SEIS ENCONTROS, SEIS CRIAÇÕES INÉDITAS: FLUCTI CONECTA OCUPA A ALFAIATARIA EM CURITIBA

Projeto da Cia. Fluctissonante é gratuito e reúne artistas surdos e ouvintes em residência artística que resulta em seis criações inéditas apresentadas em Curitiba com acessibilidade integrada aos processos

O que acontece quando artistas surdos e ouvintes, com diferentes trajetórias e pesquisas, aceitam criar juntos sem partir de uma proposta criativa pré estabelecida? A resposta pode ser vista gratuitamente no Flucti Conecta, novo projeto da Cia. Fluctissonante que ocupa a Alfaiataria – Espaço das Artes, nos dias 18, 19, 25 e 26 de julho, em Curitiba.

O projeto reúne seis investigações cênicas inéditas desenvolvidas ao longo de residências artísticas compostas por duplas formadas por integrantes da Cia. Fluctissonante e convidades. São processos em construção, entre cenas, performances, leituras e experimentações, ou ainda nada disso, compartilhados pela primeira vez com o público. Cada criação tem até 20 minutos de duração e um único ingresso permite acompanhar as seis apresentações realizadas em sequência ao longo de cada dia.

Idealizado pela atriz Helena de Jorge Portela, diretora artística da Cia. Fluctissonante, e pelo ator Igor Augustho, diretor de produção da Pomeiro Gestão Cultural, o projeto nasce do risco, da possibilidade de compartilhar com públicos interessados trabalhos que operam a partir das identidades, diversidades e interesses dos artistas envolvidos. “Cada dupla chegou com sua própria trajetória. O que o público vai ver é o resultado desse encontro entre diferentes formas de criar, ainda abertas”, conta Helena.

Na edição de estreia, o Flucti Conecta promove os encontros entre Alucas Santos e Paula Roque; Catharine Moreira e Talita Grünhagen; Gabriela Grigolom e Flávia Imirene; Helena de Jorge Portela e Allan Nikitis; Igor Augustho e Gilda Elisa; e Nautilio Portela e Marcel Malê. Cada dupla desenvolve sua investigação acompanhada por uma pessoa interlocutora convidada, ampliando o diálogo artístico e aprofundando a experiência criativa.

O processo também sobe ao palco
Cada dupla parte de seus repertórios e linguagens para construir uma criação inédita. O Flucti Conecta convida o público a acompanhar pesquisas em andamento, revelando os caminhos, experimentações e descobertas que fazem parte da criação artística.
Para Igor Augustho, a potência do projeto está justamente na experimentação do encontro. “O Flucti Conecta nasce da vontade de aproximar artistas e criar um espaço onde diferentes trabalhos possam dialogar. São encontros que ampliam repertórios e convidam o público a compartilhar esse percurso conosco”, afirma.


A retirada dos ingressos gratuitos acontece uma hora antes do início da programação na bilheteria da Alfaiataria, quando são disponibilizadas 20 lugares na plateia. Como parte do público pode optar por assistir apenas algumas investigações, novos ingressos são liberados entre uma apresentação e outra, conforme a disponibilidade de lugares.

Criar também é ampliar acessos
A Cia. Fluctissonante atua há quase dez anos com criação cênica bilíngue, aproximando Libras e português em seus processos. O Flucti Conecta marca uma nova etapa dessa trajetória ao reunir, pela primeira vez, também a acessibilidade arquitetônica em toda a programação.

Segundo Helena de Jorge, o projeto representa um avanço na trajetória da companhia. “É um passo importante na nossa trajetória e sei aproxima de um desejo antigo da companhia de trabalhar na direção de um desenho universal na criação cênica”, explica.

Todas as apresentações contam com interpretação em Libras, audiodescrição e estrutura arquitetônica acessível para pessoas com mobilidade reduzida e usuárias de cadeira de rodas. De acordo com Igor, os recursos de acessibilidade assumem diferentes funções em cada investigação. “Em alguns casos, Libras e audiodescrição estão integradas à cena; em outros, atuam como tradução e mediação. O mais importante é que todas as apresentações são acessíveis, respeitando a lógica de cada criação.”

O projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba.

FICHA TÉCNICA
Concepção e Coordenação Geral: Helena de Jorge Portela (Cia. Fluctissonante | Pomeiro Gestão Cultural) e Igor Augustho (Cia. Fluctissonante | Pomeiro Gestão Cultural) | Intérpretes de Libras: Talita Grünhagen e Kelly Caobianco (Taé – Libras e Cultura) | Supervisão Surda: Catharine Moreira | Audiodescrição – Roteiro: Helena de Jorge Portela e Joselba Fonseca | Audiodescrição – Narração: Joselba Fonseca | Audiodescrição – Consultoria: Lucas Antonio | Escrita Acompanhadora: Lucas Pinheiro, Luciana Romagnolli e Olga Nenevê | Coordenação Técnica e Luz: Thay Siqueira | Registro em Vídeo e Técnica de Som: Chico Paes | Identidade Visual e Design Gráfico: Samuel Gallo | Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo | Vídeos para Redes Sociais: Maya | Distribuição de Material Gráfico: Israel Sullivan | Direção de Produção: Igor Augustho (Pomeiro Gestão Cultural) | Produção Executiva: Juliana Takenaka (Pomeiro Gestão Cultural) | Assistente de Produção: Vanessa Oliveira (Pomeiro Gestão Cultural) | Assessoria Jurídica e Contábil: Ivanes Mattos (Pomeiro Gestão Cultural) | Realização e Criação: Cia. Fluctissonante | Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Informações adicionais
Sobre a Cia. Fluctissonante: Coletivo curitibano formado por artistas surdos e ouvintes, a Cia. Fluctissonante desenvolve desde 2016 pesquisas em criação cênica contemporânea bilíngue (Libras e português), com processos baseados na criação compartilhada. É referência nacional em arte acessível e já realizou apresentações em cerca de 40 cidades e 12 estados brasileiros. Entre suas criações estão Enquanto a Chuva Cai, Conto Com Libras, Giacomo Joyce, /TODAS/, Elevador, O Pequeno Príncipe e Língua em Revista, além de projetos digitais e participações em festivais como o Palco Giratório e o Festival de Teatro de Curitiba.

SERVIÇO:
Flucti Conecta – Compartilhamento de Investigações Cênicas e Processos de Pesquisa da Cia. Fluctissonante
Datas: 18, 19, 25 e 26 de julho
Horário: das 15h30 às 21h, com apresentações contínuas em sequência e pequenos intervalos entre os trabalhos.
Local: Alfaiataria – Espaço das Artes (Rua Riachuelo, 266)
Ingressos: gratuitos, com retirada 1 hora antes da primeira apresentação do dia. O acesso inicial é limitado, e novos ingressos são liberados ao longo da programação, conforme a saída do público no espaço.
Acessibilidade: interpretação em Libras, audiodescrição e estrutura arquitetônica acessível para pessoas com mobilidade reduzida e usuários de cadeira de rodas.
Classificação: 14 anos
Instagram: @fluctissonante | @pomeiro_


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GARALHUFA ESTREIA SEGUNDA TEMPORADA DE “BEIJO E ASFALTO” NO TEATRO CLEON JACQUES APÓS SUCESSO DE PÚBLICO

Montagem baseada em clássico rodrigueano segue com apresentações gratuitas e sessões acessíveis em Libras.

Depois de uma estreia de sucesso em março, com sessões lotadas e excelente recepção do público no Miniauditório Glauco Flores de Sá (Mini Guaíra), a companhia Garalhufa se prepara para a segunda temporada do espetáculo “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”. A montagem investigativa, que propõe uma imersão crítica no universo de Nelson Rodrigues, cumpre nova temporada de 17 a 26 de julho de 2026, no Teatro Cleon Jacques no Memorial Paranista, em Curitiba, também com entrada gratuita e sessões com acessibilidade em Libras.

O espetáculo parte de um estudo aprofundado do clássico O Beijo no Asfalto, mas foge do formato de uma releitura tradicional para se firmar como uma peça-ensaio e investigação documental. No palco, que se transforma em uma mistura de redação de jornal, tribunal e sala de ensaio, três atores debatem as estruturas de espetacularização midiática, moralismo, violência institucional e fake news. “O interesse e a recepção do público na primeira temporada, com 10 apresentações lotadas, só nos confirmou o quanto o texto de Nelson Rodrigues ainda é atual e dialoga com as urgências de hoje. Como gestos íntimos viram escândalos públicos tanto em 1961, quanto agora, em que a mídia se potencializa ainda mais com a internet”, afirma a atriz e idealizadora do projeto Mariana Venâncio.

Em cena, Mariana Venâncio, Victor Lucas Olivier e Stephanie Zouza, dirigidos de forma colaborativa com o dramaturgo Vinicius Medeiros e sob orientação artística de Giordano Castro (do grupo pernambucano Magiluth), dividem com a audiência questionamentos cruciais da era da informação: quem constrói os fatos? Por que se contam algumas histórias e não outras? Um jornal mentiria?

Acessibilidade e ingressos
Para garantir a democratização do acesso, todas as apresentações da temporada no Teatro Cleon Jacques continuam gratuitas. Os ingressos agora serão distribuídos na bilheteria com 60 minutos de antecedência. A temporada conta também com a acessibilidade, as sessões com tradução em Libras acontecem nos dias 17, 24 e 25 de julho, sempre às 20h.

O projeto é realizado por meio do Mecenato – Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba.

Sobre a Garalhufa
Sediada no Largo da Ordem, em Curitiba, a Garalhufa atua há seis anos como trupe teatral, escola de atuação e centro cultural. O grupo já assinou seis espetáculos e três curta-metragens, circulando por importantes cidades do país como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa, Florianópolis, São João del Rei e Campinas.

SERVIÇO:
Espetáculo – 2ª Temporada “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”
Local: Teatro Cleon Jacques (Rua Prof. Nilo Brandão, 710 – São Lourenço, no Memorial Paranista, Curitiba)
Data: 17 a 26 de julho de 2026
Horários: Sextas e sábados às 20h | Domingo (dia 19) às 11h | Domingo (dia 26) às 19h.
Sessões com Libras: Dias 17, 24 e 25 de julho, às 20h.
Ingressos: Entrada gratuita (retirada de ingressos na bilheteria do teatro com 60 minutos de antecedência).

Ficha Técnica:
Idealização e direção de produção: Mariana Venâncio | Orientação artística: Giordano Castro | Dramaturgia: Vinicius Medeiros | Direção colaborativa: elenco e dramaturgo | Elenco: Mariana Venâncio, Stephanie Zouza e Victor Lucas Oliver | Sonoplastia: Cadu Machado | Iluminação: Ever Silva | Preparação vocal: Elis Koppe | Preparação corporal: Ana Filimberti | Cenário: Júlia Herculano | Figurino: Beatriz Alves e Izabelle Viana | Assistência de produção: Mateus Sandré | Mediação: Enzo Torres

Assessoria de Imprensa
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Foto: Lina Sumizono.

DE VOLTA AO QUARTO ESCURO: RESIDÊNCIA INÉDITA EM CURITIBA CONVIDA ARTISTAS A INVESTIGAR OS FUTUROS DA FOTOGRAFIA ANALÓGICA

Pretícia Jerônimo ministra oficina sobre processos fotográficos analógicos e históricos, pesquisa que dá origem à residência artística “Luz Negra: De Volta ao Quarto Escuro”. Na foto de Léco Souza, imagem registra uma das experiências formativas conduzidas pela artista com a turma de Licenciatura em Artes Visuais da Faculdade de Belas Artes do Paraná, em 2018.

Toda fotografia nasce da luz. Algumas também nascem da espera. Em um tempo em que produzir imagens se tornou um gesto instantâneo, “Luz Negra: De Volta ao Quarto Escuro” propõe outro ritmo: o tempo da observação, da experimentação e da construção do olhar. A residência artística abre inscrições de 13 a 26 de julho para selecionar seis artistas que participarão de uma formação gratuita dedicada aos processos fotográficos históricos, alternativos e analógicos.

Idealizada pela artista visual, laboratorista, pesquisadora e fundadora do LAB Secreto, Pretícia Jerônimo, a residência é uma iniciativa independente que marca os dez anos de atuação do laboratório e ganha forma a partir do encontro com a fundadora e diretora da ARS55, Marina Barancelli, e com o artista e fundador da Oficina Espaço de Arte, Deré Souza. “Durante muitos anos construí essa pesquisa dentro do laboratório. Agora chegou o momento de fazê-la circular. O conhecimento precisa circular. A residência nasce para compartilhar esses processos, formar novas pessoas e fortalecer uma comunidade que mantenha vivos esses saberes”, afirma Pretícia.

Juntos, LAB Secreto, ARS55 e Oficina Espaço de Arte unem pesquisa, produção cultural e formação artística para democratizar conhecimentos que, historicamente, permaneceram restritos a laboratórios especializados e a processos de alto custo. “São técnicas que exigem estrutura, materiais e tempo de dedicação. Criar uma residência gratuita com essa profundidade significa abrir caminhos para que novos artistas possam experimentar esses processos, desenvolver suas próprias pesquisas e manter esses conhecimentos vivos”, afirma Marina Barancelli.

Voltada a artistas visuais, fotógrafos iniciantes, professores, educadores populares e arte-educadores maiores de 18 anos residentes em Curitiba e Região Metropolitana, a residência oferece três meses de formação teórica e prática, com fornecimento de materiais, insumos e auxílio-transporte aos participantes selecionados.
O tempo como matéria da fotografia
Enquanto a fotografia contemporânea acelera, Pretícia Jerônimo escolhe investigar aquilo que exige tempo. Sua pesquisa se desenvolve a partir da fotografia analógica e dos processos históricos, compreendendo a imagem como construção, experiência e permanência.


Essa perspectiva orienta a metodologia da fotografia lenta, desenvolvida pela artista para estimular uma relação mais consciente com a produção visual em um cenário marcado pelo excesso de imagens. Em vez da lógica do registro imediato, o processo convida os participantes a experimentar o tempo da observação, da espera e da revelação.

O próprio nome da residência traduz essa pesquisa. A luz negra faz referência à luz ultravioleta utilizada em processos históricos, como a cianotipia, mas também simboliza a potência dos conhecimentos produzidos por pessoas negras, referências que estruturam a proposta curatorial da formação. Inspirada nas filosofias africanas presentes na obra “O Espírito da Intimidade”, de Sobonfu Somé, a residência propõe uma perspectiva afrocentrada para refletir sobre imagem, território, memória e representação. “Está presente nos processos fotográficos históricos, mas também representa os conhecimentos produzidos por pessoas negras que orientam essa formação. A fotografia é um lugar onde autorizamos determinados olhares. Quando produzimos uma imagem, também afirmamos que aquele olhar importa. É isso que queremos compartilhar: outras referências, outras narrativas e outras formas de construir memória”, afirma Pretícia.

Uma década de pesquisa compartilhada
Em 2026, o LAB Secreto completa dez anos dedicados à pesquisa, preservação e difusão dos processos fotográficos históricos, alternativos e analógicos. A residência transforma essa trajetória em um espaço de formação, criando oportunidades para que novos artistas tenham acesso a técnicas, referências e práticas que raramente integram os circuitos convencionais de ensino.


Neste ano, Pretícia também participou como artista convidada da 61ª Bienal de Veneza, a convite da Savvy Contemporary, organização sediada em Berlim. A experiência ampliou seu contato com diferentes perspectivas da produção artística contemporânea e fortaleceu o repertório conceitual que será compartilhado durante a residência. “Fui para olhar, aprender e trazer referências. Voltei ainda mais convencida de que o conhecimento precisa circular. A residência nasce desse desejo de compartilhar uma pesquisa construída ao longo dos anos, formar outras pessoas e fortalecer uma comunidade capaz de preservar esses processos e criar novas possibilidades para a fotografia”, destaca Pretícia.

Formação independente em Curitiba
A seleção dos seis residentes vai ser realizada por uma comissão de curadoria formada por Alice Rodrigues, Bruna Alcântara, Dani Carvalho e Ayala dos Prazeres, responsáveis pela avaliação dos trabalhos e cartas de intenção dos candidatos.


A residência, de iniciativa independente, acontece na Oficina Espaço de Arte, em Curitiba, e oferece aos participantes selecionados uma formação gratuita, com materiais, insumos laboratoriais e auxílio-transporte. As inscrições acontecem de 13 a 26 de julho de 2026. O formulário está disponível no link da bio do Instagram do LAB Secreto (@lab_secreto) e no site da ARS55: https://www.ars55.com/luznegra. A residência inicia em 18 de agosto de 2026.

SERVIÇO:
Residência Artística – Luz Negra: De Volta ao Quarto Escuro
Inscrições: 13 a 26 de julho de 2026
Vagas: 6 residentes
Público: artistas visuais, fotógrafos iniciantes, professores, educadores populares e arte-educadores maiores de 18 anos, residentes em Curitiba e Região Metropolitana.
Período da residência: de 18 de agosto a novembro de 2026.
Local: Oficina Espaço de Arte (Alameda Júlia da Costa, 214 – Centro)
Acesso ao edital e inscrições: link da bio do Instagram @lab_secreto | www.ars55.com/luznegra
Realização: LAB Secreto | ARS55 | Oficina Espaço de Arte.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Léco Souza Lab

FORMAÇÃO, CRIAÇÃO E INTERCÂMBIO LATINO-AMERICANO MARCAM NOVA ETAPA DO PROGRAMA AMP NA ALFAIATARIA

A Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba, está com inscrições abertas para três ações que integram a programação do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP): a segunda edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria (PFCA), o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis e a convocatória da Mostra Lés Latinas. Gratuitas, as iniciativas contemplam formação artística, qualificação em produção cultural e intercâmbio latino-americano, ampliando oportunidades para artistas em diferentes momentos de suas trajetórias.

Realizado entre março e novembro de 2026, o Programa AMP é idealizado por Janaina Matter, atriz e diretora artística da Alfaiataria e contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Funarte, com produção da Pró Cult. Ao longo do ano, a programação reúne residência artística, oficinas, encontros e uma mostra internacional, fortalecendo processos continuados de criação e redes de colaboração entre artistas de Curitiba e de diferentes territórios da América Latina. “O Programa AMP nasce do desejo de consolidar a Alfaiataria como um espaço permanente de encontro, pesquisa e criação. Mais do que oferecer atividades pontuais, buscamos fomentar processos continuados capazes de fortalecer artistas, estimular novas experimentações e ampliar as possibilidades de circulação das artes cênicas”, afirma Janaina Matter.

Formação para novos artistas
Após o sucesso da primeira edição, o Programa de Formação Cênica Alfaiataria (PFCA) retorna selecionando seis artistas iniciantes residentes em Curitiba e Região Metropolitana para uma residência artística de 13 semanas voltada ao desenvolvimento de pesquisas autorais em teatro, dança, performance e linguagens híbridas.


Cada participante receberá uma bolsa de pesquisa de R$ 5.400 (valor bruto), além de orientações de Janaina Matter e Carmen Jorge, espaço para ensaios e pesquisa e três oficinas intensivas ministradas por Janaina Leite, Ana Kfouri e Mateus Aleluia Filho. O programa culmina em uma mostra pública dos processos criativos e em conversas com o público. Metade das vagas será destinada a pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e/ou moradores de bairros fora da Regional Matriz de Curitiba.

Produção cultural como ferramenta de autonomia
Nos dias 11 e 12 de julho, o Programa AMP promove o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, ministrado pelo produtor cultural Guilherme Jaccon. A formação gratuita tem carga horária de 20 horas, sendo 16 horas presenciais e 4 horas de consultoria online.


Ao longo dos encontros, os participantes terão contato com ferramentas para elaboração de projetos culturais, leitura de editais, construção de orçamentos, planejamento, cronogramas, prestação de contas e compreensão das políticas públicas de fomento à cultura. Com mais de 14 anos de atuação, Guilherme Jaccon reúne experiências em exposições, festivais, espetáculos, publicações e avaliação de editais públicos, compartilhando conhecimentos voltados ao fortalecimento da autonomia profissional e da inserção de pessoas trans e travestis no setor cultural.


Lés Latinas amplia diálogo entre artistas da América do Sul
Também estão abertas as inscrições para a Mostra Lés Latinas, primeiro festival de teatro lésbico do Brasil, que vai selecionar quatro espetáculos solos protagonizados por mulheres (cis ou trans) autodeclaradas lésbicas, um do Brasil e três de diferentes países da América do Sul. A iniciativa propõe reunir obras que tenham a experiência da lesbianidade como força estética, temática ou política, colocando em diálogo diferentes territórios, linguagens e modos de criação.


Além de duas apresentações durante a mostra, as artistas selecionadas vão propor uma ação de partilha com o público e também vão participar da gravação do podcast Lés Latinas. O projeto oferece cachê de R$ 4.800 para cada artista selecionada, além de hospedagem, alimentação, transporte local e passagens aéreas, fortalecendo o intercâmbio entre criadoras latino-americanas.


Ao reunir ações voltadas à formação, à profissionalização e ao intercâmbio artístico, o Programa AMP amplia oportunidades para artistas em diferentes momentos de suas trajetórias. “Acreditamos que investir na formação artística também passa pela criação de redes, pela troca de saberes e pelo reconhecimento da diversidade de experiências que compõem a cena contemporânea. O Programa AMP reúne ações que dialogam com diferentes públicos e fortalece artistas desde o início de seus percursos até a circulação de seus trabalhos”, destaca Michele Menezes, produtora do programa.


As inscrições para todas as ações são gratuitas. Os regulamentos, formulários e demais informações estão disponíveis no Linktree da Alfaiataria e nos links específicos de cada convocatória.

SERVIÇO:
Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP)

PROGRAMA DE FORMAÇÃO CÊNICA ALFAIATARIA (PFCA)
Inscrições: de 25 de junho a 17 de julho de 2026
Resultado: até 25 de julho de 2026
Residência artística: de 3 de agosto a 30 de outubro de 2026
Mostra de Processos: 31 de outubro e 1º de novembro de 2026
Bolsa de pesquisa: R$ 5.400 (valor bruto)
Inscrições gratuitas (residência artística):
aqui

OFICINAS DO PFCA (abertas também ao público externo, mediante inscrição)
Janaina Leite – 7, 8 e 9 de agosto
Inscrições pelo Sympla: aqui

Ana Kfouri – 5, 6 e 7 de setembro
Inscrição pelo Sympla:
aqui
Solicitação de bolsa: aqui

Mateus Aleluia Filho – 7, 8 e 9 de outubro
Inscrição pelo Sympla:
aqui
Solicitação de bolsa: aqui

LABORATÓRIO DE PRODUÇÃO CULTURAL PARA PESSOAS TRANS E TRAVESTIS
Inscrições: abertas
Datas presenciais: 11 e 12 de julho de 2026
Carga horária: 20 horas (16 horas presenciais + 4 horas de consultoria online)
Ministrante: Guilherme Jaccon
Local: Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 266 – Centro)
Inscrições gratuitas: aqui

MOSTRA LÉS LATINAS
Convocatória: de 15 de junho a 16 de agosto de 2026
Resultado: setembro de 2026
Mostra: de 18 a 22 de novembro de 2026
Inscrições gratuitas: aqui

Informações: Todas as convocatórias, regulamentos e formulários também estão reunidos no Linktree da Alfaiataria: https://linktr.ee/alfaiataria_
Dúvidas: alfaiatariaproducao@gmail.com

Fonte: @bb_comunica
Foto: Vitor Dias

DOIS LADOS DE UM RIO UNE GUILÉ E JERRY ESPÍNDOLA EM SHOW QUE ATRAVESSA FRONTEIRAS DA CANÇÃO BRASILEIRA

Espetáculo integra a programação do Paiol Musical e celebra encontros entre gerações, territórios e sonoridades da música popular brasileira

Os rios atravessam territórios, aproximam margens, carregam histórias e renovam afetos. É desse encontro simbólico que nasce Dois Lados de um Rio, espetáculo dos cantores e compositores Guilé Silveira e Jerry Espíndola, que chega ao Teatro Paiol nos dias 25 e 26 de julho de 2026, dentro da programação do Paiol Musical, realizado pela Fundação Cultural de Curitiba. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Zet, com valores de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).

Natural do interior de Minas Gerais e atualmente morador no Paraná, Guilé encontrou no Mato Grosso do Sul parte fundamental de sua trajetória artística. Foi ali que conheceu Jerry Espíndola, um dos nomes mais importantes da música sul-mato-grossense e precursor da chamada “polca-rock”. Desse encontro entre gerações, territórios e repertórios surge um espetáculo que transforma paisagem em canção e memória em travessia sonora.

Construído a partir de composições autorais dos artistas, o show cria um diálogo entre diferentes caminhos da Música Popular Brasileira. As canções evocam rios, matas, horizontes e memórias do Centro-Oeste brasileiro, costurando referências regionais com novas possibilidades da canção contemporânea.

Entre tradição e reinvenção
Em cena, o espetáculo aproxima trajetórias distintas pela força da palavra, da paisagem e da canção brasileira. O repertório percorre músicas que falam de deslocamentos, afetos, natureza e identidade cultural, transformando o palco em espaço de escuta e partilha.

A delicadeza poética das composições de Guilé encontra a experiência de quatro décadas de carreira de Jerry Espíndola em arranjos que aproximam intimidade e potência coletiva. “Esse show fala sobre encontros. Sobre como a música cria pontes entre tempos, lugares e pessoas diferentes. É uma travessia afetiva construída a partir das nossas canções e das paisagens que nos formaram”, afirma Guilé.

Para Jerry, a própria identidade musical de Mato Grosso do Sul é marcada pelo cruzamento de culturas e influências sonoras, algo que também atravessa o espetáculo apresentado no Paiol. “A música do Mato Grosso do Sul sempre foi feita de mistura. De fronteira, de caminhos cruzados. Dividir o palco com o Guilé é continuar esse fluxo de reinvenção da canção brasileira”, comenta Espíndola.

Travessias musicais e acessibilidade
Como ação de contrapartida social do projeto, os artistas realizam o bate-papo Caminhos da Música no dia 24 de julho, no Conservatório de MPB. A atividade, gratuita, vai ser conduzida por Guilé em formato participativo e horizontal, promovendo conversas sobre música, território, identidade e processos criativos.

As apresentações no Teatro Paiol contam com interpretação em Libras e setorização especial para pessoas surdas, permitindo a percepção das vibrações dos instrumentos durante o espetáculo. O espaço também dispõe de rampas de acesso e áreas reservadas para cadeirantes.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Show – Dois Lados de um Rio
Dias: 25 e 26 de julho de 2026
Horários: sábado às 20h e domingo às 19h
Local: Teatro Paiol (Rua Cel. Zacarias, 51 – Prado Velho)
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Zet: aqui
Classificação: 12 anos
Realização: Paiol Musical | Fundação Cultural de Curitiba
Bate-papo “Caminhos da Música”
Data: 24 de julho de 2026
Horário: das 19h às 20h
Local: Conservatório de MPB
Entrada gratuita
Classificação: livre
Acessibilidade: Intérprete de libras por Libras Moreira e espaço acessível para cadeirantes no Conservatório de MPB e sessão de fila exclusiva para pessoas com deficiência visual no shows.

FICHA TÉCNICA:
Concepção e direção musical: Guilé e Jerry Espíndola | Artista Principal – Voz e violão: Guilé | Artista Convidado – Voz: Jerry Espíndola | Coordenação e Produção: Poço e Pêndulo (Beatriz Marçal e Maria Sousa) | Assistente de produção: Luisa Ruivo | Banda: Pedro Afara, Tiago Barbosa, Gabriel de Andrade | Cenografia: Caio Frankiu | Iluminação: Beatriz Marçal | Técnico de Luz: Bruno de Oliveira dos Santos | Técnico de Som: Germano Xavier | Social Media: Gabbiel | Design Gráfico: Marina Mendonça | Contrarregra: Murilo Macari | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Interpretação de LIBRAS: Libras Moreira | Vídeo: Frames de cria | Foto: Iuri Poletti

SOBRE OS ARTISTAS
Guilé Silveira: Cantor e compositor brasileiro, Guilé iniciou sua trajetória artística em Mato Grosso do Sul, participando de festivais culturais e desenvolvendo seus primeiros trabalhos autorais. Natural do interior de Minas Gerais e atualmente radicado no Paraná, lançou um álbum, um EP e diversos singles. Sua obra dialoga com tradição e contemporaneidade na música popular brasileira. Atualmente, prepara o lançamento de seu segundo álbum autoral.


Jerry Espíndola: Com quatro décadas de trajetória e 12 discos lançados, Jerry Espíndola é uma das principais referências da música sul-mato-grossense e precursor da “polca-rock”. Premiado pela Funarte na categoria Composição Popular, possui mais de 140 músicas gravadas por ele e por diferentes artistas brasileiros. Entre suas parcerias conhecidas estão canções registradas por nomes como Ney Matogrosso e Zélia Duncan.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

“O QUE TEM NA MALA?” TRANSFORMA DELICADEZA EM GESTO DE RESISTÊNCIA AMBIENTAL E AFETIVA

Novo livro de Marli Voigt une literatura infantil, acessibilidade e imaginação para convidar crianças e adultos a reencontrarem a natureza nos pequenos detalhes do cotidiano

Em uma época marcada pelo excesso de estímulos digitais e pela aceleração da vida cotidiana, a escritora Marli Voigt lança um convite ao encantamento. No dia 4 de julho, das 10h às 12h, a Biblioteca Pública do Paraná recebe o lançamento de “O que tem na mala?”, obra destinada a crianças de 8 a 12 anos, mas capaz de dialogar com leitores de todas as idades por meio de uma narrativa sobre natureza, memória afetiva e pertencimento. A programação inclui encontro com a autora, sessão de autógrafos, distribuição de mudas, uma contação de histórias com Bruno Sanctus, às 11h, e a entrega de ecobags exclusivas para os leitores que adquirirem o livro durante o evento, transformando o lançamento em uma celebração da leitura, da imaginação e do cuidado com o meio ambiente.

Com ilustrações de Rodrigo Candido, a obra acompanha o personagem Vovô Vitor em uma jornada feita de folhas, sementes, aromas, memórias e descobertas. A partir de experiências simples, a narrativa constrói um percurso afetivo que aproxima leitores de diferentes idades da natureza, não como um cenário distante, mas como parte viva das relações humanas e da construção das memórias.

Mais do que uma publicação infantil, “O que tem na mala?” apresenta uma reflexão delicada sobre pertencimento, cuidado e responsabilidade ambiental, convidando crianças e adultos a desenvolverem um olhar mais atento para aquilo que muitas vezes passa despercebido. “Quero que as crianças percebam que a natureza não está longe delas. Ela está no quintal, na rua, no cheiro da terra molhada, nas plantas pequenas que encontramos todos os dias”, afirma Marli Voigt.

Ao longo da narrativa, temas como reciclagem, preservação ambiental, mudanças das estações e cultivo do próprio ecossistema surgem de forma orgânica, sem abrir mão da imaginação e da poesia. O livro escolhe o afeto como caminho para despertar consciência e estimular a curiosidade das novas gerações.

Quando a literatura ensina a cuidar sem abrir mão do encantamento

Em “O que tem na mala?”, a infância é compreendida como território de descoberta, criatividade e formação sensível. A obra parte da premissa de que o cuidado com o meio ambiente nasce também da construção de vínculos emocionais com o mundo natural.

Ao acompanhar a trajetória de Vovô Vitor, os leitores descobrem que cultivar uma planta também significa cultivar presença, escuta, pertencimento e responsabilidade coletiva. Nesse sentido, o livro reafirma a potência da literatura infantil como ferramenta de transformação cultural e social.

As ilustrações de Rodrigo Candido ampliam essa experiência por meio de imagens vibrantes e acolhedoras, inspiradas em referências do imaginário brasileiro e em atmosferas que aproximam fantasia e realidade. As cores, formas e personagens dialogam diretamente com o universo da narrativa, reforçando a ideia de que imaginar também é uma forma de cuidar. “A literatura infantil tem a capacidade de despertar vínculos profundos com o mundo. Nas ilustrações, procurei traduzir a ternura da história e a riqueza da natureza para criar uma experiência que acolha leitores de diferentes idades”, destaca Rodrigo Candido.

Acessibilidade, imaginação e o direito de sonhar juntos

Outro diferencial do projeto é o compromisso com a democratização do acesso à leitura. Serão produzidos mil exemplares impressos com recursos inclusivos como título em Braille na capa, QR Code para audiolivro com audiodescrição, letras ampliadas e alto contraste visual para facilitar a leitura de pessoas com baixa visão.

A acessibilidade também se estende às ações formativas e de contrapartida social. O projeto prevê oficinas de escrita criativa, contações de histórias e oficinas de plantio voltadas para crianças de 8 a 12 anos e pessoas com mais de 60 anos, promovendo encontros intergeracionais por meio da literatura, da arte e da educação ambiental. As atividades contarão com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras.

A proposta de sustentabilidade também atravessa o lançamento. Além da distribuição de mudas ao público, os exemplares adquiridos durante o evento serão entregues em ecobags exclusivas desenvolvidas para o projeto, ampliando a reflexão sobre consumo consciente e cuidado com o meio ambiente para além das páginas do livro.

Ao unir literatura, acessibilidade e sustentabilidade, “O que tem na mala?” ultrapassa os limites do objeto livro para se tornar uma experiência de formação, convivência e imaginação. Em um tempo marcado pela pressa e pela desconexão com o ambiente natural, a obra propõe um movimento contrário: desacelerar para observar, escutar e cultivar vínculos.

Uma parceria que floresce entre palavra e imagem

Natural de Marcílio Dias, distrito de Canoinhas (SC), e radicada em Curitiba desde 1988, Marli Voigt é autora dos livros Temperos da Vida (2020), Amoreza (2022) e Hoje, Sacolas na Multidão (2025). Em sua trajetória literária, construiu uma escrita marcada pela sensibilidade, pela valorização das relações humanas e pelo interesse em despertar novos olhares para o cotidiano.

Já Rodrigo Candido, ilustrador e quadrinista reconhecido por obras inspiradas no imaginário diaspórico negro, soma ao projeto um universo visual pulsante, afetivo e contemporâneo, ampliando a experiência estética e simbólica da publicação.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Lançamento do livro – “O que tem na mala?”
Data: 04 de julho de 2026
Horário: 10h às 12h
Local: Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133)

Programação:
– Encontro com a autora e sessão de autógrafos
– Contação de histórias com Bruno Sanctus, às 11h
– Distribuição de mudas
– Entrega de ecobag exclusiva para quem adquirir o livro no lançamento
– Ações acessíveis com recursos inclusivos

Sobre o livro:
Título: O que tem na mala?
Autora: Marli Voigt
Ilustrações: Rodrigo Candido
Faixa etária: 8 a 12 anos
Tiragem: 1.000 exemplares

Sinopse:
O que tem na mala? acompanha o olhar curioso do Vovô Vitor sobre os pequenos encantos do cotidiano. A partir de um dia comum, a narrativa revela cores, cheiros e detalhes da natureza que muitas vezes passam despercebidos, mostrando como ela atravessa nossas rotinas e afetos. De forma leve e poética, o livro aborda a importância das estações, do cuidado com o meio ambiente, da reciclagem e do cultivo do próprio ecossistema.

Sobre Marli Voigt: nasceu em Marcílio Dias, distrito de Canoinhas (SC), e vive em Curitiba desde 1988. Participa de diversas antologias literárias e é autora dos livros Temperos da Vida (2020), Amoreza (2022), Hoje, Sacolas na Multidão (2025) e O que tem na mala? (2026). Apaixonada pela literatura infantil, desenvolve uma escrita marcada pela sensibilidade, pela valorização dos afetos e pelo olhar atento às pequenas belezas do cotidiano.

Sobre Rodrigo Candido é ilustrador e quadrinista. Seu trabalho é inspirado pelo imaginário diaspórico negro e dialoga com referências da música, do cinema e dos jogos eletrônicos. Ilustrou obras como Quilombolando (Estrela Cultural), Caçador Cibernético da Rua 13 e A Cientista Guerreira do Facão Furioso (Editora Malê), além dos quadrinhos 3 Èsùs e o Tempo e Azul Estelar. Em O que tem na mala?, assina as ilustrações que dão vida ao universo sensível e acolhedor criado por Marli Voigt.

Assessoria de Imprensa
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SAMARA SFAIR ESTREIA ESPETÁCULO DE TANGO QUE TRANSFORMA A SAUDADE EM DANÇA E MEMÓRIA

Na foto de Cibele Rowena, a bailarina, coreógrafa e tangoterapeuta Samara Sfair e o bailarino argentino Maximiliano Gomes.
Na foto de Cibele Rowena, a bailarina, coreógrafa e tangoterapeuta Samara Sfair e o bailarino argentino Maximiliano Gomes.

“Ecos de um Abraço” transforma espaços de Curitiba em cenário para uma experiência sensível entre dança, teatro e memória afetiva; projeto circula de 15 a 18 de junho, com apresentações gratuitas abertas ao público em 16 de junho, no Teatro do Memorial de Curitiba

A bailarina, coreógrafa e tangoterapeuta Samara Sfair estreia, em junho, o projeto “Ecos de um Abraço”, espetáculo de dança-teatro que utiliza o tango para contar uma história sobre amor, perda e reencontro. Com circulação entre os dias 15 e 18 de junho em diferentes espaços de Curitiba, a montagem transforma ambientes públicos e institucionais em cenário para uma narrativa construída a partir da memória afetiva.

Ao lado do bailarino argentino Maximiliano Gomes, Samara conduz o público por uma travessia emocional que começa pela ausência: um homem entra em cena carregando um casaco vazio, símbolo do abraço e da presença de quem já partiu. A partir dessa imagem, o espetáculo retorna no tempo por meio de lembranças fragmentadas, encontros, paixão e despedidas, criando uma experiência que mistura dança, teatralidade e a força poética do tango argentino. “O tango fala sobre presença, mas também sobre aquilo que permanece depois da ausência. O espetáculo nasce justamente desse lugar da saudade, das memórias que continuam vivendo no corpo e nos afetos”, afirma Samara.

Dividido em seis atos que percorrem diferentes estados emocionais, do desejo ao luto, da paixão ao reencontro espiritual, o espetáculo utiliza o próprio espaço como parte da dramaturgia. O som ambiente, a arquitetura dos locais tornam-se elementos da cena, aproximando a obra do caráter popular e urbano que marcou o nascimento do tango.

A circulação do espetáculo acontece entre os dias 15 e 19 de junho em diferentes espaços de Curitiba. A programação tem início em 15 de junho, com uma apresentação aberta ao público no Centro Cultural Miguel de Cervantes, na Praça da Espanha, às 14h. Em caso de chuva, a atividade será transferida para um espaço fechado. Na mesma data, o projeto realiza uma apresentação fechada no Colégio Estadual Julia Wanderley, às 19h. No dia 16 de junho acontecem as duas sessões gratuitas abertas ao público no Teatro Londrina, dentro do Memorial de Curitiba, às 16h e às 19h30. A circulação segue em 17 de junho com uma apresentação fechada na Sociedade Morgenau, às 15h30, e continua no dia 18 de junho com apresentações em locais que serão definidos pela Fundação Cultural de Curitiba.

O tango que nasce das ruas
Com atuação no Brasil e na Argentina, Samara Sfair desenvolve uma pesquisa artística que conecta tango, memória afetiva e relações humanas. Professora Adjunta da Faculdade de Tango Del Angel, na Argentina, e produtora da Copa Tango Curitiba, a artista investiga há anos o potencial da dança como ferramenta de expressão, conexão emocional e transformação social.

Seu trabalho também inclui experiências voltadas para pessoas com Parkinson e depressão, utilizando o movimento como caminho para fortalecer vínculos, autonomia e qualidade de vida. “A rua aproxima a arte da vida real. Quando levamos o tango para espaços públicos, ele retorna para sua origem: uma dança criada entre encontros, afetos e histórias urbanas”, comenta.

A obra integra o projeto Ecos de Um Abraço, contemplado pelo Fundo Municipal de Incentivo à Cultura, e propõe uma experiência sensível sobre aquilo que permanece mesmo após a despedida.

Um espetáculo sobre o que fica
Ao longo da montagem, o abraço surge como símbolo central da narrativa: gesto de amor, memória e permanência. Entre cenas silenciosas, deslocamentos pelo espaço e tangos marcados pela intensidade emocional, o espetáculo constrói uma reflexão poética sobre os vínculos humanos e os ecos deixados por cada encontro.

No desfecho, passado e presente se encontram novamente em cena, transformando o tango em uma celebração delicada da memória, da continuidade dos afetos e da capacidade humana de seguir adiante sem apagar aquilo que foi vivido.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Espetáculo – ECOS DE UM ABRAÇO
Datas: 15, 16 e 17 e 18 de junho de 2026
Apresentações fechadas
15 de junho: Colégio Estadual Julia Wanderley às 19h
17 de junho: Sociedade Morgenau às 15h30
18 de junho: Local a ser definido pela FCC

Apresentações abertas ao público
15 de junho: Centro Cultural Miguel de Cervantes na Praça da Espanha às 14h (em caso de chuva a apresentação será remarcada em local fechado)
16 de junho: Memorial de Curitiba no Teatro Londrina às 16h e 19h30 | Entrada gratuita
Classificação: Livre
Duração: Aproximadamente 45 minutos

FICHA TÉCNICA:
Concepção, direção e atuação: Samara Sfair | Atuação: Maximiliano Gomez | Produção executiva: Maria Sousa | Coordenação e produção: Beatriz Marçal | Assessoria de imprensa: Bruna Bazzo | Trilha sonora: Tango Bardo e clássicos do tango argentino | Realização: Projeto contemplado pelo Fundo Municipal de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba

Samara Sfair é bailarina, coreógrafa, professora e tangoterapeuta, com atuação no Brasil e na Argentina. É também Professora Adjunta da Faculdade de Tango Del Angel, na Argentina. Pós graduada em Dançaterapia e Dança e Educação, possui formação em tango pelo Método Dinzel, Formada pela Faculdade Tango del Anjel, Buenos Aires e especialização em Tango-Terapia. Como produtora da Copa Tango Curitiba, difunde a cultura tangueira e suas múltiplas expressões. Além de atuar como DJ de tango e organizadora de milongas, desenvolve pesquisas sobre a reabilitação através da dança, aplicando suas técnicas em casos de Parkinson e depressão. Seu trabalho valoriza a improvisação e o estilo pessoal dos alunos, promovendo um ensino acessível e envolvente.

Maximiliano Gomes é bailarino, coreógrafo, jurado e professor argentino de tango, nascido na província de Buenos Aires e atualmente residente em Manaus (AM). Fundador da Companhia FC Tango e com formação pela Universidad Nacional de Arte (UNA) e pelo formado pelo Intituto das Artes Folklóricas (DAF), Buenos Aires, construiu uma trajetória dedicada ao ensino, à pesquisa e à difusão do tango e do folclore argentino, atuando em grandes companhias internacionais, espetáculos e projetos culturais na Argentina e no Mundo.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

“FLUXO FLOEMA, PERIFÉRICAS” TRANSFORMA RELATOS FEMININOS EM ARTE E ESCUTA COLETIVA

Campanha “Solta essa Voz, Mulher” integra a primeira etapa de uma trilogia de projetos de Mayra Fernandes que unem escuta, pesquisa e criação dramatúrgica a partir de vivências femininas

A arte como espaço de escuta, acolhimento e transformação social move o projeto “Fluxo Floema, Periféricas”, idealizado pela artista, produtora cultural e pesquisadora Mayra Fernandes, da Cardume Cultural, em Curitiba. Inspirado na obra Fluxo Floema, da escritora Hilda Hilst, o trabalho investiga as experiências femininas na sociedade contemporânea a partir de relatos reais de mulheres em contextos de vulnerabilidade.

A proposta une pesquisa de campo, escuta ativa e criação artística para construir uma dramaturgia inédita, atravessada por temas comuns de nós mulheres na sociedade contemporânea. As histórias compartilhadas pelas participantes tornam-se matéria poética e cênica, criando espaços de reconhecimento, pertencimento e reflexão coletiva.

Como parte desse processo, o projeto realiza a campanha “Solta essa Voz, Mulher”, que recebe relatos anônimos até o dia 10 de junho pelo e-mail fluxofloemapesquisa@gmail.com. A iniciativa busca criar um canal seguro de escuta e acolhimento para mulheres compartilharem experiências, memórias e vivências que poderão contribuir para o desenvolvimento da pesquisa artística.

A campanha reúne vozes, memórias e experiências que alimentam uma pesquisa artística comprometida com a escuta das múltiplas realidades femininas na contemporaneidade. Cada relato recebido amplia um processo investigativo que busca compreender como mulheres elaboram, atravessam e narram suas experiências em uma sociedade marcada por diferentes formas de violência, silenciamento e resistência.

Ao longo do mês de maio, o projeto também promoveu oficinas inclusivas voltadas a mulheres em situação de vulnerabilidade, idosos e pessoas com deficiência, incentivando autoestima, criatividade e expressão emocional. As atividades integraram a etapa formativa da pesquisa e contribuíram para ampliar os espaços de diálogo e escuta coletiva.

“Fluxo Floema, Periféricas” constitui a primeira etapa de uma trilogia de projetos que será desenvolvida entre 2026 e 2027. A pesquisa investiga diferentes dimensões da experiência feminina na contemporaneidade, tendo a escuta como metodologia central e a criação dramatúrgica como forma de elaboração artística dessas narrativas. Os próximos desdobramentos aprofundarão o diálogo entre memória, corpo, linguagem e representação feminina nas artes da cena.

Com recursos de acessibilidade, transcrição de conteúdos e valorização da diversidade de corpos e vozes, o projeto reafirma a potência da arte como ferramenta de diálogo, pertencimento e transformação social.

Sobre o projeto
“Fluxo Floema, Periféricas” integra uma trilogia de ações artísticas e de pesquisa que serão realizadas entre 2026 e 2027, investigando as vivências femininas por meio da escuta, da dramaturgia e da criação cênica.


Na foto de Mariana Ayala: arte, escuta e transformação social a partir das vozes femininas. Até o dia 10 de junho, o projeto “Fluxo Floema, Periféricas” promove ações de acolhimento, oficinas e escuta coletiva em Curitiba.

SERVIÇO:
“Fluxo Floema, Periféricas”
Campanha “Solta essa Voz, Mulher”
Recebimento de relatos: Até 10 de junho de 2026
Envio pelo e-mail: fluxofloemapesquisa@gmail.com
Informações: @cardumeproducaocultural

Oficinas
Dia: 14 de maio de 2026 – com Mayra Fernandes no CIC
Dia: 21 de maio de 2026 – “Brincadeiras Coloridas para Nunca Mais Dar Branco”, com Carol Mascarenhas
Dia: 28 de maio de 2026 – com Mayra Fernandes no CIC

Sobre Mayra Fernandes 
Atriz, diretora de produção e pesquisadora, atuante no cenário artístico desde 2010. Graduada em Teatro pela FAP/UNESPAR, ampliou sua formação em Antropologia, Cinema, Produção Cultural e Neurociência, com foco na experiência da mulher na sociedade contemporânea. Em 2026 desenvolve sua primeira dramaturgia, fruto de quase 15 anos de pesquisa, no projeto Fluxo Floema, que terá desdobramentos importantes em 2026 e 2027. Envolvida com as artes desde a infância, do circo ao teatro, também é palhaça formada pela Escola do Ator Cômico. Como produtora e curadora, integrou equipes de festivais como Psicodália, Festival de Curitiba e Novos Olhares. No teatro, compõe os elencos da Cia Setra Teatral e da Ap. da Treze, tendo recebido o Troféu Cabeça de Chinchila de melhor atuação junto ao elenco do espetáculo Multidão (2025). Sua trajetória foi reconhecida pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, e sua produtora, Cardume Cultural, foi certificada como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura em 2025.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

“EXPERIÊNCIA LÍNGUA SOLTA OCUPA A NOITE COM SHOWS, VIDEOCLIPES E REFORÇA A POTÊNCIA DA ARTE INDEPENDENTE COLETIVA”

Na foto de Gus Benke, Bruna Pena em performance durante a Experiência Língua Solta

Projeto de Bruna Pena reúne música, dança e mostra de videoclipes em uma noite de experimentação audiovisual

A Experiência Língua Solta – vol. 4 acontece no dia 11 de junho como parte da programação do Olhar de Cinema. Criado e conduzido pela cantora e diretora audiovisual Bruna Pena, o projeto vem se consolidando como um espaço de encontro entre linguagens, e nesta edição amplia sua proposta ao incorporar a mostra de videoclipe que abre a festa.

Bruna Pena apresenta um show que combina voz, camadas eletrônicas, guitarra e performance, com projeções visuais e a participação de dançarinos em cena. Sua pesquisa artística transita entre o íntimo e o coletivo, criando atmosferas sensoriais que convidam o público a uma escuta expandida – e nesta edição expande ainda mais sua dimensão audiovisual. Clara Gomes e Samuca Melo assumem a pista de dança durante o show.

Ela convida para a Experiência FERALKAT LAB, projeto experimental da também diretora audiovisual Natasha Durski. Ela assume o palco com uma performance que atravessa beats, texturas e ruídos, explorando uma sonoridade que se desloca entre a pista e a experimentação eletrônica, mantendo a energia da noite em fluxo contínuo.

Abrindo a programação, a noite conta com uma mostra de videoclipes composta por 10 trabalhos selecionados por meio de chamada aberta online. Os artistas escolhidos passam a integrar o evento, com direito a entrada liberada e +1 acompanhante, fortalecendo o caráter do projeto como plataforma de circulação e troca entre produções audiovisuais independentes. O resultado será divulgado no instagram da cantora (@oibrunapena).

O evento será realizado na Blind Pig – espaço anexo ao Ginger Bar, conhecido na cidade por seus excelentes drinks e programação cultural. Endereço
Rua Saldanha Marinho, 1220 – Centro – Curitiba/PR

SERVIÇO:
Confira a programação completa abaixo:
Programação
22h00 – Abertura da casa
23h00 – Mostra de Videoclipes (10 videoclipes de até 5 minutos)
00h00 – Show Feralkat c/ laboratorio de projeções
01h00 – Show Bruna Pena c/ laboratório de projeções e dançarinos

Valores
Ingresso antecipado R$15,00
Ingressos 1º Lote: R$25,00
Ingresso na hora R$35,00
Ingresso Credenciados Olhar de Cinema R$15,00
Link Ingressos, aqui
Link Inscrição Videoclipes, aqui

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica

ALFAIATARIA RECEBE VINÍCIUS ARMILIATO PARA CONVERSA SOBRE MEMÓRIA E PSICANÁLISE

Na foto de Vitor Dias, o público reunido no quintal da Alfaiataria – Espaço de Artes durante a primeira edição da Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, encontro que transforma escuta, convivência e partilha em experiência coletiva.

Segundo encontro do ciclo “práticas da memória – entre lembrar e esquecer”, que integra o projeto “Ações para Mundos Poéticos”, propõe uma travessia entre arte, escuta e experiência subjetiva no dia 27 de maio.

Há lembranças que permanecem acesas durante anos. Outras desaparecem antes mesmo de se tornarem linguagem. Entre aquilo que o corpo guarda, o tempo transforma e a palavra tenta alcançar, se acende a segunda edição da Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, encontro promovido pela Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba. O encontro gratuito acontece no dia 27 de maio (quarta-feira, as 20h), e recebe o pesquisador e psicanalista Vinícius Armiliato para uma conversa aberta ao público sobre memória, subjetividade e criação.

Realizada no quintal da Alfaiataria, a ação parte da imagem ancestral das pessoas reunidas ao redor do fogo para compartilhar histórias, experiências e modos de existir. Mais do que um debate, a proposta cria um espaço de convivência e escuta, onde pensamento e presença se atravessam continuamente.

Com curadoria do artista e pesquisador Francisco Mallmann, a Roda de Fogo reúne convidados de diferentes áreas do conhecimento para refletir sobre a memória não como arquivo fixo, mas como matéria viva: algo que se reorganiza, se desloca e se reinventa continuamente. O encontro faz parte do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), iniciativa contemplada pelo edital de Ações Continuadas da Funarte e dedicada ao fortalecimento de práticas de criação, formação e intercâmbio nas artes da cena contemporânea.

Graduado em Artes Cênicas e Psicologia, Vinícius Armiliato desenvolve pesquisas que articulam filosofia, clínica e artes da cena. Doutor e pós-doutor na linha de Filosofia da Psicanálise da PUCPR, atua como professor da Univille e curador do Seminário Fronteiras da Psicanálise, realizado mensalmente em Curitiba desde 2021.

Memória como criação em movimento
Ao aproximar psicanálise e experiência artística, o encontro propõe reflexões sobre esquecimento, repetição, elaboração e construção narrativa de si. Na clínica, lembrar nunca significa simplesmente recuperar algo intacto. Toda memória carrega desvios, lacunas e reinvenções. Nas artes da cena, essa instabilidade aparece de maneira concreta: nenhum gesto retorna da mesma forma, nenhuma presença se repete integralmente. “A memória nunca retorna de maneira idêntica. Toda lembrança carrega algo de invenção, de reconstrução e de deslocamento. Talvez lembrar seja justamente produzir novas formas de relação com aquilo que vivemos”, afirma Vinícius Armiliato.

Para Francisco Mallmann, a potência da Roda de Fogo está na possibilidade de transformar pensamento em experiência compartilhada. “O fogo aparece como imagem de encontro, mas também de transformação. Ao compartilhar experiências e escutas, percebemos que memória não é permanência absoluta, e sim algo que se move entre presença, ausência e criação”, comenta.

Ações para Mundos Poéticos
A Roda de Fogo integra o conjunto de ações do Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), idealizado por Janaina Matter, realizado em parceria com a produtora cultural Michele Menezes, da Pró Cult. Ao longo de 2026, o programa promove atividades voltadas à formação artística, pesquisa e experimentação cênica.

Entre as iniciativas estão a Oficina de Iluminação Cênica para Mulheres, ministrada por Lucri Reggiani; o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, conduzido por Guilherme Jaccon; a segunda edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria; e a Mostra Les Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas latino-americanas.

Ao aproximar arte, pensamento e convivência, o programa consolida a Alfaiataria – Espaço de Artes como um espaço dedicado à criação contemporânea, à troca entre diferentes saberes e à construção de experiências coletivas. “Inspirada na imagem ancestral das pessoas reunidas ao redor do fogo, a ação busca criar uma experiência de escuta compartilhada. Mais do que discutir memória, queremos produzir um espaço em que ela possa ser vivida coletivamente”, afirma Janaina Matter, diretora artística da Alfaiataria.

SERVIÇO:
2ª Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer
Dia: 27 maio de 2026
Horário: 20h
Duração: 1h a 1h30
Local: Quintal da Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 247 – Centro)
Entrada: gratuita, sujeita à capacidade do espaço
Informações: @alfaiataria_

Sobre Vinícius Armiliato:
Bacharel em Artes Cênicas pela FAP e graduado em Psicologia pela PUCPR, Vinícius Armiliato é psicanalista, pesquisador e professor universitário. Doutor e pós-doutor na linha de Filosofia da Psicanálise da PUCPR, desenvolve pesquisas voltadas às relações entre memória, subjetividade, normalidade e experiência clínica. Atualmente é professor adjunto do curso de Psicologia da Univille e curador do Seminário Fronteiras da Psicanálise, realizado mensalmente em Curitiba desde 2021. Também atua como tradutor de textos nas áreas de filosofia e psicanálise e organizou publicações como Nunca se vive inteiramente o presente: patrimônio, psicanálise e epistemologia (2025) e Georges Canguilhem em Perspectiva.

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica