NOVOS OLHARES: AP DA 13 LANÇA CURSO DE INTERPRETAÇÃO

Ações de formação e capacitação nas áreas de atuação e produção cultural são propostas para 32 atores e atrizes curitibanos no segundo semestre de 2024, durante quatro meses, pelo Coletivo AP da 13, que traz ainda 7 oficineiros de diferentes áreas para fomentar as artes cênicas como profissão. Com início em agosto de 2024 os encontros de atuação serão ministrados pelo diretor e dramaturgo Eduardo Ramos. As inscrições abrem dia 8 de julho e seguem até o dia 26, no perfil do @apedatreze

O AP da 13 – Espaço de Criação promove em parceria com a Photon Cooperativa Cultural, o projeto Novos Olhares, com ações de formação e capacitação nas áreas de atuação e produção cultural, para trinta e dois atores e atrizes domiciliados na cidade de Curitiba. Na imersão de quatro meses os participantes vão entrar em contato com as produções e linhas estéticas do Coletivo, com a finalidade de aprendizado e aprimoramento de ferramentas que são essenciais para maior entendimento das artes cênicas enquanto ofício. 

De acordo com o diretor, dramaturgo, idealizador do projeto e fundador do AP da 13, Eduardo Ramos, o projeto Novos Olhares pretende tornar as minorias ativas enquanto sujeitos singulares e desmistificar rótulos, que geram segregação com a maioria da população. “Para isso, Novos Olhares, quer romper barreiras, dar voz aos jovens artistas, que pertencem a alguma minoria vista como racial/étnica/gênero e outros que estão à margem da sociedade, fazendo um câmbio cultural de aprendizados e dar ferramentas para ganharem autonomia e possam se inserir no mercado de trabalho das artes”, revela.

Novos Olhares começa em agosto, com duração de quatro meses, para artistas selecionados em processo de inscrição pelo Instagram, a partir do dia 8  até 26 de julho, do Espaço Cultural – @apedatreze. São 32 vagas, que serão anunciadas no dia 30 de julho, sendo que 50% serão preenchidas por critério de preferência para artistas que se declaram como pretos(as), etnia indígena e pessoas trans. Os outros 50% das vagas serão destinadas para jovens artistas domiciliados nas regiões periféricas de Curitiba, que se encontram em condições de vulnerabilidade e risco social. De acordo com Eduardo Ramos, será oferecida uma bolsa auxílio de R$400,00 mensais. “A ideia é aproximar os artistas das regiões descentralizadas, oferecendo suporte financeiro para que eles possam se eximir de preocupações, promover o câmbio com artistas consagrados, oportunizando pontes de acesso na pluralidade do fazer artístico”, diz Eduardo Ramos. 

Durante o período da imersão, os participantes terão encontros de 3 horas por semana, divididos em 4 turmas, na sede do AP da 13, sob orientação e supervisão de Eduardo Ramos. O projeto conta ainda com sete artistas convidados, nas áreas diversas como: Amanda Leal, Moira Albuquerque, Guenia Lemos, Eduardo Giacomini, Lucas Amado, Edith Camargo e Mayara Nassar. Os artistas já são parceiros do AP e vão dividir suas experiências com os selecionados, por meio de oficinas nas áreas de preparação vocal e corporal, iluminação, cenário, figurino, maquiagem, escrita criativa e produção cultural. 

Após a conclusão dos quatro meses de imersão, as turmas vão celebrar os resultados dos processos, na concepção de quatro leituras dramáticas, com ingressos gratuitos. Além do curso,  a equipe do AP da 13 vai coletar durante o processo registros dos ensaios e depoimentos para a criação de um minidocumentário que será disponibilizado nos canais e redes sociais do Espaço Cultural. 

Sobre o AP da 13
O AP da 13 é uma referência de espaço cultural independente em Curitiba. E movimenta o cenário artístico curitibano há 8 anos, com uma programação multicultural: realização de oficinas de interpretação, residências artísticas, mostras de teatro e dança, festivais e exposições, recebendo neste período mais de 7 mil pessoas entre artistas e público de todo o Brasil. Neste período, o AP colaborou como pioneiro na cidade, na abertura de novos espaços culturais independentes, sendo referência para a classe artística, pelos desenvolvimentos de projetos que fomenta, desde a formação e capacitação de jovens artistas a pesquisas e investigação em novas formas de dramaturgia. 

O espaço também sedia a Setra Companhia, fundada pelo diretor e dramaturgo Eduardo Ramos, coletivo que a cada trabalho, convida artistas de distintas linguagens para a feitura dos seus processos, friccionando suas obras entre o teatro, a dança e performance. Destacam-se as obras MOMMY (2016), com a atriz Rosana Stavis, CONTOS DE NANOOK, espetáculo que recebeu 2 prêmios e nove indicações no Troféu Gralha Azul. 

Em 2019, a Cia estreou o espetáculo FEDRA com co-direção de Michelle Moura e Maikon K. no elenco, na Mostra Oficial do Festival de Curitiba.

Os últimos trabalhos são: Aqui é Minha Casa (Festival de Curitiba – 2023), monólogo com a atriz Ciliane Vendruscolo, e o solo Monstro (Casa Hoffmann – 2023), pela bailarina Flávia Massali.

SERVIÇO NOVOS OLHARES
Inscrições no link da Bio em @apedatreze
De 6 de agosto a 12 de dezembro de 2024 
Local: AP da 13 (Rua Treze de Maio, 1001 – Centro) 

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

3ª MOSTRA CLAUDETE PEREIRA JORGE TEM TERCEIRA EDIÇÃO CONFIRMADA E VOLTA A CELEBRAR ARTISTAS E PÚBLICOS DE CURITIBA

Com 4 semanas de programação, o evento convida pessoas residentes na cidade a imergir num painel plural e diverso da arte local, com atividades 100% gratuitas, até 13 de julho.

A partir do próximo dia 22 de junho a Mostra Claudete Pereira Jorge volta a ocupar o Teatro de Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge. Com o propósito de celebrar artistas e públicos da arte produzida na capital, em sua terceira edição o evento reúne durante 4 semanas espetáculos, performances e pocket shows musicais, que formam um painel plural da produção artística local. A programação se estende até o dia 13 de julho, sempre de quinta a domingo, em diversos horários, com atrações gratuitas.

O público curitibano já habituado a frequentar as salas de espetáculos da cidade se faz presente desde a primeira edição da Mostra Clau. De acordo com Igor Augustho, diretor de produção e curador do evento, “a proposta é também que públicos distantes do circuito cultural possam se aproximar dele e, num curto espaço de tempo, pouco menos de um mês, ter contato com uma multiplicidade de estéticas e criações”, conta.

A Mostra Claudete, que teve sua primeira edição realizada em 2019, surgiu inicialmente para celebrar a vida e a  trajetória da grande atriz paranaense que dá nome ao evento, quando seu nome foi adicionado ao Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge, por projeto de Lei aprovado pela Câmara de Vereadores de Curitiba. Interrompida pela pandemia, retornou em 2022, quando realizou a segunda edição e consolidou-se, enfim, como um importante espaço de troca e compartilhamento entre plateias, públicos, artistas, fazedores e entusiastas do cenário artístico curitibano. 

O carro chefe da programação mais uma vez encontra-se nos espetáculos de artes cênicas: são dezesseis apresentações de 8 espetáculos distintos, todas gratuitas. A curadoria foi composta tanto através de convites a grupos quanto por chamada pública aberta a todos os artistas da cidade. Em complemento às apresentações de dança e teatro, há os pocket shows musicais e performances que ocorrem no andar inferior do teatro. “A gente busca ocupar o teatro de outro jeito, transformando as salas de espera, a bilheteria, o hall de entrada, em lugares onde as pessoas queiram permanecer e possam experienciar outras linguagens da cidade”, conta Helena de Jorge Portela, curadora da Mostra Claudete e também filha da homenageada. 

Outro fator de destaque está nas ações de acessibilidade: todas as peças contam com sessões acessíveis em Libras e quatro delas com audiodescrição, permitindo que públicos com deficiência acompanhem parte considerável da programação. Os ingressos são gratuitos e distribuídos com 1 hora de antecedência no próprio teatro, mas pessoas idosas, gestantes, com deficiência e obesas têm acesso garantido, como explica o diretor artístico da Mostra, Nautilio Portela: “10% dos ingressos são reservados a fim de garantir que pessoas diversas possam acessar as atividades da Mostra. Assim, pessoas que estejam dentro destas identidades, podem chegar ao teatro com apenas 20 minutos de antecedência. É mais uma iniciativa da Mostra Clau que se move na direção de um fazer cultural mais democrático.”

Toda a programação pode ser conferida no Instagram, @mostraclaudete. O evento é uma realização e produção da Pomeiro Gestão Cultural, realizada também pela Cia. Fluctissonante e pela NBP Produções, aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura – Governo Federal.

Serviço:
3ª Mostra Claudete Pereira Jorge 
De 22 de junho a 13 de julho 
Local: Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge 
Rua: Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222 – São Francisco 
Ingressos: Gratuitos (Retirar 1h antes dos espetáculos no local)
Rede social: @mostraclaudete 

Confira a programação das peças, performances, pocket shows e oficinas:

Teatro Adulto
LÍNGUA EM REVISTA
Cia. Fluctissonante | 100Min. | 16 Anos  
22 e 23 de junho | 18h 
Criar outras línguas. Falar outras línguas, sobre outras línguas, línguas que ainda não existem, histórias que ainda não foram contadas. Escrever, reescrever, não escrever, repensar, recriar, ruminar e reestabelecer línguas e histórias. Aqui, nesta língua-história falamos sobre outros caminhos. A língua-história registrada nas apostilas do ensino fundamental jogamos para o alto. Sobre ela, criamos novas estradas. Pisoteamos suas folhas como quem pisoteia folhas que não registram as nossas jornadas ao longo dos séculos. Língua pretuguês, de sinais, língua de mulher, língua preta, intensa, nova. Língua surda, afiada, sudaca, voraz. Projetamos esta nova língua. Vemos-queremos essa nova língua em todos os lugares, o tempo todo. Essa língua que agora falamos é a língua de deus, assim mesmo, em minúsculas, e das Deusas, em maiúsculas. É um contra-ataque ao homem, este homenzinho que se fez engolir ao longo dos séculos. É a língua que poderíamos ser, não fôssemos o que somos agora.

LUSCO FUSCO
Lumiô I 60Min. I 14 Anos 
27 e 28 de junho | 20h
Lusco Fusco é uma reflexão ora dramática ora bem-humorada sobre a luz e suas diversas simbologias ao longo do tempo. Em Lusco Fusco, a luz é mostrada como elemento primordial da existência humana, desde sua concepção mitológica-religiosa até sua relação com a ciência e arte.

RETILÍNEO
Batalhão Cia. de Teatro I 60Min. I 14 Anos 
29 e 30 de junho | 20h
“Retilíneo” é um espetáculo que busca navegar pela história e pela memória do povo negro brasileiro. Acompanha quatro linhas narrativas: a chegada dos portugueses na África pela ótica de uma criança africana; um homem escravizado sendo vendido num mercado público no Brasil de 1700; uma mãe negra que está longe de seu filho (ou seria seus filhos?); e um jovem negro que anda pelas ruas do centro da cidade de madrugada voltando de uma festa, quando é surpreendido por um enorme navio (ou seria uma viatura policial?).   

AQUI É MINHA CASA
Ap da 13 e Sopro Produções I 70Min. I 16 Anos 
4 e 5 de julho | 20h
Não é uma criação de cena. É um evento. Aqui é minha casa, é a construção de uma experiência. Fala sobre ruínas. Um corpo e um planeta em ruínas. Um exercício de conexão mais profunda, um reconhecimento do ser planetário, da necessidade da interdependência entre todos os seres vivos. Uma tentativa de fazer valer o oxigênio que estou respirando.  

KAZA
Tecer Teatro I 40Min. I 12 Anos 
6 e 7 de julho | 20h
Kaza trata de pessoas em situações extremas. Pessoas como eu ou você, com suas vidas ditas normais e que subitamente perdem tudo o que têm, tudo o que construíram. Kaza é sobre ter que partir, sobre perda e em como sobreviver a isso. Perder a família, um filho, a terra, a cultura. Ser obrigado a deixar seu país, sua cidade, a língua natal, o emprego, a casa. Sua história, seu passado e tudo o que nos representa. Os planos para o futuro, o sonho e a esperança. Também sobre incomunicabilidade, sobre como expressar essa dor. E finalmente, como tudo isso transforma seres humanos em invisíveis, marginais, estrangeiros, indesejáveis e estranhos aos olhos de seus iguais. Esse pequeno conjunto de fatores incontroláveis que torna o humano em não humano

5 DANÇAS
Rumo de Cultura I 100Min. I 12 Anos 
11 e 12 de julho | 20h
5 DANÇAS faz agir 5 dançarinas da geração dos anos 60, com trajetória profissional de 40 anos. O trabalho é formado por 5 peças solo autônomas apresentadas entre intervalos. As peças proliferam modos de dança e suas articulações com o contexto. 

Teatro Infantil 

ATRAVESSAR O MAR PARA SEMPRE
Teatro de Bagagem I 40Min. I Livre 
29 e 30 de junho | 15h
Duas pessoas caminham há muito tempo, vivem em travessia por fugir de uma guerra inesperada. Em suas bugigangas possuem um rádio onde ouvem uma rádio-novela e reinventam o próprio cotidiano para seguir o caminho. Durante o caminham recriam a rádio-novela com os bonecos e objetos que tem à mão. é nessa brincadeira que conhecemos a travessia de Pérola, Violeta, Ícaro e Girassol.  

NHANDEREKÓ
Grupo Baquetá | I 50Min. I Livre 
6 e 7 de julho | 15h
Nhanderekó, para o povo mbya guarani, é o verdadeiro modo de ser GUARANI, manter a cultura viva. Isso significa respeitar o meio ambiente e viver em harmonia com a natureza, retirando dela apenas o necessário para a sobrevivência. O Grupo Baquetá reuniu diferentes contos e histórias do povo guarani, que apresentam a relação destes com os animais e com os elementos da natureza (terra, ar, água e fogo).

Pocket Shows 

IMPERADOR SEM TETO
22 de junho | 17h | 14 anos
Imperador Sem Teto é um acontecimento: música, teatro, performance, dança e poesia, articulados de modo a resultar em uma obra maior que conduz o espectador a transitar por um emaranhado de experiências sensoriais. Diferentes artistas reconstroem o cotidiano, refletindo o embate das civilizações, na sua beleza e no seu horror. Daí, emergem reflexões humanas, inclusive existenciais, sobre a civilização contemporânea e suas lógicas, sobre o duelo entre o individual e o coletivo.

NOE CARVALHO
28 de junho | 19h | Livre
“Noe Carvalho – Vínculos” é um pocket show emocionante que mergulha nas profundezas do afeto e na reconexão ancestral, composto pela artista Noe Carvalho. Com batidas envolventes e letras profundamente pessoais, Noe compartilha sua jornada de auto descoberta como pessoa não binária e originária, destacando o poder transformador do amor como uma tecnologia ancestral. Este show é uma celebração da diversidade, da resiliência e da força dos laços que nos unem, oferecendo uma experiência musical e emocionalmente cativante. 

WILLA TOMAS 
5 de julho | 19h | 16 anos
a-Willa apresenta Bonde da Travesti
Willa é uma cantora independente que há 2 anos lança suas composições autorais no cenário da música curitibana. Inspirada em ritmos pop brasileiros como o funk, o brega funk e o trap, Willa canta sobre ser um corpo trans, e também sobre cenários de liberdade e celebração. Seu show na mostra Claudete é um show inédito que mistura o seu repertório com os maiores sucessos das divas brasileiras. Willa te espera dia 5 para uma grande festa cheia de funk.

PITOMBAS DO AMOR
13 de julho | Na Festa de Encerramento | 16 anos
Pitombas do Amor lançou seu primeiro EP, Drag de Lança com faixas autorais que envolvem questões da comunidade LGBTQIA+. A canção que dá nome ao trabalho, Drag de Lança, é o momento clímax do show, em que os artistas prestam homenagem a pessoas vítimas de crimes de homofobia no país, mas também fazem um convite à resistência. Fazem ainda parte do show canções que falam de amor e, principalmente, que celebram a vida através do fazer artístico em cores, movimento e som.

Performances 

ELENIZE DEZGENISKI 
Exposição permanente e outras intervenções na 3 MCPJ | Livre

Eu Luto Outra Luta | língua presa da palavra, invisível cuidado e ouvido esquecimento | Exposição permanente na 3 MCPJ | Livre

Na instalação EU LUTO OUTRA LUTA, que ocupa o corredor do espaço térreo do teatro, a frase LUTO LUTA do poeta Décio Pignatari está abrigada entre as palavras EU e OUTRA. O espectador posicionado diante da obra, entre os espelhos, é colocado em um abismo especular, onde EU LUTO se replica ao infinito, assim como a frase OUTRA LUTA.

A frase que Pignatari criou junto com seus alunos em 1968, circulou pelas ruas do Rio de Janeiro, como um grito de protesto contra o assassinato do estudante Edson Luís, cometido pelos militares durante a ditadura no Brasil. A instalação foi montada pela primeira vez em 2017 na vitrine da Alfaiataria Espaço de Arte em Curitiba.

As intervenções nos espelhos do teatro, com as frases a língua presa da palavra, invisível cuidado e ouvido esquecimento são um aviso e um lembrete. Sempre em letras miúdas, por vezes na moldura. É a reivindicação de um espaço limite, onde transitam as delicadas, e por vezes avassaladoras, relações entre o eu e o tu.

KLÍCIA CAMPOS
23 de junho | 17h | 12 anos
“Sertão Sagrado: Cangaço, Fé e Fogueiras”
Esta performance explora três pilares fundamentais da cultura nordestina: o cangaço, a devoção a Padre Cícero e as festas juninas de São João. Através de histórias de resistência, fé e celebração, inspiradas na literatura de cordel e interpretadas em Libras, a narrativa entrelaça as trajetórias de Lampião, Padre Cícero e uma vila nordestina em festa, destacando a riqueza e a diversidade cultural do sertão.

FEIJOADA DA MEIA NOITE
30 de junho | 19h | Livre 
Por meio de sons, ruídos, frases, registros, papeis e vídeos, a Feijoada da Meia Noite propõe a construção de uma visualidade multilinguagem digital-analógica-sensorial.

MEMÓRIAS DUMA BAOBÁ
6 de julho | 19h | Livre
“Memórias de uma Baobá” é uma peça sobre as histórias, as memórias, os saberes e os afetos compartilhados e vividos por mulheres negras. É uma celebração à ancestralidade feminina negra, uma valorização da oralidade como forma de resistir ao apagamento e ao genocídio. Em cena, acompanhamos a Senhora-Terra, uma mulher negra idosa que retorna à casa onde viveu por muitos anos. Lá, oferece um café para quem está assistindo, enquanto compartilha palavras que ainda habitam o seu corpo e também aquele espaço onde viveu. Ela está à espera de alguém que nunca aparece, como se algo estivesse faltando. Ainda assim, a Senhora-Terra dança pelos momentos do passado, entrelaçando-os a um presente formado por vozes de outras mulheres negras.

PROCURA-SE HISTÓRIAS EXTRAVIADAS
12 de julho | 19h | Livre
Três ações simultâneas ocupam diferentes espaços tecendo entre si uma rede de acontecimentos narrativos efêmeros e relacionais. Escritas a muitas mãos, as histórias articulam mundos antigos, reais e (im)possíveis, mundos que emergirão no encontro da proposição artística com o público. Venha se encontrar com a quandonde! 

NOVELAS CLAU KIKI BALL
13 de julho | Na Festa de Encerramento | 12 anos
Venha conhecer um pouco da cultura ballroom nessa edição da Mostra Claudete Pereira Jorge. Nessa kik ball teremos categorias estéticas de moda, passarela e realidade, além de categorias de vogue performance. A ball é um momento de enaltecer a vivência das pessoas trans, pretas, periféricas, originárias para mostrar que existimos, estamos vivas, fazendo e contando nossas histórias. 

Oficinas


COLARES ECOLÓGICOS – Katia Horn 
Dia 7 de julho 
Horário: 14h às 18h 
Local: CAIXA CULTURAL  (Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro)
15 vagas  
Nesta oficina, mulheres se reúnem para criar colares de papelão, não apenas como acessórios, mas como manifestações da conexão com a natureza e a sabedoria ancestral. Cada corte e dobra não apenas transforma o papelão, mas também renova a autoestima e empodera as participantes. O papelão, antes considerado lixo, ganha vida como uma expressão de criatividade e sustentabilidade, ecoando a ancestralidade feminina que encontrava beleza na simplicidade da natureza. Esta oficina é um convite a reconectar-se com a essência feminina e a transformar materiais reciclados em jóias de significado profundo, lembrando-nos de que nossa história está entrelaçada com a terra. 

DRAMATURGIA PRETA – Kamylla Ngoma 
Dias 11 (quinta) e 12 (sexta) de julho
Horário: 13h30 às 17h30
Local: Sala Pomeiro (Rua da Paz, 51 – Centro) 
8 vagas 
Nesta oficina, as palavras se tornam a ponte que conecta o passado e o presente, a ancestralidade e a luta, a cultura e a identidade negra. É um convite para a criação de textos teatrais que ecoam as vozes há muito silenciadas, destacando as experiências negras e suas complexidades. Em um espaço de criatividade e empoderamento, os participantes exploram temas profundos, celebrando a diversidade e desafiando estereótipos. A dramaturgia negra se torna uma ferramenta poderosa para a representatividade e a transformação, unindo a riqueza da herança cultural afro ao potencial do palco. Esta oficina é um ato político e poético, construindo uma narrativa mais inclusiva e autêntica nas artes, onde cada palavra escrita é um passo em direção a uma sociedade mais justa e igualitária.

BONECAS ABAYOMIS – Geisa Costa 
Dias 12 de julho  
Horário: 15h às 17h
Local: CAIXA CULTURAL (Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro)
15 vagas 
Esta oficina é uma dinâmica de sensibilização, que tem como proposta reunir as pessoas para uma troca de ideias e saberes, promovendo o fortalecimento da autoestima e o reconhecimento da identidade afro-brasileira. Além de retomar o prazer pela oralidade, é uma maneira de discutir a identidade negra, e também um meio de trocas de conhecimentos, contando e cantando suas histórias, ao mesmo tempo em que confeccionam as bonecas feitas apenas com malhas pretas e retalhos coloridos como faziam nossas avós. Abayomi é uma boneca negra ícone de resistência feita a partir de retalhos trançados, enrolados e amarrados, de tamanhos variados e que podem se transformar em brincos, enfeites, adereços e uma de geladeira, etc.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

ROTAÇÃO ESTREIA NACIONALMENTE EM CURITIBA INVESTINDO NAS RELAÇÕES DE PERSPECTIVAS ENTRE ARTISTAS E PÚBLICO

Giovanni Venturini e Lívea Castro realizam, junto ao público, ROTAÇÃO, botando corpos, coisas e relações em perspectiva no espaço. Foto de Elenize Dezgeniski

Com temporada no Teatro José Maria Santos até 16 de junho, a peça usa escadas para – entre teatro, dança e performance – criar um espaço onde o público faz parte da cena.

Inspirados em questões poéticas e contemporâneas acerca de conceitos como profundidade, altura, linha, ângulo, distância, tridimensionalidade, convergências e divergências, o ator Giovanni Venturini e a dançarina Lívea Castro estreiam em Curitiba, no próximo dia 30 de maio, sua nova criação. ROTAÇÃO é uma obra em que, acompanhados de dezenas de escadas, os artistas movem-se pelo desejo de perspectivar os seus próprios corpos, as coisas e o público, oferecendo – a cada sessão – encontros que multiplicam os modos de olhar e estar em cena e no mundo. A peça ROTAÇÃO terá curta temporada, até 16 de junho, no Teatro José Maria Santos.

Com uma dramaturgia poética, ROTAÇÃO busca expandir e tensionar a aliança entre corpos e tem como ponto de partida-encontro a relação entre Giovanni e Lívea, também idealizadores do projeto, que convidaram, para esta empreitada, o diretor Fernando de Proença, como nos conta Lívea: “Quando começamos a pensar o projeto, entendemos que precisávamos de alguém que tivesse experiência de trânsito entre as linguagens da dança e do teatro, e principalmente, alguém que pesquisasse sobre o encontro. Nesse sentido, Fernando foi essencial para potencializar as discussões que gostaríamos de formular. Foi um processo bem colaborativo onde nós três investigamos juntos os caminhos da criação.” Atuando nas fronteiras entre o teatro, a dança e a performance, esta peça é, também, o encontro entre as linguagens exploradas pelos artistas em suas trajetórias individuais. A ideia de “rotação” surge na peça não como verbo que sugere movimento, mas como possibilidade de olhar para o mundo.

A partir de textos, movimentos, interação entre corpos e objetos e troca entre performers e plateia, a cena provoca diálogos profundos sobre questões da vida. Giovanni Venturini conta que “A relação e o encontro com o público é um fator importante dessa peça e desse diálogo que se constrói. Apesar de termos uma estrutura fechada, existe a possibilidade de inúmeras aberturas a partir do outro, criando assim uma dramaturgia única a cada dia”. Trata-se de uma peça sobre perspectivas variadas de encontro que lança convites para o público viver e seguir até o fim. É preciso virar o olhar para o outro lado, enxergar por diferentes prismas. Quando há uma ROTAÇÃO, tudo aquilo que era visível já não é mais, principia-se uma atualização da perspectiva.

De acordo com o diretor do trabalho, Fernando de Proença, Rotação “investe –  a partir das relações entre artistas, público, escadas e espacialidade – na abertura de um diálogo entre Giovanni, Lívea e participantes que, na experiência de viver a gestualidade de subir e descer, ativam em seus corpos variações de presença, perspectiva e encontro”. Ele continua: “Rotação é sobre encontrar na cena e fazer, gentilmente, movimento lado a lado”. Destacadas no entre da cena, as escadas, que preenchem o cenário, fazem variações escalonadas e diversas sobre ser, estar, olhar, viver e se relacionar, investigando a potência das diferenças dos corpos, conta o diretor.

Com sessões gratuitas de quinta a domingo, a peça conta com intérpretes de Libras aos sábados e possui, em sua dramaturgia, aspectos descritivos, que também permitem a fruição por parte de pessoas cegas. A temporada corre durante apenas três semanas, sendo quinta a sábado às 20 horas e aos domingos às 19 horas. Os ingressos gratuitos estão disponíveis uma hora antes das apresentações na bilheteria do teatro. A temporada de estreia de Rotação é produzida pela Pomeiro Gestão Cultural e conta com recursos do Programa de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Serviço “Rotação”:
Temporada de estreia de 30 de maio a 16 de junho
De quinta a sábado às 20h e domingos às 19h.
Local: Teatro Zé Maria
R. Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba – PR, 80510-030
Entrada: Franca – retirar ingressos 1h antes da sessão.
Duração: 50 min – Classificação: 14 anos

Ficha Técnica:
Artistas Criadores e Idealizadores: Giovanni Venturini e Lívea Castro
Direção: Fernando de Proença
Dramaturgia: Bobby Baq, Fernando de Proença, Giovanni Venturini e Lívea Castro
Desenho de Luz: Wagner Côrrea
Trilha Sonora e Desenho de Som: Lilian Nakahodo
Figurino: Luan Valloto
Interlocução de Movimento: Mário Lopes
Preparação Vocal: Jessie Rolim
Interlocução em Descrição: Manoel Negraes
Assistentes de Figurino: Ísis Solano e Laura Bevilaqua
Calçados: Gasp
Operação de Luz: Semy Monastier
Operação de Som: Machison Abreu
Técnico de Luz (Montagem): Nicolas Caus
Motorista e Ajudante: Joacir Furtado da Silva
Intérprete de Libras: TAÉ – Libras e Cultura (Equipe: Elaine Moreira, Jéssica Nascimento, Kelly Caobianco, Nathan Sales e Talita Grünhagen)
Direção de Produção: Igor Augustho
Produção Executiva: Cindy Napoli
Produção: Rebeca Forbeck
Estagiário de Produção: Luciano França
Design Gráfico e Identidade Visual: Daniel Minchoni
Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo – BB Comunica
Gerenciamento de Tráfego Pago: Thays Cristine
Fotografia: Elenize Dezgeniski
Videografia: Lidia Ueta
Motions: Ricardo Kenji
Captação de Recursos: Meire Abe
Realização: Lívea Castro
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Sobre os artistas:
Lívea Castro é artista de dança, professora, pesquisadora e videoartista. Graduada em Dança pela UNESPAR e pós-graduada em Estudos Contemporâneos em Dança pela UFBA. Foi uma das artistas selecionadas em ENCUENTROS – ações de diálogos em dança Curitiba/Bogotá (2022), e, junto com Giovanni Venturini, artista residente no programa 20minutos.mov (2023). Como artista e mãe indisciplinada, caminha por diferentes áreas de conhecimento, e suas pesquisas e criações são atravessadas pelo interesse no encontro, diversidade de corpos, alteridades e presenças humanas e extra-humanas como potência para repensar relações. Integra o coletivo Nó Movimento em Rede (BR).

Giovanni Venturini, além de ator, é roteirista formado pelo Instituto de Cinema. Protagonizou o curta “Big Bang”, de Carlos Segundo, onde recebeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema de Brasília de 2022. Está no elenco de “Justiça 2”, série de grande sucesso da Globoplay. Nos palcos, desde 2019, percorre muitas cidades apresentando seu monólogo “A não ser”. Integrou o elenco de “Brian ou Brenda?” com direção de Yara de Novaes e Carlos Gradim também no ano de 2019. Foi dirigido por Clarisse Abujamra em 2014 em uma versão do clássico “Casa de Bonecas” de Ibsen. Seja nos espetáculos ou na escrita, Giovanni sempre traz a discussão de ser um corpo com deficiência, e fora dos padrões estéticos estabelecidos.

Fernando de Proença é diretor, ator, pesquisador de teatro e jornalista. Trabalha na prática de seu ofício na cena entre performance, dança e teatro há 25 anos. Doutor e Mestre em Teatro pela PPGT/UDESC. No entrecruzamento de linguagens, procura se atentar às ideias que moram no tempo, no corpo, nas vias, nos contextos e na experiência.

“CONTA-TE” NOVA PRODUÇÃO DA SOCIEDADE POÉTICA ESTREIA EM CURITIBA

Na foto de Nando Porto as atrizes: Raquel Rizzo, Cleo Cavalcanti, Bia Sartoretto que formam o elenco de “Conta-te”, junto com Ciliane Vendeusculo que encena uma das personagens durante as apresentações no Teatro Cleon Jacques.

Escrita pela autora e diretora, Pagu Leal, a comédia traz 3 atrizes de diferentes idades  fazendo 3 atrizes de diferentes idades que mesclam suas vidas ao processo artístico da construção  de uma peça de teatro, sensível e poética, com o tema: assédio moral. A primeira temporada gratuita no Teatro Cleon Jacques, será de 17 a 28 de abril. 

Estreia na segunda quinzena de abril (17 a 28), a primeira temporada gratuita do espetáculo “Conta-te” produzido pela Sociedade Poética, uma comédia que trata temas relacionados à mulher e como elas encaram o assédio moral no ambiente de trabalho, as apresentações serão no Teatro Cleon Jacques, em Curitiba. A peça conta com as atrizes Raquel Rizzo, Cleo Cavalcantty, Bia Sartoretto, três mulheres e artistas de diferentes idades que interpretam conflitos de geração e questionamentos sobre a profissão, a arte e o assédio, na montagem escrita e dirigida pela autora e produtora Pagu Leal. 

A ideia nasceu em conjunto com a  Procuradoria da Mulher de Curitiba e SATED Paraná ,  e trata principalmente das situações diárias de abuso moral; das “cantadas baratas” às expressões  chulas e “corriqueiras”. Experiência vivida por todas as mulheres brasileiras. Não importando idade , região ou classe social.  Expressões de atitudes carregadas de preconceito de gênero e, que assim dizer, estruturam nossa sociedade.  Segundo a autora Pagu Leal, a peça pode auxiliar muitas mulheres a reconhecer situações abusivas e fortalecer a auto narrativa, para que tenham a convicção de que suas impressões, ou incômodos, sejam realmente consideradas. “A arte possibilita ampliar a percepção para questões que muitas vezes nem percebemos como abusivas, e no palco isso fica muito claro”, revela a  autora e diretora. Pagu conta ainda que a produção da Sociedade Poética nasceu da necessidade de criar um material didático, acessível e empático sobre assédio moral. “Situação enfrentada por muitas mulheres no Brasil e que compõem um lamentável traço cultural, em muitos casos “naturalizado”, das hierarquias de trabalho”, diz.

Por meio da encenação, a peça dá uma nova abordagem ao tema em suas variações geracionais e atualizações éticas relacionadas às conquistas de direitos trabalhistas pelas mulheres. O espetáculo quer estimular a uma grande tomada de consciência sobre violência de gênero. A autora desenvolveu ao longo de 2023 uma pesquisa baseada em conversas com setores e segmentos da sociedade, sindicatos e categorias profissionais sobre o tema. Para Pagu, a peça liberta a narrativa das mulheres, legitima seus sentimentos e acolhe suas dores. “Foi o caso das classes artística teatral, da dança e com cantoras, buscando entender e desenvolver um projeto humano e sensível destacando a difícil decisão das vítimas de quando é hora de denunciar”, revela. 

O espetáculo fica em cartaz por duas semanas de 17 a 28 de abril: quarta a sexta às 20 horas. Nos sábados, com duas sessões: às 16 horas, e no segundo horário às 20:00, com intérprete em Libras. Já nos domingos as apresentações serão às 19 horas. 

Sobre Pagu Leal: Autora e diretora 
Há 30 anos em Curitiba a artista das Artes Cênicas, Pagu Leal já atuou em mais de 40 espetáculos profissionais como atriz. Ao longo de sua carreira, foi transformando a sua voz de atriz em uma voz autoral na dramaturgia e também como diretora artística. Em 2020 foi contemplada com o Prêmio Reconhecimento da Trajetória através da Lei Aldir Blanc.

Como dramaturga já teve diversos textos encenados , destaques para: 2021 “Do dia que Olhei no Espelho e Não me Encontrei”, 2011 “A Vênus das Peles” contemplado com o prêmio Myriam Muniz pela Funarte. “Difícil Amor”, contemplado pelo Troféu Poty Lazzarotto de Melhor Texto Teatral em 2004 e, “Que Absurdo!” texto selecionado no projeto: Dramaturgias Contemporâneas Brasileiras da Fundação Cultural de Curitiba. Teve seu próprio programa de humor na TV em 2011,”Coisas de Casal” na RPC TV, Globo Paraná, onde atuava e escrevia . Dentro das pesquisas em Filosofia tem se dedicado à Filosofia da Linguagem, com especial atenção aos estudos sobre Filosofia Analítica da Linguagem e Ética.

Sobre a Sociedade Poética
A Sociedade Poética nasceu em 2006 como consequência do desenvolvimento artístico e intelectual da atriz e autora Pagu Leal. E também, como possibilidade de escrever, produzir e incentivar produtos culturais relacionados à cultura poética de Curitiba e região metropolitana. Concomitante ao trabalho poético, autoral e teatral a Sociedade Poética também atua com profissionais das mais diferentes áreas através de cursos, atendimentos e workshops em Performance Comunicativa. Relacionando assim as práticas artísticas a conceitos filosóficos da oratória e argumentação, formação acadêmica da empreendedora Pagu Leal.

Serviço 
“CONTA-TE” 
Temporada: 17/04 à 28/04
(Quarta a sexta às 20h. Sábados às 16h e 20h – no segundo horário com intérprete em Libras. Domingos às 19h) 
Local: Teatro Cleon Jacques
Rua: Rua Mateus Leme, 4700 – São Lourenço, Curitiba
Entrada: Franca 
Duração: 1h20
Classificação: 14 anos

Fonte: bb_comunica

UYARA TORRENTE FAZ SHOW DO PRIMEIRO DISCO SOLO: MONTADA EM SEU CABELO, EM CURITIBA

Show no Jokers, marca nova fase ao reverenciar a história da artista num disco solar que celebra a vida. Uma estreia para dançar e emocionar com o lançamento do primeiro disco solo da carreira da vocalista da Banda Mais Bonita da Cidade, no dia 21 de setembro.

Após 5 anos de trabalhos e estudos, misturados a vida cotidiana e profissional de Uyara Torrente, a artista paranaense acaba de lançar o single “Ela Vem”, no início de agosto. A música faz parte do novo álbum lançado em 1º de setembro de 2023, da cantora, atriz e integrante d’A Banda Mais Bonita da Cidade há 14 anos, que realiza grande show para apresentar ao público curitibano o seu primeiro solo, o álbum Montada em Seu Cabelo, com 10 faixas, no dia 21 de setembro, às 20 horas, no Jokers em Curitiba.

O trabalho inédito na carreira da artista Uyara Torrente, nasce de um desejo muito genuíno de entendimento e de desafio. Para ela, foi com A Banda Mais Bonita da Cidade, que nasceu a cantora, “nunca imaginei que eu poderia assumir esse lugar, e isso foi fazendo cada vez mais sentido ao longo dos anos. Cantar definitivamente tinha virado minha vida, minha melhor vida, mas junto com essa afirmação, a curiosidade de entender que cantora eu era para além da Banda Mais Bonita”. Ela conta ainda que com a Banda sempre teve suporte e segurança, e esse novo momento trouxe questões e o desejo de explorar outras vertentes musicais. “Pra mim foi e é muito desafiador esse processo, porque está intrinsecamente ligado aos processos pessoais, que trazem inevitavelmente as inseguranças, os medos, tudo isso está presente ali. Como uma fotografia sonora. Fazer esse disco foi como montar um quebra cabeça de mim mesma”, conta com sensibilidade sobre a novidade.

Em 2017, Uyara confidenciou para o amigo de banda e produtor musical paranaense Marano, o desejo de lançar um projeto solo. Ele a incentivou prontamente e começou então sua busca pelo seu repertório e sua sonoridade. Em 2018 surgiu o single A Temperança, mas também o desejo de pesquisar mais calmamente as músicas e o estilo que melhor expressaria sua alma. Em 2021, esse levantamento estava concluído e Uyara mergulhou no estúdio com sua equipe para iniciar oficialmente o processo de criação do disco. “Agora finalmente ele está pronto para estrear em todas as plataformas e palcos possíveis”, conta animada.

No repertório, sucessos antigos e músicas inéditas, de autores como Hermes Aquino, Chico César, Lulu Santos, Paulo Leminski e Letrux ganharam uma roupagem moderna. “Ela Vem” foi lançada no dia 8 de agosto, como single de estreia e é a única composição de Uyara, feita em parceria com o escritor e músico carioca Vitor Paiva.

SERVIÇO
Data: 21 de setembro de 2023
Horário: 20h
Local: Jokers
Endereço: Rua São Francisco, 164 – Centro
Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/show-de-lancamento-do-disco-montada-em-seu-cabelo-uyara-torrente/2146531?share_id=copiarlink
Ouça aqui: https://tratore.ffm.to/montada

Crédito foto: Marco Novack

Sobre Uyara Torrente
Uyara é cantora e atriz. Está há 14 anos à frente d’A Banda Mais Bonita da Cidade, banda que fundou com os amigos enquanto cursava Artes Cênicas em Curitiba para cantar as músicas dos compositores locais da mesma geração. A banda estourou já no ano de 2011. De lá para cá, lançaram quatro álbuns, tocaram em todo Brasil e em Portugal, França, Espanha, Venezuela, Colômbia, Argentina e Uruguai. Uyara já dividiu o palco com grandes nomes da música brasileira como João Donato, Paulinho Moska, Paulo Miklos, Dado Villa-Lobos entre outros.

Nascida na cidade de Paranavaí, interior do Paraná, cresceu acompanhando seus pais músicos em shows e pelo interior do país e ouvindo músicas tradicionais do seu estado e região.

Uyara formou-se em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná, foi premiada em 2012 como melhor atriz pelo filme “Nervo Craniano Zero” no festival Montevidéu Fantástico. Sua última peça, Penélope, esteve em cartaz no Festival Midrash de Teatro em 2021 (que naquele ano aconteceu virtualmente) e estreou efetivamente em Curitiba no Teatro José Maria Santos, em 2023.

Em 2018, lançou seu primeiro single solo, A Temperança.

www.instagram.com/uyaratorrente
www.twitter.com/uyaratorrente

Ficha Técnica do Show
Direção musical: Marano
Banda:
Uyara Torrente – voz
Fernanda Cordeiro – trombone
Larissa Oliveira – trompete
Bianca Godoi – bateria
Du Gomide – guitarra e programações

Faixa a Faixa por Uyara Torrente

01) ELA VEM:
Tinha vindo essa imagem na minha cabeça, como uma miração, uma mulher meio mítica, onírica, que vinha montada em seu próprio cabelo, que tinha ao mesmo tempo sorriso e raiva. Cantarolei umas frases e mandei pro Vitor (Paiva), que trouxe ainda mais complexidade pra essa personagem, uniu às minhas imagens míticas, sentimentos humanos. Gosto dessa personagem, da contradição, da completude, da autonomia. vontade de amar e vontade de matar, vontade de dançar e vontade de vingar. ela – É – e ponto.

02) SOL DE MEIO DIA
Pra mim uma é uma clássica balada pop, romântica, apaixonante, aliás, especialidade de Leo Fressato, o compositor. Quis cantá-la no primeiro instante que ouvi. Todo mundo tem uma história de quase amor, de quase possibilidade, gosto das possíveis identificações que público pode vir a ter. Me encanta também o arranjo criado para ela, uma onda meio Cassiano, a catarse na suavidade.

03) EU VOU SEQUESTRAR VOCÊ
Também foi uma dessas músicas que quis cantar imediatamente, assim que ouvi. Amo a trajetória, a dramaturgia da música, na letra e na melodia. Uma história sendo contada por imagens tão sensoriais, me arrepiava enquanto ouvia, tinha os sentidos todos aguçados, pensei – preciso cantar essa música.

04) PUDERA
O processo de pudera foi curioso, porque às vezes os encontros são imediatos e às vezes são como uma paquera, um ir se reconhecendo. Fiquei muito honrada de ter uma música composta pelo Lucas e pela Letícia (Letrux) especialmente para o meu disco, e fui me encontrando com e na música, e quando o encontro se deu foi definitivo. A letra se aproxima muito das conversas que tenho comigo mesma, dentro da minha cabeça. Os entendimentos, os processos de aceitação, do que deixar ir, do que afirmar.

05) NUVEM PASSAGEIRA
Essa música ficou anos guardada dentro de mim, tenho uma memória de infância, não sei se era uma trilha de novela ou o quê, mas esse refrão aparecia direto na minha cabeça, durante a vida toda, quando fui gravar o disco o nome dela se iluminou como um letreiro, voltei pra letra, afirmei as identificações que sinto, e pronto, fazia todo sentido.

06) PEQUI
Foi a última música a entrar pro disco, a princípio seriam 9 músicas, mas um dia no estúdio enquanto a gente se organizava pra começar os trabalhos do dia, o Du Gomide (um dos produtores do disco e compositor da música junto com Raissa Fayet) começou a tocar a cantar meio baixinho, e eu ouvi de longe e pedi se ele poderia tocar novamente, fui achando tão interessante e já visualizando um caminho de arranjo. Acho que de certo modo ela era aquela peça do quebra cabeça que estava faltando.

07) SEREIA
Também tem esse lugar de memória infância, Sereia foi um grande sucesso nos anos 90, todo mundo amava, acho que tem um lugar no imaginário das pessoas, e sinto também que tem uma geração que não conhece, então acho bonito demais acariciar a memória de quem viveu a música nos anos 90 mas também de apresentá-la, de certo modo, para quem ainda não conhece. Sinto que as imagens da letra se transferem, se traduzem também na escolha do arranjo, na escolha do tempo, em cada instrumento dessa versão.

08) NOSSA FORÇA
A versão original de Nossa Força vem de um contexto da Ayahuasca, foi composta pelo Marano (que é também diretor e produtor musical do disco) como “música de trabalho” (música usada em rituais de Ayahuasca) e embora eu compreenda, afirme e respeite esse lugar, sentia que a letra poderia extrapolar esse ambiente, sentia que ela poderia ser mais “universal”, como um tipo de mantra pessoal, poderia ser realocada para cada pessoa diante de suas trajetórias. Todo mundo em algum momento disse pra si mesmo “não tenha medo”. Antes de gravá-la, já me sentia estimulada pela letra, e acho precioso quando isso acontece.

09) CARACAJUS
Estava ouvindo “Estado de Poesia” do Chico César assim que o disco saiu, e de repente fui completamente sugada pela segunda música, sabe aquela sensação que tudo em volta parou e só existia aquelas imagens, aquelas palavras? – Preciso cantar essa música- e por mais pretencioso que isso parecesse naquele momento, esse desejo continuou aceso em mim, como um fogo. E aí está.

10) LUZES
Luzes pra mim é uma música épica, um chamamento à luz, ao fogo, a qualquer fagulha, possibilidade de iluminação. Acho de uma poesia emocionante, como não poderia deixar de ser sendo uma composição de Paulo Leminski.

Crédito foto: Marco Novack

COM POEMAS DE FEDERICO GARCÍA LORCA E DIREÇÃO PERUANA O PARANÁ RECEBE EM MAIO O ESPETÁCULO “FLAMENCO PARA TODOS”

Dirigido e encenado por Sandro Tueros, espetáculo vai circular o Paraná em 12 municípios com 15 apresentações e oficinas gratuitas


Na foto, o ator peruano radicado em Curitiba, Sandro Tueros que além de atuar e assinar a direção do espetáculo, divide o palco com Cris Macedo, Tânia Moruna e Alê Palma. 

Entre 04 e 28 de maio, o Paraná será o palco de encontro para celebrar a cultura espanhola. Com a direção assinada por Sandro Tueros, o espetáculo “Flamenco Para Todos” reúne poemas do escritor espanhol Federico García Lorca (1898-1936), onde poesia, música e dança flamenca se encontram e fazem fusão rítmica e dramaturga.

Além das apresentações também será ministrada em cada um dos 12 municípios paranaenses a oficina sobre a relação poética de Lorca e a cultura flamenca, ambos com a entrada gratuita ao público. Os espetáculos contam com acessibilidade em LIBRAS.

A partir das obras “El Romancero Gitano” (1928) e “Poemas Del Cante Jondo” (1931) de Federico Garcia Lorca, os poemas românticos interpretados em cena originalmente em espanhol e legendados em português, propõem ao público uma viagem sensorial entre sotaques, tradição, música e claro, à sensualidade da dança flamenca.

“La Guitarra”, “El Silencio”, “Encuentro”, “La Casada Infiel” são algumas das poesias responsáveis em promover a aproximação do público com a rica cultura literária espanhola de Lorca.

“A poesia de Lorca é complexa, mas furar esta parede é imprescindível. Principalmente, quando o público tem acesso às obras e a cultura flamenca. Quando você tem a poesia, dança e o violão flamenco, não há como não ser impactado por esta rica junção autenticamente espanhola”, promove Sandro Tueros que, além de estar em cena e assinar a direção do espetáculo, também é o responsável pela fundação da ST Produções Teatrais – empresa responsável pela produção e Realização do projeto.

Em “Flamenco Para Todos”, o espetáculo conta em seu elenco com duas bailaoras – como são chamadas as bailarinas de flamenco – Cris Macedo & Tânia Moruna e o músico Alê Palma, compositor da trilha sonora original.

Acompanhado pelo violão flamenco, Alê Palma executa todas as músicas ao vivo, unindo a construção melódica pelo ritmo do Taconeo – como é chamado originalmente o sapateado flamenco.

“A bailaora Cris Macedo é uma das principais coreógrafas de flamenco do país. E quando se trata do flamenco, ela é unanimidade, pois desde a década de 1990 é responsável por disseminar o estilo pelo Brasil além de ser fundadora do Estudio y Compañía Aire Flamenco”, ressalta Sandro sobre Cris, que já produziu inúmeros espetáculos e dividiu palco com grandes artistas flamencos brasileiros e também da Espanha.

Sobre a oficina
Da magia dos palcos ao processo pedagógico, o projeto “Flamenco Para Todos”, em cada um dos municípios, vai realizar a oficina “Cruzamentos entre o Flamenco e Garcia Lorca: contribuições para a literatura”.

Destinada para professores, estudantes e público em geral, o elenco do espetáculo apresenta a relação histórica do flamenco e a influência do poeta e dramaturgo Federico García Lorca, tanto em âmbito teatral quanto literário.

A oficina híbrida, entre teoria e prática, demonstra a contribuição do flamenco e a disseminação da cultura espanhola ao redor do mundo, e propicia ao público a noção sobre as características identitárias da música latina.

As oficinas serão ministradas pela dançarina e pesquisadora da cultura flamenca Tânia Moura e pelo músico flamenco Alexandre Brown Palma, mestre em musicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Circular com este espetáculo por 12 cidades do nosso Estado e levá-lo a milhares de espectadores em 15 apresentações, representa não somente o reencontro desta arte universal com o espectador que tanta falta nos fez, mas também a certeza de que o teatro, a dança o circo e todas as artes que dependem do espectador, precisam estar sempre de portas abertas, tanto quanto o nosso desejo de tocar a cada um que nos assista com a nossa palavra, música e baile flamencos, num reencontro sempre ‘abierto’ [aberto em portugues]” ensina Sandro Tueros. 

Entre as cidades contempladas para receber o espetáculo em maio estão: Rio Negro (04 e 05), Campina Grande do Sul (06), Palmeira (10), Mandirituba (11), Irati (12 e 13), União da Vitória (14), Telemaco Borba (18), Laranjeiras do Sul (20), Palotina (21), Guaira (24 e 25), Medianeira (26) e Assis Chateaubriand (28).

“Flamenco Para Todos” é um projeto realizado com incentivo do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura/PROFICE – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná e com o apoio da Companhia Paranaense de Energia COPEL.

Sobre o flamenco no Brasil
Desde 2010, o flamenco é reconhecido pela UNESCO como patrimônio imaterial da humanidade. Com origem a partir da Espanha, em bairros pobres habitados por ciganos (conhecidos por as gitanerias). O flamenco foi influenciado pela cultura árabe, judaica e cigana, onde há cada geração a expressão artística é incorporada e promove a sua história ancestral.

No Brasil, o interesse por essa arte está em expansão, principalmente em meados do século XX com a chegada dos imigrantes espanhóis. Contudo, ainda enfrenta várias dificuldades em sua difusão, principalmente pela falta de incentivo. Entretanto, em algumas regiões, principalmente ao sul do país, a cultura flamenca é destaque como produção artística e cultural.

Sobre Sandro Tueros
Natural da cidade de Lima, capital do Peru, Sandro Tueros iniciou seu trabalho artístico aos 17 anos de idade, a partir do curso de arte dramática pelo Club de Teatro de Lima. Radicado no Brasil, desde 1995 atua como ator, diretor e produtor teatral.

Entre os destaques de sua trajetória nacional, em filmes, atuou em “O Mirador” (2018) de Bruno Costa e estrelou as séries “Contracapa” (2017) e “Colônia Cecília” (2012). Em TV aberta, integrou o elenco da série “O Caçador” (2014) com direção geral de José Alvarenga e produção da Rede Globo de Televisão.

Dos palcos, “Palavra Flamenca” (2015), “Norman, Comedor de Livros” (2015), “O Príncipe e a Aviadora” (2019) e “Flamenco Para Todos” (2022/2023), são alguns dos principais destaques como diretor. Ao longo de três anos, também foi ator associado e produtor da Companhia de Teatro Sia Santa, em Campinas – SP. É graduado em Artes Cênicas – Bacharelado – Direção Teatral pela Faculdade de Artes do Paraná (2004) e com pós graduação, pela Universidade Tuiuti do Paraná, em Língua e Literatura Espanhola (2011).

Há mais de dez anos, Sandro é o responsável pela ST Produções Teatrais, produtora com sede em Curitiba, responsável pela realização de diversos projetos em todo o país.

Ficha Técnica
Das obras El Cante Jondo & El Romancero Gitano de Federico García Lorca
Direção de Produção: ST Produções Teatrais
Direção e interpretação: Sandro Tueros
Roteiro e Tradução ao português: Sandro Tueros
Músico e Compositor: Alê Palma
Bailaoras intérpretes Criadoras: Cris Macedo & Tânia Moruna
Bailaoras em vídeo: Fernanda Gimenez & Tânia Moruna
Cenário: Guenia Lemos – Prego Torto
Figurinos: Marcelo Salles & André Posselt
Projeto de iluminação: RZLuz
Técnico operador de Luz: Alexandre Luft
Adereços de cena: Máscaras e Fantasias
Caracterização para vídeo: Felipe Emmanuel Prochmann
Maquiagem para vídeo: Pedro Laurentino Luiz
Designer gráfica: Guenia Lemos
Assessoria de Imprensa: Cabana Assessoria – Lucas Cabaña e Janaina Fellini
Produção local: Enrique Gaio, Rodrigo Duarte, Dizi Joanassi, Andrio Robert, Milene Galvão, Licio Ferreira, Camila Castellón, Serli Andrade, Tiago Centena, Yago Marques, Zé Alves e Alessandra Janssen
Montador: Aladir Carlos da Silva, Cleverson de Paula Franco, Elisane Ramirez Pires, Erivelton Rosa Carvalho, Gabriel Gonçalves, Gilson Marcio do Nascimento, Guilherme Dantas de Freitas, Kewin Stach, Lucas Muniz de Almeida, Luciano França da Silva Ferreira e Pablo Henrique de Oliveira da Silva

Secretária: Andriele Tatiane Baptista, Denise de Fátima Stadler, Elizabeth da Silva Guimarães, Graciela Regina Lopes, Jéssica Richert Cordeiro da Silva, Jhennifer da Silva Vogado, Naiane Pedreira Correia, Pamela Salvador, Pricila Aparecida da Cruz, Raíssa Negroni, Ruth Maciel Dorilêo de Lima e Schirlei Terezinha Ribeiro Kraemer

Tradutor LIBRAS: Ana Paula Toledo Silva de Bassi, Corrêa Hilgemberg, Damaris Kleiss Magalhaes Pereira, Ereci Maria dos Santos Krzyzanowski, Janaine dos Santos da Silva, Joelma Mazzo, Karianny Aparecida Gerotto del Mouro, Leislie Francieli Vasconcelos da Silva, Nelci Rodrigues dos Santos, Pâmela Sabrina Hobi Maltauro, Rosangela Marcilio Bogoni, Sarah Tamara, Tania Aparecida Martins

Contrarregra: Andre Carlos de Godoi, Andressa Talyne Kraemer, Cleiton de Souza, Domingos Sávio de Lima Martinez, Domingos Sávio de Lima Martinez, Edmar de Lima, Gabriel Gonçalves, Julio Cesar Queiroz Correia, Lucindo José Machado, Mauro Sérgio Souza Pinto, Victor Nascimento Raimundo, Vitor Leonardo Nasato

Filmagem, Montagem e Edição de vídeo: BR Filmes
Direção cinematográfica: Orlando Brasil
Direção de Fotografia: Paulo Silveira
Assistente de Direção para vídeo: Nathalia Camargo
Captação de áudio para vídeo: André Kloss & Joaquim Kloss
Edição e mixagem de áudio: Kloss Estúdio
Câmera e Making of: Edson Roberto Martins
Curso audiovisual de flamenco: Victor Carlim
Técnico e montagem de luz para vídeo: Bruno das Almas Ferrari
Costureiras: Eunice Salles & Valéria Salles

Duração: 60 minutos aproximadamente.
Classificação: Livre
Origem: Curitiba – Paraná
Idioma: espanhol (legendado em português)
Ano de criação: 2021

Agradecimentos Especiais:
Centro Cultural Teatro Guaíra
Teatro José Maria Santos
Padaria América
Catharine Hill Maquiagens
Senhora Yara Chaves
Senhor Eduardo H. Engelhardt
Miri Galeano & Perla Flamenca – Consultoria coreográfica no Baile Soleá
Agência do Trabalhador da Cultura do Paraná
Aos Secretários da Cultura e produtores locais das cidades envolvidas que acolheram nosso espetáculo.

Redes Sociais
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OFICINA EMARANHADAS

Participe da Oficina Emaranhadas @linguaranhadas da @mostrafexo nesta segunda (3/abril) e terça-feira, 17h-19h, no @teatrotelab da @fap.unespar em curitiba com entrada franca.

Oficina seguida de apresentações sempre às 19h, com entrada livre.

O Teatro fica na Rua dos Funcionários, 1756, Cabral, Curitiba – perto da FAP e do setor de ciências agrárias da ufpr.

Nosso @sebinhofatoagenda expõe livros e discos neste evento. Venha!

RISOFLORA FESTIVAL DE CARNAVAL

O @risoflorafestival acontece entre os dias 17 à 21 de fevereiro, de sexta à terça de carnaval, em São José dos Pinhais-PR, no Tio Miro Acampamentos: uma chácara com mais de 63 mil metros de área verde, com lagos, trilhas, nascentes e ótima estrutura para receber nosso festival multicultural.

Serão cinco dias de música, arte, teatro e natureza. Com programação infantil, oficinas, bazar, e é claro que o @sebinhofatoagenda também irá participar com seus livros e discos!!!

SHOWS:
Sexta:
23h – @fandanguara

Sábado:
15h30 – Xande Lírios
17h30 – @thais.morell
20h30 – @relespublica
22h30 – @orquestrafriorenta

00h – Festa Saga

Domingo:
15h30 – @leofressato
17h30 – @rubiadivino
20h30 – Rosa Armorial
22h30 – Confraria da Costa
00h – @bailedolula

Segunda:
15h30 @janinemathias
17h30 @Osencantados
20h30 @RaissaFayet
22h30 @MumbaiExpressbrasil
00h @osEngraxates

Terça:
15h30 – Siri bloco
17h30 – Riso Bloco
20h30 – @vulcaniotica
22h30 – @dimelo_imorrivel
00h – Pipoca da Jay (@jaydeoya)

OFICINAS:
Fotografia documental, Produção de Cerveja Artesanal, Dança Cigana, Poesia Marginal, Dança do ventre, Ioga.

PROGRAMAÇÃO INFANTIL:
A Colônia Risoflora acontece de sábado a terça durante o horário dos principais shows, permitindo que as mamães e papais possam curtir, enquanto a equipe do @tma.acampamentos toma conta dos pequenos. Na colônia está incluso jantar, lanche e monitoria na proporção de 1 monitor a cada 10 crianças.

O Tio Miro Acampamentos é especialista em receber escolas e grupos infantis tendo como clientes algumas das mãos exigentes escolas da região sul do Brasil.

Confira PROGRAMAÇÃO COMPLETA no insta: @risoflorafestival

LOCAL:
@tiomiroacampamentos conta com chuveiros a gás, vestiários, piscina, restaurante, lanchonete 24h, bares operados pelo festival, área coberta para os shows, arvorismo, escalada, parquinho, caiaques, horta, animais, pomares e uma equipe de monitoria para as crianças.

O Festival Risoflora de Carnaval é uma realização de: @libelulafestival @curitibajazzfestival

Muito obrigado por convidar nosso @sebinhofatoagenda, @ca.fonna! ❤️

Tmj: @hype.brasil @fatoagenda

Ingressos: https://loja.risoflora.online/

“MOLHEM MINHA GOELA COM CACHAÇA DA TERRA” É APRESENTADA NO FESTIVAL DE ÓPERA DO PARANÁ

A obra dramática-musical que faz homenagem aos 200 anos da Independência do Brasil tem como pano de fundo o Alambique Boa Vista, que pertenceu ao irmão de Tiradentes

Quando, na forca, perguntaram a Tiradentes
sobre o seu último desejo, ele respondeu:
“Molhem minha goela com cachaça da terra!” 

O espetáculo “Molhem Minha Goela com Cachaça da Terra” chega ao Festival de Ópera do Paraná, com duas apresentações com entrada gratuita. Em 12/11 (sábado) às 18h, haverá a primeira apresentação na cidade de Araucária, na Casa Eliseu Voronkoff. No dia seguinte, 13/11 (domingo) às 18h, será em Curitiba, no Guairinha.

 “Molhem Minha Goela com Cachaça da Terra” é uma obra dramática-musical sobre a Inconfidência Mineira, revolta anticolonial no Brasil do século 18. Movimento de caráter republicano e separatista. Liderada por representantes da capitania de Minas Gerais, contra o domínio da coroa de Portugal, também ficou conhecida como Conjuração Mineira. Os revolucionários, batizados de inconfidentes, demonstraram sua insatisfação com a política fiscal praticada por Portugal. A revolta fracassou e teve no alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, seu líder. Esta obra é dedicada ao único inconfidente negro, que também foi alferes, Vitoriano Gonçalves Veloso.


Alambique Boa Vista, cidade de Coronel Xavier Chaves (MG), que era frequentado por Tiradentes

A obra tem como pano de fundo o Alambique Boa Vista, localizado na cidade mineira de Coronel Xavier Chaves, que pertenceu ao irmão de Tiradentes, Domingos. Estabelecimento que era frequentado pelo mártir da luta pela independência. Importante lembrar que a cachaça era proibida pelos portugueses no Brasil Colonial. Por esta razão, os inconfidentes apreciavam a bebida em suas reuniões secretas como símbolo de brasilidade e liberdade.


Luiz Carlos Prestes Filho e Fernando Chaves,10ª geração de descendentes diretos de Tiradentes, atual gestor do Alambique Boa Vista. Foto: Entrada do Alambique Boa Vista, cidade de Coronel Xavier Chaves-MG

“Molhem minha goela com cachaça da terra” foi apresentada nas cidades mineiras de Coronel Xavier Chaves, São João del-Rei e Tiradentes, pela orquestra da Universidade Federal de São João del-Rei, com a regência do maestro Modesto Fonseca. Realização da Aquarius Produções Culturais. Momento quando os compositores, músicos e soprano puderam conviver com os descendentes diretos de Tiradentes.

A obra fez parte das atividades de comemoração dos 200 anos da Independência, promovidas pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Na ocasião o estudioso de música brasileira, Ricardo Cravo Albin, e o maestro e importante compositor de música contemporânea, Ricardo Tacuchian, realizaram análise sobre a originalidade da obra.

Degustação de cachaça
Dias após as apresentações do espetáculo, serão realizadas duas degustações de cachaças em Curitiba, em 16/11 (quarta-feira) às 19h30 no Restaurante Nina (Rua Marechal Deodoro, 847) e em 17/11 (quinta-feira) na Cachaçaria Regui Brasil (Rua Cel. José Carvalho de Oliveira, 231, bairro Uberaba). Em ambos os eventos serão degustadas as cachaças Século XVIII (a cachaça que Tiradentes apreciava, hoje produzida pelo Alambique Boa Vista), Werneck, Magnífica, Pereirinha, Vilarejo, Santa Fé, Dona Bega e Regui Brasil. As degustações serão orientadas por Orlando Osmar Regis, cachaceiro de profissão e colecionador e Lucia Regis, presidente da Confraria Paranaense da Cachaça. O evento de quinta-feira na Cachaçaria Regui Brasil contará ainda com a presença de Deisy Regis Stange, especialista em destilados e gastronomia com cachaça na equipe que orientará as degustações. Neste dia, também será promovido um bate-papo sobre a obra dramático-musical “Molhem minha goela com cachaça da terra”. Nas duas ocasiões serão sorteados 10 livros “Trilogia Heroica” de autoria de Luiz Carlos Prestes Filho. A obra “Molhem minha goela com cachaça da terra” faz parte desta publicação da Editora Quanta.

O espetáculo “Molhem Minha Goela com Cachaça da Terra” tem apoios das cachaças Século XVIII, Regui Brasil, Werneck, Magnífica, Vilarejo, Dona Bega e Santa Fé; das pessoas físicas Paulo Bracarense, Fernando Chaves, Rubens Chaves, Sinoel Batista, Luiz Alfredo Salomão e Frederico Lemos; e do Observatório da Cultura do Brasil.

Serviço:
“Molhem Minha Goela com Cachaça da Terra”
Apresentações no Festival de Ópera do Paraná
– Dia 12 de novembro de 2022, 18h, em Araucária, Casa Eliseu Voronkoff (Rua Julieta Vidal Ozório, 413 – Centro)
– Dia 13 de novembro de 2022, 18h, em Curitiba, no Guairinha (R. XV de Novembro, 971 – Centro)
https://www.festivaldeopera.org/

Poesia e letras das canções para soprano e orquestra: Luiz Carlos Prestes Filho
Pesquisa histórica: Ivan Alves Filho e Luiz Carlos Prestes Filho
Música: Lucas Bueno e Luiz Carlos Prestes Filho
Soprano: Júlia Félix
Arranjos: Modesto Fonseca
Quarteto de Cordas (Universidade Federal de São João del-Rei):
Violino: Lucas Paiva; Violino: Bruno Lucena;
Viola: Kennedy Oliveira; Violoncelo: Lara Cota
Produção: Ricardo de Moraes

ESPETÁCULO DE TEATRO-DANÇA PARA O PÚBLICO INFANTIL FALA SOBRE MOMENTOS INESQUECÍVEIS DA INFÂNCIA

Espetáculo A menina; o cachorro; o velho… Foto: Larissa de Lima.

A estreia de “A menina; o cachorro; o velho” arrecadará alimentos para instituições de apoio às crianças e aos idosos

O Obragem Grupo de Teatro estreia seu mais novo espetáculo de teatro-dança para o público infantil, “A menina; o cachorro; o velho..”, no dia 29 de outubro, às 16h, no espaço da cia (Alameda Júlia da Costa, 204 – São Francisco, Curitiba). A temporada segue até o dia 13 de novembro e cada ingresso será trocado por um quilo de alimento não perecível e sem origem animal. A arrecadação é destinada às instituições de apoio à criança e/ou idoso. Para fazer a reserva basta acessar aqui

A peça mostra que a solidão pode ser vivenciada por pessoas de todas as idades e inclusive pelos animais. No entanto, nós podemos extrair uma experiência de aprendizado com esse sentimento e, ainda, vivenciar a amizade como uma forma de nos despertar para um mundo novo. Com cenas coreografadas e música executada ao vivo, a personagem Augustina caminha no Tempo e reencontra os amigos Galápagos e Havaí, para nos mostrar a importância dos pequenos instantes da vida, com uma história repleta de vivências de tolerância e amor.

Segundo a dramaturga e diretora Olga Nenevê “diante de tempos tão sombrios, a peça trata de importantes assuntos para crianças e adultos, como o abandono; a morte; e a nossa capacidade de transformação de uma forma tocante”, aponta a diretora.

O espetáculo, com indicação livre, tem duração aproximada de 50 minutos e  integra as ações comemorativas dos 20 anos de atuação contínua do Grupo Obragem de Teatro. “A menina; o cachorro; o velho…” será apresentado para crianças de escolas públicas gratuitamente e para o público espontâneo, com ingresso solidário (1kg de alimento). As reservas para as sessões devem ser feitas com o mínimo de 24h de antecedência. Ainda, no dia 28 de outubro, o Grupo realiza uma apresentação especial na programação de teatro para crianças “Janelas”, realizada pela Ave Lola Trupe de Teatro.

Sobre o Grupo Obragem de Teatro
Dirigido pelos artistas Olga Nenevê e Eduardo Giacomini, o Grupo Obragem LIGA PESSOAS e promove EXPERIÊNCIAS, que estimulam novas visões de mundo. Desde a sua fundação, em 2002, o Grupo Obragem cultiva e fortalece o pensamento artístico, como potente instrumento para o crescimento humano. Com várias produções, com trabalhos para público adulto e infantil, a Obragem já circulou por várias cidades do Brasil e participou de importantes eventos culturais como: Festival Internacional de São José do Rio Preto; Festival Internacional de Londrina – Filo; circulou pela Caixa Cultural SP e BA; SESI/SP e SESI/PR.

“PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA ESTADUAL DE FOMENTO E INCENTIVO À CULTURA (PROFICE) – SECRETARIA DE ESTADO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL E DA CULTURA – GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ, COM INCENTIVO DA COPEL.”

Ficha técnica
Dramaturgia e direção: Olga Nenevê
Elenco: Ane Adade/ Eduardo Giacomini/Guenia Lemos/Patrícia Machado
Trilha musical original e direção musical: Gilson Fukushima
Músico intérprete: Ravi Brasileiro
Cenário: Guenia Lemos
Iluminação: Wagner Corrêa
Figurino: Eduardo Giacomini
Maquiagem: Marcelino de Mirandha
Designer gráfico: Alessandra Nenevê
Assessoria de comunicação: Jamilssa Melo e Larissa Lima
Produção executiva: Grupo Obragem de Teatro
Assistente de produção: Ariel Pascke
Captação de recursos: Caroline Roehrig
Empreendedora: Olga Nenevê

Serviço:
O quê: “A menina; o velho; o cachorro; …” – peça de dança e imagens para crianças
Quando: 29/10 a 13/11 – sábados e domingos 16h – sextas-feiras 19h
SESSÕES:
– SESSÃO 1: 29/11/2022 (SÁBADO), ÀS 16H.
– SESSÃO 2: 04/11/2022 (SEXTA-FEIRA), ÀS 19H.
– SESSÃO 3: 05/11/2022 (SÁBADO), ÀS 16H.
– SESSÃO 4: 06/11/2022 (DOMINGO), ÀS 16H.
– SESSÃO 5: 11/11/2022 (SEXTA-FEIRA), ÀS 19H.
– SESSÃO 6: 12/11/2022 (SÁBADO), ÀS 16H.
– SESSÃO 7: 13/11/2022 (DOMINGO), ÀS 16H
Onde: Espaço Obragem – criação e compartilhamento artístico
Alameda Júlia da Costa, 204 – São Francisco, Curitiba
Quanto: 1Kg de alimento não perecível e sem origem animal
Classificação: Livre
Reservas: aqui
Contato para falar sobre reserva: (41) 99652-5491
Contato de imprensa: Jamilssa Melo l (41) 9 9902-1070