16º FEIRÃO DE LIVROS DA EDITORA UFPR COMEÇA NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA COM LIVROS A PARTIR DE R$10,00

Evento gratuito acontece de 7 a 9 de abril no Hall do Prédio da Administração, com descontos a partir de 50% em livros de editoras universitárias

O maior evento literário do primeiro semestre da Editora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) começa na próxima terça-feira (7). A 16ª edição do Feirão de Livros será realizada até o dia 9 de abril, no Hall do Prédio da Administração do Centro Politécnico, em Curitiba. A entrada é gratuita e aberta a toda a comunidade, com funcionamento das 9h às 19h.

Nesta edição, o Feirão reunirá 19 expositores, entre editoras universitárias, editoras comerciais e livrarias, oferecendo uma ampla seleção de títulos acadêmicos, científicos e literários.

Além das editoras, o evento contará com um estande próprio da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas (Amigos do HC), que comercializará moletons, camisetas e outros itens da grife UFPR. A renda obtida será destinada à construção do HCzinho, ala infantil do Hospital de Clínicas da UFPR.

Descontos

As editoras universitárias participantes oferecerão descontos a partir de 50% em seus catálogos, enquanto os demais expositores terão descontos a partir de 40% em uma ampla variedade de obras, com livros a partir de R$ 10,00.

Organizado anualmente pela Editora UFPR, vinculada à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), o Feirão tem como objetivo aproximar leitores de editoras e livreiros, oferecendo livros de qualidade a preços acessíveis e fortalecendo o hábito da leitura.

Mais informações sobre expositores, horários e títulos disponíveis podem ser conferidas no site oficial do evento: eventos-editora.ufpr.br.

Sobre a Editora UFPR
Criada em 1987, a Editora UFPR é vinculada à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Paraná. Sua missão é divulgar o conhecimento acadêmico, científico e cultural produzido pela universidade e pela comunidade acadêmica em geral, aproximando esses conteúdos da sociedade por meio de livros e publicações.

Serviço:
16º Feirão de Livros da Editora UFPR
Quando: 7 a 9 de abril de 2026, das 9h às 19h
Onde: Hall do Prédio da Administração – Centro Politécnico da UFPR
Endereço: Av. Cel. Francisco H. dos Santos, 100 – Jardim das Américas, Curitiba
Entrada: Gratuita
Site: eventos-editora.ufpr.br

HISTORIADORAS DESENVOLVEM PROJETO QUE ORGANIZA DOCUMENTOS DA COMISSÃO ESTADUAL DA VERDADE DO PARANÁ

Trabalho de salvaguarda é inédito na América Latina por mostrar os bastidores da escrita do Relatório da CEV/PR, além de reunir, catalogar e disponibilizar o Inventário Técnico para a sociedade

Um grupo de pesquisadoras do Paraná poderão receber mais informações sobre a ditadura no Paraná e sobre o trabalho da Comissão Estadual da Verdade Teresa Urban. Esta etapa da pesquisa teve início na última quinta-feira (23). A ação faz parte do projeto “Inventário Participativo: memória, verdade e justiça do Paraná”, financiado pelo Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE) da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e apoiado pela Companhia Paranaense de Energia (Copel).

A pesquisa também reúne materiais colhidos pela Comissão Estadual da Verdade do Estado do Paraná, criada em 2012 com o intuito de examinar graves violações de direitos humanos praticados no estado entre 18 de setembro de 1946 e 05 de outubro de 1988. Os materiais podem ser enviados para o e-mail contato@inventariomemoriaeverdade.com.br ou pelo site https://inventariomemoriaeverdade.com.br/ até o dia 01 de março de 2026.

O trabalho é inédito na América Latina, por mostrar os bastidores da pesquisa, além de reunir, catalogar e preservar os materiais. A equipe é formada pelas historiadoras Claudia Cristina Hoffmann, Flávia da Rosa Melo e pelos assistentes de pesquisa, Kim Alan Vasco e Gabriella Daphne Pereira Ferreira.

Cláudia é a coordenadora do projeto e atuou no Ministério Público do Estado do Paraná como historiadora. Na época, Hoffmann colaborou com a Comissão Estadual da Verdade do Paraná, participando de audiências públicas, entrevistas e autoria de textos, principalmente envolvendo questões indígenas, quilombolas e recortes de gênero.

“Apesar do nosso Relatório da Comissão Estadual da Verdade do Paraná ter recebido elogios de outros estados por conta do trabalho robusto que foi entregue, enfrentamos muitas limitações, como por exemplo, não havia remuneração para todos os profissionais e pesquisadores que trabalharam no processo. Então, dependíamos das energias individuais e interesse no tema. Se tivéssemos na época uma Política de Memória mais efetiva, o resultado seria ainda melhor”, explicou Cláudia.

O inventário participativo é dividido em duas frentes de atuação. A primeira busca englobar e preservar a documentação relacionada ao Relatório da Comissão Estadual da Verdade, garantindo organização e acesso público. “Este inventário será um instrumento de pesquisa, que permitirá acessar de forma instrumentalizada o fundo documental da Comissão Estadual da Verdade no Arquivo Público do Paraná, abrindo horizontes para novas pesquisas, interpretações e aprofundamentos sobre a nossa história recente”, afirma a historiadora Flávia da Rosa Melo.

A segunda frente consiste na produção de novos documentos com base na metodologia da História Oral, por meio de entrevistas com pessoas que trabalharam para a Comissão da Verdade. A partir disso, o projeto promove ações pedagógicas, como cursos de formação, palestras e eventos sobre a ditadura e a História do Paraná. A iniciativa também está aberta a receber novas informações: caso alguém queira compartilhar histórias, fotografias ou documentos, é possível compartilhar com a equipe de pesquisa.

No Inventário Participativo também serão incluídas informações sobre duas iniciativas importantes para o Estado do Paraná no cumprimento de recomendações do Relatório da Comissão da Verdade: a criação do Comitê Estadual, Memória, Verdade e Justiça do Paraná, atuante desde 2017; e a criação do Lume: Lugar de Memória , em 2018.

O LUME: Lugar de Memória Juiz Aldo Fernandes está localizado no prédio do antigo Presídio do Ahú, atual Centro Judiciário de Curitiba, no Paraná e “se propõe a ser um espaço educativo e está à disposição da comunidade como um agente social transformador” afirma Cláudia. Integra a Rede Brasileira de lugares de memória (REBRALUM), Rede Latino Americana e Caribenha de Lugares de Memória (RESLAC) e a Coalizão Internacional dos Sítios de Consciência.

Lume significa “luz”, e tem por finalidade problematizar e dar visibilidade aos direitos violados, principalmente dos mais vulneráveis, cuja história ainda não foi toda contada. A partir das memórias “sensíveis” e “difíceis” sobre torturas, dores, traumas e medos, sejam elas individuais e/ou coletivas sobre o período, o objetivo do LUME é promover a educação, a democracia e os direitos humanos. E, apesar do foco principal do lugar ser o período ditatorial, “estamos atentos a outros tempos, sempre trabalhando em defesa e para o fortalecimento da democracia”, destaca Cláudia.

Relatos de resistência

O jornalista e escritor Aluízio Ferreira Palmar foi um dos sobreviventes das torturas e prisões do período ditatorial. Nascido no Rio de Janeiro, Aluízio mudou-se em 1967 para o Paraná, onde foi preso em 1969 e transferido para diversos centros de tortura no Paraná e no Rio de Janeiro.

No final da década de 1990, Aluízio começou as buscas por desaparecidos políticos e em 2005 lançou o livro “Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?”. Anos depois, Aluízio tornou-se assessor da Comissão Nacional da Verdade e depois colaborou com as comissões estaduais.

Aluízio vê na lembrança do passado uma esperança no futuro e cita um evento realizado na Universidade de São Paulo no início de outubro, em que foram entregues 63 certidões de óbitos retificadas para os familiares dos desaparecidos políticos. Nos documentos constam o motivo das mortes devido à ditadura.

“Eu ando muito otimista, porque pela primeira vez os golpistas estão respondendo pelos seus crimes, estamos retificando as certidões de óbito adulteradas, pela primeira vez conseguimos avançar nesse processo da justiça de transição, 61 anos após o golpe militar”, comentou.

Outra vítima da ditadura foi a professora de História aposentada, Judite Maria Barboza Trindade, a qual prestou depoimento na Comissão Estadual da Verdade. Em 1968, Judite era estudante do curso de História da Universidade Federal do Paraná (UFPR), participava do Movimento Estudantil e foi presa em uma reunião de estudantes, sendo condenada e ficou presa por um ano.

“É preciso reavivar as memórias, mesmo que sejam lembranças que nos causem desassossego, para que os fatos não se repitam. Assim, negamos com veemência toda forma de autoritarismo e reafirmamos a importância da democracia”, destacou Judite.

CURITIBA RECEBE A PRIMEIRA EDIÇÃO DA OFICINA HISTÓRIAS ENRAIZADAS

Destinada aos professores do Ensino Fundamental II, a escritora curitibana junto a produtora cultural Poço e Pêndulo promovem a formação gratuita de Textos Literários para crianças e jovens a partir das culturas dos povos originários do Brasil e da cultura afro-brasileira em 10 encontros, com início em fevereiro no Solar dos Guimarães.

Entre os meses de fevereiro e junho de 2025, acontece no Solar dos Guimarães, a oficina gratuita Histórias Enraizadas: uma formação de Textos Literários infanto-juvenil, destinada a adultos em especial para professores do Ensino Fundamental II, com o objetivo de promover o contato com obras literárias das culturas dos povos originários e afro-brasileira. Idealizado pela escritora curitibana, Lindsey Rocha Lagni, ministrante da oficina, o projeto oferece ferramentas para a análise e criação de textos literários para crianças e jovens, destacando sua importância artística e cultural. “Para que os participantes possam adentrar o universo literário em questão, serão apresentados livros cuidadosamente selecionados em que a natureza, as histórias e os cenários são apresentados de forma artística – muitas vezes poética – possibilitando que todos desenvolvam, a partir de análises e discussões, uma percepção apurada do que é um texto bem “lapidado” e da responsabilidade que é beber em fontes como a cultura indígena e afro-brasileira”, afirma Lindsey.

A programação, realizada em 10 encontros, conta com a participação de três convidados especiais: o professor Cacique Eloy Jacinto, a ilustradora Mari Ines Piekas e a atriz Natália Eloísa, proporcionando uma perspectiva rica e diversificada sobre as temáticas abordadas. O desenvolvimento da oficina integra leitura crítica, construção de narrativas e dinâmicas criativas. “Os participantes terão a oportunidade de aprofundar seu conhecimento sobre a literatura infantojuvenil, explorando temas indígenas e afro-brasileiros por meio de atividades práticas, rodas de conversa e reflexões culturais”, explica Lindsey.

Os encontros vão abordar desde os fundamentos dessa literatura até a criação de personagens e narrativas, incluindo a relação entre texto e ilustração. A oficina enfatiza a simplicidade e poeticidade características desse gênero literário, promovendo uma experiência enriquecedora para os participantes. Lindsey vai  explicar as diversas ramificações dessas temáticas, “pois o Brasil possui várias nações indígenas e uma riqueza cultural afro-brasileira que se estende por todo o país”, afirma. Os textos dos participantes poderão incluir, por exemplo, um personagem indígena enfrentando desafios urbanos ou um poema que une artefatos indígenas e instrumentos musicais africanos. “As possibilidades de criação são inúmeras, incluindo criações que não expressem diretamente elementos dessas culturas, mas que surjam do contato com elas”, completa.

As inscrições são gratuitas, sendo 30 vagas, destinadas principalmente para professores do Ensino Fundamental II, mulheres, pessoas pretas, PCD e LGBTQIAPN+, bem como cegos e pessoas com baixa visão. O projeto traz também a intérprete de Libras Elaine Moreira, em todas as aulas. Os interessados podem acessar o perfil do Instagram da produtora @pocoependulo, e preencher o formulário.


Sobre Lindsey Rocha Lagni
Lindsey lecionou Língua Portuguesa e Literatura durante dez anos na rede particular de ensino. Formada em Letras pela UFPR, é autora dos livros: “Nervuras do Silêncio” e “Amuletos de prosa e verso”; organizadora do livro “Ofícios do tempo (Poesia de Donizete Galvão) e editora,  juntamente, com Marcelo Del Anhol, de vários livros infanto-juvenis – dentre eles,  “Visita à  Baleia”, de Paulo Venturelli (II lugar do Prêmio Jabuti).

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba.

A escritora curitibana Lindsey Rocha Lagni vai ministrar a oficina Histórias Enraizadas no Solar dos Guimarães, durante 10 encontros a partir do dia 10 de fevereiro.

SERVIÇO:
OFICINA HISTÓRIAS ENRAIZADAS
Dias: início 10/02/2025 até 23/06/2025
Horário: 9:00 às 11:30
Local: Solar dos Guimarães, entrada pelo Conservatório de MPB (R. Mateus Leme, 66 – São Francisco, Curitiba – PR, 80510-190)
Inscrições: https://forms.gle/LDNk5V88zhaGTMXs5
Instagram: @pocoependulo

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]


 

LIVRARIAS DA EDITORA UFPR REABREM NESTA SEGUNDA (03) COM 30% DE DESCONTO EM TODO O CATÁLOGO

Os descontos são válidos em todo o catálogo para compras presenciais

Após um período de recesso, as livrarias da Editora UFPR, localizadas nos campi Reitoria e Rebouças, em Curitiba, retomam suas atividades na próxima segunda-feira (3). A reabertura será marcada por uma promoção especial: 30% de desconto em todo o catálogo para compras presenciais durante a primeira semana de fevereiro.

As unidades estavam fechadas desde o dia 20 de dezembro de 2024, durante as férias acadêmicas da Universidade. As vendas online, que também foram suspensas no mesmo período, retornaram no dia 6 de janeiro de 2025. Agora, é a vez das livrarias físicas voltarem ao funcionamento normal, com atendimento das 9h às 18h.

A promoção de reabertura é uma ótima oportunidade para a comunidade acadêmica (alunos, professores e técnicos) e o público em geral adquirirem os produtos da Editora UFPR com um desconto especial. Durante os dias 3 a 7 de fevereiro, estarão com 30% de desconto: agendas UFPR 2025; cadernetas UFPR (com ou sem pauta); títulos do catálogo da Editora UFPR; livros do PIDL.

A promoção é válida apenas para compras presenciais nas livrarias da Reitoria e Rebouças. Após o período promocional, as políticas de desconto voltam ao normal, com 20% de desconto para a comunidade acadêmica da UFPR.

Endereços e contatos das livrarias:
As livrarias da Editora UFPR estão localizadas nos campi Reitoria e Rebouças. Confira os endereços e telefones para mais informações:

Livraria Reitoria
Edifício Dom Pedro I, Térreo
Rua General Carneiro, 460 – Centro, Curitiba/Paraná
Fone: (41) 3360-5214
E-mail: livraria@ufpr.br

Livraria Rebouças
Rua Rockfeller, 57 – Bl. A, Hall de entrada
Fone: (41) 3535-6215
E-mail: livraria@ufpr.br

Para dúvidas ou mais detalhes, entre em contato com uma das unidades.

MINC E UFPR ABREM INSCRIÇÕES PARA O PRÊMIO CLEODON SILVA

Premiação vai fomentar inovação na gestão cultural

O Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio dos projetos Soluções Digitais para Mapeamento e Gestão Cultural e do Laboratório de Cultura Digital (LabCD), lançam o Prêmio Cleodon Silva. A iniciativa, que homenageia o importante ativista da cultura brasileira, busca estimular o desenvolvimento de soluções inovadoras para a gestão do fomento à cultura no país.

Cleodon Silva, um dos mais importantes ativistas culturais do país, foi escritor, operário e militante das causas sociais. Sua luta pela cultura livre e digital deixou um legado significativo para o Brasil. Ao homenagear Cleodon Silva, o prêmio busca reconhecer a importância de sua contribuição para o desenvolvimento cultural do país e inspirar novas gerações de artistas e ativistas.

“O desafio de qualificar soluções digitais para o fomento à cultura, atualmente, requer que toda uma cadeia produtiva do campo da tecnologia seja mobilizada”, destaca Juliana Almeida, coordenadora de Acompanhamento de Projetos na Subsecretaria de Gestão Estratégica do MinC. E “o intuito do prêmio é ativar atores da tecnologia para resolução de problemas da plataforma Mapas Culturais”, reforça ela.

“O prêmio Cleodon Silva é uma oportunidade única de fomentar a inovação e o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a gestão do fomento cultural”, afirma Deborah Rebello Lima, coordenadora do projeto Qualificação do Ecossistema de Soluções Digitais para a Cultura na UFPR. “Ao homenagear Cleodon Silva, estamos reconhecendo a importância de sua luta pela cultura livre e fortalecendo a rede de cultura digital no Brasil”.

Ao organizar este prêmio a partir dos dois TEDs que executa em parceria com o MinC, a UFPR reconhece a necessidade e essencialidade da Rede de Cultura Digital como condição para integração de todos os entes e sinaliza para o papel de uma extensa rede que abarca desde o produtor cultural mais na ponta do processo até os responsáveis pelas decisões em nível nacional do processo cultural, reforça Maria Tarcisa Silva Bega, coordenadora do Ted Laboratório de Cultura Digital/UFPR.

O prêmio contempla duas categorias: Prototipação de Ideia Nova e Prototipação de Melhoramento, ambas voltadas para soluções que superem desafios relacionados ao banco de problemas resultante da Oficina de Design e Mapeamentos de Jornadas. Os prêmios variam de R$ 7.500,00 a R$ 25.000,00.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 07 de outubro de 2024 por meio deste link, aqui

Mais informações podem ser obtidas no edital completo em, aqui

Sobre o Prêmio “Cleodon Silva”
O prêmio busca: Estimular a inovação e o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a gestão do fomento cultural; Promover a transparência e o acesso democrático às oportunidades de fomento; Fortalecer a participação cidadã e a colaboração entre os diversos atores do cenário cultural; Fomentar os arranjos produtivos de Soluções Digitais para Mapeamento e Gestão Cultural e Sistematizar um banco de Soluções e Solucionadores para o software livre Mapas Culturais.

O MinC, a UFPR e a Cultura Digital
A parceria entre o MinC e a UFPR, através do Projeto Soluções Digitais, tem como objetivo qualificar o ecossistema de soluções digitais de mapeamento e gestão cultural para atender a execução das leis de fomento à Cultura, em especial, à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Outro projeto realizado entre as instituições também está envolvido, sendo ele o Laboratório de Cultura Digital (LabCD) da UFPR, referência no desenvolvimento de pesquisas e ações na área da cultura digital. Fomentado pelo MinC, o LabCD vem desenvolvendo uma série de ações no campo da cultura digital.

Espera-se que a divulgação deste prêmio contribua para o desenvolvimento da cultura digital no Brasil e para a valorização da memória de Cleodon Silva.

Sobre Cleodon Silva
Cleodon Silva foi um importante ativista cultural, sindicalista e pensador brasileiro. Sua trajetória, marcada pela luta pelos direitos dos trabalhadores e pela defesa da cultura livre, deixou um legado significativo para o país. Foi um grande defensor da cultura livre, acreditando no direito de todos de criar, compartilhar e transformar a cultura digital, acreditando no acesso democrático à informação e na produção cultural independente. Desenvolveu diversos projetos sociais, como a criação de bibliotecas comunitárias, o uso de tecnologias para a organização de comunidades e o desenvolvimento de plataformas digitais de acesso livre à cultura.

Cleodon Silva deixou um rico legado de luta e esperança. Seu exemplo inspira novas gerações de ativistas e defensores da cultura e da justiça social.

Para saber mais, acesse:
Mapas Culturais (aqui)
Instituto Pólis (aqui)
Live de lançamento (aqui)
Live Tira-dúvidas (aqui)

O prêmio Cleodon Silva é uma oportunidade de contribuir para o desenvolvimento da cultura digital no Brasil.

Fonte: Coordenadoria de Cultura UFPR

UFPR DIVULGA PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO E REINGRESSO DE REFUGIADOS E MIGRANTES HUMANITÁRIOS

Processo serve para ingresso como para aqueles que começaram o curso em seu país de origem

A UFPR divulgou edital com as regras do processo seletivo para entrada de pessoas refugiadas e migrantes humanitários nos cursos de graduação da instituição para início no primeiro semestre do ano letivo de 2025. As inscrições acontecem entre o dia 29 de fevereiro e 15 de março às 17h00.

São duas formas de entrada, a primeira é o vestibular, contando com 10 vagas. O curso é escolhido no ato da inscrição e há um limite de 1 vaga por curso. A segunda forma é o reingresso, voltada para aqueles que já haviam iniciado um curso superior e desejam continuar seus estudos na UFPR, esta modalidade conta com 118 vagas. Os cursos e as quantidades de vagas podem ser conferidas no Anexo II do edital.

Para participar do processo, além da conclusão do ensino médio, é necessário comprovar a condição de refugiado, solicitante de refúgio com visto humanitário ou autorização de residência de países fronteiriços onde não haja acordo para nacionais dos Estados partes do Mercosul e Países Associados, que seguem as resoluções 13/147 e 63/18 do Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão da UFPR. No caso de reingresso o candidato deve comprovar ainda o início no curso superior em país estrangeiro.

A UFPR oferece atendimento para aqueles que têm algum tipo de dúvida ou dificuldade relacionadas ao processo. O atendimento é de segunda à sexta das 13h30 às 17h30 na Sala 28 do Prédio Histórico da UFPR (praça Santos Andrade, 50).

Cátedra Sérgio Vieira de Mello
Desde 2013 a UFPR oferece políticas de acesso e permanência para migrantes e refugiados, sendo reconhecida como uma das universidades brasileiras mais atuantes na política de inclusão, permanência e construção de políticas públicas voltadas para esta população. A instituição é há 10 anos signatária da Cátedra Sérgio Viera de Mello (CSVM), projeto do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) em parceria com instituições de ensino superior brasileiras que trata do tema.

A professora Elaine Cristina Schmitt Ragnini, coordenadora da CSVM na UFPR, destaca a importância de assegurar o direito à educação aos migrantes e a possibilidade de uma integração mais qualificada ao mercado e ao mundo de trabalho brasileiros.

“A presença deles na universidade também promove a diversidade e as trocas interculturais, tão valorizadas num mundo que está cada vez mais conectado globalmente. Não podemos esquecer que a forma como nos organizarmos para produzir nossa existência tem gerado cada vez mais pessoas deslocadas, buscando novas oportunidades de vida ou mesmo proteção para poder viver. Nesse sentido, é fundamental que estejamos preparados para acolher e integrar estes migrantes à nossa sociedade”, completa a professora.

Serviço:
Edital dos processos seletivos de ingresso ou reingresso: aqui
Inscrições: de 29 de fevereiro a 15 de março

Atendimento de apoio: sala 28 do Prédio Histórico da UFPR, na Praça Santos Andrade, 50, Centro de Curitiba, (segunda à sexta das 13h30 às 19h30). 

FEIRA DO DISCO DE VINIL ::: TRAVESSA GALERIA GUIMARÃES

Dia 5 de agosto, sábado, entre 10h e 18h, nosso Sebinho FATO Agenda participa da 1ª edição da FEIRA DO DISCO DE VINIL na Travessa Galeria Guimarães, em Curitiba, próximo a reitoria da UFPR. Localização central e de fácil acesso, e com estacionamento ao lado. Evento com discotecagem em vinil. Chopp Artesanal. Várias opções gastronômicas e MILHARES DE DISCOS DE VINIL distribuídos em 15 expositores: SebinhoOstras PerdidasConfraria do VinilHuevo DiscosErlon DiscosNelinho, dentre outros queridos. A entrada é gratuita e o local é Pet Friendly. Então venha passar este sábado conosco, traga seus amigos e seu pet!!!

Serviço:
FEIRA DO DISCO DE VINIL
Data: Sábado, 5/agosto, 10h às 18h
Local: Travessa Galeria Guimarães, R. XV de Novembro, 1155 – Centro, Curitiba-PR – próximo a reitoria da UFPR. 
Entrada gratuita.
Organização: Ostras PerdidasCuritiba Vinil

Traga discos de vinil para vender e trocar!

Confira alguns discos de vinil do sebinho, aqui

APRE E EMBRAPA FLORESTAS REALIZAM CAMPANHA GRATUITA DE TROCA DE LIVROS EM CURITIBA

Projeto #CirculeUmLivro, que acontece pela primeira vez no Paraná, foi idealizado pela Indústria Brasileira de Árvores em 2022; objetivo é incentivar a leitura e a economia circular

Entre os dias 24 e 27 de abril, a tradicional Rua XV, em Curitiba (PR), vai receber o projeto #CirculeUmLivro, uma realização da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) e da Embrapa Florestas, em parceria com a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). O projeto, em alusão ao Dia Mundial do Livro, celebrado no dia 23 de abril, convida as pessoas que passarem pelo local a doarem um livro que já leram, enquanto levam outro gratuitamente para casa, promovendo, assim, a leitura e a economia circular.

No calçadão, haverá um espaço entre a Boca Maldita e a Praça Osório, com os totens da campanha. Os participantes poderão tirar fotos no local e receber um marcador de páginas, que reforça a mensagem que o papel “é sustentável, biodegradável, reciclável e vem de árvores plantadas, colhidas e replantadas para esse fim”. A ação também será estendida para as redes sociais – basta compartilhar a experiência com a hashtag #CirculeUmLivro, marcando @apreflorestas e @iba_oficial

Para o presidente da APRE, Zaid Ahmad Nasser, as florestas plantadas fazem parte do dia a dia das pessoas, fornecendo uma matéria-prima renovável, com mínimo impacto ambiental, que dá origem a inúmeros produtos sustentáveis, entre eles o papel. Portanto, uma ação como a campanha #CirculeUmLivro, que estimula a economia circular e divulga mais informações sobre o trabalho do setor florestal, vem em boa hora, para que mais pessoas falem sobre sustentabilidade e conheçam esse segmento que é tão importante para a sociedade.

“Em todos os nossos trabalhos, sempre fazemos questão de lembrar que, para cada hectare plantado, nossas associadas mantêm mais um hectare conservado. Esse é um número bastante expressivo para reforçar a mensagem de que somos um setor preocupado com o meio ambiente, com as pessoas e com o futuro. E, mais do que isso, somos parte da solução para um mundo mais sustentável. Participar da ação #CirculeUmLivro vem ao encontro de todo o trabalho da APRE e das empresas florestais e é algo que nos enche de orgulho e nos motiva a fazer mais e melhor”, declara.

Erich Shaitza, chefe-geral da Embrapa Florestas, reforça a mensagem, ressaltando a importância do papel no dia a dia das pessoas. “Papel é artigo de primeira necessidade: usamos o dia inteiro, de diversas formas, e um dos usos mais importantes é o papel usado na produção de livros. É ali que gravamos conhecimento e estabelecemos condições para o futuro. O bacana é que, no Brasil, todo nosso papel é produzido de forma renovável e sustentável”, apontou.

Aproximadamente 1.000 livros estarão disponíveis para troca, de diferentes gêneros, doados por editoras e por leitores com grandes coleções. Entre os títulos, estão obras de Jorge Amado, coleções de livros de Literatura Brasileira e muito mais. É importante reforçar, ainda, que a organização avaliou cuidadosamente todos os exemplares recebidos, para garantir que são livros oficiais, com registro na Câmara Brasileira do Livro (CBL) e ISBN (International Standard Book Number/Padrão Internacional de Numeração de Livro). Durante todos os dias da campanha, a mesma avaliação será feita nas edições que chegarem por meio da troca, e aqueles que não tiverem a procedência comprovada não serão colocados em circulação.

Além de APRE, Embrapa Florestas e Ibá, a ação conta com o apoio das editoras Albatroz, CRV, Fiocruz e UEM, da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU) e do projeto “Sustentabilidade Agroflorestal para o Desenvolvimento Rural”, do Laboratório Benefícios das Florestas, da Escola de Florestas da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

2ª edição #CirculeUmLivro em São Paulo
A campanha #CirculeUmLivro foi idealizada em 2022 pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), entidade que representa o setor de árvores cultivadas no país, em parceria com o Metrô de São Paulo. Pelo segundo ano consecutivo, a ação acontece em cinco estações do metrô da capital paulista e, nesta edição, foi ampliada – além da troca de livros, acontecem, simultaneamente, atividades culturais.

“A campanha de 2022 foi um sucesso. Esse ano, temos um desafio, que é ampliar o projeto e prover mais atividades para os passageiros do metrô, criando um espaço de estímulo à leitura e à cultura, de modo a demonstrar que nós, como cidadãos, podemos contribuir para a economia circular por meio de nossas atitudes e escolhas. Optar por produtos sustentáveis, como um livro, que tem origem em árvores cultivadas para esse fim, é reciclável e tem um pós-uso consolidado, auxilia na construção de uma economia verde, com proteção de florestas nativas e da biodiversidade”, destaca Paulo Hartung, presidente da Ibá.

Serviço:
#CirculeUmLivro em Curitiba
Data: 24 a 27 de abril de 2023
Horário: 09h30 às 18h30
Local: Calçadão da Rua XV – Curitiba (PR)
Saiba mais sobre o setor em:
www.apreflorestas.com.br | Instagram – @apreflorestas
www.embrapa.br/florestas
www.iba.org | Instagram – @iba_oficial

LANÇAMENTOS SEBINHO FATO AGENDA ::: 20/04/2023 :::

Receba os livros do @sebinhofatoagenda em casa via correios. Taxa de entrega para todo país: R$10, por livro (até 2 livros: R$15,). Com opção de retirada (livre de taxa) no estoque: Travessa Isaacson Chinasso, 37, bairro Orleans, em Curitiba. Entregamos toda sexta-feira (sem taxa) no centro de Curitiba, combine por whats: 41.99745.5294, com Lelê.

Títulos da foto (dia 20 de abril de 2023):


Livro 01: O PODER DAS BARRICADAS: UMA AUTOBIOGRAFIA DOS ANOS 60. Autor: Tariq Ali. Tradução: Beatriz Medina. São Paulo. Boitempo, 2008. Páginas: 405. Preço: R$29,90.


Livro 02: ARMAS, GERMES E AÇO: OS DESTINOS DAS SOCIEDADES HUMANAS. Autor: Jared Diamond. Rio de Janeiro. Record, 2005. 6ª Edição. Páginas: 442. Preço: R$39,90. Obs.: Vencedor do Prêmio Pulitzer de 1998.


Livro 03: URBANIZAÇÃO E INDUSTRIALIZAÇÃO NO PARANÁ. Autor: Dennison de Oliveira. Curitiba. SAMP, 2017. Páginas: 124. Preço: R$13,90.


Livro 04: A DESUMANIZAÇÃO DA ARTE. Autor: José Ortega Y Gasset. 2ª Edição. São Paulo. Cortez, 1999. Biblioteca da educação. Sérir 7. Arte e cultura. Vol.2. Páginas: 95. Preço: R$29,90.

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Importante: só reservamos livros e discos mediante pagamento adiantado. Conto com sua compreensão.

COMO A CIÊNCIA AJUDA A IMPULSIONAR A PRODUÇÃO DE LÚPULO NO BRASIL


Pesquisas exploram potencial brasileiro para o cultivo da planta com foco na redução de um gargalo: produção hoje atende menos de 1% da demanda da indústria cervejeira nacional, a terceira maior do mundo

Por Rodrigo Choinski. 16 de agosto de 2022.

A cerveja é muito apreciada no Brasil seja nos bares, eventos sociais, festas ou shows a bebida é geralmente a mais consumida. O setor representa cerca de 2,1% do PIB nacional, movimentando em 2021, segundo relatório divulgado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), mais de 200 bilhões de reais. O levantamento mostrou ainda que, no mesmo ano, o consumo subiu 7,7% atingindo a marca de 14,3 bilhões de litros, mesmo diante de um contexto marcado por restrições devido à pandemia de covid-19.

O volume da produção também caminha próximo a esses números, o que coloca o país em terceiro lugar entre os produtores, perdendo apenas para os Estados Unidos e China. Apesar disso, ainda não somos autossuficientes na produção de todas as matérias-primas utilizadas nessa indústria. De todas elas, o lúpulo é a que mais precisamos importar, a planta é responsável por dar o gosto amargo à bebida e é indispensável em qualquer boa cerveja.

O lúpulo é uma trepadeira perene com origem na Europa, com um ciclo de produção entre 12 e 15 anos, a parte utilizada na produção de cerveja é a flor, que aparece na forma de pequenos cachos de cor verde clara. Com propriedades bactericidas, foi utilizada originalmente para evitar que a cerveja sofresse algum tipo de contaminação, mas devido ao seu sabor característico se tornou componente indispensável na receita.

A produção nacional do lúpulo vem ganhando força, tendo seu volume mais do que dobrado em 2021, quando atingiu 24 toneladas, mas isso é apenas uma mínima parcela da demanda pelo produto. No mesmo ano as importações de lúpulo chegaram a 4.712 toneladas, segundo informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

A cerveja é muito apreciada no Brasil seja nos bares, eventos sociais, festas ou shows a bebida é geralmente a mais consumida. O setor representa cerca de 2,1% do PIB nacional, movimentando em 2021, segundo relatório divulgado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), mais de 200 bilhões de reais. O levantamento mostrou ainda que, no mesmo ano, o consumo subiu 7,7% atingindo a marca de 14,3 bilhões de litros, mesmo diante de um contexto marcado por restrições devido à pandemia de covid-19.

O volume da produção também caminha próximo a esses números, o que coloca o país em terceiro lugar entre os produtores, perdendo apenas para os Estados Unidos e China. Apesar disso, ainda não somos autossuficientes na produção de todas as matérias-primas utilizadas nessa indústria. De todas elas, o lúpulo é a que mais precisamos importar, a planta é responsável por dar o gosto amargo à bebida e é indispensável em qualquer boa cerveja.

O lúpulo é uma trepadeira perene com origem na Europa, com um ciclo de produção entre 12 e 15 anos, a parte utilizada na produção de cerveja é a flor, que aparece na forma de pequenos cachos de cor verde clara. Com propriedades bactericidas, foi utilizada originalmente para evitar que a cerveja sofresse algum tipo de contaminação, mas devido ao seu sabor característico se tornou componente indispensável na receita.

A produção nacional do lúpulo vem ganhando força, tendo seu volume mais do que dobrado em 2021, quando atingiu 24 toneladas, mas isso é apenas uma mínima parcela da demanda pelo produto. No mesmo ano as importações de lúpulo chegaram a 4.712 toneladas, segundo informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Algumas dificuldades iniciais para produzir o lúpulo no Brasil geraram alguns mitos em torno da planta, como a de que ele não floresceria por aqui, o que explica o baixo interesse pelos produtores até recentemente. O mais provável é que os problemas sejam derivados de cultivares mal adaptados, técnicas inadequadas de cultivo e ataque de doenças, mas essa realidade vem mudando como explica a pesquisadora Mariana Franca.

“O estigma de que o lúpulo não floresce em terras brasileiras já caiu e desde então, a demanda por mudas da cultura têm aumentado ano após ano. No último ano houve um crescimento de mais de 100% em área plantada, porém o cultivo ainda é pequeno em relação a demanda”.

A demanda por mudas de qualidade é um dos principais gargalos no setor, esse foi um dos motivos de Franca, em parceria com a pesquisadora Laudiane Zanella, começar a investir na pesquisa para produção de mudas de lúpulo. Ainda no mestrado, no Programa de Pós-graduação em Produção Vegetal da UFPR, as duas já realizavam pesquisas voltadas à cultura de tecidos focadas na produção de pinus e cana de açúcar.

Em 2020 elas resolveram abrir a Multiagro Mudas para que pudessem oferecer aos produtores o que haviam aprendido em suas pesquisas.

“Durante todos estes anos de mestrado e doutorado, entendemos como a cultura de tecidos pode ser benéfica para a produção de mudas, aprendemos e aprimoramos diversas técnicas do cultivo in vitro. Em vários países a produção de mudas em laboratório já acontece, vimos que poderíamos ampliar o uso desta tecnologia para a agricultura nacional”.

A empresa trabalha a partir de problemas apresentados pelos produtores, desenvolvendo soluções específicas, tendo elaborado projetos na produção de menta, cana-de-açúcar, lúpulo, batata, orquídeas e banana.

Como é a produção via micropropagação?

Para o lúpulo as pesquisadoras aplicaram a técnica de cultivo de tecidos chamada cultura de meristema. Franca explica que essa tecnologia “permite a produção de mudas em larga escala com rastreabilidade, uniformidade e alta qualidade, reduzindo a incidência de pragas e doenças nos plantios”.

Segundo Zanella, o método proporciona ainda o rejuvenescimento do material genético, o que “possibilita que a planta adulta seja revertida para o estado juvenil, promovendo melhora no vigor, enraizamento e brotações”.


Mudas mulltiplicadas pela técnica de cultura de tecidos crescem no laboratório da Multiagro Mudas, a empresa incubada na UFPR desenvolve métodos para produção em grande quantidade com garantia de qualidade e livre de doenças

A técnica consiste na retirada de uma pequena parte de uma planta mãe, mais especificamente do meristema, tecido responsável pelo crescimento das plantas e que tem células em constante processo de multiplicação, essas células têm a capacidade de formar qualquer tipo de tecido da planta.

O material posteriormente é regenerado em laboratório utilizando técnicas específicas, o que gera uma nova planta geneticamente idêntica à original. O processo pode ser repetido a partir da nova planta o que proporciona uma multiplicação em escala exponencial. As pesquisadoras explicam que assim são produzidas milhares de mudas idênticas e saudáveis em um curto período de temo e em espaço reduzido.

A aplicação da técnica para a produção de lúpulo se justifica por algumas dificuldades como a garantia de qualidade fitossanitária das plantas, garantindo que não estejam contaminadas. Doenças causadas por vírus, bactérias e fungos são eliminadas das plantas por meio dessa técnica, explicam as pesquisadoras. Outra vantagem é o controle genético, já que as novas mudas serão idênticas à planta original, um cultivar cuidadosamente selecionado para garantir boa produção e adaptação ao clima local.

A produção convencional de mudas de lúpulo ocorre por estaquia, que consiste em formar uma nova planta a partir de um ramo que é estimulado a enraizar, mesmo que se aplique técnicas para diminuir a chance de contaminação é muito comum que doenças passem para as novas plantas.

“Alguns métodos são utilizados para controle no cultivo convencional, como a termoterapia, mas são pouco eficientes. Este tipo de contágio é recorrente em diferentes culturas como cana-de-açúcar, batata, banana e lúpulo. No caso do lúpulo, as viroses e doenças fúngicas de importância econômica, podem ser propagadas por meio da produção convencional de mudas. Um caso é o míldio, que pode não se manifestar nas mudas, ou seja, não apresentar sintomas, porém no campo é responsável por grandes perdas. Este é um dos principais patógenos do lúpulo”, explica Franca.

Já no caso da micropropagação, como é chamado o método, diferentes técnicas são aplicadas para a limpeza da planta. “Neste processo, retiramos um pequeno fragmento da planta e fazemos a sua regeneração in vitro. Como todo este processo é realizado em laboratório, em ambiente asséptico e com auxílio de lupa, conseguimos alcançar o meristema da planta, uma região de intensa multiplicação e que apresenta baixa quantidade de patógenos” descreve Zanella. Esse método pioneiro na produção comercial de mudas de lúpulo garante que as mudas não terão nenhuma doença.

Empresa contou com apoio da Agência de Inovação da UFPR

Para as pesquisadoras foi fundamental o apoio obtido da universidade. Elas participaram de uma iniciativa de incubação de empresas da Agência de Inovação da UFPR. Elas explicam que a possibilidade de se manter próximo à pesquisa, junto a professores, alunos e pós-graduandos foi uma grande oportunidade. A empresa mantém também uma parceria com a Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Sucroenergético (Ridesa/UFPR) que auxiliou no licenciamento e autorização de mudas de novos cultivares de cana-de-açúcar desenvolvidos na universidade, outra área de atuação da empresa.

O processo de incubação de empresas tecnológicas visa facilitar que produtos e serviços desenvolvidos a partir de pesquisas na universidade sejam disponibilizados mais facilmente à sociedade. Com a incubação a empresa tem a acesso espaços compartilhados para suas atividades, capacitações em áreas como gestão, marketing e design além de consultorias na área jurídica e contábil, além de um suporte para realizar a abertura e manutenção da empresa.

Maico de Ornelas, que faz parte da equipe gestora da incubação tecnológica da Agência de Inovação, explica que também é oferecido acesso a editais de fomento e intermediação com possíveis investidores.

Adaptação do lúpulo ao clima brasileiro é foco de pesquisa em Palotina
Melhorar a adaptação e as técnicas de cultivo para o clima brasileiro é outro desafio para o aumento da produção do lúpulo nacional. Segundo o professor Alessandro Jefferson Sato, devido a alta demanda é difícil o país se tornar autossuficiente no curto prazo, mas o produto nacional pode ser inserido no mercado como um diferencial, devido à possibilidade de utilizar um produto recém colhido, que apresenta maior qualidade.

Sato é supervisor do Grupo de Estudos e Pesquisa em Lúpulo da UFPR (Lupa), projeto do Setor Palotina que realiza estudos agronômicos, de manejo sustentáveis de pragas e doenças e de desenvolvimento de produtos a partir do lúpulo, abrangendo além das cervejas, produção de óleos essenciais e produtos cosméticos.


Muda de lúpulo cresce na área de plantio experimental do Grupo de Estudos e Pesquisa em Lúpulo (Lupa) do Setor Palotina da UFPR. Desenvolver variedades mais adaptadas ao clima brasileiro é um dos desafios para aumentar a produção no país. Foto: arquivo Lupa/UFPR

O grupo de pesquisadores conta com uma área de cultivo experimental, onde diversas técnicas e variedades de lúpulo são testadas.

“Atualmente são cultivadas na área experimental cinco variedades de lúpulo conduzidas em diferentes sistemas de condução e com complementação artificial de luz e irrigação por gotejamento”, explica Sato.

Segundo o pesquisador, muitos produtores de lúpulo simplesmente replicam o manejo que acontece na Europa o que nem sempre traz bons resultados. As pesquisas na área experimental já vêm mostrando bons resultados.

“Foram realizadas 2 colheitas de lúpulo e verificou-se que existem cultivares com muito potencial para serem cultivadas no Brasil, inclusive foram elaboradas algumas cervejas que foram muito bem avaliadas por especialistas do setor cervejeiro. Os resultados foram apresentados no Congresso Nacional de Lúpulos e no embralúpulo” comenta Sato.

O crescimento do setor de cervejas artesanais tem também aumentado a demanda pelo produto fresco, segundo Sato. O grupo comemorou este ano o lançamento de uma cerveja feita com 100% de lúpulo paranaense. Batizada de “Pouso do Quinto”, a nova marca utilizou o produto proveniente da área da UFPR e do Sítio Lúpulo São José, localizado em Toledo, mesma cidade da empresa Luputecnia, que foi parceira no desenvolvimento da cerveja.

O grupo, que conta ainda com parcerias com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade do Estado de Santa Catarina, Ambev e produtores da região, avalia que para aumentar a produção é necessário que os produtores conheçam e se envolvam mais com o cultivo da planta, além de apresentar a qualidade do produto nacional para a indústria cervejeira.

Fonte: Portal Ciência UFPR