Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
Da esquerda para a direita, Dani Zan, Marina Camargo, Lilian Nakahodo e Milena Tupi, que integram a primeira edição do Estratosférica Sessions com performances ao vivo gravadas no Estúdio Old Cat. Fotos: Ana Paula Málaga.
Série produzida pelo Estúdio Old Cat estreia dia 18 de maio com quatro episódios semanais no YouTube, reunindo performances ao vivo de artistas locais
Sem palco, sem distância e sem ruído: o Estratosférica Sessions nasce da vontade de aproximar público e música em estado bruto. A série estreia mrcada para o dia 18 de maio com quatro episódios lançados semanalmente, reunindo musicistas de Curitiba em performances ao vivo gravadas no Estúdio Old Cat.
Criado por Helena Sofia, à frente do Estúdio Old Cat e do podcast Estratosférica, o projeto se desloca do campo da conversa para o da performance. Inspiradas no formato das live sessions, as apresentações apostam na proximidade, plateia reduzida, escuta atenta e captação audiovisual de alta qualidade. Cada episódio, com cerca de 20 minutos, traz uma artista convidada em performance exclusiva.
Os lançamentos acontecem às segundas-feiras no canal oficial no YouTube da Hela Sofia (youtube.com/helenasofiaoficial), onde também está disponível o podcast. “Existe algo muito potente em escutar de perto. A gente quis criar um ambiente onde a música pudesse acontecer sem mediações, quase como um segredo compartilhado”, afirma Helena Sofia.
A agenda estreia com a participação de Lilian no dia 18/05, seguida por Folebaixo e Nati Bermúdez no dia 25/05. Na sequência, o duo Turra Tupi assume a tela em 01/06, enquanto Dani Zan encerra a série de lançamentos no dia 08/06.
Escuta, presença e escolha Mais do que registros musicais, as Sessions se constroem como retratos sensíveis de trajetórias artísticas. Nesta edição, quatro artistas que já passaram pelo podcast retornam agora em outro gesto: o da performance.
A curadoria, assinada por Helena Sofia, parte de um recorte afetivo e conceitual e privilegia projetos em que mulheres estão no centro das decisões, do repertório à formação, além de priorizar grupos com maior presença feminina. “Eu quis reunir projetos em que as mulheres estivessem no centro das decisões, pra quebrar esse imaginário ainda muito masculino na música”, comenta.
A cantora Milena Tupi ao lado da violonista Raquel Loner formam o duo Turra Tupi, que percorre caminhos entre a música de câmara e a canção brasileira; Dani Zan apresenta sambas autorais que atravessam seu novo trabalho acompanhada de um sexteto potente formado apenas por mulheres; Marina Camargo, com o projeto Folebaixo ao lado de Marcelo Pereira, explora o acordeom em diálogo com diferentes tradições e composições próprias, tendo como convidada especial a cantora e compositora Nati Bermúdez; e Lilian Nakahodo investiga sonoridades contemporâneas a partir do piano preparado.
Do podcast ao gesto musical Desdobramento do podcast Estratosférica, com três temporadas de sucesso no youtube, o projeto se constrói como continuidade desse diálogo, agora mediado pela performance. A equipe técnica é formada majoritariamente por mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, e todos os episódios contam com Libras e audiodescrição.
Sem a mediação do palco tradicional, o Estratosférica Sessions aposta na escuta como linguagem. Em tempos de excesso, oferece pausa. Em meio à dispersão, presença.
Show reúne diferentes gerações da música brasileira em torno da obra da artista paraibana, com participação de Josyara em apresentação no Teatro do Paiol
O grupo curitibano Xique Xique apresenta, no dia 17 de junho, às 20h, no Teatro do Paiol, um espetáculo em homenagem à obra de Cátia de França. A noite propõe um percurso por canções que atravessam gerações, somada a atualidade e a força da artista na música brasileira. Os ingressos começam a ser vendidos no dia 18 de maio, com valores de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada), disponíveis no comprenozet, aqui.
A apresentação conta com a participação especial de Josyara, cantora e compositora baiana cuja trajetória dialoga com diferentes vertentes da cena contemporânea. Sua presença amplia o encontro, estabelecendo conexões entre repertórios e modos de criação.
No palco, o tributo se constrói a partir de interpretações que preservam a identidade das composições de Cátia, ao mesmo tempo em que abrem espaço para novas leituras. O repertório reúne clássicos como “Coito das Araras”, “Kukukaya” e “20 Palavras girando ao redor do sol”, além de composições autorais que se integram à proposta do espetáculo.
Na véspera, 16 de junho, o público poderá participar de um bate-papo aberto no Conservatório de MPB de Curitiba, em uma conversa sobre processos criativos, trajetórias e as relações entre tradição e contemporaneidade na música. “Cátia é uma referência importante para o grupo, tanto pela sonoridade quanto pela forma como constrói suas canções. Este trabalho nasce desse diálogo”, afirma Marcelo Pereira, diretor musical do projeto. Formado por Nati Bermúdez, Marina Camargo, Marcelo Pereira e Paula Back, o Xique Xique desenvolve, desde 2022, um trabalho voltado ao forró pé de serra, explorando suas possibilidades em diálogo com o presente.
Entre repertórios e gerações Além de uma homenagem, o espetáculo se estrutura como um encontro entre diferentes momentos da música brasileira. As canções de Cátia de França aparecem em novas interpretações, mantendo sua força original e evidenciando sua permanência no repertório contemporâneo. A participação de Josyara contribui para ampliar essa perspectiva, incorporando outras camadas ao espetáculo e reforçando o caráter vivo da proposta. “É uma forma de reconhecer a importância dessa obra e de mantê-la em circulação”, destaca Nati Bermúdez.
SERVIÇO: Show: Xique Xique convida Josyara – Homenagem a Cátia de França – Paiol Musical Data: 17 de junho de 2025 – quarta-feira às 20h Local: Teatro do Paiol (Cel.Zacarias, 51 – Prado Velho) Ingressos: abertura de vendas em 18/05 – R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada), através deste link
Bate-papo com os artistas: Data: 16 de junho – terça-feira às 19h Local: Conservatório de MPB de Curitiba (R.Mateus Leme, 66 – Centro Histórico) Ingressos: Gratuitos – entrada conforme chegada Instagram: @xiquexiqueforro Spotify: aqui
O Xique Xique é quem conduz e assina este encontro: um tributo à obra de Cátia de França que nasce da escuta, da pesquisa e do desejo de manter essa música em circulação.
O Xique Xique é um grupo curitibano de forró pé de serra formado em 2022 por Nati Bermúdez, Marina Camargo, Marcelo Pereira e Paula Back. O quarteto parte da formação tradicional, sanfona, violão de 7 cordas, zabumba, flauta e vozes, para construir uma sonoridade que dialoga com o presente sem perder o vínculo com suas raízes. Com um trabalho autoral consistente, o grupo vem se destacando na cena cultural de Curitiba ao transitar entre repertório tradicional e novas leituras do gênero.
Josyara é natural de Juazeiro (BA), é cantora, compositora, instrumentista e produtora musical. Seu trabalho se destaca pelo uso do violão percussivo e por uma escrita que transita entre diferentes referências da música brasileira. Lançou os álbuns Mansa Fúria (2018), ÀdeusdarÁ (2022), Avia (2025), além do EP Mandinga Multiplicação (2024), consolidando seu nome na cena contemporânea.
Cátia de França (João Pessoa, PB, 1947) é cantora, compositora, instrumentista e escritora. Com uma trajetória iniciada nos anos 1970, construiu uma obra marcada pela liberdade criativa e pela combinação de diferentes gêneros musicais. Seus trabalhos seguem como referência para diversas gerações de artistas.
Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica
Na foto de Mônica Lachman, Pagu Leal em cena do espetáculo em cartaz no Teatro Novelas Curitibanas: “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”.
“Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei” abre temporada gratuita de 14 a 24 de maio de 2026, com cenas inéditas e diálogo sobre corpo e identidade
Há um momento em que o espelho deixa de ser apenas reflexo e passa a ser confronto. É desse território, íntimo e coletivo, que nasce “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”, solo da atriz e autora Pagu Leal, que retorna ao Teatro Novelas Curitibanas para sua quarta temporada, entre os dias 14 e 24 de maio.
Dirigido por Giorgia Conceição, o espetáculo articula humor, relato pessoal e reflexão filosófica para abordar as violências simbólicas e estéticas que atravessam, sobretudo, a vida das mulheres. Em cena, o riso surge como alívio, mas principalmente como ferramenta de deslocamento, uma forma de olhar para padrões naturalizados e revelar suas estruturas.
A beleza como construção A nova temporada incorpora cenas inéditas que percorrem a história da beleza, da antiguidade grega à contemporaneidade. Ao longo dessa travessia, o espetáculo evidencia que os padrões estéticos não são universais nem fixos, mas construções históricas que moldam corpos, comportamentos e subjetividades. Partindo de experiências pessoais, Pagu Leal estabelece uma relação direta com o público, aproximando questões íntimas de uma dimensão coletiva. “O padrão ignora o envelhecimento natural das mulheres e objetifica corpos de jovens e adolescentes, desconsiderando aspectos como raça, cores, biotipos e contextos”, afirma.
Do palco ao encontro Mais do que uma crítica, o trabalho propõe um movimento de reconhecimento e deslocamento. Ao tensionar imagens cristalizadas, o espetáculo abre espaço para outras formas de percepção e existência. “Esse trabalho também é um convite para que cada pessoa possa se olhar com mais generosidade, fora das imagens que nos foram impostas”, diz Pagu Leal.
Como nas temporadas anteriores, após cada apresentação o público é convidado a permanecer para uma roda de conversa. O momento amplia a experiência cênica e transforma o teatro em espaço de escuta e partilha, reforçando o caráter coletivo da obra.
A experiência em prática Nesta temporada, a proposta se expande para além da cena com a realização da oficina “A Burla do Corpo”, ministrada pela diretora do espetáculo, Giorgia Conceição (Miss G). A atividade, realizada no próprio teatro, aprofunda na prática questões presentes no solo ao investigar o corpo como território de expressão, memória e transformação. “O burlesco, para mim, é uma ferramenta de reconexão com aquilo que nos foi tirado: a liberdade de existir no próprio corpo”, afirma a artista.
Voltada para até 15 participantes, sem necessidade de experiência prévia, a oficina acontece em dois encontros de quatro horas, aos sábados da temporada. Com metodologia própria, Miss G conduz uma travessia somato-psíquica que busca liberar padrões que limitam a expressão e estimular a potência criativa de cada participante. Tendo como pano de fundo a história do burlesco, ligada a uma dimensão invisibilizada do teatro feito por mulheres, a prática explora movimento, corporalidade e conexão criativa. As participantes são convidadas a “desencaixotar” corpos e emoções, desenvolvendo fluidez, confiança e autoexpressão.
O projeto é realizado pela Sociedade Poética, iniciativa fundada há 11 anos por Pagu Leal, dedicada à criação e ao desenvolvimento de projetos em teatro, poesia, filosofia e literatura, com foco em mulheres e coletivos femininos em Curitiba e região metropolitana.
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.
SERVIÇO: Espetáculo: Do Dia que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei Data: 14 a 24 de maio de 2026 Horários: Quinta a sábado, às 20h | Domingos, às 19h Sessões com Libras: 15 e 22 de maio (sextas) Local: Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222) Ingressos: Gratuitos, distribuídos uma hora antes das apresentações Classificação etária: 14 anos | Duração: 55 minutos
SERVIÇO
Oficina: A Burla do Corpo Dias: 16 e 23 de maio das 14h às 18h (dois sábados) Inscrições link: aqui Vagas: até 15 pessoas (sem necessidade de experiência prévia) Classificação etária: 18 anos Informações: lojamissg@gmail.com | 41 984545313
FICHA TÉCNICA: Texto e atuação: Pagu Leal | Direção artística e figurino: Giorgia Conceição | Iluminação: Izabelle Marques | Design gráfico: Luciane Stocco | Assessoria de comunicação: Bruna Bazzo | Produção e realização: Sociedade Poética
Sobre a Sociedade Poética surgiu há 11 anos, a partir do desenvolvimento artístico e intelectual da atriz e autora Pagu Leal, consolidando-se na criação, produção e incentivo de projetos ligados ao teatro, poesia, filosofia e literatura com mulheres e coletivos de mulheres em Curitiba e região metropolitana. A Sociedade Poética desenvolve iniciativas que valorizam a linguagem, o pensamento crítico e a comunicação humana. Seu propósito é fortalecer a cultura e promover experiências transformadoras por meio da arte e da palavra.
Sobre as artistas:
Atriz, dramaturga, produtora cultural e professora de ética e oratória, Pagu Leal construiu, ao longo de 33 anos de atuação, uma trajetória sólida nas Artes Cênicas, em Curitiba e em outras cidades brasileiras. Transita por diferentes funções, linguagens e plataformas, com uma pesquisa atravessada pela Filosofia, que confere densidade crítica e poética às suas criações.
Como dramaturga, tem 11 textos encenados, entre eles “A Vênus das Peles” (Prêmio Myriam Muniz/Funarte, 2011), “Difícil Amor” (Troféu Poty Lazarotto de Melhor Texto Teatral, 2004) e “Que Absurdo!” (selecionado no projeto Dramaturgias Contemporâneas Brasileiras da Fundação Cultural de Curitiba, 2003).
Na televisão, criou e protagonizou o programa de humor “Coisas de Casal” (RPC TV), também assinando o roteiro. Como atriz, soma mais de 40 espetáculos profissionais, com passagens por companhias como Grupo Satyros, Grupo Delírio e Cia Stavis & Damaceno. Seu trabalho articula criação, interpretação e pensamento, em uma investigação contínua entre corpo, palavra e experiência.
Giorgia Conceição, a Miss G, é uma das principais disseminadoras da arte burlesca no Brasil. Artista, diretora e mentora de novos talentos, ela é Mestre em Artes Cênicas pela UFBA e autora da influente pesquisa “A Burla do Corpo”, que se tornou base para discussões do burlesco no país. Convidada por Pagu Leal, assina a direção do solo “Do dia que olhei no espelho e não me encontrei.” O espetáculo fez quatro temporadas em Curitiba, sempre com grande sucesso de público.
Co-criadora do Festival Internacional Yes, Nós Temos Burlesco, Miss G também dirigiu a mostra semanal Terça Burlesca em Curitiba e faz parte da cúpula de curadoras da Combo Drag Week. Seus trabalhos mais recentes, como os espetáculos O Piano Burlesco (2024) e Baderna (2023), têm atraído grande público. Além do alcance nacional, ela já levou sua performance para contextos internacionais, apresentando-se em cidades como Buenos Aires (Argentina), Nova Iorque (EUA), Kyoto (Japão), Berlim (Alemanha) e Viena (Áustria)
De 7 de maio a 7 de junho, festival reúne espetáculos que transitam entre comédia, drama e diferentes experiências cênicas
Nem só de riso vive a comédia. Na 13ª edição do Festival Comédia EnCena, o humor se expande e se aproxima de temas, afetos e conflitos que atravessam o cotidiano. Entre os dias 7 de maio e 7 de junho de 2026, o Teatro Barracão EnCena recebe uma programação que percorre a comédia, o drama e a dramédia, reunindo criações próprias, grupos convidados e diferentes modos de relação com o público. “O festival cresce a cada edição, tanto em diversidade de propostas quanto na relação com o público. A ideia é criar um espaço onde diferentes experiências possam conviver”, afirma Juscelino Zilio, diretor do Teatro Barracão EnCena.
A abertura acontece no dia 7 de maio com Séquiço, Dorgas & Róquenrróu, do grupo criaCorvos, que retorna ao festival também com Inferno: A (Divina) Comédia, uma releitura irreverente do clássico de Dante. Nos primeiros dias, entram em cartaz Anáguas, Florais e Gin Tônica, comédia que mistura humor e memória afetiva, e Encontro em Semibreve ou Depois da Partida, realizada em parceria com o Teatro do Alvorecer, que investiga as permanências e rupturas nas relações amorosas.
Ao longo da programação, o Barracão EnCena apresenta diferentes frentes de sua produção. Em Entre Risos e Improvisos, o jogo cênico se constrói a partir da participação direta do público, enquanto Crush se volta ao universo adolescente, abordando descobertas, inseguranças e afetos. Já Valentin, inspirado na obra do dramaturgo alemão Karl Valentin, resgata o humor crítico e fragmentado dos cabarés europeus do início do século XX.
Rir, pensar e sentir: outras camadas da comédia A programação também dedica espaço às infâncias, com os espetáculos João e Maria, que incorpora elementos da cultura brasileira à narrativa clássica dos irmãos Grimm, e A Incrível Aventura de Sofia e Vovô Ludovico, em parceria com a BN Produções, que aposta na imaginação e na relação entre gerações como motor da cena.
O drama aparece ao longo da programação e ganha destaque em diferentes momentos do festival. Na comédia Tem um Nome pra Isso, produção em parceria com a Sociedade Poética, com texto e direção de Pagu Leal, a maternidade é abordada a partir de suas contradições, tensões e sobrecargas cotidianas. Já Os Vivos e os Mortos, dirigido por Edson Bueno, propõe uma reflexão sobre amor, memória e finitude, enquanto Dois Perdidos Numa Noite Suja, com direção de Silvia Monteiro e produzida pela BN Produções, mergulha em um universo urbano marcado por desigualdades e conflitos. Completa esse eixo o solo A Saga de Lauren na Terra Sem Sol, de Cris Raséc, da produtora Sala de Atriz de São Paulo, que articula questões de identidade, opressão e emancipação feminina.
Entre os formatos que deslocam a experiência teatral, o festival apresenta O Enigma, inspirado na obra O Assassinato no Expresso Oriente, de Aghata Christie, realizado em parceria com a Serra Verde Express. A proposta leva o público para dentro de um trem em movimento, onde a narrativa se constrói a partir da participação direta dos espectadores, que são os detetives da história, aproximando teatro e jogo investigativo.
Ao longo de mais de um mês de programação, o Festival Comédia EnCena abre espaço para encontros e experiências compartilhadas, aproximando artistas e público em diferentes propostas estéticas e formatos de fruição. “A gente acredita na comédia como porta de entrada, mas também como linguagem potente para falar de temas profundos. Nesta edição, o público vai rir, mas também vai se emocionar e se reconhecer em cena”, afirma Mevelyn Gonçalves.
Trajetória: um festival que cresce com o tempo Criado em 2011, o Festival Comédia EnCena nasceu no Teatro Barracão EnCena e, ao longo dos anos, se consolidou como um espaço próprio de criação e encontro com o público. Realizado de forma independente, o festival se sustenta por meio de parcerias, incentivos e apoio de pessoas físicas, reunindo espetáculos já reconhecidos e novos trabalhos da cena local. “Foi um movimento natural de crescimento. Ao longo do tempo, entendemos o festival como um espaço nosso, de continuidade e troca com o público”, afirma Mevelyn Gonçalves, diretora do teatro e produtora do festival.
Dois Perdidos Numa noite suja. Foto: José Estevam.
SERVIÇO: 13º Festival Comédia EnCena Local: Teatro Barracão EnCena (Rua Treze de Maio, 160) Data: 07 de maio a 07 de junho de 2026 Ingressos: de R$ 30 a R$ 90 (consulte valores por espetáculo) Sympla: aqui Classificação indicativa: variada (de livre a 16 anos) Vendas: bilheteria do teatro e canais oficiais Informações: @teatrobarracaoencena | www.barracaoencena.com.br
PROGRAMAÇÃO:
07/05 (quinta-feira) – 20h: Séquiço, Dorgas & Róquenrróu (criaCorvos). Abertura do festival com humor irreverente e esquetes que misturam nonsense, música e crítica.
08/05 (sexta-feira) – 20h | 09/05 (sábado) – 18h30 | 10/05 (domingo) – 21h: Anáguas, Florais e Gin Tônica (Barracão EnCena). Comédia que mistura memória, afeto e relações, acompanhando um casal em sua trajetória.
09/05 (sábado) – 21h | 10/05 (domingo) – 18h30 | 14/05 (quinta-feira) – 20h: Encontro em Semibreve ou Depois da Partida (Barracão EnCena + Teatro do Alvorecer). Dramédia sobre encontros, despedidas e os atravessamentos do amor.
10/05 (domingo) – 16h | 17/05 (domingo) – 11h30 | 24/05 (domingo) – 16h: A Incrível Aventura de Sofia e Vovô Ludovico (Barracão EnCena). Espetáculo infantil que convida o público a uma viagem pelo universo da imaginação.
15/05 (sexta-feira) – 20h | 16/05 (sábado) – 21h | 17/05 (domingo) – 18h30: Entre Risos e Improvisos (Barracão EnCena). Show de improviso com participação da plateia, cada sessão é única.
17/05 (domingo) – 21h | 06/06 (sábado) – 18h30 | 07/06 (domingo) – 18h30: Inferno: A (Divina) Comédia (criaCorvos). Adaptação irreverente da obra de Dante, com humor ácido e visual impactante.
21/05 (quinta-feira) – 20h | 23/05 (sábado) – 18h30 | 24/05 (domingo) – 21h: Os Vivos e os Mortos. Drama sobre amor, memória e as marcas deixadas pelas relações.
22/05 (sexta-feira) – 20h | 23/05 (sábado) – 21h | 24/05 (domingo) – 18h30: Tem um Nome pra Isso (Barracão EnCena). Comédia sensível sobre maternidade, sobrecarga e afetos contemporâneos.
24/05, 31/05 e 07/06 (domingos) – 16h: João e Maria (Barracão EnCena). Clássico infantil com elementos da cultura brasileira e participação do público.
28/05 (quinta-feira) – 20h | 30/05 (sábado) – 18h30 | 31/05 (domingo) – 18h30: Crush (Barracão EnCena). Comédia juvenil que aborda descobertas, sexualidade e o universo adolescente.
29/05 (sexta-feira) – 20h | 30/05 (sábado) – 21h | 31/05 (domingo) – 21h: Valentin (Barracão EnCena). Espetáculo inspirado no cabaré alemão, com humor crítico e cenas do cotidiano.
04/06 (quinta-feira) – 20h: A Saga de Lauren na Terra Sem Sol. Solo que aborda opressões e atravessamentos femininos em busca de liberdade.
05/06 (sexta-feira) – 20h | 06/06 (sábado) – 21h | 07/06 (domingo) – 21h: Dois Perdidos Numa Noite Suja. Clássico do teatro brasileiro sobre desigualdade e sobrevivência urbana.
05/06, (sexta-feira) | 06/06 (sábado) | 07/06 (domingo) – 19h30: O Enigma (Barracão EnCena + Serra Verde Express). Experiência imersiva em um trem em movimento, onde o público participa da investigação.
Na foto de Hero Aditya da Mutare marketing, a artista Gabriela Queiroz apresenta Margens de Si em Curitiba, exposição que reúne 21 anos de pesquisa em autorretrato, memória e identidade. Em cartaz de 9 de maio a 15 de junho na Soma Galeria.
Mostra gratuita reúne 21 anos de pesquisa em artes visuais e propõe ao público uma experiência entre imagem, memória e identidade
Curitiba recebe, de 9 de maio a 15 de junho, a exposição Margens de Si, da artista visual brasileira Gabriela Queiroz, em cartaz na Soma Galeria. Com entrada gratuita, a mostra apresenta um conjunto de obras construídas ao longo de mais de duas décadas de pesquisa contínua, tendo o autorretrato como eixo central.
Com circulação por cidades como Cascavel, Maringá, Toledo e Foz do Iguaçu, o projeto retorna a Curitiba em uma nova etapa, após já ter sido apresentado anteriormente no Museu Municipal de Arte de Curitiba (MuMa), agora na Soma Galeria, com ações formativas e de mediação que aprofundam o diálogo com o público.
Mais do que uma exposição, Margens de Si se configura como um percurso: um corpo de trabalho em constante transformação que encontra, em cada cidade, novas camadas de leitura. “Cada lugar por onde o projeto passa modifica também a forma como ele é visto e sentido. Em Curitiba, essa travessia se amplia justamente pelo encontro com o público e pelas possibilidades de troca”, afirma a artista. O projeto se desdobra, assim, como experiência viva, que aproxima o público dos processos da artista e cria espaços de convivência e escuta.
Travessias do autorretrato: imagem, tempo e processo Iniciado em 2005, a pesquisa poética de Margens de Si nasce do gesto de voltar o olhar para si, não como espelho fiel, mas como território instável, atravessado pelo tempo. Ao longo dos anos, Gabriela Queiroz desenvolve uma pesquisa em que o autorretrato deixa de ser representação e passa a operar como linguagem, método e pensamento visual.
As obras, realizadas em gravura, como litografia e calcografia, técnica mista e videoarte, exploram repetições, deslocamentos e sobreposições. São imagens que insistem em retornar, nunca idênticas, como se cada uma carregasse vestígios da anterior e anunciasse a próxima. Rostos que se reconhecem sem se fixar. Presenças que oscilam entre permanência e transformação. “Não se trata de representar um rosto, mas de investigar o que está além da superfície, em algum lugar desconhecido da memória”, afirma a artista. Em muitas das imagens, é o olhar que sustenta essa continuidade, mesmo diante das variações formais. “Mesmo quando as imagens se transformam, existe algo no olhar que permanece, e percebo que é ele que conecta todas essas versões, que constituem esse corpo autoficcional”, completa Gabriela Queiroz.
Programação e experiência do público A exposição se organiza como um campo aberto de leituras, onde diferentes momentos da pesquisa coexistem. O público é convidado a percorrer essas imagens como quem atravessa camadas, de memória, de experiência e de construção do eu, em um espaço que propõe pausa, escuta e percepção.
A programação tem início em 9 de maio, com abertura e presença da artista, e segue em cartaz até 15 de junho. Durante o período expositivo, serão realizadas oficinas de gravura e ações de contrapartida social. No dia 29 de maio, acontece um encontro com a artista no espaço expositivo, seguido, no dia 30, pelas oficinas em dois turnos. Integra ainda a programação uma atividade no Cense Curitiba, voltada a adolescentes em medida socioeducativa. O projeto conta com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, catálogo em braile e tradução em Libras.
SERVIÇO: Exposição: Margens de Si Local: Soma Galeria (R.Mal. José B Bolamnn, 730 – Bigorrilho, Curitiba) Período: 09 de maio a 15 de junho de 2026 Abertura: 09 de maio de 2026, com presença da artista Visitação: de terça a domingo (horários a confirmar com a galeria) Entrada: gratuita Classificação: livre
SERVIÇO: Oficinas de Gravura Inscrições: aqui Local: Soma Galeria Dia: 30 de maio, sábado Turma 1: 9h às 12h, ou Turma 2: 14h às 17h Dia: 29 de maio, Oficina especial – Cense Curitiba
Gabriela Queiroz é artista visual brasileira, natural de Cascavel (PR), com mais de 20 anos de pesquisa nas artes visuais, tendo o autorretrato como eixo central de investigação. Iniciado em 2005, o projeto Margens de Si articula gravura, técnica mista e videoarte, explorando a imagem como campo de transformação contínua.
Sua produção investiga o corpo como território simbólico atravessado por memória, tempo e processos de subjetivação, construindo obras que tensionam a ideia de identidade fixa. Já apresentou o projeto em diferentes cidades do Paraná, incluindo Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo e Curitiba (MuMa), e em 2026 dá continuidade à circulação por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
De 25 de abril a 3 de maio, programação gratuita ocupa a capital do Paraná com atrações nacionais e internacionais
Há dez anos, um gesto insiste em acontecer: criar espaço para que crianças encontrem a arte e, nela, descubram novas formas de ver, sentir e existir no mundo. A Espetacular – Mostra Internacional de Artes para Crianças chega à sua 10ª edição com esse movimento, ocupando Curitiba com uma programação gratuita que atravessa linguagens, territórios e gerações. Teatro, dança, música, circo, artes visuais e experiências sensoriais se distribuem por diferentes espaços da cidade, convidando o público a participar ativamente das propostas.
Logo na abertura, a mostra já anuncia seu tom. No dia 25 de abril, às 16h, o Teatro Bom Jesus recebe Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros, do Grupo Tibanaré, de Cuiabá (MT). Em cena, dois passarinhos descobrem o encontro como possibilidade, em uma delicada combinação de teatro, dança e palhaçaria que aborda afeto, descoberta e presença.
Uma década de encontros Idealizada por Michele Menezes e produzida pela Pró Cult, a Mostra Espetacular chega ao décimo ano sem perder aquilo que a move desde o início: a infância como linguagem, presença e potência criativa. A curadoria é assinada por Michele em parceria com Bebê de Soares, em um processo contínuo de construção de uma programação diversa e sensível, voltada ao desenvolvimento integral das crianças por meio da arte.
Mais do que apresentar espetáculos, a mostra constrói um ambiente. Ao longo dos anos, ocupou teatros, escolas, ruas e espaços alternativos, aproximando artistas e crianças em experiências que ultrapassam o palco. Para Bebê de Soares, o contato com as artes na infância fortalece dimensões essenciais do desenvolvimento, como criatividade, comunicação, pensamento crítico, consciência cultural e vínculos com a comunidade. “Chegar à décima edição é perceber que o mais importante não é o que já fizemos, mas o que ainda pode acontecer a partir desses encontros”, afirma.
Arte que atravessa a cidade Durante a programação, Curitiba se transforma em um território de experiências. Espetáculos, oficinas, intervenções urbanas e ações formativas convidam o público a se envolver não apenas como espectador, mas como parte ativa da cena.
Entre os destaques está a exposição Pinturas Imaginadas, de Cintia Alves (Barueri/SP), que realiza no dia 25 o bate-papo pré-exposição, às 12h, na Alfaiataria. A abertura acontece no dia 28 de abril, com visitação até 3 de maio, no Vão Livre do MON. No dia 26, a Alfaiataria recebe a performance sensorial Ceci e a Caixa de Aromas, de Lu Comin (Salvador/BA), das 10h às 13h, enquanto o Miniauditório do Teatro Guaíra apresenta Brio Breu, da Sol-te Companhia (Curitiba/PR), com sessões às 11h e 16h.
No dia 1º de maio, o Memorial de Curitiba recebe A Menina dos Olhos D’Água, do Coletivo Gompa (Porto Alegre/RS), às 16h. Já no dia 2, o Centro Histórico se torna espaço de criação com o Walking Tour do coletivo Nós em Traço, às 10h, e o público também pode assistir ao espetáculo internacional Con un kilo de harina, da companhia de Fernán Cardama (La Plata, Argentina), às 16h, no Ave Lola.
A programação inclui ainda experiências voltadas à primeira infância, como Baby Bouge!, com a artista DoraW, no Studio D1, às 10h, no dia 1º de maio. No dia 3 de maio, o Memorial de Curitiba recebe a intervenção-instalação Casa de Madeira, da Laço Arte e Acessibilidade (Jaraguá do Sul/SC), e o encerramento acontece às 16h, no Teatro Solos, com Baquetinhá, do Grupo Baquetá, reunindo música, brincadeira e ancestralidade.
Um festival que também é ponte Além das apresentações, a Mostra realiza o 2º Encontro de Programadores de Festivais de Artes Cênicas para Crianças, entre os dias 25 e 27 de abril. A iniciativa reúne profissionais do Brasil e do exterior em uma programação de mesas e atividades formativas, fortalecendo redes, ampliando possibilidades de circulação e posicionando Curitiba como um importante ponto de articulação para as artes voltadas às infâncias.
Organizado em três eixos, curadoria e programação, difusão e internacionalização, e sustentabilidade e modos de produção, o encontro promove trocas entre artistas, produtores e programadores. As atividades são gratuitas, com ingressos disponíveis via Sympla.
A abertura acontece no dia 25, às 18h, na Agrupa Cultura, com a mesa Por dentro da curadoria, que propõe um compartilhamento sobre processos curatoriais, critérios de escolha de obras e modos de construção de programações para festivais.
No dia 26, a programação segue na Alfaiataria, com a mesa Dramaturgia para crianças: questões de hoje, às 10h30, reunindo artistas para discutir caminhos contemporâneos da escrita cênica para as infâncias, e, às 18h, com Circuitos internacionais: estratégias de circulação e parceria, voltada à troca de experiências sobre mobilidade, redes de cooperação e intercâmbios.
O encontro se encerra no dia 27, às 10h, no Centro Cultural Sistema Fiep, com a mesa Construindo pontes, dedicada à sustentabilidade, modos de produção e continuidade de festivais voltados às infâncias.
Para Michele Menezes, celebrar é seguir em movimento. A 10ª edição não se coloca como ponto de chegada, mas como continuidade. “Temos hoje um festival que cresce junto com seu público e que, a cada ano, reafirma algo simples e essencial: o direito de toda criança à arte”, diz.
SERVIÇO: 10ª Espetacular – Mostra Internacional de Artes para Crianças Dias: 25 de abril a 3 de maio de 2026 Ingressos espetáculos e encontro com programadores: todas as atrações são gratuitas (retirada via Sympla ou diretamente nos locais, conforme programação) Inscrições oficinas: via formulário no link da bio @mostraespetacular Informações sobre locais e programação completa: @mostraespetacular e www.mostraespetacular.com.br
PROGRAMAÇÃO: Uma semana de encontros, encantamento e arte em movimento. A programação começa na sexta-feira (25/4) e segue até 3 de maio, ocupando diversos espaços da cidade. Entre os dias 25 e 27 de abril, acontece também o 2º Encontro de Programadores de Festivais de Artes Cênicas para Crianças, com atividades gratuitas e ingressos disponíveis via Sympla.
Sexta (25/4): Pinturas Imaginadas: Bate-papo pré-exposição (12h Alfaiataria), Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros (16h, Teatro Bom Jesus); encontro com Cintia Alves (atividade em definição), às 12h, na Alfaiataria; mesa Por dentro da curadoria (18h, Agrupa Cultura).
Sábado (26/4): Ceci e a Caixa de Aromas (10h, Alfaiataria); Brio Breu (11h e 16h, Teatro Mini Guaíra); mesa Dramaturgia para crianças: questões de hoje (10h30, Alfaiataria); mesa Circuitos internacionais: estratégias de circulação e parceria (18h, Alfaiataria).
Segunda (27/4): Mesa Construindo pontes (10h, Centro Cultural Sistema Fiep).
Terça (28/4): Exposição Pinturas Imaginadas, de Cintia Alves, no Vão Livre do MON (em cartaz até 3 de maio).
Quinta (1/5): Baby Bouge! (10h, Studio D1); A Menina dos Olhos D’Água (16h, Teatro Londrina no Memorial de Curitiba).
Sexta (2/5): Walking Tour pelo Centro Histórico com o coletivo Nós em Traço (10h); Con un kilo de harina (16h, Ave Lola).
Sábado (3/5): Casa de Madeira (10h, Memorial de Curitiba); encerramento com Baquetinhá (16h, Teatro Solos).
FICHA TÉCNICA: Direção artística e curadoria: Michele Menezes | Curadoria: Bebê de Soares | Direção de produção: Iara Elliz | Produção executiva: Ana Costa | Produção técnica: Carol Vaccari | Financeiro: Nelcy Mendonça | Assistente de produção: Katarina Duarte | Design gráfico: Jeff Celophane | Estrategista digital e video creator: Gabriela Berbert | Registro fotográfico: Vitor Dias | Assessoria de imprensa: Bruna Bazzo
A Terra do Povo da Graça, circulação de 2017. Na foto de Robson de Paula, da esquerda para a direita: Laís Rossatto (Palhaça Catarina), Yara Rossatto (Palhaça Solara) e Gabriel Teixeira Oliveira (Palhaço 100noção).
Lançamento do livro digital Mãe Terra acontece em Curitiba no dia 26 de abril, enquanto circulação teatral Tripé Mar Adentro percorre o litoral paranaense entre 27 de abril e 8 de maio.
Um livro que nasce em família e uma estrada que se abre para o encontro com crianças do litoral paranaense. Dois gestos que se conectam pelo mesmo fio: o cuidado com a terra, com a imaginação e com os modos de viver juntos.
No dia 26 de abril, a Semente Produções Culturais realiza, em Curitiba, o lançamento presencial do livro digital “Mãe Terra – Fábula, Canções e Cartilha Agroecológica para Infâncias”, em um encontro aberto ao público no espaço Doce de Cidra, no bairro Água Verde. A proposta é simples e afetiva: um café de domingo à tarde, com a exibição do audiolivro, reunindo narrativa, canções e imagens, seguida de um bate-papo com os autores. Durante o encontro, o público será convidado a assistir coletivamente à obra, em uma experiência sensível que integra escuta, leitura e visualidade. Após o lançamento, o livro será disponibilizado gratuitamente, com acesso via QR Code e link na bio do Instagram @semente.cultura, ampliando o alcance ao público interessado.
Voltado às infâncias, Mãe Terra é mais que uma fábula. A obra reúne narrativa, canções originais que foram compostas por Gabriel Teixeira Oliveira antes mesmo da história ser escrita, tornando-se seu fio condutor, e uma pequena cartilha elaborada pela mestra em educação no campo Laís Rossatto, abordando a agroecologia de forma sensível e acessível. Criado em um processo profundamente familiar, com ilustrações, músicas e concepção assinadas por diferentes integrantes da mesma família, o livro nasce do desejo de cultivar, desde cedo, outras formas de relação com o planeta. “É um trabalho feito com muito carinho, que reúne arte, afeto e reflexão. A gente acredita que essas sementes, quando plantadas na infância, podem florescer de muitas formas ao longo da vida”, comenta a idealizadora e uma das autoras, Yara Rossatto.
Arte que percorre territórios Enquanto o livro encontra seu primeiro público em um encontro íntimo e presencial, outro projeto da produtora percorre caminhos mais amplos: o litoral do Paraná.
Entre os dias 27 de abril e 8 de maio, a circulação “Tripé Mar Adentro – A aventura continua” leva o espetáculo A Terra do Povo da Graça a 15 escolas públicas de comunidades rurais e do campo, nos municípios de Guaraqueçaba, Antonina, Morretes e Paranaguá. Viabilizado pelo edital Viva Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (SEEC-PR), por meio da Política Nacional Aldir Blanc, o projeto promove o acesso à arte para crianças da rede pública. A peça, conduzida por três palhaços, convida o público infantil a refletir sobre o mundo em transformação, abordando temas como sustentabilidade, consumo e relações humanas por meio do teatro e da ludicidade.
Além das apresentações, o projeto inclui oficinas de jogos teatrais e criação artística com materiais naturais, propondo uma experiência imersiva que conecta arte, território e vivência.
Uma trajetória em continuidade Com trajetória marcada por andanças, a companhia soma 12 anos de percurso entrecortado. A circulação retoma um projeto apresentado pela última vez em 2017. Hoje, os artistas vivem em diferentes territórios, Laís, radicada na Bahia, e o casal Yara e Gabriel, em Curitiba, o que torna o reencontro ainda mais significativo.
Se no litoral a proposta é chegar até as crianças, nas escolas e comunidades, em Curitiba o convite se abre para famílias, educadores e interessados: um momento de pausa, escuta e partilha.
Entre páginas digitais e estradas de terra, os dois projetos revelam diferentes formas de presença, ambas guiadas pela mesma pergunta: que mundo estamos cultivando, e com quais histórias queremos crescer?
SERVIÇO: Lançamento do livro Mãe Terra – Fábula, Canções e Cartilha Agroecológica para Infâncias Data: 26 de abril (domingo) Horário: 15h às 18h Local: Doce de Cidra (Rua Cândido Xavier, 521 – Água Verde, Curitiba) Entrada: gratuita e aberta ao público
Ficha técnica: Criação: Yara Rossatto, Gabriel Teixeira Oliveira e Laís Rossatto | Texto (fábula): Yara Rossatto | Cartilha e concepção pedagógica em agroecologia: Laís Rossatto | Ilustrações: Sol Rossato Oliveira | Projeto gráfico: Yara Rossatto | Revisão: Brisa Teixeira | Audiolivro – voz: Yara Rossatto | Produção musical, gravação e edição: Gabriel Teixeira Oliveira | Canções – composições e arranjos: Gabriel Teixeira Oliveira, Alexandre Rodrigues e Paulo Teixeira | Vozes: Gabriel Teixeira Oliveira, Sol Rossato Oliveira, Laís Rossatto, Yara Rossatto | Participações: Alexandre Rodrigues (voz e pífano), Paulo Teixeira (voz e piano) e Felipe Sartori “Boquinha” (bateria) | Produção: Semente Produções Culturais | Incentivo: Lei de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba / Prefeitura de Curitiba | Realização: Lei Paulo Gustavo – Ministério da Cultura / Governo Federal
Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica
Na foto de Felipe Moura, cena do espetáculo “Aos Companheiros de Estrada”, que retorna ao miniauditório do Guaíra, convidando o público a uma travessia poética pelo sertão brasileiro, entre memória, corpo e paisagem.
Espetáculo inspirado no universo de João Guimarães Rosa realiza temporada gratuita, de 29 de abril a 10 de maio, no auditório Glauco de Flores de Sá Brito, em Curitiba, com teatro físico, música ao vivo e ações formativas gratuitas
“O sertão não começa no mapa. Começa no encontro”. É desse lugar, íntimo e coletivo, que brota “Aos Companheiros de Estrada”, que retorna a Curitiba para nova temporada de 29 de abril a 10 de maio, no Miniauditório do Guaíra, com apresentações gratuitas de quarta a domingo. Em cena, o público é convidado não apenas a assistir, mas a caminhar.
Inspirada no universo de João Guimarães Rosa e nas travessias reais da atriz Camila Ferrão pelo sertão mineiro, a obra costura teatro físico, música ao vivo e poesia brasileira em uma experiência sensorial que pulsa entre memória, território e identidade. “Mais do que um espetáculo, a ideia é a prática de encontro: um convite a atravessar o país que nos habita e reconhecer nele fragmentos de quem somos”, explica Camila.
A dramaturgia nasce da vivência no chamado Caminho do Sertão, atravessando comunidades quilombolas e paisagens do Cerrado, berço das águas do Brasil. O resultado é um teatro que oscila entre o depoimento e a fabulação, entre o corpo e a palavra, entre o íntimo e o país. No palco, a travessia ganha forma: o sertão surge como geografia e estado de espírito, revelando um Brasil profundo, de rios ameaçados, culturas resistentes e histórias que insistem em existir.
Após sessões de estreia com forte recepção de público, a montagem retorna ao Mini Guaíra com 12 apresentações confirmadas e a perspectiva de circulação por outros espaços da cidade.
A temporada amplia suas portas e escutas: haverá sessões com intérprete de Libras nos dias 8 e 9 de maio, às 20h, e 10 de maio, às 16h e 19h, além de conversas com o público após apresentações específicas, criando espaços de troca direta entre artistas e espectadores.
Como extensão da cena, o projeto realiza duas oficinas formativas gratuitas, desdobramentos do próprio processo criativo. Em “Corpo-Escrita: Criação de Dramaturgia”, Camila Ferrão e Victor Lucas Oliver conduzem um mergulho nas relações entre palavra, imagem e presença. Já em “Criação de Solos a partir do Teatro Gestual”, Victor investiga o corpo como dramaturgia viva, onde gesto, silêncio e movimento se tornam linguagem.
Sinopse: Fruto de uma imersão sócio-eco-literária no sertão mineiro, o espetáculo nasce do encontro entre artistas e território, inspirando-se na obra de Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, e nas travessias reais vividas nesse espaço onde brotam algumas das principais águas do país.
Em cena, teatro, música, dança e artes visuais se entrelaçam para construir uma narrativa que atravessa memória, território e urgência ambiental, refletindo sobre o presente e os caminhos que estamos escolhendo seguir.
Serviço:
Espetáculo: Aos Companheiros de Estrada Local: Miniauditório – Auditório Glauco Flores de Sá Brito (Rua Amintas de Barros, s/n) Temporada: 29 de abril a 10 de maio de 2026 (quarta a sábado às 20h e domingo às 16h e 19h) Sessões com Libras: 08 e 09/05 (20h) | 10/05 (16h e 19h) Bate-papo após sessão: 29/04 e 07/05
Ações formativas Oficina Corpo-Escrita: Criação de Dramaturgia, com Camila Ferrão e Victor Lucas Oliver Dia: 14/05 às 19h
Oficina Criação de Solos a partir do Teatro Gestual com Victor Lucas Oliver Dia: 15/05 às 19h Local: Toca Atelier (Av. Vicente Machado, 198, Curitiba)
Inscrições: gratuitas neste link Vagas: 12 por oficina
Na foto de Lelo Sasso, as atrizes Flávia Imirene e Sol do Rosário em “Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela”. Temporada gratuita de 16 a 19 e 22 a 26 de abril, no Teatro José Maria Santos, em Curitiba.
Espetáculo inspirado na trajetória de Tereza de Benguela ocupa o Teatro José Maria Santos, em temporada gratuita de 16 a 19 e 22 a 26 de abril, articulando memória, ancestralidade e criação contemporânea, e integra projeto com ações acessíveis e oficina formativa gratuita com o artista Nando Zâmbia, com vagas limitadas.
Curitiba recebe, em abril, a estreia do espetáculo “Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela”, uma criação que entrelaça memória, ancestralidade e cena contemporânea para reverberar a força e a continuidade das histórias de mulheres negras no Brasil. Com apresentações gratuitas no Teatro José Maria Santos, o projeto propõe uma experiência que vai além da cena, articulando também ações formativas e de acessibilidade.
Uma estreia que convoca memória e presença Inspirado na trajetória de Tereza de Benguela, liderança quilombola do século XVIII, o espetáculo acompanha o encontro entre duas mulheres negras e suas histórias atravessadas pelo tempo. Em cena, realidade e ficção se misturam como possibilidade de revisitar memórias, refletir sobre o presente e projetar futuros. “Essa criação é também um gesto de escuta e de reconexão com aquilo que nos atravessa como memória e como possibilidade de futuro”, afirma Flávia Imirene.
Interpretado por Flávia Imirene e Sol do Rosário, com direção de Sabrina Marques, o trabalho nasce de um processo criativo que inclui vivências no Quilombo Paiol de Telha (Guarapuava – PR), fortalecendo o diálogo com saberes ancestrais e práticas coletivas. A criação se insere na trajetória do OMI Núcleo Artístico e Cavala Produções ao propor narrativas que expandem o imaginário cultural a partir de perspectivas negras e afro-brasileiras. “Quando a gente sobe em cena, não estamos sozinhas, estamos em continuidade com muitas outras histórias que vieram antes e seguem pulsando através de nós”, completa Sol do Rosário.
Acessibilidade como parte da obra Como desdobramento do espetáculo, o projeto investe na formação e no acesso, com sessões que contam com intérprete de Libras, audiodescrição e visitas guiadas para pessoas cegas ou com baixa visão. As apresentações com audiodescrição acontecem nos dias 25 e 26 de abril (sábado e domingo), e no sábado, dia 25, haverá ainda uma visita guiada ao espaço cênico, realizada uma hora antes da apresentação. Todas as sessões contam com intérprete de Libras.
Formação em movimento: oficina com Nando Zâmbia A proposta se amplia ainda com a realização da oficina gratuita “Ará Izô – Corpo que Queima”, ministrada por Nando Zâmbia. Com trajetória consolidada no Brasil e no exterior, o artista conduz uma imersão intensiva voltada à investigação do corpo como campo de criação, energia e memória. A oficina articula elementos da dança, teatro e musicalidade afro-brasileira, propondo aos participantes uma experiência que conecta técnica e vivência sensível na construção de uma dramaturgia corporal.
Voltada a artistas, estudantes e interessados em geral, a atividade oferece 20 vagas gratuitas e acontece em período integral nos dias 17, 18 e 19. As inscrições estão abertas e fazem parte do conjunto de ações do projeto, que entende a formação como extensão do próprio gesto artístico. É possível participar de apenas um dos dias ou acompanhar toda a programação.
Com forte dimensão estética, política e formativa, “Revisitando a Grandeza que Somos” se apresenta como um convite à experiência, tanto para quem assiste quanto para quem deseja atravessar o processo criativo.
SERVIÇO: Espetáculo “Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela” Datas: 16 a 18 de abril – 20h | 19 de abril – 19h | 22 a 24 de abril – 14h30 | 22 a 25 de abril – 20h | 26 de abril – 19h Sessão com audiodescrição: 25 de abril com visita guiada 1 hora antes da apresentação – 19h | 26 de abril – 19h Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba) Ingressos: Gratuitos com distribuição 1 hora antes na bilheteria Classificação: Livre
“Oficina: Ará Izô – Corpo que Queima” Ministrante: Nando Zâmbia Datas: 17, 18 e 19 de abril Horários: 9h às 12h e das 14h às 17h Local: Grupo Capoeira Angola Zimba Vagas: 20 (gratuitas) Inscrições: aqui
FICHA TÉCNICA: Elenco: Flávia Imirene e Sol do Rosário | EQUIPE CRIATIVA – Direção: Sabrina Marques | Dramaturgia: Flávia Imirene | Textos: Sol do Rosário, Sabrina Marques, Flávia Imirene | Direção de Movimento: Priscila Pontes | Direção Musical: Matheus Santos | Assistente de Direção Musical: Evangivaldo Santos | Música Original: Sol do Rosário, Sabrina Marques, Flávia Imirene | Operador de Som: Carlos Alberto Cortes Espejo | Iluminação: Nando Zâmbia | Figurino: Carla Torres | Caracterização e Maquiagem: Kênia Coqueiro | Social Media: Maria Carolina Felício | Foto de Divulgação: Lelo Sasso Fotografia | Identidade Visual: Keyla Queiroz | Direção de Produção: Vida Santos | Produção Executiva: Dan Ramos | Coordenação de Projeto: Sabrina Marques | Produção: Omi Núcleo Artístico e Cavala Produções
Janaina Matter e Greice Barros na primeira edição do REVERBE – realizado em Curitiba, durante momento de abertura do festival.
Encontro internacional de mulheridades em cena acontece de 29 de maio a 6 de junho e propõe criação, formação, espetáculos e intercâmbio em Curitiba e São Luiz do Purunã-PR.
De 29 de maio a 6 de junho de 2026, acontece a segunda edição do REVERBE — Encontro Internacional de Mulheridades em Cena, festival de caráter imersivo que articula criação, formação e difusão das artes cênicas idealizadas e protagonizadas, majoritariamente, por mulheres em sua multiplicidade de vivências.
Com ações na capital paranaense e no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã, o projeto fortalece redes locais, nacionais e internacionais de artistas, evidenciando a potência transformadora da arte.
Idealizado pelas artistas Janaina Matter, diretora da Alfaiataria, e Greice Barros, diretora da Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento, o encontro é vinculado ao The Magdalena Project, rede mundial de mulheres do teatro e da performance, ativa há mais de 30 anos em diversos continentes.
Essa conexão amplia o alcance do festival para além dos contextos estadual e nacional, promovendo intercâmbio artístico e circulação de ideias entre gerações e territórios.
“Cada vez mais entendemos que, neste mundo, só é possível atuar em redes. Para além de ser uma forma de troca, é também uma maneira de assegurar espaços e acolher artistas em um ambiente propício ao fortalecimento dos trabalhos e às discussões pertinentes”, explicam as idealizadoras.
Com processo curatorial realizado desde fevereiro de 2026, a programação desta edição é assinada por Janaina Matter e Greice Barros, com participação das curadoras convidadas Daniele Santana e Patrícia Alves.
O principal foco norteador da curadoria está na diversidade e pluralidade poética e, principalmente, em trabalhos dirigidos, escritos e desenvolvidos com protagonismo de mulheres.
Programação imersiva
O REVERBE se estrutura como uma experiência de convivência e criação coletiva.
“Essa dinâmica possibilita outras camadas de relação no encontro. A ideia é aproveitar a convivência para trocas sobre os trabalhos, modos de criação, desejos e projetos futuros. É nesse espaço que a rede, de fato, se estabelece”, destaca Janaina Matter.
Serão realizadas quatro oficinas formativas e uma residência intensiva de escrita, com posterior publicação virtual, além de mesas de conversa, mostras de processos, dez espetáculos e refeições compartilhadas, entendidas também como espaços de troca e fortalecimento de rede.
Ao todo, são 30 vagas para artistas residentes: 20 para a programação completa, que inclui São Luiz do Purunã e Curitiba, e 10 para a programação exclusivamente em Curitiba.
Também serão oferecidas 8 bolsas integrais para estudantes de artes cênicas, exclusivamente mulheres cis e trans, sendo 60% destinadas a mulheres negras.
As inscrições para residentes estão abertas desde o dia 2 de abril, e os passaportes podem ser adquiridos via Sympla.
As participantes podem optar por dois formatos de passaporte.
O primeiro contempla todas as atividades em Curitiba e programação intensiva de três dias no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã. Inclui uma residência artística de escrita ministrada por Helena Vieira (escritora, dramaturga, filósofa e ativista transfeminista), com posterior publicação digital, além de apresentações das artistas curitibanas Adriana Omoto, Larissa Lima e Priscila Pontes.
Em caráter imersivo, esse formato contempla todas as atividades entre 29/05 e 06/06 (nove dias de programação), incluindo alimentações coletivas por todo o período e hospedagem em São Luiz do Purunã.
O segundo formato dá acesso às atividades realizadas apenas em Curitiba, de 1º a 6 de junho, com almoço e jantar inclusos, participação em duas oficinas (nacional e internacional) e acesso integral à programação.
Essa programação inclui mesas, sete espetáculos, mostra de processos e mostra de residentes, junto das artistas convidadas: Debora Correa (Grupo Yuyachkani, Peru), Zoe Godovic (Sérvia), Cia Biruta (PE), Baciada de Mulheres do Juquery (SP), Tânia Farias (RS), Fredda Amorim (MG), além das artistas curitibanas Saravy e Gladis das Santas.
A programação ocorre em diferentes espaços culturais de Curitiba, como a Casa Hoffmann, o Teatro José Maria Santos e a Alfaiataria, além do Campo das Artes.
Ao todo, o festival reúne dez espetáculos e nove ações formativas, além do sarau de abertura, mostra das residentes e mostra de processos, promovendo a circulação de obras e processos criativos.
“Esse trânsito entre artistas e público é parte essencial da proposta do encontro”, destaca Greice Barros.
Histórico e continuidade A primeira edição do encontro, realizada em 2022, reuniu artistas de diferentes estados brasileiros e de países como México, Chile, Argentina e Dinamarca, com oficinas, mesas de conversa, mostras e espetáculos nacionais e internacionais.
Desde então, o REVERBE vem se consolidando como um espaço de intercâmbio e fortalecimento das mulheres nas artes da cena.
Em 2026, o festival amplia sua vocação em rede, propondo um território temporário de criação, escuta e celebração.
“No qual reverberar significa também re-verbar: repensar discursos, criar novas narrativas e sustentar a arte como espaço de resistência e invenção de futuro”, afirmam as idealizadoras.
O projeto é realizado por meio do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná), com incentivo da Copel.
Sobre Janaina Matter Idealizadora e Diretora Artística da Alfaiataria, inaugurada em 2019, é atriz-criadora e cofundadora da Súbita Companhia de Teatro (2007), em Curitiba.
Sua pesquisa é dedicada ao teatro e ao cinema, com ênfase na fisicalidade em cena, a partir do método Suzuki para Atores, do diretor japonês Tadashi Suzuki.
Integra o The Magdalena Project, atuando como tradutora oficial do site da rede. Também desenvolve pesquisas em roteiro e direção para cinema e séries.
Sobre Greice Barros Atriz, produtora e gestora cultural, atua há mais de 20 anos na realização de projetos culturais voltados a diversas linguagens artísticas.
É formada em Artes Cênicas pela FAP/UNESPAR e especialista em Políticas Culturais de Base Comunitária pela FLACSO.
Fundadora da Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento, integra a chefia de gabinete do SATED-PR (gestão 2025/2027) e representa a região Sul no GT Setorial do Teatro/Funarte.
Como atriz, integra a CiaSenhas de Teatro desde 2002 e desenvolve a pesquisa autoral solo “Raiz”.
Assessoria de Imprensa: BB Comunica — @bb_comunica