Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
Carmem Miranda – Foto Hulton Archive – Getty Images
“O que é que a Maria tem?” será apresentado nos dias 18 e 19 de maio, às 16h, no Teatro Sesi Portão, com ingressos a partir de R$ 10
O Teatro Sesi Portão recebe o espetáculo “O que é que a Maria tem?”, da Cia Analgésica Adalgisa, nos dias 18 e 19 de maio, às 16 horas. A partir da biografia da cantora Carmen Miranda, ícone da cultura brasileira, a peça constrói uma fábula repleta de cores e musicalidade. Ingressos nos valores de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). A venda será feita no local com 1h de antecedência.
Ao ouvir os adultos perguntando “O que é que a Maria tem?”, a pequena Maria, nome de batismo da cantora Carmen Miranda, se põe a investigar quais são as suas qualidades, desejos e ideias. As peraltices de infância, a relação com os irmãos, com a música, com o rádio e com o carnaval estão presentes no fio condutor da narrativa.
O espetáculo que metaforiza a formação identitária e o respeito às individualidades tem seu percurso desenhado a partir de um estudo sobre a vida e obra de Carmen Miranda, uma das principais artistas do século XX. Carmen é um nome importantíssimo para a construção e discussão da identidade brasileira, e vários elementos de sua biografia são apropriados para a construção deste espetáculo, que mescla a presença de atores e bonecos a partir de diversas técnicas de manipulação.
TEATRO SESI PORTÃO APRESENTA: “O que é que a Maria tem?” Data: 18 e 19 de maio Horário: 16 horas Classificação: livre Valor: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) Local: Teatro Sesi Portão Endereço: Rua Padre Leonardo Nunes, 180, Portão, Curitiba Observação: retirar ingresso com 1 hora de antecedência. Sujeito a lotação.
SESI CULTURA Foi em 2008 que a Regional Paraná do Serviço Social da Indústria inaugurou uma área especificamente dedicada ao desenvolvimento de ações culturais ancoradas nas diretrizes previstas na Declaração Universal dos Direitos do Homem, como a diversidade, a pluralidade e a autonomia. Desde então, o Sesi Cultura Paraná tem promovido o acesso à cultura com foco em programas de formação artística e cultural, investindo em processos criativos, formação de plateia para todas as linguagens e na formação e desenvolvimento cultural com vocação local. O Circuito Cultural Sesi, o Festival Sesi Música, os Núcleos Criativos do Sesi, o Zoom Cultural, os Programas Sesi Música, Sesi Arte, Sesi Audiovisual e Sesi Artes Cênicas são exemplos de programas desenvolvidos pela Gestão Cultural do Sesi. De 2008 até 2017, mais de um milhão de espectadores tiveram acesso à cultura por meio de cerca de 8,4 mil ações culturais realizados pelo Sesi Paraná. Todas essas ações sempre tiveram como objetivo o acesso ao bem cultural para o trabalhador da indústria, seus dependentes e para a comunidade de uma forma geral, além da difusão da arte em todas as suas manifestações, valorizando a diversidade e a pluralidade do povo brasileiro.
Espetáculo que integra o Projeto Câmbio, proposta de intercâmbio artístico, com dramaturgia mineira e direção carioca retorna em temporada no TEUNI com entrada gratuita.
Depois de uma temporada de casa cheia em 2017, O Leão no Aquário, a MINHA NOSSA Cia. de Teatro, volta em cartaz de 17 de maio a 3 de junho, quinta a domingo, sempre às 20h, no TEUNI – Teatro Experimental da Universidade Federal do Paraná, localizado no prédio histórico da instituição. O espetáculo é realizado através do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba, com distribuição gratuita de ingressos.
Um homem, parado frente a uma parede branca, se pergunta repetidas vezes: o que está acontecendo? A partir deste instante de perplexidade, O Leão no Aquário, escrita pelo mineiro Vinícius Souza, apresenta, via fragmentos, importantes figuras na vida deste homem (mãe, amigo, ex-mulher e filho). A encenação dirigida pelo carioca Diogo Liberano apresenta um jogo em que os cinco atores da MINHA NOSSA se alternam no papel dos cinco personagens. Neste jogo, o espetáculo convida o espectador a também experimentar a possibilidade de se colocar em outra posição.
Nas palavras do diretor: durante o processo, interpretamos a trajetória desse Homem que sai de sua casa natal como uma trajetória por vezes inevitável. Porém, mais do que a aceitarmos facilmente, descobrimos também a importância de aprender a retornar para a nossa casa, cientes de que a nossa casa é tanto o lugar de onde vamos embora como também o espaço que nos gera.
Nesse sentido, mais do que simplesmente apresentar a história desse Homem que parte de sua casa natal (que poderia ser qualquer um), interessou à MINHA NOSSA encontrar e reforçar a força dos elos afetivos, sejam familiares ou entre amigos. É na manutenção dos afetos que a vida contemporânea encontra o alicerce fundamental para sobreviver frente à violência social, política e econômica. Em processo, foi-se descobrindo que aquilo que bate à porta desse Homem, aquilo que instaura nele momentos diversos de perplexidade, são justamente os noticiários que todos os dias atravessam a nossa vida íntima e privada. O Leão no Aquário pergunta: é possível se manter indiferente à vida em sociedade?
Para a MINHA NOSSA Cia. de Teatro, além da intensa troca com os dois artistas convidados, o que esta criação traz à tona é a possibilidade de perguntar ao fazer teatral qual é o seu propósito em relação às pessoas que estarão na sala de espetáculo assistindo à peça. De acordo com os criadores curitibanos, interessa olhar novamente às questões familiares, porém, com mais cuidado, noutra duração, reconhecendo que, antes de serem problemas, os dilemas familiares fazem parte de todo e qualquer ser humano, sendo por isso necessário cuidar deles ao invés de ignorá-los.
O Leão no Aquário integra a segunda etapa do Projeto Câmbio, proposta de intercâmbio artístico visando criar três espetáculos diferentes, nascidos do encontro da companhia curitibana com três diretores-dramaturgos: Dimis Jean Sores (de Curitiba/PR), Diogo Liberano (do Rio de Janeiro/RJ) e Vinicius de Souza (de Belo Horizonte/MG). Em cada uma das criações, as funções dos artistas convidados mudam, alterando o intercâmbio de experiências e gerando a criação de espetáculos com poéticas diversas das já experimentadas pela companhia.
A primeira etapa do Câmbio gerou a criação de Primavera Leste, com dramaturgia de Diogo Liberano e direção de Dimis Jean Sores, tendo estreado em abril de 2016 no Teatro Novelas Curitibanas. A última etapa do projeto ocorre em 2018 tendo dramaturgia de Dimis Jean Sores e direção de Vinícius Souza, dramaturgo de O Leão no Aquário.
SINOPSE CURTA: Perplexo, parado em frente a uma parede de sua nova casa, um homem se pergunta o que está acontecendo no mundo.
SERVIÇO: Local: TEUNI – Teatro Experimental da Universidade Federal do Paraná Praça Santos Andrade, 50 – Centro – 2º andar do Prédio Histórico da UFPR. Data: de 17 de maio a 03 de junho de 2018, quinta a domingo, às 20 horas. Entrada franca – Classificação Indicativa: 14 anos – Duração: 65 minutos. OS INGRESSOS SERÃO DISTRIBUÍDOS A PARTIR DAS 19 HORAS. Contato: emaildaminhanossa@gmail.com / (41) 98418- 4463 – Inés Gutiérrez Confira a página do evento, aqui
Equipe de Criação Dramaturgia: Vinícius Souza Direção: Diogo Liberano Elenco: Fernanda Perondi, Léo Moita, Moira Albuquerque, Sávio Malheiros e Val Salles Cenografia e Iluminação: Erica Mityko e Raul Freitas Cenotécnico: Sérgio Richter Sonoplastia: Álvaro Antonio Figurino: Felipe Custódio e Val Salles Costureira: Ivete Rizzardi Fotografia: Lauro Borges Design Gráfico: Álvaro Antonio Colaboração Corporal: Bia Figueiredo Produção: Inés Gutiérrez Assistência de Produção: Raul Freitas Assessoria de Imprensa: Victor Hugo Mídias Sociais: Thainá Cardoso Incentivo: Grupo Positivo Captação de Recursos: Sauí Cultural Realização: Minha Nossa Cia. de Teatro e Girolê Produções Artísticas
Com direção de Ricardo Nolasco e dramaturgia de Francisco Mallmann e Leonarda Glück, a partir da obra do dramaturgo alemão Heiner Müller, Cabaret Macchina é uma pós-ópera em formato de cabaré de rua
Após estrear na Mostra Oficial do Festival de Curitiba, com participação especial da cantora Karina Buhr e se apresentar ao lado externo do Museu Municipal de Arte, localizado no bairro Portão, o coletivo Casa Selvática apresenta CABARET MACCHINA no Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná nos dias 5, 6, 26 e 27 de maio, nos sábados às 21h e domingos às 17h com entrada gratuita.
Os artistas da Casa Selvática vão às ruas de Curitiba em busca dos restos de um herói. O coletivo exercita assim uma nova possibilidade para o mundo, um espetáculo máquina desejante. No humor corrosivo de um famigerado cabaré, o dia-a-dia de vedetes encenando clássicos ocidentais em uma pós-ópera anti-edipiana. Dentro da cidade, personagens canônicas dos escombros de um teatro de guerra se encontrarão com os fantasmas de uma contemporaneidade que atira a tudo e a todos no grande vácuo do desuso.
A Casa Selvática tem sido uma das principais referências do estudo do cabaré como linguagem no Brasil, tendo realizado diversos espetáculos e proposto oficinas anualmente para seu aprofundamento. Cabaret Macchina pretende expandir a pesquisa do grupo, na construção de um espetáculo de teatro a ser realizado em espaço público, uma criação de dramaturgias que relaciona vivências, questões arquitetônicas e históricas da cidade.
Para mais informações acesse www.selvatica.art.br ou siga nossa fanpage Selvática Ações Artísticas ou nosso perfil no instagram @selvaticaoficial, e acompanhe toda a programação do projeto.
SERVIÇO: CABARET MACCHINA – UMA PÓS-ÓPERA ANTI-EDIPIANA Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná Rua XV de Novembro, 1299 – Centro de Curitiba 5, 6, 26 e 27 de maio de 2018 Sábados às 21h e domingos às 17h ENTRADA FRANCA PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.
Ficha Técnica: Dramaturgia: Francisco Mallmann e Leonarda Glück (a partir da obra de Heiner Müller); Direção Geral: Ricardo Nolasco; Direção de Movimento: Gabriel Machado; Direção Musical e Sonoplastia: Jo Mistinguett; Figurino: Cali Ossani, Stéfano Belo e Patricia Cipriano; Iluminação: Semy Monastier e Patricia Saravy; Maquiagem: Nina Ribas e Stéfano Belo; Elenco: Amira Massabki, Cali Ossani, Cesar Mathew, Leonarda Glück, Leo Bardo, Matheus Henrique,Nina Ribas, Patricia Cipriano, Patricia Saravy, Semy Monastier, Simone Magalhães, Stéfano Belo e Victor Hugo; Artista Convidada: Karina Buhr; Consultoria: Amabilis de Jesus; Mapeamento Urbano: Renata Cunali; Direção de Produção: Cacá Bordini; Assistência de Produção: Bruna Costa; Imagens: Amira Massabki; Design Gráfico: Thalita Sejanes; Captação de Recursos: Meire Abe; Realização: Selvática Ações Artísticas e O Estábulo de Luxo; Fotografias: Mariama Lopes
A premiadíssima montagem da companhia brasileira de teatro, em parceria com a atriz e produtora Renata Sorrah, faz nova temporada em Curitiba
Até que ponto é possível sonhar a mudança? Será que estamos condenados a repetir indefinidamente os mesmos ritos incompreensíveis, a viver uma sucessão interminável de casamentos e funerais que, vistos sem ilusões, não significam nada? Por que continuar? Para que continuar? Essas são questões que a peça KRUM traz para o palco. Escrita pelo dramaturgo israelense Hanoch Levin (1943-1999), foi encenada pela primeira vez no Brasil pela companhia brasileira de teatro, de Curitiba.
KRUM é uma peça com dois enterros e dois casamentos. Não existem grandes feitos, tudo é ordinário. Entre as duas cerimônias, acontece uma sequência de cenas curtas, o quadro da vida dos habitantes de um bairro remoto. “É uma peça sobre pessoas. O que está em jogo é a matéria humana. Habitam o mundo de KRUM seres pequenos, sem pudor na palavra, vivendo sob um teto baixo. Há um olhar, ao mesmo tempo, cruel e generoso sobre vidas mínimas ou, como em Tchekhov, sobre o que existe de mínimo no ser humano”, sublinha o diretor Marcio Abreu.
A história tem início com o retorno ao lar do personagem-título, que, depois de perambular pela Europa em busca de experiências e quiçá de aprendizado, volta para casa – na periferia de uma cidade– de mãos vazias. Ao chegar, Krum confessa que não viu nada, não viveu nada, que nem mesmo no estrangeiro foi capaz de encontrar o que buscava.
Ao recusar a possibilidade de qualquer transformação existencial e de qualquer escapatória de um mundo onde o céu parece sempre tão baixo, o ar tão pesado e as estruturas sociais tão opressoras, Krum questiona a existência e a partir de tais questionamentos. Nesse contexto acontece o reencontro do recém-chegado com os curiosos habitantes de seu mundo: sua mãe, seus amigos, a antiga namorada e os vizinhos. Breves episódios de suas vidas desenrolam-se diante dos espectadores, que são instados a se identificar com a perspectiva distanciada e irônica de Krum. “O fim está no começo e, no entanto, continua-se”, as palavras de Beckett descrevem com perfeição o princípio estrutural de Krum.
A companhia brasileira de teatro e Renata Sorrah A estreia do autor israelense no Brasil é o segundo projeto produzido a partir da bem-sucedida parceria entre a atriz Renata Sorrah e a companhia brasileira de teatro. A primeira foi Esta Criança, do autor francês Joël Pommerat, sucesso de público e crítica que estreou no Rio de Janeiro, no fim de 2012 e, ainda hoje, viaja pelas principais cidades do país. Em mais de 40 anos de carreira, com impactantes atuações em espetáculos, no cinema e na televisão, Renata Sorrah é um dos grandes nomes do teatro brasileiro. Ao lado dela, neste projeto, está a premiada companhia brasileira de teatro, fundada há 17 anos, em Curitiba, pelo ator, dramaturgo e diretor Marcio Abreu.
A companhia é considerada pela crítica especializada como uma das mais consistentes do país, responsável por montagens marcantes para a história recente da dramaturgia e da encenação teatral brasileira. Curiosamente, Renata e a CBT têm em comum, entre outras investigações artísticas, a descoberta de dramaturgos contemporâneos, inéditos no Brasil, como o siberiano Ivan Viripaev (Oxigênio) e Jean-Luc Lagarce (Apenas o fim do Mundo), espetáculos dirigidos por Abreu; o alemão Botho Strauss (Grande e Pequeno, 1985) e o norueguês Jon Fosse (Um dia, no verão, 2007), trazidos em espetáculos produzidos por Renata Sorrah que, por sua vez, também atuou nas montagens do alemão Rainer Werner Fassbinder (Afinal…Uma Mulher de Negócios, 1977; As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant, 1982).
Sobre o Texto Para essa montagem, KRUM foi traduzido diretamente do hebraico para o português. Com humor ácido e lirismo pungente, fala sobre o fracasso e a precariedade de vidas mínimas voltadas para os pequenos desejos, sempre forçados pela sociedade de consumo. O texto foi escrito em 1975 por Levin, que era, à época, um jovem autor influenciado por Tchekhov e Beckett – em um país mergulhado em conflitos e contradições. Durante seu período de vida, de 1943 a 1999, o autor testemunhou sete guerras. Essas vivências deixaram marcas evidentes em seus trabalhos. “Há em Tchekhov do entretempo, Beckett do pós-guerra, Levin do final do séc. XX e nós, hoje, algo em comum. Enquanto o mundo turbulento destila suas violências, as pessoas tentam seguir suas vidas, muitas vezes, sem brilho, confinadas em suas casas ou alimentando expectativas, sonhos de consumo, esperança de dias melhores”, analisa Marcio Abreu.
Ao reler, em chave política, a dialética entre a vulgaridade e o lirismo, esta aparece como um debate entre o conformismo e a necessidade de mudança. Sublinhar o lirismo é, em larga medida, afirmar o inconformismo, o poder utópico do teatro de não apenas quebrar a quarta parede de que falava Brecht, mas de quebrar também as outras três paredes que o separam da vida social. Assim, o fato de a companhia brasileira de teatro ter decidido montar a peça de um autor israelense como Hanoch Levin em um momento histórico como o nosso, de acirramento do conflito Israel-Palestina e da explosão dos mais diversos fanatismos é, por si, só significativo. Se, como diz o próprio Krum, a certa altura da peça, “para algumas pessoas a palavra impossível não é uma brincadeira”, para outras, como os artistas envolvidos nessa produção, o mais importante é ser realista, é demandar o impossível.
A trajetória de KRUM A montagem estreou em março de 2015, no Rio de Janeiro e, além de Curitiba, já circulou por Belo Horizonte, São Paulo, São José do Rio Preto, Salvador e Porto Alegre. A direção é de Marcio Abreu. Além da atriz Renata Sorrah, atuam em Krum outros nomes de destaque na cena teatral contemporânea: Grace Passô, Inez Vianna, Cris Larin, Danilo Grangheia e Rodrigo Andreolli (stand by). Compõem o elenco ainda integrantes e colaboradores da companhia brasileira de teatro: Edson Rocha, Ranieri Gonzalez, Rodrigo Bolzan e Rodrigo Ferrarini.
A equipe de criação conta com Giovana Soar (tradução), Nadja Naira (iluminação e assistência de direção), Fernando Marés (cenografia) e Felipe Storino (trilha e efeitos sonoros). De lá para cá, a montagem recebeu diversos prêmios – Prêmio APTR (Associação dos Produtores de Teatro): Melhor Espetáculo Teatral de 2015, Melhor Iluminação (Nadja Naira); Prêmio Cesgranrio de Teatro: Melhor Espetáculo Teatral de 2015; Prêmio Questão de Crítica: Melhor Iluminação (Nadja Naira) e Melhor Elenco; Prêmio SHELL: Melhor Ator (Danilo Grangheia) e Melhor Cenário (Fernando Marés). As últimas apresentações na capital paranaense, em maio de 2017, foram um grande sucesso, com teatro lotado todos os dias e sessões extras.
Outras informações sobre a companhia brasileira de teatro: aqui
Serviço: Teatro: KRUM Local: CAIXA Cultural Curitiba. Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR). Data: 04 a 06 de maio (sexta, sábado e domingo) Horário: 19h Ingressos: vendas a partir de 28 de abril (sábado). R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura. Bilheteria: (41) 2118-5111 (De terça a sábado, das 12h às 20h. Domingo, das 14h às 19h.) Classificação etária: 16 anos Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)
Informações e entrevistas: Maria Celeste Corrêa – (41) 9 9995 0169 / 9 8786 4465 fernandezcorreamc@gmail.com
Grupo sobe ao palco do Teuni – UFPR, praça Santos Andrade, em curitiba – nos dois próximos finais de semana(5 e 6, 12 e 13 de maio)
Chegou a vez do Teuni (Teatro Experimental da UFPR) receber o espetáculo Do cão fez-se o dia! Criada como resultado do estudo das obras do escritor português Valter Hugo Mãe, a peça trata de dificuldades e tragédias da alma humana em um país em guerra, buscando um canto de esperança em um contexto de conflitos.
Um garoto que encontra nos livros uma maneira de lidar com a dor, uma mãe e seu desespero, a partida do pai e o peso da ausência e uma filha rejeitada cuja infância se molda devido à guerra são alguns dos elementos da história contada com traços autobiográficos pelos atores Fabiane de Cezaro, Lucas Buchile, Rafael diLari e Lilyan de Souza, que também assina a direção.
Serviço: DO CÃO FEZ-SE O DIA NO TEUNI 5, 6, 12 e 13 de maio às 20h (UFPR Câmpus Histórico – Praça Santos Andrade, Centro de Curitiba) INGRESSOS: R$ 20 e 10 Mais informações: www.facebook.com/InominavelCompanhia
Ficha técnica: Do cão fez-se o dia, livremente inspirado nas obras de Valter Hugo Mãe Dramaturgia: Marcelo Bourscheid Direção: Lilyan de Souza Elenco: Fabiane de Cezaro, Lilyan de Souza, Lucas Buchile e Rafael diLari Participação especial: Jossane Ferraz (Namorada Francesa) Direção de produção: Lilyan de Souza Assistente de Produção: Igor Augustho Iluminação: Lucas Mattana Cenário e figurinos: Manu Assini Diretor Musical: Bruno Leão Criação sonora/música original: Bruno Leão, Daniel D’Alessandro e Pedro Sasamoto Direção de vídeo: Alana Rodrigues Cinegrafista: Tania Gazola Baes Edição de vídeo: Felipe Aufiero Designer gráfico: Ricardo Braga Projeções: Lucas Mattana Assessoria de Imprensa: Daniel D´Alessandro
Após estrear CABARET MACCHINA no Festival de Curitiba, artistas da Casa Selvática iniciam circulação do espetáculo pelas regionais de Curitiba
A partir do dia 26 de abril, o coletivo curitibano Casa Selvática inicia a circulação do espetáculo CABARET MACCHINA por frestas, viadutos, vielas e fissuras da cidade de Curitiba. A curta temporada de 3 apresentações acontece nos dias 26, 27 e 28 de abril sempre às 20h com entrada franca no Museu Municipal de Arte – MUMA (Av. República Argentina, 3430, Terminal do Portão).
Os artistas da Casa Selvática vão às ruas de Curitiba em busca dos restos de um herói. O coletivo exercita assim uma nova possibilidade para o mundo, um espetáculo máquina desejante. No humor corrosivo de um famigerado cabaré, o dia-a-dia de vedetes encenando clássicos ocidentais em uma pós-ópera anti-edipiana. Dentro da cidade, personagens canônicas dos escombros de um teatro de guerra se encontrarão com os fantasmas de uma contemporaneidade que atira a tudo e a todos no grande vácuo do desuso
Serviço: CABARET MACCHINA – UMA PÓS-ÓPERA ANTI-EDIPIANA 26, 27 e 28 de abril (quinta, sexta e sábado), às 20h Museu Municipal de Arte – Av. República Argentina, 3430, Terminal do Portão – Portão, Curitiba ENTRADA FRANCA! Fotografias: cabaret macchina / credito: humberto araujo Confira a página do evento, aqui
PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.
Ao longo de quatro meses, em diversos espaços de Curitiba, a CiaSenhas de Teatro promove CIASENHAS ACIONA!, projeto composto por diversas ações que contemplam Mostra de Repertório e Ações Formativas.
As ações integrantes do ACIONA! se desenham pelo desejo da companhia em investir na potência reflexiva e política do teatro, agindo esteticamente no mundo contemporâneo.
Para isso, estão programadas a volta de três peças que estão no repertório da CiaSenhas. Homem Piano (em abril), Obscura Fuga da Menina Apertando Sobre o Peito Um Lenço de Renda (em maio) e Os Pálidos (em julho). Os espetáculos selecionados para serem acionados em 2018, têm em comum uma excelente acolhida do público e crítica, são peças que passaram por diversas cidades do Brasil representando Curitiba em diversos circuitos teatrais. Os trabalhos (criados entre 2010 e 2015) representam um valoroso recorte da produção artística da Companhia, sobretudo no que diz respeito à relação do grupo com o público, mantendo-se atuais aos contextos vividos hoje. A entrada para os espetáculos é Pague Quanto Quiser.
Além da Mostra de Repertório, acontece Conexão- Teatro, que consiste em três mesas redondas abertas a todos os públicos com entrada franca e participação de diversos artistas para pensar o teatro. No mês de abril, os artistas Luah Guimarãez, Ali Freyer e Patrícia Saravy iniciam a ação, a fim de discutir sobre Limites e Transgressões na Atuação. A segunda mesa, que acontece em maio, tem como tema O Corpo da Voz e da Palavra, com participações de Mônica Montenegro, Cinthia Kunifas e Marcio Mattana. Em junho, se reúnem Cristiane Paoli-Quito, Andrei Mosqueto e Fátima Ortiz para refletir sobre Encenação no Jogo e o Jogo na Encenação. O projeto também oferece oficinas com renomados artistas a fim de instrumentalizar e promover novos agenciamentos afetivos e de trabalho em Curitiba.
Vinculado a este projeto também acontecem três Oficinas de Formação de Plateia destinadas ao público jovem e adulto estudantes do Ejas, que serão ministradas por componentes do núcleo de artistas da CiaSenhas, além de bate-papo sobre os espetáculos após as apresentações. Esta é uma prática que o grupo desenvolve com a responsabilidade de quem acredita que é necessário criar mecanismos pedagógicos de aproximação e diálogo com os novos apreciadores da arte e do teatro.
CiaSenhas Aciona! é promover encontros criativos com profissionais renomados do teatro no Brasil, é investir no consequente aprofundamento técnico, poético e reflexivo do grupo e no exercício de reafirmação de suas escolhas. É continuar vivo, em relação, investindo nas políticas do encontro e nas potências do teatro.
SOBRE CIASENHAS DE TEATRO A CiaSenhas de Teatro de Curitiba, criada em 1999, é um coletivo de artistas que desenvolve trabalho continuado de pesquisa e criação teatral. Desde sua fundação a companhia têm se dedicado à investigação da linguagem cênica com enfoque no trabalho do ator-criador paralelo ao desenvolvimento de dramaturgia original em processos compartilhados de criação. A CiaSenhas procura disponibilizar seus espetáculos às mais diferentes platéias e promover ações para o fortalecimento estético e político do teatro de grupo. É a partir destes fundamentos que a Companhia, através de seus integrantes, constrói uma trajetória de 19 anos de atividades em diálogo com a cena contemporânea brasileira. Acrescenta-se à realização dos espetáculos, ações que fomentam o encontro e o diálogo entre artistas e público. A Mostra Cena Breve Curitiba – a linguagem dos grupos de teatro, o CiaSenhas ACIONA! e o projeto Gilda são exemplos destas ações. Outro importante foco de atuação da CiaSenhas é o registro de seus processos criativos.
Obscura fuga / foto: Elenize Dezgeniski
SERVIÇO CIASENHAS ACIONA!
Peças:
HOMEM PIANO – uma instalação para a memória de 30/04 a 04/05 – de segunda a sexta, às 18h e às 20h na sede da CiaSenhas (Rua São Francisco, 35) Entrada: PAGUE QUANTO QUISER
OBSCURA FUGA DA MENINA APERTANDO SOBRE O PEITO UM LENÇO DE RENDA de 24/05 a 03/06 – quinta a domingo às 20h no Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1222) Entrada: PAGUE QUANTO QUISER
OS PÁLIDOS de 03 a 07/07 – terça a sábado às 20h no Centro Cultural SESI Heitor Stockler de França (Mal. Floriano Peixoto, 458) Entrada: PAGUE QUANTO QUISER
CIASENHAS ACIONA! Conexão – Teatro (Mesas Rendodas) Dia 24/04 (terça) às 19h na sede da CiaSenhas (Rua São Francisco, 35) Limites e Transgressões na Atuação com Luah Guimarãez, Patricia Saravy e Ali Freyer. Mediação: Luiz Bertazzo e Sueli Araujo. ENTRADA GRATUITA
Dia 12/05 (sábado) às 16h na sede da CiaSenhas (Rua São Francisco, 35) O Corpo da Voz e da Palavra com Mônica Montenegro, Cinthia Kunifas e Marcio Mattana. Mediação: Greice Barros e Sueli Araujo. ENTRADA GRATUITA
Dia 16/06 (sábado) às 16h na sede da CiaSenhas (Rua São Francisco, 35) Encenação no Jogo e o Jogo na Encenação com Cristiane Paoli-Quito, Andrei Mosqueto e Fátima Ortiz. Mediação: Anne Celli e Sueli Araujo. ENTRADA GRATUITA
Grupo Obragem de Teatro estreia nova montagem em 19 de abril e segue em cartaz em Curitiba até 6 de maio.
“Coração”, novo espetáculo do Grupo Obragem de Teatro, é uma resposta lírica para as angústias da realidade atual, originárias do comportamento humano e das manipulações políticas. A pesquisa partiu do estudo das obras do escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano, autor de “As Veias Abertas da América Latina”, e o resultado é um texto original que chega ao palco reunindo elementos multiartes, leitura de fatos históricos, filosofia e uma boa dose de crítica. A temporada é de 19 de abril a 6 de maio, no Espaço Obragem – Criação e Compartilhamento Artístico, com ingressos a preços populares.
A peça é dividida em dois atos independentes, porém conectados. O primeiro, “Coração”, é um solo interpretado pela atriz convidada Greice Barros, no qual real e fantástico se misturam no devaneio de um anjo perturbado, que incansavelmente busca religar o ser humano as suas qualidades essenciais. Em “O Céu de Valentim”, segundo ato, Eduardo Giacomini e Olga Nenevê encenam a jornada fantástica de um menino que recebe a visita de um anjo e parte em busca de seu pai, na companhia de sua avó. O confronto entre a pobreza e as surpresas do caminho redimensionam os espaços do corpo, da natureza e da possibilidade de reescrever a própria história.
O texto e a direção são de Olga Nenevê, que acredita na pertinência do espetáculo frente ao momento de violência e intimidação contra a oposição política e os defensores de direitos humanos no Brasil. “Em 2014, quando começamos a pesquisa, as tensões sociopolíticas da época direcionaram nossas escolhas, os recortes que foram a base da criação. Mas agora, diante dos acontecimentos mais recentes no Brasil, é fundamental levar “Coração” aos palcos”, comenta Nenevê.
Dramaturga, diretora e atriz, considerada uma das principais referências do teatro curitibano contemporâneo, O. Nenevê encabeça a Obragem ao lado de Eduardo Giacomini, figurinista, cenógrafo e ator. Para ele, um dos pontos determinantes na produção de “Coração” são as parcerias: “A artista Marila Velloso, há mais de 14 anos, desenvolve conosco interações entre o Body Mind Centering – BMC, a dança contemporânea e os escritos de A. Artaud, para endossar a ideia de que é o corpo o lugar dos acontecimentos. Os outros envolvidos no projeto já possuem uma forte relação com a companhia ou foram convidados porque admiramos os seus trabalhos. A ideia é que a troca faça da criação algo pulsante.”
Além de Vadeco Schettini nas composições originais, profissional com um vasto portfólio onde se destacam as trilhas e sonoplastias para cinema, teatro, dança e seriados de TV no Brasil e exterior, a equipe da peça “Coração” ainda conta com: Paulo Vinícius nos Figurinos; Lídia Ueta nas projeções e fotos; Elenize Dezgeniski em teaser e fotos; Lucas Amado na Iluminação; Maria Adélia na confecção dos bonecos; Alessandra Nenevê como designer gráfico; e Luciana Melo como assistente de produção e assessora de comunicação.
A produção ofertará uma oficina gratuita de 28 a 30 de maio, a partir da experiência de montagem da peça, intitulada “A vibração das camadas de presença do intérprete criador para a construção da cena”. O espetáculo também fará 10 sessões gratuitas, ofertadas para escolas e instituições indicadas pelas Regionais da capital. A realização é do Grupo Obragem de Teatro, com produção da EGM Produções Artísticas. “Coração” tem apoio da BDrops, incentivo do Grupo Positivo e do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.
GRUPO OBRAGEM DE TEATRO Criado pelos artistas Eduardo Giacomini e Olga Nenevê, o Grupo Obragem de Teatro é caracterizado por seu perfil investigativo e pela construção de uma linguagem particular de expressão artística. Trabalha em ações integradas de criação, intercâmbios artísticos e formação de plateia, sempre acreditando na arte como meio de transformação dos modos de agir, pensar e participar da sociedade. Com sede em Curitiba, surgiu em 2002 e totaliza 21 produções entre público adulto e infantil, circulou por várias cidades do Brasil e, também em Lisboa/Portugal.
Participou de importantes eventos culturais como: Festival Internacional de São José do Rio Preto; Festival Internacional de Londrina – Filo; circulou pela Caixa Cultural, SESI/SP e SESI/PR. Realizou, com o Prêmio Myriam Muniz de Teatro da Funarte, as ações “Dossiê Buchner – pesquisa e montagem” em 2010 e “Obragem Circula Presenças” em 2015. Ganhou o Prêmio Arte Paraná da Seec-PR e o Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro com a montagem “Essencial” de 2014; e o Troféu Gralha Azul nas categorias de melhor texto original e melhor iluminação com “As Tramoias de José na Cidade Labiríntica” de 2012. Entre suas produções de destaque está “Cristiano – O Cão Louco” de 2013, com participação especial do ator Leandro Daniel, hoje no elenco da novela “Deus Salve o Rei”. Para mais informações, acesse www.grupoobragemdeteatro.com.br
FICHA TÉCNICA: CORAÇÃO Texto e Direção: Olga Nenevê Assistente de Direção e Cenário: Eduardo Giacomini Interpretação: Greice Barros Direção de Movimento e Preparação Corporal: Marila Velloso Trilha Musical Original: Vadeco Schettini Figurino: Paulo Vinícius Iluminação e Operação de Luz: Lucas Amado
O CÉU DE VALENTIM Texto: Olga Nenevê Direção e Interpretação: Eduardo Giacomini e Olga Nenevê Projeções: Lídia Ueta Preparação Corporal: Marila Velloso Trilha Musical Original: Vadeco Schettini Figurino: Eduardo Giacomini Confecção de Boneco (cobra-dragão): Maria Adélia Iluminação e Operação de Luz: Lucas Amado
EQUIPE DO PROJETO Teaser e Fotos (divulgação e registro): Elenize Dezgeniski Registro em Vídeo: Lídia Ueta Assistente de Produção e Assessoria de Comunicação: Luciana Melo Designer Gráfico: Alessandra Nenevê Responsável Técnico de Som e Luz: Lúcio Nogueira Produção: EGM Produções Artísticas
Coração / foto: Elenize Dezgeniski
Serviço Espetáculo Coração Local: Espaço Obragem Alameda Júlia da Costa, 204. São Francisco. Curitiba-PR Temporada: 19 de abril a 06 de maio (quinta a domingo) Horário: 20h Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia). Pagamento: Cartões e dinheiro. Lotação: 40 lugares Duração: 1h30 Classificação indicativa: Livre Informações e reservas: 41 3077-0293 ou por WhatsApp 41 99206-0284 Facebook: @obragem
Serviço Oficina Gratuita A vibração das camadas de presença do intérprete criador para a construção da cena A partir da experiência de montagem da peça CORAÇÃO, os artistas Olga Nenevê e Eduardo Giacomini compartilham procedimentos, referências e criam condições para a experimentação teórica e prática artística dos participantes. Local: Espaço Obragem Alameda Júlia da Costa, 204. São Francisco. Curitiba-PR Data: de 28 a 30 de maio (segunda a quarta) Horário: das 18h às 21h Lotação: 20 vagas Público-alvo: adultos, interessados em geral (artistas e não artistas). Pré-requisito: ter assistido a peça “Coração” ou “O céu de Valentim” Inscrições: enviar minibiografia com manifestação de interesse para o e-mail obragem@grupoobragemdeteatro.com.br até 15 de maio.
Interior do Paraná recebe adaptação de uma das principais obras-primas de Shakespeare, Rei Lear.
Em abril as cidades de Irati, Telêmaco Borba, São Mateus do Sul, Quedas do Iguaçu e Pato Branco irão receber o espetáculo “O Rei Louco – Uma Pequena Versão de Rei Lear, de William Shakespeare”. A peça faz parte do Projeto Shakespeare no Paraná, que, além das apresentações, oferece ainda debates e workshops. Todas as ações serão gratuitas. Ao todo serão 20 apresentações seguidas de debate, quatro em cada cidade (três para público dirigido e uma aberta) e um workshop em cada uma delas. A iniciativa é do ator e diretor Mauro Zanatta, da Ator Cômico Produções Artísticas, de Curitiba, e é voltada especialmente para alunos do ensino médio das escolas da rede pública do estado.
O projeto viabiliza uma parceria inédita entre Zanatta e o ator Ney Piacentini da Companhia do Latão de São Paulo, que foi convidado para dirigir o espetáculo. “O Mauro é um amigo de longa data, nos conhecemos há 35 anos, mas é a primeira vez que trabalhamos juntos, dirigi-lo tem sido um grande desafio e uma grande oportunidade”, conta o diretor. “Trabalhar com o Ney tem sido uma grande alegria”, retribui Zanatta. “Interpretar um personagem de Shakespeare é o sonho de todo ator, bem como levar uma obra dele ao palco. Com este projeto que tem como principal foco os adolescentes do interior do estado estamos permitindo o acesso à obra deste gênio. E quando nos aproximamos dele nos damos conta do quão universal ele é. Rei Lear dialoga muito com a atualidade”, opina.
Zanatta divide o palco com o ator Pedro Melo e eles se revezam e transitam em três registros de atuação: ora são contadores de história, ora personagens, ora arautos. “A narrativa da peça não é linear, é constantemente interrompida com inserções explicativas que contextualizam o tema. A ideia é aproximar o público, torná-lo nosso cúmplice”, explica Piacentini.
“Shakespeare é caracterizado pela liberdade e inventividade e nesta montagem trabalhamos com o essencial e isto exige muita técnica do ator. É fundamental, neste caso, conseguir despertar o imaginário do público. Ou seja, o público tem que ver o que estamos imaginando ” relata Pedro.
Rei Lear foi escrita por volta de 1605 por um dos maiores gênios do teatro em seu período de apogeu. Trata-se de uma tragédia complexa e grandiosa que a partir de um drama familiar repercute questões sociais, políticas e metafísicas. Inspirada por antigas lendas britânicas, a obra conta a história de um rei que enlouquece após ser traído por duas de suas três filhas, às quais havia legado seu reino de maneira insensata.
A peça mostra a decadência de um rei em sua velhice que sofre as consequências de suas escolhas equivocadas por ser precipitado, arbitrário e vaidoso. Lear é um pai preso às aparências, incapaz de enxergar a adulação que o cerca. De acordo com a especialista em Shakespeare, Barbara Heliodora: “Lear torna-se responsável pela tragédia, na medida em que, abdicando, deixa como rei, de represar e manter sob controle o mal que aflora, explode e se expande. Esta peça investiga a natureza do mal em profundidade e expõe o conceito de uma ordem universal na qual o homem se integra e é responsável por suas ações.”
A trajetória de Lear é o aprendizado pelo sofrimento e humilhação. O enredo aponta como o verdadeiro amadurecimento o indivíduo que deixa de ser primeiramente autocentrado e pensa também no outro. “As obras de Shakespeare espelham as nossas relações sociais e discutem questões profundas da existência humana. Uma das camadas deste texto nos remete à busca pelo sentido da vida”, pontua o diretor.
“Apesar de estarmos vivendo tempos difíceis, obscuros no cenário nacional e mundial, meu objetivo com este trabalho é trazer uma mensagem de esperança, de que ainda é possível viver com mais equilíbrio a partir da humildade e do amor, resgatando nossa humanidade, sem clichês”, complementa Zanatta.
Este projeto foi viabilizado com incentivo da Copel, Puma Brasil e a Alvorada Autopeças por meio do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura), da Secretaria Estadual de Cultura do Paraná.
SOBRE:
Workshop O Jogo O objetivo é compreender como a brincadeira é um elemento essencial na reintegração física e mental do indivíduo. Estimular a visão de jogo como resgate da vida em coletividade. Voltado para atores e não atores com idade mínima de 15 anos.
A Ator Cômico Produções Artísticas Fundada em 1994 tem papel importante na formação de atores em Curitiba. Além de criar e gerir projetos e eventos culturais, atualmente produz o Curso de Comédia Mauro Zanatta, o Espaço Excêntrico e a Sexta Cínica. Visite: espacoexcentrico.com.br
FICHA TÉCNICA: Realização: Ator Cômico Produções Artísticas Elenco: Mauro Zanatta e Pedro Melo Direção: Ney Piacentini Cenários e Figurinos: Cristine Conde Diretora de Produção: Fabiana Ferreira Produtor Executivo: Robinson Wilson Produção Local: Paola Flessak Trilha Sonora: Célio Savi Fotografias: Elenize Dezgeniski e Robinson Wilson Arte Gráfica: Ivana Lima Operador de Som: Robinson Wilson Assessoria de Imprensa: Glaucia Domingos
SERVIÇO: Cronograma das Apresentações Abertas e Workshops
Irati Apresentação aberta e bate-papo – 07/04 (sábado) às 20h Workshop O Jogo – para atores e não atores – 07/04 das 9h às 12h Local: Centro Cultural Clube do Comércio / Rua XV de Julho, 310 – Centro
Telêmaco Borba Apresentação aberta e bate-papo – 14/04 (sábado) às 20h Workshop O Jogo – para atores e não atores – 14/04 das 9h às 12h Local: Auditório Professora Carmen Iolanda Dalecio – Anexo a Secretaria de Educação /Alameda Washington Luiz, 50
São Mateus do Sul Apresentação aberta e bate-papo – 21/04 (sábado) às 19h Workshop O Jogo – para atores e não atores – 21/04 das 9h às 12h Local: Centro Cultural CEPE / Rua Manoel Cunha Bittencourt, 2100
Quedas do Iguaçu Apresentação aberta e bate-papo – 27/04 (sexta-feira) às 20h Workshop O Jogo – para atores e não atores – 28/04 das 9h às 12h Local: Associação do Centro de Cultura e Sustentabilidade de Quedas do Iguaçu / Avenida Tarumã, 1880 – Centro
Pato Branco Apresentação aberta e bate-papo – 28 e 29/04 (sábado e domingo) às 20h Workshop O Jogo – para atores e não atores – 29/04 das 9h às 12h Local: Teatro Naura Rigon / Rua Jacireta, 450
Evento “Hora da Criança” é gratuito e acontece neste sábado (14), na unidade do Shopping Mueller
Ouvir histórias contadas de forma lúdica desperta nas crianças o gosto pela literatura. Imagine, então, se além de ouvir, os pequenos participarem das histórias que escutam? O evento “Hora da Criança”, promovido pela rede de lojas Saraiva nas unidades de todo o Brasil, traz para Curitiba neste sábado (14), às 16h, uma sessão de histórias interativa com Contações da Mila.
A apresentação acontece no Espaço Kids da Saraiva do Shopping Mueller e possui entrada franca, basta chegar com alguns minutos de antecedência para garantir um bom lugar na plateia. Na ocasião, a atriz e contadora de histórias Camila Canassa, do Contações da Mila, vai compartilhar um clássico da literatura infantil com o público por meio da ressignificação e manipulação de objetos, da música e da participação das crianças presentes.
Serviço Hora da Criança da Saraiva apresenta Contações da Mila Data: Sábado, dia 14 de abril. Hora: às 16h. Local: Espaço Kids da Saraiva do Shopping Mueller, Piso L2. Endereço: Avenida Cândido de Abreu, 127 – Centro Cívico, Curitiba. Custo: Entrada franca. Mais informações: (41) 3111-2780