RUA RIACHUELO É PALCO DE ESPETÁCULO ITINERANTE SOBRE O TEMPO, A CIDADE E O DIREITO DE SONHAR

Inspirado em histórias reais e na memória urbana, o grupo Olho Rasteiro convida o público a percorrer a cidade em uma experiência teatral gratuita que mistura realidade e ficção.

O grupo Olho Rasteiro apresenta ao público o espetáculo “Como nasce uma rua ou Cartografia de um tempo”, uma experiência teatral itinerante que convida a repensar a cidade, suas memórias e futuros possíveis. As apresentações acontecem nos dias 17, 18 e 19 de novembro, às 11h e 16h, pela Rua Riachuelo, no centro de Curitiba. A participação é gratuita.

O percurso cênico tem início na Praça 19 de Dezembro e se encerra na esquina da Rua São Francisco, misturando o real e o ficcional em uma dramaturgia inspirada em histórias de pessoas que vivem e trabalham em uma das ruas mais antigas da cidade. Segundo Rana Moscheta, cofundadora do grupo, a proposta é construir um diálogo vivo entre arte e cidade: “Estar na cidade significa estar poroso ao ambiente, sem uma relação unilateral. É construir ativamente o acontecimento teatral. A função da pessoa artista na cidade vai além de uma atuação individual, ela se dá na intensificação da teatralidade urbana e na extrapolação do próprio espetáculo”.

Resultado de um processo de criação coletiva, o trabalho nasceu a partir de um levantamento histórico, entrevistas e improvisações realizadas com moradores, comerciantes e transeuntes da região. Em cena, três personagens tentam seguir suas vidas em pleno 2025, em meio a uma rua completamente urbanizada. Conduzidos por uma misteriosa figura, são instigados a sonhar novos futuros e a refletir sobre as transformações do espaço urbano. A ideia, de acordo com Paulo Chierentini, cofundador, é que o espetáculo desperte novos olhares sobre o cotidiano. “Nosso desejo é olhar para além do concreto, para além do nível horizontal da altura dos nossos olhos. Convidamos o espectador a enxergar poesia onde normalmente não se vê, a criar afetos por meio de situações ficcionais dentro de uma cidade sempre viva e real.”

A encenação valoriza a relação com o território e seus habitantes. O grupo contou com o apoio de comerciantes locais, como o Ateliê Sina, que cedeu o espaço de sua varanda para a realização de uma das cenas. Figurinos e elementos cênicos também foram adquiridos em estabelecimentos da própria rua, fortalecendo o vínculo entre arte e comunidade.

O projeto foi contemplado pelo EDITAL Nº 032/2024 – Fomento Aldir Blanc Curitiba 2024, da Fundação Cultural de Curitiba.

Serviço:
Espetáculo: Como nasce uma rua ou Cartografia de um tempo
Datas: 17, 18 e 19 de novembro de 2025
Horários: 11h e 16h
Local: Rua Riachuelo (início na Praça 19 de Dezembro e término na esquina com Rua São Francisco), Curitiba
Ingresso: Gratuito

Ficha técnica:
Direção e dramaturgia: Grupo Olho Rasteiro | Elenco: Alucas Santos, Paulo Chierentini, Rana Moscheta e Rosane Freire | Consultoria de Visualidades (cenografia, figurino, maquiagem e adereços): Patricia Cipriano | Designer gráfico: Nicolas Dorvalino | Costureira: Adelaide dos Santos Silva | Contra-regra: Amanda Curedes | Assessoria de imprensa: Bruna Bazzo | Agradecimento: Ateliê Sina

Sobre o Grupo Olho Rasteiro
Formado em 2014, o Grupo Olho Rasteiro tem como eixo de criação o trabalho coletivo, integrando atuação, dramaturgia, música e performance. A pesquisa do grupo parte da relação entre corpo, cidade e teatralidade, sempre buscando construir experiências que ultrapassem os limites tradicionais da cena.

Com seis trabalhos em seu repertório: Lugar de ser Inútil (2014), Os Cegos (2016), O Terreno Baldio (2016), O Auto Segundo Gabriel (2017) e Hi, Breasil! (2019), o grupo já realizou mais de 200 apresentações em estados como Paraná, São Paulo e Ceará.

Instagram: @grupoolhorasteiro

Facebook: Grupo Olho Rasteiro

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

CIA KÁ REINVENTA A PEÇA PILAR DE FOGO EM NOVA MONTAGEM CHEIA DE TECNOLOGIA

Arte da nova montagem de Pilar de Fogo da Cia KÁ de Teatro, companhia teatral independente de Curitiba, chega neste Halloween com recursos tecnológicos aliados à dramaturgia.

O espetáculo de horror criado pela cia independente curitibana ganha nova roupagem e uma estética tecnológica, com projeção mapeada e holograma, em curta temporada nos dias 25 e 26 de outubro, mês do Halloween, no Miniauditório do Teatro Guaíra. 

Outubro é celebrado o Halloween, e para os amantes do suspense a CIA KÀ de Teatro traz ao palco do Miniauditório do Teatro Guaíra, nos dias 25 e 26 do mesmo mês, o espetáculo de terror, que faz parte do repertório da companhia:  “Pilar de Fogo”, em montagem inédita com inovação tecnológica no uso de hologramas e projeção mapeada, fruto de uma parceria criativa com a Lumen Audiovisual. A experiência promete transportar o público para uma atmosfera sombria e imersiva, intensificando a narrativa distópica compondo a estética visual da peça. De acordo com Kelvin Millarch, diretor do espetáculo, “a ideia é utilizar recursos tecnológicos como forma de adequação às novas necessidades do público jovem acostumado às informações simultâneas e ao usar essas estratégias a obra teatral ganha novas dimensões imagéticas possibilitando inúmeras conexões com a plateia”. Para ele, é desafiador juntar a atuação física com hologramas e iluminação, sonoplastias ao mesmo tempo, nestas diferentes atmosferas. 

Unidos pelo desejo de compor uma obra de arte e explorar os benefícios da tecnologia a Lumen, empresa que tem com exclusividade as telas “holográficas” da Holo Gauze, fez a parceria com a Cia KÀ, companhia teatral independente da cidade. “Eles são criativos e corajosos  para lançar mão desse recurso no intuito de  auxiliar a narrativa do espetáculo”, ressalta Guaia Knoll Malinowski, diretor da Lumen Audiovisual. Além dos efeitos especiais inovadores, o público terá a chance de influenciar os rumos da trama, tornando a experiência mais interativa e surpreendente.

Inspirada nos contos de Ray Bradbury e na estética aterrorizante de H.P. Lovecraft e Zé do Caixão, “Pilar de Fogo” é uma jornada perturbadora que questiona a censura e o autoritarismo. A peça transporta os espectadores para um mundo no qual livros são proibidos e a manipulação da verdade prevalece. O protagonista, William Lantry, interpretado por Saymon Wendell, enfrenta um regime opressivo enquanto protege a memória de grandes obras literárias. A jornada de William não só reflete questões contemporâneas sobre autoritarismo e poder, mas também convida o público a refletir sobre a relação entre a liberdade e a preservação da memória. 

Após a estreia no Festival de Curitiba 2024, “Pilar de Fogo”, já esteve em cartaz também na abertura da 38ª Semana da Cultura em Ponta Grossa, e também no Festival de Teatro de São José dos Pinhais. E agora em outubro, a Cia KÁ retorna para uma mini temporada especial em comemoração ao Halloween. Os ingressos estão disponíveis no site Deu Balada. 

FICHA TÉCNICA
Direção: Kelvin Millarch  
Elenco: Saymon Wendell | Yohann Kalleu | Luiz Nogueira | Caio Frankiu  
Assistência de Direção: Caio Frankiu | Bruno Sanctus  
Preparação Corporal: Caio Frankiu |Rosangela de Lara  
Operador de Luz: Ike Rocha  

SOBRE A CIA KÀ
A CIA KÀ de Teatro é um núcleo independente de desenvolvimento artístico de Curitiba, fundado em 2019 por Caio Frankiu e Kelvin Millarch, com o intuito de produzir espetáculos teatrais, audiovisuais e performáticos. Assim como a Faber-Castell, buscamos promover a criatividade e valorizar a cultura no nosso país.

SERVIÇO:
Datas: 25 e 26 de outubro de 2024  
Horário: 20h  
Local: MiniAuditório Guaíra – Auditório Glauco Flores de Sá Britto, R. XV de Novembro, 971 – Centro, Curitiba.
Duração: 60 minutos  
Classificação: 10 anos  
Ingressos Deu balada: aqui
Valor: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia)

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]