Produção e realização: Sociedade Poética

Sobre a  Sociedade Poética surgiu há 11 anos, a partir do desenvolvimento artístico e intelectual da atriz e autora Pagu Leal, consolidando-se na criação, produção e incentivo de projetos ligados ao teatro, poesia, filosofia e literatura com mulheres e coletivos de mulheres em Curitiba e região metropolitana. A Sociedade Poética desenvolve iniciativas que valorizam a linguagem, o pensamento crítico e a comunicação humana. Seu propósito é fortalecer a cultura e promover experiências transformadoras por meio da arte e da palavra.

Sobre as artistas:


Atriz, dramaturga, produtora cultural e professora de ética e oratória, Pagu Leal construiu, ao longo de 33 anos de atuação, uma trajetória sólida nas Artes Cênicas, em Curitiba e em outras cidades brasileiras. Transita por diferentes funções, linguagens e plataformas, com uma pesquisa atravessada pela Filosofia, que confere densidade crítica e poética às suas criações.

Como dramaturga, tem 11 textos encenados, entre eles “A Vênus das Peles” (Prêmio Myriam Muniz/Funarte, 2011), “Difícil Amor” (Troféu Poty Lazarotto de Melhor Texto Teatral, 2004) e “Que Absurdo!” (selecionado no projeto Dramaturgias Contemporâneas Brasileiras da Fundação Cultural de Curitiba, 2003).

Na televisão, criou e protagonizou o programa de humor “Coisas de Casal” (RPC TV), também assinando o roteiro. Como atriz, soma mais de 40 espetáculos profissionais, com passagens por companhias como Grupo Satyros, Grupo Delírio e Cia Stavis & Damaceno. Seu trabalho articula criação, interpretação e pensamento, em uma investigação contínua entre corpo, palavra e experiência.


Giorgia Conceição, a Miss G, é uma das principais disseminadoras da arte burlesca no Brasil. Artista, diretora e mentora de novos talentos, ela é Mestre em Artes Cênicas pela UFBA e autora da influente pesquisa “A Burla do Corpo”, que se tornou base para discussões do burlesco no país. Convidada por Pagu Leal, assina a direção do solo “Do dia que olhei no espelho e não me encontrei.” O espetáculo fez quatro temporadas em Curitiba, sempre com grande sucesso de público.

Co-criadora do Festival Internacional Yes, Nós Temos Burlesco, Miss G também dirigiu a mostra semanal Terça Burlesca em Curitiba e faz parte da cúpula de curadoras da Combo Drag Week. Seus trabalhos mais recentes, como os espetáculos O Piano Burlesco (2024) e Baderna (2023), têm atraído grande público. Além do alcance nacional, ela já levou sua performance para contextos internacionais, apresentando-se em cidades como Buenos Aires (Argentina), Nova Iorque (EUA), Kyoto (Japão), Berlim (Alemanha) e Viena (Áustria)

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