PROSAS DE UMA TERRA ILUMINADA

Programa de Incentivo à Leitura contempla cerca de 10 mil alunos da rede pública de ensino de municípios da Região Metropolitana de Curitiba com contação de histórias, rodas de leitura e oficinas voltadas aos professores.

Promover encontros para que as crianças vivenciem a literatura de forma lúdica e cativante. Fazer com que elas se encantem pelos livros e sintam-se estimuladas a ler e a frequentar as bibliotecas são os principais objetivos do projeto Prosas de uma Terra Iluminada que irá levar aos alunos e professores da rede pública de ensino dos municípios de Quatro Barras, Contenda, Bocaiúva do Sul e Balsa Nova: 120 sessões de contação de histórias, 120 rodas de leitura e oito oficinas literárias. Em um esforço para democratizar o acesso à literatura, a expectativa é atender cerca de 10 mil crianças e 1 mil educadores até setembro deste ano.

A iniciativa é da Travessia – Arte e Educação que há mais de 10 anos tem se dedicado à criação de conteúdos artísticos para crianças visando o estimulo à leitura. Todas as ações do projeto serão gratuitas e irão atender tanto o público das escolas urbanas quanto rurais. Cerca de 50% da população de Balsa Nova, Contenda e Bocaiúva do Sul vivem no campo.

O repertório apresentado serão os contos da literatura oral brasileira recontados e publicados por escritores de renome como Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Henriqueta Lisboa, Câmara Cascudo, Ricardo Azevedo, entre outros. “Os contos são uma porta de entrada para o universo da leitura literária. Apresentaremos o que há de melhor em releituras de nossa rica tradição oral, trazendo questões humanas atemporais e universais. Os temas são variados, mas todos bem familiares à criança”, comenta Vinícius Mazzon, idealizador e mediador do projeto. “Nossa intenção como diz Ana Maria Machado: é que as crianças de hoje descubram o fascínio destas histórias incomparáveis, fruto da sabedoria popular acumulada em gerações de narradores anônimos que coletivamente foram criando esse fantástico patrimônio que nos coube de herança e não tem preço”, acrescenta.

A fim de que o projeto tenha um efeito multiplicador, em cada uma das cidades também será oferecida uma oficina para os professores das escolas públicas. Com formato híbrido (6 horas presenciais e 6 horas on-line), a oficina “A Tradição Oral formando leitores: da boca do contador, pela mão do escritor aos olhos e ouvidos da criança” será ministrada pelo pesquisador e professor argentino Daniel D’Andrea.

SOBRE


Prosas com Vinícius Mazzon. Foto: Lucas Rachinski.

Vinícius Mazzon (contador de histórias e curador do projeto): é ator e contador de histórias de trajetória reconhecida, atuou com companhias do Brasil e da Argentina. Tem sido convidado para os maiores eventos da narração oral no país, como o “Boca do Céu – Encontro Internacional de Contadores de Histórias” (SP) e o “Simpósio Nacional de Contadores de Histórias” (SESC – SP). Há mais de 10 anos vem criando e atuando em programas de incentivo à leitura. Em parceria com o “Curitiba Lê” (Programa Literário reconhecido pela UNESCO) realizou, desde 2009, mais de 500 sessões de contação de histórias, além de dezenas de Oficinas Literárias para educadores. Em 2010, recebeu a Bolsa FUNARTE de Circulação Literária. Em 2011 recebeu o Prêmio Nossa Onda, da Cinemateca Brasileira. Em 2013 e 2014 recebeu o Prêmio FUNARTE Myriam Muniz de Teatro. É proprietário e diretor da Travessia – Arte e Educação em parceria com Michelle Peixoto.

Michelle Peixoto (responsável pelas rodas de leitura):  é pedagoga, com especialização em Pedagogia Waldorf. Atua há mais de 10 anos como contadora de histórias, mediadora de leitura, ministrante de cursosde formação e assessorapedagógica em projetos de incentivo à leituradirecio nados ao público escolar, entre eles: Balaiode Contos; Histórias à Brasileira; Histórias à Brasileira pelo Vale do Ribeira; Roda de Enredos; Telefone sem Fio; Contos,causos e presepadas; Um passarinho me contou; Histórias dos Quatro Ventos; Livros errantes, Histórias brincantes; Passaredo – encantose enredos; Alumbramento; Onde canta o sabiá.

Daniel D´Andrea (ministrante de oficina): é professor e pesquisador da literatura oral brasileira há 40 anos. Realizou inúmeros projetos de pesquisa e difusão do nosso folclore, tornando-se um dos professores de notório saber mais reconhecido no Brasil. Como reflexo deste intenso trabalho, tem sido convidado a participar de Fóruns, Seminários e Encontros de pesquisadores e narradores por todo o Brasil.  D’ Andrea auxiliou na implantação do Museu do Folclore de São José dos Campos (SP) e é um dos principais responsáveis pela retomada e reedição em 2019 da obra de Ruth Guimarães, primeira autora negra brasileira a ter projeção nacional. Graças aos esforços de D ‘ Andrea e do Instituto Ruth Guimarães, o livro Lendas e Fábulas do Brasil foi reeditado em 2019 e está novamente disponível para admiradores e estudiosos do folclore brasileiro.

Projeto realizado com o apoio da Havan, por meio do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura), da Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná.

AGENDA:

– Ações em Balsa Nova-PR:
de 01 a 05 de agosto – 30 sessões de contação de histórias e 30 rodas de leitura.

– Ações em Contenda-PR:
de 12 a 20 de setembro – 30 sessões de contação de histórias e 30 rodas de leitura.

Contato:
Produção: Vinícius Mazzon: 41 99622 2829 / viniciusmazzon@gmail.com

SEMINÁRIO ON-LINE DA FRENTE MOVIMENTO DEBATE CULTURA E ORÇAMENTO PÚBLICO

Nesta quarta-feira, 10/03, às 10h30mim, teremos o terceiro debate do I Seminário “CULTURA E ORÇAMENTO DO ESTADO PARA POLÍTICAS PÚBLICAS”, promovido pela Frente Movimento, com a participação da Professora Dra. Amanda Coutinho (UFBA) e o Secretário de Cultura de Londrina (PR), Bernardo Pellegrini, mediado por Rodrigo Ponce, doutor em filosofia e assessor parlamentar.

O tema será “A DESCENTRALIZAÇÃO DOS RECURSOS DA CULTURA NO PARANÁ: PLURALIDADE E MULTIPLICIDADE DA PRODUÇÃO CULTURAL E A CONCENTRAÇÃO DE RECURSOS NA CAPITAL”.

Historicamente, o Paraná é um dos estados que menos investe em cultura, apesar do seu potencial econômico. Atualmente, mais de 90% de seu investimento é destinado, de forma concentrada, a capital, Curitiba, ao passo que, para o interior, aproxima-se, miseravelmente, ao percentual de 0%. Além desse quadro trágico, não temos efetivamente um Fundo Estadual de Cultura, que nunca saiu do papel por falta do interesse dos governantes.

A descentralização dos recursos da cultura, na capital, é, portanto, necessária e urgente. É uma distorção histórica que precisa mudar. Não se trata da descentralização apenas sob o ponto de vista geográfico-distrital, mas também sob o ponto de vista da multiplicidade e pluralidade da produção cultural paranaense, que precisa ser reconhecida pelo governo do Estado. Os recursos devem contemplar as diversas comunidades e minorias visíveis, que integram o povo paranaense, tais como, os afrodescendentes, as comunidades ribeirinhas, os caiçaras, as comunidades indígenas, entre outras.

Agora a questão que não quer calar…

Como mobilizar a sociedade paranaense, o conjunto do estado, para chegarmos ao patamar mínimo de investimento em cultura de 1.5% do orçamento do Estado em 4 anos?

Como participar
Para participar do seminário é preciso acessar este link de inscrição: www.forms.gle/BF7jPay3zWfJKexA6.
E para ter acesso à transmissão os links de acesso são:
No YouTube: www.youtube.com/channel/UCabegFRBrfbqLNBYJCHUZVg
e no Facebook: www.facebook.com/satedparana

www.facebook.com/forumemergenciacultural/

Confira na íntegra as últimas falas: www.youtu.be/Gq81LGv8i-k

2ª MESA DE DEBATES PROFESSORES DE HISTÓRIA UFPR

Mesa de debates aberta ao público. Hoje, 25 de junho, terça-feira, às 18h30 no anfiteatro 100, na reitoria da UFPR (R. Dr. Faivre, 405 – Centro de Curitiba). Inscrições no local do evento.

Com a presença dos professores:
– Arte de guerrilha e ensino de história – Professora Ms Izabella Gomes Lopes Bertoni
– Ditadura militar em Curitiba: Site temático para o ensino de história local (www.ditaduraemcuritiba.com.br) – Professor Ms Luiz Gabriel da Silva.