CABARET MACCHINA NO PÁTIO DA REITORIA DA UFPR

Com direção de Ricardo Nolasco e dramaturgia de Francisco Mallmann e Leonarda Glück, a partir da obra do dramaturgo alemão Heiner Müller, Cabaret Macchina é uma pós-ópera em formato de cabaré de rua

Após estrear na Mostra Oficial do Festival de Curitiba, com participação especial da cantora Karina Buhr e se apresentar ao lado externo do Museu Municipal de Arte, localizado no bairro Portão, o coletivo Casa Selvática apresenta CABARET MACCHINA no Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná nos dias 5, 6, 26 e 27 de maio, ​ nos sábados às 21h e domingos​ às 17h com entrada gratuita.

Os artistas da Casa Selvática vão às ruas de Curitiba em busca dos restos de um herói. O coletivo exercita assim uma nova possibilidade para o mundo, um espetáculo máquina desejante. No humor corrosivo de um famigerado cabaré, o dia-a-dia de vedetes encenando clássicos ocidentais em uma pós-ópera anti-edipiana. Dentro da cidade, personagens canônicas dos escombros de um teatro de guerra se encontrarão com os fantasmas de uma contemporaneidade que atira a tudo e a todos no grande vácuo do desuso.

A Casa Selvática tem sido uma das principais referências do estudo do cabaré como linguagem no Brasil, tendo realizado diversos espetáculos e proposto oficinas anualmente para seu aprofundamento. Cabaret Macchina pretende expandir a pesquisa do grupo, na construção de um espetáculo de teatro a ser realizado em espaço público, uma criação de dramaturgias que relaciona vivências, questões arquitetônicas e históricas da cidade.

Para mais informações acesse www.selvatica.art.br ou siga nossa fanpage Selvática Ações Artísticas ou nosso perfil no instagram @selvaticaoficial, e acompanhe toda a programação do projeto.

SERVIÇO:
CABARET MACCHINA – UMA PÓS-ÓPERA ANTI-EDIPIANA
Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná
Rua XV de Novembro, 1299 – Centro de Curitiba
​5, 6, 26 e 27 de maio de 2018​
​Sábados às 21h e domingos​ às 17h
ENTRADA FRANCA
PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.

Ficha Técnica:
Dramaturgia: Francisco Mallmann e Leonarda Glück (a partir da obra de Heiner Müller);
Direção Geral: Ricardo Nolasco;
Direção de Movimento: Gabriel Machado;
Direção Musical e Sonoplastia: Jo Mistinguett;
Figurino: Cali Ossani, Stéfano Belo e Patricia Cipriano;
Iluminação: Semy Monastier e Patricia Saravy;
Maquiagem: Nina Ribas e Stéfano Belo;
Elenco: Amira Massabki, Cali Ossani, Cesar Mathew, Leonarda Glück, Leo Bardo, Matheus Henrique,Nina Ribas, Patricia Cipriano, Patricia Saravy, Semy Monastier, Simone Magalhães, Stéfano Belo e Victor Hugo;
Artista Convidada: Karina Buhr;
Consultoria: Amabilis de Jesus;
Mapeamento Urbano: Renata Cunali;
Direção de Produção: Cacá Bordini;
Assistência de Produção: Bruna Costa;
Imagens: Amira Massabki;
Design Gráfico: Thalita Sejanes;
Captação de Recursos: Meire Abe;
Realização: Selvática Ações Artísticas e O Estábulo de Luxo;
Fotografias: Mariama Lopes

Links:
site
facebook.com/SelvaticaAcoesArtisticas/
Youtube/Vimeo
www.instagram.com/selvaticaoficial/
https://twitter.com/selvaticx

CABARET MACCHINA NO MUSEU MUNICIPAL DE ARTE

 

Após estrear  CABARET MACCHINA no Festival de Curitiba, artistas da Casa Selvática iniciam circulação do espetáculo pelas regionais de Curitiba

A partir do dia 26 de abril, o coletivo curitibano Casa Selvática inicia a circulação do espetáculo CABARET MACCHINA por frestas, viadutos, vielas e fissuras da cidade de Curitiba. A  curta temporada de 3 apresentações acontece nos dias 26, 27 e 28 de abril sempre às 20h com entrada franca no Museu Municipal de Arte – MUMA (Av. República Argentina, 3430, Terminal do Portão).

Os artistas da Casa Selvática vão às ruas de Curitiba em busca dos restos de um herói. O coletivo exercita assim uma nova possibilidade para o mundo, um espetáculo máquina desejante. No humor corrosivo de um famigerado cabaré, o dia-a-dia de vedetes encenando clássicos ocidentais em uma pós-ópera anti-edipiana. Dentro da cidade, personagens canônicas dos escombros de um teatro de guerra se encontrarão com os fantasmas de uma contemporaneidade que atira a tudo e a todos no grande vácuo do desuso

Serviço:
CABARET MACCHINA – UMA PÓS-ÓPERA ANTI-EDIPIANA
26, 27 e 28 de abril (quinta, sexta e sábado), às 20h
Museu Municipal de Arte – Av. República Argentina, 3430, Terminal do Portão – Portão, Curitiba
ENTRADA FRANCA!
Fotografias: cabaret macchina / credito: humberto araujo
Confira a página do evento, aqui

PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.

ENCONTRO DE “SELVÁTICAS” NA MOSTRA 2018 DO FESTIVAL DE CURITIBA

Foto de Amira Massabki

Artistas da Casa Selvática estreiam espetáculo Cabaret Macchina com participação da cantora e compositora Karina Buhr

Comemorando seis anos de existência, o coletivo curitibano Selvática Ações Artísticas estreia seu mais novo espetáculo, Cabaret Macchina, nos dias 3 e 4 de abril na Praça Rui Barbosa, com entrada franca, integrando a Mostra Oficial do Festival de Curitiba.

Com direção de Ricardo Nolasco e dramaturgia de Francisco Mallmann e Leonarda Glück, a partir da obra do dramaturgo alemão Heiner Müller, o espetáculo é uma pós-ópera em formato de cabaré de rua, que além de reunir pela primeira vez todos os artistas do coletivo em um mesmo projeto, conta com a participação da cantora e compositora Karina Buhr.

Desde o lançamento do seu último álbum, intitulado Selvática (2015), Karina Buhr e os artistas do coletivo tem estreitado laços. Em 2015 a cantora pernambucana radicada em São Paulo lançou na Casa Selvática seu livro Desperdiçando Rima em um evento que contou com performances, sarau e pocket shows dos artistas “selváticos” e convidados.

A Casa Selvática tem sido uma das principais referências do estudo do cabaré como linguagem no Brasil, tendo realizado diversos espetáculos e proposto oficinas anualmente para seu aprofundamento. Cabaret Macchina pretende expandir a pesquisa do grupo, na construção de um espetáculo de teatro a ser realizado em espaço público, uma criação de dramaturgias que relaciona vivências, questões arquitetônicas e históricas da cidade.

Para o diretor Ricardo Nolasco: “O cabaré foi considerado um subgênero pela história oficial do teatro, justamente por seu caráter popular em oposição aos modelos dramáticos europeus.”. Assim, o coletivo tem mergulhado na investigação desse formato através de uma cena híbrida, que mescla elementos das artes cênicas, performáticas e literárias. “Acreditamos no cabaré como o formato ideal para falar sobre questões que nos atingem, de um modo humorado e irônico, o cabaré tem sido a principal forma com que artistas do mundo inteiro tem conseguido fazer seus trabalhos resistirem de forma independente tendo a precariedade e a arte em processo não como limitadores, mas como características importantes do nosso tempo e dos países em questão”, complementa Nolasco.

Para a atriz e dramaturga Leonarda Glück, a obra de Heiner Müller se torna cada vez mais insistente na contemporaneidade. “Nos dias que correm os totalitarismos da alma, do estado e das instituições estão tão presentes e tão fantasiados de livre democracia, que os escritos de Heiner Müller estão mais atuais do que nunca. A sua Alemanha se reergueu depois da queda, mas deixou boa parte do globo ainda derrubada até hoje. Nós conseguimos estabelecer uma conexão direta entre sua obra e o Brasil de 2018, e a levaremos para a arena pública”, dispara.

”Heiner Müller partia da reescrita dos clássicos a fim de reaproximar estes de seus contextos, dialogar com ele e sua obra é para nós necessariamente adaptar mais uma vez, atualizar em nossos contextos, corpos e histórias” finaliza Ricardo.

Karina Buhr por José de Holanda

Cabaret Macchina
3 e 4 de abril às 21h
Festival de Curitiba
Rua da cidadania Matriz – Praça Rui Barbosa, centro de Curitiba
Entrada Franca
Página do evento, aqui

Ficha Técnica:
Dramaturgia: Francisco Mallmann e Leonarda Glück (a partir da obra de Heiner Müller);
Direção Geral: Ricardo Nolasco;
Direção de Movimento: Gabriel Machado;
Direção Musical e Sonoplastia: Jo Mistinguett;
Figurino: Cali Ossani, Stéfano Belo e Patricia Cipriano;
Iluminação: Semy Monastier e Patricia Saravy;
Maquiagem: Nina Ribas e Stéfano Belo;
Elenco: Amira Massabki, Cali Ossani, Cesar Mathew, Leonarda Glück, Leo Bardo, Matheus Henrique, Nina Ribas, Patricia Cipriano, Patricia Saravy, Semy Monastier, Simone Magalhães, Stéfano Belo e Victor Hugo;
Artista Convidada: Karina Buhr;
Consultoria: Amabilis de Jesus;
Mapeamento Urbano: Renata Cunali;
Direção de Produção: Cacá Bordini;
Assistência de Produção: Bruna Costa;
Imagens: Amira Massabki;
Design Gráfico: Thalita Sejanes;
Captação de Recursos: Meire Abe;
Realização: Selvática Ações Artísticas e O Estábulo de Luxo;

 Links:
Site: www.selvatica.art.br

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MOVIMENTO ENXAME REALIZA PROJETO PALAVRA DE MULHER EM SÃO JOSÉ DOS PINHAIS-PR

Buscando aproximar o cotidiano do universo literário artistas do Movimento Enxame propõem encontros a partir da escrita de mulheres brasileiras.

No mês de março os artistas do Movimento Enxame apresentam o projeto Palavra de Mulher que consiste em 150 rodas de leituras de obras de escritoras femininas. Realizadas pelos artistas e mediadores Juliane Souto, Alisson Freyer e Lígia Quirino, cada encontro dura cerca de uma hora, em espaços públicos na cidade de São José dos Pinhais-PR.

Subsidiado pelo Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná (PROFICE), Palavra de Mulher tem como recorte temático a voz da mulher na literatura no Brasil do século XX e início do XXI, período fundamental para se compreender a relação e os mecanismos de poder e dominação simbólicos entre os sexos, e como se inscrevem na organização social e produção literária do nosso país.

Segundo Alisson Freyer, artista do movimento enxame e um dos idealizadores do projeto, trata-se de reunir um grupo e apresentar uma obra literária por meio da leitura em voz alta e fomentar a discussão da obra produzidas por mulheres. “Buscamos  nos debruçar sobre significativas obras de escritoras brasileiras, pensando também em discussões sobre o papel da mulher na sociedade e valorizar a produção da mulher na literatura” . Finaliza Alisson.

Além dessas ações, o projeto oferece a oficina O Aspecto relacional como constituinte da roda de leitura, para profissionais da área da cultura e educação da cidade de São José dos Pinhais.

Para mais informações acesse a fanpage e o perfil no Instagram @projetopalavrademulher

Quaisquer dúvidas, favor entrar em contato
(41) 99684-9506 – Victor Hugo – Assessor de Imprensa

TEM BUBUBU NO BOBOBÓ

Foto: Mariama Lopes

Coletivo curitibano comemora seis anos de ações artísticas em sua sede no bairro rebouças com evento gastronômico

No domingo dia 4 de março, os artistas do espaço cultural Casa Selvática comemoram seis anos de ações artísticas no bairro Rebouças com o evento gastronômico TEM BUBUBU NO BOBOBÓ. Tradicionalmente organizado pelo coletivo, o evento apresenta anualmente um cardápio elaborado pelo artista Gabriel Machado para setenta pessoas com entrada, prato principal e sobremesa nas opções vegetariana e vegana.

TEM BUBUBU NO BOBOBÓ homenageia em seu nome os tempos do teatro de revista, gênero híbrido e genuinamente brasileiro, que revelou nomes como Dercy Gonçalves, Virginia Lane, Oscarito e Grande Otelo.

A Casa Selvática funciona como um cabaré, e apresenta figuras da contracultura curitibana em um ambiente festivo, caloroso e irreverente. Entre as temáticas mais trabalhadas pelo coletivo estão questões relacionadas a gênero e sexualidade e a experiência de novas identidades.

Este ano os artistas integram a Mostra Oficial do Festival de Curitiba com a estreia o espetáculo de rua Cabaret Macchina, nos dias 3 e 4 de abril às 21h, na Praça Rui Barbosa com entrada franca.

Com direção de Ricardo Nolasco e dramaturgia de Francisco Mallmann e Leonarda Glück, a partir da obra do dramaturgo alemão Heiner Müller, o espetáculo é uma pós-ópera em formato de cabaré de rua, que além de reunir pela primeira vez todos os artistas do coletivo em um mesmo projeto, conta com a participação da cantora e compositora Karina Buhr. Após a participação no Festival de Curitiba, os artistas circulam pelas regionais apresentando o espetáculo nas ruas da cidadania dos terminais de ônibus da cidade.

No segundo semestre, o coletivo propõe a residência A Reinvenção do Cabaré, com apoio do Prêmio Iberescena de Apoio à Centros Ibero-Americanos de Criação Cênica em Residência, para artistas internacionais iberoamericanos e de outras cidades brasileiras na Casa Selvática. Os quatro artistas selecionados pela convocatória tem a disposição o espaço da Casa Selvática como residência e ateliê de criação durante vinte dias, com o intuito de desenvolver suas pesquisas artísticas dentro do gênero cabaré.

SERVIÇO:
TEM BUBUBU NO BOBOBÓ 2018 – 6 ANOS DE CASA SELVÁTICA
R$30,00
(Rua Nunes Machado, 950, Rebouças, Curitiba)
Vendas pelo site www.selvatica.art.br ou pelos telefones (41) 98807-2121 ou (41) 99611-5910 / Fanpage
*** A CASA ACEITA CARTÕES DE DÉBITO E CRÉDITO ***

Cardápio
Entrada: Tacos recheados com abacate, pimenta rosa e folhas verdes (acompanha maionese defumada e barbecue de abacaxi)
Principal: Conchiglione recheado com alcachofras, queijo fresco e amêndoas ou batatas laminadas servidas com ragu de cogumelos, jambu e tucupi
Sobremesa: Torta de maçãs flambadas no whisky servida com creme catalão

Confira a página do evento, aqui

HOJE ::: CUTELO ASSASSINO – UMA TRAGÉDIA GREGA DE ATROCIDADES NO AP DA 13

CUTELO ASSASSINO – Uma Tragédia Grega de Atrocidades

ÚNICA APRESENTAÇÃO

Amygdalota, espartana, esposa do grego Tartarian, quer reconhecimento pelos anos casada. Ela prepara o jantar: um frango é manipulado, cutelado e cozinhado em cena.

Após mais uma tentativa de dominação através da cultura, do sexo e do território de um homem sobre uma mulher, ela vira o jogo.

A linguagem é híbrida, teatro e cinema dialogam. A cena real e a cena cinematográfica, projetada, estão simultaneamente presentes para o público.

Este é voyeur do cotidiano do casal, que discutem a relação. A encenação teatral se utiliza da linguagem cinematográfica na ocupação de uma casa com a multiplicação da cena através do vídeo e do áudio, possibilitando ao público acompanhar a cena presencialmente ou assistir como em um cinema.

A dramaturgia de Leonarda Glück ironiza a tradição grega como pano de fundo para uma tragicomédia mordaz e ácida.
Ambientes se fundem ao acompanhar a última hora desse casamento.

Onde estará a Luz nas Trevas?

Edição AP. DA 13

Criadores desta Edição:
Texto – Leonarda Glück
Encenação e Atuação – Patricia Saravy e Ricardo Nolasco
Som – Jo Mistinguett
Olhos de Câmeras – Guilherme Chalegre, Renata Correa, Lais Melo
Arte do espaço – Patricia Cipriano.
Produção – Victor Hugo
Apoio e Parceria – Selvática Ações Artísticas e Casa Selvática.

Serviço:
Gênero – Tragicomédia
Classificação: 18 anos
Local – Ap. da 13 – Rua Treze de Maio, 1001, apto 01, centro de Curitiba.
Data – 05/12/2017 – terça-feira
Entrada – R$20 / R$10

Agradecimentos aos parceiros – a todxs artistas selváticxs, Leonarda Glück, Fabia Regina, Fábio Kinas, Maikon K, Karina Flor, Jeff Grochovs, Amabilis de Jesus, Gustavo Bittencourt, Luigi D’Angelo, Pedro Mansa, Bistrô da Flor, Cândida Monte, Well Guitti e Bar Ornitorrinco.

Página do evento, aqui

ABERTURA DA AMOSTRA URBANA

Abertura da Amostra Urbana
Cabaré Voltei apresenta: Trombada de Cabarés!
Praça 29 de Março, em Curitiba
7 de Novembro às 19 horas
EVENTO GRATUITO

Traga sua apresentação para o Sarau!

Faça chuva ou faça sol estaremos nas ruas.

“Agora voamos em nossa ave máquina, voamos para fora dos teatros e museus. Poucos de nós sobreviveram. Nos fazemos cidade, Zonas Autônomas Temporárias, buscando brechas,
frestas e interstícios. Aqui em meio a organização da polis, em meio aos arranhacéus insistimos em tentar. Fracassar. Tentar de novo. Fracassar de novo. Fracassar melhor.
É de Curitiba (a capital mais fria do país, a roça iluminada, terra de vampiros e polacas) que lançamos nossa voz. No ano cósmico de mais uma revolução que malogrou.
Para Gilda, com ardor.”

II Manifesto do Cabaré Voltei (2014)
Há 101 anos Zurique apresentava ao mundo um espaço que mudaria a história da arte: O Cabaré Voltaire – local de apresentação e experimentos do movimento Dadá. Apresentamos o Cabaré Voltei – versão brasileira, traduzida, antropófaga, debochada, latinoamericana e contemporânea daquele que foi um dos mais importantes espaços das vanguardas modernas. Assim, conclama artistas indignados experimentais (e que possuam uma vida experimental) das distintas formas que as variedades assumiram no decorrer da história como o vaudeville, a Revista Brasileira, o circo teatro, a ópera bufa, o cabaré político mexicano, o burlesco e a performance art para compartilhar trabalhos processuais e ocupar o espaço público para uma reconstrução do cabaré em Sarau Aberto numa grande trombada de cabarés com as atrações comandadas pelas dãmas indignas das alterosas do Varejão (BH), MOVEDETE EX MACHINA, O Estábulo de Luxo, Coletivo Casa Selvática e a Universidade Livre de Charlatanismo e o seu Cabaré Místico.

Assim como fizeram os nossos antepassados, exortamos todos os artistas de Curitiba (e também os que estejam de passagem pela cidade) para que compareçam com sugestões e contribuições de até 7 minutos, sem se preocupar com essa ou aquela orientação artística, para compor o nosso sarau. Manifestos, performances, shows, números musicais, poemas, antigas canções de cabaré e charlatanismos de todos os tipos reunidos de acordo com o princípio estabelecido pelo cabaré: um número após o outro, com tempo mínimo de intervalo, transparecendo ao mundo que todos somos mentes independentes vivendo por ideias diferentes, e assim propondo ao público e participantes uma variedade de atrações inusitadas em um mesmo dia.

Atrações confirmadas:
– Varejão (Belo Horizonte/MG)
– ULC (Universidade Livre de Charlatanismo) e o Cabaré Místico
– MOVEDETE EX MACHINA (Curitiba/PR e Belo Horizonte/MG)
– Núcleo O Estábulo de Luxo (Curitiba/PR)
– Coletivo Casa Selvática
– Maikon K (Curitiba/PR)
– Juana Profunda (Curitiba/PR)
Etruska Waters e convidadxs (Curitiba/PR)
– Júlia Campos (Curitiba/PR)
– Plácida Domingas (Republica de Curitiba)
– Rubia Romani (Curitiba/PR)
– Melina Mulazani e Luciano Faccini (Curitiba/PR)
– Bruno Lops (Curitiba/PR)
Limerson Morales (Bauru/SP)

“Enquanto o fascismo avançar por todos os lados, enquanto formos controladxs pelas estruturas do biopoder, e antes da injustiça se perpetuar em falhas políticas e sociais: haverá Cabaré!”

TRAGA SUA APRESENTAÇÃO PARA O SARAU
ENTRADA FRANCA”

fonte

PRIMEIRA MOSTRA DE ARTES NA RUA CHEGA EM CURITIBA

AMOSTRA URBANA promove na cidade um conjunto de ações culturais que têm em comum a rua como matéria de invenção artística.

Em sua primeira edição, a AMOSTRA URBANA acontece entre os dias 7 a 19 de novembro, a programação é estruturada com apresentações artísticas; oficinas; palestras e Conversas à Mostra: bate-papo entre artistas e participantes. Realizadas em espaços públicos, essas ações têm o objetivo de promover encontros e trocas, incentivando outras formas de habitar e se relacionar com a cidade.

Com curadoria de Juliana Liconti, Ricardo Nolasco e Renata Cunali, a AMOSTRA URBANA conta com a presença de artistas convidados e artistas selecionados através de convocatória, que teve 141 trabalhos inscritos. Essa segunda etapa foi extremamente importante, por ampliar o olhar da curadoria. 

Entre artistas e coletivos que compõem a programação  da AMOSTRA URBANA estão: ERRO GRUPO, O Estábulo de Luxo, Selvática Ações Artísticas, Moira Albuquerque, Eleonora Fabião, Fernanda Eugênio, Ana Dinger, Henrique Saidel, Marina Viana, Coletivo Cartográfico, Vanilton Lakka e o quandonde intervenções urbanas em arte, Erica Storer, Projeto Corpo Tempo e Movimento, Jordi Tasso, Filhas da Fruta, Estúdio de Arte Rebelde, Minimídias Labnômades e Elilson Nascimento.

A mostra propõe as Conversas à Mostra com o intuito de compartilhar questionamentos que cercam os processos de criação dos participantes da AMOSTRA URBANA. São cinco rodas de conversa sobre temas que atravessam as investigações dos artistas que compõem a programação e que também estão em evidência na criação de ações no/para/com o espaço público.

Para conferir toda a programação da AMOSTRA URBANA acesse  www.amostraurbana.com.br

Moira Bicho / Foto: Lauro Borges

SERVIÇO:
AMOSTRA URBANA
7 A 19 DE NOVEMBRO NOS ESPAÇOS PÚBLICOS DA CIDADE
WWW.AMOSTRAURBANA.COM.BR
@AMOSTRAURBANA

CONCERTO DE ARIANA PARA DIONÍSIO NA CAPELA SANTA MARIA

Integrando a programação do festival literário ZOONA II – Américas Transitivas, show DE ARIANA PARA DIONÍSIO parte da obra de Hilda Hilst na Capela Santa Maria

Nesta quinta feira às 18h30 na Capela Santa Maria, os músicos Edith de Camargo (Voz), Marcelo Torrone (Piano), Ana Paula Cervellini (Viola) e Gabriel Schwartz (Flauta transversal) apresentam o concerto DE ARIANA PARA DIONÍSIO, inspirado em um dos textos mais profundos da literatura brasileira da grande escritora paulista Hilda Hilst.

Escritos em 1974, como parte da obra “MEMÓRIA, JÚBILO NOVICIADO DA PAIXÃO” e musicado no período entre 2002 e 2003 por Zeca Baleiro e Swami Jr, encerraram a vida da escritora com um registro notável em CD, de uma parceria que rendeu belo exemplo da união da Música com a Poesia, pouco anos antes de sua morte em 2004.

Este registro contém dez canções que, no primeiro momento, foram gravados por dez cantoras brasileiras de estilos distintos, e agora é apresentado em formato de Quartet, por quatro músicos de Curitiba: Edith de Camargo (voz), Marcelo Torrone (piano), Ana Paula Cervellini (viola) e Gabriel Schwartz (flauta transversal).

A centelha desse novo ver da obra em questão, se deu em 2014 e desde então algumas apresentações foram realizadas no formato concerto e também de concerto-didático.

SERVIÇO:
DE ARIANA PARA DIONÍSIO com Edith de Camargo (voz), Marcelo Torrone (piano), Ana Paula Cervellini (viola) e Gabriel Schwartz (flauta transversal).
às 18h30 na Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro, Curitiba – PR, 80060-100)
Entrada Gratuita
Mais informações www.zoona.editoramedusa.com.br

FESTIVAL LITERÁRIO ZOONA II – AMÉRICAS TRANSITIVAS NA CAPELA SANTA MARIA

Em sua segunda edição, festival literário reúne artistas em performances, shows, lançamento de publicações, fóruns e feiras literárias.

O festival literário ZOONA II – Américas Transitivas se realiza em Curitiba, na Capela Santa Maria, de 16 a 19 de outubro, e em Foz do Iguaçu, na UNILA – Universidade Federal da Integração Latino-Americana, de 23 a 25 de outubro. O tema transversal desta edição, resumido no título, são as fronteiras, as transições e misturas nos saberes e práticas literárias.

O Paraná, por sua localização e história, é um lugar de trânsito de pessoas e bens materiais e simbólicos. O Estado tem sido destino de imigrantes vindos tanto do exterior como de outras regiões do Brasil e conta com um porto, o de Paranaguá, que é um dos mais importantes do país. Na área da fronteira tríplice com a Argentina e o Paraguai, utilizam-se na comunicação cotidiana as interlínguas resumidas no termo “portunhol”.

Recentemente instalada nessa região, a UNILA – Universidade Internacional Latina vem se tornando uma instituição pública de vital importância para a pesquisa das questões sociais, econômicas, ambientais e culturais da região utilizando, oficialmente, as línguas portuguesa, guarani e espanhol.

Esta condição favorece uma produção cultural e literária “de fronteira”. Desde que Wilson Bueno lançou Mar paraguayo (1992), o portunhol tem sido explorado como material literário. No último decênio do século XX, foram publicados inúmeros textos em variantes desta interlíngua. Mais recentemente, a partir de iniciativas como a de Douglas Diegues, formou-se o movimento conhecido como “portunhol selvagem” reunindo autores da fronteira.

Mais além da tensão ou oposição entre urbano e rural, erudito e popular, literário e não literário, exemplificada, por exemplo, na obra plural de Paulo Leminski, e nas singulares interseções e montagens de imagem-texto, do HQ ao cinema, constantes na obra de Valêncio Xavier, o Paraná tem sido um laboratório de criação intercultural.

A etnopoética, da tradução à criação, a partir do envolvimento em vários níveis com as culturas originárias, marca obras como Curare (2011), de Ricardo Corona, e Roça Barroca (2011), de Josely Vianna Baptista.

Autores e autoras nascido(a)s, radicado(a)s ou em trânsito pelo Estado têm contribuído para ampliar o conceito de “literatura latino-americana”, como Maria Alzira Brum, cujo trabalho pode ser caracterizado como nômade, Isabel Jasinski, que, a partir do curso de Letras da Universidade Federal do Paraná e da pesquisa acadêmica, coloca em diálogo as literaturas latino-americanas contemporâneas, ou Maria Josele Bucco, que, na mesma instituição realiza estudos sobre as culturas dos imigrantes.

ZOONA II – Américas Transitivas busca explorar e criar vizinhanças por meio da participação presencial e à distância de convidados do Brasil e do exterior. O dominicano radicado em Chicago Rey Andújar utiliza o afro-caribenho, a literatura de gênero, a dança e o teatro para explorar e renovar os sentidos de migração e “mestiçagem”. O uruguaio Dani Umpi, que mora na Argentina, é um híbrido entre músico, artista visual e escritor. O chileno Héctor Hernández Montecinos foi um dos escritores que no começo da década dos 2000, iniciou a formação de uma rede interconectada de poesia latino-americana. O uruguaio Roberto Echavarren, um dos expoentes do neobarroco, momento igualmente transitivo e potente da criação literária nas américas, trabalha pensamento e linguagem em sua obra crítica e poética.

Estas vizinhanças abarcam também o ensaio literário, as práticas pedagógicas e a escrita criativa e expandida por meio da participação de Raúl Antelo (argentino radicado em Florianópolis), Elena Palmero (cubana radicada no Rio de Janeiro), Ana Cecília Olmos (argentina radicada em São Paulo) e Juliana Borrero (colombiana nascida no Brasil). 

A estas contribuições se somam o lançamento da publicação de artista Passaporte, de Eliana Borges, performances, leituras presenciais e à distância de escritores do Paraná e outros países, em português, espanhol e línguas originárias, edição e apresentação da coleção “américas transitivas” (Editora Medusa), organizada especialmente para o festival, da Baronesa, feira de publicações de artista e editoras independentes, e mostras de cinema e fotografia.

Com diálogos e ações artísticas intercruzados ZOONA II – Américas Transitivas pretende discutir e difundir estéticas e ideias a partir do Paraná e criar pontos de vista transperiféricos por meio dos trânsitos, dos diálogos entre diferenças e dos pensares e fazeres em rede.

Essa perspectiva visa uma abordagem dos fenômenos literários que considera as redes não apenas como um meio de difusão de literaturas nacionais ou de mercado, mas, principalmente, como espaço multidimensional de trocas e aprendizagens intermedidas por afetos, ideias, estéticas e atuações conjuntas.

Confira a programação completa do evento em zoona.editoramedusa.com.br

SERVIÇO:

ZOONA II – AMÉRICAS TRANSITIVAS

16 a 19 de outubro na Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro, Curitiba – PR, 80060-100).

23 a 25 de outubro em Foz do Iguaçu na UNILA – Universidade Internacional Latina (Av. Silvio Américo Sasdelli, 1842 – Vila A, Foz do Iguaçu – PR, 85866-000)

Confira a programação completa do evento no site zoona.editoramedusa.com.br