Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
Espetáculo propõe uma coreografia de autodefesa da memória sapatão e integra programação gratuita em julho, com apresentações e oficina abertas ao público
A performance solo GALOPE, mais recente trabalho da artista Patricia Cipriano, será apresentado em duas únicas sessões nos dias 3 e 4 de julho, às 19h30, na Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento. Com entrada gratuita, a obra investiga memória, identidade e pertencimento a partir da experiência sapatão, construindo uma coreografia de autodefesa que articula dança, performance, palavra e arte sonora. A programação inclui ainda a oficina gratuita “Do Trote ao Galope”, ministrada por Cipriano e Janaine Karma e realizada em 1º de julho.
Em GALOPE, a figura do cavalo surge como metáfora de deslocamento, sobrevivência e conexão entre diferentes temporalidades. A partir dessa imagem, Patricia constrói uma dramaturgia corporal que mobiliza memórias individuais e coletivas para reivindicar a presença de pessoas e trajetórias frequentemente invisibilizadas.
Resultado de uma pesquisa iniciada durante residência realizada na Casa Hoffmann, em 2025, GALOPE tem origem no trabalho experimental TROTE, apresentado na Mostra de Residentes. A criação, que agora chega ao público em sua primeira versão integral, foi desenvolvida em parceria com a artista Amira Massabki e integra uma investigação de longa duração sobre arte sapatão e linguagens híbridas que transitam entre teatro, performance, audiovisual e experimentação sonora.
A partir da pergunta “como não desaparecer na história?, Patricia Cipriano investiga a memória como ferramenta de permanência e resistência, especialmente diante do apagamento histórico de experiências e vivências sapatão. “Me interessa pensar a memória como um animal vivo, que continua seu percurso mesmo quando tentam interromper seu caminho e, talvez, não desaparecer seja justamente isso: continuar produzindo vida, arquivo vivo e através do corpo e dos afetos deixar vestígios pelo caminho, marcas que tempo nenhum apaga.”, fala a artista.
Além das apresentações, Patricia Cipriano e a artista e pesquisadora Janaine Karma conduzem a oficina “Do Trote ao Galope” no dia 1º de julho. O encontro propõe o compartilhamento de procedimentos criativos e investigações ligadas ao corpo, à memória e à identidade. A atividade busca construir coletivamente uma coreografia de autodefesa a partir das experiências e repertórios das pessoas participantes, promovendo reflexões sobre proteção à vida, enfrentamento das violências e promoção da igualdade para pessoas LGBTQIAP+.
Sobre Patricia Cipriano Com mais de duas décadas de atuação nas artes da cena, no audiovisual e na produção cultural, Patricia Cipriano desenvolve uma trajetória marcada pelo diálogo entre criação artística e engajamento político. Integrante da Selvática em Rede e colaboradora da Súbita Companhia, a artista pesquisa práticas dissidentes e investiga as relações entre corpo, performance, gênero e memória, afirmando perspectivas LGBTQIAP+ como eixo central de sua produção.
SERVIÇO: GALOPE – Performance solo de Patricia Cipriano 03 e 04 de julho, às 19h30Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco, Curitiba/PR) Entrada gratuita Classificação indicativa: 18 anos A apresentação do dia 04 de julho contará com audiodescrição e bate-papo após a performance.
Oficina – Do Trote ao Galope Com Patricia Cipriano e Janaine Karma 1º de julho, das 14h30 às 17h30 Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco, Curitiba/PR) Participação gratuita Inscrições: em breve, pelos perfis das produtoras no Instagram. Mais informações: @furiosasproducoes | @flutuaproducoes
FICHA TÉCNICA Idealização e performance: Patricia Cipriano Desenho de som: Amira Massabki Iluminação: Semy Monastier Interlocução artística: Janaine Karma Direção de produção: Gilmar Kaminski Produção executiva: Dânatha Siqueira Audiodescrição: ElasAD – Joselba Fonseca Design gráfico: Pablito Kucarz Assessoria de imprensa: Thays Cristine Redes sociais e criação de conteúdo: Gabriela Berbert Realização: Furiosas Produções Produção: Flutua Produções
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.
Giovanni Venturini e Lívea Castro realizam, junto ao público, ROTAÇÃO, botando corpos, coisas e relações em perspectiva no espaço. Foto de Elenize Dezgeniski
Com temporada no Teatro José Maria Santos até 16 de junho, a peça usa escadas para – entre teatro, dança e performance – criar um espaço onde o público faz parte da cena.
Inspirados em questões poéticas e contemporâneas acerca de conceitos como profundidade, altura, linha, ângulo, distância, tridimensionalidade, convergências e divergências, o ator Giovanni Venturini e a dançarina Lívea Castro estreiam em Curitiba, no próximo dia 30 de maio, sua nova criação. ROTAÇÃO é uma obra em que, acompanhados de dezenas de escadas, os artistas movem-se pelo desejo de perspectivar os seus próprios corpos, as coisas e o público, oferecendo – a cada sessão – encontros que multiplicam os modos de olhar e estar em cena e no mundo. A peça ROTAÇÃO terá curta temporada, até 16 de junho, no Teatro José Maria Santos.
Com uma dramaturgia poética, ROTAÇÃO busca expandir e tensionar a aliança entre corpos e tem como ponto de partida-encontro a relação entre Giovanni e Lívea, também idealizadores do projeto, que convidaram, para esta empreitada, o diretor Fernando de Proença, como nos conta Lívea: “Quando começamos a pensar o projeto, entendemos que precisávamos de alguém que tivesse experiência de trânsito entre as linguagens da dança e do teatro, e principalmente, alguém que pesquisasse sobre o encontro. Nesse sentido, Fernando foi essencial para potencializar as discussões que gostaríamos de formular. Foi um processo bem colaborativo onde nós três investigamos juntos os caminhos da criação.” Atuando nas fronteiras entre o teatro, a dança e a performance, esta peça é, também, o encontro entre as linguagens exploradas pelos artistas em suas trajetórias individuais. A ideia de “rotação” surge na peça não como verbo que sugere movimento, mas como possibilidade de olhar para o mundo.
A partir de textos, movimentos, interação entre corpos e objetos e troca entre performers e plateia, a cena provoca diálogos profundos sobre questões da vida. Giovanni Venturini conta que “A relação e o encontro com o público é um fator importante dessa peça e desse diálogo que se constrói. Apesar de termos uma estrutura fechada, existe a possibilidade de inúmeras aberturas a partir do outro, criando assim uma dramaturgia única a cada dia”. Trata-se de uma peça sobre perspectivas variadas de encontro que lança convites para o público viver e seguir até o fim. É preciso virar o olhar para o outro lado, enxergar por diferentes prismas. Quando há uma ROTAÇÃO, tudo aquilo que era visível já não é mais, principia-se uma atualização da perspectiva.
De acordo com o diretor do trabalho, Fernando de Proença, Rotação “investe – a partir das relações entre artistas, público, escadas e espacialidade – na abertura de um diálogo entre Giovanni, Lívea e participantes que, na experiência de viver a gestualidade de subir e descer, ativam em seus corpos variações de presença, perspectiva e encontro”. Ele continua: “Rotação é sobre encontrar na cena e fazer, gentilmente, movimento lado a lado”. Destacadas no entre da cena, as escadas, que preenchem o cenário, fazem variações escalonadas e diversas sobre ser, estar, olhar, viver e se relacionar, investigando a potência das diferenças dos corpos, conta o diretor.
Com sessões gratuitas de quinta a domingo, a peça conta com intérpretes de Libras aos sábados e possui, em sua dramaturgia, aspectos descritivos, que também permitem a fruição por parte de pessoas cegas. A temporada corre durante apenas três semanas, sendo quinta a sábado às 20 horas e aos domingos às 19 horas. Os ingressos gratuitos estão disponíveis uma hora antes das apresentações na bilheteria do teatro. A temporada de estreia de Rotação é produzida pela Pomeiro Gestão Cultural e conta com recursos do Programa de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.
Serviço “Rotação”: Temporada de estreia de 30 de maio a 16 de junho De quinta a sábado às 20h e domingos às 19h. Local: Teatro Zé Maria R. Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba – PR, 80510-030 Entrada: Franca – retirar ingressos 1h antes da sessão. Duração: 50 min – Classificação: 14 anos
Ficha Técnica: Artistas Criadores e Idealizadores: Giovanni Venturini e Lívea Castro Direção: Fernando de Proença Dramaturgia: Bobby Baq, Fernando de Proença, Giovanni Venturini e Lívea Castro Desenho de Luz: Wagner Côrrea Trilha Sonora e Desenho de Som: Lilian Nakahodo Figurino: Luan Valloto Interlocução de Movimento: Mário Lopes Preparação Vocal: Jessie Rolim Interlocução em Descrição: Manoel Negraes Assistentes de Figurino: Ísis Solano e Laura Bevilaqua Calçados: Gasp Operação de Luz: Semy Monastier Operação de Som: Machison Abreu Técnico de Luz (Montagem): Nicolas Caus Motorista e Ajudante: Joacir Furtado da Silva Intérprete de Libras: TAÉ – Libras e Cultura (Equipe: Elaine Moreira, Jéssica Nascimento, Kelly Caobianco, Nathan Sales e Talita Grünhagen) Direção de Produção: Igor Augustho Produção Executiva: Cindy Napoli Produção: Rebeca Forbeck Estagiário de Produção: Luciano França Design Gráfico e Identidade Visual: Daniel Minchoni Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo – BB Comunica Gerenciamento de Tráfego Pago: Thays Cristine Fotografia: Elenize Dezgeniski Videografia: Lidia Ueta Motions: Ricardo Kenji Captação de Recursos: Meire Abe Realização: Lívea Castro Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural
Sobre os artistas: Lívea Castro é artista de dança, professora, pesquisadora e videoartista. Graduada em Dança pela UNESPAR e pós-graduada em Estudos Contemporâneos em Dança pela UFBA. Foi uma das artistas selecionadas em ENCUENTROS – ações de diálogos em dança Curitiba/Bogotá (2022), e, junto com Giovanni Venturini, artista residente no programa 20minutos.mov (2023). Como artista e mãe indisciplinada, caminha por diferentes áreas de conhecimento, e suas pesquisas e criações são atravessadas pelo interesse no encontro, diversidade de corpos, alteridades e presenças humanas e extra-humanas como potência para repensar relações. Integra o coletivo Nó Movimento em Rede (BR).
Giovanni Venturini, além de ator, é roteirista formado pelo Instituto de Cinema. Protagonizou o curta “Big Bang”, de Carlos Segundo, onde recebeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema de Brasília de 2022. Está no elenco de “Justiça 2”, série de grande sucesso da Globoplay. Nos palcos, desde 2019, percorre muitas cidades apresentando seu monólogo “A não ser”. Integrou o elenco de “Brian ou Brenda?” com direção de Yara de Novaes e Carlos Gradim também no ano de 2019. Foi dirigido por Clarisse Abujamra em 2014 em uma versão do clássico “Casa de Bonecas” de Ibsen. Seja nos espetáculos ou na escrita, Giovanni sempre traz a discussão de ser um corpo com deficiência, e fora dos padrões estéticos estabelecidos.
Fernando de Proença é diretor, ator, pesquisador de teatro e jornalista. Trabalha na prática de seu ofício na cena entre performance, dança e teatro há 25 anos. Doutor e Mestre em Teatro pela PPGT/UDESC. No entrecruzamento de linguagens, procura se atentar às ideias que moram no tempo, no corpo, nas vias, nos contextos e na experiência.
No final de semana dos dias 30 e 31 de março, entre as 15h às 18h, be rgb oferecerá a oficina “textos, tecidos translúcidos” na Casa Selvática. Nesta oficina be rgb convida o público trans para um espaço de sensibilização destinado à escrita de outras narrativas, valorizando as suas complexidades.
A oficina dialoga com seu projeto anterior, “esc/ritos, encarnar-se”, que teve 5 edições para o público em geral, na qual be rgb desenvolveu uma proposta de experimentação poética através de práticas rituais e diálogo com textos de diversas autorias. Em “textos, tecidos translúcidos”, be continua com essa linha de trabalho, criando uma outra abordagem destinada para o público trans. Em sua estrutura, a ritualização busca propiciar um espaço de envolvimento corporal-psíquico-emocional para as pessoas participantes, sempre respeitando as condições e limites de cada uma para que se sintam à vontade, também como respeito à diversidade das neurodivergências. A partir dessa presença, cria-se um espaço sensível de troca em que textos de algumas autorias são lidos, debatidos, e servem de motivação para a escrita das pessoas participantes que, se desejarem, compartilham seus textos.
Em “textos, tecidos translúcidos”, duas das principais bases de diálogo serão os textos “A teoria da bolsa da ficção”, de Ursula K. Le Guin, e “co-sentindo com TERNURA RADICAL” de Dani D’Emilia, Vanessa Andreotti e GTDF Collective, com atravessamentos de textos de autorias trans, para convidar cada participante a imaginar narrativas a partir de seus próprios objetos. Como medida de acessibilidade, os dois encontros do evento contarão com a presença do psicólogo transhomem Matheo Bernardino, que também é responsável por capacitar a equipe do projeto para as demandas que atravessam as vidas trans e neurodivergentes.
A inscrição para a oficina se dará mediante formulário divulgado através do Instagram e as pessoas selecionadas serão informadas por e-mail. As inscrições acontecem entre os dias 3 a 19 de março através do formulário e a divulgação das pessoas selecionadas será feita por e-mail no dia 23 de março. O evento é gratuito, realizado com recursos do edital da Lei Paulo Gustavo de Apoio à Retomada – Fundação Cultural de Curitiba. O projeto também realizará a doação de livros de autorias trans, brasileiras e estrangeiras, para as Casas de Leitura de Curitiba.
be rgb escreve, traduz, revisa e oferece as oficinas esc/ritos, encarnar-se e textos, tecidos translúcidos. pesquisou sobre os estudos feministas da tradução e/m queer~cu-ir no doutorado na UFSC. publicou a plaquete with a leer of love (Macondo, 2019), os livros querides monstres (Douda Correria, 2021; 7Letras, 2023), a mística do bestiário não binário (Revista Philos, 2023) e o chapbook esse Ken não Binárie às vezes é Boyceta (Palimpsestus, 2023). traduziu só e em parceria textos de literatura e não ficção do inglês, espanhol e catalão. interessade em outras eróticas, trilhas e místicas.
Serviço: Oficina “textos, tecidos translúcidos” 30/03 e 31/03 (sábado e domingo) das 15h às 18h Casa Selvática Rua Nunes Machado, 950, Rebouças, Curitiba
Ficha técnica: Oficina: be rgb Produção: Semy Monastier Coordenação de projeto: Daniele Rosa Capacitação e acompanhamento: Matheo Bernardino Assessoria de imprensa: Vitória Gabarda Projeto gráfico das peças de divulgação: Mical Kairós Assessoria Pedagógica: Lucí Guerra Trevisan Incentivo: Lei Paulo Gustavo de Apoio à Retomada – Fundação Cultural de Curitiba
sobre: be rgb escreve, traduz, revisa e oferece as oficinas esc/ritos, encarnar-se e textos, tecidos translúcidos. pesquisou sobre os estudos feministas da tradução e/m queer~cu-ir no doutorado na UFSC. publicou a plaquete with a leer of love (Macondo, 2019), os livros querides monstres (Douda Correria, 2021; 7Letras, 2023), a mística do bestiário não binário (Revista Philos, 2023) e o chapbook esse Ken não Binárie às vezes é Boyceta (Palimpsestus, 2023). traduziu só e em parceria textos de literatura e não ficção do inglês, espanhol e catalão. interessade em outras eróticas, trilhas e místicas. integrante da Membrana Literária.
O CABARET SE INSTAURA EM CURITIBA: A programação da MOSTRA INTERNACIONAL DE CABARÉ vai do dia 05 ao dia 8 de maio e conta com espetáculos, palestras, festas, lançamento de livro, oficinas e muito, mas muito cabaré – com nomes nacionais e internacionais. Programação gratuita.
Serviço: 1ª MOSTRA INTERNACIONAL DE CABARET DE CURITIBA: Uma realização Selvática Ações Artísticas, de 5 a 8 de maio no Espaço Fantástico das Artes, R. Trajano Reis, 41 – São Francisco, Curitiba-PR. Programação completa: www.selvatica.art.br/mic22
Ficha técnica: Realização Selvática Ações Artísticas Curadoria e direção geral: Ricardo Nolasco e Gabriel Machado Direção de produção: Gabriel Machado e Patricia Cipriano Coordenação técnica: Semy Monastier e Marina Arthuzzi Técnica e operação de som: Matheus Henrique Assistência de comunicação: Leo Bardo Arte gráfica: Rafael Bagatelli Curadoria da convocatória: Gabriel Machado, Leo Bardo, Marina Arthuzzi, Marina Viana, Patricia Cipriano, Ricardo Nolasco e Semy Monastier.
Selva aberta Há dez anos a Casa Selvática existe em Curitiba com um espaço in-disciplinar, de convivência e festivo. Sabemos da importância desse espaço para a cidade e, por isso, queremos pensar um gestão compartilhada para que a coisa siga existindo.
Este espaço é sonho conjunto, plataforma para ser transformada em seu uso, loucura para ser compartilhada, obra aberta, in process, transgressora e pulsante. Neste momento, entendendo nosso caminho até aqui, abrimos casa e coração: queremos nos relacionar com mais artistas, coletivos, propostas e repensar a forma de residir na Casa Selvática, encontrando novas parcerias e projetos de ocupação e insistência do sobrado mais amado do underground, na capital mais fria do país.
Convidamos Pessoas artistas, produtoras, agitadoras, ativistas e quem mais esteja a fim de pensar, ser e fazer a Selvática para colar junto!
Venha, ocupe a Selvática com seus desejos, ideias e utopias!
Tragam Suas propostas de ocupação da casa com oficinas, debates, encontros, apresentações, ensaios, investigações, grupos de pesquisa, possibilidades para criação de mundos e lançamentos de livros e filmes.
Agito Para começarmos a movimentação de interessades neste novo momento, convidamos todes que desejam integrar as discussões e a vida selvática para um encontro afetuoso e cheio de amor onde compartilharemos espaço, ideias e projetos para a nossa casa.
Abrimos as portas! Venha junto e refloreste a Selva conosco!
Dalva lança videoclipe Algemas do amor. Foto de Aurelio Dominoni.
Com amor e fetiches como pano de fundo, Drag queen Dalva lança seu videoclipe Algemas do Amor no dia 1º de maio em suas plataformas digitais
A drag queen curitibana Dalva, ou Dalvinha Brandão como também é chamada, lança seu segundo videoclipe Algemas do amor em suas plataformas digitais no dia 1 de maio a partir das 22 horas. Mais de um ano depois de seu primeiro videoclipe, Psicopata do amor, sua nova produção audiovisual tem como ponto de partida outra história de amor fracassada.
Vindo uma experiência profissional que começou no teatro, tanto atuando, como escrevendo e dirigindo, Dalva conta que a possibilidade de contar histórias por meio da música foi o que motivou a começar a compor. “Eu escuto muita música que é considerada brega e eu gosto particularmente das que contam histórias trágicas. É maravilhoso quando tem o contraste de uma letra super trágica e um beat que te faz dançar. É esse tipo de coisa que eu gosto de fazer”, conta a artista.
Depois do assassinato narrado em seu primeiro videoclipe, Algemas do amor traz a história de uma relação amorosa obsessiva, que apesar de já ter terminado, continua dominando a vida de alguém. “Muita gente já passou por isso. Aquela pessoa que termina com você, mas continua aparecendo na tua vida, não te deixa seguir em frente. É uma violência, mas às vezes você começa a gostar daquilo, cultivar, não consegue sair”.
O roteiro, escrito por Dalva e pela diretora do vídeo, Carol Winter, reúne imagens do universo do fetiche, e em particular algumas práticas do BDSM. “O BDSM (bondage, dominação submissão e sadomasoquismo) é uma coisa que já fazia parte da minha vida de alguma forma, de leve. Tem muito a ver com prazer e dor. A diferença é que no BDSM você escolhe, tem um acordo. Numa relação dessas, muitas vezes você não tem consciência do que está acontecendo e nem consegue sair”, explica a drag queen.
Apesar da referência, o clipe destoa da imagem clássica que as pessoas têm de BDSM. Juntamente com a diretora de arte Fabi Melatte, e o diretor de moda Aurélio Dominoni, a equipe foi reunindo um universo de imagens coloridas, artificiais e lúdicas, que vão num caminho diferente das esperadas correntes e roupas pretas de couro e látex. “A gente fala também de como essas relações destrutivas às vezes estão escondidas embaixo de uma aparência de tudo-bem, às vezes doçura e gentileza podem doer mais que tapa”.
A produção, assinada por Semy Monastier, foi barata, porém não pouco trabalhosa. Como uma das referências que inspiraram o roteiro – o clipe “Numb”, do U2 – tudo acontece em um único quadro, em que mãos e pés (no caso do ator Diogo Bonito e do DJ Iegor Lima) manipulam o corpo da protagonista. A equipe contou também com assistência de direção de Ricardo Kenji Kumasaka, direção técnica de Fábia Regina e pós-produção de Marta Souza e Germano Strazzi.
A faixa foi produzida por Leonardo Gumiero, e traz uma batida extremamente dançante, que lembra os hits do europop e da house music do início dos anos 2000. “Eu queria esse universo sonoro principalmente porque me lembra uma época em que eu ainda tinha sentimentos. Hoje em dia meu coração é um caco de telha”, lamenta Dalva.
SERVIÇO Lançamento videoclipe ALGEMAS DO AMOR de Dalva dia 1º de maio, às 22h Onde: youtube/dalvinhabrandao
FICHA TÉCNICA Direção: Carol Winter Roteiro: Dalvinha Brandão e Carol Winter Produção: Semy Monastier Assistência de Direção: Ricardo Kenji Kumasaka Direção de Arte: Fabi Melatte Direção Técnica: Fábia Regina Direção de Moda: Aurélio Dominoni Edição: Marta Souza Tratamento de Cor: Germano Strazzi Atores: Iegor Rainer e Diogo Bonito Participação especial como Mão Roxa: Fabi Melatte Figurino e Peruca: Rapha Natel
“Meu silêncio é um grito” é um manifesto da classe artística por medidas emergenciais
Nesta terça, 23, mais de mil profissionais da cultura do Paraná estão mobilizados em uma ação digital que solicita do Governador Ratinho Jr. medidas compatíveis com a situação emergencial que atinge todos as trabalhadoras e trabalhadores artísticos na pandemia do coronavírus. Além de protocolar uma Carta Aberta, assinada por mais de 200 entidades, coletivos e profissionais, Contratempo Festival pede ajuda da sociedade civil através de um abaixo-assinado a favor da classe artística.
Entre às 9h e 21h, artistas realizarão manifestações silenciosas em seus perfis do Instagram. Com a premissa “Meu silêncio é um grito”, profissionais da cultura exaltam que não podem esperar mais: estão há três meses em isolamento social. Nas perspectivas mais otimistas, o retorno de atividades e espaços culturais estão previstas para 2021. O questionamento dos profissionais é que o Estado do Paraná tem feito para lidar com esta questão? Quais perspectivas de trabalho tem pensado para esta classe?
Coragem, Rede de Profissionais da Música de Curitiba, articuladora do Contratempo Festival irá realizar bate-papos de hora em hora em seu perfil do Instagram (@coragemrede) com Leticia Sabatella, Luís Melo, Lio Soares (Tuyo), Rimon Guimarães, entre outres.
PROPOSTAS PROFISSIONAIS DA CULTURA
A carta e abaixo-assinado propõe cinco pontos de diálogo com o Governo do Estado do Paraná.
1. Volta da Secretaria da Cultura com Autonomia e Independência de Outras Áreas.
2. Saber se as metas do Plano Estadual de Cultura, especificamente no que diz respeito à destinação de 1,5% (um vírgula cinco por cento) da receita estadual para o Fundo Estadual de Cultura será cumprida por essa gestão. É necessário e urgente a suplementação de recursos para o Fundo Estadual de Cultura, de forma compatível com a capacidade econômica do Estado, independentemente da aprovação e implementação da Lei Aldir Blanc.
3. Incluir os profissionais da cadeia produtiva da cultura nos programas Luz Fraterna e Tarifa Social da Sanepar sem necessidade de comprovação de renda. Esta inclusão seria transitória e por tempo limitado, durante o estado de pandemia.
4. Que os projetos aprovados e em andamento no PROFICE possam sofrer modificações em seu objeto, aceitando adaptações para o ambiente virtual durante o período da pandemia e permitindo assim a realização das ações e a remuneração dos profissionais da cadeia produtiva de forma imediata.
5. Exigem uma reunião com Governador, Secretário de Comunicação e Superintendente de Cultura do Paraná.
:: 09h30 – Teo Ruiz e Leticia Sabatella. :: 10h30 – Isa Flores e Itaercio Rocha. :: 11h30 – Marcio Juliano e Luís Melo. :: 12h30 – Adriano Esturilho e Giselle Lima (Pé no Palco). :: 13h30 – Brenda e Rimon Guimarães. :: 14h30 – Nadja Naira e Semy Monastier. :: 15h30 – Marcio Juliano e Marcio Abreu (companhia brasileira de teatro). :: 16h30 – Brenda Santos e Lio Soares (Tuyo). :: 17h30 – Bina Zanette e Dalvinha Brandão. :: 18h30 – Isa Flores e Vinicius Nisi – A Banda Mais Bonita da Cidade. :: 19h30 – Bina Zanete e Jaquelivre – Slam das Gurias. :: 20h30 – Adriano Esturilho e Jessica Candal.
:: 10h às 11h 10h às 10h15 – Baque Mulher / Mano a Mano Trio 10h15 às 10h30 – Maureen Miranda e Necos Yaros / Pé no Palco 10h30 às 10h45 – Adri Menegale / Cia Portátil 10h45 às 11h – Leonardo Cruz e Laremi Paixão / Alexandre Nero
:: 13h às 14h 13h às 13h15 – Antropofocus / Bea Gerolin 13h15 às 13h30 – Cultucada / Davi Henn 13h30 às 13h45 – A banda mais bonita da cidade / Um baile bom 13h45 às 14h – Dow Raiz / Mahallo
:: 14h às 15h 14h às 14h15 – Fabiula Nascimento / Tuyo 14h15 às 14h30 – Ave Lola / Bernardo Bravo 14h30 às 14h45 – Festival Saliva 14h45 às 15h – Londrina Ska Clube / Marcel Szymanski
:: 15h às 16h 15h às 15h15 – Leandro Daniel / Caburé Canela 15h15 às 15h30 – De um filho, de um cego / 15h30 às 15h45 – Chico Paes / Marcio Juliano Outro Samba 15h45 às 16h – Súbita / Casa do Suingue
Após três anos de pesquisa, projeto Mil Besos, do artista Gabriel Machado, lança publicação pela editora Medusa, na Casa Hoffmann, em Curitiba.
“Como se dança um exagero?” essa tem sido a pergunta motriz do projeto MIL BESOS, solo do artista selvático Gabriel Machado, que dia 3 de dezembro lança uma publicação inédita pela editora Medusa, que reúne registros do processo e reflexões críticas de Amabilis de Jesus, Francisco Mallmann, Jussara Belchior, Paula Lice, Princesa Ricardo Marinelli e Ricardo Nolasco. A proposta que teve ínicio em Madrid, no ano de 2016, através do Programa Iberescena de Criação Coreográfica em Residência e posteriormente realizou outras duas residências em Santiago – CL e na Casa Hoffmann, atualmente está em desenvolvimento a partir do Edital do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná (PROFICE).
Segundo o artista é um projeto aberto desenvolvido através do intercâmbios com os mais diversos artistas e comunidade, em ações como oficinas de dança, escrita e laboratórios de criação compartilhada. Partindo de um material autobiográfico e também de estudos do corpo ciborgue o projeto aborda as relações cibernéticas e a infiltração de tecnologias e recursos midiáticos no corpo humano. “Venho investigando as diversas sexualidades, as transformações do corpo enquanto objeto virtual, a cibernética e próteses na tentativa de conjugar o low-tech e o high-tech em busca do grotesco, do robótico, do inumano, do monstruoso, do superhumano”, comenta Gabriel Machado.
Para o livro, o artista convidou colaboradores do projeto e pesquisadores do assunto para escreverem textos a partir das suas percepções da obra. São textos inéditos e reflexivos que versam sobre diversos temas como futuro, monstruosidade, latinidade, decolonialidade. “A ideia era criar um material de registro desse período de pesquisa mas que também pudesse existir como uma obra artística em si, ou seja, que pessoas que não puderam assistir ao espetáculo também possam se envolver com os textos ali apresentados” finaliza Gabriel. O lançamento será na Casa Hoffmann – Centro de Estudo do Movimento, às 19h30, a entrada e a distribuição do livro são gratuitas e a programação da noite conta também com performances de Gabriel Machado, Gladis dos Santos, Jussara Belchior e Princesa Ricardo Marinelli.
SERVIÇO: Lançamento do livro “Mil Besos” na Casa Hoffmann 3 de dezembro às 19h30 Casa Hoffmann – Centro de Estudo do Movimento, Rua Claudino Dos Santos 58 São Francisco – Curitiba Página do evento, aqui Entrada Franca
Ficha técnica do livro: Copyrigth desta edição 2019 Medusa Copyrigth dos textos 2019 Amabilis de Jesus, Francisco Mallmann, Gabriel Machado, Jussara Belchior, Paula Lice, Ricardo Nolasco e Princesa Ricardo Marinelli Edição: Eliana Borges e Ricardo Corona Projeto gráfico e ilustrações: Thalita Sejanes Revisão: Renata Cunali
Ficha técnica do projeto: Conceito, criação/atuação e pesquisa: Gabriel Machado Performers convidados: Gladis dos Santos, Jussara Belchior e Princesa Ricardo Marinelli Interlocução coreográfica: Princesa Ricardo Marinelli Interlocução dramatúrgica/cênica: Paula Lice Interlocução/produção: Ricardo Nolasco Iluminação/design de luz: Semy Monastier Design sonoro/trilha original: Jo Mistinguett Figurino: Cali Ossani e Patricia Cipriano Produção e assessoria de imprensa: Giovana Lago Residências e mostras de processo: Espacio Labruc (Madrid – ES), Nave – Centro de Creación y Residencia (Santiago – CL), Transborda Mostra de Performance(Curitiba – BR) Reinvenção do Cabaré – Casa Selvática (Curitiba – BR) e Casa Hoffmann (Curitiba – BR).
Coletivo curitibano propõe semana de programação com ações artísticas em sua sede localizada no bairro Rebouças
Os artistas da Casa Selvática iniciam o ano promovendo a Colômbia de Férias, uma semana de programação com oficinas, encontros performativos, apresentações, leituras dramáticas e conversas na sede do coletivo localizado no bairro Rebouças, em Curitiba. As ações acontecem entre os dias 27 de janeiro a 3 fevereiro no espaço Cultural Casa Selvática (rua nunes machado, 950).
Com o objetivo de repartir um pouco do modo de fazer cultura, arte, educação e política os artistas do coletivo abrem as portas do sobrado cor de rosa para pessoas de todas as idades numa semana divertida, afetiva e purpurinada.
A programação começa no domingo, 27 de janeiro com o SARAU DA VISIBILIDADE TRANS, uma ação do Instituto Brasileiro Trans de Educação – IBTE em parceria com a Associação Paranaense da Parada da Diversidade – APPAD e Dom da Terra AfroLGBTI.
O artista Itaercio Rocha (foto) propõe a oficina BORDANDO MEMÓRIAS E CANÇÕES partindo de lembranças, recordações e saudades para bordar canutilhos e miçangas em veludo. Cali Ossani ministra as PRÁTICAS MATINAIS DE KUNDALINI YOGA.
Patricia Cipriano e Stéfano Belo propõem o CLUBE DO DESMONTE para interessados em montaria, desmontar cacarecos, figurinos, roupas, acessórios, ideias, jóias do 1,99 e adereços das mais diversas materialidades.
Simone Magalhães e Victor Hugo apresentam a TARDE PRETA – um espaço de compartilhamento performático e conversas, para que os artistas convidados compartilhem suas compreensões sobre as negritudes e os processos de vida que permeiam seus trabalhos.
Jo Mistinguett e Simone Magalhães dirigem as LEITURAS DRAMÁTICAS dos textos Eu que não sou aí onde estou e A Falta de Novas Receitas em um Bolo de Lata nos fez Permanecer Aqui da autoria de Semy Monastier.
A programação se encerra com a primeira turma de vedetes mirins na COLOMBINA, onde a casa abre espaço para crianças de 5 a 10 anos possam experienciar a coletividade e a criação artística em grupo através de uma programação que envolve teatro, gastronomia e contação de histórias.
As inscrições para oficinas devem ser feitas através do e-mail: colombiadeferias@gmail.com Envie seu nome completo, a ação da qual quer participar e a forma de pagamento escolhida. Os pagamentos podem ser feitos na hora. Aceitamos dinheiro e cartões de débito e crédito.
SERVIÇO: COLÔMBIA DE FÉRIAS DA CASA SELVÁTICA 27 de Janeiro a 3 de Fevereiro no espaço cultural Casa Selvática
APRESENTAÇÕES A bilheteria abrirá meia hora antes das atrações. Casa Selvática Rua Nunes Machado, 950 – Rebouças, Curitiba-PR Fone: (41) 9 9991-9732
PROGRAMAÇÃO 27 DE JANEIRO (domingo) 15h às 20h – SARAU DA VISIBILIDADE TRANS Com Instituto Brasileiro Trans de Educação – IBTE, a Associação Paranaense da Parada da Diversidade – APPAD e Dom da Terra AfroLGBTI.
28 DE JANEIRO (segunda-feira) 14h às 17h – OFICINA DE BORDADO Com Itaercio Rocha
29 DE JANEIRO (terça-feira) 10h – PRÁTICAS DE KUNDALINI YOGA Com Cali Ossani 14h às 17h – OFICINA DE BORDADO Com Itaercio Rocha
30 DE JANEIRO (quarta-feira) 10h – PRÁTICAS DE KUNDALINI YOGA Com Cali Ossani 14h às 17h – OFICINA DE BORDADO Com Itaercio Rocha
31 DE JANEIRO (quinta-feira) 18h – CLUBE DO DESMONTE com Stéfano Belo e Patricia Cipriano
01 DE FEVEREIRO (sexta-feira) 20h – Leitura dramática “A Falta de Novas Receitas em um Bolo de Lata nos fez Permanecer Aqui” Texto de Semy Monastier Direção de Simone Magalhães
02 DE FEVEREIRO (sábado) 15h às 18h – TARDE PRETA com Simone Magalhães e Victor Hugo 20h – Leitura Dramática “Eu que não sou aí onde estou” Texto de Semy Monastier Direção de Jo Mistinguett
03 DE FEVEREIRO (domingo) 10h às 15h – COLOMBINA com Patricia Cipriano e Simone Magalhães
Descrição dos eventos
SARAU DA VISIBILIDADE TRANS O Instituto Brasileiro Trans de Educação – IBTE, juntamente com a Associação Paranaense da Parada da Diversidade – APPAD e o Dom da Terra AfroLGBTI convida a todos para o sarau trans com apresentações multimídias, documentários; exposições, músicas, dança e performance, discotecagem e microfone aberto para a construção de um manifesto trans. Dia: 27 de janeiro Horário: 15h às 22h Entrada Gratuita
PRÁTICAS MATINAIS DE KUNDALINI YOGA ministradas por Cali Ossani Convido aquelxs que sentirem o chamado a uma breve imersão na sua infinitude pessoal através da prática da Kundalini Yoga, que tem como símbolo uma serpente enrolada na base da coluna vertebral, possui técnicas dinâmicas, energizantes e objetivas. Entre os benefícios, podemos destacar que ela fortalece, alonga e relaxa a musculatura e todo o metabolismo do corpo. Além disso, auxilia no sistema respiratório, aumenta o nível de vitalidade física e psíquica, estimula a harmonia do sistema nervoso e glandular e propõe um profundo mergulho na meditação, através do uso de mantras. Dias: 29 e 30 de Janeiro Horário: 10h às 11h Investimento: R$ 20 reais/aula
OFICINA – BORDANDO MEMÓRIAS E CANÇÕES com Itaercio Rocha Bordar com canutilhos e miçangas em veludo, tendo como ponto de partida lembranças, recordações e saudades! Recuperar desenhos da infância e das lembranças de bordados. Criar formas e traçados, a partir de pesquisas em antigos e novos bordados. Bordar cantando. Brincar de cantar e bordar. Brincar de inventar canções e bordados. Vamos trans bordar! Missangas, canutilhos, brincadeiras e remelexos! Vamos bordar nossas fantasias e fantasiar nossos bordados! O Bordar – Trans Bordar O bordar vem de longe, de tempos e tempos atrás! Vem do silêncio e da conversa prazerosa! Vem do cantarolar sozinho e com os outros! Bordar vem do lembrar fios de histórias e contas Bordar é inventar trajetos, tempos e espaços É enfeitar, colorir, dar brilho em imaginações É parar o tempo, perder a hora, trans bordar Bordar é ir, ponto a ponto, construindo eternidades e identidades. Dias: 28, 29 e 30 de janeiro Horário: 14h às 17h Investimento: A partir de R$30
CLUBE DO DESMONTE com Patricia Cipriano e Stéfano Belo Desmontar cacarecos, figurinos, roupas, acessórios, ideias, jóias bélicas do 1,99 e adereços das mais diversas materialidades, para que juntas vejamos erguer-se do caos visualidades exuberantes e performances desviantes.
Stéfano Belo e Patricia Cipriano montam uma fábrica de sonhos da Casa Selvática e convidam todes interessades na criação em processo, precariedade, balangandan & montaria. Drag kings e drag queens, mulheres, bichas, sapatonas, travestis, NB’s e quem mais se interessar: venham para uma noite de experiência criativa na mais alta montaria drag queer. Junte-se a nós nessa invasão dissidente pelo bairro do Rebouças! Dia: 31 de janeiro Horário: 18h às 22h Investimento: R$15
TARDE PRETA com Simone Magalhães e Victor Hugo Simone Magalhães e a Casa Selvática tem o prazer de receber na casa rosa mais resistente do Rebouças, a TARDE PRETA – um espaço de compartilhamento performático, conversas e vivências terapêuticas. Pensado para que artistas próximos(as) de nossa convivência na cidade irradiem suas compreensões sobre as negritudes e os processos de vida que permeiam seus trabalhos. Dia: 02 de fevereiro Horário: 15h às 18h Entrada Gratuita
LEITURA DRAMÁTICA – ”Eu que não sou aí onde estou” Seres purulentos dançantes tentam explicar suas ansiedades. Texto: Semy Monastier Direção: Jo Mistinguett Elenco: Cali Ossani, Daniele Cristyne, Matheus Henrique, Nina Ribas e Victor Hugo Sonoplastia: Cali Ossani Produção: Léo Bardo e Ricardo Nolasco Dia: 02 fevereiro Horário: 20 horas Entrada: R$10 reais
COLOMBINA Por acreditarmos nas mais diversas formas de existência no mundo, este ano inauguramos a primeira turma de Vedetes Mirins dentro da programação da Colômbia de Férias. Chamamos de COLOMBINA o espaço onde as crianças inscritas protagonizarão suas próprias existências e terão a oportunidade de contar e recontar, montar e remontar suas próprias narrativas, mergulhando na coletividade do organismo Casa Selvática e exercitando entre si os novos modos de conhecimento emergidos deste novo grupo de Vedetes!
Acreditamos na esperança que há neste movimento, afinal, o exercício do pensamento crítico aliado à sensibilidade artística e criativa das crianças só pode resultar em inúmeras soluções inventivas para sermos o que quisermos, um motivo a mais para estar aqui, um motivo a mais para exercitar outras coletividades, uma aliança a mais para resistir. Colombina é jovem, é sagaz, é inventiva! Colombina é a vedete do século 21!
* Inscrições para crianças de 5 a 10 anos (10 vagas) Investimento: R$20 por criança** Cada criança deve trazer uma sugestão de alimento para compartilhar; *** Fiquem à vontade para usar a criatividade: caso queiram, pode trazer roupas, adereços e objetos!
Programação da Colombina: 10:00 – Recepção 10:15 – Movimento matilha 10:30 – Meu nome é, mas hoje sou… (a construção de outro eu) 11:30 – Almoço coletivo – O almoço será preparado pelas crianças, amparadas por adultos que estarão zelando por todes. Menu a definir. 12:15 – ALMOÇO 12:45 – Organização coletiva 13:15 – Contação de histórias 13:45 – Soluções Fantásticas Para Ser O Que Eu Quiser (pensar e dar vida à essa nova identidade). 15:00 – Matinê da Colombina e O Grande Desfile de Vedetes. 16:00 – Encerramento
Com direção de Ricardo Nolasco e dramaturgia de Francisco Mallmann e Leonarda Glück, a partir da obra do dramaturgo alemão Heiner Müller, Cabaret Macchina é uma pós-ópera em formato de cabaré de rua
Após estrear na Mostra Oficial do Festival de Curitiba, com participação especial da cantora Karina Buhr e se apresentar ao lado externo do Museu Municipal de Arte, localizado no bairro Portão, o coletivo Casa Selvática apresenta CABARET MACCHINA no Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná nos dias 5, 6, 26 e 27 de maio, nos sábados às 21h e domingos às 17h com entrada gratuita.
Os artistas da Casa Selvática vão às ruas de Curitiba em busca dos restos de um herói. O coletivo exercita assim uma nova possibilidade para o mundo, um espetáculo máquina desejante. No humor corrosivo de um famigerado cabaré, o dia-a-dia de vedetes encenando clássicos ocidentais em uma pós-ópera anti-edipiana. Dentro da cidade, personagens canônicas dos escombros de um teatro de guerra se encontrarão com os fantasmas de uma contemporaneidade que atira a tudo e a todos no grande vácuo do desuso.
A Casa Selvática tem sido uma das principais referências do estudo do cabaré como linguagem no Brasil, tendo realizado diversos espetáculos e proposto oficinas anualmente para seu aprofundamento. Cabaret Macchina pretende expandir a pesquisa do grupo, na construção de um espetáculo de teatro a ser realizado em espaço público, uma criação de dramaturgias que relaciona vivências, questões arquitetônicas e históricas da cidade.
Para mais informações acesse www.selvatica.art.br ou siga nossa fanpage Selvática Ações Artísticas ou nosso perfil no instagram @selvaticaoficial, e acompanhe toda a programação do projeto.
SERVIÇO: CABARET MACCHINA – UMA PÓS-ÓPERA ANTI-EDIPIANA Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná Rua XV de Novembro, 1299 – Centro de Curitiba 5, 6, 26 e 27 de maio de 2018 Sábados às 21h e domingos às 17h ENTRADA FRANCA PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.
Ficha Técnica: Dramaturgia: Francisco Mallmann e Leonarda Glück (a partir da obra de Heiner Müller); Direção Geral: Ricardo Nolasco; Direção de Movimento: Gabriel Machado; Direção Musical e Sonoplastia: Jo Mistinguett; Figurino: Cali Ossani, Stéfano Belo e Patricia Cipriano; Iluminação: Semy Monastier e Patricia Saravy; Maquiagem: Nina Ribas e Stéfano Belo; Elenco: Amira Massabki, Cali Ossani, Cesar Mathew, Leonarda Glück, Leo Bardo, Matheus Henrique,Nina Ribas, Patricia Cipriano, Patricia Saravy, Semy Monastier, Simone Magalhães, Stéfano Belo e Victor Hugo; Artista Convidada: Karina Buhr; Consultoria: Amabilis de Jesus; Mapeamento Urbano: Renata Cunali; Direção de Produção: Cacá Bordini; Assistência de Produção: Bruna Costa; Imagens: Amira Massabki; Design Gráfico: Thalita Sejanes; Captação de Recursos: Meire Abe; Realização: Selvática Ações Artísticas e O Estábulo de Luxo; Fotografias: Mariama Lopes