Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
A Biblioteca Pública do Paraná, no centro de Curitiba, promove na próxima quarta-feira (4/maio) uma palestra com o jornalista, escritor e tradutor gaúcho Eduardo Bueno. O evento dá início ao Ciclo do Bicentenário da Independência — série de bate-papos temáticos com historiadores e pesquisadores de diferentes regiões do Brasil que a BPP realiza até o final do ano. O encontro, realizado em parceria com o Graciosa Country Club, acontece no hall térreo, às 14h30, com entrada gratuita e emissão de certificados de participação.
Convidado da Festa Literária da Biblioteca (Flibi) em 2018, Bueno volta à BPP para falar sobre o livro Dicionário da Independência: 200 Anos em 200 Verbetes (Edutora Piu, 2020), em que narra e analisa o turbulento processo que resultou na separação do Brasil de Portugal. “Foi mais um dos momentos em que o Brasil mudou para ficar igual. Para que elites se mantivessem no poder. Ao contrário das colônias espanholas, o país não se partiu em pequenas repúblicas: tornou-se uma monarquia. Diferentemente de Paraguai, Argentina e Colômbia, a escravidão não acaba em 1822”, resume.
Conhecido do público como “Peninha”, Eduardo Bueno se tornou um dos maiores fenômenos editoriais do país a partir de 1999, quando lançou o primeiro livro da Coleção Terra Brasilis (Editora Objetiva), em que se aprofundou nos meandros do Brasil Colônia. Desde então, recebeu alguns dos principais prêmios e menções honrosas nacionais, como o Jabuti e a Ordem do Mérito Cultural. Nos últimos anos, também se dedicou a projetos na televisão (como a série Guia Politicamente Incorreto) e na internet — seu canal no YouTube, Buenas Ideias, conta com mais de 1,2 milhões de inscritos e vídeos que alcançaram a marca de 70 milhões de visualizações.
Serviço: Palestra com Eduardo Bueno no Ciclo do Bicentenário da Independência Dia 4 de maio, às 14h30 Hall térreo da Biblioteca Pública do Paraná, R. Cândido Lopes, 133 – Centro, Curitiba-PR, 80020-060 Entrada gratuita
Espetáculo estreou em São Paulo em dezembro de 2021 e marca os 25 anos de carreira da artista Leonarda Glück, que teve trabalhos apresentados em países da Europa e da América Latina
Após realizar estreia nacional na cidade de São Paulo e cumprir temporadas presencial e online no Centro Cultural São Paulo, o espetáculo “Trava Bruta”, solo escrito e encenado por Leonarda Glück com direção de Gustavo Bitencourt, faz duas únicas apresentações gratuitas no Festival de Teatro de Curitiba, dias 5 e 6 de abril, às 19h, em NOVO LOCAL, agora no Mini Guaíra, Rua Amintas de Barros, s/nº, centro de Curitiba. A entrada é gratuita e os ingressos começam a ser distribuídos às 18h, no teatro mesmo.
“Trava Bruta” é um manifesto que parte da experiência transexual da própria Glück para propor uma ponte e um embate entre o contexto artístico e a atual conjuntura política e social brasileira no que se refere ao campo da sexualidade. O trabalho marca as comemorações de 25 anos de carreira da artista e também o seu reencontro com o diretor Gustavo Bitencourt. Juntos os dois já desenvolveram criações em performance, dança e teatro, com destaque para Valsa Nº 6, montagem do texto de Nelson Rodrigues premiada pela Funarte em 2012, na ocasião do centenário do autor.
Leonarda, que hoje mora na capital paulista, começou a escrever o texto ainda em Curitiba, sua cidade de origem, onde fundou importantes coletivos do cenário teatral nacional como a Companhia Silenciosa e a Selvática Ações Artísticas. Seus trabalhos tratam de diversas temáticas, e já foram apresentados em vários países da Europa e América Latina, mas esta é a primeira vez em que a artista dedica uma criação exclusivamente à transexualidade: “Me veio uma possível angústia repentina de talvez não ter conseguido em outro momento antes escrever tão intimamente sobre o assunto da transexualidade, e seus efeitos na minha mente e na vida social da qual faço parte”, diz Leonarda.
Sobre o processo de direção do espetáculo, Gustavo Bitencourt conta que percebeu o quanto o texto fala de vivências que dizem respeito a todos, e não somente às relacionadas a transexualidade no Brasil: “É importante que a gente olhe tanto para o que tem de específico nesse contexto do qual ela fala, quanto para onde essa história se conecta com outras tantas”. Partindo daí, ele entendeu o texto de “Trava Bruta” como uma auto-ficção, gênero literário e teatral que combina autobiografia com ficção.
Leonarda e Gustavo, então, se encontraram no conceito, como nos diz o diretor: “Ficção que é o que eu pesquiso, é a minha profissão – como drag queen, que é o que eu faço da vida há 12 anos – e é uma necessidade básica de qualquer ser humano. Humano precisa de ficção pra viver, e em diferentes medidas, com diferentes graus de comprometimento e de risco, todo mundo vai dando um jeito de concretizar”, destaca.
Para Gustavo, o ponto chave da ideia no trabalho encontra-se no fato de que “algumas ficções são permitidas e outras não. Quando se trata de gênero, as pessoas tendem a ficar muito assustadas”. Leonarda complementa: “chego aqui com a certeza de que o herói macho branco, heterossexual, cristão e suas ideias precisam urgentemente ser substituídos, trocados ou mesmo revisitados por outros ângulos. Estão chatos. De alguns eu ainda gosto muito, mas estão chatos.”
A participação de Leonarda, Gustavo e da Pomeiro no Festival marca, também, o retorno dos artistas à cidade: por muitos anos os três integraram eventos variados dentro do Festival (como o Fringe, a Mostra Oficial, a Mostra Novos Repertórios, a Curitiba Mostra e outras). Embora suas obras mais recentes tenham estreado em outros municípios do país nos últimos anos, boa parte de suas trajetórias foi consolidada em Curitiba.
O espetáculo chega à capital paranaense integrando a edição comemorativa de 30 anos do Festival de Curitiba, dentro do Interlocuções, uma das ações do evento, a convite da curadoria de Giovana Soar e Celso Curi.
Sobre os artistas: Leonarda Glück é atriz, dramaturga e diretora curitibana radicada em São Paulo. Co-fundadora da Companhia Silenciosa e do Coletivo Selvática. Graduada em Direção Teatral pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Tem mais de vinte textos encenados por diferentes grupos, companhias e artistas brasileiros e internacionais de diversas linguagens artísticas. Publicou A Perfodrama de Leonarda Glück – Literaturas Dramáticas de Uma Mulher (Trans) de Teatro, coletânea com seis textos teatrais. Para maiores informações acesse www.leonardagluck.com
Gustavo Bitencourt é diletante profissional, nascido e residente em Curitiba, Paraná. Estudou Letras na UFPR. Atua em diversos campos artísticos e tem na indisciplinaridade uma das principais características de seu trabalho. Trabalha como ilustrador, designer gráfico, redator e tradutor, performer, ator, diretor de teatro, drag queen, crítico de arte e já compôs trilhas para teatro, dança e vídeo.
SERVIÇO TRAVA BRUTA. Dias 5 e 6 de abril, às 19h. Mini Guaíra, Rua Amintas de Barros, s/nº, centro de Curitiba. A entrada é gratuita e os ingressos começam a ser distribuídos às 18h, no próprio teatro. 18 Anos, 70 Minutos.
FICHA TÉCNICA Criação, texto e interpretação: Leonarda Glück Direção: Gustavo Bitencourt Direção de produção: Igor Augustho Trilha original: Jo Mistinguett Luz: Wagner Antônio Assistente de iluminação: Dimitri Luppi Criação em vídeo e projeções: Ricardo Kenji Figurino: Fabianna Pescara e Renata Skrobot Fotografias: Alessandra Haro Assessoria de imprensa São Paulo: Pombo Correio Assessoria de imprensa Curitiba: Platea Comunicação e Arte Realização e produção: Pomeiro Gestão Cultural
Oficinas, conversas e exposição virtual fazem parte da nova programação. Eventos gratuitos.
Por conta da pandemia do Covid-19 a Feira Estopim, antiga Feira da Baronesa, criada em 2014 pelos artistas Guilherme Jaccon e Luana Navarro, foi temporariamente adiada, mas como a programação da feira é ampla, não se resume exclusivamente à exposição principal e comercialização dos trabalhos, cuja presença física é imprescindível, parte dela, a programação paralela, será realizada, a partir de novembro, dia 17, de forma online.
A nova edição adaptada para a web inclui oficinas, conversas e uma exposição virtual com curadoria e proposição da artista Raquel Stolf. Todos os eventos serão gratuitos.
“As oficinas e conversas mantém as propostas iniciais do projeto adaptando apenas o formato de realização. A inscrição para os eventos acontecerá pelo Sympla, as oficinas serão realizadas pelo ZOOM e as conversas transmitidas no Youtube”, conta Luana Navarro, uma das coordenadoras da Estopim.
De acordo com os organizadores, a expectativa é que a Feira Estopim, que já teve quatro edições independentes realizadas em Curitiba, e a principal exposição “O INESPERADO SÓ TEM NOME DEPOIS QUE ACONTECE” possam ser realizadas com segurança e presencialmente no próximo ano.
“A Feira Estopim sempre priorizou os encontros e trocas presenciais, promover um espaço de conexão e transbordamento é a essência do evento, por isso é uma pena estarmos limitados ao virtual, mas, por outro lado, agora temos a possibilidade de atingir um maior número de pessoas de diferentes regiões do Paraná e do Brasil com as ações”, destaca Guilherme Jaccon, um dos coordenadores e produtores do evento. “O saldo positivo é que estamos aprendendo novas ferramentas de comunicação com o público, vendo novas possibilidades e potências que a internet pode proporcionar para a área cultural”, complementa.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:
DIAS 17 E 18 DE NOVEMBRO, ÀS 19H Oficina INTERROGAÇÕES DE GÊNERO, SEXUALIDADE, RAÇA/ETNIA NO MUNDO DAS ARTES IMPRESSAS com o antropólogo e editor Nathanael Araújo. Local: Plataforma Zoom Vagas limitadas Inscrições a partir do dia 09 de novembro no site: www.sympla.com.br/feiraestopim
Sobre: A oficina propõe pensar as relações entre as artes impressas (como livros, livros de artista, fotolivros e demais publicações artísticas impressas) atreladas às dimensões de gênero e sexualidade, raça e etnia no contexto das mudanças culturais, econômicas, políticas e sociais que inegavelmente impactaram as manifestações artísticas. Iremos intercalar teoria e prática experimental, onde a parte expositiva será combinada com análises de materiais artísticos e estímulos para que os participantes indaguem suas produções e identidades de artistas sob esses ângulos.
DIA 25 DE NOVEMBRO, ÀS 19H30 Abertura da Exposição online “com uma pedra atrás da orelha“, com proposição e curadoria de Raquel Stolf. Local: www.instagram.com/alfaiataria_
A abertura inclui a proposição Conversa de ar / pelo telefone e o lançamento/disponibilização do álbum sonoro FALAÇÃO CD MESMO por letras vozes e convidadas.
Obs.: A exposição permanece com acesso ao público até o dia 25 de fevereiro de 2021.
Sobre: A exposição reúne trabalhos (publicações, proposições e peças sonoras, vídeos e textos) dos seguintes artistas: Aline Dias; Ana Lúcia Vilela; anecoica; Anna Stolf; Bethânia Carolina Hardt; Bianca Tomaselli; Carolina Moraes; Claudia Zimmer; Claudio Moreira; Daniela Avelar e Suji Han; Dennis Radünz; Diego Rayck; Djuly Gava; Ernesto Desrio e Adjunto S; Fabio Morais; Fabíola Scaranto; Fran Favero; Gabi Bresola; Helder Martinovsky; Julia Amaral; Kamilla Nunes e Aline Natureza; Laura V. Malmegrin; Letras Vozes; Lívia Aquino; Luana Navarro; Manuela Valls; Marcia Franco; Marcio Pandolfi; Marcos Gorgatti; Mariana Berta; Matheus Abel; Michal Kirschbaum; Pablo Paniagua; Patrícia Galelli; Priscila Costa Oliveira; Rachel Lima e Silva; recibo 33 com ruído, (ed. Raquel Stolf e Traplev); recibo 56 brazil distópico (ed. Fabio Morais e Traplev); Silfarlem Oliveira; Silvana Macêdo, Yara Osman, Adel Alloush e Val Santos; Telma Scherer; Thelmo Cristovam; Tina Merz; Traplev.
DIA 26 DE NOVEMBRO, ÀS 20H Conversa com-entre Raquel Stolf e Amir Brito Cador sobre experiências de coleções públicas: a Coleção Livro de Artista da UFMG e a Sala de Leitura / Sala de Escuta da UDESC. Local: Canal Youtube da Feira Estopim, aqui Obs.: Com tradução em libras Inscrições a partir do dia 09 de novembro no site www.sympla.com.br/feiraestopim
DIAS 01 E 02 DE DEZEMBRO, ÀS 19H Oficina 10,5×10,5 MEU CADERNO QUADRADO com o encadernador, impressor e produtor gráfico Daniel Barbosa. Local: Plataforma Zoom Vagas limitadas Inscrições a partir do dia 09 de novembro no site www.sympla.com.br/feiraestopim
Sobre: Esta oficina de encadernação básica apresentará uma técnica de costura artesanal para cadernos de capa dura e revestimento em papel especial. Iremos fazer um caderno levando em conta o aproveitamento de papel, e para isso usaremos apenas uma folha gráfica (66x96cm). O caderno quadrado terá uma série de acabamentos e com todos os elementos apresentados e produzidos os participantes poderão produzir seus próprios cadernos sem o uso de maquinário específico.
DIA 03 DE DEZEMBRO, ÀS 20H Conversa COMO AS COISAS TOMAM FORMA com Thalita Sejanes, Eliana Borges (Editora Medusa) e Lucas Alameda. Local de realização: Canal do Youtube da Feira Estopim, aqui Obs.: Com tradução em libras.
Sobre: Bate-papo sobre processos de criação com artistas que criam e trabalham com projetos gráficos.
DIAS 08 E 09 DE DEZEMBRO, ÀS 19H Oficina PULCE – PUBLIQUE LIVROS, CRIE EDITORAS com João Varella, fundador da editora Lote 42 – SP e das livrarias Sala Tatuí e Banca Tatuí. Local: Plataforma Zoom Vagas limitadas Inscrições a partir do dia 09 de novembro no site www.sympla.com.br/feiraestopim
Sobre: A atividade busca ensinar o processo de criação de livros, seja por meio de editora ou auto publicação. As aulas partem do conteúdo à distribuição, passando por produção gráfica, divulgação e outros passos importante. Os dois encontros fomentarão um espaço de discussão livre sobre a situação atual do livro enquanto objeto artístico e produto mercadológico.
DIA 10 DE DEZEMBRO, ÀS 20H Conversa “FOTOLIVROS E A BIBLIOTECA DE FOTOGRAFIA DO INSTITUTO MOREIRA SALLES” com o escritor, tradutor, editor e curador Miguel Del Castilho Local: Canal do Youtube da Feira Estopim, aqui Obs.: Com tradução em libras. *Inscrições a partir do dia 09 de novembro no site www.sympla.com.br/feiraestopim
SOBRE OS CRIADORES E COORDENADORES DA FEIRA:
Luana Navarro e Guilherme Jaccon, criadores e coordenadores da Feira Estopim. Foto: Lídia Ueta.
LUANA NAVARRO Artista visual, desenvolve trabalhos com fotografia, vídeo, textos, publicações e performances. Formada em Jornalismo (PUC-PR), com especialização em História da Arte Moderna e Contemporânea (EMBAP) e mestrado em processos artísticos contemporâneos pela UDESC, em Florianópolis. Participou de exposições no Brasil, Espanha, Estados Unidos e México.
GUILHERME JACCON Artista, produtor e educador social. Possui graduação em Artes Visuais Licenciatura e GBA em Gerenciamento de Projetos. Atua na elaboração e produção de projetos culturais, em especial nas áreas de artes visuais, projetos pedagógicos e de formação de público. Como artista-educador atua como palestrista, debatedor e oficineiro nas questões que envolvem os vértices Políticas Públicas, Educação, Cultura e Direitos Humanos.
Este projeto foi realizado com o apoio da Copel por meio do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura), da Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná.