BATATINHA E O SAMBA OCULTO DA BAHIA (2007) – DIREÇÃO PEDRO ABIB

Documentário sobre um dos maiores nomes do samba baiano: Oscar da Penha – o Batatinha, que faleceu na década de 1990, mas deixou um legado musical reconhecido nacionalmente. Aborda também outros importantes sambistas baianos que não têm grande visibilidade na mídia. Melhor Documentário na Jornada Internacional de Cinema da Bahia (2007) e no Festival Internacional de Documentários de Montevideo (2007). Dirigido por Pedro Abib

BATATINHA, POETA DO SAMBA


Sinopse: Um dos mais importantes sambistas do Brasil, o baiano Oscar da Penha, o Batatinha (1924 -1997), é visto aqui sob a perspectiva de seus nove filhos. São eles que vão atrás das memórias do pai, investigam a sua vida, história e obra e se encontram com familiares, amigos e músicos. Seus filhos, ao reunir os fragmentos que revelam a história do pai, acabam conhecendo mais sobre ele, estabelecendo também elos fraternais importantes entre a própria família.

Ficha técnica:
Brasil | 2008 | cor |
Direção: Marcelo Rabelo
Fotografia: Nicolas Hallet
Montagem: Iris de Oliveira Som: Simone Dourado
Produção: Eliana Mendes, Marcelo Rabelo e Vanessa Salles
Contato: bendego@gmail.com

PÔXA – GILSON DE SOUZA


Gilson de souza, paulista da cidade de Marília, chegou à capital paulistana nos anos 60, foi cantor da noite e se apresentou em grandes casas de espetáculos da época como: Catedral do samba, Beco, Jogral, Bar Brahma e muitas outras. Dez anos depois nos anos 70 já era um nome respeitado dentre os sambistas, mpb e bossa nova. Antes de fazer sucesso como cantor, foi sucesso como compositor: a música “orgulho de um sambista” gravado por Jair Rodrigues (aqui) e 15 anos depois regravada por Adriana Calcanhoto (aqui). Outros sucessos de Gilson de Souza gravados por Jair rodrigues foram: Carnaval não envelhece (aqui) e Sou da Madrugada em parceria com cantor e compositor Wando (aqui). Em 1975, teve a oportunidade de gravar seu primeiro disco – onde 2 músicas se tornaram sucesso nacional e hinos da mpb: “Poxa” (aqui) e “Quem é do samba chora” (aqui)

A primeira regravação internacional de “Pôxa” foi feita pelo grupo espanhol Mocedades, em 1978, (aqui). 

Pôxa ganhou troféu imprensa como revelação do ano e melhor música. Já em 1988, recebeu o troféu gladiador no programa Raul Gil. 

Elza soares gravou a música “Deixa deus resolver” por volta de 1985 (aqui). 

Djalma pires também fêz sucesso com a música de Gilson de Souza “Perdido na madrugada” em 1987 (aqui).

Rosa Maria também gravou um grande sucesso; “Samba maneiro” em 1989.

Mais uma vez Jair Rodrigues grava música de Gilson de Souza: “Exaltação aos seresteiros” em 1990. 

Os originais do samba gravaram a música “Bahia do nosso senhor” em 1998.

Neguinho da beija flor regravou “Poxa” em 1999. 

Reinaldo o “príncipe do pagode” gravou a música “cena de cinema”, uma música que foi uma parceria com Almir Guineto em 2001 (aqui)

Elymar Santos regravou poxa em 2004 (aqui)

Neste mesmo ano a dupla argentina pimpinela regravou Pôxa (aqui), Guilherme e Santiago gravaram a música “Lei do Silêncio”, música em feita em parceria com Fernando Boêmio em 2005 (aqui).

Em 2006 foi a vez de Zeca Baleiro regravar Pôxa (aqui).

Em 2007, Gilson de Souza com a música Pôxa ganha uma Coroa de Ouro e uma de prata no programa Rei Majestade apresentado por Silvio Santos. 

Em 2008, o Exaltasamba regravou Pôxa: (aqui) e, finalmente, em 2010, Zeca pagodinho também regrava pôxa (aqui)

Texto / Fonte: RGS MUSIC BRASIL

BRASEIRO CONVIDA NELSON SARGENTO PARA SHOW EM CURITIBA

O projeto Sesi Música promove ação para amantes do samba e do choro 

O Sesi Música, iniciativa do Sesi Cultura Paraná, promove o show “Braseiro convida Nelson Sargento” no dia 26 de outubro, às 20h horas, no Teatro Campus da Indústria, em Curitiba.

No show “O samba de Nelson Sargento”, o grupo curitibano Braseiro convida o multiartista carioca Nelson Sargento para participar de um encontro inesquecível no qual darão destaque às composições do sambista.

A banda curitibana Braseiro é formada por amantes do Samba e do Choro. A proposta do grupo é defender as composições de sambistas da cena local, sem deixar de lado os compositores consagrados que permeiam as rodas de vários locais do Brasil. Valorizando a identidade da raiz, o grupo formado por Jonas Lopes (cavaquinho e bandolim), Luiz Ivanqui (violão 7 cordas), Otávio Augusto (sopros), Ricardo Salmazo (percussão) e Otto Lenon (percussão), nesta edição conta também com a participação de Roseana Santos (voz) e Luís Rolim (percussão) e tem por intuito buscar a sonoridade do samba mais tradicional, como a dos regionais que fizeram história na música brasileira em outros tempos. Os integrantes são ativos dentro da cena do samba em Curitiba e contribuem com a disseminação do estilo musical, buscando propagar a filosofia do samba, em especial, na capital paranaense.

O carioca Nelson Sargento faz parte da história viva do samba brasileiro, juntamente com Riachão (BA) e Hermínio Bello de Carvalho (RJ), seu Nelson está entre os consagrados sambistas da velha guarda que ainda encontra-se vivo. Além de ser considerado um dos maiores nomes da escola de samba carioca da Mangueira.

Nascido em 1924, Nelson Sargento é um multiartista, atuante até os dias de hoje. Cantor, compositor, escritor, pintor, músico, ator, artista plástico e pesquisador, ele já participou de longas e curtas-metragens, escreveu e lançou dois livros, desenvolve seu trabalho como artista plástico por meio dos conhecimentos adquiridos em seu trabalho de pintor e pedreiro, ofício que exerceu por muitos anos, além de compor e musicar canções que ficaram consagradas nacional e internacionalmente.

Nelson Sargento mudou-se para o morro da Mangueira quando tinha aproximadamente dez anos e, morando lá, conheceu Cartola e Nelson Cavaquinho – que o ensinaram a tocar violão e que, no futuro, seriam seus parceiros de composição. Entrou para a ala de compositores da Mangueira e compôs canções como “Falso Amor Sincero”, “Vai dizer a Ela” (com Carlos Marreta), “Nas Asas da Canção” (com Dona Ivone Lara) entre outros. Sua composição de maior sucesso, “Agoniza Mas Não Morre”, foi gravada por Beth Carvalho e tornou-se um hino de resistência da cultura do samba carioca. Em 2017 teve seu show “Nelson Sargento com Vida” eleito como melhor show nacional por votação popular, segundo o Guia da Folha de São Paulo.

SERVIÇO
SESI MÚSICA APRESENTA:
Braseiro convida Nelson Sargento
Data: 26 de outubro
Horário: 20h
Duração: 60 minutos
Classificação: livre
Valor: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
Local: Teatro Campus da Indústria
Endereço: Av. Com. Franco, 1341 – Jardim Botânico, Curitiba
Página do evento, aqui

Mais informações:
www.sesipr.com.br/cultura /
www.facebook.com/sesiculturapr

SESI CULTURA – Foi em 2008 que a Regional Paraná do Serviço Social da Indústria inaugurou uma área especificamente dedicada ao desenvolvimento de ações culturais ancoradas nas diretrizes previstas na Declaração Universal dos Direitos do Homem, como a diversidade, a pluralidade e a autonomia. Desde então, o Sesi Cultura Paraná tem promovido o acesso à cultura com foco em programas de formação artística e cultural, investindo em processos criativos, formação de plateia para todas as linguagens e na formação e desenvolvimento cultural com vocação local. O Circuito Cultural Sesi, o Festival Sesi Música, os Núcleos Criativos do Sesi, o Zoom Cultural, os Programas Sesi Música, Sesi Arte, Sesi Audiovisual e Sesi Artes Cênicas são exemplos de programas desenvolvidos pela Gestão Cultural do Sesi. De 2008 até 2017, mais de um milhão de espectadores tiveram acesso à cultura por meio de cerca de 8,4 mil ações culturais realizados pelo Sesi Paraná. Todas essas ações sempre tiveram como objetivo o acesso ao bem cultural para o trabalhador da indústria, seus dependentes e para a comunidade de uma forma geral, além da difusão da arte em todas as suas manifestações, valorizando a diversidade e a pluralidade do povo brasileiro.