FESTIVAL COM 20 ATRAÇÕES MUSICAIS TRAZ MEGA EXPOSIÇÃO DE CARROS E MOTOS CUSTOMIZADOS EM CURITIBA

5ª Edição do Curitiba Custom Day oferece espaço kids e mais de 10 opções gastronômicas; visitante que doar um brinquedo ganha 50% de desconto na entrada

A 5ª edição do Curitiba Custom Day acontecerá nos dias 05 e 06 de novembro no Bosque São Cristóvão, em Curitiba. O evento propaga a arte de modificar um veículo (movimento norte-americano chamado Custom Culture) e reúne colecionadores de todo o país. O espaço conta com exposição de carros, motos e bicicletas em uma ampla área coberta.

Uma das principais atrações é um Ford T 1926, construído antes da revolução industrial, ou seja, com poucos exemplares existentes no mundo. O veículo veio de New Hampton, nos Estados Unidos, local em que foi personalizado pela primeira vez pelo proprietário com o apoio de dois amigos especialistas em hot rods (carros norte-americanos clássicos com motor modificado para alta velocidade).

Herdado do avô, o carro com rodas em madeira teve a cabine transformada e o teto rebaixado, recebendo uma mecânica de alta performance. O veículo é um dos mais autênticos do mercado: com motor V8 big block, possui caixa de marcha power driver com diferencial blocado que suporta mais de 2mil cavalos. Detalhe: apesar de vir de uma região de neve (próxima ao Canadá), o carro também tem ar condicionado. O veículo estará em exposição no espaço voltado especialmente para os carros hot rods.

Aliado aos veículos antigos, o evento também oferece muita música e shows de rock. Ao todo, 20 bandas irão se apresentar no festival. No sábado, serão os grupos Candyman Club, Edu Ardunay e Fulvio Oliveira, Heart Sting, Iron CWB, João Cascaio, Mr. Gomes, Museos Rock Band, Magaivers, Ricardo Maranhão Trio e The Kates Blue Band. Já no domingo, as apresentações estão por conta de Big Time OrchestraBoogie N’ Blues, Dama de Paus, HillBilly RawhideMachete Bomb, Ghost Riders Rush Tribute,  Milk N BluesPaulo Maccan, TN ϟ She – AC/DC Tributo Feminino e Sick Sick Sinners.

O evento também contará com uma ampla área gastronômica e diversas opções de chope artesanal, mais de 10 opções de comidas como Costela Fogo de Chão, Hamburguer, Pizza, Pastel, Espetinhos, Comida de Boteco, Sorvetes, Donuts, Cookies, Churros, Cafés, dos restaurantes Barba Hamburgueria, Bucaneiro, Barba Pizza, Avenida Gourmet, Pat’s Diner, entre outros.

Os visitantes também poderão acessar o espaço para comercialização de produtos e exposição de serviços. As crianças contam com um espaço kids completo do Kinder Park.

Além de promover a cultura, o festival está realizando uma ação beneficente voltada para crianças em vulnerabilidade social. Com o ingresso solidário, o visitante que doar um brinquedo (novo ou em bom estado) terá 50% de desconto na entrada do festival. Todos os produtos doados serão entregues a uma instituição de caridade. Quem comprar o ingresso antecipado no Sympla (https://bit.ly/3eSND9E) também terá direito a um copo oficial do evento.

Para quem possui interesse em expor o carro no evento é preciso pagar uma taxa de R$ 120,00, que garante a participação nos dois dias com um acompanhante. Já quem quer expor a moto, o valor é de R$ 100,00 para os dois dias do evento, incluindo a entrada para um acompanhante.

Curitiba Custom Day 2022
O evento é uma realização da agência The Mill e do Armazém Santos, com patrocínio da The One, concessionária da Harley Davidson.

Serviço:
5ª Edição do Custom Day
Datas: 05 e 06 de novembro
Local: Bosque São Cristóvão, R. Margarida Ângela Zardo Miranda, 85 – Santa Felicidade, Curitiba – PR
– Estacionamento para visitantes: Clube Mercês
– Estacionamento para expositores: Rua Domingos Strapasson, s/ n.
Horários: no dia 05 (sábado) das 10 às 22h e no dia 06 (domingo) das 10h às 21h

Ingressos:
Para visitantes: 
– Um dia de evento o ingresso custa R$ 50 inteira ou R$ 25,00 meia para quem doar um brinquedo.
– Dois dias de evento o ingresso custa R$ 80,00 inteira ou R$ 40,00 meia para quem doar um brinquedo. Crianças até 14 anos não pagam entrada.
Ingressos disponíveis no site Sympla (https://bit.ly/3eSND9E)

ARGENTINOS FAZEM VIAGEM DE CARRO CRUZANDO AS AMÉRICAS, PARTICIPAM DO PSYCHO CARNIVAL EM CURITIBA E DEPOIS SEGUEM RUMO AO ALASKA

Por Rodrigo Juste Duarte, Curitiba 21 de fevereiro de 2020.

O Festival Psycho Carnival é realizado há 21 anos em Curitiba, com uma programação repleta de shows de rock durante as festividades carnavalescas, com dedicação ao gênero psychobilly e outros estilos relacionados. Desde as primeiras edições o evento tem caráter internacional, trazendo não só artistas de vários países mas também um público de fora do Brasil para apreciar o festival.

Nesta edição de 2020, o Psycho Carnival receberá a visita de duas pessoas da Argentina que estão em uma grande viagem cruzando as Américas, tendo como destino final o Alaska. Davi e Ludmila (que costumam ser chamados como Dash e Vampi) saíram de Buenos Aires e iniciaram esta aventura, adotando um estilo de vida alternativo, nômade e minimalista. 

Esta viagem, realizada a bordo de uma van, ganhou o nome de Contemplando América e vai passar pelo maior número de países possíveis. O primeiro destino é o Brasil, onde estão desde setembro do ano passado, quando cruzaram a fronteira em São Borja, no Rio Grande do Sul, e seguiram para Santa Catarina. 

Por ser realizada por vias terrestres, o roteiro pode variar conforme os viajantes vão conhecendo o país, gerando a vontade de conhecer determinados locais e eventos. Foi assim que o festival curitibano se tornou uma das escalas. “O Psycho Carnival nos entusiasmou desde que chegamos ao Brasil”, afirma Vampi, que assim como Dash, são apreciadores de gêneros como psychobilly e rockabilly. “Dessa vez, viajamos de Florianópolis a Curitiba para curtir e conhecer outras bandas que participam do festival, em especial Guana Batz”, comenta, referindo-se aos britânicos que são a principal atração do evento.

Companheiros, viajantes e aventureiros, Dash e Vampi são veganos e defensores dos direitos dos animais. Eles difundem relevantes informações sobre este tema durante a viagem, buscando expandir a empatia e o respeito aos animais. “Desenvolvemos atividades diferentes nesta área e levamos esse trabalho conosco aonde quer que vamos, procuramos transmitir uma mensagem em favor do respeito e do amor por outros seres”, afirma. Os relatos de viagem são registrados nas redes sociais do Contemplando América (no Facebook e Instagram) e também eu um fanzine impresso chamado Travelzine. 

Confira a entrevista completa com Vampi:

Qual a imagem que vocês tem do carnaval brasileiro? E do Psycho Carnival, que é um evento diferenciado no Carnaval?
Quanto ao renomado Carnaval do Brasil, temos uma imagem com forte conotação cultural e tradicionalista, em que também encontramos a maior diversidade sexual, assim como as diferentes etnias que habitam o país, vivida de forma livre e aceita pela sociedade como algo natural, como deveria ser em qualquer outro lugar do mundo. Também está claro o espírito dos nativos dessas terras, de alegria, muita dança e cores.

O Psycho Carnival nos entusiasmou desde que chegamos ao Brasil. Já que eu (Vampi) nunca pude frequentar na Argentina por diferentes razões. Contei a Dash sobre o festival, do que se trata, já que compartilhamos um gosto pela cena e cultura rockabilly / psychobilly, ele gostou da ideia de visitar Curitiba para participar e aqui estamos, aguardando pelo evento.

Desde que chegaram ao Brasil, quais cidades vocês visitaram? Depois de Curitiba, para onde vocês irão?
Cruzamos a fronteira em 18 de setembro pela cidade de São Borja tendo como primeiro destino Florianópolis, atravessando o Rio Grande do Sul. Visitamos a ilha quase inteiramente onde aproveitamos a oportunidade para trabalhar na temporada, também visitamos Camboriú e todas as suas praias. No caminho para o Psycho Carnival de Curitiba, visitamos as cidades de Blumenau e Pomedore.

No final do festival, continuaremos percorrendo um pouco mais do Brasil. Estamos indo para São Paulo, onde visitaremos o Santuário Terra dos Bichos, entre outros lugares. Depois vamos para o Rio de Janeiro visitando as diferentes praias no caminho e de lá vamos para o Peru, passando por destinos como Belo Horizonte, Brasília e parte do Mato Grosso. Será uma aventura.

Depois do Brasil, quais outros países vocês pretendem visitar?
Contemplando a América, como chamamos essa travessia, propõe-se atravessar o continente do país mais ao sul de onde viemos (Argentina) até a última fronteira ao norte (Alasca, EUA), visitando todos os países possíveis, com exceção da Guiana, Suriname e Guiana Francesa por uma questão de vistos.

Quanto tempo vai levar para chegar ao Alaska? O retorno à Argentina será mais rápido ou haverá muitas paradas?
Contando a partir de agora, acreditamos que em dois anos e meio estaremos no Alaska. Não temos nenhum tipo de planejamento em relação ao retorno, acreditamos que será mais rápido. Neste modo de vida, muitas coisas surgem o tempo todo, o que torna a viagem muito incerta. Também gostaríamos de conhecer outros continentes.

Como vocês planejaram a viagem? Qual o veículo utilizado? À noite vocês acampam, dormem no carro ou ficam em hotéis?
O planejamento de viagens baseia-se em viver a vida da mesma maneira que em qualquer outra alternativa padrão, embora optemos por ficar longe de laços e estagnação. Viajamos e trabalhamos na estrada. Somos surpreendidos dia após dia, não apenas por regiões com seus habitantes e suas paisagens, mas também pela capacidade de sermos uma espécie com adaptabilidade. Viajamos e vivemos o que é conhecido como VanLife, em um VW Transporter T4 modelo 2000 (Albita), que foi equipada com tudo o que é necessário para esse fim, com isolamento térmico e possui uma agradável sala de estar que se converte em uma cama à noite. Também temos um banheiro químico, uma cozinha completa e um chuveiro de mão. Portanto, dormimos onde gostamos, evitando despesas desnecessárias para nós, como hotéis, camppings, etc.

Vocês trabalham nas cidades que viajam para pagar as despesas de viagem?
Sim, não temos outra forma de financiamento no momento, nem somos ricos, portanto usamos nossa criatividade para gerar renda para pagar a viagem ao longo do percurso. Carregamos conosco uma TravelZine, uma revista de viagem autogerenciada e adesivos com nosso logotipo. Este material está disponível e todas as vendas são úteis para seguirmos adiante.

Vocês são ativistas veganos e defensores dos direitos dos animais. Fale mais sobre essa causa.
Este ponto é muito importante para nós, pois nos motiva e nos une além da viagem como uma aventura. Nos conhecemos em Buenos Aires, Argentina, em um trabalho pela causa dos direitos dos animais, independentemente das espécies. Como ativistas, desenvolvemos atividades diferentes nesta área e levamos esse trabalho conosco aonde quer que vamos, procuramos transmitir uma mensagem em favor do respeito e do amor por outros seres sencientes com quem compartilhamos o planeta, conscientizando as pessoas sobre a situação que os animais e o planeta estão sofrendo por causa do nosso consumo, que são altamente substituíveis nesses tempos.

É difícil fazer o ser humano entender a diferença entre um algo e um ALGUÉM. No entanto, as mentes estão mudando e trabalhamos para isso, essa cruzada também é um alerta, para desenvolver empatia e igualdade. Qualquer pessoa pode viver sem prejudicar os outros, independentemente da situação em que vive, da região, do clima e de outros fatores. Só é necessário ter consciência sobre o sofrimento que causamos em cada escolha que fazemos.

Convidamos todos a conhecer mais sobre esse problema assistindo a documentários como “Dominion” e “Cowspiracy”.

O Psycho Carnival já recebeu várias bandas argentinas, inicialmente com artistas de neorockabilly (como Motorama e Los Primitivos), até o surgimento das primeiras bandas psychobilly portenhas (como Jinetes Fantasmas). Qual a experiência de vocês nesse cenário musical?
Nossa experiência nesta cena começou assistindo aos shows destas bandas em Buenos Aires ou cidades costeiras da Argentina. Jinetes Fantasmas, Los Cianuros, The Broken Toys, Los Peyotes, Ghost Bastards, etc. Uma das nossas bandas favoritas é o Sick Sick Sinners (de Curitiba), uma ótima referência local. Dessa vez, viajamos de Florianópolis a Curitiba para curtir e conhecer outras bandas que participam do festival, em especial Guana Batz (da Inglaterra).

O que vocês esperam da estadia em Curitiba durante o Psycho Carnival?
É a nossa primeira visita à cidade, esperamos que seja uma estadia segura e muito divertida. Estamos na expectativa por onde estacionar nossa van para ir tranquilamente ao festival, visitar o local, conhecer novas pessoas e voltar para descansar em nossa casa sobre rodas. Estamos empolgados com a chegada antecipada e sabemos que vamos ter experiências positivas e muitas outras histórias para contar.